UNIDADE DIDÁCTICA DE BASQUETEBOL

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1 ESCOLA BÁSICA DO 2º E 3º CICLOS MARQUÊS DE POMBAL EDUCAÇÃO FÍSICA UNIDADE DIDÁCTICA DE BASQUETEBOL DOCUMENTO DE APOIO 7º ANO

2 BREVE HISTÓRIA DA MODALIDADE Há grandes discussões sobre qual fo i o pr imeiro desporto de campo. A ho nra vai quase de cert eza para o Basquet ebo l, que era jogado sob uma for ma pr imit iva na Amér ica Cent ral, pelo s Olmecas, e depo is pelo s Ast ecas, há cerca de t rês mil anos. O moder no jogo de Basquet ebo l t em uns meros cem anos. Est e é um desport o de inspir ação co mplet ament e amer icana, difer ent e de todos os outros. O Basquet ebo l fo i cr iado em 1891, por um senhor que dá pelo no me de Dr. James Naismit h, que era dir ect or das act ividades físicas no Y.M.C. A. (Young Men Chr ist ian Associat ion), de Spr infie ld, no est ado de Massachusset s. O Dr. Nais mit h na sua busca, procurou encont rar um desporto que pudesse ser prat icado no Inver no, ent re as épocas de fut ebo l amer icano e de Basebo l. E ssa act ividade física prat icada no int er ior devia apresent ar um espír it o co lect ivo, poder emocio nal e os benefícios do fut ebo l amer icano, evit ando cont udo a sua dureza. A sua ideia fo i lançar uma bola de fut ebol para dent ro de dois cestos de pêssegos su spen sos nas ext remid ades do ginásio. 2

3 A partir desta simples ideia, nasceu um jogo que se desenvolveu rapidamente e veio a ser um grande desporto, fácil de compreender e de jogar. Hoje em dia tem audiência universal, é praticado em todos os países do mundo por cerca de 30 milhões de praticantes. O primeiro jogo oficial teve a sua realização a 20 de Janeiro de 1892, nele participaram 7 jogadores de cada lado. Mas, mais tarde, passaram a ser 9, depois 8 e finalmente 5. Na origem, os lançamentos convertidos valiam 3 pontos; cada equipa possuía um lançador que se encarregava de marcar todas as faltas lances livres ; o tempo de jogo era dividido em três períodos de vinte minutos cada. Seduzidos pela grande velocidade e habilidade requerida, o jogo estendeu-se rapidamente por todo o Este dos Estados Unidos e mais tarde para o país inteiro, logo que os educadores tomaram consciência das possibilidades deste desporto. Difundido pelo Y.M.C.A. o Basquetebol, conquistou rapidamente uma audiência mundial, logo após a 1ª Grande Guerra. Ele foi introduzido na Europa em 1922 pelo professor Rideout, que tinha sido um dos praticantes de Springfield, o 1º jogo foi efectuado em paris em Podemos ainda dizer que o Basquetebol, foi modalidade olímpica pela 1ª vez em O Dr. Naismith assistiu à final entre os E.U.A. e o Canadá. INTRODUÇÃO EM PORTUGAL Em 1922, o Basquetebol é divulgado em Coimbra e no Porto. A 1ª prova inter-regional é disputada em Coimbra, entre as equipas da Associação Critã da Mocidade do Porto, Coimbra e Lisboa, sendo vencedora a de Coimbra, ganhando o título de campeão de Portugal. Em 1926, é fundada a Associação de Basquetebol do Porto e em 1927, realizase o 1º Campeonato Regional do Porto. Neste mesmo ano, são fundadas as Associações de Basquetebol de Lisboa e de Coimbra. Só em 1933, se realizou o 1º Campeonato de Portugal, sendo campeão o Sport Clube Conimbricence. Desde então, até à actualidade, o Basquetebo l desenvolveu-se e expandiu-se por todo o território nacional, sendo praticado a nível federado por cerca de 20 mil atletas, em mais de 300 clubes, distribuídos 3

4 pelos escalões etários masculinos e femininos, que abrangem jovens desde o mini-basquete até aos seniores. As 21 associações distritais existentes, realizam os seus próprios quadros competitivos e participam através dos seus clubes nos Campeonatos nacionais, que se desenvolvem durante a época, que vai de Setembro a Junho. Um facto de grande significado, realçando a evolução positiva que a modalidade sofreu, foi a criação, em 1989, da Liga dos Clubes de Basquetebol, que integra os clubes de disputam o Campeonato profissional, cuja 1ª edição teve lugar em 1995/96. Na época de 19998/99, disputou-se o 4º Campeonato da Liga de Clubes. Também no plano internacional, o progresso é notável, tanto a nível de selecções nacionais como a nível de clubes, com resultados que coloca m Portugal a par dos países europeus, habitualmente tidos como mais evoluídos. DESPORTO OLÍMPICO O aparecimento do Basquetebol no programa Olímpico produziu-se em Berlim, em 1936, o que levou ao definitivo reconhecimento deste desporto a nível mundial. Não obstante, ainda se estava muito longe de imaginar, que chegaria o dia em que o Basquetebol se revelaria como um dos desportos colectivos mais destacados, o que aconteceria 12 anos mais tarde, em Londres. Os Jogos Olímpicos est iveram quase sempre do minados pelos Nort e- americanos, enquanto que os Russos e os Jugoslavos, desde o seu apareciment o em 1952, t rat am de ganhar a supr emacia, e os países sulamericanos revelam-se como os contínuos animadores dos Jogos. 4

5 OBJECTIVO DO JOGO O Basquetebol compreende 2 fases de jogo: Ataque Processo ofensivo que representa uma das fases fundamentais do jogo, sendo determinado pela posse da bola, com vista à obtenção do cesto e sem cometer infracções às leis de jogo. Os seus objectivos são manutenção da posse de bola, progressão e /finalização. Defesa Processo defensivo que representa uma das fases fundamentais do jogo na qual a equipa desenvolve um conjunto de acções para recuperar a bola, com vista à realização das acções ofensivas, sem cometer infracções às leis de jogo e sem permitir que a equipa adversária obtenha cesto. O objectivo de cada equipa é introduzir a bola no cesto da equipa adversária e impedir que a bola entre no seu cesto, respeitando as regras de jogo. 5

6 ELEMENTOS TÉCNICOS PASSE DE PEITO Forma de comunicação entre dois jogadores, através de uma projecção tensa da bola num plano horizontal, realizado sem oposição. COMPONENTES CRÍTICAS Cotovelos naturalmente ao lado do corpo e apontados para o chão; Olhos no alvo; Extensão dos braços na direcção do alvo (peito do companheiro que recebe); Avançar a perna dando um passo na mesma direcção do passe; Extensão total e simultânea dos membros superiores para a frente; Terminar o passe com as palmas das mãos voltadas para fora. 6

7 PASSE PICADO Forma de comunicação entre dois jogadores, através de uma projecção tensa da bola levando-a primeiro a ressaltar no solo (quando há oposição). COMPONENTES CRÍTICAS Tronco ligeiramente inclinado para a frente; Extensão total e simultânea dos membros superiores para a frente e para baixo; Trajectória picada e dirigida para o solo perto do companheiro; Avanço do apoio na direcção do passe; Terminar o passe com as palmas das mãos voltadas para fora. 7

8 PASSE COM UMA MÃO OU DE OMBRO Forma de comunicação entre dois jogadores, a qual é utilizado quando se pretende colocar a bola a uma média/longa distância (ex: em contra-ataque). COMPONENTES CRÍTICAS A bola sai duma zona à altura do ombro Lançada com a melhor mão, com uma extensão enérgica do membro lançador Trajectória normalmente em curva 8

9 RECEPÇÃO Gesto activo de receber a bola controlada, utilizando as mãos, após eventual passe de um companheiro. COMPONENTES CRÍTICAS A recepção é feita com as duas mãos; As mãos formam uma superfície côncava; Tem de ser uma recepção activa: ir ao encontro da bola e extensão dos membros superiores. Após recepção proteger a bola imediatamente contra ao peito (flexão dos membros superiores). 9

10 POSIÇÃO DE TRIPLA AMEAÇA Posição que deve ser adoptada por um jogador que acabou de receber a bola, durante a leitura do jogo. M.I. semi-flectidos e dissociados; COMPONENTES CRÍTICAS Pés afastados à largura dos ombros; Tronco ligeiramente inclinado à frente; Olhar dirigido para a frente; Pega da bola com as duas mãos: mão do lado da bola, por cima e mão contrária à frente; Bola protegida junto à cintura, do lado contrário ao M. I. da frente. 10

11 DRIBLE DE PROTECÇÃO Forma de controlo da bola, durante a progressão no campo, pelo jogador na sua posse, com oposição, através de uma ou mais projecções da bola no solo. COMPONENTES CRÍTICAS A bola é empurrada com os dedos (punho flexível); Movimento de extensão e flexão do pulso acompanha a do movimento do antebraço; Bola impulsionada para um ponto do solo ao lado do corpo, mais afastado do defensor; Altura do ressalto da bola ao nível do joelho; Olhar dirigido para o defensor/jogo. 11

12 DRIBLE DE PROGRESSÃO Forma de progressão no campo, pelo jogador com posse de bola, sem oposição, através de uma ou mais projecções da bola no solo. COMPONENTES CRÍTICAS A bola é empurrada com os dedos (punho flexível); Movimento de extensão e flexão do pulso acompanha a do movimento do antebraço; A bola é impulsionada para um ponto do solo em frente, no sentido do deslocamento; Altura do ressalto da bola ao nível da cintura. Olhar dirigido para o jogo. 12

13 LANÇAMENTO PARADO A UMA MÃO De todos os elementos técnicos, é o lançamento que permite satisfazer a finalidade do jogo introduzir a bola no cesto. COMPONENTES CRÍTICAS Com o corpo em flexão, pega da bola com as duas mãos partindo do peito, devendo passar à frente da face; (mão lançadora e mão protectora) Pés afastados à largura dos ombros e bem enquadrados com o cesto; Olhar para o cesto; Extensão do corpo A bola sai da mão, quando o membro superior atinge a extensão completa; Mão que lança: dedos afastados e extensão completa do pulso na parte final. 13

14 LANÇAMENTO NA PASSADA Tipo de lançamento utilizado perto do cesto após drible ou corte para o cesto e recepção em corrida, tendo como argumento a regra dos apoios, a qual permite dar dois apoios após a recepção sempre que de seguida haja lançamento ao cesto, COMPONENTES CRÍTICAS Pega na bola à altura do peito e com as duas mãos; Coordenação da recepção da bola com o 1º apoio; Colocação correcta dos apoios: direito/esquerdo na entrada do lado direito, esquerdo/direito na entrada do lado esquerdo. (apoios rasantes); Último apoio em equilíbrio, para saltar na vertical e perto do cesto; Olhar dirigido para o cesto; Lançamento com a mão contrária ao pé de chamada, elevando o joelho do mesmo lado do lançamento; Lança com a mão colocada por baixo e atrás da bola; Faz a extensão do braço, pulso e dedos ao lançar. 14

15 DESMARCAÇÃO Consiste na ocupação dos espaços vazios, por parte dos jogadores sem bola da equipa que está ao ataque, criando linhas de passe ao portador da bola. De preferência, a desmarcação deve ser feita na direcção do cesto adversário. COMPONENTES CRITICAS Deslocar-se para os espaços vazios, de preferência na direcção do cesto do adversário Caso não receba a bola, não deve permanecer onde está, mas sim realizar outro deslocamento, afastando-se da bola e para um espaço vazio, abrindo assim mais uma linha de passe; Afastar-se do defensor para receber a bola. 15

16 PASSE, CORTE PARA O CESTO Consiste, após passe a um companheiro, na abertura duma linha de passe, para facilitar o lançamento COMPONENTES CRITICAS Após passar a bola a um companheiro, desmarcar-se na direcção do cesto, esperando um passe para lançar ao cesto Durante o corte para o cesto, olhar para o companheiro com bola, sinalizando com a mão o seu deslocamento Caso não receba a bola, deve sair da área restritiva 16

17 DEFESA INDIVIDUAL (CAMPO INTEIRO) Consiste na marcação de um adversário, com ou sem bola, não o deixando jogar ou receber a bola. COMPONENTES CRITICAS: Estar sempre próximo do adversário que se está a marcar; Estar sempre entre o adversário e o seu cesto; 17

18 RESSALTO DEFENSIVO Acção que deve ser desenvolvida pelos jogadores da equipa sem posse de bola, após um lançamento da equipa adversária não concretizado, para recuperação da bola. COMPONENTES CRITICAS Estar atento ao lançamento da equipa adversária Estar entre o cesto e o lançador Saltar antes de qualquer adversário De posse da bola, fazer o enquadramento ofensivo, o mais rápido possível 18

19 BIBLIOGRAFIA ANTUNES, M. & CORADINHO, A. (1995). O livro de Educação Física 6º ano. 2ª edição, Didáctica Editora: Lisboa. BAPTISTA, P. e outros. (2006). Em movimento-3º CEB. 1ª edição. Edições Asa: Porto. BARATA, J. e Coelho, O. (2002). Hoje há EDUCAÇÃO FÍSICA. 1ª edição. Texto Editora Lda: Lisboa. BARBOSA, M. (1999). Grande Enciclopédia do Desporto. Edição Especial em Língua Portuguesa, Vol. I, II, III, IV e V. CALADO, J.(1999) Educação Física, 5º/6º ano 1ª edição Areal Editores: Porto. COSTA, J. D. (2000) Jogo limpo, 5º/6º ano, Porto Editora: Porto. LEBRE, E. & NUNES, F. (1997). Desporto é vida Educação Física 5º/6 anos. 1ª Edição, Porto Editora: Porto LEGRAND, L. & RAT, M. (1998). O Basquetebol: as regras, a técnica, a prática. 1ª edição, Editorial Estampa: Lisboa PIMPAREL, L. Educação Física 5º e 6º ano. Editorial O Livro: Lisboa. Documento compilado a partir de unidades didácticas realizadas no âmbito do estágio do Curso de professores do Ensino Básico - variante de Educação física, da Escola Superior de Educação de Leiria, no ano lectivo de 2002/

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