Interpretação de Exames Laboratoriais

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Interpretação de Exames Laboratoriais"

Transcrição

1 Interpretação de Exames Laboratoriais Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello

2 EXAMES LABORATORIAIS ; Coerências das solicitações; Associar a fisiopatologia; Correlacionar os diversos tipos de exames; A clínica é a observação prioritária, porém algumas alterações laboratoriais, ocorrem anteriormentes às alterações morfo-funcionais; As dúvidas devem ser compartilhadas com a equipe e é comum a realização de novos exames;

3 LABORATÓRIO CLÍNICO Local para as diversas análises de materiais clínicos, com procedimentos qualitativos e quantitativos, que poderão dar suporte a conduta clínica de acordo com os parâmetros dos valores de referência.

4 EXAMES LABORATORIAIS SETORES ( BIOQUÍMICA, HEMATOLOGIA, IMUNOLOGIA, COPROLOGIA, URINÁLISE, BACTERIOLOGIA E CITOPATOLOGIA); AMOSTRAS : Sangue, urina, fezes, secreções e líquidos orgânicos, lavados e aspirados, biópsias, catéteres;

5 BIOQUÍMICA DO SANGUE GLICOSE ( GLICEMIA, TESTES DE TOLERÂNCIA); LIPIDOGRAMA ( COLESTEROL, TRIGLICERÍDEOS, HDL E LDL); PROVAS DE FUNÇÃO RENAL ( URÉIA, CREATININA); ÁCIDO ÚRICO ;

6 BIOQUÍMICA DO SANGUE HEPATOGRAMA ( BILIRRUBINAS, TGO, TGP, FOSFATASE ALCALINA E GAMA GT); ENZIMAS : - CARDÍACAS (CK, CK-MB E LDH); - PANCREÁTICAS (AMILASE E LIPASE); - HEPÁTICAS; ELETRÓLITOS (Na, K, Cl, Ca, Mg, P, Fe) ; HORMÔNIOS (HIPOFISÁRIOS, TIREOIDEANOS, SUPRA-RENAIS, OVARIANOS);

7 Avaliação hematológica HEMOGRAMA (SÉRIE VERMELHA e SÉRIE BRANCA ) COAGULOGRAMA ( TEMPOS DE SANGRAMENTO E COAGULAÇÃO, FRAGILIDADE CAPILAR, RETRAÇÃO DO COÁGULO, PLAQUETOMETRIA, TAP E PTT) CLASSIFICAÇÃO SANGÜÍNEA CONTAGEM DE RETICULÓCITOS

8 Avaliação hematológica Série Branca: Leucometria global (WBC= white blood cell); Leucometria específica (contagem de Shilling); Contagem de plaquetas.(trombometria);

9 Valores normais e termos clínicos: Hemácias: (masc.: 4,5-5,0 x 106 e fem.:4,0-4,5 x 106mm³) HEMOGLOBINA - 13,5 a 16,5 g/dl ( 1/3 do Hto. Normal) (>) Policitemia: desidratação, hiperplasia medular, altitudes e hipertrofia muscular. (<) Hipoglobulia: anemia, hemorragia, leucemias, hepatopatias e nefropatias.

10 Valores normais e termos clínicos: Leucócitos: (adulto: a /mm³) (>) Leucocitose: infecções bacterianas e leucemias. (<) Leucopenia: infecções viróticas, alergias e aplasias.

11 ABORDAGEM CLÍNICA ANEMIAS - FERROPÊNICAS - HEMOGLOBINOPATIAS - HEMOLÍTICAS - APLÁSICAS - ENZIMOPATIAS - CARENCIAIS VITAMÍNICAS

12 Hematologia

13 Células Sanguíneas

14 Hematologia - Hemograma Série vermelha(eritrócitos) Hemácia: célula destituída de núcleo em forma de disco bicôncavo. Normocítica( normal) Normocrômica( ) Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

15 As hemácias apresentam coloração central mais pálida e coloração um pouco mais escura na periferia Número de glóbulos vermelhos: Os valores normais variam de acordo com o sexo e com a idade. Valores normais: Homem de , Mulher de Seu resultado é dado em número por litro.

16 Hematologia - Hemograma Valores analisados: Hemácias; Hemoglobina pigmento; Hematócrito volume globular (célula por volume de sangue) ; Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

17 Hemoglobina ( Hb) A hemoglobina (freqüentemente abreviada como Hb) é uma metaloproteína que contém ferro presente nos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e que permite o transporte de oxigênio

18 Hematologia - Hemograma Valores analisados: Valores Hemantimétricos: VCM volume de cada hemácia (volume); HCM hemoglobina por hemácia (cor); CHCM % de cada hemácia que é composta por hemoglobina. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

19 Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

20 Drogas causam:anemia Antineoplásicas Cloranfenicol Fenilbutazona Redução na Produção Penicilina Metildopa Hemólise Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

21 Drogas causam: Distúrbio nos Leucócitos Dipirona Fenilbutazona AINH Cloranfenicol Sulfas Clorpromazina Cefalosporina Anticonvulsivantes Corticosteróide Lítium Eosinofilia Leucopenia Neutrofilia Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

22 Drogas causam: Distúrbio nas Plaquetas Heparina Digital Quinidina Tiazídico Imipramina Fenotiazida Sulfas Cefalosporina e Penicilinas Redução do Número Plaquetas Redução da Agregação plaquetária Aspirina e AINH Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

23 Hematologia - Hemograma Anomalia das Hemácias: Alteração na Forma Anisocitose, Poiquilocitose, Esferócitos, Ovalócitos, Drepanócitos (Falciforme), Acantócitos; Alteração na Cor Policromasia, Hipocromia; Alteração no Tamanho Microcitose, Macrocitose. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

24 Alterações nas Hemácias

25 Hematologia - Hemograma Anemia Alteração em um dos valores hemácia, hemoglobina ou hematócrito; Tipos de classificação de anemia: Quanto ao tamanho da Hemácia; Quanto à quantidade de Hemoglobina. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

26 Hematologia - Leucograma Série Branca: Defesa Leucócitos céls incolores do sangue, responsáveis pelo sistema imune

27 Hematologia - Leucograma Elementos Mielóides Granulócitos ou Polimorfonucleares Neutrófilos participam da reação inflamatória e podem indicar uma infecção bacteriana; Eosinófilos grande indicador de infecção parasitária e também estão muito presentes em reações alérgicas do organismo; Basófilos Participam de reações alérgicas e liberam os mediadores para a circulação. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

28 Hematologia - Leucograma Elementos Linfóides Linfócitos do tipo B (produção de anticorpos contra um determinado agressor) e T(extrema importância para o sistema imune); Monócitos dão origem aos Macrófagos.

29 FUNÇÕES BÁSICAS DOS NEUTRÓFILOS QUIMIOTAXIA TECIDUAL(locomoção orientada ao longo de um gradiente químico) FAGOCITOSE DE BACTÉRIAS DESTRUIÇÃO DE BACTÉRIAS FAGOSSOMA Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

30 FUNÇÕES BÁSICAS DOS EOSINÓFILOS QUIMIOTAXIA PARA EXUDATOS RESPOSTA ALÉRGICA DEFESA CONTRA PARASITAS REMOÇÃO DE FIBRINA FORMADA DURANTE INFLAMAÇÃO ATACANDO LARVA DE ESQUISTOSSOMA Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

31 FUNÇÕES BÁSICAS DOS BASÓFILOS LIBERAM HISTAMINA VASODILATAÇÃO Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

32 FUNÇÕES BÁSICAS DOS LINFÓCITOS AÇÃO CITOTÓXICA (T-CD8) AÇÃO AUXILIAR (T-CD4) AÇÃO DESTRUIDORA (NK) PRODUÇÃO DE ANTICORPOS ESPECÍFICOS E CÉLULAS DE MEMÓRIA (B ATIVADO) Profa. Prof.André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

33 FUNÇÕES BÁSICAS DOS LINFÓCITOS CITOTÓXICO CD8 ATACANDO CÉLULA INFECTADA NK ATACANDO CÉLULA CANCEROSA Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

34 FUNÇÕES BÁSICAS DOS MONÓCITOS FAGOCITOSE NO SANGUE LIBERAÇÃO DE CITOCINAS, INTERLEUCINAS E FATORES DE CRESCIMENTO CELULAR MIGRAÇÃO TECIDUAL MACRÓFAGOS FAGOCITOSE DE GORDURA

35 Hematologia - Leucograma Valores analisados: Leucócitos totais; Metamielócitos, Mielócitos e Bastonetes; Neutrófilos; Basófilos; Eosinófilos; Linfócitos; Monócitos. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

36 Hematologia - Leucograma Análise: Número aumentado; Número reduzido; Desvio a esquerda aparecimento de células imaturas. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

37 ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DOS LEUCÓCITOS LEUCOCITOSES: a /mm 3 Discreta a /mm 3 Moderada a /mm 3 Acentuada a /mm 3 Reação Leucemóide > Maioria dos processos Profa. leucêmicos Eloá Medeiros

38 LEUCOCITOSES DECORRÊNCIAS POR NEUTROFILIA POR LINFOCITOSE POR EOSINOFILIA Fisiológicas Reacionais Leucemias Reacionais Leucemias Reacionais Familiar Leucemias POR MONOCITOSE Reacionais Leucemias Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

39 Hematologia - Coagulograma Plaquetas é um fragmento discóide anucleado do citoplasma do megacariócito; Coagulação processo fisiológico que leva à formação de rede de filamentos de fibrina.

40 Hemostasia Primária Vasoconstrição: Adesão: Inicia-se quando as plaquetas se aderem ao endotélio vascular.. Ativação Plaquetária: plaquetas, mudam de forma e liberam conteúdos dos seus grânulos no plasma entre eles produtos de oxidação do ácido aracdônico pela via cicloxigenase (PGH2 e seu produto, o tromboxane), ADP, fator de ativação plaquetária (PAF). uso de aspirina por um indivíduo, ocorre a inativação da enzima cicloxigenase evitando a síntese de PGH2 e tromboxane e ocorre um prolongamento do tempo de sangramento. Agregação plaquetária: as plaquetas se agregam uma às outras, formando o chamado "trombo branco

41

42 Hematologia - Coagulograma Exames: Contagem de Plaquetas; Tempo de Coagulação alterado nos distúrbios que afetam a formação da fibrina ( fatores da coagulação via intrínseca) ; Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

43 Hematologia - Coagulograma Exames: Tempo de Sangramento é um indicador de alterações numéricas (quantitativas) e funcionais (qualitativas) das plaquetas; Prova do Laço mede a hemostasia primária (observação do número de petéquias); Retração do Coágulo avaliação de deficiências funcionais das plaquetas; Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

44 Hematologia - Coagulograma Exames: Tempo de Atividade da Protrombina As anormalidades na via extrínseca e comum da cascata de coagulação podem prolongar o TP (fatores VII, V, X, protrombina ou fibrinogênio); Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

45 Hematologia - Coagulograma Exames: Tempo de Tromboplastina parcial avalia as vias intrínseca e comum da cascata da coagulação (pré-calicreína, cininogênio de alto peso molecular, fatores XII, XI, IX, VIII, X, V,protrombina e fibrinogênio) Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

46 Hematologia - Coagulograma Exames: Velocidade de Hemossedimentação resultado de sedimentação das hemácias e atividade das substâncias plasmáticas, principalmente o fibrinogênio e as proteínas de fase aguda. Processos inflamatórios leva a uma agregação maior das hemácias. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

47 Bioquímica - Sangue Lipídeos Plasmáticos: Triglicerídeos; Colesterol; Lipoproteínas: LDL; HDL; VLDL; Relação entre eles. Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

48 HIPERCOLESTEROLEMIA Os níveis de colesterol plasmático iniciam o seu aumento com o nascimento, mostrando uma leve depressão na adolescência, sofrendo uma nova elevação na idade adulta. Apesar de alguns estudos avaliarem os teores lipídicos em crianças, não existem, até o momento, resultados prospectivos que permitam determinar valores "seguros" ou desejáveis para este grupo. Em aproximadamente 95% dos pacientes com hipercolesterolemia primária, a anormalidade é devida a combinação de fatores dietéticos e vários defeitos genéticos. Aterosclerose A lesão aterosclerótica no homem é caracterizada pelo acúmulo de lipídios dentro e ao redor das células do espaço intimal e está associada com a proliferação celular e fibrose que provocam o estreitamente do lúmem do vaso. A deposição de lipídios é um evento precoce e o colesterol, presente na parede arterial, é derivado principalmente das lipoproteínas de baixa densidade (LDL). As placas ateroscleróticas são, óbviamente, estruturas complexas. O colesterol-ldl é somente uma das causas. Dentre os vários fatores que contribuem para as lesões ateroscleróticas estão a lesão endotelial e a adesão plaquetária. Amostras colhidas até 24 horas após o infarto do miocárdio não apresentam alterações marcantes no colesterol plasmático. Medidas realizadas alguns dias ou até semanas após o infarto mostram valores diminuídos de colesterol.

49 DETERMINAÇÃO DO COLESTEROL TOTAL Paciente. Permanecer em jejum à exceção da água, durante12-14 h e abster-se de álcool durante 24 h antes da prova, A última refeição antes do teste não deve conter alimentos ricos em colesterol e o conteúdo de gordura total não deve ultrapassar os 30%. Se possível, suspender as drogas que afetam os resultados durante 24 h antes da prova. Interferências. Resultados falsamente elevados: adrenalina, androgênios, anticoncepcionais orais, ácido ascórbico, brometos, borato de adrenalina, clorpropamina, corticoesteróides, fenitoína, iodetos, levodopa, sulfonamidas e viomicina. Resultados falsamente reduzidos: ácido aminossalicílico, clofibrato, heparina, niacina, tetraciclínas, tiazidas e vitamina A. Valores de referência para o colesterol total em adultos (mg/dl) Desejável: <200 Limítrofes: 200 a 240 Elevados: >240

50 COLESTEROL LDL As lipoproteínas de baixa densidade (LDL) são formadas, principalmente, ou talvez em sua totalidade, na circulação a partir das VLDL e, provavelmente, da degradação dos quilomícrons. É a partícula lipídica mais aterogênica no sangue, pois o colesterol LDL constitui ao redor de dois terços do colesterol total plasmático. Os níveis elevados de LDL estão diretamente associados no prognóstico de risco de aterosclerose coronariana. Os valores de colesterol-ldl são também obtidos em mg/dl por cálculo pela fórmula de Friedewald: Colesterol LDL = Colesterol total - (colesterol HDL + triglicerídios/5) Obtém-se bons resultados com a aplicação desta fórmula, quando os triglicerídios são menores que 400 mg/dl e em ausência de quilomícrons. Valores de referência para o colesterol LDL Desejável: <130 Limítrofe: 130 a 160 Elevado: >160 mgldl

51 Valores de referência para os trígilcerídios (mg/dl) Desejável: <200 Limítrofes: 200 a 400 Elevado: 400 a 1000 Alto risco: >1000

52 Bioquímica - Sangue Provas de Função Hepática: Enzimas Celulares indicadoras de lesão hepatocítica: TGO (transaminase glutâmica oxalacética)ou AST está presente no citoplasma e também nas mitocôndrias e também são comumente encontrados no infarto agudo do miocárdio; TGP (transaminase glutâmica pirúvica)ou ALT sua origem é predominantemente citoplasmática ; Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

53 ENZIMOLOGIA CLÍNICA 1- TGO (AST): Amostra: sangue Recipiente: tubo tampa tijolo Valor de referência: 40 U/L É a enzima que realiza a transferência do grupamento amina do aspartato para o cetoglutarato, gerando ácido oxaloacético e o acido glutâmico. Encontrada no miocárdio, fígado, musculatura esquelética, rim e cérebro. Auxilia no diagnostico de doenças cardíacas, hepáticas e musculares.

54 Os níveis de TGO flutuam em resposta à extensão da necrose celular, mostrando elevações transientes mínimas no início do processo da doença e elevações extremas durante a maior parte da fase aguda. A elevação em níveis de TGO indica aumento da gravidade da doença e comprometimento dos tecidos; uma diminuição indica resolução da doença e recuperação do tecido.

55 ENZIMOLOGIA CLÍNICA 2- TGP (ALT): Amostra: sangue Recipiente: tubo tampa tijolo Valor de referência: 45 U/L É a enzima intracelular presente principalmente no fígado e rim. E em pequena quantidade nos músculos, que realiza a transferência do grupamento amina da alanina para o cetoglutarato, gerando ácido pirúvico e o acido glutâmico. É um dos principais marcadores hepatocelular. Aumentado em: hepatites infecciosa e tóxica, pancreatites, cirrose, icterícia obstrutiva e carcinoma hepático.

56 Níveis muito altos de TGP (até 50 vezes o normal) sugerem hepatite viral ou grave, induzida por droga, ou outra doença hepática com necrose extensa. Níveis de moderados a altos indicam mononucleose infecciosa, hepatite crônica, colestase intra-hepática ou colecistite, hepatite viral aguda no início ou no processo de cura, ou congestão hepática grave originária de insuficiência cardíaca.

57 AUMENTOS DAS AMINOTRANSFERASES Desordens hepatocelulares. A AST (GOT) e a ALT (TGP) são enzimas intracelulares presentes em grandes quantidades no citoplasma dos hepatócitos. Lesões ou destruição das células hepáticas liberam estas enzimas para a circulação. A ALT (GPT) é encontrada principalmente no citoplasma do hepatócito, enquanto 80% da AST(GOT) está presente na mitocôndria. Esta diferença tem auxiliado no diagnóstico e prognóstico de doenças hepáticas..

58 Bioquímica - Sangue Provas de Função Renal: Uréia sérica produto do catabolismo de aminoácidos e proteínas, da ativ. Renal concentração no sangue; Creatina sérica proveniente do metabolismo muscular, da ativ. Renal concentração no sangue; Ácido úrico sérico doença renal com uremia.

59 Valores de referência Os valores de referência ou normais para a creatinina: Adulto: 0,60 a 1,30 mg/dl, Criança 0 a 1 semana: 0,60 a 1,30 mg/dl, Criança 1 a 6 meses : 0,40 a 0,60 mg/dl, Criança 1 a 18 anos : 0,40 a 0,90 mg/dl. Estes valores podem ter ligeiras variações dependendo do laboratório.

60 A creatinina avalia o ritmo de filtração glomerular, aumenta sua concentração no sangue a medida que reduz a taxa de filtração renal, em função desta característica é possível analisar este produto presente no sangue para identificar alterações

61 Paciente diabético 1 -GLICEMIA...: 194 mg/dl VR: Normal : 70 a 100 mg/dl Intolerancia glicose Jejum: 101 a 125 mg/dl Diabetes mellitus : > 126 mg/dl em 2 amostras em jejum OBS: Novos criterios recomendados pela American Diabetes Association, Diabetes Care 26:3160, GLICOSE POS-PRANDIAL (2h APOS ALMOCO ou lanche)...: 155 mg/dl VR: Inferior a 140 mg/dl Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 1 12/2008

62 1 -HEMOGLOBINA GLICOSILADA.(glicada)...: 7.9 % VR: 4.0 A 6.5 %(HBG) OBS: O metodo utilizado (HPLC - Variant HbA1C Program-BioRad) esta certificado pelo NGSP (National Glycohemoglobin Standardization Program). A meta a ser atingida para controle do diabetes mellitus deve ser < 7%. OBS: A DETERMINACAO DA HEMOGLOBINA GLICOSILADA SO REFLETE MUDANCAS SIGNIFICATIVAS, APOS 3 A 4 MESES DO INICIO DE UMA DIETA OU TERAPIA. 1 -FRUTOSAMINA - PROTEINA GLICOSILADA...: 3.00 mmol/l VR: 1.87 a 2.87 mmol/l Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

63 Função Pancreática Amilase(agudo) Lipase( crônica) Profa. Prof. André Eloá Medeiros Rebello 12/2008

64 ENZIMOLOGIA CLÍNICA ROTINA PANCREÁTICA: 1- Amilase: Amostra: sangue Recipiente: tubo tampa tijolo Condições: jejum de 8 horas VR= 22 a 108 U/L São hidrolases que degradam complexos de carboidratos (amido), com origem predominante do pâncreas, glândulas salivares e fígado.

65 ENZIMOLOGIA CLÍNICA 2- Lipases: Amostra: sangue Recipiente: tubo tampa tijolo (sem Ac) Condições: jejum de 8 horas VR= 23 a 300 U/L São enzimas capazes de quebrar os triglicerídeos em ácidos graxos e glicerol. Possui origem pancreática.

66 ENZIMOLOGIA CLÍNICA Hipolipasemia: disfunção pancreática, final da gravidez, tuberculose e diabetes. Hiperlipasemia: Pancreatite aguda, pancreatopatias crônicas, icterícia hepática, cirrose, úlcera duodenal e litíase..

67 ENZIMOLOGIA CLÍNICA O diagnóstico de doenças pancreáticas depende da determinação enzimática, pois os sintomas clínicos se assemelham aos de enfarte agudo do miocárdio. As doenças pancreáticas mais importantes são a pancreatite aguda, a pancreatite crônica e o carcinoma pancreático. Em pancreatites agudas, o aumento da -amilase e a lipase sérica é significativo no início da doença. A progressão da doença é caracterizada pelo aumento da amilase, podendo chegar a ser encontrada até na urina (amilasúria).

68 ENZIMOLOGIA CLÍNICA Em pancreatites crônicas, é comum ocorrer a insuficiência enzimática, principalmente a diminuição da lipase por ser uma molécula de grande peso molecular. No carcinoma do pâncreas ocorre também a insuficiência enzimática, mas se distingue das demais por apresentar um aumento de amilase na urina, que é identificado pela dosagem de amilase na urina 24 horas.

69 ENZIMOLOGIA CLÍNICA Rotina cardíaca: A rotina cardíaca tem como objetivo principal o diagnóstico do enfarte do miocárdio, que é realizado através de determinações das atividades enzimáticas. Tanto o diagnóstico como o controle da evolução da doença obrigam a determinações seriadas da CPK, TGO, TGP, LDH,Além da isoenzima CK-MB.

70 ENZIMOLOGIA CLÍNICA A CPK (creatino-fosfoquinase) é a enzima responsável pela quebra da creatina fosfato (CP), que gera energia nos músculos. Ela apresenta três isoenzimas: CK-MB enzima encontrada em grande quantidade na musculatura cardíaca. CK-MM enzima encontrada em grande quantidade na musculatura esquelética. CK-BB enzima encontrada em grande quantidade no cérebro.

71 ENZIMOLOGIA CLÍNICA A CK-MB não é uma enzima específica do miocárdio (do contrário da CK-BB no cérebro), porque ela ocorre também em pequenas quantidades noutros órgãos.

72

73

74

75

FUNÇÃO HEPÁTICA. Msc. Danielle Rachel

FUNÇÃO HEPÁTICA. Msc. Danielle Rachel FUNÇÃO HEPÁTICA Msc. Danielle Rachel 1 S FÍGADO 2 FUNÇÃO S Órgão de funções múltiplas e fundamentais para o funcionamento do organismo. Entre elas, destacam-se: ü Armazenamento de glicose: O glicogênio

Leia mais

EXAMES LABORATORIAIS PROF. DR. CARLOS CEZAR I. S. OVALLE

EXAMES LABORATORIAIS PROF. DR. CARLOS CEZAR I. S. OVALLE EXAMES LABORATORIAIS PROF. DR. CARLOS CEZAR I. S. OVALLE EXAMES LABORATORIAIS Coerências das solicitações; Associar a fisiopatologia; Correlacionar os diversos tipos de exames; A clínica é a observação

Leia mais

Sangue Eritrócitos. Fisiologia Molecular BCT 2S/2011. Universidade Federal de São Paulo EPM/UNIFESP

Sangue Eritrócitos. Fisiologia Molecular BCT 2S/2011. Universidade Federal de São Paulo EPM/UNIFESP Sangue Eritrócitos Fisiologia Molecular BCT 2S/2011 Universidade Federal de São Paulo EPM/UNIFESP FUNÇÕES DO SANGUE 1) Respiratória: transporte dos gases O 2 e CO 2 2) Nutritiva: transporte dos diversos

Leia mais

Enzimologia Clínica. Catalisadores biológicos de reacções metabólicas Função em reacção específica

Enzimologia Clínica. Catalisadores biológicos de reacções metabólicas Função em reacção específica Enzimologia Clínica Catalisadores biológicos de reacções metabólicas Função em reacção específica Presentes nas células A maioria proteínas sintetizadas sob controlo de genes específicos Nomenclatura 1

Leia mais

Resultados de Exames. Data do Exame: 16/04/2015. GASOMETRIA VENOSA Método: Potenciometria/Amperometria/Espectrofotometria

Resultados de Exames. Data do Exame: 16/04/2015. GASOMETRIA VENOSA Método: Potenciometria/Amperometria/Espectrofotometria Data do Exame: 16/04/2015 Paciente: CLAUDIA MACEDO Resultados de Exames GASOMETRIA VENOSA Método: Potenciometria/Amperometria/Espectrofotometria ph : 7,37 7,33 a 7,43 po2 : 157 mmhg 30 a 50 mmhg pco2:

Leia mais

Sistema Circulatório: O Sangue

Sistema Circulatório: O Sangue Sistema Circulatório: O Sangue A composição do sangue Embora o sangue tenha uma aparência homogênea, se observado ao microscópio, logo se notará sua composição heterogênea. Isto significa que o sangue

Leia mais

Parasitológico de Fezes

Parasitológico de Fezes Data de impressão: 03/04/2012 14:52:53 Parasitológico de Fezes Material: Fezes (a fresco) Método: HPJ e Microscopia Ótica Resultado: Análise Macroscópica: - Consistência: Pastosa - Coloração...: Castanho

Leia mais

Irene Biasoli. Professora Adjunta da Faculdade de Medicina da UFRJ, Serviço de Hematologia do HUCFF da UFRJ, Rio de Janeiro.

Irene Biasoli. Professora Adjunta da Faculdade de Medicina da UFRJ, Serviço de Hematologia do HUCFF da UFRJ, Rio de Janeiro. Tema ABORDAGEM INICIAL AO PACIENTE COM ANEMIA Parte 1. Elaborador Irene Biasoli. Professora Adjunta da Faculdade de Medicina da UFRJ, Serviço de Hematologia do HUCFF da UFRJ, Rio de Janeiro. Caso clínico

Leia mais

Texto de apoio ao professor

Texto de apoio ao professor Texto de apoio ao professor T1 Introdução: O sistema cárdio-respiratório, é composto pelos sistemas circulatório e respiratório. Este permite que todas as células do corpo recebam os elementos necessários

Leia mais

3231.5653 MANUAL DE COLETA O L aboratório de Patologia Animal- SANIMAL foi fundado com o intuito

3231.5653 MANUAL DE COLETA O L aboratório de Patologia Animal- SANIMAL foi fundado com o intuito Laboratório de Patologia Animal - SANIMAL Rua Antônio Augusto, 2083 - Lj. 3 - Aldeota - Fone: (85) 3231.5653 - CEP 60110-370 E-mail: [email protected] Fortaleza - Ceará MANUAL DE COLETA O Laboratório

Leia mais

DISTÚRBIOS SISTÊMICOS E O PERIODONTO

DISTÚRBIOS SISTÊMICOS E O PERIODONTO INAPÓS - Faculdade de Odontologia e Pós Graduação Curso de Graduação em Odontologia Disciplina de Periodontia 5 o período DISTÚRBIOS SISTÊMICOS E O PERIODONTO Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira http://lucinei.wikispaces.com

Leia mais

O QUE É ANEMIA???? ANEMIA HEMOLÍTICA IMUNOMEDIADA 25/07/2014. Não é uma doença. Pode ocorrer em diversas condições

O QUE É ANEMIA???? ANEMIA HEMOLÍTICA IMUNOMEDIADA 25/07/2014. Não é uma doença. Pode ocorrer em diversas condições ANEMIA HEMOLÍTICA IMUNOMEDIADA M. V. Dra. Paula Nunes Rosato [email protected] Santos Julho/2014 O QUE É ANEMIA???? Não é uma doença Pode ocorrer em diversas condições 1 Hepatócito Hemácias novas

Leia mais

ANÁLISES LABORATORIAIS DAS COAGULOPATIAS E TROMBOFILIAS

ANÁLISES LABORATORIAIS DAS COAGULOPATIAS E TROMBOFILIAS ANÁLISES LABORATORIAIS DAS COAGULOPATIAS E TROMBOFILIAS UM RETROSPECTO BÁSICO PROF.DR.PAULO CESAR NAOUM Academia de Ciência e Tecnologia de São José do Rio Preto,SP 2014 OS PARTICIPANTES BÁSICOS DE HEMOSTASIA,

Leia mais

Sangue Professor: Fernando Stuchi

Sangue Professor: Fernando Stuchi Zoologia e Histologia Animal Sangue Professor: Fernando Stuchi Sangue Em animais invertebrados o líquido circulante no interior do sistema cardiovascular é a hemolinfa. Nos vertebrados esse liquido é o

Leia mais

HEMOSTASIA. é o processo no qual o organismo mantém o sangue fluído, solidificando-o quando existe lesão

HEMOSTASIA. é o processo no qual o organismo mantém o sangue fluído, solidificando-o quando existe lesão HEMOSTASIA HEMOSTASIA é o processo no qual o organismo mantém o sangue fluído, solidificando-o quando existe lesão Fatores envolvidos -vasos sanguíneos -plaquetas -fatores prócoagulantes plásmaticos -agentes

Leia mais

Papel do Laboratório de Microbiologia no Diagnóstico Laboratorial: Orientações para a Prática e

Papel do Laboratório de Microbiologia no Diagnóstico Laboratorial: Orientações para a Prática e Papel do Laboratório de Microbiologia no Diagnóstico Laboratorial: Orientações para a Prática e Conduta. QUESTÕES DE PROVAS; CONTEÚDO DAS PRÓXIMAS AULAS; HORÁRIO DE ATENDIMENTO ON-LINE; blog do professor:

Leia mais

Lisossomos. Os lisossomos são organelas citoplasmáticas possuem cerca de 40 enzimas hidrolíticas.

Lisossomos. Os lisossomos são organelas citoplasmáticas possuem cerca de 40 enzimas hidrolíticas. Lisossomos Os lisossomos são organelas citoplasmáticas possuem cerca de 40 enzimas hidrolíticas. Essas enzimas atuam em um em grande número de substratos. A principal função destas organelas é a digestão

Leia mais

A Química da Vida. Anderson Dias Felipe Knak

A Química da Vida. Anderson Dias Felipe Knak A Química da Vida Anderson Dias Felipe Knak A ÁGUA NAS CÉLULAS A água é imprescindível à vida dos indivíduos, independendo da espécie, idade, metabolismo e/ou grupo celular. A água exerce função de transporte

Leia mais

Metabolismo dos Carboidratos

Metabolismo dos Carboidratos Metabolismo dos Carboidratos Disciplina: Nutrição Aplicada a Educação Física Prof ₐ Mda. Vanessa Ribeiro dos Santos Definição O que são carboidratos? Os carboidratos são compostos orgânicos que contêm:

Leia mais

Diagnóstico Diferencial e Tratamento

Diagnóstico Diferencial e Tratamento Diagnóstico Diferencial e Tratamento das Anemias na Infância Adriano Taniguchi Hematologista Pediátrico Hospital de Clínicas de Porto Alegre Hospital da Criança Santo Antônio Objetivos da Aula Diagnóstico

Leia mais

HEMOGRAMA COMPLETO Método : Análise realizada por Citometria de fluxo fluorescente e impedância "XE2100-Sysmex" Material: SANGUE TOTAL COM EDTA

HEMOGRAMA COMPLETO Método : Análise realizada por Citometria de fluxo fluorescente e impedância XE2100-Sysmex Material: SANGUE TOTAL COM EDTA Unidade :CRISPIM Página: 1/18 HEMOGRAMA COMPLETO Método : Análise realizada por Citometria de fluxo fluorescente e impedância "XE2100-Sysmex" Material: SANGUE TOTAL COM EDTA Eritrograma Valores de Referência

Leia mais

O Colesterol na Prática Médica

O Colesterol na Prática Médica O Colesterol na Prática Médica 1 Metabolismo do Colesterol o colesterol encontra se presente na dieta de todos os indivíduos, especialmente daqueles que consomem produtos animais, visto que, este esteróide

Leia mais

Imunologia. Introdução. Imunidade = resistência a infecções. Células, tecidos e moléculas que medeiam resistência = sistema imune

Imunologia. Introdução. Imunidade = resistência a infecções. Células, tecidos e moléculas que medeiam resistência = sistema imune Imunologia Definição: Estudo do sistema imune (SI) e dos mecanismos que os seres humanos e outros animais usam para defender seus corpos da invasão de microorganimos. Introdução Imunidade = resistência

Leia mais

TÉCNICA EM LABORATÓRIO/ ANÁLISES CLÍNICAS

TÉCNICA EM LABORATÓRIO/ ANÁLISES CLÍNICAS UFF UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CCM CENTRO DE CIÊNCIAS MÉDICAS HUAP HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTONIO PEDRO TÉCNICA EM LABORATÓRIO/ ANÁLISES CLÍNICAS Parte I: Múltipla Escolha 01 É muito comum chegar

Leia mais

Glândulas. Paratireóides

Glândulas. Paratireóides Glândulas Paratireóides Paratôrmonio (PTH) Essencial para a vida Regulação da [Ca +2 ] plasmática. Baixa [Ca 2+ ] no plasma Células da Paratireóide Retroalimentação Negativa Hormônio da Paratireóide Controle

Leia mais

Grandes Áreas de Ensino da Saúde Especialização Patologia Clínica em Oncologia

Grandes Áreas de Ensino da Saúde Especialização Patologia Clínica em Oncologia Concurso INCA 2010 Grandes Áreas de Ensino da Saúde Especialização Patologia Clínica em Oncologia Este Caderno contém vinte questões discursivas de Conhecimentos Específicos correspondente ao curso descrito

Leia mais

INTEGRAÇÃO E REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO

INTEGRAÇÃO E REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO INTEGRAÇÃO E REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO INTEGRAÇÃO E REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO 1) MECANISMOS DE REGULAÇÃO METABÓLICA 2) ESPECIALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS Cérebro, Músculos, Tecido Adiposo e Fígado

Leia mais

Bioenergética FONTES ENERGÉTICAS. BE066 Fisiologia do Exercício. Sergio Gregorio da Silva, PhD. Definição de Energia! Capacidade de realizar trabalho

Bioenergética FONTES ENERGÉTICAS. BE066 Fisiologia do Exercício. Sergio Gregorio da Silva, PhD. Definição de Energia! Capacidade de realizar trabalho BE066 Fisiologia do Exercício Bioenergética Sergio Gregorio da Silva, PhD FONTES ENERGÉTICAS Definição de Energia! Capacidade de realizar trabalho Definição de Trabalho! Aplicação de força através de uma

Leia mais

ATIVIDADE DE REVISÃO E CONSOLIDAÇÃO DOS CONTEÚDOS DO PRIMEIRO BIMESTRE

ATIVIDADE DE REVISÃO E CONSOLIDAÇÃO DOS CONTEÚDOS DO PRIMEIRO BIMESTRE UNIVERSIDADE DE CUIABÁ NÚCLEO DE DISCIPLINAS INTEGRADAS DISCIPLINA DE CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS IV ATIVIDADE DE REVISÃO E CONSOLIDAÇÃO DOS CONTEÚDOS DO PRIMEIRO BIMESTRE NOME: DATA: Instruções: Esta atividade

Leia mais

FISIOLOGIA ANIMAL - UERJ

FISIOLOGIA ANIMAL - UERJ FISIOLOGIA ANIMAL - UERJ 1) Lipases são enzimas relacionadas à digestão dos lipídios, nutrientes que, em excesso, levam ao aumento da massa corporal. Certos medicamentos para combate à obesidade agem inibindo

Leia mais

CURSO DE CITOLOGIA HEMATOLÓGICA ON-LINE E PRESENCIAL

CURSO DE CITOLOGIA HEMATOLÓGICA ON-LINE E PRESENCIAL CURSO DE CITOLOGIA HEMATOLÓGICA ON-LINE E PRESENCIAL É com prazer que a Academia de Ciência e Tecnologia (AC&T) anuncia a nova edição do Curso Teórico-Prático de Citologia Hematológica, composto por um

Leia mais

Sistema Urinário. 2º ano 2013 Profa. Rose Lopes

Sistema Urinário. 2º ano 2013 Profa. Rose Lopes Sistema Urinário 2º ano 2013 Profa. Rose Lopes Considerações iniciais Excretas Produto indesejável do metabolismo celular Excretas nitrogenadas Produtos indesejáveis do metabolismo de proteínas ou ácidos

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO HOSPITAL DE CLÍNICAS COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO HOSPITAL DE CLÍNICAS COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR PREVENÇÃO e CONTROLE do Clostridium difficile 1 Introdução Clostridium difficile (CD) é uma bactéria Gram-positiva, anaeróbia obrigatória com forma de bacilo, formadora de esporos e produtora de toxinas.

Leia mais

Elizabeth Balbi Hepatologista Centro Estadual de Transplantes - RJ

Elizabeth Balbi Hepatologista Centro Estadual de Transplantes - RJ AVALIAÇÃO CLÍNICA DO PACIENTE COM CARCINOMA HEPATOCELULAR QUE SERÁ SUBMETIDO A CIRURGIA Elizabeth Balbi Hepatologista Centro Estadual de Transplantes - RJ Introdução Fígado: Envolvido em inúmeros processos

Leia mais

Avaliação laboratorial das anemias:

Avaliação laboratorial das anemias: 1 Avaliação laboratorial das anemias: HEMORRÁGICAS E HEMOLÍTICAS: QUARTO PASSO. DIFERENCIANDO AS ANEMIAS Paulo César Ciarlini Doutor em Clínica Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Professor

Leia mais

Apostila de Anatomia e Fisiologia Humana Prof. Raphael Garcia CREF1 24109 G/RJ. Sistema Linfático

Apostila de Anatomia e Fisiologia Humana Prof. Raphael Garcia CREF1 24109 G/RJ. Sistema Linfático Sistema Linfático Introdução O sistema linfático é um sistema vascular - a parte - por onde circula a linfa. É um sistema auxiliar de drenagem, ou seja, auxilia o sistema venoso fazendo retornar para a

Leia mais

Proteínas e aminoácidos

Proteínas e aminoácidos Proteínas e aminoácidos Digestão Absorção Metabolismo Disciplina de Bioquímica Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes Proteínas da dieta Proteínas endógenas Proteínas endógenas Síntese de aminoácidos não

Leia mais

HISTOLOGIA I. Profa Eduarda de Souza. [email protected]

HISTOLOGIA I. Profa Eduarda de Souza. eduardadesouza@hotmail.com Profa Eduarda de Souza A Histologia Conjunto de células organizadas a desempenhar a mesma função geral. Tecidos 1. Epitelial 2. De Natureza Conjuntiva 3. Muscular 4. Nervoso Tecido Epitelial Funções HISTOLOGIA

Leia mais

HEMOGRAMA, sangue total ================================================== SÉRIE BRANCA =========================================================

HEMOGRAMA, sangue total ================================================== SÉRIE BRANCA ========================================================= Resultados de Exames Imprimir Fechar Ficha: 6350110009 Cliente: ALCIR DE MELO PIMENTA Data: 06/06/2018 Médico: JOSE ANTONIO M BAGUEIRA LEAL HEMOGRAMA, sangue total ==================================================

Leia mais

SISTEMA CIRCULATÓRIO

SISTEMA CIRCULATÓRIO SISTEMA CIRCULATÓRIO Sistema Circulatório O que é o Sistema Circulatório? É um conjunto de órgãos que tem como função realizar a circulação do sangue por todo o corpo. É constituído pelo coração e vasos

Leia mais

DOSAGEM DE HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE (TSH) - ULTRA-SENSÍVEL

DOSAGEM DE HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE (TSH) - ULTRA-SENSÍVEL DOSAGEM DE HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE (TSH) - ULTRA-SENSÍVEL Método: Quimioluminescência. Resultado: 4,26 uui/ml. Confirmado e reanalisado na mesma amostra. Valores de Referência: Crianças (Idade) - 1 ano

Leia mais

DOSAGEM DE COLESTEROL HDL DOSAGEM DE COLESTEROL LDL

DOSAGEM DE COLESTEROL HDL DOSAGEM DE COLESTEROL LDL DOSAGEM DE COLESTEROL HDL Resultado: 69 mg/dl. Relação colesterol/hdl: 3,4. Acima de 35 mg/dl (qualquer sexo e grupo sanguíneo). Relação colesterol/hdl: Homens Mulheres 3,43 3,27 risco 0,5 do normal. 4,97

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS DE EXAMES CUIDADOS - PROCEDÊNCIA DATA DADOS IDADE

INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS DE EXAMES CUIDADOS - PROCEDÊNCIA DATA DADOS IDADE INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS DE EXAMES CUIDADOS - PROCEDÊNCIA NOME DO PACIENTE DATA DADOS IDADE COMPONENTES DO SANGUE HEMÁCIAS LEUCÓCITOS PLAQUETAS Hemograma ANEMIAS CARENCIAIS CONGÊNITAS - HEMOGLOBINOPATIAS

Leia mais

METABOLISMO DE AMI OÁCIDOS

METABOLISMO DE AMI OÁCIDOS METABOLISMO DE AMI OÁCIDOS As proteínas constituintes dos organismos estão continuamente sendo renovadas (turnover das proteínas). * Os aminoácidos presentes nas células animais originam-se das proteínas

Leia mais

Caso clínico 5: Ajuste de dose de drogas no diabético com doença renal crônica

Caso clínico 5: Ajuste de dose de drogas no diabético com doença renal crônica Caso clínico 5: Ajuste de dose de drogas no diabético com doença renal crônica Camila de Oliveira Carolina Jorge Perez Cristiane Puccioni Katsuda Denis Barbosa Fernanda Araujo Naiara Manocchio Samira Silva

Leia mais

Mediada pelos linfócitos T (que possuem receptores específicos receptores T) Particularmente efectiva na defesa do organismo contra:

Mediada pelos linfócitos T (que possuem receptores específicos receptores T) Particularmente efectiva na defesa do organismo contra: Imunidade Celular Mediada pelos linfócitos T (que possuem receptores específicos receptores T) Particularmente efectiva na defesa do organismo contra: parasitas multicelulares; fungos; células infectadas

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE HOSPITAL VETERINÁRIO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE HOSPITAL VETERINÁRIO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE HOSPITAL VETERINÁRIO PROCESSO SELETIVO PARA PÓS-GRADUAÇÃO Lato Sensu RESIDÊNCIA MÉDICA VETERINÁRIA DIA - 15/12/2013 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Patologia Clínica Veterinária

Leia mais

Exames para propedêutica de polineuropatia

Exames para propedêutica de polineuropatia NOTA TÉCNICA 222/2013 Solicitante: Marly Gonçalves Pinto - PJPI 3998-2 - Oficial de Apoio Judicial B - Escrivã Judicial da Comarca de Cláudio/MG. Data: 12/11/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura

Leia mais

Sergio Luiz Alves de Queiroz. Laudo. Sangue

Sergio Luiz Alves de Queiroz. Laudo. Sangue (705562-11/07/2016 06::2) Endereço: R Itaipava, 62, Apto 0 - Jd Botanico - Rio de Janeiro - RJ Nascimento:12/08/1951 (64 anos), Sexo: M Medico: Luiz Maurino Abreu (RJ-CRM-5255942) Posto de Coleta: Leblon

Leia mais

BIOLOGIA Respiração e Circulação

BIOLOGIA Respiração e Circulação Respiração e Módulo 30 Página 42 à 56 Forma de obter o oxigênio necessário para obter energia através dos alimentos. CELULAR EXTERNA CELULAR: C6H126O6 6H2O + 6CO2 + ENERGIA -Glicólise Glicose Piruvato

Leia mais

ANÁLISES CLÍNICAS. conhecimento que trabalha com o estudo de. alguma substância de forma a coletar dados e

ANÁLISES CLÍNICAS. conhecimento que trabalha com o estudo de. alguma substância de forma a coletar dados e ANÁLISES CLÍNICAS ANÁLISES CLÍNICAS A análise clínica é o ramo de conhecimento que trabalha com o estudo de alguma substância de forma a coletar dados e apontar diagnósticos a respeito da saúde do paciente.

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 15/A. A substância que converte o pepsinogênio (forma inativa) em pepsina (forma ativa) no estômago é:

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 15/A. A substância que converte o pepsinogênio (forma inativa) em pepsina (forma ativa) no estômago é: 9 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 15/A QUESTÃO 16 A sacarase é uma enzima intestinal que hidrolisa sacarose em: a) glicose e frutose. b) lactose e frutose. c) frutose e maltose. d) glicose e maltose.

Leia mais

Doença dos Eritrócitos

Doença dos Eritrócitos Doença dos Eritrócitos Autor: Prof. Dr. Paulo Cesar Naoum As Anemias Introdução... 2 Classificação Laboratorial das Anemias... 2 Classificação etiológica das Anemias... 6 Anemia Relativa...... 6 Anemia

Leia mais

Enzimas no Laboratório Clínico

Enzimas no Laboratório Clínico Prof. Helder Braz Maia Enzimas no Laboratório Clínico 21 de Março de 2012 Introdução São catalisadores proteicos; Geralmente, a concentração no soro é baixa; Concentração aumentada em: Lesão celular; Aumento

Leia mais

Alimentação Saudável A Nutrição & Os Nutrientes. O que são Nutrientes? Quais as funções dos Nutrientes?

Alimentação Saudável A Nutrição & Os Nutrientes. O que são Nutrientes? Quais as funções dos Nutrientes? Alimentação Saudável A Nutrição & Os Nutrientes O que são Nutrientes? Quais as funções dos Nutrientes? Os Nutrientes Os nutrientes são substâncias indispensáveis ao funcionamento do organismo, e que obtemos

Leia mais

Resultado(s) Anterior(es) Em 30/03/16: 2,54 Em 11/02/15: 2,29 Em 29/10/14: 4,43

Resultado(s) Anterior(es) Em 30/03/16: 2,54 Em 11/02/15: 2,29 Em 29/10/14: 4,43 TSH ULTRA-SENSÍVEL Resultado: 4,66 uui/ml 0,27 a 4,20 uui/ml Em 30/03/16: 2,54 Em 11/02/15: 2,29 Em 29/10/14: 4,43 T4 LIVRE - TIROXINA LIVRE Resultado: 1,21 ng/dl 0,93 a 1,70 ng/dl Em 30/03/16: 1,05 Em

Leia mais

Método : HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Performance) por troca Iônica. Material: Sangue Edta

Método : HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Performance) por troca Iônica. Material: Sangue Edta ÁCIDO ÚRICO Resultado: 6,1 mg/dl Homens : 3,4 a 7,0 mg/dl Mulheres: 2,4 a 5,7 mg/dl GLICOSE Resultado: 89 mg/dl 70 a 99 mg/dl Resultado(s) Anterior(es) Em 12/08/11: 89 Em 24/01/11: 82 Em 01/10/10: 78 HEMOGLOBINA

Leia mais

Lista de exercícios de Biologia - Prof. João Paulo. Tecido conjuntivo

Lista de exercícios de Biologia - Prof. João Paulo. Tecido conjuntivo Lista de exercícios de Biologia - Prof. João Paulo Tecido conjuntivo 01) (PUC-PR/2009) O tecido conjuntivo possui três tipos de fibras: colágenas, reticulares e elásticas. Com relação a elas, analise as

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR INDICAÇÕES PARA TRANSFUSÃO DE PLASMA FRESCO CONGELADO E CRIOPRECIPITADO Apoliano Albuquerque PLASMA FRESCO CONGELADO - PFC Consiste na

Leia mais

Sistema circulatório

Sistema circulatório Texto de apoio ao professor T4 Nesta aula iremos estudar a circulação sanguínea (circulação pulmonar e circulação sistémica), a linfa (constituição e funções) e as doenças cardiovasculares (enfarte do

Leia mais

Anemias na Infância. Isa Lyra

Anemias na Infância. Isa Lyra Anemias na Infância Isa Lyra Identificar e Classificar Triagem Conduta Diagnóstica Adequada Definição: Redução no volume de hemácias ou na concentração de hemoglobina Variação fisiológica. Conceito dinâmico

Leia mais

UNIDADE 2 Alimentação e Digestão

UNIDADE 2 Alimentação e Digestão UNIDADE 2 Alimentação e Digestão Você sabe a diferença entre comer e se alimentar? Comer ou se alimentar pág. 47 Geralmente comemos porque sentimos fome ou porque desejamos um tipo específico de alimento.

Leia mais

Relação entre a velocidade de circulação e o diâmetro dos vasos? Constância dos fluxos

Relação entre a velocidade de circulação e o diâmetro dos vasos? Constância dos fluxos Relação entre a velocidade de circulação e o diâmetro dos vasos? Constância dos fluxos Área dos segmentos vasculares é muito variável, fluxo é obrigatoriamente constante - velocidade de circulação varia...

Leia mais

Professor: Paulo Disciplina: Biologia Campus Aquidauana CITOLOGIA

Professor: Paulo Disciplina: Biologia Campus Aquidauana CITOLOGIA Professor: Paulo Disciplina: Biologia Campus Aquidauana CITOLOGIA CITOLOGIA A área da Biologia que estuda a célula, no que diz respeito à sua estrutura e funcionamento. Kytos (célula) + Logos (estudo)

Leia mais

LABORATÓRIO BOM JESUS

LABORATÓRIO BOM JESUS GLICEMIA...: 121 Metodo: Colorimetrico Valor de Referencia: Prematuro...: 20 a 60 mg/dl 0 a 1 dia...: 20 a 60 mg/dl > 1 dia...: 50 a 80 mg/dl Crianças e Adultos: 65 a 99 mg/dl Observacoes: Repetido e confirmado.

Leia mais

HEMOGRAMA COMPLETO Material: Sangue Total Método : Automação: ABX MICROS 60 REFERÊNCIAS. Médico: Dr(ª) JOSE BERNARDO N. JUNIOR

HEMOGRAMA COMPLETO Material: Sangue Total Método : Automação: ABX MICROS 60 REFERÊNCIAS. Médico: Dr(ª) JOSE BERNARDO N. JUNIOR Setor: HEMATOLOGIA HEMOGRAMA COMPLETO Total Método : Automação: ABX MICROS 60 SÉRIE VERMELHA HEMATÓCRITO... 42,7 % MASCULINO: 39 a 54 FEMININO : 37 a 46 HEMÁCIAS... 4,60 milhões/mm³ MASCULINO: 4,5 a 6

Leia mais

Material: Sangue c/edta Método..: Citometria/Automatizado e estudo morfológico em esfregaço corado

Material: Sangue c/edta Método..: Citometria/Automatizado e estudo morfológico em esfregaço corado HEMOGRAMA COMPLETO Material: Sangue c/edta Método..: Citometria/Automatizado e estudo morfológico em esfregaço corado ERITROGRAMA V.R: Homens Mulheres Hemacias em milhoes/mm3...: 4,66 4,5 a 5,9 4,0 a 5,4

Leia mais

Constituição do sangue e o sistema circulatório

Constituição do sangue e o sistema circulatório Constituição do sangue e o sistema circulatório I O sangue é um líquido viscoso, opaco e de cor vermelha, que assegura o equilíbrio fundamental para a nossa sobrevivência 1. Quais as funções do sangue?

Leia mais

Método: RESISTIVIDADE - IMPEDÂNCIA - MICROSCOPIA

Método: RESISTIVIDADE - IMPEDÂNCIA - MICROSCOPIA HEMOGRAMA COMPLETO Método: RESISTIVIDADE - IMPEDÂNCIA - MICROSCOPIA ERITOGRAMA: Referências Hemácias...: 5,19 milhões/mm³ 4,3 a 6,0 milhões/mm³ Hemoglobina...: 14,6 g/dl 13,5 a 17,8 g/dl Hematócrito...:

Leia mais

Lista de exercícios de Biologia - Prof. João Paulo. Sistema Digestório

Lista de exercícios de Biologia - Prof. João Paulo. Sistema Digestório Lista de exercícios de Biologia - Prof. João Paulo Sistema Digestório 01) (UNIFESP/200) No tubo 1 existe uma solução contendo células de fígado de boi. Em 2, há uma solução de células extraídas de folhas

Leia mais

DOSAGEM DE CREATINA FOSFOQUINASE - CPK DOSAGEM DE CREATININA

DOSAGEM DE CREATINA FOSFOQUINASE - CPK DOSAGEM DE CREATININA DOSAGEM DE CREATINA FOSFOQUINASE - CPK Método: Cinético UV. Resultado: 159 U/L. (37ºc) Homem : 24-195 U/L. Mulheres : 24-170 U/L. Obs: - DOSAGEM DE CREATININA Método: Cinético. Resultado: 0,9 mg/dl. Valor

Leia mais

METABOLISMO E FONTES ENERGÉTICAS NO EXERCÍCIO

METABOLISMO E FONTES ENERGÉTICAS NO EXERCÍCIO METABOLISMO E FONTES ENERGÉTICAS NO EXERCÍCIO PARTE 2 Dra. Flávia Cristina Goulart CIÊNCIAS FISIOLÓGICAS UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Campus de Marília [email protected] Déficit de Oxigênio

Leia mais

HEMOGRAMA COMPLETO Material: Sangue Total Método : Automação: ABX MICROS 60 REFERÊNCIAS

HEMOGRAMA COMPLETO Material: Sangue Total Método : Automação: ABX MICROS 60 REFERÊNCIAS Setor: HEMATOLOGIA HEMOGRAMA COMPLETO Total Método : Automação: ABX MICROS 60 SÉRIE VERMELHA HEMATÓCRITO... 49,8 % MASCULINO: 39 a 54 FEMININO : 37 a 46 HEMÁCIAS... 5,67 milhões/mm³ MASCULINO: 4,5 a 6

Leia mais

Resposta Imune celular

Resposta Imune celular Introdução Resposta Imune celular A maioria dos Ag microbianos são processados pelas APC e apresentados ao linfócito T helper, preferencialmente associados com classe II do MHC Induz linfócito B a produzir

Leia mais

Resumidamente, podemos sintetizar assim as características gerais dos seres vivos.

Resumidamente, podemos sintetizar assim as características gerais dos seres vivos. 1 2 Resumidamente, podemos sintetizar assim as características gerais dos seres vivos. 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Os heterótrofos podem ser: consumidores: alimentam-se de outros organismos. Todos

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM TERAPIA INTENSIVA MÓDULO DE INSUFICIÊNCIA CIRCULATÓRIA AGUDA CHOQUE Prof.: ALESSANDRO MÁRCIO TEIXEIRA CAVALCANTE

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM TERAPIA INTENSIVA MÓDULO DE INSUFICIÊNCIA CIRCULATÓRIA AGUDA CHOQUE Prof.: ALESSANDRO MÁRCIO TEIXEIRA CAVALCANTE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM TERAPIA INTENSIVA MÓDULO DE INSUFICIÊNCIA CIRCULATÓRIA AGUDA CHOQUE Prof.: ALESSANDRO MÁRCIO TEIXEIRA CAVALCANTE Choque Hipovolêmico Choque hipovolêmico - Definição Distúrbio

Leia mais

NERVITON PLUS É MAIS ENERGIA!!!

NERVITON PLUS É MAIS ENERGIA!!! M.S 6.6969.0027.001-8 FÓRMULA ESPECIAL : GUARANÁ + 21 VITAMINAS E MINERAIS UMA CÁPSULA AO DIA 1200 MG. ALTO PODER DE CONCENTRAÇÃO NÃO ENGORDA! NERVITON PLUS É MAIS ENERGIA!!! É um polivitamínico completo

Leia mais

Síntese da Bilirrubina

Síntese da Bilirrubina Síntese da Bilirrubina Bilirrubina pigmento amarelo 1g Hb 35 mg bilirrubina IX- a produzida nos tecidos periféricos é transportada para o fígado pela albumina plasmática, através de ligações não covalente

Leia mais

Metabolismo Energético das Células. Processos Exergônicos: Respiração Celular Fermentação

Metabolismo Energético das Células. Processos Exergônicos: Respiração Celular Fermentação Metabolismo Energético das Células Processos Exergônicos: Respiração Celular Fermentação Introdução Processos endergônicos - Característica: Precisam receber energia. - Ex.: Fotossíntese e quimiossíntese.

Leia mais

Introdução à patologia. Profª. Thais de A. Almeida 06/05/13

Introdução à patologia. Profª. Thais de A. Almeida 06/05/13 Introdução à patologia Profª. Thais de A. Almeida 06/05/13 Patologia Definição: Pathos: doença. Logos: estudo. Estudo das alterações estruturais e funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar

Leia mais

Q U E S T Ã O 4 6 I V III VII. Com base nos esquemas e em seus conhecimentos, é correto afirmar, EXCETO:

Q U E S T Ã O 4 6 I V III VII. Com base nos esquemas e em seus conhecimentos, é correto afirmar, EXCETO: 25 Q U E S T Ã O 4 6 A figura a seguir esquematiza a circulação sanguínea humana passando por vários órgãos onde o sangue pode sofrer alterações. Na figura os números indicam alguns vasos sanguíneos. V

Leia mais

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ UNIC NÚCLEO DE DISCIPLINAS INTEGRADAS DISCIPLINA DE CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS IV CMF IV SEMESTRE LETIVO

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ UNIC NÚCLEO DE DISCIPLINAS INTEGRADAS DISCIPLINA DE CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS IV CMF IV SEMESTRE LETIVO UNIVERSIDADE DE CUIABÁ UNIC NÚCLEO DE DISCIPLINAS INTEGRADAS DISCIPLINA DE CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS IV CMF IV SEMESTRE LETIVO 2012/2 ANEMIA E FÁRMACOS ANTIANÊMICOS TURMA: ANEMIAS As anemias são laboratorialmente

Leia mais

Sistema Respiratório Humano

Sistema Respiratório Humano Sistema Respiratório Humano Sistema Respiratório Os alimentos contêm a energia necessária para nossas atividades. Essa energia é liberada por meio de uma transformação química conhecida como respiração

Leia mais

Doença dos Eritrócitos

Doença dos Eritrócitos Doença dos Eritrócitos Autor: Prof. Dr. Paulo Cesar Naoum Alterações Eritrocitárias nos Defeitos de Membrana Introdução... 2 Esferocitose Hereditária... 3 Heliptocitose Hereditária... 5 Piropoiquilocitose

Leia mais

HEMOGRAMA COMPLETO. PLAQUETAS : /mm /mm3 PROTEÍNA C REATIVA. Método: Citoquímico/Isovolumétrico Material: Sangue Edta

HEMOGRAMA COMPLETO. PLAQUETAS : /mm /mm3 PROTEÍNA C REATIVA. Método: Citoquímico/Isovolumétrico Material: Sangue Edta HEMOGRAMA COMPLETO ERITROGRAMA Valores Referenciais: Eritrócitos : 5,03 milhões/mm3 4,32-5,72 Hemoglobina : 14,0 g/dl 13,5-17,5 Hematócrito : 41,5 % 38,8-50,0 VCM : 82,5 fl 81,2-95,1 HCM : 27,8 pg 26,0-34,0

Leia mais

Quando começou? Testes analíticos

Quando começou? Testes analíticos Definindo! Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Departamento de Fisiologia e Farmacologia Urinálise A urináliseé a análise da urina com fins de diagnóstico ou prognóstico de estados fisilógicos

Leia mais

LABORATÓRIO LAGOA NOVA

LABORATÓRIO LAGOA NOVA Setor: HEMATOLOGIA HEMOGRAMA COMPLETO Total Método : Automação: ABX MICROS 60 SÉRIE VERMELHA HEMATÓCRITO... 46,8 % MASCULINO: 39 a 54 FEMININO : 37 a 46 HEMÁCIAS... 4,91 milhões/mm³ MASCULINO: 4,5 a 6

Leia mais

Algoritmo de investigação Interpretação e investigação das Alterações do leucograma

Algoritmo de investigação Interpretação e investigação das Alterações do leucograma 2013 26 de Outubro Sábado Algoritmo de investigação Interpretação e investigação das Manuel Ferreira Gomes Lígia Peixoto Teste simples e barato. Algoritmo de Investigação Consiste no estudo da série branca,

Leia mais

Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Ano Lectivo 2010/2011. Unidade Curricular de BIOQUÍMICA II Mestrado Integrado em MEDICINA 1º Ano

Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Ano Lectivo 2010/2011. Unidade Curricular de BIOQUÍMICA II Mestrado Integrado em MEDICINA 1º Ano Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Ano Lectivo 2010/2011 Unidade Curricular de BIOQUÍMICA II Mestrado Integrado em MEDICINA 1º Ano ENSINO PRÁTICO E TEORICO-PRÁTICO 9ª AULA PRÁTICA 1. Determinação

Leia mais

INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA AGUDA EM CÃES

INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA AGUDA EM CÃES INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA AGUDA EM CÃES Rafael Fighera Laboratório de Patologia Veterinária Hospital Veterinário Universitário Universidade Federal de Santa Maria Quando se suspeita de insuficiência hepática

Leia mais

Martha Mariana de Almeida Santos

Martha Mariana de Almeida Santos Provas de Função e Lesão Hepática Martha Mariana de Almeida Santos Objetivos: Testes com o objetivo de avaliar e manejar pacientes com disfunção hepática: 1) detectar a presença de doença hepática; 2)

Leia mais

7ª série Ciências Naturais

7ª série Ciências Naturais 7ª série Ciências Naturais Lista de exercícios O homem vive em sociedade e dependem do ambiente para supri todas as suas necessidades. As grandes funções vitais são desempenhadas por sistemas orgânicos,

Leia mais

Características gerais

Características gerais Citoplasma Citoplasma Características gerais Um vertebrado é formado por dezenas de tipos de células. Citoplasma Características gerais Um vertebrado é formado por dezenas de tipos de células. Neurônio

Leia mais

Modificação Covalente

Modificação Covalente Controle Celular Sistema de Controle Celular Governa a Maquinaria do Ciclo Celular Ativação e desativação cíclica Ativação e Inativação Proteínas chaves e dos complexos protéicos Iniciam ou regulam Replicação

Leia mais

LEUCÓCITOS leukos = branco

LEUCÓCITOS leukos = branco LEUCÓCITOS leukos = branco Valores de referência em Hematologia (Williams Hematology, 7th Ed., 2006) Valores de referência em Hematologia (Williams Hematology, 7th Ed., 2006) Valores de referência em Hematologia

Leia mais

Diabetes. Hábitos saudáveis para evitar e conviver com ela.

Diabetes. Hábitos saudáveis para evitar e conviver com ela. Diabetes Hábitos saudáveis para evitar e conviver com ela. diabetes É uma doença crônica, caracterizada por um distúrbio do metabolismo da glicose (açúcar). Consiste no aumento dos níveis de glicose no

Leia mais

IMPORTANTE: Manter as vias aéreas desobstruídas. Divisão:

IMPORTANTE: Manter as vias aéreas desobstruídas. Divisão: SISTEMA RESPIRATÓRIO É uma característica dos seres vivos, pois o O² O é importante para energia celular. Obtemos o O² O do ar que respiramos. FUNÇÃO: Responsável pela respiração, isto é: Fornecimento

Leia mais

ESCOLA ADVENTISTA SANTA EFIGÊNIA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL

ESCOLA ADVENTISTA SANTA EFIGÊNIA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL ESCOLA ADVENTISTA SANTA EFIGÊNIA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL Rua Prof Guilherme Butler, 792 - Barreirinha - CEP 82.700-000 - Curitiba/PR Fone: (41) 3053-8636 - e-mail: [email protected]

Leia mais

Exames Químicos da Urina. Professora Melissa Kayser

Exames Químicos da Urina. Professora Melissa Kayser Exames Químicos da Urina Professora Melissa Kayser Tiras reagentes Exames químicos Procedimento para utilização das tiras reagentes Utilizar urina recente, não centrifugada e bem homogeneizada. Emergir

Leia mais

EXAMES BIOQUÍMICOS. Profa Dra Sandra Zeitoun Aula 3

EXAMES BIOQUÍMICOS. Profa Dra Sandra Zeitoun Aula 3 EXAMES BIOQUÍMICOS Profa Dra Sandra Zeitoun Aula 3 Íons/Eletrólitos do plasma No plasma existem diversos eletrólitos positivos: Na+, K+, Ca², Mg² E eletrólitos negativos: Cl-, HCO3-, fosfatos e proteínas.

Leia mais