Bioquímica do Sistema Endócrino

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1 Módulo II.III- Fisiologia Tema da Aula: Bioquímica do Sistema Endócrino Docente: Dr. Teresa Pacheco Data: 19/11/2008 Número da Aula Previsto: 12º Desgravador: Filipe João de Castro e Borges Corrector: João André Silva [email protected] Bibliografia: Medical Physiology, Guyton & Hall, 11th edition, Elsevier Saunders, 2006; Murray, Robert K. et all (2000). Harper s Ilustrated Biochemistry, 25th edition, Lange Medical Books/ McGraw-Hill, chapter 46, pag ; Bioquímica do Sistema Endócrino É importante termos alguns conceitos em conta, como o de hormona. Hormona - qualquer substância no organismo capaz de sinalizar e provocar uma alteração ao nível celular. A acção das hormonas poderá ser ao nível endócrino, que é aquele sistema a que estamos mais habituados, onde a hormona é libertada pela célula secretora ao nível da corrente sanguínea e vai actuar à distância numa célula-alvo que tenha receptores para essa hormona. Temos o tipo de acção parácrina, onde é libertada no líquido intersticial e que de algum modo vai influenciar a resposta de células que exibem o seu receptor mas na vizinhança. Ou mesmo acção autócrina em que a própria célula que liberta a hormona tem receptores e sofre a acção da mesma. (Fig. 1) Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 1 de 20

2 Fig. 1 - Formas de acção das hormonas Assim temos um conceito alargado, que inclui não só as hormonas em sentido estrito dos sistemas endócrino e neuroendócrino, como também neurotransmissores, citocinas, factores de crescimento ( ). Outro conceito importante é o de sistema endócrino, não estando restrito às glândulas endócrinas e àqueles órgãos com função endócrina como a hipófise, tiróide, paratiróideia, supra renal ou pâncreas endócrino ou mesmo os órgãos reprodutores. Temos que ter em atenção o facto de haver células com secreção endócrina dispersas por todo o organismo: quer ao nível do tracto gastro intestinal, como no estômago e intestino, quer ao nível do rim, com a produção de por exemplo da eritropoietina, do timo, do endotélio, do coração (tem células com secreção endócrina como as que secretam o péptido natriurético auricular) ou das glândulas salivares. Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 2 de 20

3 Hierarquia de sinais Fig. 2 - Cascata de sinais dos sistema endócrino Primeiro temos os estímulos ambientais (internos ou externos) que vão ser integrados ao nível do Sistema Nervoso Central em comunicação directa com o hipotálamo, onde há toda essa integração de sinalização. O hipotálamo terá esse papel preponderante, juntamente com a hipófise e depois com as glândulas e células secretoras, como alvos secundários ao nível dos alvos finais. O hipotálamo poderá produzir hormonas que são libertadas pela hipófise posterior directamente na circulação sistémica, ou seja, a oxitocina e a vasopressina, mas a maior parte das hormonas que segrega são factores de libertação ou de inibição que vão actuar ao nível da hipófise anterior e aí modular a actividade das células desta glândula que, por sua vez, irá libertar outro tipo de hormonas (uma classe bastante alargada de trofinas como a corticotrofina ou a tirotrofina) ou mesmo hormonas que são libertadas e que vão actuar directamente ao nível dos alvos finais, como a somatotrofina e a prolactina. Mas a maioria destas hormonas tróficas vão actuar ao nível de alvos secundários, como o córtex da glândula suprarenal, a tiróide ou as glândulas Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 3 de 20

4 Fig. 3 - Loops de regulação do sistema endócrino Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa 2008/2009 reprodutoras e, desse modo, levar à produção de novas hormonas que irão finalmente actuar ao nível das células alvo. Portanto, temos uma grande coordenação e integração que permite no final haver uma função coordenada de todo o organismo. Não esquecer os fenómenos e os loops de regulação (a hormona segregada ao nível da célula secretora periférica poderá inibir, por este mecanismo de retrocontrolo negativo, a produção da respectiva trofina libertada pela hipófise, ou mesmo a síntese da hormona libertadora ao nível do hipotálamo. Temos loops (ou ansas) de menor dimensão em que a trofina libertada pela hipófise anterior poderá inibir a sua produção ao nível do hipotálamo ou da hipófise; e a própria libertação dos factores hipotalamicos que vão ter um efeito autócrino e inibir a sua produção a esse nível. Na bioquímica pretendemos estudar os factores que vão determinar a resposta da célula alvo à hormona que a atinge. Portanto, por um lado temos os factores que determinam a concentração da hormona que atinge a célula Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 4 de 20

5 alvo e, por outro, a resposta que a célula vai desencadear e o modo como vai responder à presença dessa hormona. Temos aspectos importantes como: a hormona poderá ser sintetizada de acordo com a sua composição química; poderá ser libertada directamente na corrente sanguínea ou ser armazenada em grânulos de secreção que serão depois libertados de acordo com estimulação posterior. A partir do momento em que se encontra ao nível do plasma passa a constituir um reservatório plasmático importante (isso constitui um factor a ter em conta); pode circular livre ou conjugada com proteínas transportadoras e estas nuances poderão determinar a semi-vida ou o modo como vai ser captada pelos tecidos e pelas células alvo onde vai actuar. Ao nível da célula alvo, deve ter-se em conta o tipo de receptor com que a hormona vai interagir: se é um receptor que se encontra na membrana plasmática ou se, pelo contrário, será um receptor intracelular. A resposta da célula alvo vai depender muito da sensibilidade que ela tem à hormona, que vai depender do número de receptores, da sua especificidade, da sua selectividade e isso vai influenciar a resposta que a célula irá dar. Portanto a hormona pode atravessar directamente a membrana citoplasmática. Se uma hormona interagir com um receptor de membrana, o mais provável é ela estimular uma série de cascatas de sinalização com o envolvimento de mensageiros secundários, como sejam o camp, o Cálcio, ou pelo contrário, se ela atravessa directamente a membrana plasmática, é provável que se vá conjugar com um receptor intracelular, que poderá ser citoplasmático ou mesmo nuclear. A ligação da hormona ao receptor irá provocar uma alteração da conformação deste receptor e é este complexo hormona-receptor que terá o seu efeito, ao afectar a expressão/transcrição de genes alvo. Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 5 de 20

6 Fig. 4 - Factores determinantes da acção de uma hormona ao nível da célula alvo Portanto, todos estes mecanismos, quer ao nível da célula secretora, quer sejam as características da hormona quando se encontra no seu reservatório plasmático, sejam aqueles ao nível da célula alvo, vão influenciar o modo como a célula alvo vai responder à secreção da hormona. Fig. 5 - Factores determinantes da acção de uma hormona ao nível da célula alvo Assim, qualquer uma destas características poderá servir como critério de classificação bioquímica das hormonas, como sendo: Composição Química; Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 6 de 20

7 Localização dos receptores; Tipo de receptor que utilizam; Mecanismos de acção; Solubilidade; Tempo de semi-vida no plasma. (mais importante do que decorarem os sistemas de classificação é perceber como conhecer uma característica da hormona ajuda a prever qual o seu comportamento e qual a sua relação com a célula alvo). Assim, podemos dividi-las em dois grandes grupos: - As hormonas esteróides, as iodotironinas, calcitriol e retinóides que têm características lipofílicas. Sendo lipofílicas, é normal que ao nível do plasma se encontrem associadas a proteínas de transporte e isso condiciona a sua semi-vida que é normalmente maior. Se têm características lipofílicas conseguem atravessar a membrana plasmática e por isso vão complexar-se com receptores intracelulares, sejam citoplasmáticos ou nucleares. Portanto, o mecanismo de acção vai ser através do complexo hormona-receptor. - Pelo contrário, as hormonas do segundo grupo que são os polipéptidos, proteínas, glicoproteínas e catecolaminas, têm características hidrofílicas e,, consequentemente, circulam no plasma, têm uma semi-vida muito menor que Fig. 6 - Classificação de Hormonas Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 7 de 20

8 as lipofílicas; interagem com receptores na membrana e vão desencadear cascatas de sinalização com mensageiros secundários para conseguirem obter os efeitos desejados na célula alvo. Síntese e Secreção de hormonas Irá ser seguida uma das classificações possíveis, que tem por base a composição química e com que podemos dividir as hormonas como aquelas que são derivadas de aminoácidos, hormonas peptídicas que poderão ser péptidos, proteínas ou mesmo sofrer complexos padrões de glicosilação e, portanto, serão glicoproteínas, e hormonas lipídicas como as derivadas do ácido araquidónico, como as prostaglandinas, e as hormonas derivadas do colesterol, cortisol, testosterona ou mesmo o calcitriol. Fig. 7 - Classificação das hormonas segundo a sua composição química Começamos pelas hormonas derivadas de aminoácidos. Existem dois grandes grupos de hormonas derivadas do aminoácido tirosina: iodotironinas catecolaminas. Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 8 de 20

9 Fig. 8 - Síntese e secreção de hormonas Começando pelas iodotironinas, temos a T3 (triiodotironina) e T4 (tetraiodotironina) que são sintetizadas ao nível da glândula tiróide. Temos os folículos repletos de um colóide de armazenamento rodeado pelas células foliculares onde ocorre a síntese e a secreção da tiroglobulina que vai ser armazenada neste colóide. Fig. 9 - Síntese das iodotironinas Duas características muito importantes das iodotironinas: estão ligadas a iodo, ou seja, possuem iodo na sua composição e requerem-no para a sua Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 9 de 20

10 actividade biológica; são sintetizadas a partir de uma molécula de suporte, a tiroglobulina (Fig.9). Portanto, na síntese destas hormonas temos que considerar a síntese da própria tiroglobulina que, sendo uma glicoproteína, tem um mecanismo de síntese semelhante a todas as outras proteínas (transcrita ao nível do núcleo; RNA traduzido ao nível do citoplasma; sendo uma glicoproteína sofre glicosilação no retículo e no golgi) e esta proteína passa da zona mais basal da célula para a mais apical da célula pela qual é exocitada para o lúmen, sendo acumulada ao nível do folículo em forma de colóide. A tiroglobulina é constituída por duas subunidades idênticas e contém no total 115 resíduos de tirosina que podem ser iodados em diferentes combinações. Portanto, tem 115 resíduos potenciais alvos de iodação. Para a síntese destas hormonas, dada a importância do iodo, temos também que considerar a captação de iodo. Este é captado na forma de ião iodeto, ao nível da membrana basal da célula folicular que possui a capacidade de concentrar iodo contra um forte gradiente electroquímico através de um transportador à base de uma ATPase que transporta activamente o ião iodeto para o interior da célula contra o referido gradiente electroquimico. O iodo difunde, depois, facilmente até à superfície apical da célula folicular, onde se vão dar os passos seguintes da síntese destas hormonas que correspondem à iodação da tiroglobulina e à conjugação de iodotironinas. Para a iodação da tiroglobulina (que já se encontra ao nível do colóide) o que acontece é que temos que ter primeiro a oxidação do iodeto novamente a iodo e isso é catalisado por uma enzima que encontra ao nível da membrana apical, que é uma tiroperoxidase e que será também importante para a catálise de todas as outras reacções a abordar posteriormente. Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 10 de 20

11 Fig Síntese da tiroglobulina A partir do momento em que temos o iodo ao nível do colóide ele vai reagir com os resíduos de tirosina presentes na tiroglobulina e poderá ocorrer a iodação do carbono na posição 3 do anel aromático dando a monoiodotirosina (MIT) e uma segunda iodação no carbono da posição 5, dando a 3,5- diiodotirosina (DIT). Relembrar que são resíduos de tirosina que se encontram ao longo de toda a molécula de tiroglobulina que passam a estar idodados numa (MIT) ou duas posições (DIT). O passo seguinte será a conjugação das iodotirosinas presentes na tiroglobulina, novamente catalisada pela tiroperoxidase e em que podemos ter a ligação de duas moléculas DIT, dando a T4, ou a ligação de uma molécula DIT com uma MIT, formando a T3 ou (numa baixa percentagem) uma forma inactiva de T3 reversa (rt3). A partir do momento em que estas iodotironinas estão formadas, elas encontram-se como parte integrante da molécula de tiroglobulina no colóide e a tiróide é a glândula com maior capacidade de armazenamento. Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 11 de 20

12 Fig Iodação da tiroglobulina Fig Conjugação de iodotironinas Portanto, as hormonas só serão libertadas e retiradas da tiroglobulina quando houver um estímulo para a sua secreção, que são os passos a abordar de seguida. A partir do momento em que há um estímulo para libertação e secreção destas hormonas, via TSH, o que acontece é que há uma reabsorção da tiroglobulina através de pinocitose de grânulos do colóide. Quando há fusão das vesículas pinocitadas com os lisossomas e através da acção de proteases e peptidases ácidas, há uma proteólise completa da tiroglobulina nos seus aminoácidos constituintes; com esse processo ocorre a libertação quer de T3, Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 12 de 20

13 T4 e rt3, mas também das iodotirosinas MIT e DIT, que ainda não estavam conjugadas, para o citoplasma da célula. As hormonas T3 e T4 podem então ser segregadas ao nível da membrana basolateral para o líquido intersticial e atingir os capilares sanguíneos onde rapidamente se vão conjugar com proteínas de transporte, sejam elas específicas, como a proteína de ligação à tiroxina, ou inespecíficas, como a albumina, muito importante para o transporte do hormonas, p.e.. É importante reter que estas iodotironinas, apesar de sintetizadas a partir de aminoácidos, têm características lipofílicas e todo o seu mecanismo de acção e o modo como são transportadas as faz incluir no primeiro grupo de hormonas (mais relacionado com as hormonas esteróides). Fig Secreção das iodotironinas Ao nível da tiroglobulina, 70% do iodo encontra-se na forma das iodotirosinas MIT e DIT e os restantes 30% encontram-se na forma de T3 e T4. A relação entre T4 e T3 é de 7:1, mas isso não é o que acontece no plasma. Temos, então, secreção de T3 e T4 que vai para os capilares sanguíneos temos, ainda, MIT e DIT que podem, por acção de desiodases citoplasmáticas, ser alvo de desiodação, libertando-se iodeto que passa a integrar um pool citoplasmático que pode ser utilizado na iodação de tiroglobulina sintetizada de novo. Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 13 de 20

14 Portanto, a quantidade de iodeto que é captado é semelhante à quantidade de iodo que acaba por ser segregado sob a forma de T3 e T4, mas 2/3 do iodo que está a ser utilizado está neste ciclo interno ao nível da célula folicular da tiróide. Ao nível do plasma, a razão entre T3 e T4 é inferior àquela presente na tiroglobulina, o que implica que na célula folicular haja também, por acção de desiodases, conversão de T4 em T3. Mesmo assim temos maior quantidade de T4 em circulação do que de T3. No entanto, cerca de 80% de T4 é convertida em T3 ao nível de órgãos periféricos e das células alvo por desiodases periféricas. E é a T3, embora a T4 não seja uma verdadeira pró-hormona por ter também actividade biológica, que tem actividade biológica mais intensa. Regulação Fig Regulação da síntese e secreção das iodotironinas A síntese das iodotironinas (fig 14) obedece à regulação pelo eixo hipotálamo-hipófise-tiróide. Há uma hormona libertada ao nível do hipotálamo, que é a hormona libertadora da tirotrofina, que vai actuar ao nível da hipófise anterior que, por sua vez, vai libertar esta importante hormona, a tirotrofina (TSH), que vai actuar ao nível da tiróide. Portanto, temos novamento os mecanismos de feedback negativo em que as hormonas circulantes (T3 e T4) poderão, na sua forma livre (as formas biologicamente activas são a pequena Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 14 de 20

15 percentagem livre) afectar a hipófise, diminuindo a síntese de TSH e também ao nível do hipotálamo, na síntese de TRH. A tirotrofina ao nível das células foliculares da tiróide vai ligar-se a receptores transmembranares acoplados à adenilatociclase e, portanto, é uma daquelas que funciona com um mecanismo de transdução de sinal ao nível intracelular e com mensageiros secundários. Em termos dos processos em que vai ter efeito, são quase todos aqueles referidos na síntese das iodotironinas: seja na transcrição do próprio gene da tiroglobulina e da tiroperoxidase, que é importante para estes passos de oxidação do iodeto, iodação da tiroglobulina e conjugação das iodotirosinas; no processamento da tiroglobulina e a sua exocitose para o colóide; na captação de iodo por activação deste transportador de iodo (iões iodeto); na reabsorção da tiroglobulina a partir do colóide e depois na sua proteólise e libertação de T3 e T4. Portanto, em todos estes passos temos um efeito positivo por parte da TSH. O outro factor importante será a concentração de ião iodeto que, no caso de termos uma carência de iodo, vai haver uma diminuição do ratio DIT:MIT ao nível da tiroglobulina (se temos menos iodo vai haver menos iodação dos resíduos de tirosina), vai haver uma diminuição no ratio T4:T3 mas, pelo contrário, um excesso de iões iodeto ao nível da célula folicular, vai conduzir a uma inibição da proteólise da tiroglobulina. Se aumentarmos farmacologicamente as quantidades de iodo na circulação, o que acabamos por ter é uma redução da síntese e secreção de iodotironinas. Para terminar esta parte, salientar que qualquer um destes passos de regulação é um potencial alvo de regulação em termos farmacológicos e em termos de tratamento de situações de hipertiroidismo. É o caso dos fármacos antitiroideus, de que existem duas classes bastante importantes. Uma delas de compostos que vão actuar ao nível da tiroperoxidase, aquela enzima responsável pela iodação da tiroglobulina, oxidação do iodeto e conjugação das iodotirosinas, que vão funcionar como inibidores que impedem todos estes passos. A outra classe são inibidores do transportador do ião iodeto, ou seja, inibidores aniónicos que vão impedir a captação de iodo pelas células foliculares. Passamos agora à outra classe de hormonas derivadas do aminoácido tirosina, as catecolaminas. Representadas na figura as catecolaminas circulantes. Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 15 de 20

16 Fig Hormonas derivadas de aminoácidos Estas hormonas (fig. 15) são essencialmente produzidas ao nível das células cromafínicas da medula supra renal (a medula supra renal tem uma origem embriológica diferente das células do córtex; têm origem na crista neural, ou seja, neuroectodérmica, e pode ser considerada como uma extensão do sistema nervoso simpático). Nestas células a sua secreção é considerada como uma secreção endócrina mas também são produzidas e libertadas ao nível das terminações e das sinapses nervosas. Fig Síntese das catecolaminas Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 16 de 20

17 Nas células cromafínicas da medula supra renal, a síntese de catecolaminas é o resultado de uma série de reacções (fig. 16), começando com a hidroxilação da tirosina a DOPA pela tirosina-hidroxilase que é a etapa limitante e principal reguladora desta via. A DOPA é depois carboxilada a dopamina que é tembém uma catecolamina, apesar de não se encontrar normalmente em circulação (tem uma acção mais local). Mas a dopamina tem de ser transportada activamente para grânulos de secreção, ou seja, organitos, onde vai ocorrer a etapa seguinte que é a sua conversão em noraepinefrina (ou noradrenalina) pela dopamina β-hidroxilase. Portanto, esta enzima está contida exclusivamente nos grânulos de secreção destas células e, assim, 15% da noraepinefrina pode ficar já armazenada nestes grânulos. Mas na maioria das células produtoras de adrenalina o que vai acontecer é que a norepinefrina vai difundir novamente para o citoplasma onde é convertida em epinefrina, por acção desta enzima que é uma metiltransferase. E, portanto, o grande conteúdo das células cromafínicas ao nível da medula é a epinefrina que é também incorporada em grânulos de armazenamento que depois são libertados quando há estímulo para secreção. Assim, teremos grânulos que contêm epinefrina, que contêm noraepinefrina ou que contêm ambas as catecolaminas mas todos eles têm ainda outros produtos como o cálcio, o ATP, nucleótidos, a dopamina hidroxilase e uma importante proteína, cromogramina A, que é importante para o armazenamento das catecolaminas nestas vesículas de secreção, que mantêm o potencial osmótico, e permite que elas sejam armazenadas nesta situação. O que acontece em termos de regulação é que temos importantes mecanismos de regulação ao nível da tirosina-hidroxilase que pode ser inibida pelos produtos finais da via, sejam eles a noraepinefrina, a epinefrina e a dopamina e que, em situações de estímulação neuronal, a sua actividade é aumentada e conduz ao aumento da produção de catecolaminas. Outro aspecto importante de regulação é a indução da metil-transferase por parte de glicocorticóides, nomeadamente o cortisol, que promovem selectivamente a conversão da norepinefrina em epinefrina (recordar a relação anatómica entre o córtex, onde é produzido o cortisol, e a medula supra-renal). Portanto, o Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 17 de 20

18 cortisol libertado vai perfundir directamente a medula e, assim, há uma regulação estreita entre o cortisol, glicocorticóides e catecolaminas naquela resposta típica ao stress, resposta de fuga ou luta. Relativamente à secreção das catecolaminas por estas células, será como resposta a estímulos neuronais, sejam eles β-adrenérgicos ou colinérgicos, por aumento do cálcio intracelular. O que vai acontecer é a fusão das membranas das vesículas com a membrana da célula e a exocitose de todo o conteúdo dos grânulos, sejam as próprias catecolaminas, sejam as outras moléculas contidas nos grânulos. Síntese das hormonas peptídicas Passando à síntese das hormonas peptídicas, temos que a sua síntese não difere da de qualquer proteína do nosso organismo (Fig. 17). Fig Processo de síntese das hormonas peptídicas Temos a sequência codificante ao nível do gene, o DNA, no núcleo ela é transcrita dando uma molécula de pré-mrna que sofre splicing (podendo sofrer padrões de splicing alternativo) que pode ser um nível de regulação possível. Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 18 de 20

19 O mrna, depois de processado, é transportado para o citoplasma onde é traduzido ao nível do RER e a tradução de toda a sequência codificante dá origem à chamada pré-pró-hormona. Esta, após clivagem do péptido-sinal, é denominada pró-hormona que pode ficar armazenada em vesículas de armazenamento e de secreção, mas que poderá também sofrer mecanismos de processamento adicionais como sejam a clivagem, a proteólise parcial, ou modificações pós-tradução como sejam a glicosilação, fosforilação e acetilação, até dar a hormona final. Existem exemplos de hormonas peptídicas como sendo apenas um tripéptido, como a hormona libertadora da tirotrofina; ou a ACTH que é também apenas um polipéptido; a insulina é apenas constituída por duas cadeias polipeptídicas; mas como hormonas com complexos graus de glicosilação temos as hormonas libertadas pela hipófise anterior como a TSH, a FSH e a LH. Toda esta variabilidade pode aparecer como hormona peptídica. Fig Esquema das várias situações de síntese de hormonas A situação mais normal é a em que temos um gene a originar uma hormona, tirando a parte de splicing alternativo que possa ocorrer (Fig. 18). Mas existem situações onde temos várias cópias da mesma hormona codificada pela sequência, ou seja, há um processamento com repetições de Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 19 de 20

20 tal maneira que temos a mesma hormona codificada várias vezes no mesmo gene (CORTE)..é uma hormona e um péptido sem função hormonal. Temos o caso da oxitocina e da vasopressina, que são hormonas produzidas no hipotálamo e libertadas pala hipófise posterior, em que a sua síntese, por exemplo no caso da oxitocina e neurofisina 1, são ambas codificadas e produzidas a partir da pré-pró-oxitocina. Fig Processamento do precursor proopiomelanocortina (POMC) Existe ainda o caso extremo em que temo várias hormonas codificadas a partir do mesmo gene. É o caso da família da próopiomelanocortina (Fig. 19), em que temos o gene POMC que é transcrito num mrna, traduzido numa prépró-hormona que será a pró-opiomelanocortina; e esta pré-pró-hormona poderá sofrer diferentes padrões de clivagem, consoante o tipo de célula em que é produzida e o tipo de estímulo que está a receber. Pode dar até nove péptidos diferentes com função hormonal, como sejam a corticotrofina, as lipotrofinas β e γ, as hormonas estimulantes do melanócito γ, α e β e ainda endorfinas e encefalinas. Portanto, com base nestes padrões de clivagem e com base também em processos de glicosilação e acetilação diferentes, podemos obter até nove péptidos diferentes produzidos a partir do mesmo precursor. Comissão de Curso 07/13 2º ano Página 20 de 20

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