COMPLEXO TERMOGÊNICO
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- Victor Deluca Caldas
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1 COMPLEXO TERMOGÊNICO INCI Name: Caffeine, carnitine, picolinato de cromo, Cynara scolymus, Camélia sinensis Leaf Extract, guaraná, citrus autrantium CAS Number: ;
2 Thermo HD Fundamentalmente existem apenas duas maneiras de tratar a acúmulo de gordura: redução de consumo de energia e aumento do gasto de energia 3. Metilxantinas A família da Metilxantinas englobará particularmente a cafeína, extrato de Paullinia cupana e extrato de chá verde. Selecionada como insumo ativo de modelo hidrofílico, a cafeína possui efeitos protetores contra radiação UV-B, prevenção do envelhecimento, entre outros efeitos. É considerada uma substância sem valor nutricional e é classificada como alcaloide farmacologicamente ativo, pertencente ao grupo das drogas metilxantinas ( 1, 3, 7 trimetilxantina e estimulante do sistema nervoso central (SNC) 1, 5. A cafeína é um antagonista dos receptores de adenosina A1 e A2. Estes receptores estão presentes na estrutura cerebral relacionada à habilidade cognitiva, como o hipocampo, córtex cerebral e hipotálamo. O bloqueio destes receptores pela cafeína leva a um aumento da adenosina dentro do sistema noradrenérgico, colinérgico, dopaminérgico e serotoninérgico e como consequência respectivamente aumento do estado de atenção, alerta, psicoestimulante e bem estar 2. A termogênese (queima de calorias para produção de calor) e a oxidação de gordura estão sobre controle do sistema nervoso simpático. Componentes extraídos de plantas como cafeína e efedrina possuem um potencial termogênico devido à modulação da liberação das catecolaminas 3. A cafeína em quantidade pequena pode potencializar a termogênese induzida por estimulo simpático moderado por exercícios 3. Estudos mostram que cafeína ingerida antes e durante a prática de atividade física pode melhorar o desempenho físico 4. É frequentemente citada como indutora de seus efeitos ergogênicos, por estar presente em vários tipos de bebidas como por exemplo, chá, café, refrigerantes e por consequência promover aumento da oxidação de gordura através do sistema nervoso simpático. Efeito ergogênico abrange todo e qualquer mecanismo fisiológico, nutricional ou farmacológico com a finalidade de melhora no rendimento das atividades físicas esportivas ou mesmo ocupacional 5, 8. A suplementação nutricional como utilização de recursos ergogênicos tem sido feita através de dietas capaz de promover retardo do aparecimento de fadiga e aumento da contração do músculo esquelético e/ou cardíaco, melhorando o rendimento aos praticantes de exercícios físicos. Com a utilização de suplementação nutricional ocorre aumento das reservas energéticas, aumento da mobilização de substrato para os músculos ativos, aumento do metabolismo proteico, diminuição da percepção subjetiva de esforço e reposição hidroeletrolítico adequada 5. A cafeína é absorvida pelo intestino e possui meia vida de 15 a 120 minutos após ingestão. Atinge todos os tecidos, é degradada pelo fígado e excretada de 0,5% à 3,0% na forma de co-produto pela urina 2,5, 7. Segundo ALTIMARI, et al. dependendo da dose ingerida de cafeína ocorre a indução da diurese, após aumenta os níveis circulatórios de catecolaminas 5.
3 Na Olimpíada de 1984, ocorrida em Los Angeles, a cafeína foi utilizada por atletas ciclistas para melhora do desempenho 5. A cafeína, segundo Food and Drug Administration (FDA) é considerada um ingrediente seguro, embora os efeitos adversos ocorram em quantidade variáveis 16. Outro componente também presente no Thermo HD é o extrato de Paullinia cupana, também conhecido como Guaraná que possui efeitos positivo em estudos in vivo e in vitro sobre a metabolização lipídica, na perda de peso, no aumento do gasto energético e aumento na resistência a oxidação de lipoproteína (LDL), efeito último possivelmente associado a compostos bioativos, como catequinas e xantinas. O guaraná também possui efeito cardioprotetor por promover a inibição plaquetária, minimizando o risco de doenças cardiovasculares 16,17. A metabolização dos polifenois é rápida quando em contato com a corrente sanguínea 16. O Chá verde é conhecido por ser rico em flavonoides, particularmente a catecolaminas. Como mecanismo de ação, as catecolaminas inibe COMT, enzima que degrada a noradrenalina. É provável que as catequinas por inibir a COMT, resultem em aumento do efeito da noradrenalina sobre o metabolismo de gordura e/ou termogênese 3. O mecanismo proposto ao extrato de chá verde: as catequinas, por inibição da COMT (e consequentemente prolongamento da vida de norepinefrina na fenda simpática) e cafeína, inibição de fosfosdiesterase (consequentemente vida de campo celular prolongada), resultar em um aumento do efeito da noradrenalina sobre a termogênese. O efeito do extrato de chá verde representa um aumento de 24h de aumento de gasto energético de ~4%. Mecanismo de Ação Acredita-se que possua três mecanismos de ação para os efeitos da cafeína durante a prática de atividade física. O primeiro mecanismo a cafeína atua diretamente no Sistema Nervoso Central, enviando sinais neurais para a área de percepção do esforço; estimulação do sistema nervoso simpático e como consequência ação da efedrina. No segundo mecanismo supõem-se o efeito da cafeína sobre co-produto do músculo esquelético, possibilitando, alteração de sódio e potássio; inibição da fosfodiesterase (PDE); aumento na concentração de adenosina monofosfato cíclica (AMPc) e aumento da mobilização do cálcio através do retículo sarcoplasmático e consequência contração muscular potencializada das fibras tipo I (fibras de contração lenta) e tipo II (fibras de contração rápida). O terceiro e última suposição de mecanismo de ação é o aumento na oxidação das gorduras e redução na oxidação de carboidratos 5, 11. L-carnitina É uma amida quaternária, sintetizada pelo fígado, rins e cérebro, a partir dos aminoácidos lisina e metionina e na presença de ferro, ácido ascórbico, niacina e vitamina B 6. A L-carnitina é sua forma ativa e pode ser 6, 11, 14, 19. ingerida através de proteína animal e suplementação. É conhecida por facilitar a oxidação de ácidos graxos de cadeia longa, auxiliando a transferência ao interior da mitocôndria e facilitar a oxidação de lipídios (triglicérides). A oxidação libera grande quantidade de energia que é armazenada no tecido adiposo, necessária para manutenção energética e térmica do organismo humano durante repouso ou em exercício. Vukovich et. al. relatou que pacientes com suplementação por L-carnitina existem redução significante na troca respiratória durante exercícios, com maior consumo de triglicerídeos intramusculares e diminuição da necessidade de glicogênio, poupando o estoque e retardando a fadiga 9, 10, 11, 19.
4 Existe a possibilidade da concentração de L-carnitina seja aumentada no músculo durante período de suplementação e também a oxidação lipídica seja melhorada 9. COELHO, et al, em ampla pesquisa observou que doses entre 1-6g/dia por até seis meses melhoram a concentração plasmática de carnitina, sem efeitos colaterais e é segura administração sem alterações hepáticas e renais 6, 12. Picolinato de Cromo Atualmente no ramo esportivo, o cromo tem sido usado como suplemento alimentar potencializados dos efeitos da insulina, alterando o metabolismo de carboidratos, lipídios e aminoácidos além de promover maior ganho de massa muscular e maior perda de gordura corporal. Dieta com deficiência de cromo permite intolerância a glicose e alterações no perfil lipídico 13. Segundo Gomes et. al., o cromo parece diminuir a enzima hidroximetilglutaril-coa-redutase, e como consequência diminuição da concentração plasmática de colesterol. A biodisponibilidade do picolinato de cromo é considerada baixa, não alcançando a casa de 4%, mas ainda é a forma de melhor absorção e ocorre na mucosa intestinal e jejuno e sofre interferência de outros minerais (zinco, ferro, vanádio); aminoácidos e vitaminas, pois há possibilidade de formação de complexos. A estocagem é distribuída em vários tecidos, são eles: fígado, rins, baço, epidídimo e coração 13, 18. Durante a prática de atividade física, o cromo é mobilizado para promover a captação de glicose pelas células musculares, e se presença de insulina ocorre maior liberação do cromo. Durante atividade física aeróbica prolongada, a concentração plasmática de cromo aumenta e mantêm-se elevada por duas horas após término da atividade, mas sabe-se que a excreção pela via urinária, pelos cabelos e pelo suor é maior que a quantidade absorvida 13, 18. A utilização de suplementação de cromo pelos praticantes de exercício físico se dá principalmente porque o cromo pode favorecer a via anabólica pelo aumento da sensibilidade dos receptores celulares de insulina, que estimula captação de aminoácidos e síntese proteica. Devido a isto se pode ter aumento de massa muscular 13, 19. Gomes, et. al. também estudou população em sobrepeso e com obesidade e verificou que a suplementação por cromo em associação com a prática de atividade física regular, resulta em redução de peso, diminuição das doenças cardiovasculares e diabetes 13. Extrato de Alcachofra Dos princípios ativos presentes na alcachofra então: ácido criptoclorogênico, flavonoides, ácido cafeoilquínico, ácido clorogênico, cinarina, luteolina, entre outros, apresentando ação hepatoprotetora, antioxidante e redutora do colesterol 20. O extrato de folhas de alcachofra (ALE) possui aplicação para a redução de lipídeos plasmáticos e devido a isto esta sendo utilizada para diminuição de massa corporal com associação a prática de atividade física 20. Um estudo citado por Santos, et. al. em avaliação do tecido adiposo (figura 1), taxa de colesterol total, triglicerídeos, LDL e HDL (tabela 2) de ratos machos, durante 56 dias teve a divisão dos grupos como mencionada na tabela 1:
5 Grupos Ração Líquido Físico Controle X Água - ALE X ALE - Ex. Físico* X Água X Ex. Físico* + ALE X ALE X TABELA 1. Divisão dos grupos avaliados. *Natação durante 45 minutos. FIGURA 1. Fotomicrografia do tecido adiposo. Corte da parte abdominal da pele de ratos dos grupos. TA: Camada de tecido adiposo; TC: Tecido Conjuntivo; TM: Tecido Muscular. Grupos Colesterol Total (mg dl -1 ) HDL (mg dl -1 ) LDL (mg dl -1 ) Triglicerídios (mg dl -1 ) CONT. 67,0 ± 8,4 45,6 ± 4,8 8,7 ± 5,6 70,0 ± 21,0 ALE 65,1 ± 6,7 41,4 ± 5,0 10,4 ± 5,2 67,3 ± 14,5 EX.FÍS. 71,3 ± 11,3 47,5 ± 5,9 9,8 ± 7,1 70,2 ± 14,7 EX.FÍS+ALE 63,3 ± 6,1 36,3 ± 5,9* 13,2 ± 7,6 68,7 ± 12,7 P 0,2981 0,0013 0,5414 0,9827 TABELA 2. Colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos. Valores expressos em mg/dl apresentados média ± o desvio padrão. A ingestão do extrato de alcachofra em associação com a prática de atividade física demonstrou ser importante para a redução de tecido adiposo subcutâneo 20. Citrus aurantium A proibição da efedrina pelo Food and Drug Administration (FDA), gera a necessidade de preparação de fórmulas alternativas para auxílio no emagrecimento, é onde o Citrus aurantium é empregado 21. Conhecido como laranja amarga, laranja azeda e laranja da Sevilha, o Citrus aurantium é pertencente ao gênero Citrus (Rutaceae) com origem oriental. É uma árvore frutífera de pequeno porte (aproximadamente 5m) e flores brancas perfumadas. Possui como princípios ativos vários alcalóides com atividade α e β adrenérgico, entre elas sinefrina, a octopamina e tiramina que na teoria possuem efeitos na redução do apetite e aumento da lipólise 14, 15, 21. Os componentes ativos são sinefrina, também chamado de oxedrina e cafeína, onde o primeiro possui efeito na saciedade 15.
6 Alguns pesquisadores evidencia a utilização do Citrus aurantium para perda de peso e lipólise, mas não impede de ser utilizados por pacientes ansiosos para esta finalidade 21. Até 100mg/dia de cafeína, proporciona um efeito termogênico, com duração de até 2 horas e na dosagem de 600 mg/dia aumenta o gasto energético. Principais ações Thermo HD Termogênico Perda de gordura corporal Ganho de massa muscular magra Diurético Normalizados dos níveis de glicose Reduz o risco de doenças cardiovasculares Promove bem estar Especificação Aguardando especificações da Orgolabs Cuidados necessário Produto higroscópico. Necessário manter em local seco e baixa umidade. Dosagem Usual: 500mg. Referências Bibliográficas 1. GARCÍA-GONZÁLEZ, C.A.; SOUSA, A.R.S.; ARGEMÍ, A.; PERIAGO, A.L.; SAURINA, J.; DUARTE, C.M.M.; DOMINGO, C. Production of hybrid lipid- -based particles loaded with inorganic nanoparticles and active compounds for prolonged topical release. International Journal of Pharmaceutics. 2009, 382, p LOPEZ-GARCIA, E.; CUALLAR-CASTILLON, P.; LEON-MUÑOZ, L.; GRACIANI, A.; RODRIGUEZ-ARTALEJO, F. Coffee consuption and health-related quality of life. Clinical Nutrition. 2013, p DULLOO, A..; DURET, C.; ROHRER, D.; GIRARDIER, L.; MENSI, N.; FATHI, M.; CHANTRE, P.; VANDERMANDER J. Efficacy of a green tea extract rich in catechin polyphenols and caffeine in increasing 24-h energy expenditure and fat oxidation in humans. The American Journal of Clinical Nutrition. 1999, 70. P HODGSON, A. B.; RANDELL, R. K.; JEUKENDRUP, A. E. The Metabolic and performance effects of caffeine compared to coffee during endurance exercises. Plos One. 2013, 8, 4, p ALTIMARI, L. R.; CYRINO, E. S.; ZUCAS, S. M.; BURINI, R. C. Efeito ergogênico da cafeína sobre o desempenho físico. Revista Paulista de Educação Física. 2000, 14, 2, p COELHO, C. F.; MOTA, J. F.; BRAGANÇA, E. BURINI, R. C. Aplicação clínica da suplementação de L-carnitina. Revista de Nutrição. Campinas, 2005, 18, 5, p GRANT, D. M.; TANG, B. M.; KALOW, W. Variability in caffeine metabolism. Clin. Pharmacol. Ther. Toronto, 1983, 33, 5, p NETO, T. L. B. A controvérsia dos agentes ergogênicos: Estamos subestimado os efeitos naturais da Atividade Fisica? Arq. Bras. Endocrinol Metab. 2001, 45, 2, p VUKOVICH, M. D.; COSTILL, D. L.; FINK, W. J. Carnitine supplementation: effect on muscle carnitine and glycogen content during exercise. Official Journal of the American College of Sports Medicine. 1994, p LIMA-SILVA, A. E.; ADAMI, F.; NAKAMURA, F. Y.; OLIVEIRA, F. R.; GEVAERD, M. S. Metabolismo de gordura durante o exercício físico: Mecanismo de regulação. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. 2006, 8, 4, p PRESTES, J.; BUCCI, M.; URTADO, C. B.; CARUSO, F. G; PEREIRA, M.; CAVAGLIERI, C. R. Metabolismo lipídico: Suplementação e performance humana. Saúde em Revista Metabolismo lipídico: Suplementação e Performance Humana. 2006, 8, 18, p
7 12. SANTOS, M. A. A.; SANTOS, R. P. Uso de suplementação alimentares como forma de melhorar a performance nos programas de atividade física em academias de ginásticas. Rev. Paul. Educ. Fís. São Paulo, 2002, 16, 2, p GOMES, M. R.; ROGERO, M. M.; TIRAPEGUI, J. Considerações sobre cromo, insulina e exercício físico. Ver. Bras. Med. Esporte. São Paulo. 2005, 11, 5, p TEIXEIRA, D. Suplementos alimentares e redução de peso considerações sobre eficácia e segurança. Faculdade de Ciencias da Nutrição e Alimentação Universidade do Porto. 2009, p MANENTI, A. V. Plantas Medicinais utilizadas no tratamento da obesidade: Uma revisão. Universidade do Extremo Sul Catarinense. 2010, p PORTELLA, R. L.; et al. Guaraná (Paullinia cupana Kunth) effects on LDL oxidation in elderly people: an in vitro and in vivo study. Lipids in Health and Disease, 2013, p ONAKPOYA, I.; ERNST, E. A segurança de suplementos para perda de peso contendo Guaraná: Uma mini revisão. Caderno de Naturologia e Terapias Complementares. 1, 1, 2012, p KREJPCIO, Z. Essentiality of Chromium for Human Nutrition and Health. Polish Journal of Environmental Studies. 2001, 10, 6, p GOMES, M. R.; TIRAPEGUI, J. Relação de alguns suplementos nutricionais e o desempenho físico. Archivos Latinoamericanos de Nutrición , SANTOS, T. M. PEREIRA, L. F. ELIFIO-ESPOSITO, S. L. Investigação do efeito hipolipemiante do extrato aquoso de folhas de alcachofra (Cynara scolymus L.) em associação à atividade física intensa. Rev. Bras. Pl. Med. Botucatu. 2007, 9, 3, p FUGH-BERMAN, A.; MYERS A. Citrus aurantium, as ingredient of Dietary Supplements Marketed for Weight Loss: Current Status of Clinical and Basic Research. Experimental Biology and Medicine. Washington. 2004, p Rua Dona Ana Prado, São Carlos/SP - CEP [email protected] Facebook: biovital.ind Central de atendimento: (16) /
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