LISTA DE RECUPERAÇÃO. Literatura
|
|
|
- Linda de Lacerda Santiago
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 LISTA DE RECUPERAÇÃO Professora: Regina Literatura SÉRIE: 2º ANO DATA: 06 / 07 / 2016 EXERCICÍOS DE O CORTIÇO (ITA) Leia as proposições acerca de O Cortiço. I. Constantemente, as personagens sofrem zoomorfização, isto é, a animalização do comportamento humano, respeitando os preceitos da literatura naturalista. II. A visão patológica do comportamento sexual é trabalhada por meio do rebaixamento das relações, do adultério, do lesbianismo, da prostituição etc. III. O meio adquire enorme importância no enredo, uma vez que determina o comportamento de todas as personagens, anulando o livre-arbítrio. IV. O estilo de Aluísio Azevedo, dentro de O Cortiço, confirma o que se percebe também no conjunto de sua obra: o talento para retratar agrupamentos humanos. Está(ão) correta(s) a) todas. b) apenas I. c) apenas I e II. d) apenas I, II e III. e) apenas III e IV. 2. (UFV-MG) Leia o texto abaixo, retirado de O Cortiço, e faça o que se pede: Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo. [ ]. O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na venda; ensarilhavam-se discussões e rezingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sangüínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra. AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. 15. ed. São Paulo: Ática, p Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma possível leitura do fragmento citado: a) No texto, o narrador enfatiza a força do coletivo. Todo o cortiço é apresentado como um personagem que, aos poucos, acorda como uma colmeia humana. b) O texto apresenta um dinamismo descritivo, ao enfatizar os elementos visuais, olfativos e auditivos. c) O discurso naturalista de Aluísio Azevedo enfatiza nos personagens de O Cortiço o aspecto animalesco, rasteiro do ser humano, mas também a sua vitalidade e energia naturais, oriundas do prazer de existir. d) Através da descrição do despertar do cortiço, o narrador apresenta os elementos introspectivos dos personagens, procurando criar correspondências entre o mundo físico e o metafísico. e) Observa-se, no discurso de Aluísio Azevedo, pela constante utilização de metáforas e sinestesias, uma preocupação em apresentar elementos descritivos que comprovem a sua tese determinista. 3. (UNIFESP) A questão a seguir baseia-se no seguinte fragmento do romance O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo ( ): O cortiço
2 Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. Homens e mulheres corriam de cá para lá com os tarecos ao ombro, numa balbúrdia de doidos. O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados. Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. Da casa do Barão saíam clamores apopléticos; ouviam-se os guinchos de Zulmira que se espolinhava com um ataque. E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. Os sinos da vizinhança começaram a badalar. E tudo era um clamor. A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca. Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas. (Aluísio Azevedo. O cortiço) Em O cortiço, o caráter naturalista da obra faz com que o narrador se posicione em terceira pessoa, onisciente e onipresente, preocupado em oferecer uma visão crítico-analítica dos fatos. A sugestão de que o narrador é testemunha pessoal e muito próxima dos acontecimentos narrados aparece de modo mais direto e explícito em: a) Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. b) Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. c) Da casa do Barão saíam clamores apopléticos... d) A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. e) Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada (UNIFESP) A questão a seguir baseia-se no seguinte fragmento do romance O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo ( ): O cortiço Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. Homens e mulheres corriam de cá para lá com os tarecos ao ombro, numa balbúrdia de doidos. O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados. Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. Da casa do Barão saíam clamores apopléticos; ouviam-se os guinchos de Zulmira que se espolinhava com um ataque. E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. Os sinos da vizinhança começaram a badalar. E tudo era um clamor. A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca. Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas. (Aluísio Azevedo. O cortiço) O caráter naturalista nessa obra de Aluísio Azevedo oferece, de maneira figurada, um retrato de nosso país, no final do século XIX. Põe em evidência a competição dos mais fortes, entre si, e estes, esmagando as camadas de baixo, compostas de brancos pobres, mestiços e escravos africanos. No ambiente de degradação de um cortiço, o autor expõe um quadro tenso de misérias materiais e humanas. No fragmento, há várias outras características do Naturalismo. Aponte a alternativa em que as duas características apresentadas são corretas: 2
3 a) Exploração do comportamento anormal e dos instintos baixos; enfoque da vida e dos fatos sociais contemporâneos ao escritor. b) Visão subjetivista dada pelo foco narrativo; tensão conflitiva entre o ser humano e o meio ambiente. c) Preferência pelos temas do passado, propiciando uma visão objetiva dos fatos; crítica aos valores burgueses e predileção pelos mais pobres. d) A onisciência do narrador imprime-lhe o papel de criador, e se confunde com a idéia de Deus; utilização de preciosismos vocabulares, para enfatizar o distanciamento entre a enunciação e os fatos enunciados. e) Exploração de um tema em que o ser humano é aviltado pelo mais forte; predominância de elementos anticientíficos, para ajustar a narração ao ambiente degradante dos personagens. 5. (UNIFESP) A questão a seguir baseia-se no seguinte fragmento do romance O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo ( ): O cortiço Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. Homens e mulheres corriam de cá para lá com os tarecos ao ombro, numa balbúrdia de doidos. O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados. Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. Da casa do Barão saíam clamores apopléticos; ouviam-se os guinchos de Zulmira que se espolinhava com um ataque. E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. Os sinos da vizinhança começaram a badalar. E tudo era um clamor. A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca. Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas. (Aluísio Azevedo. O cortiço) Releia o fragmento de O cortiço, com especial atenção aos dois trechos a seguir: Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. (...) E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. No fragmento, rico em efeitos descritivos e soluções literárias que configuram imagens plásticas no espírito do leitor, Aluísio Azevedo apresenta características psicológicas de comportamento comunitário. Aponte a alternativa que explicita o que os dois trechos têm em comum: a) Preocupação de um em relação à tragédia do outro, no primeiro trecho, e preocupação de poucos em relação à tragédia comum, no segundo trecho. b) Desprezo de uns pelos outros, no primeiro trecho, e desprezo de todos por si próprios, no segundo trecho. c) Angústia de um não poder ajudar o outro, no primeiro trecho, e angústia de não se conhecer o outro, por quem se é ajudado, no segundo trecho. d) Desespero que se expressa por murmúrios, no primeiro trecho, e desespero que se expressa por apatia, no segundo trecho. e) Anonimato da confusão e do salve-se quem puder, no primeiro trecho, e anonimato da cooperação e do todos por todos, no segundo trecho. 6. (ESPM) Dos segmentos abaixo, extraídos de O Cortiço, de Aluísio Azevedo, marque o que não traduza exemplo de zoomorfismo: a) Zulmira tinha então doze para treze anos e era o tipo acabado de fluminense; pálida, magrinha, com pequeninas manchas roxas nas mucosas do nariz, das pálpebras e dos lábios, faces levemente pintalgadas de sardas. b) Leandra...a Machona, portuguesa feroz, berradora, 3
4 pulsos cabeludos e grossos, anca de animal do campo. c) Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. d) E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa começou a minhocar,... e multiplicar-se como larvas no esterco. e) Firmo, o atual amante de Rita Baiana, era um mulato pachola, delgado de corpo e ágil como um cabrito (UEL) A questão refere-se aos trechos a seguir. Justamente por essa ocasião vendeu-se também um sobrado que ficava à direita da venda, separado desta apenas por aquelas vinte braças; e de sorte que todo o flanco esquerdo do prédio, coisa de uns vinte e tantos metros, despejava para o terreno do vendeiro as suas nove janelas de peitoril. Comprou-o um tal Miranda, negociante português, estabelecido na rua do Hospício com uma loja de fazendas por atacado. E durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado diante daquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa, por debaixo das janelas, e cujas raízes piores e mais grossas do que serpentes miravam por toda parte, ameaçando rebentar o chão em torno dela, rachando o solo e abalando tudo. (AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 26. ed. São Paulo: Martins, p. 23; 33.) Com base nos fragmentos citados e nos conhecimentos sobre o romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo, considere as afirmações a seguir: I. A descrição do cortiço, feita através de uma linguagem metafórica, indica que, no romance, esse espaço coletivo adquire vida orgânica, revelando-se um ser cuja força de crescimento assemelha-se ao poderio de raízes em desenvolvimento constante que ameaçam tudo abalar. II. A inquietação de Miranda quanto ao crescimento do cortiço deve-se ao fato de que sua casa, o sobrado, ainda que fosse uma construção imponente, não possuía uma estrutura capaz de suportar o crescimento desenfreado do vizinho, que ameaçava derrubar sua habitação. III. Não obstante a oposição entre o sobrado e o cortiço em termos de aparência física dos ambientes, os moradores de um e outro espaço não se distinguem totalmente, haja vista que seus comportamentos se assemelham em vários aspectos, como, por exemplo, os de João Romão e Miranda. IV. Os dois ambientes descritos marcam uma oposição entre o coletivo (o cortiço) e o individual (o sobrado) e, por extensão, remetem também à estratificação presente no contexto do Rio de Janeiro do final do século XIX. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV. 8. (UFLA) Relacione os trechos da obra O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, às características realistas/naturalistas seguintes que predominam nesses trechos e, a seguir, marque a alternativa CORRETA: 1. Detalhismo. 2. Crítica ao capitalismo selvagem. 3. Força do sexo. ( ) (...) possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estepe cheio de palha. ( ) (...) era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas de fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras. ( ) E seu tipo baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer (...) Era um pobre diabo caminhando para os setenta anos, antipático, muito macilento. 4
5 a) 2, 1, 3 b) 1, 3, 2 c) 3, 2, 1 d) 2, 3, 1 e) 1, 2, 3 9. (UNIFESP / SP) Em O cortiço, o caráter naturalista da obra faz com que o narrador se posicione em terceira pessoa, onisciente e onipresente, preocupado em oferecer uma visão crítico- analística dos fatos. A sugestão de que o narrador é testemunha pessoal e muito próxima dos acontecimentos narrados aparece de modo mais direto e explícito em: a) Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. b) Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes que se despejavam sobre as chamas. c) Da casa do Barão saíam clamores apopléticos... d) A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. e) Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada (UEL) Texto 1 De cada casulo espipavam homens armados de pau, achas de lenha, varais de ferro. Um empenho coletivo os agitava agora, a todos, numa solidariedade briosa, como se ficassem desonrados para sempre se a polícia entrasse ali pela primeira vez. Enquanto se tratava de uma simples luta entre dois rivais, estava direito! Jogassem lá as cristas, que o mais homem ficaria com a mulher! mas agora tratava-se de defender a estalagem, a comuna, onde cada um tinha a zelar por alguém ou alguma coisa querida. (AZEVEDO, Aluísio, O cortiço. 26. ed. São Paulo: Martins, p. 139.) Texto 2 O cortiço é um romance de muitas personagens. A intenção evidente é a de mostrar que todas, com suas particularidades, fazem parte de uma grande coletividade, de um grande corpo social que se corrói e se constrói simultaneamente. (FERREIRA, Luiz Antônio. Roteiro de leitura: O cortiço de Aluísio Azevedo. São Paulo: Ática, p. 42.) Sobre os textos, assinale a alternativa correta. a) No Texto 1, por ser ele uma construção literária realista, há o predomínio da linguagem referencial, direta e objetiva; no Texto 2, por ser ele um estudo analítico do romance, há o predomínio da linguagem estética, permeada de subentendidos. b) A afirmação contida no Texto 2 explicita o modo coletivo de agir do cortiço, algo que também se observa no Texto 1, o que justifica o prevalecimento de um termo coletivo como título do romance. c) Tanto no Texto 1 quanto no Texto 2 há uma visão exacerbada e idealizada do cortiço, sendo este considerado um lugar de harmonia e justiça. d) No Texto 1 prevalece a desagregação e corrosão da grande coletividade a que se refere o Texto 2. e) O que se afirma no Texto 2 vai contra a idéia contida no Texto 1, visto que no cortiço jamais existe união entre os seus moradores. 11. (UEL) A questão refere-se aos trechos a seguir. Justamente por essa ocasião vendeu-se também um sobrado que ficava à direita da venda, separado desta apenas por aquelas vinte braças; e de sorte que todo o flanco esquerdo do prédio, coisa de uns vinte e tantos metros, despejava para o terreno do vendeiro as suas nove janelas de peitoril. Comprou-o um tal Miranda, negociante português, estabelecido na rua do Hospício com uma loja de fazendas por atacado. E durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado diante daquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa, por debaixo das janelas, e cujas raízes piores e mais grossas do que serpentes miravam por toda parte, ameaçando rebentar o chão em torno dela, rachando o solo e abalando tudo (AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 26. ed. São Paulo: Martins, p. 23; 33.) Com base nos fragmentos citados e nos conhecimentos sobre o romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo, considere as afirmações a seguir. 5
6 I. A descrição do cortiço, feita através de uma linguagem metafórica, indica que, no romance, esse espaço coletivo adquire vida orgânica, revelando-se um ser cuja força de crescimento assemelha-se ao poderio de raízes em desenvolvimento constante que ameaçam tudo abalar. II. A inquietação de Miranda quanto ao crescimento do cortiço deve-se ao fato de que sua casa, o sobrado, ainda que fosse uma construção imponente, não possuía uma estrutura capaz de suportar o crescimento desenfreado do vizinho, que ameaçava derrubar sua habitação. III. Não obstante a oposição entre o sobrado e o cortiço em termos de aparência física dos ambientes, os moradores de um e outro espaço não se distinguem totalmente, haja vista que seus comportamentos se assemelham em vários aspectos, como, por exemplo, os de João Romão e Miranda. IV. Os dois ambientes descritos marcam uma oposição entre o coletivo (o cortiço) e o individual (o sobrado) e, por extensão, remetem também à estratificação prresente no contexto do Rio de Janeiro do final do século XIX. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV. 12. (UFLA) Leia o texto para responder à questão. O CORTIÇO (Aluísio de Azevedo) Estalagem de São Romão. Alugam-se casinhas e tinas para lavadeiras. As casinhas eram alugadas por mês e as tinas por dia; tudo pago adiantado. O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis; sabão à parte. As moradoras do cortiço tinham preferência e não pagavam nada para lavar. (...) E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco. E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco. (O Cortiço. São Paulo, Ática, 1997) A fusão entre os seres e o ambiente a que pertencem é um traço naturalista fortemente presente no fragmento. Indique a alternativa que melhor expressa essa característica. a)"diga-me com quem tu andas e eu te direi quem és" / "Filho de peixe peixinho é." b) Vão-se os anéis, ficam os dedos / Cada macaco no seu galho. c) Ri melhor quem ri por último / Nem todos os dedos da mão são iguais. d) Antes só do que mal acompanhado / Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. e) O que os olhos não vêem o coração não sente / De grão em grão a galinha enche o papo. 13. (UNILAVRAS) Pode-se afirmar corretamente com relação ao romance O Cortiço, exceto: A) É um romance urbano. B) O Autor admite a influência do meio no comportamento do indivíduo. C) Alcança a época da escravidão. D) Romão é tudo, menos um ingrato. E) O protagonista não se contenta com a ascensão econômica, quer a social também. 14. (UNILAVRAS) Com relação à obra O Cortiço, de Aluísio Azevedo: I - É uma obra que pertence ao Naturalismo brasileiro. II - Como uma obra Naturalista, faz uma abordagem patológica do homem. III - Por ser escrita no século XIX é uma obra romântica. 6
7 A) Apenas a afirmativa I está correta. B) Apenas a afirmativa II está correta. C) Apenas a afirmativa III está correta. D) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. E) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 15. (UNIFESP) INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 15 a 17, leia o trecho de O cortiço, de Aluísio Azevedo. Jerônimo bebeu um bom trago de parati, mudou de roupa e deitou-se na cama de Rita. Vem pra cá... disse, um pouco rouco. Espera! espera! O café está quase pronto! E ela só foi ter com ele, levando-lhe a chávena fumegante da perfumosa bebida que tinha sido a mensageira dos seus amores (...) Depois, atirou fora a saia e, só de camisa, lançou-se contra o seu amado, num frenesi de desejo doído. Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na sua pele a carne quente daquela brasileira; ao sentir inundar-se o rosto e as espáduas, num eflúvio de baunilha e cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao sentir esmagarem-se no seu largo e peludo colo de cavouqueiro os dois globos túmidos e macios, e nas suas coxas as coxas dela; sua alma derreteu-se, fervendo e borbulhando como um metal ao fogo, e saiu-lhe pela boca, pelos olhos, por todos os poros do corpo, escandescente, em brasa, queimando-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os membros, fibra por fibra, numa agonia extrema, sobrenatural, uma agonia de anjos violentados por diabos, entre a vermelhidão cruenta das labaredas do inferno. Pode-se afirmar que o enlace amoroso entre Jerônimo e Rita, próprio à visão naturalista, consiste A) na condenação do sexo e conseqüente reafirmação dos preceitos morais. B) na apresentação dos instintos contidos, sem exploração da plena sexualidade. C) na apresentação do amor idealizado e revestido de certo erotismo. D) na descrição do ser humano sob a ótica do erótico e animalesco. E) na concepção de sexo como prática humana nobre e sublime. COMENTÁRIO: Os naturalistas concebem o homem como um animal e que, como tal, tem instintos. O texto, de caráter narrativo-descritivo, revela a lascívia do casal Jerônimo e Rita Baiana. 16. O enlace amoroso, seja na perspectiva de Rita, seja na de Jerônimo, A) é sublimado, o que lhe confere caráter grotesco na obra. B) é desejado com intensidade e lhes aguça os ânimos. C) reproduz certo incômodo pelo tom de ritual que impõe. D) representa-lhes o pecado e a degradação como pessoa. E) é de sensualidade suave, pela não explicitação do ato. COMENTÁRIO: Enquanto ela atirou fora a saia e, só de camisa, lançou-se contra o seu amado, num frenesi de desejo doído ele, irremediavelmente seduzido, sentiu-se escandescente, em brasa, consumido por um amor sobrenatural. 17. A atração inicial entre Rita e Jerônimo não acontece na cena descrita. Segundo o texto, pode-se inferir que ela se relaciona com A) uma dose de parati. B) a cama de Rita. C) uma xícara de café. D) o perfume de Rita. E) o olhar de Rita. COMENTÁRIO: Segundo o texto: (...) a chávena fumegante da perfumosa bebida que tinha sido a mensageira dos seus amores (...). 18. (UFAM) Assinale a alternativa incorreta feita a propósito do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo: A) É também uma história de corrupção, centrada na animalização humana estimulada pelo sexo e pelo dinheiro. B) O verdadeiro protagonista desse romance é uma comunidade popular explorada em proveito da 7
8 burguesia ascendente da época. C) Observam-se sátiras a alguns tipos predominantes na época: o comerciante rico e grosseiro, a velha beata e raivosa, o cônego relaxado e comilão. D) O enredo não gira em função de pessoas, havendo muitas descrições precisas onde cenas coletivas e tipos psicologicamente primários fazem o conjunto. e) Existe uma divisão clara entre a vida dos que venceram, como João Romão, senhor da pedreira e do cortiço, e a labuta dos humildes que se exaurem na luta pela sobrevivência. que toma a natureza decadente dos cortiços para provar os malefícios da mestiçagem. c) O Naturalismo no Brasil esteve sempre ligado à beleza das paisagens das cidades e do interior do Brasil. d) O Naturalismo, por seus princípios científicos, considerava as narrativas literárias exemplos de demonstração de teses e ideias sobre a sociedade e o homem. e) O Naturalismo do século XIX no Brasil difundiu, na literatura, uma linguagem científica e hermética, fazendo com que os textos literários fossem lidos apenas por intelectuais. 11. PUC-PR Sobre o Realismo, assinale a alternativa incorreta. 19. (UFAM) Das frases abaixo, apenas uma, por não conter características do Naturalismo, não expressar com acerto uma parte do enredo ou não conter o nome de um dos personagens de O Cortiço, NÃO pertence a esse romance. Assinale-a: A) A mulata era o prazer, era a volúpia, era o fruto dourado (...) onde a alma de Jerônimo aprendeu lascívias de macaco e onde seu corpo porejou o cheiro sensual dos bodes. B) A primeira que se pôs a lavar foi a Leandra, por alcunha a Machona, portuguesa feroz, berradora, pulsos cabeludos e grossos, anca de animal do campo. C) As corridas até à venda reproduziam-se, transformando-se num verminar constante de formigueiro assanhado. D) Um bruxuleio barato no fundo da biboca dos retirantes, que, perdida na amplidão do latifúndio, ficava menor, semelhando um ninho caído, modificava-lhes a impressão da vida. E) De repente, veio enorme borboleta de fogo adejar luxuriosamente em torno da imensa rosa, em cujo regaço a virgem permanecia com os peitos franqueados. Assinale a alternativa que contém a afirmação correta sobre o Naturalismo no Brasil. a) O Naturalismo usou elementos da natureza selvagem do Brasil do século XIX para defender teses sobre os defeitos da cultura primitiva. b) A valorização da natureza rude verificada nos poetas árcades se prolonga na visão naturalista do século XIX, a) O Realismo e o Naturalismo têm as mesmas bases, embora sejam movimentos diferentes. b) O Realismo surgiu como consequência do cientificismo do século XIX. c) O Realismo surgiu na Europa, como reação ao Naturalismo. d) Gustave Flaubert foi um dos precursores do Realismo. Escreveu Madame Bovary. e) Emile Zola escreveu romances de tese e influenciou escritores brasileiros. Para responder às questões de 12 a 15, leia o trecho a seguir de O cortiço, de Aluísio Azevedo. Jerônimo bebeu um bom trago de parati, mudou de roupa e deitou-se na cama de Rita. Vem pra cá... disse, um pouco rouco. Espera! espera! O café está quase pronto! E ela só foi ter com ele, levando-lhe a chávena fumegante da perfumosa bebida que tinha sido a mensageira dos seus amores (...) Depois, atirou fora a saia e, só de camisa, lançouse contra o seu amado, num frenesi de desejo doído. Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na sua pele a carne quente daquela brasileira; ao sentir inundar-se o rosto e as espáduas, num eflúvio de baunilha e cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao sentir esmagarem-se no seu largo e peludo colo de cavouqueiro os dois globos túmidos e macios, e nas suas coxas as coxas dela; sua alma derreteu-se, fervendo e borbulhando como um metal ao fogo, e saiulhe pela boca, pelos olhos, por todos os poros do corpo, escandescente, em brasa, queimando-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os membros, fibra por fibra, numa agonia extrema, sobrenatural, uma agonia de anjos violentados por diabos, entre a vermelhidão cruenta das labaredas do inferno. 12. Unifesp O cortiço, obra naturalista: a) traduziu a sensualidade humana na ótica do objetivismo científico, o que se alinha à grande preocupação espiritual. b) fez análises muito subjetivas da realidade, pouco alinhadas ao cientificismo predominante na época. 8
9 c) explorou as mazelas humanas de forma a incitar a busca por valores éticos e morais. d) não pôde ser considerado um romance engajado, pois deixou de lado a análise da realidade. e) tratou de temas de patologia social, pouco explorados nas escolas literárias que o precederam. 13. Unifesp A atração inicial entre Rita e Jerônimo não acontece na cena descrita. Segundo o texto, pode-se inferir que ela se relaciona com: a) uma dose de parati. b) a cama de Rita. c) uma xícara de café. d) o perfume de Rita. e) o olhar de Rita. 14. Unifesp O enlace amoroso, seja na perspectiva de Rita, seja na de Jerônimo: a) é sublimado, o que lhe confere caráter grotesco na obra. b) é desejado com intensidade e lhes aguça os ânimos. c) reproduz certo incômodo pelo tom de ritual que impõe. d) representa-lhes o pecado e a degradação como pessoa. e) é de sensualidade suave, pela não explicitação do ato. 15. Unifesp Pode-se afirmar que o enlace amoroso entre Jerônimo e Rita, próprio à visão naturalista, consiste: a) na condenação do sexo e consequente reafirmação dos preceitos morais. b) na apresentação dos instintos contidos, sem exploração da plena sexualidade. c) na apresentação do amor idealizado e revestido de certo erotismo. d) na descrição do ser humano sob a ótica do erótico e animalesco. e) na concepção de sexo como prática humana nobre e sublime. 16. UFR-RJ O DESPERTAR DO CORTIÇO Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente, uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas das mãos. As portas das latrinas não descansavam... AZEVEDO, Aluísio. O cortiço, São Paulo: Martins, 1968, p. 43. São características desse texto, consideradas típicas do Naturalismo, entre outras: a) o idealismo, o comportamento determinista. b) a ênfase no aspecto material da vida, o comportamento sofisticado. c) as comparações dos seres humanos com animais, a promiscuidade. d) a representação objetiva da vida, o endeusamento do ser humano. e) a fuga à realidade, o positivismo exacerbado. 17. UFSCar-SP O DESPERTAR DO CORTIÇO Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente, uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas das mãos. As portas das latrinas não descansavam... AZEVEDO, Aluísio. O cortiço, São Paulo: Martins, 1968, p. 43. Aluísio Azevedo pertence ao Naturalismo. a) Cite duas características desse estilo de época. O zoomorfismo e o descritivismo objetivo, que fixa elementos sensoriais. b) Exemplifique, no texto acima, essas duas características. O zoomorfismo aparece em aglomeração de machos e fêmeas, não molhar o pelo, fossando. A análise objetiva, voltada para elementos sensoriais, aparece em fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos, chão inundava-se, metiam bem debaixo da água e esfregavam com força, dentre outras. 18. ESPM-SP Dos segmentos a seguir, extraídos de O cortiço, de Aluísio Azevedo, marque o que não traduz exemplo de zoomorfismo. a) Zulmira tinha então doze para treze anos e era o tipo acabado de fluminense; pálida, magrinha, com pequeninas manchas roxas nas mucosas do nariz, das pálpebras e dos lábios, faces levemente pintalgadas de sardas. b) Leandra... a Machona, portuguesa feroz, berradora, pulsos cabeludos e grossos, anca de animal do campo. c) Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. d) E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa começou a minhocar,... e multiplicar-se como larvas no esterco. 9
10 e) Firmo, o atual amante de Rita Baiana, era um mulato pachola, delgado de corpo e ágil como um cabrito PUC-RS Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. (...) O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; viase-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. (...) O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto (...). Começavam a fazer compras na venda; ensarilhavam-se discussões e resingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra. Expressões tais como machos e fêmeas, cabelo para o alto do casco, molhar o pelo constroem imagens que remetem a uma entre homens e animais, típica do, que se constitui num prolongamento do. a) dissociação Realismo Naturalismo b) contemporização Modernismo Realismo c) dissociação Romantismo Naturalismo d) associação Naturalismo Realismo e) contemporização Realismo Romantismo 20. PUC-RS A obra a que pertence o texto em questão: a) recupera a tradição oral dos contos populares. b) retrata a realidade socioeconômica brasileira no limiar dos séculos XIX e XX. c) vincula-se ao chamado Romance de 30. d) organiza-se em torno da representação do anti-herói. e) apresenta uma relativização da verossimilhança. b) apenas I. c) apenas I e II. d) apenas I, II e III. e) apenas III e IV. 22. (UFV-MG) Leia o texto abaixo, retirado de O Cortiço, e faça o que se pede: Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo. [ ]. O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na venda; ensarilhavam-se discussões e rezingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sangüínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra. AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. 15. ed. São Paulo: Ática, p Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma possível leitura do fragmento citado: a) No texto, o narrador enfatiza a força do coletivo. Todo o cortiço é apresentado como um personagem que, aos poucos, acorda como uma colméia humana. b) O texto apresenta um dinamismo descritivo, ao enfatizar os elementos visuais, olfativos e auditivos. c) O discurso naturalista de Aluísio Azevedo enfatiza nos personagens de O Cortiço o aspecto animalesco, rasteiro do ser humano, mas também a sua vitalidade e energia naturais, oriundas do prazer de existir. d) Através da descrição do despertar do cortiço, o narrador apresenta os elementos introspectivos dos personagens, procurando criar correspondências entre o mundo físico e o metafísico. e) Observa-se, no discurso de Aluísio Azevedo, pela constante utilização de metáforas e sinestesias, uma preocupação em apresentar elementos descritivos que comprovem a sua tese determinista. 21. (ITA) Leia as proposições acerca de O Cortiço. I. Constantemente, as personagens sofrem zoomorfização, isto é, a animalização do comportamento humano, respeitando os preceitos da literatura naturalista. II. A visão patológica do comportamento sexual é trabalhada por meio do rebaixamento das relações, do adultério, do lesbianismo, da prostituição etc. III. O meio adquire enorme importância no enredo, uma vez que determina o comportamento de todas as personagens, anulando o livre-arbítrio. IV. O estilo de Aluísio Azevedo, dentro de O Cortiço, confirma o que se percebe também no conjunto de sua obra: o talento para retratar agrupamentos humanos. Está(ão) correta(s) a) todas. 10
P2-4º BIMESTRE. Leia com atenção o texto abaixo, fragmento do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo:
Lista de Exercícios Aluno(a): Nº. Professor:Daniel Série: 3º ano Disciplina: Literatura Data da prova:01/11/2014. P2-4º BIMESTRE Leia com atenção o texto abaixo, fragmento do romance O cortiço, de Aluísio
O Cortiço Aluísio Azevedo. ALUÍSIO AZEVEDO ( ) Projeto de vida: tentativa de profissionalização artística, como pintor e como escritor
O Cortiço Aluísio Azevedo ALUÍSIO AZEVEDO (1857-1913) Projeto de vida: tentativa de profissionalização artística, como pintor e como escritor SIMULTANEIDADE ESTÉTICA: Romantismo: Uma lágrima de mulher
O REALISMO E O NATURALISMO NO BRASIL
GOIÂNIA, / / 2016 PROFESSOR: Daniel DISCIPLINA: Literatura SÉRIE: 2 ano ALUNO(a): Data da prova: 21/10/2016. No Anhanguera você é + Enem Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente as seguintes
Roteiro de Recuperação. Professor(a):Camila Brandão Aluno(a):
INSTITUTO EDUCACIONAL MANOEL PINHEIRO www.manoelpinheiro.com.br Língua Portuguesa e Literatura Roteiro de Recuperação Ensino Médio Etapa:2ª Série:3ª Tipo: Professor(a):Camila Brandão Aluno(a): Valor: Nota:
ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE LITERATURA
ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE LITERATURA Nome: Nº 2 a. Série Data: / /2015 Professores: Fernando, Roberto Nota: (valor: 1,0) 3º bimestre Introdução Caro aluno. Neste semestre, você obteve média inferior a
LITERATURA. aula Naturalismo
LITERATURA aula Naturalismo As Escolas Literárias Barroco 1601 Arcadismo 1768 Romantismo 1836 Realismo 1881 Naturalismo 1881 Parnasianismo 1882 Simbolismo 1893 Pré-modernismo 1902 Modernismo 1922 Naturalismo
COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação
COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2ª PROVA PARCIAL DE LITERATURA Aluno(a): Nº Ano: 2º Turma: Data: 11/06/2011 Nota: Professora: Regiane Valor da Prova: 40 pontos Assinatura do responsável: Orientações
Origens: folhetim. Autores: Vitor Hugo, Alexandre Dumas, Walter Scott, José de Alencar, Machado de Assis
O Romance Romântico O Romance Romântico Origens: folhetim Autores: Vitor Hugo, Alexandre Dumas, Walter Scott, José de Alencar, Machado de Assis O Romance Romântico Estrutura narrativa: Equilíbrio inicial:
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9º ANO 3º BIMESTRE AUTORIA JENIFFER MOLNAR CORRÊA DE OLIVEIRA Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR III Eram cinco horas da manhã e o cortiço
Roteiro de estudos para recuperação final. Literatura Raquel Solange Pinto
Roteiro de estudos para recuperação final Disciplina: Professor (a): Literatura Raquel Solange Pinto Conteúdo: Referência para estudo: Romantismo Realismo Naturalismo - Parnasianismo Obras literárias Apostila
O cortiço. Aluísio Azevedo
O cortiço Aluísio Azevedo Nasceu em São Luís (MA),em 1857 e faleceu em Buenos Aires, em 1913. Estudou irregularmente, foi escritor, pintor desenhista (caricatura) e diplomata. 1 Principais obras literárias
O mundo de cavaleiros destemidos, de virgens ingênuas e frágeis, e o ideal de uma vida primitiva, distante da civilização, tudo isso terminara.
O mundo de cavaleiros destemidos, de virgens ingênuas e frágeis, e o ideal de uma vida primitiva, distante da civilização, tudo isso terminara. A segunda metade do século XIX presencia profundas modificações
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9º ANO 4º BIMESTRE AUTORIA MARIA DE FATIMA MONTEIRO DE ARAUJO Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR I Leia um fragmento do capítulo I, do romance
A obra O cortiço, 1890
A obra O cortiço, 1890 Aluísio Azevedo Semi Manhã - Aulas 17 e 18 Semi Tarde - Aulas 15 e 16 A escola Naturalismo Diferenças entre três escolas Prof. Eloy Gustavo Romantismo: Expressão exaltada dos sentimentos,
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9º ANO 3º BIMESTRE AUTORIA LILIANE BARROS PEDRO Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR I O CORTIÇO ALUÍSIO AZEVEDO (...) Algumas lavadeiras enchiam
O CORTIÇO, de Aluísio Azevedo. Profª. Ms. Jerusa Toledo
O CORTIÇO, de Aluísio Azevedo Profª. Ms. Jerusa Toledo Gênero: O Cortiço é um romance NATURALISTA. É a obra mais importante deste movimento no Brasil. "E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade
NATURALISMO NO BRASIL - 1. Professora Maria Tereza Faria
NATURALISMO NO BRASIL - 1 Professora Maria Tereza Faria Os Bêbados, José Malhoa Fim de romance, Antônio Parreiras CARACTERÍSTICAS 1. Análise de grupos marginalizados (aqueles que não costumavam aparecer
Aluísio Azevedo ( )
Aluísio Azevedo (1857-1913) Quando naturalista, escritor modular; Primeiro escritor profissional do Brasil; Escreveu: folhetins romanescos, contos, teatro, crônicas e romances naturalistas; Obra heterogênea
PROFESSOR: Gilberto Júnior
PROFESSOR: Gilberto Júnior BANCO DE QUESTÕES - CHTS 2ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================= 01- Leia o texto a seguir, extraído
Aluísio Azevedo. Profª Caroline Rodrigues
Aluísio Azevedo Profª Caroline Rodrigues Aluísio Azevedo São Luís, Maranhão Escritor e caricaturista Folhetins romanescos + romances naturalistas que representam sua visão de mundo, como O mulato e O
Exercícios de Revisão - Realismo e Naturalismo
Exercícios de Revisão - Realismo e Naturalismo 1. (FUVEST / GV) O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi
O CORTIÇO ALUÍSIO AZEVEDO
O CORTIÇO ALUÍSIO AZEVEDO TÓPICOS Breve biografia de Aluísio Azevedo Naturalismo Resumo do Enredo Estrutura de O Cortiço Breve Biografia Aluísio Azevedo Nasceu em São Luís, Maranhão, em 1857 e faleceu
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9º ANO 4º BIMESTRE AUTORIA MARIA DA APARECIDA LIMA DO NASCIMENTO Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR I O trecho que você vai ler pertence ao
O CORTIÇO (1890) Professor Kássio
O CORTIÇO (1890) Professor Kássio ALUÍSIO AZEVEDO Era pintor, desenhista, o que influenciou a sua obra. Com O mulato inaugurou o Naturalismo no Brasil, discutindo as questões raciais, de um ponto de vista
Colégio XIX de Março Educação do jeito que deve ser
Colégio XIX de Março Educação do jeito que deve ser 2018 2ª PROVA SUBSTITUTIVA DE LITERATURA Aluno(a): Nº Ano: 2º Turma: Data: 12/09/2018 Nota: Professor(a): Diego Guedes Valor da Prova: 40 pontos Orientações
Orientação de estudos
Roteiro de estudos 2º trimestre. Português O roteiro foi montado especialmente para reforçar os conceitos dados em aula. Com os exercícios você deve fixar os seus conhecimentos e encontrar dificuldades
LISTA DE EXERCÍCIOS DE LITERATURA 3º ANO 2018
LISTA DE EXERCÍCIOS DE LITERATURA 3º ANO 2018 01 - A narração dos acontecimentos com que o leitor se defronta no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, se faz em primeira pessoa, portanto, do ponto
NATURALISMO LITERATURA - 2 ano A e B (2º Bim.)
COLÉGIO DIOCESANO SERIDOENSE NATURALISMO LITERATURA - 2 ano A e B (2º Bim.) Professora: Caroline Santos O vagão de terceira classe (1864), Honoré Daumier Aspectos Gerais Frequentemente o Realismo e o Naturalismo
Bárbara da Silva. Literatura. Aula 16 Naturalismo
Bárbara da Silva Literatura Aula 16 Naturalismo O Naturalismo surge no Brasil sob o mesmo contexto do Realismo, inclusive as duas vertentes foram desenvolvidas simultaneamente. O período é marcado por
Aula LITERATURA E TEATRO NATURALISTAS NO BRASIL: META OBJETIVOS. Leitura das obras, O Mulato, (Fonte:
LITERATURA E TEATRO NATURALISTAS NO BRASIL: META OBJETIVOS Leitura das obras, O Mulato, (Fonte: http://publifolha.folha.com.br) Literatura Brasileira II renovar sua realidade e construir um mundo melhor
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9º ANO 4º BIMESTRE AUTORIA IVETE FREITAS SILVA Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR I O Texto Gerador I pertence ao gênero textual que será trabalhado
Para responder às questões abaixo, leia o conto "O chapéu de guizos" no livro Sete ossos e uma maldição de Rosa Amanda Strausz.
PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS BANCO DE QUESTÕES - PRODUÇÃO TEXTUAL - 7º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= Para responder
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9 ANO 3 BIMESTRE AUTORIA MICHELE CRISTINE SILVA SOUSA Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR I O Texto Gerador I trata-se de um fragmento do primeiro
Matéria: Literatura Assunto: naturalismo Prof. Ibirá costa
Matéria: Literatura Assunto: naturalismo Prof. Ibirá costa Literatura Naturalismo (Séc. XIX) O Naturalismo, e este sim, identificado com as matrizes européias do movimento, estrutura-se com O Mulato, de
LISTA DE EXERCÍCIOS REDAÇÃO
LISTA DE EXERCÍCIOS REDAÇÃO P1-1º BIMESTRE 8 º ANO FUNDAMENTAL II Aluno (a): Turno: Turma: Unidade Data: / /2016 HABILIDADES E COMPETÊNCIAS Comparar textos, buscando semelhança e diferenças quanto às ideias
ainda não Luciano Cabral prostituta, vinte e cinco anos cliente, sessenta anos
ainda não Luciano Cabral personagens, vinte e cinco anos, sessenta anos (o apartamento é pequeno, com apenas dois cômodos: banheiro e quarto. O banheiro fica em frente à porta de entrada. No quarto, logo
LITERATURA PROFESSOR LUQUINHA
LITERATURA PROFESSOR LUQUINHA Romantismo e Modernismo Características; Contexto; Abordagens; Enem. LITERATURA LUQUINHA Características da Literatura Romântica A natureza como expressão do eu; A valorização
Olá queridos leitores!
Poesias de amor Olá queridos leitores! Meu nome é Nagila da Silva ferreira tenho 15 anos e escrevi este livro para vocês que não sabem expressar seus sentimentos facilmente então sempre que puder leia
UNICAMP II GÊNEROS DISCURSIVOS. CRÔNICA: Trata fatos do cotidiano cujo objetivo é despertar no leitor reflexão. CONTEÚDO:
UNICAMP II GÊNEROS DISCURSIVOS CRÔNICA: Trata fatos do cotidiano cujo objetivo é despertar no leitor reflexão. CONTEÚDO: Temas cotidianos; Tom de realidade; Conteúdo subjetivo por não ser fiel à realidade.
Entre Negras e Mulatas: As similitudes e diferenças das personagens da obra O cortiço, de Aluísio Azevedo
Entre Negras e Mulatas: As similitudes e diferenças das personagens da obra O cortiço, de Aluísio Azevedo Ana Carolina Magalhães Moitinho Espaço Liliane [email protected] Resumo: Este trabalho
BANCO DE QUESTÕES - PORTUGUÊS - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL
PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS BANCO DE QUESTÕES - PORTUGUÊS - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== A FÁBULA é uma
"O Cortiço" (Parte 1)
"O Cortiço" (Parte 1) Trecho 1 E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia
No conjunto das produções literárias brasileiras do século SUPLEMENTO DE ATIVIDADES O CORTICO ALUISIO AZEVEDO NOME: SÉRIE/ANO: ESCOLA:
SUPLEMENTO DE ATIVIDADES O CORTICO ALUISIO AZEVEDO NOME: Nº: ESCOLA: SÉRIE/ANO: 1 No conjunto das produções literárias brasileiras do século XIX, Aluísio Azevedo figura como um dos principais representantes
LISTA DE EXERCÍCIOS REDAÇÃO
LISTA DE EXERCÍCIOS REDAÇÃO P1-2º BIMESTRE 6º ANO FUNDAMENTAL II Aluno (a): Turno: Turma: Unidade Data: / /2016 HABILIDADES E COMPETÊNCIAS Revisar a estrutura dos tipos textuais narração e descrição. Conhecer
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9º ANO 3º BIMESTRE AUTORIA ANDRE RICARDO GUIMARAES Rio de Janeiro 2013 TEXTO GERADOR I ROTEIRO DE ATIVIDADES ORIGINAL - VERSÃO FINAL O texto
Caderno 3 Página 171 FOCO NARRATIVO
Caderno 3 Página 171 FOCO NARRATIVO Eu vi... Como cada um conta o que vê Diferentes pontos de vista ... Esse é o foco da narrativa A NARRAÇÃO DEPENDE DO NARRADOR O narrador pinta o cenário Cria as personagens
Texto 1. Texto 2. Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Texto 3
LITERATURA Leia os textos abaixo para responder às questões de 1 a 6: Texto 1 Era um sonho dantesco!... o tombadilho, Que das luzernas avermelha o brilho, Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar
SUPLEMENTO DE ATIVIDADES
SUPLEMENTO DE ATIVIDADES 1 NOME: N O : ESCOLA: SÉRIE: Um dos mais importantes escritores portugueses, Eça de Queirós foi um arguto analista da sociedade e das relações humanas. Crítico implacável, satirista
Português 2º ano João J. Folhetim
Português 2º ano João J. Folhetim Romantismo: Cultura e Estética Burguesa Individualismo Liberalismo Culto ao Novo Cristianismo Materialismo Subjetivismo Liberdade de Expressão Imaginação Criadora Espírito
A CIDADE E AS SERRAS 1901 EÇA DE QUEIRÓS
A CIDADE E AS SERRAS 1901 EÇA DE QUEIRÓS EÇA DE QUEIRÓS 1845-1900 1ª FASE = ROMÂNTICA (PRÉ REALISTA) 2ª FASE = REALISTA-NATURALISTA O CRIME DO PADRE AMARO O PRIMO BASÍLIO 3ª FASE = REALISTA-FANTASISTA
Linguagens Literatura Realismo - Naturalismo
1. Qual era o objetivo principal das obras do Naturalismo? Retomar padrões greco-romanos através de textos que primavam pelo equilíbrio, clareza e proporção. Supervalorizar a igreja, com seus altares luxuosos
Ens.Médio ª SÉRIE
Ens.Médio 2015 2ª SÉRIE I N S T R U Ç Õ E S O SIMULADO terá o tempo de 4 horas. Iniciando às 8h e término às 12h. Tempo mínimo de permanência até às 10h. Ao terminar, saia em silêncio. Utilizar caneta
Caboclinha do Pará. Uma história de fé. Por Chris Tomazine
Caboclinha do Pará Uma história de fé Por Chris Tomazine INTRODUÇÃO Eu imaginei minha vida de várias formas, mas nunca como um escritor, contudo, ao conhecer Dona Nazaré, sua generosidade e sua amizade
GOIÂNIA, / / 2015. PROFESSOR: Daniel. ALUNO(a): LISTA DE EXERCÍCIOS P1 4º BIMESTRE
GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: Daniel DISCIPLINA: Literatura SÉRIE: 2º ano ALUNO(a): NOTA: No Anhanguera você é + Enem LISTA DE EXERCÍCIOS P1 4º BIMESTRE O REALISMO E O NATURALISMO NO BRASIL 01. Em 1881,
EXERCICIOS SOBRE MENINO DO ENGENHO. 2. (FAENQUIL / VUNESP) Leia o fragmento do romance Menino de Engenho, de José
EXERCICIOS SOBRE MENINO DO ENGENHO 1. (FAENQUIL / VUNESP) Leia o fragmento do romance Menino de Engenho, de José Sobre Menino de Engenho, é correto afirmar que a) integra o conjunto de romances regionalistas
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9º ANO 3º BIMESTRE AUTORIA MARCILENE SANTOS FERREIRA DA SILVA Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR I 110 a 117. O trecho a seguir foi extraído
O CORTIÇO 13 de maio de 1890
O CORTIÇO 13 de maio de 1890 intenção Descrever as habitações coletivas. Diagnóstico do país: descarado alpinismo social dos negociantes portugueses. Usar a literatura como denúncia dos preconceitos e
SUPLEMENTO DE ATIVIDADES
SUPLEMENTO DE ATIVIDADES NOME: N O : ESCOLA: SÉRIE: 1 Honoré de Balzac ficou mundialmente famoso por sua enorme A comédia humana, obra que reúne quase cem romances e constitui um grande painel da sociedade
Aluno(a): Professor(a): Turma: n o : Data: Leia o texto a seguir com atenção.
Aluno(a): Professor(a): Turma: n o : Data: Leia o texto a seguir com atenção. LAERTE/ACERVO DO CARTUNISTA Laerte. Classificados. São Paulo: Devir, 2001. p. 45. 1 Nessa tira há uma situação do cotidiano
Carlota pintava de pintinhas os sonhos que tinha ao acordar. Todas as manhãs, à sua mãe dizia: só mais um bocadinho, que estou a sonhar. A mãe saía.
Carlota pintava de pintinhas os sonhos que tinha ao acordar. Todas as manhãs, à sua mãe dizia: só mais um bocadinho, que estou a sonhar. A mãe saía. Regressava minutos depois e com as mantas na cabeça
O CORTIÇO Aluísio Azevedo. Profª Neusa
O CORTIÇO Aluísio Azevedo Profª Neusa Em O cortiço, afirma a historiadora [Lúcia Miguel Pereira], a visão panorâmica parece constituir a grande qualidade de Aluísio Azevedo como romancista, visão que se
PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO CÓD. 01. A vida em cliques
14 PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO CÓD. 01 A vida em cliques Era uma vidinha monótona sem perspectivas: medíocre emprego numa empresa, as conversas inconseqüentes com os amigos, o trânsito congestionado.
O Cortiço, de Aluísio Azevedo. Por Carlos Daniel S. Vieira
O Cortiço, de Aluísio Azevedo Por Carlos Daniel S. Vieira O Cortiço, de Aluísio Azevedo: 1. Panorama histórico-cultural 2. Características temáticas e estilísticas 3. Contraste: Realismo x Naturalismo
Marina Célia MENDONÇA (Universidade de Franca)
GÊNEROS ESCOLARES: POLÍTICAS DE FECHAMENTO EM ATIVIDADES DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS (SCHOOL GENRES: POLICY OF CLOSING IN ACTIVITIES OF TEXT READING AND PRODUCTION) Marina Célia MENDONÇA (Universidade
Colégio Santa Dorotéia
Colégio Santa Dorotéia Disciplina: Língua Portuguesa / ESTUDOS AUTÔNOMOS Ano: 5º - Ensino Fundamental - Data: 14 / 3 / 2018 SOCOOOORRO! TEM UMA BRUXA NA MINHA JANELA! Certa manhã, ao abrir a janela do
"INDAGAÇÕES" Fausto F
"INDAGAÇÕES" Fausto F Quem procura acha? Quem espera sempre alcança? Farinha pouca meu pirão primeiro? De cavalo dado não se olha os dentes? Melhor um pássaro que na mão que dois voando? Assim na terra
latim persona máscara
A PERSONAGEM latim persona máscara É um simulacro; personagem X pessoa; Verdade X verossimilhança; ela precisa ser verossímil. PERSONAGEM SÓ APARECE NO TEXTO LITERÁRIO???? Figura humana representada em
VANGUARDAS EUROPÉIAS
VANGUARDAS EUROPÉIAS VANGUARDA Em seu sentido literal, vanguarda (vem do francês Avant Garde, guarda avante ) faz referência ao batalhão militar que precede as tropas em ataque durante uma batalha.daí
1 - Quais são os tipos de cerrado encontrados no Brasil? Explique suas diferenças
1 - Quais são os tipos de cerrado encontrados no Brasil? Explique suas diferenças 2 Explique como o ecossistema do cerrado pode resistir às queimadas e rapidamente se recuperar 3 Qual é a principal diferença
No dia a dia das cidades é comum ver cenas como a representada, na imagem. Em situações como essa dizemos que o solo está poluído.
SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA Mantenedora da PUC Minas e do COLÉGIO SANTA MARIA UNIDADE: DATA: 30 / / 205 III ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE CIÊNCIAS 2.º ANO/EF ALUNO(A): N.º: TURMA: PROFESSOR(A): VALOR: 0,0
GREGÓRIO DE MATOS BOCA DO INFERNO
GREGÓRIO DE MATOS BOCA DO INFERNO Profª Ivandelma Gabriel Características * abusa de figuras de linguagem; * faz uso do estilo cultista e conceptista, através de jogos de palavras e raciocínios sutis;
Atividades de Escolas Literárias
DISCIPLINA: Português DATA: 13/09/2017 Atividades de Escolas Literárias 01-Leia os versos: Esta, de áureos relevos, trabalhada De divas mãos, brilhantes copa, um dia, Já de aos deuses servir como cansada,
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 1ª SÉRIE 3º BIMESTRE AUTORIA GLORIA GONCALVES DE AZEVEDO Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR I Artigo enciclopédico Este texto gerador é um
LITERATURA Prof. Vinicius Prestes e Prof. Vinicius Figueiredo
LITERATURA Prof. Vinicius Prestes e Prof. Vinicius Figueiredo Comentário Geral Prova pouco abrangente, levando em consideração que foram cobradas apenas 6 das 10 obras elencadas: Melhores Poemas, Gregório
Colégio XIX de Março Educação do jeito que deve ser
Colégio XIX de Março Educação do jeito que deve ser 2017 2ª PROVA SUBSTITUTIVA DE LITERATURA Aluno(a): Nº Ano:2017 2º Turma: Data: 18/09/2017 Nota: Professor(a): Diego Guedes Valor da Prova: 40 pontos
DISCIPLINA: Português DATA DA REALIZAÇÃO: 21/10/2013
FICHA DA SEMANA 3º ANO A/B Instruções: 1. Cada atividade terá uma data de realização e deverá ser entregue a professora no dia seguinte; 2. As atividades deverão ser copiadas e respondidas no caderno,
03- Observe as figuras e preencha a tabela. De um lado, escreva os animais que nascem do ovo. Do outro lado, os animais que nascem do corpo da fêmea:
PROFESSOR: EQUIPE DE CIÊNCIAS BANCO DE QUESTÕES - CIÊNCIAS - 2º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ====================================================================== 01- Marque com um X a alternativa CORRETA:
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9 ANO 3 BIMESTRE AUTORIA MARISA RODRIGUES DOS REIS Rio de Janeiro 2012 TEXTO GERADOR O texto gerador é um fragmento da obra Garibaldi e Manoela:
GOIÂNIA, / / PROFESSOR: Daniel. ALUNO(a): Data da prova: 12/11/16.
GOIÂNIA, / / 2016 PROFESSOR: Daniel DISCIPLINA: Literatura SÉRIE: 2 ano ALUNO(a): Data da prova: 12/11/16. No Anhanguera você é + Enem Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente as seguintes
Leia o texto abaixo; depois, responda às perguntas.
Leia o texto abaixo; depois, responda às perguntas. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Era no tempo que ainda os portugueses não haviam sido por uma tempestade empurrados para a terra
Quando alguém é desejado Até a alma se inquieta Fica o caralho entesado E a cona quase aberta
A Tesão Quando alguém é desejado Até a alma se inquieta Fica o caralho entesado E a cona quase aberta O desejo faz tesão A tesão conduz à foda Depois de dado um fodão Já ela não incomoda O homem por vezes
PÉTALAS E SANGUE. De: Batista Mendes
PÉTALAS E SANGUE De: Batista Mendes 1 Editoração e capa: Batista Mendes Revisão: Batista Mendes Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou armazenada, sob qualquer
REALISMO / NATURALISMO. I.) A Época é
REALISMO / NATURALISMO I.) A Época é Na Segunda metade do século XIX, a concepção espiritualista de mundo, que tinha caracterizado o período romântico, vai cedendo lugar a uma concepção científica e materialista.
Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem
Tempo Caracteriza o desencadear dos fatos. Tempo cronológico ou tempo da história - determinado pela sucessão cronológica dos acontecimentos
Tempo Caracteriza o desencadear dos fatos. Tempo cronológico ou tempo da história - determinado pela sucessão cronológica dos acontecimentos narrados. Tempo histórico - refere-se à época ou momento histórico
a) Onde estava o peixinho quando foi pescado? R.: b) Quem pescou o peixinho? R.: c) Onde morava o peixinho? R.:
PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS BANCO DE QUESTÕES - LÍNGUA PORTUGUESA - 3 ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ========================================================================== TEXTO 1 ZELINHA E O PEIXINHO
Unidade Portugal. Ribeirão Preto, de de AVALIAÇÃO DO CONTEÚDO DO GRUPO IV 2 o BIMESTRE. João e o pé de feijão
Unidade Portugal Ribeirão Preto, de de 2011. Nome: 2 o ano (1ª série) AVALIAÇÃO DO CONTEÚDO DO GRUPO IV 2 o BIMESTRE Eixo temático De olho na natureza Disciplina/Valor Português 3,0 Matemática 3,0 Hist./Geog.
LITERATURA. aula Realismo
LITERATURA aula Realismo As Escolas Literárias Barroco 1601 Arcadismo 1768 Romantismo 1836 Realismo 1881 Naturalismo 1881 Parnasianismo 1882 Simbolismo 1893 Pré-modernismo 1902 Modernismo 1922 Realismo
Sistema COC de Educação Unidade Portugal
Sistema COC de Educação Unidade Portugal Ribeirão Preto, de de 2010. Nome: 2 o ano (1 a série) AVALIAÇÃO DE CONTEÚDO DO GRUPO IV 2 o BIMESTRE Eixo temático De olho na natureza Disciplina/Valor Português
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 2ª SÉRIE 2º BIMESTRE AUTORIA ANAISE DUTRA PORTO DE ALMEIDA Rio de Janeiro 2013 TEXTO GERADOR I Capítulo I (fragmento) João Romão foi, dos
Colégio FAAT Ensino Fundamental e Médio
Colégio FAAT Ensino Fundamental e Médio Recuperação do 4 Bimestre Língua Portuguesa Conteúdo: Gêneros textuais: Romance e infográfico. Reconhecimento das características dos gêneros apresentados. Recursos
Colégio FAAT Ensino Fundamental e Médio
Colégio FAAT Ensino Fundamental e Médio Recuperação do 4 Bimestre - disciplina Conteúdo: Texto / verbos Lista de exercícios 1. Complete adequadamente: a) Não... ontem ao cinema com vocês porque já... na
Lucyana Mutarelli. O Livro 3 em 1
O Livro 3 em 1 Lucyana Mutarelli O Livro 3 em 1 1 Edição Abril de 2013 Introdução Este livro chama-se 3 em 1, pois é a junção das três primeiras obras já publicadas da autora Lucyana Mutarelli. Ele contém
Escolas Literárias. Realismo/Naturalismo. Parnasianismo. Modernismo. Autores Contemporaneos
LITERATURA 1 Escolas Literárias Quinhentismo Arcadismo Realismo/Naturalismo Simbolismo Modernismo Barroco Romantismo Parnasianismo Pré-Modernismo Autores Contemporaneos 2 Entrada do Passeio Público no
Mascara caseira que clareia a pele
Mascara caseira que clareia a pele Se você andou abusando do sol e ganhou de presente umas manchas na pele, ressecamento ou o aspecto envelhecido, não se desespere. Trago-lhe uma super receita de máscara
COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE. Programa de Recuperação Paralela. 1ª Etapa Ano: 7 Turma: 71
COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 1ª Etapa 2014 Disciplina: ARTE Professor (a): JANAINA Ano: 7 Turma: 71 Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de recuperação. Faça
