Apresentação. Bons estudos!
|
|
|
- Mirela Anjos Cesário
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1
2 Apresentação O presente trabalho tem como objetivo oferecer as ferramentas básicas sobre as técnicas contábeis para o iniciante, o estudante ou ainda ao participante que deseja aprimorar-se ou atualizar-se. Não é pretensão desse trabalho esgotar o assunto, mas dar uma base técnica ao egresso no Curso de Contabilidade Geral da Fundação Sérgio Contente. Os assuntos abordados nesse trabalho são oriundos das leis e normas vigentes, bem como de resoluções de diversos órgãos e da própria Teoria Contábil onde a credibilidade do assunto abordado tem grande relevância. Assim, ao participante bastará treinar e estudar os textos e exercícios propostos, aliando aos ensinamentos dos profissionais dos CURSOS da Fundação, pois temos a certeza que o mercado de trabalho terá as portas abertas ao profissional dedicado. Bons estudos! 2
3 Sumário Apresentação... 2 Sumário... 3 Parte I - Introdução... 5 Definição... 5 O que é contabilidade?... 5 Entidade... 6 Patrimônio... 7 ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE O PATRIMÔNIO PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE Parte II Técnicas Contábeis Técnicas Contábeis Funções da Contabilidade Livro Diário Responda: O que contém o Livro Diário e para que serve? Livro Razão Escrituração Contábil Partidas Dobradas Débito, Crédito e Saldo Saldo de Conta Lançamento Contábil e o mecanismo do débito e do Crédito Livro Diário, Livro Razão e o Relatório Balancete de Verificação Balancete de Verificação Processo Contábil Plano de Contas Parte III Demonstrações Contábeis Noções básicas Demonstrações Contábeis Noções básicas Contabilidade e seus conceitos técnicos Entendendo o Balanço Patrimonial Parte IV Escrituração Contábil - Noções Operações contábeis Subscrição Fundo Fixo Adiantamento de salários Aplicação Financeira
4 Operações de Créditos (Ativo Circulante): Provisão de Devedores duvidosos (PDD) Operações gerais : Ativo Não Circulante Longo Prazo (Ativo) Operações com Investimentos (Ativo Investimento) Operações com Imobilizado Depreciação DEPRECIAÇÃO FISCAL (Somente para fins de Imposto de Renda) Operações com Intangível Amortização do Intangível Operações com Estoques Parte V Folha de Pagamento Parte VI Atividade Econômica x Tributação Atividade Econômica Opções de tributação Simples Nacional Lucro Presumido Lucro Real Referências Bibliográficas
5 Parte I - Introdução Definição O que é contabilidade? A contabilidade é uma ciência humana que tem como objeto de estudo o Patrimônio das Entidades. Assim, a Administração, o Direito, a Economia, dentre outras ciências que também estudam o patrimônio porém por ângulos diferentes da ciência contábil. A contabilidade tem como finalidade: a) Planejar o desenvolvimento econômico e financeiro da Entidade; b) Controlar o Patrimônio das Entidades; c) Apurar o resultado das operações da Entidade, também conhecida como apurar o redito; d) Prestar informações aos interessados sobre a situação da Entidade no âmbito econômico, financeiro, tributário, societário, dentre outros. Para uma compreensão sólida sobre a questão o que é contabilidade segue os exemplos a seguir: a) Uma Loja X tem como atividade fim venda de roupas. Para adquirir mercadorias, essa empresa X compra a vista e /ou a prazo de seu Fornecedor. Observe: Como controlar as compras adequadamente? Como controlar as vendas? A empresa está tendo lucro ou prejuízo? Tem que pagar impostos ou não? Tem que pagar salários aos funcionários da loja ou não? b) O Governo Federal distribuiu remédios para pobres no ano de 2008 para brasileiros que residem no Estado da Paraíba gratuitamente. Observe: Qual a origem desse dinheiro que comprou os medicamentos? Qual e como foi a forma de compra desses medicamentos? Qual foi o processo de distribuição dos medicamentos? c) O Banco ABC deseja saber se a Empresa Y tem a capacidade financeira para quitar empréstimos no futuro. Como oferecer ao Banco a resposta? d) Sr. João da Silva necessita prestar informações à Receita Federal sobre os seus bens. Como fazer isso? 5
6 Esses exemplos acima são perguntas que tem como respostas a contabilidade. A Contabilidade é uma ciência que com suas técnicas apresentam ao usuário diversas respostas para sua tomada de decisão, pesquisa, análise, entendimentos, dentre outros. Entidade A palavra ENTIDADE na contabilidade tem sentido amplo e nada tem a ver com entidades filantrópicas por exemplo. Entidade é o conjunto de todas as pessoas físicas ou jurídicas da qual a ciência contábil estuda buscando oferecer as respostas necessárias ao questionador. Assim, Entidades são em linhas gerais: Todas as empresas (indiferente do tamanho) Todas as entidades filantrópicas como ONG s, Fundações, Igrejas, etc.; Governo (Federal, Estadual, Municipal); Autarquias (exemplo: Hospitais) Cooperativas; Autônomos; Empresário; Pessoa Física; 6
7 Patrimônio O que é Patrimônio? Para essa resposta observe o quadro a seguir: Patrimônio é o conjunto de: Definição: Classificação Bens e direitos São recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. Ativo Obrigações São obrigações presentes da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos. Passivo BENS: mesa, cadeira, veículo, dinheiro, marcas, patentes, etc. Os bens são classificados em: a) Tangíveis: São bens materiais, concretos, ou seja, são bens corpóreos; Exemplos: Terrenos, Veículos, Dinheiro em Caixa, etc. b) Intangíveis: São bens imateriais, abstratos, Exemplos: Software, Marcas (Coca-Cola), licenças, propriedade intelectual, etc. DIREITOS: são valores de propriedade da Entidade a receber de terceiros por força de aplicação monetária (como exemplo aplicação de dinheiro no Banco); ou valores a serem recebidos de terceiros por venda a prazo. OBRIGAÇÕES: são compromissos exigíveis da Entidade que em data prevista deverão ser liquidados, ou seja, quitados. Os compromissos poderão ser dívidas ou exigibilidades perante terceiros ou ainda bens que estiverem em posse da Entidade que sejam de terceiros. Exemplos: Fornecedores (compromisso); Impostos a Recolher (exigibilidade); Receitas Antecipadas (compromisso). 7
8 Além dos bens, direitos e obrigações, uma entidade necessita de capital para iniciar um negócio. Esse capital poderá ser oriundo, em linhas gerais, nas seguintes formas: das economias do próprio empreendedor; (Nesse caso seria um bem próprio); de empréstimo feito pelo empreendedor em Instituição financeira por exemplo (Nesse caso o empreendedor teria uma obrigação futura); de veículos, máquinas, terrenos, dentre outros; Nesse caso seria entrega de bens à empresa); de títulos e duplicatas a receber; (nesse caso de direitos por vender mercadoria, por exemplo, a ser recebido futuramente); Etc. Após entidade ter iniciado suas operações, essa poderá ao decorrer dos períodos obter lucros ou prejuízos, criar reserva de valores, ou seja, guardar dinheiro de lucro para futuras aquisições (exemplo máquinas, equipamentos, etc), aumentar o capital, dentre outros. Nesse sentido, o capital e as futuras reservas, bem como possíveis prejuízos são classificado no Patrimônio liquido. Portanto, contabilmente temos Bens + Direitos + Obrigações Patrimônio Liquido (capital, reservas, (-) prejuízos). (=) Ativo (=) Passivo 8
9 Exercícios 1) De acordo com o estudado e explicações do Professor o que é Contabilidade? 2) Coloque V se for verdadeiro e F se for falso: ( ). A Contabilidade é uma ciência humana. ( ). A Contabilidade é uma ciência exata. ( ). A Contabilidade tem como objeto de estudo as Entidades; ( ). A Contabilidade tem como finalidade apurar cálculos diversos da empresa. ( ). A Contabilidade é uma ciência que estuda o Patrimônio da pessoa física. ( ). Patrimônio é composto por Bens, Direitos e Obrigações. ( ). Bens são coisas suscetíveis a avaliação econômica e satisfazem as necessidades humanas. ( ). Direitos são regras que a contabilidade exige de um devedor da empresa. ( ). Obrigações são exigibilidades e compromissos que a empresa tem para com terceiros. ( ) Entidade, para a contabilidade, nada mais é que uma Organização Não Governamental. 9
10 3) Classifiquem em Bens, Direitos, Obrigações os fatos a seguir: Dinheiro em caixa Salários dos funcionários a pagar Terrenos da empresa Software adquirido Tributos a recolher Veículos Conta a pagar de Telefone Dividendos a pagar Fornecedores Aplicação financeira Computadores Seguros a apropriar ICMS a recolher ICMS a recuperar Duplicatas a pagar Títulos a receber Estoques de mercadorias Adiantamento de salários Cofins a compensar IRPJ a recolher Obras de arte Máquinas Imóveis Marcas Registradas Empréstimos obtido do BNDES Juros a pagar Adiantamento a fornecedor Banco Conta Movimento Aplicações em CDB* Estoque de matéria prima Caminhões Pró-labore a pagar * CDB: Certificado de Depósito Bancário 4) Elabore a composição conceitual do Ativo e do Passivo: Ativo Passivo 10
11 ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE (CPC 01 - Deliberação CVM nº. 539/08 - Resolução CFC nº /11) A Contabilidade para se desenvolver utiliza-se de um sistema de informação e avaliação que, por intermédio deste instrumento oferece ao usuário final as informações necessárias para suas decisões. Essa sistemática fornece diversas demonstrações, explicações, detalhes e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade. Mas o que é um Sistema de Informação? Em linhas gerais é um conjunto organizado de dados oriundos de diversos documentos e regras com base em legislação ou norma contábil, adicionadas às técnicas de conciliações, acúmulo de dados e analises, para que possam resultar em relatórios. Um sistema de informação não é um programa de informática. São métodos de trabalho, criados com intuito de alcançar um objetivo. Este poderá ser manual ou computadorizado, sendo que esse método é organizado de tal maneira que colete, processe, transmita e dissemine os dados que representam informação para o usuário. Quem é o Usuário? É uma pessoa física ou jurídica que tenha interesse na informação de uma entidade. Existem dois tipos de usuários: a) Usuários preferenciais ou externos são de acordo com a Resolução CFC nº /11: b) Investidores. Os provedores de capital de risco e seus analistas que se preocupam com o risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz. Eles necessitam de informações para ajudá-los a decidir se devem comprar, manter ou vender investimentos. Os acionistas também estão interessados em informações que os habilitem a avaliar se a entidade tem capacidade de pagar dividendos. c) Empregados. Os empregados e seus representantes estão interessados em informações sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores. Também se interessam por informações que lhes permitam avaliar a capacidade que tem a entidade de prover sua remuneração, seus benefícios de aposentadoria e suas oportunidades de emprego. d) Credores por empréstimos. Estes estão interessados em informações que lhes permitam determinar a capacidade da entidade em pagar seus empréstimos e os correspondentes juros no vencimento. 11
12 e) Fornecedores e outros credores comerciais. Os fornecedores e outros credores estão interessados em informações que lhes permitam avaliar se as importâncias que lhes são devidas serão pagas nos respectivos vencimentos. Os credores comerciais provavelmente estão interessados em uma entidade por um período menor do que os credores por empréstimos, a não ser que dependam da continuidade da entidade como um cliente importante. f) Clientes. Os clientes têm interesse em informações sobre a continuidade operacional da entidade, especialmente quando têm um relacionamento a longo prazo com ela, ou dela dependem como fornecedor importante. b) Usuários secundários são: (a) Governo e suas agências. Os governos e suas agências estão interessados na destinação de recursos e, portanto, nas atividades das entidades. Necessitam também de informações a fim de regulamentar as atividades das entidades, estabelecer políticas fiscais e servir de base para determinar a renda nacional e estatísticas semelhantes. (b) Os administradores da entidade. Assim, as informações contábeis têm a finalidade de satisfazer as necessidades comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos eles utilizam as informações para a tomada de decisões econômicas, que de acordo com a Resolução CFC 1.374/11 são: (a) decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais; (b) avaliar a Administração quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida, e quanto à qualidade de seu desempenho e prestação de contas; (c) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros benefícios; (d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados à entidade; (e) determinar políticas tributárias; (f) determinar a distribuição de lucros e dividendos; (g) elaborar e usar estatísticas da renda nacional; ou (h) regulamentar as atividades das entidades. 12
13 Exercícios: 1) O que é um sistema de informação contábil (SIC)? Qual a sua importância? 2) Quem é o usuário da contabilidade? Destaque 3 (três) exemplos de usuário e o objetivo de cada um deles. 13
14 O PATRIMÔNIO O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio. Mas o termo objeto de estudo quer dizer exatamente o que? Para responder essa questão temos que dar tratamento do que vem a ser ciência: Em linhas gerais e de forma simplificada ciência é a busca da compreensão do mundo, das coisas, ou qualquer trato diante de uma pesquisa, estudo ou analise. O objeto de estudo é a delimitação do campo de pesquisa, estudo ou análise de uma ciência. A Contabilidade tem como premissa básica estudar o Patrimônio que é definido como o conjunto de bens, direitos e obrigações. O Patrimônio tratado no objeto da contabilidade tem como ponto principal a autonomia, ou seja, a Entidade em questão é livre para executar negócios com seu patrimônio como desejar, obvio que sem deixar de lado as prerrogativas legais. Assim, vale ressaltar que o Patrimônio é impar diante de outros Patrimônios existentes, ou seja, tem vida própria, não sendo permitido misturar o patrimônio da Entidade com o de outra Entidade ou pessoa física, mesmo que seja a pessoa na qualidade de investidora. Observe a equação patrimonial: BENS + DIREITOS = OBRIGAÇÃO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO Para uma compreensão da equação acima observe o exemplo a seguir: 1. Você e seu melhor amigo (a) decidem iniciar um negócio. 2. Para iniciar esse negócio, após pesquisa e estudo, observam que é necessário ter em mãos no mínimo R$ , Procuram um contabilista e fazem o contrato social no valor acima descrito como capital social (R$ ,00). 4. E por fim iniciam a empresa depositando o valor apresentado no contrato social de R$ ,00 no Banco AKW. 14
15 Observe: Situação 1, 2 e 3 é descrita simplificadamente a seguir: Bens + Direitos...?? Capital Social ,00 Sócios entregam o dinheiro à empresa para formar o Patrimônio Os sócios acreditam no negócio, assim investem seus bens, nesse caso, o dinheiro na Entidade. A situação 4 é explicada da seguinte forma: Banco AKW ,00 Capital Social ,00 Contabilista aplica o capital entregue em bens para futuramente gerar retorno. Entrega do bem para a formação do Patrimônio 15
16 Observe que, conforme exemplo você e seu sócio (a) entregaram o capital à empresa e não é mais dono desse bem, pois passou a ser de propriedade da Entidade em questão. Vale ressaltar que quando uma pessoa física ou jurídica entrega bens e/ou direitos para uma Entidade, como no exemplo acima, forma-se o Patrimônio líquido inicial, por força do capital social. O Patrimônio Líquido não é uma dívida a ser quitada da entidade para com os sócios ou acionistas, mas uma das origens da formação de um patrimônio autônomo, na qualidade de um negócio, com objetivo comum de: Investimento do capital para que possa ser aplicados em outros bens e direitos. Objetivo: retorno positivo pelo investimento executado. ============================================================= O Retorno positivo poderá ser Lucro, Superávit, Ganho dependendo do tipo de Entidade. Exercícios 1. De acordo com o estudado qual é a equação patrimonial correta : ( ) Bens + direitos= Capital ( ) Bens + direitos = Obrigações ( ) Bens + Direitos = Obrigações + PL ( ) Bens + PL = Obrigações 2. Seu cliente tem, junto com seu amigo (a), R$ ,00 em mãos sendo que 10% desse valor é um veículo. Desejam iniciar um negócio e após pensarem e estudarem procura um contabilista para registrar e lavrar um contrato social. Apresente ao seu cliente um demonstrativo apresentando, de acordo com o estudado, o Patrimônio dessa Entidade:
17 PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE Conforme a Resolução CFC nº. 750/93 e alterações pela Resolução CFC nº. 1282/10 Todas as ciências apresentam nos seus núcleos princípios. Estes são fontes que norteiam sua qualidade de ciência. A Contabilidade como ciência também tem seus princípios que servem como vigas mestras da ciência social da qual é atuante. A palavra princípio significa origem, causa primária, preceito, regra geral. Em análise simplista os Princípios Fundamentais de Contabilidade são proposições, juízos de uma ciência. Assim as regras gerais da ciência contábil no Brasil são os Princípios de Contabilidade e está regulamentada pela Resolução CFC nº 750/93 com atualização da Resolução CFC 1282/10. Segue a exposição da regra que todos os contabilistas têm de seguir como ponto inicial da profissão: I) da ENTIDADE: O Principio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade. A contabilidade é autônoma e o patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes não poderá ser confundido, portanto o Patrimônio da entidade não se confunde com aquele de seus sócios ou proprietários. II) da CONTINUIDADE: O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. III) da OPORTUNIDADE: O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. IV) do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devam ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas, ao longo do tempo, de diferentes formas: I Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias, pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações; e 17
18 II Variação do custo histórico. Uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis; b) Valor realizável. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade; c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade; d) Valor justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos; e e) Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. V) da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. 18
19 VI ) da COMPETÊNCIA: O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento.o Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. VII) da PRUDÊNCIA: O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido. Exercícios 1) Assinale certo ou errado: a) ( ).Havendo certeza de um fato basta ao contabilista reconhecer o mesmo em conformidade com o Princípio da Prudência e da oportunidade. b) ( ).O Princípio da Prudência traz a determinação de que quando um fato é incerto, deve seguir o seu preceito. c) ( ).Ao efetuar classificação e registro de um fato contábil que eventualmente acarrete variação patrimonial a certeza deve imperar no ato dessa ação. d) ( ).Existe uma incompatibilidade entre o Princípio da Competência e o da Prudência pois ambos dizem coisas que não tratam o assunto patrimônio de fato. 2) O que são os Princípios de Contabilidade? Quais são as normas que os regem? 19
20 3) Classifique os fatos a seguir conforme os Princípios Contábeis estudados: a) Compra de veículo cujo valor da nota fiscal não está claro. Você entrou em contato com a empresa, mas ninguém sabe ao certo se é R$ 5.000,00 ou R$ ,00. Nesse caso usa-se o. b) Receita com vendas oriunda das vendas de mercadorias no estoque para ser recebidas parte no mês seguinte e restante daqui a dois meses. Ao reconhecer a receita no ato estou atendendo o. c) O administrador da empresa comprou um terno e roupas para sua esposa, além de pagar as contas da escola de seu filho com o cartão corporativo da empresa. Essa ação fere o. d) Juiz solicita ao Perito Contador analisar o ativo fixo (máquinas e computadores) da empresa a fim de saber qual é o valor dos bens a serem leiloados por força de falência. Essa determinação o contabilista deverá agir conforme o principio da. e) O termo Valor presente atende ao principio da. NOTA EXTRA: Lei nº /2010 altera Lei de Regência da Contabilidade e institui Exame de Suficiência No dia 11 de junho de 2010 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº Os Artigos que se referem à profissão contábil são os de números 76 e 77. Eles trazem substanciais modificações ao Decreto-lei nº 9.295, de 1946, que criou o Conselho Federal de Contabilidade e os Conselhos Regionais de Contabilidade. Dentre as principais mudanças estão: a) O direito do CFC de emitir as Normas Brasileiras de Contabilidade fica estabelecido na nova lei, incluindo-se aí as Normas Internacionais de Contabilidade, adaptadas para o Brasil e emitidas pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). B) Instituição do Exame de Suficiência para obtenção de registro em Conselho Regional de Contabilidade, de forma similar à realizada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e à qual se submetem os bacharelandos em Direito. c) Curso Técnico: Validade até 2015 para quem cursar neste período tendo que participar do exame de suficiência. c) Aos contabilistas que não seguirem as normas do CFC serão penalizados e até censurados. 20
21 Parte II Técnicas Contábeis Técnicas Contábeis Funções da Contabilidade As principais funções da Contabilidade são: registrar, organizar, demonstrar, analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico. Registrar: todos os fatos que ocorrem e podem ser representados em valor monetário; Organizar: um sistema de controle adequado à empresa; Demonstrar: com base nos registros realizados, expor periodicamente por meio de demonstrativos, a situação econômica, patrimonial e financeira da empresa; Analisar: os demonstrativos podem ser analisados com a finalidade de apuração dos resultados obtidos pela empresa; Acompanhar: a execução dos planos econômicos da empresa, prevendo os pagamentos a serem realizadas, as quantias a serem recebidas de terceiros, e alertando para eventuais problemas. Para que isso ocorra, primeiramente é necessário registrar todas as operações que ocorrem na empresa tais como compras, vendas, recebimentos, pagamentos, etc. Assim, o 1º passo é registrar, ou seja, contabilizar todas as operações da Entidade. O Registro das operações é executado no Livro Diário e em seguida no Livro Razão da qual estudaremos mais adiante. Os sistemas de controles deverão ser escolhidos pelo contabilista, pois serão como uma regra para desenvolver as técnicas contábeis bem como compreender o patrimônio de qualquer Entidade. E após a escolha do sistema de controle, que poderá ser manual, mecânico ou computadorizado, terão rotinas idênticas e constantes para que não haja inconformidade da informação. 21
22 Livro Diário Exemplo: Livro Diário: contém a escrituração contábil, ou seja, os registros devidamente documentados, conciliados de forma completa, em idioma e moeda corrente nacionais, em forma mercantil, com individuação e clareza, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borraduras, rasuras, emendas e transportes para as margens conforme Decreto nº /69 e DL 486/69. Este livro deve ser registrado na Junta Comercial quando em papel conforme IN DNRC nº. 65/97. Entretanto as pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Real farão a entrega da ECD Escrituração Contabil Digital, sendo o livro registrado eletronicamente conforme IN RFB nº. 787/07. Livro Diário Empresa: COI Consultoria Exercício: 01/01/2010 a 31/12/2010 Data: DD/ MM / AAAA * Débito Credito D Conta devedora... Valor R$ C Conta Credora... Valor R$ Histórico: Detalhes da informação e documentação ou norma. Exemplo: D Banco Conta Movimento ,00 C Receita com Vendas de Mercadoria ,00 DD= Dia; MM= Mês; AAAA= Ano. Responda: O que contém o Livro Diário e para que serve? 22
23 Livro Razão Exemplo: Livro Razão: contém toda escrituração contábil por elementos patrimoniais, de resultado, dentre outros, que possam existir. Sua origem é o Livro Diário. O Livro Razão tem as mesmas formalidades do Livro Diário, porém não tem obrigatoriedade de registro quando em papel. Porem as pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Real fará a entrega da ECD Escrituração Contabil Digital, sendo o livro Razão auxiliar registrado eletronicamente conforme IN RFB 787/07. Empresa: COI Consultoria Período: 01/01/2010 a 31/12/2010 Razão Analítico Conta: Bancos Cta. Movimento Banco do Brasil S/A Data Histórico da Operação Débito Crédito Saldo 01/01/2010 Saldo Inicial 1.000,00 D 02/03/2010 Depósito 1500, ,00 D 02/06/2010 Cheque nº , ,00 D Totais 500,00 200, ,00 D Responda: O que contém o livro Razão? 23
24 Escrituração de fatos contábeis Os fatos contábeis deverão ser escriturados no Livro Diário e deverá atender a NBC T 2 : NBC T 2 DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NBC T DAS FORMALIDADES DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL A Entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrativos, através de processo manual, mecanizado ou eletrônico A escrituração será executada: a) em idioma e moeda corrente nacionais; b) em forma contábil; c) em ordem cronológica de dia, mês e ano; d) com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens; e)com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos. Além dos requisitos destacados, o Livro Diário deverá conter o termo de Abertura e de Termo de Encerramento com as informações da empresa, exercício, responsáveis, conforme segue modelo abaixo: Modelo de Termo de Abertura LIVRO DIÁRIO Número de Ordem TERMO DE ABERTURA Contém o presente livro ( número por extenso) páginas tipograficamente numeradas, compondo o livro diário número ( número por extenso) da empresa sita à Rua cidade Estado, com seu contrato social arquivado na Junta Comercial deste Estado sob número em, inscrita no CNPJ sob número. Local e data: Nome e Assinatura do Administrador CPF: Nome, CRC e Assinatura do Contabilista 24
25 Modelo de Termo de Encerramento LIVRO DIÁRIO Número de Ordem TERMO DE ENCERRAMENTO Contém o presente livro ( número por extenso) páginas tipograficamente numeradas, compondo o livro diário número ( número por extenso) das operações compreendidas no período de / / a / /, da empresa sita à Rua cidade Estado, com seu contrato social arquivado na Junta Comercial deste Estado sob número em, inscrita no CNPJ sob número. Local e data: Nome e Assinatura do Administrador CPF: Nome, CRC e Assinatura do Contabilista 25
26 Modelo Termo de Abertura do Livro Razão LIVRO RAZÃO Número de Ordem TERMO DE ABERTURA Contém o presente livro ( número por extenso) páginas tipograficamente numeradas, compondo o livro razão número ( número por extenso) da empresa sita à Rua cidade Estado, com seu contrato social arquivado na Junta Comercial deste Estado sob número em, inscrita no CNPJ sob número. Local e data: Nome e Assinatura do Administrador CPF: Nome, CRC e Assinatura do Contabilista Modelo termo de Encerramento do Livro Razão LIVRO RAZÃO Número de Ordem TERMO DE ENCERRAMENTO Contém o presente livro ( número por extenso) páginas tipograficamente numeradas, compondo o livro razão número ( número por extenso) das operações compreendidas no período de / / a / /, da empresa sita à Rua cidade Estado, com seu contrato social arquivado na Junta Comercial deste Estado sob número em, inscrita no CNPJ sob número. Local e data: Nome e Assinatura do Administrador CPF: Nome, CRC e Assinatura do Contabilista 26
27 Escrituração Contábil De acordo com as normas apresentadas pela Resolução CFC nº /11, a escrituração tem suas formalidades intrínsecas (internas) e as extrínsecas (externas). A seguir serão apresentadas diversas formas de contabilizações de fatos contábeis das quais não alcança todas as rotinas necessárias, mas forte base para conhecimento do leitor. Partidas Dobradas Para desenvolver a escrituração contábil são adotados pela Contabilidade o Método das Partidas Dobradas. Esse método tem como conceito que um registro de qualquer operação que ocorra na Entidade implica em um ou mais débito(s) e corresponde automaticamente em um ou mais credito(s). Observando o tratado, segue o exemplo hipotético: Imagine que você vai a uma padaria comprar pães. Ao chegar na padaria você diz: Por favor dez pãezinhos. O colaborador da padaria entrega a você os pães e você se dirige ao Caixa para pagar o que deseja levar para sua residência. No Caixa você entrega o valor dos pães para poder levar os mesmos. 27
28 Parece simples o exemplo não é? Mas é uma operação contábil clássica. Imagine que você seja a Empresa EU MESMO S.A. e a padaria o fornecedor de pães. Observe ainda que entrou para o seu patrimônio, ou seja, para seu estoque os pães e saiu do seu patrimônio dinheiro do seu bolso. Assim, chegamos a um entendimento que toda entrada tem sua contrapartida: a saída e vice versa. Exemplo disso são as operações de qualquer Entidade (pessoa física ou jurídica). Comprou máquinas, então entrou ativo na Entidade, e como será ou foi pago? Só poderá ser a vista ou a prazo, assim concluímos que a saída nesse caso foi a escolha entre a vista e/ou a prazo. 28
29 Débito, Crédito e Saldo. Débito: as contas com naturezas devedoras representam aplicações de recursos com objetivo de retorno. NOTA: São exemplos de contas de natureza devedora todos os bens, direitos, despesas e custos. Assim, ao observar o Balanço Patrimonial afirmamos que todo o ATIVO É DEVEDOR. Em contrapartida, ao observar a DRE todas as Despesas e Custos são de natureza devedora. D Caixa C 1000 Natureza devedora, neste caso, representa um bem e é do Ativo. Crédito: as contas com natureza credora representam as origens de recursos. NOTA: São exemplos as obrigações, o patrimônio líquido e as receitas. Assim, ao observar o Balanço Patrimonial afirmamos que todo o PASSIVO É CREDOR. 29
30 Em contrapartida, ao observar a DRE todas as Receitas são de natureza credora. D Fornecedor C Natureza credora, representa uma obrigação e é do Passivo. Saldo de Conta É a diferença entre o valor do débito e o valor do crédito sendo que o resultado poderá ser devedor, credor ou nulo. Em análise, a informação acima se rege pela regra: a) Quando o saldo do débito for maior que o saldo do crédito o saldo será DEVEDOR, ou seja, D < C. b) Quando o saldo do crédito for maior que o saldo do débito o saldo será CREDOR, ou seja, D > C. Quando o saldo do débito for igual ao saldo do crédito o saldo será NULO, ou seja, D = C. 30
31 Exemplo: D Apuração do Resultado C Soma: Soma: Saldo D C = Observe que o crédito é maior, assim o saldo da conta é CREDOR. Lançamento Contábil e o mecanismo do débito e do Crédito. Para registrar um fato necessário, como já estudado, uma aplicação e uma origem, ou seja, um OU MAIS DÉBITO(S) E UM OU MAIS CRÉDITO(S), e essas classificações provocam modificação na composição patrimonial bem como no resultado do exercício. As contas do ATIVO são aumentadas quando debitadas, pois sua natureza é devedora e são diminuídas quando creditadas. Exemplo: Aumento de numerários em caixa é débito e pagamento a vista de uma despesa com dinheiro do caixa é crédito. Assim também acontecem com as despesas e custos, pois, quando aumentadas, são débito e diminuídas, são créditos. Já as contas do PASSIVO são aumentadas quando creditadas, pois sua natureza é credora, indicando origem. Já a diminuição das contas do Passivo são devedoras. Exemplo compra a prazo de mercadorias, assim a origem será Fornecedores, sendo essa conta aumentada, assim aumenta o crédito. Quando há o pagamento ao fornecedor, a diminuição desse valor é débito. Assim também são as receitas, que quando aumentadas são créditos e quando diminuídas são débitos. 31
32 Resumo sobre Débito e Crédito Para o saldo Para o saldo SALDO AUMENTAR DIMINUIR Ativo (bens e direitos) D D C Passivo (obrigações e C C D exigibilidades) Patrimônio Líquido C C D Despesas D D C Custos D D C Receitas C C D Contas retificadoras (Ativo) C C D Contas retificadoras (Passivo / PL) D D C Livro Diário, Livro Razão e o Relatório Balancete de Verificação Para efetuar um lançamento devemos: 1) Analisar a ordem cronológica, ou seja, o dia, o mês e ano da operação. Exemplo: a operação é do dia 10/07/2010, assim deverá ser: 10 de julho de ) Analisar quais contas estão envolvidas no processo; Exemplo: Compra de mercadorias a vista. Assim temos: Estoques de mercadorias Caixa/Banco 3) Analisar a natureza da operação, ou seja, as contas são do Ativo, do Passivo, do PL, ou de Resultado (Despesa, Receita ou Custo), bem como qual delas são devedoras e qual dela são credoras. 32
33 No exemplo acima, o Estoque é conta do ativo, portanto devedor e a conta caixa também são do Ativo, porém, diminui o seu valor, assim crédito. D - Estoques de Mercadorias C - Caixa/Banco 4) Por fim contar o que aconteceu no fato com base em documentos probatórios, citando a fonte legal da operação. Ressaltamos que o histórico é algo que a empresa poderá criar padrões de escrita, mas sempre ligado a ocorrência dos fatos. Exemplo: Histórico: Compra de mercadorias para o Estoque conforme nota fiscal nº , com pagamento à vista no valor de R$ 5.000,00. Exemplo inteiro conforme explicação acima: Empresa Contabilizando Sucesso Ltda inicia sua atividade em 01/07/2010. Contrato social apresenta capital subscrito de R$ ,00 e integralização de 100% no dia 02/07/ ) Data: 01/07/2010 D - Capital Social a integralizar C - Capital Social Subscrito Valor: R$ ,00 Hist.: Pela Subscrição de capital conforme contrato social. 2) Data 02/07/2010 D - Banco X C - Capital Social a integralizar Valor R$ ,00 Hist.: Pela integralização do capital conforme documento bancário. Em seguida a empresa comprou estoques no valor de $ 5.000,00, no dia 10/07/2010 conforme NF 123: 3) Data: 10/07/2010. D - Estoques de Mercadorias C - Banco X Valor: R$ 5.000,00 Hist.: Compra de mercadorias conforme nota fiscal nº com pagamento à vista. O exemplo acima trata claramente como deverão ser feitos os lançamentos no Livro Diário. Portanto todas as informações no Livro diário deverão seguir as regras da Resolução CFC nº /11. 33
34 Em tempo, o Livro Razão absorve as informações do Livro Diário para que possa controlar as contas. Para assim desenvolver bastará abrir um razão de cada conta apresentada no lançamento e colocar os seus saldos, ora se devedor no débito, e se credor, no crédito. Exemplo em razonete: D Cap. Soc. a integ. C D Cap. Subscrito C (1) (2) (1) D Estoques C D Banco X C (3) 5000 (2) (3) Observe que o Estoque de Mercadorias apresentava a Débito o valor hipotético de R$ no lançamento contábil e no Livro Razão idem. O mesmo ocorre com a conta caixa, da qual no lançamento está a crédito, portanto no Livro Razão idem. Balancete de Verificação Depois de efetuados os lançamentos no Livro Diário e no Livro Razão o contabilista deverá apurar os saldos de todas as contas. Conforme já mencionado, obtém-se o saldo de uma determinada conta pela diferença entre o total dos débitos e o total dos créditos. O método das partidas dobradas apresenta o conceito que para todo débito existe um crédito de igual valor assim os saldos de todas as contas devedoras serão iguais aos saldos de todas as contas credoras. 34
35 O relatório denominado Balancete de Verificação do Livro Razão apresenta a relação de cada saldo das contas envolvidas em determinado exercício. Para tanto, basta apurar os saldos das contas no Livro Razão e transferi-los para o Balancete de verificação. Exemplo: Balancete de Verificação Empresa: COI Consultoria Contas Devedora Credora Saldo D/C Capital Social a Integralizar ,00 - Cap. Soc. Subsc C Banco X D Estoques D O Principal objetivo do balancete de verificação é o de observar, testar e verificar se o método das partidas dobradas está de maneira adequada, bem como encontrar possíveis falhas na interpretação dos fatos antes de executar o encerramento das contas de resultado. O Balancete de Verificação é tratado na NBC T 2.7, conforme segue: 01. O balancete de verificação do razão é a relação de contas com seus respectivos saldos, extraída dos registros contábeis em determinada data. 02. O grau de detalhamento do balancete deverá ser consentâneo com sua finalidade. 03. Os elementos mínimos que devem constar do balancete são: a) identificação da Entidade; b) data a que se refere; c) abrangência; d) identificação das contas e respectivos grupos; e) saldos das contas, indicando se devedores ou credores; f) soma dos saldos devedores e credores. 04. O balancete que se destinar a fins externos à Entidade deverá conter nome e assinatura do contabilista responsável. 05. O balancete deve ser levantado no mínimo mensalmente. 35
36 Introdução: Noções sobre Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil obrigatória para todas as empresas e entidades independente do porte ou forma de constituição. Essa demonstração contábil apresenta os bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido de forma segregada, ordenada e conforme a sua natureza. Observe o Balanço Patrimonial no modelo didático a seguir: Ativo Passivo Bens Caixa Veiculo Direitos Cliente X a receber Obrigações Fornecedor Y a pagar Salários a Pagar Patrimônio Liquido Capital Social Porém, o exemplo acima, como já dito, é apenas um modelo para fins didáticos. Um Balanço Patrimonial tem regras estabelecidas pela Lei 6.404/76, Lei /07 e Lei /09 e CPC PME. Assim, os termos Bens, Direitos e Obrigações desaparecem e recebem outras nomenclaturas, como segue: Ativo Ativo Circulante Caixa Veiculo Passivo Passivo Circulante Fornecedor Y a pagar Salários a Pagar Passivo Não Circulante Ativo Não Circulante Cliente X a receber Patrimônio Liquido Capital Social 36
37 Mas o que significam essas nomenclaturas? Ativo Ativo Circulante Composição: (a) Disponível: são os recursos financeiros que se encontram à disposição imediata da entidade, compreendendo os meios de pagamento em moeda corrente nacional e em outras espécies, os depósitos bancários à vista e os títulos de liquidez imediata; (b) Crédito: são os títulos de crédito, valores mobiliários e outros direitos; (c) Estoque: são os valores referentes às existências de produtos acabados, produtos em elaboração, matérias-primas, mercadorias, materiais de consumo, serviços em andamento e outros valores relacionados às atividades-fim da entidade; (d) Despesa Antecipada: são as aplicações em gastos que tenham realização no curso do período subseqüente à data do balanço patrimonial; (e) Outros Valores e Bens: São os não relacionados às atividades-fim da entidade. Assim sendo temos: Ativo Ativo Circulante Disponível Créditos Estoques Despesa Antecipada Outros Ativos Ainda dentro do Ativo temos o Ativo Não Circulante: Ativo Ativo Não Circulante 37
38 O Ativo Não Circulante compõe-se de: (a) Realizável a Longo Prazo: são os ativos cujos prazos esperados de realização situem-se após o término do exercício subseqüente à data do balanço patrimonial, (b) Investimento: são as participações permanentes em outras sociedades, além dos bens e direitos que não se destinem à manutenção das atividades-fim da entidade, (c) Imobilizado: são os bens e direitos corpóreos, utilizados na consecução das atividades-fim da entidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à entidade os benefícios, riscos e controle desses bens, (d) Intangível: são os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Exemplo: Ativo Ativo Não Circulante Realizável a longo Prazo Investimentos Imobilizado Intangível Passivo O Passivo é composto pelos grupos Circulante e Não Circulante e o Patrimônio Liquido: Passivo Passivo Circulante Passivo Não Circulante Patrimônio Liquido 38
39 No Passivo Circulante, são registradas as obrigações conhecidas e os encargos estimados, cujos prazos estabelecidos ou esperados situam-se no curso do exercício subseqüente à data do balanço patrimonial. No Passivo Não circulante, são registradas as obrigações conhecidas e os encargos estimados, cujos prazos estabelecidos ou esperados, situem-se após o término do exercício subseqüente à data do balanço patrimonial. Destaque especial: Patrimônio Líquido O Patrimônio Líquido compõe-se de: (a) Capital: são os valores aportados pelo titular, sócio ou acionista e os decorrentes de incorporação de reservas e lucros; (b) Reservas de Capital: são contribuições de acionistas por ágio na subscrição de ações, alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição e outros valores previstos na legislação societária; (c) Ajustes de Avaliação Patrimonial: são as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência de sua avaliação a valor justo, nos casos previstos na legislação societária, enquanto não computados no resultado em obediência ao regime de competência; (d) Reservas de Lucros: são parcelas de lucros destinados à reserva por determinação legal ou estatutária; (e) Ações em Tesouraria: são os valores correspondentes a ações da própria entidade, por esta adquirida, para posterior destinação, apresentados como parcela redutora do Patrimônio Líquido; (f) Prejuízos Acumulados: são prejuízos ainda não compensados, apresentados como parcela redutora do Patrimônio Líquido. Patrimônio Liquido Capital Social Reservas de Capital (+ / - ) Ajuste de Avaliação Patrimonial Reservas de lucros (-)Ações ou Quotas em tesouraria (-) Prejuízos acumulados 39
40 A seguir o Balanço Patrimonial com sua estrutura completa: Ativo Passivo Ativo Circulante Disponível Créditos Estoques Despesa Antecipada Outros Ativos Ativo Não Circulante Passivo Circulante Fornecedor Y a pagar Salários a Pagar Passivo Não Circulante Passivo Não Circulante Patrimônio Liquido Realizável a longo Prazo Investimentos Imobilizado Intangível Capital Social Reservas de Capital (+ / - ) Ajuste de Avaliação Patrimonial Reservas de lucros (-)Ações ou Quotas em tesouraria (-) Prejuízos acumulados Exercícios 1. O que é um ativo circulante conforme as normas em vigência? 2. O que é um ativo não circulante de acordo com as normas em vigência? 40
41 3. O que é um passivo circulante conforme as normas em vigência? 4. O que é um patrimônio Líquido conforme as normas em vigência? 5. Monte a estrutura do Balanço Patrimonial Noções sobre a Demonstração do Resultado do Exercício A demonstração do resultado do exercício - DRE serve para informar aos usuários da contabilidade como foi que a empresa obteve seu resultado (lucro ou prejuízo) em um determinado exercício, mês ou quinzena. 41
42 De forma simplificada a DRE assim se compõe: DRE Demonstração de Resultado Simplificada da Empresa : Receita com vendas (-) Custo da Mercadoria Vendida (-) Despesa com salários Saldo Positivo (lucro) ou Saldo negativo Prejuízo A demonstração do resultado compreende: (a) as receitas e os ganhos do período, independentemente de seu recebimento, obtidas no curso das atividades ordinárias da entidade; (b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a esses ganhos e receitas; (c) os ganhos e as perdas extraordinários ocorridos no período de apuração. Exemplo de uma DRE completa: Receita Bruta de Vendas (-) Dedução da Receita Bruta (=) Receita Líquida de Vendas (-) CMV (=) Lucro Bruto (-) Despesas c/ Vendas (-) Despesas Administrativas (-) Despesas Financeiras (+) Receitas Financeiras (=) Resultado Operacional (+) Outras receitas (-) Outras despesas (=) Resultado antes do Imposto de Renda e da CSLL (-) CSLL (-) Imposto de Renda = Resultado do Exercício após tributação (-) Participações (=) Resultado do Exercício 42
43 Processo Contábil O processo contábil é oriundo das técnicas contábeis já tratadas em aula, das quais são oriundos da escrituração contábil.desta forma, o processo contábil completo é assim definido: PROCESSO CONTÁBIL DOCUMENTOS E FATOS LIVRO DIÁRIO LIVRO RAZÃO BALANCETE DE VERIFICAÇÃO APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO BALANÇO PATRIMONIAL DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS E PREJUIZOS ACUMULADOS Exercícios 1. Considerando as regras fundamentais da digrafia contábil, que determina o registro da aplicação dos recursos simultaneamente e em valores iguais as respectivas origens, temos como correta a seguinte equação contábil geral: a) Ativo = Passivo + Capital Social + Despesas - Receitas b) Ativo + Receitas = Capital Social + Despesas + Passivo c) Ativo - Passivo = Capital Social + Receitas + Despesas d) Ativo + Capital Social + Receitas = Passivo + Despesas e) Ativo + Despesas = Capital Social + Receitas + Passivo 43
44 2. O balancete levantado no final do período apresenta a seguinte posição: Caixa Capital Fornecedores Lucros Acumulados Contas a Pagar Impostos Municipais Duplicatas a Receber Material Consumido Móveis e Utensílios Despesa de Energia Bancos Despesas Diversas Receitas de Serviços Receitas Financeiras Despesas antecipadas Descontos Concedidos Salários e Ordenados Instalações Juros Passivos Juros Ativos Soma O encerramento das contas de receita e de despesas, constantes desse balancete, informará que houve, no período um lucro de: a) 320 b) 360 c) 420 d) 440 e) No balancete de verificação da empresa Gaivota, levantado em x1, assim se apresentava as contas: Clientes 20 Caixa 15 Capital a Realizar 50 Mercadorias 40 Capital 100 Empréstimos Obtidos 40 Salários a Pagar 10 Prejuízos Acumulados 20 Banco c/ Movimento 15 Fornecedores 5 Soma
45 Com base nesse balancete, conclui-se que: a) a soma da coluna 1 (saldos devedores) do balancete é 85. b) a soma da coluna 2 (saldos credores) do balancete é 105. c) o valor do Ativo Patrimonial é de 155 d) o valor do Passivo Patrimonial é de 65. e) o valor do Patrimônio Líquido é de 30. ARE ATIVO Balanço Patrimonial PASSIVO 45
46 Plano de Contas O Plano de Contas é o elenco de todas as contas utilizadas pelo contabilista e criado de acordo com a natureza da entidade. De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade, o plano de contas é a estrutura básica da escrituração contábil, pois é com sua utilização que se estabelece o banco de dados com informações para geração de todos os relatórios e livros contábeis, tais como: Diário, Razão, Balancete, Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado e Análises, além de outros. Observadas as regras e explicações acima, para que sejam estruturadas um Sistema Contábil adequado é necessário um plano de contas que atenda de fato os requisitos da Entidade. Deve-se analisar não apenas o momento atual da Entidade, mas prever como será o seu futuro, bem como seu possível crescimento, possíveis negociações com terceiros, tributação, despesas, custos, etc, ou seja, o Plano de Contas deverá contemplar nomenclaturas para as mais variadas situações que necessitem contabilização. E com o passar do tempo o plano de contas recebem adaptações necessárias em conformidade com novos negócios ou fatos que possam ocorrer na Entidade. Conforme o Conselho Federal Contabilidade CFC, as contas do Plano de Contas tem como objetivo homogeneizar o sistema de escrituração contábil, classificação dos documentos, tratamento e análise dos resultados e dos fatos contábeis. Assim, neste modelo, apresentamos um plano de contas de 5 (cinco graus) ou seja, com cinco níveis onde: 1o Nível (x) - Identifica os Grandes Grupos Ativo, Passivo, Receitas, Despesas e Contas de Apuração. 2o Nível (x.x) - Identifica os Grupos específicos em que se dividem os grandes grupos. 3o Nível (x.x.x) - Identifica os subgrupos em que se dividem os grupos. 4o Nível (x.x.x.x) - Identifica as contas SINTÉTICAS agregadas das contas analíticas que representam os elementos do patrimônio. 5o Nível (x.x.x.x.x) - Representa as contas ANALÍTICAS que identificam os bens, direitos, obrigações, receitas e despesas. É o nível que receberá os lançamentos contábeis. 46
47 Modelo de Plano de Contas simplificado: 1 ATIVO 1.1 ATIVO CIRCULANTE DISPONIBILIDADE CAIXAS Caixa Geral Fundo Fixo BANCO CONTA MOVIMENTO Banco A APLICAÇÕES FINANCEIRAS Banco A DIREITOS A CURTO PRAZO DUPLICATAS A RECEBER Cliente A (-) CRÉDITOS BAIXADOS RECUPERÁVEIS (-) Cliente A (-) DUPLICATAS DESCONTADAS Banco A ADIANTAMENTOS A EMPREGADOS Empregado A IMPOSTOS A RECUPERAR IRRF s/ Aplicações Financeiras IRRF s/ Prestação de Serviços IRPJ Antecipações Contribuição Social - Antecipações ICMS - Créditos a Recuperar IPI - Créditos a Recuperar ISS a Recuperar ESTOQUES ESTOQUES DE MATERIAIS Matéria-Prima Mercadorias para Revenda Material de Consumo ESTOQUE DE PRODUTOS Produtos de Fabricação Própria 47
48 Produtos em Fabricação ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES DE MATERIAIS Fornecedor A ANTECIPAÇÕES OUTROS ATIVOS Seguros a Apropriar Encargos Financeiros a Apropriar 1.2 ATIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO REALIZAVEL A LONGO PRAZO APLICAÇÕES FINANCEIRAS Banco A INVESTIMENTOS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS Empresa A ATIVO IMOBILIZADO VALORES ORIGINAIS CORRIGIDOS Máquinas Equipamento Ferramentas Modelos e Matrizes Móveis e Instalações Comerciais Móveis e Utensílios Administrativos Equipamentos de Informática Veículos Industriais Veículos Comerciais Automóveis ( - ) DEPRECIAÇÃO ACUMULADA ( - ) Depreciação Máquinas ( - ) Depreciação Equipamentos ( - ) Depreciação Ferramentas ( - ) Depreciação Modelos e Matrizes ( - ) Depreciação Móveis e Instalações Comerciais 48
49 ( - ) Depreciação Móveis e Utensílios Administrativos ( - ) Depreciação Equipamentos de Informática ( - ) Depreciação Veículos Industriais ( - ) Depreciação Veículos Comerciais ( - ) Depreciação Automóveis ATIVO DIFERIDO DESPESAS DE IMPLANTAÇÃO Gastos Gerais de Implantação AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS Gastos Gerais de Implantação 2 PASSIVO 2.1 PASSIVO CIRCULANTE OBRIGAÇÕES A CURTO PRAZO OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS Salários e Ordenados a Pagar Férias a Pagar OBRIGAÇÕES SOCIAIS INSS a Recolher FGTS a Recolher OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS IPI a Recolher ICMS a Recolher ISS a Recolher IRRF a Recolher COFINS a Recolher IRPJ a Recolher Contribuição Social a Recolher FORNECEDORES Fornecedor A EMPRÉSTIMOS Banco A CONTAS A PAGAR Aluguéis a Pagar Serviços de Terceiros a Pagar Pro-Labore a Pagar 49
50 2.2 PASSIVO NÃO CIRCULANTE OBRIGAÇÕES A LONGO PRAZO FINANCIAMENTOS Banco A 2.3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL SOCIAL CAPITAL SUBSCRITO Capital Social Subscrito (-) CAPITAL A REALIZAR Sócio A RESERVAS RESERVAS DE CAPITAL Reserva de Capital Realizado AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL Ajustes de Avaliação AAP Instrumento Financeiro RESERVAS DE LUCROS Reserva Legal Reserva para Aumento de Capital AÇÕES EM TESOURARIA Ações - Bovespa PREJUÍZOS ACUMULADOS (-)Prejuízos Acumulados 50
51 3 CUSTOS E DESPESAS 3.1 CUSTOS CUSTOS INDUSTRIAIS CUSTO DE AQUISIÇÃO DE MATERIAIS Matéria-Prima Conta Compra (-) DEDUÇÕES DO CUSTO DOS MATERIAIS (-) Devolução de Matéria-Prima (-) ICMS (-) IPI CUSTO DA MÃO-DE-OBRA DIRETA Salários Contribuição para a Previdência Social Contribuição para o FGTS Assistência Médica Vale Transporte Programa de Alimentação do Trabalhador-PAT GASTOS GERAIS DE PRODUÇÃO Pro-Labore Industrial Aluguel e Arrendamento Energia Elétrica Água Luz Comunicações Material de Consumo Manutenção de Máquinas e Instalações Depreciação Despesas de Viagens e Estadas Impressos e Materiais Serviços de Terceiros CUSTO DA REVENDA DE MERCADORIAS CUSTO DE AQUISIÇÃO DAS MERCADORIAS Mercadoria para Revenda Conta Compra Frete de Mercadorias (-) DEDUÇÕES DO CUSTO DAS MERCADORIAS (-) Devolução de Mercadoria para Revenda (-) ICMS nas Compras CUSTO DOS SERVIÇOS PRESTADOS CUSTO DA MÃO-DE-OBRA DIRETA Salários 51
52 Contribuição para a Previdência Social Contribuição para o FGTS Assistência Médica Vale Transporte Programa de Alimentação do Trabalhador PAT CUSTOS GERAIS DOS SERVIÇOS Pro-Labore Aluguel e Arrendamento de Bens Energia Elétrica Água Luz Comunicações Material de Consumo Manutenção de Máquinas, Equipamentos e Instalações Depreciações Despesas de Viagens e Estadas Impressos e Materiais Serviços de Terceiros 3.2 DESPESAS DESPESAS OPERACIONAIS DESPESAS DE COMERCIALIZAÇÃO Ordenados Contribuição para a Previdência Social Contribuição para o FGTS Assistência Médica Vale Transporte Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT Pro-Labore Aluguel e Arrendamento de Bens Energia Elétrica Comunicações Material de Consumo Manutenção de Máquinas e Instalações Depreciações Despesas de Viagens e Estadas Impressos e Materiais Serviços de Terceiros DESPESAS ADMINISTRATIVAS Ordenados Contribuição para Previdência Social Contribuição para o FGTS Assistência Médica Vale Transporte 52
53 Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT Pro-Labore Aluguel e Arrendamento de Bens Energia Elétrica Comunicações Material de Consumo Manutenção de Máquinas e Instalações Depreciações Despesas de Viagens e Estadas Impressos e Materiais de Escritório Serviços de Terceiros GASTOS TRIBUTÁRIOS Imposto Predial Impostos e Taxas Diversas DESPESAS FINANCEIRAS Juros Passivos Descontos Concedidos Multas de Mora Despesas Bancárias Variações Cambiais Variações Monetárias PERDAS DIVERSAS Perdas por Incobráveis DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS CUSTO DE ALIENAÇÃO DE BENS DO PERMANENTE Custo Alienação de Investimentos Custo Alienação de Imobilizados 4 RECEITAS 4.1 RECEITAS OPERACIONAIS LÍQUIDAS RECEITAS INDUSTRIAIS LÍQUIDAS RECEITA INDUSTRIAL BRUTA Vendas no Mercado Interno Vendas no Mercado Externo Industrialização para Terceiros 53
54 (-) DEDUÇÕES DAS RECEITAS INDUSTRIAIS (-) Devolução de Vendas (-) IPI sobre Vendas (-) ICMS nas Vendas (-) PIS s/ Receita de Vendas (-) COFINS s/ Receita de Vendas RECEITAS COMERCIAIS LÍQUIDAS RECEITA COMERCIAL BRUTA Vendas no Mercado Interno Vendas no Mercado Externo (-) DEDUÇÕES DAS RECEITAS COMERCIAIS (-) Devolução de Vendas (-) ICMS nas Vendas (-) PIS s/ Receitas de Vendas (-) COFINS s/ Receitas de Vendas RECEITAS DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LÍQUIDAS RECEITA DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Vendas de Serviços à Vista Vendas de Serviços a Prazo (-) DEDUÇÕES DAS RECEITAS DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (-) Cancelamento de Faturas de Serviços (-) ISS Sobre Vendas de Serviços (-) PIS s/ Receitas de Serviços (-) COFINS s/ Receitas de Serviços OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS RECEITAS FINANCEIRAS Rendimentos de Aplicações Financeiras Juros de Mora 4.2 RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS LÍQUIDAS RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS RECEITAS DE ALIENAÇÃO DO ATIVO PERMANENTE Receita da Alienação de Investimentos Receita da Alienação de Imobilizado 54
55 CONTAS DE APURAÇÃO 6.1 RESULTADO DO EXERCÍCIO RESULTADO PARCIAL DO EXERCÍCIO RESULTADO OPERACIONAL Resultado Industrial Resultado Comercial Resultado da Prestação de Serviços RESULTADO NÃO-OPERACIONAL Resultado da Alienação do Ativo Permanente RESULTADO FINAL DO EXERCÍCIO Resultado do Exercício em Curso Resultado Líquido Final Exercícios: Responda: a) Qual a diferença entre contas sintéticas e contas analíticas? De exemplo com base no plano de contas acima. b) Para que serve um Plano de Contas? c) Descreva os níveis possíveis do plano de contas. 55
56 Elabore um plano de contas contendo 5 contas do Ativo e 5 Contas do Passivo. 56
57 Parte III Demonstrações Contábeis Noções básicas Demonstrações Contábeis Noções básicas O objetivo da contabilidade é apresentar relatórios para que os usuários da contabilidade possam compreender e tomar decisões com base nas informações apresentadas nesses documentos. A Lei 6.404/76, art. 176, a Lei art. 1º juntamente com a Lei /02 C.C. e RIR/99, dentre outras normas obrigam a apresentação de uma ou mais demonstrações contábeis de acordo com seus objetivos. A Lei 6.404/76 e a Lei /02 retratam que ao final de cada exercício social, ou seja, de acordo com o ciclo operacional da Entidade, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I - Balanço Patrimonial; (BP) II - Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados; (DLPA) III - Demonstração do Resultado do Exercício;(DRE) e IV - Demonstração dos Fluxos de Caixa; (DFC) V - se companhia aberta, elaborar Demonstração do Valor Adicionado. (DVA). VI Notas Explicativas. A CVM (Comissão de valores Mobiliários) por força de norma expedida, obrigam as Companhias abertas (aquelas que têm ações negociadas em bolsa) de apresentar a DMPL (Demonstração das Mutações do patrimônio Líquido). Vale ressaltar que se qualquer Entidade fizer a DMPL está desobrigada de elaborar a DLPA. NOTA 1 : Nesta apostila o leitor terá noções básicas do Balanço Patrimonial (BP), Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) e Demonstração do Resultado dos Exercícios (DRE). NOTA 2: As Demonstrações de Fluxo de Caixa e Demonstração de Valor Adicionado bem como aprofundamento das outras demonstrações convidamos o Leitor a participar do curso de Demonstrações Contábeis no CEAD CONTMATIC além de buscar bibliografia do assunto. 57
58 Contabilidade e seus conceitos técnicos Para compreender as demonstrações contábeis são necessários alguns conceitos: FATO ADMINISTRATIVO (CONTÁBIL): O fato contábil são aqueles que provocam alterações nos elementos do Patrimônio da Entidade ou no resultado. Exemplo: Compra a vista de mercadorias. ATO ADMINISTRATIVO: São aqueles que não provocam alterações no Patrimônio ou no resultado. Exemplo: atender um cliente, digitar um orçamento, etc. Observando os conceitos acima apenas os fatos são classificados na contabilidade e integram às demonstrações. Os fatos são elementos patrimoniais (exemplo caixa, banco, fornecedores) bem como elementos de resultado (receitas, despesas e custos). Os elementos são denominados CONTAS. A conta é o nome técnico dado ao elemento patrimonial e ao elemento de resultado. Exemplos: Conta Caixa elemento patrimonial; Conta Banco elemento patrimonial; Conta Salários a pagar elemento patrimonial; Conta capital Social elemento patrimonial; Conta Receita com Vendas elemento de resultado; Conta Despesas Administrativas - elemento de resultado; Conta Custo de Mercadoria Vendida - elemento de resultado; Observe que as contas acima são divididas em Patrimonial e Resultado. As contas patrimoniais, em linhas gerais, são as contas que figuram no Balanço Patrimonial e as contas de resultado, em linhas gerais, são as contas que figuram na Demonstração de Resultado do Exercício. 58
59 Exemplo hipotético: a) Empresa X teve Receita com Vendas no valor de R$ ,00 sendo recebidas à vista pela venda de mercadorias do estoque. b) Nessa mesma empresa o Custo dessa mercadoria vendida é de R$ ,00; c) E por fim a despesa com funcionários da empresa foi de R$ ,00. Na DRE ficaria assim: DRE Demonstração de Resultado Simplificada da Empresa X : Receita com vendas (-) Custo da Mercadoria Vendida (35 000,00) ,00 (-) Despesa com salários (20 000,00) Saldo Positivo (lucro) ,00 NOTA: Vale ressaltar que basta classificar e conhecer qual é o elemento, ou seja, se elemento patrimonial ou de resultado. A seguir exemplo hipotético sobre as contas do Patrimônio. Supondo que nessa mesma empresa X apresente no Patrimônio: a) Valores no saldo de caixa de R$ ,00 b) Valores saldo Banco do Brasil de R$ ,00 c) Máquinas da produção no valor de R$ ,00 d) Fornecedores a pagar no valor de R$ ,00 e) Salários a pagar no valor de R$ ,00 f) Capital Social no valor de R$ ,00 g) Reserva de Lucros no valor de R$ ,00. 59
60 Observe como fica no Balanço Patrimonial: ATIVO Caixa Banco do Brasil Máquinas PASSIVO Fornecedores a pagar Salários a pagar Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de capital Total Ativo Total do Passivo e PL RESUMO FIXAÇÃO Demonstração de Resultados Balanço Patrimonial Apresentam as contas de resultado (receitas, custos e despesas) Apresentam as contas patrimoniais ou seja, OS BENS, OS DIREITOS, AS OBRIGAÇÕES E PATRIMONIO LÍQUIDO. Pela teoria patrimonialista as contas são classificadas em dois grupos: Contas Patrimoniais - São as contas que representam os bens, direitos, obrigações e a situação líquida das entidades, ou seja: Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. Estas contas permanecem com o seu saldo no momento da apuração do resultado. Contas de Resultado - São as contas que representam as receitas, custos e despesas. Estas contas devem ser sempre encerradas (tornar o saldo zero e transferi-lo a apuração do resultado) na apuração do resultado ou do exercício social, são incorporadas ao Balanço Patrimonial via Patrimônio Líquido. 60
61 Exercícios 1. Quais são as demonstrações financeiras que deverão exprimir com clareza a situação patrimonial e suas mutações? 2. Qual a diferença entre fato administrativo e ato administrativo?? Exercícios complementares 1. Conta é o nome dado ao. 2. Cite 3 exemplos de contas patrimoniais e contas de resultado: 61
62 3.Observe os fatos a seguir e Monte a DRE depois o resultado, transfira para o Balanço Patrimonial elaborando o mesmo: a) Empresa Molequinha AS teve Receita com Vendas no valor de R$ ,00 sendo recebidas a vista pela venda de mercadorias do estoque. b) Nessa mesma empresa o Custo dessa mercadoria vendida é de R$ ,00; c) E por fim a despesa com funcionários da empresa foi de R$ ,00. DRE Demonstração de Resultado Simplificada da Empresa Molequinha : Receita com vendas (-) Custo da Mercadoria Vendida (-) Despesa com salários Resultado Na Empresa Molequinha SA apresenta o seguinte Patrimônio: Valores no saldo de caixa de R$ ,00 Valores saldo Banco do Brasil de R$ ,00 Máquinas da produção no valor de R$ ,00 Fornecedores a pagar no valor de R$ ,00 Salários a pagar no valor de R$ ,00 Capital Social no valor de R$ ,00 Reserva de Lucros ou Prejuízos (retirar da DRE) 62
63 Com as informações anteriores elabore o B.P. ATIVO Empresa Molequinha S.A. PASSIVO Patrimônio Líquido Total Ativo Total do Passivo e PL. 4. O que são contas de resultado?cite 2 exemplos. 5. O que são contas patrimoniais? Cite 2 exemplos. 63
64 Entendendo a Demonstração de Resultados (DRE). A Lei 6.404/76 em seu art. 178 com redações da Lei /07 traz o mínimo que uma DRE deve conter em sua estrutura QUE NÃO É APENAS O EXPLICADO, TEM UMA SÉRIE DE INFORMAÇÕES QUE VEREMOS ADIANTE. A estrutura básica, já explicada acima é: (+) Receitas (-) Custos (-) Despesas (=) Resultado: Porém a legislação sugere que sejam detalhadas todas as contas da estrutura básica apresentada. Assim, é necessário conhecer o conceito básico da estrutura acima: RECEITA: é a soma das vendas executadas por uma Entidade, sendo essa venda de mercadorias, produtos ou serviços. NOTA: A RECEITA BRUTA DE VENDAS, nome dado aos títulos das contas de receitas não é a mesma coisa que faturamento. Observe: Somente para fins fiscais e empresas que tem em sua composição o IPI (Imposto sobre o Produto Industrializado) em seu faturamento, deverá extraí-lo dessa base para determinar a Receita Bruta, por ser um tributo parafiscal (assunto a ser estudado adiante). Exemplo: Faturamento ,00 (-) IPI_ ,00 = Receita Bruta de Vendas ,00 As Receitas são classificas em : Receitas Operacionais: É o produto da venda de produtos industrializados, ou da comercialização ou ainda da prestação de serviços da pessoa jurídica, nos mercados interno e externo; Receitas Não Operacionais: Receitas não-operacionais são aquelas receitas decorrentes de transações não incluídas nas atividades principais ou acessórias que constituam objeto da empresa. Exemplo: A empresa é uma industria de calçados. Sua atividade e construir sapatos, porém decide vender uma máquina. A venda dessa máquina gerou uma Receita Não Operacional. 64
65 Deduções da Receita: São compostas por valores que deduzem o valor das vendas de mercadorias, produtos ou serviços tais como: a) Abatimentos: por razões de qualidade da mercadoria ou outros; b) Vendas canceladas: correspondem à anulação de valores registrados como receita bruta de vendas e serviços. c) Descontos Concedidos: são descontos comerciais e deverão estar presentes na nota fiscal de vendas. d) Tributos sobre as vendas e serviços: são os tributos (impostos, taxas e contribuições) que no ato de obter a receita com a venda e /ou prestação de serviços incidem sobre as mesmas. Os tributos são Pis (Tributo Federal), Cofins (Tributo Federal), Icms (Tributo Estadual), ISS(Tributo Municipal). NOTA : Reputam-se incidentes sobre as vendas, os tributos que guardam proporcionalidade com o preço da venda efetuada ou dos serviços prestados, mesmo que o respectivo montante integre a base de cálculo, tais como o ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações); o ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza); o IE (imposto sobre Exportação). Incluem-se também como incidentes sobre vendas: Cofins - Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, inclusive nas vendas de produtos sujeitos à incidência monofásica da contribuição, de que tratam as Leis nº , de 2000; nº , de 2000; nº de 2002 e nº de 2002; PIS - Programa de Integração Social, inclusive nas vendas de produtos sujeitos à incidência monofásica da contribuição, de que tratam as Leis nº , de 2000; nº , de 2000; nº de 2002 e nº de 2002; As taxas que guardem proporcionalidade com o preço de venda. Fonte: Receita Federal do Brasil 65
66 Custo da Mercadoria Vendida e Custo do Serviço Prestado. Para compreender o CMV / CSP é necessário dominar o conceito básico de custo. Mas o que é custo? De forma simplificada Custo é o gasto efetuado pela Empresa ou Entidade pelo qual se obtém um bem, direito ou serviço. O custo insere-se no montante do gasto com matéria-prima, mão-de-obra e outros encargos diretamente ligados à produção de bens ou serviços. Ele é, portanto, o desembolso que a Empresa ou Entidade adquire um bem ou serviço, bem como o valor que se tem no processo interno da empresa para prestação de serviços ou obtenção de bens, para venda ou uso interno. Exemplo: Compra de mercadorias para o estoque onde, na entrada dessa mercadoria na Entidade a mesma fará parte do Patrimônio. Porém na venda, nascerá uma receita (entrada de numerários) e para saber o resultado da operação, é necessário conhecer o valor do custo pago por essa mercadoria vendida. Assim, a título de exemplificação, o CMV (empresas comerciais) é composto por: Ou seja: CMV = EI + C - EF Custo de Mercadoria Vendida = Estoque Inicial + Compras Estoque Final. Exemplo: A empresa Vende Tudo S.A apresenta no seu estoque em 01/01/2008 o montante de R$ ,00 em mercadorias. Em 10/01/2008 comprou mais R$ ,00 e novas mercadorias. O exercício corre e em 31/12/2008 o estoque final é de R$ 35000,00. Qual o CMV? Usando a fórmula temos? CMV = EI + C EF CMV = ( EI C ) EF ,00 CMV = CMV =
67 Despesa É o sacrifício que a Empresa ou Entidade necessita para comercializar os bens ou serviços, objetos da atividade, bem como para a manutenção da estrutura empresarial independentemente da sua freqüência. A despesa, embora direta ou indiretamente necessária para a geração da receita, não está associada à prestação do serviço ou à produção do bem, não sendo, agregada ao custo. As despesas são classificadas em duas: Despesa Operacional: São as despesas não computadas nos custos, necessárias à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora. As despesas operacionais admitidas são as usuais ou normais no tipo de transações, operações ou atividades da empresa, entendendo-se como necessárias as pagas ou incorridas para a realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa (RIR/1999, art. 299 e seus e PN CST no 32, de 1981). Exemplo: despesas administrativas, despesas com salários e ordenados, ec; Despesa Não Operacional: São as despesas decorrentes de transações não incluídas nas atividades principais ou acessórias que constituam objeto da empresa. 67
68 Modelo tratado na Lei 6404/76, art. 187 e Lei 11638/07: Receita Operacional Bruta Vendas de Produtos / de Mercadorias / Prestação de Serviços = Receita Bruta (-) Deduções da Receita Bruta Devoluções de Vendas / Abatimentos Tributos Incidentes sobre Vendas / Prestação de Serviços = Receita Operacional Líquida (-) Custos das Vendas Custo dos Produtos Vendidos/ Mercadorias /Serviços Prestados = Resultado Operacional Bruto (-) Despesas Operacionais Despesas Com Vendas / Despesas Administrativas (-) Despesas Financeiras Líquidas Despesas Financeiras (+) Receitas Financeiras Líquidas Receitas Financeiras (+ / -) Variações Monetárias e Cambiais Passivas ( + / -) Variações Monetárias e Cambiais Ativas (- / + ) Outras Receitas e Despesas Operacionais (- / + ) Despesas ou Receitas Operacionais =Outras Receitas / Despesas ( - )Outras Despesas + Outras Receitas = Resultado Líquido Antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro (-) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro = Lucro Líquido antes das Participações (-) Participações de Administradores, Empregados, Debêntures e Partes Beneficiárias (=) Resultado Líquido do Exercício 68
69 Exercício 1. Qual a finalidade da DRE? 2. O conceito de despesa é: a) sacrifício para obter faturamento; b) sacrifício para obter lucro; c) sacrifício para obter ganho; d) sacrifício para obter receita. 3. Qual a diferença entre faturamento e receita bruta? 4) O gasto efetuado pela Empresa ou Entidade pelo qual se obtém um bem, direito ou serviço é conceito de. 5) A soma das vendas executadas por uma Entidade, sendo essa venda de mercadorias, produtos ou serviços excluído o valor do IPI é conceito de. 6) Conceitue: a) Despesa operacional e não operacional b) Receita operacional e não operacional 69
70 Exercícios complementares: 1.) O estoque inicial da Empresa AYC em 01/07/2008 é de R$ ,00. Houve vendas de R$ , sendo dessas vendas 40% eram custo de mercadorias vendidas. No dia 25/07/2008 houve compras de R$ ,00. Qual o estoque final? 2.) Monte uma DRE de acordo com a Lei 6404/76 e 11638,com os fatos a seguir: a) Venda de computadores da empresa no valor de R$ ,00 b) Despesas com salários no valor de R$ ,00 c) Custo de mercadorias vendidas no valor de R$ ,00 d) Despesas com depreciação no valor de R$ ,00 e) ICMS sobre as vendas no valor de R$ ,00 f) Pis sobre vendas n valor de R$ 5 000,00 g) Cofins sobre vendas no valor de 2600,00 h) Receita com vendas no valor de ,00. 70
71 Entendendo o Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade é a demonstração contábil destinada a evidenciar, quantitativa e qualitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade. Assim, por força da Lei 6.404/76, art. 178 alterada pela Lei /09, as contas deverão ser agrupadas no Balanço Patrimonial na forma: No Ativo: As contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados. No Passivo: As contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de exigibilidade. Todas as contas devem ser classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. As contas ainda apresentam os seguintes tratamentos: CONTA SINTÉTICA: São contas que compõem outras contas de mesma estrutura e natureza. São contas totalizadoras das denominadas contas analíticas. CONTA Analítica: São contas que integram a conta sintética e não admitem desdobramento 71
72 Modelo de Balanço Patrimonial de acordo com a Lei 6404/76 e lei 11638/07 ATIVO ATIVO CIRCULANTE Disponível Realizável a Curto Prazo Estoques Outros Ativos (Despesas Antecipadas) PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE Obrigações Exigibilidades PASSIVO NÃO CIRCULANTE Obrigações Longo Prazo ATIVO NÃO CIRCULANTE Exigibilidades L. Prazo Realizável a longo prazo Ativo Investimento Ativo Imobilizado Ativo Intangível PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Reservas de capital Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Ações em tesouraria (-) Prejuízos acumulados. TOTAL ATIVO TOTAL PASSIVO
73 Classificação Patrimonial apresentada no Balanço Patrimonial I. ATIVO: De forma simplificada o Ativo é a composição dos bens e direitos apresentados no curto e longo prazo, que conforme a Legislação em vigência deverá ser divido em dois grupos de contas a serem estudados a seguir: ATIVO CIRCULANTE: Em acordo com a Lei 6.404/76 são apresentadas neste grupo todas as disponibilidades e direitos realizáveis até o exercício social subseqüente, bem como todos os Créditos, os Estoques e as Despesas Antecipadas. Os Créditos apresentados neste grupo são representados por direitos realizáveis até o exercício social subseqüente. Os Estoques são bens adquiridos pela empresa e cada atividade fim requer um tipo de estoque. ATIVO NÃO CIRCULANTE: De acordo com a Lei 6.404/76, Lei /07 e Lei /09 são apresentadas neste grupo: a) Realizável a longo prazo: São direitos a serem realizados a longo prazo. Exemplo: Cliente comprou determinada mercadoria da empresa X e irá pagar em 36 parcelas. Na empresa X constará o valor a longo prazo. São exemplos de contas: duplicatas a receber longo prazo, clientes, aplicações financeiras de longo prazo, etc. b) Investimento: São bens e direitos que a Entidade aplica para obtenção de algum retorno. Em regra os bens e direitos contabilizados neste subgrupo não pertencem à atividade fim da empresa. Exemplos de contas: obra de arte, ouro, participações societárias, veiculo Ferrari, etc. c) Ativo Imobilizado: Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. Exemplos de contas: veículos, máquinas, equipamentos, computadores, etc. d) Ativo Intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Exemplo: Marcas, Patentes, Fundo de comercio, etc. 73
74 II. PASSIVO: São classificadas nesse grande grupo todas as obrigações e exigibilidades, tanto a curto como de longo prazo, resultados de exercícios futuros e o patrimônio líquido. Passivo Circulante: Neste grupo são classificadas todas as obrigações bem como exigibilidades até o término do exercício seguinte. Passivo Não Circulante : Neste grupo são classificados as obrigações e exigibilidades cujo vencimento seja após o exercício seguinte. Além disso, classifica-se também os resultados de exercício futuro, ou seja, os adiantamentos de clientes. PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Diversas são as respostas para o PL, porém para compreensão desse grupo, observamos a Lei 6.404/76 e a Lei /07 que define o Patrimônio Líquido com a composição dos subgrupos a seguir: Capital Social: São classificadas neste subgrupo as discriminações do montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada pelos sócios ou acionista da Entidade. Exemplo: Capital Social Subscrito (-) Capital Social a realizar = Capital Social Realizado Reservas de capital Ajuste de Avaliação Patrimonial: O art. 182 ( 3º) da Lei nº 6.404/76, alterada pela Lei /07 e Lei /09, estabelece que deve ser classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo. Exemplo de conta: Ajuste de avaliação instrumentos financeiros. Os Instrumentos financeiros figura no Ativo. O ponto principal para classificação em AAP - Ajuste de Avaliação Patrimonial é que estes papéis estejam destinados á negociação ou disponíveis para venda. Nesse caso, deve-se ajustar e a variação deverá ser classificada na conta AAP - Ajuste de Avaliação Patrimonial, instrumentos financeiros conforme trata a Lei nº 6.404/76, art
75 Reservas de Lucro: Serão classificadas neste subgrupo as contas constituídas pela apropriação de lucros da Entidade. Ações em tesouraria: Serão classificadas nesse subgrupo as ações adquiridas pela própria Sociedade Anônima emissora de ações. (-) Prejuízos Acumulados: Ao final do exercício social a Entidade deverá apurar o resultado do exercício, sendo que em caso de resultado negativo, o mesmo deverá ser classificado como prejuízo no PL. Exercícios: 1. Qual é a finalidade do Balanço Patrimonial? 2. Responda (V) se Verdadeiro e (F) se Falso: ( ). O Passivo é classificado em ordem decrescente pelo grau de liquidez. ( ). O Ativo é a soma de todas as exigibilidades e obrigações como os direitos a receber. ( ). O Ativo é classificado em ordem decrescente pelo grau de liquidez. ( ). O Patrimônio Líquido é composto apenas pelo capital dos sócios. ( ).Capital subscrito é uma promessa, ou seja, é apenas o valor do contrato social. ( ). O Ativo Permanente é um subgrupo do Ativo. ( ). O Ativo fixo é a mesma coisa que ativo imobilizado. 3. Qual a diferença entre conta sintética e conta analítica? 75
76 4. Monte a composição do Balanço Patrimonial de acordo com a Lei 6.404/76 e Lei /07: Exercícios complementares: 5. Monte a DRE e o BP (Balanço Patrimonial) conforme as informações a seguir: DICA DO PROFESSOR: Separe as contas patrimoniais e de resultado. a) Capital social...r$ ,00. b) Despesas com vendas...r$ ,00 c) Receitas futuras...r$ ,00 d) Caixa...R$ ,00 e) Banco Y...R$ ,00 f) Maquinas...R$ ,00 g) Aplicação financeira...r$ ,00 h) CMV...R$ ,00 i) Despesas com salários..r$ ,00 j) Receita c/ venda de computadores da administração ,00 k) ICMS sobre as vendas... R$ 8.000,00 l) Receitas com vendas...r$ ,00 m) Marcas...R$ ,00 n) Software...R$ ,00 o) Estoques...R$ ,00 p) Veículos...R$ ,00 76
77 DRE Balanço Patrimonial 77
78 6. De acordo com as demonstrações acima informe: a) A empresa em questão teve resultado positivo? Por quê? b) O total do Ativo Circulante é maior que o do Passivo Circulante? Caso seja, em quanto é o valor a maior? Demonstre. 78
79 Parte IV Escrituração Contábil - Noções Operações contábeis Neste capítulo serão apresentadas algumas operações contábeis, porém nosso objetivo não é esgotar o assunto nem tampouco criar uma regra única de contabilização, mas apenas noções das quais poderão ser executadas sobre diversas óticas e entendimentos. Subscrição A Subscrição nada mais é do que uma Promessa apresentada pelos acionistas, e sócios nos documentos de constituição da Entidade como o contrato social, o Estatuto, dentre outros. a) Contabilizar o investimento inicial efetuado pelos sócios na Cia Mamão Papaya S.A. no valor de $ ,00 em dinheiro: Pela subscrição: Data, mês e ano. D - Capital Social a Realizar* C -Capital Social Subscrito...R$ ,00 Histórico: xxxxx b) Integralização do capital É a realização de fato do ato apresentado no contrato ou no estatuto, conforme subscrição (promessa). Integralizar é realizar de fato aquilo que se prometeu. Pela integralização: Data, mês e ano. D- Caixa ou Banco C- Capital Social a Realizar.....R$ ,00 Histórico: xxxxx * Capital Social a Realizar também se entende como Capital Social a integralizar. NOTA: Se o Capital for integralizado em bens, estes deverão ser avaliados e incorporados ao patrimônio da empresa pelo preço de mercado, através de laudo que deverá ser aprovado pela Assembléia Geral; Se o Capital for integralizado em crédito (valores a receber) o subscritor responderá perante a sociedade, pela solvência do devedor. 79
80 Contabilize: ****Empresa Preguiça Demais S/A registrou Contrato Social em 01/07/2010, onde na cláusula 40 deste documento, afirma o valor de R$ ,00 referente a Capital Social: ****Depósito de 25% do capital descrito no contrato social no Banco do Brasil, conta corrente nº 321. Fundo Fixo Empresas de pequeno, médio e grande porte normalmente necessitam que seus departamentos tenham, sob o controle de um gestor ou responsável, uma determinada quantia em dinheiro para que este possa pagar pequenos gastos necessário para que a atividade da referida empresa se desenvolva. São exemplos de gastos necessários: conduções, envelopes, canetas, vassoura, gorjetas, autenticação de documentos, entre outros. Ao final de um exercício semanal, quinzenal ou mensal, o responsável por esse fundo deverá prestar contas a gerencia financeira e a contabilidade desses gastos, com documentação próbia. Observe que, tais gastos devem ser descritos em reunião ou assembléia e devidamente registrados em Livro Ata, o valor da quantia que será disponibilizada para o responsável e a classificação do gasto. Exemplo: Escritório Contabil ABCD S/S informa que seu departamento de abertura e encerramento tem cota de R$ 1000,00 por quinzena para gastos com desenvolvimentos no setor. 80
81 Esse montante será reposto sempre a cada 15 dias. Ao findar a quinzena, o responsável apresenta ao departamento financeiro os gastos deste período e automaticamente recebe um montante para manter o valor de R$ 1.000,00. NOTA: Neste exemplo, supondo que na 1ª quinzena o departamento em destaque tenha gasto R$ 741,00, após comprovação do responsável da área dos gastos ao departamento financeiro, receberá o valor de proporção, ou seja, R$ 741,00, pois sobrou no caixa (fundo fixo) de R$ 259,00 (que será o saldo a transportar para próxima quinzena); Modelo: Empresa XXX Boletim de Caixa Responsável YY Entradas de Fundo Fixo Mês: 09/2010-1ª quinzena Data Entradas Valor 1 Fundo Fixo Cheque Fundo Fixo Cheque Total Entradas 1000 Saídas de Fundo Fixo - Caixa 2 Recibo 33-Correios-Cartas cliente XX 50,00 4 Gastos com Café - Recibo ,00 5 Autenticação de Contratos nº 469 conf recibo ,00 6 Viagem para Cidade XWR conf. Recibo ,00 7 Aquisição de folhas de sulfite 45,00 Total de saídas 741,00 Fechamento Quinzenal Fundo Fixo 1000 (-) Gasto 741,00 Valor a transportar à 2ª quinzena de 09/ ,00 81
82 1) Pela constituição do Fundo Fixo de Caixa: D - Fundo Fixo (Ativo Circulante) C - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) 2) Pela recomposição do Fundo Fixo de Caixa (reconhecimento contábil das despesas): D Gastos Administrativos (CONTA DE RESULTADO) C Fundo Fixo (Ativo Circulante) Contabilize: Empresa Não Pare Ltda tem fundo fixo a ser constituído em 05/05/2010 no valor de R$ 600,00 Departamento Responsável: Atendimento. Cheque 123 CC Banco Bom Demais S/A. Adiantamento de salários O Adiantamento de Salário para colaboradores, como o próprio nome já diz, nada mais é que uma antecipação salarial, concedida por liberalidade do empregador ou por imposição de Convenção Coletiva, a qual é oferecido até o limite de 50% do montante salarial. Data, mês e ano. D - Adiantamentos Salarial (Ativo Circulante) C - Caixa ou Bancos (Ativo Circulante) Histórico: xxxxx 82
83 Contabilize: Empresa Neném Neném Ltda elabora adiantamento de ordenados em 19/10/2010 com pagamento on line, Banco Único S/A CC 525. Aplicação Financeira Empresa deseja fazer aplicação financeira pois tem sobra de numerários no seu capital de giro cujo controle é via conta banco: Data, mês e ano. D- Aplicações Financeiras Curto Prazo (Ativo circulante) C- Banco Conta Movimento (Ativo circulante) Histórico: xxxxx Contabilize: Empresa Dingoll Bells S/A apresenta excesso de caixa em seu fluxo e aplica 30% de R$ ,00 em CDB por 120 dias, conforme contrato 125 Banco ITakaro S/A. 83
84 Operações de Créditos (Ativo Circulante): Venda de Mercadorias a prazo para Cliente X Data, mês e ano D Duplicatas a Receber (Ativo circulante) C Receita com Vendas (Conta de Resultado) Histórico: xxxxx Nota Técnica: Com base na Lei 6.404/76, alterada pela lei /07 e Lei /09 e com regras do CPC, as vendas efetuadas a longo prazo deverão ser ajustadas a valor presente. Observando o Art. 183, VIII, Lei nº 6.404/76 temos: (...) VIII - os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. (...) Exemplo de Ajuste a Valor Presente Venda a prazo no valor de R$ ,00 em 31/12/2010; Recebimento somente em 31/12/2012 (daqui a 2 anos); Taxa de juros negociados: 20% a.a. Fórmula: VP= VF (1+i) n Sendo: VP = Valor presente VF = Valor Furuto I= taxa de interessa (juros) N= tempo CÁLCULO DO VALOR PRESENTE (Conforme exemplo acima) VP = ,00 = ,00 (1+0,20)² Faça na HP 12C: ON F REG ,00 ENTER CHS FV 20i 2 n PV 84
85 Lançamento Contábil D - Clientes X.(Ativo Realizável a Longo Prazo) ,00 C - Receita com vendas (Conta de Resultado) ,00 D - Gastos com Juros a apropriar (Conta de Resultado) ,00 C - Juros a apropriar (conta redutora Ativo Real.Longo Prazo) ,00 Contabilize: Empresa To sem Nada Ltda, empresa de telefones, vendeu celulares para o Cliente Casas Baianinhas pelo valor de R$ ,00 conforme NF 558 da data de 01/01/2010. Conforme contrato entre as partes, a Empresa To sem Nada Ltda receberá em 01/01/2011, única parcela, com taxa de juros negociada 5% a.a. 85
86 Provisão de Devedores duvidosos (PDD) A Provisão para Devedores Duvidosos também chamada de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa é constituída para preparar antecipadamente a Entidade por situações de títulos não pagos pelos clientes. Com a vigência da Lei /07 e Lei /09 o contabilista deverá sempre atender os requisitos da gestão da Entidade. Exemplo: Uma empresa que vende veículos novos, ao vender a prazo, tem uma política financeira para esse tipo de negocio como: pesquisa no SERASA, cartório, etc., para verificar a capacidade financeira desse comprador. Nos casos dos Bancos, estas instituições financeiras têm em seu poder um Rating, ou seja, informações da capacidade financeira do cliente, sua categoria e classe. Assim, a PDD deverá ser contabilizada. Pela constituição da Provisão: Data, mês e ano. D - Despesas ou Custo c/ Provisão Devedores (Conta de Resultado) C - Provisão devedores duvidosos (Redutora do Ativo) Histórico: xxxxx NOTA: Regra antes da Lei /07: Para a constituição da PDD normalmente o contabilista busca dados históricos, ou seja, as perdas ou a falta de pagamento dos direitos por parte de clientes. Algumas empresas usam 3 anos anteriores como base, outras utilizam outras fontes e bases. Regra Atual: O departamento financeiro da Entidade deverá ter um controle adequado de suas finanças. Um dos controles a ser feito é a analise de credito dos seus clientes, antes de liberarem as vendas a prazo. Após essa analise, a empresa optará ou não em vender ao cliente e toda essa analise deverá ser informada à contabilidade para provisionamento. Caso a Entidade não faça uma analise minuciosa de credito (como ocorre com maioria das empresas antes de vender a prazo), o contabilista deverá sugerir alternativas válidas para a devida provisão. 86
87 Pela baixa da provisão tendo em vista que de fato não haverá o pagamento da dívida por motivo de falência do cliente como exemplo, sendo considerados tais valores inegociáveis. Data, mês e ano. D - Provisão de Devedores Duvidosos (Redutora do Ativo) C - Cliente X (Ativo Circulante) Histórico: xxxxx NOTA: A conta Provisão de Créditos de Liquidação Duvidosa ou Provisão de Devedores Duvidosos (PDD), é uma conta de natureza credora, mas figura no Ativo, como conta redutora. Contabilize: Empresa Asa Delta S/A vendeu para a empresa Sem ASA Ltda. mercadorias no valor de R$ ,00, conforme NF nº. 1234, a ser pago em 20 parcelas. O departamento financeiro informou que o cliente tem o percentual de 7% de risco de inadimplência. Contabilize o fato com sua provisão de credito de liquidação duvidosa (PDD). 87
88 Operações gerais: Ativo Não Circulante Longo Prazo (Ativo) Empresa deseja aplicar numerários que estão em sua conta banco para resgate somente daqui a 48 meses, em CDB: Data, mês e ano D - Aplicação Financeira a L.P. (Ativo Não Circulante). C - Banco Conta Movimento (Ativo Circulante) Histórico: xxxxx Operações com Investimentos (Ativo Investimento) Compra de barras de ouro com objetivo de capitalizar os valores aplicados sendo pagos a vista: Data, mês e ano D - Ouro (Investimentos) C - Caixa ou Banco (Ativo Circulante) Histórico: xxxxx Operações com Imobilizado Compras de Máquinas para a produção: Sendo a compra a vista segue exemplo: Data, mês e ano D - Maquina (Ativo Imobilizado) C - Caixa ou Banco (Ativo Circulante) Histórico: xxxxx Sendo a compra a prazo de máquinas: Data, mês e ano D - Maquinas (Ativo Imobilizado) C - Fornecedores ou Duplicatas a Pagar (Ativo Circulante e/ou Não circulante) Histórico: xxxxx 88
89 Depreciação A depreciação de bens do ativo imobilizado corresponde à diminuição do valor dos elementos ali classificáveis, resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência normal (Definição da Receita Federal). Contabilmente, vários autores, destacam que a depreciação tem outra interpretação. Szuster e Cardoso (2009) mencionam que a depreciação corresponde ao uso do imobilizado e por força de seus benefícios, naturalmente ocorre a diminuição da capacidade técnica produtiva ou obsolescência. Essa é a visão das normas internacionais de contabilidade. Na definição da RFB, temos a visão estática da depreciação, pois não se observa o beneficio do imobilizado, mas o beneficio fiscal. Na visão econômica, mencionada por Szuster e Cardoso (2009) temos uma visão dinâmica, pois a depreciação é provisionada para aquisição de outro imobilizado. DEPRECIAÇÃO FISCAL (Somente para fins de Imposto de Renda) O Contabilista deverá observar a IN RFB 162/98 e IN RFB 130/99 para verificar a alíquota e o prazo da depreciação fiscal. Exemplo: Taxa Anual Vida útil do Bem Máquinas e Equiptos. 10% 10 Instalações 10% 10 Móveis e Utensílios 10% 10 Veículos 20% 5 Computadores e periféricos 20% 5 89
90 Cálculo da Depreciação Fiscal A depreciação poderá ser calculada por: Exemplo: Quotas anuais: é calculada uma única vez ao ano. O valor da quota anual é obtido aplicando-se a taxa de depreciação sobre o valor do bem; Quotas mensais: é calculada e contabilizada mensalmente. O valor da quota mensal é obtido dividindo-se o valor da quota anual por 12. Veículo: R$ ,00 Depreciação: 20% a.a Cálculo: R$ ,00 X 20% = R$ ,00 (valor da depreciação fiscal anual). Contabilização: D - Depreciação Fiscal - Veiculo (Conta de Resultado)...R$ ,00 C - Depreciação Fiscal Acumulada - Veiculo (Redutora Ativo)...R$ ,00 Exercício Calcule e elabore a depreciação fiscal de máquinas, adquiridas em 01/07/2008 conforme NF 187. Data da depreciação: 29/09/2010. Após cálculo, elabore a escrituração contábil do fato. 90
91 DEPRECIAÇÃO ECONÔMICA. O Contabilista deverá observar o uso do imobilizado, seu tempo real de vida útil e tempo real de obsolescência. Cada Entidade terá suas taxas de depreciação conforme sua atividade. Exemplo: Um veículo pode ser depreciado economicamente na empresa A em 10% a.a. e na empresa B em 30% a.a. mesmo sendo o veiculo de mesma marca, ano, modelo e empresa com a mesma atividade. Neste caso, o que correlacionará é o uso deste bem pela Entidade. Quando o contabilista não chegar a um numero percentual correspondente, sob a ótica econômica, poderá buscar auxílios de especialistas internos ou externos, desde que observem a forma de utilização do bem pela empresa. Cálculo da Depreciação Econômica: Suponha o mesmo veículo: R$ ,00 Depreciação econômica após analise do contabilista: 5% a.a, ou seja, 20 anos para o desgaste total pelo uso e beneficio. Tempo: 2 anos Cálculo: R$ ,00 X 10% = R$ ,00 (valor da depreciação econômica). NOTA: Depreciação Econômica, com base nas Leis /07, /09, CPC 27 e Normas internacionais de contabilidade. Contabilização: D - Depreciação - Veiculo (Conta de Resultado)...R$ ,00 C - Depreciação Acumulada - Veiculo (Redutora Ativo)...R$ ,00 Exercício 1) Calcule a depreciação econômica de uma máquina que foi adquirida em 01/07/1995 e a previsão de uso, segundo analise do contabilista e engenheiro mecânico, será até 12/2015. Valor da aquisição da máquina: R$ ,00; NF 12369; 91
92 2) Elabore os lançamentos contábeis do exercício 1. Operações com Intangível Aquisição de Software para a Empresa a prazo: Data, mês e ano D - Software ( Ativo Intangível) C - Fornecedores (Passivo Circulante) Histórico: xxxxx NOTA: Os "ativos intangíveis" são aqueles que não têm existência física, ou seja, não se pode tocar, mas tem valor econômico e são direitos da Entidade. Exemplo: Direitos de exploração de serviços públicos mediante concessão ou permissão do Poder Público, Marcas e Patentes, Softwares e o fundo de comércio adquirido. Amortização do Intangível Os ativos intangíveis devem ser amortizados quando houver característica contratual ou legal que apresente efetivamente o tempo (prazo) de uso. No âmbito fiscal, para fins de Imposto de Renda, o RIR/99, art. 327 destaca que o intangível poderá ser amortizado da seguinte forma: I - o número de anos restantes de existência do direito (Lei nº 4.506/64,art. 58); II - o número de períodos de apuração em que deverão ser usufruídos os benefícios decorrentes das despesas registradas no ativo diferido. 92
93 O CPC 04, que trata sobre Ativo Intangível, determina em seu item 88 normas relativas a avaliação da sua vida útil e conseqüentemente a sua amortização. Assim o Ativo Intangível deverá ser classificado da seguinte forma: a) Se o item do Ativo Intangível tiver vida útil indefinida, este não deverá ser amortizado; b) Um ativo intangível com vida útil definida deve ser amortizado. Exemplo: Empresa Discadinhas Ltda comprou a marca YBC pela quantia de R$ ,00. A Lei 9.279/96 destaca que o uso da marca é de 10 anos, desde que registrada no INPI, mas pode renovar, portanto é indefinida (desde que haja a renovação). Outro ponto importante, pelas normas internacionais, tal amortização deverá estar integrada ao retorno dessa marca. Cálculo: Marca: R$ ,00 Usado pela empresa anterior: 3 anos Amortização em anos: 7 anos. Taxa de amortização: aproximadamente 14,28% a.a. R$ ,00 X 14,28% a.a = R$ 1.428,00 Contabilização: D- Amortização (Conta de Resultado) ,00 C - Amortização Acumulada (Conta Redutora do Ativo) ,00 Exercício 1) Aquisição de patentes, sem renovação, com prazo legal de 20 anos. Valor R$ ,00, tempo de uso pela empresa vendedora: 6 anos. Aquisição Data 01/01/2010. Calcule a taxa, o valor em reais e desenvolva a contabilização desse fato. 93
94 Operações com Estoques Neste capítulo serão abordados assuntos voltados a Contabilidade Comercial, ou seja, noções gerais de como controlar o Patrimônio das Entidades Comerciais. As empresas comerciais apresentam-se no mercado na qualidade de intermediárias tendo como objetivo apenas comprar produtos ou serviços para revender, sem adicionar, transformar ou agregar qualquer melhoria e serviço. Assim, classificamos os agentes do negócio desse tipo de empresa como: Fornecedores: São entidades que fornecem as mercadorias às empresas comerciais. Essas entidades poderão executar a venda a prazo (obrigação) ou à vista, ou ainda parte a vista e restante a prazo. Clientes: São entidades que buscam adquirir as mercadorias da empresa comercial com o objetivo de uso, revenda ou qualquer outra ação. Nesse caso a empresa que revende a mercadoria para seus clientes poderá vender a vista, a prazo (direitos), ou parte a vista e o restante a prazo dependendo da capacidade financeira do cliente. Governo: Na qualidade de sujeito Ativo, buscam sobre a atividade da empresa o recebimento dos tributos de acordo com a negociata da empresa que nesse caso é intitulada como sujeito passivo da obrigação tributária. Assim, apresentamos os fatos contábeis nas operações com mercadorias adquiridas pelas entidades comerciais: Compra de Mercadoria a vista: Data, mês e ano D - Estoques (Ativo Circulante) C - Caixa ou Banco c/ Movimento (Ativo Circulante) Histórico: xxxxx Compra de Mercadoria a prazo: Data, mês e ano D - Estoques (Ativo Circulante) C - Fornecedor (Passivo Circulante) Histórico: xxxxx 94
95 Venda de mercadorias para clientes a vista: A) Data, mês e ano D - Caixa ou Banco c/ Movimento (Ativo Circulante) C - Receita com Vendas (Conta de Resultado) Histórico: xxxxx B) Data, mês e ano D - CMV - Custo da Mercadoria Vendida (Conta de Resultado) C - Estoques (Ativo Circulante) Histórico: xxxxx *Venda de mercadorias para Clientes a prazo: A) Data, mês e ano D - Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) C - Receita com Vendas (Conta de Resultado) Histórico: xxxxx B) Data, mês e ano D - CMV - Custo da Mercadoria Vendida (Conta de Resultado) C - Estoques (Ativo Circulante) Histórico: xxxxx NOTA: Observe que nos exemplos acima, nas vendas de mercadorias para clientes tanto a vista quanto a prazo, foram apresentados dois lançamentos onde: A) reflete a venda e o reconhecimento da Receita; B) reflete a saída da mercadoria do estoque e reconhecendo o custo dessa mercadoria vendida. 95
96 Exercícios Contabilize os fatos no Livro Diário, Razão e Balancete: 1) Abertura da empresa Vem que tem S/A - Subscrição de Capital Social em 01/10/2010 no montante de R$ ,00; 2) Em 02/10/2010 foi integralizado 60% do Capital Subscrito no Banco Tem S/A; 3) Em 04/10/2010, aquisição de mercadorias para revenda no valor de R$ ,00 sendo 10% pago a vista e restante em 03 parcelas, conforme NF 1008; 4) Em 05/10/2010, aquisição de 03 computadores no valor de R$ 6.000,00 conforme NF 1005; 5) Em 14/10/2010, a empresa efetuou a venda de 30% do estoque pelo valor de R$ ,00 conforme NF Use a planilha a seguir: 96
97 RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO Livro Diário Empresa: DATA Descrição Débito Crédito 97
98 Razonetes 98
99 Balancete de Verificação Empresa... Periodo...a... Contas Devedoras Debito Contas credoras Credito 99
100 Parte V Folha de Pagamento A folha de pagamento é um relatório mensal elaborado, normalmente por uma equipe de Departamento Pessoal ou do Recursos Humanos cujo objetivo é apresentar os valores dos salários, tributos sobre salários, descontos sobre a folha e valores agregados a este relatório. O contabilista de posse de um relatório de folha de pagamento deverá contabilizar todos os fatos que ocorrerem nessa Entidade. NOTA: Aos interessados sugerimos participar do curso Departamento Pessoal no CEAD para aprimoramento dos conceitos técnicos e cálculos. Portanto, a contabilização da Folha de Pagamento deverá ser da seguinte forma: 1) Pelo adiantamento salarial concedido aos empregados (vide Pág. 84): D - Adiantamentos a Empregados (Ativo Circulante) C - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) C - IR Fonte a Recolher (Passivo Circulante) 2) Pela apropriação dos salários devidos aos empregados (exceto saláriofamília) D - Salários e Ordenados (Contas de Resultado) C - Salários e Ordenados a Pagar (Passivo Circulante) 3) Pela apropriação do salário-família: D - INSS a Recolher (Passivo Circulante) C - Salários e Ordenados a Pagar (Passivo Circulante) 4) Pela apropriação dos encargos previdenciários (INSS), do Imposto de Renda na Fonte e da Contribuição Sindical: D - Salários e Ordenados a Pagar (Passivo Circulante) C - INSS a Recolher (Passivo Circulante) C - IR Fonte a Recolher (Passivo Circulante) C - Contribuição Sindical de Empregados a Recolher (Passivo Circulante) 100
101 5) Pela apropriação do adiantamento salarial, do desconto relativo ao valetransporte e vale amilentação. D - Salários e Ordenados a Pagar (Passivo Circulante) C - Adiantamento de Salários (Ativo Circulante) C - Vale-Transporte (Conta de Resultado) C - Vales-Refeição - PAT (Conta de Resultado) NOTAS: (1) Em relação ao vale-transporte, desde 1º , este deixou de ser objeto de incentivo fiscal pela legislação do Imposto de Renda, porém em atendimento à legislação trabalhista, a aquisição e distribuição aos funcionários ainda é obrigatória a todas as empresas que possuem empregados com direito a esse benefício. A parcela descontada do empregado, recuperada pela empresa, deve ser deduzida do montante das despesas efetuadas no mês, mediante lançamento das contas que registrem os custos relativos ao benefício concedido. (2) Da mesma forma, no que se refere ao fornecimento de vale refeição, a empresa deve deduzir do montante do custo do fornecimento, mediante credito na conta que registre tal valor.. 6) Pela apropriação dos encargos previdenciários a cargo da empresa, incidentes sobre a folha de pagamento: D - INSS (Conta de Resultado) C - INSS a Recolher (Passivo Circulante) 7) Pela apropriação do FGTS incidente sobre a folha de pagamento: D - FGTS (Conta de Resultado) C - FGTS a Recolher (Passivo Circulante) A seguir a contabilização do pagamento dos salários sociais. Supondo que a Entidade tenha como critério efetuar o pagamento dos salários dos empregados no 5º dia útil do mês subseqüente a que se refere a folha de pagamento: 101
102 8) Pelo pagamento dos salários referentes ao mês de novembro/20x1: D - Salários e Ordenados a Pagar (Passivo Circulante) C - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) Admitindo-se, ainda, que todos os encargos sociais incidentes sobre a folha de pagamento sejam pagos nas datas dos vencimentos, em dezembro/20x1, teremos: 9) Pelo pagamento da contribuição previdenciária referente ao mês de novembro/20x1: D - INSS a Recolher (Passivo Circulante) C - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) 10) Pelo pagamento do FGTS referente ao mês de novembro/20x1: D - FGTS a Recolher (Passivo Circulante) C - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) 11) Pelo pagamento do Imposto de Renda na Fonte retido sobre a folha de pagamento do mês de novembro/20x1: D - IR Fonte a Recolher (Passivo Circulante) C - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) 12) Pelo pagamento da Contribuição Sindical retida na folha de pagamento referente ao mês de novembro/20x1: D - Contribuição Sindical a Recolher (Passivo Circulante) C - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) 102
103 Exercício Elabore a contabilização da Folha de Pagamento a seguir: Empresa: Mamão com açúcar Ltda Mês 01/05/2010 Contribuição Empregado Rendimentos Previdenciária Nº de ordem Nome Und. Valor R$ Base de Cálculo % Valor R$ 1 Paulo Silva 1 Mês 3.500, , ,30 Imposto de Renda Dependentes Valor R$ Contribuição Sindical Adiantamento Quinzenal Vale Transporte 2 129, ,00 0 1) Calcule o demonstrativo dos encargos previdenciários incidentes sobre a Folha de Pagamento e em seguida faça a escrituração contábil: Descrição Base de Cálculo R$ % Valor - R$ Contribuição previdenciária e terceiros ,8 Seguro de Acidentes do Trabalho Total 103
104 Parte VI Atividade Econômica x Tributação Atividade Econômica Na contabilidade entende-se como Entidade todas as empresas públicas, privadas, mistas, o próprio governo e suas instituições, as associações, as fundações, autarquias, etc. Cada Entidade tem a sua atividade econômica, ou seja, sua característica própria. Exemplo: Uma farmácia tem como atividade econômica a venda de: Medicamentos e produtos farmacêuticos para uso humano; Produtos da flora medicinal; Artigos médicos e ortopédicos, tais como próteses, muletas, cadeiras de rodas, aparelhos auditivos e outros similares; Perfumaria e cosméticos e artigos de higiene pessoal. Cada Entidade tem sua atividade econômica especifica e o IBGE Instituto Brasileiro de Geografia Estatística tabulou as atividades no Brasil e definiu-as em números, denominado Código Nacional de Atividade Econômica ou CNAE. Essa codificação poderá ser visto e analisado no portal do IBGE através do link: Por que analisar e verificar o CNAE de uma empresa? Todo contabilista deve ter em mente que antes de contabilizar um fato contábil, deve conhecer a Entidade pessoalmente, verificar se a atividade da Entidade é de fato a que consta no Contrato Social, no Estatuto ou Requisição Empresaria e ainda constar o CNAE no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas CNPJ. Imagine uma empresa registrada na Junta Comercial com objeto social de Revenda de Veículos Usados, no CNPJ consta venda de ferro e aço e por fim a atividade real da empresa é venda de sucata de veículos. O contabilista deve sempre estar atento a esse fato, pois a escrituração contábil é diferente, conforme a atividade da empresa. 104
105 Opções de tributação No Brasil muito se comenta na mídia sobre a carga tributaria e se não houver uma escolha planejada do contabilista responsável, a Entidade poderá sofrer com o ônus financeiro. Uma escolha sobre a opção tributaria depende de diversos fatores tais como a atividade econômica, localização da entidade, localização dos clientes, estudo analítico das normas tributarias, administração do risco tributário, fluxo financeiro da entidade, orçamento da entidade e controle das normas tributarias. Esses são os passos básicos para um orçamento tributário. Porém,o assunto deve ser analisado em curso especifico, e neste, cabe destacar as principais formas de tributação no Brasil: Simples Nacional Trata-se de um regime tributário que tem como fundamento legal a Lei Complementar 123/06 com alterações posteriores, além de diversas normas que tratam de assuntos específicos que são denominadas Resoluções do Comitê Gestor do Simples Nacional CGSN. A Receita Federal do Brasil destaca que o Simples Nacional é aplicável às Microempresas e às Empresas de Pequeno Porte e abrange a participação de todos os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). É administrado por um Comitê Gestor composto por oito integrantes: quatro da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), dois dos Estados e do Distrito Federal e dois dos Municípios. Para o ingresso no Simples Nacional é necessário o cumprimento das seguintes condições: Enquadrar-se na definição de microempresa ou de empresa de pequeno porte; Cumprir os requisitos previstos na legislação; e Formalizar a opção pelo Simples Nacional. Características principais do Regime do Simples Nacional: Ser irretratável para todo o ano-calendário; Abrange os seguintes tributos: IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social a cargo da pessoa jurídica; Apuração e recolhimento dos tributos abrangidos mediante documento único de arrecadação; Disponibilização às ME e às EPP de sistema eletrônico para a realização do cálculo do valor mensal devido; Apresentação de declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais; 105
106 O Documento de Arrecadação do Simples Nacional é denominado DAS. A grande diferença do Simples Nacional, no quesito recolhimento dos tributos é o recolhimento unificado de todos os tributos elencados na legislação do Simples Nacional. Vale ressaltar que os tributos a serem recolhidos por este regime dependerá exclusivamente da atividade econômica (CNAE) da pessoa jurídica. A segregação de receitas (faturamento) é baseada em Anexos que vão de I a V e cada atividade econômica deverá verificar o anexo correspondente e aplicar a alíquota. NOTA: Por força da LC 139/11 que altera a LC 123/06, a partir de janeiro de 2012 considera-se ME, para efeito do Simples Nacional, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário que aufiram, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ ,00 (trezentos e sessenta mil reais). Considera-se EPP, para efeito do Simples Nacional, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário que aufiram, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ ,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ ,00 (três milhões e seiscentos mil reais). 106
107 Lucro Presumido É o regime tributário que determina a forma de recolhimento do imposto de renda com base na presunção do lucro. Este regime é determinado por períodos de apuração trimestrais, encerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário conforme determina a Lei nº 9.430, de 1996, arts. 1º e 25; RIR/1999, art. 516, 5º. Os percentuais a serem aplicados sobre a receita bruta são os abaixo discriminados, conforme determinação do RIR/1999, arts. 223 e 519: Atividades Percentuais (%) Atividades em geral (RIR/1999, art. 518) 8 Revenda de combustíveis 1,6 Serviços de transporte (exceto o de carga) 16 Serviços de transporte de cargas 8 Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares 8 Intermediação de negócios Administração, locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Pessoas jurídicas exclusivamente prestadoras de serviços, exceto as que prestam serviços hospitalares e as sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada, cuja receita bruta anual não ultrapassar R$ ,00 (cento e vinte mil reais), 32 16% (RIR/1999, art. 519, 4º). 107
108 Exemplo hipotético de calculo do IRPJ Lucro Presumido: Empresa com atividade de comercio: Faturamento : R$ ,00 (trimestre) (X) Percentual presunção: (X) 8% Base de cálculo...r$ 3.200,00 (X) Alíquota IRPJ... (X) 15 % Valor a recolher IRPJ...480,00 NOTA: De acordo com o RIR/1999, art. 542, sobre a parcela do lucro real, presumido ou arbitrado que exceder o valor resultante da multiplicação de R$20.000,00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração, o adicional incidirá à alíquota de 10% (dez por cento) Lucro Presumido - CSLL: O art. 22 da Lei /03 determina que a base de cálculo da CSLL devida pelas pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido corresponderá a: 12% da receita bruta nas atividades comerciais, industriais, serviços hospitalares e de transporte; 32% para: a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e transporte; b) intermediação de negócios; c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza. Exemplo hipotético: Empresa com atividade de comercio: Faturamento : R$ ,00 (trimestre) (X) Percentual presunção: (X) 12% Base de cálculo...r$ 4.800,00 (X) Alíquota CSLL... (X) 9 % Valor a recolher CSLL...R$ 432,00 NOTA: Não há adicional de CSLL, somente para IRPJ. 108
109 Exercícios Empresa Já sei Tudo Ltda é optante pelo regime de tributação Lucro Presumido e tem como atividade econômica a prestação de serviços de intermediação de negócios com faturamento no 1º trimestre de 2010: Elabore: JANEIRO FEVEREIRO MARÇO R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 a) Cálculo do IRPJ b) Elabore o lançamento da provisão do IRPJ Débito Crédito c) Elabore o cálculo da CSLL por presunção d) Elabore o lançamento da provisão da CSLL Débito Crédito 109
110 Lucro Real É o regime de tributação que se da mediante a apuração contábil dos resultados, com os ajustes determinados pela legislação fiscal. De acordo com o art. 247 do RIR/1999, o Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação fiscal. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das leis comerciais. Para elaborar o valor do IRPJ e da CSLL neste regime de tributação, o contabilista deverá ajustar as informações contábeis, apresentadas na DRE Demonstração do Resultado do Exercício adaptando tais informações deste relatório, conforme as regras fiscais em vigência, elaborando assim, a Demonstração do Lucro Real no Livro denominado Lalur Livro de Apuração do Lucro Real. Após ajustes e apuração, apresenta-se no resultado um lucro fiscal que sobre este, aplica-se a alíquota de 15 % de IRPJ e 9% CSLL. Esse regime de tributação, denominado Lucro Real tem duas características: a) Lucro Real Anual Estimativa; b) Lucro Real Trimestral. Para aprofundar no assunto, sugerimos ao aluno que participe do curso Lucro Real Trimestral X Anual, proferido pelo CEAD Cursos Contmatic. Apenas para ter uma visão geral, para elaborar a Demonstração do Lucro Real, o contabilista deverá ter em mãos a DRE Demonstração do Resultado do Exercício devidamente composta e com seus saldos apurados. 110
111 Observe a seguir: Demonstração do Resultado do Exercício 1) Calcule e desenvolva os resultados, apresentando-os na DRE. NOTA: A partir do Resultado Líquido Antes da CSLL e antes do IRPJ, para desenvolver os saldos, serão feitos ajustes, conforme a legislação do Lucro Real. Receita Operacional Bruta Vendas de Mercadorias ,00 (=) Receita Bruta... (-) Deduções da Receita Bruta Devoluções de Vendas / Abatimentos...(10.000,00) Tributos Incidentes sobre Vendas / Prestação de Serviços...(50.000,00) = Receita Operacional Líquida... (-) Custos das Vendas Custo das Mercadorias...( ,00) = Resultado Operacional Bruto... (-) Despesas Operacionais Despesas Com Vendas...(20.000,00) Gastos com multa de transito...(10.000,00) Despesa com alimentação de sócios...(15.000,00) Despesas Administrativas...( ,00) (=) Resultado Líquido Antes da CSLL e do IRPJ... (-)Imposto de Renda da Pessoa Jurídica... (-) Contribuição Social Sobre o Lucro... (=) Lucro Líquido antes das Participações (-) Participações Administradores, Debêntures e Partes Beneficiárias_ (100) (=) Resultado Líquido do Exercício. 111
112 Demonstração do Lucro Real Para elaborar a base de cálculo da CSLL e do IRPJ no final do exercício é necessário a elaboração de ajustes determinado pela legislação fiscal e apresentados no LALUR Livro de Apuração do Lucro Real criado pelo Decreto Lei 1598/77. Diversas normas destacam os fatos que devem ser ajustados, porém de forma resumida, tais ajustes referem-se exclusivamente a fatos que não pertençam a atividade fim da Entidade, ou seja, confusão patrimonial. Exemplo: Empresa X, atividade fim supermercado, adquire passagens de passeio para Paris França para divertimento dos sócios. Observando esse fato, em regras gerais, tal viagem não pertence a atividade fim da empresa e não contribui para beneficiar a mesma. Por outro lado, a legislação fiscal trata de diversos aspectos dos referidos ajustes ao lucro contábil. O lucro contábil ou econômico é aquela que resultou da contabilidade e que, para apurar a base de calculo da CSLL e do IRPJ, na opção Lucro Real, deverá ser ajustado pelas adições, exclusões e compensações. A seguir, apresentamos apenas uma noção introdutória. Como já informado, sugerimos aos que desejarem aprofundar no assunto, que participe do curso de Lucro Real do CEAD. 112
113 O 1º passo é elaborar o Ajuste da CSLL: Lucro Antes da CSLL (extrair da DRE) Adições Gastos com alimentação de sócios (extrair da DRE)... (=) CSLL ajustada pelas adições... (-) Exclusões (-) Compensações (=) Base de cálculo da CSLL... X Alíquota da CSLL 9 %... CSLL a recolher : Nota: Multa de transito não é adicionada na Base do cálculo da CSLL por não ter previsão legal. a) Seguida, preencha a DRE (anterior) com o saldo apurado. b) Contabilizar a provisão da CSLL apurada: Data /mês/ ano D - CSLL (resultado) C - CSLL a Recolher (passivo) Histórico XXXX 113
114 O 2º passo é elaborar o Ajuste do IRPJ Lucro antes do IRPJ (extrair da DRE)... (+) Adições CSLL (extrair da DRE)... Multa de transito(extrair da DRE)... Gastos com alimentação de sócios (extrair da DRE)... (=) IRPJ ajustado pelas adições... (-) Exclusões (-) Compensações = Base de cálculo do IRPJ... X Alíquota da IRPJ 15 %... IRPJ a recolher : Nota: No caso de Lucro Real Trimestral, haverá adicional de IRPJ de 10% do montante do lucro apurado excedido a R$ ,00. Se lucro real anual, haverá adicional de IRPJ de 10% se excedido o montante de R$ ,00 (ano). a) Preencha o resultado do IRPJ na DRE; Contabilização: Data/mês/ano D - IRPJ (resultado) C - IRPJ a Recolher (passivo) Histórico: XXXXX 114
115 Referências Bibliográficas Fipecafi, Ernt Young. Manual de Normas Internacionais de Contabilidade: IFRS versus Normas Brasileiras. Contente & apud. 500 respostas da consultoria. Softmatic Sistemas, SOUZA, Ernesto Dias de. Como elaborar demonstrações contábeis. São Paulo: IOB -Thomson, (Coleção prática IOB; v.3). SANTOS, Cleônimo dos. Depreciação de bens do ativo imobilizado: Aspectos Práticos. São Paulo:IOB -Thomson, (Coleção prática IOB; v.6). IUDICIBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para não contadores. 2. ed.- São Paulo: Atlas, MARTINS, Eliseu, GELBCKE, Ernesto Rubens. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 2. ed. São Paulo: Atlas, Ribeiro, Osnir de, Moura, Contabilidade Geral. 3. ed. - São Paulo: Saraiva Szuster e Cardoso. Contabilidade Geral, ed. São Paulo : Atlas. Sites:
Parte II Técnicas Contábeis
Parte II Técnicas Contábeis Técnicas Contábeis Funções da Contabilidade As principais funções da Contabilidade são: registrar, organizar, demonstrar, analisar e acompanhar as modificações do patrimônio
Disciplina: Contabilidade Geral Receita Federal Prof.ª Camila Gomes Aprova Concursos
Disciplina: Contabilidade Geral Receita Federal Prof.ª Camila Gomes Aprova Concursos LISTA DE CONTAS CONTÁBEIS Lei 6.404/76 Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS EDITAL SEI DIRFACIC Nº 2/2018 Disciplina: CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA I GABARITO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS EDITAL SEI DIRFACIC Nº 2/2018 Disciplina: CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA I Valor da Avaliação: 100 PONTOS GABARITO Exame de Suficiência para
Demonstrações Contábeis. Osni Moura Ribeiro ; Contabilidade Fundamental 1, Editora Saraiva- ISBN
Demonstrações Contábeis Osni Moura Ribeiro ; Contabilidade Fundamental 1, Editora Saraiva- ISBN 9788502065901 Demonstrações Contábeis O artigo 176 da Lei nº 6.404/1976 estabelece : Ao final de cada exercício
Contabilidade ESTRUTURA PATRIMONIAL SITUAÇÃO LÍQUIDA (PATRIMÔNIO LÍQUIDO) FLUXO DE RECURSOS. Fluxo dos recursos SÍNTESE DO FUNCIONAMENTO DAS CONTAS
ESTRUTURA PATRIMONIAL Patrimônio = Bens + Direitos ( ) Obrigações SITUAÇÃO LÍQUIDA (PATRIMÔNIO LÍQUIDO) Ativo ( ) Passivo = Situação Líquida (Patrimônio Líquido) FLUXO DE RECURSOS ATIVO Aplicação dos Recursos
Maratona de Revisão Curso Ninjas do CFC Prof. Osvaldo Marques
Maratona de Revisão Curso Ninjas do CFC 1 AULA 8 de 10 2 DISCIPLINAS MAIS IMPORTANTES DISTRIBUIÇÃO DE QUESTÕES NA PROVA Outras disciplinas Teoria da Cont. Contab. Geral Normas Brasileiras de Cont. 44%
CONTABILIDADE II CAPÍTULO 01 BALANÇO PATRIMONIAL BP
CONTABILIDADE II CAPÍTULO 01 BALANÇO PATRIMONIAL BP ATIVO PASSIVO CIRCULANTE CIRCULANTE Caixa Fornecedores Banco Conta Movimento Duplicatas a pagar Aplicações Financeiras ICMS a recolher Duplicatas a receber
RESOLUÇÃO EXERCÍCIOS PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS BÁSICOS SEGUNDO O MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS 1
RESOLUÇÃO EXERCÍCIOS PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS BÁSICOS SEGUNDO O MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS 1 EXERCÍCIO 1: A seguir estão relacionadas as operações realizadas pela sociedade de prestação de serviços Remendão
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Profª Dilci Oliveira
CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Profª Dilci Oliveira Contabilidade é a ciência que estuda, registra, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades com fins lucrativos ou não. Objetivos
Considerando-se apenas as informações apresentadas, apresente o registro contábil relativo à apuração do ICMS no mês de fevereiro de 2017:
CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA: QUESTÕES DE REVISÃO 01) Uma Sociedade Empresária que possui um único estabelecimento apresentava, em 31.1.2017, após a apuração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias ICMS,
SIMULADOS elaborados pelo Prof: Humberto Lucena
SIMULADOS elaborados pelo Prof: Humberto Lucena Em cada questão, marque o item correto: 1. O princípio contábil que atribui às entidades personalidade própria, distinta da dos sócios, é o princípio da:
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL. NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes Contas NOÇÕES DE CONTABILIDADE Conta é o título atribuído a cada componente patrimonial e suas variações. Quanto aos elementos que
NBC T.3 Conceito, Conteúdo, Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis
NBC T.3 Conceito, Conteúdo, Estrutura e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis Aprovada pela Resolução CFC 686/1990 NBC T.3.1 Das Disposições Gerais. 3.1.1 As demonstrações contábeis (*) são as extraídas
SUMÁRIO. 3 PRINCIPAIS GRUPOS DE CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL E DA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO, 37 1 Introdução, 37
SUMÁRIO 1 PANORAMA GERAL DA CONTABILIDADE NO MUNDO E NO BRASIL E UMA VISÃO GERAL DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, 1 1 Introdução, 1 2 Processo formal do IASB, 1 3 Histórico do IASB, 2 4 Adoção das IFRS no
4. Apure o valor da depreciação acumulada em 31/12/20015, sendo dados:
1. Classifique os itens abaixo em: bens, direitos ou obrigações item bens direito obrigação Empréstimos a receber Dinheiro em caixa Dinheiro depositado no banco veículos biblioteca Salários a pagar estoques
Plano de Contas. Prof: Fernando Aprato
Plano de Contas Prof: Fernando Aprato Plano de Contas é o conjunto de contas, previamente estabelecido, que norteia os trabalhos contábeis de registro de fatos e atos inerentes à entidade, além de servir
CONTABILIDADE GERAL. Legislação. Normas CFC CPC Parte 1. Prof. Cláudio Alves
CONTABILIDADE GERAL Legislação Prof. Cláudio Alves Dentre as Resoluções editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, temos a 750/93, com suas alterações, como sendo uma das mais importantes. Podemos
Curso intensivo CFC
Curso intensivo CFC 2018.1 Prof.: Osvaldo Marques DISCIPLINAS : Teoria da Contabilidade Prof. Osvaldo Marques 1 Q. 1 Os acionistas da Companhia Y de capital fechado, representado só por ações ordinárias,
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL. NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes Técnicas Contábeis : registro dos fatos que alteram o patrimônio Demonstrações Contábeis: exposição através de relatórios de todos
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE E ATUÁRIA CURSO: ADMINISTRAÇÃO
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE E ATUÁRIA CURSO: ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: EAC0111 NOÇÕES DE CONTABILIDADE PARA ADMINISTRADORES
Conceito, Campo, Objeto, Funções e Finalidade da Contabilidade. Contabilidade - Prof: Fernando Aprato
Conceito, Campo, Objeto, Funções e Finalidade da Contabilidade Contabilidade - Prof: Fernando Aprato 1. Conceito de Contabilidade Contabilidade é a ciência que estuda, registra, controla, demonstra e interpreta
CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA CAPÍTULO 01 BALANÇO PATRIMONIAL BP. Fornecedores Banco Conta Movimento. Duplicatas a pagar Aplicações Financeiras
CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA CAPÍTULO 01 BALANÇO PATRIMONIAL BP ATIVO PASSIVO CIRCULANTE CIRCULANTE Caixa e equivalente de caixa Fornecedores Banco Conta Movimento Duplicatas a pagar Aplicações Financeiras
CONTABILIDADE BÁSICA I 1ª LISTA DE EXERCÍCIOS
CONTABILIDADE BÁSICA I 1ª LISTA DE EXERCÍCIOS UNIDADE I PANORAMA GERAL DA CONTABILIDADE 1) O que é contabilidade e qual o seu objetivo? 2) Onde a contabilidade pode ser aplicada? 3) Quais são os usuários
Disciplina: Noções de Contabilidade para Administradores (EAC0111) Turmas: 01 e 02 Tema 4: Balanço Patrimonial Prof.: Márcio Luiz Borinelli
USP/FEA/EAC Curso de Graduação em Administração Disciplina: Noções de Contabilidade para Administradores (EAC0111) Turmas: 01 e 02 Tema 4: Balanço Patrimonial Prof.: Márcio Luiz Borinelli 1 DEMONSTRAÇÕES
MODELO SIMPLIFICADO DE PLANO DE CONTAS ATUALIZADO COM A LEI Nº /07.
MODELO SIMPLIFICADO DE PLANO DE CONTAS ATUALIZADO COM A LEI Nº 11.638/07. 1. ATIVO 1.1 Circulante 1.1.01 Disponível 1.1.01.01 Caixa 1.1.01.01.01 Caixa pequenas despesas 1.1.01.02 Banco conta movimento
Caderno de Prova A01, Tipo 005
PROVA OBJETIVA P2 CONHECIMENTOS BÁSICOS Contabilidade Geral 1. Em 30/11/2017, a empresa TecnoBite, que atua no setor de revenda de computadores, apresentava a seguinte situação patrimonial: Caixa e Equivalentes
Page 1 of 6 Balanço patrimonial 11 de Maio de 2010 Em face da publicação da Lei nº 11.941/2009, DOU 1 de 28.05.2009, este procedimento foi atualizado. Tópicos atualizados: 1. Introdução; 3. Classificação
Prof. Jean Cavaleiro. Unidade I CONTABILIDADE
Prof. Jean Cavaleiro Unidade I CONTABILIDADE Objetivos Conhecer o papel da contabilidade. Conhecer aspectos legais da contabilidade. Conhecer aspectos técnicos de contabilidade. Conhecer as mudanças recentes
TEORIA DA CONTABILIDADE QUESTIONÁRIO 6
QUESTIONÁRIO 6 (Questões Exame de Suficiência 1 2013) 2. Relacione os grupos do Ativo descritos, na primeira coluna, com as suas respectivas propriedades, na segunda coluna, e, em seguida, assinale a opção
MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS
AULA 9: MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS Disciplina: Contabilidade introdutória Professor: Thaiseany de Freitas Rêgo Mossoró-RN 2017 1 MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO Partidas simples Partidas dobradas Registro de
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE E ATUÁRIA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE E ATUÁRIA CURSO: ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DISCIPLINA: EAC0111 NOÇÕES DE CONTABILIDADE PARA
Faculdade Carlos Drummond de Andrade Profa. Katia de Angelo Terriaga Aula 01
PRÁTICAS CONTÁBEIS Faculdade Carlos Drummond de Andrade Profa. Katia de Angelo Terriaga Aula 01 Estática Patrimonial: o Balanço, Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido A contabilidade deve tratar a pessoa
Curso de Contabilidade Básica. Professor André Gomes
Curso de Contabilidade Básica Professor André Gomes Dispuseste todas as coisas, com peso, número e medida Livro da sabedoria, XI,21 CONCEITO Contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio do ponto de
EXERCÍCIOS TEORIA DA CONTABILIDADE Prof. Valbertone Fonte CFC. RESPONDA AS QUESTÕES ABAIXO: 1 - Podemos considerar como fato permutativo a transação:
RESPONDA AS QUESTÕES ABAIXO: 1 - Podemos considerar como fato permutativo a transação: a) compra de galpão para a fábrica. b) venda de mercadoria a prazo. c) pagamento de salários administrativos. d) pagamento
CONTABILIDADE GERAL. Noções Gerais. Princípios Contábeis. Prof. Cláudio Alves
CONTABILIDADE GERAL Noções Gerais Princípios Contábeis Prof. Cláudio Alves Resolução CFC n.º 750/93 (Esta Resolução possui o Apêndice II aprovado pela Resolução CFC nº 1111/07). Dispõe sobre os Princípios
ENCERRAMENTO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 17/01/2013 LUCIANO PERRONE
ENCERRAMENTO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 17/01/2013 LUCIANO PERRONE Introdução Enquadramento conforme as Novas Normas Contábeis IFRS. SOCIEDADES ANÔNIMAS DE CAPITAL ABERTO SOCIEDADES DE GRANDE PORTE
Módulo Extra Egbert 1
Módulo Extra Egbert 1 Conteúdo: Critérios de classificação dos elementos patrimoniais. Noções de Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) 2 1. Balanço patrimonial CLASSIFICAÇÃO CRITÉRIOS AVALIAÇÃO
118. (CESPE/CEBRASPE CONTADOR TELEBRÁS 2015) Os recebimentos em cheques ainda não depositados integram o caixa da entidade.
118. (CESPE/CEBRASPE CONTADOR TELEBRÁS 2015) Os recebimentos em cheques ainda não depositados integram o caixa da entidade. 119. (CESPE/CEBRASPE CONTADOR FUB 2015) Determinada empresa, no final do exercício,
Função e Funcionamento das principais contas
2017/09/22 13:54 1/15 e das principais contas e das principais contas 1.1.1.1 CAIXA Registrar a movimentação de dinheiro, cheques e outros documentos compensáveis em poder da empresa. Debita-se pelo recebimento
BALANÇO PATRIMONIAL
1 de 6 31/01/2015 14:44 BALANÇO PATRIMONIAL Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira
Contabilidade. Objeto, objetivo e finalidade. Bens. Conceito de Contabilidade. Conceitos iniciais - Ativo. Contabilidades específicas:
Objeto, objetivo e finalidade Contabilidade Conceitos iniciais - Ativo Objeto: o patrimônio Objetivo: estudo, controle e apuração do resultado Finalidade: Fornecer informações econômicas e financeira sobre
1 BALANÇO PATRIMONIAL BP Atividades Práticas
1 BALANÇO PATRIMONIAL BP Atividades Práticas 1. Questões: 1 - Comente os principais grupos de contas do Balanço, com exemplos. 2 - Explique o que são curto e longo prazo para a contabilidade. 3 - Quais
Conceitos Fundamentais
São Paulo, fevereiro de 2012 Conceitos Fundamentais 1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS Bens Direitos Obrigações Fato Contábil Regime Lançamento Contábil Plano de Contas Exercício Bem - é tudo o que possa satisfazer
Estágio - Santa Cassa de Maceió de julho de Domingo Prova de Contabilidade
1. Qual é a lei que rege contabilmente as Sociedades por Ações e qual a lei que alterou e revogou dispositivos da Lei das S/A, respectivamente: a) Lei 11.638 e Lei 10.303; b) Lei 6.404 e Lei 11.638; c)
RESOLUÇÃO CFC Nº 1.111, de (DOU de ) Aprova o Apêndice II da Resolução CFC nº. 750/93 sobre os Princípios de Contabilidade.
RESOLUÇÃO CFC Nº 1.111, de 29.11.2007 (DOU de 05.07.2007) Alterada pela Resolução CFC nº 1.367, de 29.11.2011 Aprova o Apêndice II da Resolução CFC nº. 750/93 sobre os Princípios de Contabilidade. O CONSELHO
Sumário 1 Introdução, 1 2 Conceitos Básicos de Auditoria, 37
Sumário Prefácio, xix 1 Introdução, 1 1.1 Origem da auditoria externa, 1 1.2 Desenvolvimento das técnicas de auditoria, 2 1.3 Evolução da auditoria externa no Brasil, 4 1.4 Auditoria interna, 4 1.5 Órgãos
Sumário. Introdução. Patrimônio
Sumário Sumário Introdução 2 Objeto 3 Finalidade ou objetivo 4 Pessoas interessadas nas informações contábeis 5 Funções 6 Identificação dos aspectos patrimoniais 7 Campo de aplicação 8 Áreas ou ramos 9
CONTABILIDADE GERAL. Demonstrações Contábeis. Balanço Patrimonial Parte 1. Prof. Cláudio Alves
CONTABILIDADE GERAL Demonstrações Contábeis Balanço Patrimonial Parte 1 Prof. Cláudio Alves A Lei 6.404/76 com suas alterações, a partir do seu artigo 178, define o Balanço Patrimonial, bem como estabelece
PLANO DE CONTAS Critérios Para Elaboração Com base nas Leis nºs /2007 e /2009
Sumário PLANO DE CONTAS Critérios Para Elaboração Com base nas Leis nºs 11.638/2007 e 11.941/2009 1. Introdução 2. Codificação 3. Abertura de Contas Novas 4. Manual de Contas 5. Estrutura e Classificação
Características. P A S S I V O Origem dos recursos aplicados no Ativo
Balanço Patrimonial conteúdo - características aplicação de recursos - Ativo origem de recursos - Passivo estrutura geral estrutura do Ativo estrutura do Passivo Características Principal demonstrativo
SUMÁRIO. Prefácio, xv 1 Panorama geral da contabilidade no mundo e no Brasil, 1
SUMÁRIO Prefácio, xv 1 Panorama geral da contabilidade no mundo e no Brasil, 1 1.1 Introdução, 1 1.2 Exemplos de utilização dos relatórios contábeis, 2 1.3 Impostos calculados com base nos relatórios contábeis,
Contabilidade Comercial Aula 1: Refrescando a Memória. Professora Esp. Caroline Camera
Contabilidade Comercial Aula 1: Refrescando a Memória Professora Esp. Caroline Camera Princípios da Contabilidade Entidade Continuidade Oportunidade Registro pelo Valor Original Prudência Competência CONTAS
Conversão de transações e demonstrações em moeda estrangeira.
Aula 2 CONVERSÃO EM MOEDA ESTRANGEIRA CPC 02 PRÁTICAS CONTÁBEIS Profº Dr. José Carlos Marion MARION, J. Carlos Contabilidade Empresarial. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2003. 18/08/2013 1 Conversão em Moeda
AUDITOR- FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA Profª. Camila Gomes
AUDITOR- FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA Profª. Camila Gomes Edital CONTABILIDADE GERAL 1. Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro
CONTABILIDADE GERAL. Demonstrações Contábeis Balancete de Verificação. Prof. Claudio Alves
CONTABILIDADE GERAL Demonstrações Contábeis Balancete de Verificação Prof. Claudio Alves O Balancete de Verificação, ou simplesmente Balancete, é um demonstrativo contábil que reúne todas as contas em
CONTABILIDADE E ANÁLISE DE BALANÇOS
CONTABILIDADE E ANÁLISE DE BALANÇOS (EAC0549) Prof. Renê Coppe Pimentel Material e conteúdo padronizados elaborados por professores da FEA/USP Prof. Renê Coppe Pimentel Pg. 1 Atuação do Contador Administração
Sumário. 1. Atos e fatos administrativos Fatos permutativos ou compensativos Fatos modificativos Fatos mistos...
Sumário Capítulo 1 Conceito de contabilidade e patrimônio... 15 1. CONCEITO... 15 2. TÉCNICAS CONTÁBEIS... 15 2.1. Escrituração... 16 2.2. Demonstrações contábeis... 16 2.3. Análise de balanços... 16 2.4.
Plano de Contas Simplificado para Empresas com Atividades Mistas
2018/09/15 21:06 1/9 Plano de Contas Simplificado para Empresas com Atividades Mistas Plano de Contas Simplificado para Empresas com Atividades Mistas Elenco de Contas 1 ATIVO 1.1 ATIVO CIRCULANTE 1.1.1
ESTUDO DE CASO. O estudo de caso abaixo é destinado à fixação do conteúdo teórico aplicado e discutido em sala de aula.
Análise Econômica e Financeira Prof. Esp. Lyndon Johnson ESTUDO DE CASO Caro aluno(a), O estudo de caso abaixo é destinado à fixação do conteúdo teórico aplicado e discutido em sala de aula. Para isso,
SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO...
SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO... 19 CAPÍTULO I ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE... 21 1. Conceito de contabilidade... 21 2. Objeto... 22 3. Campo de aplicação... 23 4. Objetivos... 23 5.
5 Os gastos com aquisição de uma marca devem ser classificadas no seguinte grupo de contas do balanço patrimonial:
FUCAMP Fundação Carmelitana Mário Palmério FACIHUS Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Curso: Disciplina Ano Letivo: Semestre: Ciências Contábeis 1 Relacione a coluna da direita com a da esquerda:
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL. NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL Profª. Camila Gomes Balanço Patrimonial Ativo Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades
Súmario APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO SINOPSES PARA CARREIRAS FISCAIS EDITAL SISTEMATIZADO APRESENTAÇÃO... 21
Súmario APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO SINOPSES PARA CARREIRAS FISCAIS... 13 EDITAL SISTEMATIZADO... 15 APRESENTAÇÃO... 21 CAPÍTULO I NOÇÕES DE CONTABILIDADE... 23 1. Noções de contabilidade...23 1.1. Conceitos,
SEÇÃO II Demonstrações Financeiras Disposições Gerais
SEÇÃO II Demonstrações Financeiras Disposições Gerais Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras,
Conta Classificação Registra Natureza do saldo caixa ativo circulante dinheiro e cheques no estabelecimento da devedora
1 Conta Classificação Registra Natureza do saldo caixa dinheiro e cheques no estabelecimento da bancos conta saldos das contas bancárias que a movimento movimenta clientes valores a receber dos clientes
CONCEITO. É o agrupamento ordenado de todas as contas que são utilizadas pela contabilidade dentro de determinada empresa. Profa.
PLANO DE CONTAS CONCEITO É o agrupamento ordenado de todas as contas que são utilizadas pela contabilidade dentro de determinada empresa. Ou seja, É um elenco de todas as contas que se prevê sejam necessárias
Funções contábeis: Técnicas contábeis: Campo de aplicação: Classificação geral: Áreas de atuação da contabilidade:
Síntese Contábil Contabilidade: Contabilidade é a ciência que se ocupa do registro, por meio de técnicas próprias, dos atos e fatos da administração das entidades econômicofinanceiras, que possam ser
SUMÁRIO. 1. Atos e fatos administrativos Fatos permutativos ou compensativos Fatos modificativos Fatos mistos...
SUMÁRIO Capítulo 1 Conceito de contabilidade e patrimônio... 17 1. Conceito... 17 2. Técnicas contábeis... 18 2.1. Escrituração... 18 2.2. Demonstrações contábeis... 18 2.3. Análise de balanços... 18 2.4.
TCU - Aula 03 C. Geral III
Sumário 1 TC RO Contador CESPE 2013 - Questão 051 Critérios de avaliação de ativos... 2 2 TC RO Contador CESPE 2013 - Questão 052 Critérios de Avaliação de Ativos... 2 3 TC RO Contador CESPE 2013 - Questão
Sumário. Capítulo Considerações Iniciais Exercícios Resolvidos para a Fixação de Conteúdo...19
Sumário Capítulo 1 A Elaboração das Demonstrações Contábeis...1 1.1. Considerações Iniciais...1 1.2. Exercícios Resolvidos para a Fixação de Conteúdo...19 Capítulo 2 As Demonstrações Contábeis e a Legislação
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL. NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes Contas Natureza da Conta Saldo Aumenta Diminui Patrimoniais Ativo Devedora D C Passivo Credora C D PL Credora C D Resultado Receita
ITR - Informações Trimestrais - 30/09/ FRAS-LE SA Versão : 1. Balanço Patrimonial Ativo 1. Balanço Patrimonial Passivo 2
Índice DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 1 Balanço Patrimonial Passivo 2 Demonstração do Resultado 3 Demonstração do Resultado Abrangente 4 Demonstração do Fluxo de Caixa 5 Demonstração das Mutações
Receita Federal. Contabilidade Lista 2. Prof. Anderson Exercícios:
5.2 - Exercícios: 01. (AFTE/RN 2005 ESAF) Assinale a opção que responde corretamente à questão. ***AJUSTADA*** São grupos e subgrupos que fazem parte do ativo no balanço patrimonial: a) Circulante, Créditos,
Bicicletas Monark S.A.
Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2018 e 2017 (Em milhares de Reais) ATIVO Notas 2018 2017 Circulante Caixa e equivalentes de caixa 3 150.534 158.553 Contas a receber de clientes - 4.209 5.598
Atividades Práticas. 01) Faça os lançamentos em razonetes e levante o Balanço Patrimonial e a DRE para cada situação abaixo:
CONTABILIDADE II CAPÍTULO 2: DATA PARA ENTREGA: 17/10/2017 PROTOCOLO DE ENTREGA: Data: Data: Ass. Do Aluno: Ass. Do Professor: Atividades Práticas 01) Faça os lançamentos em razonetes e levante o Balanço
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
MINI CURRÍCULO Euclides Reame Junior Nascido em Ibitinga - SP Mestre em Engenharia de Produção USP São Carlos Pós graduado em Marketing ESPM São Paulo Graduado em: Ciências Contábeis e Adm. de Empresas
Unidade IV. xxxx. Unidade IV. yyyy. Método das partidas dobradas
Unidade IV Unidade IV 4 PARTIDAS DOBRADAS DÉBITO E CRÉDITO Método das partidas dobradas Em qualquer operação há um débito e um crédito de igual valor ou um débito (ou mais débitos) de valor idêntico a
RESOLUÇÃO CFC Nº /07
RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.115/07 Aprova a NBC T 19.13 Escrituração Contábil Simplificada para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais
Lista de Questões... 2 Questões Comentadas... 8
Lista de Questões... 2 Questões Comentadas... 8 Material Extra Prova da Prefeitura de Guarulhos Auditor Fiscal da Receita Municipal Olá, pessoal, estamos apresentando para vocês a prova do concurso da
ITR - Informações Trimestrais - 31/03/ TEC TOY S.A. Versão : 1. Balanço Patrimonial Ativo 1. Balanço Patrimonial Passivo 3
Índice DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 1 Balanço Patrimonial Passivo 3 Demonstração do Resultado 5 Demonstração do Resultado Abrangente 6 Demonstração do Fluxo de Caixa 7 Demonstração das Mutações
Procedimentos Básicos de Escrituração - Livros Contábeis. Profa. Dra. Silvia Mara Novaes Sousa Bertani - silviabertani.com
Procedimentos Básicos de Escrituração - Livros Contábeis Procedimentos Básicos de Escrituração - Livros Contábeis Procedimentos básicos de escrituração Apresentar os livros diário e razão. Explicar a mecânica
Prof. Felipe Mascara
01 - Considere as afirmativas a seguir, com relação aos Princípios Fundamentais de (PFC), do Conselho Federal de (CFC). I. COMPETÊNCIA: As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado
Slide 1. Contabilidade
Slide 1 Contabilidade Conceitos Básicos OBJETIVO Slide 2 Controlar o Patrimonio Controlar o Resultado Baseada em fatos reais Critérios justos e importantes para uma Decisão Existe desde 1494 Luca Pacioli
Unidade IV ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Unidade IV 20 RESOLUÇÃO DE UM EXERCÍCIO COMPLETO 5 Resolução de um exercício completo elaborado conforme a legislação em vigor. Todos os demonstrativos contábeis já
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL. NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL NOÇÕES DE CONTABILIDADE Profª. Camila Gomes Edital NOÇÕES DE CONTABILIDADE 1. Conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade. 2. Patrimônio: componentes, equação fundamental
CONTABILIDADE GERAL. Contabilidade - Noções Gerais. Estrutura conceitual básica parte 14. Valter Ferreira
CONTABILIDADE GERAL Contabilidade - Noções Gerais parte 14 Valter Ferreira Reconhecimento de despesas 4.49. As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado quando resultarem em decréscimo
Sumário. Capítulo Conceito Bens Direitos Obrigações Patrimônio Líquido Estados Patrimoniais...
Sumário Capítulo 1 Conceitos Básicos...1 1. Contabilidade...1 1.1. Conceitos...1 1.2. Campo de Aplicação...2 1.3. Funções da Contabilidade...2 1.4. Usuários da Informação Contábil...3 1.5. Técnicas Contábeis
ATIVIDADES DE REVISÃO CONTABILIDADE II:
ATIVIDADES DE REVISÃO CONTABILIDADE II: 01) Classifique as contas: Conta contábil Imóvel Imóvel para aluguel Obras de arte Marca Cliente Caixa Impostos a recolher Impostos a recuperar Fornecedores Veículos
COMO ELABORAR UM PLANO DE CONTAS CONTÁBIL. Júlio César Zanluca
Page 1 of 5 COMO ELABORAR UM PLANO DE CONTAS CONTÁBIL Júlio César Zanluca Plano de Contas (ou Elenco de Contas) é o conjunto de contas, previamente estabelecido, que norteia os trabalhos contábeis de registro
CONTABILIDADE GERAL. Lista Extra 02 Resolução Balanço Patrimonial (Especial Carnaval)
Exame de Suficiência CFC Conselho Federal de Contabilidade CONTABILIDADE GERAL Lista Extra 02 Resolução Balanço Patrimonial (Especial Carnaval) Instruções: 1. A lista será disponibilizada às 16h de 09/02
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARÁ
1) Marque a alternativa que contém o item que não integra a Demonstração do Resultado do Exercício: a) Devolução de Vendas. b) Receitas Financeiras. c) Ajustes de Exercícios Anteriores. d) Variações Monetárias
Unidade I CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA. Prof. Carlos Barretto
Unidade I CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA Prof. Carlos Barretto Objetivo Capacitar os estudantes a adquirir conhecimentos necessários para o desenvolvimento das seguintes competências: enfatizar a consciência
CURSO DE CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA
CURSO DE CONTABILIDADE INTRODUTÓRIA Professor Humberto Fernandes de Lucena www.editoraferreira.com.br 2. 2.1 Conceito O Patrimônio, sendo o objeto da Contabilidade, define-se como o conjunto formado pelos
Unidade III CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA. Prof. Carlos Barretto
Unidade III CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA Prof. Carlos Barretto Capacitar os estudantes a adquirir conhecimentos necessários para o desenvolvimento das seguintes competências: enfatizar a consciência ética
Tribunais - Exercícios AFO e Direito Financeiro Exercício - Contabilidade Alexandre Américo
Tribunais - Exercícios AFO e Direito Financeiro Exercício - Contabilidade Alexandre Américo 2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. MÓDULO DE QUESTÕES DE CONTABILIDADE
