A obra O cortiço, 1890
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- Alícia Delgado Ramalho
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1 A obra O cortiço, 1890 Aluísio Azevedo
2 Semi Manhã - Aulas 17 e 18 Semi Tarde - Aulas 15 e 16
3 A escola Naturalismo
4 Diferenças entre três escolas Prof. Eloy Gustavo Romantismo: Expressão exaltada dos sentimentos, realidade recriada pela imaginação. X Realismo: Naturalismo: Observação da realidade humana, retratação do seu aspecto psicológico e do social. Observação da realidade humana retratação do seu aspecto biológico e do patológico.
5 O primeiro romance naturalista Prof. Eloy Gustavo Théresè Raquin, 1867 / Émile Zola Fragmento do prefácio da segunda edição "Em Théresè Raquin, eu quis estudar alguns temperamentos. Eis aí todo o livro. Escolhi personagens soberanamente dominados por seus nervos e sangue, desprovidos de livre-arbítrio, levados a cada ato de suas vidas pelas fatalidade da carne. Thérèse e Laurent são humanos brutos, nada mais. (...) Começamos, espero, a compreender que meu objetivo foi científico."
6 Características do Naturalismo Visão de mundo mecanicista e determinista: cientificismo. - Augusto Conte => Positivismo (Pensamento mais elevado Ciência) - A escrita como ferramenta de investigação social - Taine => Positivismo de Conte aplicado a literatura e as Artes momento + meio + raça - Haeckel e Spencer => Ideias de Darwin aplicadas aos processos sociais Seleção natural e seleção sexual Fim do Sentimentalismo Romântico (razão em lugar da emoção) Busca de reforma social preocupação premente do século XIX Socialismo Comunismo Anarquismo *** REALIDADE DESCRITA OBJETIVAMENTE *** (DETALHES SÓRDIDOS)
7 O escritor Aluísio Tancredo Belo Gonçalves de Azevedo São Luís, MA Buenos Aires Fundador da cadeira 4 da ABL
8 Algumas características do escritor Foi o primeiro autor profissional da literatura brasileira Como autor naturalista, denunciou problemas como promiscuidade, miséria, fome, exploração e prostituição em sua obra. Seus protagonistas degradam-se social e moralmente por força da opressão social e econômica e/ou pelo determinismo das leis naturais. ZOOMORFIZAÇÃO Revelou novas técnicas narrativas, apreendidas de: Eça de Queiroz => Flexibilidade de Registro, Prosa limpa e precisa, situações dramáticas Émile Zola => Detalhes científicos, exame cotidiano da vida burguesa, análise de casos patológicos, movimentos populares.
9 Algumas características da obra Gênero: romance experimental Estrutura: 23 capítulos aproximadamente do mesmo tamanho Foco narrativo: terceira pessoa onisciente Enredo (fatos principais): Enriquecimento de João Romão e sua relação com Miranda; O abrasileiramento de Jerônimo. Enredo (fatos secundários): As agruras e as alegrias dos habitantes do cortiço.
10 O espaço Rio de Janeiro bairro do Botafogo. Predomínio dos seguintes ambientes: - o cortiço; - o comércio e a casa de João Romão; - e o sobrado de Miranda.
11 O tempo Não há nenhuma data precisa fornecida no livro; Romances naturalistas, em geral, ocorrem numa época próxima a da sua publicação. Tempo compreendido entre os anos de 1872 e 1880; (em determinada passagem o velho Botelho fala da lei do ventre livre em 1871).
12 Linguagem Linguagem precisa, sóbria e objetiva empregada pelo narrador. Registro da linguagem falada do Brasil e de Portugal. Gírias, jargões, ditos populares e xingamentos agressivos. Discurso indireto-livre. Mistura da percepção de diferentes sentidos SINESTESIA. Comparações e metáforas: ZOOMORFIZAÇÃO / FITOMORFIZAÇÃO. Pontuação emotiva exagero de exclamações e reticências.
13 Prof. Eloy Gustavo Linguagem O despertar no cortiço Cultura X Zoomorfização e Fitomorfização Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. (...) (O cortiço como se fosse ele em si uma personagem) Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados de crianças que ainda não andam. No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas.
14 Prof. Eloy Gustavo Linguagem O despertar no cortiço Cultura X Zoomorfização e Fitomorfização Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão. As portas das latrinas não descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem tréguas. Não se demoravam lá dentro e vinham ainda amarrando as calças ou as saias; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir, despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fundos, por detrás da estalagem ou no recanto das hortas. Sentia-se naquela fermentação sangüínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.
15 O progresso - Vida de privações de João Romão - Exploração implacável dos outros
16 A ligação de João Romão e Bertoleza João Romão foi, dos treze aos vinte e cinco anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro do Botafogo; e tanto economizou do pouco que ganhara nessa dúzia de anos, que, ao retirar-se o patrão para a terra, lhe deixou, em pagamento de ordenados vencidos, nem só a venda com o que estava dentro, como ainda um conto e quinhentos em dinheiro. Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor, possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha. A comida arranjavalhe, mediante quatrocentos réis por dia, uma quitandeira sua vizinha, a Bertoleza, crioula trintona, escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e fazia fretes na cidade.
17 João Romão: vida de privações para acumular capital
18 Bertoleza enviúva Prof. Eloy Gustavo
19 João Romão auxilia Bertoleza Prof. Eloy Gustavo
20 Romão e Bertoleza tornam-se amantes Prof. Eloy Gustavo Quando deram fé estavam amigados. Ele propôs-lhe morarem juntos e ela concordou de braços abertos, feliz em meter-se de novo com um português, porque, como toda a cafuza, Bertoleza não queria sujeitar-se a negros e procurava instintivamente o homem numa raça superior à sua.
21 Romão e Bertoleza trabalham juntos Prof. Eloy Gustavo
22 Romão e Bertoleza até roubam juntos Prof. Eloy Gustavo
23 João Romão: receptação de bens roubados Prof. Eloy Gustavo
24 João Romão: o self-made man
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26 Uma representação do cortiço CUIDADO: Ele não é à beira mar, trata-se de uma liberdade do artista
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28 Habitantes do cortiço Prof. Eloy Gustavo Classe econômica: todos pobres Etnia: negros, mestiços, imigrantes europeus (há muita referência aos italianos) Profissão: principalmente - Pequenos empregados de comércio - Trabalhadores da pedreira - Lavadeiras
29 As lavadeiras Prof. Eloy Gustavo
30 As lavadeiras Cena do filme O Cortiço, adaptado para o cinema por Francisco Ramalho Jr.
31 Albino afeminado: Lavadeiro Prof. Eloy Gustavo
32 Imagem zoomorfizada para o desenvolvimento do cortiço E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco.
33 multiplicar-se como larvas no esterco
34 A gratidão de João Romão por Bertoleza
35 A alforria de Bertoleza Você agora não tem mais senhor! declarou em seguida à leitura, que ela ouviu entre lágrimas agradecidas. Agora está livre. Doravante o que você fizer é só seu e mais de seus filhos, se os tiver. Acabou-se o cativeiro de pagar os vinte mil-réis à peste do cego! Coitado! A gente se queixa é da sorte! Ele, como meu senhor, exigia o jornal, exigia o que era seu! Seu ou não seu, acabou-se! E vida nova! Prof. Eloy Gustavo Detalhe importante: A carta de alforria é falsa, até o selo foi reaproveitado por J. Romão Bertoleza sem saber tornase uma criminosa: uma escrava fugida.
36 A rivalidade entre João Romão e Miranda Imigrante português Comerciante a varejo Bertoleza economias e trabalho Imigrante português Comerciante por atacado Estela - dote Motivo da discórdia: o cortiço avança em direção ao sobrado de Miranda. Miranda chega a ter inveja da liberdade do vizinho em relação a casamento.
37 A raiva de Miranda Prof. Eloy Gustavo
38 Estalagem São Romão (Carapicu) Prof. Eloy Gustavo
39 A Pedreira O Cortiço 95 casinhas Miranda Sobrado Estela Zulmira Casinha J.Romão Bertoleza Taverna, Armazém, Casa de pasto, Quitanda Henriquinho Estudante Amante de Estela Valentim Criado mimado Botelho Espertalhão Avarento Ressentido Ex-comerciante de escravos Manuel Domingos Isaura Leonor Criada Criada
40 A vida no cortiço
41 Prof. Eloy Gustavo Personagens externas Os habitantes nomeados do cortiço: 11 casas de 95 habitações 1 Jerônimo Piedade 2? Marciana Florinda 3 Alexandre Augusta Amante de Das Dores Diversos filhos 4 Suicida Pombinha Isabel Léonie Juju 5??? Leandra 7 Bruno Leocádia Senhorinha Agostinho Neném Das Dores João Costa 6 Firmo Porfiro 8 Rita Baiana 9 Albino 10 Paula, a bruxa 11 Libório
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43 As tragédias
44 Homossexualidade feminina e prostituição Prof. Eloy Gustavo Suicida Isabel Jerônimo Piedade Pombinha Senhorinha Léonie Alexandre Augusta Juju
45 Pombinha e Léoni
46 Léoni seduz Pombinha Depois da refeição, Dona Isabel, que não estava habituada a tomar vinho, sentiu vontade de descansar o corpo; Léonie franqueou-lhe um bom quarto, com boa cama, e, mal percebeu que a velha dormia, fechou a porta pelo lado de fora, para melhor ficar em liberdade com a pequena. Bem! Agora estavam perfeitamente a sós! - Vem cá, minha flor!... disse-lhe, puxando-a contra si e deixando-se cair sobre um divã. Sabes? Eu te quero cada vez mais!... Estou louca por ti! E devorava-a de beijos violentos, repetidos, quentes, que sufocavam a menina, enchendo-a de espanto e de um instintivo terror, cuja origem a pobrezinha, na sua simplicidade, não podia saber qual era. A cocote percebeu o seu enleio e ergueu-se, sem largar-lhe a mão. - Descansemos nós também um pouco... propôs, arrastando-a para a alcova.
47 Pombinha assentou-se, constrangida, no rebordo da cama e, toda perplexa, com vontade de afastar-se, mas sem animo de protestar, por acanhamento, tentou reatar o fio da conversa, que elas sustentavam um pouco antes, à mesa, em presença de Dona Isabel. Léonie fingia prestar-lhe atenção e nada mais fazia do que afagar-lhe a cintura, as coxas e o colo. Depois, como que distraidamente, começou a desabotoar-lhe o corpinho do vestido. - Não! Para quê!... Não quero despir-me... - Mas faz tanto calor... Põe-te a gosto... - Estou bem assim Não quero! - Que tolice a tua...! Não vês que sou mulher, tolinha?.. De que tens medo?.. Olha! Vou dar exemplo! E, num relance, desfez-se da roupa, e prosseguiu na campanha. A menina, vendo-se descomposta, cruzou os braços sobre o seio, vermelha de pudor. - Deixa! segredou-lhe a outra, com os olhos envesgados, a pupila trêmula. E, apesar dos protestos, das súplicas e até das lágrimas da infeliz, arrancoulhe a última vestimenta, e precipitou-se contra ela, a beijar-lhe...
48 Prof. Eloy Gustavo Pombinha é seduzida por Leónie, sua madrinha, e menstrua no dia seguinte. Pombinha casa-se, abandona o marido (José da Costa) e se torna prostituta.
49 Adultério Prof. Eloy Gustavo Bruno Leocádia Jerônimo Piedade João Costa Pombinha
50 Adultério e prostituição Prof. Eloy Gustavo Bruno Leocádia Prostitui-se por um coelho Henriquinho
51 Homossexualidade masculina Prof. Eloy Gustavo Albino Botelho Henriquinho Tendo flagrado o adultério de D. Estela com Henrique, tenta se aproveitar disso para seduzir o rapaz.
52 Jerônimo e Piedade Firmo e Rita Baiana Jerônimo X Firmo Rita Baiana X Piedade
53 A disputa por Rita Baiana Piedade Mulher de Jerônimo Firmo Amante de Rita Jerônimo Abrasileira-se paulatinamente Guitarra portuguesa X Café com Parati
54 As festas de Rita Baiana: dança e luxúria Prof. Eloy Gustavo Rita Baiana Firmo Jerônimo Velho Libório
55 A disputa dos machos pela fêmea Prof. Eloy Gustavo
56 Força: trabalhador braçal Agilidade: malandro capoeirista Prof. Eloy Gustavo
57 Armas típicas Varapau minhoto Navalha
58 A disputa por Rita Baiana
59 A disputa por Rita Baiana e por Jerônimo: a vitória do mais preparado Piedade Abandonada Torna-se alcoólatra Firmo Assassinado em emboscada
60 A disputa por Rita Baiana e por Jerônimo: a vitória do mais preparado Piedade Abandonada Torna-se alcoólatra Firmo Assassinado em emboscada
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62 Prof. Eloy Gustavo Jerônimo se deixa seduzir pelo modo de vida brasileiro por meio de seu desejo por Rita Baiana Firmo fere Jerônimo a golpes de navalha, notando seu interesse por Rita. Jerônimo mata Firmo a pauladas numa praia deserta. Rita Baiana e Piedade se esbofeteiam e Jerônimo abandona a esposa. Senhorinha passa a morar com a mãe que se torna alcoólatra.
63 O fim do cortiço
64 Invasão da polícia e 1ª Incêndio do Cortiço Prof. Eloy Gustavo
65 2ª Incêndio do Cortiço Prof. Eloy Gustavo
66 João Romão reavalia sua vida
67 Festa de ares aristocráticos na casa de Miranda Prof. Eloy Gustavo
68 A mudança de João Romão Comerciante Inveja o título recebido pelo vizinho J. Romão melhora sua aparência Comerciante Barão de Freixal Prof. Eloy Gustavo
69 A mudança de João Romão Bertoleza: agora um empecilho às suas Comerciante novas ambições Inveja o título recebido pelo vizinho J. Romão melhora sua aparência Comerciante Barão de Freixal Prof. Eloy Gustavo
70 Diabo! E não poder arredar logo da vida aquele ponto negro; apagá-lo rapidamente, como quem tira da pele uma nódoa de lama! Que raiva ter de reunir aos voos mais fulgurosos da sua ambição a ideia mesquinha e ridícula daquela inconfessável concubinagem! E não podia deixar de pensar no demônio da negra, porque a maldita ali estava perto, a rondá-lo ameaçadora e sombria; ali estava como o documento vivo das suas misérias, já passadas mas ainda palpitantes. Bertoleza devia ser esmagada, devia ser suprimida, porque era tudo que havia de mau na vida dele! Seria um crime conservá-la a seu lado! Ela era o torpe balcão da primitiva bodega; era o aladroado vintenzinho de manteiga em papel pardo; era o peixe trazido da praia e vendido à noite ao lado do fogareiro à porta da taberna; era o frege imundo e a lista cantada das comezainas à portuguesa; era o sono roncado num colchão fétido, cheio de bichos; ela era a sua cúmplice e era todo seu mal devia, pois, extinguir-se! Prof. Eloy Gustavo
71 Durante o incêndio, João Romão rouba o dinheiro de Libório, que morre queimado. João Romão consegue construir a Avenida São Romão. Botelho trabalha para a aproximação entre Zulmira e João Romão. O obstáculo Bertoleza.
72 O fim de Bertoleza A eliminação do obstáculo
73 Prof. Eloy Gustavo
74 Fim de Bertoleza Prof. Eloy Gustavo
75 A morte de Bertoleza Seu primeiro impulso foi de fugir. Mal, porém, circunvagou os olhos em torno de si, procurando escapula, o senhor adiantou-se dela e segurou-lhe o ombro. - É esta! disse aos soldados que, com um gesto, intimaram a desgraçada a segui-los. - Prendam-na! É escrava minha! A negra, imóvel, cercada de escamas e tripas de peixe, com uma das mãos espalmada no chão e com a outra segurando a faca de cozinha, olhou aterrada para eles, sem pestanejar. Os policiais, vendo que ela se não despachava, desembainharam os sabres. Bertoleza então, erguendo-se com ímpeto de anta bravia, recuou de um salto e, antes que alguém conseguisse alcançá-la, já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado.
76 E depois embarcou para a frente, rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. João Romão fugira até ao canto mais escuro do armazém, tapando o rosto com as mãos. Nesse momento parava à porta da rua uma carruagem. Era uma comissão de abolicionistas que vinha, de casaca! trazer-lhe respeitosamente o diploma de sócio benemérito. Ele mandou que os conduzissem para a sala de visitas.
77 Uma imagem eloquente Prof. Eloy Gustavo
78 Exercício 1 Apostila (Semi Manhã) (UFV-MG) Leia o texto a seguir, retirado de O cortiço, e faça o que se pede: Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo. [ ] O rumor crescia, condensando-se; o zum-zum de todos os dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na venda; ensarilhavam-se discussões e rezingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.
79 Exercício 1 Apostila (Semi Manhã) O caráter naturalista nessa obra de Aluísio Azevedo oferece, de maneira figurada, um retrato de nosso país, no final do século XIX. Põe em evidência a competição dos mais fortes, entre si, e estes, esmagando as camadas de baixo, compostas de brancos pobres, mestiços e escravos africanos. No ambiente de degradação de um cortiço, o autor expõe um quadro tenso de misérias materiais e humanas. No fragmento, há várias outras características do Naturalismo. Aponte a alternativa em que as duas características apresentadas são corretas. a) Exploração do comportamento anormal e dos instintos baixos; enfoque da vida e dos fatos sociais contemporâneos ao escritor. b) Visão subjetivista dada pelo foco narrativo; tensão conflitiva entre o ser humano e o meio ambiente. c) Preferência pelos temas do passado, propiciando uma visão objetiva dos fatos; crítica aos valores burgueses e predileção pelos mais pobres. d) A onisciência do narrador imprime-lhe o papel de criador, e se confunde com a ideia de Deus; utilização de preciosismos vocabulares, para enfatizar o distanciamento entre a enunciação e os fatos enunciados. e) Exploração de um tema em que o ser humano é aviltado pelo mais forte; predominância de elementos anticientíficos, para ajustar a narração ao ambiente degradante das personagens.
80 O caráter naturalista nessa obra de Aluísio Azevedo oferece, de maneira figurada, um retrato de nosso país, no final do século XIX. Põe em evidência a competição dos mais fortes, entre si, e estes, esmagando as camadas de baixo, compostas de brancos pobres, mestiços e escravos africanos. No ambiente de degradação de um cortiço, o autor expõe um quadro tenso de misérias materiais e humanas. No fragmento, há várias outras características do Naturalismo. Aponte a alternativa em que as duas características apresentadas são corretas. X Exercício 1 Apostila (Semi Manhã) a) Exploração do comportamento anormal e dos instintos baixos; enfoque da vida e dos fatos sociais contemporâneos ao escritor. b) Visão subjetivista dada pelo foco narrativo; tensão conflitiva entre o ser humano e o meio ambiente. c) Preferência pelos temas do passado, propiciando uma visão objetiva dos fatos; crítica aos valores burgueses e predileção pelos mais pobres. d) A onisciência do narrador imprime-lhe o papel de criador, e se confunde com a ideia de Deus; utilização de preciosismos vocabulares, para enfatizar o distanciamento entre a enunciação e os fatos enunciados. e) Exploração de um tema em que o ser humano é aviltado pelo mais forte; predominância de elementos anticientíficos, para ajustar a narração ao ambiente degradante das personagens.
81 Exercício 2 Apostila (Semi Manhã) (Ufla-MG) Relacione os trechos da obra O cortiço, de Aluísio de Azevedo, às características realistas/naturalistas seguintes que predominam nestes trechos e, a seguir, marque a alternativa correta. 1. Detalhismo. 2. Crítica ao capitalismo selvagem. 3. Força do sexo. ( ) [...] possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estepe cheio de palha. ( ) [...] era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas de fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras. ( ) E seu tipo baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer [...] Era um pobre-diabo caminhando para os setenta anos, antipático, muito macilento. a) 2, 1, 3 b) 1, 3, 2 c) 3, 2, 1 d) 2, 3, 1 e) 1, 2, 3
82 (Ufla-MG) Relacione os trechos da obra O cortiço, de Aluísio de Azevedo, às características realistas/naturalistas seguintes que predominam nestes trechos e, a seguir, marque a alternativa correta. 1. Detalhismo. 2. Crítica ao capitalismo selvagem. 3. Força do sexo. 2 ( ) [...] possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estepe cheio de palha. 3 Exercício 2 Apostila (Semi Manhã) ( ) [...] era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas de fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras. 1 ( ) E seu tipo baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer [...] Era um pobre-diabo caminhando para os setenta anos, antipático, muito macilento. a) 2, 1, 3 b) 1, 3, 2 c) 3, 2, 1 X d) 2, 3, 1 e) 1, 2, 3
83 Exercício 3 Apostila (Semi Manhã) (UEL-PR) TEXTO I De cada casulo espipavam homens armados de pau, achas de lenha, varais de ferro. Um empenho coletivo os agitava agora, a todos, numa solidariedade briosa, como se ficassem desonrados para sempre se a polícia entrasse ali pela primeira vez. Enquanto se tratava de uma simples luta entre dois rivais, estava direito! Jogassem lá as cristas, que o mais homem ficaria com a mulher! mas agora tratava-se de defender a estalagem, a comuna, onde cada um tinha a zelar por alguém ou alguma coisa querida. TEXTO II O cortiço é um romance de muitas personagens. A intenção evidente é a de mostrar que todas, com suas particularidades, fazem parte de uma grande coletividade, de um grande corpo social que se corrói e se constrói simultaneamente. FERREIRA, Luiz Antônio. Roteiro de leitura
84 e) O que se afirma no texto II vai contra a ideia contida no texto I, visto que no cortiço jamais existe união entre os seus moradores. Exercício 3 Apostila (Semi Manhã) Sobre os textos, assinale a alternativa correta. a) No texto I, por ser ele uma construção literária realista, há o predomínio da linguagem referencial, direta e objetiva; no texto II, por ser ele um estudo analítico do romance, há o predomínio da linguagem estética, permeada de subentendidos. b) A afirmação contida no texto II explicita o modo coletivo de agir do cortiço, algo que também se observa no texto I, o que justifica o prevalecimento de um termo coletivo como título do romance. c) Tanto no texto I quanto no texto II há uma visão exacerbada e idealizada do cortiço, sendo este considerado um lugar de harmonia e justiça. d) No texto I prevalece a desagregação e corrosão da grande coletividade a que se refere o texto II.
85 e) O que se afirma no texto II vai contra a ideia contida no texto I, visto que no cortiço jamais existe união entre os seus moradores. Sobre os textos, assinale a alternativa correta. a) No texto I, por ser ele uma construção literária realista, há o predomínio da linguagem referencial, direta e objetiva; no texto II, por ser ele um estudo analítico do romance, há o predomínio da linguagem estética, permeada de subentendidos. X Exercício 3 Apostila (Semi Manhã) b) A afirmação contida no texto II explicita o modo coletivo de agir do cortiço, algo que também se observa no texto I, o que justifica o prevalecimento de um termo coletivo como título do romance. c) Tanto no texto I quanto no texto II há uma visão exacerbada e idealizada do cortiço, sendo este considerado um lugar de harmonia e justiça. d) No texto I prevalece a desagregação e corrosão da grande coletividade a que se refere o texto II.
86 Exercício 4 Apostila (Semi Manhã) (Fuvest-SP) Considere o seguinte excerto de O cortiço, de Aluísio Azevedo, e responda ao que se pede. [...] desde que Jerônimo propendeu para ela, fascinando-a com a sua tranquila seriedade de animal bom e forte, o sangue da mestiça reclamou os seus direitos de apuração, e Rita preferiu no europeu o macho de raça superior. O cavouqueiro, pelo seu lado, cedendo às imposições mesológicas, enfarava a esposa, sua congênere, e queria a mulata, porque a mulata era o prazer, a volúpia, era o fruto dourado e acre destes sertões americanos, onde a alma de Jerônimo aprendeu lascívias de macaco e onde seu corpo porejou o cheiro sensual dos bodes.
87 Exercício 4 Apostila (Semi Manhã) Tendo em vista as orientações doutrinárias que predominam na composição de O cortiço, identifique e explique aquela que se manifesta no trecho a e a que se manifesta no trecho b, a seguir: a) o sangue da mestiça reclamou os seus direitos de apuração
88 Exercício 4 Apostila (Semi Manhã) Tendo em vista as orientações doutrinárias que predominam na composição de O cortiço, identifique e explique aquela que se manifesta no trecho a e a que se manifesta no trecho b, a seguir: a) o sangue da mestiça reclamou os seus direitos de apuração O trecho transcrito revela duas teorias científicas desenvolvidas no século XIX: o determinismo e a eugenia. O primeiro afirma que o comportamento humano é dirigido, entre outros fatores, pela natureza, que se manifesta, aqui, na força que o componente racial exerce sobre o indivíduo. Aliado a esse princípio está o impulso da mulata Rita Baia- na em aprimorar a raça relacionando-se com um homem branco, postura que pode ser entendida como eugenista.
89 Exercício 4 Apostila (Semi Manhã) b) cedendo às imposições mesológicas
90 Exercício 4 Apostila (Semi Manhã) b) cedendo às imposições mesológicas Manifesta-se, no trecho em foco, a visão naturalista, que dá destaque à influência exercida pelo ambiente (mesologia), entendida como uma das forças irreprimíveis sobre as quais os indivíduos não tinham controle. Jerônimo representa o imigrante português cujas atitudes são condicionadas pela relação com o meio: seu desejo por Rita Baiana, concebida como uma espécie de síntese dos trópicos, faz com que ele se enfastie da esposa Piedade, sua congênere, e seja impulsionado a consumar a traição.
91 Exercício 1 Apostila (Semi Tarde) Daí a alguns meses, João Romão, depois de tentar um derradeiro esforço para conseguir algumas braças do quintal do vizinho, resolveu principiar as obras da estalagem. Deixa estar, conversava ele na cama com a Bertoleza; deixa estar que ainda lhe hei de entrar pelos fundos da casa, se é que não lhe entre pela frente! Mais cedo ou mais tarde como-lhe, não duas braças, mais seis, oito, todo o quintal e até o próprio sobrado talvez! E dizia isto com uma convicção de quem tudo pode e tudo espera da sua perseverança, do seu esforço inquebrantável e da fecundidade prodigiosa do seu dinheiro, dinheiro que só lhe saía das unhas para voltar multiplicado. Desde que a febre de possuir se apoderou dele totalmente, todos os seus atos, todos, fosse o mais simples, visavam um interesse pecuniário. Só tinha uma preocupação: aumentar os bens. Das suas hortas recolhia para si e para a companheira os piores legumes, aqueles que, por maus, ninguém compraria; as suas galinhas produziam muito e ele não comia um ovo, do que no entanto gostava imenso; vendia-os todos e contentava-se com os restos da comida dos trabalhadores.
92 Exercício 1 Apostila (Semi Tarde) Aquilo já não era ambição, era uma moléstia nervosa, uma loucura, um desespero de acumular; de reduzir tudo a moeda. E seu tipo baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer, ia e vinha da pedreira para a venda, da venda às hortas e ao capinzal, sempre em mangas de camisa, de tamanco, sem meias, olhando para todos os lados, com o seu eterno ar de cobiça, apoderando-se, com os olhos, de tudo aquilo de que ele não podia apoderar-se logo com as unhas. (UNESP) No fragmento de O Cortiço, de Aluísio Azevedo ( ), há um trecho em que se observa uma das posturas cientificistas do Naturalismo, o psicofisiologismo. Tal postura consiste em fazer com que os traços físicos de um personagem estejam em estreita relação com sua identidade psicológica, sua maneira de ser, no ambiente narrativo. Levando em consideração este comentário:
93 Exercício 1 Apostila (Semi Tarde) a) Indique um traço físico de João Romão que está de acordo com a personalidade que lhe confere o narrador.
94 Exercício 1 Apostila (Semi Tarde) a) Indique um traço físico de João Romão que está de acordo com a personalidade que lhe confere o narrador. No trecho final do fragmento encontra-se a seguinte descrição de João Romão: Baixote, socado, de cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer, (...) olhando para todos os lados, com seu eterno ar de cobiça, apoderando-se, com os olhos, de tudo aquilo de que ele não podia apoderarse logo com as unhas. Todo o aspecto físico da personagem está de acordo com sua personalidade, especialmente o olhar. Este indicia sua sovinice, o desejo de posse característico de pessoas desmedidamente ambiciosas. Além disso, a personagem, baixa e atarracada, conota uma personalidade contida, grosseira, fechada em si, ávida por se apropriar das coisas, egoisticamente, sem nenhuma consideração para com o outro.
95 Exercício 1 Apostila (Semi Tarde) b) Interprete esse traço físico, à luz do caráter naturalista da obra.
96 Apostila (Semi Tarde) (UNIFESP) Texto para as questões 2 a 4 Jerônimo bebeu um bom trago de parati, mudou de roupa e deitou-se na cama de Rita. Vem pra cá... disse, um pouco rouco. Espera! espera! O café está quase pronto! E ela só foi ter com ele, levando-lhe a chávena fumegan- te da perfumosa bebida que tinha sido a mensageira dos seus amores (...). Depois, atirou fora a saia e, só de camisa, lançou-se contra o seu amado, num frenesi de desejo doído. Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na sua pele a carne quente daquela brasileira; ao sentir inundarse o rosto e as espáduas, num eflúvio de baunilha e cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao sentir esmagarem- se no seu largo e peludo colo de cavouqueiro os dois globos túmidos e macios, e nas suas coxas as coxas dela, sua alma derreteu-se, fervendo e borbulhando como um metal ao fogo, e saiulhe pela boca, pelos olhos, por todos os poros do corpo, escandescente, em brasa, queimando-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os membros, fibra por fibra, numa agonia extrema, sobrenatural, uma agonia de anjos violentados por diabos, entre a vermelhidão cruenta das labaredas do inferno.
97 Exercício 2 Apostila (Semi Tarde) Pode-se afirmar que o enlace amoroso entre Jerônimo e Rita, próprio à visão naturalista, consiste: a) na condenação do sexo e consequente reafirmação dos preceitos morais. b) na apresentação dos instintos contidos, sem exploração da plena sexualidade. c) na apresentação do amor idealizado e revestido de certo erotismo. d) na descrição do ser humano sob a ótica do erótico e do animalesco. e) na concepção de sexo como prática humana nobre e sublime.
98 Exercício 2 Apostila (Semi Tarde) Pode-se afirmar que o enlace amoroso entre Jerônimo e Rita, próprio à visão naturalista, consiste: a) na condenação do sexo e consequente reafirmação dos preceitos morais. b) na apresentação dos instintos contidos, sem exploração da plena sexualidade. c) na apresentação do amor idealizado e revestido de certo erotismo. X d) na descrição do ser humano sob a ótica do erótico e do animalesco. e) na concepção de sexo como prática humana nobre e sublime.
99 Exercício 3 Apostila (Semi Tarde) O enlace amoroso, seja na perspectiva de Rita, seja na de Jerônimo: a) é sublimado, o que lhe confere caráter grotesco na obra. b) é desejado com intensidade e lhes aguça os ânimos. c) reproduz certo incômodo pelo tom de ritual que impõe. d) representa-lhes o pecado e a degradação como pessoa. e) é de sensualidade suave, pela não explicitação do ato.
100 Exercício 3 Apostila (Semi Tarde) O enlace amoroso, seja na perspectiva de Rita, seja na de Jerônimo: a) é sublimado, o que lhe confere caráter grotesco na obra. X b) é desejado com intensidade e lhes aguça os ânimos. c) reproduz certo incômodo pelo tom de ritual que impõe. d) representa-lhes o pecado e a degradação como pessoa. e) é de sensualidade suave, pela não explicitação do ato.
101 Exercício 4 Apostila (Semi Tarde) A atração inicial entre Rita e Jerônimo não acontece na cena descrita. Segundo o texto, pode-se inferir que ela se relaciona com: a) uma dose de parati. b) a cama de Rita. c) uma xícara de café. d) o perfume de Rita. e) o olhar de Rita.
102 Exercício 4 Apostila (Semi Tarde) A atração inicial entre Rita e Jerônimo não acontece na cena descrita. Segundo o texto, pode-se inferir que ela se relaciona com: a) uma dose de parati. b) a cama de Rita. X c) uma xícara de café. d) o perfume de Rita. e) o olhar de Rita.
103 Exercício 5 Apostila (Semi Tarde) O cortiço, obra naturalista: a) traduziu a sensualidade humana na ótica do objetivismo científico, o que se alinha à grande preocupação espiritual. b) fez análises muito subjetivas da realidade, pouco alinhadas ao cientificismo predominante na época. c) explorou as mazelas humanas de forma a incitar a busca por valores éticos e morais. d) não pôde ser considerado um romance engajado, pois deixou de lado a análise da realidade. e) tratou de temas de patologia social, pouco explorados nas escolas literárias que o precederam.
104 Exercício 5 Apostila (Semi Tarde) O cortiço, obra naturalista: a) traduziu a sensualidade humana na ótica do objetivismo científico, o que se alinha à grande preocupação espiritual. b) fez análises muito subjetivas da realidade, pouco alinhadas ao cientificismo predominante na época. c) explorou as mazelas humanas de forma a incitar a busca por valores éticos e morais. d) não pôde ser considerado um romance engajado, pois deixou de lado a análise da realidade. X e) tratou de temas de patologia social, pouco explorados nas escolas literárias que o precederam.
105 Exercício 6 Apostila (Semi Tarde) (ITA-SP) Leia as proposições acerca de O Cortiço. I. Constantemente, as personagens sofrem zoomorfização, isto é, a animalização do comportamento humano, respeitando os preceitos da literatura naturalista. II. A visão patológica do comportamento sexual é trabalhada por meio do rebaixamento das relações, do adultério, do lesbianismo, da prostituição etc. III. O meio adquire enorme importância no enredo, uma vez que determina o comportamento de todas as personagens, anulando o livre-arbítrio. IV. O estilo de Aluísio Azevedo, dentro de O Cortiço, confirma o que se percebe também no conjunto de sua obra: o talento para retratar agrupamentos humanos. Está(ão) correta(s): a) todas. b) apenas I. c) apenas I e II. d) apenas I, II e III. e) apenas III e IV.
106 Exercício 6 Apostila (Semi Tarde) (ITA-SP) Leia as proposições acerca de O Cortiço. Certo I. Constantemente, as personagens sofrem zoomorfização, isto é, a animalização do comportamento humano, respeitando os preceitos da literatura naturalista. Certo II. A visão patológica do comportamento sexual é trabalhada por meio do rebaixamento das relações, do adultério, do lesbianismo, da prostituição etc. Certo III. O meio adquire enorme importância no enredo, uma vez que determina o comportamento de todas as personagens, anulando o livre-arbítrio. Certo IV. O estilo de Aluísio Azevedo, dentro de O Cortiço, confirma o que se percebe também no conjunto de sua obra: o talento para retratar agrupamentos humanos. Está(ão) correta(s): a) X todas. b) apenas I. c) apenas I e II. d) apenas I, II e III. e) apenas III e IV.
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