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1 AULA GRÁTIS - Resumão. Olá caros(as) amigos(as), Resumo de Economia Eu e o Prof. Heber elaboramos esse resumo de Economia para ajudar você a resolver suas provas! Sabemos que a Economia não é uma matéria muito querida pelos alunos e acreditamos que esse resumo facilitará muito a vida de vocês. Condensamos neste arquivo as principais disposições sobre falhas de mercado e sobre macroeconomia. Esperamos que o resumo seja muito útil! Grande Abraço e muito boa sorte! Heber e Jetro Profs. Heber e Jetro 1 de 11

2 RESUMÃO 1. FALHAS DE MERCADO EXTERNALIDADES Externalidades positivas acontecem quando o benefício (marginal) social supera o benefício (marginal) privado. Neste caso, há uma tendência à suboferta (o governo, neste caso, deve incentivar a produção do bem que provoca a externalidade positiva). Externalidades negativas acontecem quando o custo (marginal) social supera o custo (marginal) privado. Neste caso, há uma tendência à superoferta (o governo, neste caso, deve desincentivar a produção do bem que provoca a externalidade positiva). Causas das externalidades Ausências dos direitos de propriedade Existência de custos de transação Tragédia dos comuns: a falta de direitos de propriedade leva ao aparecimento de externalidades. Teorema de Coase: se não houver custos de transação, a distribuição de direitos de propriedade pode eliminar as externalidades. Corrigindo as externalidades (emissão de poluentes) O governo poderia incentivar a redução de emissões poluentes por meio de três medidas: a) Fixação de um limite para a emissão de poluentes; b) Imposição de taxas (imposto de Pigou) sobre a emissão de poluentes; c) Emissão de licenças negociáveis para poluir. Em regra, teremos o seguinte: Se houver informações incompletas (o regulador não conhece os custos e os benefícios da redução da poluição), a imposição de limites ou padrões é melhor. Se o regulador possui informações suficientemente relevantes, as taxas (imposto de Pigou) são a melhor solução. Profs. Heber e Jetro 2 de 11

3 O imposto de Pigou apresenta efeitos positivos sobre a eficiência econômica (pois visa reduzir uma externalidade). BENS PÚBLICOS Os bens públicos são aqueles não rivais e não exclusivos (não excludentes). A não rivalidade significa que o seu consumo por parte de um indivíduo ou de um grupo social não prejudica o consumo do mesmo bem pelos demais integrantes da sociedade. Também significa que o custo marginal de prover o bem para um consumidor adicional é nulo. A não exclusividade refere-se à impossibilidade de excluir as pessoas do consumo dos bens públicos. O fato de não ser possível individualizar o consumo permite que algumas pessoas desfrutem dos bens públicos sem pagar. Essas pessoas são chamadas de free riders (os caronas). É a presença de caronas que faz com que a provisão do bem público seja ineficiente (seja uma falha de mercado). Os bens públicos podem ser providos pelo setor público e também pelo setor privado (ou seja, podemos ter a iniciativa privada produzindo um bem público). Bem semi-público ou meritório é aquele em que temos somente um dos atributos ou temos ambos de forma comprometida (exemplo: educação, saúde, cultura, lazer, etc). Bem privado é aquele rival e exclusivo. 2. MODELO KEYNESIANO SIMPLES Condições para o equilíbrio no modelo Keynesiano (todas certas): Oferta agregada = demanda agregada Produção = demanda Y = C + I + G + X M Investimento = poupança Investimento planejado = poupança planejada Composição da demanda agregada Y = C + I + G + X M Profs. Heber e Jetro 3 de 11

4 3. MOEDA Funções da moeda: Meio de troca. Unidade de conta. Reserva de valor.... Demanda de moeda: Motivo Variável Relação: determinante Variável X Demanda de moeda Transação Renda Direta Precaução Renda Direta Especulação Taxa de juros Inversa A demanda por moeda depende tanto da renda como da taxa de juros. Quanto maior (menor) for a renda, maior (menor) será a demanda por moeda. Quanto maior (menor) for a taxa de juros, menor (maior) será a demanda por moeda. Os dois primeiros motivos (transação e precaução) são fruto da teoria clássica. Ou seja, para os economistas clássicos, a demanda por moeda não dependia, ou não era sensível à taxa de juros. Assim, para os clássicos, a demanda por moeda era completamente inelástica à taxa de juros. Por outro lado, para Keynes, devido ao motivo especulação, a demanda por moeda era elástica à taxa de juros. Isto é, segundo a teoria keynesiana, a demanda por moeda, além de sofrer a influência da renda, sofria também a influência da taxa de juros.... Agregados monetários: Meios de pagamento restritos: M1 = PMPP + DV O M1 é sinônimo de oferta de moeda, e possui as seguintes características: Profs. Heber e Jetro 4 de 11

5 i. Liquidez absoluta e ii. Não rende juros. Características dos meios de pagamento M1 Meios de pagamento ampliados: M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições depositárias M3 = M2 + quotas de fundo de renda fixa + operações compromissadas e registradas no sistema SELIC Poupança financeira: M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez... Multiplicador monetário: K = 1 c + r. d ou K = 1 1 d. (1 r) c = PMPP/M1 d = DV / M1 r = R / DV Quanto maior o c, menor o K; Quanto maior o d, maior o K; Quanto maior o r, menor o K.... Diversos conceitos: Base monetária = PMPP + Disponibilidades em caixa do sistema bancário Ou BM = PMPP + Encaixes totais Onde, encaixes totais são: Profs. Heber e Jetro 5 de 11

6 Encaixes bancários (totais) = Reservas Depósitos (encaixes ou reservas) junto ao BACEN Caixa Resumo de Economia Reservas compulsórias Reservas voluntárias Reservas compulsórias: é a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados legalmente a depositar em suas contas junto ao BACEN para poderem fazer frente a suas obrigações; Reservas voluntárias: são recursos que os bancos mantêm junto ao BACEN por opção, ou seja, sem que sejam obrigados a isto. Caixa: dinheiro mantido nas agências, caixas eletrônicos (é o dinheiro, em moeda corrente, mantido nos bancos comerciais).... Criação e destruição de moeda (M1) O grande bizú para verificar de modo bem simples se há criação ou destruição de moeda é checar se haverá aumento ou redução de M1 (PMPP + DV) em poder do público. Com isso, você já mata as questões. Vejamos alguns exemplos: Uma instituição financeira comprar ações de sua emissão que se encontram em poder do público (criação de moeda). Se a instituição financeira compra ações, ela entrega M1 ao público e recebe um haver não monetário, ocorrendo, portanto, criação de moeda. O governo comprar títulos públicos que se encontram em poder do público ou das instituições financeiras (não há criação nem destruição). Quando o governo compra títulos públicos do público, ele entrega M1 ao público, provocando a criação de moeda. Se ele comprar títulos de instituições financeiras, não há criação nem destruição de moeda, pois o público não recebeu M1 neste caso. Profs. Heber e Jetro 6 de 11

7 Clientes de uma instituição financeira sacarem recursos, em moeda corrente, de suas contas de depósito à vista (nem criação nem destruição). Neste caso, a redução no valor de DV é igual ao aumento no valor de PMPP, de tal forma que a quantidade de M1 na economia será a mesma. Clientes de uma instituição financeira transferirem recursos de sua conta de depósito à vista para sua conta de poupança (destruição de moeda). Neste caso, haverá redução de DV (redução de M1, portanto) e aumento na quantidade de poupança (que é M2). Veja que, no final, houve redução de M1 na economia, ocorrendo, portanto, destruição de moeda.... Instrumentos de Política Monetária Reservas obrigatórias dos bancos comerciais Um aumento dessa taxa de reservas representará uma diminuição dos meios de pagamento. Redescontos Se ocorre um aumento da taxa de redesconto, devemos entender que há desincentivo à expansão monetária e há elevação das taxas de juros. Operações de mercado aberto (open market) São compras e vendas de títulos públicos no mercado de capitais. Quando o BACEN compra títulos no mercado, aumentam os depósitos no sistema bancário e, com isso, o volume de reservas, permitindo a ampliação da oferta de moeda pelos bancos. Isto acontece porque o governo, neste caso, entrega moeda ao mercado e retira os títulos. Quando o BACEN vende títulos, ele enxuga a quantidade de moeda, pois estará recebendo moeda (reduzindo os depósitos no sistema bancário) e entregando títulos.... Teoria Quantitativa da Moeda (TQM) A TQM que é uma teoria clássica - é fundamentada basicamente sobre a seguinte formulação: Profs. Heber e Jetro 7 de 11

8 MV = PT Onde: M=oferta de moeda (base monetária), V=velocidade de circulação da moeda, P nível geral de preços e T=quantidade de transações ocorrida no sistema econômico. Na teoria clássica, coeteris paribus, aumentos da oferta monetária provocarão somente aumento dos preços. Assim, quando a oferta monetária é aumentada, isto acabará provocando inflação. 4. MODELO IS-LM NA ECONOMIA FECHADA O modelo IS-LM trabalha com o equilíbrio em 02 mercados (de bens e de moeda). Equilíbrio no mercado de bens e serviços => equilíbrio no lado real da economia => investimento é igual à poupança => curva IS Equilíbrio no mercado de moeda => equilíbrio no lado monetário da economia => demanda é igual à oferta de moeda => curva LM Curva IS A curva IS é negativamente inclinada; O investimento é função inversa da taxa de juros; A curva IS será deslocada para a direita quando houver aumento da renda Y, sendo que este aumento deve ser provocado por aumentos em C, I ou G; A curva IS será deslocada para a esquerda quando houver redução da renda Y, sendo que esta redução deve ser provocada por reduções em C, I ou G; A curva IS é afetada pela política fiscal do governo; A curva IS será pouco inclinada (mais horizontal) quando a elasticidade da demanda por investimento em relação à taxa de juros for alta; A curva IS será vertical quando o investimento for totalmente inelástico à taxa de juros (é o caso do modelo keynesiano simplificado). Profs. Heber e Jetro 8 de 11

9 Curva LM A curva LM é positivamente inclinada; A curva LM representa o equilíbrio no lado monetário da economia, ou no mercado de moeda (oferta de moeda=demanda de moeda), representando as combinações de valores de renda e taxa de juros que produzem o equilíbrio no mercado monetário; A demanda de moeda é função direta da renda (motivos transação e precaução) e função inversa da taxa de juros (motivo especulação); A curva LM será deslocada para a direita e para baixo quando houver aumento da oferta de moeda (política monetária expansiva); A curva LM será deslocada para a esquerda e para cima quando houver redução da oferta de moeda (política monetária restritiva); A curva LM é afetada pela política monetária do governo; A curva LM será pouco inclinada (mais horizontal) quando a elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros for elevada; A curva LM será muito inclinada (mais vertical) quando a elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros for baixa. A curva LM será horizontal quando a demanda por moeda for totalmente elástica em relação aos juros (armadilha da liquidez). Neste trecho, a política monetária expansiva não desloca a curva do lugar (não há possibilidade de a curva ir para a direita). A curva LM será vertical quando a demanda por moeda for totalmente inelástica aos juros (caso clássico ou teoria quantitativa da moeda). Profs. Heber e Jetro 9 de 11

10 O efeito deslocamento ou expulsão (crowding out) Resumo de Economia i i E2 E 2 Curva LM ΔG.K i E1 E 1 ΔY=Y E2 Y E1 Curva IS2 Y E1 Y E2 Curva IS1 Y O aumento de gastos do governo (ΔG) faz deslocar a curva IS1 para IS2. Esse aumento dos gastos deveria provocar o aumento na renda de equilíbrio equivalente ao valor do aumento dos gastos multiplicado pelo multiplicador keynesiano (K). Assim, o aumento na renda de equilíbrio (ΔY) provocado pelo aumento de gastos deveria ser (ΔG.K), de forma que ΔY=ΔG.K. No entanto, observa-se que o aumento em Y foi em magnitude menor que o aumento de gastos do governo multiplicado por K. Ou seja, ΔY<ΔG.K; e isto acontece devido ao papel da taxa de juros. Quando o governo aumenta os gastos, há aumento da taxa de juros (ie1 para ie2). Como os investimentos são função inversa da taxa de juros, consequentemente, o aumento dos gastos do governo resultará em um decréscimo nos investimentos (decréscimo em I), de forma que esse decréscimo em I fará com que a renda não aumente no valor exato do aumento dos gastos do governo multiplicado pelo multiplicador keynesiano. Assim, temos que o aumento de G faz com que a renda aumente em ΔG.K, mas, ao mesmo tempo, faz com que o agregado investimento (I) seja reduzido em algum valor, em virtude do aumento das taxas de juros. Esse fenômeno é conhecido como crowding-out ou efeito deslocamento. Entende-se que, neste caso, o governo está ocupando um espaço maior na economia, em detrimento do setor privado. Profs. Heber e Jetro 10 de 11

11 Quadro resumo da eficácia das políticas monetária e fiscal POLÍTICA MONETÁRIA Curva IS Curva LM Muito inclinada Ineficaz Eficaz Pouco inclinada Eficaz Ineficaz POLÍTICA FISCAL Curva IS Curva LM Muito inclinada Eficaz Ineficaz Pouco inclinada Ineficaz Eficaz Visão geral da curva LM: Trecho keynesiano: LM horizontal i LM Trecho normal ou intermediário: LM positivamente inclinada Trecho clássico: LM vertical Na LM horizontal, somente a política fiscal é eficaz para aumentar a renda. Na LM vertical, somente a política monetária é eficaz para aumentar a renda.... não esqueça ainda que: Na IS vertical, somente a política fiscal é eficaz para aumentar a renda. YPE Y Casos especiais Política fiscal Política monetária Modelo keynesiano simples Eficaz Ineficaz Armadilha da liquidez (trecho keynesiano) Eficaz Ineficaz Caso clássico (curva LM vertical) Ineficaz Eficaz Profs. Heber e Jetro 11 de 11

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