Sistema Endócrino Prof. Raquel Seiça
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- Jessica Jardim Azambuja
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1 Prof. Raquel Seiça Introdução - o sistema endócrino é constituído por órgãos que apresentam como actividade característica a produção de secreções denominadas hormonas, que são lançados na corrente sanguínea e irão actuar noutra parte do organismo, controlando ou auxiliando o controle da sua função. - este sistema tem um papel fulcral: no crescimento no desenvolvimento no metabolismo no equilíbrio do meio interno na reprodução - as hormonas, são segregadas pelas glândulas endócrinas, que as libertam no interior do organismo do ponto de vista anatómico não possuem canais secretores, pelo que, as suas secreções são lançadas directamente na corrente sanguíneas Glândulas endócrinas/ hormonas segregadas hipotálamo: hormonas estimuladoras: vasopressina, GHRH, CRH, TRH, GnRH; hormonas inibitórias: GHIH (somatostatina) e PIH (dopamina) hipófise (glândula pituitária): - neuro-hipófise (lobo posterior) segrega vasopressina (antidiurético) e oxitocina; - adeno-hipófise (lobo anterior) segrega TSH (hormona tiroideoestimulante), FSH (hormona foliculoestimulante), LH (hormona luteinizante), ACTH (hormona adenocorticotrófica), GH (hormona do crescimento) e a PRL (prolactina); tiróide: triiodotiroxina (T3), tiroxina (T4) e calcitonina; paratiróide: paratormona
2 supra-renais: córtex cortisol, aldosterona e androgénios; medula epinefrina e adrenalina pâncreas: insulina e glucagina ovários/testículos: estrogénios e progesterona/ testosterona placenta: gonadotropina coriônica humana, estrogénios, progesterona e somatomamotropina humana - uma glândula pode ter diferentes células endócrinas, logo pode segregar diferentes hormonas - uma hormona pode ser segregada por diferentes glândulas endócrinas - uma célula endócrina pode segregar diferentes hormonas - alguns neurónios podem sintetizar hormonas e factores de libertação de hormonas - algumas hormonas são segregadas por tecidos endócrinos não clássicos Mensageiros químicos sinalização celular - a comunicação entre as células é mediada pela secreção de um mensageiro químico (hormona), que activam células pela interação com receptores específicos. Tal secreção pode ser de quatro tipos: a secreção autócrina ocorre quando uma célula secreta um mensageiro químico para actuar em seus próprios receptores, como por exemplo a produção do factor de crescimento epidérmico na secreção parácrina os mensageiros químicos actuam sobre células adjacentes, sendo este um modo se acção de muitas células do sistema neuroendócrino difuso - quer a secreção autócrina quer a secreção parácrina ocorrem devido a estímulos, como alterações químicas locais, hotmonas e neurotransmissores a secreção endócrina é a secreção de mensageiros químicos (hormonas) para a corrente circulatória, actuando sobre tecidos distantes a secreção sináptica refere-se à comunicação por contacto estrutural directo de um neurónio com a outra por meio de sinapses, estando esta restrita ao sistema nervoso
3 - há ainda a secreção neuroendócrina, onde o neurónio produz secreções que integram os vasos sangüíneos para atingir a célula-alvo Hormona - substância química produzida por células ou glândulas endócrinas e segregadas no sangue que a transporta a células ou órgãos específicos (órgãos-alvo) de forma a produzir um certo efeito - podem actuar de diferentes formas: hormonas como neurotransmissores hormonas como agentes paracrínicos hormonas como agentes autocrínicos Natureza química das hormonas - há diferentes tipos de hormonas, de acordo com a sua natureza: 1. hormonas peptídicas a maioria das hormonas são derivados de aminoácidos específicos (ex.: as hormonas do lobo anterior e posterior da hipófise, a hormona antidiurético, a ocitocina, a insulina, a glucagina e a paratormona) - a proteína sintetizada pelo retículo endoplasmático (pré-hormona) é clivada, resultando na formação de uma proteína menor, denominada pró-hormona - a pró-hormona é transportada pelas vesículas do retículo endoplasmático para o aparelho de Golgi, onde ocorre a clivagem de outro fragmento da proteína, com a consequente formação da hormona proteica activa final - o complexo de Golgi compacta as hormonas em grânulos secretores
4 - a libertação hormonal ocorre por exocitose, após activação de sistemas de segundos mensageiros que envolvem o Ca após estimulação, o Ca 2+ activa a movimentação de vesículas secretoras, ao longo de microtúbulos e microfilamentos, em direcção à membrana plasmática - maioria das hormonas peptídicas circulam na forma livre 2. hormonas esteróides derivados do colesterol (ex.: cortisol, progesterona, estradiol, testosterona) - são segregadas no córtex supra-renal, ovário, placenta e testículo - não há armazenamento em grânulos secretores destas hormonas, mas sim do seu precursor (colesterol) - as moléculas saem da célula por difusão, quando sintetizadas devido a um estímulo - as hormonas esteróides circulam predominantemente em ligação a proteínas plasmáticas - exemplos de hormonas esteróides: estrogénio, progesterona, testosterona, cortisol e aldosterona 3. aminas derivados da tirosina (ex.: hormonas tiroideias e catecolaminas epinefrina e noroeprnefrina) - hormonas tiroideias: armazenamento coloidal, circulam em ligação a proteínas e actuam em receptores intracelulares - catecolaminas (segregadas na medula da supra-renal e hipotálamo): armazenamento em grânulos, actuam em receptores de membrana - a fixação às proteínas plasmáticas condiciona o grau de libertação para os tecidos e a semi-vida plasmática. - as hormonas esteróides e as hormonas tiroideias têm deste modo um tempo de semivida,mais longo que as hormonas peptídicas e as catecolaminas - a produção e libertação hormonais são processos unicelulares todavia, é possível a interacção entre dois tipos celulares; uma hormona pode ser produzida e libertada por uma célula e modificada noutra, adquirindo um espectro de acção completamente distinto isto acontece, particularmente, no caso dos esteróides
5 - uma forma particular desta interacção é a possibilidade de modificação de uma molécula precursora de baixa actividade noutra de maior actividade - Ex:.a vitamina D, na sua forma mais activa, existe após síntese cutânea e modificação hepática e renal Mecanismo de acção das hormonas - a maioria das acções são mediadas por ligação hormona receptor Hormona + receptor Activação do receptor Eventos intracelulares Acção hormonal - células específicas possuem receptores específicos, com elevada afinidade e especificidade especificidade da resposta - as hormonas influenciam as respostas: regulam o próprio receptor - o aumento da concentração de hormonas promove a formação de receptores específicos nas células alvo aumentando a resposta up-regulation - o predomínio das altas concentrações de hormonas, podem provocar a dessensibilização das células alvo, ocorrendo de imediato um decréscimo da resposta, em consequência da diminuição de receptores down-regulation regulam o receptor de outra hormona (permissividade) - as hormonas peptídicas ligam-se ao receptor membranar e entram na célula por endocitose - ocorre de imediato a degradação da hormona e do receptor, o qual é reciclado - a este processo designa-se por internalização das hormonas peptídicas (importante no dow-regulation)
6 Tipos de receptores - as hormonas endócrinas quase nunca actuam directamente sobre os mecanismos intracelulares, controlando as diferentes reacções químicas das células; na verdade, combinam primeiro a receptores hormonais, existentes nas superfícies das células ou no seu interior - cada receptor costuma ser extremamente específico para uma só hormona deste modo, existem diferentes receptores: Receptores de membrana para hormonas peptídicas e catecolaminas: - a ligação da hormona ao receptor promove a activação de sinais intracelulares tais como a actividade de segundos mensageiros, regulação de canais iónicos (alteração do potencial eléctrico) e de enzimas, os quais actuam na transcrição de genes. Receptores intracelulares para hormonas esteróides, tiroideias e vitamina D: No núcleo: Os receptores para hormônios metabólicos tireóides (tiroxina e triiodotironina ) são encontradas no núcleo - acção das hormonas tireóideas no núcleo da célula - dois aspectos importantes da função das hormonas tireóideas no núcleo são: 1. Activa o mecanismo genético para a síntese de muitos tipos diferentes de proteínas intracelulares. Muitas são enzimas que promovem aumento da actividade metabólica em praticamente todas as células do organismo 2. Uma vez ligados aos receptores intracelulares, as hormonas tireóideos podem continuar a exercer suas funções em controle durante dias ou semanas No citoplasma: Os receptores para as diversas hormons esteróides são encontrados quase exclusivamente no citoplasma - as hormonas esteróides circulam no sangue de forma livre activa (em pequena quantidade) e ligada a transportadores proteicos
7 - acção das hormonas esteróides sobre os genes envolvidos na síntese de proteínas - um segundo mecanismo importante para acção das hormonas esteróides secretados pelo córtex supra-renal, pelos ovários e testículos, consiste na indução da síntese de proteínas na células-alvo - essas proteínas actuam como enzimas, como proteínas de transporte ou como proteínas estruturais que, por sua vez, ativam outras funções celulares. a sequência de eventos na função esteróides é a seguinte: 1. a hormona esteróide penetra no citoplasma célula, onde se liga a proteína receptora específica. 2. a seguir, a combinação proteína receptora/hormona sofre difusão ou é transportada até o núcleo. 3. a combinação receptor/hormona liga-se em pontos específicos dos filamentos de ADN nos cromossomas, activando o processo de transcrição de genes específicos para formar RNA- Mensageiro 4. o RNA-Mensageiro difunde-se para o citoplasma, onde promove o processo de tradução nos ribossomas, com a consequente síntese de novas proteínas Destino e acções das hormonas - a célula endócrina segrega hormonas, que são lançadas na corrente sanguínea - as hormonas após serem segregadas podem ter diversos destinos, serem excretadas, permanecerem inactivas e quando activas induzir respostas das células alvo Controlo da secreção hormonal - as hormonas são controladas por factores inibitórios e estimulatórios, que alterem a sua síntese e secreção pelas células endócrinas : 1. iões e nutrientes 2. neurotransmissores 3. hormonas
8 - factores físicos, químicos no lúmen gastrointestinal e hormonas digestivas também alterem a actividade das células endócrinas 1. iões e nutrientes concentração de glucose no plasma secreção de insulina concentração de insulina no plasma Mecanismo de retrocontrolo negativo acção da insulina (transporte de glucose do plasma para o meio intracelular) - retrocontrolo negativo - quando a concentração no sangue da hormona é a adequada, deixam de produzir hormonas, já que foi detectado que não é necessária mais estimulação 2. neurotransmissores - os sistemas nervoso e endócrino actuam em conjunto e em estreita colaboração nas mais variadas situações fisiológicas - as células endócrinas são capazes de segregar para a corrente sanguínea, e os neuronios geram potenciais eléctricos e podem despolarizar-se - o sistema nervoso pode actuar com o endócrino de diversas formas: o hipotálamo segrega determina hormona, a qual irá actuar sobre a hipófise anterior e estimular a produção de várias hormonas; ou por outro lado o hipotálamo envia um impulso nervoso até à hipófise posterior induzindo a produção de hormonas o sistema nervoso actua directamente sobre a medula da supra-renal, estimulando esta na produção de hormonas (ex:.epinefrina) ou actua num gânglio nervoso o qual estimula a produçaõ de hormonas a partir de qualquer glândula endócrina 3. hormonas
9 hipotálamo induz o aumento da secreção da hormona 1 concentração da hormona 1 no plasma hipófise induz o aumento da secreção da hormona 2 concentração da hormona 2 no plasma terceira glândula endócrina induz o aumento da concentração da hormona 3noplasma Mecanismo de retrocontrolo negativo Resposta das células alvo à hormona 3 concentração da hormona 3 no plasma Ritmos hormonais e oscilações rápidas da secreção Hipófise Hipotálamo
10 Sistema hipotálamo-hipofisário (unidade funcional) - a hipófise também conhecida pela glândula pituitária, é uma pequena glândula localizada na cela túrsica, na base do cérebro, está ligada ao hipotálamo pelo pedúnculo hipofisário - a hipófise controla, em grande parte, o funcionamento das outras glândulas endócrinas e é, por sua vez, controlada pelo hipotálamo- a hipófise consta de dois lobos, o anterior (adeno-hipófise) e o posterior (neuro-hipófise) Hormonas Hipofisárias - algumas hormonas, produzidas pela hipófise são denominados trópicos (ou tróficos) porque actuam sobre outras glândulas endócrinas, comandando a secreção de outras hormonas - o lobo anterior da hipófise segrega seis hormonas muito importantes, além de vários outros de menor importância, enquanto o lobo posterior segrega duas hormonas importantes as hormonas da adeno hipófise desempenham papéis relevantes no controlo das funções metabólicas em todo o organismo as duas hormonas segregadas pela neuro-hipófise desempenham outros papéis hormonas da adenohipófise:
11 - ACTH (corticotrofina) controla a secreção de alguns hormônios córtico supra renais, que por sua vez, afetam o metabolismo da glicose, proteínas e gorduras. - GH (somatotrofina ou hormona do crescimento) promove o crescimento do animal ao afetar a síntese das proteínas, bem como a multiplicação e a diferenciação celulares - TSH (tirotrofina) controla a velocidade de secreção de tiroxina pela glândula tireóide, e por sua vez, a tiroxina controla a velocidade da maioria das reações químicas em todo o organismo. - LH (hormona luteínica) controla o crescimento das gónadas bem como as suas atividades reprodutivas. - PRL (prolactina) promove o desenvolvimento da glândula mamária e a produção de leite - FSH (hormona folículo-estimulante) hormonas da neurohipófise: - ocitonina (a) ajuda na descida do leite das glândulas da mama para os mamilos durante a sucção e (b) possivelmente, participa do parto ao final da gravidez (estimulam as contracções do útero) - ADH (hormona antidiurética ou vasopressina) controla a secreção de água na urina, e dessa maneira ajuda a controlar a concentração de água nos líquidos corporais Efeito das hormonas hipotalâmicas hipofisiotrópicas - quase todas as secreções da hipófise são controladas por sinais hormonais ou nervosos provenientes do hipotálamo. - a secreção do lobo posterior da hipófise é controlada por sinais nervosos que se ignoram no hipotálamo e terminam na neuro-hipófise. - em contraste, a secreção pelo lobo anterior da hipófise é controlada por hormonas denominadas hormonas (ou factores) hipotalâmicos de libertação ou inibição secretados pelo próprio hipotálamo, e posteriormente, transportados até à adenohipófise por meio de pequenos vasos sanguíneos, conhecidos como vasos porta
12 hipotalâmico-hipofisários na adeno-hipófise, essas hormonas de libertação e inibição actuam sobre as células glandulares, controlando a sua secreção - o hipotálamo recebe sinais de quase todas as fontes possíveis do sistema nervoso é um centro colector de informações relacionado com o bem estar interno do organismo; por sua vez, grande parte desta informação é utilizada no controlo de secreções das numerosas hormonas hipofisárias importantes - o hipotálamo segrega hormonas que estimulam ou inibem a acção da hipófise na produção de hormonas: GnRH: promove a produção de FSH e LH GHRH: promove a produção de GH SS/GHIH (somatostatina): inibe a produção de GH TRH: promove a produção de TSH e de prolactina PIH/DA: inibe a produção de prolactina CRH: promove a produção de ACTH Mecanismos de retrocontrolo - o feedback negativo traduz um controlo da secreção hormonal pelos próprios efeitos que esta produz limita os excessos de hormona e das suas acções/produtos, porque, quando estes últimos estão em excesso, é frenada a secreção hormonal - no feedback positivo as acções ou produtos hormonais provocam o aumento da secreção hormonal e, assim, acentuam o efeito biológico primário da hormona este tipo de retroacção é gerador de mudanças bruscas e instabilidade, não sendo, por isso, estranho que não actue de forma isolada - um exemplo de feedback positivo é o reforço da libertação de ocitocina produzido pelo aumento da força de distensão do colo do útero, durante o parto quanto maior for esta, maior é a libertação de ocitocina, e esta apenas reforça a contracção uterina, e o seu efeito distensor do colo
13 hipotálamo induz o aumento da secreção da hormona 1 concentração da hormona 1 no plasma hipófise induz o aumento da secreção da hormona 2 concentração da hormona 2 no plasma terceira glândula endócrina induz o aumento da concentração da hormona 3noplasma Mecanismo de retrocontrolo negativo Resposta das células alvo à hormona 3 concentração da hormona 3 no plasma Neurohipófise - o lobo posterior da hipófise, também denominado neuro-hipófise é formado basicamente por células do tipo glial, denominadas pituícitos os pituícitos não secretam hormonas - as hormonas são inicialmente sintetizados nos corpos celulares dos núcleos supraóticos e paraventriculares e, a seguir, transportados até as terminações nervosas na neuro-hipófise, em combinação com proteínas transportadoras, denominadas "neurofisinas", exigindo vários dias para chegar a glândula - a neurohipófise só segrega duas hormonas: a hormona antidiurética (vasopressina) e a oxitocina na realidade, são produzidas por células nervosas do hipotálamo, que apresentam projecções (axónios) que se estendem até à hipófise posterior, onde são libertadas as hormonas ao contrário da maior parte das hormonas hipofisárias, a hormona antidiurética e a ocitocina não estimulam outras glândulas endócrinas as suas variações de concentração afectam directamente os órgãos que regulam. - essas duas hormonas são quase idênticas, excepto que, na vasopressina, a fenilalanina e a arginina substituem a isoleucina da molécula de ocitocina a semelhança das moléculas explica sua similaridade parcial
14 Acções da ADH/vasopressina acção renal: conservação da água: - as concentrações no sangue dos electrólitos, tais como o sódio, o cloro e o potássio, devem ser mantidas dentro da uma margem estreita para que as células possam funcionar normalmente as concentrações elevadas destes elementos, estimulam a libertação desta hormona - a vasopressina que circula na corrente sanguínea, vai ligar-se a receptores específicos na membrana das células do tubo colector, promovendo a entrada de água na célula e consequentemente no sangue - na ausência de ADH, os túbulos e ductos coletores são quase totalmente impermeáveis à água, impedindo reabsorção significativa de água, e portanto permitindo perda extrema de água na urina - em presença de ADH, a permeabilidade dos ductos e túbulos colectores à água aumenta muito e possibilita a absorção da maior parte de água à medida que o líquido tubular passa por esses ductos, conservando, assim, água no organismo acção vasoconstritora arteriolar - no aumento da concentração de água pelos ríns, a hormona, quando presente em concentração mais elevadas, exerce efeito muito poderoso sobre a constrição das arteríolas no organismo e, por conseguinte sobre a elevação da pressão arterial aumento da secreção de ACTH controlo da sede Regulação da produção de ADH - quando se injecta uma solução eletrolítica concentrada na artéria que supre o hipotálamo, os neurônios de ADH nos núcleos supra-óticos e paraventriculares imediatamente transmitem impulsos até o lobo posterior da hipófise, com liberação de grande quantidade de ADH no sangue circulante
15 Acções da Ocitocina contracção da musculatura uterina no momento do parto e imediatamente depois do mesmo para prevenir a hemorragia excessiva - no animal hipofisectomizado, a duração do trabalho de parto é prolongada, indicando um possível efeito da ocitocina durante o parto. - a quantidade de ocitocina no plasma aumenta durante o trabalho de parto, sobretudo durante o último estágio. - a estimulação do colo na fêmea grávida induz sinais nervosos que passam para o hipotálamo e causam secreção aumentada da ocitocina. a ocitocina desempenha um papel especialmente importante no processo de lactação. - na lactação, a ocitocina induz a passagem do leite dos alvéolos para os ductos, de modo que o bebê possa alimentar-se por sucção. - o estímulo da sucção do mamilo produz sinais que são transmitidos ao cérebro pelos nervos sensitivos. - esses sinais chegam aos neurônios de ocitocina nos núcleos paraventriculares e supra-ópticos do hipotálamo, ocasionando a liberação da ocitocina. - a seguir a hormona é transportada pelo sangue até as mamas, onde causam a contração das células miopiteliais, que se situam por fora dos alvéolos e que formam uma rede, circundando-os. - após o inicio da sucção, o leite começa a fluir este mecanismo é conhecido como descida do leite ou ejeção do leite Prolactina (LTH) - hormona segregada pela hipófise anterior, possui uma estrutura semelhante à da hormona do crescimento - acção principal se exerce sobre as mamas, seu desenvolvimento e produção de leite, juntamente com outras hormonas tem acções também na: - estimulação da hiperplasia do sistema alvéolo-ductal, na gravidez - lactação e galactopoiese: síntese (ajudada pela insulina) e secreção de leite, após o parto - diminuição da capacidade reprodutora durante a amamentação (pouco viável)
16 Controlo hipotalâmico da secreção de prolactina - o hipotálamo desempenha um papel essencial no controlo da secreção de prolactina pela adeno-hipófise - o hipotálamo estimula principalmente a produção de todos os outros hormonas, enquanto inibe a produção de prolactina. - existem dois factores diferentes formados no hipotálamo que são transportados até à adeno-hipófise, através do sistema porta hipotalâmico-hipofisário - são a hormona inibidora da prolactina (PIH/Dopamina), que é a hormona dominante na maioria das condições normais, e o factor de secreção da prolactina (PRF), que pode aumentar de modo intermitente a secreção de prolactina. Desenvolvimento da Mama - a mama sofre alterações ao longo da vida particularmente na puberdade, na gravidez e no período de amamentação 1. até à puberdade: ductos galactóforos, galactóforos, glândula imatura glândula mamária rudimentar sem controlo hormonal 2. com a puberdade: desenvolvimento dos ductos, deposição de gordura e de tecido conjuntivo (aumento de volume e peso), sem desenvolvimento dos alvéolos devido à produção de estrogénios e progesterona
17 3. mama adulta: glândula totalmente desenvolvida; pequenas variações com o ciclo menstrual, durante a fase luteínica há maior produção de progesterona que promove uma pequena actividade secretora, retenção de líquidos e aumento de volume e peso 4. na gravidez (sem lactogénese - assegurar o leite após o parto, em quantidade e qualidade): desenvolvimento e proliferação dos alvéolos, controlado hormonalmente pelo aumento da secreção de progesterona, estradiol e hpl pela placenta bem como prolactina segregada pela hipófise-anterior 5. na amamentação: secreção e armazenamento de leite nos alvéolos e nos ductos, controlados pela prolactina segregada na hipófise anterior e ocitocina segregada na hipófise posterior, bem como devido à diminuição de progesterona e estradiol Sistema alvéolo-ductal (produção e ejecção de leite): - a prolactina estimula a síntese e secreção do leite pelas células epiteliais mamárias (acção trófica). - por sua vez, a ocitocina promove a contracção das cálulas mioepiteliais, aumentando a pressão intramamária, possibilitando a ejecção do leite para os ductos Processo de ejeção ou de descida do leite - quando o bebé suga, ele praticamente não obtém qualquer leite ocorre transmissão de impulsos sensitivos por nervos somáticos, via aferente neural, dos mamilos até a medula espinhal e, daí, para o hipotálamo, ocasionando a secreção de ocitocina, bem como de prolactina a ocitocina é, então, transportada pelo sangue até as mamas, onde provoca a contração das células miopiteliais, que circulam as paredes externas dos alvéolos, expelindo, assim o leite dos alvéolos para o ductos Inibição da injeção do leite - um problema particular na amamentação da criança provém do facto de que muitos fatores psicogénicos ou a estimulação simpática generalizada em todo o organismo pode inibir a secreção de ocitocina e, portanto, deprimir a ejeção do leite
18 Hormonas e lactação Hormona do crescimento (GH) - a hormona do crescimento não actua por meio de uma glândula-alvo, mas exerce seus efeitos sobre todos ou quase todos os tecidos do organismo. - actua no sentido de aumentar o tamanho das células e o número de mitoses, com formação de número aumentado de células; além disso esta envolvido na diferenciação específica de certos tipos de células, como as células de crescimento ósseo e as células musculares no estágio inicial da maturação. Regulação - a hormona hipotalámica GHRH estimula a produção de GH pela hipófise anterior - a GH vai estimular o fígado na produção de somatomedina, a qual irá actuar sobre os vários tecidos - a hormona hipotalâmica GHIH (somatostatina) inibe a acção da hipófise, na produção de GH - a secreção de GH resulta do balanço entre a hormona inibitória e a estimulante (dominante) hormonas hipofisiotrópicas - sua concentração aumenta durante as primeira 2 horas de sono profundo e exercícios intensos
19 Acções da GH A. acções metabólicas acções directas - ocorre em quase todas as células, em destaque no fígado, músculo, tecido adiposo e ossos - a acção metabólica ocorre essencialmente: 1. nos hidratos de carbono promove a diminuição da captação da glicose pelas células (maior tecido adiposo e músculo); e glicogenólise, deste modo vai haver uma situação de hipoglicémia, necessitando de mais glicose para o cérebro 2. nas gorduras: promove o aumento da mobilização de ácidos gordos do tecido adiposo (lipólise), bem como o aumento da oxidação dos ácidos gordos óptima fonte energética, com reservas de glicose e aminoácidos no músculo 3. nas proteínas: promove o aumento do transporte de aminoácidos para o interior das células, bem como o aumento da síntese proteica, deste modo a GH é considerada hormona anabolizante B. acções no crescimento e diferenciação celulares - ocorre essencialmente nas crianças e adolescentes, no adulto ajuda na manutenção da massa corporal e óssea 1. acções directas: promove o aumento da diferenciação de fibroblastos em condrócitos (formação de cartilagem) e o aumento da síntese de proteínas (hipertrofia celulares multiplicação anormal e exagerada das células) 2. acções indirectas: estimula a produção de somatomedinas (IGHs), cuja síntese maioritária é no fígado (alguma síntese no tecido adiposo e cartilagem), possui estrutura semelhante à proinsulina, durante a vida intra-uterina há maior predomínio de IGF2 enquanto que após o nascimento a IGF1 predomina
20 - para além da GH e ICFs há outros agentes envolvidos no crescimento, tais como: 1. influência genética, capacidade de resposta dos tecidos e estado nutricional 2. outras hormonas: - hormonas tiroideias promove o desenvolvimento do Sistema Nervoso (feto e criança) e tem uma acção permissiva (função celular normal) - esteróides sexuais (estrogénios e testosterona) promove o aumento da secreção de GH - insulina tem acções metabólicas e promove o aumento da secreção de GH - calcitonina, paratormona e metabolitos da vitamina D têm acções na fisiologia do osso (maior regulação de cálcio e fosfato) estímulos: exercício, stress, jejum, baixa concentração de glucose, sono de GHRH e de GHIH da concentração de GHRH no plama da secreção de GH pela hipófise anterior de GH no plasma Transporte de GH para o fígado e produção de IGH1 de IGH1 no plasma - a diminuição de ácidos gordos e aumento de aminoácidos no plasma, estimula a produção de GH, bem como a presença de estrogénios, testosterona e insulina - a elevada concentração de IGF1 no plasma inibe a acção da hipófise e do hipotálamo - a elevada concentração de GH no plasma inibe a acção do hipotálamo
21 Variações da GH ao longo da vida (e consequentemente de IGF1) - após o nascimento há uma baixa secreção de GH e de IGF1, aumentando gradualmente - é na puberdade que ocorre uma secreção maior de GH e de IGF1 em relação com os esteróides sexuais - a partir da adolescência (após o crecimento ósseo) até ao final da vida a secreção de GH e de IGF1 diminui progressivamente Córtex Supra-renal - a hormona hipotalâmica CRH estimula a produção de ACTH (hormona adenocorticotrófica), pela hipófise anterior - a ACTH vai estimular o córtex da supra-renal na produção de cortisol, o qual irá actuar sobre os vários tecidos - as supra-renais são glândulas achatadas, em forma de meia-lua, cujo tamanho varia com a idade e as condições fisiológicas de cada indivíduo. - trata-se de um órgão encapsulado composto de duas unidades funcionais completamente distintas, com morfologia e origem embriológica diferentes: I) CÓRTEX: de origem mesodérmica, é responsável pela secreção de esteróides e pode ser subdividido em três zonas concêntricas conforme a disposição e aspecto das suas células. Zona glomerulosa: camada estreitada imediatamente abaixo da cápsula, composta por células cubóides e colunares, com núcleo denso e citoplasma escasso com poucos lípidos; é responsável pela produção de mineralocorticóides (aldosterona) Zona fasciculada: camada espessada composta por cordões radiais de espongiócitos, que são células poliédricas de citoplasma
22 claro com delicados vacúolos contendo lípidos (colesterol e ésteres de colesterol); é responsável pela produção de glicocorticóides (cortisol) Zona reticular: camada estreita no limite com a medular, composta por agregados irregulares de células não-vacuolizadas; é responsável pela produção de esteróides sexuais (estrogénios e androgénios) II) MEDULA: origem da crista neural, composta por células especializadas neuroendócrinas produtoras de catecolaminas (epinefrina e norepinefrina), cuja secreção aumenta em resposta ao stress são células arredondadas ou ovais ricas em grânulos de secreção, arranjadas em ninhos ou trabéculas, sustentadas por um estroma escasso, porém intensamente vascularizado - o córtex da super-renal secreta três tipos principais de esteróides: os mineralocorticóides (zona glomerulosa), os glicocorticóides e as hormonas androgénicas, nas duas zonas mais internas (zonas fasciculada e reticular) - a biossíntese de cada uma das principais classes de esteróides começa com o mesmo precursor, no caso o colesterol e envolve uma série de etapas catalisadas por sistemas enzimáticos específicos Acetato Colesterol Pregnelona Progesterona 17-OH-pregnelona 18-OH corticosterona 17-OHprogesterona androstenodiona corticosterona cortisol testosterona estrona Aldosterona estradiol
23 Transporte das hormonas corticais - cortisol: % ligado à transcortina - 15% ligado à albumina % sob a forma livre/activa (ligação mais fraca da corticosterona à transcortina) - aldosterona: - maioritariamente ligada à albumina - ligação fraca à transcortina Aldosterona - tem 95% de actividade mineralocorticóide e 5% de acção glicocorticóide - regula a homeostase dos eletrólitos no líquido extra-celular, principalmente sódio e potássio, permite a reabsorção do sódio pelo nefrónio distal e, simultaneamente a secreção de potássio - sua produção está sob controle dos níveis de renina, angiotensina, potássio e sódio - a regulação da secreção de aldosterona faz-se através de: sistema renina-angiotensina se diminui a quantidade de sódio no tubo distal, há a produção de renina, pelas células justaglomerulares no rim, a qual irá actuar sobre o angiotansinogénio, transformando-o em angiotensina I, que por sua vez e graças à enzima da angiotensina (ECA), presente no endotélio vascular de vários órgãos, transforma-se em angiotensina II, e estimula o córtex supra-renal na produção de aldosterona
24 níveis plasmáticos de potássio se aumenta a quantidade de potássio no plasma, a secreção de aldosterona aumenta, uma vez que é necessário libertar potássio para o lúmen do nefrónio distal níveis plasmáticos de sódio se diminui a quantidade de sódio no plasma, a secreção de aldosterona também aumenta, uma vez que é necessário reabsorver sódio das células do nefrónio distal para o lúmen dos capilares efeito permissivo da ACTH se a hipófise segrega muita quantidade de ACTH, esta hormona irá induzir o córtex supra-renal para produção de aldosterona Aparelho Justaglomerular - constituído por: - células justaglomerulares (células musculares lisas modificadas na arteríola aferente) responsáveis pela secreção de renina - mácula densa (células que se situam na junção da ansa de Henle com o túbulo distal) Cortisol - é o principal glicocorticóide; tem diversas acções tais como: acções metabólicas proteínas, hidratos de carbono e lípidos o efeito metabólico mais bem conhecido do cortisol e de outros glicocorticóides sobre o metabolismo consiste na sua capacidade de estimular a gliconeogénese o cortisol causa mobilização de aminoácidos dos tecidos extra-hepáticos, em particular dos músculos em conseqüência, existe maior quantidade disponível de aminoácidos no plasma, que entram no processo de gliconeogénese do fígado, promovendo assim, a formação de glicose por outro lado, o cortisol promove a lipólise, mobilizando ácidos gordos e glicerol, que também entram no processo de formação de glicose um dos efeitos da gliconeogénese aumentada é o aumento pronunciado do armazenamento de glicogénio nas células hepáticas - a produção de cortisol atinge um máximo entre as 6-8h da manhã, pode ser interrompida por stress agudo e pela estimulação directa da secreção de CRH
25 acção mineralocorticóide mínima efeitos cardiovasculares: efeitos no SNC (euforia); efeitos antiinflamatórios (a administração de grandes quantidades de cortisol pode, em geral, bloquear uma inflamação ou até mesmo reverter muito de seus efeitos) e efeitos no sistema imunitário. - a secreção do cortisol quase sempre aumenta acentuadamente em situações de stress - o cortisol no feto promove a maturação de vários orgãos e estimulação da produção do surfactante Esteróides sexuais - os esteróides sexuais, estrogénios e testosterona, são produzidos em maior quantidade nas gónadas do que na supra-renal. - conversão periférica em testosterona (homem) - conversão periférica em estrogénios: fonte estrogénica no homem e na mulher após menopausa - androgénios na mulher provoca desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, é no córtex da supra-renal que são produzidos em maior quantidade -têm acção no crescimento rápido (infância) - têm efeitos relevantes se houver hipersecreção Regulação da secreção de glicocorticóides Ritmo cardíaco Stress CRH - ACTH Feedback negativo Acção na zona fasciculada cortisol Funções múltiplas
26 Glândula Tiróide - a glândula tiróide localiza-se imediatamente abaixo da laringe, em ambos os lados da traquéia e na sua parte anterior - segrega duas hormonas importantes, a tiroxina e a triiodotironia, respectivamente denominados T4 e T3, que aumentam a velocidade dos processos de oxidação e de libertação de energia nas células do corpo, elevando a taxa metabólica e a geração de calor estimulam ainda a produção de RNA e a síntese de proteínas, estando relacionados ao crescimento, maturação e desenvolvimento - a tiróide também secreta calcitonina, uma importante hormona relacionada com o metabolismo do cálcio plasmático - a hormona hipotalâmica TRH estimula a produção de TSH pela hipófise anterior - a TSH vai estimular a glândula tiróide na produção de hormonas tirodeias, as quais iram actuar sobre os vários tecidos Anatomia fisiológica da glândula tiróide - a glândula tiróide é constituída por numerosos folículos fechados, repletos de uma substância secretora denominada colóide, e revestida por células epitelióides cubóides, que secretam os seus produtos no interior dos folículos - o principal componente do colóide é uma grande glicoproteína, a tireoglobulina, que contém as hormonas tiroideias na sua molécula - após a secreção ter alcançado o interior do folículo, ela deve ser reabsorvida, através do epitélio folicular, para o sangue poder actuar no organismo - a rodear os folículos, há capilares sanguíneos, bem como algumas células C responsáveis pela secreção de calcitonina Síntese e secreção das hormonas tiroideias - para a síntese de quantidades normais de T3 e T4, é necessário grandes quantidades de íodo - o iodo ingerido por via oral é absorvido pelo tubo gastrintestinal e passa para o sangue - a maior parte é rapidamente excretada pelos rins, enquanto cerca de um quinto é selectivamente removido da circulação pelas células da tiróide e utilizado na síntese das hormonas tiroideias
27 - processo de síntese: 1. captação do iodo, sobre a forma de iodeto, pelas células foliculares da tiróide com a ajuda da bomba de iodetos e de ATP 2. no espaço coloidal o iodeto é oxidado pela peroxidase e H2O2, e ligase a amioácidos especificos (tirosina) no interior da proteína tiroglobulina 3. a ligação de iodo à tirosina produz monoiodotirosina (MIT um iodo) e diiodotirosina (DIT dois iodos) 4. no espaço coloidal as enzimas modificam a estrutura do MIT e do DIT 5. quando ocorre a junção de duas moléculas de MIT e uma de DIT há a formação de T3, enquanto que quando ocorre a junção de duas moléculas de DIT há a formação de T4 6. as hormonas titoidieas produzidas encontram-se ligadas à tiroglobulina e são armazenadas no espaço coloidal 7. ocorre a hidrólise das tiroglobulinas, na presença da TSH produzida pela adeno-hipófise, a qual permite a endocitose das hormonas tireodeias pelas células foliculares e posterior exocitose para o citoplasma, onde são transportadas até às células alvo
28 Transporte sanguíneo das hormonas tiroideias - as hormonas tiroideias são transportadas no sangue de dois modos: ligadas a proteínas: TBG ( liga cerca de 75% da T4 e T3); pré-albumina (liga 15-20% da T4) e albumina (liga a restante T4) na forma livre: 0,05% de T4 e 0,5% de T3 - é possivel a conversão de T4 em T3 e a sua reserva nos tecidos periféricos - a T4 pode funcionar como pró-hormona de T3 - a T3 é biologicamente mais potente, tem uma acção mais rápida, está em menor concentração no plama e tem menos tempo de circulação Acções das hormonas tiroideias Efeito sobre o metabolismo das proteínas: - regula a síntese/catabolismo das proteínas: se diminui a concentração de T3/T4 diminui a síntese proteica; se aumenta concentração de T3/T4 aumenta o catabolismo proteico (essencialmente no músculo) Efeito sobre o metabolismo das gorduras - promove o aumento da mobilização das gorduras do tecido adiposo (lipólise) - promove o aumento dos ácidos gordos livres no plama - promove o aumento da oxidação dos ácidos gordos nas células (se aumenta a concentração de T3/T4 diminui os reservatórios de gordura, do peso e dos lípidos plasmáticos, acontece o inverso se diminui a concentração de T3/T4) Efeito sobre o metabolismo dos hidratos de carbono (acções directas e indirectas) - aumento da glicemia devido a: aumento da absorção intestinal da glicose e aumento da gliconeogénese - diminuição da glicémia devido a: aumento da captação da glicose pelos tecidos e aumento da glicogénese Nota: se aumenta a concentração das hormonas tiroideias há um aumento do catabolismo (hiperglicemia); se diminui a concentração das hormonas tiroideias há um aumento do anabolismo (hipoglicemia) Efeito termogénico (regulação da temperatura corporal) - o aumento da temperatura é compensado pelo aumento da perda de calor (através do aumento do fluxo sanguíneo, da transpiração e da ventilação)
29 Efeito no ritmo metabólico basal (BMR) - como a hormona tiroideia aumenta o metabolismo em quase todas as células do organismo, a presença de quantidades excessivas da hormona pode, em certas ocasiões, aumentar o metabolismo basal acima do normal Efeito no consumo de O2 - há um aumento do consumo de O2, excepto no cérebro, baço, testículos, útero e hipófise anterior Efeito na maturação e crescimento dos tecidos - essencialmente na vida fetal, infância e puberdade - importante no desenvolvimento do sistema nervoso, durante a vida intrauterina e período pós-natal ocorre o desenvolvimento do cérebro, mielinização das fibras nervosas, proliferação e diferenciação neurais e desenvolvimento da circulação sanguínea Sinergismo com as catecolaminas - as hormonas tiroideias em acção conjunta com as catecolaminas promovem o aumento de BMR e termogénese, o aumento de débito e frequência cardíaca e excitabilidade do SN, bem como o aumento de lipólise, glicogenólise e gliconeogénese Regulação da síntese e secreção das hormonas tiroideias Estimulação do hipotálamo para produção de TRH, devido a estímulos (frio e emoções) a TRH induz a secreção de TSH pela adeno-hipófise TSH tem acção trófica (prolactina) ou promove secreção de T3 e T4 A elevada concentração de T3 e T4 diminui a produção de TRH e TSH (mecanismo de retrocontrolo) A T3 e T4 vão actuar de diversos modos
30 Pâncreas Endócrino - o pâncreas é uma glândula que apresenta determinadas regiões endócrinas e determinadas regiões exócrinas - o pâncreas, além de suas funções digestivas, secretam duas hormonas importantes, a insulina (promove a entrada de glicose na maioria das células do corpo, controlando, o metabolismo da maioria dos carboidratos) e glucagina, aumenta a libertação hepática de glicose nos líquidos corporais circulantes. - é constituído por dois tipos principais de tecidos: (1) os ácinos, que segregam o suco digestivo no duodeno, e (2) o ilhéu de Langerhans, que não dispõe de qualquer meio para esvaziar suas secreções externamente, mas que segerga insulina e glucagina directamente no sangue. - o ilhéu contém três tipos principais de células: as células Beta, constituem cerca de 60% de todas as células, situam-se principalmente no meio de cada ilhéu e segregam a insulina. as células de Alfa, que correspondem a cerca de 25% do total, segregam a glucagina as células Delta, que formam cerca de 10% do total, segregam somatostatina. além disso, existe pelo menos outro tipo de célula, a célula PP, encontrada em pequeno número nos ilhéus, que segregam uma hormona de função incerta, denominada polipeptídio pancreático - as células que constituem os ilhéus de Langerhans comunicam entre si, através de interacções autocrínas e paracrínas, de acordo com a secreção e concentração das hormonas libertadas por essas células Células β Células α Células
31 Regulação da glicemia (taxa de glicose no sangue) - as células para o seu metabolismo necessitam de acesso contínuo à glicose. As células do sistema nervoso central e a retina necessitam de mais glicose - o limite de glicemia no sangue ronda os mg/dl, e é controlado pelo fígado, funcionando como sistema tampão na glicorregulação (pela glicogénese, glicogenólise e gliconeogénese) e é controlado pelo pâncreas, o qual produz importantes hormonas glicorreguladoras (a insulina e glucagina) Período de absorção do metabolismo pela acção da insulina - a insulina desempenha um importante papel no armazenamento das substâncias energéticas em excesso - no caso das proteínas, a insulina exerce um efeito directo na promoção da captação de aminoácidos pelas células no músculo, são utilizados na síntese de proteínas, e no fígado, sofrem uma série de reacções produzindo NH 3 que será libertado na ureia e cetoácidos que produzem energia ou incorporem na formação de ácidos gordos - a glicose absorvida pelo sangue provoca a rápida secreção de insulina a insulina causa rápida captação, armazenamento e utilização da glicose por quase todos os tecidos do organismo - a glicose é transportada em grande quantidades para as células musculares, a maior parte dessa glicose é armazenada sob a forma de glicogênio muscular posteriormente, o glicogénio pode ser utilizado como fonte de energia pelos músculos. - a insulina aumenta a utilização de glicose pela maioria dos tecidos do organismo, na produção de energia - a maior importância da insulina é promover o armazenamento quase imediato no fígado da maior parte da glicose absorvida após a refeição, sob a forma de glicogénio - a insulina também promove a síntese de ácidos gordos quase toda essa síntese ocorre nas células hepáticas e os ácidos gordos são então transportados nas lipoproteínas até as células adiposas, onde são armazenados
32 Período de pós-absorção do metabolismo (efeito de contraregulação) - neste período, há acção da glucagina, catecolaminas, GH, cortisol, hormonas tireodeias e diminuição da insulina - a hormona do crescimento, o cortisol as catecolaminas têm efeito hiperglicemiante, as hormonas tirodeias têm efeitos hiper e hipoglicemiantes - o que acontece nesse período é que, pela acção das hormonas referidas, essencialmente a glucagina, vai ocorrer a libertação de glicose pela degradação do glicogénio hepático (glicogenólise) e aumento da gliconeogénese no fígado de modo a produzirem energia Síntese de Insulina - é no retículo endoplasmático rugoso das células beta que se inicia o processo de produção de insulina: 1. na presença d preproinsulina, ocorre a formação de vesículas com proinsulina no seu interior 2. há formação de uma cápsula de catrina em redor da vesícula e posterior clivagem 3. é retirado de seguida a cápsula de catrina, e ocorre a exocitose de insulina e do peptídeo C também formado na vesícula
33 Secreção de insulina produzida pela glicose glicose no sangue Entrada de glicose nas células β glicólise Fosforilação oxidativa Relação de ATP e ADP - despolarização Ca 2+ + vesículas de insulina secreção de insulina Somatostatina - a somatostatina tem como acções: diminuir a secreção da insulina e da glucagina; diminuir o ritmo de esvaziamento gástrico e da secreção gástrica e diminuir o esvaziamento da vesícula por inibição da secreção da CCK Regulação da secreção de somatostatina insulina glucagina CCK - + somatostatina + + de glicose e aminoácidos
34 Polipeptídeo pancreático - as acções do polipeptídeo pancreático dessa hormona são pouco conhecidas talvez actuem na absorção de nutrientes Regulação da secreção do polipeptídeo pancreático exercício + jejum + somatostatina - Polipeptídeo pancreático - glicose Cálcio - o cálcio incorpora vários componentes do organismo: ossos, dentes, bem como outros processos celulares - ossos e dentes são essencialmente constituídos por sais de fosfato de cálcio (cristais de hidroxipatite). - o osso possui cercas de 99% de cálcio estável (não mobilizado facilmente) funcionando como reservatório de cálcio e possui cerca de 1% de cálcio mobilizável, que funciona como sistema tampão em resposta às variações do cálcio plasmático - cerca de +/- 10g de cálcio incorpora outros processos celulares, tais como a coagulação, contracção muscular, segundos mensageiros, etc - é evidente que o nível plasmático de cálcio é regulado dentro de limites muito estreitos, dependentes do funcionamento da bomba de cálcio da membrana citoplasmática e da recrutação de cálcio na mitocôndria e no retículo endoplasmático/sarcoplasmático - no plama o cálcio encontra-se presente sob três formas diferentes: cerca de 40% do cálcio estão combinados às proteínas plasmáticas e, nesta forma, não se difundem através da membrana capilar cerca de 10% do cálcio difundem-se através da membrana capilar, mas encontram-se combinados com outras substâncias do plasma e do líquido intersticiais
35 os 50% restante de cálcio do plasma são difusíveis através da membrana capilar e ionizados. Balanço do Cálcio - a quantidade de cálcio no sangue (calcemia) é mantida quando: Ca 2+ da dieta + Ca 2+ reabsorvido dos ossos = Ca 2+ excretado + Ca 2+ adicionado ao osso novo Fosfatos: % de fosfato encontra-se nos ossos sob a forma de sais de fosfato de cálcio, quer estável quer mobilizável - excreção de fosfato pelas fezes e urina - o fosfato possui múltiplas funções celulares: incorporam os fosfolípidos de membrana, promove a síntese de DNA e RNA, tem ainda função no metabolismo energético e actividade de enzimas (metabolitos de fosfato) Osso adulto: - é uma forma especial de tecido conjuntivo com deposição mineral - é um tecido dinâmico com actividade metabólica - no osso, há um equilíbrio dinâmico entre reabsorção/dissolução deposição - possui grande stress mecânico - está sob a acção de diversas hormonas Funções do osso adulto: - suporte e protecção do corpo - ligação de músculos, tendôes e ligamentos - movimento (rigidez e articulações) - homeóstase de minerais - formação do tecido hematopoiético Componentes do osso adulto: - matriz óssea - matriz mineral - células ósseas
36 Células Ósseas: Osteoblastos (células formadoras do osso): têm origem em células progenitoras do tecido osteogénico, são responsáveis pela formação da matriz óssea, localiza- -se na superfície dos ossos e revestem a cavidade medular a produção do osso consiste na secreção de moléculas de colágenio e substância fundamental pelos osteoblastos formando as fibras colagéneas o tecido resultante é a matriz óssea à medida que a matriz óssea se forma, alguns osteoblastos ficam aprisionados na matriz óssea, passando a ser denominados osteócitos Osteócitos (células maduras): têm origem em células progenitoras do tecido osteogénico, trocam Ca 2+ para o líquido extracelular Osteoclastos (células de reabsorção do osso): são células gigantes, multinucleadas, móveis, com origem em células fagocíticas mononucleadas; promovem a reabsorção óssea (fase de crescimento) e a remodelação óssea; situam-se na superfície e são responsáveis e têm acção erosiva sob os ossos Reabsorção óssea pelos osteoclastos - as enzimas libertadas pelo osteoclasto, responsáveis pela dissolução óssea são a colagenase, a fosfatase ácida, enzimas lisossómicas e diferentes ácidos - a dissolução ou reabsorção óssea permite a libertação de cálcio, fosfato, e outros constituintes da matriz óssea para o líquido extracelular Vitamina D, Paratormona e Calcitonina Regulação hormonal dos níveis plasmáticos de cálcio e fosfato - a acção combinada de hormonas actuam no osso, no rim e no intestino - a vitamina D (metabolitos), a paratormona (PTH) e a calcitonina, têm efeito no desenvolvimento e manutenção do esqueleto ( e no crescimento), juntamente com outras hormonas tais como: GH, IGF1, estrogénios e androgénios (aumento da formação do osso), glicocorticóides e hormonas tiroideias (aumento da reabsorção do osso)
37 Vitamina D e os seus metabolitos - a vitamina D exerce em potente efeito aumenta a absorção de cálcio pelo tubo intestinal é necessário que a vitamina D seja inicialmente convertida numa substância final activa, resultante de série de reacções no fígado e rim. - a partir do colesterol é sintetizado o mais importante desses compostos, denominado vitamina D3 (colecalciferol) a maior parte desta substância é formada na pele, como consequência da irradiação pelos raios ultravioletas do sol a exposição adequada ao sol impede o desenvolvimento de deficiência em vitamina D - o colecalciferol vai até ao fígado, sofre uma série de reacções transformando-se em calciferdiol, seguindo até aos rins, e, com a estimulação da PTH, transforma-se em dihidroxicolecalciferol (forma inactiva) e em calcitriol (forma activa) Acções - a PTH é segregada quando diminuem os níveis do cálcio iónico no sangue a PTH tem a função de mobilizar o cálcio ósseo (aumentando a reabsorção tubular de cálcio), interfere na activação da vitamina D e baixa os níveis séricos de fosfato [Ca 2+ ] plasma PTH estimula Actividade dos rins inibe produção calcitriol actua [Ca 2+ ] plasma Ossos e intestinos Acção da paratormona e do calcitriol no osso: - aumento da calcificação da matriz óssea - aumento da actividade osteoblástica Facilitação da remodelação óssea - aumento da actividade osteoclástica Acção da paratormona e do calcitriol no intestino: - aumento da absorção intestinal do cálcio Aumento plasmático de cálcio e fosfato - aumento da absorção intestinal do fosfato
38 Nota: a libertação de cálcio no plasma sanguíneo resulta de uma situação de hipocalcemia ou na presença da hormona PTH. Paratiróide Paratormona (PTH): - as paratiróides são pequenas glândulas, geralmente em número de quatro, localizadas na região posterior da tiróide segregam a paratormona, que estimula a remoção de cálcio da matriz óssea (o qual passa para o plasma sangiuíneo), a absorção de cálcio dos alimentos pelo intestino e a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais aumentando a concentração de cálcio no sangue Regulação da secreção da paratormona cálcio no plasma - calcitriol - Secreção de PTH (paratiróide) + catecolamina da [PTH] no plasma
39 Acções: da [PTH] no plasma Rins reabsorção Ca 2+ reabsorção de fosfato Rins formação de calcitriol reabsorção de fosfato reabsorção ossos excreção de Ca 2+ pela urina calcitriol no plasma Ca 2+ no plasma Intestino Ca 2+ absorção Restauração dos níveis normais de cálcio no plasma, bem como a diminuição do fosfato plasmático - a paratormona (PTH) tem um efeito bifásico no metabolismo do osso: inicialmente, perda rápida do cálcio mobilizável do osso depois, aumento da reabsorção do cálcio estável do osso (aumento da actividade osteoclástica e da formação de osteoclastos) aumento da libertação de cálcio para o líquido extracelular
40 Calcitonina - a calcitonina é uma hormona que exerce efeitos fracos sobre a calcemia, opostos aos da paratormona, por reduzir a concentração sanguínea de iões cálcio é secretado pela tiróide Ca 2+ no plasma estimula Células parafoliculares na produção de calcitonina calcitonina no plasma Inibição acção osteoclastos excreção de Ca 2+ e calcitriol Ca 2+ no plasma - é possível que a calcitonina tenha efeito no desenvolvimento do osso, bem como no armazenamento do cálcio ósseo na gravidez e na lactação Relação cálcio, calcitonina e PTH - existem duas grandes diferenças entre os sistemas de feedback da calcitonina e da hormona da paratiróide em primeiro lugar, o mecanismo da calcitonina opera mais rapidamente, atingindo a sua actividade máxima em menos de 1 hora, em contraste com o período de 3 a 4 horas necessário para que seja alcançada a atividade máxima após o início da secreção pela paratiróide - qualquer condição capaz de elevar a concentração de iões de cálcio determina a diminuição da actividade e do tamanho das glândulas parotídeas
41 - essa condição pode ser (1) quantidades excessivas de cálcio na dieta; (2) aumento da vitamina D na dieta (3) absorção óssea causada por factores distintos da paratormona - um aumento na concentração plasmática de cálcio determina elevação imediata da velocidade de secreção da calcitonina, um mecanismo que funciona exactamente de forma oposta ao do sistema da paratormona
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