THOMAS HOBBES E O ABSOLUTISMO. Prof. Elson Junior

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1 THOMAS HOBBES E O ABSOLUTISMO Prof. Elson Junior Santo Antônio de Pádua, Abril de 2017

2 DADOS PESSOAIS NOME Thomas Hobbes NASCIMENTO 05 de abril de 1588, uma sexta-feira santa. LOCAL DE NASCIMENTO Westport atual Malmesbury Inglaterra. NACIONALIDADE Inglês FILIAÇÃO Thomas Hobbes, mãe desconhecida. FALECIMENTO 04 de dezembro de 1679, em Hardwick, Inglaterra.

3 INFÂNCIA Marcada pelo medo da invasão da Inglaterra pelo espanhóis, Período do reinado da rainha Elizabete I (1558 à 1603). O pai, um clérigo anglicano, homem turbulento que desapareceu após uma briga na porta da sua própria igreja. Viveu a infância aos cuidados de um tio com seus dois irmãos.

4 Aos quatros anos foi colocado na escola da igreja de Westport. Aos catorze anos traduziu Medeia de Eurípedes. Aos 15 anos, ingressou no Magdalen Hall da Universidade de Oxford. Dedicou a maior parte do tempo a ler livros de viagem e estudar cartas e mapas. Formou-se em 1608, em lógica escolástica e filosofia.

5 VIDA INTELECTUAL Escreveu várias obras entre as quais: De Corpore Político (1640). Demonstrando que os fenômenos físicos são explicáveis em termos de movimento. E reduzia a filosofia ao estudo dos corpos em movimento.

6 De Homine, tratava especialmente do movimento envolvido. No conhecimento e apetite do ser humano. De Cive, se referia a organização social e fazia referência a cidadania. Obra que trouxe impressa nos seus manuscritos trechos de o Leviatã.

7 O LEVIATÃ Leviatã significado. Leviatã mitológico Vem do hebraico, e significa; Serpente tortuosa. É dado na demonologia como um dos quatros príncipes coroados do inferno. É o monstro marinho bíblico, de enormes proporções e rei de todas as criaturas do mar.

8 O Leviatã Leviatã no campo espiritual é chamado de o embusteiro pela facilidade com que triunfa em lances políticos, tratados comerciais e intrigas palacianas. O dicionário Judaico de Lendas e Tradições afirma que os olhos do leviatã iluminam o mar a noite e podem ser vistos a milhares de distância.

9 ABSOLUTISMO O poder do Estado, que pode decidir se um homem deve ou não viver e como deve viver independente do seu estado de natureza. Um estudo filosófico sobre o poder político que sucede a supremacia da Igreja medival. Somente as normas postas pelo Estado são jurídicas porque são as únicas que são respeitadas graças à coação do Estado.

10 Para Hobbes: O direito nada mais é do que o fruto da vontade e dos interesses racionais de quem detém o Poder, em face das necessidades do Estado de manter a paz e a estabilidade social. O direito é uma ideologia ou um mero elemento integrante da estrutura política do Estado. A partir do momento que se constitui o Estado, deixa, portanto, de ter valor o Direito Natural e o único Direito que vale é o civil ou do Estado.

11 No livro o Leviatã Hobbes expressa a preocupação com o ordenamento jurídico e institucional do Estado, no momento histórico que antecedeu a grande revolução burguesa que mais tarde consolidou o sistema capitalista. Segundo ele, não existe respeito espontâneo ao direito dos outros nem tão pouco justiça,tal situação leva a um estado permanente de guerra entre os homens.

12 Hobbes diz: O soberano governa pelo temor que inflige a seus súditos. Porque sem medo ninguém abriria mão de toda a liberdade que tem naturalmente; se não temesse a morte violenta. Aquele que tentar depor seu soberano, for morto, ou por ele castigado devido a essa tentativa, será autor do seu próprio castigo.

13 O estado hobbesiano, estado da sociedade, partindo do pressuposto da fixação das condições para a existência de uma sociedade pacífica, assenta num contrato social que envolve a passagem para o soberano do direito de cada homem se governar a si mesmo de modo a instaurar um poder político forte capaz de manter a paz e salvaguardar o bem comum da comunidade.

14 ESTADO DE NATUREZA Hobbes define o estado de natureza à: Uma situação de guerra e anarquia, pois para ele os homens são todos iguais, porém dessa igualdade pode proceder a desconfiança onde cada um deles procuraria satisfazer suas necessidades e aspirações a partir de então os outros passam a ser considerados concorrentes que precisam ser eliminados

15 MATERIALISMO MECANICISTA O homem natural é alvo de um materialismo mecanicista Toda a realidade estaria ligada à ação e reação dos corpos em movimento O homem não poderia fugir a essa lei universal

16 ESTADO DE NATUREZA Hobbes nunca afirmou a verdadeira existência de tal Estado, podendo ser entendido como um momento hipotético Tem a ausência do Estado e de uma autoridade como característica principal Não haveriam leis que regessem o comportamento humano, o homem seguiria apenas sua vontade

17 ESTADO DE NATUREZA Não havendo leis, não haveriam crimes Cada um agiria de acordo com suas vontades Seria um estado de guerra permanente de todos contra todos

18 AS LEIS DA NATUREZA Únicas leis presentes no Estado de Natureza Conjunto de ideias, ou regras, que intervêm na conduta humana no sentido de proteger o valor maior, que é o da vida

19 AS LEIS DA NATUREZA São estabelecidas pela razão, vinculadas à mente e ao consentimento de cada indivíduo Antes da moral, ou de qualquer outra obrigação, é lícito que o homem lute por sua vida

20 O HOMEM NATURAL É o homem em seu estado puro, que vive no Estado de Natureza O homem, em seu estado natural move-se exclusivamente pelos seus medos e desejos Na luta pela dominação não poupa a vida de nenhum de seus concorrentes É um ser individualista por natureza

21 O HOMEM INDIVIDUALISTA É natural que na escolha entre as suas vontades e as do outro, o homem escolha pelas suas O homem natural não se importa com os outros homens, apenas consigo mesmo Para o homem natural não existe fraternidade ou compaixão O homem faz apenas aquilo que é fruto de sua vontade

22 MEDOS E DESEJOS O homem se move segundo seus medos e desejos Para satisfazer seus desejos ou fugir de seus medos o homem é capaz de qualquer ato Ele foge das coisas que possui medo e luta para conquistar as coisas que deseja

23 MEDOS E DESEJOS Juntos, esses medos e desejos, são os motivos pelo qual o homem vive, e o movimento dessa vida não poderia existir sem estes

24 A GANÂNCIA O homem natural é coberto pela cobiça, de tal forma que ele tentará se apoderar de qualquer bem que deseje, independendo de suas necessidades e da utilidade de tal bem. O homem ambiciona indefinidamente mais coisas do que presentemente tem, não sendo a obtenção de um objeto senão o caminho para conseguir outro.

25 A GANÂNCIA A ganância humana é como o fogo, que consome tudo o que estiver ao seu redor e puder servir de combustível, e só cessa quando não puder consumir mais nada, ou quando for apagado por um agente externo. A felicidade humana se resumiria a um contínuo progresso de seus desejos.

26 A DISCÓRDIA Haveria três causas para a discórdia no estado de natureza: a desconfiança, faz com que o homem esteja sempre se preparando para um possível ataque. a competição entre os homens, a luta pela dominação, dominar a todos para não haver ameaças. a honra, o homem lutaria sempre para manter uma boa imagem, ser glorificado, isso inclui a vaidade e o desejo de se mostrar como mais poderoso e capaz.

27 A IGUALDADE Na natureza todos os homens são iguais, livres e têm os mesmos direitos sobre todas as coisas. Os homens são iguais segundo as suas capacidades, medos e desejos. As habilidades humanas, se ponderadas, são equivalentes, não havendo homens melhores que outros (uns são mais fortes, outros mais inteligentes, ou mais hábeis).

28 A IGUALDADE E é essa igualdade de desejos e necessidades, que acaba ocasionando os conflitos, pelas disputas entre os homens. Sendo um homem igual ao outro, com as mesmas capacidades, não haveria motivo compreensível para que este homem fosse obedecer, seguir os comandos, de outro homem.

29 Para Hobbes a sociedade civil é fruto de um contrato social, mediante o qual homens livres e iguais, dotados da razão, renunciam a uma parcela de seus direitos naturais com o objetivo de serem livres uma vez por todas da guerra e de suas conseqüências nefastas para a sociedade.

30 Segundo sua concepção, o homem é um animal social por natureza que, enquanto individuo dotado de emoções e desejos, só é capaz de viver em sociedade se abdicar de sua liberdade e parcela de poder em favor do titular da Soberania: O Estado Absoluto.

31 Hobbes identifica a ausência do Estado de Natureza com a sociabilidade humana alicerçada na descontinuidade das ações políticas e na independência das vontades individuais e por via de conseqüência, de uma ordem política e social interna inconteste.

32 FORMAS DE GOVERNO Para Hobbes a monarquia é a melhor forma para se governar um Estado Soberano. pois a autoridade absoluta do rei é a única forma de exercer um poder soberano, já que este é uno e indivisível. A oligarquia seria possível, mas poderia acarretar a descontinuidade do exercício do poder soberano. A Democracia seria inviável, porque fatalmente iria acarretar a dissolução do poder soberano.

33 O absolutismo deu lugar ao que seria concebido posteriormente como um Estado de Direito, onde, se inicialmente este tinha uma presença em funções essenciais e abrangentes, que hoje caminha para uma redução estratégica de suas áreas de atuação.

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