Processos de influência social

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Processos de influência social"

Transcrição

1 Processos de influência social Defição de influência social Modalidades/processos de IS Alguns estudos clássicos Sherif (1935, 1936) Asch (1955, 1956) Copyright, 2006 José Farinha Definição de influência social (IS) Tema central da psicologia social; Definição de psicologia social: A psicologia social é uma tentativa para compreender e explicar como o pensamento, sentimento e o comportamento dos indivíduos são influenciados pela presença real, imaginada, ou implícita de outras pessoas (Allport, 1954). Definição de influência social: A IS ocorre quando as acções de uma pessoa são condição para as acções de outra (Secord & Backman, 1964) 2 1

2 A IS pode incluir: tentativas óbvias para alguns indivíduos mudarem as atitudes ou comportamentos de outros: P. ex. persuasão, solicitações, exercício da autoridade. Processos mais subtis que ocorrem nos grupos e na sociedade: P. ex. seguir os padrões implícitos (normas) da sociedade ou de grupos específicos. A IS é uma componente importante e omnipresente da vida quotidiana. 3 Modalidades/processos de IS NORMALIZAÇÃO Processo de influência recíproca quando nenhuma das partes da interacção dispõe de um juízo ou norma prévia; CONFORMISMO Processo de adaptação de juízos ou normas pré-existentes no sujeito às normas de outros indivíduos ou grupos como consequência da pressão real ou simbólica exercida por este; 4 2

3 OBEDIÊNCIA Processo pelo qual um indivíduo adopta comportamentos sugeridos por outros; INOVAÇÃO Processo de criação de novas normas com o fim de substituir as normas existentes, mais frequentemente por influência de grupos minoritários. 5 Alguns estudos clássicos Os estudos em influência social são dos mais conhecidos em psicologia social. Aparecem em todos os manuais. Porque eles apanham a essência da natureza da psicologia social; Porque eles fornecem os resultados mais interessantes, poderosos e controversos neste campo; Porque eles parecem de forma particular (e alarmante) relevantes para a nossa vida do dia-a-dia;. Porque, como resultado das razões acima eles requerem uma análise (explicação) teórica satisfatória. 6 3

4 Muzafer Sherif (1935, 1936) Processo de normalização Objecto: Compreensão da actividade subjectiva na criação dos quadros de referência; Efeito auto-cinético: - trata-se de uma ilusão óptica. Se olharmos um ponto de luz luminoso numa sala completamente às escuras, esse ponto de luz parece mover-se erraticamente passado algum tempo. 7 4

5 Metodologia Sherif pediu aos sujeitos para calcularem a distância percorrida pelo ponto luminosos em vários ensaios: as suas estimativas convergiram num valor idiossincrático (típico de cada sujeito); Sherif pediu então aos sujeitos para estimarem o movimento da luz em grupos de 2 ou 3: as suas estimativas convergiram num valor normativo (típico do grupo). quando os sujeitos eram testados de novo sozinhos as suas estimativas continuam a ser consistentes com a norma grupal. 9 A emergência de normas e a sua influência subsequente (Sherif, 1935) Número de polegadas de movimento estimado Sozinho Ensaio grupal Sozinho 10 5

6 Mecanismos de base A situação era ambígua e incerta; Definição de um quadro de referência que é adoptado pelo sujeito; Busca de consenso para evitar conflitos através do compromisso; Necessidade de certeza e confiança na correcção das suas acções; Uma vez desenvolvida, a norma persiste para além da situação imediata. 11 Conclusões: Colocados numa situação ambígua e não dispondo de aprendizagem anterior relevante, os sujeitos desenvolvem quadros de referência idiossincráticos, estáveis e padronizados; Numa situação de grupo os sujeitos utilizaram o comportamento dos outros para a construção dos seus quadros de referência individuais. 12 6

7 Solomon Asch (1955, 1956) Estudos sobre o conformismo Objecto: Estudo das reacções individuais face à influência de um grupo; A influência opõe-se à evidência. 13 Metodologia Os sujeitos são solicitados a realizar numa simples tarefa de percepção. São mostrados slides com várias linha verticais, e eles têm que dizer qual das 3 linhas de comparação (A, B, ou C) é similar a uma outra (a linha padrão X). A tarefa é realizada num grupo que (sem o conhecimento do sujeito) é constituído por comparsas do experimentador. A maior parte dos comparsas respondem antes do sujeito. 14 7

8 A B C X 15 Em 11 ocasiões diferentes, os comparsas dão unanimemente uma resposta claramente errada, antes de o sujeito ser solicitado a responder. Resultados: O conflito foi resolvido maioritariamente no sentido da independência (68%), no entanto foi nítida a influência da maioria (32%); 16 8

9 75% dos sujeitos seguem (conformam-se) a opinião do grupo, e dão a resposta errada em uma ou mais ocasiões; Quanto maior a magnitude do erro cometido pelos comparsas, menor a percentagem de respostas conformistas. 17 Factores que incidem no conformismo: A unanimidade do grupo: - a quebra de unanimidade reduz significativamente o conformismo (basta um elemento); Implicação na resposta: - o comprometimento com uma resposta inicial aumenta a probabilidade de essa resposta ser mantida de forma estável; Factores de personalidade: - não está muito clara a acção destes factores; 18 9

10 O tamanho do grupo: - relação positiva até um Mecanismos da influência maioritária ria 40 % de respostas conformistas Tamanho do grupo 19 10

Aspectos de conteúdo. A Psicologia Social é a ciência dos fenómenos do comportamento inter-pessoal e inter-grupal

Aspectos de conteúdo. A Psicologia Social é a ciência dos fenómenos do comportamento inter-pessoal e inter-grupal Aspectos introdutórios rios Aspectos de conteúdo Copyright, 2005 José Farinha Natureza, objecto e âmbito da Psicologia Social Natureza A Psicologia Social é a ciência dos fenómenos do comportamento inter-pessoal

Leia mais

Conformidade Psicologia Social 1 1

Conformidade Psicologia Social 1 1 Conformidade Psicologia Social 1 1 Conformidade Conformidade: Uma mudança no comportamento devida à influência real ou imaginada de outros. Faz parte de uma grande área de estudo na Psicologia Social:

Leia mais

NívelContextual e Comunicação Interpessoal

NívelContextual e Comunicação Interpessoal NívelContextual e Comunicação Interpessoal Adaptação ao ambiente O contexto físico O contexto social COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL Design de Comunicação, 3º Ano, 1º Semestre Copyright, 2010 José Farinha, ESEC

Leia mais

Fases no processamento da informação Esquemas. Social

Fases no processamento da informação Esquemas. Social Cognição Social e pensamento social Cognição social Fases no processamento da informação Esquemas Copyright, 2005 José Farinha Cognição Social Definição: Processamento da informação social - pensamento

Leia mais

Psicologia da Educação

Psicologia da Educação Psicologia da Educação Motivação na Sala de Aula MOTIVAÇÃO E LEI DO EFEITO O MOTIVO E AS SUAS COMPONENTES TIPOS DE MOTIVOS MOTIVAÇÃO E CONFLITO MOTIVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO O PAPEL DO PROFESSOR Copyright,

Leia mais

tipos tipos tipos Funções dos estereótipos

tipos tipos tipos Funções dos estereótipos Estereó Aspectos gerais Orientações teóricas no estudo dos estereó Controvérsia rsia sobre a veracidade dos estereó Mudança a dos estereó Funções dos estereó Copyright, 2005 José Farinha Aspectos gerais

Leia mais

Processos de inferência social

Processos de inferência social Processos de inferência social Aspectos gerais Tipos de inferência social O processo de inferência Heurísticas Rigor na inferência social Copyright, 2005 José Farinha Aspectos gerais Definição Cada indivíduo

Leia mais

3. Planificação anual * Estarão disponíveis no CD_ProfASA planificações a médio e curto prazo

3. Planificação anual * Estarão disponíveis no CD_ProfASA planificações a médio e curto prazo 3. Planificação anual * Estarão disponíveis no CD_ProfASA planificações a médio e curto prazo UNIDADE 1 A entrada na vida Qual é a especificidade do ser? Tema 1 Antes de mim: A genética. O cérebro. A cultura

Leia mais

3. Influência Social Atitudes e persuasão 3.2. Mudança de atitudes 3.3. Conformidade e obediência

3. Influência Social Atitudes e persuasão 3.2. Mudança de atitudes 3.3. Conformidade e obediência 3. Influência Social 3.1. Atitudes e persuasão 3.2. Mudança de atitudes 3.3. Conformidade e obediência Licenciatura em Ciências da Comunicação 1 Exemplos: 1978 mais de 900 adeptos da seita People s Temple,

Leia mais

Instituto Superior Técnico

Instituto Superior Técnico Instituto Superior Técnico Universidade Técnica de Lisboa Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura Unidade Curricular Competências Transversais - I Revisões 1. Diga qual importância da comunicação

Leia mais

A TEORIA DO CAMPO COGNITIVO DE KURT LEWIN AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM DE JEROME BRUNER E DAVID AUSUBEL

A TEORIA DO CAMPO COGNITIVO DE KURT LEWIN AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM DE JEROME BRUNER E DAVID AUSUBEL PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM Educação Social, 1º Ano, 1º Semestre A TEORIA DO CAMPO COGNITIVO DE KURT LEWIN AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM DE JEROME BRUNER E DAVID AUSUBEL Copyright, 2014 José

Leia mais

Tema 1 Antes de Mim: 1.3. A Cultura/Tema 3 Eu com os Outros: As Relações Interpessoais. Grupo I

Tema 1 Antes de Mim: 1.3. A Cultura/Tema 3 Eu com os Outros: As Relações Interpessoais. Grupo I AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MÉRTOLA Escola EB 2,3/Secundária de S. Sebastião, Mértola Ano Letivo 2012/2013 Disciplina de Psicologia B 12º Ano Turmas A e B Ficha formativa de avaliação de conhecimentos 90

Leia mais

Ψ AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE OLIVEIRA

Ψ AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE OLIVEIRA Ψ AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE OLIVEIRA DE FRADES PSICOLOGIA B 12º ANO 3º Teste Turmas A/B Ano lectivo 2010/2011 A prova é constituída por três grupos de itens: - O Grupo I testa objectivos de conhecimento,

Leia mais

AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM DE JEROME BRUNER E DAVID AUSUBEL

AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM DE JEROME BRUNER E DAVID AUSUBEL AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM DE JEROME BRUNER E DAVID AUSUBEL PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM Educação Social, 1º Ano, 1º Semestre Copyright, 2015 José Farinha, ESEC-UALG APRENDIZAGEM HUMANA

Leia mais

MODELO ORGANIZATIVO DO ENSINO DA CIÊNCIA

MODELO ORGANIZATIVO DO ENSINO DA CIÊNCIA Um padrão para a unificação de conceitos e procedimentos pode ser definido verticalmente e transversalmente para todos os anos de escolaridade A compreensão e as aptidões associadas à maioria dos esquemas

Leia mais

Estimativa da Incerteza de Medições Por Laboratórios de Calibração e Especificação da Calibração e Capacidade de Medição em Tabelas de Acreditação

Estimativa da Incerteza de Medições Por Laboratórios de Calibração e Especificação da Calibração e Capacidade de Medição em Tabelas de Acreditação Estimativa da Incerteza de Medições Por Laboratórios de Calibração e Especificação da Calibração e Capacidade de Medição em Tabelas de Acreditação Preparado por: Director Técnico Aprovado por: Director

Leia mais

Processos de Grupo. Estrutura do grupo papel, estatuto e redes de comunicação grupal. do funcionamento grupal

Processos de Grupo. Estrutura do grupo papel, estatuto e redes de comunicação grupal. do funcionamento grupal Processos de Grupo Aspectos básicos b do grupo coesão, socialização e normas grupais Estrutura do grupo papel, estatuto e redes de comunicação grupal Efeitos do grupo facilitação social Copyright, 2006

Leia mais

psicologia da percepção visual

psicologia da percepção visual psicologia da percepção visual 1º Ano, Design de Comunicação 1º Ano, Imagem Animada As ilusões visuais Estudo das ilusões visuais (cont.) Ilusões de luminosidade e contraste; Ilusões de cor; Ilusões de

Leia mais

Psicologia Percepção Visual

Psicologia Percepção Visual Psicologia Percepção Visual 1º Ano, Design de Comunicação 1º Ano, Imagem Animada Processos sensoriais e perceptivos Conceitos básicos A sensação A percepção Sensação vs. percepção José Farinha, ESEC da

Leia mais

Psicologia B Ano(s) de Escolaridade: 12º Época: Novembro Duração da Prova :

Psicologia B Ano(s) de Escolaridade: 12º Época: Novembro Duração da Prova : Disciplina: Psicologia B Ano(s) de Escolaridade: 12º Época: Novembro Duração da Prova : 90 + 30 MINUTOS I Este grupo é constituído por dez questões de escolha múltipla. Na sua folha de respostas indique

Leia mais

Clima e Cultura Organizacional

Clima e Cultura Organizacional Clima e Cultura Organizacional Psicossociologia do Trabalho Sumário Clima Organizacional Perspectiva organizacional Perspectiva Psicológica Perspectiva Psicossocial Perspectiva Cultural Cultura Organizacional

Leia mais

7 Teste de Hipóteses

7 Teste de Hipóteses 7 Teste de Hipóteses 7-1 Aspectos Gerais 7-2 Fundamentos do Teste de Hipóteses 7-3 Teste de uma Afirmação sobre a Média: Grandes Amostras 7-4 Teste de uma Afirmação sobre a Média : Pequenas Amostras 7-5

Leia mais

Eventos Subsequentes e Continuidade Operacional

Eventos Subsequentes e Continuidade Operacional Eventos Subsequentes e Continuidade Operacional Ana Beatriz Mauro nºusp: 8656952 Bruna Oliveira Dutra nºusp: 8600546 Eventos Subsequentes NBC TA - 570 Agenda Eventos Subsequentes Eventos subsequentes;

Leia mais

Liderança a e desempenho grupal

Liderança a e desempenho grupal Liderança a e desempenho grupal Definição de liderança Comportamento de liderança Teorias de liderança Copyright, 2006 José Farinha Definição de liderança O que é um líder? l A liderança é o exercício

Leia mais

A revisão da Norma ISO/IEC 17025:2005. Seminário IPQ - IPAC A acreditação e o desenvolvimento da qualidade em Portugal

A revisão da Norma ISO/IEC 17025:2005. Seminário IPQ - IPAC A acreditação e o desenvolvimento da qualidade em Portugal A revisão da Norma ISO/IEC 17025:2005 A revisão da Norma ISO/IEC 17025:2005 CONTEÚDO Apresentação da RELACRE O processo de revisão As principais alterações Nova estrutura da Norma ISO/ IEC 17025:2017 Perspetivas

Leia mais

Psicologia Social II. Psicologia Social I Mar-06

Psicologia Social II. Psicologia Social I Mar-06 Psicologia Social II Atitudes (2) Formação das atitudes Funções das atitudes Copyright, 2006 José Farinha Formação das atitudes 2 linhas teóricas fundamentais na pesquisa sobre formação de atitudes LINHA

Leia mais

UMA REPRESENTAÇÃO DO FENÔMENO DE INTERFE- RÊNCIA DE ONDAS UTILIZANDO LÂMINAS TRANSPA- RENTES E RETROPROJETOR *

UMA REPRESENTAÇÃO DO FENÔMENO DE INTERFE- RÊNCIA DE ONDAS UTILIZANDO LÂMINAS TRANSPA- RENTES E RETROPROJETOR * UMA REPRESENTAÇÃO DO FENÔMENO DE INTERFE- RÊNCIA DE ONDAS UTILIZANDO LÂMINAS TRANSPA- RENTES E RETROPROJETOR * Adalberto A. Dornelles Filho 1 Centro Tecnológico de Mecatrônica SENAI Caxias do Sul RS Resumo

Leia mais

COMISSÃO EUROPEIA CONTRA O RACISMO E A INTOLERÂNCIA

COMISSÃO EUROPEIA CONTRA O RACISMO E A INTOLERÂNCIA CRI(98)30 Version portugaise Portuguese version COMISSÃO EUROPEIA CONTRA O RACISMO E A INTOLERÂNCIA RECOMENDAÇÃO DE POLÍTICA GERAL N. 4 DA ECRI: INQUÉRITOS NACIONAIS SOBRE A EXPERIÊNCIA E A PERCEPÇÃO DA

Leia mais

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL. Prof. Saravalli OBJETIVOS 08/03/2016

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL. Prof. Saravalli OBJETIVOS 08/03/2016 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL Prof. Saravalli [email protected] O comportamento organizacional é um campo de estudos que investiga o impacto que indivíduos, grupos e a estrutura têm sobre o

Leia mais

ESCOLA BÁSICA E SECUNDARIA DE VILA FLOR DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS ÁREA DISCIPLINAR DE FILOSOFIA

ESCOLA BÁSICA E SECUNDARIA DE VILA FLOR DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS ÁREA DISCIPLINAR DE FILOSOFIA ESCOLA BÁSICA E SECUNDARIA DE VILA FLOR 346184 DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS ÁREA DISCIPLINAR DE FILOSOFIA PLANIFICAÇÃO ANUAL PSICOLOGIA B 12º ANO ANO LETIVO 2017 / 2018 1 TEMA 5. PROBLEMAS

Leia mais

GRUPOS. Psicologia Organizacional Professora Geyza D Ávila

GRUPOS. Psicologia Organizacional Professora Geyza D Ávila GRUPOS Psicologia Organizacional Professora Geyza D Ávila Objetivo Conceituar grupos Identificar os tipos de formação, equipes e times de trabalho Apontar a coesão grupal, o perigo do pensamento grupal

Leia mais

Direção de Serviços da Região Norte AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VILA FLOR ESCOLA EB2,3/S DE VILA FLOR

Direção de Serviços da Região Norte AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VILA FLOR ESCOLA EB2,3/S DE VILA FLOR Direção de Serviços da Região Norte AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VILA FLOR 151841 ESCOLA EB2,3/S DE VILA FLOR 346184 DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS ÁREA DISCIPLINAR DE FILOSOFIA PLANIFICAÇÃO ANUAL

Leia mais

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO Rede7 Mestrado em Ensino do Inglês e Francês no Ensino Básico ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO: DESENVOLVIMENTO COGNITIVO A Epistemologia Genética de Jean Piaget Apontamentos biográficos Pressupostos básicos Conceitos

Leia mais

Processos de influência social

Processos de influência social Processos de influência social Alguns estudos clássicos Milgram (1963, 1974) Moscovici Copyright, 2006 José Farinha Santley Milgram (1963, 1974): obediência à autoridade Objecto: Estudo das reacções individuais

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALBERTO SAMPAIO Exame de Equivalência à Frequência

ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALBERTO SAMPAIO Exame de Equivalência à Frequência Disciplina: PSICOLOGIA B - FASE 2ª Ano(s) de Escolaridade: 12º ANO 2009/2010 Código: 340 Duração da Prova : 90 minutos Grupo I Este grupo é constituído por dez questões de escolha múltipla. Na sua folha

Leia mais

2. As percepções de competência dos parceiros numa relação podem influenciar a forma como cada um responde aos comportamentos outro;

2. As percepções de competência dos parceiros numa relação podem influenciar a forma como cada um responde aos comportamentos outro; PSICOLOGIA DA COMUNICAÇÃO Ciências da Comunicação COMUNICAÇÃO EM ACÇÃO COMPETÊNCIA COMUNICATIVA Aspectos gerais Mitos sobre competência comunicativa Dimensões da competência comunicativa O comunicador

Leia mais

Linguagem e comunicação interpessoal

Linguagem e comunicação interpessoal Linguagem e comunicação interpessoal Aspectos pragmáticos uso da linguagem Aspectos contextuais Significado social do sentido Elementos não verbais da comunicação COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL Design de Comunicação,

Leia mais

8 Os contextos afectam os comportamentos dos indivíduos. Explica esta afirmação. O contexto de vida de cada um, o conjunto dos seus sistemas

8 Os contextos afectam os comportamentos dos indivíduos. Explica esta afirmação. O contexto de vida de cada um, o conjunto dos seus sistemas 1 Quais as principais características do modelo ecológico do desenvolvimento humano? A perspectiva ecológica do desenvolvimento humano encara-o como um processo que decorre ao longo do tempo e a partir

Leia mais

Testes de Hipóteses para. uma Única Amostra. Objetivos de Aprendizagem. 9.1 Teste de Hipóteses. UFMG-ICEx-EST-027/031 07/06/ :07

Testes de Hipóteses para. uma Única Amostra. Objetivos de Aprendizagem. 9.1 Teste de Hipóteses. UFMG-ICEx-EST-027/031 07/06/ :07 -027/031 07/06/2018 10:07 9 ESQUEMA DO CAPÍTULO 9.1 TESTE DE HIPÓTESES 9.2 TESTES PARA A MÉDIA DE UMA DISTRIBUIÇÃO NORMAL, VARIÂNCIA CONHECIDA 9.3 TESTES PARA A MÉDIA DE UMA DISTRIBUIÇÃO NORMAL, VARIÂNCIA

Leia mais

Português Língua Não Materna (B1)

Português Língua Não Materna (B1) Prova de Exame Nacional de Português Língua Não Materna (B1) Prova 29/839 2009 12.º Ano de Escolaridade Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Para: Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular

Leia mais

Prova de Estatística

Prova de Estatística UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CURSO DE MESTRADO EM ECONOMIA PROCESSO SELETIVO 2010 Prova de Estatística INSTRUÇÕES PARA A PROVA Leia atentamente as questões. A interpretação das questões faz parte da prova;

Leia mais

MÉTODOS QUANTITATIVOS PARA CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO EXPERIMENTAL

MÉTODOS QUANTITATIVOS PARA CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO EXPERIMENTAL MÉTODOS QUANTITATIVOS PARA CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO EXPERIMENTAL Pedro Henrique Bragioni Las Casas [email protected] Apresentação baseada nos slides originais de Jussara Almeida e Virgílio Almeida

Leia mais

Informação-Prova de PSICOLOGIA B Prova º Ano de Escolaridade

Informação-Prova de PSICOLOGIA B Prova º Ano de Escolaridade ESCOLA SECUNDÁRIA DR. JOSÉ AFONSO Informação-Prova de PSICOLOGIA B Prova 340 2014 12º Ano de Escolaridade Objeto de avaliação A prova a que esta informação se refere incide nos conhecimentos e nas competências

Leia mais

Psicologia do Adulto e do Idoso 2

Psicologia do Adulto e do Idoso 2 Psicologia do Adulto e do Idoso EDUCAÇÃO SOCIAL 1º Ano, 2º Semestre 2014/2015 SUMÁRIO: Aspectos psicofisiológicos do envelhecimento ASPECTOS GLOBAIS ALTERAÇÕES FÍSICAS E FISIOLÓGICAS ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS

Leia mais

Avaliação Sumativa E Melhoria Das Aprendizagens: Uma Discussão Necessária

Avaliação Sumativa E Melhoria Das Aprendizagens: Uma Discussão Necessária Avaliação Sumativa E Melhoria Das Aprendizagens: Uma Discussão Necessária Agenda 1. Introdução 2. Algumas Considerações Sobre Avaliação Das Aprendizagens 3. Avaliação Formativa E Avaliação Sumativa 4.

Leia mais

Avaliação de Riscos, Segurança e Fiabilidade

Avaliação de Riscos, Segurança e Fiabilidade Avaliação de Riscos, Segurança e Fiabilidade Introdução à Gestão dos Riscos Outubro de 2006 Aula 1 Apresentação. Conceitos básicos e definições do risco Classificações dos riscos Definição técnica e outros

Leia mais

A Política Monetária de Milton Friedman

A Política Monetária de Milton Friedman A Política Monetária de Milton Friedman SE506 Economia Monetária e Financeira Fabiano Abranches Silva Dalto Bibliografia utilizada: FRIEDMAN, M. O Papel da Política Monetária. In Carneiro, Ricardo. Clássicos

Leia mais

DISCIPLINA: CIÊNCIAS NATURAIS 8º Ano

DISCIPLINA: CIÊNCIAS NATURAIS 8º Ano DISCIPLINA: CIÊNCIAS NATURAIS 8º Ano 1. COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS COMPETÊNCIAS GERAIS Promover o pensamento de uma forma criativa e crítica, relacionando evidências e explicações, confrontando diferentes

Leia mais

3. Conceitos Introdutórios. Qualidade em Análise Química

3. Conceitos Introdutórios. Qualidade em Análise Química 3. Conceitos Introdutórios 0 3.1 - Objectivo do controlo da qualidade dos ensaios 3.2 - Definições e terminologia - Exactidão - Veracidade - Erro sistemático - Precisão - Repetibilidade - Reprodutibilidade

Leia mais

A relação interpessoal: -Actuando Relações: Estratégias e Padrões Comunicativos

A relação interpessoal: -Actuando Relações: Estratégias e Padrões Comunicativos A relação interpessoal: -Actuando Relações: Estratégias e Padrões Comunicativos Características básicas A qualidade da relação Negociação da relações interpessoais Questões de base COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Leia mais

no comportamento Fenótipo Preformismo Epigénese Filogénese Ontogénese Neotenia Inacabamento Neurónio Sinapse Cérebro Áreas préfrontais

no comportamento Fenótipo Preformismo Epigénese Filogénese Ontogénese Neotenia Inacabamento Neurónio Sinapse Cérebro Áreas préfrontais Escola Secundária Dr. José Afonsoo Informação - Prova de Equivalência à Frequência PSICOLOGIA B Prova 340/ 2016 12 º ano de escolaridade O presente documento divulga informação relativa à prova de equivalência

Leia mais

Elisabete Pereira (2003) Análise do Software Eu Aprendo Ciências da Natureza 6º Ano

Elisabete Pereira (2003) Análise do Software Eu Aprendo Ciências da Natureza 6º Ano Elisabete Pereira (2003) Análise do Software Eu Aprendo Ciências da Natureza 6º Ano Trabalho realizado no âmbito da disciplina As TIC no Ensino das Ciências e da Matemática. Departamento de Educação da

Leia mais

psicologia da percepção visual 1º Ano, Design de Comunicação 1º Ano, Imagem Animada

psicologia da percepção visual 1º Ano, Design de Comunicação 1º Ano, Imagem Animada psicologia da percepção visual 1º Ano, Design de Comunicação 1º Ano, Imagem Animada Constância perceptiva Aspectos gerais Constância da forma Constância do tamanho Constância da cor Constância da luminosidade

Leia mais

Ainda, de acordo com BAUMRIND & FRANTZ6, no ano 1971, os erros nas medidas angulares e lineares são de três tipos: 1) erros de projeção; 2) erros de localização dos pontos cefalométricos, e 3) erros mecânicos

Leia mais

Física Experimental I

Física Experimental I Medidas em Física Teoria do Erro Física Experimental I Medidas Físicas Diretas: leitura de uma magnitude mediante o uso de instrumento de medida, ex: Comprimento de uma régua, a corrente que passa por

Leia mais

MODELO DE OCUPAÇÃO HUMANA TERAPIA CENTRADA NO IDOSO

MODELO DE OCUPAÇÃO HUMANA TERAPIA CENTRADA NO IDOSO MODELO DE OCUPAÇÃO HUMANA TERAPIA CENTRADA NO IDOSO Paula Portugal 15 de Maio de 2004 Algumas pessoas à medida que vão envelhecendo, não perdem a beleza; apenas a transferem para o coração. Martin Buxbaun

Leia mais

Regulamento da CMVM n.º 10/2005 (Altera os Regulamentos da CMVM no 7/2001 e n.º 4/2004 relativos ao Governo das Sociedades e a Deveres de Informação)

Regulamento da CMVM n.º 10/2005 (Altera os Regulamentos da CMVM no 7/2001 e n.º 4/2004 relativos ao Governo das Sociedades e a Deveres de Informação) Não dispensa a consulta do diploma publicado em Diário da República Regulamento da CMVM n.º 10/2005 (Altera os Regulamentos da CMVM no 7/2001 e n.º 4/2004 relativos ao Governo das Sociedades e a Deveres

Leia mais

Referencial Estratégico para Monitorização do Desenvolvimento Social de Lisboa

Referencial Estratégico para Monitorização do Desenvolvimento Social de Lisboa EAPN Portugal / Rede Europeia Anti Pobreza Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa Referencial Estratégico para Monitorização do Desenvolvimento Social de Lisboa Documento realizado para

Leia mais

- Explicar os factores de sucesso do Método Escutista.

- Explicar os factores de sucesso do Método Escutista. O Jogo Escutista Objectivos - Explicar os factores de sucesso do Método Escutista. - Explicar o que é o Jogo Escutista e o que o caracteriza. - Enunciar os seis elementos fundamentais do jogo escutista

Leia mais

Apoio do GPPQ Ricardo Migueis Todos os direitos reservados a GPPQ

Apoio do GPPQ Ricardo Migueis Todos os direitos reservados a GPPQ Apoio do GPPQ Ricardo Migueis O apoio do GPPQ aos proponentes nacionais ao H2020 3-4 meses 5 meses 3 meses 1º contacto O que é o H2020 Como funciona? Verificação da ideia A minha ideia integra-se numa

Leia mais

Combinação de Classificadores (fusão)

Combinação de Classificadores (fusão) Combinação de Classificadores (fusão) André Tavares da Silva [email protected] Livro da Kuncheva Roteiro Sistemas com múltiplos classificadores Fusão por voto majoritário voto majoritário ponderado

Leia mais

Procedimentos de auditoria; Confirmações externas; Procedimentos analíticos.

Procedimentos de auditoria; Confirmações externas; Procedimentos analíticos. Procedimentos de Auditoria Procedimentos de auditoria; Confirmações externas; Procedimentos analíticos. 1 Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados. 1.1 Objetivo. O objetivo do auditor é o de obter evidência

Leia mais

PROVAS DE AFERIÇÃO Língua Portuguesa Matemática

PROVAS DE AFERIÇÃO Língua Portuguesa Matemática 2010 PROVAS DE AFERIÇÃO Língua Portuguesa Matemática INFORMAÇÃO SOBRE AS PROVAS 1.º Ciclo do Ensino Básico 2010 1_7 INTRODUÇÃO Nos próximos dias 5 e 7 de Maio, de manhã, serão realizadas por todos os alunos

Leia mais

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL O comportamento organizacional é um campo de estudos que investiga o impacto que indivíduos, grupos e a estrutura têm sobre o comportamento dentro das organizações, com o propósito

Leia mais

DESENVOLVIMENTO. Desenvolvimento Moral. MORAL Aspectos gerais o Definição de moralidade o Perspectiva psicológica da. moralidade.

DESENVOLVIMENTO. Desenvolvimento Moral. MORAL Aspectos gerais o Definição de moralidade o Perspectiva psicológica da. moralidade. PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM Educação Social, 1º Ano, 1º Semestre DESENVOLVIMENTO MORAL Aspectos gerais o Definição de moralidade o Perspectiva psicológica da moralidade o Desenvolvimento

Leia mais

Relatório de Auditoria

Relatório de Auditoria Relatório de Auditoria NBC TA 700 Formação da Opinião e Emissão do Relatório Objetivo Os objetivos do auditor são: (a) formar uma opinião sobre as demonstrações contábeis com base na avaliação das conclusões

Leia mais

PSICOLOGIA SOCIAL I. Psicologia Geral e Psicologia Social. De que trata a Psicologia Social? 21/08/2016

PSICOLOGIA SOCIAL I. Psicologia Geral e Psicologia Social. De que trata a Psicologia Social? 21/08/2016 PSICOLOGIA SOCIAL I A psicologia social e seu objeto de estudo: QUESTÕES PRELIMINARES Profa. Dra. Rosana Carneiro Tavares A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA SOCIAL ÁREAS DE ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO De que trata a Psicologia

Leia mais

Lipor II- Valorização Energética de 1200 toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos por dia, ao serviço do Desenvolvimento Sustentável

Lipor II- Valorização Energética de 1200 toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos por dia, ao serviço do Desenvolvimento Sustentável Lipor II- Valorização Energética de 1200 toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos por dia, ao serviço do Desenvolvimento Sustentável Proprietário da Instalação: LIPOR (Serviço Intermunicipalizado de Gestão

Leia mais

Racionalismo. René Descartes Prof. Deivid

Racionalismo. René Descartes Prof. Deivid Racionalismo René Descartes Prof. Deivid Índice O que é o racionalismo? René Descartes Racionalismo de Descartes Nada satisfaz Descartes? Descartes e o saber tradicional Objetivo de Descartes A importância

Leia mais

Processamento Digital de Imagens

Processamento Digital de Imagens Ciência da Computação Processamento Digital de Imagens Prof. Sergio Ribeiro Tópicos Técnicas de Modificação do Histograma Compressão de Histograma 2 Veremos a definição e utilização do conceito de histograma.

Leia mais

CAPÍTULO V DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

CAPÍTULO V DISCUSSÃO DOS RESULTADOS CAPÍTULO V DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Neste capítulo será efectuada a discussão dos resultados apresentados anteriormente. A discussão visa compreender os resultados obtidos, mediante a comparação com estudos

Leia mais