Raças de Bovinos de Corte
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- Maria do Carmo Marinho Deluca
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1 Universidade Federal de Uberlândia FAMEV Disciplina: Bovinocultura de Corte Introdução Raças de Bovinos de Corte Profa: Isabel Raça: grupo de indivíduos da mesma espécie, possuem características comuns, distintos de outros da mesma espécie, sendo as características transmissíveis à descendência Morfológicas: cor pelagem, formato orelha Fisiológicas: precocidade, rusticidade Psicológicas: temperamento Econômicas: aptidão produção de carne ou leite Abril 2010 Classificação quanto a origem Bos taurus indicus Raças zebuínas Nelore, Gir, Guzerá, Tapabuã, Brahman Bos taurus taurus Raças de origem européia - taurinas continentais Marchigiana, Charolês, Simental, Limousin, Braunvieh, Piemontês, Blond Raças de origem européia - taurinas britânicas Angus, Hereford, Devon, Red Poll, Shortorn Raças taurinas tropicais - adaptadas Bonsmara, Caracu, Senepol, Belmont Red, Romosinuano, Tuli Raças sintéticas ou compostas Canchim, Santa Gertrudes, Simbrasil, Brangus, Montana, Braford EVOLUÇÃO HISTÓRICA DE ALGUNS GRUPOS DE RAÇAS BOVINAS Bos indicus 2000 anos Zebu indiano (ex. Nelore) Zebu africano (ex. Boran) Bos primigenius milhão anos Britânicas (ex. Hereford) Europeu ?anos Continentais (ex. Charolês)? Bos taurus anos Crioulo (ex. Caracu) (Frisch, 2002) Africano Sanga (ex. Tuli) Oeste Africano (ex. N Dama) CADA RAÇA É PRODUTO DA SELEÇÃO OCORRIDA NO AMBIENTE EM QUE EVOLUIU ZEBUÍNOS NELORE GUZERÁ ABERDEEN ANGUS TAURINOS - EUROPEUS BRITÂNICOS ABERDEEN ANGUS ORIGINAL Fano Elegante Tesoro Ettro TABAPUÃ Q - Kapy Origem: Índia, Características de adaptação: * calor dos trópicos, * grandes variações na disponibilidade de alimentos * alto número de parasitas internos e externos. ** a seleção natural para sobrevivência na presença destes estresses ambientais POLLED HEREFORD Perdido Origem: Ilhas Britânicas. Aptidão: produção de carne para o consumo humano. Seleção: velocidade de crescimento, precocidade sexual, fertilidade qualidade de carne, raças de tamanho intermediário. São estas as mais usadas no Brasil: Aberdeen Angus, Red Angus e Hereford. 1
2 TAURINOS - EUROPEUS CONTINENTAIS TAURINOS - ADAPTADOS LIMOUSIN CHAROLÊS BLONDE CARACU - Brasil BONSMARA África do Sul SENEPOL - Caribe Hércules MARCHIGIANA Viking SIMENTAL Vesúvio Libro Major da Sta Tereza PIEMONTÊS BRAUNVIEH Isopor Bernardo As raças continentais de carne foram selecionadas originalmente para tração na Europa Continental. Essa seleção com menor ênfase em outras características de produção provocou o aumento da massa muscular e do peso adulto. As raças continentais são conhecidas pelo elevado peso ao nascimento, grande potencial de crescimento (ganho de peso), alto rendimento de carcaça com menor porcentagem de gordura. Raças mais usadas no Brasil: Limousin, Charolês, Blonde d Aquitaine, Simental, Braunvieh (Pardo-Suiço Corte), Gelbvieh, Marchigiana, Piemontês Rameiro TULI - África do Sul Rambo ROMOSINUANO- Venezuela Senegal 5225 As raças taurinas adaptadas também evoluíram em regiões tropicais. Comparadas com as européias, tais raças desse grupamento têm maior resistência para calor e carrapatos ambiente com restrição alimentar. Devido a sua maior rusticidade e características de adaptação, as raças adaptadas tem um potencial de crescimento mais baixo e menores exigências de alimento e de mantença que outras raças taurinas. Para todas as raças taurinas adaptadas, as características de qualidade de carne, incluindo a maciez, estão mais próximas daquelas das raças européias do que das raças indianas. Raças mais usadas no Brasil: Bonsmara, Caracu e Senepol. BONSMARA - Africander + Hereford + Shorthorn SENEPOL - N Dama + Red Poll RAÇAS SINTÉTICAS E COMPOSTAS CANCHIM = 5/8 CHAROLES + 3/8 ZEBU Helvético S.GERTRUDIS = 5/8 SHORTHORN + 3/8 Z SIMBRASIL = 5/8 SIMENTAL + 3/8 ZEBU BRANGUS = 5/8 ANGUS + 3/8 Z Duélio Du Bold MONTANA = ½ BONSM. + ¼ Red ANGUS + ¼ NELORE Já os COMPOSTOS são formados por 3 ou mais raças. Raça composta mais usada no Brasil: Montana. Raças indianas - Zebuínas Pajero MMK 2021 BRAFORD = 5/8 HEREFORD + 3/8 ZEBU Gran Ricky Raça SINTÉTICA é formada por duas raças com grau de sangue fixado, visando manter bons níveis de heterose e adaptabilidade. Brahman Raças indianas -zebuínas Brahman Originária dos Estados Unidos, a raça é fruto do cruzamento de outras quatro raças: Nelore, Gir, Guzerá e krishna Valley. Os primeiros exemplares de Brahman foram importados dos Estados Unidos, em 1994, com o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e da American Brahman Breeders Association. Os animais apresentam alta rusticidade, resistência ao calor e às enfermidades. Além destas características marcantes, destacam-se também fertilidade, precocidade, habilidade materna, docilidade, e carcaças com alto percentual de musculatura apresentam pelagem branca, cinza ou vermelha uniforme. A pele é preta. A cabeça apresenta perfil reto ou sub-convexo, orelhas médias, relativamente largas. Os chifres são escuros e simétricos, sendo permitida a descorna e o mocho natural. Asterix Canapi 2
3 Brahman Brahman com pelagem vermelha Cabeça: Perfil reto ou subconvexo Chanfro reto, comprimento médio Orelhas médias, largas e pontas arredondadas Rojo Bravo ABS Pecplan Raças indianas -zebuínas Cangaiam Cangaiam Importada da região de Misore em 1962 Exemplares da raça caracterizam-se pelo tamanho médio, perfil convexo, chifres longos e pontiagudos, que nascem muito próximos à cabeça. é rústico e apresenta uniformidade dos seus traços étnicos. O registro genealógico oficial é recente. Até hoje pouco mais de 100 animais foram registrados. Minas Gerais abriga um dos poucos criatórios da raça no Brasil. Cangaiam Raças indianas -zebuínas Gir 3
4 Gir Com caracterização racial bastante peculiar, o Gir se distingue pela pelagem vermelha ou amarela em combinações típicas da raça. O perfil craniano ultraconvexo e marrafa bem jogada para trás também fazem parte do padrão racial do Gir. O tipo morfológico atende aos requisitos de um animal moderno produtor de carne e leite, ainda que tenham sido observadas linhagens que se destacam mais pela produção leiteira. A raça Gir foi uma das primeiras raças importadas da Índia pelos brasileiros. Lá, ela é considerada de dupla aptidão devido ao fato de ser utilizada para o trabalho de tração e para produção de leite. No Brasil, a raça aprimorou seus atributos econômicos sendo selecionada para carne e leite. O temperamento dócil contribuiu para sua expansão no Brasil. Gir Mocha O Gir mocho, segundo historiadores, foi originado provavelmente do cruzamento de Gir com animais zebu mocha nacional, em Goiás, na década de 40. O primeiro registro genealógico foi feito pela ABCZ em Os animais apresentam boa produção leiteira, tanto para conferir às vacas excelente habilidade materna, quanto para exploração econômica. A ausência de chifres diferencia a raça do Gir. O perfil craniano ultraconvexo e as orelhas pendentes e encartuchadas são também traços étnicos comuns entre a raça padrão e sua raça mocha. A variação de pelagem é a mesma, típica da raça Gir, exigindo-se sempre pigmentação na pele, fator de proteção solar absolutamente necessário para resistência no meio tropical. Guzerá Raças indianas -zebuínas Cabeça: larga, curta e expressiva Perfil: sub-concâvo a retilíneo Fronte: concavidade entre olhos e marrafa Orelhas: pendentes, médias, voltadas para face Raça que deu origem ao Guzerá = Kankrej Cor pelagem: cinza claro a cinza escuro até negro as extremidades, fêmeas mais claras Guzerá A raça vem se destacando, assim como o Gir, pela dupla aptidão. O Guzerá impressiona por ter um porte imponente, cabeça alta e chifres grandes, em forma de lira. Guzerá Rústico, ele resiste a longas caminhadas sob o sol tropical, à procura de água e alimento. Essa característica garantiu ao Guzerá fácil adaptação no Nordeste brasileiro, desde as áreas férteis litorâneas até o sertão semi-árido. A habilidade materna e a boa produção de leite das vacas garantem o bom desenvolvimento dos bezerros na fase de aleitamento. Em 1998, o Conselho Deliberativo Técnico das Raças Zebuínas aprovou a descorna de animais da raça. O Guzerá tem sido utilizado em cruzamentos, dando origem a tipos raciais como o Guzolando. 4
5 Indubrasil Raças indianas -zebuínas Indubrasil Indubrasil Genuinamente brasileira, a raça Indubrasil nasceu do cruzamento de Gir, Nelore e Guzerá. Outras raças importadas em menor escala da Índia (como a Ongole, Hissar, Mehwati e outras) também entraram, em menor proporção, na composição do Indubrasil. O auge da raça, conhecida pelas grandes orelhas, aconteceu entre as décadas e 20 e 30, impulsionado pelo porte elevado e grande desenvolvimento muscular. A formação da raça é fruto do trabalho de criadores mineiros, principalmente das cidades de Uberaba, Araxá, Conquista e Sacramento, e do sul da Bahia e do Nordeste. Os animais da raça Indubrasil tem como padrão racial a cabeça média, perfil subconvexo, orelhas longas e pendentes. A pelagem é branca, cinza ou vermelha, sempre sobre pele escura, bem pigmentada. Indubrasil Cabeça média, perfil sub convexo, Orelha longa e pendente 5
6 Ongole Raças indianas -zebuínas Nelore Raças indianas -zebuínas Origem: Índia Raça que originou o Nelore Nelore Nelore no Brasil, Ongole na Índia. No início das importações de zebu, o Nelore era uma das menos procuradas pelos criadores brasileiros por apresentar padrão racial diferente das outras raças zebuínas importadas. Como os importadores diferenciavam os zebuínos dos taurinos pelas orelhas (médias ou grandes no caso do zebu), o Nelore acabou ficando em segundo plano na seleção brasileira. A virada do Nelore aconteceu com as importações de 1930, de 1960 e de Hoje, representa 80% do rebanho nacional. A raça tem como característica pelagem branca, cinza e manchada de cinza. O Nelore é muito resistente ao calor devido à sua superfície corporal ser maior em relação ao corpo. Nelore Os machos e as fêmeas apresentam elevada longevidade reprodutiva. A cabeça apresenta perfil sub-convexo, principalmente nos machos. Os olhos são elípticos, pretos e vivos. As orelhas são curtas, simétricas entre os bordos superior e inferior, terminando em forma de lança. Os chifres são de cor escura, firmemente implantados no crânio, cônicos e mais grossos na base, de seção oval. Nas fêmeas podem se apresentar em forma de lira estreita e alongada, não convergentes nas pontas. Nelore Animais Nelore apresentam estado geral sadio e vigoroso. A ossatura é leve, robusta e forte, com musculatura compacta e bem distribuída. A masculinidade e a feminilidade são acentuadas. O temperamento é ativo e dócil. Apresentam pelagem branca ou cinza-clara, sendo que os machos apresentam o pescoço e o cupim normalmente mais escuros. A pele é preta ou escura, solta, fina, flexível, macia e oleosa. Os pêlos são claros, curtos, densos 6
7 cabeça Fêmeas: Feminilidade acentuada Aspecto delicado Características reprodutivas Aparência geral: largura e comprimento médios Perfil: sub-convexo Fronte: seca e descarnada, com depressão longitudinal (goteira) permissível: nimbure Chanfro: reto Olhos: pretos, elípticos, orbitas salientes, Pálpebras superiores com rugas: aspecto sonolento As orelhas do Nelore são curtas, com boa simetria entre as bordas superior e inferior, terminando em ponta de lança, e a face interna do pavilhão deve ser voltada para a frente e apresentar movimentação. A raça pode ser dividida em animais que apresentam chifres e mochos. Os chifres são de cor escura, firmes, curtos de forma cônica, mais grossos na base, achatados e de seção oval, de superfície rugosa e estrias longitudinais, assemelhando-se a dois paus fincados simetricamente no crânio. Nos machos, o pescoço é musculoso e com implantação harmoniosa ao tronco. Nas fêmeas, é delicado. A barbela começa debaixo do maxilar inferior e se estende até o umbigo, sendo mais abundante e pregueada nos machos. O peito dos animais é largo e com boa cobertura muscular. Outra característica dos zebuínos é o cupim. Ele tem papel fisiológico fundamental, servindo com reserva de energia em situações emergenciais. Nos machos, deve ser bem desenvolvido, apoiando-se sobre o cernelha, Nas fêmeas, deve ser reduzido. A região dorso-lombar é larga e reta, levemente inclinada, tendendo para a horizontal, harmoniosamente ligada à garupa com boa cobertura muscular. O Nelore possui ancas bem afastadas e no mesmo nível. A garupa é comprida, larga, ligeiramente inclinada, no mesmo nível e unida ao lombo, sem saliências ou depressões e com boa cobertura de gordura. Sacro não saliente, no mesmo nível das ancas. A cauda é inserida harmoniosamente, estendendo-se até os jarretes e vassoura preta. O tórax é amplo, largo e profundo. As costelas são compridas e largas, bem arqueadas, afastadas e com espaços intercostais revestidas de músculos e sem depressão atrás das espáduas. O umbigo deve ser proporcional ao desenvolvimento do animal. Membros anteriores e posteriores devem apresentar comprimento médio, com ossatura forte e músculos bem desenvolvidos. As coxas e pernas são largas, com boa cobertura muscular, descendo até os jarretes, com calotes bem pronunciados. As pernas devem ser bem aprumadas e afastadas. Os cascos devem ser pretos e bem conformados. As fêmeas devem ter o úbere de volume pequeno, com o formato das tetas de maneira que facilite a aproximação dos bezerros. A vulva deve possuir conformação e desenvolvimento normais. Os machos devem possuir a bolsa escrotal fina e bem pigmentada, com os dois testículos bem desenvolvidos. A bainha deve ser proporcional ao desenvolvimento do animal e bem direcionada. O prepúcio deve ser recolhido. 7
8 Nelore Mocha Nelore Mocha Bacana Japaranduba No ano de 1961, foram feitos os primeiros registros genealógicos da raça Nelore mocha. A ausência de chifres é permitida, constituindo-se na variação mocha da raça. Nos animais mochos é permitida a ocorrência de calo ou batoque. O padrão racial é o mesmo do Nelore. TOURO CRIFOR Sindi Raças indianas -zebuínas Sindi Quarta raça trazida da Índia, o Sindi teve uma pequena importação em 1930, que pouco contribuiu para o crescimento do rebanho no Brasil. Só em 1952, vieram do Paquistão novos exemplares que deram origem ao rebanho atual. A importação foi feita a pedido do Instituto Agronômico do Norte. O objetivo era povoar regiões de clima seco com um gado resistente e capaz de produzir leite e carne mesmo com pouca chuva e escassez de pastagem. Os animais caracterizam-se pelo porte pequeno, pelagem vermelha e pele bem pigmentada. O rebanho é pequeno, mas tem se mostrado boa opção para produção de leite, em regiões como o Nordeste. Sindi Tabapuã Raças indianas -zebuínas Pelagem: vermelha e tonalidades Perfil: sub convexo Chanfro: reto Orelhas: médias, largas, um pouco pendentes 8
9 Tabapuã Raça zebuína de característica mocha, o Tabapuã nasceu no município de Tabapuã (SP), de quem herdou o nome. Tabapuã Os trabalhos de seleção começaram em 1940, na Fazenda Água Milagrosa, de propriedade da família Ortenblad. A raça começou a partir do cruzamento de um touro naturalmente mocho com fêmeas Nelore e aneloradas. Em 1971, o Tabapuã foi reconhecido oficialmente como raça zebuína. Os animais da raça apresentam conformação do tipo cárneo sustentada por ossatura leve e robusta, o que resulta na produção de excelentes carcaças. A pelagem é branca ou cinza, a cabeça ogival e as orelhas médias e largas. O Tabapuã está sendo usado em vários cruzamentos. Existe uma pesquisa científica em andamento onde o cruzamento com a raça Nelore, chamado de Tabanel, está sendo analisado para verificar se esse tipo racial pode ser considerado, no futuro, como uma nova raça zebuína. Sibelino de Tabapuã Taurinos Continentais LIMOUSIN Limousin Origem: França Alta fertilidade Utilizado em cruzamentos excelente rendimento de Carcaça 1991: ABCL Atualmente, é uma raça muito utilizada principalmente em Goiás e Mato Grosso, mas podemos encontrá-la também em Minas Gerais e São Paulo nos programas de cruzamentos industriais, bem como em programas de seleção e vendas de reprodutores e matrizes. A raça Limousin está presente no Brasil desde o início do século XX, quando em 1872 foi trazido um touro e uma vaca, por Henri Goreix, convidado por D.Pedro II para dirigir uma escola de mineração em Ouro Preto-MG. Charolês Origem: França Taurinos Continentais Charolês Atualmente, o rebanho Charolês no País está estimado em 100 mil animais PC e 50 mil PO. Principais características: pelagem branca, grande porte, tanto na altura como no comprimento. se destaca por sua estrutura óssea e musculatura, excelente rendimento de carcaça e precocidade nos cruzamentos e nos abates. Utilizado em cruzamentos industriais Chegou na Bahia, estendeu para RS e restante do país 9
10 CHAROLÊS Taurinos Continentais A carne do gado Charolês é de excelente qualidade, com pouca gordura superficial, embora marmorizada internamente. O rendimento de carcaça varia de 58 e 65%, em regime de campo, e de 65 e 70%, em regime de confinamento. Devido à sua extraordinária produção de carne, essa raça esta espalhada por todo o mundo. No Brasil, o gado Charolês tem prestado inestimáveis serviços, principalmente na formação da raça Canchim. Belgian blue Origem: Bélgica Dupla musculatura Dificuldade de parto Alto rendimento carcaça Pardo suíço Taurinos Continentais A raça Pardo-Suíça é uma das raças bovinas mais antigas e mais puras que se conhece. muito apreciada por suas diferentes qualidades, pela quantidade e qualidade do leite, por sua carne e por sua habilidade para trabalho. Conhecido como gado Schwyz, teve a denominação de gado Pardo- Suíço, oficialmente adotada em Nos países de língua inglesa é conhecido como Brown Swiss, na Suíça e países de língua alemã como Braunvieh Itália como raça Bruna. Nesse ambiente a natureza foi a responsável pela primeira seleção genética, pois sobreviveram os mais fortes, definindo os atributos básicos do Pardo-Suíço: Rusticidade Adaptabilidade Fertilidade Longevidade No Brasil, os primeiros animais da raça chegaram no início do século (1911), através de importações oficiais, sob patrocínio do governo. Vinte e sete anos após, em 1938, foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Gado Pardo-Suíço. Simental Taurinos Continentais Simental Origem: Suíça Raça muito utilizada em cruzamentos industriais, excelente habilidade materna e produção de leite Alguns criadores exploram a dupla aptidão da raça Estima-se o rebanho brasileiro de Simental puro e mestiço em mais de considerando o rebanho não registrado. O rebanho registrado, num total de animais 10
11 Piemontês Taurinos Continentais Chianina Taurinos Continentais Origem: Itália Fusão entre raça nativa dos Alpes (Aurochs) e Zebu Dupla aptidão Chianina Origem: Itália Raça de grande porte, musculatura desenvolvida e notada altura Marchigiana Taurinos Continentais Utilizada em cruzamentos com animais terminais: Three cross Fêmeas não são boas produtoras de leite (seleção). Marchigiana Origem: Itália 1969 primeira importação para o Brasil Raça musculosa com pernas mais curtas do que a Chianina, melhorada para maturidade sexual precoce, facilidade de parto e fertilidade Utilizada em cruzamentos Os touros da raça Marchigiana respondem muito bem, quando são colocados em regime de monta natural, com excelente desempenho, quando comparados com touros zebuínos. MARCHIGIANA É uma raça originária da Itália e foi introduzida no Brasil há aproximadamente 30 anos. Tem a pelagem branca com a pele preta e com grande número de glândulas sudoríparas. A raça Marchigiana é muito utilizada em cruzamentos industriais para a produção de novilhos precoces. No Centro-Oeste, os produtores estão usando muito a raça para cruzamentos com o zebuíno, obtendo animais mestiços que são utilizados em confinamento e também em regime de engorda e em regime de campo. 11
12 Taurinas britânicas ABERDEEN ANGUS Abeerden angus A raça Aberdeen Angus possui a pelagem preta ou vermelha, é uma raça mocha muito utilizada em cruzamentos industriais e na formação de novas raças de corte. Origem: Escócia No Brasil, entrou juntamente com a raça Nelore na formação do gado Ibagé, no Rio Grande do Sul e nos Estados Unidos na formação da raça Brangus, juntamente com a raça Brahman. Red angus Taurinas britânicas Os bezerros Angus nascem pequenos, mas ganham peso rapidamente. É comum verificarem-se animais em plena produção com 14 a 15 meses de idade. Entre 18 e 20 meses, o macho chega a pesar em média 450 kg, em condições ótimas para abate. RED ANGUS O Red Angus é famoso pelas virtudes de precocidade sexual, velocidade de ganho de peso e fixação de características O gado Red Angus, em cruzamentos industriais, contribui para o aumento da prolificidade, qualidade de carcaça e rusticidade sobre a raça absorvida. Os animais Angus são precoces, com excelente conversão alimentar e rápido acabamento de carcaça. A raça Red Angus apresenta maior resistência a enfermidades e a sua grande adaptabilidade ao solo brasileiro, seja seco ou alagadiço, regiões acidentadas ou planas, em pastagens ricas ou pobres. Hereford Taurinas britânicas Hereford Origem: Inglaterra Muito difundida nos EUA Fertilidade e longevidade Precocidade Rusticidade Facilidade de parto Qualidade de carne ( baby beef ) 12
13 HEREFORD Originário da Inglaterra, o gado Hereford é uma das mais famosas raças selecionadas para produção de carne. O Hereford é o gado de pastejo e engorda fáceis em pastagens inferiores, mostra excelente aptidão para recuperação de peso após as chuvas. A cara branca é um caráter dominante e se transmite aos produtos oriundos de cruzamentos, independente de qual seja a raça utilizada. Bonsmara Taurinas adaptadas BONSMARA: 5/8 Africânder + 3/16 Hereford + 3/16 Shorthorn Jan Bonsma Mara: nome da Estação experimental No cruzamento com o gado zebuíno (zebu americano e brasileiro) deu origem a raça Braford, hoje muito difundida no Brasil. Bonsmara adaptado com ótima conversão alimentar, rendimento de carcaça, precocidade sexual e de terminação, com qualidade de carne comparável às raças britânicas. 1997: Origem África do Sul Caracu Taurinas adaptadas Fertilidade, musculatura, adaptação, docilidade e excelente qualidade de carne. Caracu Em relação aos machos, destacam-se os bons resultados no cruzamento a campo, sendo o Caracu uma das poucas raças européias que apresentam bom desempenho em programas de monta natural na região dos trópicos. Com bom desempenho de carcaça, os cruzados Caracu mantêm as vantagens da heterose É possível trabalhar com monta natural e os reprodutores têm preço de mercado bastante acessível. Mesmo se comparado aos reprodutores (5/8) das raças sintéticas, o touro Caracu leva vantagem, tanto na resistência como na heterose - 100% nos produtos meio-sangue multifuncionalidade : utilizado nos cruzamentos rotacionados com fêmeas F1 (1/2 sangue) de outras raças, mantendo a heterose média. Por isso tem sido largamente utilizado na formação dos compostos adaptados. Caracu Características O que mais chama atenção na Raça Caracu, por ser de origem européia (Bos Taurus) é a extraordinária adaptação ao clima tropical e sub-tropical. A seleção Natural provocou modificações anatômicas e fisiológicas que lhe proporcionaram as características a seguir: Pêlo curto Resistência ao calor Resistência a endo e ectoparasitas Facilidade de locomoção (bons aprumos) Cascos resistentes,tanto para solos duros quanto encharcados Umbigo curto e sem prolapso Capacidade de digerir fibras grosseiras Facilidade de parto Boa conformação tetos fertilidade 13
14 Senepol Taurinas adaptadas N Dama + Red Poll Habilidade materna Fertilidade Adaptação rusticidade Taurinas adaptadas Belmount Red Raça australiana 50% Africaner 25% Hereford 25% Shorthorn Raças sintéticas ou compostas Braford Adaptação a condições tropicais: temperaturas elevadas e resistência a carrapato Fertilidade maior do que Bos indicus e desempenho melhor que maioria dos cruzamentos Bos taurus x Bos indicus Braford Origem: USA Raça surgiu da necessidade de animais Hereford adaptados as condições da Flórida 3/8 Brahman e 5/8 Hereford Habilidade materna Puberdade precoce Fertilidade Facilidade no parto Boa produção de leite Brasil: inicio RS - 3/8 Zebu 5/8 Hereford 2003: reconhecimento MAPA Braford A Braford moderna congrega a fertilidade, habilidade materna, precocidade, temperamento dócil, volume e qualidade da carne do Hereford com a capacidade de adaptação aos trópicos, resistência aos ectoparasitas, rusticidade e rendimento de carcaça dos zebuínos, além do benefício indiscutível da heterose, que qualifica ainda mais sua carne. O macho Braford é extremamente fértil, viril e precoce, adaptandose muito bem às condições de reprodução a campo. Detentor de excepcional massa muscular; é incomparável na missão de produzir bezerros. A fêmea Braford é precoce e fértil. Tem comprovado potencial de entrar em reprodução, totalmente a campo, entre 14 e 18 meses de idade. Com peso médio adulto de 450Kg (15@), tem excelente facilidade de parto e habilidade materna, desmamando aos 6-8 meses bezerros que podem ter mais de 50% do peso materno. 14
15 Braford Raças sintéticas ou compostas O novilho Braford é muito precoce na terminação, podendo ser abatido, em terminação exclusivamente a campo, aos meses de idade e peso entre 380 e 480 Kg, apresentando rendimentos de carcaça entre 52 e 58%. Tem carcaça bem conformada, bom perfil muscular; alto rendimento de cortes comestíveis e, o que é mais importante, tem cobertura de gordura e marmorização, o que garante a boa conservação das características de sabor e suculência quando no resfriamento realizado pelos frigoríficos, garantindo também a excelente apresentação dos cortes na gôndola. Brangus vermelho Brangus preto Brahman x Angus 5/8 Angus 3/8 Brahman (Zebu) Brahman resistência a doenças, instinto maternal, rusticidade Angus Carcaça, fertilidade, produção de leite Esquema de cruzamento para obter Brangus Esquema de cruzamento para obter Brangus Esquema de cruzamento para obter Brangus Esquema de cruzamento para obter Brangus 15
16 Raças sintéticas ou compostas Canchim 5/8 Charolês 3/8 Zebu CANCHIM O nome Canchim foi dado em função a uma espécie de árvore muito comum na região. O gado Canchim vem sendo muito utilizado em cruzamentos industriais em todo país. A raça Canchim resultou do cruzamento da raça européia Charolesa com as raças zebuínas Indubrasil, Guzerá e Nelore. O início dos trabalhos de cruzamentos e seleção dos animais foi em 1940, na fazenda de Criação de São Carlos, em São Paulo. Esquema de cruzamento que deu origem ao Canchim Canchim A raça Canchim é fruto de um trabalho científico que visa viabilizar economicamente a obtenção de carne de melhor qualidade nas condições brasileiras. O touro Canchim, cobrindo a campo vacas aneloradas, produz novilhos precoces comparado com touros de raças zebuínas, produz o mesmo número de bezerros mais pesados. comparado com os touros de raças européias, produz bezerros com o mesmo peso, porém em maior quantidade. novilhos precoces, fruto do cruzamento de vacas aneloradas com touros Canchim por cobertura a pasto, poderão ser abatidos até os 18 meses se confinados após a desmama, até os 24 meses se confinados na terminação e aos 30 meses se criados exclusivamente a pasto. Raças sintéticas ou compostas Montana Raças sintéticas ou compostas Santa Gertrudes Sistema NABC em proporções variadas Nelore Adaptadas Britânicas Continentais 16
17 SANTA GERTRUDIS Santa Gertrudes Tem a pelagem vermelho-escuro retinta. No Brasil, pode ser encontrado em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia, onde vem sendo muito utilizado nos cruzamentos com o gado zebuíno, produzindo mestiços rústicos e precoces para o abate. No ano de 1940, o governo americano reconheceu a raça Santa Gertrudis como gado de corte. A raça possui 5/8 de sangue Shorthorn e 3/8 de sangue Brahman. Origem EUA : Oficialmente reconhecida em 1940 como a primeira raça sintética formada no Hemisfério Ocidental, introduzido no Brasil em 1953 pelo mesmo King Ranch, com 34 machos e 225 fêmeas adaptabilidade às mais diversas condições de clima, solo e pasto, Padrão Racial Tolerância ao calor - adapta-se muito bem às mais diversas condições climáticas. Maior resistência a ectoparasitas - fator importante na criação extensiva. Ótima produção de leite. fertilidade Precocidade sexual - as fêmeas podem ser cobertas aos 14 meses, dando sua primeira cria antes de completar dois anos. Santa Gertrudes Raças sintéticas ou compostas Padrão Racial Habilidade materna - pode ser verificada pelo peso médio obtido ao desmame dos bezerros, de 230 kg. Simbrasil Excelente libido dos touros. Alta capacidade de engorda e conversão alimentar - Em regime de pasto, estão prontos para o abate por volta dos dois anos com cerca de 16 arrobas. Cobertura muscular e acabamento de carcaça excelentes Muito utilizada em cruzamentos Red Norte Santa Gertrudis sobre fêmeas cruzadas Red Angus x Tabanel (Tabapuã com Nelore) 5/8 Simental x 3/8 Zebu CRUZAMENTO Acasalamento entre indivíduos de raças diferentes Razões para fazer cruzamentos Explorar a heterose Aumento do vigor nos indivíduos cruzados Complementariedade entre raças Combinação de características desejáveis de duas ou mais raças Razões para fazer cruzamentos Incorporação de genes desejáveis Permite a incorporação de genes em uma população a taxas mais rápidas Base para a formação de novas raças Substituição de raças Dar flexibilidade aos sistemas de produção 17
18 Sistemas de Cruzamentos Estratégias gerais para adoção 1. Condições ambientais para a nova população 2. Escolha das raças mais adequadas aos objetivos 3. Definição das características a serem geneticamente melhoradas 4. Sistema de registro de controle zootécnico das característicasde importância econômica 5. Estabelecimento de programas de avaliação de reprodutores Sistemas de Cruzamentos Fatores relevantes para escolha do sistema 1. Ambiente 2. Sistema de produção 3. Mercado 4. Mão-de-obra disponível 5. Nível gerencial 6. Viabilidade de uso de inseminação artificial 7. Objetivo do empreendimento 8. Número de matrizes 9. Número e tamanho dos pastos. Cruzamento x Seleção Principais tipos de cruzamentos Simples ou industrial Acasalamento que envolve duas raças e produção da primeira geração de mestiços F1 Machos e fêmeas são destinados ao abate, o sistema não continua Obter máxima heterose É necessário manter parte do rebanho (fêmeas) como puro para produzir reposição ou serem adquiridas de outros criadores Permite o aproveitamento da complementariedade de duas raças Hercules PRODUTOS ½ LIMOUSIN ½ NELORE COM 24 MESES, PESANDO E 56% DE RENDIMENTO DE CARCAÇA Cruzamento Simples X Principais tipos de cruzamentos Absorvente ou Contínuo Substituir uma raça por outra, pelo uso contínuo desta segunda Produz animais conhecidos como puros por cruza (PC) Exige mudanças gradativas nas condições de criação animais se aproximam da raça pura maiores exigências nutricionais e melhores devem ser o controle sanitário e as instalações. 18
19 VACA F1 (50% CRIOLLO 50% ANGUS) VACA F2 (25% CRIOLLO 75% ANGUS) VACA F3 (12.5% CRIOLLO 82.5% ANGUS) Absorvente ou Contínuo VACA CRIOLLA X X X X Principais tipos de cruzamentos Rotacionado ou alternado Consiste no cruzamento entre duas ou três raças, alternando a raça do reprodutor a cada geração. Cruzamento alternado entre duas raças O criador precisa adquirir machos da raça A e B, alternadamente, de rebanhos de reprodutores puros; O Criador produz as fêmeas de reposição; Importante que as raças sejam semelhantes em algumas características Dificuldade de manejo na propriedade, diferentes exigências nutricionais, boa capacidade gerencial, mão-de-obra qualificada Rotacionado ou Alternado Principais tipos de cruzamentos A X B Cruzamento triplo ou tricross A X 1/2BA B X 3/4B 1/4A X 5/8A 3/8B Alto grau de heterose; Alto nível de produção; O produtor precisa adquirir machos puros da raça C e fêmeas cruzadas (1/2) AB X... RED ANGUS Tricross MATRIZES NELORE Principais tipos de cruzamentos X Formação de raças sintéticas ou compostas São formadas a partir de proporções adequadas de graus de sangue de raças existentes. CANCHIM X Manter no rebanho animais com graus de sangue intermediário entre Europeu e Zebu; Manter no rebanho animais com graus de sangue adequados as PRODUTOS ½ CANCHIM+ ¼ RED + condiçõesclimáticas, de manejo, de nutrição e de sanidade; Facilitar o manejo, reduzindo custos ¼ NELORE Alto nível de heterose 19
20 Principais tipos de cruzamentos Formação de raças sintéticas ou compostas Shorthon Bra A x B C x D Bra Sho/Bra Sho 1 1 A+ B X C+ D 2 2 Sho/Bra ABCD Híbrido Duplo Sho/Bra Sho/Bra Santa Gertrudis Genótipo versus Ambiente O bovino nos trópicos é exposto a condições estressantes: Ecto e Endoparasitas Altas temperaturas Altas radiações solares Baixos níveis nutricionais Esses fatores contribuem para redução da produtividade Genótipo versus Ambiente Zebuínos e Européias adaptadas São animais ajustados aos trópicos Baixo potencial genético: Taxa de crescimento Precocidade reprodutiva Qualidade de carne (carne macia) Genótipo versus Ambiente Européias Britânicas e Continentais Apresentam superioridade em ambientes favoráveis Maiores Taxas de crescimento Baixa adaptabilidade às condições tropicais Combinação por meio de cruzamento de genótipos não adaptados x adaptados boa capacidade produtiva Alguns resultados experimentais de cruzamentos Grupo genético PN (kg) PD (kg) GND (kg/dia) Nelore 28, ,565 Canchim 34,8 212,7 0,662 Caracu 29, ,635 Charolês 33, ,523 1/2 Canchim + 1/2 Nelore 29, ,599 1/2 Tabapuã + 1/2 Gir 27,8 170,9 1/2 Limousin + 1/2 Nelore 31,4 195,6 1/2 Caracu + 1/2 Charolês 32, ,582 Alencar et al.,
21 Alguns resultados experimentais de cruzamentos Grupo genético PN (kg) PD (kg) GND (kg/dia) 1/2 Chianina + 1/2 Nelore /2 Charolês + 1/2 Nelore /2 Tabapuã + 1/2 Gir 27,8 170,9 1/2 Limousin + 1/2 Nelore 31,4 195,6 1/2 Caracu + 1/2 Charolês 32, /2 Simental + 1/2 Nelore 191,8 0,607 1/2 Brangus + 1/2 Nelore 185,1 0,607 1/2 Gir + 1/2 Nelore 156,5 1/2 Angus + 1/2 Nelore 191,8 0,621 Alencar et al., 1999 Sistema de cruzamento ideal deveria preencher os seguintes requisitos: a) permitir que as fêmeas de reposição sejam produzidas no próprio sistema b) possibilitar o uso de fêmeas mestiças c) explorar efetivamente a heterose d) não interferir com a seleção e) possibilitar que tanto machos quanto fêmeas sejam adaptados ao ambiente onde eles e suas progênies serão criados Qual cruzamento ou raça utilizar? Observar o mercado Ex: venda de bezerros: touros/raças com altas DEPs para peso a desmama Venda de novilho precoce: raças com ganho pós desmama e precocidade de terminação Venda de receptoras: taurinas fertéis de grande porte e habilidade materna Observar região Sul do PR, SC e RS: ½ sangue a 5/8 europeu as vezes até ¾ europeu Norte do PR até sul do MS: 50% de sangue de raças tropicais (zebuínos + taurinos adaptados) Norte MS, MT, Norte e NE: 62,5 a 75% de sangue raças tropicais (zebuínos e taurinos adaptados Confinamento superprecoce 75% raças européias no SE e CO e 62,5% no NE e N. Qual cruzamento ou raça utilizar? Número de matrizes Abaixo de :cruzamento rotacional, (zebuíno com raças taurinas de boa habilidade materna e tamanho médio) matrizes produzidas no próprio sistema Acima de 1.000: cruzamento terminal, insemina-se 60 a 70% das matrizes zebuínas com européias de grande porte e as demais 30 a 40% com raças maternas para reposição das fêmeas, ou compra fêmeas fora da propriedade CONSIDERAÇÕES FINAIS Não existe um sistema de cruzamento melhor, existe o mais adequado a cada situação Não existe a raça ideal e sim aquela que atende os objetivos e exigências de cada criador A escolha correta do touro é fundamental para o sucesso do cruzamento Em sistemas de cruzamento não se pode desprezar os efeitos da seleção Nos sistemas de acasalamentos, o número efetivo da população é de fundamental importância para manutenção do controle da consangüinidade 21
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