RELATÓRIO E CONTAS SEMESTRAL
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- Thomas Canedo de Barros
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1 RELATÓRIO E CONTAS SEMESTRAL 30 DE JUNHO DE 2013 BANIF ACÇÕES PORTUGAL Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais Banif Gestão de Activos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A. Sede Social: Rua Tierno Galvan, Torre 3, 14º Piso, Lisboa Telefone: (351) Fax: (351) Capital Social: Euros Número único de registo e de pessoa colectiva:
2 RELATÓRIO DE GESTÃO SEMESTRAL 30 DE JUNHO DE 2013 BANIF ACÇÕES PORTUGAL Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais O Banif Acções Portugal Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais, adiante designado por Banif Acções Portugal, Fundo ou OIC, é um fundo de acções nacionais, gerido pela Banif Gestão de Activos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA. e iniciou a sua actividade em 5 de Janeiro de Enquadramento Macro-económico O primeiro semestre ficou marcado por um maior equilíbrio do crescimento económico global. Por um lado, registou-se um abrandamento do crescimento do bloco emergente, fruto de uma alteração gradual do seu modelo de crescimento, menos dependente das exportações e mais alicerçado na procura doméstica, e, por outro, verificou-se um maior vigor e sustentabilidade do crescimento americano e japonês. A Zona Euro constituiu a excepção, uma vez que se manteve em terreno contraccionista ao longo do semestre. Nos EUA, apesar da revisão em baixa do crescimento por parte do FMI em Julho ( % e %), as dinâmicas económicas apresentadas sugerem que o ciclo se encontra mais sustentado. Com efeito, as vendas a retalho evoluíram de forma homóloga favorável, com um mínimo de 3.2% em Março e uma recuperação para 5.7% em Junho, tendo em conta a política fiscal contracionista desenvolvida, que resultou de um acordo entre os partidos republicano e democrata (que evitaram a tempo o fiscal cliff). Adicionalmente, assistiu-se a uma descida da taxa de desemprego, dos 7.8% em Dezembro de 2012 para 7.6% em Junho de 2013, e a um ressurgimento do mercado residencial americano: as vendas de casas usadas e a construção de novas casas registaram um valor médio mensal de 5 milhões e de 914 mil, respectivamente, representando uma recuperação substancial face a anos anteriores. Finalmente, destaque-se os valores médios registados pelos indicadores avançados da Indústria (ISM Manufacturing) e dos Serviços (ISM Non Manufacturing) que se cifraram em 51.5 e 52.6, respectivamente. Neste contexto, a Reserva Federal Americana (FED) anunciou no final de Maio, e confirmou mais tarde na reunião de de Junho, que iria gradualmente reduzir o ritmo de compra de activos financeiros. Na Zona Euro, a recessão iniciada em 2012 prolongou-se ao longo do semestre, tendose verificado uma melhoria gradual das condições económicas no final do período. De facto, o índice PMI de Serviços evoluiu de 47.8 (Dezembro de 2012) para 48.3 (Junho de 2
3 2013) enquanto o índice avançado da indústria registou uma melhoria de 46.1 para 48.8 no final do semestre. Ao nível do consumo privado, registou-se uma variação homóloga negativa das vendas a retalho, uma vez que a taxa de desemprego sofreu um agravamento (cifrando-se em 12.2% em Maio). Para estimular a economia, o Banco Central Europeu decidiu reduzir a taxa de referência em 0.25% para 0.50%, na reunião de dia 2 de Maio. Adicionalmente, há a destacar os seguintes desenvolvimentos: o regresso aos mercados de Portugal e da Irlanda, que emitiram a 5 e a 10 anos. Posteriormente viram os respectivos outlooks revistos de negativo para estável por parte da agência Standard & Poor s (Irlanda em Fevereiro e Portugal em Março); a crise política que se instalou em Itália após as eleições em Fevereiro, que paralisou politicamente o país até Maio (aquando da tomada de posse do governo liderado por Enrique Letta); o resgate no Chipre em Março que resultou em perdas para os depositantes dos bancos resgatados e na imposição de controle de capitais, algo inédito no âmbito da Zona Euro; a revisão do rating da Grécia de CCC para B- por parte da agência Standard & Poor s em Maio. No Japão, a alteração de política económica assente em três vectores, nomeadamente o fiscal, o monetário e o relativo às reformas estruturais, surtiu no curto prazo os efeitos desejados uma vez que a economia apresentou um vigor surpreendente. Por esta razão, em Julho, o FMI reviu em alta a estimativa de crescimento para 2013 do país em 0.5% para 2%. Finalmente, os Emergentes registaram dinâmicas económicas aquém das expectativas devido em grande parte à alteração de política económica na China, com impacto forte no preço das commodities. O FMI reviu, em baixa, em Julho, o crescimento dos BRIC, estimando que a China, a Índia, o Brasil e a Rússia cresçam 7.8%, 5.6%, 2.5% e 2.5%, respectivamente, em Os mercados financeiros reflectiram um maior optimismo em relação à sustentabilidade do ciclo económico e à evolução e aprofundamento da União Europeia. De facto, apesar da correcção generalizada dos activos de risco após as declarações do presidente da FED em Maio, registou-se ainda assim uma valorização significativa dos índices de acções dos EUA (S&P %) e do Japão (Nikkei %) e de menor magnitude na Europa (MSCI Europe +1.43%) no 1º semestre. Os Emergentes constituíram a única excepção, com uma desvalorização de 10.89% (MSCI Emerging Markets) devido ao abrandamento do crescimento deste bloco. 3
4 Ao nível das obrigações governamentais (índices EFFAS), verificou-se uma desvalorização dos mercados core, com os EUA a corrigir % e a Alemanha a desvalorizar -1.42%, devido à sinalização por parte da FED que iria alterar a política monetária. As dívidas públicas de Espanha, de Itália e de Portugal beneficiaram de um estreitamento dos respectivos prémios de risco, registando valorizações de 5.40%, de 1.99% e de 2.10%, respectivamente. Os mercados de dívida privada beneficiaram de um estreitamento generalizado de spreads, em particular o sector tecnológico (-28,4 pb, Iboxx Tech), o sector automóvel (- 20,4 pb, Iboxx Auto) e o sector financeiro (-14,1 pb, Iboxx Financials). Finalmente, nos mercados cambiais verificou-se uma correcção da generalidade das moedas face ao euro: rand da Africa do Sul %; iene %; dólar australiano %; real do Brasil -6.78%. As excepções foram para o dólar e para o peso mexicano que apresentaram valorizações face ao euro de 1.41% e 0.80%, respectivamente. Em Portugal observou-se um desempenho favorável das empresas com maior exposição internacional, como a Mota Engil (+48.5%), a Altri (+17.76%) e a Jerónimo Martins (+10.89%). Destacaram-se também empresas envolvidas em processos de reestruturação e movimentos corporativos, como o BCP (+28%) e a Zon Multimédia (+24.92%). Pela negativa, realce para o sector financeiro (Banif -36.3%, BES %), bem como para empresas com tendências operacionais negativas, como a Cofina ( %) e a Portugal Telecom (-20.25%). Política de investimento do OIC O Banif Acções Portugal manteve a política de investimento inalterada nos últimos 3 anos. Assim, o Fundo investe um mínimo de 2/3 do valor global líquido em acções nacionais. Ao longo do semestre o fundo esteve exposto a empresas com maior presença internacional, como a Galp, a Portucel, a Mota-Engil e a Altri. Em contrapartida, manteve-se uma exposição reduzida ao segmento das pequenas capitalizações, uma vez que estas empresas tipicamente apresentam uma grande dependência da economia nacional, o que condiciona negativamente o seu desempenho operacional. No decorrer do segundo trimestre de 2013, o fundo aumentou a sua exposição a um conjunto selectivo de empresas com maior presença doméstica, como a Sonae SGPS, a EDP e a Portugal Telecom. Este movimento justificou-se pela evolução favorável do prémio de risco de Portugal e a aparente estabilização da evolução macro económica. Finalmente, manteve-se uma postura activa na gestão da exposição ao sector financeiro, dada a elevada correlação entre a sua performance de mercado e a evolução da dívida pública portuguesa. 4
5 Valorização dos activos do OIC Os activos encontram-se valorizados de acordo com as regras de valorimetria estabelecidas no ponto 3.2 do Capítulo II do Regulamento de Gestão do Fundo, as quais se encontram descritas na Nota 4 do Anexo às Demonstrações Financeiras. Evolução da actividade do OIC Em 30 de Junho de 2013, o montante sob gestão do Fundo era de Euros, sendo o valor da unidade de participação de 3,4977 Euros, havendo unidades de participação em circulação. No primeiro semestre de 2013, os custos com comissões de gestão e de depósito ascenderam a Euros e Euros, respectivamente. No que se refere à componente de custos e proveitos, os primeiros representam Euros, enquanto que o montante de proveitos neste período foi de Euros. O quadro que se apresenta de seguida demonstra, a evolução nos últimos três anos, do volume sob gestão, bem como dos proveitos e custos do OIC, e ainda, as comissões de gestão e de depósito suportadas: Volume sob gestão Proveitos (totais) Custos (totais) Comissão de gestão Comissão de depósito Comissões de transacção No que se refere às unidades de participação (UP s), indica-se de seguida o nº de UP s em circulação e o seu valor unitário, no final dos últimos 5 exercícios: Nº UP s Valor das UP s (EUR)
6 De seguida apresenta-se a evolução das rendibilidades e risco do OIC dos últimos 10 anos: Ano Rendibilidade % Risco % Nível de risco De forma a dar cumprimento ao disposto no art. 87º do Regulamento nº 15/2003 da CMVM acresce referir que: (i) as rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 6 (risco máximo); (ii) os valores divulgados não têm em conta comissões de emissão e resgate eventualmente devidas; (iii) as rendibilidades mencionadas, apenas seriam obtidas se o investimento fosse efectuado durante a totalidade do período de referência; e (iv) existem prospectos relativos ao OIC que são objecto de acções publicitárias ou informativas, os quais se encontram disponíveis nas entidades comercializadoras do Fundo, bem como na Sociedade Gestora. 6
7 Perspectivas da actividade do OIC Ao longo do ano de 2013, espera-se que o contexto macroeconómico em Portugal continue a ter um impacto negativo nas empresas com maior exposição doméstica. No entanto, para a segunda metade do ano deveremos observar uma estabilização na situação económica. Neste contexto, o fundo deverá manter o seu enviesamento para empresas com maior diversificação geográfica, embora não seja de excluir que aumente gradualmente a sua exposição doméstica. Espera-se também que a evolução do mercado nacional continue a depender da evolução do prémio de risco do país, sendo esse um factor chave para o posicionamento do fundo, nomeadamente no sector financeiro. Lisboa, 27 de Agosto de 2013 BANIF GESTÃO DE ACTIVOS S.G.F.I.M., S.A. 7
8 BALANÇO DO BANIF ACÇÕES PORTUGAL - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais (valores em euros) Data: ACTIVO CAPITAL E PASSIVO CÓDIGO DESIGNAÇÃO CÓDIGO DESIGNAÇÃO Períodos Bruto Mv mv / P Líquido Líquido CARTEIRA DE TÍTULOS CAPITAL DO OIC 61 Unidades de Participação Obrigações 62 Variações Patrimoniais Acções Resultados Transitados ( ) ( ) 23 Outros títulos de capital 65 Resultados Distribuidos 24 Unidades de Participação 66 Resultados Líquidos do Exercício ( ) 25 Direitos 26 Outros instrumentos de dívida TOTAL DO CAPITAL DO OIC TOTAL DA CARTEIRA DE TÍTULOS PROVISÕES ACUMULADAS OUTROS ACTIVOS 48 Provisões para Encargos 31 Outros Activos TERCEIROS TOTAL DE OUTROS ACTIVOS TOTAL PROVISÕES ACUM ULADAS Contas de Devedores Estado e Outros Entes Públicos TERCEIROS TOTAL DOS VALORES A RECEBER Resgates a Pagar a Participantes Rendimentos a Pagar a Participantes DISPONIBILIDADES 423 Comissões a Pagar Caixa Outras Contas de Credores Depósitos à ordem Empréstimos Obtidos 13 Depósitos a prazo e com pré-aviso 14 Certificados de depósito TOTAL DOS VALORES A PAGAR Outros meios monetários TOTAL DAS DISPONIBILIDADES ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS 55 Acréscimos de custos Acréscimos de proveitos Receitas com Proveito Diferido 52 Despesas com Custo Diferido 58 Outros Acrécimos e Diferimentos 58 Outros Acrécimos e Diferimentos 59 Contas Transitórias Passivas 59 Contas Transitórias Activas TOTAL DOS ACRÉSCIM OS E DIF. ACTIVOS TOTAL DO ACTIVO TOTAL DO CAPITAL E DO PASSIVO Total do Número de Unidades de Participação em Circulação Valor Unitário da Unidade de Participação Abreviaturas: M v - M ais valias; mv - M enos valias P - Provisões TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS BANIF GESTÃO DE ACTIVOS S.G.F.I.M., S.A. 8
9 DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO BANIF ACÇÕES PORTUGAL - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais (valores em euros) Data: CUST OS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS CÓDIGO DESIGNAÇÃO CÓDIGO DESIGNAÇÃO CUSTOS E PERDAS CORRENTES PROVEITOS E GANHOS CORRENTES JUROS E CUSTOS EQUIPARADOS: JUROS E PROVEITOS EQUIPARADOS De Operações Correntes Da Carteira de Títulos e Outros Activos 719 De Operações Extrapatrimoniais Outros, de Operações Correntes De Operações Extrapatrimoniais COMISSÕES E TAXAS Da Carteira de Títulos e Outros Activos Outras, em Operações Correntes RENDIMENTO DE TÍTULOS E OUTROS ACTIVOS 729 De Operações Extrapatrimoniais /5 Da Carteira de Títulos e Outros Activos PERDAS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS 829 De Operações Extrapatrimoniais Da Carteira de Títulos e Outros Activos Outras, em Operações Correntes 739 Em Operações Extrapatrimoniais GANHOS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS Na Carteira de Títulos e Outros Activos IMPOSTOS Outros, em Operações Correntes Impostos Sobre o Rendimento Em Operações Extrapatrimoniais Impostos Indirectos Outros Impostos PROVISÕES DO EXERCÍCIO 751 Provisões para Encargos REPOSIÇÃO E ANULAÇÃO DE PROVISÕES 851 Provisões para encargos OUTROS CUSTOS E PERDAS CORRENTES OUTROS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS CORRENTES (A) TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES (B) CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS 781 Valores Incobráveis PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS 782 Perdas Extraordinárias 881 Recuperação de Incobráveis 783 Perdas de exercícios Anteriores 882 Ganhos Extraordinários 788 Outros Custos e Perdas Eventuais 883 Ganhos de Exercícios Anteriores TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS (C) Outros Proveitos e Ganhos Eventuais 63 IMPOSTOS S/ RENDIMENTOS DO EXERCICIO TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS (D) RESULTADOS LÍQUIDO DO PERÍODO (se»0) RESULTADOS LÍQUIDO DO PERÍODO (se«0) TOTAL TOTAL (8x2/3/4/5)-(7x2/3) Resultados da Carteira de Títulos E Outros Activos ( ) D-C Resultados Eventuais 0 0 8x9-7x9 Resultados das Operações Extrapatrimoniais (34 333) B+D-A-C Resultados Antes de Impostos s/o Rendimento ( ) B-A Resultados Correntes ( ) B+D-A-C Resultados Líquidos do Período ( ) TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS BANIF GESTÃO DE ACTIVOS S.G.F.I.M., S.A. 9
10 CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS DO BANIF ACÇÕES PORTUGAL - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais DIREITOS SOBRE TERCEIROS RESPONSABILIDADES PERANTE TERCEIROS Data: CÓDIGO DESIGNAÇÃO CÓDIGO DESIGNAÇÃO OPERAÇÕES CAMBIAIS OPERAÇÕES CAMBIAIS 911 À vista 911 À vista 912 A prazo (Forwards cambiais) 912 A prazo (Forwards cambiais) 913 Swaps cambiais 913 Swaps cambiais 914 Opções 914 Opções 915 Futuros 915 Futuros TOTAL 0 0 TOTAL 0 0 OPERAÇÕES SOBRE TAXAS DE JURO OPERAÇÕES SOBRE TAXAS DE JURO 921 Contratos a prazo (FRA) 921 Contratos a prazo (FRA) 922 Swap de taxa de juro 922 Swap de taxa de juro 923 Contratos de garantia de taxa de juro 923 Contratos de garantia de taxa de juro 924 Opções 924 Opções 925 Futuros 925 Futuros TOTAL 0 0 TOTAL 0 0 OPERAÇÕES SOBRE COTAÇÕES OPERAÇÕES SOBRE COTAÇÕES 934 Opções 934 Opções 935 Futuros Futuros TOTAL TOTAL 0 0 COMPROMISSOS DE TERCEIROS COMPROMISSOS COM TERCEIROS 942 Operações a prazo (reporte de valores) 941 Subscrição de títulos 944 Valores recebidos em garantia 942 Operações a prazo (reporte de valores) 945 Empréstimo de títulos 943 Valores cedidos em garantia TOTAL 0 0 TOTAL 0 0 TOTAL DOS DIREITOS TOTAL DAS RESPONSABILIDADES Contas de Contrapartida 99 Contas de Contrapartida TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS BANIF GESTÃO DE ACTIVOS S.G.F.I.M., S.A. 10
11 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA SEMESTRAL BANIF ACÇÕES PORTUGAL - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais (valores em euros) DISCRIMINAÇÃO DOS FLUXOS PERÍODO PERÍODO OPERAÇÕES SOBRE AS UNIDADES DO OIC RECEBIMENTOS: Subscrição de unidades de participação PAGAMENTOS: Resgates de unidades de participação Rendimentos pagos aos participantes Fluxo das operações sobre as unidades do OIC ( ) OPERAÇÕES DA CARTEIRA DE TÍTULOS E OUTROS ACTIVOS RECEBIMENTOS: Venda de títulos e outros activos Reembolso de títulos e outros activos Resgates de unidades de participação noutros OIC Rendimento de títulos e outros activos Juros e proveitos similares recebidos Vendas de títulos e out activ c/ acordo de recompra Outros recebimentos relacionados com a carteira PAGAMENTOS: Compra de títulos e outros activos Subscrição de unidades de participação noutros OIC Juros e custos similares pagos Vendas de títulos com acordo de recompra Comissões de Bolsa suportadas Comissões de corretagem Outras taxas e comissões Outros pagamentos relacionados com a carteira Fluxo das operações da carteira de títulos e outros activos OPERAÇÕES A PRAZO E DE DIVISAS RECEBIMENTOS: Juros e proveitos similares recebidos Operações cambiais Operações de taxa de juro Operações sobre cotações Margem inicial em contratos de futuros e opcções Comissões em contratos de opções Outras comissões Outros recebimentos op. a prazo e de divisas PAGAMENTOS: Juros e custos similares pagos Operações cambiais Operações de taxa de juro Operações sobre cotações Margem inicial em contratos de futurose opcções Comissões em contratos de opções Outras Comissões Outros pagamentos op. a prazo e de divisas Fluxo das operações a prazo e de divisas (34 334) 11
12 DISCRIMINAÇÃO DOS FLUXOS PERÍODO PERÍODO (continuação) OPERAÇÕES GESTÃO CORRENTE RECEBIMENTOS: Cobranças de crédito vencido Compras com acordo de revenda Juros de depósitos bancários Juros de certificados de depósito Comissões em operações de empréstimo de títulos Outros recebimentos correntes PAGAMENTOS: Comissão de gestão Comissão de depósito Comissão de garantia Despesas com crédito vencido Juros devedores de depósitos bancários Compras com acordo de revenda Imposto e taxas Taxa de Supervisão Auditoria Outros pagamentos correntes Fluxo das operações de gestão corrente (22 593) (24 078) OPERAÇÕES EVENTUAIS RECEBIMENTOS: Ganhos extraordinários Ganhos imputáveis a exercícios anteriores Recuperação de incobráveis Outros recebimentos de operações eventuais PAGAMENTOS: Perdas extraordinários Perdas imputáveis a exercícios anteriores Outros pagamentos de operações eventuais Fluxo das operações eventuais 0 0 Saldo dos fluxos de caixa do período (A) (48 943) Disponibilidades no início do período (B) Disponibilidades no fim do período (C) = (B) +- (A) TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS BANIF GESTÃO DE ACTIVOS S.G.F.I.M., S.A. 12
13 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2013 BANIF ACÇÕES PORTUGAL Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais Nota Introdutória O Banif Acções Portugal Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais, adiante designado por Banif Acções Portugal, Fundo ou OIC, é um fundo de acções nacionais, gerido pela Banif Gestão de Activos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA. A constituição do Fundo foi autorizada pela Comissão de Mercados de Valores Mobiliários em 11 de Dezembro de 1997 por tempo indeterminado e tendo o fundo iniciado a sua actividade em 5 de Janeiro de Bases de apresentação e principais políticas contabilísticas As Demonstrações Financeiras foram preparadas de acordo com as normas do Plano de Contas dos Organismos de Investimento Colectivo, Regulamento da CMVM n.º 16/2003 Contabilidade dos Organismos de Investimento Colectivo, tendo em atenção as normas emitidas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. O Fundo respeita o princípio contabilístico da especialização diária dos custos e proveitos. No que diz respeito ao critério valorimétrico dos títulos, estes são registados pelo valor de aquisição, sendo valorizados de acordo com as regras estabelecidas no prospecto completo do fundo, as quais são descritas na Nota 4 do presente anexo. O critério valorimétrico para a saída de títulos de carteira utilizado foi o método de custeio FIFO. As notas omissas no presente anexo não são aplicáveis. Os valores encontram-se expressos em Euros. 13
14 Nota 1 Variação do Valor Global Líquido do OIC e das Unidades de Participação Discriminação das variações ocorridas durante o período no valor líquido global e unitário do OIC, bem como das unidades de participação: Descrição No Início Subscrição Resgates Dist. Res. Outros Res. Per. No Fim Valor base Diferença p/ Valor Base ( ) (70 750) Resultados distribuídos Resultados acumulados ( ) ( ) Resultados do período ( ) S O M A Nº de unidades participação Valor unidade participação O OIC apresentou a seguinte evolução: 2013 VLGF Valor da UP N.º Ups em Circulação Jan Fev Mar Abr Mai Jun Nota 3 Inventário da carteira de títulos A 30 de Junho de 2013, a carteira de títulos do Fundo decompõe-se da seguinte forma: 14
15 INVENTÁRIO DA CARTEIRA em 30 de Junho de 2013 BANIF ACCOES PORTUGAL (Valores em EURO) Descrição dos Títulos Preço de aquisição Mais valias menos valias Valor da carteira Juros corridos SOMA 1 - VALORES MOBILIÁRIOS COTADOS Mercado de bolsa nacional Acções Redes Energ.Nac.SGPS EDP Renováveis Portucel SGPS Em EDP-Nom BCP -No BESCL -No BANIF S.A BPI SGPS, S.A Ibersol - SGPS Sonae -S.G.P.S.,S.A Cortic.Amorim - SGPS SAG Gest- SGPS Mota Engil SGPS-Em J.MARTINS-PO Semapa-SGPS-Nom Zon Multimedia Sonae.Com Galp Energia-SGPS SA Novabase, SGPS - Nom P.Telecom -No Em Altri SGPS SA Sonae Indústria,SGPS Sub-Total: Total Discriminação da liquidez do OIC: Contas Saldo inicial Aumentos Reduções Saldo final Caixa Depósitos à ordem Depósitos a prazo e com pré-aviso Certificados de depósito Outras contas de disponibilidades Total
16 Nota 4 Critérios de valorização dos activos do OIC Momento de referência da valorização a) O valor da unidade de participação é calculado diariamente nos dias úteis e determina-se pela divisão do valor líquido global do Fundo pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido global do Fundo é apurado deduzindo à soma dos valores que o integram o montante de comissões e encargos suportados até ao momento da valorização da carteira. b) O momento de referência para determinação dos preços e da composição da carteira do Fundo ocorre às dezassete horas, hora de Portugal Continental. c) Todas as operações realizadas no dia serão englobadas para efeitos da composição da carteira. Regras de valorimetria e cálculo do valor da UP a) As acções cotadas, tanto na Euronext Lisboa como em Bolsa de Valores da União Europeia, são valorizadas à cotação de fecho ou referência, divulgadas pela Entidade Gestora do mercado onde os valores se encontram admitidos à cotação. b) As acções não cotadas, nacionais e internacionais, são valorizadas tendo por base o valor das ofertas de compra firmes ou, na impossibilidade da sua obtenção, o valor médio das ofertas de compra e de venda, difundidas através de entidades especializadas, que não se encontrem em relação de domínio ou de grupo com a entidade gestora. Caso não se verifiquem estas ofertas, a valorização será feita pelo consenso de vários métodos, dos quais se destacam: Fluxos de caixa descontados: as estimativas usadas para o cálculo serão os valores divulgados nas análises efectuadas por corretoras ou consultoras especializadas. No caso de não existir essa informação, o cálculo será feito com base nas projecções da equipa de gestão da Entidade Gestora (cujo método utilizado será preferencialmente o método da consultora Mckinsey). Múltiplos comparáveis: serão comparadas as empresas que operam no mesmo sector de actividade e em mercados com as mesmas características, por forma a extrapolarse o valor da empresa. Os múltiplos com maior relevância vão depender do sector de actividade da empresa, e encontrar-se-ão no conjunto de múltiplos constituído por Price Earnings Ratio, Price Cash-Flow, Price Book Value e Enterprise Value/EBITDA. Esta informação tem por base análises efectuadas por corretoras ou consultoras especializadas. 16
17 c) Os derivados futuros e opções, são valorizados de acordo com as cotações de fecho ou valor de referência de cada um dos mercados, nacional e espanhol, divulgados pelas entidades gestoras do mercado onde os valores se encontram admitidos à cotação. d) Os activos em processo de admissão à cotação serão valorizados tendo por base outros valores mobiliários da mesma espécie, emitidos pela mesma entidade e admitidos à cotação, tendo em conta as condições de fungibilidade e liquidez entre as emissões. e) As unidades de participação de fundos de investimento são avaliadas ao último valor conhecido e divulgado pela respectiva entidade gestora, ou, se aplicável, à cotação de fecho ou referência em que as UP s se encontram admitidas à negociação no mercado mais representativo, tendo em consideração o preço, a frequência e a regularidade das transacções. Nota 13 Exposição ao risco de cotações O quadro que se apresenta de seguida demonstra o valor da carteira de acções do Fundo, as operações extra-patrimoniais realizadas, bem como a posição de risco não coberta à data de 30 de Junho de 2013: Quadro Exposição Risco de Cotações Acções e valores Montante Extra - Patrimoniais SALDO Similares ( ) Futuros Opções Acções e Direitos Nota 14 Perdas potenciais inerentes à carteira do OIC A 30 de Junho de 2013, a perda potencial máxima da carteira com e sem derivados, era a seguinte: Carteira sem derivados Carteita com derivados Perda potencial no final do período Perda potencial no final do período anterior
18 Os pressupostos utilizados para o cálculo da perda potencial máxima foram: (i) a detenção da carteira por um período de 30 dias, (ii) um intervalo de confiança de 95% e (iii) volatilidade de um ano. Os referidos pressupostos encontram-se de acordo com o estipulado no art. 22º do Regulamento nº15/2003 da CMVM. Nota 15 Custos imputados ao OIC Os custos imputados ao OIC, discriminam-se da seguinte forma: CUST OS VALOR % VLGF (*) Comissão de Gestão Componente Fixa Componente Variavél Comissões de Depósito Taxa de Supervisão Custos de Auditoria Outros Custos TOTAL TAXA GLOBAL DE CUSTOS (TGC) 1.06 (*) Média relativa ao período de referência Nota 16 Alterações ao Regulamento da CMVM nº 16/2003 Provisão para impostos sobre valias potencias De acordo com alterações introduzidas no 1º semestre de 2013 ao Regulamento da CMVM nº 16/2003, o montante de imposto incidente sobre o saldo positivo entre as mais e menos valias potenciais deve ser reconhecido como provisão. No regime transitório desta norma foi ainda estipulado que a provisão apenas deve ser constituída para valias potenciais geradas a partir de 1 de Abril de 2013, utilizando como referência o valor pelo qual se encontram inscritos os activos na carteira do Fundo àquela data. Desta forma, os saldos apresentados nas rubricas de Provisões do exercício para riscos e encargos e Reposição e Anulação de Provisões, reflectem os valores de imposto de acordo com este novo normativo. Assim, os valores com referência ao período homólogo do ano e semestre anteriores, respectivamente, não são comparáveis. 18
19 Nota 17 Outras informações Não se verificou qualquer pagamento ao fundo e a participantes de carácter compensatório, decorrente da aplicação do disposto no artigo 46.º do Regulamento n.º 15/2003 da CMVM. TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS BANIF GESTÃO DE ACTIVOS S.G.F.I.M., S.A. 19
20 - Sociedade l0, I BJ:c Te[: Av. da República, Fax: Lisboa RELATÓRIO DE AUDITORIA Introdução 1. Nos termos do disposto na alínea c) do n. 1 do artigo 8. do Código dos VaLores MobiLiários (CVM) e do n. 1 do artigo 43. e do n. 2 do artigo 67. do Regime Jurídico dos Organismos de Investimento Colectivo (Decreto-Lei n. 252/03, de 17 de outubro), apresentamos o nosso Relatório de Auditoria sobre a informação financeira do semestre findo em 30 de junho de 2013, do Fundo de Investimento Mobiliário Banif Acções Portugal - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais, gerido pela entidade gestora Banif Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SÃ, incluída no Relatório de Gestão, no BaLanço (que evidencia um total de e um total de capital do fundo de , incluindo um resultado líquido de ), na Qemonstração dos Resultados e na Demonstração dos Fluxos de Caixa do semestre findo naquela data, e no correspondente Anexo. Responsabilidades 2. É da responsabilidade do Conselho de Administração da entidade gestora Banif Gestão de Activos Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SÃ: (i) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do fundo, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa; (ii) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, atual, clara, objetiva e Lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados, atentas as especificidades dos fundos de investimento mobiliário; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua atividade, posição financeira ou resultados. 3. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, atual, clara, objetiva e Lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores MobiLiários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame. Âmbito 4. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as Diretrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objetivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu: (i) a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas BOO a Associados, SROC, Lda. Sociedade por quotas, Sede Av. da República, Lisboa, Registada na Conservatória do Registo comercial de Lisboa, NIPC , Capital euros. Sociedade de Revisores Oficiais de Contas inscrita na OROC sob o número 29 e na CMvM sob o número A BDO & Associados, SROC, Lda., sociedade por quotas registada em Portugal, é membro da BElO International Limited, sociedade inglesa Limitada por garantia, e faz parte da rede internacional 600 de firmas independentes.
21 IBDO juízos e critérios definidos pelo ConseLho de Administração da entidade gestora, utilizadas na sua preparação; (ii) a verificação do adequado cumprimento do ReguLamento de Gestão do Fundo; (iii) a verificação da adequada avaliação dos valores do Fundo (em especial, no que se refere a valores não cotados em mercado regulamentado e a derivados negociados fora de mercado regulamentado); (iv) a verificação do cumprimento dos critérios de avaliação definidos nos documentos constitutivos; (v) a verificação da realização das operações sobre valores cotados, mas realizadas fora de mercado nos termos e condições previstas na lei e respetiva regulamentação; (vi) a verificação do registo e controlo dos movimentos de subscrição e resgate das unidades de participação do Fundo; (vii) a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade; (viii) a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e (ix) a apreciação sobre se a informação financeira é completa, verdadeira, atual, clara, objetiva e lícita. 5. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas. 6. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião. Opinião 7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a posição financeira do Fundo de Investimento Mobiliário Banif Ácções Portugal - Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Acções Nacionais, gerido pela entidade gestora Banif Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SÃ, em 30 de junho de 2013, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa do semestre findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em PortugaL para os fundos de investimento mobiliário e a informação nelas constante é completa, verdadeira, atual, clara, objetiva e lícita. Relato sobre outros requisitos legais 8. É também nossa opinião que a informação constante do Relatório de Gestão é concordante com as demonstrações financeiras do período. Lisboa, 28 de agosto de João Guilhy e MeLo de Oliveira, em representação de BDO a Ãociados - SROC
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