LISTA DE EXERCÍCIOS - MACROECONOMIA
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- Beatriz Santana Aldeia
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1 LISTA DE EXERCÍCIOS - MACROECONOMIA Evolução do pensamento macroeconômico. Keynesianismo, monetarismo e escolas posteriores. Flutuações econômicas no curto prazo. Oferta e demanda agregadas. Papel das políticas monetária e fiscal. Inflação e desemprego. Mercado de trabalho. Determinação do nível de emprego. Poupança e investimento. Sistema financeiro. 1. Considere o modelo (neo)clássico de determinação do nível de atividade, emprego, preços e salários, envolvendo, entre outros, as hipóteses de concorrência perfeita, ajuste instantâneo de salários e preços, e validade da teoria quantitativa da moeda. Responda Verdadeira ou Falsa: a) vigorando o salário real de equilíbrio, a economia estará em pleno emprego, mas, ainda assim, haverá desemprego voluntário e desemprego friccional. b) Se o governo decide estabelecer um salário real superior ao salário de equilíbrio, o desemprego aumentará por dois motivos: (i) trabalhadores serão demitidos e (ii) parte dos trabalhadores desempregados passarão a procurar emprego. c) O aumento da oferta de moeda pode elevar o nível de emprego, mas provoca tensões inflacionárias. d) Um choque adverso de oferta, em uma economia com oferta monetária fixa, provoca uma queda no nível de emprego e elevação do nível de preço. e) O desemprego independe da situação da demanda agregada, sendo voluntário e resultado da negativa dos trabalhadores em aceitar menores salários reais. f) Maior propensão a poupar da sociedade reduz taxa de juros, mas nada pode ser afirmado em relação ao investimento, pois este depende, também, do nível de ocupação da capacidade produtiva. 2- O denominado "modelo clássico" tem sido apresentado em livros textos de macroeconomia como uma descrição possível do pensamento macroeconômico anterior a Keynes. Numa de suas versões, o modelo é descrito pelo seguinte conjunto de equações: Q = f (N); f' > 0; f" < 0 onde: Q = produto agregado real e N = volume de emprego da mão-de-obra; N s = J (W/P); J' > 0 onde N s representa a oferta por mão-de-obra e W/P o salário real; N d = I (W/P); I < 0; onde N d representa a demanda por mão-de-obra; e MV = PQ; onde M = estoque de moeda na economia; V = velocidade de circulação da moeda; e P = nível geral de preços. Assim, partindo-se do equilíbrio no mercado de trabalho, chegase ao nível de pleno emprego e, a partir da função de produção, ao nível de produto de pleno emprego. Neste modelo, o nível geral de preços fica determinado pela denominada "Teoria Quantitativa da Moeda". Com base nestas informações, é correto afirmar que: a) uma elevação na demanda por mão-de-obra reduz o salário real b) uma política monetária expansionista teria como efeito uma elevação no produto de pleno emprego c) o produto agregado real independe da quantidade de mãode-obra empregada d) o nível do produto real de pleno emprego inde- pende da oferta de moeda na economia e) um aumento no estoque de capital na economia reduz o salário real e o nível de pleno emprego 3- John M. Keynes, em sua Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (Abril Cultural, Coleção Os Economistas, 1983), procurou analisar e sistematizar os pressupostos da Economia Clássica. Considerando a interpretação dada por Keynes à Teoria Clássica, não pode ser considerado como hipótese da Teoria Clássica: a) não existe o que se chama de desemprego involuntário no seu sentido estrito. b) o salário real é igual à desutilidade marginal do trabalho existente. c) o produto marginal do trabalho é zero para qualquer nível de produção e de emprego. d) a oferta cria a sua própria procura. e) o preço da procura agregada é igual ao preço da oferta agregada para todos os níveis de produção e de emprego. 4-(ENAP 2006) Considere o modelo: C = Co + C(Yd) Yd = Y T T = t.y Y = C + I + G Onde: C = consumo; Co = consumo autônomo; Yd = renda disponível; T = impostos; G = gastos do governo; I = investimento agregado. Com base nesse modelo, é incorreto afirmar que a) se t = 0, então o multiplicador dos gastos do governo será igual a 1. b) o valor do multiplicador será de 1/[1 c.(1-t)]. c) Y/ G = Y/ I. d) a renda de equilíbrio é igual a {1/[1 c.(1-t)]}.(co + I + G). e) Y/ G = Y/ Co. 5- Considere C = ,8Y I = 300 G = 100 X = 100 M = 50 Onde: C = consumo agregado; I = investimento agregado; G = gastos do governo; X = exportações; e M = importações. Supondo um aumento de 50 nos gastos do governo, pode-se afirmar que a renda de equilíbrio sofrerá um incremento de, aproximadamente: a) 200 b) 50 c) 100 d) 250 e) Com relação ao conceito de multiplicador do modelo de determinação da renda, é incorreto afirmar que: a) se a propensão marginal a consumir for igual a propensão marginal a poupar, o valor do multiplicador será igual a 2. b) em uma economia fechada e sem governo, se a propensão marginal a consumir for de 0,1, um aumento nos investimentos resulta em um aumento mais do que proporcional da renda. c) em uma economia fechada e sem governo, quanto mais próximo de zero estiver a propensão marginal a poupar, menor será o efeito de um aumento dos investimentos sobre a renda. d) o multiplicador da renda numa economia fechada é maior do que em uma economia aberta. e) quanto maior for a propensão marginal a poupar, menor será o valor do multiplicador. 7- Com relação ao multiplicador keynesiano, é correto afirmar
2 que: a) se a propensão marginal a consumir for igual à propensão marginal a poupar, o seu valor será igual a um. b) numa economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a poupar, pode ser menor do que um e só é válido para os gastos do governo. c) numa economia aberta seu valor depende da propensão marginal a consumir e importar, pode ser negativo e vale apenas para os gastos do governo e exportações autônomas. d) numa economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a poupar, não pode ser menor do que um e vale para qualquer componente dos denominados gastos autônomos agregados. e) seu valor para uma economia fechada é necessariamente menor do que para uma economia aberta. 8. No conhecido modelo keynesiano simples para uma economia fechada, o valor do multiplicador é função decrescente (A) da propensão marginal a consumir. (B) da taxa de juros. (C) do investimento autônomo. (D)) da propensão marginal a poupar. (E) da propensão marginal a investir. 9. A renda nacional está em equilíbrio, no modelo keynesiano, quando: a) não há déficit orçamentário no Governo. b) não há desempregados. c) a poupança planejada da sociedade é igual ao investimento planejado. d) o desemprego está acima da taxa natural. e) o volume das exportações de bens e serviços iguala o das importações. 10. Com relação ao multiplicador keynesiano, é correto afirmar que, a) caso a propensão marginal a importar seja positiva, seu valor para uma economia fechada é menor do que para uma economia aberta. b) em uma economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a poupar, é maior ou igual a 1 e vale para qualquer componente dos gastos autônomos agregados. c) se a propensão marginal a consumir for igual à propensão marginal a poupar, o seu valor será igual a 1. d) em uma economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a consumir, pode ser menor do que 1 e só é válido para os gastos do governo. e) em uma economia aberta, seu valor depende da propensão marginal a consumir e a importar, pode ser menor que 1 e vale apenas para os gastos do 11. Considere o gráfico abaixo, referente à situação de equilíbrio numa economia fechada, em que a taxa de desemprego é superior à taxa natural e a oferta agregada é infinitamente elástica em relação ao nível geral de preços. Nessa situação, a. uma redução de tributos, tudo o mais constante, promoveria aumento da renda nominal. b. a única maneira de se promover aumento da renda nominal seria por meio de uma política fiscal expansionista. c. um aumento dos gastos governamentais, tudo o mais constante, não promoveria aumento da renda nominal. d. uma política monetária expansionista provocaria um aumento da taxa de juros da economia. e. a única maneira de se promover aumento da renda nominal seria por meio de uma contração dos meios de pagamento. 12. Numa economia fechada em que havia desemprego, o Governo praticou uma determinada política econômica de curto prazo, que resultou numa elevação simultânea do nível de renda e da taxa de juros da economia. De acordo com o modelo IS-LM para uma economia fechada, as medidas praticadas pelo Governo representaram uma política (A)) fiscal expansiva. (B) monetária restritiva. (C) fiscal restritiva. (D) monetária expansiva. (E) de apreciação da moeda nacional. 13. É medida de política monetária anti-recessiva: (A) apreciação da moeda nacional. (B) aumento da taxa de redesconto de liquidez. (C) instituição de taxa de câmbio fixa. (D)) diminuição da taxa do depósito compulsório. (E) venda de títulos públicos no mercado aberto. 14. A demanda de moeda é função decrescente da (A) propensão marginal a poupar. (B) renda nacional. (C) propensão marginal a consumir. (D) quantidade de encaixe compulsório dos bancos comerciais. (E)) velocidade-renda da moeda. 15. As políticas fiscais e monetárias influenciam significativamente o desempenho da economia. A respeito desse assunto, julgue os itens seguintes. 1. Os benefícios fiscais anunciados no âmbito do PAC constituem um exemplo típico de política fiscal discricionária, que visa expandir a produção e o emprego. 2. No longo prazo, políticas monetárias expansionistas são ineficazes porque afetam o nível de preços, porém, não têm efeito sobre o lado real da economia, já que essas políticas não alteram o produto potencial da economia.
3 3. Contrações monetárias utilizadas para mitigar uma crise inflacionária aumentam as taxas de juros e, conseqüentemente, reduzem os investimentos, porém, elevam a poupança, porque deslocam a curva de oferta dos fundos emprestáveis para baixo e para a esquerda. 4. Em presença do efeito deslocamento (crowding out), políticas fiscais expansionistas deslocam a curva IS para cima e para a direita, porém, o efeito multiplicador dos gastos públicos é menor do que aquele que ocorreria na ausência desse efeito. 16. A Curva de Phillips a. é vertical no curto prazo e tende a ser horizontal no longo prazo. b. indica uma correlação positiva entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego da economia. c. desloca-se para a esquerda, em caso de expectativa de aceleração inflacionária. d. é influenciada por choques exógenos da oferta agregada. e. é positivamente inclinada porque relaciona a taxa de inflação com a taxa de crescimento da economia. 17. O modelo da oferta e da demanda agregada é um instrumental útil para analisar as flutuações que caracterizam a atividade econômica. A esse respeito, assinale a opção correta. a) Caso os preços e os salários sejam fixos no curto prazo, porém, flexíveis no longo prazo, então, no longo prazo, a curva de ofertada agregada da economia será horizontal em razão de as variações na oferta monetária não afetarem a produção e o emprego. b) Supondo-se que as negociações salariais resultem em reajustes salariais acima da inflação, então a curva de oferta agregada da economia se desloca para baixo e para a direita, levando à expansão da renda agregada da economia. c) Um aumento da oferta de moeda, desloca a demanda agregada para cima e para a direita aumentando a produção e os preços no curto prazo, considerando a oferta agregada positivamente inclinada. d) Quando o Banco Central do Brasil (BACEN) expande a oferta de moeda, a economia se move ao longo da curva de demanda agregada, aumentando a produção e reduzindo o nível de preços. e) A crise recente na agricultura brasileira, ao provocar um deslocamento ao longo da curva de oferta agregada da economia, no curto prazo, contribui para reduzir os níveis de inflação. 18. Considerando a teoria macroeconômica, que analisa o comportamento dos grandes agregados econômicos, julgue os próximos itens. 1. O efeito Oliveira-Tanzi afirma que a inflação tende a corroer o valor da arrecadação fiscal do governo em razão da defasagem entre o fato gerador e o recolhimento de impostos. 2. A Aumentos nas alíquotas tributárias, embora reduzam a renda disponível, não alteram a despesa agregada porque esse instrumento fiscal não modifica as taxas de juros. 3. Expectativas mais elevadas de inflação não alteram a posição da curva de Phillips porque essa curva depende apenas da relação entre as taxas de inflação efetivamente observadas e a taxa de desemprego 4. Na visão keynesiana, a contração do estoque monetário reduz a demanda agregada devido à diminuição da demanda planejada de investimento, provocada pelo aumento da taxa de juros, gerado pela contração monetária. _ 19. A respeito da política monetária, que constitui importante instrumento da ação do governo para a estabilização econômica, julgue os itens a seguir. 1. Na visão dos Novos Clássicos, a impotência monetária deriva do fato de que políticas monetárias antecipadas são ineficazes para alterar a produção e o emprego, de forma previsível, em virtude dos comportamentos compensatórios adotados pelos agentes econômicos em face dessas políticas. 2. As reduções recentes das taxas de juros no Brasil terão maior impacto sobre a renda real da economia brasileira se a demanda por investimento for relativamente insensível às variações nas taxas de juros. 20- A interferência do governo, via política fiscal (por exemplo, aumento dos gastos públicos), retirando recursos do setor privado e diminuindo a participação dos investimentos privados, denomina-se: a) efeito-preço total b) efeito-renda c) efeito-deslocamento d) efeito-substituição e) efeito-marginal 21- No modelo IS-LM um aumento dos gastos públicos (política fiscal expansionista) promove um deslocamento da curva IS e um aumento da oferta de moeda (política monetária expansionista) promove um deslocamento da curva LM, respectivamente, para: a) direita e direita b) esquerda e esquerda c) direita e esquerda d) esquerda e direita e) baixo e cima 22 - Recorde seus estudos sobre noções de Macroeconomia e julgue os itens a seguir. 1. Uma elevação na taxa de juros diminui o consumo e o investimento. A taxa de juros é constantemente utilizada como um instrumento para conter a inflação. 2. A chamada Curva de Phillips postula uma relação positiva entre inflação e desemprego. 3. A elevação da renda reduz a demanda por moeda, enquanto um aumento da taxa de juros contribui para aumentar a demanda por moeda. 4. No caso geral do modelo keynesiano conhecido como IS- LM, um aumento de gastos públicos faz com que aumentem o produto e a demanda de moeda para transações. Isso explica o aumento da taxa de juros, do qual decorre o crowding out. 23. Recorde seus estudos de Macroeconomia e julgue os itens a seguir: 1. A visão keynesiana afirma que uma contração na oferta de moeda engendra uma diminuição nos gastos públicos, contribuindo, assim, para reduzir a demanda agregada. 2. Políticas monetárias expansionistas reduzem a taxa de juros, expandem a renda e, portanto, deslocam para cima e para a direita a curva de demanda agregada da economia. 3. O efeito deslocamento (crowding out) se refere à possibilidade de que uma política fiscal expansionista contribua para expandir o investimento privado.
4 4. No curto prazo, como a curva de Phillips é negativamente inclinada, as flutuações da demanda agregada não alteram o nível de produção e a taxa de desemprego da economia. 24- Com relação ao modelo de oferta e demanda agregada, é incorreto afirmar que: a) se os preços e salários são fixos no curto prazo, deslocamentos da demanda agregada afetam o emprego. b) uma redução na oferta monetária só afeta o nível de produto se houver alguma rigidez de preços e salários. c) a diferença entre curto e longo prazo no modelo é explicada pela rigidez nos preços e salários. d) se os preços e salários são perfeitamente flexíveis, deslocamentos na curva de demanda agregada tendem a exercer grande influência sobre o produto. e) não é necessário rigidez total de preços e salários para que deslocamentos na demanda agregada afetem o produto. 25- Considere: curva de demanda agregada derivada do modelo IS/LM curva de oferta agregada de longo prazo horizontal curva de oferta agregada de curto prazo vertical Considere a ocorrência de um choque adverso de oferta como, por exemplo, uma elevação nos preços internacionais do petróleo. Supondo que este choque não desloca a curva de oferta agregada de longo prazo, é correto afirmar que: a) uma elevação na demanda tenderá a intensi- ficar a queda no produto que decorre do choque de oferta. b) o choque adverso de oferta aumenta os cus- tos e, portanto, os preços. Se não houver alterações na demanda agregada, teremos uma combinação, no curto prazo, de preços crescentes com redução do produto. No longo prazo, com a queda dos preços, a economia retornará ao seu nível de pleno emprego. c) se não ocorrer deslocamentos na curva de demanda agregada, o choque de oferta causará deflação. d) o choque de oferta alterará apenas o produto de pleno emprego. e) não ocorrerá alterações nem nos preços nem no nível do produto, tanto no curto quanto no longo prazo, uma vez que, se o choque de oferta não desloca a curva de oferta de longo prazo, também não deslocará a curva de oferta de curto prazo. 26- (APO-MP 2003) Considere o seguinte gráfico: Onde P = nível geral de preços; Q = produto agregado; OLP = oferta agregada de longo prazo; OCP = oferta agregada de curto prazo; Q* = produto agregado de pleno emprego. Supondo que a economia encontra-se no equilíbrio de longo prazo e considerando os fundamentos utilizados para a construção das curvas de oferta e demanda agregada, é correto afirmar que: a) um aumento na velocidade de circulação da moeda reduz o nível de emprego no curto prazo. b) uma política fiscal expansionista reduz o nível de emprego no curto prazo. c) uma política monetária contracionista reduz o nível de emprego no curto prazo. d) a partir do gráfico, podemos afirmar que existe total flexibilidade nos preços no curto prazo. e) uma política monetária contracionista gera inflação no curto prazo. 27- Considere o modelo de oferta e demanda agregada, supondo a curva de oferta agregada positivamente inclinada e a curva de demanda agregada derivada do modelo IS/LM. É correto afirmar que: a) um aumento dos gastos do governo eleva o produto, deixando inalterado o nível geral de preços. b) uma elevação da oferta monetária só resulta em alterações no nível geral de preços. c) uma elevação do consumo agregado não causa impactos sobre o nível geral de preços. d) uma elevação das exportações tende a elevar tanto o produto agregado quanto o nível geral de preços. e) uma redução nos impostos não causa alterações no produto agregado. 28- Considere o modelo IS/LM e o de oferta e demanda agregada. Supondo que a curva de oferta agregada de curto prazo é positivamente inclinada, é correto afirmar que: a) a partir do equilíbrio de longo prazo, no modelo de oferta e demanda agregada, um aumento da base monetária eleva a taxa de juros e reduz o nível de atividade econômica no curto prazo. b) é possível construir, com o modelo IS/LM, uma teoria para a demanda agregada. A partir dessa teoria, pode-se avaliar os efeitos, por exemplo, de uma política monetária expansionista no modelo de oferta e demanda agregadas. c) no equilíbrio de longo prazo, um aumento da demanda agregada não provoca inflação. d) a partir do equilíbrio de longo prazo, uma política fiscal expansionista, quando eleva o nível do produto de curto prazo, não provoca alterações no nível geral de preços. e) somente a política fiscal pode elevar o produto de equilíbrio de longo prazo sem causar inflação. 29- Considerando o modelo de oferta e demanda agregada, podemos afirmar que: a) no longo prazo, a curva de oferta agregada pode ser vertical ou horizontal, dependendo do grau de rigidez dos preços no curto prazo. Assim, no longo prazo, alterações na demanda agregada necessariamente afetam os preços, mas nada se pode afirmar no que diz respeito aos seus efeitos sobre o produto b) no longo prazo, a curva de oferta agregada é vertical. Neste caso, descolamentos na curva de demanda agregada afetam o nível de preços, mas não o produto. No curto prazo, entretanto, a curva de oferta não é vertical. Neste caso, alterações na demanda agregada provocam alterações no produto agregado c) tanto no curto quanto no longo prazo a curva de oferta agregada é vertical. Assim, os únicos fatores que podem explicar as flutuações econômicas, tanto no curto quanto no longo prazo, são as disponibilidades de capital e tecnologia d) no curto prazo, não há qualquer justificativa teórica para que a curva de oferta agregada de curto prazo não seja horizontal. Nesse sentido, no curto prazo, alterações na
5 demanda agregada são irrelevantes para explicar tanto a inflação como alterações no nível do produto e) desde que os preços sejam rígidos, as curvas de oferta agregadas são verticais, tanto no curto quanto no longo prazo 30- Podemos representar a curva de Phillips a partir da seguinte equação: π = π e - β(u - u n ) + ε onde: π = taxa de inflação (π e = taxa esperada de inflação) u = taxa de desemprego (u n = taxa natural de desemprego) ε = choques de oferta β = parâmetro maior do que zero Considerando a hipótese de expectativas adaptativas nesta equação, pode-se afirmar que: a) é possível construir um modelo de inflação inercial. Neste caso, mesmo que o desem- prego esteja em sua taxa natural e não haja choques de oferta, ainda assim pode-se prever um processo inflacionário no modelo b) se β e ε forem nulos, não é possível construir um modelo de inflação com a equação em questão c) a inflação somente poderá ser explicada pelo desemprego cíclico d) a inflação somente será explicada a partir da expectativa acerca do comportamento dos preços futuros e da possibilidade de existên- cia de choques exógenos e) a inflação será sempre constante, mesmo com desemprego cíclico e com choques de oferta 31- Considere a seguinte equação para a inflação: πt = πe - β. (u - un) + ε onde πt = inflação em t; πe = inflação esperada; u = taxa de desemprego efetiva; un = taxa natural de desemprego; ε = choques de oferta; e β = uma constante positiva. Com base neste modelo de inflação, é incorreto afirmar que: a) se πe = α.πt-1, onde πt-1 representa a inflação passada, se α = 1, β = 0 e ε = 0, a inflação será essencialmente inercial. b) um aumento do preço internacional do petróleo representa um choque de oferta e tende a aumentar a inflação. c) o impacto das políticas que reduzem a demanda sobre a inflação dependerá de β. d) se πe = α.πt-1, onde πt-1 representa a inflação passada, se α > 1, a inflação será explosiva. e) um aumento na taxa de desemprego tende a aumentar a inflação tendo em vista o menor volume de oferta agregada. 34- A relação entre crescimento e variações na taxa de desemprego é conhecida como: a) Lei de Wagner b) Lei de Okun c) Lei de Walras d) Lei de Say e) Lei de Gresham 35- Considere a seguinte equação para a inflação: t = e - β. (u - un) + ε onde t = infl ação em t; e = infl ação esperada; u = taxa de desemprego efetiva; un = taxa natural de desemprego; ε = choques de oferta; e β = uma constante positiva. Com base neste modelo de inflação, é incorreto afirmar que: a) se e = α. t-1, onde t-1 representa a inflação passada, se α = 1, β = 0 e ε = 0, a inflação será essencialmente inercial. b) um aumento do preço internacional do petróleo representa um choque de oferta e tende a aumentar a inflação. c) o impacto das políticas que reduzem a demanda sobre a infl ação dependerá de β. d) se e = α. t-1, onde t-1 representa a inflação passada, se α > 1, a inflação será explosiva. e) um aumento na taxa de desemprego tende a aumentar a infl ação tendo em vista o menor volume de oferta agregada. 36. Quanto ao dilema de política econômica expresso pela curva de Philips, indique se as afirmações são falsas ou verdadeiras: 1. O custo da redução do desemprego, medido em aumento de taxa de inflação, será tanto maior quanto maior for a capacidade ociosa da economia. 2. Uma curva de Phillips negativamente inclinada significa que, por exemplo, uma redução da tributação expande a demanda agregada, reduz o desemprego, mas eleva a taxa de inflação. 3. Segundo Friedman, curva de Phillips de longo prazo é uma reta vertical. 4. Uma curva de Phillips aceleracionista com expectativas adaptativas implica na existência de um trade off permanente entre inflação e produto. 5. De acordo com a nova macroeconomia clássica, o trade off de curto prazo entre inflação e desemprego é atribuído à imperfeições de informação, especificamente àquelas relativas ao nível de preços De acordo com a Curva de Phillips de curto prazo, para um dado estado de expectativa dos agentes econômicos e na ausência de choques de oferta, uma redução da taxa de inflação deverá ser acompanhada por uma: a) elevação da taxa real de juros b) elevação da taxa de emprego c) elevação da taxa nominal de juros d) redução dos salários reais e) elevação da taxa de desemprego 33- A curva que descreve uma relação entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego denomina-se: a) curva de Phillips b) curva de Engel c) curva de demanda hicksiana d) curva de Lorenz e) curva de Laffer
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8 GABARITO LISTA DE EXERCÍCIOS - MACROECONOMIA Evolução do pensamento macroeconômico. Keynesianismo, monetarismo e escolas posteriores. Flutuações econômicas no curto prazo. Oferta e demanda agregadas. Papel das políticas monetária e fiscal. Inflação e desemprego. Mercado de trabalho. Determinação do nível de emprego. Poupança e investimento. Sistema financeiro. 1. Considere o modelo (neo)clássico de determinação do nível de atividade, emprego, preços e salários, envolvendo, entre outros, as hipóteses de concorrência perfeita, ajuste instantâneo de salários e preços, e validade da teoria quantitativa da moeda. Responda Verdadeira ou Falsa: 1. vigorando o salário real de equilíbrio, a economia estará em pleno emprego, mas, ainda assim, haverá desemprego voluntário e desemprego friccional. CERTO 2. Se o governo decide estabelecer um salário real superior ao salário de equilíbrio, o desemprego aumentará por dois motivos: (i) trabalhadores serão demitidos e (ii) parte dos trabalhadores desempregados passarão a procurar emprego. CERTO 3. O aumento da oferta de moeda pode elevar o nível de emprego, mas provoca tensões inflacionárias. ERRADO 4. Um choque adverso de oferta, em uma economia com oferta monetária fixa, provoca uma queda no nível de emprego e elevação do nível de preço. CERTO 5. O desemprego independe da situação da demanda agregada, sendo voluntário e resultado da negativa dos trabalhadores em aceitar menores salários reais. CERTO 6. Maior propensão a poupar da sociedade reduz taxa de juros, mas nada pode ser afirmado em relação ao investimento, pois este depende, também, do nível de ocupação da capacidade produtiva. ERRADO 2- O denominado "modelo clássico" tem sido apresentado em livros textos de macroeconomia como uma descrição possível do pensamento macroeconômico anterior a Keynes. Numa de suas versões, o modelo é descrito pelo seguinte conjunto de equações: Q = f (N); f' > 0; f" < 0 onde: Q = produto agregado real e N = volume de emprego da mão-de-obra; N s = J (W/P); J' > 0 onde N s representa a oferta por mão-de-obra e W/P o salário real; N d = I (W/P); I < 0; onde N d representa a demanda por mão-de-obra; e MV = PQ; onde M = estoque de moeda na econo- mia; V = velocidade de circulação da moeda; e P = nível geral de preços. Assim, partindo-se do equilíbrio no mercado de traba- lho, chega-se ao nível de pleno emprego e, a partir da função de produção, ao nível de produto de pleno em- prego. Neste modelo, o nível geral de preços fica de- terminado pela denominada "Teoria Quantitativa da Moeda". Com base nestas informações, é correto afirmar que: a) uma elevação na demanda por mão-de-obra reduz o salário real b) uma política monetária expansionista teria como efeito uma elevação no produto de pleno emprego c) o produto agregado real independe da quantidade de mãode-obra empregada d) o nível do produto real de pleno emprego independe da oferta de moeda na economia e) um aumento no estoque de capital na economia reduz o salário real e o nível de pleno emprego 3- John M. Keynes, em sua Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (Abril Cultural, Coleção Os Economistas, 1983), procurou analisar e sistematizar os pressupostos da Economia Clássica. Considerando a interpretação dada por Keynes à Teoria Clássica, não pode ser considerado como hipótese da Teoria Clássica: a) não existe o que se chama de desemprego involuntário no seu sentido estrito. b) o salário real é igual à desutilidade marginal do trabalho existente. c) o produto marginal do trabalho é zero para qualquer nível de produção e de emprego. d) a oferta cria a sua própria procura. e) o preço da procura agregada é igual ao preço da oferta agregada para todos os níveis de produção e de emprego. 4-(ENAP 2006) Considere o modelo: C = Co + C(Yd) Yd = Y T T = t.y Y = C + I + G Onde: C = consumo; Co = consumo autônomo; Yd = renda disponível; T = impostos; G = gastos do governo; I = investimento agregado. Com base nesse modelo, é incorreto afirmar que a) se t = 0, então o multiplicador dos gastos do governo será igual a 1. b) o valor do multiplicador será de 1/[1 c.(1-t)]. c) Y/ G = Y/ I. d) a renda de equilíbrio é igual a {1/[1 c.(1-t)]}.(co + I + G). e) Y/ G = Y/ Co. 5- Considere C = ,8Y I = 300 G = 100 X = 100 M = 50 Onde: C = consumo agregado; I = investimento agregado; G = gastos do governo; X = exportações; e M = importações. Supondo um aumento de 50 nos gastos do governo, pode-se afirmar que a renda de equilíbrio sofrerá um incremento de, aproximadamente: a) 200 b) 50 c) 100 d) 250 e) Com relação ao conceito de multiplicador do modelo de determinação da renda, é incorreto afirmar que: a) se a propensão marginal a consumir for igual a propensão marginal a poupar, o valor do multiplicador será igual a 2. b) em uma economia fechada e sem governo, se a propensão marginal a consumir for de 0,1, um aumento nos investimentos resulta em um aumento mais do que proporcional da renda. c) em uma economia fechada e sem governo, quanto mais próximo de zero estiver a propensão marginal a poupar, menor será o efeito de um aumento dos investimentos sobre a renda. d) o multiplicador da renda numa economia fechada é maior do que em uma economia aberta. e) quanto maior for a propensão marginal a poupar, menor será o valor do multiplicador.
9 7- Com relação ao multiplicador keynesiano, é correto afirmar que: a) se a propensão marginal a consumir for igual à propensão marginal a poupar, o seu valor será igual a um. b) numa economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a poupar, pode ser menor do que um e só é válido para os gastos do governo. c) numa economia aberta seu valor depende da propensão marginal a consumir e importar, pode ser negativo e vale apenas para os gastos do governo e exportações autônomas. d) numa economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a poupar, não pode ser menor do que um e vale para qualquer componente dos denominados gastos autô- nomos agregados. e) seu valor para uma economia fechada é necessariamente menor do que para uma eco- nomia aberta. 8. No conhecido modelo keynesiano simples para uma economia fechada, o valor do multiplicador é função decrescente (A) da propensão marginal a consumir. (B) da taxa de juros. (C) do investimento autônomo. (D)) da propensão marginal a poupar. (E) da propensão marginal a investir. 9. A renda nacional está em equilíbrio, no modelo keynesiano, quando: f) não há déficit orçamentário no Governo. g) não há desempregados. h) a poupança planejada da sociedade é igual ao investimento planejado. i) o desemprego está acima da taxa natural. j) o volume das exportações de bens e serviços iguala o das importações. 10. Com relação ao multiplicador keynesiano, é correto afirmar que, f) caso a propensão marginal a importar seja positiva, seu valor para uma economia fechada é menor do que para uma economia aberta. g) em uma economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a poupar, é maior ou igual a 1 e vale para qualquer componente dos gastos autônomos agregados. h) se a propensão marginal a consumir for igual à propensão marginal a poupar, o seu valor será igual a 1. i) em uma economia fechada, seu valor depende da propensão marginal a consumir, pode ser menor do que 1 e só é válido para os gastos do governo. j) em uma economia aberta, seu valor depende da propensão marginal a consumir e a importar, pode ser menor que 1 e vale apenas para os gastos do governo. 11. Considere o gráfico abaixo, referente à situação de equilíbrio numa economia fechada, em que a taxa de desemprego é superior à taxa natural e a oferta agregada é infinitamente elástica em relação ao nível geral de preços. Nessa situação, f. uma redução de tributos, tudo o mais constante, promoveria aumento da renda nominal. g. a única maneira de se promover aumento da renda nominal seria por meio de uma política fiscal expansionista. h. um aumento dos gastos governamentais, tudo o mais constante, não promoveria aumento da renda nominal. i. uma política monetária expansionista provocaria um aumento da taxa de juros da economia. j. a única maneira de se promover aumento da renda nominal seria por meio de uma contração dos meios de pagamento. 12. Numa economia fechada em que havia desemprego, o Governo praticou uma determinada política econômica de curto prazo, que resultou numa elevação simultânea do nível de renda e da taxa de juros da economia. De acordo com o modelo IS-LM para uma economia fechada, as medidas praticadas pelo Governo representaram uma política (A)) fiscal expansiva. (B) monetária restritiva. (C) fiscal restritiva. (D) monetária expansiva. (E) de apreciação da moeda nacional. 13. É medida de política monetária anti-recessiva: (A) apreciação da moeda nacional. (B) aumento da taxa de redesconto de liquidez. (C) instituição de taxa de câmbio fixa. (D)) diminuição da taxa do depósito compulsório. (E) venda de títulos públicos no mercado aberto. 14. A demanda de moeda é função decrescente da (A) propensão marginal a poupar. (B) renda nacional. (C) propensão marginal a consumir. (D) quantidade de encaixe compulsório dos bancos comerciais. (E)) velocidade-renda da moeda. 15. As políticas fiscais e monetárias influenciam significativamente o desempenho da economia. A respeito desse assunto, julgue os itens seguintes. 5. Os benefícios fiscais anunciados no âmbito do PAC constituem um exemplo típico de política fiscal discricionária, que visa expandir a produção e o emprego. CERTO 6. No longo prazo, políticas monetárias expansionistas são ineficazes porque afetam o nível de preços, porém, não têm efeito sobre o lado real da economia, já que essas políticas não alteram o produto potencial da economia. CERTO
10 7. Contrações monetárias utilizadas para mitigar uma crise inflacionária aumentam as taxas de juros e, conseqüentemente, reduzem os investimentos, porém, elevam a poupança, porque deslocam a curva de oferta dos fundos emprestáveis para baixo e para a esquerda. ERRADO 8. Em presença do efeito deslocamento (crowding out), políticas fiscais expansionistas deslocam a curva IS para cima e para a direita, porém, o efeito multiplicador dos gastos públicos é menor do que aquele que ocorreria na ausência desse efeito. CERTO 16. A Curva de Phillips f. é vertical no curto prazo e tende a ser horizontal no longo prazo. g. indica uma correlação positiva entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego da economia. h. desloca-se para a esquerda, em caso de expectativa de aceleração inflacionária. i. é influenciada por choques exógenos da oferta agregada. j. é positivamente inclinada porque relaciona a taxa de inflação com a taxa de crescimento da economia. 17. O modelo da oferta e da demanda agregada é um instrumental útil para analisar as flutuações que caracterizam a atividade econômica. A esse respeito, assinale a opção correta. f) Caso os preços e os salários sejam fixos no curto prazo, porém, flexíveis no longo prazo, então, no longo prazo, a curva de ofertada agregada da economia será horizontal em razão de as variações na oferta monetária não afetarem a produção e o emprego. g) Supondo-se que as negociações salariais resultem em reajustes salariais acima da inflação, então a curva de oferta agregada da economia se desloca para baixo e para a direita, levando à expansão da renda agregada da economia. h) Um aumento da oferta de moeda, desloca a demanda agregada para cima e para a direita aumentando a produção e os preços no curto prazo, considerando a oferta agregada positivamente inclinada. i) Quando o Banco Central do Brasil (BACEN) expande a oferta de moeda, a economia se move ao longo da curva de demanda agregada, aumentando a produção e reduzindo o nível de preços. j) A crise recente na agricultura brasileira, ao provocar um deslocamento ao longo da curva de oferta agregada da economia, no curto prazo, contribui para reduzir os níveis de inflação. 18. Considerando a teoria macroeconômica, que analisa o comportamento dos grandes agregados econômicos, julgue os próximos itens. 5. O efeito Oliveira-Tanzi afirma que a inflação tende a corroer o valor da arrecadação fiscal do governo em razão da defasagem entre o fato gerador e o recolhimento de impostos. CERTO 6. Aumentos nas alíquotas tributárias, embora reduzam a renda disponível, não alteram a despesa agregada porque esse instrumento fiscal não modifica as taxas de juros. ERRADO 7. Expectativas mais elevadas de inflação não alteram a posição da curva de Phillips porque essa curva depende apenas da relação entre as taxas de inflação efetivamente observadas e a taxa de desemprego. ERRADO 8. Na visão keynesiana, a contração do estoque monetário reduz a demanda agregada devido à diminuição da demanda planejada de investimento, provocada pelo aumento da taxa de juros, gerado pela contração monetária. CERTO _ 19. A respeito da política monetária, que constitui importante instrumento da ação do governo para a estabilização econômica, julgue os itens a seguir. 3. Na visão dos Novos Clássicos, a impotência monetária deriva do fato de que políticas monetárias antecipadas são ineficazes para alterar a produção e o emprego, de forma previsível, em virtude dos comportamentos compensatórios adotados pelos agentes econômicos em face dessas políticas. CERTO 4. As reduções recentes das taxas de juros no Brasil terão maior impacto sobre a renda real da economia brasileira se a demanda por investimento for relativamente insensível às variações nas taxas de juros. ERRADO 20- A interferência do governo, via política fiscal (por exemplo, aumento dos gastos públicos), retirando recursos do setor privado e diminuindo a participação dos investimentos privados, denomina-se: a) efeito-preço total b) efeito-renda c) efeito-deslocamento d) efeito-substituição e) efeito-marginal 21- No modelo IS-LM um aumento dos gastos públicos (política fiscal expansionista) promove um deslocamento da curva IS e um aumento da oferta de moeda (política monetária expansionista) promove um deslocamento da curva LM, respectivamente, para: a) direita e direita b) esquerda e esquerda c) direita e esquerda d) esquerda e direita e) baixo e cima 22 - Recorde seus estudos sobre noções de Macroeconomia e julgue os itens a seguir. 1. Uma elevação na taxa de juros diminui o consumo e o investimento. A taxa de juros é constantemente utilizada como um instrumento para conter a inflação. CERTO 2. A chamada Curva de Phillips postula uma relação positiva entre inflação e desemprego. ERRADO 3. A elevação da renda reduz a demanda por moeda, enquanto um aumento da taxa de juros contribui para aumentar a demanda por moeda. ERRADO 4. No caso geral do modelo keynesiano conhecido como IS- LM, um aumento de gastos públicos faz com que aumentem o produto e a demanda de moeda para transações. Isso explica o aumento da taxa de juros, do qual decorre o crowding out. CERTO 23. Recorde seus estudos de Macroeconomia e julgue os itens a seguir: 1. A visão keynesiana afirma que uma contração na oferta de moeda engendra uma diminuição nos gastos públicos, contribuindo, assim, para reduzir a demanda agregada. ERRADO 2. Políticas monetárias expansionistas reduzem a taxa de juros, expandem a renda e, portanto, deslocam para cima e para a direita a curva de demanda agregada da economia. CERTO
11 3. O efeito deslocamento (crowding out) se refere à possibilidade de que uma política fiscal expansionista contribua para expandir o investimento privado. ERRADO 4. No curto prazo, como a curva de Phillips é negativamente inclinada, as flutuações da demanda agregada não alteram o nível de produção e a taxa de desemprego da economia. ERRADO 24- Com relação ao modelo de oferta e demanda agregada, é incorreto afirmar que: a) se os preços e salários são fixos no curto prazo, deslocamentos da demanda agregada afetam o emprego. b) uma redução na oferta monetária só afeta o nível de produto se houver alguma rigidez de preços e salários. c) a diferença entre curto e longo prazo no modelo é explicada pela rigidez nos preços e salários. d) se os preços e salários são perfeitamente flexíveis, deslocamentos na curva de demanda agregada tendem a exercer grande influência sobre o produto. e) não é necessário rigidez total de preços e salários para que deslocamentos na demanda agregada afetem o produto. 25- Considere: curva de demanda agregada derivada do modelo IS/LM curva de oferta agregada de longo prazo horizontal curva de oferta agregada de curto prazo vertical Considere a ocorrência de um choque adverso de oferta como, por exemplo, uma elevação nos preços internacionais do petróleo. Supondo que este choque não desloca a curva de oferta agregada de longo prazo, é correto afirmar que: a) uma elevação na demanda tenderá a intensi- ficar a queda no produto que decorre do choque de oferta. b) o choque adverso de oferta aumenta os cus- tos e, portanto, os preços. Se não houver alterações na demanda agregada, teremos uma combinação, no curto prazo, de preços crescentes com redução do produto. No longo prazo, com a queda dos preços, a economia retornará ao seu nível de pleno emprego. c) se não ocorrer deslocamentos na curva de demanda agregada, o choque de oferta cau- sará deflação. d) o choque de oferta alterará apenas o produto de pleno emprego. e) não ocorrerá alterações nem nos preços nem no nível do produto, tanto no curto quanto no longo prazo, uma vez que, se o choque de oferta não desloca a curva de oferta de longo prazo, também não deslocará a curva de oferta de curto prazo. 26- (APO-MP 2003) Considere o seguinte gráfico: Onde P = nível geral de preços; Q = produto agregado; OLP = oferta agregada de longo prazo; OCP = oferta agregada de curto prazo; Q* = produto agregado de pleno emprego. Supondo que a economia encontra-se no equilíbrio de longo prazo e considerando os fundamentos utilizados para a construção das curvas de oferta e demanda agregada, é correto afirmar que: a) um aumento na velocidade de circulação da moeda reduz o nível de emprego no curto prazo. b) uma política fiscal expansionista reduz o nível de emprego no curto prazo. c) uma política monetária contracionista reduz o nível de emprego no curto prazo. d) a partir do gráfico, podemos afirmar que existe total flexibilidade nos preços no curto prazo. e) uma política monetária contracionista gera inflação no curto prazo. 27- Considere o modelo de oferta e demanda agregada, supondo a curva de oferta agregada positi- vamente inclinada e a curva de demanda agregada derivada do modelo IS/LM. É correto afirmar que: a) um aumento dos gastos do governo eleva o produto, deixando inalterado o nível geral de preços. b) uma elevação da oferta monetária só resulta em alterações no nível geral de preços. c) uma elevação do consumo agregado não causa impactos sobre o nível geral de preços. d) uma elevação das exportações tende a elevar tanto o produto agregado quanto o nível geral de preços. e) uma redução nos impostos não causa alterações no produto agregado. 28- Considere o modelo IS/LM e o de oferta e demanda agregada. Supondo que a curva de oferta agregada de curto prazo é positivamente inclinada, é correto afirmar que: a) a partir do equilíbrio de longo prazo, no modelo de oferta e demanda agregada, um aumento da base monetária eleva a taxa de juros e reduz o nível de atividade econômica no curto prazo. b) é possível construir, com o modelo IS/LM, uma teoria para a demanda agregada. A partir dessa teoria, pode-se avaliar os efeitos, por exemplo, de uma política monetária expansionista no modelo de oferta e demanda agregadas. c) no equilíbrio de longo prazo, um aumento da demanda agregada não provoca inflação. d) a partir do equilíbrio de longo prazo, uma política fiscal expansionista, quando eleva o nível do produto de curto prazo, não provoca alterações no nível geral de preços.
12 e) somente a política fiscal pode elevar o produto de equilíbrio de longo prazo sem causar inflação. 29- Considerando o modelo de oferta e demanda agregada, podemos afirmar que: a) no longo prazo, a curva de oferta agregada pode ser vertical ou horizontal, dependendo do grau de rigidez dos preços no curto prazo. Assim, no longo prazo, alterações na demanda agregada necessariamente afetam os preços, mas nada se pode afirmar no que diz respeito aos seus efeitos sobre o produto b) no longo prazo, a curva de oferta agregada é vertical. Neste caso, descolamentos na curva de demanda agregada afetam o nível de preços, mas não o produto. No curto prazo, entretanto, a curva de oferta não é vertical. Neste caso, alterações na demanda agregada provocam alterações no produto agregado c) tanto no curto quanto no longo prazo a curva de oferta agregada é vertical. Assim, os úni- cos fatores que podem explicar as flutuações econômicas, tanto no curto quanto no longo prazo, são as disponibilidades de capital e tecnologia d) no curto prazo, não há qualquer justificativa teórica para que a curva de oferta agregada de curto prazo não seja horizontal. Nesse sentido, no curto prazo, alterações na demanda agregada são irrelevantes para explicar tanto a inflação como alterações no nível do produto e) desde que os preços sejam rígidos, as curvas de oferta agregadas são verticais, tanto no curto quanto no longo prazo 30- Podemos representar a curva de Phillips a partir da seguinte equação: π = π e - β(u - u n ) + ε onde: π = taxa de inflação (π e = taxa esperada de inflação) u = taxa de desemprego (u n = taxa natural de desemprego) ε = choques de oferta β = parâmetro maior do que zero Considerando a hipótese de expectativas adaptativas nesta equação, pode-se afirmar que: a) é possível construir um modelo de inflação inercial. Neste caso, mesmo que o desem- prego esteja em sua taxa natural e não haja choques de oferta, ainda assim pode-se pre- ver um processo inflacionário no modelo b) se β e ε forem nulos, não é possível construir um modelo de inflação com a equação em questão c) a inflação somente poderá ser explicada pelo desemprego cíclico d) a inflação somente será explicada a partir da expectativa acerca do comportamento dos preços futuros e da possibilidade de existên- cia de choques exógenos e) a inflação será sempre constante, mesmo com desemprego cíclico e com choques de oferta 31- Considere a seguinte equação para a inflação: πt = πe - β. (u - un) + ε onde πt = inflação em t; πe = inflação esperada; u = taxa de desemprego efetiva; un = taxa natural de desemprego; ε = choques de oferta; e β = uma constante positiva. Com base neste modelo de inflação, é incorreto afirmar que: a) se πe = α.πt-1, onde πt-1 representa a inflação passada, se α = 1, β = 0 e ε = 0, a inflação será essencialmente inercial. b) um aumento do preço internacional do petróleo representa um choque de oferta e tende a aumentar a inflação. c) o impacto das políticas que reduzem a demanda sobre a inflação dependerá de β. d) se πe = α.πt-1, onde πt-1 representa a inflação passada, se α > 1, a inflação será explosiva. e) um aumento na taxa de desemprego tende a aumentar a inflação tendo em vista o menor volume de oferta agregada. 32- De acordo com a Curva de Phillips de curto prazo, para um dado estado de expectativa dos agentes econômicos e na ausência de choques de oferta, uma redução da taxa de inflação deverá ser acompanhada por uma: a) elevação da taxa real de juros b) elevação da taxa de emprego c) elevação da taxa nominal de juros d) redução dos salários reais e) elevação da taxa de desemprego 33- A curva que descreve uma relação entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego denomina-se: a) curva de Phillips b) curva de Engel c) curva de demanda hicksiana d) curva de Lorenz e) curva de Laffer 34- A relação entre crescimento e variações na taxa de desemprego é conhecida como: a) Lei de Wagner b) Lei de Okun c) Lei de Walras d) Lei de Say e) Lei de Gresham 35- Considere a seguinte equação para a inflação: t = e - β. (u - un) + ε onde t = infl ação em t; e = infl ação esperada; u = taxa de desemprego efetiva; un = taxa natural de desemprego; ε = choques de oferta; e β = uma constante positiva. Com base neste modelo de inflação, é incorreto afirmar que: a) se e = α. t-1, onde t-1 representa a inflação passada, se α = 1, β = 0 e ε = 0, a inflação será essencialmente inercial. b) um aumento do preço internacional do petróleo representa um choque de oferta e tende a aumentar a inflação. c) o impacto das políticas que reduzem a demanda sobre a infl ação dependerá de β. d) se e = α. t-1, onde t-1 representa a inflação passada, se α > 1, a inflação será explosiva. e) um aumento na taxa de desemprego tende a aumentar a infl ação tendo em vista o menor volume de oferta agregada. 36. Quanto ao dilema de política econômica expresso pela curva de Philips, indique se as afirmações são falsas ou verdadeiras: 6. O custo da redução do desemprego, medido em aumento de taxa de inflação, será tanto maior quanto maior for a capacidade ociosa da economia. ERRADO 7. Uma curva de Phillips negativamente inclinada significa que, por exemplo, uma redução da tributação expande a demanda agregada, reduz o desemprego, mas eleva a taxa de inflação. CERTO 8. Segundo Friedman, curva de Phillips de longo prazo é uma reta vertical. CERTO 9. Uma curva de Phillips aceleracionista com expectativas adaptativas implica na existência de um trade off permanente entre inflação e produto. ERRADO 10. De acordo com a nova macroeconomia clássica, o trade off de curto prazo entre inflação e desemprego é
13 atribuído à imperfeições de informação, especificamente àquelas relativas ao nível de preços. CERTO 37 Resposta: B 41 Resposta: B 38 Resposta: E 42 Resposta: C 43 Resposta: E 39 Resposta: A 44 Resposta: D 40
14 Resposta: A 45 Resposta: E Resposta: E 46 Resposta: C 47 Resposta: C 48 Resposta: C 49 Resposta: D 50
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