Física das Radiações
|
|
|
- Maria Antonieta de Mendonça Sá
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Física das Radiações I Interacções das radiações com a matéria Rui M.C. da Silva Curso de Proteção e Segurança Radiológica em Radiografia Industrial Campus Tecnológico e Nuclear, 24 de novembro de Nov15 Instituto Superior Técnico 1
2 Interacções das radiações com a matéria 23Nov15 Instituto Superior Técnico 2
3 Interacções das radiações com a matéria Os assuntos estrutura da matéria; átomos e estrutura electrónica núcleos e estrutura nuclear transferência de energia para a matéria; absorção da energia pela matéria; difusão, dispersão e atenuação da radiação ao atravessar os meios materiais com os quais interactua... Na ausência de matéria ou de campos a radiação apenas sofre atenuação 23Nov15 Instituto Superior Técnico 3
4 Interacções das radiações com a matéria O que são? apresentação das radiações toda a forma de transmissão de energia por partículas, atómicas ou subatómicas em movimento ou propagação de fotões (campos electromagnéticos). Que radiações?... Radiações ionizantes: as que, pela energia que conseguem transferir, têm a capacidade de provocar, directa ou indirectamente, a ionização de átomos e moléculas. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 4
5 Interacções das radiações com a matéria Sendo ionizantes destroem ou alteram ligações químicas provocam alterações directas e indirectas em moléculas interferem com reacções químicas E em sistemas vivos interferem com processos metabólicos a codificação de genes e da síntese proteica o funcionamento dos sistemas vivos afectam células, tecidos, órgãos e os organismos como um todo! 23Nov15 Instituto Superior Técnico 5
6 Interacções das radiações com a matéria Que radiações são ionizantes? Directamente: partículas carregadas protões, partículas alfa, iões pesados (e outros hadrões) electrões (e outros leptões) (a velocidade varia no meio de propagação) Fotões X e (propagamse a velocidade constante no meio) Indirectamente: partículas neutras neutrões (e outros hadrões neutros) leptões neutros. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 6
7 Interacções das radiações com a matéria Com que energias? Suficiente para ionizar átomos e/ou moléculas 30 ev: suficiente p/ arrancar os electrões mais fracamente ligados; 120 kev: suficiente p/ arrancar os electrões mais fortemente ligados; O que são ev e kev"? A que correspondem? são unidades de energia adequadas às radiações em causa; a fotossíntese é um processo bioquímico complexo que envolve uma cadeia de reacções químicas (catalisadas) redox despoletadas pela luz, i.e. por fotões com energias < 23 ev 23Nov15 Instituto Superior Técnico 7
8 Interacções das radiações com a matéria Energias? no SI: J (joule) (p.ex. qdo 1 N desloca o seu pto de aplicação de 1 m) aqui: ev (electrãovolt) (p.ex. en. ganha qdo 1 e se desloca através de uma ddp de 1 V) 1 ev = 1, J ( 4, kwh) (ev, kev, MeV,... 1, 10 3, ) ordem de grandeza da energia envolvida em algumas reacções químicas p.ex. reacções de combustão de combustíveis fósseis... 23Nov15 Instituto Superior Técnico 8
9 Interacções das radiações com a matéria Energias? no SI: J (joule) (p.ex. qdo 1 N desloca o seu pto de aplicação de 1 m) aqui: ev (electrãovolt) (p.ex. en. ganha qdo 1 e se desloca através de uma ddp de 1 V) 1 ev = 1, J ( 4, kwh) (ev, kev, MeV,... 1, 10 3, ) Reacção Massa/g Energia/kWh Energia/eVu1 (Energia/reacção)/eV Combustão petróleo gás carvão ~0,4 ~0,4 0,3 ~ 4050 ~ 67 ~ 34 23Nov15 Instituto Superior Técnico 9
10 Interacções das radiações com a matéria 1 MeV 1 kev 1 ev ENERGIA ( E = h ) (ev) Radiação cósmica Raios X Microondas E/eV = 1240 λ/nm Raios UV IV Ondas hertzianas (m) λ/nm = 1240 E/eV COMPRIMENTO DE ONDA () 23Nov15 Instituto Superior Técnico 10
11 Interacções das radiações com a matéria As radiações n PAPEL AÇO BETÃO 0,1 mm 5 mm 5 dm não são todas iguais 23Nov15 Instituto Superior Técnico 11
12 Interacções das radiações com a matéria Porque há radiações, de onde vêm, de que resultam? De como é constituída como se organiza a que interacções está sujeita... a origem das radiações Como? rearranjos dos estados de movimento nos átomos na passagem através da matéria redistribuições de electrões e nucleões pelos estados de energia disponíveis alteração de estados de movimento de partículas carregadas por na passagem por campos (inc. através da matéria, i.e. campos materiais) a matéria... 23Nov15 Instituto Superior Técnico 12
13 Interacções das radiações com a matéria Porque há radiações, de onde vêm, de que resultam? A matéria é constituída por substâncias de naturezas diversas, em diferentes estados de agregação, e formadas por compostos com propriedades químicas definidas Os compostos são constituídos por moléculas (quimicamente) idênticas formadas por combinações de átomos de elementos diferentes Os átomos de um elemento são constituídos por núcleos e por electrões Os núcleos atómicos são constituídos por protões e neutrões (colectivamente designados por nucleões) Estas partículas fundamentais mantêmse ligadas em configurações mais ou menos estáveis por meio de um número bem definido de forças ou interacções... a ganização da matéria 23Nov15 Instituto Superior Técnico 13
14 Interacções das radiações com a matéria Porque há radiações, de onde vêm, de que resultam? Os nucleões protões e neutrões ligamse e mantêmse ligados em núcleos atómicos por meio de forças de muito curto alcance (não actuam para lá dos núcleos) designadas por interacções fortes Os núcleos e os electrões ligamse e mantêmse ligados em átomos, os átomos ligamse e mantêmse ligados em moléculas, por interacções electrodinãmicas (forças entre cargas eléctricas) de longo alcance As alterações, espontâneas ou provocadas, destas configurações de nucleões em núcleos ou de electrões em átomos dão origem à emissão de radiação ionizante A instabilidade nuclear dá origem à emissão de partículas alfa (radiação alfa), electrões (radiação beta) e fotões (radiação gama ou raios gama) As alterações das configurações electrónicas dos átomos ou de estados de movimento dos electrões dão origem à emissão de fotões (radiação X ou raiosx)... a ganização da matéria 23Nov15 Instituto Superior Técnico 14
15 Interacções das radiações com a matéria Matéria Fases de agregação comuns sólida líquida gasosa Compostos s tipos de elementos s tipos átomos (moléculas) Elementos 1 tipo químico de átomos (moléculas ou átomos) = nº de electrões (= nº de protões) Isótopos átomos do mesmo tipo (átomos idênticos) = nº de electrões (= nº de protões) (= nº de neutrões) 23Nov15 Instituto Superior Técnico 15
16 Interacções das radiações com a matéria Isótopos átomos do mesmo tipo (átomos idênticos) = nº de electrões (= nº de protões) (= nº de neutrões) Electrões + núcleos nucleões protões, neutrões uud udd Leptões (elementares) e, e,, hadrões quarks (elementares) u, d c, s t, b 23Nov15 Instituto Superior Técnico 16
17 Interacções das radiações com a matéria Electrões, protões, neutrões átomos, moléculas Intensidade alcance agente Interacções fundamentais Forte 1 1 fm Electromagnética 10 2 r 2 Fraca fm Gravítica r 2 G W,Z 0 Partículas (agentes) de campo, mediadores 23Nov15 Instituto Superior Técnico 17
18 Interacções das radiações com a matéria Entre hadrões: mesões (, ) e bariões (p, n ) (coesão nuclear: interacção residual, troca de ) Entre todas: leptões (e, ), mesões (, ) e bariões (p, n ) (instabilidade nuclear, declínio ) Intensidade alcance agente Interacções fundamentais Forte 1 1 fm Electromagnética 10 2 r 2 Fraca fm Gravítica r 2 G W,Z 0 Entre todas as partículas carregadas Entre todas (mas muito fraca, desprezável ) aqui pode ser ignorada de tão pouco intensa que é! 23Nov15 Instituto Superior Técnico 18
19 A matéria átomos e núcleos Z electrões Q e = Ze Z protões Q N = Ze ~ m M N ~ A ~ M átomo N > kg m 3 ~ m M e << M N Os átomos (A Z) neutrões os núcleos atómicos 23Nov15 Instituto Superior Técnico 19
20 A matéria átomos e estrutura electrónica Modelo de Bohr: modelo dinâmico, com núcleo H e átomos hidrogenóides Definições ħ = h 2π 6, ev s mc 2 0,511 MeV ħc = 197,329 MeV fm α = e2 4πε 0 ħc Níveis de energia Diferença de energias entre estados Raios orbitais W n = α2 mc 2 2 Z 2 n 2 W nn = RZ 2 1 n 2 1 n 2 r n = ħc n 2 αmc 2 Z E 1 13,6 ev R 13,6 ev a 1 0,0529 nm 23Nov15 Instituto Superior Técnico 20
21 A matéria átomos e estrutura electrónica Modelo de BohrSommerfeld: modelo dinâmico, com núcleo H e átomos hidrogenóides Sommerfeld relaxou a imposição de simetria circular admitindo órbitas elípticas, sujeitas às condições... p r dr = n r h e p θ dθ = n θ h Níveis de energia Diferença de energias entre estados W n W n α4 mc 2 2 Z 4 n 4 n l W n n = W n W n RZ 2 1 n 2 1 n 2 O estado de menor energia do átomo não ionizado e não excitado designase estado fundamental A energia do átomo ionizado num determinado nível n é Se um electrão de um nível de menor energia n' transita para o nível n a ionização passa para o nível n' A energia do átomo ionizado no nível n' é W 0 + E n Se a transição for radiativa é emitido um fotão com energia W 0 + E n W 0 ( E n en. de ionização do nível n) E n < E n W 0 + E n W 0 + E n. O átomo perde energia (desexcitase). = E n E n 23Nov15 Instituto Superior Técnico 21 e
22 Modelo de BohrSommerfeld... Designação da camada K L M N O P Q Número da camada Número máximo de electrões Número do período (tabela periódica) Número total de electrões Z no último átomo de período modelo de Bohr + refinamentos M estrutura electrónica L As energias de ligação são características de cada átomo... para ionizar um átomo é necessário que a energia fornecida a um electrão (por qualquer meio) seja superior à sua energia de ligação... K Na ausência de qualquer perturbação: os estados são estáveis (estados estacionários) 23Nov15 Instituto Superior Técnico 22
23 Modelo de BohrSommerfeld... Designação da camada K L M N O P Q Número da camada Número máximo de electrões Número do período (tabela periódica) Número total de electrões Z no último átomo de período As perturbações podem provocar transições entre estados transições electrónicas envolvendo uma emissão ou absorção de energia... O rearranjo é muito rápido (quase instantâneo) modelo de Bohr + refinamentos... M 3 kev estrutura electrónica L 15 kev K 88 kev As emissões designamse pelo nível de destino... Série K: transições para o nível K Série L: transições para o nível L [Pb] 82 [Xe] 54 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2 23Nov15 Instituto Superior Técnico 23
24 Modelo de BohrSommerfeld... Designação da camada K L M N O P Q Número da camada Número máximo de electrões Número do período (tabela periódica) Número total de electrões Z no último átomo de período As energias das emissões são determinadas pelas energias dos níveis envolvidos... modelo de Bohr + refinamentos... M 3 kev estrutura electrónica L 15 kev W n n = W n W n RZ 2 1 n 2 1 n 2 K 88 kev... e escalam com (são proporcionais a) Z 2 o afastamento dos níveis (n n) a profundidade do nível onde se criou a lacuna (1/n' 2 )... [Pb] 82 [Xe] 54 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2 23Nov15 Instituto Superior Técnico 24
25 23Nov15 Instituto Superior Técnico 25 Estados ligados Estados excitados n > 1 18 electrões 8 electrões 2 electrões 82Pb Estado fundamental Ionização Estrutura electrónica eletrões 208 nucleões: 126 protões + 82 neutrões [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2
26 Estrutura electrónica... Ionização Ionização Estados excitados n > 1 Estados excitados n > 1 18 electrões 8 electrões Estados ligados Estados ligados Estado fundamental 1H Estado fundamental 2 electrões 82Pb 23Nov15 Instituto Superior Técnico 26
27 23Nov15 Instituto Superior Técnico 27 Estados ligados Estados excitados n > 1 18 electrões 8 electrões 2 electrões 82Pb Estado fundamental Ionização As alterações, espontâneas ou provocadas, das configurações de nucleões em núcleos ou de electrões em átomos dão origem à emissão de radiação ionizante 73 kev 85 kev 12 kev Ionização e emissão de fotões E X,K = ΔE = E M E K Estrutura electrónica...
28 Ionização e emissão de electrões (de Auger) e fotões E e,m = ΔE = E M E K E e,b M E X,M = ΔE = E O E M Estrutura electrónica... Ionização Estados excitados n > 1 18 electrões 8 electrões 12 kev Estados ligados 85 kev 73 kev Estado fundamental 2 electrões 82Pb As alterações, espontâneas ou provocadas, das configurações de nucleões em núcleos ou de electrões em átomos dão origem à emissão de radiação ionizante 23Nov15 Instituto Superior Técnico 28
29 Espectros discretos... Ionização Estados excitados n > 1 Estados ligados 18 electrões 8 electrões yield (counts) Si Pb K K Ba Zn Au Pb Estado fundamental 2 electrões 82Pb E X /kev As alterações, espontâneas ou provocadas, das configurações de nucleões em núcleos ou de electrões em átomos dão origem à emissão de radiação ionizante 23Nov15 Instituto Superior Técnico 29
30 A matéria núcleos e estrutura nuclear No núcleo também há níveis de energia... Os estados energéticos dos nucleões também se distribuem por uma estrutura energética Mas o núcleo é mais complicado... Há protões com carga eléctrica e neutrões (sem carga) simultaneamente presentes... Entre protões há repulsões electrostáticas que dominam as interacções electrofracas... Os neutrões não estão sujeitos às repulsões electrostáticas... Há dois tipos de nucleões em interacção com interacções mútuas... Há dois tipos de potenciais em jogo, o potencial coulombiano de longo alcance... o potencial forte de curto alcance... Não há um centro de forças definido (o potencial não é central)... 23Nov15 Instituto Superior Técnico 30
31 A matéria núcleos e estrutura nuclear Energia potencial: Propriedades da interacção (forte) entre nucleões Curto alcance só entre vizinhos próximos Core repulsivo ~ 0,5 fm os nucleões não colapsam uns sobre os outros há uma distância de equilíbrio saturação (proporcional a A) Simétrica na carga: V pp V nn Independente da carga: V pp V nn V pn nos mesmos estados de spin (S = 0) V pn > V pp V nn em estados de spin S = 1 Dependente do spin: atractivas se L S > 0, repulsivas se L S < 0 23Nov15 Instituto Superior Técnico 31
32 Estrutura nuclear... Níveis de energia nucleares 40 V/MeV p n r/fm p n 23Nov15 Instituto Superior Técnico 32
33 Nomenclatura A X N Z X elemento (símbolo químico) A número de massa (número de nucleões) Z número de protões (carga nuclear) N número de neutrões A = Z + N Núclidos espécie nuclear de um elemento (X) caracterizada por A, Z (e N = A Z) Para cada elemento X existem núclidos diferentes, com A mas com a mesma carga Z Isótopos diferentes núclidos de um mesmo elemento (mesmo Z, A) Fe, Fe e Fe Isóbaros núclidos com o mesmo A (Z, N) Isótonos núclidos com o mesmo N (Z, A) Isómeros núclidos com o mesmo A, N, Z (E), com vida "longa" (T 1/2 µs) Ar, K e Ca Fe, Ni e Zn Ag e 110m 47Ag {E,T 1/2 }( 108m 47Ag ) {109 kev, 418 a} {E,T 1/2 }( 110m 47Ag ) { 117 kev, 250 d} 23Nov15 Instituto Superior Técnico 33
34 Estabilidade e instabilidade nucleares Que núclidos tendem a ser mais estáveis?... Os números de protões e neutrões nos núcleos condicionam a estabilidade nuclear... Os núcleos com mais protões requerem mais neutrões para a coesão e estabilidade... Os núcleos com números ímpares de protões e neutrões tendem a ser instáveis... Os núcleos com números pares de protões e neutrões tendem a ser mais estáveis... Z N Estáveis Par Par 165 Par Ímpar 57 Para núclidos estáveis Ímpar Par 53 Ímpar Ímpar 4 2/3 Z A 2 0, 01565A 23Nov15 Instituto Superior Técnico 34
35 Número de protões Z Isótopos naturais Diagrama de Segré... os que têm protões e neutrões em números tais que se localizam na região colorida do diagrama Número de neutrões N 23Nov15 Instituto Superior Técnico 35
36 Como transitam para a estabilidade? Alterando a configuração nuclear em diferentes tipos de declínios Declínio A ZX N A 4 Z 2 Y N He 2 A = 4 N = Z = 2 Declínios A ZX N A Z 1 Y N e + ν e A ZX N e A Z 1 Y N+1 + ν e A ZX N A Z+1 Y N e + ν e Declínio, CE A = 0 N = Z = 1 A = 0 N = Z = + 1 A ZX N A Z X N +... A = 0 N = 0 Z = 0 23Nov15 Instituto Superior Técnico 36
37 Como transitam para a estabilidade?, e : um núcleo instável "procura" a estabilidade emitindo uma partícula ou : transformase noutro... : X X He 28,3 MeV A A4 4 Z Z2 2 B A 4, Z 2 Ra Rn E 4,8 MeV T 1602 a / 2 : β : X X e n p e A A Z Z 1 e e β : X X e p n e A A Z Z 1 e e CE : X e X p e n A A Z Z 1 e e A 0, Z 1 β : I Xe e T 8,0 d e 1/ 2 β : Al Mg e T 7, 2 s e 1/ 2 CE : Mn e Cr T 312 d e 1/ 2 23Nov15 Instituto Superior Técnico 37
38 Como transitam para a estabilidade?... ou emitindo um fotão : desexcitase para um estado de menor energia : A Z X * A Z X A0, Z 0 Ag Ag T 40 s 109m / 2 Ag Ag T 250 d 110m / 2 IC: Processo alternativo (e competitivo): conversão interna X X átomo ionizado raiosx A * A Z Z e electrões emitidos do cortejo electrónico 23Nov15 Instituto Superior Técnico 38
39 Como transitam para a estabilidade?... ou mesmo cindindose (fragmentandose) ou emitindo nuclões: transformase noutro... Cisão espontânea Núcleos pesados (A elevado) com excesso de neutrões fragmentamse em 2 fragmentos com massas intermédias e excesso de neutrões emissão imediata de neutrões (~ s) 3% : Cf Ce Zr 4n T 2, 65 a / 2 97% : Cf Pu T 2, 65 a / 2 Emissão de nucleões Isóbaros afastados do equilíbrio emissão de nucleões Frequente em produtos de cisão emissão atrasada de neutrões (~ s) 5% : I Xe 6,5 MeV e Xe n T 6,5 s e 54 1/ 2 0,7% : Kr Br 5,0 MeV e Se p T 27 s e 34 1/ 2 23Nov15 Instituto Superior Técnico 39
40 Número de protões Z Isótopos naturais A = 4 N = Z = 2 Diagrama de Segré Número de neutrões N 23Nov15 Instituto Superior Técnico 40
41 Número de protões Z Isótopos naturais A = 0 N = Z = + 1 Diagrama de Segré Número de neutrões N 23Nov15 Instituto Superior Técnico 41
42 Número de protões Z Isótopos naturais A = 0 N = Z = 1 Diagrama de Segré Número de neutrões N 23Nov15 Instituto Superior Técnico 42
43 Qβ 5 + 2,8236 MeV 60 Co Co T 1/2 ~5,27 a Ni + γ 3,3810 MeV 0,23 ps 0,318 MeV 99,9 0, 670 MeV 0, ,5058 MeV 1,1 ps 2,1586 MeV 0,59 ps 1, 492 MeV 0,057 E I% β 2 + 1,3325 MeV 0,71 ps Ni 0 MeV estável As alterações, espontâneas ou provocadas, das configurações de nucleões em núcleos ou de electrões em átomos dão origem à emissão de radiação ionizante Em particular a instabilidade nuclear dá origem à emissão de radiação alfa, radiação beta, ou radiação gama (fotões ) 23Nov15 Instituto Superior Técnico 43
44 Qβ 5 + 2,8236 MeV 60 Co Co T 1/2 ~5,27 a Ni + γ 0,318 MeV 99,9 0, 670 MeV 0, ,3810 MeV 0,23 ps 2,5058 MeV 1,1 ps 2,1586 MeV 0,59 ps geant4/get/particles/498.html 1, 492 MeV 0,057 E I% β 2 + 1,3325 MeV 0,71 ps Ni 0 MeV estável Espectros discretos... 23Nov15 Instituto Superior Técnico 44
45 E γ 0,38 MeV Ir T 1/2 ~73,83 d Pt + γ (0,29 0,61 MeV) 23Nov15 Instituto Superior Técnico 45
46 E γ 0,21 MeV Se T 1/2 ~119,78 d As + γ (0,12 0,40 MeV) 23Nov15 Instituto Superior Técnico 46
47 Estabilidade e instabilidade nucleares Radioactividade: manifestação de instabilidade nuclear A Z X X'... A' Z' Desintegração radioactiva transformação (transmutação do núcleo) U (0,72%, T ~ 710 a) α Th... β, 25,52 h / 2 90 U (99,3%, T ~ 4,510 a) α Th... β, 24,1 d / 2 90 Th (100%, T ~ 1,4 10 a) α Ra... β, 5,75 a / 2 88 Po ( T ~ 138,4 d) α / Pb (estável) 23Nov15 Instituto Superior Técnico 47
48 Estabilidade e instabilidade nucleares Radioactividade: manifestação de instabilidade nuclear A Z X X'... A' Z' fontes n fontes n α Be C n Am 9 Be, 240 Pu 9 Be, 210 Po 9 Be /s/ci 226 Ra 9 Be (1600 a, 5 MeV) /s/ci γ Be Be n Na 9 Be (15 h, 0,8 MeV) /s/ci 124 Sb 9 Be (60,2 d, 24 kev) cisão espontânea 252 Cf (2,65 a, 13 MeV) 4, /s/ci aceleradores reacções nucleares por p,, reactores nucleares 23Nov15 Instituto Superior Técnico 48
49 Estabilidade e instabilidade nucleares Radioactividade: manifestação de instabilidade nuclear A Z X X'... A' Z' Desintegração radioactiva transformação (transmutação do núcleo) dn A actividade é A() t N dt Se em cada declínio a energia média libertada for denotada por E então a taxa de emissão de energia é d E dt = dn dt E = A t E 23Nov15 Instituto Superior Técnico 49
50 Mas não há só espectros discretos... 23Nov15 Instituto Superior Técnico 50
51 23Nov15 Instituto Superior Técnico 51 A "travagem" de partículas carregadas em colisões com electrões e iões do meio, resulta também na emissão de radiação mas com um espectro contínuo... é o bremstrahlung! Espectros contínuos... de
52 23Nov15 Instituto Superior Técnico 52 A "travagem" de partículas carregadas em colisões com electrões e iões do meio, resulta também na emissão de radiação mas com um espectro contínuo... é o bremsstrahlung! Espectros contínuos... Os raiosx de travagem bremsstrahlung podem ser gerados por electrões de qualquer energia (tipicamente > 1 kev a ~1 MeV) As energias distribuemse da energia máxima dos electrões ev até zero O c.d.o. mínimo é dado por A energia média é 1/3 da energia máxima As intensidades distribuemse de zero a zero passando por um máximo No vácuo a intensidade é Ao espectro contínuo de raiosx sobrepõemse picos de raiosx característicos Os raiosx usados geralmente em radiografia de diagnóstico são geranlemente os do espectro contínuo. λ min = ev hc I E = kz E k E
53 Os raiosx de travagem bremsstrahlung podem ser gerados por electrões de qualquer energia (tipicamente > 1 kev a > 1 MeV) As energias distribuemse da energia máxima dos electrões ev até zero O c.d.o. mínimo é dado por λ min = ev hc A energia média é 1/3 da energia máxima As intensisdades distribuemse de zero a zero passando por um máximo No vácuo a intensidade é I E = kz E k E Os raiosx usados geralmente em radiografia de diagnóstico são os do espectro contínuo A potência irradiada por uma carga acelerada é dada por P = q2 γ 4 6πε 0 c A energia total da radiação X emitida por um electrão de energia cinética E k é E ZE k 2 A energia perdida para raiosx de travagem por um electrão de energia máxima E k é de dl 2 β2 β β 1 β 2 Z 2 E k + mc 2 γ = 1 β 2 1 v = βc; a = βc E k + mc 2 = γmc 2 P q2 a 2 6πε 0 c 3 23Nov15 Instituto Superior Técnico 53
54 Interacções das radiações com a matéria Como transferem energia? As partículas transferem energia por colisões elásticas com outras partículas electrões, protões, núcleos, iões, átomos e moléculas; colisões inelásticas com núcleos, iões, átomos e moléculas. Os fotões transferem energia por colisões elásticas com electrões (p.ex. efeito Compton); excitação e ionização atómica e molecular (colisões inelásticas com electrões em átomos e moléculas); e se tiverem energia suficiente para tal criação de pares; excitação nuclear e fotoemissão de nucleões (colisões inelásticas com os núcleos). 23Nov15 Instituto Superior Técnico 54
55 Como se provocam alterações de configurações? Interacções (colisões) com os electrões dos átomos... ou com os núcleos (reacções nucleares)... Elásticas... A Z X(, ) A Z X RaiosX... ou inelásticas p, d, n,... A Z X ( d, ) A2 Z1 X Raios 23Nov15 Instituto Superior Técnico 55
56 Interacções das radiações com a matéria Como transferem energia? A energia transferida depende do tipo de radiação (fotões, partículas carregadas, partículas neutras ) das interacções dominantes da energia da radiação da natureza do meio Exemplos: Nas figuras seguintes podem apreciarse gráficos que mostram como a energia é transferida de protões e partículas alfa com energias 2,2 MeV e 5,5 MeV quando atingem um meio biológico, no exemplo um tipo de pele humana 23Nov15 Instituto Superior Técnico 56
57 Ex.: partículas alfa com energia 5,5 MeV incidentes em pele humana: Da figura a) vêse que 50 m de pele são suficientes para deter completamente estas partículas a distribuição de alcances a distribuição de profundidades atingidas por estas partículas até terem cedido toda a energia e parado é muito apertada: praticamente todas as partículas param às mesmas profundidades. No ex. mais de 75% das partículas param a menos de 1,5% do alcance médio de ~39 m, e ~98% a menos de 3% do mesmo os alcances máximos profundidades máximas de penetração no meio são bem definidos: no ex. praticamente 100% das partículas param até à profundidade de ~40 m Da figura b) vêse que todas as colisões ocorrem até à profundidade máxima de penetração Ora as transferências directas de energia para o meio dãose precisamente nessas colisões portanto as transferências directas de energia se dão até à profundidade máxima de penetração, ~40 m. Os resultados mostram que 0,10 mm de pele chegam para deter completamente as emissões de partículas alfa de qualquer fonte natural (as energias das partículas alfa emitidas por fontes radioactivas naturais estão compreendidas no intervalo de 4 8 MeV) 23Nov15 Instituto Superior Técnico 57
58 Ex.: partículas alfa com energia 5,5 MeV incidentes em pele humana: Das figuras c) e d) vêse que a transferência de energia, quer na forma de ionização provocada no meio por transferência para os electrões quer na forma de arranque e deslocação de átomos das suas posições naturais é mínima na parte inicial da trajectória e máxima no final da mesma Praticamente a totalidade da energia transportada é transferida para a ionização do meio (integral da curva c)) Toda a transferência directa de energia fica confinada a um limite bem definido, o alcance máximo de penetração da radiação Como valor indicativo a taxa média de perda de energia é, no exemplo, calculada com o valor 5500 kev/39 m ~140 kev/m O valor para a energia de 5,5 MeV é de ~90 kev/m O valor máximo é de ~250 kev/m, e ocorre próximo do fim da trajectória Todas as transferências directas de energia ficam confinada à profundidade de penetração da radiação. Porém alguma dessa energia p. ex. quando convertida em fotões e algumas das alterações provocadas poderseão propagar a distâncias maiores 23Nov15 Instituto Superior Técnico 58
59 Ex.: protões com energia 5,5 MeV incidentes em pele humana: Das figuras a) e b) vêse que 450 m de pele são suficientes para deter estes protões penetram neste meio ~10x mais e com uma distribuição algo mais larga do que as partículas alfa com a mesma energia As restantes características são semelhantes, em particular: a distribuição de alcances é muito apertada, praticamente todos param às mesmas profundidades: mais de 75% dos protões param a menos de 2,3% do alcance médio (~0,39 mm), e cerca de 98% a menos de 5% do mesmo os alcances máximos no meio são bem definidos todos as colisões e assim todas as transferências directas de energia das partículas em movimento para o meio se dão até à profundidade máxima de penetração Notese que é suficiente 0,45 mm de pele para parar completamente os protões com 5,5 MeV, quase 10x mais do que o necessário para deter partículas alfa com a mesma energia 23Nov15 Instituto Superior Técnico 59
60 Ex.: protões com energia 5,5 MeV incidentes em pele humana: Das figuras c) e d) vêse que, como para as partículas alfa a transferência de energia, quer por ionização do meio quer por arranque e deslocação de átomos das suas posições naturais é mínima na parte inicial da trajectória e máxima no final da mesma Praticamente a totalidade da energia transportada é transferida para a ionização do meio (integral da curva c)) Toda a transferência directa de energia fica confinada a um limite bem definido, o alcance máximo de penetração da radiação Como valor indicativo a taxa média de perda de energia é, no exemplo, calculada com o valor de 5500 kev/386 m ~14 kev/m, 10x menor que o do exemplo anterior O valor para as perdas de energia a 5,5 MeV é ~8 kev/m O valor máximo é de ~40 kev/m, e ocorre já próximo do fim da trajectória Todas as transferências directas de energia ficam confinada à profundidade de penetração da radiação. Porém alguma dessa energia p. ex. quando convertida em fotões e algumas das alterações provocadas poderseão propagar a distâncias maiores. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 60
61 Ex.: protões com energia 2,2 MeV incidentes em pele humana: Das figuras a) e b) vêse que 85 m de pele detêm completamente protões com esta energia. Penetram neste meio quase 5x menos do que protões com 5,5 MeV, e aproximadamente 2x mais do que as partículas alfa com 5,5 MeV a distribuição de alcances é muito apertada: praticamente todos os protões com 2,2 MeV param às mesmas profundidades. Tal como anteriormente mais de 75% destes protões param a menos de 2,3% do alcance médio (~81 m), e cerca de 98% a menos de 5% do mesmo os alcances máximos no meio são bem definidos: neste exemplo praticamente 100% das partículas param até ~85 m de profundidade todos os choques e assim todas as transferências directas de energia das partículas em movimento para o meio ocorrem até à profundidade máxima de penetração Notese que bastam 85 µm de pele para parar completamente os protões com 2,2 MeV, quase 2x mais do que o necessário para deter partículas alfa com a mesma energia 23Nov15 Instituto Superior Técnico 61
62 Ex.: protões com energia 2,2 MeV incidentes em pele humana: Das figuras c) e d) vêse que, como para as partículas alfa a transferência de energia, quer por ionização do meio quer por arranque e deslocação de átomos das suas posições naturais é mínima na parte inicial da trajectória e máxima no final da mesma Praticamente a totalidade da energia transportada é transferida para a ionização do meio (integral da curva c)) Toda a transferência directa de energia fica confinada a um limite bem definido, o alcance máximo de penetração da radiação Como valor indicativo a taxa média de perda de energia é, neste exemplo, calculada como 2200 kev/81 m ~27 kev/m. O valor para a energia de 5,5 MeV é de ~16 kev/m O valor máximo é de ~70 kev/m Todas as transferências directas de energia ficam confinadas à profundidade de penetração da radiação. Porém alguma dessa energia p. ex. quando convertida em fotões e algumas das alterações provocadas poderseão propagar a distâncias maiores 23Nov15 Instituto Superior Técnico 62
63 Ex.: partículas alfa e protões incidentes em matéria orgânica O comportamento de partículas carregadas como os protões e as partículas alfa quando se movem através da matéria as transferências de energia para o meio podem também ser percebidos pela análise de curvas como as das figuras a) e b) que mostram as perdas de energia em função da energia: estas curvas permitem determinar as taxas de perda de energia, i.e. a energia perdida por unidade de comprimento do caminho percorrido no meio, à medida que as partículas partículas alfa, a) ou protões, b) se movem no meio e a sua energia vai diminuindo. No exemplo, o meio é um plástico cujas composição e propriedades são, para efeitos das perdas de energia, semelhantes às da pele humana Notese: As curvas a preto representam as perdas de energia para os electrões (i.e. em colisões com os electrões), a vermelho as perdas para os iões (em colisões nucleares) e a verde o total das perdas de energia Os eixos das energias apresentamse em escala logarítmica Esta realça a semelhança geral dos comportamentos de perda de energia das partículas pesadas carregadas, protões, partículas alfa, etc. S/10 3 MeVcm 2 g 1 S/10 3 MeVcm 2 g 1 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1E3 0,01 0, ,2 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,6 MeV, 280 kevm 1 E e /MeV 75 kev, 107 kevm 1 2,2 MeV, 170 kevm 1 5,5 MeV, 90 kevm 1 0,88 MeV, 32 kevm 1 2,2 MeV, 16 kevm 1 Electrónico Nuclear Total Electrónico Nuclear Total 5,5 MeV, 8 kevm 1 0,0 1E3 0,01 0, E e /MeV 23Nov15 Instituto Superior Técnico 63
64 Ex.: partículas alfa e protões incidentes em matéria orgânica O comportamento de partículas carregadas como os protões e as partículas alfa quando se movem através da matéria podem também ser percebidos pela análise de curvas como as das figuras c) e d): estas (a verde) permitem determinar as taxas de perda de energia, à medida que as partículas se movem no meio e a sua energia vai diminuindo S/10 3 MeVcm 2 g 1 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,6 MeV, 280 kevm 1 0,88 MeV, 270 kevm 1 2,2 MeV, 170 kevm 1 Electrónico Nuclear Total 5,5 MeV, 90 kevm 1 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 S/10 2 MeVcm 2 g 1 Em ambos os casos, tanto para as partículas alfa como para os protões, as taxas de perda de energia vão aumentando à medida que a energia diminui, até se atingir um máximo, a partir do que as taxas de perda de energia diminuem até à paragem das partículas Notese: A representação das curvas em escala linear acentua as diferenças específicas entre os comportamentos de perda de energia dos diferentes tipos de partículas pesadas carregadas, os protões, as partículas alfa, iões, etc. As taxas de perda de energia de partículas alfa e protões são, no exemplo dado, inicialmente igualmente relativamente pequenas; porém, e porque os máximos ocorrem a energias diferentes e com valores diferentes mais elevados no caso dos protões na aproximação ao máximo as taxas de perda de energia variam mais rapidamente para os protões do que para as partículas alfa 0, Nov15 Instituto Superior Técnico 64 S/10 3 /MeVcm 2 g 1 0,5 0,0 0, ,2 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 75 kev, 107 kevm 1 0,88 MeV, 32 kevm 1 Comparemse estas curvas c) e d) com as curvas c) dos exemplos apresentados anteriormente. E e /MeV E e /MeV Electrónico Nuclear Total 2,2 MeV, 16 kevm 1 5,5 MeV, 8 kevm 1 0, S/MeVcm 2 g 1
65 Da apresentação destes elementos pode concluirse que embora os valores específicos sejam diferentes as tendências que aqui se encontraram são as mesmas para outras partículas pesadas carregadas p.ex. iões e para outros materiais. As transferências de energia por partículas carregadas pesadas como protões e partículas alfa para a matéria com que interactuam apresentam propriedades comuns, nomeadamente as distribuições de alcances são bem definidas: as partículas param a profundidades que correspondem a intervalos característicos, localizados em torno de valor médio, determinado pela partícula em movimento, energia e meio em que a partícula se move os alcances máximos as profundidades máximas de penetração no meio são bem definidos e sempre determinados pela combinação partícula, energia e meio a transferência de energia é localizada e relativamente confinada: as colisões responsáveis pelas transferências directas de energia dãose até profundidades da ordem da profundidade de máxima penetração a transferência de energia, quer por ionização do meio quer por arranque e deslocação de átomos das suas posições naturais, é mínima na parte inicial da trajectória e máxima no final da mesma Este comportamento é consequência do tipo dominante de interacções entre estas partículas e a matéria: colisões iãoelectrão, que são predominantes (e responsáveis pelas trajectórias serem quase rectilíneas) colisões iãoião (em geral muito menos numerosas, responsáveis por grandes alterações nas trajectórias) E para os electrões?... E para os fotões?... 23Nov15 Instituto Superior Técnico 65
66 Ex.: electrões incidentes no mesmo meio que nos exemplos anteriores O comportamento dos electrões quando se movem através da matéria pode ser percebido pela análise de curvas como as das figuras e) e f): estas (a verde) permitem determinar as taxas de perda de energia, à medida que os electrões se movem no meio e a sua energia vai diminuindo Para energias 110 MeV as taxas de perda de energia são essencialmente constantes, e para energias < 1 MeV as taxas de perda de energia aumentam à medida que a energia diminui. Notese: As curvas a preto representam as perdas de energia em colisões com outros electrões, as curvas a vermelho as perdas radiativas (radiação de travagem ou bremstrahlung), e as curvas a verde o total das perdas de energia. As perdas de energia por radiação só se tornam dominantes a energias muito elevadas, que normalmente não se encontram em equipamentos comuns. S/MeVcm 2 g 1 S/MeVcm 2 g E3 0,01 0, Colisões Radiação Total E e /MeV Colisões Radiação Total 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 S/MeVcm 2 g 1 0 0, E e /MeV 23Nov15 Instituto Superior Técnico 66
67 dose relativa (%) Estes comportamentos diferentes podem ilustrarse na seguinte figura que mostra como ocorre a deposição de energia pelos diferentes tipos de radiações ionizantes, partículas carregadas pesadas, electrões e fotões electrões (21 MeV) carbono (270 MeV/u) fotões profundidade (mm) Notese que para electrões e fotões a deposição de energia não é mínima na parte inicial da trajectória e máxima no final; para os electrões a deposição de energia é ainda maioritariamente confinada a uma profundidade máxima de penetração; para fotões não há uma deposição localizada, não há estritamente uma profundidade máxima de penetração. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 67
68 Os mecanismos de perda de energia Os mecanismos de transferência de energia dependem das radiações envolvidas, do seu tipo e energia As transferência de energia efectuamse em processos de colisão As partículas pesadas em movimento na matéria sofrem colisões com outras partículas pesadas e com electrões Para partículas como os protões e as partículas alfa p.ex. emitidas por fontes radioactivas naturais ou por aceleradores de partículas as colisões com os electrões são mais prováveis do que as colisões com os núcleos Os electrões são mais numerosos do que os núcleos Assim, as colisões com os electrões são muito mais frequentes do que as colisões com os núcleos e são as responsáveis por uma fracção significativa das perdas de energia e da transferência de energia para o meio (as colisões com os núcleos são responsáveis pela criação de danos no meio, deslocações e outros tipos de defeitos) 23Nov15 Instituto Superior Técnico 68
69 Os mecanismos de perda de energia Os mecanismos de transferência de energia dependem das radiações envolvidas, do seu tipo e energia As transferência de energia efectuamse em processos de colisão As partículas pesadas em movimento na matéria sofrem colisões com outras partículas pesadas e com electrões Para partículas como os protões e as partículas alfa p.ex. emitidas por fontes radioactivas naturais ou por aceleradores de partículas as colisões com os electrões são mais prováveis do que as colisões com os núcleos Os electrões são mais numerosos do que os núcleos Assim, as colisões com os electrões são muito mais frequentes do que as colisões com os núcleos e são as responsáveis por uma fracção significativa das perdas de energia e da transferência de energia para o meio (as colisões com os núcleos são responsáveis pela criação de danos no meio, deslocações e outros tipos de defeitos) Em cada colisão com uma partícula (muito) mais leve (como os electrões) as partículas pesadas perdem uma fracção muito pequena da sua energia praticamente não são desviadas da sua trajectória Em consequência as perdas são quase contínuas, muito distribuídas e as trajectórias praticamente rectilíneas Porque há muitas colisões deste tipo a densidade de ionização e excitação é muito elevada 23Nov15 Instituto Superior Técnico 69
70 As transferências de energia por partículas pesadas carregadas para os electrões Tratemos então as colisões com os electrões! de Pretende calcularse as perdas de energia, na forma de taxas de perda? dl Em cada colisão com um electrão, sendo a trajectória rectilínea, a perda de energia é a transferência de momento é p Ft para um parâmetro de impacto b, temse 2 2 Ze mv E E No percurso l há N el l electrões: o número de colisões e a transferência de energia serão proporcionalmente maiores, esperandose que 2 2 de Z1e Z2NA 2 dl 4 que deve ser calculada para todas as colisões possíveis, i.e. para todos os parâmetros de impacto. Estes estão entre um mínimo b min (nas colisões frontais) e um máximo b max (em que há somente quase que uma raspagem pelos átomos, i.e. pelos cortejos electrónicos dos átomos). Para todas estas colisões, temse então, para todas as direcções em torno da direcção de propagação (a trajectória), resulta 0 Amv A 2mv 2 0 de Z e Z N ln ln 1 dl 4 mv A I 1 p 2 2m 23Nov15 Instituto Superior Técnico 70
71 As transferências de energia por partículas pesadas carregadas para os electrões A expressão obtida com esta abordagem, para partículas pesadas carregadas na sua interacção com o meio, é designada de expressão de BetheBloch: só é válida para energias elevadas (p.ex. para partículas alfa com energias > 600 kev em pele humana, ou para protões com energias > 80 kev no mesmo meio) Identifiquemos as contribuições para as perdas de energia A 2mv 2 0 de Z e Z N ln ln 1 dl 4 mv A I Termo 1: depende da intensidade da interacção, é tanto maior quanto maior a carga nuclear da partícula: partículas com maior carga nuclear perdem mais energia Termo 2: depende dos tempos de interacção, é tanto menor quanto mais rápida for a partícula: partículas com maior energia perdem menos energia Termo 3: depende da densidade electrónica do meio, é tanto maior quanto mais denso for o meio: as partículas perdem mais energia em meios com maior densidade electrónica (maior número atómico e maior densidade) Termo 4: contabiliza o resultado de nem todas as transferências de energia nas colisões serem idênticas e variarem entre um mínimo e um máximo (inclui ainda a correcção relativista para os electrões) 23Nov15 Instituto Superior Técnico 71
72 As transferências de energia por partículas pesadas carregadas para os electrões A 2mv 2 0 de Z e Z N ln ln 1 dl 4 mv A I de dl 2 Z 1 f v R dl de F v m 0 E 1 de dl m Z 2 1 mostra que: as perdas de energia aumentam com a carga nuclear do projéctil (as partículas da radiação) os alcances diminuem com a carga nuclear do projéctil de 1 k 0,8 k dl E mostra que: as perdas de energia diminuem com a energia do projéctil 0 1 k 1 R dl de E de E dl os alcances aumentam com a energia do projéctil 23Nov15 Instituto Superior Técnico 72
73 As transferências de energia por partículas pesadas carregadas para os electrões A 2mv 2 0 de Z e Z N ln ln 1 dl 4 mv A I 1 de Z 2mv dl A I 2 2 ln R R 1 A 2 1 A mostra que: as perdas de energia dependem do meio: em meios mais densos as perdas de energia são maiores os alcances dependem do meio: em meios mais densos os alcances são menores 23Nov15 Instituto Superior Técnico 73
74 As transferências de energia por partículas pesadas carregadas para os electrões para energias elevadas (expressão de BetheBloch) Mas, para energias elevadas de 1 k 0,8 k dl E de E k k dl 0,5 diminuem com a energia aumentam! As transferências de energia por partículas pesadas carregadas têm um máximo! 1,2 1,2 1,0 1,0 S/10 3 MeVcm 2 g 1 0,8 0,6 0,4 S/10 3 /MeVcm 2 g 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0,2 0,0 1E3 0,01 0, E e /MeV 0, E e /MeV 23Nov15 Instituto Superior Técnico 74
75 As transferências de energia por partículas pesadas carregadas para os electrões Se se incluírem as transferências de energia para os núcleos a situação não se altera fundamentalmente, excepto para energias muito baixas. Em geral as perdas de energia para os electrões são as mais significativas, dominantes. As perdas para os núcleos são muito menores e só têm importância para energias muito reduzidas, próprias de situações próximas da paragem, i.e. próximas do fim das trajectórias 23Nov15 Instituto Superior Técnico 75
76 As transferências de energia por partículas pesadas carregadas para os electrões Fica justificado assim o comportamento antes apresentado para as transferências de energia por partículas carregadas pesadas como protões e partículas alfa para a matéria com que interactuam: as distribuições de alcances bem definidas: as partículas param a profundidades que correspondem a intervalos característicos, em torno de valor médio, determinado pela partícula em movimento, energia e meio em que a partícula se move os alcances máximos bem definidos, sempre determinados pela combinação partícula, energia e meio: a transmissão é praticamente nula além destes alcances os maiores alcances de partículas com energias mais elevadas: p.ex. as maiores penetrações de protões com 5,5 MeV relativamente a protões com 2,2 MeV, no mesmo meio (pele humana, nos exemplos dados) os maiores alcances de partículas com menor carga nuclear Z: p.ex. as maiores penetrações de protões com 5,5 MeV relativamente a partículas alfa com a mesma energia, no mesmo meio a energia depositada tem um máximo, próximo do fim da trajectória: a densidade de ionização e excitação têm um máximo próximo do fim da trajectória 23Nov15 Instituto Superior Técnico 76
77 As transferências de energia por electrões para os electrões do meio Os electrões em movimento na matéria sofrem colisões com outros electrões Em cada colisão a transferência de energia pode ser significativa (uma fracção muito importante da energia inicial) Os desvios da trajectória inicial podem também ser muito grandes: as trajectórias não são rectilíneas, e portanto os alcances são mal definidos As taxas de perda de energia são menores do que para partículas pesadas: os volumes de interacção são assim maiores e as densidades de ionização e excitação correspondentemente menores As perdas de energia dos electrões por colisões elásticas (com outros electrões) podem expressarse por T T mc ln 2 2 ln 1 de e 1 Z2NA 2I mc dl C 4 0 mc A ln Há ainda que considerar as perdas por radiação: de e T mc Z 2 T mc 2 2 N A 4 4ln dl r m c A mc 3 23Nov15 Instituto Superior Técnico 77
78 As transferências de energia por partículas carregadas para os electrões De uma forma geral as perdas de energia de partículas carregadas para um meio material são dominadas pelas colisões com os electrões do meio e por radiação (bremsstrahlung) podendo descreverse pela perda específica de energia a perda de energia por unidade de comprimento (por vezes também designada impropriamente por taxa de perda de energia) ou poder de paragem S, escrevendose S = de dl = de dl colisões + de dl bremsstrahlung O primeiro termo tem expressão tanto para partículas pesadas carregadas quanto para electrões O segundo termo só é significativo para electrões p,, e e O poder de paragem mássico definese como S ρ = 1 de ρ dl 23Nov15 Instituto Superior Técnico 78
79 Paragem de neutrões na matéria Porquê? Porque nas suas interacções com os núcleos atómicos nas reacções nucleares que provocam dão origem a emissão imediata de radiação, e.g. ejecção de partículas, cisão nuclear, emissão de fotões (radiação gama) estados nucleares excitados, em geral efémeros, de que resultam a emissão de nucleões, fotões ou electrões formação de núclidos radioactivos processo designado por activação de cujo declínio resulta a emissão de diferentes radiações ionizantes: electrões (radiação beta), partículas alfa e/ou fotões (radiação gama) Conforme a energia dos neutrões, as várias interacções podem dar lugar à emissão de diferentes radiações ionizantes: 0,025 ev 100 ev: reacções de captura (n, ), com emissão de fotões com energias até 510 MeV processos de excitação molecular; 100 ev 20 kev: reacções de captura (n, ), com emissão de fotões com energias até 510 MeV ejecção de protões com energias elevadas em reacções (n,p), com p.ex. C, N, O > kev: colisões elásticas (reemissão de neutrões) ejecção de protões com energias elevadas em reacções (n,p), com p.ex. C, N, O Os processos de emissão de radiação que ocorrem em consequência das colisões com neutrões com energias entre ~100 ev e dezenas de kev resultam em elevadas densidades de ionizações e excitações no meio 23Nov15 Instituto Superior Técnico 79
80 As transferências de energia por fotões Com fotões os principais tipos de interacção que levam à transferência de energia para o meio são: Absorção fotoeléctrica: os fotões cedem toda a sua energia a electrões e desaparecem, desligandose os electrões do átomo. O átomo fica ionizado e os electrões movemse no meio inicialmente com energias iguais às energias dos fotões absorvidos subtraídas das energias de ligação dos electrões. Pode tomarse a absorção fotoeléctrica como uma colisão inelástica com um electrão. Dispersão de Compton: os fotões sofrem colisões elásticas com electrões fracamente ligados (quase livres) e cedem uma fracção da sua energia aos electrões. Destas colisões resultam fotões com menor energia e electrões em movimento no meio, com energias determinadas pela diferença entre as energias dos fotões iniciais e as energias dos fotões emitidos. Criação de pares: fotões com energias elevadas (sempre > 1022 kev) sofrem colisões com campos materiais p.ex. núcleos, átomos, etc. e a sua energia é convertida na criação de um par partículaantipartícula, em geral e mais frequentemente um electrão e um antielectrão (também chamado positrão). A criação de pares é também um fenómeno de colisão inelástica. Dispersão de Rayleigh: os fotões sofrem interacções com o conjunto dos electrões do átomo sendo reemitidos com igual energia mas em diferentes direcções de propagação. Reacções fotonucleares: o fotão incidente, de energia elevada, é capturado pelo núcleo de absorvedor que emite uma partícula, p.ex. um neutrão. Ocorre para energias > energias de separação de nucleões (e.g. neutrões). 23Nov15 Instituto Superior Técnico 80
81 As transferências de energia por fotões Com fotões os principais tipos de interacção que levam à transferência de energia para o meio são: Absorção fotoeléctrica: os fotões cedem toda a sua energia a electrões e desaparecem, desligandose os electrões do átomo. O átomo fica ionizado e os electrões movemse no meio inicialmente com energias iguais às energias dos fotões absorvidos subtraídas das energias de ligação dos electrões. Pode tomarse a absorção fotoeléctrica como uma colisão inelástica com um electrão. Dispersão de Compton: os fotões sofrem colisões elásticas com electrões fracamente ligados (quase livres) e cedem uma fracção da sua energia aos electrões. Destas colisões resultam fotões com menor energia e electrões em movimento no meio, com energias determinadas pela diferença entre as energias dos fotões iniciais e as energias dos fotões emitidos. Criação de pares: fotões com energias elevadas (sempre > 1022 kev) sofrem colisões com campos materiais p.ex. núcleos, átomos, etc. e a sua energia é convertida na criação de um par partículaantipartícula, em geral e mais frequentemente um electrão e um antielectrão (também chamado positrão). A criação de pares é também um fenómeno de colisão inelástica. Conforme a energia dos fotões assim predominam determinados tipos de interacção: < 40 kev: absorções fotoeléctricas e excitações moleculares; 40 kev 10 MeV: dispersões de Compton, originando electrões com energias elevadas > 10 MeV: criação de pares, originando electrões e positrões com energias elevadas Da emissão de electrões (e positrões) com energias elevadas resultam elevadas densidades de ionizações e excitações 23Nov15 Instituto Superior Técnico 81
82 Z (número atómico) As transferências de energia por fotões Conforme a energia dos fotões assim predominam os diferentes tipos de interacção. As fronteiras ou limites dos intervalos de energia indicados não são rígidos nem bem definidos: dependem dos números de electrões que constituem os cortejos electrónicos dos átomos depende do número atómico Z de cada átomo como se ilustra na figura Notese que de facto assim é: recorrendo aos limites indicativos dados, para fotões com ~40 kev a absorção fotoeléctrica domina as restantes interacções mas apenas para átomos com Z > 56 (i.e. o Ba ou mais pesados). Por exemplo para o Fe (Z = 26) e elementos mais leves (Z < 26) as interacções dominantes a estas energias (~40 kev) são conforme indica a figura as dispersões de Compton se se tomar o outro limite dado, i.e. fotões com energias de ~10 MeV as interacções dominantes são a criação de pares para todos os elementos com Z > 24 (i.e. para o Cr, Fe e elementos mais pesados). Mas para elementos com Z < 24, como o Ca e mais leves a estas energias as dispersões de Compton são ainda dominantes Fotoeléctrico dominante Compton dominante Criação de pares dominante Energia/MeV 23Nov15 Instituto Superior Técnico 82
83 As transferências de energia por fotões Na lâmina fina de espessura infinitesimal dx à profundidade x incidem N(x) fotões que nela interactuam por diferentes processos, com uma probabilidade de cada um ser removido do feixe dependente apenas da interacção específica mas independente da história passada (i.e. se houve ou não alguma outra interacção anterior) de forma que em dx o número de fotões removidos do feixe é proporcional ao número de fotões N(x) e a dx, sobrevivendo assim, em x + dx, o número de fotões N(x + d) dado por N x + dx = N x µn x dx i.e. N x + dx N x = dn = µn x dx do que se espera um comportamento do tipo... N(x) dx N(x+dx) N x = N 0 e μx ou N x = N x e μ(x x ) sendo um coeficiente de atenuação linear Representações gráficas da atenuação exponencial com indicação das localizações das espessuras hemiredutora e deciredutora. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 83
84 As transferências de energia por fotões Na lâmina fina de espessura infinitesimal dx à profundidade x incidem N(x) fotões que nela interactuam por diferentes processos, com uma probabilidade de cada um ser removido do feixe dependente apenas da interacção específica mas independente da história passada (i.e. se houve ou não alguma outra interacção anterior) de forma que em dx o número de fotões removidos do feixe é proporcional ao número de fotões N(x) e a dx, sobrevivendo assim, em x + dx, o número de fotões N(x + d) dado por O coeficiente de atenuação para uma energia e um dado material, contém as contribuições individuais de cada tipo de interacção, para o desaparecimento (atenuação) dos fotões do feixe, que, tratando como independentes permitem escrever N x = N 0 e τ ρ +σ ρ +κ ρ +R ρ (ρx) N(x) dx N(x+dx) Comtpon fotoeléctrico Rayleigh Cr. pares Representações gráficas da atenuação exponencial com indicação das localizações das espessuras hemiredutora e deciredutora. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 84
85 As transferências de energia por fotões Para todos estes tipos de interacções a atenuação da intensidade da radiação é exponencial: I( x) I e 0 μ E, Z x Os coeficientes de absorção relacionamse por m μ ρ μ EZ, O coeficiente mássico expressase em unidades do inverso de uma densidade superficial, p.ex. g 1 cm 2, e o coeficiente linear em unidades do inverso de um comprimento, em cm 1 (com estas a densidade é expressa em gcm 3 ) Com atenuações de intensidades com este comportamento a penetração da radiação e a energia efectivamente transferida não têm um confinamento bem definido. É por isso costume definiremse as espessuras de material ou profundidades no meio que provocam atenuações de factores 2 e 10, que se podem designar respectivamente por espessuras semiredutoras (ou hemiredutoras) e deciredutoras (do inglês halfvalue layer, HVL e tenthvalue layer, TVL, respectivamente): I(x)/I 0 I(x)/I 0 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0, x 1/2 = ln2 ~ 0,7 I(x 1/2 )/I 0 = 1/2 x 1/10 = ln10 ~ 2,3 I(x 1/10 )/I 0 = 1/10 I( x) I e x/x 1/2 = 1 x/x 1/2 = 3,3 I(x/x 1/2 )/I 0 = 1/2 I(x/x 1/2 )/I 0 = 1/10 0 μ x m xρ x x 1/2 1/10 HVL ln 2 / μ x ln10 TVL ln10 / μ x1/2 ln 2 1/10 3, x/x 1/2 23Nov15 Instituto Superior Técnico 85
86 Absorção fotoeléctrica Sendo E = h a energia dos fotões, a energia cinética dos electrões ejectados de uma camada interior, p.ex. a camada K, é dada por EK E E K h E K B A energia transferida para estes electrões (na forma de energia cinética) é em média EK h PK ωke B P K representa a fracção de ionizações (aqui na camada K, que é tipicamente de 1 a 0,8), e w K representa o rendimento de fluorescência (nas transições para, no caso, esta camada K) Estes fenómenos de absorção fotoeléctrica contribuem para as transferência de energia e também para a atenuação de intensidade do feixe A secção eficaz a probabilidade de ocorrência destas interacções depende dos átomos com os quais se dão, i.e. do número de electrões Z (a dependência difere consoante se trata de calcular coeficientes lineares ou mássicos ou de atenuação), e pode expressarse como proporcional a uma potência de Z: K B coef. abs. linear Energia/cm 1 fotoeléctrica Produção de pares fel lin Z Z 4 fel 3 m Energia/MeV Representação gráfica ilustrativa das contribuições de cada um dos tipos de interacções para a atenuação da radiação incidente, em função da sua energia. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 86
87 Absorção fotoeléctrica A probabilidade da interacção aumenta: em função do número atómico do absorvedor quando a energia do fotão é próxima da do nível K, L, do absorvedor coef. abs. linear Energia/cm 1 fotoeléctrica Produção de pares Energia/MeV Representação gráfica ilustrativa das contribuições de cada um dos tipos de interacções para a atenuação da radiação incidente, em função da sua energia. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 87
88 E e /E máxima e média Dispersão de Compton Sendo E = h a energia dos fotões, depois de uma colisão (elástica) com um electrão (fracamente ligado) o fotão é desviado de um ângulo q e fica com uma energia E = h < E, o electrão adquire uma energia cinética E e E 1 cosθ E E E E 1 1 cos θ 1 1 cos θ 2 1 mc e e e E E 2 2 mec mec Estes fenómenos contribuem para a transferência de energia e atenuação de intensidade do feixe Fracção máxima Fracção média coef. abs. linear Energia/cm 1 fotoeléctrica Produção de pares Energia/MeV Variação das fracções máxima e média das energias dos fotões transferidas para os electrões em colisões de Compton, em função da energia dos fotões Energia/MeV 23Nov15 Instituto Superior Técnico 88
89 Produção de pares Sendo E = h > 1,022 MeV a energia dos fotões, estes poderão dar origem à criação de um par electrãopositrão, ficando as duas partículas do par com energia cinética total igual ao excesso relativamente ao valor de 1,022 MeV. E e 2 2mec 1,022 MeV E h m c 2 e 2 A criação de pares contribui para a transferência de energia e atenuação de intensidade do feixe. É o principal mecanismo a energias muito elevadas. A secção eficaz a probabilidade de ocorrência destas interacções depende dos átomos com os quais se dão, i.e. do número de electrões Z (a dependência difere consoante se trata de calcular coeficientes lineares ou mássicos ou de atenuação), e pode expressarse como proporcional a uma potência de Z: coef. abs. linear Energia/cm 1 par lin Z 2 par m Z fotoeléctrica Produção de pares Energia/MeV Representação gráfica ilustrativa das contribuições de cada um dos tipos de interacções para a atenuação da radiação incidente, em função da sua energia. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 89
90 Dispersão coerente (dispersão de Rayleigh) Na dispersão coerente ou dispersão de Rayleigh a energia dos fotões não é alterada: E E A dispersão de Rayleigh não contribui para a transferência de energia, contribui para a atenuação da intensidade do feixe A secção eficaz destas interacções depende dos átomos com os quais se dão, i.e. do número de electrões Z (a dependência difere consoante se trata de calcular coeficientes lineares ou mássicos ou de atenuação), e pode expressarse como proporcional a uma potência de Z: 2 Z Z R R lin m 2 E E coef. abs. linear Energia/cm 1 fotoeléctrica Produção de pares Energia/MeV Representação gráfica ilustrativa das contribuições de cada um dos tipos de interacções para a atenuação da radiação incidente, em função da sua energia. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 90
91 Total O efeito total dos vários processos de interacção expressase pela soma de todos os coeficientes intervenientes, os coeficientes de absorção e de atenuação no que respeita à transferência de energia e redução de intensidade do feixe que se designarão por tr e respectivamente: μ fel C par R C par fel C par fel E K C E e par E e μ tr tr tr tr hv hv hv No que respeita à energia transferida para o meio este último pode escreverse como: μ tr C fel hv PKw KE (K) C E e par 2 e B hv m c hv hv hv Evidentemente os coeficientes mássicos escrevemse a partir destes dividindo pela densidade. No caso do cálculo da energia transferida para o sistema e nele absorvida tem que terse em conta a energia que se possa perder por radiação. Se essa contribuição radiativa for uma fracção f rad do total, então finalmente 2 coef. abs. linear Energia/cm 1 fotoeléctrica Produção de pares μabs μtr 1 ρ ρ f rad Energia/MeV Representação gráfica ilustrativa das contribuições de cada um dos tipos de interacções para a atenuação da radiação incidente, em função da sua energia. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 91
92 No que respeita às perdas de energia pelos fotões podese resumir com o seguinte quadro: Tipo de interacção Absorção fotoeléctrica Com o átomo (electrão ligados) Dispersão de Compton Com os electrões (quase) livres Destino do fotão Aniquilação Dispersão (incoerente) Criação de pares Com o (campo do) núcleo Aniquilação Dependência em E (h 3 Diminui com E Aumenta com E Dispersão de Rayleigh Com os electrões (ligados) Dispersão (coerente) (h 2 Limiar Não tem Não tem 2m e c 2 Não tem Atenuação linear Partículas emitidas fotoelectrão electrão de recuo par electrãopositrão Dependência de em Z Dependência de / em Z Energia média transferida Efeito subsequente Z 4 Z Z 2 Z 2 Z 3 independente Z Z RaiosX característicos Electrões de Auger RaiosX característicos Electrões de Auger Radiação de aniquilação 23Nov15 Instituto Superior Técnico 92 0 Nenhum
93 Exemplos de aplicação Exercício: qual a espessura necessária de betão e de chumbo para reduzir o número de fotões de um feixe de 500 kev para um quarto do valor inicial? Compare as espessuras em cm e em g.cm 2. Repita o exercício para fotões de 1.5 MeV. Betão Chumbo /gcm 3 2,35 11,40 //gcm kev 0,089 0,150 //g 1 cm kev 0,052 0,051 Resolução: 1 N x = N 0 e μ ρ ρx ρ ln N N x = 0 Use na forma µ com os valores dados para 500 kev, para betão ρ e obtenha: 1 2,35 gcm 3 ln 0,25 ln 0,25 x = 8,089 g 1 cm 2 = 6,63 cm e xρ = 8,089 g 1 = 15,6 gcm 2 cm2 Repita para o chumbo 23Nov15 Instituto Superior Técnico 93
94 Exemplos de aplicação Exercício: qual a espessura necessária de betão e de chumbo para reduzir o número de fotões de um feixe de 500 kev para um quarto do valor inicial? Resolução: Compare as espessuras em cm e em g.cm 2. Repita o exercício para fotões de 1.5 MeV. Repita para o chumbo para 1500 kev: Betão Chumbo /gcm 3 2,35 11,40 //gcm kev 0,089 0,150 //g 1 cm kev 0,052 0, kev Betão Chumbo x/cm 6,83 0,811 x/cm 2 15,6 9, ,40 gcm 3 ln 0,25 ln 0,25 x = 0,051 g 1 cm 2 = 2,38 cm e xρ = 0,051 g 1 = 27,2 gcm 2 cm2 Repita para o betão 23Nov15 Instituto Superior Técnico 94
95 Exemplos de aplicação Exercício: qual a espessura necessária de betão e de chumbo para reduzir o número de fotões de um feixe de 500 kev para um quarto do valor inicial? Resolução: Compare as espessuras em cm e em g.cm 2. Repita o exercício para fotões de 1.5 MeV. Betão Chumbo /gcm 3 2,35 11,40 //gcm kev 0,089 0,150 //g 1 cm kev 0,052 0, kev Betão Chumbo x/cm 6,83 0,811 x/cm 2 15,6 9, kev Betão Chumbo x/cm 11,4 2,38 x/cm 2 26,8 27,2 23Nov15 Instituto Superior Técnico 95
96 Em física das radiações e dosimetria o conhecimento das interacções, como se processam que consequências têm e sobretudo como ocorrem as transferências de energia para o meio são, evidentemente, muito importantes. A medida quantitativa desses efeitos é igualmente importante Essa medida pode exprimirse de diferentes modos, um dos mais informativos é concretizado através da grandeza dose. Esta grandeza expressa a quantidade de energia depositada no meio pela radiação que nele incide por unidade de massa do mesmo Para essa expressão recorrese à taxa ou razão de transferência de energia da radiação i.e. às perdas de energia por unidade de comprimento para o meio, precisamente a grandeza que se tem vindo a calcular, na forma 1 ρ de dl col. (em unidades de em MeVcm 2 g 1 ou em Jcm 2 g 1 ) pertinente às colisões (i.e. excluindo processos radiativos que conduzam à transferência de energia para fora do meio). A dose a energia depositada por unidade de massa no meio pela radiação é assim expressa como: 1 de D ρ dl e tem unidades de Jkg 1 (no SI). A dose, como o mostra a expressão, é proporcional à fluência da radiação (em cm 2 ou equivalente). C Este conceito e a sua expressão mostram e consolidam a importância do conhecimento das perdas de energia que dependem da natureza e energia da radiação, e da natureza do meio mas também da intensidade da radiação. 23Nov15 Instituto Superior Técnico 96
0.1 Introdução Conceitos básicos
Laboratório de Eletricidade S.J.Troise Exp. 0 - Laboratório de eletricidade 0.1 Introdução Conceitos básicos O modelo aceito modernamente para o átomo apresenta o aspecto de uma esfera central chamada
FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA. Proº. Lillian Lemos E-mail: [email protected]
FÍSICA APLICADA A RADIOLOGIA Proº. Lillian Lemos E-mail: [email protected] ESTADOS DA MATÉRIA Três tipos: -Estado Fundamental -Estado Excitado -Estado Ionizado ESTADOS DA MATÉRIA Estado Fundamental:
Resolução Comentada Unesp - 2013-1
Resolução Comentada Unesp - 2013-1 01 - Em um dia de calmaria, um garoto sobre uma ponte deixa cair, verticalmente e a partir do repouso, uma bola no instante t0 = 0 s. A bola atinge, no instante t4, um
Corrente elétrica, potência, resistores e leis de Ohm
Corrente elétrica, potência, resistores e leis de Ohm Corrente elétrica Num condutor metálico em equilíbrio eletrostático, o movimento dos elétrons livres é desordenado. Em destaque, a representação de
QUÍMICA (2ºBimestre 1ºano)
QUÍMICA (2ºBimestre 1ºano) TABELA PERIÓDICA ATUAL Exemplo: Se o K (potássio) encontra-se no 4º período ele possui 4 camadas. Nº atômico = Z 19 K-2; L-8, M-8; N-1 Propriedades gerais dos elementos Metais:
Problemas de Termodinâmica e Estrutura da Matéria
Problemas de Termodinâmica e Estrutura da Matéria 5 a série 5.1) O filamento de tungsténio de uma lâmpada incandescente está à temperatura de 800 C. Determine o comprimento de onda da radiação emitida
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA. Redes de Telecomunicações (2006/2007)
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA Redes de Telecomunicações (2006/2007) Engª de Sistemas e Informática Trabalho nº4 (1ª aula) Título: Modelação de tráfego utilizando o modelo de Poisson Fundamentos teóricos
5.4 Evolução pós-sp: estrelas pequena massa
AST434: C5-31/68 5.4 Evolução pós-sp: estrelas pequena massa O termo estrelas de pequena massa refere-se às estrelas que ocupam a zona inferior direita da Sequência Principal. Devido ao valor da massa
Modelagem simultânea do óptico e raios X de CP Tuc
Modelagem simultânea do óptico e raios X de CP Tuc Karleyne M. G. Silva C. V. Rodrigues (Orientadora), J. E. R. Costa, C. A. de Souza, D. Cieslinski e G. R. Hickel Resumo Polares são uma subclasse de variáveis
1 Circuitos Pneumáticos
1 Circuitos Pneumáticos Os circuitos pneumáticos são divididos em várias partes distintas e, em cada uma destas divisões, elementos pneumáticos específicos estão posicionados. Estes elementos estão agrupados
FÍSICA RADIOLOGICA. Prof. Emerson Siraqui
FÍSICA RADIOLOGICA Prof. Emerson Siraqui RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA Para concluirmos o que é radiações de forma bem simples é um transporte de energia que se propaga a partir de uma fonte em todas direções.
Introd. Física Médica 2012
Introd. Física Médica 2012 Aula 3 Produção de RX Produção de Raios X Os RX são produzidos quando elétrons são acelerados por DDP da ordem de 10 3 a 10 6 V e colidem com alvos metálicos (Fig. 4). Bremsstrahlung
Microscopia eletrônica de Transmissão: Aspectos básicos e aplicações. Douglas Rodrigues Miquita Centro de Microscopia da UFMG
Microscopia eletrônica de Transmissão: Aspectos básicos e aplicações. Douglas Rodrigues Miquita Centro de Microscopia da UFMG Parte I Introdução aos aspectos básicos Por que precisamos de TEM 2 Prólogo
Física e Química A. Teste Intermédio de Física e Química A. Teste Intermédio. Versão 1. Duração do Teste: 90 minutos 10.03.2010
Teste Intermédio de Física e Química A Teste Intermédio Física e Química A Versão 1 Duração do Teste: 90 minutos 10.03.2010 10.º Ano de Escolaridade Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Na folha de
Ondas EM no Espaço Livre (Vácuo)
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações ELM20704 Eletromagnetismo Professor: Bruno Fontana da Silva 2014-1 Ondas EM
22/Abr/2015 Aula 15. 17/Abr/2015 Aula 14
17/Abr/2015 Aula 14 Introdução à Física Quântica Radiação do corpo negro; níveis discretos de energia. Efeito foto-eléctrico: - descrições clássica e quântica - experimental. Efeito de Compton. 22/Abr/2015
Capítulo 5. Sensores Digitais
Sensores Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson Capítulo 5 Sensores Digitais Capítulo 5 Codificador Incremental de Posição Capítulo 5 Codificador Incremental
DISTRIBUIÇÕES ESPECIAIS DE PROBABILIDADE DISCRETAS
VARIÁVEIS ALEATÓRIAS E DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADES 1 1. VARIÁVEIS ALEATÓRIAS Muitas situações cotidianas podem ser usadas como experimento que dão resultados correspondentes a algum valor, e tais situações
AULA 07 Distribuições Discretas de Probabilidade
1 AULA 07 Distribuições Discretas de Probabilidade Ernesto F. L. Amaral 31 de agosto de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à estatística. 10 ª ed. Rio de Janeiro:
Correção da ficha de trabalho N.º3
Correção da ficha de trabalho N.º3 1- Classifique as afirmações seguintes em verdadeiras ou falsas, corrigindo estas últimas: A. A passagem de um átomo de um estado excitado ao estado fundamental é acompanhada
SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FÍSICA 2 a Etapa SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO. Leia atentamente as instruções que se seguem. 1 - Este Caderno de Provas contém seis questões, constituídas de itens e subitens,
FÍSICA. A) 2 J B) 6 J C) 8 J D) 10 J E) Zero. A) 6,2x10 6 metros. B) 4,8x10 1 metros. C) 2,4x10 3 metros. D) 2,1x10 9 metros. E) 4,3x10 6 metros.
FÍSICA 16) Numa tempestade, ouve-se o trovão 7,0 segundos após a visualização do relâmpago. Sabendo que a velocidade da luz é de 3,0x10 8 m/s e que a velocidade do som é de 3,4x10 2 m/s, é possível afirmar
Física I 2010/2011. Aula12 Centro de Massa e Momento Linear II
Física I 2010/2011 Aula12 Centro de Massa e Momento Linear II Sumário Colisões Momento linear e energia cinética em colisões Colisões inelásticas a uma dimensão Colisões elásticas a uma dimensão Colisões
Versão 2. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.
Teste Intermédio de Física e Química A Versão Teste Intermédio Física e Química A Versão Duração do Teste: 90 minutos 30.05.01 10.º Ano de Escolaridade Decreto-Lei n.º 74/004, de 6 de março Na folha de
Acidentes de origem eléctrica em Portugal
0. Introdução Este relatório é o resultado do registo dos acidentes e incidentes de origem eléctrica que foram noticiados pela imprensa nos serviços online a nível nacional no ano de 2011, à imagem dos
WWW.RENOVAVEIS.TECNOPT.COM
Energia produzida Para a industria eólica é muito importante a discrição da variação da velocidade do vento. Os projetistas de turbinas necessitam da informação para otimizar o desenho de seus geradores,
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA ENG 008 Fenômenos de Transporte I A Profª Fátima Lopes
Equações básicas Uma análise de qualquer problema em Mecânica dos Fluidos, necessariamente se inicia, quer diretamente ou indiretamente, com a definição das leis básicas que governam o movimento do fluido.
PERMUTADOR DE PLACAS TP3
PERMUTADOR DE PLACAS TP3 LABORATÓRIOS DE ENGENHARIA QUÍMICA I (2009/2010 1. Objectivos Determinação de coeficientes globais de transferência de calor num permutador de calor de placas. Cálculo da eficiência
Decreto-Lei nº139 /2012, de 5 de junho, alterado pelo Despacho Normativo n.º1-g/2016
Informação - Prova de Equivalência à Frequência de Físico-Química 3.º Ciclo do Ensino Básico Decreto-Lei nº139 /2012, de 5 de junho, alterado pelo Despacho Normativo n.º1-g/2016 Prova 11 (2016) Duração
Tratamento de efluentes
Tratamento de efluentes Aguas residuais não devem ser rejeitadas antes de tratamento adequado industriais / urbanas / agrícolas ETAR - estação de tratamento de águas residuais Objectivo: eliminação de
Resolução Comentada Fuvest - 1ª fase 2014
Resolução Comentada Fuvest - 1ª fase 2014 01 - Em uma competição de salto em distância, um atleta de 70kg tem, imediatamente antes do salto, uma velocidade na direção horizontal de módulo 10m/s. Ao saltar,
Álgebra Linear Aplicada à Compressão de Imagens. Universidade de Lisboa Instituto Superior Técnico. Mestrado em Engenharia Aeroespacial
Álgebra Linear Aplicada à Compressão de Imagens Universidade de Lisboa Instituto Superior Técnico Uma Breve Introdução Mestrado em Engenharia Aeroespacial Marília Matos Nº 80889 2014/2015 - Professor Paulo
Reflexão e Refracção (7)ë
Arco -Íris Reflexão e Refracção (7)ë O índice de refracção do meio (por ex. água) depende ligeiramente do comprimento de onda da luz Resulta daí a separação das cores no arco-íris! 10 Arco -Íris (cont.)ë
LABORATÓRIO DE CONTROLE I SINTONIA DE CONTROLADOR PID
UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO COLEGIADO DE ENGENHARIA ELÉTRICA LABORATÓRIO DE CONTROLE I Experimento 6: SINTONIA DE CONTROLADOR PID COLEGIADO DE ENGENHARIA ELÉTRICA DISCENTES: Lucas Pires
Diagramas de Fases. Rui Vilar Professor Catedrático
Diagramas de Fases Rui Vilar Professor Catedrático 1 Definições Fase: porção de matéria física e quimicamente homogénea, com composição e estrutura cristalina próprias. As diversas fases de um sistema
-ESTRUTURA VIÁRIA TT048 SUPERELEVAÇÃO
INFRAINFRA -ESTRUTURA VIÁRIA TT048 SUPERELEVAÇÃO Profa. Daniane Franciesca Vicentini Prof. Djalma Pereira Prof. Eduardo Ratton Profa. Márcia de Andrade Pereira DEFINIÇÕES CORPO ESTRADAL: forma assumida
Como realizar um exame com o sistema TEB ECGPC:
Como realizar um exame com o sistema TEB ECGPC: Colocar todos os cabos no paciente na respectiva ordem: POSIÇÃO CÓDIGO COR Braço direito RA Vermelha Braço esquerdo LA Amarela Perna esquerda LL Verde Perna
Distribuição Eletrônica- Aula Cursinho TRIU- 21/05/12. Elétrons. K (n=1) L(n=2) M(n=3) N(n=4) O(n=4) P(n=5) Q(n=6) 2 8 18 32 32 18 8
Cursinho pré-vestibular- TRIU Prof: Luciana Assis Terra Distribuição Eletrônica- Aula Cursinho TRIU- 21/05/12 Átomo Núcleo Eletrosfera Elétrons Eletrosfera Camadas (níveis) Subcamadas (subníveis) Obs:
Unidade 3 Função Afim
Unidade 3 Função Afim Definição Gráfico da Função Afim Tipos Especiais de Função Afim Valor e zero da Função Afim Gráfico definidos por uma ou mais sentenças Definição C ( x) = 10. x + Custo fixo 200 Custo
7. A importância do aterramento na Qualidade da Energia.
7. A importância do aterramento na Qualidade da Energia. Em primeiro lugar é preciso esclarecer o que significa e para que serve o aterramento do sistema elétrico. Ao contrário do que é usual considerar,
Inteligência Artificial
Inteligência Artificial Aula 7 Programação Genética M.e Guylerme Velasco Programação Genética De que modo computadores podem resolver problemas, sem que tenham que ser explicitamente programados para isso?
Aula 5. Uma partícula evolui na reta. A trajetória é uma função que dá a sua posição em função do tempo:
Aula 5 5. Funções O conceito de função será o principal assunto tratado neste curso. Neste capítulo daremos algumas definições elementares, e consideraremos algumas das funções mais usadas na prática,
Classificação Periódica dos Elementos
Classificação Periódica dos Elementos 1 2 3 1 Massa atômica relativa. A incerteza no último dígito é 1, exceto quando indicado entre parênteses. Os valores com * referemse Número Atômico 18 ao isótopo
Gabarito - Química - Grupo A
1 a QUESTÃO: (1,5 ponto) Avaliador Revisor A estrutura dos compostos orgânicos começou a ser desvendada nos meados do séc. XIX, com os estudos de ouper e Kekulé, referentes ao comportamento químico do
Avaliação Teórica II Seleção Final 2015 Olimpíadas Internacionais de Física 16 de Abril 2015
Caderno de Questões Teoria II Instruções 1. Este caderno de questões contém NOVE folhas, incluindo esta com as instruções. Confira antes de começar a resolver a prova. 2. A prova é composta por QUATRO
Primeira Série de Física de Partículas
Primeira Série de Física de Partículas João Pela, n o 52270 ; Manuel Nascimento n o 52294 13) Uma partícula A com energia A colide com partículas B em repouso produzindo-se n partículas C 1, C 2,..., C
Projeto 10Envolver. Nota Técnica
Nota Técnica Referência: Análise dos dados do componente Educação do Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios de 2013 (Atlas do Desenvolvimento Humano 2013, PNUD, IPEA, FJP) para os municípios incluídos
1-Eletricidade básica
SENAI 1 1-Eletricidade básica 1.1 - Grandezas Elétricas: 1.1 - Carga Elétrica, Tensão Elétrica, Corrente Elétrica, Resistência Elétrica; 1.2 - Leis de Ohm: 1.2.1-1 a Lei de Ohm 1.2.2 múltiplos e submúltiplos
FÍSICA - 2 o ANO MÓDULO 17 ELETRODINÂMICA: CORRENTE ELÉTRICA, RESISTORES E LEI DE OHM
FÍSICA - 2 o ANO MÓDULO 17 ELETRODINÂMICA: CORRENTE ELÉTRICA, RESISTORES E LEI DE OHM A B FALTA DE CARGAS NEGATIVAS EXCESSO DE CARGAS NEGATIVAS A V A + - B V B U = V A - V B E A B U = V A - V B A + - B
Apostila de Física 12 Leis da Termodinâmica
Apostila de Física 12 Leis da Termodinâmica 1.0 Definições Termodinâmica estuda as relações entre as quantidades de calor trocadas e os trabalhos realizados num processo físico, envolvendo um/um sistema
Abril de 2008. Daniela Alexandra Diogo
O Abril de 2008 Daniela Alexandra Diogo 16 1 Ambos os métodos podem criar severos danos ambientais, portanto, devem ser muito bem controlados. Conclusão Com este trabalho aprendemos que a água é muito
4.1. Tabela Periódica e a configuração electrónica dos elementos
4.1. Tabela Periódica e a configuração electrónica dos elementos Breve história O químico alemão Johann Döbereiner, por volta de 1830, descobriu que havia conjuntos de três elementos com propriedades semelhantes
Aula 4-Movimentos,Grandezas e Processos
Movimentos de Corte Os movimentos entre ferramenta e peça durante a usinagem são aqueles que permitem a ocorrência do processo de usinagem.convencionalmente se supõe a peça parada e todo o movimento sendo
A eficiência encontra a performance. MAN TGX como novos motores D38.
A eficiência encontra a performance. MAN TGX como novos motores D38. UMA NOVA DIMENSÃO DE PERFORMANCE. Algum do equipamento apresentado nesta brochura não é fornecido de série. 2. Fahrerhaus Fahrerhaus.
Propriedades Térmicas. DEMEC TM229 Prof. Adriano Scheid Callister Cap. 19
DEMEC TM229 Prof. Adriano Scheid Callister Cap. 19 Entende-se como propriedade térmica como a resposta de um material à aplicação de calor. À medida que um sólido absorve energia na forma de calor, a sua
Propriedades Elétricas do Materiais
Propriedades Elétricas do Materiais Por que estudar propriedades elétricas dos materiais? Apreciação das propriedades elétricas de materiais é muitas vezes importante, quando na seleção de materiais e
Acionamento de Motores: PWM e Ponte H
Warthog Robotics USP São Carlos www.warthog.sc.usp.br [email protected] Acionamento de Motores: PWM e Ponte H Por Gustavo C. Oliveira, Membro da Divisão de Controle (2014) 1 Introdução Motores são máquinas
UTILIZAÇÃO DE SENSORES CAPACITIVOS PARA MEDIR UMIDADE DO SOLO.
UTILIZAÇÃO DE SENSORES CAPACITIVOS PARA MEDIR UMIDADE DO SOLO. Silveira, Priscila Silva; Valner Brusamarello. Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS Av. Osvaldo Aranha, 103 - CEP: 90035-190 Porto
Unidade 1 Energia no quotidiano
Escola Secundária/3 do Morgado de Mateus Vila Real Componente da Física Energia Do Sol para a Terra Física e Química A 10º Ano Turma C Ano Lectivo 2008/09 Unidade 1 Energia no quotidiano 1.1 A energia
MICROFONE E ALTIFALANTE
MICROFONE E ALTIFALANTE Um microfone é um transdutor que transforma energia mecânica (onda sonora) em energia elétrica (sinal elétrico de corrente alternada). O altifalante é um transdutor que transforma
Aluno: Disciplina: FÍSICA. Data: ELETROSTÁTICA
LISTA DE EXERCÍCIOS ELETRICIDADE ENSINO MÉDIO Aluno: Série: 3 a Professor: EDUARDO Disciplina: FÍSICA Data: ELETROSTÁTICA 1) (Unicamp-SP) Duas cargas elétricas Q 1 e Q 2 atraem-se quando colocadas próximas
Física Experimental III
Física Experimental III Unidade 4: Circuitos simples em corrente alternada: Generalidades e circuitos resistivos http://www.if.ufrj.br/~fisexp3 agosto/26 Na Unidade anterior estudamos o comportamento de
Centro Universitário Anchieta
1) Um elemento da família 2 da tabela periódica forma um composto com o flúor. A massa molar desse composto é 78,074g. Escreva a fórmula e o nome do composto. O composto formado entre flúor e um elemento
Análise Qualitativa no Gerenciamento de Riscos de Projetos
Análise Qualitativa no Gerenciamento de Riscos de Projetos Olá Gerente de Projeto. Nos artigos anteriores descrevemos um breve histórico sobre a história e contextualização dos riscos, tanto na vida real
INSCRIÇÕES MESTRADO/DOUTORADO 1º SEMESTRE DE 2016
EDITAL DE SELEÇÃO INSCRIÇÕES MESTRADO/DOUTORADO 1º SEMESTRE DE 2016 As inscrições para o ingresso no Mestrado e Doutorado do 1o. Semestre de 2016 estarão abertas a partir de 15 de setembro a 30 de outubro/2015.
M =C J, fórmula do montante
1 Ciências Contábeis 8ª. Fase Profa. Dra. Cristiane Fernandes Matemática Financeira 1º Sem/2009 Unidade I Fundamentos A Matemática Financeira visa estudar o valor do dinheiro no tempo, nas aplicações e
Condução. t x. Grupo de Ensino de Física da Universidade Federal de Santa Maria
Condução A transferência de energia de um ponto a outro, por efeito de uma diferença de temperatura, pode se dar por condução, convecção e radiação. Condução é o processo de transferência de energia através
COMPORTAMENTO TÉRMICO DOS GASES
COMPORTAMENTO TÉRMICO DOS GASES 1 T.1 (CESCEM/66) Em uma transformação isobárica, o diagrama de pressão volume de um gás perfeito: a) é uma reta paralela ao eixo das pressões; b) é uma hipérbole equilátera;
Apostila 1 Física. Capítulo 3. A Natureza das Ondas. Página 302. Gnomo
Apostila 1 Física Capítulo 3 Página 302 A Natureza das Ondas Classificação quanto a natureza Ondas Mecânicas São ondas relacionadas à oscilação das partículas do meio. Portanto, exige a presença de meio
Eletrólise. Energia elétrica. Energia química. pilhas
Universidade Federal do Acre Engenharia Agronômica Pet - Agronomia Petiana: Tatiane Almeida Tutor: José Ribamar Torres Conceito ELETROQUÍMICA Energia química eletrólise pilhas Energia elétrica Transformação
O irmão do aço. Obtendo o ferro fundido
O irmão do aço Na segunda aula deste módulo, quando nós estudamos a classificação dos materiais, você aprendeu que eles são divididos em dois grupos: os materiais ferrosos e os materiais não-ferrosos.
Ao considerar o impacto ambiental das empilhadeiras, observe toda cadeia de suprimentos, da fonte de energia ao ponto de uso
Energia limpa Ao considerar o impacto ambiental das empilhadeiras, observe toda cadeia de suprimentos, da fonte de energia ao ponto de uso Empilhadeira movida a hidrogênio H oje, quando se trata de escolher
INTRODUÇÃO. Noções preliminares. Um pouco de matemática. 100 Pb
INTRODUÇÃO Este artigo pretende criar no leitor uma percepção física do funcionamento de um controle PID, sem grandes análises e rigorismos matemáticos, visando introduzir a técnica aos iniciantes e aprimorar
A unidade de freqüência é chamada hertz e simbolizada por Hz: 1 Hz = 1 / s.
Movimento Circular Uniforme Um movimento circular uniforme (MCU) pode ser associado, com boa aproximação, ao movimento de um planeta ao redor do Sol, num referencial fixo no Sol, ou ao movimento da Lua
UNIDADE 3 - COORDENAÇÃO ATÔMICA
A força de repulsão entre os elétrons de dois átomos, quando estão suficientemente próximos, é responsável, em conjunto com as forças de atração, pela posição de equilíbrio dos átomos na ligação química
MÓDULO 2 Topologias de Redes
MÓDULO 2 Topologias de Redes As redes de computadores de modo geral estão presentes em nosso dia adia, estamos tão acostumados a utilizá las que não nos damos conta da sofisticação e complexidade da estrutura,
ANIMAIS zoonoses (tuberculose; salmonelose; listeriose; brucelose; hidatidose BSE e outras ETT Resíduos de pesticidas e medicamentos veterinários Dioxinas Contaminação radioactiva PEIXE Metais pesados
Lista de Exercício de Química - N o 6
Lista de Exercício de Química - N o 6 Profa. Marcia Margarete Meier 1) Arranje em ordem crescente de energia, os seguintes tipos de fótons de radiação eletromagnética: raios X, luz visível, radiação ultravioleta,
FONTES DE ENERGIA. Energia. [Do gr. energéia, pelo lat. energia]. 1. Maneira como se
Energia. [Do gr. energéia, pelo lat. energia]. 1. Maneira como se exerce uma força. 2. Força moral; firmeza. 3. Vigor, força. 4. Filos. Segundo Aristóteles, o exercício mesmo da atividade, em oposição
Uso de escalas logaritmicas e linearização
Uso de escalas logaritmicas e linearização Notas: Rodrigo Ramos 1 o. sem. 2015 Versão 1.0 Obs: Esse é um texto de matemática, você deve acompanhá-lo com atenção, com lápis e papel, e ir fazendo as coisas
Curso de Dermocosmética
Curso de Dermocosmética Módulo 3 - Fotoproteção Formador: Pedro Miranda [email protected] Curso de Dermocosmética Módulo 3 - Fotoproteção 1ª Sessão Formador: Pedro Miranda Índice: 1. Introdução:...
2 Conceitos Básicos. onde essa matriz expressa a aproximação linear local do campo. Definição 2.2 O campo vetorial v gera um fluxo φ : U R 2 R
2 Conceitos Básicos Neste capítulo são apresentados alguns conceitos importantes e necessários para o desenvolvimento do trabalho. São apresentadas as definições de campo vetorial, fluxo e linhas de fluxo.
CONFIGURAÇÕES ELETRÔNICAS E PERIODICIDADE QUÍMICA
CONFIGURAÇÕES ELETRÔNICAS E PERIODICIDADE QUÍMICA A tabela periódica é o guia para a ordem na qual os orbitais são preenchidos. Ela está estruturada de forma que os elementos com o mesmo padrão de configurações
Controlador portátil de pressão baixa Modelo CPC2000
Tecnologia de calibração Controlador portátil de pressão baixa Modelo CPC2000 WIKA folha de dados CT 27.51 Aplicações Calibração portátil de instrumentos de medição de baixas pressões Geração de baixas
2 Conceitos de transmissão de dados
2 Conceitos de transmissão de dados 2 Conceitos de transmissão de dados /24 2. Características dos sinais digitais 2. Características dos sinais digitais 2/24 Características dos sinais digitais Sinal
Exercícios Johnson 1960
11 2732 - É dado um motor elétrico de corrente contínua. Sua resistência interna é 0,10 ohm. Ele opera normalmente sob tensão de 100 volts. Mediante condutores elétricos e fusíveis adequados, liga-se o
PEQUENAS EMPRESAS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS TENDÊNCIAS E PRÁTICAS ADOTADAS PELAS EMPRESAS BRASILEIRAS
PEQUENAS EMPRESAS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS TENDÊNCIAS E PRÁTICAS ADOTADAS PELAS EMPRESAS BRASILEIRAS EMENTA O presente estudo tem por finalidade abordar o comportamento recente das pequenas empresas na
Considerando as cores como luz, a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores, enquanto o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser
Noções de cores Cor é como o olho dos seres vivos animais interpreta a reemissão da luz vinda de um objeto que foi emitida por uma fonte luminosa por meio de ondas eletromagnéticas; Corresponde à parte
Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março. Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março
EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março Prova Escrita de Física e Química A Prova Escrita
Eficiência Energética e Certificação de Edifícios
Eficiência Energética e Certificação de Edifícios DIA DA ENERGIA Energias Renováveis e Eficiência Energética nos Edifícios Instituto Universitário da Maia 29 de Maio de 2015 FRANCISCO PASSOS DIREÇÃO DE
RAIOS-X. aspectos gerais J.R. Kaschny (2013)
RAIOS-X aspectos gerais J.R. Kaschny (2013) Introdução Os raios X são emissões eletromagnéticas de natureza semelhante à luz visível. Seu comprimento de onda vai de 0,05 Å até dezenas de angstrons, descobertos
Veracel Celulose S/A Programa de Monitoramento Hidrológico em Microbacias Período: 2006 a 2009 RESUMO EXECUTIVO
Veracel Celulose S/A Programa de Monitoramento Hidrológico em Microbacias Período: 2006 a 2009 RESUMO EXECUTIVO Alcançar e manter índices ótimos de produtividade florestal é o objetivo principal do manejo
Elight + IPL + Rádiofrequência + Laser Díodo_02
Elight + IPL + Rádiofrequência + Laser Díodo_02 1. ELIGHT (IPL COM RÁDIOFREQUÊNCIA, 8 FILTROS) 2. RÁDIOFREQUÊNCIA TRIPOLAR CORPO & ROSTO 3. LASER DÍODO CORPO & ROSTO Elimina celulite e gordura localizada
SÍNTESE DE ZEÓLITAS DO TIPO 4A A PARTIR DE CINZAS VOLANTES: QUANTIFICAÇÃO DE METAIS TRAÇOS NA MATÉRIA-PRIMA E NO PRODUTO FINAL
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Faculdade de Química Laboratório de Química Analítica Ambiental LQAmb SÍNTESE DE ZEÓLITAS DO TIPO 4A A PARTIR DE CINZAS VOLANTES: QUANTIFICAÇÃO DE
O Átomo. a + thomos = sem divisão
O Átomo 1. O nome átomo tem origem na Grécia Antiga no sec. V a.c. Os pensadores antigos falavam da existência de partículas invisíveis e indivisíveis que formariam toda matéria. a + thomos = sem divisão
Teoria dos erros em medições
Teoria dos erros em medições Medições Podemos obter medidas diretamente e indiretamente. Diretas - quando o aparelho ( instrumento ) pode ser aplicado no terreno. Indireta - quando se obtêm a medição após
MANUTENÇÃO E RESTAURAÇÃO DE OBRAS
MANUTENÇÃO E RESTAURAÇÃO DE OBRAS Prof. Arq. Aline Fernandes 2013 PATOLOGIA DE FUNDAÇÕES Fases que os problemas podem ocorrer ou ser originados: - Caracterização do comportamento do solo; - Análise e projeto
CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA DOS ELEMENTOS
1 1 1 H 1, 00 2 3 4 2 Li 6, 94 Be 9, 01 11 12 3 Na Mg 22, 99 24, 31 19 20 4 K 39, 10 Ca 40, 08 37 38 5 Rb Sr 85, 47 87, 62 55 56 6 Cs 132, 91 Ba 137, 33 87 88 7 Fr Ra 223, 02 226, 03 CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA
O PAPEL DA ESCOLA E DO PROFESSOR NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) Introdução
421 O PAPEL DA ESCOLA E DO PROFESSOR NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) Amanda Ferreira dos Santos², Felipe Vidigal Sette da Fonseca²,
