Rastreios em tuberculose
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- Rayssa Campos Paranhos
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1 O Controlo da Tuberculose Diagnóstico e Tratamento Rastreios em tuberculose Porto, 22 e 23 de Novembro 2011 Aurora Carvalho CH VN Gaia/Espinho CDP VN Gaia
2 A infecção pelo Mycobacterium tuberculosis (Mt) assume características particulares resultantes do comportamento do Mt. A resposta imune do hospedeiro é capaz de controlar o crescimento do bacilo evitando o aparecimento de doença mas não consegue esterilização mantendo-se o bacilo em estado latente tuberculose infecção
3 Perpetuação da tuberculose TB infecção TB doença Contacto Casos bacilíferos
4 Estratégia de controlo da tuberculose: redução da incidência da infecção por M. tuberculosis através da identificação dos casos activos e terapêutica dos mesmos, cortando a cadeia de transmissão. Estratégia da eliminação da tuberculose: redução da prevalência da infecção através da identificação e tratamento eficaz dos indivíduos infectados prevenindo o desenvolvimento de doença
5 Objectivos do rastreio Identificar contactos doentes e tratá-los, Identificar indivíduos com tuberculose latente identificar aqueles com indicação para tratamento tratá-los, Identificar crianças, imunodeprimidos não infectados nem doentes, com indicação para quimioprofilaxia.
6 Os contactos devem ser identificados: hierarquicamente de acordo com a sua probabilidade de terem sido infectados pelo caso-índice. de acordo com o risco de evolução de infecção para doença
7 O planeamento dos contactos a rastrear dependerá de Grau de infecciosidade do caso índice e período de infecciosidade Duração da exposição ao caso índice Condições físicas do local de transmissão Probabilidade dos contactos infectados desenvolverem tuberculose Proporção de pessoas identificadas como infectadas
8 Grau de infecciosidade do caso índice e período de infecciosidade Tuberculose pulmonar, vias aéreas Expectoração; LB, LBA; Suco gástrico exame directo, cultural Cavitação Tosse
9 Grau de infecciosidade do caso índice e período de infecciosidade Risco de contagiosidade
10 Duração da exposição ao caso índice Contacto íntimo a residirem na mesma casa, partilha da habitação, namorados, visitas frequentes. Exposição significativa - valor cumulativo superior a 8 horas com contacto na mesma divisão.
11 Condições físicas do local de transmissão Espaço aberto / fechado Características ventilação Area do espaço / utilizadores Condições de renovação de ar Carro
12 Probabilidade dos contactos infectados desenvolverem tuberculose Consideram-se pessoas de alto risco de desenvolver doença se infectado com M. tuberculosis: Pessoas com exposição recente a doentes com tuberculose. Pessoas com estado imunitário comprometido pela idade, por co-morbilidades ou medicação imunossupressora
13 Probabilidade dos contactos infectados desenvolverem tuberculose Indivíduos em risco de infecção recente Contactos próximos de pessoas com tuberculose infecciosa. Pessoas que tiveram conversão tuberculínica nos últimos 2 anos. Pessoas que imigraram nos últimos 5 anos de países com alta incidência de tuberculose. Pessoas com estadia superior a 1 mês em áreas com alta incidência de tuberculose. Pessoas que trabalham em locais onde a exposição à tuberculose é frequente (hospitais, prisões, abrigos, lares, laboratórios de tuberculose).
14 Probabilidade dos contactos infectados desenvolverem tuberculose Indivíduos infectados em risco de desenvolver doença Pessoas infectadas com VIH Crianças com menos de 5 anos de idade. Utilizadores de drogas. Pessoas com evidência de lesões antigas de tuberculose não tratada.
15 Probabilidade dos contactos infectados desenvolverem tuberculose Indivíduos infectados em risco de desenvolver doença Pessoas com co-morbilidades, tais como silicose, insuficiência renal crónica, diabetes mellitus, neoplasia, artrite reumatóide, alcoolismo) Pessoas a receber medicação imunossupressora (corticoterapia - equivalente a > 15mg/dia de prednisolona por 2 a 4 semanas, ou outros fármacos imunossupressores) Pessoas que vão iniciar terapêutica anti-tnfα.
16 Proporção de pessoas identificadas como infectadas P.Begué, et al. Rev. Mal. Resp
17 Como rastrear? História clínica detalhada, com registo de vacinação com BCG, tuberculinas anteriores, teste IGRA Radiografia torácica, Baciloscopias (se houver queixas ou alteração radiológica) Teste tuberculínico, IGRAs
18 Como rastrear? Hx de TB activa ou latente e tratamento efectuado Hx clínica e co-morbilidades, hepatites, co-medicação Condições de adesão a tratamento
19 prisões Rastreio de tuberculose activa entrada Rastreio de profissionais expostos a um caso bacilífero seguir princípios gerais de avaliação de risco em rastreio de contactos
20 em escolas A organização do rastreio deve seguir as orientações gerais de avaliação de risco Definindo em colaboração com a Saúde Pública a metodologia Definir o grau de exposição pelo nº de horas partilhada na mesma sala por semana Comunicando as medidas de prevenção e controlo à direcção da escola, pais e público geral, assegurar informação correcta aos media
21 de passageiro bacilífero em viagem de avião Se doente esteve em voo com duração superior a 8 horas nos três meses anteriores ao diagnóstico: rastrear os passageiros que viajaram na mesma fila e duas filas atrás e à frente
22 Profissionais de saúde Avaliação no contexto de exposição a doente ou colega de trabalho com Tb bacilífera efectuar de acordo com orientação geral de rastreio de contactos Avaliação de risco avaliação inicial e anual para os não infectados de acordo com o risco avaliado para o posto/serviço de trabalho
23 Populações vulneráveis (VIH+, toxicodependentes, sem abrigo) Candidatos a terapêuticas biológicas Excluir doença activa Diagnóstico de tuberculose infecção
24 Obrigada pela vossa atenção
25 O Controlo da Tuberculose Diagnóstico e Tratamento Prevenção em tuberculose Porto, 22 e 23 de Novembro 2011 Aurora Carvalho CH VN Gaia/Espinho CDP VN Gaia
26 Prevenção da infecção Hospedeiro Mycobacterium tuberculosis (Mt)
27 Prevenção transmissão tuberculose Diagnóstico precoce e tratamento eficaz Medidas de controlo transmissão da tuberculose centradas no doente bacilífero prevenção da transmissão nosocomial Prevenção primária e secundária Vigilância de populações de risco
28 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de controlo transmissão da tuberculose Centradas no doente bacilífero (educação do doente: hábitos higiene e uso de máscara, restrição de actividades sociais) Prevenção da transmissão nosocomial ( medidas administrativas, medidas de controlo ambiental, uso de protecção individual)
29 Prevenção transmissão tuberculose Prevenção da transmissão da tuberculose Medidas de controle administrativo Medidas de controle ambiental Medidas de protecção individual
30 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de controle administrativo Objectivo: reduzir o risco de exposição ao MT
31 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de controle administrativo Plano de controle da infecção e de prevenção de desenvolvimento de resistências Plano de formação, educação e treino para todos os profissionais de saúde envolvidos Identificação em cada local das áreas de risco e elaboração de recomendações específicas para cada caso
32 Prevenção transmissão tuberculose Doentes em ambulatório Definir as áreas de risco Marcar horas de atendimento específicas para evitar exposição de pessoas não infectadas Disponibilizar máscaras cirúrgicas para os doentes
33 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de controle administrativo Doentes em ambulatório Plano de educação do doente (medidas higiene, uso de máscara, restrição act sociais) TOD domiciliária até negativação Definir condições de transporte dos doentes
34 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de controle administrativo Recomendações para transporte de doente bacilífero O doente deve usar uma máscara cirúrgica Devem ser fornecidas as máscaras necessárias para toda a viagem Avisar o local de destino que o doente vai chegar Transporte separado, ou utilização de respirador (P2/N95)
35 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de controle administrativo Recomendações para transporte de doente bacilífero Usar controle de ventilação de ar fresco, não ar recirculado Abrir todas as janelas Deixar o veículo pelo menos uma hora com a janelas abertas no final do transporte
36 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de controle administrativo Definir critérios de avaliação periódica do programa (avaliação nº casos de doença, taxa de infecção de profissionais expostos, controle medidas de engenharia)
37 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de controle ambiental Objectivo: prevenir a disseminação e reduzir a concentração de gotículas infecciosas
38 Prevenção transmissão tuberculose Condições mínimas de biossegurança em ambulatório: Ventilação adequada Saída de ar dirigidas para porta ou janela Colheita de expectoração feita preferencialmente em locais abertos Remoção de ar efectuada de modo a evitar exposição de outras pessoas
39 Prevenção transmissão tuberculose Remoção e inactivação do MT: Processos de ventilação mecânica com remoção de ar (ventilação forçada, ventilação local extractora, ventilação local diluidora); Purificação do ar (filtros tipo HEPA - High Efficienty Particulate Air Filter raios ultravioletas) Quartos de isolamento com pressão negativa
40 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de protecção individual Objectivo: em pessoas com risco de exposição quando as medidas anteriores não são suficientes
41 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de protecção individual Doente - máscaras cirúrgicas Profissionais de saúde respiradores de partículas
42 Prevenção transmissão tuberculose Medidas de protecção individual Respiradores de partículas indicados em áreas de risco Quartos de isolamento Quartos de expectoração induzida Salas de Broncoscopia Áreas de autópsia Áreas de espirometria Cirurgia de doentes bacilíferos
43 TUBERCULOSE Prevenção da infecção e rastreio Transmissão por MICRO GOTAS < 5µ PROTECÇÃO Respiratória com um RESPIRADOR DE PARTÍCULAS
44 A correcta aplicação do RESPIRADOR N95 com desenho bico de pato
45 A correcta aplicação do RESPIRADOR N 95 com desenho bico de pato
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