Reciclagem de Resíduos Refratários
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- Marcela Dalila Tuschinski Vieira
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1 Resíduos Refratários Logística Reversa
2 Reciclagem de Resíduos Refratários A Magnesita, integrando-se às soluções e demandas ambientais e sociais, vem investindo em pesquisa de tecnologias ainda mais sustentáveis e desenvolvendo metodologias inovadoras de gestão, logística e processo para promover a destinação adequada dos refratários após uso em clientes. É com grande satisfação que em 2011, a Magnesita Refratários S.A. celebra esta nova fase da indústria refratária sustentável, com a criação da Magnesita ECOBUSINESS.
3 Reciclagem de Resíduos Refratários Logística Reversa Refratários Após Uso Soluções em Refratários e Serviços Fornecedor de Soluções em Refratários Indústria Siderúrgica
4 Reciclagem de Resíduos Refratários Motivações Atender à legislação ambiental Atender às necessidades ambientais dos nossos clientes e da sociedade; Estreitamento do relacionamento com o cliente; Foco em soluções integradas; Minimizar os Impactos Ambientais; Preservar recursos naturais e assegurar a sustentabilidade; Oferecer e assegurar aos nossos clientes a destinação adequada dos refratários usados e de seus co-produtos;
5 Política Nacional de Resíduos Sólidos Está em vigor no país a Lei Federal nº /2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Novo paradigma: Gestão, gerenciamento, disposição final e responsabilidades ambientais dos produtos, co-produtos, rejeitos e resíduos industriais Destinação Final Reuso Reciclagem Tratamento Redução Não geração
6 Reciclagem de Resíduos Refratários Missão Assegurar a reciclagem dos resíduos refratários dos nossos clientes de forma a agregar valor ao contrato de fornecimento e a aplicação de refratários, preservando a tecnologia, a qualidade e segurança dos produtos, minimizando os impactos ambientais e aumentando a sustentabilidade do negócio
7 Logística Reversa Etapas do projeto 1 o MÓDULO: Avaliação preliminar Levantamento da geração Desmonte seletivo e segregação Interferências operacionais Envio de amostras 4 o MÓDULO: Aplicação Refratários de baixa solicitação MP s para refratários (Eletrofusão) Agregados para construção civil Novos insumos 2 o MÓDULO: Pesquisa e Desenvolvimento Caracterização dos refratários usados Estudos e Simulações para destinação adequada Decisão de destinação 3 o MÓDULO: Transporte / Manuseio e Processamento Envio dos Subprodutos Refratários Limpeza Beneficamento Separação magnética Blendagem 5 o MÓDULO: Validação e Implantação
8 Geração de Resíduos Refratários Alto Forno Carro Torpedo Panela de Gusa Convertedor LD Forno Elétrico a Arco Estima-se que as usinas siderúrgicas do brasileiras geram t de resíduos refratários por ano. Panela de Aço Desgaseificador RH Distribuidor Estima-se que as cimenteiras brasileiras geram t de resíduos refratários por ano. Forno de Cimento
9 Resíduos Refratários Tijolos Aluminosos Tijolos MgO-C Tijolos Alumina-SiC-C Tijolos Magnesiano Válvulas Longas e Submersas Placas de VG
10 Resíduos Refratários Caracterização Família de Reprocessado P.F. (%) Al 2 O 3 (%) SiO 2 (%) MgO (%) CaO (%) Fe 2 O 3 (%) ZrO 2 (%) C total (%) Conc. e Pré-mold. Sílico >0,00 >45,0 >25,0 >0,0 >0,5 >1,5 - - Aluminoso <1,50 <70,0 <50,0 <1,0 <4,0 <15,0 Conc. e Pré-mold Aluminoso >0,00 >80,0 >0,0 >0,0 >0,0 >0,0 - - <1,50 <90,0 <15,0 <1,0 <4,0 <2,0 Silico Aluminoso >0,05 >40,0 >45,0 >0,0 >0,5 >1,5 - - <0,25 <50,0 <55,0 <2,0 <2,0 <3,0 Aluminoso >0,05 >60,0 >10,0 >0,0 >0,5 >1,5 - - <0,25 <85,0 <30,0 <2,0 <3,0 <4,0 Alumina Carbeto de Silício >4,00 >75,0 >8,0 >0,0 >0,3 >0,5 - >6,0 Carbono <7,00 <90,0 <15,0 <2,0 <1,3 <2,5 <9,0 Alumina Magnésia Carbono >1,00 >60,0 >15,0 >2,0 >0,5 >2,0 - >3,5 <5,00 <75,0 <25,0 <9,0 <3,0 <10,0 <5,0 Magnesiano >0,00 >0,0 >0,0 >90,0 >0,0 >0,5 - - <1,50 <4,0 <3,5 <97,0 <1,0 <2,0 Magnésia-Carbono >10,00 >3,0 >0,0 >90,0 >0,5 >0,4 - >11,0 <14,00 <7,0 <1,0 <97,0 <1,5 <1,5 <16,0 Alumina-Zircônia >4,00 >80,0 >3,0 >0,0 >0,0 >0,0 >2,0 >2,0 <10,00 <90,0 <10,0 <0,5 <1,0 <1,0 <9,0 <10,0 Alumina-Carbono >1,00 >75,0 >5,0 >0,0 >0,0 >0,0 - >0,0 <5,00 <95,0 <20,0 <0,5 <1,0 <1,0 <5,0 Cromomagnesiano >0,00 >5,0 >1,0 >58,0 >0,0 >4,0 - - <0,50 <10,0 <3,0 <63,0 <2,0 <10,0 Válvulas Longas e >18,00 >58,0 >20,0 >0,5 >1,0 >2,0 >1,0 >20,0 Submersas <23,00 <65,0 <30,0 <3,0 <5,0 <10,0 <4,0 <25,0
11 Resíduos Refratários Caracterização Família de d.m.a. DRX Reprocessado (g/cm 3 ) P.A. (%) Conc. e Pré-Mold. Sílico Mulita, Cristobalita, Córindon, Rutilo, 1,5 2,0 <25,0 Aluminoso Anortita, Ferro Conc. e Pré-Mold. Córindon, Alumina Beta, Gibsita, 2,0 3,0 <25,0 Aluminoso Anortita,Rutilo, Mulita Silico Aluminoso Cristobalita, Mulita, 1,5 2,5 <15,0 Tridimita, Córindon, Rutilo Aluminoso Córindon, Mulita, Cristobalita, Rutilo 3,3 3,5 <10,0 Alumina Carbeto de Córindon, Mulita, Grafita,Carbeto de 3,0 3,15 <10,0 Silício Carbono Silício, Silício Alumina Magnésia Córindon, Mulita, Grafita, Cristobalita, 2,5 3,0 <15,0 Carbono Periclásio, Espinélio Magnesiano Periclásio, Córindon 2,8 3,1 <15,0 Magnésia-Carbono Periclásio, Grafita, Espinélio 2,7 3,3 <10,0 Alumina-Zircônia Córindon, Zircônia Monoclínica, Mulita, Grafita 2,9 3,3 >3,0 <10,0 Alumina-Carbono Córindon, Mulita, Alumina Beta, Quartzo, 2,7 3,0 <20,0 Alumínio, Silício, Grafita Cromomagnesiano Periclásio, Cromita, Monticelita, 2,7 3,2 <20,0 Forsterita Válvulas Longas e Submersas Grafita, Cristobalita, Córindon, Zircônia Cúbica, Ferro, Aluminato de Cálcio 2,0 2,5 <20,0
12 REPROCESSADOS REFRATÁRIOS Geração (2009) x Complexidade x Valor agregado 120 Maior Complexidade Concretos Válvula Al2O3 Válvula Al2O3-C Panela de Aço MgO-C Tijolos de cimenteiras Válvulas Inserto ZrO2 Menor Complexidade Tijolos SiAl MgO Cromomagnesiano Válvula longa e submersa Tijolos Al Placa Aluminosa Tijolos A-SiC-C Placa Al2O3- ZrO Menos nobre Mais nobre
13 Logística Reversa Processo de reciclagem A diversidade de produtos refratários utilizados em uma usina siderúrgica demanda um rígido controle das etapas de: 1.Desmonte; 2.Separação; 3.Embalagem; 4.Identificação; 5.Transporte; 6.Recepção; 7.Seleção 8.Processamento; 9.Controle de Qualidade; 10.Destinação Final.
14 Logística Reversa Destinação de Resíduos Refratários Destinação: Refratários de baixa solicitação Matérias-primas refratárias Matérias-primas para pavimentação e construção civil Evolução da Aquisição de Resíduos Refratários Aquisiição (t) Goal
15 Destinação de Resíduos Refratários Magnesianos Eletrofusão Magnesia Eletrofundida Sinter MgO Refratário Magnesiano Após Uso
16 Produção de Óxido de Magnésio (MgO) Mina de Magnesita (MgCO3) em Brumado Operações Unitárias (Eficiência 90%) Energia: queima de óleo combustível CnH2n + ar CO2 + calor Esteril: aproveitamento de 65-85% Briquetagem Calcinação: MgCO3 MgO + CO2 Sinterização Energia: queima de óleo combustível CnH2n + ar CO2 + calor Beneficiamento Óxido de Magnésio sinterizado
17 Balanço: Produção de Óxido de Magnésio Produção 1t de Óxido de Magnésio Consumo 2,3 3,5 t de minério de Magnesita Consumo 100L de óleo combustível Emissão 700 Kg de Dióxido de Carbono
18 Balanço: Reciclagem de Refratários Magnesiano após Uso Reciclagem 1t de Refratário Magnesiano Após Uso Preservação Recursos Naturais Não Renováveis: 2,3 3,5t de Minério de Magnesita 100 L de Óleo Combustível Redução Aquecimento Global 700 kg de Dióxido de Carbono Desenvolvimento Sustentável
19 Considerações Finais Reciclagem é responsabilidade de todos; É possível fornecer uma destinação adequada e sustentável aos refratários após uso gerados na siderurgia, desde que seja realizada a seleção adequada. A cooperação entre cliente, fornecedor e parceiros é fundamental;
20 Considerações Finais Desafios Conhecer a legislação ambiental de cada páis e unidade da federação. Pensar global e agir local; Promover a coleta seletiva; Conhecer a composição dos produtos; Planejar cuidadosamente a melhor logística; Buscar parcerias em desenvolvimentos e destinações; Viabilidade Técnica x Viabilidade Econômica
21 Considerações Finais Viabilidade Tecnica x Econômica Viabilidade Técnica Viabilidade Sócioambiental Dificuldades de processamento (cápsula metálica); Instabilidade (pós metálicos); Reciclado pobre físicoquimicamente. Matériaprima de baixo valor agregado. Viabilidade Econômica
22 Considerações Finais Próximos Passos Próximos Passos: Reciclagem de Resíduos Refratários oriundos de fornos de cimenteiras; Desenvolver destinação para todos os co-produtos gerados no processo; Automatizar processo de seleção dos tipos de tijolos; Simplificar etapas de toda a cadeia: logística reversa; Desenvolver tecnologia para aumentar valor agregado na aplicação dos resíduos refratários.
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