Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo.
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- Samuel Flores Mangueira
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1 Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo
2 São proteínas sintetizadas nas células vivas que catalizam ou aceleram uma reação termodinamicamente possível, de modo que seja compatível com o processo bioquímico essencial para a própria célula. As enzimas são altamente específicas, interagindo com um ou alguns substratos e catalizando somente um tipo de reação química. Localização intracelular de algumas vias bioquímicas importantes
3 Quantidade de produto formado (B) com enzima Reação: A B sem enzima Em geral as enzimas aumentam de 1 milhão até mais de 1 trilhão de vezes a velocidade da reação, em relação a reação correspondente sem a presença da enzima. A enzima não é consumida no processo. tempo Uma mesma molécula de enzima pode agir repetidamente agir repetidamente na conversão de muitas moléculas de A em B. Não modifica a constante de equilíbrio de uma reação. Trabalha em concentrações extremamente baixas.
4 Praticamente todas as reações químicas têm uma barreira de energia separando os reagentes e produtos. Esta barreira é denominada de energia livre de ativação. A T B reagente estado de transição produto Intermediário de alta energia livre
5 As moléculas de enzimas contêm um bolsão ou fendas especial denominado Os sítios ativos contêm aminoácidos cujas cadeias laterais criam uma superfície tridimensional complementar ao substrato. substrato + enzima = (ES) sítio ativo complexo enzima-substrato
6 Toda enzima possui um SITIO ATIVO. O sitio ativo da enzima e o substrato apresentam estruturas complementares e desse modo ajustam-se como uma chave-fechadura. Enquanto eles estão unidos no complexo enzima-substrato, a reação catalítica ocorre. Os produtos da reação deixam a superfície da enzima, liberando-a para que combine com uma outra molécula.
7 O sítio ativo consiste em diferentes partes da cadeia protéica (a enzima). Estas partes são colocadas juntas através do dobramento e da flexão da cadeia protéica (estruturas secundárias e terciárias), e assim o sítio ativo ocupa uma área relativamente pequena. A) B) A) Representação esquemática de um sitio ativo em uma enzima. B) Enzima desnaturada partes do sitio ativo não estão mais em proximidade.
8 De fato uma molécula, para ser aceita como substrato, deve ter a forma espacial adequada para alojar-se no no centro ativo da enzima e os grupos químicos capazes de estabelecer reações precisas com os radicais do centro ativo. Como cada enzima possui uma organização estrutural específica, o seu centro ativo permite a ligação apenas do seu substrato, trazendo grande especificidade para a catalise.
9 Com grau de especificidade variável, algumas enzimas apresentam : especificidade absoluta atuam unicamente sobre um único substrato. Por exemplo: succinato desidrogenase que catalisa a conversão de ác. succinico para ác. fumárico, produz apenas o isômero trans e nunca o isômero cis. ligação específica rompe ligações apenas entre grupos específicos. Por exemplo : a enzima trombina rompera as ligações entre aminoácidos arginina e glicina e não afetara as ligações entre os outros aminoácidos. especificidade por grupos - catalisam somente certos grupos específicos. Por exemplo : a quimiotripsina catalisa a hidrólise somente de proteínas contendo fenilalanina, triptofano ou tirisina. estereoespecificidade tais enzimas podem detectar a diferença entre isômeros ópticos e selecionar apenas um desses isômeros. Por exemplo : a enzima arginase catalisa a hidrólise da L- arginina, mas não tem qualquer efeito na hidrólise da D-arginina. especificidade de reação catalisam certos tipos de reações. Por exemplo : a esterases catalisam a hidrólise de ésteres em geral, e as carboidrases, a hidrólise de carboidratos.
10 Substrato + Enzima se transformam em um complexo ES que dissocia-se em enzima e produto. O número de moléculas de substrato convertidas em produto por molécula de enzima por segundo é denominado número de tunover.
11 Milhares de reações químicas enzimaticamente catalisadas nas células são funcionalmente organizadas em muitas seqüências diferentes de reações consecutivas, chamadas O ATP é o intermediário químico que une os processos celulares liberadores de energia com aqueles que a consomem. Na célula, seu papel é análogo àquele do dinheiro na economia: ele é produzido/ganho nas reações exergônicas e gasto/consumido naquelas endergônicas.
12 O,oh... As enzimas são proteínas e portanto estão sujeitas a todas as reações que as proteínas podem sofrer. Portanto as enzimas podem ser coaguladas quando expostas as calor, álcool, ácidos fortes, reagentes alcalóidicos (agentes desnaturantes). As enzimas sofrem influência de inúmeros fatores, tendo sua melhor atuação em condições ideais de temperatura, ph, concentração da enzima e do substrato. Muitas enzimas tem sido atualmente preparadas na forma cristalina.
13 40-45ºC Temperatura ótima para a maioria das enzimas A velocidade de todas as reações químicas e afetada pela temperatura: quanto maior a temperatura, mais rápida e a reação. Isto também e verdadeiro nas reações envolvendo enzimas. Contudo, se a temperatura for exageradamente elevada, a enzima (proteína) será desativada por desnaturação e perdera sua função biológica.
14 Efeito da da temperatura sobre a atividade enzimática 40 C Atividade enzimática 50 C 30 C 60 C tempo
15 Cada enzima apresenta uma faixa de ph na qual o seu funcionamento é melhor. Essa é chamada de faixa ótima de ph, para aquela enzima em particular. Como os fluidos corporais são tamponados, o ph geralmente não varia muito além dos valores ótimos. Mistura de reação deve ser controlada por tampões Afeta o caráter iônico dos grupos carboxílicos e aminos
16 Do mesmo modo que nas reações químicas, a velocidade da reação é aumentada com o aumento nas concentrações dos reagentes. Com uma maior concentração de substrato, a velocidade de reação aumentará até que a enzima disponível torne-se saturada com o substrato. Além disso, com o aumento da quantidade de enzima, a velocidade de reação aumentará supondo um suprimento ilimitado de substrato.
17 Algumas enzimas necessitam ser ativadas para atuarem como catalisadores. Exemplo: a papaína, uma enzima proteolítica fica inerte quando exposta ao oxigênio; quando se adiciona um redutor adequado para converter -S-S- em -SH, a papaína se torna completamente ativada (desde que seja protegida do O). Grupos prostéticos - cofator firmemente preso à proteína enzimática cofator ajudante Coenzimas - molécula orgânica pequena, estável ao calor, que se dissocia facilmente da enzima. Ativadores metálicos - grande número de enzimas exigem cátions (K +, Mn 2+, Mg 2+, Ca 2+ ou Zn 2+ ) como ativadores
18 Um complexo enzima cofator catalicamente ativo é chamado de holoenzima. A proteína enzimaticamente inativa resultante da remoção do co-fator da holoenzima é chamado de apoenzima, isto é: Apoenzima (inativa) + cofator Holoenzima (ativa) As coenzimas são quimicamente modificadas pelas reações enzimáticas em que participam. Portanto devem ser regeneradas. As vitaminas são coenzimas que não podem ser sintetizadas pelo organismo e que portanto devem estar presentes na dieta.
19 Fatores de crescimento para microrganismos Substâncias que curam doenças causadas por deficiências nutricionais Por exemplo a nicotinamida, que é uma porção que compõe o NAD + ou seu ácido carboxílico análogo. O ácido nicotínico, alivia a doença, que pode ser fatal, causada pela deficiência nutricional da nicotinamida em seres humanos, conhecida por pelagra (sintomas: diarréia, dermatite e demência).
20 O termo niacina é o nome oficial para a vitamina representada pelo ácido nicotínico ou nicotinamida. Função bioquímica: Os nucleotídeos de piridina são coenzimas para enzimas conhecidas como desidrogenases que catalizam reações de óxido-redução.
21 As formas coenzimáticas da vitamina são os nucleotídeos de piridina NAD + coenzima I NADP + coenzima II denominados nicotinamidaadenina dinucleotídeo (NAD + ) ou coenzima I e fosfato de nicotinamidaadenina dinucleotídeo (NADP + ) ou coenzima II.
22 enzimas substrato produto coenzima Desidrogenase alcoólica Desidrogenase isocítroca etanol acetaldeído isocitrato -cetoglutarato + CO 2 NADP+ Desidrogenase láctica apoenzima lactato piruvato cofator Málica L-malato piruvato + CO 2 Desidrogenase de glicose-6-fosfato Desidrogenase glutâmica Glicose-6-fosfato ác. 6-fosfoglicônico NAD+ ác. L-glutâmico -cetoglutarato + NH 3
23 H + :CH 2 O - C + S Acetil-CoA como um nucleófilo CoA As fórmulas do acetilcoa tem uma típica estrutura em que um nucleófilo tal como H 2 O, R-S:- ou o -carbono do acetilcoa pode atacar o local com carga positiva. O - Acetil-CoA metabólito central. Participa do metabolismo de lipídeos, carboidratos e proteínas. :CH 3 C + S Acetil-CoA como um eletrófilo CoA
24 6. Ligases - enzimas que catalizam unindo duas moléculas conjugadamente com a ruptura de uma ligação pirofosfórica 5. Isomerases - enzimas que catalizam diferentes tipos de isomeração (racemases, epimerases, cis-trans isomerase, cetol isomerases intramoleculares, mutases) 4. Liases - enzimas que catalizam reversivelmente a remoção não hidrolítica de grupos (furase, descarboxilase). Segundo a propriedade específica da enzima 1. Óxidorredutases - enzimas que catalizam reações de oxi-redução (desidrogenases, oxidases, oxigenases). 2. Transferases - enzimas que catalizam reações de transferência de grupos (transaminases, quinases, transacetilases). 3. Hidrolases - enzimas que catalizam reações de hidrólise de vários compostos (hidrolases do substrato - hidrolase de éster do glicerol)
25 Enzima Enzima: uma biomolécula, proteína, que catalisa uma reação química especifica. Ela não afeta o equilíbrio da reação catalisada; ela aumenta a velocidade da reação através do fornecimento de uma via de reação com menor energia de ativação.
26 Cofator: íon inorgânico ou uma coenzima necessária para atividade de uma enzima. Coenzima: cofator orgânico necessário para a ação de certas enzimas; freqüentemente utiliza uma vitamina como um dos componentes. Grupo prostético tético: íon metálico ou composto orgânico (diferente de um aminoácido), que se liga covalentemente a uma proteína e é essencial para sua atividade. Holoenzima: a molécula cataliticamente ativa de uma enzima, incluindo todas as subunidades necessárias, grupos protéticos e cofatores.
27 Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo
28 A concentração de enzimas intracelulares no plasma e centenas de vezes menor que no interior das células, onde elas são sintetizadas. Em condições patológicas, quando as células são lesadas, suas concentrações plasmáticas tornam-se anormalmente elevadas, revelando a instalação da moléstia. Ainda mais o tipo de enzima cuja concentração plasmática aumenta pode indicar o tecido ou órgão que sofreu a injuria. Por isso a dosagem de enzimas no plasma e pratica corrente para a elucidação e o acompanhamento de muitos casos patológicos.
29 Enzimas Transaminases Creatinina quinase, lactato desidrogenase Amilase, lipase Fosfatase alcalina, -glutamil transferase Fosfatase ácida Creatinina quinase Lactato desidrogenase Amilase Valores de referência Marzzoco pag. 74 Enzimas cujas cujas concentrações plasmáticas são são alteradas em em determinadas condições patológicas Moléstias Hepatite Enfarte do miocárdio Pancreatite Processos obstrutivos biliares Neoplasia de próstata Lesão cerebral grave Anemia hemolítica Parotidite (caxumba)
30 A regulação da velocidade de reação das enzimas é essencial para o organismo coordenar seus inúmeros processos metabólicos. Algumas enzimas com funções reguladoras especializadas respondem a efetores alostéricos. Enzima Reguladora: enzima que possui uma função reguladora graças a sua capacidade de apresentar alterações na sua atividade catalítica por mecanismos alostérico ou por modificações covalentes.
31 Efetores - são moléculas que se ligam de modo não- covalente a um sítio diferente do sítio ativo. Podem ser: o próprio substrato (homotrófico) ou algum produto da via metabólica (heterotrófico). metabólica Enzimas alostéricas são reguladas por moléculas denominadas efetores que se ligam de modo não-covalente a um sítio diferente do sítio ativo.
32 Efetores A B C D E Homotróficos: quando o próprio substrato serve como efetor. Normalmente funciona como efetor positivo. A presença de uma molécula em um sítio na enzima aumenta as propriedades catalíticas dos outros sítios de ligação ao substrato. Sítios exibem cooperatividade. Quanto + substrato tem, mas a enzima funciona Heterotróficos: efetor diferente do substrato. Exemplo: A enzima que converte A em B possui um sítio alostérico, que se liga ao produto final E. Se a [E] aumenta a enzima inicial na rota é inibida. Inibição por feedback serve para coordenar o fluxo de moléculas de substrato nas reações de acordo com a necessidade da célula (rota específica).
33 A velocidade da maioria das enzimas é sensível a alterações na concentração de substrato [S] >>> [S] >>>>Vo A velocidade de uma reação (v) catalisada por uma enzima aumenta conforme a concentração do substrato ate atingir uma velocidade maxima (Vmax). A obtenção de um platô na velocidade de reação em altas concentrações de substrato reflete a saturação pelo substrato de todos os sítios ativos de ligação disponíveis na enzima.
34 Descreve como a velocidade de reação varia com a [S] S + E K 1 ES K 2 P + E K -1 Onde: V o = V max [S] K m + [S] S - substrato E - enzima ES - complexo transitório enzima-substrato P - produto K 1, K -1 e K 2 -constantes de velocidade Onde: V o - velocidade inicial de reação V max velocidade máxima K m - constante de Michaelis-Menten Menten = (K 1 + K 2 )/ K 1 [S] - concentração do substrato
35 Km = (K 1 + K 2 )/ K 1 K m - é característico da enzima e do substrato. Não varia com a concentração da enzima. K m pequeno - numericamente pequeno (baixo) reflete alta afinidade da enzima com o substrato. K m grande - numericamente grande (alto) reflete baixa afinidade da enzima com o substrato.
36 Primeira ordem: quando a [S] é muito menor que o K m, a velocidade de reação é proporcional à concentração do substrato. Ordem zero: Ordem zero: quando a [S] é muito maior que o K m, a velocidade de reação é constante e igual a Vmax. Efeito da concentração do substrato na velocidade de reação para uma reação catalisada por enzimas
37 Nem sempre é possível determinar quando Vmax foi atingida. (ver gráfico anterior). Quando se traça o gráfico 1/Vo versus 1/ [S], uma linha reta é obtida. Esta curva é denominada de Lineweaver-Burke ou curva duplo-recíproca, e pode ser usada para calcular o Km e Vmax, bem como para determinar o mecanismos de ação dos inibidores enzimáticos. Equação descrevendo a curva de Lineweaver-Burke 1 = K m + 1 V o V max [S] V max Obs.: 1/Vmax é onde a curva corta o eixo Y e 1/Km é onde a curva corta o eixo X.
38 Compostos que tem a capacidade de se combinar com certas enzima e bloqueiam a sua capacidade catalítica. competitivos Não competitivos Quando um composto compete com o substrato ou com uma coenzima pelo sítio ativo na proteína enzimática O tipo de inibição que não pode ser anulado com o aumento da concentração do substrato.
39 A. Efeito do inibidor competitivo na curva de velocidade de reação (Vo) versus substrato. B. Gráfico de Lineweaver-Burke da inibição competitiva de uma enzima
40 A. Efeito do inibidor não-competitivo na curva de velocidade de reação (Vo) versus substrato. B. Gráfico de Lineweaver-Burke da inibição não-competitiva de uma enzima.
41 Enzima Alostéric Alostérica: uma enzima reguladora com atividade catalítica modulada pela ligação não covalente de um metabólito específico em um sítio diferente do sítio ativo. Enzima Homotrópica pica: enzima alostérica que utiliza seu substrato como modulador. Enzima Heterotrópica pica: enzima alostérica que requer um outro modulador diferente do seu substrato. Enzima Reguladora: Enzima Reguladora: enzima que possui uma função reguladora graças a sua capacidade de apresentar alterações na sua atividade catalítica por mecanismos alostérico ou por modificações covalentes.
42 Enzima repressível vel: ocorre normalmente nas bactérias, enzima cuja síntese é inibida quando o seu produto de reação estiver facilmente disponível. Enzimas Constitutivas: Enzimas Constitutivas: enzimas necessárias à células durante todo o tempo e presentes em nível quase constante; por exemplo, muitas enzimas das vias metabólicas centrais. Algumas vezes são chamadas de enzimas da administração interna.
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