Doenças sexualmente transmissíveis

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Doenças sexualmente transmissíveis"

Transcrição

1 Doenças sexualmente transmissíveis Simone Uezato nº. 57 Thiago Pandossio nº. 59 Ulysses dos Santos Torres nº. 61 Vanessa Cristina dos Santos Custódio nº. 62

2 Úlceras genitais

3

4 Úlceras genitais Sífilis Doença infecciosa, sistêmica, crônica, de transmissão sexual ou vertical. Treponema pallidum (espiroqueta bactéria).

5 Úlceras genitais Sífilis Classificação: Sífilis adquirida: Recente (menos de 1 ano de evolução): primária, secundária e latente recente. Tardia (com mais de 1 ano de evolução): latente tardia e terciária. Sífilis congênita: Recente (diagnosticados até 2 anos de vida) Tardia (diagnosticados após 2 anos de vida)

6 Sífilis adquirida primária Lesão: cancro duro erosado ou ulcerado, único, com bordos endurecidos, fundo liso, brilhante e secreção serosa escassa. Aparece entre 10 e 90 dias após o contato sexual infectante; E.F.: adenopatia regional não supurativa, móvel, indolor e múltipla. Altamente infectante e rica em treponema Úlceras genitais

7 Úlceras genitais Sífilis adquirida secundária Aparece de 6 a 8 semanas do aparecimento e cicatrização do cancro duro. Manifestações: roséolas sifilíticas, sifílides papulosas (superfícies palmo-plantares), alopécia, lesões em platô nas mucosas, condiloma plano em regiões de dobras e atrito. E.F.: artralgia, febrícula, cefaléia, adinamia, micropoliadenopatia generalizada. Raro: comprometimento hepático e ocular.

8 Úlceras genitais Sífilis latente Manifestação da sífilis adquirida. Ausência de sinais e sintomas clínicos. Testes sorológicos positivos com títulos menores, que na fase secundária. Curso poderá ser interrompido por sinais e sintomas das formas secundária ou terciária.

9 Sífilis adquirida terciária Úlceras genitais Clínica após 3 a 12 anos de infecção. Lesões cutâneo-mucosas (tubérculos ou gomas), neurológicas (tabes dorsalis, demência), cardiovasculares (aneurisma aórtico) e articulares (artropatia de Charcot).

10 Diagnósticos diferenciais Úlceras genitais Sífilis primária cancro mole, herpes genital, donovanose, linfogranuloma venéreo, câncer. Sífilis secundária farmacodermias, doenças exantemáticas não vesiculosas, hanseníase virchowiana, colagenoses.

11 Úlceras genitais Diagnóstico Sífilis primária: pesquisa direta do treponema nas lesões microscopia em campo escuro. Sorologia não indicada. Sífilis secundária: testes sorológicos (treponêmicos e não treponêmicos) e pesquisa direta da bactéria no condiloma plano e placas mucosas. Sífilis terciária: quadro clínico e FTA-Abs. Baixos títulos de anticorpos.

12 Úlceras genitais Diagnóstico Testes sorológicos: Não treponêmicos: VDRL e RPR testes quantitativos para diagnóstico e seguimento. Treponêmicos: FTA-Abs qualitativo e apenas confirma o diagnóstico. Reativo a partir do 15º dia da infecção.

13 Úlceras genitais Diagnóstico Dois títulos baixos em intervalo de 30 dias excluem sífilis recente. Provas de sorologia qualitativas negativas excluemse sífilis atual ou prévia reação falso-positivo (hanseníase, malária, etc)

14 Úlceras genitais Cancro mole Transmissão exclusivamente sexual. Haemophilus ducreyi. Lesão múltipla/única, dolorosas, com bordas irregulares, contornos eritemato-edematosos e fundo irregular, recoberto por exsudato necrótico, mais freqüentes no sexo masculino. Bubão Bacilo atinge linfonodos inguino-crurais: unilateral, na maioia dos casos, quase que exclusivos do sexo masculino, podem evoluir para a fistulização. P.I.: 3 a 5 dias, podendo chegar até duas semanas

15 Diagnóstico diferencial Úlceras genitais Cancro duro, herpes simples, linfogranuloma venéreo, donovanose. Cancro misto de Rollet.

16 Diagnóstico Úlceras genitais Método de Gram esfregaços de secreção da base da úlcera ou do material do bubão. PCR padrão-ouro, porém com alto custo. Biópsia não recomendada. Sempre pesquisar concomitancia com T. pallidum

17 Úlceras genitais Herpes genital Herpes simplex virus (HSV tipos 1 predomínio nas lesões periorais e 2 predomínio em lesões genitais). Transmitida predominantemente por contato sexual (inclusive oral-genital) ou contato direto com lesões ou objetos contaminados. Clínica: pápulas eritematosas lesões vesiculosas agrupadas pequenas úlceras. Espectro clínico: ausência de sintomas ou quadro prodrômico antecedendo o aparecimento das lesões (ardência, prurido, mialgia, etc) Grande relação com casos de transmissão do HIV.

18 Úlceras genitais Herpes genital Contato direto com lesões ou objetos contaminados Solução de continuidade Penetração do vírus em pele ou mucosas íntegras

19 Úlceras genitais Herpes genital Após a infecção primária, ocorre ascensão do vírus pelos nervos sensoriais e o HSV entra em latência. Reativação Pródromo: aumento da sensibilidade, prurido, queimação, mialgias e fisgadas nas pernas, quadris e região anogenital. Febre, exposição a raios UV, traumatismos, menstruação, estresse físico ou emocional, uso prolongado de ATB e imunodeficiência.

20 Úlceras genitais Herpes genital Diagnóstico diferencial: cancro mole, sífilis, linfogranuloma venéreo, donovanose, ulcerações traumáticas. Diagnóstico citológico de Tzanck (multinucleação e balonização celulares em lâmina fixada com álcool 70%). PCR: altamente sensível, mas pouco acessível. Sorologia não se aplica na rotina.

21 Linfogranuloma venéreo Úlceras genitais Transmissão exclusivamente sexual, caracterizada pela presença de bubão inguinal; P.I.: entre 3 e 30 dias Agente causal: Chlamydia trachomatis

22 Linfogranuloma venéreo Úlceras genitais Lesão de inoculação pápula, pústula ou exulceração indolor ausência de sequela Disseminação linfática regional evolução com supuração e fistulização, acompanhadas de sintomas gerais Sequelas obstrução linfática crônica (elefantíase genital), fístulas retais, vaginais, vesicais e estenose retal

23 Linfogranuloma venéreo Úlceras genitais Diagnóstico é feito em bases clínicas testes laboratoriais identificam anticorpos contra todas as infecções por clamídia reação cruzada.

24 Úlceras genitais Donovanose Doença crônica progressiva que acomete pele, mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais. Agente causal: Klebsiella granulomatis (bactéria). Associação com transmissão sexual de contagiosidade baixa. P.I.: 30 dias a 6 meses Clínica: ulceração de borda plana e hipertrófica, em espelho, bem delimitada, com fundo granuloso de aspecto vermelho vivo e de sangramento fácil pode-se tornar vegetante ou úlcerovegetante; ausência de adenite, mas pode haver pseudobubões.

25 Úlceras genitais Donovanose Identificação dos corpúsculos de Donovan no material de biópsia pelas colorações de Wright, Giemsa ou Leishman. Diagnóstico diferencial: sífilis, cancro mole, Tb cutânea, amebíase cutânea, neoplasias ulceradas, leishmaniose tegumentar americana. Devido à baixa infectividade não é necessário fazer o tratamento dos parceiros sexuais.

26 Corrimento uretral

27

28 Corrimento uretral Corrimento uretral Uretrite = presença de corrimento uretral purulento ou mucopurulento e presença de 5 ou mais leucócitos por campo de grande aumento (x 1000), se a coleta da amostra for adequada. É sempre recomendado o tratamento para a Clamídia, independente do agente etiológico.

29 Uretrite gonocócica Corrimento uretral Agente causal: Neisseria gonorrhoeae diplococo Gram negativo intracelular. Essencialmente transmitida por contato sexual. P.I.: curto, de 2 a 5 dias.

30 Uretrite gonocócica Corrimento uretral Sensação de prurido na fossa navicular que se estende para toda a uretra Ardência miccional Corrimento inicialmente mucóide e depois abundante e purulento Ausência ou inadequação do tratamento: propagação da infecção ao restante da uretra, acompanhada de polaciúria, sensação de peso no períneo

31 Uretrite gonocócica Corrimento uretral Complicações no homem: balanopostite, prostatite, epididimite, estenose uretral (rara), artrite, meningite, faringite, pielonefrite, miocardite, pericardite, septicemia, conjuntivite (auto-inoculação), peri-hepatite gonocócica.

32 Uretrite gonocócica Corrimento uretral Diagnóstico: Exame de amostras uretrais com coloração de Gram, evidenciando diplococos Gram negativos intra-celulares típicos. Cultura em meio específico de Thayer-Martin nos casos suspeitos de resistência à penicilina. Diagnóstico diferencial: realizado com os agentes e/ou processos causadores das uretrites não gonocócicas.

33 Uretrite não gonocócica (UNG) Corrimento uretral Uretrites sintomáticas cujas bacterioscopias pela coloração de Gram ou cultura são negativas para o gonococo Exemplos de agentes: Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, Trichomonas vaginalis, dentre outros.

34 Uretrite não gonocócica (UNG) Corrimento uretral Infecção por C. trachomatis é a mais comum: contato sexual e P.I. de 14 a 21 dias. - Presença de corrimentos mucóides discretos, com disúria leve a intermitente. - Uretrite sub-aguda (50%). - Pode simular, em alguns casos, corrimentos da gonorréia

35 Uretrite não gonocócica (UNG) Corrimento uretral Diagnóstico definitivo da C. trachomatis : Cultura celular; Imunofluorescência direta; Elisa; Esfregaço corado pelo Gram.

36 Corrimento Vaginal e Cervicite

37 Corrimento Vaginal e Cervicite Critérios de Risco

38 Critérios de Risco Corrimento vaginal e cervicite Mesmo assintomática, a mulher que apresentar pelo menos um dos CRITÉRIOS DE RISCO abaixo tem indicação de receber tratamento, já que possui maior possibilidade de infecção cervical por gonococo ou clamídia (WHO. RTI 2005, modificado): - parceiro com sintomas - paciente com múltiplos parceiros, sem proteção - paciente que acredita ter se exposto a DST - paciente proveniente de áreas de alta prevalência de gonococo e clamídia

39 Corrimento Vaginal e Cervicite Exame Ginecológico

40 Corrimento vaginal e cervicite Corrimento Vaginal e Cervicite Exame Ginecológico examinar a genitália externa e região anal separar os lábios vaginais para visualizar o intróito vaginal integralmente

41 Corrimento vaginal e cervicite Corrimento Vaginal e Cervicite introduzir o espéculo fazer o teste do ph vaginal colher material para bacterioscopia e para o Teste das Aminas (de Whiff) Teste do cotonete do conteúdo cervical colher material para cultura de gonococos e pesquisa de clamídia, quando possível.

42 Corrimento Vaginal e Cervicite Abordagem Sindrômica

43 Fluxograma de corrimento vaginal sem microscopia

44 Fluxograma de Corrimento Vaginal com Microscopia

45 Corrimento Vaginal e Cervicite Abordagem Etiológica

46 Abordagem Etiológica Corrimento vaginal e cervicite 1. Cervicite por clamídia e/ ou gonococo 2. Vulvovaginites 3. Vaginose bacteriana 4. Candidíase vulvovaginal 5. Tricomoníase

47 Corrimento vaginal e cervicite 1. Cervicite por clamídia e/ ou gonococo

48 Corrimento vaginal e cervicite Cervicite por clamídia e/ ou gonococo Descrição: inflamação da mucosa endocervical (epitélio colunar do colo uterino) Agentes etiológicos: Neisseria gonorrheae e Clamídia trachomatis.

49 Corrimento vaginal e cervicite Cervicite por clamídia e/ ou gonococo Quadro Clínico: assintomática em 80% dos casos (daí a importância dos critérios de risco e do exame ginecológico). Sem tratamento: extensão da infecção para endométrio e trompas, causando DIPA, gravidez ectópica e dor pélvica crônica, por exemplo. Quando sintomática (cervicite mucopurulenta): colo friável, corrimento vaginal, disúria, dispareunia, edema de colo uterino.

50 Corrimento vaginal e cervicite Cervicite por clamídia e/ ou gonococo Corrimento por gonococo

51 Corrimento vaginal e cervicite Cervicite por clamídia e/ ou gonococo Diagnóstico: a) De cervicite gonocócica: Thayer Martin modificado (colhese material da endocérvice e faz-se cultura de gonococo em meio seletivo); PCR: juntamente com a cultura = padrão-ouro, mas pouco acessível. b) De cervicite por Clamydia trachomatis: cultura, imunofluorescência direta do material de colo uterino.

52 Corrimento vaginal e cervicite Cervicite por clamídia e/ ou gonococo Triagem populacional de clamídia para populações de baixo risco: DNA de amostras urinárias (o PCR deste material é mais sensível do que o PCR de material do próprio colo uterino). Priorizar gestantes (pelo risco de complicações) e adolescentes (para evitar sua infertilidade no futuro).

53 Cervicite por clamídia e/ ou gonococo Corrimento vaginal e cervicite Na gestação:

54 2. Vulvovaginites Corrimento vaginal e cervicite

55 Vulvovaginites Corrimento vaginal e cervicite Descrição: inflamação ou infecção do trato genital feminino inferior (vulva, vagina e ectocérvice). Agentes Etiológicos: -agentes infecciosos endógenos (vaginose bacteriana e candidíase), - agentes sexualmente transmitidos (tricomoníase), - fatores mecânicos (trauma), - fatores químicos (lubrificantes, absorventes internos), - hipo ou hiperestrogenismo, - fatores anatômicos e orgânicos (imunodepressão secundária a doença sistêmica), - coito vaginal pós coito anal e uso de DIU (modificam a flora vaginal).

56 Vulvovaginites Corrimento vaginal e cervicite Quadro Clínico: paciente assintomática ou apresenta corrimento vaginal + prurido vaginal e/ou ardor ao urinar e/ou desconforto pélvico. Diagnóstico: Diferentemente do conteúdo vaginal patológico, no conteúdo vaginal fisiológico há predominância à bacterioscopia de Bacilos de Doderlein sobre outras bactérias

57 Vulvovaginites Corrimento vaginal e cervicite Bacilos de Doderlein

58 Corrimento vaginal e cervicite 3. Vaginose Bacteriana

59 Vaginose Bacteriana Corrimento vaginal e cervicite Descrição: desequilíbrio da flora vaginal normal devido aumento do número de bactérias anaeróbias e diminuição dos bacilos acidófilos que são predominantes na vagina normal.pode ser desencadeada (e não transmitida) por relação sexual em mulheres predispostas devido ao contato com o ph básico do sêmen. Agentes etiológicos: Gardnerella vaginalis, Mobiluncus sp, mioplasmas, peptoestreptococos (bactérias anaeróbias).

60 Vaginose Bacteriana Corrimento vaginal e cervicite Quadro clínico: assintomática ou corrimento vaginal de odor fétido mais acentuado após o coito ou durante o período menstrual; corrimento brancoacizentado, por vezes bolhoso; dispareunia.

61 Vaginose Bacteriana Corrimento vaginal e cervicite Diagnóstico: Shwebeke 1999: Fazer: - exame a fresco (para revelar a presença de clue cells) - ph vaginal em papel indicador colocado no colo uterino (na vaginose bacteriana, ph>4,5) - teste das aminas (positivo nas vaginoses bacterianas) O diagnóstico de vaginose bacteriana se confirma com a presença de 3 dos 4 critérios de Amsel: - corrimento vaginal homogêneo, acizentado e de quantidade variável - ph vaginal >4.5 - teste das aminas positivo - presença de clue cells à bacterioscopia.

62 Vaginose Bacteriana Corrimento vaginal e cervicite

63 Corrimento vaginal e cervicite 4. Candidíase vulvovaginal

64 Candidíase vulvovaginal Corrimento vaginal e cervicite Definição: infecção de vulva e vagina causada por fungo comensal que habita a mucosa vaginal e digestória, que cresce quando o meio se torna favorável ao seu desenvolvimento FATORES QUE AUMENTAM O MEIO DE CULTURA DISPONÍVEL OU GERAM IMUNOSSUPRESSÃO: - gravidez - DM descompensada - obesidade - ACOs de alta dosagem - uso de ATB, corticóides, ou imunossupressores - vestuários que diminuem a ventilação e aumentam o calor local - contato com alergenos (talco, desodorantes) - imunodeficiência, inclusive pelo HIV.

65 Candidíase vulvovaginal Corrimento vaginal e cervicite Agente etiológico: 80-90%: Cândida albicans; 10 a 20%: espécies não albicans: (C. tropicalis, C glabrata, C. krusei, C. parapsilosis) Vias de transmissão: endógena (microorganismo presente na flora vaginal de 50% das mulheres assintomáticas), relação sexual (em menor proporção)

66 Candidíase vulvovaginal Corrimento vaginal e cervicite Quadro Clínico: - prurido vulvovaginal (principal sintoma) - ardor ou dor à micção - corrimento branco, grumoso, INODORO e com aspecto caseoso (leite coalhado ) - hiperemia, edema e fissuras vulvares - dispareunias - fissuras na pele - vagina recoberta por placas brancas aderidas à mucosa

67 Candidíase vulvovaginal Corrimento vaginal e cervicite Diagnóstico: - À bacterioscopia: presença de hifas. - Ao teste do ph vaginal: ph menor do que 4. - Cultura: em casos recorrentes (para identificar a Cândida responsável) e quando os testes anteriores forem negativos com sintomatologia sugestiva. É realizado em meios específicos (Saboraud). - Se à citologia oncótica em mulher assintomática for encontrada Cândida, isto não implica em tratamento.

68 Candidíase vulvovaginal Corrimento vaginal e cervicite

69 5. Tricomoníase Corrimento vaginal e cervicite

70 Corrimento vaginal e cervicite Tricomoníase Descrição: infecção que acomete a cérvice uterina, vagina e uretra Agente Etiológico: Trichomonas Vaginalis Transmissão: principalmente sexual

71 Corrimento vaginal e cervicite Tricomoníase Quadro Clínico: Paciente pode permanecer assintomática nos homens e nas mulheres após menopausa. Pode acometer também a vulva, causando cervicovaginite. Quando sintomática, a tricomoníase apresenta: - corrimento abundante, esverdeado, bolhoso - prurido e/ou irritação vulvar - dor pélvica (ocasionalmente) - disúria, polaciúria - hiperemia das mucosas com placas avermelhadas (colpite difusa ou mucosa em framboesa) - teste de Schiller aspecto tigróide.

72 Corrimento vaginal e cervicite Tricomoníase Exames complementares/ Diagnóstico - lâmina a fresco: presença de parasita flagelado movimentando-se ativamente entre células epiteliais e leucócitos. - Teste do ph vaginal: ph> Tricomoníase pode alterar citologia oncótica. Repetir esse exame para avaliar a persistência dessas alterações. - Cultura em meio anaeróbio (meio de Diamond), realizado em casos de difícil diagnóstico. PCR é padrão ouro, mas é de difícil acesso.

73 Dor Pélvica

74 Introdução Dor pélvica Queixa freqüente nos consultórios ginecológicos. Afeta cerca de 12 a 33% de todas as mulheres no período reprodutivo. A etiologia muitas vezes é de difícil esclarecimento.

75 Classificação Dor pélvica Dor pélvica aguda: início súbito e geralmente intensa o suficiente para que se busque atendimento médico. Dor pélvica crônica: dor não menstrual ou não cíclica, com duração de pelo menos seis meses, suficientemente intensa para interferir em atividades habituais, e que necessita de tratamento clínico ou cirúrgico.

76 Etiologia Dor pélvica Dor Pélvica Ginecológicas Não ginecológicas Aborto Gravidez ectópica Rotura ou torção de cisto de ovário Sangramento de corpo lúteo Dor do meio do ciclo menstrual Degeneração de miomas Doença inflamatória pélvica Apendicite Diverticulite Linfadenite mesentérica Obstrução intestinal Infecção urinária Litíase urinária Alterações intestinais

77 Dor pélvica aguda Dor pélvica Anamnese DUM (verificar atraso menstrual) Febre, hipotensão, taquicardia, sudorese Leucorréia fétida Exame Físico Leucorréia Dor à mobilização do colo Defesa abdominal

78 Dor pélvica crônica Dor pélvica Anamnese Perfil psicológico Irradiações, fatores que modificam a dor, ciclo menstrual, antecedentes ginecológicos e obstétricos, cirurgias prévias, sintomas somáticos não relacionados a dor pélvica, história sexual Exame Físico Muitas vezes inespecíficos Palpação Abdominal

79 Exame ginecológico: segue os mesmos passos realizados no fluxograma de corrimento vaginal. Dor pélvica Corrimento: medida do ph, testes das aminas e coleta de material para realização de bacterioscopia. Limpeza do colo uterino e observar se existe mucopus endocervical (teste do cotonete) ou friabilidade do colo. Exame da vulva, vagina, colo uterino e conteúdo vaginal. Realização de exame pélvico bimanual (hipersensibilidade do fundo de saco, dor à mobilização do colo ou anexos, presença de massas ou coleções).

80 Pacientes com atraso menstrual, parto ou aborto recente, com perda de sangue pela vagina podem vir a desenvolver um quadro grave. Ao exame, verificar se existe abertura do orifício cervical e/ou fragmentos fetais residuais. Dor pélvica

81 Quadro abdominal grave: a paciente apresenta defesa muscular ou dor de forte ou moderada intensidade à descompressão brusca, ou apresenta hipertermia maior ou igual a 37,5 ºC. Dor pélvica

82 Dor pélvica Infecções do trato urinário, endometriose, varizes pélvicas, aderências pélvicas, tumores pélvicos, alterações gastro-intestinais (verminoses, constipação intestinal, doenças da vesícula). Se necessário, encaminhar ao especialista.

83 Dor pélvica Doença Inflamatória Pélvica

84 Definição Dor pélvica É uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microorganismos do trato genital inferior, espontânea ou por manipulação (inserção de DIU, biópsia de endométrio, curetagem etc.), comprometendo endométrio, trompas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas.

85 Dor pélvica A DIP é eminentemente um processo agudo, exceto nos casos em que é causada por microorganismos tais como os da tuberculose e actinomicose, por exemplo. Freqüentemente são infecções polimicrobianas, com envolvimento de bactérias anaeróbias e facultativas. Cerca de 90% originam-se de agentes sexualmente transmissíveis.

86 Principais agentes etiológicos Neisseria gonorrhoeae Chlamydia trachomatis Outros Micoplasma hominis Ureaplasma urealyticum Streptococus β Hemolítico (grupo A) Anaeróbios (Bacterioides fragilis) e outros aeróbios.

87 Dor pélvica DIP inicial: achados à laparoscopia. Útero e trompas edemaciadas. (Mandell and Rein, Atlas of Inf. Diseases, vol 5: Sex Trans Dis)

88 Dor pélvica DIP severa: achados à laparotomia. Abscessos tubo-ovarianos ovarianos bilaterais. (Mandell and Rein, Atlas of Inf. Diseases, vol 5: Sex Trans Dis)

89 Dor pélvica Aderências em forma de cordas de violino, em caso de DIP e perihepatite por clamídia.

90 DIP: Fatores associados Dor pélvica 1. Histórico de DST prévias ou atuais: infecção por Chlamydia, Micoplasma e/ou gonococos no colo uterino apresentam risco aumentado de DIP (um caso da doença para cada 8 a 10 casos de pacientes com cervicite por algum desses patógenos); 2. Múltiplos parceiros sexuais ou parceiro recente: em mulheres com mais de um parceiro ou cujo parceiro tenha mais de uma parceira, a probabilidade de ocorrer salpingite aumenta de 4 a 6 vezes;

91 Dor pélvica 3. Uso de dispositivo intra-uterino (DIU): pode representar um risco três a cinco vezes maior para o desenvolvimento da doença caso a paciente seja portadora de cervicite; 4. Episódios anteriores de DIP: pacientes com salpingite prévia têm chance 23% maior de desenvolver um novo episódio infeccioso; 5. Ter parceiro sexual portador de uretrite.

92 Critérios diagnósticos de DIP Critérios maiores Critérios menores 1 1 Critérios elaborados Dor pélvica 3 Dor em abdome inferior Dor à palpação dos anexos Dor à mobilização do colo uterino Temp. axilar >37,5ºC Conteúdo vaginal ou secreção endocervical anormal Massa pélvica + de 5 leucócitos por campo de imersão em secreção de endocérvice Leucocitose PCR ou VHS elevada Comprovação laboratorial de infecção por gonococo, clamídia ou micoplasmas Evidência histopatológica de endometrite Presença de abscesso tuboovariano ou de fundo de saco de Douglas em US pélvica Evidência de DIP à laparoscopia

93 Exames laboratoriais Dor pélvica Hemograma completo Velocidade de hemossedimentação Exame bacterioscópico com cultura e antibiograma de material obtido do orifício cérvico-uterino, da uretra, de laparoscopia ou de punção do fundo de saco posterior Ecografia abdominopélvica Radiografia simples do abdômen Laparoscopia Sumário de urina e urocultura (para afastar infecção do trato urinário) Teste de gravidez (para afastar gravidez ectópica)

94

95 Verrugas Síndrome: Verrugas Infecção pelo HPV

96 Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Verrugas Agente etiológico: o Papilomavirus humano é um DNA- vírus que possui mais de 100 tipos. Dentre eles, uma parcela é oncogênica, podendo gerar neoplasia intraepitelial e carcinoma invasor no colo uterino, vulva, vagina e região anal.

97 Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Verrugas HPVs de baixo risco (6,11,42,43,44) : causam condiloma acuminado e lesões intraepiteliais de baixo grau na forma de verrugas genitais visíveis. HPVs de alto grau (16,18,31,33 e outros): relacionados a lesões intraepiteliais de alto grau e carcinoma invasor. Quando na genitália externa, estão associados a carcinoma in situ de células escamosas, Papulose Bowenóide, Eritroplasia de Queyrat e Doença de Bowen da genitália.

98 Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Verrugas Estudos de prevalência mostram que as lesões precursoras do câncer cérvico-uterino são cinco vezes mais freqüentes em mulheres portadoras de DST do que naquelas que procuram outros serviços médicos como, por exemplo, para planejamento familiar.

99 Verrugas Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Período de Incubação: Varia de semanas a décadas. Recidivas ocorrem provavelmente devido à reativação de reservatórios (e não devido à reinfecção através do parceiro). Infecção persitente depende do tipo do HPV, tabagismo e estado imunológico do paciente (se é imunossuprimido ou não).

100 Verrugas Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) QC: assintomático, ou aparecimento de condilomas acuminados (lesões exofíticas) Infecção Clínica pelo HPV na genitália (com lesões macroscópicas) - Lesões únicas ou múltiplas, restritas ou difusas - No homem: glande, sulco bálano-prepucial, região perianal - Na mulher: vulva, períneo, região perianal, vagina e colo. -de acordo com a localização anatômica: lesões friáveis, dolorosas e/ou pruriginosas

101 Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Verrugas Infecção Subclínica pelo HPV na genitália externa (sem lesão macroscópica) - observação de áreas que se tornam brancas após aplicação do ácido acético sob visão colposcópica ou outras técnicas de magnificação, e que, biopsiadas, apresentam alterações citológicas compatíveis com infecção pelo HPV. - Não se sabe se a contagiosidade dessa forma de infecção é similar à das lesões exofíticas

102 Verrugas Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Diagnóstico da Infecção pelo HPV O diagnóstico de condiloma é essencialmente clínico. Biópsia apenas quando: - houver suspeita de neoplasia - lesões não responderem ao tratamento convencional - lesões aumentarem de tamanho após o tratamento - paciente for imunodeficiente

103 Verrugas Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) As lesões cervicais subclínicas são geralmente detectadas pela citologia oncótica, devendo ser avaliadas pela colposcopia, teste de Schiller (iodo) e biópsias dirigidas.

104 Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Verrugas - diagnóstico definitivo: identificação do DNA viral por PCR. - As alterações celulares causadas pelo HPV no colo uterino têm o mesmo significado clínico que as observadas nas displasias leves ou neoplasias intra- epitelial de grau I. Juntas constituem a lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau (Low Grade Squamous Intraepithelial Lesion LSIL), com grande chance de regressão sem tratamento.

105 Verrugas Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Conduta: Consenso Brasileiro: em mulher com vida sexual ativa, realizar 1 colposcopia anual por 2 anos; se resultados forem negativos, repetir o exame a cada 3 anos. Este intervalo deve ser reduzido em portadoras de DSTs. - realizar a colposcopia na paciente portadora de DST quando: - a DST da paciente estiver controlada - a DST for infecção por HPV - realizou o exame há mais de 12 meses - não se recorda do resultado do último exame

106 Verrugas Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) - Os casos que persistem com atipias têm maior probabilidade de serem portadores de lesões precursoras do câncer cérvico- uterino. - atenção: - adiar a citopatologia se a mulher estiver menstruada - colpites, cervicites e corrimentos podem comprometer a interpretação citopatológica - numa investigação de DST, quando serão colhidos espécimes para diagnóstico bacteriológico, o material para citopatologia deve ser colhido por último;

107 Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Verrugas - Situações especiais: - Coleta durante a Gravidez: exame colpocitológico normal excluindo-se a coleta de material da endocérvice - Mulheres infectadas pelo HIV: há maior prevalência de lesão intra-epitelial em portadoras do HIV, com tempos muito curtos (meses) de progressão para lesões pré-invasivas graves e recidivas frequentes.

108 Infecção pelo Papilomavirus Humano (HPV) Verrugas (Mulheres portadoras de HIV cont.) Quando houver atipias na colpocitologia: - encaminhar para serviço especializado, para investigação colposcopia e biópsia dirigida, quando indicado, e tratadas como recomendado Mantida a ausência de evidências de lesão intraepitelial: - repetir a colpocitologia anualmente. Somente as portadoras de atipias à colpocitologia devem ser referidas para colposcopia e biópsia dirigida.

109 Diagnóstico sorológico de infecção por HIV

110 Diagnostico sorológico de infecção por HIV Os testes diagnósticos laboratoriais de infecção pelo HIV que se baseiam na detecção de anticorpos anti-hiv seguem os procedimentos estabelecidos pela portaria nº. 59, de 28 de janeiro de Normatização

111 Diagnostico sorológico de infecção por HIV 1ª. Etapa: Triagem sorológica Imunoensaio (ELISA) Não deve ser de avaliação rápida; Deve detectar anticorpos anti-hiv-1 e anti-hiv-2; Os kits utilizados para a realização dos testes devem estar registrados no Ministério da Saúde.

112 Enzyme Linked Immunosorbent Assay ELISA 2. Ac anti-ig Adição Ligação ligado Alteração do a do enzima substrato Ac de presente coloração peroxidase apropriado no onde soro ocorreu para (conjugado) ao reação Ag a enzima viral Ag-Ac liga-se ao imunocomplexo

113 Diagnostico sorológico de infecção por HIV 1. Não reagente; 2. Reagente; 3. Inconclusivo.

114 Diagnostico sorológico de infecção por HIV 2ª. Etapa: Confirmação sorológica Novo imunoensaio (ELISA) * + Imunofluorescência indireta para HIV-1 ou Imunoblot para HIV-1 (*) Metodologia e/ou antígenos diferentes dos utilizados no primeiro imunoensaio.

115 Imunofluorescência indireta para HIV-1 Linhagem de células K37-3 infectadas por HIV-1 e fixadas em lâminas de microscopia para fluorescência. Aproximadamente 25-35% das células possuem Ag virais de superfície passíveis de detecção. O soro humano é colocado em contato com o Ag e, ao produzir uma reação fluorescente, é considerado reagente (presença de Ac para HIV-1 no soro formação do imunocomplexo adição e ligação de anti-ig conjugada com isotiocianato de fluoresceína reação fluorescente).

116 Diagnostico sorológico de infecção por HIV Confirma a positividade da primeira amostra

117 Diagnostico sorológico de infecção por HIV 3ª. Etapa: Western blot Confirmação sorológica direta em casos de EIA 1 (+) ou (Ic). Casos de dúvida na 2ª. etapa.

118 Diagnostico sorológico de infecção por HIV Western blot Extrato de células infectadas por HIV; Desnaturação e separação de proteínas por massa através de eletroforese; Transferência para membrana de nitrocelulose contendo como sondas Ac específicos para proteínas virais; Soro sanguíneo diluído é aplicado à membrana; Ac do soro se ligam a algumas das proteínas presentes na membrana.

119 Diagnostico sorológico de infecção por HIV Anticorpos secundários (anti-ig) detectam para quais proteínas do HIV o indivíduo possui anticorpos. Enfim, é possível examinar a quantidade de proteína em uma dada amostra e comparar os níveis entre diversos grupos. Os critérios que determinam quais faixas virais constituem diagnóstico positivo variam de acordo com o país.

120 Diagnostico sorológico de infecção por HIV AFR = Africa; AUS = Australia; FDA = US Food and Drug Administration; RCX = US Red Cross; CDC = US Center for Disease Control; CON = US Consortium for Retrovirus Serology Standardization; GER = Germany; UK = United Kingdom; FRA = France; MACS = US Multicenter AIDS Cohort Study

121 Coleta de segunda amostra em 30 dias após a emissão do resultado da primeira; repetir as etapas normalmente. Pode-se também utilizar outros testes baseados na detecção de antígenos ou de ácido nucléico. Investigação do HIV-2 em amostras com resultados indeterminados para o HIV-1, quando houver dados epidemiológicos sugestivos de infecção por HIV-2 ou clínica compatível com infecção por HIV/ AIDS.

122 Diagnostico sorológico de infecção por HIV Trinta dias após a emissão do resultado referente à primeira amostra. As amostras com resultado positivo (primeira amostra) mostram um resultado parcial (será definitivo apenas após a análise da segunda).

123 Diagnostico sorológico de infecção por HIV Se a etapa 1 na segunda amostra não mostrar resultado conclusivo, realizam-se a segunda e terceira etapas. Se após a realização dessas etapas os resultados da primeira e segunda amostra forem discordantes, deverá ser coletada uma terceira amostra, com as respectivas etapas.

124 Diagnostico sorológico de infecção por HIV Falso-Positivos Falso-Negativos Problemas técnicos no procedimento do exame Alterações biológicas do indivíduo Coleta durante janela imunológica Semelhanças antigênicas entre microrganismos Problemas técnicos Doenças auto-imunes Infecções por outros vírus Baixa sensibilidade do kit utilizado Aquisição passiva de Ac anti-hiv (filhos)

125 Diagnostico sorológico de infecção por HIV Testes rápidos Ausência de rede de laboratórios; Resultados em tempo inferior a 30 minutos; Realização no momento da consulta (amostra coletada por punção de polpa digital); À consulta o paciente já recebe o aconselhamento pré-teste, o resultado e o aconselhamento pós-teste. Ex: Triagem de gestantes sem sorologia pré-natal disponível no momento do parto.

ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA. Parte 21. Profª. Lívia Bahia

ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA. Parte 21. Profª. Lívia Bahia ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA Parte 21 Profª. Lívia Bahia Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) no âmbito da Atenção Básica Paciente com queixa de corrimento uretral Atenção Básica e

Leia mais

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 4. Profª. Lívia Bahia

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 4. Profª. Lívia Bahia ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 4 Profª. Lívia Bahia Cervicite por clamídia ou gonococo Cervicite mucopurulenta ou endocervicite é a inflamação da mucosa endocervical

Leia mais

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 5. Profª. Lívia Bahia

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 5. Profª. Lívia Bahia ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 5 Profª. Lívia Bahia Vulvovaginites Manifestação inflamatória e/ou infecciosa do trato genital feminino inferior, ou seja, vulva, vagina

Leia mais

ENFERMAGEM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS. OUTRAS DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS Aula 6. Profª. Tatiane da Silva Campos

ENFERMAGEM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS. OUTRAS DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS Aula 6. Profª. Tatiane da Silva Campos ENFERMAGEM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS Aula 6 Profª. Tatiane da Silva Campos Herpes Simples Lesões de membranas mucosas e pele, ao redor da cavidade oral (herpes orolabial vírus tipo 1) e da genitália

Leia mais

VULVOVAGINITES E CERVICITES D I P A CORRIMENTO URETRAL MASCULINO ÚLCERA GENITAL

VULVOVAGINITES E CERVICITES D I P A CORRIMENTO URETRAL MASCULINO ÚLCERA GENITAL GINECOLOGIA D S T VULVOVAGINITES E CERVICITES D I P A CORRIMENTO URETRAL MASCULINO ÚLCERA GENITAL DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) MINISTÉRIO DA SAÚDE Abordagem ao portador de DST O objetivo desse

Leia mais

GINECOLOGIA D S T ( I S T )

GINECOLOGIA D S T ( I S T ) GINECOLOGIA D S T ( I S T ) VULVOVAGINITES E CERVICITES D I P A CORRIMENTO URETRAL MASCULINO ÚLCERA GENITAL Saúde sexual: abordagem centrada na pessoa com vida sexual ativa Estratégia de atenção integral

Leia mais

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 1. Profª. Lívia Bahia

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 1. Profª. Lívia Bahia ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 1 Profª. Lívia Bahia pública; Doenças Sexualmente Transmissíveis Anatomia e Fisiologia do Sistema Reprodutor Feminino As Doenças Sexualmente

Leia mais

Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST

Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST Fotos Cancro duro (Sífilis) - causada pela bactéria Treponema pallidum. Lesão localizada no pênis (glande) Lesão localizada na vulva (grandes lábios) Pode ser transmitida pela placenta materna e por transfusão

Leia mais

DIAGNÓSTICOS SOROLÓGICO NAS INFECÇÕES BACTERIANAS. Sífilis

DIAGNÓSTICOS SOROLÓGICO NAS INFECÇÕES BACTERIANAS. Sífilis DIAGNÓSTICOS SOROLÓGICO NAS INFECÇÕES BACTERIANAS Sífilis Sífilis Agente Etiológico Doença crônica sistêmica Família Spirochaetaceae Espiroqueta: Treponema pallidum, sub espécie pallidum Motilidade Característica:

Leia mais

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 2. Profª. Lívia Bahia

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 2. Profª. Lívia Bahia ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 2 Profª. Lívia Bahia Sífilis Agente Etiológico: Treponema pallidum Morfologicamente o Treponema pallidum é uma bactéria espiral fina

Leia mais

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 9. Profª. Lívia Bahia

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 9. Profª. Lívia Bahia ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 9 Profª. Lívia Bahia Rastreio de Câncer Cérvico-uterino em mulheres que têm ou tiveram DST Mulheres com história ou portadoras de DST

Leia mais

Infecções Genitais. Vulvovaginites. Vulvovaginites e vaginoses são as causas mais comuns de corrimento vaginal patológico.

Infecções Genitais. Vulvovaginites. Vulvovaginites e vaginoses são as causas mais comuns de corrimento vaginal patológico. Infecções Genitais Vulvovaginites Vulvovaginites e vaginoses são as causas mais comuns de corrimento vaginal patológico. As secreções vaginais normais têm cor transparente ou branca e geralmente ficam

Leia mais

Curso de Emergências e Urgências Ginecológicas. Abordagem Sindrômica das Doenças Sexualmente Transmissívies

Curso de Emergências e Urgências Ginecológicas. Abordagem Sindrômica das Doenças Sexualmente Transmissívies Curso de Emergências e Urgências Ginecológicas Abordagem Sindrômica das Doenças Sexualmente Transmissívies Introdução 340 milhões de novos casos por ano de DST s curáveis no mundo. 10 a 12 milhões no Brasil

Leia mais

AUGUSTO CAVALLINI MENECHINO

AUGUSTO CAVALLINI MENECHINO SÍFILIS Dr. LUIZ AUGUSTO CAVALLINI MENECHINO 15 de setembro de 2016 UFMT Conceito A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica, de evolução crônica e causada pelo Treponema pallidum. As formas de doença

Leia mais

DIP 1 Profª Christiane Rangel

DIP 1 Profª Christiane Rangel DIP 1 Profª Christiane Rangel Manejo sindrômico das DST s DST s Adolescentes são as mais acometidas pelas DST s devido ao início precoce da atividade sexual, maior exposição sexual e características da

Leia mais

Colpites e Cervicites Diagnóstico e Tratamento

Colpites e Cervicites Diagnóstico e Tratamento Colpites e Cervicites Diagnóstico e Tratamento Residência Médica Ginecologia HUCFF Isabella Caterina Palazzo R1 Orientador: Professor Renato Ferrari A vagina normal Glândulas sebáceas, sudoríparas, de

Leia mais

VULVOVAGINITES E CERVICITES D I P A CORRIMENTO URETRAL MASCULINO ÚLCERA GENITAL

VULVOVAGINITES E CERVICITES D I P A CORRIMENTO URETRAL MASCULINO ÚLCERA GENITAL GINECOLOGIA D S T VULVOVAGINITES E CERVICITES D I P A CORRIMENTO URETRAL MASCULINO ÚLCERA GENITAL DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) MINISTÉRIO DA SAÚDE Abordagem ao portador de DST O objetivo desse

Leia mais

Doença Inflamatória Pélvica DIP

Doença Inflamatória Pélvica DIP Doença Inflamatória Pélvica DIP Infecções por Clamídea e Gonococo Prof. Dr. Francisco Cyro Reis de Campos Prado Filho Departamento de Ginecologia e Obstetrícia Faculdade de Medicina Universidade Federal

Leia mais

Caraterização das Infeções Vaginais incidência e prevalência

Caraterização das Infeções Vaginais incidência e prevalência Caraterização das Infeções Vaginais incidência e prevalência CANDIDÍASE VULVO-VAGINAL INFEÇÕES VAGINAIS - Enquadramento Sintomatologia do trato genital inferior Modificações patológicas ou mesmo fisiológicas

Leia mais

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS Saber se proteger ou identificar quando o corpo apresenta sinais de anormalidade pode evitar a transmissão ou complicação das doenças. O procedimento mais indicado para

Leia mais

18/04/2017. a) Treponema pallidum. b) Chlamydia trachomatis. c) Trichomonas Donne. d) Neisseria gonorrheae.

18/04/2017. a) Treponema pallidum. b) Chlamydia trachomatis. c) Trichomonas Donne. d) Neisseria gonorrheae. 1 (2017 - CS-UFG UFG) No Brasil, a prevalência de sífilis em gestantes é de 1,6%. É uma doença de transmissão sexual ou materno-fetal com caráter sistêmico e de evolução crônica. Em mulheres grávidas,

Leia mais

Gineco 1 DST - QUESTÕES COMENTADAS

Gineco 1 DST - QUESTÕES COMENTADAS Gineco 1 DST - QUESTÕES COMENTADAS USP Ribeirão Preto - USP RP - 2011 Prova Geral Mulher, 22 anos de idade, nuligesta, última menstruação há 10 dias, é atendida em PS, com quadro de dor pélvica aguda iniciado

Leia mais

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS O que são? As Doenças Sexualmente Transmissíveis são doenças infecciosas transmitidas sobretudo através do contato sexual sem proteção, podendo também ser transmitidas

Leia mais

Perfil das mulheres que realizaram a coleta de citologia oncótica no 1ºsem na Clínica da Unaerp.

Perfil das mulheres que realizaram a coleta de citologia oncótica no 1ºsem na Clínica da Unaerp. SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ Perfil das mulheres que realizaram a coleta de citologia oncótica no 1ºsem. 2011 na Clínica da Unaerp. Kelly Cristina do Nascimento

Leia mais

Abordagem. Tamara Paz (R1) Orientadora: Dra. Juraci

Abordagem. Tamara Paz (R1) Orientadora: Dra. Juraci Abordagem sindrômica das DSTs Tamara Paz (R1) Orientadora: Dra. Juraci DST - conceito Doença infecciosa adquirida por meio do contato sexual, que pode ser causada por vírus, bactéria ou protozoário. Glossário

Leia mais

AIDS E OUTRAS DSTs INFORMAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA PREVENÇÃO

AIDS E OUTRAS DSTs INFORMAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA PREVENÇÃO AIDS E OUTRAS DSTs INFORMAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA PREVENÇÃO O QUE SÃO DOENÇAS DSTs SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS? SÃO DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS, FUNGOS, PROTOZOÁRIOS E BACTÉRIAS TRANSMITIDOS DURANTE O ATO

Leia mais

Capítulo 31: Reprodução e embriologia humana

Capítulo 31: Reprodução e embriologia humana Capítulo 31: Reprodução e embriologia humana Organização do material genético no núcleo Organização do material genético no núcleo Organização do material genético no núcleo 1.Gametogênese É o processo

Leia mais

Ectrópio cervical Módulo III Ginecologia Direto ao assunto Condutas Luiz Carlos Zeferino Professor Titular de Ginecologia Unicamp Março de 2013

Ectrópio cervical Módulo III Ginecologia Direto ao assunto Condutas Luiz Carlos Zeferino Professor Titular de Ginecologia Unicamp Março de 2013 Ectrópio cervical Módulo III Ginecologia Direto ao assunto Condutas Luiz Carlos Zeferino Professor Titular de Ginecologia Unicamp Março de 2013 Ectrópio é a exteriorização do epitélio glandular através

Leia mais

Cervicites: facilitando o diagnóstico

Cervicites: facilitando o diagnóstico TROCANDO IDÉIAS XIV DESAFIOS EM PATOLOGIA DO TRATO GENITAL INFERIOR Cervicites: facilitando o diagnóstico PROF. RENATO DE SOUZA BRAVO UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTÔNIO PEDRO

Leia mais

TROCANDO IDÉIAS XX ECOSSISTEMA VAGINAL

TROCANDO IDÉIAS XX ECOSSISTEMA VAGINAL TROCANDO IDÉIAS XX ECOSSISTEMA VAGINAL Gutemberg Almeida ABPTGIC UFRJ ISSVD CONTEÚDO VAGINAL NORMAL VOLUME 3 a 4g/dia ASPECTO fluida COR - incolor, transparente, branca-leitosa ODOR inodoro ph 3,8 a 4,5

Leia mais

SÍFILIS MATERIAL DE APOIO.

SÍFILIS MATERIAL DE APOIO. SÍFILIS MATERIAL DE APOIO www.hilab.com.br Segundo o Ministério da Saúde, a sífilis, em sua forma adquirida, teve um crescimento de 5.174% entre 2010 e 2015. A forma congênita, transmitida da mãe para

Leia mais

A HISTÓRIA SE REPETE CASO

A HISTÓRIA SE REPETE CASO A HISTÓRIA SE REPETE CASO PARTE 1 Nelson, 17 anos, estudante, está interessado em Verônica, 16 anos, que resiste a "ficar" com ele porque quer um relacionamento mais sério. O comentário na escola é que

Leia mais

Cancro mole: também chamada de cancro venéreo, popularmente é conhecida como cavalo. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole.

Cancro mole: também chamada de cancro venéreo, popularmente é conhecida como cavalo. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e,

Leia mais

BOLETIM INFORMATIVO nº 02 - CIPA 2016/2017. O que são DST?

BOLETIM INFORMATIVO nº 02 - CIPA 2016/2017. O que são DST? BOLETIM INFORMATIVO nº 02 - CIPA 2016/2017 Novembro de 2016 - Orientações Gerais O que são DST? As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso

Leia mais

ENFERMAGEM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS. HIV/AIDS Aula 2. Profª. Tatiane da Silva Campos

ENFERMAGEM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS. HIV/AIDS Aula 2. Profª. Tatiane da Silva Campos ENFERMAGEM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS HIV/AIDS Aula 2 Profª. Tatiane da Silva Campos Diagnóstico - investigação laboratorial após a suspeita de risco de infecção pelo HIV. janela imunológica é

Leia mais

ISTs Condilomas 03/12/2018. O que são as ISTs? Imunodiagnóstico das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) O que são as ISTs?

ISTs Condilomas 03/12/2018. O que são as ISTs? Imunodiagnóstico das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) O que são as ISTs? O que são as ISTs? Imunodiagnóstico das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) Terminologia adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis

Leia mais

Imunoensaios no laboratório clínico

Imunoensaios no laboratório clínico Imunoensaios no laboratório clínico Onde pesquisamos Ag e Ac?? Imunoensaios detecção e quantificação de antígeno e anticorpo: Doenças infecciosas: diagnóstico da doença diferenciação da fase da doença

Leia mais

DAS DOENÇAS VENÉREAS ÀS ENFERMIDADES SEXUAIS. Vera Lucia Vaccari

DAS DOENÇAS VENÉREAS ÀS ENFERMIDADES SEXUAIS. Vera Lucia Vaccari DAS DOENÇAS VENÉREAS ÀS ENFERMIDADES SEXUAIS Vera Lucia Vaccari ([email protected]) A nomenclatura Doença venérea Vênus (Roma) deusa do amor carnal século XIX até década 1970/1980) DST doença sexualmente

Leia mais

Diagnóstico Laboratorial de Infecções Virais. Profa. Claudia Vitral

Diagnóstico Laboratorial de Infecções Virais. Profa. Claudia Vitral Diagnóstico Laboratorial de Infecções Virais Profa. Claudia Vitral Importância do diagnóstico laboratorial virológico Determinar a etiologia e acompanhar o curso de uma infecção viral Avaliar a eficácia

Leia mais

DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA E ENDOMETRITE

DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA E ENDOMETRITE DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA E ENDOMETRITE Marcel Mocellin Bernardi Luiz Ricardo Botton Manoel Afonso Guimarães Gonçalves UNITERMOS DOENÇA INFLAMATORIA PÉLVICA; DOR PELVICA; NEISSERIA GONORRHOEAE; CHLAMYDIA

Leia mais

Anexo 15. Doenças sexualmente transmissíveis

Anexo 15. Doenças sexualmente transmissíveis Anexo 15 Doenças sexualmente transmissíveis 1. Hepatite B Infecção das células hepáticas (fígado) pelo Vírus da Hepatite B pode ser infecção inaparente e subclínica (sem sintomas) até progressiva e fatal.

Leia mais

Histologia do sistema genital feminino. Células. superficiais. Células. intermediárias. Células. parabasais. Células. basais.

Histologia do sistema genital feminino. Células. superficiais. Células. intermediárias. Células. parabasais. Células. basais. Histologia do sistema genital feminino Camada basal Células superficiais Células intermediárias Células parabasais Células basais Papila do estroma Estroma Epitélio escamoso estratificado Histologia do

Leia mais

Tumores Ginecológicos. Enfª Sabrina Rosa de Lima Departamento de Radioterapia Hospital Israelita Albert Einstein

Tumores Ginecológicos. Enfª Sabrina Rosa de Lima Departamento de Radioterapia Hospital Israelita Albert Einstein Tumores Ginecológicos Enfª Sabrina Rosa de Lima Departamento de Radioterapia Hospital Israelita Albert Einstein Tumores Ginecológicos Colo de útero Endométrio Ovário Sarcomas do corpo uterino Câncer de

Leia mais

Diagnóstico Laboratorial de Infecções Virais. Profa. Claudia Vitral

Diagnóstico Laboratorial de Infecções Virais. Profa. Claudia Vitral Diagnóstico Laboratorial de Infecções Virais Profa. Claudia Vitral Importância do diagnóstico laboratorial virológico Determinar a etiologia e acompanhar o curso de uma infecção viral Avaliar a eficácia

Leia mais

Edital Pibid n 11 /2012 CAPES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA - PIBID. Plano de Atividades (PIBID/UNESPAR)

Edital Pibid n 11 /2012 CAPES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA - PIBID. Plano de Atividades (PIBID/UNESPAR) Edital Pibid n 11 /2012 CAPES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA - PIBID Plano de Atividades (PIBID/UNESPAR) Tipo do produto: Plano de Atividade. 1 IDENTIFICAÇÃO NOME DO SUBPROJETO:

Leia mais

NEWS artigos CETRUS Ano 2 - Edição 16 - Dezembro/2010

NEWS artigos CETRUS Ano 2 - Edição 16 - Dezembro/2010 NEWS artigos CETRUS Ano 2 - Edição 16 - Dezembro/2010 Atualização em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia - Capítulo II - Infecção por HPV e Lesões HHV-Induzidas Prof. Dr. Flávio Zucchi -

Leia mais

Vírus DNA tumorais: PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV) Testes inespecíficos:

Vírus DNA tumorais: PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV) Testes inespecíficos: Vírus DNA tumorais: PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV) Os vírus do papiloma humano são classificados na família Papillomaviridae, gênero Papilomavírus. São vírus envelopados, de simetria icosaédrica, com 72 capsômeros

Leia mais

Sobre doenças sexualmente transmissíveis

Sobre doenças sexualmente transmissíveis FICHA DE INFORMAÇÃO Sobre doenças sexualmente transmissíveis As infecções sexualmente transmissíveis (STI s, abreviatura em inglês para Sexually Transmitted Infections (Infecções Sexualmente Transmissíveis)

Leia mais

Orientações sobre a Colheita do Material para Unidade Básica de Saúde

Orientações sobre a Colheita do Material para Unidade Básica de Saúde 1 INTRODUÇÃO O Centro de Diagnóstico Santa Clara elaborou este manual com o propósito de fornecer todas as informações necessárias para correta obtenção e preservação do material a ser examinado. Este

Leia mais

AIDS e HPV Cuide-se e previna-se!

AIDS e HPV Cuide-se e previna-se! AIDS e HPV Cuide-se e previna-se! O que é AIDS? Existem várias doenças que são transmissíveis através das relações sexuais e por isso são chamadas DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). As mais conhecidas

Leia mais

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 8. Profª. Lívia Bahia

ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER. Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 8. Profª. Lívia Bahia ENFERMAGEM SAÚDE DA MULHER Doenças Sexualmente Transmissíveis Parte 8 Profª. Lívia Bahia HIV/AIDS A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS, do inglês acquired immune deficiency syndrome) é causada

Leia mais

Aula 10 Propedêutica Ginecológica IV: diagnósticos. Prof. Ricardo Mattos UNIG,

Aula 10 Propedêutica Ginecológica IV: diagnósticos. Prof. Ricardo Mattos UNIG, Saúde Integral da Mulher Aula 10 Propedêutica Ginecológica IV: diagnósticos colpocitológicos alterados Prof. Ricardo Mattos UNIG, 2009.1 Tríade Diagnóstica Colpocitologia (*Screening) Colposcopia Anatomopatologia

Leia mais

Conheça algumas doenças tipicamente femininas

Conheça algumas doenças tipicamente femininas Uol - SP 03/12/2014-11:51 Conheça algumas doenças tipicamente femininas Da Redação ANSIEDADE: este transtorno mental é caracterizado por preocupações, tensões ou medos exagerados, sensação contínua de

Leia mais

IMPLANTE DE DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU) HORMONAL PARA CONTRACEPÇÃO - INCLUI O DISPOSITIVO

IMPLANTE DE DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU) HORMONAL PARA CONTRACEPÇÃO - INCLUI O DISPOSITIVO DISPOSITIVO INTRA UTERINO (DIU) De acordo com rol da ANS, RN 428, há cobertura para o implante de dispositivo intrauterino hormonal e não hormonal. CÓDIGO TUSS 31303269 IMPLANTE DE DISPOSITIVO INTRA-UTERINO

Leia mais

CIÊNCIAS EJA 5ª FASE PROF.ª SARAH DOS SANTOS PROF. SILONE GUIMARÃES

CIÊNCIAS EJA 5ª FASE PROF.ª SARAH DOS SANTOS PROF. SILONE GUIMARÃES CIÊNCIAS EJA 5ª FASE PROF.ª SARAH DOS SANTOS PROF. SILONE GUIMARÃES REVISÃO DOS CONTEÚDOS Unidade II Ser Humano e Saúde 2 REVISÃO DOS CONTEÚDOS Aula 13 Revisão e Avaliação 3 REVISÃO 1 O sistema reprodutor

Leia mais

Câncer de Colo Uterino

Câncer de Colo Uterino Câncer de Colo Uterino Câncer de Colo Uterino Aspectos conceituais Câncer é o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões

Leia mais

CURSO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM P/ EBSERH AULA Nº 7 NORMAS DO MINISTÉRIO DA

CURSO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM P/ EBSERH AULA Nº 7 NORMAS DO MINISTÉRIO DA r CURSO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM P/ EBSERH AULA Nº 7 NORMAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA ATUAÇÃO: PROGRAMA DE DST E AIDS, HANSENÍASE, PNEUMOLOGIA SANITÁRIA. Equipe Professor Rômulo Passos 2015 Olá, futura

Leia mais

CIÊNCIAS EJA 5ª FASE PROF.ª SARAH DOS SANTOS PROF. SILONE GUIMARÃES

CIÊNCIAS EJA 5ª FASE PROF.ª SARAH DOS SANTOS PROF. SILONE GUIMARÃES CIÊNCIAS EJA 5ª FASE PROF.ª SARAH DOS SANTOS PROF. SILONE GUIMARÃES CONTEÚDOS E HABILIDADES Unidade II Ser Humano e Saúde 2 CONTEÚDOS E HABILIDADES Aula 11.2 Conteúdo Doenças Sexualmente Transmissíveis

Leia mais

CURSO: MEDICINA DISCIPLINA: DERMATOLOGIA PROFESSOR: ANA CECÍLIA ARRUDA, OLGA RIBEIRO E ROSSANA FISCHER PERÍODO: 6º ALUNO (A): N DE MATRÍCULA:

CURSO: MEDICINA DISCIPLINA: DERMATOLOGIA PROFESSOR: ANA CECÍLIA ARRUDA, OLGA RIBEIRO E ROSSANA FISCHER PERÍODO: 6º ALUNO (A): N DE MATRÍCULA: CURSO: MEDICINA DISCIPLINA: DERMATOLOGIA PROFESSOR: ANA CECÍLIA ARRUDA, OLGA RIBEIRO E ROSSANA FISCHER PERÍODO: 6º ALUNO (A): N DE MATRÍCULA: - GABARITO 1 C 2 C 3 C 4 D 5 B 6 B 7 B 8 A 9 C 10 A 11 B 12

Leia mais

PRINCIPAIS DOENÇAS GINECOLOGIA PROFª LETICIA PEDROSO

PRINCIPAIS DOENÇAS GINECOLOGIA PROFª LETICIA PEDROSO PRINCIPAIS DOENÇAS GINECOLOGIA PROFª LETICIA PEDROSO NOMENCLATURA DOS DESVIOS MENSTRUAIS Amenorreia: falta de menstruação por 2 ciclos consecutivos. Dismenorreia: menstruações dolorosas. As dores podem

Leia mais

Enfermagem UniRio 2016

Enfermagem UniRio 2016 Enfermagem UniRio 2016 Saúde Pública 2 DST Hanseníase Tuberculose Se você não tiver sucesso tente, tente e tente outra vez. Aí, desista. Não teria sentido ser tão tolo. (W. C. Fields) MCA concursos - PAIXÃO

Leia mais

Seleção Residência Médica HUSM/ UFSM Candidato: Prova Escrita MEDICINA FETAL ULTRASSONOGRAFIA EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Seleção Residência Médica HUSM/ UFSM Candidato: Prova Escrita MEDICINA FETAL ULTRASSONOGRAFIA EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA 1 Candidato: Prova Escrita MEDICINA FETAL ULTRASSONOGRAFIA EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA 2 QUESTÃO 01 Em relação ao climatério e uso de terapia hormonal (TH), relacione as colunas e após marque a alternativa

Leia mais

HPV - Perguntas e respostas mais freqüentes Sáb, 01 de Janeiro de :16 - Última atualização Qui, 13 de Janeiro de :02

HPV - Perguntas e respostas mais freqüentes Sáb, 01 de Janeiro de :16 - Última atualização Qui, 13 de Janeiro de :02 Autor: Inca - Instituto Nacional do Câncer. Veiculação: www.inca.gov.br O que é HPV? Os papilomavírus humanos (HPV) são vírus da família Papovaviridae, capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, as quais

Leia mais

Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais

Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais Instituto Fernandes Figueira FIOCRUZ Departamento de Ginecologia Residência Médica Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais Alberto Tavares Freitas Tania da Rocha Santos Abril de 2010 Introdução Representam

Leia mais

Curso Técnico em Enfermagem

Curso Técnico em Enfermagem AULA 07 CÂNCER DE COLO DO ÚTERO Sinônimos: Câncer de Cérvice Uterina, Câncer do colo uterino O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente,

Leia mais

DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA

DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA Amanda Tavares Mello Sara Kvitko de Moura Patricia Tubino Couto Lucas Schreiner Thais Guimarães dos Santos UNITERMOS DOENÇA INFLAMATORIA PÉLVICA; DOR PÉLVICA AGUDA; CHLAMYDIA

Leia mais

PREVALÊNCIA CITOPATOLÓGICA DE ALTERAÇÕES COLO UTERINAS EM RESIDENTES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, ENTRE 2006 A

PREVALÊNCIA CITOPATOLÓGICA DE ALTERAÇÕES COLO UTERINAS EM RESIDENTES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, ENTRE 2006 A PREVALÊNCIA CITOPATOLÓGICA DE ALTERAÇÕES COLO UTERINAS EM RESIDENTES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, ENTRE 2006 A 2014 1 Douglas Vinícius Pires De Menezes 2, Matias Nunes Frizzo 3, Bruna Lanielle Roratto

Leia mais

Faculdade de Medicina do ABC

Faculdade de Medicina do ABC Faculdade de Medicina do ABC Departamento de Ginecologia e Obstetrícia Disciplina de Ginecologia Prof.Dr.César Eduardo Fernandes Dr. Fernando Sansone Rodrigues TEMA - VULVOVAGINITES Vaginite - conceito

Leia mais

Rastreio citológico na doença anal

Rastreio citológico na doença anal Clique para editar o estilo do subtítulo mestre Declaro inexistência de conflito de interesse. Medley G. Anal smear test to diagnose occult anorectal infection with human papillomavirus in men. British

Leia mais

ENFERMAGEM NA ANÁLISE DE LAUDOS CITOPATOLÓGICOS CERVICAIS

ENFERMAGEM NA ANÁLISE DE LAUDOS CITOPATOLÓGICOS CERVICAIS U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O C E A R Á D E P A R T A M E N T O D E E N F E R M A G E M P R O G R A M A D E E D U C A Ç Ã O T U T O R I A L I CURSO DE ATUALIZAÇÕES EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Leia mais

ROTINAS DE PATOLOGIA CERVICAL

ROTINAS DE PATOLOGIA CERVICAL ROTINAS DE PATOLOGIA CERVICAL INTRODUÇÃO O câncer de colo uterino é o 2º mais incidente entre as mulheres no mundo e no Brasil, tornandose um grave problema de saúde pública. Os fatores de risco incluem

Leia mais

Quando suspeitar, como diagnosticar e como tratar doenças sexualmente transmissíveis na adolescência Parte 2

Quando suspeitar, como diagnosticar e como tratar doenças sexualmente transmissíveis na adolescência Parte 2 6 ARTIGO ORIGINAL Stella R. Taquette Quando suspeitar, como diagnosticar e como tratar doenças sexualmente transmissíveis na adolescência Parte 2 When to suspect, how to diagnose and how to treat sexually

Leia mais

CURSO: MEDICINA DISCIPLINA: DERMATOLOGIA PROFESSOR: ANA CECÍLIA ARRUDA, OLGA RIBEIRO E ROSSANA FISCHER PERÍODO: 6º ALUNO (A): N DE MATRÍCULA: -

CURSO: MEDICINA DISCIPLINA: DERMATOLOGIA PROFESSOR: ANA CECÍLIA ARRUDA, OLGA RIBEIRO E ROSSANA FISCHER PERÍODO: 6º ALUNO (A): N DE MATRÍCULA: - CURSO: MEDICINA DISCIPLINA: DERMATOLOGIA PROFESSOR: ANA CECÍLIA ARRUDA, OLGA RIBEIRO E ROSSANA FISCHER PERÍODO: 6º ALUNO (A): N DE MATRÍCULA: - GABARITO 1 D 2 E 3 A 4 D 5 A 6 B 7 C 8 D 9 E 10 C 11 E 12

Leia mais

OFTALMIA NEONATAL portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br

OFTALMIA NEONATAL portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br ATENÇÃO AO RECÉM-NASCIDO A oftalmia neonatal é uma importante doença ocular em neonatos, sendo considerada uma condição potencialmente séria, tanto pelos efeitos locais, quanto pelo risco de disseminação

Leia mais

ÍNDICE DE INFECÇÃO POR SÍFILIS EM MULHERES NO MUNICÍPIO DE VIÇOSA M.G. Introdução

ÍNDICE DE INFECÇÃO POR SÍFILIS EM MULHERES NO MUNICÍPIO DE VIÇOSA M.G. Introdução ANAIS IX SIMPAC 239 ÍNDICE DE INFECÇÃO POR SÍFILIS EM MULHERES NO MUNICÍPIO DE VIÇOSA M.G Fernanda Maria Brandão 2, Carla Alcon Tranin 3 Resumo: Este estudo objetivou demonstrar os índices de sífilis em

Leia mais

BIOLOGIA ENSINO MÉDIO PROF. SILONE GUIMARÃES 2 ANO PROF ª. SARAH SANTOS

BIOLOGIA ENSINO MÉDIO PROF. SILONE GUIMARÃES 2 ANO PROF ª. SARAH SANTOS BIOLOGIA 2 ANO PROF ª. SARAH SANTOS ENSINO MÉDIO PROF. SILONE GUIMARÃES CONTEÚDOS E HABILIDADES Unidade II Vida e Ambiente 2 CONTEÚDOS E HABILIDADES Aula 7.2 Conteúdo Doenças sexualmente transmissiveis

Leia mais

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS 16 TÍTULO: REVISÃO DE CONCEITO CITOMORFOLÓGICO PARA DIAGNÓSTICO DE ADENOCARCINOMA CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES

Leia mais

Pâmela Cristina Gaspar Área de Laboratório

Pâmela Cristina Gaspar Área de Laboratório Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde/SVS Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais/DDAHV Pâmela Cristina Gaspar Área de Laboratório 1- Qual o número e data da Portaria que aprova o

Leia mais

Colpocitologia Oncótica Anormal na Gestação. O exame citopatológico da cérvice é ainda o método de rastreio por excelência

Colpocitologia Oncótica Anormal na Gestação. O exame citopatológico da cérvice é ainda o método de rastreio por excelência Colpocitologia Oncótica Anormal na Gestação José Eleutério Junior O exame citopatológico da cérvice é ainda o método de rastreio por excelência para detecção de lesões pré-malignas e malignas iniciais

Leia mais

Doenças Sexualmente Transmissíveis. em imagens

Doenças Sexualmente Transmissíveis. em imagens Doenças Sexualmente Transmissíveis Doenças Sexualmente Transmissíveis em imagens 1999 - Ministério da Saúde É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte e dados os créditos das imagens.

Leia mais