NOTA TÉCNICA 12/2014 DIVEP/SVS. Assunto: Definição e atualização internacional de casos.
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- Adriano de Oliveira Raminhos
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1 GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL SUBSECRETARIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE NOTA TÉCNICA 12/2014 DIVEP/SVS Assunto: Definição e atualização internacional de casos. 1. Ebola vírus, descoberto em 1976 a partir de surtos ocorridos ao sul do Sudão e norte da República Democrática do Congo (anteriormente Zaire), próximo ao rio Ebola, cujo nome denomina o vírus (3,4). Até o momento, foram descritas cinco subespécies de vírus Ebola, sendo que quatro afetando humanos e uma espécie afetando apenas primatas. Entre as espécies estão o vírus Ebola (Zaire Ebolavirus) com maior letalidade; vírus Sudão (SudanEbolavirus); vírus Taï Forest (Floresta EbolavirusTaï, ex-côte d'ivoireebolavirus);vírus Bundibugyo (BundibugyoEbolavirus) e vírus Reston (RestonEbolavirus) (presente nos animais). A DVE é uma zoonose, cujo morcego é o reservatório mais provável. Quatro dos cinco subtipos ocorrem em hospedeiro animal nativo da África. Acreditase que o vírus foi transmitido para seres humanos a partir de contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinhos(4).
2 2. SINTOMAS O período de incubação dura de 2 a 21 dias. Os sinais e sintomas são: febre, cefaléia, mialgia,fadiga extrema, anorexia, dor nas articulações e calafrios, aparecem de forma abrupta depois de cinco a dez dias do início da infecção. Com o agravamento do quadro, outros sintomas como náuseas, vômitos e diarréia (com sangue), garganta inflamada, erupção cutânea, olhos vermelhos, tosse, dor torácica e abdominal, insuficiência renal e hepática. No estágio final da doença, o paciente apresenta hemorragia interna, sangramento pelos olhos, ouvidos, nariz, reto, danos cerebrais e perda de consciência. A letalidade esta entre 50 e 90% dos casos. 3. DIAGNÓSTICO Uma das dificuldades para estabelecer o diagnóstico precoce da doença provocada pelo vírus Ebola é que, no início, os sintomas podem ser confundidos com os de enfermidades como gripe, dengue hemorrágica, febre tifóide e malária. O levantamento da história do paciente, se esteve exposto a situações de risco e o resultado de testes sorológicos (Elisa IgM, PCR) e o isolamento viral são fundamentais para determinar a causa e o agente da infecção. Diante da possibilidade de uma pessoa ter entrado em contato com o vírus Ebola, ela deve ser mantida em isolamento e os serviços de saúde obrigatoriamente notificados. 4. TRATAMENTO Não existe tratamento específico para combater o vírus Ebola, que infecta adultos e crianças sem distinção. Não existe também uma vacina contra a doença, mas já foi testada uma fórmula em macacos, morcegos e porcos-espinhos que mostrou resultados positivos nesses animais. O único recurso terapêutico contra a infecção causada pelo Ebola é oferecer medidas de suporte, como reposição de fluidos e eletrólitos, hidratação, controle da pressão arterial e dos níveis de oxigenação do sangue, além do tratamento das complicações infecciosas que possam surgir. No Brasil, existem dois centros de referência preparados para tratar pacientes infectados pelo vírus ebola: o Fiocruz, no Rio de Janeiro, e o Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. DIVEP/SVS - Página 2 de 5
3 5. DEFINIÇÃO GEOGRÁFICA DO VÍRUS EBOLA EM HUMANOS: Transmissão Intensa: Guiné, Serra Leoa, Libéria; importados e com transmissão local: Nigéria, Espanha e EUA; importados sem transmissão local: Mali e Senegal. Obs.: Senegal e Nigéria foram declarados livres da doença em 17 e 19 de outubro, respectivamente, por ter transcorrido 42 dias livres da doença a contar do último diagnóstico laboratorial. DIVEP/SVS - Página 3 de 5
4 NUMEROS DE CASOS VÍRUS EBOLA TABELA 01 PAÍSES COM TRANSMISSÃO INTENSA casos Guiné Libéria Serra Leoa Total TABELA 02 PAÍSES COM CASOS ASSOCIADOS A VIAGENS casos Mali Senegal Total TABELA 03 PAÍSES COM CASOS ASSOCIADOS A VIAGENS E COM casos TRANSMISSÃO LOCAL Nigéria Espanha Estados Unidos Total A. DEFINIÇÃO DE CASOS CASO SUSPEITO: Indivíduo procedente, nos últimos 21 dias, de país com transmissão disseminada ou intensa de Ebola* que apresente febre de início súbito, podendo ser acompanhada de sinais de hemorragia, como: diarréia sanguinolenta, gengivorragia, enterorragia, hemorragias internas, sinais purpúricos e hematúria. DIVEP/SVS - Página 4 de 5
5 Apenas serão considerados suspeitos os indivíduos que relatem contato com pessoa com suspeita ou com diagnóstico de Ebola. * Libéria, Guiné e Serra Leoa CASO PROVÁVEL: caso suspeito com histórico de contato com pessoa doente, participação em funerais ou rituais fúnebres de pessoas com suspeita da doença ou contato com animais doentes ou mortos. CASO CONFIRMADO: Caso suspeito com resultado laboratorial para Reação de Polimerase em Cadeia (PCR) conclusivo para Ebola realizado em laboratório de referência. CASO DESCARTADO: Caso suspeito com dois resultados laboratoriais para Reação de Polimerase em Cadeia (PCR) negativos para Ebola realizados em Laboratório de Referência definido pelo Ministério da Saúde, com intervalo mínimo de 48 horas entre as duas colheitas. CONTACTANTE ou COMUNICANTE: Indivíduo que teve contato com sangue, fluido ou secreção de caso suspeito ou confirmado; ou que dormiu na mesma casa; ou teve contato físico direto com casos suspeitos ou com corpo de casos suspeitos que foram a óbito (funeral); ou teve contato com roupa ou roupa de cama de casos suspeitos; ou que tenha sido amamentado por casos suspeitos (bebês). B. HOSPITAL REFERÊNCIA: Hospital Regional Asa Norte - HRAN C. TELEFONES PARA CONTATO: CIEVS: / (Operadora Vivo) / SAMU: 192 Brasília, 30 de outubro de LÍGIA MARIA PAIXÃO SILVA Diretoria de Vigilância Epidemiológica Diretora DIVEP/SVS - Página 5 de 5
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