Restauração ecológica
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- Matheus Denílson Dreer Correia
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1 BIE 037 Conservação da Biodiversidade 203 Restauração ecológica Leandro Reverberi Tambosi
2 Restauração ecológica O que é restauração ecológica? Por que restaurar?
3 Restauração, recuperação ou revegetação? Reconstrução: a partir de ecossistemas muito degradados Reparação: reconstrução parcial de ecossistemas muito degradados Revegetação: replantio de vegetação nativa ou exótica Recuperação: ocorre por sucessão natural Restauração: retornar a condição inicial
4 Restauração, recuperação ou revegetação? Reconstrução: a partir de ecossistemas muito degradados Reparação: reconstrução parcial de ecossistemas muito degradados Revegetação: replantio de vegetação nativa ou exótica Recuperação: ocorre por sucessão natural Restauração: retornar a condição inicial
5 Biomassa e conteúdo de nutrientes substituição Ecossistema Original Restauração Reabilitação substituição Ecossistema Degradado abandono abandono Composição de espécies e complexidade Engel & Parrota 2003
6 A ciência, prática e arte de assistir e manejar a recuperação da integridade ecológica dos ecossistemas, incluindo um nível mínimo de biodiversidade e de variabilidade na estrutura e funcionamento dos processos ecológicos, considerando-se seus valores ecológicos, econômicos e sociais Society for Ecological Restoration International 2006 Processo que tem como objetivo recuperar a integridade ecológica e incrementar o bem estar humano em paisagens com florestas degradadas ou desmatadas Global Partnership on Forest Landscape Restoration (Rietbergen-McCraken, Maginnis & Sarre, 2007)
7 A ciência, prática e arte de assistir e manejar a recuperação da integridade ecológica dos ecossistemas, incluindo um nível mínimo de biodiversidade e de variabilidade na estrutura e funcionamento dos processos ecológicos, considerando-se seus valores ecológicos, econômicos e sociais Society for Ecological Restoration International 2006 Processo que tem como objetivo recuperar a integridade ecológica e incrementar o bem estar humano em paisagens com florestas degradadas ou desmatadas Global Partnership on Forest Landscape Restoration (Rietbergen-McCraken, Maginnis & Sarre, 2007)
8 Biomassa e conteúdo de nutrientes Ecossistema restaurado Restauração Sucessão Floresta secundária Sem necessidade de intervenção Substituição Ecossistema reabilitado Com necessidade de intervenção Reabilitação (espécies dominantes mantidas) Ecossistema Recuperado (produtividade) Recuperação Ecossistema degradado Composição de espécies e complexidade Modificado de Engel & Parrota 2003
9 Metas e Objetivos da restauração Chazdon 2008, Science
10 Metas e Objetivos da restauração Retorno do ecossistema a sua situação original Como desejamos o ecossistema no futuro? X Metas viáveis do ponto de vista técnico e econômico Curto prazo Médio prazo Longo prazo
11 Metas e Objetivos da restauração Retorno do ecossistema a sua situação original Como desejamos o ecossistema no futuro? X Metas viáveis do ponto de vista técnico e econômico Curto prazo Médio prazo Longo prazo Menos de 50% dos projetos apresentam objetivos claramente definidos Menos de 50% faz avaliações quantitativas do sucesso dos projetos Suding 20 - Annu. Rev. Ecol. Evol. Syst.
12 Fatores importantes para o planejamento da restauração Holl & Aide 20 - Forest Ecology & Management
13 Biomassa e conteúdo de nutrientes Ecossistema restaurado Restauração Sucessão Floresta secundária Sem necessidade de intervenção Substituição Ecossistema reabilitado Com necessidade de intervenção Reabilitação (espécies dominantes mantidas) Ecossistema Recuperado (produtividade) Recuperação Ecossistema degradado Composição de espécies e complexidade Modificado de Engel & Parrota 2003
14 Biomassa e conteúdo de nutrientes Resiliência Ecossistema restaurado Restauração Sucessão Floresta secundária Sem necessidade de intervenção Substituição Ecossistema reabilitado Com necessidade de intervenção Reabilitação (espécies dominantes mantidas) Ecossistema Recuperado (produtividade) Recuperação Ecossistema degradado Composição de espécies e complexidade Modificado de Engel & Parrota 2003
15 Fatores importantes para o planejamento da restauração Holl & Aide 20 - Forest Ecology & Management
16 Resiliência Resiliência (wwf.org.br): é a capacidade de um ecossistema de se recuperar e retomar as mesmas funções após um determinado impacto (seca, enchente, fogo, desmatamento etc.). Resiliência Ecológica (Suding 20): Capacidade de um sistema de absorver um distúrbio e se reorganizar, mantendo funções estrutura e feedbacks similares Resiliência do ecossistema é o grau e o ritmo com o qual um ecossistema recupera as funções e a estrutura inicial após um distúrbio (Holl & Aide 20) Fonte: wwf.org.br Definição de resiliência da engenharia: a taxa ou velocidade com a qual um ecossistema retorna a seu estado original após uma perturbação
17 Resiliência Resiliência (wwf.org.br): é a capacidade de um ecossistema de se recuperar e retomar as mesmas funções após um determinado impacto (seca, enchente, fogo, desmatamento etc.). Resiliência Ecológica (Suding 20): Capacidade de um sistema de absorver um distúrbio e se reorganizar, mantendo funções estrutura e feedbacks similares Resiliência do ecossistema é o grau e o ritmo com o qual um ecossistema recupera as funções e a estrutura inicial após um distúrbio (Holl & Aide 20) Fonte: wwf.org.br O ecossistema permanece em um domínio de estabilidade ou possui um único ponto de equilíbrio
18 Resiliência Resiliência ecológica (Peterson et al. 998): descreve a quantidade de mudança ou perturbação necessária para transformar o sistema que era mantido por um determinado conjunto de processos e estruturas para um conjunto diferente de processos e estruturas Gunderson 2000: resiliência é a magnitude de perturbação que pode ser absorvida por um sistema antes de alterar sua estrutura (mudanças nos processos que controlam seu funcionamento).
19 Resiliência O ecossistema pode ser expresso como 2 ou mais estados alternativos e pode ocorrer a transição de um estado para outro através de mudança nas estruturas e processos do ecossistema No contexto da restauração: retorno a um estado restaurado após uma perturbação (degradação) Retorno a um estado degradado após a perturbação (as ações de restauração). Briske et al. 2008
20 Resiliência
21 Resiliência Invasão por Urochloa
22 Resiliência Invasão por Urochloa
23 Nova visão de sistema degradado Os sistemas degradados passam a ser vistos como estados alternativos do sistema - Novo sistema em equilíbrio - Dinâmica completamente diferente do sistema original - Mecanismos de feedback que mantém o estado alterado e limitam as ações de restauração - Alta resiliência às ações de restauração
24 Funções e processos do sistema TREE - Suding et al Condições ambientais
25 Fatores importantes para o planejamento da restauração Holl & Aide 20 - Forest Ecology & Management
26 Histórico de uso catuji.olx.com.br Fonte: Fonte:
27 Histórico de uso catuji.olx.com.br Fonte: Fonte:
28 Histórico de uso catuji.olx.com.br geomundo.com.br Trialx.com Fonte:
29 Histórico de uso
30 Histórico de uso
31 Fatores importantes para o planejamento da restauração Holl & Aide 20 - Forest Ecology & Management
32 Perda de hábitat e fragmentação X Resiliência Metzger & Décamps 997
33 Riqueza/ Abundância especialistas generalistas Tamanho do fragmento Tamanho do fragmento Tamanho do fragmento Alta diversidade gamma e alfa Alta diversidade gamma Alfa depende da área do fragmento Baixa diversidade gamma e alfa PloS - Pardini et al. 200
34 Perda de habitat e alterações na comunidade biológica Banks-Leite et al. no forno Forest cover (%) Bird community integrity Forest cover (%) Mammal community integrity Forest cover (%) Amphibian community integrity AVES MAMÍFEROS ANFÍBIOS
35 Efetividade do manejo Resiliência ecológica Perda de vegetação nativa na paisagem PloS - Pardini et al. 200
36 Influência da paisagem na restauração Leite et al. no forno
37 EFICIÊNCIA DA DISPERSÃO DE PROPÁGULOS EM RELAÇÃO À DISTÂNCIA DA FONTE FORNECEDORA Fatores Condicionantes: 50 m Distância, estado de conservação da vegetação, presença da fauna de dispersores, direção dos ventos, qualidade da matriz, época do ano em que a área foi aberta, etc.
38 Efeito da Matriz DISPERSÃO NATURAL REGENERAÇÃO NATURAL VEGETAÇÃO REMANESCENTE
39 Efeito da DISPERSÃO NATURAL VEGETAÇÃO REMANESCENTE REGENERAÇÃO NATURAL
40 Espécies Novas Ingressantes Fragmento próximo e rico Fragmento próximo e pobre TEMPO
41 Espécies Novas Ingressantes Fragmento próximo e rico Fragmento distante e rico TEMPO
42 Espécies Novas Ingressantes Fragmento próximo e rico Fragmento próximo e pobre Fragmento distante e rico Fragmento distante e pobre TEMPO
43 Idade da Mata 50%FC 30%FC 0%FC Regenerou em 2000 Regenerou em ha 605 ha 733 ha (52.9%) (8.9%) (60.6%) 55 ha 873 ha 5 ha (0.%) (27.2%) (2.5%) Não Non mata forest Regenerou Forest growth em 2000 in 00's Regenerou Forest since em 's Estável Forest desde since 's Estável desde ha 73 ha 325 ha (37%) (53.9%) (26.9%) Maior regeneração perto dos rios, de fragmentos existentes e longe de estradas (Teixeira 2009) Lira et al. 202 Forest Ecology and management
44 Situação da Mata Atlântica Fontes de biodiversidade Resiliência intermediária Baixa resiliência
45 Situação da Mata Atlântica
46 Fatores importantes para o planejamento da restauração Holl & Aide 20 - Forest Ecology & Management
47 Fatores importantes para o planejamento da restauração Holl & Aide 20 - Forest Ecology & Management
48 Evolução dos projetos de restauração Etapa : Brasil colônia e Império preocupação com escassez de água e preservação das matas 862 grande projeto de restauração florestal na floresta da Tijuca 954 recomposição de parte do Parque Nacional de Itatiaia Final da década de 970 reservatórios da CESP
49 Evolução dos projetos de restauração Etapa : Mais caracterizado pelo processo de revegetação Uso de espécies exóticas e nativas Privilegiava espécies de rápido crescimento Privilegiava espécies de crescimento lento Plantio de espécies distribuídas aleatoriamente
50 Evolução dos projetos de restauração Etapa : Mais caracterizado pelo processo de revegetação Duração das espécies pioneiras Desequilíbrio entre espécies Espécies não adaptadas às condições Experimentos para novas metodologias Cosmópolis plantio de 7 espécies sem espaçamento definido
51 Fonte:
52 Fonte:
53 Evolução dos projetos de restauração Etapa 2: espécies nativas e sucessão ecológica Adoção de espécies nativas, mas não regionais Classificação das espécies em função dos grupos sucessionais: pioneiras, secundárias e tardias Adoção da dinâmica de clareiras como modelo a ser seguido
54 Fonte:
55 Custos com manutenção e tempo para formação Alta porcentagem de espécies pioneiras Baixa diversidade de espécies Fonte:
56 Evolução dos projetos de restauração Etapa 2: espécies nativas e sucessão ecológica Plantio em linhas pioneiras e secundárias Morte das espécies pioneiras Banco de sementes dominado por gramíneas invasoras Ausência de plântulas Retorno ao estado inicial
57 Fonte:
58 Evolução dos projetos de restauração Etapa 3: modelo de floresta madura Uso de grande diversidade florística Cópia do modelo para restauração dos processos Fonte:
59 Fonte:
60 Fonte:
61 Plantio de mudas é a única alternativa Evolução dos módulos ao longo do tempo Número e composição dos módulos baseado em parâmetros fitossociológicos Modificado de:
62 Evolução dos projetos de restauração Etapa 4: restauração dos processos ecológicos Florestas são sistemas abertos Processo de sucessão apresenta diferentes direções Compreensão da dinâmica das populações e comunidades
63 Fonte: Pacto (Rodrigues et al. 2009)
64 Isolamento Dispersão Ventos Fogo Histórico modificado de:
65 Fonte:
66 Fonte:
67 Fonte:
68 Fonte:
69 Fonte:
70 Fonte:
71 Fonte:
72 Fonte:
73 Evolução dos projetos de restauração Novos desafios: inclusão de outras formas de vida e grupos funcionais Ineficiência da restauração apenas com espécies arbóreas para conservação de biodiversidade Áreas ripárias X áreas distantes dos rios (Munro et al 2009) Herbáceas, epífitas, lianas Representam mais de 50% das espécies Fonte:
74 Fonte:
75 Adoção de novas estratégias de restauração
76 Fonte:
77 Fonte: Semeadura direta
78 Evolução dos projetos de restauração Novos desafios: inclusão da diversidade genética Fragmentação e isolamento Baixa diversidade gênica Maior suscetibilidade à variações ambientais
79 Evolução dos projetos de restauração Novos desafios: inclusão de outras formas de vida e grupos funcionais com uma visão ecossistêmica Uso de espécies atrativas de fauna visitação de dispersores Poleiros artificiais ou naturais Uso de banco de sementes alóctone, serrapilheira ou solo Resgate de plântulas e outras formas de vida Monitoramento!!
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