PERSPETIVISMO E ARGUMENTAÇÃO
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- Geraldo Vilaverde Peralta
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1 Rui Alexandre Grácio PERSPETIVISMO E ARGUMENTAÇÃO Nota introdutória de Manuel Maria Carrilho Grácio Editor Instituto de Filosofia da Linguagem FCSH / UNL
2 FICHA TÉCNICA Diretor da coleção poiesis: Ricardo Grácio Título: Perspetivismo e argumentação Autor: Rui Alexandre Grácio Nota introdutória: Manuel Maria Carrilho Revisão: Heitor Grillo Capa: Grácio Editor Design gráfico: Grácio Editor 1ª Edição: Abril de 2013 ISBN: Dep. Legal: Grácio Editor Avenida Emídio Navarro, 93, 2.º, Sala E COIMBRA Telef.: [email protected] sítio: Reservados todos os direitos
3 NOTA INTRODUTÓRIA Manuel Maria Carrilho Rui Alexandre Grácio é autor de uma das mais interessantes obras que, no âmbito da retórica e da teoria da argumentação, se têm vindo a publicar em Portugal. Iniciada há vinte anos com o livro Racionalidade Argumentativa, e depois prosseguida num regular conjunto de trabalhos, ela adquiriu um estatuto incontornável entre 2009 e 2012, com obras como Discursividade e Perspetivas, A Interação Argumentativa, Fenomenologia, Hermenêutica, Retórica e Argumentação e, finalmente, Teorias da Argumentação. Neste pequeno mas precioso livro que agora publica, Perspetivismo e Argumentação, Rui Alexandre Grácio propõe-se proceder a um oportuno balanço e a uma síntese desse percurso. E fá-lo a partir de uma pergunta central como teorizar a argumentação? que desdobra em duas vertentes: a do apuramento dos fenómenos que a teoria da argumentação estuda, e a das suas tarefas descritivas fundamentais. O que interessa a Rui Alexandre Grácio é avaliar as teorias da argumentação em termos de adequação descri- 5
4 MANuEL MARIA CARRILHO tiva, isto é, de uma compreensão que, como afirma, consiga captar, sem ilusões formais nem funcionalistas, a dinâmica prática e o sentido vital dos processos argumentativos. O essencial da sua estratégia é procurar a boa distância que possa abrir caminho à inteligência da efetividade argumentativa, aceitando naturalmente situá-la sempre num determinado contexto, mas resistindo à domesticação criteriológica que tende sempre a apagar tanto a conflitualidade como a contingência, na variedade das suas múltiplas declinações argumentativas. É justamente esta opção que leva Rui Alexandre Grácio a valorizar a articulação da argumentação com o perspetivismo, porque a seu ver é nela que justamente se concretiza sempre o confronto de visões e de versões que é inerente à problematicidade de toda a questão argumentativa. Deixo naturalmente ao leitor o convite para seguir o meticuloso percurso conceptual que Rui Alexandre Grácio propõe, em torno de noções como a de assunto em questão, oposição ou tematização, e com que procura abrir um novo caminho entre as teorias restrita e generalizada da argumentação, entre uma orientação mais descritivista e uma avaliação mais normativista, um caminho que se concentra na interação argumentativa e assume o seu incontornável registo tensional. Mas não quero deixar de sublinhar um ponto: é que o recurso ao perspetivismo que inspira Rui Alexandre Grácio nesta sua original abordagem da argumentação me pa- 6
5 NOTA INTRODuTóRIA rece tão fundamentado como fecundo. Com efeito, apesar da discrição com que o mobiliza, é ele que permite libertar a tematização argumentativa dos constrangimentos mais ou menos formais do raciocínio, para a ligar à plasticidade que sempre caracteriza qualquer perspetiva. E o perspetivismo, é bom lembrá-lo, foi desde as suas já remotas mas muito esquecidas raízes nietzscheanas, uma radical inversão das prerrogativas da ordem dos factos sobre o registo da interpretação. E o que ele consagrou com esta inversão, foi um novo tipo de primado, o da interpretação, que interdita a prevalência de uma qualquer perspetiva particular, ao mesmo tempo que apresenta o mundo como o resultado de uma combinatória, sempre aleatória e em aberto, de múltiplas perspetivas. É por isso que, como Rui Alexandre Grácio bem assinala, a perspetiva remete para uma inultrapassável retoricidade da linguagem, para a coexistência de versões alternativas e para um registo tensional conflitual. Perspetivismo e Argumentação dá ao leitor o balanço prometido e a síntese anunciada. E fá-lo com um respeito exemplar pelas contribuições fundamentais que, desde a antiguidade grega até à atualidade mais recente, pontuam o essencial da reflexão sobre a argumentação e as suas teorias. Mas este livro tem também um lastro prospetivo, que abre vias para o futuro e leva a pensar que a teoria da interação argumentativa de Rui Alexandre Grácio, se for 7
6 MANuEL MARIA CARRILHO articulada com a temática da racionalidade, conduz a uma possibilidade nova: a de pensar a racionalidade, não nos tradicionais moldes da convicção e da persuasão, mas em termos de coexistência e de convivialidade. É justamente este, a meu ver, o desafio que agora se coloca ao alcance de Rui Alexandre Grácio e da sua nova concepção da atividade argumentativa. 8
7 1. INTRODUÇÃO Como teorizar a argumentação? Eis a pergunta que aqui pretendo abordar, descrevendo algumas etapas do meu caminho de investigação sobre este tema e assinalando algumas das propostas teóricas a que esse percurso me conduziu. Do mapa da trajetória faz parte a tradução portuguesa de diversos artigos e livros, de que destaco O império retórico, de Chaïm Perelman, em 1993, e A argu mentação, de Christian Plantin, em 2010, e a autoria de livros como Racionalidade argumentativa (1993), Consequências da Retórica (1998), Discursividade e perspetivas (2009), A interação argumentativa (2010) e, mais recentemente, Fenomenologia, Hermenêutica, Retórica e argumentação (2011) e Teorias da argumentação (2012). Diga-se, antes de mais, que enunciar a questão «como teorizar a argumentação?» significa que a constatação da diversidade de vias teóricas grande parte das vezes altamente dissonantes que podemos encontrar neste domínio de estudos levou a que questionasse a teorização da argumentação em termos da sua adequação descritiva. As perguntas que me nortearam foram as de saber que fenómenos estuda a teoria da argumentação (o dis- 9
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