Implementação de Certificação Digital e Documento Eletrônico
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- Davi Cunha Alves
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1 Implementação de Certificação Digital e Documento Eletrônico
2 Casos reais do mercado financeiro No Brasil, a partir de 22 de abril de 2002, as transações financeiras interbancárias acima de R$ devem ser cursadas via Rede do Sistema Financeiro Nacional RSFN. Cada transação do Sistema de Pagamentos Brasileiro é representada por um conjunto de mensagens XML assinadas digitalmente que trafegam bidirecionalmente em as partes envolvidas. Atualmente mais de meio milhão de mensagens assinadas trafegam diariamente no sistema entre as várias partes envolvidas! Em adição, diversos bancos já utilizam o recurso de assinatura digital em suas transações de Internet Banking: BB, Caixa, Boston, Santos, Unibanco, etc... Alguns deles adotam certificados portados em meio magnético (A1), outros já estão com certificados portados em meio seguro (A3).
3 Futuro no mercado financeiro No Banco Santos utilizamos duas ACs para projetos que envolvam Certificação Digital, uma interna e outra externa. A AC interna é destinada a aplicações destinadas a público interno de um modo geral ou a público externo, desde que para este o requisito de assinatura digital com presunção de autenticidade não seja necessário (ex.santos Ticker). A AC externa (SERASA) presta-se principalmente a duas aplicações: Internet Banking para Pessoas Jurídicas (Business Center) e Atualização Real-Time de dados para Cash Management (Santos Ontime Cash). Em qualquer caso, usamos tokens ikey2000 para a guarda de certificados e processo de assinatura digital.
4 Exemplo de ambiente certificado
5 Futuro no mercado financeiro As aplicações variam de banco a banco, mas no médio prazo, podemos imaginar que todas as operações atuais, já eletrônicas, terão o suporte de documentos assinados digitalmente. Isso trará grande contribuição contra a massificação das fraudes no sistema financeiro e a viabilização de fluxos complexos que hoje exigem o papel. Outros canais serão adaptados gradativamente graças a um grande esforço promovido pela Febraban, CNAB e seus bancos associados. A concentração dos esforços governamentais (TSE, Caixa, Receita, etc...), maior agressividade e empenho na distribuição de certificados e a padronização de um teclado ABNT-3 (com leitor de Smart Card) pode acelerar a disseminação de certificados e aplicações.
6 A senha e suas diferenças para a Certificação Senhas proliferam hoje em dia. Elas foram criadas a muito tempo, se incorporaram ao dia-a-dia dos usuários de serviços financeiros e hoje representam um elo muito fraco na cadeia de segurança. Com o advento de canais eletrônicos diversos, o tratamento da senha tornou-se mais difícil e elas se multiplicaram. A senha abre a porta do paraíso... A partir dela, podemos realizar transações praticamente sem limites ou rastros legais. Já existem sistemas que exigem contra-senhas, mas isso implica apenas em mais chaves para abrir a porta, não há mudança conceitual. Ao contrário, o certificado, se bem acomodado em dispositivo seguro (token ou Smart Card), força o questionamento do usuário a cada transação realizada. Esta, assinada por ambas as partes, entra em um workflow que valida ambas as assinaturas (entre outros parâmetros), encaminha a transação e armazena os rastros legais (documento assinado).
7 Cenário atual de transações e fraudes no mercado financeiro
8 Cenário atual de transações e fraudes no mercado financeiro
9 A necessidade da adoção A eletronização de transações financeiras é inevitável pois reflete em ganhos operacionais e financeiros. Em um ambiente não certificado digitalmente, as fraudes tendem a crescer mais rapidamente, mesmo que seja desconsiderada a massificação da fraude digital. Nestas condições, determinadas operações já eletrolisadas podem ter de regredir ao papel para coibir fraudes ou passar a usar de técnicas não convencionais que atrapalham mais o usuário que o fraudador. Certificação digital acelera a eletronização graças ao instrumento legal que o documento assinado digitalmente traz ao mercado e ao aumento da segurança nas transações. Certificação digital não garante a inexistência de fraudes digitais, mas minimiza diversos tipos de fraude digital a níveis toleráveis, principalmente aquelas nas quais substitui a utilização de senhas.
10 Mensagens, Sistemas Colaborativos e Cadeia Produtiva Sistemas de mensagens com garantia de entrega, modelos estruturados, sigilo, garantia origem e destino devem predominar na comunicação intercorporativa. Na maioria dos casos, estes sistemas serão usados para unir comunidades como a financeira, de seguros / previdência, automobilística / autopeças, etc... Em alguns casos, constituiremos sistemas colaborativos que adotam serviços de terceiras partes como parte de seu processamento habitual. Estes serão normalmente criados sob a estrutura de Web Service (vide protocolo UDDI - Universal Description, Discovery and Integration). Os sistemas colaborativos ou de mensagens usarão tanto redes privadas quanto públicas (Internet), dependendo da criticidade dos dados que trafegam e da tolerância a custos da comunidade envolvida. A Certificação Digital tornar-se-á cada dia mais importante para que os elos desta cadeia produtiva tornem-se partes confiáveis
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