SIMPLICIDADE E COMPLEXIDADE VISUAL NA PRODUÇÃO E EXPRESSÃO GRÁFICA DAS EMBALAGENS
|
|
|
- Denílson Vieira Antas
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 SIMPLICIDADE E COMPLEXIDADE VISUAL NA PRODUÇÃO E EXPRESSÃO GRÁFICA DAS EMBALAGENS Israel de Alcântara Braglia UFSC, Departamento de Expressão Gráfica. [email protected] Luciano Patrício Souza de Castro UFSC, Departamento de Expressão Gráfica. [email protected] Alice Theresinha Cybis Pereira UFSC, Departamento de Expressão Gráfica. [email protected] Resumo Enquanto algumas empresas buscam diferenciais em suas embalagens através dos recursos tecnológicos atuais de produção gráfica, outras preservam a simplicidade de suas embalagens, valorizando suas origens e a tradição de seus produtos. O presente artigo trata das características gráficas e produtivas destas duas situações mercadológicas que visam atrair os consumidores, propondo duas análises que contribuem para o entendimento dos fatos e temas abordados, e evidenciam que a embalagem, como fator de relação entre produto e consumidor, varia de qualidade e linguagem, refletindo o conceito dos produtos traduzidos visualmente em simples e complexos. Palavras-chave: embalagens, produção gráfica, impressão. Abstract While some companies seeks differentials on their packages through technological current resources of print production, the others preserve the simplicity of their packaging, valuing their origins and tradition of their products. This article is about the design characteristics and production of these two marketing situations that aim to attract consumers, proposing two analyzes that contribute to the understanding of the facts and themes commentend, showing that the packing as a factor of the relationship between product and consumer, has quality and language changed and reflects the concept of products, translating these concepts visually, between simple and complex. Keywords: packages, graphic production, print
2 1 Introdução As indústrias de confecção de embalagens e de impressões gráficas andam juntas para proporcionar a produção do produto ideal que chega às nossas casas com informações técnicas e designs diversificados em formato e layout de apresentação e expressão gráfica. Com tantas informações disputando nossa atenção, é cada vez mais difícil ser notado e criar rapidamente uma boa impressão. Cruz (2011) afirma que num supermercado médio existem cerca de 27 mil itens à nossa disposição e que o tempo de um consumidor na loja leva em média 45 minutos. Neste contexto, pode-se realizar a equação: 45 minutos X 60 = segundos ou seja, obtemos visualmente 10 itens por segundo. Conforme a POPAI Brasil (2004) 81% da decisão de escolha entre marcas são tomadas no ponto de venda e, além disso, Mestriner (2011) levanta a estimativa que a cada ano são lançados, no Brasil, cerca de seis mil produtos. Sendo assim, em meio a tantas outras, como a embalagem de um determinado produto pode chamar a atenção e destacá-lo dos demais? Até que ponto esse destaque influencia nas vendas de determinados produtos? Para esta resposta, Zukowski (2011) diz que a embalagem compreende o desenvolvimento de um projeto inicialmente voltado para a indústria com o intuito de cativar possíveis consumidores. Com isso, o designer deve associar o processo de produção da embalagem ao desenvolvimento de layout, de modo a atender às expectativas tanto da indústria quanto do usuário final. Durante o percurso de execução do projeto existem etapas distintas que envolvem a escolha e definição de matérias-primas, os sistemas produtivos, as técnicas de reprodução em série, os estudos sobre o mercado, o desenvolvimento da comunicação visual, entre outras. Ao mesmo tempo, a tecnologia está democratizando o design criativo e facilitando para que se produzam trabalhos confiáveis (AMBROSE e HARRIS, 2009). Portanto, um sólido entendimento sobre os processos de impressão é de extrema importância para produzir designs eficazes e atraentes, uma base a partir da qual a criatividade pode surgir. Hoje é difícil imaginar a vida diária sem materiais impressos. Os anos passaram e a tecnologia avançou, mas Bann (2010) cita que uma coisa não mudou: a emoção de trabalhar com impressão. Negrão e Camargo (2008) nos fazem um questionamento sobre o assunto: imagine uma caixa de amido de milho ou um pacote de farinha de trigo. Provavelmente você se lembrou de Maizena ou da farinha Dona Benta. Quem emprestou uma imagem a cada um desses produtos foi a embalagem, pois o produto em si, é um pó que não consegue identificar ou classificar com facilidade. A embalagem vai além da função de comportar e transportar, ela promove e vende os produtos. Os produtos são consolidados por marcas e as marcas recebem vida
3 através dos meios produtivos industriais no caso das embalagens de impressão e confecção, da transformação da matéria prima em um recipiente adequado com a aplicação de rótulos, imagens, cor, formas e informações legais. Cada marca possui sua identidade visual, bem como cada produto, que possui a sua própria expressão gráfica aos seus consumidores, especialmente representadas neste artigo através de técnicas visuais como por exemplo a simplicidade e a complexidade (Fig. 1). Figura 1: Imagens representando as técnicas visuais simplicidade (à esquerda) e complexidade (à direita). Fonte: Dondis (2007). Nesse sentido, Dondis (2007) define técnicas visuais como meios para a expressão gráfica e visual dos conteúdos, na forma de polaridades oferecidas aos designers. A simplicidade é uma técnica visual que visa a síntese visual, envolvendo a imediatez e a uniformidade da forma elementar, livre de complicações ou elaborações secundárias. Já o seu oposto, a complexidade, constitui-se por inúmeras unidades que resultam num difícil processo de organização do significado no âmbito de um determinado perfil mercadológico. Conforme Sousa (2001), com o desenvolvimento da computação gráfica e das tecnologias de impressão, as estratégias de apresentação visual das marcas incorporaram muitos recursos utilizados na apresentação dos produtos. Efeitos visuais cada vez mais complexos e sofisticados, os quais passaram a sugerir volumes, perspectiva, brilho e movimento, por meio de sutis variações cromáticas e tonais tornaram-se cada vez mais comuns nas embalagens. Além disso, esses recursos ofereceram inovações quanto ao tratamento das formas representando, por exemplo, texturas similares às superfícies metálicas. Sousa (2001) ainda comenta que os recursos da computação aplicados à indústria gráfica propiciaram a popularização da impressão fotográfica sobre os mais diversos tipos de suportes, como papéis e plásticos. Os processos de reprodução tornaram-se práticos e quase ilimitados, permitindo aos designers utilizarem livremente as variações cromáticas e os efeitos visuais complexos que, até então, eram inviáveis diante das dificuldades de impressão. Muitas empresas então, passaram a investir massivamente no
4 desenvolvimento de embalagens sofisticadas como apelo visual para atrair os consumidores e vender seus produtos. Este fato vem a estimular a concorrência, uma vez que devido a similaridade, as embalagens tornaram-se diferenciais entre os seus concorrentes e as empresas não querem ficar de fora desta competição. Contrárias a esta ideia, na proposta de promover e vender seus produtos disputando mercados através da embalagem, muitas empresas atualmente investem na tradição e qualidade reconhecida de seus produtos para conquistar os consumidores. A tradição compõe o conceito de trazer o produto do passado para o presente, trazendo consigo boas memórias e sensações vividas. A qualidade reflete e busca o conceito dos produtos artesanais de antigamente, mais simples e naturais. Traduzindo estes conceitos visualmente, prevalece o modo mais gráfico, simples, do que o fotográfico, complexo, em relação ao tratamento dado à forma, ou seja, cores planas em oposição à variação de tons. A representação no modo gráfico torna-se uma opção de linguagem e não uma limitação técnica. O modo gráfico simplificado, conforme Villas-Boas (2008), corresponde ao que é denominado no campo da Produção Gráfica de impressão a traço e o modo fotográfico de impressão, em meio-tom. O traço então é a propriedade de todo elemento impresso que é formado por uma única tinta uniforme, sem variações e, portanto, por uma única cor chapada. Já o meio-tom utiliza pontos, organizados em uma rede, denominada retícula, para simular as variações entre os tons claros e escuros. Nas imagens A e B da Figura 2 a seguir, são apresentadas respectivamente exemplos de uma imagem no modo traço, mais simples e outra no modo em meio-tom, mais complexa. Figura 2: Versões da assinatura visual da marca Quaker Oats ao longo dos anos. Fonte: Disponível em e Partindo, então, destes pressupostos, neste artigo será estudado como duas embalagens de um produto do mesmo segmento oferecem aos consumidores
5 diferentes tipos de apresentação visual. Desse modo, será possível identificar graficamente que existem marcas que optam por apresentar simples processos de impressão e acabamento e outras que ousam em complexidade e em inovação, focando em detalhes e em processos gráficos impressos que ressaltam aos olhos do consumidor. 2 Embalagem e Impressão A indústria de embalagem é uma complexa cadeia de produção que se inicia com a produção das matérias primas utilizada nos diversos sistemas de embalagem projetada para cumprir as funções, ou toda a amplitude da embalagem. Estas matérias primas: vidro, cerâmica, alumínio, aço, resinas plásticas, papel, madeira e tecidos, entre outros, são produzidos na maioria por grandes empreendimentos e em larga escala (MESTRINER, 2001, HANLON; KELSEY; FORCINIO, 1998). A transformação destes materiais em sistemas de embalagens é feita por um grupo de indústrias de porte variado que se denominam convertedores e que produzem potes, garrafas, rótulos, bobinas de filme, tampas, vasilhas, frascos, latas, sacos, tambores, cartuchos, caixas e uma grande variedade de itens, na maioria das vezes incluindo a operação de impressão. Estes sistemas de embalagem são utilizados em linhas de produção dos segmentos de alimentos, bebidas, cosmético e farmacêutico, higiene pessoal, higiene e limpeza, utilidades domésticas, entre outros. Nestas linhas de produção referidas comumente como linhas de envase os sistemas de embalagem são agregados aos produtos através de equipamentos especializados, fabricados pelas indústrias de bens de capital, o outro setor que complementa a cadeia de produção de embalagens (COSTA, 2011).Em 2000, a participação dos plásticos na demanda de materiais de embalagem no mundo era de 26%, ao lado da celulose (33%), metais (25%) e vidro (6%), num mercado estimado então em US$ 500 bilhões (CETEA-ITAL, 2000 apud MESTRINER, 2001). Em 2000 a população da Terra era de cerca de 5,9 bilhões, resultando um consumo per capita médio anual de US$ 85,00, algo entre um quarto e um quinto de Japão, Estados Unidos e Europa cujo consumo per capita anual foi de US$ 450,00, US$ 400,00 e US$ 385,00, respectivamente. 2.1 A indústria da Embalagem e a indústria gráfica no Brasil O valor bruto da produção de embalagens no Brasil cresceu de 29 bilhões para 40,5 bilhões de reais de 2005 a 2010 apontando um crescimento de cerca de 40% em cinco anos (COSTA, 2011). Conforme estudo realizado pela IBRE-FGV e ABRE, a indústria
6 de embalagens teve um faturamento estimado em 32,5 bilhões em A estimativa para os próximos anos é de que se expanda e que a produção cresça em torno de 3% ao ano (NEGRÃO e CAMARGO, 2008). O valor distribui-se entre os diferentes segmentos conforme a Figura 3. Figura 3: Valor da produção (em milhões de reais) e percentual de participação dos materiais aplicados à embalagem. Fonte: adaptado de Negrão e Camargo (2008). Porém, Costa (2011) cita que a produção física de embalagens que originou este faturamento foi dividida da seguinte maneira pelos materiais de embalagem: papel, papelão e cartão (33,2%), plástico (29,7%), metal (26,6%), vidro (8,7%) e madeira (1,8%). A participação relativa de cada material é apresentada na figura a seguir, podendo ser verificado que os produtos celulósicos lideram com um terço do mercado, seguidos pelo plástico e pelo metal (Fig. 4). Figura 4: Participação de cada material na produção física. Fonte: FGV (2011); IBGE (2011) apud ABRE (2011). Neste interim, percebe-se que no Brasil os materiais mais utilizados são papel e plásticos para a confecção de embalagens. O mercado de papel e impressão, líder de mercado na confecção de embalagens, de acordo com a ABIGRAF até o ano de 2009, este segmento possui a representação de empresas gráficas regularmente cadastradas que atuam no Brasil, subdividas em 20 regionais. A regional
7 do Estado de Santa Catarina representa empresas deste setor. Dentre as grandes indústrias do Estado, destacam-se as empresas: Valpasa (papel e ondulado) no munícipio de Tangará, a cartonagem Batistense (embalagens e sacolas) de São João Batista e a Baumgarten (rótulos, embalagens e termoencolhíveis) de Blumenau. A indústria gráfica brasileira se caracteriza por apresentar processos de impressão e produção gráfica em que fazem parte destes segmentos os suportes para impressão e os processos de impressão encavográficos, planográficos e relevográficos, além de abranger todos os tipos de acabamentos gráficos. Dentre esses, para o ramo da embalagem, destacam-se os processos de rotogravura, offset e a flexografia respectivamente, a saber: Rotogravura: originária da indústria têxtil do século XIX, a rotogravura é um processo encavográfico (matriz em baixo relevo) e direto, recomendado para projetos de altas tiragens e com exigência de grande qualidade. O processo diferencia-se dos demais pelo fato de todos os elementos da arte-final, inclusive textos, possuírem retícula gravada diretamente no cilindro de impressão e formada por pontos microscópicos, diferenciados pelos seus diâmetros. O processo tem alto custo devido ao processo de preparação das matrizes e também pela realização de testes de qualidade, reduzindo seu uso a grandes empresas para impressão de embalagens, rótulos, revistas, livros e outros impressos que necessitam alta qualidade de impressão. Devido a tinta muito fluída e pelas características das matrizes, a rotogravura simula com perfeição os tons contínuos, apesar de serem impressos com o uso de retícula. Os suportes a serem impressos são os mais diversos como papel, papelão, plástico, tecido, metal, entre outros. Vilas-Boas (2008) esclarece que é muito comum as impressoras de rotogravura trabalharem simultaneamente com seis a oito tintas, o que possibilita a impressão de cores de seleção e cores especiais, ao mesmo tempo. Outras vantagens da rotogravura são a possibilidade de imprimir frente e verso, a capacidade de acoplar corte e vinco ao sistema de saída e imprimir todas as cores um uma única passagem. Offset: é um processo de impressão planográfico e indireto, que usa os mesmos princípios da litografia, seu processo originário. No processo do offset são usadas chapas de alumínio fotossensíveis, as áreas protegidas da luz se tornam lipófilas, atraindo gordura, já as demais são hidrófilas, atraindo água. A forma analógica de fazer cópias da chapa é chamada de CTF (computer to film) e a digital CTP (computer to plate). Esse processo tem um alto custo,
8 portanto não compensa ser utilizado para tiragens pequenas, mas para grandes volumes é o principal processo de impressão, garantindo boa qualidade, rapidez, além de ser aplicável a praticamente qualquer tipo de papel e alguns plásticos. Flexografia: é um processo de impressão direta, feito com a matriz, clichê de borracha ou fotopolímero, em relevo. O principio é mesmo dos carimbos, os elementos que serão impressos ficam em relevo na matriz e recebem tinta, sendo impressos no suporte a partir da pressão aplicada. Devido à sua velocidade, grande tiragem e baixo custo, a flexografia se tornou uma ótima opção para impressão de embalagens flexíveis. Na flexografia cada cor corresponde a uma tinta diferente, e as máquinas se utilizam de seis a doze tintas a base de água. Problemas característicos da flexografia são o squash, o trapping, e o ganho de ponto e má distribuição. O squash é um espalhamento de tinta nas bordas/contornos da imagem, causado pela movimentação da borracha. O trapping é a sobreposição acidental de tintas nas imagens. Com os avanços tecnológicos, Villas-Boas (2008) comenta que é necessário dividir o processo em três grandes grupos: as flexografias rudimentar, convencional e de última geração. A flexografia rudimentar é utilizada em embalagens com o único propósito de proteger o produto, já que proporciona problemas de impressão visíveis a olho nu, como squash em excesso, falhas nas áreas de tinta uniforme, elementos com contornos muito irregulares, entre outros. A flexografia convencional destaca-se com a mais empregada nos parques gráficos no Brasil e no mundo, devido ao baixo custo em altas tiragens e com resultados razoáveis de impressão. Villas-Boas (2008) salienta que este tipo de flexografia tende a gerar resultados melhores com impressos a traço e menor rendimento nos meios-tons, devido ao já citado ganho de ponto, causador da má definição em elementos pequenos e detalhados. Por último, a flexografia de última geração combina inovações nas matrizes, nas tintas e nos equipamentos de impressão, responsáveis por melhor resolução, com pontos invisíveis a olho nu, pela diminuição extraordinária do ganho de ponto, como também a redução significativa do squash. Com isso, já há alguns anos, muitas embalagens passaram a exibir fotografias reticuladas e profusão de cores e meios-tons. A respeito da utilização de tintas nos processos de impressão, Villas-Boas (2008) esclarece que a escala mais utilizada para a produção de impressos coloridos, seja na
9 offset ou na rotogravura, é formada pelas chamadas cores de seleção, cian, magenta, amarelo e preto (CMYK). Quando uma cor não é impressa a partir da combinação das cores de seleção, ela é denominada uma cor especial, como um vermelho quando impresso com tinta vermelha, um tom de amarelo que não seja das cores de escala, um dourado etc. Cada processo de impressão possui grande importância e pertinência com o campo de conhecimento do Design, e ter conhecimento das técnicas, dos processos, e do funcionamento dentro de uma empresa gráfica auxilia o designer a entender as possibilidades que podem ser aplicadas nos seus projetos. Conhecer novas ferramentas e conhecer a tecnologia oferecida pela área ajuda na elaboração dos projetos, pois é possível compreender se uma aplicação desejada tem a possibilidade de ser desenvolvida com maior ou menor dificuldade ou custos. Villas-Boas (2008) contribui afirmando que para a definição do processo de impressão para um determinado projeto, devem ser levados em conta alguns parâmetros como: (a) as deficiências e vantagens do processo; (b) a tiragem de acordo com o processo; (c) o custo da tiragem; (d) o suporte que será utilizado, adequado ao processo; (e) a oferta e a viabilidade de produção junto aos fornecedores; e (f) a relação resultado/situação de uso. Mesmo com o mercado oferecendo tantos processos de impressão, existem marcas que optam por apresentar embalagens simples e sem muitos recursos de impressão e acabamentos diferenciados. Neste artigo serão analisadas duas embalagens de manteiga do mercado nacional consideradas primárias, já que envolvem diretamente o produto (Fig. 5). As marcas analisadas são: Aviação e Batavo. Figura 5: As duas embalagens objetos das análises posicionadas na prateleira de um supermercado. Fonte: desenvolvido pelos autores. Nestas análises será possível identificar graficamente questões relativas ao aspecto mais simples de uma embalagem, proporcionado pela quantidade de detalhes e de cores em oposição ao uso de tendências de mercado, inovação e detalhes no processo gráfico de outra embalagem do mesmo segmento e impressa no mesmo tipo de suporte: o papel.
10 3 Análises das embalagens De acordo com as imagens das embalagens analisadas, constata-se que a embalagem da marca Aviação é produzida graficamente pelo sistema de impressão flexográfico de última geração. Na flexografia desta embalagem, encontra-se variações de squash e trapping invisíveis a olho nu, apresentadas nos detalhes A e B da Figura 6 abaixo. O aspecto gráfíco é o de impressão a traço com uso exclusivo de cores chapadas, o que deixa a embalagem sem variação tonal de cor, com ausência de retícula ou presença de efeitos com dégradé e sombreamentos, caracterizando a simplicidade como técnica visual aplicada. Para a produção da embalagem são contempladas somente duas cores especiais uma em tom alaranjado e outra em tom verde e uma cor de escala preto aplicadas sobre papel sulfurizado branco. Figura 6: Embalagem da manteiga Aviação e seus detalhes técnicos de impressão. Fonte: desenvolvido pelos autores. Já ao analisar a embalagem da manteiga Batavo de aspecto fotográfico (Fig. 7), constata-se outro processo de impressão, a rotogravura, o que possibilita a embalagem apresentar maior profusão de cores e qualidade nos meios-tons presentes no dégradé, sombras e foto do produto, caracterizando neste caso a técnica visual da complexidade na expressão gráfica da embalagem. Nos detalhes A e B da Figura 7, evidenciam-se as características da rotogravura na reticulagem da tipografia em uma cor e a alta qualidade na impressão dos meios-tons, respectivamente. Na impressão foram utilizados três tons especiais de cor azul, dois tons especiais de cor avermelhada, dois tons especiais de amarelo sendo que um dos amarelos aplicados sobre o papel gera um tom dourado de aspecto metálico, apresentando robustez e sofisticação à embalagem. Há ainda a presença da cor de escala preto e um tom
11 especial de branco que mapeia toda a arte gráfica da embalagem. Ao todo esta embalagem possui nove cores aplicadas sobre papel sulfurizado metálico. Figura 7: Embalagem da manteiga Batavo e seus detalhes técnicos de impressão. Fonte: desenvolvido pelos autores. 4 Considerações finais Com as análises é possível evidenciar que a marca Aviação opta pela expressão gráfica simples, enquanto que a marca Batavo se apresenta como expressão gráfica complexa. Ambas, concorrentes diretas no ponto de venda, batalham na prateleira pela atenção do consumidor. Entretanto, constata-se que a impressão da embalagem da marca Batavo é melhor, mais robusta e mais cara que a embalagem da marca Aviação por apresentar mais cores, detalhes e precisão. Porém, mesmo optando por um sistema de impressão mais barato e simples, o produto manteiga Aviação é mais caro que o produto manteiga Batavo. A manteiga Aviação custa em média 7 reais e a manteiga Batavo custa em média 5 reais evidenciando que a embalagem mais complexa não encarece o preço final do produto. É importante frisar que ambas marcas utilizam como matéria para a embalagem o papel sulfurizado, que é especial para ambientes refrigerados, não permite que o ar se aloje dentro do produto e é comum o seu uso nessa linguagem de categoria. Por fim, constata-se que realmente, enquanto certas indústrias buscam diferenciais em suas embalagens através dos recursos tecnológicos, outras preservam a tradição da simplicidade de suas embalagens, valorizando suas origens e os seus próprios produtos. Porém, não importando o processo de impressão que receba ou a linguagem gráfica que se apresente, a embalagem é fator de compra e de relação final do produto com o seu consumidor. Dar atenção à elas é de extrema importância. Referências
12 ABRE ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMBALAGEM. Estatísticas. São Paulo, Brasil, Disponível em: Acesso em out. e nov AMBROSE, G. HARRIS, P. Fundamentos do Design Criativo. Porto Alegre: Bookman, AMBROSE, G. HARRIS, P. Impressão e Acabamento. Porto Alegre: Bookman, BANN, D. Novo Manual de Produção Gráfica. Porto Alegre: Bookman, COSTA, A. N. R. Análise sistêmica de embalagens de polietileno no pós-consumo: emissões, energia e emergia. Dissertação de Mestrado. Escola de Engenharia Mauá. Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia. São Caetano do Sul SP, CRUZ, C. C. A importância do design na embalagem. Cobi Design DONDIS, Donis A. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes, HANLON, J. F., KELSEY, R. J., FORCINIO, H. Handbook of packaging engineering. CRC Press LLC, Boca Ratton, USA, 1998, 3ª Edição apud COSTA, A. N. R. Análise sistêmica de embalagens de polietileno no pós-consumo: emissões, energia e emergia. Dissertação de Mestrado. Escola de Engenharia Mauá. Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia. São Caetano do Sul SP, IBGE INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSITICA. Pesquisa nacional de saneamento básico Disponível em Acesso em 18 nov MESTRINER, F. Design de Embalagem: Curso avançado. 2ª ed. Pearson. São Paulo SP, MESTRINER, F. Design de Embalagem: Curso Básico. Makron Books. São Paulo SP, NEGRÃO, C. CAMARGO, E. Design de embalagem: do marketing à produção. Novatec. São Paulo SP, POPAI THE GLOBAL ASSOCIATION FOR MARKETING AT RETAIL. Estatísticas Disponível em Acesso em 17 jun SILVA, CLAUDIO. Produção gráfica: novas tecnologias. São Paulo: Editora Pancrom, SOUSA, Richard Perassi Luiz de. A visualidade das marcas institucionais e comerciais como campo de significação. Tese de doutorado. São Paulo: PUC, VILLAS-BOAS, ANDRÉ. Produção gráfica para designers. Rio de Janeiro: 2AB, ZUKOWSKI. K. Linguagem visual e cultura de consumo no design de embalagens. Dissertação de Mestrado. Universidade Anhembi Morumbi. São Paulo SP, 2011.
Conteúdo 6 - Flexografia e demais processos. professor Rafael Hoffmann
Conteúdo 6 - Flexografia e demais processos professor Rafael Hoffmann Subtítulo Pode ser considerado um avanço do sistema de impressão tipográfico, ou podemos dizer que a impressão flexográfica se inspirou
Conteúdo 4 - Offset e Rotogravura. professor Rafael Hoffmann
Conteúdo 4 - Offset e Rotogravura professor Rafael Hoffmann Escolha do processo - As vantagens e desvantagens de cada processo e sua adequação às necessidades do projeto. - A tiragem. - O custo médio do
Litografia e Offset. Planografia: Sistemas e processos de impressão. André Villas-Boas. Planografia. Litografia
digital Sistemas e processos de impressão Planografia: e VILLAS-BOAS, André. Produção gráfica para designers. Rio de Janeiro: 2AB, 2008. André Villas-Boas 1 Sistemas de impressão digital Encavografia Matriz
DUPONT CYREL CHAPAS DE ALTA PERFORMANCE
DUPONT CYREL CHAPAS DE ALTA PERFORMANCE Chapas digitais com exclusiva superfície modificada para alta qualidade em alta velocidade www.cyrel.com.br Para mais informações: DuPont Cyrel DSP > Acesse agora
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Unidade Universitária CENTRO DE COMUNICAÇÃO E LETRAS Curso PROPAGANDA, PUBLICIDADE E CRIAÇÃO Disciplina PRODUÇÃO GRÁFICA I Código da Disciplina 120.3341.3 Professor(es) Norberto Gaudêncio Junior José Luiz
Flexografia. Sistemas e processos de impressão: Relevografia tipografia flexografia. Encavografia rotogravura. Planografia litografia offset
Sistemas e processos de impressão: Flexografia VILLAS-BOAS, André. Produção gráfica para designers. Rio de Janeiro: 2AB, 2008. 1 Sistemas de impressão Relevografia Matri z em alto-relevo Matriz em baixo-relevo
PÓS-DRUPA ABTG/ SENAI
2012 PÓS-DRUPA ABTG/ SENAI Flexografia / Rotogravura / Serigrafia Juliana Coelho Jorge Castro Destaques Boas perspectivas de crescimento Automação Consolidação das questões ambientais Equipamentos com
19/9/2011. Canais de distribuição. Introdução
Canais de distribuição Gestão da distribuição Prof. Marco Arbex Introdução Toda produção visa a um ponto final, que é entregar os seus produtos ao consumidor; Se o produto não está disponível na prateleira,
Papéis e outros substratos
Papéis e outros substratos Papel e Papelão este grupo estão os sacos e papéis de embrulho, formas simples e baratas de embalagem, as caixas e cartuchos de papelão liso e as caixas de papelão ondulado.
Visão. O efeito China sobre as importações brasileiras. do Desenvolvimento. nº 89 20 dez 2010
Visão do Desenvolvimento nº 89 20 dez 2010 O efeito China sobre as importações brasileiras Por Fernando Puga e Marcelo Nascimento Economistas da APE País asiático vende cada vez mais produtos intensivos
Tipografia. Sistemas e processos de impressão: Relevografia tipografia flexografia. Encavografia rotogravura. Planografia litografia offset
Sistemas e processos de impressão: Tipografia VILLAS-BOAS, André. Produção gráfica para designers. Rio de Janeiro: 2AB, 2008. 1 Sistemas de impressão Relevografia Matri z em alto-relevo Matriz em baixo-relevo
COMO FAZER FOTOGRAVURA
COMO FAZER FOTOGRAVURA Por Marcos Bonfim 1.Introdução Esse artigo pretende divulgar uma alternativa fácil para produção de fotogravura (photoetched) utilizando recursos de informática, um programa de desenho
Tecnologia inovadora de rolos anilox
Tecnologia inovadora de rolos anilox Versatilidade de impressão e competência de mercado Na Zecher você encontra tudo o que está relacionado com rolos anilox: Tendo começado pela produção dos primeiros
Scribus e o sistema de cores
Scribus e o sistema de cores Por Nélio Gonçalves Godoi Sistemas de cores Conhecer os sistemas de cores RGB e CMYK, e saber convertê-los, é bastante importante para o designer. O sistema de cores aditivas
Administração do Relacionamento com os
Unidade I Administração do Relacionamento com os Clientes Prof. MSc. Marcelo S. Zambon Objetivos da Disciplina Compreender o que são e quem são os clientes. Porque os clientes são vistos como início e
3. Principais processo de produção utilizados para confecção de embalagens
1. Objetivo O objetivo deste parecer é fazer uma descrição dos eventos necessários para caracterizar a atividade gráfica com base internacional (ISO 12637-1 - Graphic Technology - Multilingual Terminology:
CE03 TIPOS DE COMÉRCIO ELETRÔNICO
1 2 Conhecer os diversos tipos de comércio eletrônico e seus benefícios para as empresas e consumidores. 3 Para atingir os objetivos propostos serão abordados os seguintes tópicos: 1. INTRODUÇÃO 2. TIPOS
IMPRESSÃO DIGITAL. O surgimento da impressão digital Tipos de Tecnologias Processo de personalização Custo x benefício impressão digital ou offset
O surgimento da impressão digital Tipos de Tecnologias Processo de personalização Custo x benefício impressão digital ou offset O surgimento da impressão digital O surgimento da impressão digital O termo
Manual de Identidade Visual. 1º Caderno - Características da logomarca e regras gerais de aplicação.
Manual de Identidade Visual 1º Caderno - Características da logomarca e regras gerais de aplicação. Introdução Este manual apresenta, documenta e normatiza a utilização da identidade visual da Agência
Análise de Mercado. Plano de Negócios
Análise de Mercado Plano de Negócios Estudo de Clientes 1 º passo Identificando as características gerais dos clientes Se pessoas físicas Qual a faixa etária? Na maioria são homens o mulheres? Tem família
O SOFTWARE R EM AULAS DE MATEMÁTICA
O SOFTWARE R EM AULAS DE MATEMÁTICA Renata Teófilo de Sousa (autora) Graduanda - Curso de Matemática UVA Arlécia Albuquerque Melo (co-autora) Graduanda - Curso de Matemática UVA Nilton José Neves Cordeiro
Transformando ideias em projetos. Manual de uso - selo semente
Transformando ideias em projetos Manual de uso - selo semente SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 03 SOBRE O SELO... 04 O Selo... 04 CARACTERÍSTICAS... 05 Desenho... 05 Dimensionamento mínimo... 05 Área de interferência...
ONE TOONE CURSOS PARTICULARES ADOBE ACROBAT DC
ONE TOONE CURSOS PARTICULARES ADOBE ACROBAT DC Plano do Curso. Curso One. Os Cursos desenvolvidos pela One To One, são reflexo da experiência profissional no âmbito da Formação, do Design e Comunicação,
DESIGNER, ILUSTRADOR OU ARTISTA.
DESIGNER, ILUSTRADOR OU ARTISTA. Caso você esteja recebendo esse documento por meio de um contato direto da nossa empresa, é sinal que admiramos seu trabalho e estamos interessados em fazer uma parceria.
1 Introdução. 1.1 Importância da Utilização da Amostragem
1 Introdução Um dos principais objetivos da maioria dos estudos, análises ou pesquisas estatísticas é fazer generalizações seguras com base em amostras, sobre as populações das quais as amostras foram
Plano de Ensino PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA APLICADA À ENGENHARIA - CCE0292
Plano de Ensino PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA APLICADA À ENGENHARIA - CCE0292 Título PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA APLICADA À ENGENHARIA Código da disciplina SIA CCE0292 16 Número de semanas de aula 4 Número
RELATÓRIO ENAC. Exame Nacional de Avaliação para Capacitação dos Profissionais Gráficos
Data de emissão: 29/05/2013 À Empresa Gráfica Prezados Senhores, A ABTG, Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica, apresenta os resultados do Enac - Exame Nacional de Avaliação para Capacitação Técnica
Primeira atividade Trabalhando com as cores primárias. Pintar os espaços do gráfico que representam as cores primárias. Objetivos
Primeira atividade Trabalhando com as cores primárias Pintar os espaços do gráfico que representam as cores primárias. Objetivos - Desenvolver o pensamento lógico. - Fazer associações. - Usar o senso estético,
DESIGN GRÁFICO QUE NEGÓCIO É ESSE?
DESIGN GRÁFICO QUE NEGÓCIO É ESSE? O QUE É DESIGN GRÁFICO? Design Gráfico é o planejamento dos aspectos funcionais e visuais de peças gráficas que servem de suporte para a comunicação de diversos tipos
Elaboração e Análise de Projetos
Elaboração e Análise de Projetos Análise de Mercado Professor: Roberto César ANÁLISE DE MERCADO Além de ser o ponto de partida de qualquer projeto, é um dos aspectos mais importantes para a confecção deste.
AGENDA DA AULA -I - Conceito de Marketing; -Orientações para o mercado (produção,
AGENDA DA AULA -I - Conceito de Marketing; -Orientações para o mercado (produção, produto, vendas, marketing, marketing societal). UNIBAN Instituto de Comunicação Curso de Tecnologia em Marketing Unidade
Impressão I. Offset e Flexografia
Impressão I Offset e Flexografia Traço, Meio-Tons e Retícula Traço: não há meio-tom; cor formada por uma única tinta; única cor física Meios-tons: variações de tons; pequenos pontos que misturam-se na
MANUAL DE USO E APLICAÇÃO DE LOGOMARCA COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARANAÍBA
Este guia tem por objetivo orientar tecnicamente a reprodução da logomarca do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba, para que esta preserve sempre suas características originais. O rigor na aplicação
Manual de Identidade Visual
Manual de Identidade Visual Introdução O manual da marca Ligue 180 tem a função de ordenar e padronizar o signo que distingue e diferencia o serviço, compreendendo os padrões e regras de aplicação da marca.
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE LÂMPADAS FLUORESCENTES E LED APLICADO NO IFC CAMPUS LUZERNA
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE LÂMPADAS FLUORESCENTES E LED APLICADO NO IFC CAMPUS LUZERNA Autores: Marina PADILHA, Felipe JUNG, Ernande RODRIGUES Identificação autores: Estudante de Graduação de Engenharia
Conjuntos mecânicos II
A UU L AL A Conjuntos mecânicos II Nesta aula trataremos de outro assunto também relacionado a conjuntos mecânicos: o desenho de conjunto. Introdução Desenho de conjunto Desenho de conjunto é o desenho
Nas próximas páginas apresentaremos. nosso Team e nossos parceiros, venha você também nos fazer uma visita, e completar nosso quadro de. parceiros.
1 2 3 Esta é a primeira edição do catálogo informativo Uniex. O objetivo é informar aos nossos clientes sobre nossas novidades, formas de trabalho, nossos parceiros, e conhecer toda a estrutura, da empresa
Redução no índice de reclamações de clientes relacionado à impressão em couche fosco
FACULDADE SENAI DE TECNOLOGIA GRÁFICA Curso Superior de Tecnologia em Produção Gráfica Redução no índice de reclamações de clientes relacionado à impressão em couche fosco Orientadores: Prof. Andrea Giovanni
alocação de custo têm que ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária (como o aluguel, a supervisão, as chefias, etc.
Professor José Alves Aula pocii Aula 3,4 Custeio por Absorção Custeio significa apropriação de custos. Métodos de Custeio é a forma como são apropriados os custos aos produtos. Assim, existe Custeio por
O SOFTWARE LIVRE COMO FERRAMENTA DE ENSINO
1 O SOFTWARE LIVRE COMO FERRAMENTA DE ENSINO Denise Ester Fonseca de Brito Jefferson Willian Gouveia Monteiro Mariana Vieira Siqueira de Arantes Mateus Palhares Cordeiro Paulo Alfredo Frota Rezeck Thiago
Apresentação da disciplina
FEUP MIEIG & MIEM Ano letivo 2013/14 Disciplina: Gestão da Qualidade Total Apresentação da disciplina (v1 em 2 de setembro) José A. Faria, [email protected] Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto,
Nosso primeiro objetivo com este documento é requisição de capital para expansão da empresa devido à demanda pelos clientes.
Plano de Negócios Sumário 1. Resumo executivo 2. O serviço - Características - Diferencial tecnológico - Pesquisa e desenvolvimento 3. O mercado - Clientes - Concorrentes 4. Empresa - Definição da empresa
Inventário de Estoques
Inventário de Estoques O inventário de estoques constitui-se em uma ferramenta de importância fundamental para o aperfeiçoamento dos controles internos da organização, mitigando riscos de perdas, proporcionando
a) Bens não duráveis de consumo; b) Serviços de consumo; c) Bens de consumo e investimento. Marque a alternativa que complete os espaços acima:
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI NÚCLEO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GABARITO ECONOMIA E SEMINÁRIOS GRUPO: ECONOMIA E SEMINÁRIOS DATA: HORÁRIO: NOME DO CANDIDATO:
LEYA BIKES CARTA- CONVITE LICITAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE CONSULTORIA
LEYA BIKES CARTA- CONVITE LICITAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE CONSULTORIA 1. OBJETO 1.1. A LEYA BIKES S.A realizará licitação para a prestação dos serviços de Consultoria em Comunicação, levando em conta
CURSO VOCACIONAL DE ARTE E PUBLICIDADE
CURSO VOCACIONAL DE ARTE E PUBLICIDADE Planificação Anual - 2015-2016 Ensino Básico 9º Ano 2º Ano - Atividade Vocacional FOTOGRAFIA DIGITAL MATRIZ DE CONTEÚDOS E DE PROCEDIMENTOS Conteúdos Procedimentos
Manual do Processo de Planejamento da UFSC. Departamento de Planejamento SEPLAN/UFSC
Manual do Processo de Planejamento da UFSC 2010 Departamento de Planejamento SEPLAN/UFSC Apresentação Este documento descreve o processo de planejamento que vem sendo implantado na Universidade Federal
PROJETO EM GESTÃO DE PRODUÇÃO
PROJETO EM GESTÃO DE PRODUÇÃO Aula 5 Profª. Ms. Eng. Aline Soares Pereira SISTEMAS PRODUTIVOS I 1 Objetivo da aula Apresentar conceitos sobre o que é projeto de gestão da produção. Quais objetivos a atividade
A DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS NO BRASIL
A DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS NO BRASIL Perspectivas e Desafios 4º LUBGRAX Meeting agosto 2013 Quem é a ASSOCIQUIM? A Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos,
LOGÍSTICA REVERSA ou o Reverso da Logística e LOGÍSTICA AMBIENTAL
LOGÍSTICA REVERSA ou o Reverso da Logística e LOGÍSTICA AMBIENTAL 01 / 24 Ao final destes módulos m os participantes estarão aptos a: Identificar a importância da Logística Reversa Conhecer as atividades
Resinas Solvay Indupa: mais charme e beleza aos Laminados de PVC
Resinas Solvay Indupa: mais charme e beleza aos Laminados de PVC Tradição e Versatilidade As resinas de PVC Emulsão da Solvay Indupa do Brasil podem ser utilizadas nos mais diversos segmentos e nas mais
Administração de Sistemas de Informação
Administração de Sistemas de Informação A tecnologia da informação está em toda parte nos negócios 1 Departamentos comuns em uma organização FUNDAMENTOS DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO FUNDAMENTOS DA TECNOLOGIA
GESTÃO DE SERVIÇOS. Desejos. Necessidades
Desejos Auto Realização Auto-Estima Social Segurança Fisiológicas Deficiência de necessidade Necessidades ATENÇÃO: Quanto mais se cresce na pirâmide no que tange a satisfação das necessidades, as necessidades
Polpa e Suco de Frutas
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Agroindústria de Alimentos Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Iniciando um
ANÁLISE DO LAYOUT DE UMA INDÚSTRIA MOVELEIRA Luiz Augusto Perret*, Giordano Marques Corradi, Eduardo da Silva Lopes, Éverton Hillig
ANÁLISE DO LAYOUT DE UMA INDÚSTRIA MOVELEIRA Luiz Augusto Perret*, Giordano Marques Corradi, Eduardo da Silva Lopes, Éverton Hillig Departamento de Engenharia Florestal Universidade Estadual do Centro-Oeste,
Brochura - Panorama ILOS. Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil A percepção das empresas contratantes de transporte
Brochura - Panorama ILOS Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil A percepção das empresas contratantes de transporte 2016 Apresentação A atividade de transporte representa mais da metade dos gastos das
Produtividade e investimento
BOLETIM: Março/2016 Produtividade e investimento PESQUISA DE PRODUTIVIDADE SOBRE A EQUIPE TÉCNICA DA FUNDAÇÃO DOM CABRAL (FDC) COORDENAÇÃO TÉCNICA DA PESQUISA DE PRODUTIVIDADE: Hugo Ferreira Braga Tadeu
COLOR & TRIM TALENTO VW 2016
COLOR & TRIM TALENTO VW 2016 Color & Trim não significa projetar a forma de interiores de automóveis. Seu conceito está muito além: trata-se, sobretudo, de potencializar o grau de interrelação entre o
Avaliação da Satisfação do Cliente de Informática
Avaliação da Satisfação do Cliente de Informática JULIANO MAIA ARINS Orientador: Everaldo Artur Grahl Roteiro de Apresentação Introdução Objetivos Qualidade de Software Qualidade Princípios da Qualidade
NOTAS DE AULAS - III
Módulo: Processo de Fabricação III - INJEÇÃO Injeção Metálica (Fundição Sob Pressão) Injeção Metálica, ou Fundição Sob Pressão é o processo metal-mecânico no qual o metal fundido é, sob pressão, forçado
Proporcionar a modelagem de sistemas utilizando todos os conceitos da orientação a objeto;
Módulo 7 UML Na disciplina de Estrutura de Sistemas de Informação, fizemos uma rápida passagem sobre a UML onde falamos da sua importância na modelagem dos sistemas de informação. Neste capítulo, nos aprofundaremos
Oportunidade de Negócio: CLÍNICA DE ESTÉTICA
Oportunidade de Negócio: CLÍNICA DE ESTÉTICA Maio/2007 1 OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO FICHA BÁSICA SEGMENTO: Prestação de Serviços - Clinica de Estética DESCRIÇÃO: Prestação de serviços pessoais na área de
PRODUTIVIDADE DO TRABALHO Fevereiro de 2014
PRODUTIVIDADE DO TRABALHO Fevereiro de 2014 SUMÁRIO EXECUTIVO A produtividade do trabalho da indústria catarinense variou 2% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano anterior. No primeiro bimestre de
ICEI Índice de Confiança do Empresário Industrial Julho/07 Interiorização da Sondagem
Resultado do ICEI - Índice de Confiança do Empresário Industrial - nas Regionais FIESP Projeto de de Opinião CNI (DEPAR/DEPECON) Introdução A Sondagem Industrial é uma pesquisa qualitativa realizada trimestralmente
M A N U A L D E I D E N T I D A D E V I S U A L
M A N U A L D E I D E N T I D A D E V I S U A L ÍNDICE 1. Considerações Iniciais... 01 2. Apresentação... 02 3. Cores Institucionais... 03 4. Reprodução da Marca... 04 5. Redução da Marca... 05 6. Arejamento
Objetivos. Arquitetura x86. Evolução dos Microprocessadores com arquitetura x86. Universidade São Judas Tadeu. Introdução à Computação
Universidade São Judas Tadeu Prof. André Luiz Ribeiro Prof. Jorge Luis Pirolla Introdução à Computação Microprocessadores e Arquitetura (2) - FEDELI, Ricardo D.; POLLONI, Enrico G.; PERES, Fernando E.
No arquivo Exames e Provas podem ser consultados itens e critérios de classificação de provas desta disciplina.
INFORMAÇÃO-PROVA GEOMETRIA DESCRITIVA A Novembro de 2016 Prova 708 11.º Ano de Escolaridade (Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho) O presente documento divulga informação relativa à prova de exame final
BANCADA PARA TESTES DE MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA COM APLICAÇÃO EM ARREFECIMENTO AUTOMOTIVO
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELETROTÉCNICA CURSO ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA/ ELETROTÉCNICA FILLIPE ALEXANDRE MORAES BANCADA PARA TESTES DE MOTORES DE CORRENTE
SIG. USANDO A TECNOLOGIA COMO SUPORTE Tecnologias de Apoio
SIG USANDO A TECNOLOGIA COMO SUPORTE Tecnologias de Apoio Os Sistemas de Informações e os Sistemas de Informações Gerenciais (SIG) podem ser manuais e eletrônicos. I parte SIGs eletrônicos Tecnologias
SERIGRAFIA PARA CAPA DE LIVROS
CURSOS DE VERÃO SERIGRAFIA PARA CAPA DE LIVROS COORDENAÇÃO Tita Nigrí CARGA HORÁRIA 15 horas IDIOMA Português INÍCIO 23 de janeiro de 2016 TÉRMINO 01 de fevereiro de 2016 AULAS sábado, 23/01 das 10h às
Universidade do Estado de Mato Grosso MANUAL DE IDENTIDADE VISUAL & APLICAÇÃO DE MARCA
MANUAL DE IDENTIDADE VISUAL & APLICAÇÃO DE MARCA índice 1. Apresentação 01 8. Área de proteção 07 2. Conceito 02 9. Grade de construção 08 3. Assinatura 03 10. Redução mínima 09 5. Tipologia 04 11. Aplicações
Aplicando o Design Gráfico para Rotulagem de Vinhos Produzido pelo Produtor Zonta
Aplicando o Design Gráfico para Rotulagem de Vinhos Produzido pelo Produtor Zonta Acadêmica: Franciele Cristina Giunta,Orientador: Luis Claudio M. Vieira, Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC-
Produção de Vídeos Didáticos: Tábua de Galton
UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas; IFGW Instituto de Física Gleb Watagin; Relatório Final de F 809, Instrumentação para ensino: Produção de Vídeos Didáticos: Tábua de Galton André de Ávila Acquaviva,
6 CONCEPÇÃO BÁSICA DO SISTEMA DE APOIO À DECISÃO
78 6 CONCEPÇÃO BÁSICA DO SISTEMA DE APOIO À DECISÃO Neste capítulo serão apresentados: o sistema proposto, o procedimento de solução para utilização do sistema e a interface gráfica, onde é ilustrada a
MANUAL DE INSTALAÇÃO DA CORTINA DE AR INTERNATIONAL
MANUAL DE INSTALAÇÃO DA CORTINA DE AR INTERNATIONAL APRESENTAÇÃO Agradecemos pela preferência na escolha de produtos International Refrigeração. Este documento foi elaborado cuidadosamente para orientar
UNIPAC Araguari FACAE - Faculdade de Ciências Administrativas e Exatas SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
UNIPAC Araguari FACAE - Faculdade de Ciências Administrativas e Exatas SISTEMAS DE INFORMAÇÃO SAD Sistemas de Apoio à Decisão 2011/02 Aula Cinco [email protected] Modelos de decisão Sistemas de
CURSO DE MOLDES EM MÓDULOS OU COMPLETO
CURSO DE MOLDES EM MÓDULOS OU COMPLETO Com Prof/Artista.: Vinicios Jorge Curso de Moldes Fusion FX e Mundo Mágico arte compartilhada Este curso foi pensado e desenvolvido para que você possa aprender e
Guia de qualidade de cores
Página 1 de 7 Guia de qualidade de cores O Guia de qualidade de cores ajuda os usuários a entender como as operações disponíveis na impressora podem ser usadas para ajustar e personalizar a saída colorida.
MEDIDAS FÍSICAS FEX 1001
1 MEDIDAS FÍSICAS FEX 1001 Objetivos Realizar medidas diretas (diâmetro, comprimento, largura, espessura, massa e força) expressando-as com a quantidade correta de algarismos signicativos. Realizar medidas
MANUAL DE FECHAMENTO DE ARQUIVOS
MANUAL DE FECHAMENTO DE ARQUIVOS índice informações gerais 03 sangra e marcas de corte 04 faca / verniz localizado / relevo / hot stamping 05 wire-o e espiral 06 paginação 07 lombada quadrada 08 dobra
INTRODUÇÃO. Os dois pilares do Sistema Toyota de Produção são o just-in-time e a automação com toque humano, ou autonomação.
FERRAMENTA ANDON INTRODUÇÃO Os dois pilares do Sistema Toyota de Produção são o just-in-time e a automação com toque humano, ou autonomação. Assim, duas importantes ferramentas nesse novo modo de produção
Pernambuco. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Pernambuco (1991, 2000 e 2010)
Pernambuco Em, no estado de Pernambuco (PE), moravam 8,8 milhões de pessoas, onde parcela relevante (7,4%; 648,7 mil habitantes) tinha 65 ou mais anos de idade. O estado era composto de 185 municípios,
ASSESSORIA, CONSULTORIA E DESENVOLVIMENTO DE EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA O UP DA START-UP
ASSESSORIA, CONSULTORIA E DESENVOLVIMENTO DE EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA O UP DA START-UP Temas Introdução a Inovação O que é Inovação? Quais os tipos de Inovação? Por que Inovar? Como Inovar? O ciclo
Capítulo 10. Aspectos Econômicos da Comercialização e Custo de Produção do Milho Verde 10.1. Introdução
Capítulo 10. Aspectos Econômicos da Comercialização e Custo de Produção do Milho Verde 10.1. Introdução O milho verde é um tipo especial de milho, como o milho doce, milho pipoca, milho ceroso, milho branco,
Manutenção total aplicada em ferramentarias
Manutenção total aplicada em ferramentarias Por: Sérgio Borcato Roberto Mariotti A medição da eficiência dos equipamentos de manufatura vem se tornando essencial para a resolução de problemas e para melhoria
XXI Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e XIX Workshop ANPROTEC. Conhecimento em ação
TERRITÓRIO E INOVAÇÃO: POR UMA POLÍTICA DE INCUBAÇÃO DE EMPRESAS DE DESIGN NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO XXI Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e XIX Workshop ANPROTEC OUTUBRO
ULTI RESUMOS ARTES 2 ULTIRESUMOS.COM.BR
ULTI RESUMOS ARTES 2 ULTIRESUMOS.COM.BR Nota: O resumo está semelhante ao resumo enviado pelo professor Eduardo (Xuxu). As alterações são apenas na formatação. 1. Briefing 1.1. O que é Briefing O briefing
Conteúdo: Aula 1: Aproveitamento do lixo por meio de reciclagem Aula 2: Revisão e Avaliação CONTEÚDO E HABILIDADES REVISÃO I REVISÃO II REVISÃO III
E HABILIDADES REVISÃO I REVISÃO II REVISÃO III Conteúdo: Aula 1: Aproveitamento do lixo por meio de reciclagem Aula 2: Revisão e Avaliação 2 ARTES E HABILIDADES REVISÃO I REVISÃO II REVISÃO III Habilidades:
BLOCO K Jan-2016. EFD ICMS/IPI Bloco K
EFD ICMS/IPI Bloco K BLOCO K Jan-2016 Governança e Conformidade Legal Oportunidade para Melhorias de Produtividade Exige Integração de Processos e Áreas Funcionais Processos Integrados (ERP) é Fundamental
II-388 - REDUÇÃO E ECONOMIA DE ÁGUA NO SETOR INDUSTRIAL DE CURTUME COM O REUSO DO SEU EFLUENTE TRATADO
II-388 - REDUÇÃO E ECONOMIA DE ÁGUA NO SETOR INDUSTRIAL DE CURTUME COM O REUSO DO SEU EFLUENTE TRATADO Maria de Fátima Almeida Vieira (1) Engenheira Química pela Universidade Federal da Paraíba. Mestre
Conteúdo 5 - Serigrafia e Sublimação. professor Rafael Hoffmann
Conteúdo 5 - Serigrafia e Sublimação professor Rafael Hoffmann No processo coloca-se o suporte por baixo da matriz (tela), coloca-se a tinta por cima e com a ajuda de uma espátula faz-se pressão na tinta
INCLUSÃO NO ENSINO DE FÍSICA: ACÚSTICA PARA SURDOS
INCLUSÃO NO ENSINO DE FÍSICA: ACÚSTICA PARA SURDOS Jederson Willian Pereira de Castro Helena Libardi Escola Estadual Sinhá Andrade SEE/MG Universidade Federal de Lavras Eixo Temático: Pesquisa e inovação
3 Informações para Coordenação da Execução de Testes
Informações para Coordenação da Execução de Testes 32 3 Informações para Coordenação da Execução de Testes Diversas ferramentas oferecidas na literatura têm auxiliado na coordenação da execução dos testes
Aumento do emprego contrasta com desindustrialização em SP e RJ
3 set 2007 Nº 35 Aumento do emprego contrasta com desindustrialização em SP e RJ Por Antonio Marcos Ambrozio Economista da SAE Vagas na indústria de transformação foram deslocadas para outras regiões do
