JURISPRUDÊNCIA DOS CONCEITOS
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- Sebastiana Minho de Almeida
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1 JURISPRUDÊNCIA DOS CONCEITOS Pontos de partida: idéia de sistema (influência de Schelling) - Direito como um organismo vivo idealismo alemão (Hegel) - identificação entre o real e o racional (princípio unitário) escola pandectista (Direito Romano) - produção de conceitos gerais e abstratos (desconsidera os aspectos históricos - costumes, tradição, cultura) teoria física de Newton - uma teoria científica não trata dos fatos do mundo, mas procura explicar como eles acontecem. Objetivo: o sistema deve procurar a unidade na diversidade, com a utilização do método lógico-matemático, através da construção científica do Direito. Imagem representativa: a pirâmide, em cujo topo se encontra o conceito supremo, do qual os conceitos jurídicos derivam, decompondo-se em espécies e sub-espécies.
2 FUNDADOR: GEORG PUCHTA Puchta, discípulo de Savigny, propõe a criação de uma genealogia dos conceitos, através de operações lógico-dedutivas e lógico-indutivas. Ciência jurídica formalista: verifica as etapas deste processo de derivação, conferindo a produção de cada conceito, identificando as etapas de sua formação (funcionalismo). Crítica: a pirâmide jurídica encabeçada por um conceito supremo não jurídico (ético) evolui para um exagerado abstracionismo, desviando o Direito de sua função social, abrindo caminho para o positivismo jurídico. Direito: ciência formal e hierarquizada.
3 RUDOLF IHERING: primeira fase Rudolf Ihering iniciou sua atividade jurídica aderindo à doutrina de Puchta. Direito como ciência formal: organismo objetivo da liberdade humana acompanha as qualidades dos objetos da natureza adota o método histórico-natural jurídico rejeita os fins sociais Direito como sistema: sua função consiste em desmontar os institutos jurídicos e proposições jurídicas em seus elementos lógicos, combiná-los entre si de modo a extrair tanto os conceitos conhecidos como conceitos novos e em seguida reconstruir tudo logicamente.
4 RUDOLF IHERING: primeira fase Aproxima o Direito do modelo das ciências da natureza. Mediante a combinação de elementos diversos, a ciência pode criar novos conceitos e proposições jurídicas: conceitos acasalam-se e geram novos conceitos. Método diferente de Puchta: não se alicerça num conceito supremo, mas apenas na indução, semelhante ás ciências da natureza. Compara o Direito com duas outras criações humanas: ALFABETO - para a formação de novas palavras usa-se a combinação das mesmas letras; QUÍMICA - para a formação de novos corpos, os elementos químicos são combinados de modos diversos. Direito = química jurídica. A descoberta de novas proposições jurídicas não decorre de uma necessidade prática, mas de uma necessidade lógica.
5 RUDOLF IHERING - segunda fase Lança a proposta de uma jurisprudência pragmática, colocando o elemento teleológico como o norteador do Direito. O fim é o criador de todo o Direito, pois não existe norma jurídica sem uma finalidade ou motivo prático. Os fins não são algo automático, mas é o sujeito humano coletivo quem os estabelece; tal sujeito não é o legislador, mas a própria sociedade. Para assegurar as condições de existência das pessoas, a sociedade precisa de regras estáveis e, para isso, cria o Estado com o poder coercitivo. Todas as proposições jurídicas têm por fim a segurança das condições de existência da sociedade e o Estado é o guardião do Direito.
6 RUDOLF IHERING - segunda fase Defende o monopólio do Estado em matéria de criação do Direito. Atribui a cada norma jurídica uma relação de conteúdo com um fim social. Abandona a perspectiva formalista da jurisprudência dos conceitos. Os fins sociais são hierarquizados resultando das necessidades históricas da sociedade. O que ela entende como útil e relevante é a maior felicidade. A essência da sociedade é a promoção recíproca dos fins de todos os seus membros. O Estado é que garante isso com seu poder coercitivo. Explica a figura da Justiça com a balança e a espada: o equilíbrio e a força. O Direito como função social e a idéia da jurisprudência pragmática foram o ponto de partida de uma jurisprudência dos interesses, desenvolvida posteriormente.
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