Aula 10 Sistemas de Iluminação

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1 Introdução Aula 10 Sistemas de Iluminação Apesar de serem sistemas fortemente baseados em conceitos mecânicos e ópticos, estão inseridos no contexto da arquitetura elétrica do veículo. Existem componentes elétricos e/ou eletrônicos de controle que são utilizados para o gerenciamento dos sistemas de iluminação. 1 2 Introdução Quando pensamos na iluminação externa, especificamente na parte dianteira, devemos considerar: Luz de posicionamento; Farol de luz baixa; Farol de luz alta; Iluminação indicadora de direção; Farol de neblina. Introdução Jána parte traseira, devemos considerar: Luz de posicionamento; Lanterna de freio; Lanterna de marcha àré; Iluminação indicadora de direção; Lanterna de neblina; Iluminação da placa de licença. 3 4

2 Introdução Em relação àiluminação interna, destacamos: Luzes de cortesia dianteiras e traseiras; Luzes de leitura dianteiras e traseiras; Luz de iluminação do porta-luvas; Luz de iluminação do porta-malas. O sistema responsável pela iluminação externa éum dos mais complexos do veículo, especialmente dos pontos de vista mecânico e óptico. Além de afetar a segurança dos ocupantes, particularmente ànoite, ele afeta diretamente a aparência do produto final. Vários são os componentes de um sistema de iluminação externa. Vamos tratá-ios de forma simplificada, destacando suas principais características: 5 6 Apesar de parecer simples, um farol possui diversas variáveis que devem ser controladas no momento da sua concepção e desenvolvimento. Um farol possui três funções principais: indicar a posição do veículo por uma pequena lâmpada, conhecida como luz de posição ou lanterna, operar o farol baixo e operar o farol alto. Vamos aos detalhes: Existem diversos tipos de conjuntos lâmpada X refletor que podem ser utilizados, tornando o farol mais ou menos eficiente, atraente e custoso. Os principais são: Baseado em refletor simples: éo mais barato e normalmente utilizado pelas montadoras. Exemplos: Celta, Gol e EcoSport. 7 8

3 Baseado em bloco elíptico: tem design extremamente atraente. Exemplo: Astrasfabricados a partir de Baseado em lâmpada xênon: a peça final fica muito parecida com a baseada em bloco elíptico, porém sua fonte de luz émais potente, controlada por uma central eletrônica exclusiva. Exemplo: a maioria dos veículos das marcas Mercedes-Benz e Audi. Observação: Alguns faróis jásão desenvolvidos com LEDsem vez de lâmpadas. Esses sistemas, apesar de extremamente robustos, ainda são muito caros e devem demorar alguns anos atéserem utilizados em larga escala

4 Os faróis podem ter ou não regulagem elétrica de altura dos feixes de luz. Essa regulagem éfeita por um pequeno motor elétrico, instalado na parte traseira do farol, e comandado pelo motorista de dentro do compartimento dos passageiros Por ser instalado no compartimento do motor e ter componentes internos que naturalmente são vistos por quem estádo lado de fora, a preocupação com a penetração de água e poeira égrande. O sistema deve ser vedado àentrada desses materiais e deve possuir respiros que permitam a saída de vapores, evitando a condensação interna e o embaçamentodas lentes. Os faróis devem ser projetados considerando a fácil montagem e substituição de suas lâmpadas. Estes são conceitos fundamentais para o desenvolvimento de um farol, afetando diretamente a linha de montagem e as concessionárias. Os faróis interferem na aparência do veículo. Desta forma, a sua interação com os demais componentes (para-choquee para-lama, entre outros) deve ser minuciosamente controlada

5 Este éum grande desafio que depende de uma forte interação entre os engenheiros elétricos e mecânicos. Neste item, os principais conceitos mencionados são gaps, paralelismo e flushness. Gaps: são os espaços ou aberturas que ficam entre as peças. Paralelismo: éa uniformidade do gapao longo do conjunto montado. Flushness: éa relação de nivelamento entre as superfícies das peças. O atendimento àlegislação éoutro ponto fundamental no desenvolvimento de um farol. A chamada linha de corte dos faróis éa principal variável controlada pelos engenheiros. Vocês jádevem ter percebido que os faróis não iluminam de forma simétrica a frente de um veículo. No lado direito, o feixe de luz se estende por alguns metros a mais se comparado ao lado esquerdo. Isso éproposital, controlado por rígidos critérios legais Também possuem diversas variáveis que devem ser controladas desde a sua concepção e desenvolvimento. Basicamente, uma lanterna possui quatro funções: Indicar a posição do veículo por uma pequena lâmpada, conhecida como luz de posição ou lanterna; Operar a luz de freio; Operar a luz de ré; Operar a luz de neblina traseira. As lanternas também podem trabalhar com lâmpadas ou LEDse devem atender diversos requisitos legais, que regulamentam a intensidade das lâmpadas e o posicionamento delas no veículo. Detalhes como manufaturabilidade, montagem e serviços também precisam ser observados no desenvolvimento de uma lanterna

6 21 22 Luz de neblina dianteira ou front fog lamp Localizado no para-choquedianteiro, o farol de neblina precisa considerar os critérios de desenvolvimento utilizados pelos faróis. Luz de neblina traseira ou rearfog lamp Localizada na lanterna traseira ou no para-choque traseiro, a luz de neblina traseira deve considerar os critérios de desenvolvimento utilizados nas lanternas

7 Brake light ou Center High Mounted Stop Lamp (CHMSL) Luz de neblina dianteira ou front fog lamp Trata-se da luz de freio auxiliar, cujo objetivo é destacar aos demais veículos o momento de uma frenagem, reduzindo as chances de uma colisão. Pode ser instalada na tampa traseira ou no vidro vigia traseiro, dependendo basicamente do design do veículo. Pode ser de lâmpada ou LED, escolha relacionada ao design do veículo e também ao custo esperado pelo sistema Brake light ou Center High Mounted Stop Lamp (CHMSL) Pisca lateral ou side blinker São luzes auxiliares que indicam para onde o veículo é direcionado (direita ou esquerda). Podem ser instaladas nas portas dianteiras, nos para-lamas dianteiros ou nos espelhos retrovisores. A decisão é basicamente tomada considerando-se o design do veículo e o custo esperado pelo sistema

8 Iluminação interna O sistema responsável pela iluminação interna de um veículo possui uma série de componentes. São basicamente lâmpadas instaladas dentro de peças aparentes e, eventualmente, com alguns comandos incorporados. Quanto mais luxuoso for um veículo, maior éa quantidade de dispositivos de iluminação interna disponíveis. Vamos a alguns exemplos: Iluminação interna Luz de cortesia ou courtesy lamp É o componente de iluminação mais simples do veículo. Tratase de uma lâmpada instalada na parte dianteira do forro do teto, entre o motorista e o passageiro dianteiro. Sua função é iluminar o compartimento dos passageiros. Luz de leitura dianteira ou front reading lamps Em adição àluz de cortesia, alguns veículos possuem duas lâmpadas adicionais na região dianteira do forro do teto. São lâmpadas que podem ser ligadas independentemente e facilitam a leitura e o manuseio de objetos dentro do veículo Iluminação interna Luz de leitura na região das portas Iluminação interna Luz do porta-luvas ou glove box lamp Possuem a mesma função das luzes de leitura dianteiras, porém são instaladas na região das alças de apoio localizadas em cada uma das portas. Luz de leitura traseira ou rear reading lamps Possuem a mesma função das luzes de leitura dianteiras, mas são instaladas na parte traseira do forro do teto. Éuma pequena lâmpada que facilita a procura de objetos dentro do porta-luvas. Luz do porta-malas ou Iid trunk lamp Éuma pequena lâmpada que facilita a procura de objetos dentro do porta-malas

9 Iluminação interna Conceito de fibra óptica Alguns veículos têm utilizado fibras ópticas para a iluminação de componentes e partes do ambiente interno. Conectadas a uma única fonte de luz, elas são capazes de conduzir luz a toda e qualquer parte do veículo, sendo facilmente manuseadas e instaladas. Com a redução dos custos de matériaprima e manufatura, cada vez mais os veículos vão utilizar essa tecnologia. Comentários finais Esta aula apresentou algumas informações básicas sobre dois sistemas importantes nos veículos. Sistemas que, geralmente, não são notados pela grande maioria das pessoas pela simples razão de realizarem normalmente suas funções e serem parte do design exterior e interior dos veículos

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