TERMINOLOGIAS TÉCNICAS NO PROCEDIMENTO JUDICIAL
|
|
|
- Benedito Figueiroa Van Der Vinne
- 7 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 TERMINOLOGIAS TÉCNICAS NO PROCEDIMENTO JUDICIAL PARTE II
2 AVALIAÇÕES E PERÍCIAS Imóvel rural: é o prédio rústico, de área contínua, qualquer que seja a sua localização, que se destine à exploração extrativa, agrícola, pecuária ou agroindustrial, quer através do Poder Público, quer pela iniciativa privada (art. 4º, I, Lei 4.504/64 Estatuto da terra); Definem-se como imóveis rurais: a) Glebas ou áreas de terras e suas acessões naturais; b) Benfeitorias reprodutivas (pastagens, pomares, culturas anuais ou perenes, florestas cultivadas, etc; c) Benfeitorias não reprodutivas (construções em geral casas, currais, galpões, cercas, silos, represas, instalações elétricas e hidráulicas, estradas vicinais e internas, etc. Carvalho, 2012, p.46
3 Lei 4.504/64 (Estatuto da terra) Art. 4º Para os efeitos desta Lei, definem-se: I - "Imóvel Rural", o prédio rústico, de área contínua qualquer que seja a sua localização que se destina à exploração extrativa agrícola, pecuária ou agroindustrial, quer através de planos públicos de valorização, quer através de iniciativa privada; Incorporam ao imóvel rural: as benfeitorias, tais como: a) Construções em geral (casas, currais, galpões, cercas, silos, represas, instalações elétricas e hidráulicas, estradas); b) Culturas (pastagens, pomares, florestas artificiais, lavouras); Carvalho, 2012, p.46
4 Direito de propriedade: corresponde ao direito de usar, gozar e dispor de um bem (art /CC); Art O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. 1 o O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas. 2 o São defesos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade, ou utilidade, e sejam animados pela intenção de prejudicar outrem. Art , 1º e 2º/CC
5 Direito de propriedade: art /CC Art O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. [...] 3 o O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou interesse social, bem como no de requisição, em caso de perigo público iminente. 4 o O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em extensa área, na posse ininterrupta e de boa-fé, por mais de cinco anos, de considerável número de pessoas, e estas nela houverem realizado, em conjunto ou separadamente, obras e serviços considerados pelo juiz de interesse social e econômico relevante. 5 o No caso do parágrafo antecedente, o juiz fixará a justa indenização devida ao proprietário; pago o preço, valerá a sentença como título para o registro do imóvel em nome dos possuidores. Art , 3º, 4º e 5º/CC
6 Quanto ao título dominial, que define direito de propriedade sobre imóvel Art Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis. 1 o Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. 2 o Enquanto não se promover, por meio de ação própria, a decretação de invalidade do registro, e o respectivo cancelamento, o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel. Art O registro é eficaz desde o momento em que se apresentar o título ao oficial do registro, e este o prenotar no protocolo. Art Se o teor do registro não exprimir a verdade, poderá o interessado reclamar que se retifique ou anule. Parágrafo único. Cancelado o registro, poderá o proprietário reivindicar o imóvel, independentemente da boa-fé ou do título do terceiro adquirente. Arts a 1.247/CC
7 Imóvel urbano: propriedade constituída de terreno nu ou edificado, situada em perímetro urbano e em local de características, uso, ocupação, acesso e melhoramentos públicos disponíveis, próprios de regiões já urbanizadas e de possível utilização imediata; SERVIDÃO: a instituição de servidão não implica em desapropriação, mas gera direito de indenização ao proprietário do imóvel atingido, na proporção dos danos causados, incluindo as servidões acessórias; Carvalho, 2012, p.46/245
8 Servidão principal: são estradas, passagens, transmissão de rede elétrica, diversos dutos subterrâneos ou aéreos, passagens de cabos, substâncias líquidas e suas instalações acessórias (torres, estradas de acesso e passagens); SERVIDÃO: a servidão é encargo específico que se impõe a qualquer propriedade em proveito de outrem, pode ser administrativa (quando decorre iniciativa do Poder Público) ou Particular (atender interesse particular); Carvalho, 2012, p.46/245
9 Área gravada pela servidão: parte do imóvel serviente ou prédio matriz diretamente atingida pela servidão; Imóvel serviente: aquele que sofre restrições impostas por servidões; Imóvel dominante: aquele que impõe restrições por servidão; Servidão perpétua ou permanente: servidão instituída por prazo indeterminado; Servidão temporária: servidão instituída por prazo determinado; Carvalho, 2012, p.47
10 Da Constituição das Servidões Art A servidão proporciona utilidade para o prédio dominante, e grava o prédio serviente, que pertence a diverso dono, e constitui-se mediante declaração expressa dos proprietários, ou por testamento, e subsequente registro no Cartório de Registro de Imóveis. Art O exercício incontestado e contínuo de uma servidão aparente, por dez anos, nos termos do art , autoriza o interessado a registrá-la em seu nome no Registro de Imóveis, valendo-lhe como título a sentença que julgar consumado a usucapião. Parágrafo único. Se o possuidor não tiver título, o prazo da usucapião será de vinte anos. Arts e 1.379/CC
11 Do Exercício das Servidões Art O dono de uma servidão pode fazer todas as obras necessárias à sua conservação e uso, e, se a servidão pertencer a mais de um prédio, serão as despesas rateadas entre os respectivos donos. Art As obras a que se refere o artigo antecedente devem ser feitas pelo dono do prédio dominante, se o contrário não dispuser expressamente o título. Art Quando a obrigação incumbir ao dono do prédio serviente, este poderá exonerar-se, abandonando, total ou parcialmente, a propriedade ao dono do dominante. Parágrafo único. Se o proprietário do prédio dominante se recusar a receber a propriedade do serviente, ou parte dela, caber-lhe-á custear as obras. Arts a 1.382/CC
12 Do Exercício das Servidões Art O dono do prédio serviente não poderá embaraçar de modo algum o exercício legítimo da servidão. Art A servidão pode ser removida, de um local para outro, pelo dono do prédio serviente e à sua custa, se em nada diminuir as vantagens do prédio dominante, ou pelo dono deste e à sua custa, se houver considerável incremento da utilidade e não prejudicar o prédio serviente. Arts e 1.384/CC
13 Do Exercício das Servidões Art Restringir-se-á o exercício da servidão às necessidades do prédio dominante, evitando-se, quanto possível, agravar o encargo ao prédio serviente. 1 o Constituída para certo fim, a servidão não se pode ampliar a outro. 2 o Nas servidões de trânsito, a de maior inclui a de menor ônus, e a menor exclui a mais onerosa. 3 o Se as necessidades da cultura, ou da indústria, do prédio dominante impuserem à servidão maior largueza, o dono do serviente é obrigado a sofrê-la; mas tem direito a ser indenizado pelo excesso. Art As servidões prediais são indivisíveis, e subsistem, no caso de divisão dos imóveis, em benefício de cada uma das porções do prédio dominante, e continuam a gravar cada uma das do prédio serviente, salvo se, por natureza, ou destino, só se aplicarem a certa parte de um ou de outro. Arts e 1.386/CC
14 Da Extinção das Servidões Art Salvo nas desapropriações, a servidão, uma vez registrada, só se extingue, com respeito a terceiros, quando cancelada. Parágrafo único. Se o prédio dominante estiver hipotecado, e a servidão se mencionar no título hipotecário, será também preciso, para a cancelar, o consentimento do credor. Art O dono do prédio serviente tem direito, pelos meios judiciais, ao cancelamento do registro, embora o dono do prédio dominante lhe impugne: I - quando o titular houver renunciado a sua servidão; II - quando tiver cessado, para o prédio dominante, a utilidade ou a comodidade, que determinou a constituição da servidão; III - quando o dono do prédio serviente resgatar a servidão. Art Também se extingue a servidão, ficando ao dono do prédio serviente a faculdade de fazê-la cancelar, mediante a prova da extinção: I - pela reunião dos dois prédios no domínio da mesma pessoa; II - pela supressão das respectivas obras por efeito de contrato, ou de outro título expresso; III - pelo não uso, durante dez anos contínuos. Arts a 1.389/CC
15 Propriedade familiar: imóvel rural que, direta e pessoalmente explorado pelo agricultor e sua família, lhes absorva toda a força de trabalho, dando-lhe subsistência e progresso social e econômico, com área máxima fixada para cada região e tipo de exploração, e eventualmente com ajuda de terceiros; Minifúndio: imóvel rural de área e possibilidade inferiores às da propriedade familiar; Carvalho, 2012, p.47
16 Latifúndio: imóvel rural que: a) Exceda a dimensão fixada nos termos do art. 46, 1º, b, Lei 4.504/64, tendo-se em vista as condições ecológicas, sistemas agrícolas regionais e sua finalidade; b) Quando não excede o limite, e tendo área igual ou superior à dimensão do módulo de propriedade rural, seja mantido inexplorado em relação às possibilidades físicas, econômicas e sociais do meio, com fins especulativos, ou seja, deficiente ou inadequadamente explorado, de modo a vedar-lhe a inclusão no conceito empresa rural; Carvalho, 2012, p.47/48
17 Art. 46. O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária promoverá levantamentos, com utilização, nos casos indicados, dos meios previstos no Capítulo II do Título I, para a elaboração do cadastro dos imóveis rurais em todo o país, mencionando: [...] 1 Nas áreas prioritárias de reforma agrária serão complementadas as fichas cadastrais elaboradas para atender às finalidades fiscais, com dados relativos ao relevo, às pendentes, à drenagem, aos solos e a outras características ecológicas que permitam avaliar a capacidade do uso atual e potencial, e fixar uma classificação das terras para os fins de realização de estudos microeconômicos, visando, essencialmente, à determinação por amostragem para cada zona e forma de exploração: [...] b) dos limites máximos permitidos de áreas dos imóveis rurais, os quais não excederão a seiscentas vezes o módulo médio da propriedade rural nem a seiscentas vezes a área média dos imóveis rurais, na respectiva zona; Art. 46, 1º, b /Lei 4.504/64
18 Empresa rural: empreendimento de pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que explore econômica e racionalmente imóvel rural, dentro de condições de rendimento econômico da região em que se localiza, explore área mínima agricultável do imóvel, conforme padrões fixados, pelo Poder Executivo; ATENÇÃO: existe conceito de pequena e média propriedades, para o qual o perito deve ficar atento, para evitar desperdício de tempo e trabalho com perícia, quando a lei estabelece o óbice de desapropriação de tais imóveis, no caso que proprietário não possua outro imóvel; Carvalho, 2012, p.244
19 Pequena propriedade: é o imóvel rural com área compreendida entre o mínimo de 1 (um) módulo e máximo de 4 (quatro) módulos, art. 4º, II, a /Lei 8.629/93; Média propriedade: é imóvel rural com área compreendida entre 4 (quatro) e 15 (quinze) módulos Art. 4º Para os efeitos desta lei, conceituam-se: I- Imóvel Rural - o prédio rústico de área contínua, qualquer que seja a sua localização, que se destine ou possa se destinar à exploração agrícola, pecuária, extrativa vegetal, florestal ou agroindustrial; II - Pequena Propriedade - o imóvel rural: a) de área compreendida entre 1 (um) e 4 (quatro) módulos fiscais; b) (Vetado) c) (Vetado) III - Média Propriedade - o imóvel rural: a) de área superior a 4 (quatro) e até 15 (quinze) módulos fiscais; Carvalho, 2012, p.245
20 Art São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária: I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra; II - a propriedade produtiva. Parágrafo único. A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua função social. Art. 185/CF
21 Art A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos: I - aproveitamento racional e adequado; II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho; IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores. Art. 186/CF
22 Acessões: é tudo que se incorpora à terra ou a outro bem principal, por união física natural ou artificial; Terra nua: é a terra de uma gleba, excluídas as benfeitorias; o seu valor (VTN), pode ser encontrado por: a) método direto, através de pesquisa de levantamento de dados de valor (VTI= VTN VB); b) método dedutivo, onde encontra-se valor do VTI (terras, acessões naturais e benfeitorias), que subtrai VB, encontra-se VTN;
23 Acessões naturais: todos elementos que, por força da natureza, aderem à terra (cobertura vegetal, rios, córregos, lagos, potencial hidráulico, paisagem ecológica, recursos minerais); a) Aluvião: acréscimo lento e paulatino, de terras que rio tira das margens e deposita em outra (art /CC c/c arts. 16 e 18/Decreto /34 Código da Águas); Art Os acréscimos formados, sucessiva e imperceptivelmente, por depósitos e aterros naturais ao longo das margens das correntes, ou pelo desvio das águas destas, pertencem aos donos dos terrenos marginais, sem indenização. Parágrafo único. O terreno aluvial, que se formar em frente de prédios de proprietários diferentes, dividir-se-á entre eles, na proporção da testada de cada um sobre a antiga margem. Art /CC
24 AVALIAÇÕES E PERÍCIAS a) Aluvião: acréscimo lento e paulatino, de terras que rio tira das margens e deposita em outra (art /CC c/c arts. 16 e 18/Decreto /34 Código da Águas); b) Avulsão: acréscimo em decorrência deslocamento brusco e violento de parte das terras de outro imóvel; Cabe indenização ao prejudicado, art /CC c/c arts. 19 a 22/Decreto /34 (Código da Águas); Art Quando, por força natural violenta, uma porção de terra se destacar de um prédio e se juntar a outro, o dono deste adquirirá a propriedade do acréscimo, se indenizar o dono do primeiro ou, sem indenização, se, em um ano, ninguém houver reclamado. Parágrafo único. Recusando-se ao pagamento de indenização, o dono do prédio a que se juntou a porção de terra deverá aquiescer a que se remova a parte acrescida. Art /CC
25 c) Formação de ilhas em rios: aquisição por acessão, pelo deslocamento da corrente dos rios que não sejam públicos, formando ilhas que passam a pertencer aos proprietários ribeirinhos de ambas margens, art /CC c/c arts. 23 a 25/ Decreto /34 (Código da Águas); Art As ilhas que se formarem em correntes comuns ou particulares pertencem aos proprietários ribeirinhos fronteiros, observadas as regras seguintes: I - as que se formarem no meio do rio consideram-se acréscimos sobrevindos aos terrenos ribeirinhos fronteiros de ambas as margens, na proporção de suas testadas, até a linha que dividir o álveo em duas partes iguais; II - as que se formarem entre a referida linha e uma das margens consideramse acréscimos aos terrenos ribeirinhos fronteiros desse mesmo lado; III - as que se formarem pelo desdobramento de um novo braço do rio continuam a pertencer aos proprietários dos terrenos à custa dos quais se constituíram. Art /CC
26 c) Álveo abandonado: é o leito do rio que secou, que passa a pertencer aos proprietários ribeirinhos de cada margem até o meio do álveo, sem direito à indenização ao prejudicado, exceto por utilidade pública, art /CC c/c arts. 9º, 10, 26 e 27/ Decreto /34 (Código da Águas); Art O álveo abandonado de corrente pertence aos proprietários ribeirinhos das duas margens, sem que tenham indenização os donos dos terrenos por onde as águas abrirem novo curso, entendendo-se que os prédios marginais se estendem até o meio do álveo. Art /CC
27 Acessões artificiais: são todos os bens que se fixam ao solo por meios artificiais (ex. benfeitorias em geral); Terra bruta: é denominação popularmente usada para se referir à terra, quando sobre ela se encontra a cobertura florística natural; ATENÇÃO: diferença a) Terra nua: se trata de terra beneficiada, ou seja, a terra sobre a qual existam benfeitorias; b) Terra bruta: se trata de terra sem benfeitorias; * A terra nua beneficiada tem maior valor do que a mesma terra nua bruta ou com a cobertura natural. Carvalho, 2012, p.50
28 MUITO OBRIGADO!!!
Direito Civil Parte 2 Profª Patrícia Strauss
Oficial de Justiça Direito Civil Parte 2 Profª Patrícia Strauss Direito Civil Professora Patrícia Strauss www.acasadoconcurseiro.com.br Edital DIREITO CIVIL: Código Civil Brasileiro,Das pessoas naturais:
Modos de Aquisição da Propriedade
Modos de Aquisição da Propriedade Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Departamento de Direito Civil Professor Doutor Antonio Carlos Morato Modos de Aquisição da Propriedade Imóvel Registro
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Durval Salge Júnior. (Aula 27/11/2017)
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Durval Salge Júnior (Aula 27/11/2017) Continuação das restrições ao direito de propriedade. Extensão do direito de propriedade e restrições
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO IMOBILIÁRIO.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO IMOBILIÁRIO. Aula Ministrada pelo Prof. Durval Salge Jr. 1-) Modalidades da Propriedade: a) Plena = quando se encontram reunidos na pessoa do proprietário todas as bases
Propriedade. Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Departamento de Direito Civil Professor Doutor Antonio Carlos Morato
Propriedade Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Departamento de Direito Civil Professor Doutor Antonio Carlos Morato Propriedade Relevância do Direito de Propriedade e sua inserção nas normas
Direitos Reais sobre Coisas Alheias
Direitos Reais sobre Coisas Alheias Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Departamento de Direito Civil Professor Doutor Antonio Carlos Morato Classificação dos direitos reais sobre coisas
DIREITO CIVIL IV AULA 5: Propriedade. Aspectos gerais
DIREITO CIVIL IV AULA 5: Propriedade. Aspectos gerais 1. Conceito de propriedade O código civil não definiu a propriedade Para Carlos Roberto Gonçalves, o direito de propriedade pode ser definido como
Direito das Coisas. VI - Direitos Reais em Coisa alheia
Turma e Ano: 2016/2017 Matéria / Aula: Direito Civil Objetivo 46 Professor: Rafael da Mota Monitor: Paula Ferreira Aula 46 Direito das Coisas VI - Direitos Reais em Coisa alheia 2.1. Direito Real em coisa
Unidade 2: Imóvel Rural. Prof. Ma. Luane Lemos. São Luis,
Unidade 2: Imóvel Rural Imóvel agrário x imóvel rural. Para o Estatuto da Terra: Art. 4º Para os efeitos desta Lei, definem-se: I - "Imóvel Rural", o prédio rústico, de área contínua qualquer que seja
DIREITO CIVIL A função social da propriedade e limitações ao exercício do direito de propriedade
A função social da propriedade e limitações ao exercício do direito de propriedade Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem
AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL POR ACESSÃO
AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL POR ACESSÃO 1. O artigo 1.248 do Código Civil prevê as formas de aquisição da propriedade por acessão. Considera-se acessão o modo originário de adquirir, em virtude do
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. O mandato do síndico dura 2 anos, podendo ser renovado por igual período sucessivamente.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Durval Salge Junior 1-) Condomínio edilício Conti. a) Síndico prazo: O mandato do síndico dura 2 anos, podendo ser renovado
DIREITO DAS COISAS. Beatis Possidendis
P á g i n a 1 Professor Durval Salge Junior DIREITO DAS COISAS Beatis Possidendis Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO IMOBILIÁRIO.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO IMOBILIÁRIO. Aula Ministrada pelo Prof. Durval Salge Junior 1-) Direito de Construir: Direito de construir do possuidor ou proprietário de promover em seu prédio a incorporação
LIMITAÇÕES AO DIREITO DE PROPRIEDADE. Resumo de aula
LIMITAÇÕES AO DIREITO DE PROPRIEDADE Resumo de aula Fundamentos Sumário Restrições administrativas Tombamento Ocupação temporária Requisição Servidão Administrativa Desapropriação Edificação ou parcelamento
DIREITO CIVIL I. Dos Bens 3/3/2010
DIREITO CIVIL I Dos Bens Prof. Vilmar A Silva Bens: são valores materiais e imateriais que podem ser objeto de uma relação de direito. é tudo o que satisfaz uma necessidade humana. (Gonçalves) Corpóreos,
DIREITO DAS COISAS PROPRIEDADE E SUA DEFESA. Prof. Diogo de Calasans Melo Andrade
1 DIREITO DAS COISAS PROPRIEDADE E SUA DEFESA Prof. Diogo de Calasans Melo Andrade 2 Poder de senhoria: Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la
Direito Civil. Direito de Propriedade. Prof. Marcio Pereira
Direito Civil Direito de Propriedade Prof. Marcio Pereira São formas de aquisição da propriedade derivada: sucessão (por causa mortis) e registro (por ato inter vivos) FORMAS DE AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE
VISTORIA E AVALIAÇÃO
VISTORIA E AVALIAÇÃO DISÃO/PARTILHA BENS RURAIS Fatores de homogeneização INTRODUÇÃO Fatores de homogeneização: são os coeficientes matemática que são utilizados em procedimentos de equivalência para comparar
Conteúdo: Propriedade: Conceito, Características, Formas de Aquisição. Usucapião.
Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Civil (Reais) / Aula 18 Professor: Rafael da Motta Mendonça Conteúdo: Propriedade: Conceito, Características, Formas de Aquisição. Usucapião. Obs: Imissão na
USUCAPIÃO. Esta espécie de usucapião dispensa o justo título e a boa fé.
Turma e Ano: Turma Regular Master A Matéria / Aula: Direito Civil Aula 20 Professor: Rafael da Mota Mendonça Monitora: Fernanda Manso de Carvalho Silva DIREITO DAS COISAS (continuação) (III) Propriedade
LEGISLAÇÃO APLICADA AO GEORREFERENCIAMENTO
LEGISLAÇÃO APLICADA AO GEORREFERENCIAMENTO Congresso Brasileiro de Georreferenciamento e Geoprocessamento José de Arimatéia Barbosa Registrador de Imóveis 13/09/2006 REGISTRO DE IMÓVEIS OFICIAL REGISTRADOR
AULA 05 DIREITO DAS COISAS
AULA 05 DIREITO DAS COISAS PROPRIEDADE - É o direito que o indivíduo tem de USAR, GOZAR, DISPOR e REAVER a coisa de quem quer que injustamente a possua. (art. 5º, XXII da CF) CARACTERÍSTICAS DA PROPRIEDADE
1. INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE. Art. 5ª da CF é considerado cláusula pétrea, assim, propriedade é cláusula pétrea.
1 DIREITO ADMINISTRATIVO PONTO 1: Intervenção do Estado na Propriedade PONTO 2: Servidão Administrativa PONTO 3: Requisição Administrativa PONTO 4: Ocupação Temporária PONTO 5: Limitações Administrativas
ATIVIDADE III - A Classificação do Imóvel: Produtividade
ATIVIDADE III - A Classificação do Imóvel: Produtividade Alessandra Batista Xavier Ariana Lemes da Costa Daniele de Fátima Ferreira de Lima Janaína do Prado Almeida Jennifer Stefani Meira da Silva Inconfidentes,
CAPÍTULO XI AÇÕES RELATIVAS ÀS SERVIDÕES 1. Ação confessória 2. Ação negatória 3. Ações possessórias 4. Nunciação de obra nova 5.
Sumário CAPÍTULO I AS SERVIDÕES 1. Considerações sobre a propriedade 2. Limites sociais e jurídicos da propriedade e as servidões 3. As servidões no direito romano 4. Conceito de servidão 5. Natureza da
IPTU IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO
Bem Vindo! IPTU IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA - IPTU; O Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) é um imposto brasileiro
Direitos fundamentais propriedade. João Miguel da Luz Rivero Fundamento constitucional
Direitos fundamentais propriedade João Miguel da Luz Rivero [email protected] Fundamento constitucional O regime jurídico da propriedade tem seu fundamento na Constituição. Esta garante o direito de
1ª ATIVIDADE AVALIATIVA: RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS OBJETIVOS
1ª ATIVIDADE AVALIATIVA: RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS OBJETIVOS Resolva as questões abaixo, justificando suficientemente a resposta escolhida em folhas apartadas e na ordem em que elas foram apresentadas. 01.
Direito Civil. Dos Direitos Reais Sobre Coisas Alheias. Prof. Marcio Pereira
Direito Civil Dos Direitos Reais Sobre Coisas Alheias Prof. Marcio Pereira DIREITOS REAIS SOBRE COISAS ALHEIAS (art. 1225 CC) São classificados em: Direitos reais de gozo e fruição :superfície, servidão,
DIREITO AMBIENTAL. Código Florestal Lei nº /12. Reserva Legal- Parte 1. Prof. Rodrigo Mesquita
DIREITO AMBIENTAL Código Florestal Lei nº 12.651/12 - Parte 1 Prof. Rodrigo Mesquita ETEP S (RL) BASE NORMATIVA: Lei nº 12.651/2012 e Lei nº 12.727/2012 CONCEITO JURÍDICO Na sistemática do Direito Ambiental
1. DIREITO REAL DE SUPERFÍCIE
1 DIREITO CIVIL DIREITO CIVIL PONTO 1: Direito Real de Superfície PONTO 2: Direito Real de Servidão PONTO 3: Direito Real de Usufruto PONTO 4: Direito Real de Uso PONTO 5: Direito Real de Habitação PONTO
ESTRUTURA BÁSICA LAUDO DE AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS RURAIS
MODELO SIMPLIFICADO (MODELO PARA FINS ACADÊMICOS) REFERÊNCIA NORMATIVA: ABNT- NBR 14.653-3 I- DADOS PRELIMINARES 1) PROPRIETÁRIO: Informar, sempre que possível, o proprietário do imóvel, citando a fonte
Servidões Cálculo da Indenização
Servidões Cálculo da Indenização Eng. Civil JOSÉ TARCISIO DOUBEK LOPES Outubro/2013 Os conceitos e opiniões apresentados nesta atividade são de responsabilidade exclusiva do palestrante. O Congresso não
Manual de Orientações para o Cadastro no Sistema de Cadastro Ambiental Rural do Estado de São Paulo (SICAR-SP)
Manual de Orientações para o Cadastro no Sistema de Cadastro Ambiental Rural do Estado de São Paulo (SICAR-SP) São Paulo 2016 Atualizado em 12.04.16 2. Primeiras abas do Cadastro: Propriedade, Domínio
Declaração para Cadastro de Imóveis Rurais. Manual de Orientação para Preenchimento da
Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA SISTEMA NACIONAL DE CADASTRO RURAL - SNCR Manual de Orientação para Preenchimento da Declaração para
TERMINOLOGIAS TÉCNICAS NO PROCEDIMENTO JUDICIAL
TERMINOLOGIAS TÉCNICAS NO PROCEDIMENTO JUDICIAL PARTE I Procedimentos técnicos: utilizados na realização da atividade de avaliação e perícia, sendo a denominação obrigatória e corretamente empregada para
DIREITO AGRÁRIO 1. CLASSIFICAÇÃO DOS IMÓVEIS RURAIS PELO ESTATUTO DA TERRA
Classificação dos Imóveis Rurais Pelo Estatuto da Terra: Latifúndio: Conceito. Tipos: por extensão e por exploração. Minifúndio: Conceito. Instrumentos de combate ao minifúndio. Propriedade Familiar: Histórico.
Recife, 19 de julho de Armando Moutinho Perin Advogado
Recife, 19 de julho de 2016 Armando Moutinho Perin Advogado Constituição Federal de 1988 Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I direito tributário,
DIREITO AGRÁRIO. QUESTÕES DE REVISÃO 1 a N1
QUESTÕES DE REVISÃO 1 a N1 1) (MPE-RR 2017) A questão agrária é uma importante fonte de estudo das complexas relações socioeconômicas da sociedade brasileira. Nesse sentido, visando preservar a finalidade
Capítulo 1 Introdução ao Direito das Coisas Capítulo 2 Da Posse... 29
SUMÁRIO Capítulo 1 Introdução ao Direito das Coisas... 19 1. Conceito e abrangência do direito das coisas... 19 1.1. Distinção entre os Direitos Reais e os Direitos Pessoais... 22 2. Classificação dos
ASPECTOS POLÊMICOS DA APOSENTADORIA RURAL. Bernardo Monteiro Ferraz
ASPECTOS POLÊMICOS DA APOSENTADORIA RURAL Bernardo Monteiro Ferraz Aposentadoria rural o Por idade: o Idade: redução de cinco anos: 60 (homem) e 55 (mulher) o Carência: 180 meses o Exercício da atividade
Módulo 16 Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana IPTU. Fato gerador. Contribuinte.
Módulo 16 Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana IPTU. Fato gerador. Contribuinte. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU Constituição Federal: Art. 156. Compete
2ª Fase de Direito Civil
2ª Fase de Direito Civil Professor Fabio Alves [email protected] POSSE TEORIA OBJETIVA Art. 1196 CLASSIFICAÇÃO POSSE JUSTA E INJUSTA BOA-FÉ E MÁ-FÉ DIRETA E INDIRETA NOVA E VELHA COMPOSSE 1
Capítulo 1 Direito das coisas... 1 Capítulo 2 Posse... 15
Sumário Capítulo 1 Direito das coisas... 1 1. Conceito e denominação... 1 2. Distinções entre os direitos reais e os direitos pessoais... 4 2.1. Características dos direitos pessoais... 6 2.2. Características
Prof. Vilmar A. Silva DIREITO AGRÁRIO. Posse agrária
1 Prof. Vilmar A. Silva DIREITO AGRÁRIO Posse agrária Posse CIVIL A posse civil = caráter mais individual e estático, relacionado ao exercício de algum dos poderes inerentes ao domínio (art. 1.196 CC).
DIREITO AGRÁRIO LEGITIMAÇÃO DE POSSE
DIREITO AGRÁRIO LEGITIMAÇÃO DE POSSE LEGITIMAÇÃO DE POSSE ORIGEM LEI DE TERRAS MUNDO JURÍDICO LEGALIZANDO SITUAÇÕES DE POSSE LEGITIMAÇÃO DE POSSES MANSAS E PACÍFICAS EM TERRAS CULTIVÁVEIS POSSEIRO, OCUPANTE
Aula 04 Direitos Reais
Propriedade: A propriedade consiste no direito real que confere ao seu titular a maior amplitude de poderes sobre a coisa. De acordo com os termos do artigo 1.228. do Código Civil, o proprietário tem a
IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR ITR é o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, art. 1º; Decreto nº 4.382, de 19 de setembro de 2002 ;
SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO AO DIREITO DAS COISAS
SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO AO DIREITO DAS COISAS... 1 1.1 Conceito de Direito das Coisas. A questão terminológica... 1 1.2 Conceito de direitos reais. Teorias justificadoras e caracteres. Análise preliminar
DIREITO IMOBILIÁRIO. Aula 1. Aspectos Iniciais do Registro Público de Imóveis. Material Teórico
Material Teórico DIREITO IMOBILIÁRIO Aula 1 Aspectos Iniciais do Registro Público de Imóveis Prof. Nelson Guilharducci (Tutor) Prof. Nelson Shikicima e Prof. Daniel Áureo de Castro (Conteudistas) cod ImobCDS1107_a01
DO CONCEITO DE USUCAPIÃO
DO CONCEITO DE USUCAPIÃO Conceito: Usucapião é modo de aquisição da propriedade (ou outro direito real), que se dá pela posse continuada, durante lapso temporal, atendidos os requisitos de lei. LOCALIZAÇÃO
O procedimento administrativo da Declaração de Utilidade Pública para efeitos de constituição de servidão administrativa.
O procedimento administrativo da Declaração de Utilidade Pública para efeitos de constituição de servidão administrativa. Vítor Vasconcelos Nascimento Coimbra, 30 de Novembro de 2011 O procedimento administrativo
Bens são todos aqueles objetos materiais ou imateriais que sirvam de utilidade física ou ideal para o indivíduo.
Bens são todos aqueles objetos materiais ou imateriais que sirvam de utilidade física ou ideal para o indivíduo. Para a economia política, bens são aquelas coisas que, sendo úteis aos homens, provocam
Princípios Constitucionais
DIREITO AGRÁRIO Princípios Constitucionais Prof. Vilmar A. Silva Princípio da desapropriação para reforma agrária. DA DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS Art. 184 DE REFORMA AGRÁRIA Compete à União desapropriar por
Cadastro de Imóvel Rural Atualização e Inclusão SNCR-Web. Murilo Zibetti Analista de Cadastro Incra/Sp
Cadastro de Imóvel Rural Atualização e Inclusão SNCR-Web Murilo Zibetti Analista de Cadastro Incra/Sp Definição de Imóvel Rural Imóvel rural, segundo a legislação agrária, é a área formada por uma ou mais
