Informações do Porto de Sepetiba
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- Aurélia Ferretti Antunes
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2 Sumário 1. Introdução História e Desenvolvimento do Porto Vista Paronâmica de Sepetiba Infra-Estrutura Portuária Localização Cartas de Navegação Condições Meteorológicas Correntes, Marés e Ondas Comunicações e Serviços Comunicação Canais VHF Praticagem e Rebocadores Fundeadouro Canal de Acesso Bacia de Evolução Berços Píer Único (Uno Quadrante) Meio Ambiente Segurança... 12
3 1. Introdução Informações do Porto de Sepetiba As informações constantes deste manual destinam-se exclusivamente a orientar os agentes, os armadores, os operadores e comandantes dos navios no que concerne às instalações e condições gerais dos Terminais da Vale. Estas informações não substituem nem alteram quaisquer prescrições definidas em publicações oficiais brasileiras ou internacionais destinadas ao navegante. O Terminal não se responsabilizará por qualquer acidente ou avaria causada em função destas mesmas informações e não se responsabilizará por erros ou omissões que ele possa encerrar. 2. História de Desenvolvimento do Porto O Porto de Sepetiba foi inaugurado no dia 7 de maio de 1982, com a operação, dedicada à descarga de alumina e carvão. A Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS) deu início a suas operações em Setembro de 1999 e em 2002 a Vale passou a gerenciar o Terminal.
4 3. Vista Panorâmica do Porto de Sepetiba 4. Infra-Estrutura Portuária 4.1. Localização Está localizado em: Latitude 22 56,15' Sul, Longitude ,76' Oeste no lado sul da Ilha da Madeira, cerca de 20 milhas náuticas da Baía de Sepetiba, entre a Ponta de Castelhanos na Ilha Grande e Ponta fazer Arpoador na Ilha da Marambaia.
5 4.2. Cartas de Navegação Para a demanda do Terminal devem ser usadas as seguintes cartas náuticas brasileiras, editadas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação: Baías da Ilha Grande e de Sepetiba, 3ª ed. (2004) Baía da Ilha Grande - Parte Leste (Terminal da Ilha Guaíba), 2ª ed. (2006) Porto de Itaguaí, 4ª ed. (2006) British Admiralty Charts: 3970 Gráfico Geral: Rio de Janeiro até São Sebastião 431 Porto de Itaguaí Approaches 4.3. Condições Meteorológicas O clima é tropical, com uma média de umidade de 77%, com temperatura média de 23,5 C. Média de chuvas no verão é 200 mm mensais em aproximadamente 10 dias de chuva por mês. No inverno precipitação média é 100 mm mensais e 8 dias de chuva por mês. Os ventos predominantes são NE durante na primavera e verão, e NW ou SW durante o Outono. A velocidade compreende-se entre 6 a 14 nós Correntes, Marés e Ondas Porto de Itaguaí está abrigado na parte central Baia de Sepetiba.
6 As correntes dentro da baía tem um sentido geral oeste leste durante a maré enchente, e Oriente para Ocidente durante a maré vazante. As ondas não têm qualquer influência sobre o acesso a navios canal Comunicações e Serviços Comunicação Canais VHF Chamada Geral CANAL 16 (DSC) Tráfego com a Estação de Práticos CANAL 16 Tráfego em Manobras Navio/Terminal/Práticos CANAL 12 Tráfego entre Navios e Inspetores do Terminal CANAL Praticagem e Rebocadores: A utilização de práticos e rebocadores nas manobras dos navios no Terminal de Sepetiba é obrigatória Fundeadouro Externos Na Barra (sem demarcação específica), nas proximidades da Ponta de Castelhanos da Ilha Grande e da posição de embarque de práticos constante na carta náutica Internos Sob jurisdição do Porto Organizado de Itaguaí e regulamentado pela Autoridade Portuária (DOCAS), são os seguintes:
7 Fundeadouro A1 - Latitude 22º 59,9' Sul Longitude 43º 58,0' Oeste - Calado máximo 9,60 metros (31' 50'') Fundeadouro A2 - Latitude 22º 59,6' Sul Longitude 43º 57,5' Oeste - Calado máximo 12,80 metros (41' 99'') Fundeadouro B1: - Latitude 22º 58,5' Sul Longitude 043º 57,7' Oeste - Calado máximo: 11,30 metros (37' 07'') Fundeadouro B2: - Latitude 22º 58,0' Sul Longitude 043º 57,7' Oeste - Calado máximo 8,90 metros (29' 20'') Fundeadouro B3: - Latitude 22º 58,3' Sul Longitude 043º 57,2' Oeste - Calado máximo 11,80 metros (38' 71'') Fundeadouro B4: - Latitude 22º 58,0' Sul Longitude 043º 56,7' Oeste - Calado máximo 11,50 metros (37' 73'') Fundeadouro B5: - Latitude 22º 57,9' Sul Longitude 043º 56,1' Oeste - Calado máximo 10,90 metros (35' 76'') Fundeadouro C1: - Latitude 22º 57,2' Sul Longitude 043º 50,6' Oeste - Calado máximo 7,10 metros (23' 29'')
8 Fundeadouro C2: - Latitude 22º 57,2' Sul Longitude 043º 50,1' Oeste - Calado máximo 7,10 metros (23' 29'') Fundeadouro D: - Latitude 22º 56,5' Sul Longitude 043º 49,2' Oeste - Calado máximo 6,50 metros (21' 33'') Fundeadouro E1: - Latitude 23º 00,4' Sul Longitude 043º 59,2' Oeste - Calado máximo 10,50 metros (34' 45') Fundeadouro E2: - Latitude 23º 00,4' Sul Longitude 043º 58,6' Oeste - Calado máximo 10,40 metros (34' 12') Fundeadouro F1: - Latitude 22º 59,3' Sul Longitude 043º 56,7' Oeste - Calado máximo 11,20 metros (36' 75') Fundeadouro F2: - Latitude 22º 59,2' Sul Longitude 043º 56,9' Oeste - Calado máximo 11,20 metros (36' 75') 4.7. Canal de Acesso O acesso à CPBS (Cartas 1621 e 1623) se dá através de dois trechos de canal balizado, da altura da Ponta dos Castelhanos na Ilha Grande e a Ponta do Arpoador na Ilha da Marambaia, por cerca de 22 milhas náuticas até a bacia de manobras da CPBS a saber: - o primeiro através do Canal de Acesso ao Terminal da Ilha Guaíba (Canal Privativo do TIG) com cerca de 9 milhas
9 náuticas de extensão, composto por dois trechos retilíneos e uma curva entre eles. Todo o canal e a bacia de manobra são perfeitamente balizados num total de 20 bóias luminosas, dois alinhamentos de eixo de canal e dois faroletes nos extremos do píer. O trecho inicial, das bóias 1/2 até 7/8, tem 4 milhas náuticas de extensão e 280,00 metros de largura, é dragado para 22,50 metros ao nível de redução das sondagens (média das baixamares de sizígia). Este trecho está no alinhamento 328,5º 148,5º. Segue-se uma curva acentuada, com cerca de 2,00 milhas náuticas de extensão e largura variando de 310,00 metros nas bóias 7/8 até o máximo de 700,00 metros; sendo que as profundidades ao longo da curva são superiores a 24,00 metros Esta curva está bem sinalizada pelas bóias 7/8 até 11/14. O trecho final, com 3 milhas náuticas de extensão, vai das bóias 11/14 até a bóia 15 e o dolphin de início do píer de minério; tem largura superior a 320,00 metros e profundidade mínima de 23,00 metros Esse trecho fica no alinhamento 069º 249º, seguido pela bacia de manobras do TIG com 1600,00 metros de comprimento e largura de 1000,00 metros com profundidades superiores a 24,00 metros cujos limites são limites são sinalizados por 3 bóias luminosas. - O segundo trecho possuindo cerca de 10,50 milhas náuticas de extensão continuando na direção NE, iniciando a partir de uma bóia cardinal norte que fica 0,50 milha náutica após a bacia de manobras do TIG, passando pelo primeiro par de bóias 1/2 (a 1,3 milhas náuticas da bóia cardinal norte) que pertence ao Canal de
10 acesso ao Porto Organizado de Itaguaí (sob jurisdição da Companhia DOCAS do Rio de Janeiro), passando pelo sul da Ilha do Martins (composta por um farolete branco de 8 milhas náuticas de alcance). O canal do Porto Organizado de itaguaí foi dragado para 20,00 metros de profundidade e na largura de 200,00 metros em toda sua extensão (2009), e é composto por um total de 26 bóias luminosas incluindo a bacia de evolução que começa após a bóia Bacia de Evolução Centrada na posição de coordenadas geográficas: Latitude 22º 56,4 Sul Longitude 043º 49,8 Oeste É sinalizada pelas bóias 23, 25 e 27, mede cerca de 700,00 metros de comprimento por 600,00 metros de largura, apresentando profundidade mínima de 20,00 metros (2009) Berços Píer Único (Uno Quadrante) Particularidades do Píer Comprimento de 143,00 metros composto por 04 dolphins de atracação (D.1 D.8 D.9 D.3) e coligado através de passarelas a 04 dolphins de amarração: D.4 D.5 na extremidade leste e D.6 D.7 na extremidade oeste. Comprimento Operacional do Píer: 230,00 metros Cais acostável máximo: 120,00 metros
11 Restrições Referentes aos Navios Comprimento total máximo: 300,00 metros Comprimento total mínimo: 111,50 metros Boca máxima: 50,00 metros Boca mínima: 24,50 metros Calado Máximo: 17,80 metros 5. Meio Ambiente Meio Ambiente Marinho Os navios deverão observar as regras de convivência harmônica e preservação do meio ambiente marinho descritas na legislação pertinente, durante sua estadia no Porto. Serviços de mergulhos que tratam de limpeza no casco ou hélices das embarcações não são permitidos. Água de Lastro A descarga de água de lastro é permitida no interior do Porto. A operação de deslastre do navio no Porto, pressupõe que o Capitão do navio cumpra as exigências da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Essa água deverá estar livre de óleos e/ou resíduos oleosos, bem como de organismos
12 patogênicos e germes que possam alterar o equilíbrio microbiológico da Região, causando danos à fauna e flora marinha, com impacto negativo na Comunidade local e área de influência marinha do Porto. Esgoto Sanitário A descarga de esgoto sanitário diretamente para o mar é proibida pela. O sistema de tratamento de efluentes deverá ser mantido operante durante a estadia do navio no Porto. 6. Segurança O Porto opera de acordo com as normas e padrões internacionais de segurança ISPS ( International Ship and Port Facilities Security Code). Equipamentos de Proteção Individual O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) é OBRIGATÓRIO.
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