VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

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1 VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Autores: Júlia Ramalho de OLIVEIRA (1); Hemilyn Teixeira de Souza (2) ; Icaro Bittencourt (3) Identificação autores: (1 e 2) Alunas do Curso Técnico em Guia de Turismo Integrado ao Ensino Médio do IFC Campus São Francisco do Sul; (3) Orientador do trabalho, professor do IFC Campus São Francisco do Sul Introdução O tema geral deste trabalho são as diversas formas e intensidades de violência contra as mulheres que são recorrentes no Brasil e em muitos países, motivando graves violações de direitos humanos e crimes hediondos. A persistência das discriminações contra as mulheres revela a necessidade urgente de um profundo olhar sobre suas raízes associado a um maior compromisso na efetivação de direitos. Para tal, desenvolvemos uma análise das desigualdades entre homens e mulheres e o processo de reivindicação para um espaço para as mulheres nos campos do conhecimento, da cultura, da sociedade civil, do mercado de trabalho e da liberdade sexual. O projeto reforça sua importância quando se verifica que o direito das mulheres se expressarem livremente, sem serem s a agressões morais e/ou físicas de outras pessoas, tem encontrado restrições, sendo que muitas vezes a mulher foi e ainda é diminuída e violada na sociedade pelo fato apenas de ser mulher. A partir disso, este estudo apresenta a seguinte hipótese: as violências contínuas contra as mulheres é uma das expressões de diversas desigualdades historicamente construídas que se consolidaram nos campos sociais, políticos, culturais e econômicos da maioria das sociedades e culturas. Seguem os objetivos a serem alcançados para validar a hipótese: analisar a mudança do papel da mulher na sociedade ao longo do tempo; verificar se há desigualdade legal de oportunidades entre homens e mulheres; identificar as principais razões que motivam as desigualdades existentes e analisar as formas de violência contra as mulheres que podem ser relacionadas às referidas desigualdades.

2 Material e Métodos A pesquisa está em fase inicial, os primeiros passos do estudo tem carater bibliográfico. Algumas das obras consutadas foram o Dicionário de Política de Norberto Bobbio, a publicação Gênero: uma categoria útil para a análise histórica, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o site Think Olga e a projeto de estatísticas WomanStats Project, são veículos muito úteis, pois exmplificam o machismo e da violência cotidiana e histórica sobre a mulher. Livros como Gênero, patriarcado, violência e Os Excluídos da História: Operários, Mulheres e Prisioneiros auxiliaram na percepção do papel da mulher ao longo das décadas. Consultou-se o site do Congresso Nacional, assim teve-se uma visão de o que é, e como funciona a Lei nº , de 7 de agosto de 2006, e como a mulher é vista e protegida na atualidade. Com livros, sites e documentos oficiais do Estado concluiu-se a pesquisa bibliográfica, constatando-se que a mulher é tida como submissa e inferior, mesmo com leis a protegendo a violência ainda perpetua, os próximos passos do projeto serão as pesquisas sobre a abordagem dos casos de violência contra a mulher no município de São Francisco do Sul. Resultados e discussão No Dicionário de Política de Norberto Bobbio (1998, 486) a definição de feminismo apresenta-se organizada historicamente, no sentido de que é elaborada uma diferenciação dos diferentes momentos históricos do feminismo. Uma das definições de feminismo que o dicionário apontou: com este termo, indica-se um movimento e um conjunto de teorias que tem em vista a libertação da mulher. Esse movimento nasceu nos Estados Unidos, na segunda metade da década de 60, e se desenvolveu rapidamente por todos os países industrialmente avançados, entre os anos 1968 e 1977 (ODORISIO, 2002, 486 a 490). A luta pela emancipação consistia na exigência da igualdade (jurídica, política e econômica) com o homem, mas mantinha-se na esfera dos valores masculinos, implicitamente reconhecidos e aceitos. Com o conceito de libertação, prescinde-se da igualdade para afirmar a diferença da mulher, entendida não como desigualdade ou

3 complementaridade, mas como assunção histórica da própria alteridade e busca de valores novos para uma completa transformação da sociedade (ODORISIO, 2002, 486 a 490). Seja o feminismo da chamada primeira onda, que teve como marco a luta pelo sufrágio feminino, pela educação, e o feminismo da chamada segunda onda, surgido na segunda metade do século XX, o que une o cerne do feminismo em suas origens, sejam elas no século XIV ou XIX, é a luta pelos direitos das mulheres. Com gradativas incorporações, essa noção de mulheres foi sendo estendida, passando a incluir brancas ou índias, pobres ou ricas, analfabetas ou doutoras, donas-de-casa ou empresárias. Simone de Beauvoir, autora da obra considerada ícone do movimento feminista de segunda onda, O segundo sexo, faz uso da palavra destino inúmeras vezes para argumentar contra o destino biológico ao qual às mulheres estão sujeitas. Em um ataque à perspectiva de Freud, que afirma ser a anatomia o destino, Beauvoir contesta o fator biológico desse destino feminino, afirmando-o como fruto do social. Ela obviamente acreditava que o feminismo era algo construído pela sociedade ao longo do tempo não algo que foi transferido em nossos genes. A publicação de Gênero: uma categoria útil para a análise histórica, parte da premissa que o conhecimento histórico vai além da exaltação dos feitos dos grandes homens (nesse caso, o termo homem não é o genérico). O cerne do artigo de Joan Scott reside no fato de que o cenário social desenvolvido entre homens e mulheres ultrapassa a simples divisão sexual. Scott não nega que existem diferenças entre os corpos sexuados. No patriarcado, a teoria se prende à ideia de servimento das mulheres ao mundo dos homens. Para Joan Scott, as teorias do patriarcado não explicam o que é que a desigualdade de gênero tem a ver com as outras desigualdades. Em outras palavras, questiona-se a desigualdade estabelecida entre os homens e as mulheres em vários contextos históricos e sociais. Diante do exposto, se faz necessário notar que a relação do gênero com a sociedade é mediada por várias tensões de poder, vários vetores de poder. Várias formas de agressões que são consideradas violência, podem ser elas, física, psicológica, moral e simbólica. Os agressores utilizam intencionalmente a força física ou o poder para ameaçar, agredir e submeter as mulheres, privando-as da liberda-

4 de, causando algum dano psicológico, emocional, físico ou até a morte. No site Think Olga foi publicado uma matéria sobre a violência silenciosa, que mostrava e exemplificava, com termos, vídeos e frases, como o machismo mora nos detalhes. Quando um homem interrompe uma mulher, rouba a ideia dela ou a faz pensar que está louca, apesar de serem muito corriqueiras são formas de machismo. Apesar do Brasil ser um país com uma constituição baseada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma que todos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação e todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal (ALVES, 1994), ainda estamos cercados por desigualdades com diferentes origens, sociais, culturais, políticas e econômicas. Em 2014, o site inglês WomanStats Project ( que busca avaliar como está situação das mulheres ao redor do mundo, publicou dados sobre a segurança fisica da mulher ao redor do mundo. A partir deles, percebe-se que o Brasil está no mesmo nível que países da África, nos quais ocorre a mutilação feminina, e próximo a países do Oriente Médio em que a mulher está amplamente subordinada ao homem. Conclusão A pesquisa está em fase inicial, a parte bibliográfica foi concluída com a confirmação de que a mulher ainda é tratada, em muitos casos, como submissa e inferior, mesmo com leis protegendo-a contra a violência moral, psicológica, física e simbólica e as desigualdades com diferentes origens, sociais, culturais, políticas e econômicas ainda perpetuam. Os próximos passos do projeto serão as pesquisas sobre a abordagem dos casos de violência contra a mulher no município de São Francisco do Sul, buscando avaliar como está proteção das mulheres na cidade no que diz respeito às políticas públicas).

5 Referências Livros ALVES, J. A. Direitos Humanos como Tema Global. São Paulo: Perspectiva, BARROS, A. J. S.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia científica, um guia básico para a iniciação científica. 2. ed. amp. São Paulo: Makron Books do Brasil, BOBBIO, N; MATTEUCCI, N; PASQUINO, G. Dicionário de Política. 11ª Ed. Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, PERROT, P. Os Excluídos da História: Operários, Mulheres e Prisioneiros. RJ: Paz e Terra, SAFFIOTI, H. I. B. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, SCOTT, J. W. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade. Porto Alegre, vol. 20, nº 2, jul/dez. 1995, pp Fontes eletrônicas CONGRESSO NACIONAL. Lei nº , de 7 de agosto de 2006, Disponível em: < >. Acesso em 18 de agosto de THINK OLGA. O machismo também mora nos detalhes, Disponível em: < Acesso em 18 de agosto de WOMANSTATS. It's more than just research, Disponível em: < Acesso em 18 de agosto de 2016.

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