LABORATÓRIO DE BIODIVERSIDADE MOLECULAR E CITOGENÉTICA
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- Débora Conceição Clementino
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1 LABORATÓRIO DE BIODIVERSIDADE MOLECULAR E CITOGENÉTICA O O uso uso deste deste material material é é autorizado autorizado desde desde que que sejam sejam atribuídos atribuídos os os direitos direitos autorais. autorais. Freitas Freitas PD, PD, Marcadores Marcadores Microssatélites Microssatélites em em Camarões: Camarões: Curso Curso Teórico. Teórico. In: In: shrimp.ufscar.br pp pp Grupo de Genética de Camarões Departamento de Genética e Evolução Universidade Federal de São Carlos DGE - UFSCar Patrícia Domingues de Freitas [email protected]
2 MARCADORES DE MICROSSATÉLITES O que são? Para que servem? Quais metodologias para sua identificação?
3 O que são? São seqüências curtas (1 a 6 pb), repetidas em tandem, distribuídas aleatoriamente no genoma dos eucariotos. SSR Simple Sequence Repeats STMS Sequence Tagged Microsatellite Sites SSRP Simple Sequence Repeat Polymorphisms
4 GENOMA DOS EUCARIOTOS DNA Seqüências espaçadoras e conectantes Codificante Não codificante Seqüências repetitivas Genes simples Genes duplicados Genes repetidos (tandem) agrupadas altamente (tandem) medianamente (interpassado) DNA Satélite espalhadas pelo genoma SINES LINES Minissatélites Microssatélites VNTRs SSRs número de locos polimórficos
5 COMO SURGIRAM OS SSRs? Teoria do SLIPPAGE OU DESLIZAMENTO DA DNA POLIMERASE...TCGACTCGT C TGCATGCTATCA... A G ACGTACGATAGT AGA Alça no PAREAMENTO TCGACTCGTCTGCATGCTATCA AGCTGAGCA ACGTACGATAGT G A A G A AGCTGAGC AGA AGA CGTACGATAGT
6 CARACTERISTÍCAS DOS MICROSSATÉLITES I. Apresentam-se flanqueados por seqüências únicas, podendo ser amplificados individualmente através de PCR (sendo, portanto, unilocus e apresentando comportamento co-dominante, onde os heterozigotos podem ser identificados). II. Devido a sua natureza altamente repetitiva (e da pequena extensão da unidade de repetição, eles apresentam alto grau de polimorfismo. III. São muito freqüentes e encontram-se distribuídos ao acaso, apresentando ampla cobertura no genoma, podendo, portanto, estar associados a seqüências expressas.
7 CARACTERISTÍCAS DOS MICROSSATÉLITES I. Apresentam-se flanqueados por seqüências únicas, podendo ser amplificados individualmente através de PCR (sendo, portanto, UNILOCUS e apresentando COMPORTAMENTO CO-DOMINANTE, onde os heterozigotos podem ser identificados). Flanqueados por Seqüências Simples (ACTTCGACTGCT) CGCGCGCGCGCGCGCG (TCGATCGCCGTAA) REAÇÃO DE PCR SERÃO AMPLIFICADOS APENAS 2 TRECHOS DE DNA, PERTENCENTES A CADA UM DOS HOMÓLOGOS No gel de poliacrilamida poderão ser visualisados no máximo dois fragmentos por indivíduos (2 alelos)
8 CARACTERISTÍCAS DOS MICROSSATÉLITES II. Devido a sua natureza altamente repetitiva (e da pequena extensão da unidade de repetição) eles apresentam ALTO GRAU DE POLIMORFISMO. Três fenômenos básicos estariam envolvidos no processo de multialelismo do loco de microssatélite: surgimento de novos alelos Erros da DNA Polimerase ( Slippage ) Crossing-over ou permuta desigual Mutação
9 CROSSING-OVER DESIGUAL
10 DELEÇÃO
11 PERMUTA DESIGUAL (ACTTCGACTGCT) CGCGCGCGCGCGCGCG (TCGATCGCCGTAA) (ACTTCGACTGCT)CGCGCGCGCGCGCGCGCG (TCGATCGCCGTAA) alelo1: (CG)8 alelo2: (CG)9 DELEÇÃO (ACTTCGACTGCT) CGCGCGCGCGCGCGCG (TCGATCGCCGTAA) (ACTTCGACTGCT)CGCGCGCGCGCG (TCGATCGCCGTAA) alelo1: (CG)8 alelo2: (CG)6
12 CARACTERISTÍCAS DOS MICROSSATÉLITES III. São muito freqüentes e encontram-se distribuídos ao acaso, apresentando ampla cobertura no genoma, podendo, portanto, estar associados a seqüências expressas. A classe de marcadores moleculares com maior conteúdo de polimorfismo (PIC Polymorphism Information Content )
13 A seqüência motif, ilha ou unidade repetitiva do microssatélite (1 a 6 pb) mononucletídica (G)n di- (GA)n tri- (GAT)n tetra- (GATA)n penta- (GATAC)n hexa- (GATACA)n Plantas: (AT)n (Morgante & Olivieri, 1993) Freqüência de distribuição: 50 mil pb Mamíferos: (CA)n e (TG)n (Hamada e col., 1982)
14 MICROSSATÉLITE podem ser classificados: PERFEITOS IMPERFEITOS COMPLEXOS COMPLEXO-IMPERFEITO...GTGTGTGTGTGTGTGT......GTGTGTCGTGTGTGTG......GTGTGTAAAAGTGTGT......GTGTAAACAAAGTGT...
15 PARA QUE SERVEM? Acessar variabilidade genética em populações naturais ou cativas (COMPORTAMENTO CO-DOMINANTE e ao MULTIALELISMO) Estudos de mapeamento genético e físico (FREQÜÊNCIA e AMPLA DISTRIBUIÇÃO NO GENOMA, sua ASSOCIAÇÃO C/ SEQÜÊNCIAS EXPRESSAS e ao seu ALTO GRAU DE POLIMORFISMO) QTLs ( Quantitative Trait Loci ) e MAS ( Marked Assisted Selection ) (FREQÜÊNCIA e AMPLA DISTRIBUIÇÃO NO GENOMA, sua ASSOCIAÇÃO C/ SEQÜÊNCIAS EXPRESSAS e ao seu ALTO GRAU DE POLIMORFISMO)
16 PARA QUE SERVEM? São uma rica fonte de polimorfismo genético, constituindo-se num loco altamente variável, multiálelico e com grande conteúdo informativo. Acessar variabilidade genética em populações naturais ou cativas Estes estudos, em geral, envolvem a Técnica de PCR Identificação os microssatélites na espécie em etudo Acessar variabilidade genética em populações naturais ou cativas Sintetiza os oligonucleotídeos flanqueadores Testa em reações de PCR Eletroforese em Gel de Poliacrilamida Análise estatísticas: (Freqüência Alélica, Heterozigosidade média)
17 REAÇÃO DE PCR as regiões flanqueadoras do microssatélite são únicas e geraram um padrão unilocos Gel de Poliacrilamida: máximo 2 alelos diferentes/indivíduo Cromossomo I A Cromossomo IB HOMOZIGOTO HETEROZIGOTO
18 DEVIDO A MUTAÇÃO, PERMUTA DESIGUAL E ERROS DA POLIMERASE ALTO NÚMERO DE ALELOS (CG)14 (CG)11 (CG)11 (CG)10 (CG)10 (CG )05 OBS: às vezes mutações no sítio de ligação do primer podem impedir a amplificação do alelo, acusando a presença de ALELO NULO
19 (CG)14 (CG)11 (CG)11 (CG)10 (CG)10 (CG )05 Alelos Nulos não ocorre amplificação do DNA, modificações nas regiões flanqueadoras impedem o anelamento do primer
20 Wolfus e col., 1997 (Aquaculture) ESTUDOS DE CASO São estudadas seis populações de Litopenaeus vannamei cultivadas e nativas Objetivos Determinar a diversidade genética em estoques SPF e em estoques selvagens. Comparar a diversidade genética entre os estoques selvagens, SPF e os estoques canditatos a SPF. Estabelecer marcas genéticas específicas para as famílias e/ou populações estudadas. O que são os estoques SPF ( Specific Pathogen Free ou High Health )? Linhagens consideradas livres de patógenos.
21 ANÁLISE DE DIVERSIDADE P/ O LOCUS M1 NÚMERO DE ALELOS População total exclusivos Sinaloa, México SPF/F Equador F7 4 0 Híbrida SPF/F1 8 1 Oxaca, México F Guatemala F1 6 0 Salinas s Total HETEROZIGOSIDADE % observada esperada 97,6 90,9 45,0 38,0 96,6 80, , , ,5 98,1 94,2 A diversidade genética p/ o locus M1 foi alta H ob > H e
22 PROVÁVEL EXPLICAÇÃO P/ A ALTA HETEROZIGOSIDADE OBSERVADA: O locus apresenta uma alta taxa de mutação Presença de alelos nulos poderia estar interferindo na análise dos dados
23 QUAIS SÃO AS METODOLOGIAS UTILIZADAS PARA IDENTIFICAÇÃO DE MARACADORES DE MICROSSATÉLITES? CONSTRUÇÃO DE BIBLIOTECA GENÔMICA APLICAÇÃO DO MÉTODO PIMA PCR Isolation of Microsatellites Arrays
24 CONSTRUÇÃO DE BIBLIOTECA GENÔMICA Extração de DNA genômico e Clivagem com Enzima de Restrição Construção da Biblioteca Total Construção da Biblioteca Parcial
25 Construção da Biblioteca 1) Clivagem do DNA c/ ENZIMA de restrição: Clonagem os Fragmentos de DNA que supostamente terão as seqüências de microssatélites 2) Prepara o vetor que vai incorporar o seu fragmento de DNA. O plasmídeo deve ser clivado com a mesma enzima utilizada na digestão do DNA. Ligação entre o fragmento de DNA e o plasmídeo (DNA ligase) 3)Clonagem: Inserção dos plasmídeos recombinantes em células de bactérias. As bactérias são colocadas em condições adequadas p/ que haja proliferação. Feita uma triagem das colônias utilizando com sondas de microssatélites. 4) Os clones positivos são purificados e sequenciados. 5) Após a confirmação da presença de um microssatélites, estes deverão ser validados.
26
27 Em geral não se costuma a fazer Biblioteca Genômica Total apenas uma parte dos fragmentos digeridos é selecionada Biblioteca Genômica Parcial 1) Digere o DNA genômico 2) Corre o DNA em gel de agarose (rastro) 3) Southern Blot (transferência do DNA para uma membrana e hibridação com sonda de microssatélite). 4) Detecção (autoradiografia) 5)Novo gel de agarose com DNA digerido 6)Eluição do DNA na região no gel que corresponde á marcação positiva na membrana. 7) DNA é purificado, clonado e sequenciado
28 ESTUDO DE CASO Tassanakajon e col., 1996 (Mol. Mar. Biolog. And Biotechnology) Populações selvagens de P. monodon Mar de Adam, Província de Satun (Sul da Tailândia) Extração de DNA (pleópodos) Digestão do DNA genômico (Alu I, Hae III, Hinc II, Rsa I) Gel de Agarose 1,5% Seleção dos fragmentos (300 a 700 pb) Eluição e Purificação Construção da Biblioteca Genômica Parcial Sourthen Blot (transferência e hibridação em membrana) sondas utilizadas (GT) 15 e (CT) 15 ( 32 P)
29 clones 156 clones positivos (SEQUENCIAMENTO) poucos mononucleotídeos (A) n e (G) n 27 di- (AT) n 02 tri- (ATT) n e (AAC) n 156 clones 01 tetra- (GAGT) n 113 di- 97 (GT) n e 16 (CT) n
30 IMPERFEITAS COMPOSTAS 113 di- 97 (GT) n e 16 (CT) n 36,5% PERFEITAS 24% (GT) n e 12,5%(CT) n 25 MICROSSATÉLITES 23 (GT) n e 02 (CT) n 9 possuíam as seqüências flanqueadoras 9 sets de primers: 07 produziram padrão multilocos 02 microssatélites
31 MÉTODO PIMA Isolar seqüências de Microsatélites resultantes de amplificações de DNA via PCR 1)Reação de PCR (utilizando primers de RAPD). 2)Purifica o produto de Amplificação. 3)Clonagem dos fragmentos e Seleção dos clones recombinates. 4)PCR utilizando primers de microssatélites e primers flanqueadores do inserto (enzima de restrição). 5)Corre o produto de amplificação em gel de agarose e faz a detecção (fragmento extra de menor tamanho). 6)Seleciona estes clones e faz o Sequenciamento.
32 Por que primers de RAPD? 1) produz um alto número de fragmentos por indivíduo 2) os fragmentos produzidos encontram-se relacionados com seqüências microssatélites (como se costuma usar um único primer, os produtos resultantes de amplificação via RAPD-PCR encontram-se flanqueados por seqüências que provavelmente sofreram um processo de duplicação e posteriormente inversão) PROBABILIDADE DE CONTER MICROSSATÉLITE É ALTA!!!! TAG TCGA TACG (duplicação) TAG TCGA TACG CGC TAG TACG (inversão) TAG TCGA TACGGCAT AGCT GAT
33 1 - RAPD A1 A2 A3 A4 A5 2 - CLONAGEM Seleção dos clones recombinantes pgem-t 5 - SEQÜENCIAMENTO Transfere as colônias brancas para megaplate (96) com meio A1 A2 A3 A4 A5 3 - AMPLIFICAÇÃO POR PCR Primers p/ amplificar o inserto total M13 F M13 F M13 R 4 - DETECÇÃO primer microssatélite M13 R
34 Mais recentemente a análise de DATAMINING também tem se mostrado uma ferramenta importante para identificação e caracterização de seqüências microssatélites no genoma de diversas espécies O método de DATAMINING consiste na busca eletrônica de informações de interesse a apartir de uma análise criteriosa e minuciosa utilizando diferentes recursos de Bioinformática. A análise de Seqüências Expressas Marcadas (ESTs), têm possibilitado o desenvolvimento de marcadores SSR de um modo simples e direto. Entretanto, a identificação de SSRs-ESTs é limitada para espécies com bancos de dados que possuam ESTs disponíveis Em L. vannamei análises de DATAMINING vêm sendo realizadas a partir de ESTs depositados no banco de dados do Projeto ShEST
35 Por que buscar seqüências microssatélites no genoma de camarão? Identificar Loci relacionados a Características Quantitativas de interesse econômico (QTLs) e a partir daí desenvolver um modelo de Seleção Auxiliada por Marcadores (MAS) Identificar o maior número de marcadores polimórficos na espécie. Desenvolver linhas puras fenotipicamente divergentes Realizar cruzamentos dirigidos Fazer a genotipagem das linhagem Fazer a análise de segregação dos loci Construir mapas de ligação Correlacionar o marcador com a característica de interesse
36 Desenvovimento de Mapas de Ligação e Identificação de QTLs (Locos de Caracteres Quantitativos) Desenvolvimento de um Modelo para Seleção Auxiliada por Marcadores (Mas) em Litopenaeus vannamei Subsidiar melhorias na atividade de cultivo de camarões
37 PRIMEIRO PASSO: IDENTIFICAÇÃO DE QTLs Ampla varredura genômica: Identificar o maior número de marcadores moleculares na espécie. Marcadores deverão ser utilizados na genotipagem das linhagem SEGUNDO PASSO: Desenvolver linhas puras fenotipicamente divergentes Realizar cruzamentos dirigidos
38 IDENTIFICAÇÃO DE QTLs duas linhas puras com características completamente divergentes P: F1: F2: CC x LL CL CL x CL análise da prole Por isso é importante haver variação!!!!
39 IDENTIFICAÇÃO DE QTLs TERCEIRO PASSO: Testar os marcadores de microssatélites na prole, fazer a genotipagem e analisar a segregação destes marcadores na população, associando com uma dada característica. Número de indivíduos P M G Comprimento do abdome
40 Cruzamento entre os heterozigotos Análise de segregação na F2: Ex: Analisando 4 marcadores (ABCD) Aa x Aa Bb x Bb Cc x Cc Dd x Dd segregação mendeliana esperada Tx de recombinação os desvios observados indicam se há ligação entre os locos analisados
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