Pulso Arterial/Pulso Paradoxal
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- Ruth Monsanto Sintra
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1 PET Medicina UFC Pulso Arterial/Pulso Paradoxal Autoria de Carlos Henrique Valente Moreira Friday, 21 September 2007 Antes de iniciar a abordagem do Puslo Paradoxal, importante sinal na prática clínica, é importante realizar uma breve revisão da semiologia do pulso arterial. Pulso Arterial: é a expressão do choque ondulatório visível, muitas vezes, e sempre palpável na periferia, correspondendo ao pulso da ejeção sistólica ventricular transmitido à parede elástica das artérias aorta (Ao) e pulmonar (Ap), estabelecendo relação direta com a distensibilidade da parede arterial. LEI de Pouiseuille: Pressão ~ (viscosidade x VM) / r4 Semiotécnica: mínimo de compressão, com mais de uma polpa digital por percepção tátil e barestésica. verificar por palpação o percurso da artéria. Ordem: Radial goteira radial; Braquial para dentro do corpo do bíceps; subclávia por detrás e abaixo da clavícula; aorta fúrcula esternal; carótida borda interna do esternocleido com ligeira flexão da cabeça; aorta abdominal do epigástrio até dois dedos abaixo do umbigo; ilíacas direita e esquerda limite inferior da aorta até fossas ilíacas; femoral junção do 1/3 médio e 1/3 interno da arcada crural; poplíteo centro da face posterior dos joelhos sob ligeira flexão; tibial posterior atrás do maléolo interno; tibial anterior face anterior do tornozelo entre tendões do músculo tibial anterior; pediosa para dentro do tendão do músculo tibial anterior no pé.
2 PET Medicina UFC Facultativos: faciais: na borda da mandíbula adiante da inserção do masseter; nasais: angulo interno do olho sobre os ossos nasais; auricular: adiante do tragus; temporal: na projeção dessa área. Caracteres propedêuticos: Parede das artérias: radial, braquial, poplítea, tibial posterior e anterior e pediosa àdepressíveis; caso endurecidas ou em traquéia de pássaro, indicativo de arteriosclerose; verificar tortuosidade ou dilatações saculiformes, principalmente em aorta abdominal e carótidas. Freqüência: verificar sempre o Déficit cardíaco, que existe quando a freqüência do pulso é menor que a freqüência cardíaca. Esse sinal pode ser sensibilizado após 40 passos, 40 pulos ou 20 movimentos de (deitar, sentar). Logo, sabese que o déficit é maior na fibrilação atrial que em arritmias por extrasístoles, nesta última podendo até inexistir. Ritmo: detecção de arritmias Amplitude: proporcional ao grau de ejeção ventricular sistólica e à resistência periférica. Está aumentada na HAS e insuficiência Ao. Está reduzida no choque. Desigualdade: por obstrução local ou regional a montante (embolia, aterosclerose trombose arterial aguda) ou por anomalias anatômicas congênitas.
3 PET Medicina UFC Pulso paradoxal Fisiologicamente apresentamos um aumento da amplitude do pulso arterial na inspiração e uma redução na expiração. Isso se deve ao aumento da pressão negativa na caixa torácica elevando o retorno venoso e consequentemente a précarga. Tal fenômeno pode ser sensibilizado através da manobra de Muller que consiste na inspiração profunda, seguida de expiração com glote fechada ao fim da expiração. Já no pulso paradoxal, ocorre o inverso, uma redução na amplitude do pulso arterial durante a inspiração. Através de um tensiômetro, percebese como uma redução superior a dez milímetros de mercúrio da pressão arterial sistólica durante a inspiração. Apesar de classicamente associado ao tamponamento cardíaco, pode ocorrer também em situações clínicas. As condições onde é mais comum o encontro deste sinal semiológico são nas afecções do pericárdio, essencialmente na pericardite constritiva, pericardite com derrame e no tamponamento pericárdico ou ainda em como doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência respiratória aguda e asma brônquica e obstruções respiratórias altas. A técnica para verificação da existência do pulso paradoxal consiste no seguinte, inicialmente, insuflase o manguito cerca de 10 mmhg acima do ponto em que desaparece o pulso braquial. Em seguida, colocase o estetoscópio sobre a artéria braquial e iniciase a desinsuflação do manguito de modo gradual até que se ausculte o primeiro ruído de Koratkoff. Neste ponto, ocluise o manguito e observase a respiração do paciente. Se o ruído desaparecer com a inspiração, constatase que a pressão arterial sistólica está caindo com a inspiração. Prosseguese com a desinsuflação do manguito para 5 mmhg abaixo desse ponto inicial e novamente observase a inspiração; se o ruído desaparecer, nesse ponto, constatase que a queda da pressão arterial sistólica é de pelo menos 5 mmhg. Repetese esta etapa, com reduções sucessivas de 5 mmhg, até que não se perceba mais o desaparecimento do ruído com a inspiração. Quando isto ocorrer, determinase o valor de queda
4 PET Medicina UFC como sendo o total de etapas em que esta queda foi documentada, multiplicado por 5 mmhg. Pericardite com derrame Geralmente a sintomatologia só tornase evidente a partir de um derrame acima de 200ml e essa se correlaciona com o seu volume e com a natureza do líquido (serofibrinoso, purulento ou hemorrágico). Sintomas do derrame pericárdico: Dor contínua, superficial ou profunda, localizada na região precordial, sendo mais freqüente na margem superior esquerda, nos II, III e IV espaços intercostais, com extensão de 2 a 3 polpas digitais, piora com a inspiração profunda e com compressão no local, alivia com a adoção do sinal do travesseiro ou decúbito dorsal, equivale a uma dor compressiva, em peso, pontada ou facada, com irradiação para área cardíaca, região infraclavicular, face lateral do pescoço, MMSS ou ainda MSE (na face ulnar e anterior). Sinais: Abaulamento da ½ inferior e desaparecimento de ictus cordis caso seja um derrame pronunciado; estase jugular bilateral por compressão da VCS, associada à dilatação inspiratória das jugulares.
5 PET Medicina UFC Sinal de Lewis: variação da macicez que mostra o seu limite mais alargado quando o pcte passa da posição ereta para decúbito dorsal. Precede de alguns dias os achados radiológicos. Hipofonese de bulhas ou inexistência de ruídos; atrito pericárdico. Diagnóstico: Anatômico: derrame pericárdico Funcional: ICC por dificuldade de enchimento diastólico; hipertensão de veias cava e pulmonar, com conseqüente congestão pulmonar e estase hepática. Etiológico: artrite reumatóide; LES; IAM; síndrome urêmica; infecciosa tuberculosa. Pericardite constritiva Resulta de evolução cicatricial das pericardites fibrinosas ou com derrame e adesão de folhetos do saco pericárdico. A Sintomatologia correlacionase com o comprometimento adesivo e constritivo. Tamponamento
6 PET Medicina UFC cardíaco Pode ser ocasionado por uma hemorragia do saco pericárdico, ferimento perfurocontuso, ruptura de miocárdio, iatrogenia (inserção de cateter central, marcapasso, pericardiocentese, biópsia de medula óssea). Pode haver choque conforme o grau de tamponamento. Aqui temos a clássica Tríade de Beck: distensão venosa jugular, hipotensão e abafamento de bulhas; porém está presente somente em aproximadamente 50% dos casos. Diagnóstico: Anatômico: tamponamento cardíaco por hemorragia Funcional: choque e insuficiência cardíaca por enchimento diastólico dificultado mecanicamente Etiológico: perfurante, IAM, ruptura de aneurisma de aorta pericárdica.
7 PET Medicina UFC Bibliografia: SCHMIDT A; PAZIN FILHO A & MACIEL BC. Medida indireta da pressão arterial sistêmica. Medicina, Ribeirão Preto, 37: , jul./dez Semiotécnica da observação clínica 7ª edição, josé ramos Junior, 1986 Semiologia médica 3ª edição; Mario López. acesso em 12/09/
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