Interpretação de Exames Laboratoriais
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- Malu Lima Padilha
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1 Interpretação de Exames Laboratoriais Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello
2 EXAMES LABORATORIAIS ; Coerências das solicitações; Associar a fisiopatologia; Correlacionar os diversos tipos de exames; A clínica é a observação prioritária, porém algumas alterações laboratoriais, ocorrem anteriormentes às alterações morfo-funcionais; As dúvidas devem ser compartilhadas com a equipe e é comum a realização de novos exames;
3 LABORATÓRIO CLÍNICO Local para as diversas análises de materiais clínicos, com procedimentos qualitativos e quantitativos, que poderão dar suporte a conduta clínica de acordo com os parâmetros dos valores de referência.
4 EXAMES LABORATORIAIS SETORES ( BIOQUÍMICA, HEMATOLOGIA, IMUNOLOGIA, COPROLOGIA, URINÁLISE, BACTERIOLOGIA E CITOPATOLOGIA); AMOSTRAS : Sangue, urina, fezes, secreções e líquidos orgânicos, lavados e aspirados, biópsias, catéteres;
5 BIOQUÍMICA DO SANGUE GLICOSE ( GLICEMIA, TESTES DE TOLERÂNCIA); LIPIDOGRAMA ( COLESTEROL, TRIGLICERÍDEOS, HDL E LDL); PROVAS DE FUNÇÃO RENAL ( URÉIA, CREATININA); ÁCIDO ÚRICO ;
6 BIOQUÍMICA DO SANGUE HEPATOGRAMA ( BILIRRUBINAS, TGO, TGP, FOSFATASE ALCALINA E GAMA GT); ENZIMAS : - CARDÍACAS (CK, CK-MB E LDH); - PANCREÁTICAS (AMILASE E LIPASE); - HEPÁTICAS; ELETRÓLITOS (Na, K, Cl, Ca, Mg, P, Fe) ; HORMÔNIOS (HIPOFISÁRIOS, TIREOIDEANOS, SUPRA-RENAIS, OVARIANOS);
7 Avaliação hematológica HEMOGRAMA (SÉRIE VERMELHA e SÉRIE BRANCA ) COAGULOGRAMA ( TEMPOS DE SANGRAMENTO E COAGULAÇÃO, FRAGILIDADE CAPILAR, RETRAÇÃO DO COÁGULO, PLAQUETOMETRIA, TAP E PTT) CLASSIFICAÇÃO SANGÜÍNEA CONTAGEM DE RETICULÓCITOS
8 Avaliação hematológica Série Branca: Leucometria global (WBC= white blood cell); Leucometria específica (contagem de Shilling); Contagem de plaquetas.(trombometria);
9 Valores normais e termos clínicos: Hemácias: (masc.: 4,5-5,0 x 106 e fem.:4,0-4,5 x 106mm³) HEMOGLOBINA - 13,5 a 16,5 g/dl ( 1/3 do Hto. Normal) (>) Policitemia: desidratação, hiperplasia medular, altitudes e hipertrofia muscular. (<) Hipoglobulia: anemia, hemorragia, leucemias, hepatopatias e nefropatias.
10 Valores normais e termos clínicos: Leucócitos: (adulto: a /mm³) (>) Leucocitose: infecções bacterianas e leucemias. (<) Leucopenia: infecções viróticas, alergias e aplasias.
11 ABORDAGEM CLÍNICA ANEMIAS - FERROPÊNICAS - HEMOGLOBINOPATIAS - HEMOLÍTICAS - APLÁSICAS - ENZIMOPATIAS - CARENCIAIS VITAMÍNICAS
12 Hematologia
13 Células Sanguíneas
14 Hematologia - Hemograma Série vermelha(eritrócitos) Hemácia: célula destituída de núcleo em forma de disco bicôncavo. Normocítica( normal) Normocrômica( ) Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
15 As hemácias apresentam coloração central mais pálida e coloração um pouco mais escura na periferia Número de glóbulos vermelhos: Os valores normais variam de acordo com o sexo e com a idade. Valores normais: Homem de , Mulher de Seu resultado é dado em número por litro.
16 Hematologia - Hemograma Valores analisados: Hemácias; Hemoglobina pigmento; Hematócrito volume globular (célula por volume de sangue) ; Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
17 Hemoglobina ( Hb) A hemoglobina (freqüentemente abreviada como Hb) é uma metaloproteína que contém ferro presente nos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e que permite o transporte de oxigênio
18 Hematologia - Hemograma Valores analisados: Valores Hemantimétricos: VCM volume de cada hemácia (volume); HCM hemoglobina por hemácia (cor); CHCM % de cada hemácia que é composta por hemoglobina. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
19 Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
20 Drogas causam:anemia Antineoplásicas Cloranfenicol Fenilbutazona Redução na Produção Penicilina Metildopa Hemólise Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
21 Drogas causam: Distúrbio nos Leucócitos Dipirona Fenilbutazona AINH Cloranfenicol Sulfas Clorpromazina Cefalosporina Anticonvulsivantes Corticosteróide Lítium Eosinofilia Leucopenia Neutrofilia Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
22 Drogas causam: Distúrbio nas Plaquetas Heparina Digital Quinidina Tiazídico Imipramina Fenotiazida Sulfas Cefalosporina e Penicilinas Redução do Número Plaquetas Redução da Agregação plaquetária Aspirina e AINH Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
23 Hematologia - Hemograma Anomalia das Hemácias: Alteração na Forma Anisocitose, Poiquilocitose, Esferócitos, Ovalócitos, Drepanócitos (Falciforme), Acantócitos; Alteração na Cor Policromasia, Hipocromia; Alteração no Tamanho Microcitose, Macrocitose. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
24 Alterações nas Hemácias
25 Hematologia - Hemograma Anemia Alteração em um dos valores hemácia, hemoglobina ou hematócrito; Tipos de classificação de anemia: Quanto ao tamanho da Hemácia; Quanto à quantidade de Hemoglobina. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
26 Hematologia - Leucograma Série Branca: Defesa Leucócitos céls incolores do sangue, responsáveis pelo sistema imune
27 Hematologia - Leucograma Elementos Mielóides Granulócitos ou Polimorfonucleares Neutrófilos participam da reação inflamatória e podem indicar uma infecção bacteriana; Eosinófilos grande indicador de infecção parasitária e também estão muito presentes em reações alérgicas do organismo; Basófilos Participam de reações alérgicas e liberam os mediadores para a circulação. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
28 Hematologia - Leucograma Elementos Linfóides Linfócitos do tipo B (produção de anticorpos contra um determinado agressor) e T(extrema importância para o sistema imune); Monócitos dão origem aos Macrófagos.
29 FUNÇÕES BÁSICAS DOS NEUTRÓFILOS QUIMIOTAXIA TECIDUAL(locomoção orientada ao longo de um gradiente químico) FAGOCITOSE DE BACTÉRIAS DESTRUIÇÃO DE BACTÉRIAS FAGOSSOMA Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
30 FUNÇÕES BÁSICAS DOS EOSINÓFILOS QUIMIOTAXIA PARA EXUDATOS RESPOSTA ALÉRGICA DEFESA CONTRA PARASITAS REMOÇÃO DE FIBRINA FORMADA DURANTE INFLAMAÇÃO ATACANDO LARVA DE ESQUISTOSSOMA Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
31 FUNÇÕES BÁSICAS DOS BASÓFILOS LIBERAM HISTAMINA VASODILATAÇÃO Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
32 FUNÇÕES BÁSICAS DOS LINFÓCITOS AÇÃO CITOTÓXICA (T-CD8) AÇÃO AUXILIAR (T-CD4) AÇÃO DESTRUIDORA (NK) PRODUÇÃO DE ANTICORPOS ESPECÍFICOS E CÉLULAS DE MEMÓRIA (B ATIVADO) Profa. Prof.André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
33 FUNÇÕES BÁSICAS DOS LINFÓCITOS CITOTÓXICO CD8 ATACANDO CÉLULA INFECTADA NK ATACANDO CÉLULA CANCEROSA Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
34 FUNÇÕES BÁSICAS DOS MONÓCITOS FAGOCITOSE NO SANGUE LIBERAÇÃO DE CITOCINAS, INTERLEUCINAS E FATORES DE CRESCIMENTO CELULAR MIGRAÇÃO TECIDUAL MACRÓFAGOS FAGOCITOSE DE GORDURA
35 Hematologia - Leucograma Valores analisados: Leucócitos totais; Metamielócitos, Mielócitos e Bastonetes; Neutrófilos; Basófilos; Eosinófilos; Linfócitos; Monócitos. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
36 Hematologia - Leucograma Análise: Número aumentado; Número reduzido; Desvio a esquerda aparecimento de células imaturas. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
37 ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DOS LEUCÓCITOS LEUCOCITOSES: a /mm 3 Discreta a /mm 3 Moderada a /mm 3 Acentuada a /mm 3 Reação Leucemóide > Maioria dos processos Profa. leucêmicos Eloá Medeiros
38 LEUCOCITOSES DECORRÊNCIAS POR NEUTROFILIA POR LINFOCITOSE POR EOSINOFILIA Fisiológicas Reacionais Leucemias Reacionais Leucemias Reacionais Familiar Leucemias POR MONOCITOSE Reacionais Leucemias Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
39 Hematologia - Coagulograma Plaquetas é um fragmento discóide anucleado do citoplasma do megacariócito; Coagulação processo fisiológico que leva à formação de rede de filamentos de fibrina.
40 Hemostasia Primária Vasoconstrição: Adesão: Inicia-se quando as plaquetas se aderem ao endotélio vascular.. Ativação Plaquetária: plaquetas, mudam de forma e liberam conteúdos dos seus grânulos no plasma entre eles produtos de oxidação do ácido aracdônico pela via cicloxigenase (PGH2 e seu produto, o tromboxane), ADP, fator de ativação plaquetária (PAF). uso de aspirina por um indivíduo, ocorre a inativação da enzima cicloxigenase evitando a síntese de PGH2 e tromboxane e ocorre um prolongamento do tempo de sangramento. Agregação plaquetária: as plaquetas se agregam uma às outras, formando o chamado "trombo branco
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42 Hematologia - Coagulograma Exames: Contagem de Plaquetas; Tempo de Coagulação alterado nos distúrbios que afetam a formação da fibrina ( fatores da coagulação via intrínseca) ; Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
43 Hematologia - Coagulograma Exames: Tempo de Sangramento é um indicador de alterações numéricas (quantitativas) e funcionais (qualitativas) das plaquetas; Prova do Laço mede a hemostasia primária (observação do número de petéquias); Retração do Coágulo avaliação de deficiências funcionais das plaquetas; Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
44 Hematologia - Coagulograma Exames: Tempo de Atividade da Protrombina As anormalidades na via extrínseca e comum da cascata de coagulação podem prolongar o TP (fatores VII, V, X, protrombina ou fibrinogênio); Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
45 Hematologia - Coagulograma Exames: Tempo de Tromboplastina parcial avalia as vias intrínseca e comum da cascata da coagulação (pré-calicreína, cininogênio de alto peso molecular, fatores XII, XI, IX, VIII, X, V,protrombina e fibrinogênio) Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
46 Hematologia - Coagulograma Exames: Velocidade de Hemossedimentação resultado de sedimentação das hemácias e atividade das substâncias plasmáticas, principalmente o fibrinogênio e as proteínas de fase aguda. Processos inflamatórios leva a uma agregação maior das hemácias. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
47 Bioquímica - Sangue Lipídeos Plasmáticos: Triglicerídeos; Colesterol; Lipoproteínas: LDL; HDL; VLDL; Relação entre eles. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
48 HIPERCOLESTEROLEMIA Os níveis de colesterol plasmático iniciam o seu aumento com o nascimento, mostrando uma leve depressão na adolescência, sofrendo uma nova elevação na idade adulta. Apesar de alguns estudos avaliarem os teores lipídicos em crianças, não existem, até o momento, resultados prospectivos que permitam determinar valores "seguros" ou desejáveis para este grupo. Em aproximadamente 95% dos pacientes com hipercolesterolemia primária, a anormalidade é devida a combinação de fatores dietéticos e vários defeitos genéticos. Aterosclerose A lesão aterosclerótica no homem é caracterizada pelo acúmulo de lipídios dentro e ao redor das células do espaço intimal e está associada com a proliferação celular e fibrose que provocam o estreitamente do lúmem do vaso. A deposição de lipídios é um evento precoce e o colesterol, presente na parede arterial, é derivado principalmente das lipoproteínas de baixa densidade (LDL). As placas ateroscleróticas são, óbviamente, estruturas complexas. O colesterol-ldl é somente uma das causas. Dentre os vários fatores que contribuem para as lesões ateroscleróticas estão a lesão endotelial e a adesão plaquetária. Amostras colhidas até 24 horas após o infarto do miocárdio não apresentam alterações marcantes no colesterol plasmático. Medidas realizadas alguns dias ou até semanas após o infarto mostram valores diminuídos de colesterol.
49 DETERMINAÇÃO DO COLESTEROL TOTAL Paciente. Permanecer em jejum à exceção da água, durante12-14 h e abster-se de álcool durante 24 h antes da prova, A última refeição antes do teste não deve conter alimentos ricos em colesterol e o conteúdo de gordura total não deve ultrapassar os 30%. Se possível, suspender as drogas que afetam os resultados durante 24 h antes da prova. Interferências. Resultados falsamente elevados: adrenalina, androgênios, anticoncepcionais orais, ácido ascórbico, brometos, borato de adrenalina, clorpropamina, corticoesteróides, fenitoína, iodetos, levodopa, sulfonamidas e viomicina. Resultados falsamente reduzidos: ácido aminossalicílico, clofibrato, heparina, niacina, tetraciclínas, tiazidas e vitamina A. Valores de referência para o colesterol total em adultos (mg/dl) Desejável: <200 Limítrofes: 200 a 240 Elevados: >240
50 COLESTEROL LDL As lipoproteínas de baixa densidade (LDL) são formadas, principalmente, ou talvez em sua totalidade, na circulação a partir das VLDL e, provavelmente, da degradação dos quilomícrons. É a partícula lipídica mais aterogênica no sangue, pois o colesterol LDL constitui ao redor de dois terços do colesterol total plasmático. Os níveis elevados de LDL estão diretamente associados no prognóstico de risco de aterosclerose coronariana. Os valores de colesterol-ldl são também obtidos em mg/dl por cálculo pela fórmula de Friedewald: Colesterol LDL = Colesterol total - (colesterol HDL + triglicerídios/5) Obtém-se bons resultados com a aplicação desta fórmula, quando os triglicerídios são menores que 400 mg/dl e em ausência de quilomícrons. Valores de referência para o colesterol LDL Desejável: <130 Limítrofe: 130 a 160 Elevado: >160 mgldl
51 Valores de referência para os trígilcerídios (mg/dl) Desejável: <200 Limítrofes: 200 a 400 Elevado: 400 a 1000 Alto risco: >1000
52 Bioquímica - Sangue Provas de Função Hepática: Enzimas Celulares indicadoras de lesão hepatocítica: TGO (transaminase glutâmica oxalacética)ou AST está presente no citoplasma e também nas mitocôndrias e também são comumente encontrados no infarto agudo do miocárdio; TGP (transaminase glutâmica pirúvica)ou ALT sua origem é predominantemente citoplasmática ; Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
53 ENZIMOLOGIA CLÍNICA 1- TGO (AST): Amostra: sangue Recipiente: tubo tampa tijolo Valor de referência: 40 U/L É a enzima que realiza a transferência do grupamento amina do aspartato para o cetoglutarato, gerando ácido oxaloacético e o acido glutâmico. Encontrada no miocárdio, fígado, musculatura esquelética, rim e cérebro. Auxilia no diagnostico de doenças cardíacas, hepáticas e musculares.
54 Os níveis de TGO flutuam em resposta à extensão da necrose celular, mostrando elevações transientes mínimas no início do processo da doença e elevações extremas durante a maior parte da fase aguda. A elevação em níveis de TGO indica aumento da gravidade da doença e comprometimento dos tecidos; uma diminuição indica resolução da doença e recuperação do tecido.
55 ENZIMOLOGIA CLÍNICA 2- TGP (ALT): Amostra: sangue Recipiente: tubo tampa tijolo Valor de referência: 45 U/L É a enzima intracelular presente principalmente no fígado e rim. E em pequena quantidade nos músculos, que realiza a transferência do grupamento amina da alanina para o cetoglutarato, gerando ácido pirúvico e o acido glutâmico. É um dos principais marcadores hepatocelular. Aumentado em: hepatites infecciosa e tóxica, pancreatites, cirrose, icterícia obstrutiva e carcinoma hepático.
56 Níveis muito altos de TGP (até 50 vezes o normal) sugerem hepatite viral ou grave, induzida por droga, ou outra doença hepática com necrose extensa. Níveis de moderados a altos indicam mononucleose infecciosa, hepatite crônica, colestase intra-hepática ou colecistite, hepatite viral aguda no início ou no processo de cura, ou congestão hepática grave originária de insuficiência cardíaca.
57 AUMENTOS DAS AMINOTRANSFERASES Desordens hepatocelulares. A AST (GOT) e a ALT (TGP) são enzimas intracelulares presentes em grandes quantidades no citoplasma dos hepatócitos. Lesões ou destruição das células hepáticas liberam estas enzimas para a circulação. A ALT (GPT) é encontrada principalmente no citoplasma do hepatócito, enquanto 80% da AST(GOT) está presente na mitocôndria. Esta diferença tem auxiliado no diagnóstico e prognóstico de doenças hepáticas..
58 Bioquímica - Sangue Provas de Função Renal: Uréia sérica produto do catabolismo de aminoácidos e proteínas, da ativ. Renal concentração no sangue; Creatina sérica proveniente do metabolismo muscular, da ativ. Renal concentração no sangue; Ácido úrico sérico doença renal com uremia.
59 Valores de referência Os valores de referência ou normais para a creatinina: Adulto: 0,60 a 1,30 mg/dl, Criança 0 a 1 semana: 0,60 a 1,30 mg/dl, Criança 1 a 6 meses : 0,40 a 0,60 mg/dl, Criança 1 a 18 anos : 0,40 a 0,90 mg/dl. Estes valores podem ter ligeiras variações dependendo do laboratório.
60 A creatinina avalia o ritmo de filtração glomerular, aumenta sua concentração no sangue a medida que reduz a taxa de filtração renal, em função desta característica é possível analisar este produto presente no sangue para identificar alterações
61 Paciente diabético 1 -GLICEMIA...: 194 mg/dl VR: Normal : 70 a 100 mg/dl Intolerancia glicose Jejum: 101 a 125 mg/dl Diabetes mellitus : > 126 mg/dl em 2 amostras em jejum OBS: Novos criterios recomendados pela American Diabetes Association, Diabetes Care 26:3160, GLICOSE POS-PRANDIAL (2h APOS ALMOCO ou lanche)...: 155 mg/dl VR: Inferior a 140 mg/dl Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 1 12/2008
62 1 -HEMOGLOBINA GLICOSILADA.(glicada)...: 7.9 % VR: 4.0 A 6.5 %(HBG) OBS: O metodo utilizado (HPLC - Variant HbA1C Program-BioRad) esta certificado pelo NGSP (National Glycohemoglobin Standardization Program). A meta a ser atingida para controle do diabetes mellitus deve ser < 7%. OBS: A DETERMINACAO DA HEMOGLOBINA GLICOSILADA SO REFLETE MUDANCAS SIGNIFICATIVAS, APOS 3 A 4 MESES DO INICIO DE UMA DIETA OU TERAPIA. 1 -FRUTOSAMINA - PROTEINA GLICOSILADA...: 3.00 mmol/l VR: 1.87 a 2.87 mmol/l Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
63 Função Pancreática Amilase(agudo) Lipase( crônica) Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008
64 ENZIMOLOGIA CLÍNICA ROTINA PANCREÁTICA: 1- Amilase: Amostra: sangue Recipiente: tubo tampa tijolo Condições: jejum de 8 horas VR= 22 a 108 U/L São hidrolases que degradam complexos de carboidratos (amido), com origem predominante do pâncreas, glândulas salivares e fígado.
65 ENZIMOLOGIA CLÍNICA 2- Lipases: Amostra: sangue Recipiente: tubo tampa tijolo (sem Ac) Condições: jejum de 8 horas VR= 23 a 300 U/L São enzimas capazes de quebrar os triglicerídeos em ácidos graxos e glicerol. Possui origem pancreática.
66 ENZIMOLOGIA CLÍNICA Hipolipasemia: disfunção pancreática, final da gravidez, tuberculose e diabetes. Hiperlipasemia: Pancreatite aguda, pancreatopatias crônicas, icterícia hepática, cirrose, úlcera duodenal e litíase..
67 ENZIMOLOGIA CLÍNICA O diagnóstico de doenças pancreáticas depende da determinação enzimática, pois os sintomas clínicos se assemelham aos de enfarte agudo do miocárdio. As doenças pancreáticas mais importantes são a pancreatite aguda, a pancreatite crônica e o carcinoma pancreático. Em pancreatites agudas, o aumento da -amilase e a lipase sérica é significativo no início da doença. A progressão da doença é caracterizada pelo aumento da amilase, podendo chegar a ser encontrada até na urina (amilasúria).
68 ENZIMOLOGIA CLÍNICA Em pancreatites crônicas, é comum ocorrer a insuficiência enzimática, principalmente a diminuição da lipase por ser uma molécula de grande peso molecular. No carcinoma do pâncreas ocorre também a insuficiência enzimática, mas se distingue das demais por apresentar um aumento de amilase na urina, que é identificado pela dosagem de amilase na urina 24 horas.
69 ENZIMOLOGIA CLÍNICA Rotina cardíaca: A rotina cardíaca tem como objetivo principal o diagnóstico do enfarte do miocárdio, que é realizado através de determinações das atividades enzimáticas. Tanto o diagnóstico como o controle da evolução da doença obrigam a determinações seriadas da CPK, TGO, TGP, LDH,Além da isoenzima CK-MB.
70 ENZIMOLOGIA CLÍNICA A CPK (creatino-fosfoquinase) é a enzima responsável pela quebra da creatina fosfato (CP), que gera energia nos músculos. Ela apresenta três isoenzimas: CK-MB enzima encontrada em grande quantidade na musculatura cardíaca. CK-MM enzima encontrada em grande quantidade na musculatura esquelética. CK-BB enzima encontrada em grande quantidade no cérebro.
71 ENZIMOLOGIA CLÍNICA A CK-MB não é uma enzima específica do miocárdio (do contrário da CK-BB no cérebro), porque ela ocorre também em pequenas quantidades noutros órgãos.
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