1. O CONCEITO DE VIOLÊNCIA E SUAS IMPLICAÇÕES
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- Eliana Soares Esteves
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1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Núcleo de Estudos da Violência CEPID-FAPESP Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, bloco 2 Tel. (55 11) / Fax (55 11) [email protected] FLS0608 Sociologia da Violência: Teoria e Pesquisa 1 º semestre O CONCEITO DE VIOLÊNCIA E SUAS IMPLICAÇÕES 1. O cenário da violência contemporânea 2. Questões: (1) É possível alcançar um conceito que contemple todas as expressões (ou manifestações) empíricas de violência? (2) é possível alcançar um conceito "objetivo" de violência? Um conceito que preencha os requisitos de objetividade científica: precisão, universalidade, neutralidade axiológica? Um conceito que assegure comparação entre fenômenos aparentemente tão diversos?
2 Etimologia da palavra violência 1. Cf. Aurélio Buarque de Holanda: constrangimento físico ou moral; uso da força; coação. Violentar: exercer violência sobre; forçar; coagir; constranger; torcer o sentido de; alterar; inverter. 2. Origem latina da palavra violentia: verbo violare significa tratar com violência, profanar, transgredir. Faz referência ao termo vis: força, vigor, potência, violência, emprego de força física em intensidade, qualidade, essência. Na tradição clássica greco-romana, violência significava o desvio, pelo emprego de força externa, do curso "natural" das coisas. Referência à ordem natural em que se concebia o universo (a natureza e a cultura, o mundo físico e o mundo social). Violar significava portanto transgredir, pelo emprego da potência, o equilíbrio natural (e, em decorrência normal) em que tudo - as coisas e as pessoas - parecia estar situado e sustentado. Esse modo de conceber a violência firmou-se na tradição ocidental desde a antigüidade clássica grecoromana.
3 Conceitos 1. Y. Michaud: "Há violência quando, numa situação de interação, um ou vários atores agem de maneira direta ou indireta, maciça ou esparsa, causando danos a uma ou várias pessoas em graus variáveis, seja em sua integridade física, seja em sua integridade moral, em suas posses, ou em suas participações simbólicas e culturais" (Michaud, 1989, pp.10-11). (1) Zaluar: "violência vem do latim violentia que remete a vis (força, vigor, emprego de força física ou os recursos do corpo para exercer sua força vital). Essa força torna-se violência quando ultrapassa um limite ou perturba acordos tácitos e regras que ordenam relações, adquirindo carga negativa ou maléfica. É portanto a percepção do limite e da perturbação (e do sofrimento que provoca) que vai caracterizar o ato como violento, percepção essa que varia cultural e historicamente" (Zaluar, 1999: 28).
4 Elementos, características e significado do conceito 1. Modo de ser da força. Violência designa uma maneira de ser da força, do sentimento ou de um elemento natural (violência de uma paixão, violência da natureza). Faz referência à força brutal ou desmedida que desrespeita regras e convenções; 2. Fatos, representações, explicações. a) Violência diz respeito a modalidades cristalizadas (e institucionalizadas de ação), que se opõem à paz, à ordem que ela perturba ou questiona; b) trata-se de um conceito normativo, pois refere-se ao mundo dos valores que constituem o "sagrado" para determinado grupo social (comunidade, sociedade, civilização); c) embora não exija justificativa (cf. Arendt), enseja explicação científica. 3. Violência e contexto histórico [social e cultural].
5 1. Violência e interação social. Enquanto tal, envolve: atores, agências, situação (contexto), meios, estrutura normativa (valores). CONTEXTO ATORES ESTRUTURA NORMATIVA VIOLÊNCIA INSTITUIÇÕES RELAÇÕES VALORES HIERÁRQUICAS MEIOS
6 1. Situação de interação. Envolve portanto relações sociais, formas de socialidade e de sociabilidade. Compreende interações conflitivas que remetem às idéias de assimetria nas relações de poder, de hierarquias que implicam sujeição/subordinação, de heteronomia (em lugar de autonomia). Emprego arbitrário da força, por ator/atores, posicionados hierarquicamente de forma assimétrica, com o propósito de impor sua vontade contra a vontade de outros. 2. Presença de atores. Não envolve apenas dois adversários opostos. Envolve múltiplos grupos, com suas particularidades, com suas identidades próprias. Envolve igualmente as interações dos indivíduos/grupos com agências (formas institucionalizadas de ação), como máquinas administrativas para produzir o pânico, o terror.
7 TIPOLOGIA OMS MICHAUD OUTRAS POSSIBILIDADES
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9 TIPOLOGIA SEGUNDO MICHAUD GUERRAS VIOLÊNCIA POLÍTICA CRIMINALIDADE Socio-política difusa contra o poder (de baixo) violência do poder (de cima) formas despóticas ou tirânicas repressão terror terrorismo guerras civis VIOLÊNCIA DA VIDA
10 OUTRAS TIPOLOGIAS Crime (comum e organizado) SEGUNDO NATUREZA Violação de Direitos Humanos* Violência intersubjetiva Simbólica SEGUNDO PARTIPAÇÃO DOS ATORES Individual Coletiva Institucionalizada ou não
11 * Direitos humanos e violência Entende-se aqui por direitos humanos o conjunto de princípios, de caráter universal e universalizante, formalizados no contexto do Estado liberal-democrático tal como ele se desenvolveu no mundo europeu ocidental no curso do século XIX, que proclamam como direitos inalienáveis do homem os direitos à vida e às liberdades, civis e públicas. Sua efetivação requer ação dos governos no sentido de protegê-los contra qualquer espécie de violação ou abuso. Compreendem prioritariamente direitos civis, espaços livres que todo governo deve garantir ao indivíduo, não interferindo em sua vida privada: o direito à vida e à segurança, à intimidade, à vida familiar, à propriedade privada; a possibilidade de manifestar livremente sua opinião, de praticar uma religião, de reunir-se pacificamente. Em segundo lugar, as liberdades civis implicam a obrigação por parte do Estado de articular suas estruturas de maneira que garantam um mínimo de respeito à pessoa humana, a par da plena justiça em casos de abuso: o direito de não ser submetido a medidas arbitrárias por parte das autoridades estatais, de ter acesso à justiça e de ser processado com eqüidade. Cf. Cassese (1991, p. 8). No curso dos últimos duzentos anos, a comunidade internacional operou no sentido do alargamento desse conceito para incluir os direitos políticos e sócio-econômicos. Para a história dos direitos humanos, consultar também: Viñas (1983) e Bobbio (1992).
12 OUTRAS TIPOLOGIAS Crime (comum e organizado) SEGUNDO NATUREZA Violação de Direitos Humanos* Violência intersubjetiva Simbólica SEGUNDO PARTIPAÇÃO DOS ATORES Individual Coletiva Institucionalizada ou não
13 OUTRAS POSSIBILIDADES DE TIPOLOGIA Estrutural SEGUNDO ORIGEM Desigualdades sócioeconômicas e políticas Agentes e agências
14 OUTRAS POSSIBILIDADES DE TIPOLOGIA SEGUNDO A NATUREZA DO DANO Física Psíquica Sexual Moral
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