Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16)
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1 Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) Módulo I Revisão dos fundamentos de Probabilidade e Estatística com apoio do R Aulas 3 e 4 Manuela Neves 2 e 7 Março 2016 Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
2 3 ā e 4 ā aulas plano 1 Probabilidade e Inferência 2 Em jeito de resumo... 3 Introdução à Teoria da Amostragem 4 Teoria da Estimação introdução 5 Estimação pontual: estimador e estimativa 6 Propriedades dos estimadores 7 Métodos de Estimação O método dos momentos O Método da Máxima Verosimilhança Propriedades dos estimadores de Máxima Verosimilhança A máxima verosimilhança no 8 Estimadores mais usuais e distribuições de amostragem resumo Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
3 Probabilidade e Inferência Pode dizer-se que a Probabilidade e a Inferência têm objectivos diferentes: enquanto na Probabilidade se parte de um dado esquema ou modelo para calcular a probabilidade de certos resultados ou acontecimentos se realizarem; na Inferência parte-se de dados ou observações e procura saber-se ou inferir-se algo sobre o modelo. A Inferência é a passagem do particular ao geral." A Inferência Estatística tem como objectivo definir procedimentos que, aplicados a uma amostra extraída da população, nos permitam estimar parâmetros desconhecidos dessa população ou algo sobre o modelo da população. De facto uma amostra particular é apenas uma das muitas amostras (em n ō infinito se a população for infinita) que se podem obter por um processo de amostragem. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
4 Probabilidade e Inferência A extensão do particular ao geral chama-se inferência indutiva. É o caminho para a aquisição de novos conhecimentos. O grau de incerteza que acompanha as inferências indutivas pode ser medido rigorosamente em termos de probabilidade, se a experiência foi conduzida segundo determinados princípios (probabilísticos ou aleatórios). Os procedimentos que levam à obtenção de amostras são do domínio da Teoria da Amostragem. Enquanto a Amostragem se refere, regra geral, a procedimentos de recolha de dados representativos de populações finitas, o Planeamento de Experiências refere-se à produção de dados, quando se controla a variação de algumas variáveis, ficando uma ou mais livres Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
5 Em jeito de resumo... Estatística Descritiva Amostra conjunto de dados desorganizados Organização e sintetização dos dados Amostra com as principais características realçadas População Inferir para a população as conclusões tiradas da análise dos dados reduzidos Probabilidade Inferência Estatística Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
6 Introdução à Teoria da Amostragem Seja X a variável de interesse numa população em estudo. Na teoria da amostragem usam-se procedimentos de recolha de elementos da população para obter uma amostra. O objectivo dessa amostra é usá-la para inferir sobre propriedades da variável em estudo. É preocupação da teoria da amostragem: a recolha de amostras representativas da população; a determinação da dimensão da amostra (para a qual é crucial estimar a variabilidade da característica) que permita obter estimativas de parâmetros de interesse com uma dada precisão. Antes de referirmos alguns conceitos preliminares em amostragem, vejamos um exemplo: Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
7 Exemplo 1 Vamos supor que temos um campo rectangular de 5 km 4 km e pretendemos escolher ao acaso áreas de 100 m 100 m. Podemos definir um par de coordenadas (i, j), com i = 1, 2,, 50 e j = 1, 2,, 40. Então a escolha aleatória de, por exemplo, 10 parcelas podia ser assim feita: > ndim<-10; nlinhas<-seq(1:50);ncol<-seq(1:40) > i<-sample(nlinhas,ndim);j<-sample(ncol,ndim) > parcelas<-cbind(i,j);parcelas i j [1,] [2,] 14 3 [3,] Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
8 Amostragem Definição 1 As variáveis aleatórias X 1, X 2, X n constituem uma amostra aleatória de dimensão n, que se costuma representar por X = (X 1, X 2, X n ), retirada de uma população X, se são mutuamente independentes e têm a mesma distribuição que X Seja (x 1, x 2, x n ) uma amostra de n observações da característica, obtidas após um processo de amostragem. Cada um daqueles valores é uma realização de n variáveis (X 1, X 2, X n ) que são réplicas da variável X Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
9 Teoria da Estimação A Inferência Estatística pretende responder a dois grandes problemas: calcular valores aproximados (estimativas) e obter intervalos de confiança para parâmetros desconhecidos da população. formular hipóteses e verificar se há concordância entre o que se supõe e os factos testes de hipóteses O primeiro problema é do domínio da Teoria da Estimação. Se; o valor desconhecido do parâmetro θ, usando o conhecimento, mesmo aproximado, da distribuição da população (estimação paramétrica); a função distribuição desconhecida da variável em estudo, F ou parâmetros sem o pressuposto do conhecimento de um modelo para a população (estimação não paramétrica). Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
10 Estimação pontual: estimador e estimativa Dada uma amostra aleatória (X 1, X 2,..., X n ) chama-se estatística a uma função da amostra aleatória que não envolve parâmetros desconhecidos. Definição Chama-se estimador de θ a uma estatística que a cada amostra observada faz corresponder um valor que estima θ, a que chamamos uma estimativa de θ. Θ (X 1, X 2,..., X n ) é um estimador θ (x 1, x 2,..., x n ) é uma estimativa Não confundir estimador variável aleatória estimativa valor aproximado do parâmetro, obtido pelo estimador usando uma amostra particular Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
11 Estimação pontual: estimador e estimativa Exemplo: São estimadores i) X = 1 n n i=1 X i/n e ii) S 2 = 1 n 1 n i=1 (X i X) 2. Observada, por exemplo, a amostra (1, 2, 0, 3, 1, 5) As estimativas associadas àqueles estimadores são: i) x = i=1 x i = 2 e ii) s 2 = i=1 (x i x) 2 = 3.2 Consideremos o caso de termos uma dada população com distribuição F(x θ), com um parâmetro desconhecido θ. Como se podem definir vários estimadores de um parâmetro, põe-se o problema de escolher, se possível o melhor. Há então que considerar certas propriedades que um estimador deve verificar. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
12 Propriedades dos estimadores Vejamos algumas: 1. Consistência Um estimador Θ diz-se convergente ou consistente para o parâmetro θ se Θ P θ. Prova-se que é condição suficiente de convergência de um estimador Θ para θ que Var(Θ ) 0 e E(Θ ) θ Vejamos o seguinte exemplo ilustrando a convergência de um estimador. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
13 Exemplo Consideremos uma população N (10, 2) e vejamos, utilizando o comportamento da média amostral para várias dimensões de amostras, n = 2, 5, 10, 15, 20,..., 1000, 1010, 1020,..., 5000, o > ns <- c(2, seq(5, 1000, by = 5), seq(1010, 5000, by = 10)) > estim <- numeric(length(ns)) # tb podia fazer-se estim<-c() > for (i in 1:length(ns)) { + amostra <- rnorm(ns[i], 10, 2) + estim[i] <- mean(amostra) + } > plot(ns, estim,lwd=2) > abline(h = 10,lwd=2,col=4) Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
14 Ilustrando a convergência estim ns Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
15 Propriedades dos estimadores 2. Não enviesamento O estimador Θ diz-se centrado ou não enviesado se E(Θ ) = θ. Na verdade é uma propriedade que muitos estimadores não possuem e daí ter mais interesse definir uma medida da diferença entre o estimador e o parâmetro que ele pretende estimar. É o chamado viés (ou em inglês bias ) que representaremos por b θ (Θ ) e se define como b θ (Θ ) = E(Θ ) θ Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
16 Propriedades dos estimadores 3. Erro quadrático médio Chama-se [ erro quadrático médio do estimador Θ a EQM (Θ ) = E (Θ θ) 2]. Esta propriedade é um dos critérios mais usados para comparar estimadores. É muito fácil mostrar que EQM (Θ ) = Var [Θ ] + [b θ (Θ )] 2 Se Θ é um estimador centrado de um parâmetro então o erro quadrático médio variância, i.e. [ E (Θ θ) 2] = Var (Θ ) Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
17 Ilustração da precisão e da exactidão O termo exactidão (accuracy) refere-se à proximidade de uma medição ou estimativa ao verdadeiro valor. O termo precisão ou variância (precision) refere-se ao grau de concordância numa sucessão de medições. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
18 Propriedades dos estimadores Situação desejável: estimador centrado com variância mínima. Diz-se que temos o estimador mais eficiente. Um estimador de um parâmetro θ é o mais eficiente se tiver a menor probabilidade de se afastar de θ, i.e, com dispersão mínima. Se não conseguirmos estimadores centrados interessa-nos procurar estimadores que tenham um EQM mínimo, i.e., [ ( Θ E (Θ θ) 2] ) ] 2 E[ Θ θ θ Existe um critério estabelecido na chamada desigualdade de Fréchet Cramér Rao que, sob certas condições, permite obter um limite inferior para o EQM de um estimador (para mais informações ver Murteira e Antunes (2012) e Casella e Berger (2002)) Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
19 Métodos de Estimação Até aqui falámos em estimadores e nas propriedades que devem possuir. Interessa ter procedimentos que construam estimadores com boas propriedades. Vamos então falar dos principais métodos de estimação paramétrica. Dos métodos de estimação paramétrica vamos referir: o Método dos momentos e o Método da Máxima verosimilhança Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
20 O método dos momentos Introduzido por Karl Pearson no início do século XX, foi o primeiro método de estimação a ser apresentado e que tem uma filosofia muito simples. O método consiste em: considerar como estimadores dos parâmetros desconhecidos as soluções das equações que se obtêm igualando os momentos teóricos aos momentos empíricos. É um método de aplicação geral, tendo como única condição que a distribuição tenha um número suficiente de momentos (teóricos). Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
21 O método dos momentos Sejam θ 1,..., θ k parâmetros desconhecidos de uma v.a. X. O método dos momentos consiste em igualar momentos teóricos e momentos empíricos, i.e., E[X] = m 1 c/ m 1 = 1 n n i=1 x i E[X 2 ] = m 2 c/ m 2 = 1 n n i=1 x 2 i. E[X k ] = m k c/ m k = 1 n n i=1 x k i m k = 1 n n i=1 x i k são os chamados momentos empíricos, calculados à custa da amostra (x 1,..., x n ). Aquelas igualdades dão-nos estimativas que são concretização dos estimadores com as expressões correspondentes. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
22 O método dos momentos exemplos Exemplo Consideremos X N (µ, σ). Quais os estimadores de momentos de µ e σ 2? Tem-se : donde E[X] = µ e M 1 = 1 n n i=1 X i = X E[X 2 ] = σ 2 + µ 2 e M 2 = 1 n n i=1 X 2 i µ = X (σ 2 ) = 1 n n i=1 X i 2 µ 2 (σ 2 ) = 1 n n i=1 (X i X) 2 Exercício Considere X P(λ). Determine o estimador de momentos de λ. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
23 O método dos momentos Os cálculos não são complicados, mas no cálculo dos momentos empíricos aparecem potências de expoente elevado quando há muitos parâmetros, conduzindo a estimativas instáveis. Por isso, como regra prática deve evitar-se recorrer ao método dos momentos para mais de quatro parâmetros. Nota: Os estimadores obtidos pelo método dos momentos são menos eficientes do que os estimadores de máxima verosimilhança, que passamos já a apresentar. Há uma função no uniroot() que pesquisa num dado intervalo o zero de uma função, relativamente ao seu 1 ō argumento. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
24 A Verosimilhança Seja X uma v.a. cuja distribuição depende de um parâmetro θ, desconhecido, e (X 1,..., X n ) uma amostra aleatória. Seja (x 1,..., x n ) a amostra observada. Definição Chama-se verosimilhança da amostra e representa-se por L(θ x 1, x 2,..., x n ) a f (x 1,..., x n θ) = n f (x i θ) i=1 caso contínuo P(X 1 = x 1,..., X n = x n θ) = n P(X i = x i θ) i=1 caso discreto Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
25 O Método da Máxima Verosimilhança (MMV) O método da máxima verosimilhança, proposto por Fisher em 1922 e desenvolvido em 1925 consiste em escolher como estimativa de θ o valor que maximiza a verosimilhança L(θ x 1,..., x n ), face a uma amostra observada (x 1,..., x n ). Vejamos uma ilustração no Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
26 Exemplo muito simples Num pequeno lago que temos no jardim há peixes. Eu gostava de saber quantos peixes terá o lago. Como posso estimar? Um procedimento comum é o chamado método de captura-recaptura, de que já falaram certamente quando deram o modelo de probabilidade hipergeométrico. Como se descreve o método? Apanhámos M = 7 peixes, marcámos cada um e libertámo-lo de seguida. Aguarda-se uns dias para voltarem aos seus hábitos e vamos pescar uns quantos de novo. Seja X a v.a. que conta o número de capturados-marcados, i.e. são os recapturados. Suponhamos que da segunda vez apanhámos n = 4, dos quais 3 estão marcados, então x = 3. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
27 O Método da Máxima Verosimilhança (MMV) Ora pretendemos saber o número N de peixes que existem no lago N = M + (N M); X designa o número de peixes recapturados. ( 7 N 7 ) X H(N, n = 4, M = 7) então P[X = x] = x)( 4 x ( N 4) Se encontrámos 3 marcados, qual o número de peixes que com maior probabilidade lá existirá? Sabemos que N 7, mas poderá ser N = 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14...? Foi Sir Ronald Fisher fez a pergunta: What is the value of N which has the highest likelihood? Ou seja, para os valores possíveis para N qual o que torna máxima a probabilidade acima? Resolver no, calculando as probabilidades e fazendo um gráfico Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
28 Exemplo muito simples N<-seq(7,14);N plot(n,dhyper(3,7,n-7,4),type="h",lwd=4) points(9,dhyper(3,7,2,4),type="p",col=2,lwd=4) text(9.5,0.05,expression(hat(n)==9),col=2) dhyper(3, 7, N 7, 4) N^ = N Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
29 O Método da Máxima Verosimilhança (MMV) Em muitas situações as funções de verosimilhança satisfazem condições que permitem que o valor para o qual a versomilhança é máxima seja obtido por derivação. Porém, e como a função logarítimca é monótona, regra geral é mais cómodo trabalhar com a função log-verosimilhança, log L(θ x) Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
30 O Método da Máxima Verosimilhança (MMV) Então, no caso de existirem derivadas (e para um único parâmetro θ), o valor do maximizante é obtido de modo que: Note-se que d log L dθ d log L dθ = = 0 e n i=1 d log f (x i θ) dθ d 2 log L dθ 2 < 0 A solução, ˆθ(x 1,..., x n ) é a estimativa de máxima verosimilhança, que é uma realização da v.a. ˆΘ = ˆΘ(X 1,..., X n ). Vamos fazer um exercício muito simples determinar o estimador de máxima versomilhança do parâmetro β do modelo exponencial. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
31 Propriedades dos estimadores de Máxima Verosimilhança Embora possa não ser centrado, o estimador de máxima verosimilhança de um parâmetro genérico θ é o único estimador eficiente (caso exista estimador eficiente) e é assintoticamente normal com valor médio θ e variância assintótica dada por 1 [ ( ) ] 2 = E log L θ 1 [ ( ) ] 2 = ne log f θ 1 [ ] E 2 log L θ 2 Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
32 A máxima verosimilhança no R No existem funções para obter as estimativas de máxima verosimilhança, usando procedimentos iterativos. Temos, por exemplo, as funções mle() do package stats4 fitdistr() do package MASS optimize () adequado quando há só um parâmetro optim () adequado quando há dois ou mais parâmetros Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
33 Exemplo Consideremos o ficheiro de dados do PlantGrowth. Vamos usar a amostra de valores observados da variável weight. Vamos supor que as observações são a concretização de uma a.a. (X 1, X 2,..., X n ), i.i.d. N (µ, σ) Primeiro necessitamos de escrever a função de log-verosimilhança Observação importante a função de optimização, por omissão calcula mínimos, pelo que devemos escrever a log-verosimilhança negativa >minuslogl <- function(mu, sigma2){ -sum(dnorm(x, mean = mu, sd = sigma2, log = TRUE)) } Para obter a estimativa de máxima verosimilhança, o algoritmo de optimização requer valores inicias para os parâmetros a estimar. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
34 Resolução do Exemplo Considerei valores próximos da média e variância observadas, neste caso 5 e 0.5, respectivamente, para ilustrar. >data(plantgrowth) >x <- PlantGrowth$weight >library(stats4) >MLest <- mle(minuslogl, start = list(mu = 5, sigma = sqrt(0.5) >summary(mlest) Maximum likelihood estimation Call: mle(minuslogl = minuslogl, start = list(mu = 5, sigma2 = 0.5)) Coefficients: Estimate Std. Error mu sigma log L: Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
35 Resumo dos principais estimadores e estimativas que iremos usar Parâmetros que vamos referir, seus estimadores e estimativas Parâmetro a estimar Estimador Estimativa n i=1 µ X = X i n x = σ 2 S 2 = p n i=1 (X i X) 2 P = X (a) n n 1 s 2 = n i=1 x i n n i=1 (x i x) 2 n 1 ˆp = x (b) n µ 1 µ 2 X 1 X 2 x 1 x 2 σ 2 1 / σ2 2 S 2 1 / S2 2 s 2 1 / s2 2 p 1 p 2 P1 P 2 ˆp 1 ˆp 2 (a) X - v.a. que conta... e (b) x - número observado de sucessos na amostra de dimensão n. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
36 Sampling Distributions summary Estimator Assumption Variable Distribution X X i N (µ, σ) X µ σ/ n N (0, 1) σ known X X i N (µ, σ) X µ S/ n t (n 1) σ unknown X X i unknown distribution X µ s/ n N (0, 1) n large S 2 X i N (µ, σ) (n 1)S 2 σ 2 χ 2 (n 1) P X B(n, p) (a) X np npq N (0, 1) n large (a) X is the n. of sucesses in n Bernoulli trials (experiments). Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
37 Sampling Distributions summary Estimator Assumption Variable Distribution (X Y ) (µ X Y X i N (µ 1, σ 1 ) 1 µ 2 ) t (n1 +n S P 1/n1 +1/n 2 2) 2 Y i N (µ 1, σ 2 ) σ 1 e σ 2 unknown but s 2 P = (n 1 1)s 2 1 +(n 2 1)s 2 2 n 1 +n 2 2 that is possible to suppose equal S 2 1/S 2 2 X i N (µ 1, σ 1 ) Y i N (µ 2, σ 2 ) S 2 1/σ 2 1 S 2 2 /σ2 2 F (n1 1,n 2 1) X i, i = 1, n 1 and Y i, i = 1, n 2 are independent random samples. Manuela Neves Modelos Matemáticos e Aplicações (15/16) 2 e 7 Março / 154
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