MÉTODOS CROMATOGRÁFICOS
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- Juliana Molinari Aleixo
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1 MÉTODOS CROMATOGRÁFICOS Aula 6 Cromatografia a Gás (continuação) Profa. Daniele Adão
2 FASES ESTACIONÁRIAS Conceitos Gerais REGRA GERAL: a FE deve ter características tanto quanto possível próximas das dos solutos a serem separados (polar, apolar, aromático...) As FE com estruturas similares à da amostra dissolverão melhor seus constituintes, provendo melhores seletividades e separações. Em princípio, para um líquido ser usado como FE em CG ele deve ser pouco volátil (pressão de vapor até 0,1 mmhg ou 13,3Pa na temperatura de trabalho) e termicamente estável.
3 FASES ESTACIONÁRIAS Características de uma FE ideal AMPLA FAIXA DE TEMPERATURAS DE USO - Maior flexibilidade na otimização da separação. BOA ESTABILIDADE QUÍMICA E TÉRMICA - Maior durabilidade da coluna, não reage com componentes da amostra. POUCO VISCOSA - Colunas mais eficientes (menor resistência à transferência do analito entre fases). DISPONÍVEL EM ELEVADO GRAU DE PUREZA - Colunas reprodutíveis; ausência de picos fantasma nos cromatogramas.
4 FASES ESTACIONÁRIAS Características de uma FE ideal SELETIVA: Deve interagir diferencialmente com os componentes da amostra. FE Seletiva: separação adequada dos constituintes da amostra FE pouco Seletiva: má resolução mesmo com coluna de boa eficiência
5 FASES ESTACIONÁRIAS FE LÍQUIDA: Líquidos depositados sobre a superfície de: sólidos porosos inertes (colunas empacotadas) ou de tubos finos de materiais inertes (colunas capilares) SUPORTE Sólido inerte poroso FE líquida Tubo capilar de material inerte FE SÓLIDA: Colunas recheadas com material finamente granulado (empacotadas) ou depositado sobre a superfície interna do tubo (capilar). As FE sólidas (carvão ativo, sílica, peneiras moleculares e polímeros porosos) são aplicadas para separação de gases e compostos de baixa massa molar.
6 FASES ESTACIONÁRIAS Diâmetro interno
7 FASES ESTACIONÁRIAS Espessura do filme de FE
8 FASES ESTACIONÁRIAS Comprimento da coluna
9 FASES ESTACIONÁRIAS FE Sólidas: Adsorção O fenômemo físico-químico responsável pela interação analito + FE sólida é a ADSORÇÃO A adsorção ocorre na interface entre o gás de arraste e a FE sólida ADSORÇÃO - Sólidos com grandes áreas superficiais (partículas finas, poros) - Solutos polares - Sólidos com grande número de sítios ativos (hidroxilas, pares de elétrons...)
10 FASES ESTACIONÁRIAS FE Sólidas Sólidos finamente granulados -diâmetros de partículas típicos de 105 µm a 420 µm e Grandes áreas superficiais - até 10 2 m 2 /g. MAIS USADAS: Polímeros Porosos Usados na separação de gases permanentes e compostos apolares ou polares de cadeias curtas. Ex.: Porapak e Chromosorb Century Series. Sólidos Inorgânicos: Carboplot, Carboxen (carvões ativos grafitizados) Usados na separação de isômeros estruturais e geométricos. Sílica Usada na separação de gases permantes e HC de baixo PE. Alumina Usada na separação de HC.
11 FASES ESTACIONÁRIAS FE Sólidas PRINCIPAIS APLICAÇÕES: Separação de gases fixos Compostos leves Séries homólogas GASES DE REFINARIA Coluna:Carboxen mesh; 15 x 1/8 T COL : 35 o C a 225 o C / 20 o C. min -1 Gás de Arraste: He / 30 ml.min -1 Detector: DCT
12 FASES ESTACIONÁRIAS FE Líquidas: Absorção O fenômemo físico-químico responsável pela interação analito + FE líquida é a ABSORÇÃO A absorção ocorre no interior do filme de FE líquida (fenômeno INTRAfacial) Filmes espessos de FE líquida ABSORÇÃO Grande superfície líquida exposta ao gás de arraste Interação forte entre a FE líquida e o analito (grande solubilidade)
13 FASES ESTACIONÁRIAS FE Líquida SILICONES (polisiloxanas) - As FE mais empregadas em CG. Cobrem ampla faixa de polaridades e propriedades químicas diversas. H 3 C CH 3 R 1 CH 3 Si O Si O Si CH 3 CH 3 R 2 CH 3 n Ligação Si-O extremamente estável = elevada estabilidade térmica e química das FE. Praticamente qualquer radical orgânico ou inorgânico pode ser ligado à cadeia polimérica: FE ajustáveis a separações específicas Maior facilidade de imobilização por entrecruzamento e ligação química a suportes.
14 FASES ESTACIONÁRIAS FE Líquida POLIGLICÓIS: Muito polares; sensíveis a umidade e oxidação; ainda muito importantes. Estrutura Química: H O CH 2 CH 2 OH n Principal: Polietilenoglicol (nomes comerciais: Carbowax, DB- Wax, Supelcowax, HP-Wax, etc.) AMINAS ALIFÁTICAS Coluna: 4 % Carbowax 20M s/ Carbopack B + 0,8% KOH T COL : 200 o C (isotérmico) Gás de Arraste: N 2 / 20 ml.min -1 Detector: DIC Amostra: 0,01 ml da mistura de aminas
15 FASES ESTACIONÁRIAS FE Líquida PARAFINAS Apolares: alta inércia química; praticamente abandonadas. Principais: esqualano (C 30 H 62 ), Apiezon (graxas para vácuo). POLIÉSTERES: Ésteres de diálcoois com di-ácidos. Polares; altamente sensíveis a umidade e oxidação; uso em declínio. Principais: DEGS, EGA, EGS. ÉSTERES METÍLICOS DE ÁCIDOS GRAXOS Coluna:5%DEGS-PS s/ Supel-coport 100/120 mesh; 6 x 1/8 T COL : 200 o C (isotérmico) Gás de Arraste: N 2 / 20 ml.min -1 Detector: DIC Amostra: 0,5 ml de solução em clorofórmio contendo 0,5 mg de cada éster
16 FASES ESTACIONÁRIAS FE Líquida Separação de fenóis - FE = fenilmetilsilicones 50% Ph 50% Me 5% Ph 95% Me
17 FASES ESTACIONÁRIAS FE Quirais Várias fases quirais foram desenvolvidas para a resolução de enantiômeros por CG. FE oticamente ativas mais importantes: Organometálicos: Separação de enantiômeros formadores de complexos. Derivados de aminoácidos: Misturas de compostos formadores de pontes de hidrogênio. CH 3 CH 3 CH 3 CH 3 O Si O Si O Si O Si CH 3 CH 2 CH 2 n O Ni / 2 CH 3 CH 3 O CH 2 n CH O C N H CH 3 NH C CH 3 C CH 3 C* H CH CH 3 O CH 3 Chiralsil-Metal C 3 F 7 Chiralsil-Val
18 INSTRUMENTAÇÃO Injetores DEFINIÇÃO: parte do equipamento onde a amostra é introduzida no cromatográfico. PRINCIPAIS FUNÇÕES: Vaporiza amostra (solvente + compostos alvo) Mistura analito volatilizado com FM (gás de arraste) Transfere material volatilizado para dentro da coluna
19 INSTRUMENTAÇÃO Parâmetros de Injeção TEMPERATURA DO INJETOR: Deve ser suficientemente elevada para que a amostra vaporize-se imediatamente, mas sem decomposição. A T inj = 50 o C acima da temperatura de ebulição do componente menos volátil. VOLUME INJETADO: Depende do tipo de coluna e do estado físico da amostra. COLUNA Amostras Líquidas Amostras Gasosas empacotada = 3,2 mm ( 1 / 4 ) 0,2 ml ml 0,1 ml ml capilar = 0,25 mm 0,01 ml... 3 ml 1 ml ml Amostras sólidas: dissolver em solvente adequado e injeta-se a solução
20 INSTRUMENTAÇÃO Parâmetros de injeção - Microsseringa LÍQUIDOS: Capacidades típicas: 1 ml, 5 ml e 10 ml êmbolo agulha (inox 316) Microsseringa de 10 m L: corpo (pirex) corpo agulha Microsseringa de 1 m L (seção ampliada): guia êmbolo (fio de aço soldado ao guia)
21 INSTRUMENTAÇÃO Parâmetros de Injeção QUALIDADES DESEJÁVEIS PARA INJETOR GC: Injeção de amostra para dentro da fase móvel sem dispersão da amostra ou tailing (efeito cauda). Vaporizar todos solutos instantaneamente sem decomposição térmica. Evitar difusão de componentes da amostra na FM. Não tenha contaminação da amostra. Não tenha perda da amostra.
22 INSTRUMENTAÇÃO Dispositivos de Injeção de Amostra Os dispositivos para injeção (INJETORES ou VAPORIZADORES) devem prover meios de introdução INSTANTÂNEA da amostra na coluna cromatográfica. Injeção instantânea: Injeção lenta: t = 0 t = x
23 INSTRUMENTAÇÃO Injeção em Colunas Recheadas INJEÇÃO ON-COLUMN A amostra líquida é injetada diretamente na cabeça da coluna. A coluna é instalada até encostar no septo. O empacotamento é retirado da entrada da coluna. Elimina perdas Possibilita um largo intervalo de volatilidade de amostras Melhor para amostras limpas e diluídas
24 INSTRUMENTAÇÃO Injeção on-column Ponta da agulha da microsseringa é introduzida no início da coluna. 2 - Amostra injetada e vaporizada instantâneamente no início da coluna. 3 - Plugue de vapor de amostra forçado pelo gás de arraste a fluir pela coluna.
25 INSTRUMENTAÇÃO Injeção em Colunas Recheadas INJEÇÃO FLASH VAPORIZATION A amostra vaporiza no liner (insersor) de vidro. A coluna e conectada abaixo do injetor. O injetor deve estar pelo menos 50 C acima da temperatura do forno da coluna. Para amostras concentradas ou sujas.
26 INSTRUMENTAÇÃO Injeção em Colunas Recheadas
27 INSTRUMENTAÇÃO Injeção em Colunas Capilares Baixa capacidade de processamento de amostra (sub-microlitro) Injeção direta com microsseringa muito difícil!!! A quantidade de FE presente em colunas capilares é muito menor que nas colunas recheadas e, dessa forma, cuidados especiais devem ser tomados para que a quantidade injetada não ultrapasse o limite da quantidade da coluna.
28 1 INSTRUMENTAÇÃO Injeção em Colunas Capilares 2 3 Injetores com divisão ( splitters ) - Sistema pneumático despreza fração da amostra injetada Septo; 2 - Entrada de gás de arraste; 3 - Liner (misturador); 4 - Coluna Capilar 5 - Purga de gás de arraste; 6 - Válvula de controle de purga. 5 6 DESVANTAGENS: - Menor sensibilidade (boa parte da amostra é desprezada) - Divisão da amostra raramente é uniforme (fração purgada dos constituintes menos voláteis é sempre menor) - Ajuste da razão de divisão é mais uma fonte de erros
29 INSTRUMENTAÇÃO Injetor Split
30 INSTRUMENTAÇÃO Injetor Split
31 INSTRUMENTAÇÃO Injetor Split ( 2 ) Amostra se volatiliza instantaneamente e se dilui na FM que passa pelo liner ( 4 ) O plugue de vapor de amostra diluído no gás de arraste se divide em dois fluxos de saída: parte do material entra na coluna e parte vai para a purga do injetor, sendo desprezada. ( 1 ) Ponta da agulha deve penetrar no recheio do liner ( 3 ) Amostra volatilizada e diluída no gás de arraste emerge no liner
32 INSTRUMENTAÇÃO Injetor Splitless Para compostos de nível traço Bom para amostras semi-voláteis (pontos de ebulição do analito são acima de ~150ºC)
33 Dois modos de injeção em um único injetor INSTRUMENTAÇÃO Injetor Split/Splitless
34 INSTRUMENTAÇÃO Injetor Split/Splitless VANTAGEM: Previne introdução de compostos não voláteis da amostra. DESVANTAGEM: Essa técnica é adequada apenas quando os compostos de interesse estão presentes em altas concentrações. Discriminação dos compostos com alto ponto de ebulição e termicamente instáveis
35 INSTRUMENTAÇÃO Injetor on-column Convencional Toda amostra é introduzida diretamente na coluna. Amostra pode ser introduzida a temperatura relativamente baixa. Temperatura do injetor pode ser programada. Não ocorre o splitting da amostra. Sem discriminação dos compostos com alto ponto de ebulição. Minimiza decomposição de compostos termicamente instáveis. Rápida contaminação da coluna por compostos não voláteis.
36 INSTRUMENTAÇÃO Injetor on-column Convencional
37 INSTRUMENTAÇÃO Injetor de Vaporização com Temperatura Programada (PTV) Temperatura do injetor pode ser programa (rampa) Ex.: 50ºC (0.1min) 100 º C/min 280 º C (20min) Amostra é introduzia através do glass insert (tipo PTV) Pode ser usado modo split ou splitless VANTAGENS Não tem discriminação para compostos de alto ponto de ebulição. Minimiza decomposição de compostos termicamente instáveis. Possibilidade de injetar grande volume de amostra.
38 INSTRUMENTAÇÃO Injetor de Vaporização com Temperatura Programada (PTV)
39 INSTRUMENTAÇÃO Grande volume de injeção COLUNAS E INJETOR AQUECIDOS: válvula de purga fechada (constituintes de interesse transferidos para coluna analítica)
40 INSTRUMENTAÇÃO Tipos de Injetores Colunas capilares
41 INSTRUMENTAÇÃO Detectores DEFINIÇÃO: Dispositivos que examinam continuamente o material eluido, gerando sinal quando da passagem de substâncias que não o gás de arraste. Gráfico (Sinal x Tempo) = CROMATOGRAMA Cada substância separada aparece no cromatograma como um PICO
42 INSTRUMENTAÇÃO Detectores
43 INSTRUMENTAÇÃO Detectores Na prática, escolhe-se o detector que melhor se adapta ao tipo de análise a ser realizada. Características importantes aos detectores: SENSIBILIDADE: a sensibilidade é defina como a mudança na resposta do detector em função da quantidade detectada.
44 INSTRUMENTAÇÃO Detectores RUÍDO: o detector ideal apresenta baixo ruído, o que permite trabalhar em condições operacionais extremas detectando-se quantidades muito pequenas de amostra. FONTES DE RUÍDOS: -Contaminantes nos gases -Impurezas acumuladas no detector -Aterramento elétrico deficiente
45 INSTRUMENTAÇÃO Detectores QUANTIDADE MÍNIMA DETECTÁVEL: o nível de ruído do detector determina essa quantidade mínima.
46 INSTRUMENTAÇÃO Detectores FAIXA LINEAR: faixa linear é definida como a razão entre a maior e a menor concentração da amostra, onde a resposta do detector é linear (desvio de 5%).
47 SELETIVIDADE: detectores seletivos respondem apenas uma classe de substâncias e tem maior detectabilidade que os universais. UNIVERSAIS: Geram sinal para qualquer substância eluida. SELETIVOS: Detectam apenas substâncias com determinada propriedade físico-química. ESPECÍFICOS: Detectam substâncias que possuam determinado elemento ou grupo funcional em suas estruturas INSTRUMENTAÇÃO Detectores
48 INSTRUMENTAÇÃO Principais Detectores DETECTOR POR CONDUTIVIDADE TÉRMICA (DCT OU TCD): Variação da condutividade térmica do gás de arraste. DETECTOR POR IONIZAÇÃO EM CHAMA (DIC OU FID): Íons gerados durante a queima dos eluatos em uma chama de H 2 + ar. DETECTOR POR CAPTURA DE ELÉTRONS (DCE OU ECD): Supressão de corrente causada pela absorção de elétrons por eluatos altamente eletrofílicos. REGISTRO DE SINAL ANALÓGICO Registradores XY DIGITAL Integradores Computadores
49 DETECTORES Detector por Condutividade Térmica - DCT PRINCÍPIO: Variação na condutividade térmica do gás quando da eluição de um analito. A taxa de transferência de calor entre um corpo quente e um corpo frio depende da condutividade térmica do gás no espaço que separa os corpos Se a condutividade térmica do gás diminui, a quantidade de calor transferido também diminui logo, o corpo quente se aquece.
50 DETECTORES Detector por Condutividade Térmica - DCT i Cela de Detecção do DCT: Bloco metálico (aço) 2 Entrada de gás de arraste 3 Saída de gás de arraste Filamento metálico (liga W-Re) aquecido 5 Alimentação de corrente elétrica para aquecimento do filamento
51 DETECTORES Características Operacionais do DCT TEMPERATURAS DE OPERAÇÃO: Quanto maior a diferença entre a temperatura dos filamentos e do bloco metálico maior a resposta. Temperatura do filamento, T F : entre 300 o C e 350 o C. É função da corrente de alimentação dos filamentos, i. i T F Sinal LIMITAÇÕES: - Correntes excessivas podem fundir o filamento. - Diminuição do tempo de vida útil dos filamentos por oxidação - traços de O 2 no gás de arraste. Temperatura do bloco, T B : mantida tão baixa quanto possível T B Sinal LIMITAÇÕES: - Temperaturas excessivamente baixas podem provocar a condensação de analitos nas celas (erros analíticos, danos aos filamentos)
52 DETECTORES DCT: Aplicações Separação e quantificação de compostos que não geram sinal em outros detectores (gases nobres, gases fixos) Separação de Gases Fixos e Hidrocarbonetos: Coluna: CP Sil 5CB (50 m x 0.32 mm x 5 µm) Gás de Arraste: 3 ml.min -1 T COL : 40 C Detector: DCT 1 N 2 2 CH 4 3 CO 2 4 n-c 2 5 NH 3 6 n-c 3 7 i-c 4 8 n-c 4 Por ser um detector não-destrutivo, pode ser usado em CG preparativa ou detecção sequencial com dois detectores em tandem
53 DETECTORES Detector por Ionização em Chama - DIC PRINCÍPIO: Formação de íons quando um composto é queimado em uma chama de hidrogênio e oxigênio. O efluente da coluna é misturado com H 2 e O 2 e queimado. Como numa chama de H 2 + O 2 não existem íons, ela não conduz corrente elétrica. Quando um composto orgânico elui, ele também é queimado. Como na sua queima são formados íons, a chama passa a conduzir corrente elétrica
54 DETECTORES Detector por Ionização em Chama - DIC COLETOR AR FLAME TIP H 2 BLOCO COLUNA O ar e o H 2 difundem para o interior do coletor, onde se misturam ao efluente da coluna e queimam. Uma diferença de potencial elétrico é aplicada entre o flame tip e o coletor - quando se formam íons na chama, flue uma corrente elétrica.
55 DETECTORES Detector por Ionização em Chama - DIC Estrutura da chama três regiões básicas Incandescência Reação Quebra REGIÃO DE QUEBRA: Mistura dos gases, pré-aquecimento, início da quebra das moléculas de H 2, O 2 e dos analitos. ZONA DE REAÇÃO: Reações exotérmicas com produção e/ou consumo de radicais H, O, OH, HO 2 (provenientes do H 2 ), CH e C 2 (proveniente do analito) e íons CHO + (analito). ZONA DE INCANDESCÊNCIA: Emissão de luz por decaimento de espécies excitadas: OH (luz UV), C H e C2 (visível). Queima de substâncias com ligações C-H CH + O CHO + + e - 1 íon formado a cada ~10 5 átomos de C queimados
56 DETECTORES Detector por Captura de Elétrons - DCE PRINCÍPIO: Supressão de um fluxo de elétrons lentos (termais) causada pela sua absorção por espécies eletrofílicas. Um fluxo contínuo de eletrons lentos é estabelecido entre um anôdo (fonte radioativa b -emissora) e um catodo. Na passagem de uma substância eletrofílica alguns eletrons são absorvidos, resultando uma supressão de corrente elétrica.
57 DETECTORES Detector por Captura de Elétrons - DCE Anôdo (fonte radioativa b - emissora) 2 Saída de gases 3 Catodo 4 Cavidade 5 Coluna cromatográfica
58 DETECTORES Características Operacionais do DCE FONTE RADIOATIVA: O anôdo deve estar dopado com um isótopo radioativo b - ou a- emissor Emprego universal em DCE comerciais: 3 H (b -, 0,02 MeV) Maior sensibilidade T det deve ser < 225 o C 63 Ni (b -, 0,06 MeV) Maior linearidade Útil até ~400 o C 63 Ni preferido em equipamentos modernos: - Maior durabilidade (t 1/2 = 100 a x 12 a para 3 H) - Maior estabilidade térmica - Menor risco de uso (radioatividade)
59 1, 2, 3 - Hidrocarbonetos aromáticos 4, 5, 6 - Hidrocarbonetos clorados DETECTORES DCE: Aplicações Contaminantes em ar atmosférico - detecção paralela DIC + DCE DIC DCE
60 ANÁLISE QUALITATIVA Conceitos Gerais Aplicações Qualitativas de CG Identificação individual das espécies contidas na amostra Determinação da identidade da amostra propriamente dita FONTES DE INFORMAÇÕES QUALITATIVAS: RETENÇÃO: Uso de dados de retenção de um analito para sua identificação. DETECÇÃO: Detectores que fornecem informações estruturais sobre as substâncias eluídas (EM, p.e.). Para análise qualitativa confiável por CG é recomendável combinação de dados provenientes de pelo menos duas fontes.
61 ANÁLISE QUALITATIVA Tempos de Retenção Fixas as condições operacionais, o tempo de retenção ajustado de um analito é uma constante AMOSTRA PADRÃO Comparação de cromatogramas da amostra e de uma solução padrão do analito suspeito
62 MASSA ANÁLISE QUALITATIVA Tempos de Retenção IDENTIFICAÇÃO POR T R É MUITO POUCO CONFIÁVEL: Dependência com V COL e T COL: Variações nestas condições afetam sensivelmente os t R VARIAÇÃO DE 1% NO t R DT COL = 0,1% DV COL = 1% Sobrecarga na coluna: Aumento excessivo na massa de material eluido deforma o pico cromatográfico e altera o seu t R Saturação da coluna cromatográfica com aumento de massa eluida provoca cauda frontal no pico
63 ANÁLISE QUALITATIVA Tempos de Retenção Comparação de t R usando dopagem ( spiking ) da amostra com o analito suspeito: aumento da confiabilidade de identificação. Amostra complexa: incerteza nos t R medidos pode levar a identificação errônea Comparação com cromatograma da amostra dopada permite identificação mais confiável do desconhecido
64 ANÁLISE QUANTITATIVA Maiores concentrações de analito geram picos com maiores áreas. A integração picos do cromatograma tem por finalidade transformar a intensidade do sinal emitido pelo detector em uma medida relacionada com a quantidade da substância analisada na amostra. A integração dos sinais pode ser feita usando métodos manuais ou eletrônicos. As medidas manuais incluem: - Altura do pico método não usual pois sofre influência de variações instrumentais. - Área do pico A = ½ (h.w b ) ou A = h.w h - Pesagem do papel usual para picos assimétricos.
65 ANÁLISE QUANTITATIVA Para fins quantitativos, as medidas obtidas na integração são relacionados com a concentração de uma dada substância na amostra: - Normalização: Indica a quantidade de um componente em relação aos outros componentes na amostra. Área % = (A i / SA) x Fator de resposta (f A ): o detector não responde de maneira similar para todas as substâncias da mistura, sendo necessário corrigir a equação de normalização. f A = (% A conhecida) / (% A observada) - Calibração externa: Usa uma série de compostos conhecidos (padrões externos) para criar uma curva analítica. O cálculo é feito pelo fator de calibração (F ci ). F ci = A i / [ ] i
66 Área ANÁLISE QUANTITATIVA Calibração externa Concentração tempo
67 ANÁLISE QUANTITATIVA - Padrão interno: Um padrão interno é adicionado aos padrões e à amostra. Apenas a resolução completa dos picos de interesse e do padrão interno é requerida. O Padrão Interno deve ter as seguintes características: Não estar presente na amostra; separar completamente dos outros componentes da amostra; estável, não-reativo e de alta pureza.
68 EXERCÍCIOS 1) A CG pode ser usada indistintamente para qualquer tipo de analito? 2) Duas substâncias diferentes com a mesma concentração apresentarão a mesma área sob suas bandas cromatográficas? 3) Uma mistura foi separada usando Coluna HP-Innowax (PEG altamente polar): 30 m x 0,25 mm x 0,25 mm. Como se explica esta ordem de eluição?
69 GABARITO 1) Não, a CG se aplica a gases ou substâncias volatilizáveis. 2) A área sob a banda cromatográfica de duas substâncias diferentes dependerá da resposta do detector para aquele tipo de substância, independentemente do tipo de detector utilizado. 3) A n-propanona elui primeiro devido à sua maior volatilidade. O benzeno em segundo devido sua natureza apolar (menor e). Para os demais compostos, cujas diferenças de polaridade não são elevadas, a volatilidade se torna o principal parâmetro que define a ordem de eluição.
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