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2 PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE ALAGOAS - PERS/AL PRODUTO 4 CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICA E AMBIENTAL DO ESTADO E ATIVIDADES GERADORAS DE RESÍDUOS FEVEREIRO / 2015

3 GOVERNO DE ALAGOAS José Renan Vasconcelos Calheiros Filho SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS SERMARH Claudio Alexandre Ayres da Costa Rodovia Av. General Luiz de França Albuquerque, s/n. Jacarecica FLORAM Engenharia e Meio Ambiente Ltda. Rua Vinte de Três de Maio, 140. Centro. Eunápolis Bahia. CEP: Telefax: (73) FLORAM Engenharia e Meio Ambiente Ltda. Telefone: (82) [email protected] Produto 4 RA-4. Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado de Alagoas e Atividades geradoras de resíduos sólidos. Volume único. 462 p. Eunápolis, Bahia, Plano Estadual de Resíduos Sólidos. 2. Alagoas. 3. Resíduos Sólidos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 3

4 EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL Me. Paulo Tarcísio de Cassa Louzada Responsável técnico Floram/Responsável Técnico em Meio Ambiente - Eng. Agrônomo Dr. Cícero Antônio Antunes Catapreta Coordenador Engenheiro Civil Sanitarista Me. Augusto Luciani Carvalho Braga Biólogo/Coordenação Técnica/operacional Esp. Marconi Vieira da Silva Responsável técnico em Resíduos Sólidos - Engenheiro Ambiental Roanderson Beltrame Vital Responsável técnico em Saneamento José Murilo Philigret de Oliveira Baptista Responsável técnico em Economia Felipe Guerra Paiva Avelar Responsável técnico em Geografia Luiz Carlos Damaceno dos Santos Responsável técnico em Geologia Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 4

5 EQUIPE TÉCNICA DE APOIO Adelmo Mota Mendonça Economista e Mobilizador Social; Esp. Pedro Alves Duarte - Engenheiro de Resíduos Sólidos - Eng. Ambiental; Me Caroline Pinheiro Eng. Florestal, Mestre em Produção Vegetal; Lucas Sorgato - Economista - Mestre em Economia Aplicada; Dr. Aldemir Inácio de Azevedo Sociólogo e Mobilizador Social; Hybsen Silva Pinheiro Engenheiro Agrônomo; Isadora Padilha Arquiteta, Mestre em Arquitetura e Urbanismo; Matheus Gonçalves Engenheiro Ambiental. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 5

6 SUMÁRIO 1 APRESENTAÇÃO CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICA E AMBIENTAL DO ESTADO DE ALAGOAS: ASPECTOS GERAIS Formas e etapas de ocupação territorial Organização territorial atual de Alagoas Divisão Político-Administrativa Mesorregiões do Estado de Alagoas Clima Geologia e Geomorfologia Hidrografia Classificação Hidrográfica de Alagoas Relevância das Regiões Hidrográficas para o Estado Gestão das Águas Comitês de Bacias Estaduais Outorga como Instrumento de Gestão Enquadramento dos Corpos D água em Alagoas Cobertura Vegetal Unidades de Conservação CARACATERIZAÇÂO SOCIOECONÔMICA Região do Agreste Alagoano Produto Interno Bruto PIB per capita Renda per capita Evolução da População Projeção Populacional Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Densidade Demográfica Índice de Desenvolvimento Humano Municipal IDHM Gênero Estrutura Etária da População Mobilidade Social Região da Bacia Leiteira Produto Interno Bruto (PIB) PIB per capita Renda per capita Evolução da População Projeção Populacional Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Densidade Demográfica Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Gênero Estrutura Etária da População Mobilidade Social Região do Litoral Norte de Alagoas Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 6

7 3.3.1 Produto Interno Bruto PIB per capita Renda per capita Evolução da População Projeção Populacional Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Densidade Demográfica Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Gênero Estrutura Etária da População Mobilidade Social Região Metropolitana Alagoana Produto Interno Bruto PIB per capita Renda per capita Evolução da População Projeção Populacional Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Densidade Demográfica Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Gênero Estrutura Etária da População Mobilidade Social Região do Sertão Alagoano Produto Interno Bruto PIB per capita Renda per capita Evolução da População Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Densidade Demográfica Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Gênero Estrutura Etária da População Mobilidade Social Região Sul do Estado de Alagoas Produto Interno Bruto (PIB) PIB per capita Renda per capita Evolução da População Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Densidade Demográfica Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Gênero Estrutura Etária da População Mobilidade Social Região da Zona da Mata Alagoana Produto Interno Bruto (PIB) Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 7

8 3.7.2 PIB per capita Renda per capita Evolução da População Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Densidade Demográfica Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Gênero Estrutura Etária da População Mobilidade Social CARACTERIZAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO ESTADO DE ALAGOAS Contexto socioeconômico sobre resíduos no Estado Caracterização dos Resíduos Sólidos em Alagoas Caracterização dos Resíduos Sólidos Urbanos Caracterização dos Resíduos de Construção Civil (RCC) Caracterização dos Resíduos de Serviços de Saúde Caracterização dos Resíduos Sólidos Industriais Caracterização dos Resíduos com Logística Reversa (baterias e pilhas, componentes eletroeletrônicos embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes e pneus) Caracterização dos Resíduos de Transportes Caracterização dos Resíduos Sólidos da Mineração Caracterização dos Resíduos Sólidos Agrossilvopastoris Caracterização dos Resíduos de Serviços de Saneamento Classificação dos resíduos sólidos quanto à periculosidade ATIVIDADES GERADORAS DE RESÍDUOS SÓLIDOS Resíduos Sólidos Urbanos RSU Principais Geradores Contexto Atual Periculosidade dos Resíduos Sólidos Urbanos Resíduos de Construção Civil RCC Principais Geradores Contexto Atual Periculosidade dos Resíduos da Construção Civil Resíduos dos Serviços de Saúde RSS Principais Geradores Contexto Atual Periculosidade dos Resíduos de Serviços de Saúde Resíduos Sólidos Industriais Principais Geradores Contexto Atual Periculosidade dos Resíduos Resíduos com Logística Reversa (baterias e pilhas, componentes eletroeletrônicos embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes e pneus) Principais Geradores Contexto Atual Periculosidade dos Resíduos Resíduos do Transporte Principais Geradores Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 8

9 Contexto Atual Periculosidade dos Resíduos de Transportes Resíduos Sólidos da Mineração Principais Geradores Contexto Atual Periculosidade dos Resíduos de mineração Resíduos Sólidos Agrossilvopastoris Principais Geradores Contexto Atual Periculosidade dos Resíduos Resíduos de Serviços de Saneamento Resíduos do Tratamento de Água Resíduos do Tratamento de Esgoto FLUXO DE RESÍDUOS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 9

10 LISTA DE FIGURAS FIGURA 2.1- TERRITÓRIO ALAGOANO FIGURA 2.2- MAPA DE ALAGOAS POR MESORREGIÕES FIGURA 2.3 MICRORREGIÃO DE MACEIÓ. ADAPTADO FIGURA 2.4- MICRORREGIÃO DO LITORAL NORTE ALAGOANO. ADAPTADO FIGURA 2.5- MICRORREGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA. ADAPTADO FIGURA 2.6- MICRORREGIÃO DE PENEDO. ADAPTADO FIGURA 2.7- MICRORREGIÃO DE SÃO MIGUEL DOS CAMPOS. ADAPTADO FIGURA 2.8- MICRORREGIÃO DOS QUILOMBOS. ADAPTADO FIGURA 2.9- MICRORREGIÃO DE ARAPIRACA. ADAPTADO FIGURA MICRORREGIÃO DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS. ADAPTADO FIGURA MICRORREGIÃO DE TRAIPU. ADAPTADO FIGURA MICRORREGIÃO DO SERTÃO DO SÃO FRANCISCO. ADAPTADO FIGURA MICRORREGIÃO DE BATALHA. ADAPTADO FIGURA MICRORREGIÃO DE SANTANA DO IPANEMA. ADAPTADO FIGURA MICRORREGIÃO SERRANA DO SERTÃO ALAGOANO. ADAPTADO FIGURA SISTEMAS METEOROLÓGICOS INFLUENTES NO NORDESTE, ALAGOAS DESTACADO DE VERDE. 52 FIGURA MAPA DE CLASSIFICAÇÃO CLIMATOLÓGICA, ADAPTADO FIGURA 2.18 PROCESSO EROSIVO, MATERIAL FRIÁVEL DA FORMAÇÃO BARREIRAS, BARRA DE SÃO MIGUEL/AL FIGURA AFLORAMENTO DO EMBASAMENTO CRISTALINO, GIRAU DO ITIÚBA/AL FIGURA ELEVAÇÕES NO RELEVO ALAGOANO, REGIÃO DO PLANALTO DA BORBOREMA FIGURA GEOLOGIA DO ESTADO DE ALAGOAS. ADAPTADO FIGURA MAPA DO RELEVO DE ALAGOAS. ADAPTADO FIGURA MAPA DA HIDROGRAFIA DO ESTADO DE ALAGOAS. ADAPTADO FIGURA MAPA DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DE ALAGOAS. ADAPTADO FIGURA CAATINGA ALAGOANA DURANTE PERÍODO CHUVOSO, PORTO REAL DO COLÉGIO/AL FIGURA 2.26 MAPA DE VEGETAÇÃO DO ESTADO DE ALAGOAS FIGURA FRAGMENTO DE MATA ATLÂNTICA, FLEXEIRAS/AL FIGURA 3.1- MAPA DA POPULAÇÃO, ALAGOAS. ADAPTADO FIGURA 3.2 GRÁFICO COM DOS DADOS DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO NO PERÍODO DOS ANOS DE 2000 A FIGURA 3.3 EVOLUÇÃO MÉDIA ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO ENTRE OS ANOS DE 2000 E FIGURA 3.4 PRODUTO INTERNO BRUTO POR SETOR A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO PARA O ANO DE FIGURA PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO FIGURA EVOLUÇÃO MÉDIA ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011 DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 10

11 FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA 3.9 DINÂMICA POPULACIONAL URBANA E RURAL DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO FIGURA 3.10: ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO, PARA OS ANOS DE 1991, 2000 E FIGURA 3.11 GRÁFICO COM DOS DADOS DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA BACIA LEITERIA NO PERÍODO DOS ANOS DE 2000 A FIGURA 3.12 EVOLUÇÃO ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DA REGIÃO DA BACIA LEITERIA ENTRE OS ANOS DE 2000 E FIGURA 3.13 PRODUTO INTERNO BRUTO POR SETOR A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA BACIA LEITERIA PARA O ANO DE FIGURA PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA BACIA LEITEIRA FIGURA EVOLUÇÃO MÉDIA ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011 DA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA 3.18 DINÂMICA POPULACIONAL URBANA E RURAL DA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA FIGURA 3.19: ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA DE ALAGOAS, PARA OS ANOS DE 1991, 2000 E FIGURA 3.20 GRÁFICO COM DOS DADOS DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO LITORAL NORTE ALAGOAS NO PERÍODO DOS ANOS DE 2000 A FIGURA 3.21 EVOLUÇÃO ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS ENTRE OS ANOS DE 2000 E FIGURA 3.22 PRODUTO INTERNO BRUTO POR SETOR A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS PARA O ANO DE FIGURA PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS FIGURA EVOLUÇÃO ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011 DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA 3.27 DINÂMICA POPULACIONAL URBANA E RURAL DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS FIGURA 3.28 ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS, PARA OS ANOS DE 1991, 2000 E FIGURA 3.29 GRÁFICO COM DOS DADOS DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA NO PERÍODO DOS ANOS DE 2000 A FONTE: IBGE, 2013 / SEPLANDE, FIGURA 3.30 EVOLUÇÃO ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011 IBGE, FIGURA 3.31 PRODUTO INTERNO BRUTO POR SETOR A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA PARA O ANO DE Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 11

12 FIGURA PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA FIGURA EVOLUÇÃO ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011 DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA, EXCETO MACEIÓ. (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DE MACEIÓ EM RELAÇÃO AO DEMAIS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA, (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA 3.37 DINÂMICA POPULACIONAL URBANA E RURAL DA REGIÃO DA ZONA METROPOLITANA ALAGOANA FIGURA ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO METROPOLITANA DE ALAGOAS, PARA OS ANOS DE 1991, 2000 E FIGURA 3.39 GRÁFICO COM DOS DADOS DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO NO PERÍODO DOS ANOS DE 2000 A FONTE: IBGE, 2013 / SEPLANDE, FIGURA 3.40 EVOLUÇÃO MÉDIA ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011 IBGE, FIGURA 3.41 PRODUTO INTERNO BRUTO POR SETOR A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO PARA O ANO DE FIGURA PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO FIGURA EVOLUÇÃO ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011 DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO. FONTE: FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA 3.46 DINÂMICA POPULACIONAL URBANA E RURAL DA REGIÃO DO SERTÃO DE ALAGOANO FIGURA ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO, PARA OS ANOS DE 1991, 2000 E FIGURA 3.48 GRÁFICO COM DOS DADOS DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA SUL DO ESTADO DE ALAGOAS NO PERÍODO DOS ANOS DE 2000 A 2011 FONTE: IBGE, 2013 / SEPLANDE, FIGURA 3.49 EVOLUÇÃO MÉDIA ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DA REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS ENTRE OS ANOS DE 2000 E FONTE: IBGE, FIGURA 3.50 PRODUTO INTERNO BRUTO POR SETOR A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUL PARA O ANO DE FIGURA PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS FIGURA EVOLUÇÃO MÉDIA ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011 DA REGIÃO SUL DO ESTADO DE LAGOAS FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DA REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 12

13 FIGURA 3.55 DINÂMICA POPULACIONAL URBANA E RURAL DA REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS FIGURA ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO SUL DE ALAGOAS, PARA OS ANOS DE 1991, 2000 E FIGURA 3.57 GRÁFICO COM DOS DADOS DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA NO PERÍODO DOS ANOS DE 2000 A FONTE: IBGE, 2013 / SEPLANDE, FIGURA 3.58 EVOLUÇÃO ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DA REGIÃO ZONA DA MATA ALAGOANA ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011.FONTE: IBGE, FIGURA 3.59 PRODUTO INTERNO BRUTO POR SETOR A PREÇOS CORRENTES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA PARA O ANO DE FIGURA PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA FIGURA EVOLUÇÃO MÉDIA ANUAL DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2011 DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA EVOLUÇÃO POPULACIONAL DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA (PERÍODO ENTRE OS ANOS DE 1991 A 2010) FIGURA 3.64 DINÂMICA POPULACIONAL URBANA E RURAL DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA FIGURA ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA, PARA OS ANOS DE 1991, 2000 E FIGURA 4.1 REGIÕES DO ESTADO DE ALAGOAS QUANTO À GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS FIGURA 4.2 GESTÃO IDEAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PRECONIZADA PELA PNRS FIGURA 4.3 DESPEJO DOS RESÍDUOS NA MANTA, HOMOGENEIZAÇÃO E PESAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS FIGURA 4.4 E FIGURA FORMA E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA VARRIÇÃO EM SÃO MIGUEL DOS CAMPOS FIGURA TRANSPORTE UTILIZADO ATÉ A DESTINAÇÃO FINAL EM TEOTÔNIO VILELA FIGURA 4.7 E FIGURA 4.8 TRITURAÇÃO DOS RESÍDUOS ORGÂNICOS E LEIRAS DE COMPOSTAGEM NA CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS (CTR) DE MACEIÓ FIGURA 4.9 CÉLULA DE RESÍDUOS CLASSE II NA CTR DE MACEIÓ FIGURA 4.10 FRENTE DE SERVIÇO DA CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE MACEIÓ FIGURA 4.11 E FIGURA CAMADA DE PROTEÇÃO DA GEOMEMBRANA E GALPÃO DE TRIAGEM DO CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL PARA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS (CIGRES) FIGURA 4.13 E FIGURA DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) EM TEOTÔNIO VILELA E ÁREA DE BOTA-FORA DE RCC EM MACEIÓ FIGURA 4.15 E FIGURA RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL CLASSE APÓS TRITURAÇÃO NA CTR DE MACEIÓ FIGURA 4.17 DIVISÕES GEOGRÁFICAS DO ESTADO DE ALAGOAS EM REGIÕES DE SAÚDE FIGURA DISTRIBUIÇÃO DE LEITOS DE INTERNAÇÃO EM ALAGOAS FIGURA 4.19 CONTAMINAÇÃO DE RESÍDUOS NÃO PERIGOSOS POR PERIGOSOS FIGURA TIPOS DE TRATAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM ALAGOAS FIGURA 4.21 RECIPIENTES PARA ARMAZENAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE FIGURA DESTINAÇÃO FINAL DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) NO BRASIL E REGIÕES Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 13

14 FIGURA 4.23 E FIGURA 4.24 FORNO PARA QUEIMA DE RESÍDUO SERVIÇO DE SAÚDE (RSS) E FORNO PLACENTÁRIO UTILIZADOS POR HOSPITAIS EM ALAGOAS FIGURA 4.25 ÁREA CANAVIEIRA NO ESTADO DE ALAGOAS FIGURA 4.26 E FIGURA 4.27 VALO DE RESÍDUO SÓLIDO CLASSE I (PERIGOSOS) E CLASSE II (NÃO PERIGOSOS) DA BRASKEM FIGURA 4.28 VALA ENCERRADO COM GEOMEMBRANA DE PEAD FIGURA 4.29 E FIGURA 4.30 VISTA INFERIOR E SUPERIOR DO INCINERADOR DA BRASKEM FIGURA 4.31 GERAÇÃO MÉDIA DE RESÍDUOS SÓLIDOS POR ATIVIDADE DA INDÚSTRIA NO ESTADO DE ALAGOAS EM FIGURA 4.32 GERAÇÃO TOTAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS POR ATIVIDADE DA INDÚSTRIA ALAGOANA EM FIGURA 4.33 ANTIGO PONTO DE COLETA DE PNEUS INSERVÍVEIS DA RECICLANIP NA AVENIDA MENINO MARCELO, TABULEIRO DO MARTINS, MACEIÓ-AL FIGURA 4.34 PONTO ATIVO DE COLETA DE PNEUS INSERVÍVEIS DA RECICLANIP NO BAIRRO DO PINHEIRO, MACEIÓ-AL FIGURA 4.35 E FIGURA 4.36 CAMINHÃO DE COLETA DE RESÍDUOS DE EMBALAGENS DO PROGRAMA JOGUE LIMPO COM BALANÇA DIGITAL FIGURA 4.37 CENTRAL DE RESÍDUOS DO PROGRAMA JOGUE LIMPO EM MACEIÓ FIGURA 4.38 E FIGURA 4.39 BANDEJAS PARA RECOLHIMENTO DE ÓLEOS DE EMBALAGENS E EMBALAGENS PRENSADAS E ENFARDAS NA CENTRAL DO PROGRAMA JOGUE LIMPO DE ALAGOAS FIGURA 4.40 E FIGURA ESTAÇÃO DE TRANSBORDO E LOCAL DE ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO DE RESÍDUO DE SERVIÇO DE SAÚDE (RSS) (CLASSE A E E EM BOMBONAS LACRADAS) DO AEROPORTO INTERNACIONAL ZUMBI DOS PALMARES FIGURA 4.42 E FIGURA CONTAINER PARA RESÍDUOS COMUM VAZIO (ESQUERDA) E PARA ENTULHO (DIREITA) NA RODOVIÁRIA DE MACEIÓ FIGURA 4.44 MALHA FERROVIÁRIA DE ALAGOAS FIGURA 4.45 PROTÓTIPO DO ESTALEIRO DO NORDESTE FIGURA EQUIPAMENTOS DE COLETA DE RESÍDUO DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) A: BOMBONA PLÁSTICA IDENTIFICADA; B: CAÇAMBA; C: BIG BAG: D: SACO DE RÁFIA. FIGURA 4.47 (À DIREITA): EQUIPAMENTOS DE COLETA DE RCC A: GIRICA; B: BOBCAT: C: ELEVADOR DE CARGA; D: GRUA FIGURA 4.48 ESTRUTURAS E FORMAS DE ACONDICIONAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) NA CONSTRUÇÃO DO ESTALEIRO NORDESTE (ENOR) FIGURA 4.49 E FIGURA COLETORES DE 50 L PARA RESÍDUOS COMUNS CONFORME RESOLUÇÃO CONAMA N 275/01 (ESQUERDA) E COLETOR DE RESÍDUOS PERIGOSOS (DIREITA) (ESTE COLETOR DEVERIA SER DA COR LARANJA) FIGURA 4.51 E FIGURA 4.52 EXEMPLO DE PILHA DE ESTÉREIS (ESQUERDA) E BARRAGEM DE REJEITOS (DIREITA) FIGURA 4.53 CERCAMENTO DA ÁREA DO PROJETO E LIMPEZA DA ÁREA ADMINISTRATIVA DA MINERAÇÃO VALE VERDE (ESQUERDA) E ÁREA DO PROJETO (DIREITA) FIGURA 4.54 PROCESSO DE BENEFICIAMENTO DE COBRE POR OXIDAÇÃO EMPREGADO NA MINERAÇÃO VALE VERDE FIGURA 4.55 PROCESSO DE BENEFICIAMENTO DE COBRE POR OXIDAÇÃO EMPREGADO NA MINERAÇÃO VALE VERDE FIGURA PRINCIPAIS LOCAIS DE GERAÇÃO DE RESÍDUOS EM ESTAÇÕES CONVENCIONAIS DE TRATAMENTO DE ÁGUA FIGURA 4.57 E FIGURA GRADEAMENTO DO ESGOTO SANITÁRIO E OS RESÍDUOS SÓLIDOS RETIDOS NAS GRADES Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 14

15 FIGURA 4.59 E FIGURA 4.60 DESARENADOR DO TIPO CAIXA DE AREIA (ESQUERDA) E DO TIPO CICLONE (DIREITA) FIGURA 4.61 E FIGURA 4.62 RESÍDUOS EM DESARENADOR APÓS INTERRUPÇÃO DO FLUXO DO ESGOTO SANITÁRIO FIGURA 4.63 E FIGURA DECANTADOR PRIMÁRIO CIRCULAR (ESQUERDA) E DECANTADOR VAZIO COM RASPADORES DE LODO (DIREITA) FIGURA 4.65 DECANTADOR PRIMÁRIO COM ESGOTO (ESQUERDA) E DECANTADOR PRIMÁRIO SEM ESGOTO (DIREITA) FIGURA 4.66 SISTEMA DE TRATAMENTO DE ESGOTOS POR LODOS ATIVADOS FIGURA 4.67 REATOR ANAERÓBIO DE FLUXO ASCENDENTE (RAFA) CONHECIDO COMO REATOR UASB FIGURA 4.68 PRINCIPAIS RESÍDUOS GERADOS EM UMA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO DE SISTEMAS DE LAGOAS FIGURA 4.69 ETE BENDITO BENTES COM SISTEMA DE LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO - MACEIÓ FIGURA 4.70 E FIGURA EMISSÁRIO DA NA PRAIA DA PONTA VERDE E EMISSÁRIO SUBMARINO EM MACEIÓ FIGURA 4.72 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO (ETE) MARAGOGI COM DETALHE DA IMPERMEABILIZAÇÃO DO SOLO COM GEOMEMBRANA DE POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE FIGURA 5.1 E FIGURA 5.2 CAMADA DE PROTEÇÃO DA GEOMEMBRANA (ESQUERDA) E GALPÃO DE TRIAGEM DO CIGRES (DIREITA) FIGURA 5.3 IMPACTOS AMBIENTAIS DA DISPOSIÇÃO INADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO SOLO FIGURA 5.4 BRITADOR DA CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE MACEIÓ FIGURA 5.5 ÁREA CANAVIEIRA DO ESTADO DE ALAGOAS FIGURA 5.6 VISTA AÉREA EM 1998 DO ATERRO DE RESÍDUOS INDUSTRIAL DA EXTINTA COMPANHIA ALAGOAS INDUSTRIAL (CINAL) INCORPORADA A BRASKEM, EM 2010 LOCALIZADO NO POLO MULTIFABRIL JOSÉ APRÍGIO VILELA, EM MARECHAL DEODORO FIGURA 5.7 PROCEDIMENTO PARA TRANSPORTE DE RESÍDUOS NA MINERAÇÃO VALE VERDE VISANDO A DESTINAÇÃO ADEQUADA DOS RESÍDUOS Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 15

16 LISTAS DE QUADROS QUADRO 2-1- MESORREGIÕES E MICRORREGIÕES DO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO PERCENTUAL DO TIPO DE VEGETAÇÃO NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO REGIÕES AMBIENTAIS DE ACORDO COM AS REGIÕES DEFINIDAS NO PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PERS QUADRO 3-1 POPULAÇÃO DO PAÍS, REGIÃO NORDESTE E ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 3-2- QUANTIDADE DE MUNICÍPIOS DE ACORDO COM A FAIXA POPULACIONAL QUADRO 3-3 REGIÕES METROPOLITANAS DO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 3-4 PIB DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO EM RELAÇÃO AO ESTADO DE ALAGOAS ANO DE QUADRO 3-5 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO 3-6 PRODUTO INTERNO BRUTO A PREÇOS CORRENTES POR SETOR OBSERVADOS PARA O ANO DE 2011 PARA A REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO 3-7 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO RENDA PER CAPITA DOS ANOS DE 1991, 2000 E 2010 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO 3-9- EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNÍCIPIOS DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO 3-10 PROJEÇÃO POPULACIONAL PARA UM HORIZONTE DE 20 ANOS QUADRO DINÂMICA POPULACIONAL DAS ZONAS URBANAS E RURAIS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO DENSIDADE DEMOGRÁFICA DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO POPULAÇÃO POR GÊNERO (HOMENS / MULHERES) DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO 3-15 POPULAÇÃO RESIDENTE POR FAIXA ETÁRIA E SEXO QUADRO RENDA PER CAPITA ANUAL E CONCENTRAÇÃO DA RENDA NA REGIÃO DO AGRESTE ALAGOANO QUADRO DISTRIBUIÇÃO DOS EXTRATOS INFERIORES E SUPERIORES DA POPULAÇÃO, EM TERMOS DE RENDIMENTO QUADRO FAMÍLIAS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO AGRESTE DE ALAGOAS, CADASTRADAS EM ALGUM PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL QUADRO NÍVEIS DE CENTRALIDADE DAS CIDADES - REGIÃO AGRESTE DE ALAGOAS QUADRO 3-20 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA EM RELAÇÃO AO ESTADO DE ALAGOAS ANO DE QUADRO 3-21 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 16

17 MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA BACIA LEITEIRA QUADRO 3-22 PRODUTO INTERNO BRUTO A PREÇOS CORRENTES POR SETOR OBSERVADOS PARA O ANO DE 2011 PARA A REGIÃO DA BACIA LEITERIA QUADRO 3-23 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA BACIA LEITEIRA QUADRO RENDA PER CAPITA DOS ANOS DE 1991, 2000 E 2010 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA BACIA LEITEIRA QUADRO EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA QUADRO 3-26 PROJEÇÃO POPULACIONAL PARA UM HORIZONTE DE 20 ANOS QUADRO DINÂMICA POPULACIONAL DAS ZONAS URBANAS E RURAIS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA QUADRO DENSIDADE DEMOGRÁFICA DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA BACIA LEITEIRA QUADRO EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA BACIA LEITEIRA QUADRO POPULAÇÃO POR GÊNERO (HOMENS / MULHERES) DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA BACIA LEITEIRA QUADRO POPULAÇÃO RESIDENTE, POR FAIXA ETÁRIA E SEXO QUADRO RENDA PER CAPITA ANUAL E CONCENTRAÇÃO DA RENDA NA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA.126 QUADRO DISTRIBUIÇÃO DOS EXTRATOS INFERIORES E SUPERIORES DA POPULAÇÃO, EM TERMOS DE RENDIMENTO QUADRO FAMÍLIAS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA BACIA LEITEIRA CADASTRADAS EM ALGUM PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL QUADRO NÍVEIS DE CENTRALIDADE DAS CIDADES - REGIÃO BACIA LEITEIRA DE ALAGOAS QUADRO 3-36 PIB DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS EM RELAÇÃO AO ESTADO DE ALAGOAS ANO DE QUADRO 3-37 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS QUADRO 3-38 PRODUTO INTERNO BRUTO A PREÇOS CORRENTES POR SETOR OBSERVADOS PARA O ANO DE 2011 PARA A REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS QUADRO 3-39 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS QUADRO RENDA PER CAPITA DOS ANOS DE 1991, 2000 E 2010 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS QUADRO EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO LITORAL NORTE ALAGOANO QUADRO 3-42 PROJEÇÃO POPULACIONAL PARA UM HORIZONTE DE 20 ANOS QUADRO DINÂMICA POPULACIONAL DAS ZONAS URBANAS E RURAIS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS QUADRO DENSIDADE DEMOGRÁFICA DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 17

18 QUADRO EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO LITORAL NORTE ALAGOANO QUADRO POPULAÇÃO POR GÊNERO (HOMENS / MULHERES) DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS QUADRO POPULAÇÃO RESIDENTE POR FAIXA ETÁRIA E SEXO QUADRO RENDA PER CAPITA ANUAL E CONCENTRAÇÃO DA RENDA NA REGIÃO DO LITORAL NORTE DE ALAGOAS QUADRO DISTRIBUIÇÃO DOS EXTRATOS INFERIORES E SUPERIORES DA POPULAÇÃO, EM TERMOS DE RENDIMENTO QUADRO FAMÍLIAS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO LITORAL NORTE CADASTRADAS EM ALGUM PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL QUADRO NÍVEIS DE CENTRALIDADE DAS CIDADES - REGIÃO LITORAL NORTE DE ALAGOAS QUADRO 3-52 PIB DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA EM RELAÇÃO AO ESTADO DE ALAGOAS ANO DE QUADRO 3-53 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO 3-54 PRODUTO INTERNO BRUTO A PREÇOS CORRENTES POR SETOR OBSERVADOS PARA O ANO DE 2011 PARA A REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO 3-55 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO RENDA PER CAPITA DOS ANOS DE 1991, 2000 E 2010 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO 3-58 PROJEÇÃO POPULACIONAL PARA UM HORIZONTE DE 20 ANOS QUADRO DINÂMICA POPULACIONAL DAS ZONAS URBANAS E RURAIS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO DENSIDADE DEMOGRÁFICA DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO POPULAÇÃO POR GÊNERO (HOMENS / MULHERES) DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO POPULAÇÃO RESIDENTE POR FAIXA ETÁRIA E SEXO QUADRO RENDA PER CAPITA ANUAL E CONCENTRAÇÃO DA RENDA NA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA QUADRO DISTRIBUIÇÃO DOS EXTRATOS INFERIORES E SUPERIORES DA POPULAÇÃO, EM TERMOS DE RENDIMENTO QUADRO 3-66 FAMÍLIAS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA ALAGOANA CADASTRADAS EM ALGUM PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL QUADRO NÍVEIS DE CENTRALIDADE DAS CIDADES - REGIÃO METROPOLITANA DE ALAGOAS QUADRO PIB DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO EM RELAÇÃO AO ESTADO DE Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 18

19 ALAGOAS ANO DE QUADRO 3-69 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO 3-70 PRODUTO INTERNO BRUTO A PREÇOS CORRENTES POR SETOR OBSERVADOS PARA O ANO DE 2011 PARA A REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO 3-71 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO RENDA PER CAPITA DOS ANOS DE 1991, 2000 E 2010 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO PROJEÇÃO POPULACIONAL PARA UM HORIZONTE DE 20 ANOS QUADRO DINÂMICA POPULACIONAL DAS ZONAS URBANAS E RURAIS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO DENSIDADE DEMOGRÁFICA DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO POPULAÇÃO POR GÊNERO (HOMENS / MULHERES) DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO POPULAÇÃO RESIDENTE POR FAIXA ETÁRIA E SEXO QUADRO RENDA PER CAPITA ANUAL E CONCENTRAÇÃO DA RENDA NA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO QUADRO DISTRIBUIÇÃO DOS EXTRATOS INFERIORES E SUPERIORES DA POPULAÇÃO, EM TERMOS DE RENDIMENTO QUADRO FAMÍLIAS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO SERTÃO ALAGOANO CADASTRADAS EM PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL QUADRO NÍVEIS DE CENTRALIDADE DAS CIDADES - REGIÃO SERTÃO DE ALAGOAS QUADRO 3-84 PIB DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS EM RELAÇÃO AO ESTADO DE ALAGOAS ANO DE QUADRO 3-85 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) A PREÇOS CORRENTES ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO SUL QUADRO 3-86 PRODUTO INTERNO BRUTO A PREÇOS CORRENTES POR SETOR OBSERVADOS PARA O ANO DE 2011 NA REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 3-87 PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO SUL QUADRO RENDA PER CAPITA DOS ANOS DE 1991, 2000 E 2010 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO PROJEÇÃO POPULACIONAL PARA UM HORIZONTE DE 20 ANOS QUADRO DINÂMICA POPULACIONAL DAS ZONAS URBANAS E RURAIS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 19

20 QUADRO DENSIDADE DEMOGRÁFICA DOS MUNICÍPIOS QUE CMPÕEM A REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO POPULAÇÃO POR GÊNERO (HOMENS / MULHERES) DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO SUL DO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 3-95 POPULAÇÃO RESIDENTE POR FAIXA ETÁRIA E SEXO QUADRO RENDA PER CAPITA ANUAL E CONCENTRAÇÃO DA RENDA NA REGIÃO SUL ALAGOANA QUADRO DISTRIBUIÇÃO DOS EXTRATOS INFERIORES E SUPERIORES DA POPULAÇÃO, EM TERMOS DE RENDIMENTO QUADRO FAMÍLIAS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUL ALAGOANA CADASTRADAS EM ALGUM PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL QUADRO NÍVEIS DE CENTRALIDADE DAS CIDADES - REGIÃO SUL DE ALAGOAS QUADRO PIB DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA EM RELAÇÃO AO ESTADO DE ALAGOAS ANO DE QUADRO PRODUTO INTERNO BRUTO A PREÇOS CORRENTES POR SETOR OBSERVADOS PARA O ANO DE 2011 PARA A REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) PER CAPITA ENTRE OS ANOS 2000 E 2011 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO RENDA PER CAPITA DOS ANOS DE 1991, 2000 E 2010 DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO EVOLUÇÃO POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO PROJEÇÃO POPULACIONAL PARA UM HORIZONTE DE 20 ANOS QUADRO DINÂMICA POPULACIONAL DAS ZONAS URBANAS E RURAIS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO DENSIDADE DEMOGRÁFICA DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO POPULAÇÃO POR GÊNERO (HOMENS / MULHERES) DOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO POPULAÇÃO RESIDENTE POR FAIXA ETÁRIA E SEXO QUADRO RENDA PER CAPITA ANUAL E CONCENTRAÇÃO DA RENDA NA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO DISTRIBUIÇÃO DOS EXTRATOS INFERIORES E SUPERIORES DA POPULAÇÃO, EM TERMOS DE RENDIMENTO QUADRO FAMÍLIAS DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DA ZONA DA MATA ALAGOANA CADASTRADAS EM ALGUM PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL QUADRO NÍVEIS DE CENTRALIDADE DAS CIDADES - REGIÃO ZONA DA MATA DE ALAGOAS QUADRO CONSÓRCIOS REGIONAIS DE RESÍDUOS EM ALAGOAS Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 20

21 QUADRO ESTIMATIVA DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU) NAS REGIÕES DE ALAGOAS QUADRO EVOLUÇÃO DA GERAÇÃO PER CAPITA DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU) E DO PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) NO BRASIL ( ) QUADRO ESTUDOS REALIZADOS EM MACEIÓ (AL) PARA A CARACTERIZAÇÃO GRAVIMÉTRICA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS GERADOS (RSU) QUADRO CARACTERIZAÇÃO GRAVIMÉTRICA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS DE MACEIÓ, EM QUADRO CARACTERIZAÇÃO GRAVIMÉTRICA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU) DE ALGUNS MUNICÍPIOS INSERIDOS NA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO QUADRO CARACTERIZAÇÃO GRAVIMÉTRICA DOS RSU DE 04 MUNICÍPIOS DA ZONA DA MATA ALAGOANA QUADRO COBERTURA DE COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM DOMICÍLIOS URBANOS E RURAIS NOS MUNICÍPIOS ALAGOANOS QUADRO QUANTIDADE DE RESÍDUOS SÓLIDOS GERADOS E COLETADOS NAS ÁREAS URBANAS POR REGIÃO EM ALAGOAS QUADRO VARRIÇÃO DE SARJETA NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO SERVIÇOS DE PODA E CAPINA NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO INDICADORES SOBRE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS NO BRASIL, REGIÃO NORDESTE E EM ALAGOAS QUADRO DADOS SOBRE COLETA SELETIVA E CATADORES DE RESÍDUOS RECICLÁVEIS EM ALAGOAS QUADRO INDICADORES SOBRE LOCAIS DE ATUAÇÃO E MORADIA DOS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO EMPRESAS DE RECICLAGEM NO ESTADO DE ALAGOAS COM LICENÇA DE OPERAÇÃO QUADRO CARACTERIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE MACEIÓ QUADRO 4-17 QUANTIDADES COMERCIALIZADAS DOS PRINCIPAIS RESÍDUOS COMERCIALIZÁVEIS COLETADOS PELAS COOPERATIVAS DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE MACEIÓ QUADRO 4-18 PREÇO DOS PRINCIPAIS RESÍDUOS COMERCIALIZÁVEIS COLETADOS PELAS COOPERATIVAS DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE MACEIÓ QUADRO 4-19 PROJETOS MONITORADOS NO PROGRAMA ALAGOAS CATADOR QUADRO DETALHAMENTO DOS PROJETOS MONITORADOS NO PROGRAMA ALAGOAS CATADOR QUADRO DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS COLETADOS EM ALAGOAS QUADRO FORMA DE DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NOS MUNICÍPIOS DE ALAGOAS E COORDENADAS GEOGRÁFICAS QUADRO 4-23 QUANTIDADE DE RESÍDUOS DISPOSTOS E PROCESSADOS NA CTR DE MACEIÓ EM QUADRO 4-24 CAPACIDADE E VIDA ÚTIL DAS UNIDADES DE DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS DA CTR DE PILAR QUADRO 4-25 DISTÂNCIAS DA CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS (CTR) DE PILAR A PONTOS IMPORTANTES DA REGIÃO DE INFLUÊNCIA QUADRO 4-26 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 21

22 QUADRO INFORMAÇÕES SOBRE COLETA DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) EM 17 MUNICÍPIOS DO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 4-28 INFORMAÇÕES SOBRE COLETA DE RCC EM 06 MUNICÍPIOS ALAGOANOS QUADRO GERAÇÃO E FREQUÊNCIA DE COLETA DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) EM QUATRO MUNICÍPIOS DA ZONA DA MATA QUADRO 4-30 LOCAIS LICENCIADOS PARA RECEBIMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM MACEIÓ QUADRO TIPOS DE MANEJO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 4-32 REGISTRO DE OCORRÊNCIA DE ENFERMIDADES RELACIONADAS AO SANEAMENTO AMBIENTAL EM ALAGOAS ENTRE 2007 E QUADRO 4-33 INTERNAÇÕES HOSPITALARES OCORRENTES ENTRE 2008 E 2012 EM ALAGOAS QUADRO NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE E DE MÉDICOS ATUANTES EM ALAGOAS ENTRE 2008 E QUADRO NÚMERO DE LEITOS PARA INTERNAÇÃO EM ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE DE ALAGOAS ENTRE 2008 E QUADRO 4-36 RELAÇÃO ENTRE LEITOS E HABITANTES EM ALAGOAS ENTRE 2008 E QUADRO 4-37 RELAÇÃO ENTRE LEITOS E HABITANTES NAS REGIÕES DE PLANEJAMENTO DE RESÍDUOS EM ALAGOAS EM QUADRO 4-38 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE QUADRO CAPACIDADE INSTALADA DE TRATAMENTO EM ALAGOAS QUADRO MUNICÍPIOS, TOTAL E QUE EXERCEM CONTROLE SOBRE O MANEJO DE RESÍDUOS ESPECIAIS REALIZADO POR TERCEIROS, POR TIPO DE RESÍDUO, NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 4-41 PRINCIPAIS PRODUTOS DA PAUTA DE EXPORTAÇÃO EM ALAGOAS EM QUADRO USINAS E PRODUÇÃO DE CANA-DE-AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 4-43 RESÍDUOS INDUSTRIAIS RELACIONADOS À INDÚSTRIA SUCROALCOOLEIRA QUADRO 4-44 QUANTIDADES DE INDÚSTRIAS POR TIPOLOGIA INDUSTRIAL EM ALAGOAS EM QUADRO MUNICÍPIOS DE ALAGOAS QUE EXECUTAM COLETA DOS RESÍDUOS DE LOGÍSTICA REVERSA QUADRO META NACIONAL DE PARA DESTINAÇÃO DE PNEUMÁTICOS EM QUADRO LOCAIS DE COLETA DE PNEUS INSERVÍVEIS NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 4-48 CARACTERIZAÇÃO DA COLETA DE PNEUS INSERVÍVEIS EM ARAPIRACA QUADRO 4-49 RESULTADOS OBTIDOS EM 2014 NAS AÇÕES DO PROGRAMA JOGUE LIMPO QUADRO 4-50 EMPRESA DE COLETA DE ÓLEO LUBRIFICANTE EM ALAGOAS COM LICENÇA DE OPERAÇÃO QUADRO 4-51 DADOS ESTIMADOS DO MERCADO DE LÂMPADAS QUE CONTÊM MERCÚRIO EM QUADRO 4-52 QUANTIDADE DE PASSAGEIROS QUE DESEMBARCAM NO AEROPORTO ZUMBI DOS PALMARES QUADRO 4-53 PRESTADORES DE SERVIÇOS REFERENTES A RESÍDUOS SÓLIDOS NO AEROPORTO DE MACEIÓ Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 22

23 QUADRO 4-54 QUANTIDADES NAVIOS E PASSAGEIROS QUE DESEMBARCAM NO PORTO DE MACEIÓ QUADRO 4-55 MUNICÍPIOS VISITADOS NOS SERVIÇOS DE CAMPO PARA CARACTERIZAÇÃO DOS RESÍDUOS DAS RODOVIÁRIAS QUADRO 4-56 INFORMAÇÕES SOBRE O GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA RODOVIÁRIA DE MACEIÓ QUADRO ACONDICIONAMENTO FINAL DOS RESÍDUOS GERADOS NA CONSTRUÇÃO DO ENOR QUADRO 4-58 PROCEDIMENTOS E RESPONSÁVEIS PELO MONITORAMENTO DO PGRS NA OPERAÇÃO DO ENOR QUADRO 4-59 RESÍDUOS GERADOS NAS ETAPAS PRODUTIVAS DO ESTALEIRO NORDESTE QUADRO 4-60 TIPO E CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS NA MINERAÇÃO VALE VERDE QUADRO 4-61 DISPOSIÇÃO FINAL DOS RESÍDUOS GERADOS NA MINERAÇÃO VALE VERDE QUADRO 4-62 DADOS DA CULTURA E MONTANTES ESTIMADOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS AGROSSILVOPASTORIS QUADRO 4-63 INFORMAÇÕES SOBRE OS REBANHOS E AVIÁRIOS EXISTENTES EM ALAGOAS EM QUADRO 4-64 ETAPAS DO TRATAMENTO DE ÁGUA QUADRO 4-65 INDICADORES DE ATENDIMENTO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM ALAGOAS REFERENTES AO ANO DE QUADRO 4-66 MUNICÍPIOS COM TRATAMENTO DE ÁGUA EM ALAGOAS QUADRO 4-67 OBRAS DA CODEVASF DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA OPERADAS PELA COMPANHIA DE SANEAMENTO DE ALAGOAS QUADRO 4-69 TRATAMENTO E DESTINAÇÃO DOS LODOS DE ETAS EM ALAGOAS QUADRO 4-70 ÍNDICES DE COBERTURA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO EM ALAGOAS QUADRO 4-71 LANÇAMENTO FINAL DOS EFLUENTES DOS 42 MUNICÍPIOS ATENDIDOS COM REDE COLETORA DE ESGOTO EM ALAGOAS QUADRO 4-72 ESGOTAMENTO SANITÁRIO EM ALAGOAS QUADRO 4-73 INDICADORES DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO EM ALAGOAS ENTRE 2009 E QUADRO 4-74 OBRAS DA CODEVASF DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO OPERADAS PELA COMPANHIA ALAGOANA DE SANEAMENTO QUADRO 4-76 TRATAMENTO E DESTINAÇÃO DOS LODOS DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO (ETES) EM ALAGOAS QUADRO CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS QUANTO À PERICULOSIDADE QUADRO CLASSIFICAÇÃO DA PERICULOSIDADE DOS RESÍDUOS SÓLIDOS QUANTO À ORIGEM/TIPOLOGIA QUADRO 5-1 TAXA DE GERAÇÃO PER CAPITA DE RESÍDUOS POR FAIXAS DE POPULAÇÃO QUADRO ESTIMATIVA DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU) NAS REGIÕES DE ALAGOAS Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 23

24 QUADRO 5-3 PRINCIPAIS GERADORES DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU) EM ALAGOAS QUADRO 5-4 ESTIMATIVA DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL PARA O ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 5-5 PRINCIPAIS GERADORES DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO SÍNTESE DE GERAÇÃO E COLETA DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) EM ALAGOAS QUADRO 5-7 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL (RCCS) QUADRO 5-8 GERAÇÃO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (RSSS) POR LEITO HOSPITALAR E PELA POPULAÇÃO POR REGIÃO DO PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE ALAGOAS QUADRO 5-9 COLETA DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) REALIZADA PELA SERQUIP EM 2013 EM ALAGOAS QUADRO 5-10 COLETA DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM 2013 NOS MUNICÍPIOS ATENDIDOS PELA SERQUIP QUADRO 5-11 PRINCIPAIS UNIDADES DE SAÚDE EM GERAÇÃO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM QUADRO 5-12 GERAÇÃO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM 64 MUNICÍPIOS DO ESTADO DE ALAGOAS INFORMADA PELOS GESTORES MUNICIPAIS QUADRO 5-13 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE QUADRO 5-14 DADOS DA CULTURA E MONTANTES ESTIMADOS DE RESÍDUOS GERADOS PELO PROCESSAMENTO DA CANA-DE-AÇÚCAR QUADRO 5-15 RESÍDUOS SÓLIDOS COMUNS GERADOS NAS UNIDADES INDUSTRIAIS DA BRASKEM EM ALAGOAS QUADRO 5-16 RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE GERADOS NAS UNIDADES INDUSTRIAIS DA BRASKEM EM ALAGOAS QUADRO 5-17 GERAÇÃO DE RESÍDUOS DA ETA E ETE NAS UNIDAS INDUSTRIAIS DA BRASKEM ALAGOAS EM QUADRO 5-18 GERAÇÃO DE RESÍDUOS DE PROCESSOS DA UNIDADE BRASKEM CLORO-SODA (CS) EM MACEIÓ EM QUADRO 5-19 GERAÇÃO DE RESÍDUOS DE PROCESSOS DA UNIDADE BRASKEM PVC EM MARECHAL DEODORO EM QUADRO 5-20 QUANTIDADES E CUSTOS DE DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS GERADOS NAS UNIDADES INDUSTRIAIS DA BRASKEM EM ALAGOAS QUADRO 5-21 QUANTIDADE DE RESÍDUOS SÓLIDOS PROVENIENTES DE OUTRAS INDÚSTRIAS DISPOSTOS NO ATERRO DA BRASKEM EM QUADRO 5-22 CAPACIDADE E VIDA ÚTIL DAS UNIDADES DE DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS DA CTR DE PILAR QUADRO 5-23 CARACTERIZAÇÃO QUANTO À PERICULOSIDADE DOS PRINCIPAIS RESÍDUOS DA INDÚSTRIA SUCROALCOOLEIRA QUADRO 5-24 PRINCIPAIS GERADORES DOS RESÍDUOS DA LOGÍSTICA REVERSA EM ALAGOAS QUADRO 5-25 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À PERICULOSIDADE DOS RESÍDUOS DA LOGÍSTICA REVERSA Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 24

25 QUADRO 5-26 QUANTIDADE DE RESÍDUOS GERADOS NO AEROPORTO INTERNACIONAL ZUMBI DOS PALMARES ENTRE 2013 E QUADRO 5-27 QUANTIDADE DE RESÍDUOS GERADOS NO PORTO DE MACEIÓ ENTRE 2013 E QUADRO 5-28 GERAÇÃO ESTIMADA DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) NA OBRA DO ESTALEIRO NORDESTE QUADRO 5-29 QUANTIDADE DE RESÍDUOS E EFLUENTES GERADOS NAS ETAPAS PRODUTIVAS DO ESTALEIRO NORDESTE QUADRO 5-30 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À PERICULOSIDADE E LOCAL DE GERAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS NO AEROPORTO DE MACEIÓ QUADRO 5-31 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À PERICULOSIDADE DOS RESÍDUOS GERADOS NA OPERAÇÃO DO ENOR QUADRO PRINCIPAIS EMPRESAS EXPLORADORAS DE RECURSOS MINERAIS NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO PRODUÇÃO DE MINERAIS NÃO METÁLICOS NO ESTADO DE ALAGOAS QUADRO 5-34 TIPO E CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS NA MINERAÇÃO VALE VERDE QUADRO 5-35 DISPOSIÇÃO FINAL DOS RESÍDUOS GERADOS NA MINERAÇÃO VALE VERDE QUADRO 5-36 PRINCIPAIS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA OPERADAS PELA COMPANHIA DE SANEAMENTO DE ALAGOAS QUADRO 5-37 PRINCIPAIS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA OPERADAS PELA COMPANHIA DE SANEAMENTO DE ALAGOAS QUADRO 5-38 DISTRIBUIÇÃO DA VAZÃO DE TRATAMENTO DIÁRIA NAS UNIDADES DE NEGÓCIOS DA CASAL QUADRO 5-39 ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO OPERADAS PELA CASAL COM MAIORES VAZÕES DE ESGOTO SANITÁRIO EM ALAGOAS QUADRO 5-40 ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO COM MAIOR GERAÇÃO DE LODO E PREVISÃO DE REMOÇÃO DESTES QUADRO ETAPAS DE TRATAMENTO DO LODO DE ESGOTO QUADRO 6-1 ROTA COMERCIAL DE RESÍDUOS RECICLÁVEIS PARA A CIDADE DE MACEIÓ QUADRO 6-2 ROTA COMERCIAL DE RESÍDUOS RECICLÁVEIS PARA O MUNICÍPIO DE MACEIÓ Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 25

26 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AL Alagoas ABILUX Associação Brasileira de Indústria da Iluminação ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRELPE Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais AMA Associação dos Municípios Alagoanos ANIP Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos ANTT Agência Nacional de Transportes Terrestres ANVISA Agência Nacional da Vigilância Sanitária APMC Administração do Porto de Maceió CASAL Companhia de Saneamento de Alagoas CIGRES Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos CNI - Confederação Nacional da Indústria CODERN Companhia Docas do Rio Grande do Norte CODEVASF Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba CONAMA Conselho Nacional de Meio Ambiente DNPM Departamento Nacional de Produção Mineral FBB Fundação Banco do Brasil FEAM Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais FUNASA - Fundação Nacional de Saúde IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IMA Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas INFRAERO Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária INPEV Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada MMA Ministério do Meio Ambiente ONU Organização das Nações Unidas PERS Plano Estadual de Resíduos Sólidos PIGIRS Planos Intermunicipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos PMSD Projeto de Mobilização Social e Divulgação PNRS Política Nacional de Resíduos Sólidos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 26

27 PNSB Plano Nacional de Saneamento Básico RSI Resíduos Sólidos Industriais RSS Resíduo dos Serviços de Saúde RSU Resíduos Sólidos Urbanos SAAE Serviço Autônomo de Água e Esgoto SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEMARH Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas SEMARHN - Secretaria Executiva de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais SEMAS Secretaria Municipal de Assistência Social SEMTABES Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária SEPLANDE Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico de Alagoas SESAU Secretaria de Estado de Saúde de Alagoas SETEQ Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Qualificação Profissional SINPLAST Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas SLUM Superintendência de Limpeza Urbana Municipal de Maceió SNIS Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento TDR Termo de Referência do Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas UFAL Universidade Federal de Alagoas UNCISAL Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 27

28 1 APRESENTAÇÃO O presente relatório contempla a Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado de Alagoas e Atividades Geradoras de Resíduos Sólidos, subcomponentes da Meta 2 do Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas (PERS AL) Panorama dos Resíduos Sólidos no Estado de Alagoas. No âmbito de Gestão do Contrato, o relatório consiste no Produto 04 Relatório de Andamento 4 (RA4), conforme prerrogativa do Termo de Referência (TDR) para elaboração do PERS-AL, em atendimento ao Edital 003/2013 da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH). O PERS é um instrumento previsto na Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) (Lei nº /2010) que visa à proteção da saúde pública, à preservação ambiental e o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos. Assim é necessário conhecer o quadro atual e o processo de desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado. Desta forma, o Relatório de Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado e Atividades Geradoras de Resíduos Sólidos é dividido em 7 Capítulos, além desta apresentação. No Capítulo 2 é feita uma abordagem sobre as formas de ocupação e organização territorial compreendendo o uso e ocupação do solo além do processo de expansão e desenvolvimento territorial alagoano, e também são apresentados os aspectos fisiográficos do Estado de Alagoas, tais como: clima, geologia, geomorfologia, hidrografia, cobertura vegetal e unidades de conservação, a fim de obter um panorama da fisiografia de Alagoas. O Capítulo 3 apresenta os aspectos econômicos do Estado de Alagoas através da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos e distribuição do Valor Adicionado (VA) nos setores primário, secundário e terciário da economia estadual, além da caracterização dos setores agropecuário, industrial, de serviços e de turismo. Também são apresentados os índices e indicadores de desenvolvimento econômico e social, tais como Índices de Gini, de Theil e IDH. e, uma visão da socioeconomia alagoana referenciada nas sete regiões que compõem o PERS. No Capítulo 4 é realizada a caracterização dos resíduos sólidos no Estado de Alagoas abordando todos os resíduos previstos na PNRS. No final do Capítulo é apresentado a classificação dos resíduos quanto à periculosidade. No Capítulo 5 são apresentadas as atividades geradoras de resíduos, abordando todos os resíduos contemplados no TDR que prevê enfoque para os principais ou maiores geradores de resíduos sólidos no Estado. No Capítulo 6 é apresentado o fluxo de resíduos dentro do Estado e dos resíduos que são gerados nos municípios alagoanos com posterior exportação para outros Estados para tratamento, reaproveitamento, reciclagem ou destinação final. Finalmente, no Capítulo 7, é apresentada a conclusão dos estudos, considerando as diretrizes estabelecidas no TDR para a elaboração do presente produto. O relatório foi elaborado com base em dados secundários, em sua maioria, levantados junto aos órgãos estatísticos federais e estaduais, além de visitas in loco nas regiões litorâneas com registro fotográfico e pesquisa bibliográfica disponível em meios acadêmicos e em bases de dados virtuais. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 28

29 2 CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICA E AMBIENTAL DO ESTADO DE ALAGOAS: ASPECTOS GERAIS 2.1 Formas e etapas de ocupação territorial Em Alagoas a história de ocupação do seu território está ligada fortemente ao cultivo da cana-deaçúcar, que criou as condições iniciais para o povoamento, a partir da Capitania de Pernambuco para as áreas localizadas ao sul, e foi determinante no modo de ocupação do espaço da Região alagoana tanto nos aspectos de incremento demográfico, quanto de produção e organização, estando até hoje presente nas principais atividades econômicas. A economia canavieira gerou no período colonial uma sociedade senhorial com consequências em sua trajetória histórica e organização social, assim como em seus hábitos e feição cultural (TENÓRIO, 2011). Assim, a ocupação e o uso do solo do território alagoano foram semelhantes ao que ocorreu no restante do Brasil, que, desde o século XVI, se estabeleceu de forma desordenada do litoral para o interior (CALHEIROS et al., 2013). Para DIEGUES JR (2002) a história de Alagoas é a história do açúcar e admite ser possível que o povoamento do território alagoano tenha partido de três focos iniciais: Porto Calvo como núcleo de irradiação ao norte, Alagoas que se desenvolveu no centro do litoral, sendo denominada também de Alagoa do Sul e Alagoa do Norte e Penedo com centro de expensão ao sul. A ocupação das terras litorânea neste ciclo da cana-de-açúcar teve como base a alta demanda de açúcar no mercado internacional e as condições edafoclimáticas favoráveis à cultura em larga escala (platation), com clima úmido e solos argilosos (massapê) de alta fertilidade natural e relevo plano. A expansão da área de cultivo da cana e a produção de açúcar sempre foi direcionada, fundamentalmente, para atender as necessidades do mercado externo, contribuindo para a concentração de terra e de renda (IBGE, 2006). Além dos solos planos e férteis de massapê, os pequenos mananciais existentes no litoral alagoano foram fundamentais para a instalação e funcionamento dos engenhos de açúcar, como registra CORTESÃO (1971). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 29 A cultura da cana procurou sempre as proximidades das regiões de rios ou de riachos, e não se distanciou, por interesses comerciais, do mar. É na água dos rios, dos pequenos rios, que o senhor de engenho encontra o melhor colaborador para sua organização econômica. É no rio que ele vai buscar não somente a água para movimentar a moenda; nele está a água para dar umidade ao solo, para o transporte da produção, para o banho dos animais; também para o seu banho e o de sua família (CORTESÃO, 1971, p. 106). Segundo MENEZES (2011), analisando os mapas históricos elaborados por Georg Marcgraf em 1643 sobre a Região de Alagoas, foi nas proximidades dos rios e de algumas lagoas que se instalaram a maior parte dos pontos de fixação no território alagoano, como as povoações, engenhos, igrejas e casas. Para este autor, tanto os caminhos fluviais, como as entradas naturais da costa e os portos ou ancoradouros, desempenharam em Alagoas, no século XVII, papel fundamental, atuando como as principais vias de ligação entre os diversos pontos da colônia, funcionando como canais e pontos de escoamento de produtos e deslocamento de pessoas, além de fornecerem as condições necessárias para a instalação dos fundamentos dos primeiros núcleos urbanos alagoanos e para o funcionamento da própria colônia.

30 Extensas áreas, doadas por meio de sesmarias, eram inicialmente desmatadas e posteriormente ocupadas pela cana-de-açúcar, com a instalação dos engenhos, sendo que os primeiros surgiram nos vales dos rios Manguaba, Camaragibe e Santo Antônio, na Região Norte de Alagoas. A economia canavieira neste período consolidou um sistema de produção latifundiário escravocrata que durou três séculos, caracterizado pela produção de altos volumes de açúcar bruto, mas de baixa qualidade e baixa produtividade da lavoura de cana. Registra-se também que o plantio de outro tipo de lavoura nesta época como atividade econômica, mesmo a de culturas alimentares como a mandioca, milho e feijão, era recusado com veemência pelos senhores de engenhos, perdurando a monocultura da cana baseada na grande propriedade rural. As culturas alimentares eram cultivadas minimamente apenas para subsistência e de forma subsidiária em pequenas áreas cedidas aos trabalhadores livres pelos grandes proprietários (FRANÇA, 2013). Impacto neste sistema de produção latifundiário escravocrata, causando uma desorganização temporária da economia local e a escassez de mão-de-obra nos canaviais, foi registrado quando da invasão holandesa ocorrida em Pernambuco e que se estendeu para Alagoas em meado do século XV. Há registros cartográficos de mapas confeccionados pelos holandeses dos núcleos urbanos visitados pelos invasores, incluindo as vilas alagoanas de Penedo, Santa Maria Madalena e Porto Calvo. Neste período houve fugas de escravos dos canaviais, que constituíram aldeamentos chamados de Quilombos. A reorganização do sistema produtivo e reequilíbrio da economia alagoana, no litoral, foi muito demorada, mas pouco alterou a estrutura de poder e de produção agrícola já existente. Por sua vez, abriu-se espaço para a ocupação do sertão alagoano com os aldeamentos dos Quilombos, sendo o principal deles o de Palmares, formando vários povoamentos a partir destes núcleos de fixação de escravos fugitivos. Mas o sucesso português no comércio internacional do açúcar nordestino, em fins do século XVI e século XVII, não apenas ajudou a perpetuar a economia canavieira em Alagoas, como também estimulou o aumento da área canavieira da Zona da Mata provocando sua expansão sobre as pastagens dos engenhos localizadas em solos nobres do litoral. Estes eventos foram também importantes para o povoamento do interior de Alagoas, principalmente na Região do sertão semiárido. A pecuária bovina extensiva também contribuiu para a ocupação do espaço alagoano, pois o gado era utilizado como força motriz nos engenhos banguês de Alagoas, além de serem fornecedores de carne e couro, sendo importante atividade para a economia canavieira no período colonial mesmo ocupando terras marginais. Com a expansão da área de plantio da cana-de-açúcar no litoral, a pecuária foi forçada a se deslocar para as terras do sertão, Região não propícia ao desenvolvimento da cana-de-açúcar em cultivos de sequeiro. O principal eixo de expansão da pecuária nesta época foi através do vale do Rio São Francisco, onde se instalaram fazendas de gado por todo seu curso, daí sua denominação também de Rio dos "Currais". Nos séculos XVI e XVII, portanto, a lavoura canavieira e a criação de gado bovino foram atividades que contribuíram para a efetivação da ocupação do espaço alagoano, sendo fundamentais para o surgimento de inúmeros povoados, embriões de muitas cidades alagoanas. A ocupação de terras pela cana-de-açúcar concentrava-se mais no litoral, avançando pouco para a Região da Zona da Mata e tinha como característica a utilização de muita mão-de-obra escrava, mantida nas proximidades dos engenhos da cana-de-açúcar, que representavam um núcleo de poder local. Por sua vez, a pecuária extensiva mobilizava pouca mão-de-obra, a qual era principalmente de homens livres e se concentravam nos entroncamentos dos caminhos do rebanho, pontos de contato entre o sertão pastoril e o litoral agrícola. A Região agreste alagoana, por sua vez, desenvolveu-se com características do cultivo da policultura e diferentemente da Região litorânea onde predominava o latifúndio e a cana-de-açúcar, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 30

31 desenvolveu-se a pequena e média propriedade com a formação de pequenos municípios. Nesta Região a lavoura fumageira foi a mais importante, a partir do século XVIII. Nesta época o tabaco era exportado para mercados europeus, além de servir de moeda de troca com os aparelhos negreiros da costa africana. Em fins do século XIX e início do século XX, na Região do agreste alagoano despontava o município de Arapiraca, sendo conhecido internacionalmente pela sua grande produção de fumo. Mas somente a partir de 1950, quando da busca de novos mercados produtores no país, que a produção alagoana foi incentivada e inserida ao comércio internacional de tabaco, se tornando a principal base produtiva do interior do Estado e responsável pela ascensão econômica da Região Agreste alagoana e pela reestruturação desse território, mantendo o destaque para o município de Arapiraca, onde se concentraram as empresas multinacionais de fumo e as modernas técnicas de produção, bem como as atividades de comércio e serviços. (SANTOS, 2013). O ciclo do fumo foi curto, mas foi o grande responsável pela diversificação e desenvolvimento desta Região do agreste de Alagoas, associado com a construção de estradas que interligava os municípios da Região à capital, Maceió, e aos demais municípios, contribuindo para o abastecimento das cidades alagoanas e de outras cidades nordestinas. Na Região sul alagoana a pecuária foi a atividade principal, desde o início da ocupação (século XVI) até 1950, juntamente com a pesca (SANTANA, 1970). Mesmo existindo engenhos nesta Região, principalmente em Penedo, a expansão da cana-de-açúcar para o sul do Estado não conseguiu superar a pecuária como principal atividade econômica, mesmo sendo esta uma atividade econômica complementar para a economia alagoana (ANDRADE, 1997), devido a pouca extensão de terras de massapê tradicionalmente utilizada com o cultivo da cana-de-açúcar. Também estão presentes no litoral sul a exploração do coqueiro e, em segmentos isolados, certos cultivos de subsistência, por um determinado tempo, também o cultivo do algodão adquiriu alguma importância (SANTANA, 1970). O sertão alagoano teve seu desenvolvimento inicial marcado pela entrada da pecuária e no século XIX pelo cultivo do algodão. Segundo APRATTO (2013) o algodão surgiu como um produto agrícola que também se estabeleceu na base do trabalho escravo da grande propriedade, voltada para o mercado externo, que teve uma situação diferenciada da monocultura para a pequena e média propriedade e do consórcio com outras atividades, como a lavoura da cana de açúcar e a pecuária. O algodão foi um dos responsáveis pelo surto inicial de industrialização em Alagoas, no final do século XIX e início do século XX, através do surgimento das indústrias têxteis e, em consequência, do aparecimento das Vilas Operárias que era uma novidade para a economia agrícola da época. As cidades de Penedo, Piaçabuçu, Pilar, São Miguel dos Campos, Ouro Branco, Rio Largo, a legendária fábrica da Pedra, na atual Delmiro Gouveia e Maceió, com suas pujantes vilas de Fernão Velho, Saúde e Alexandria, tiveram suas trajetórias mudadas substancialmente por uma população operária que influía decisivamente na economia, na política e nos costumes locais. No século 19, plantou-se, em média, tantos hectares de algodão quantos hectares de cana-de-açúcar em Alagoas. Entre 1933 e 1954, período de crise da indústria açucareira e de apogeu da indústria têxtil, a quantidade de hectares de algodão era muito maior do que a quantidade de hectares de cana, explica o pesquisador Golbery Lessa a nossa reportagem. Naquele momento histórico, os dois setores produziam o mesmo montante em termos de valor econômico, as fábricas têxteis empregavam o dobro de operários e gastavam, em decorrência, o dobro em salários. Os salários eram maiores e as leis trabalhistas eram muito mais respeitadas numa fábrica têxtil do que numa usina. Em média, uma fábrica de tecidos valia duas usinas de açúcar. A indústria de fiação e tecelagem não foi, portanto, um apêndice, algo menor e episódico, foi uma alternativa de desenvolvimento efetiva e mais progressista do que a indústria canavieira (disponível em O ciclo do algodão não foi tão extenso quanto o da cana-de-açúcar, chegando ao seu ápice entre os Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 31

32 anos 1930 e 1950, mas foi determinante no início da industrialização do Estado, por se caracterizar como um contraponto industrial, inovador e modernizador a uma sociedade tradicional centenária, sedimentada no antigo sistema colonial de valores arcaicos. Em fins do século XIX surgiram as usinas com maquinaria mais moderna e que permitiam melhor processamento da cana e obtenção de melhor qualidade do açúcar, o que era essencial para sua aceitação no mercado internacional. Estas substituíram os antigos engenhos ao longo do tempo, que procuravam maior volume de produção com menor qualidade e permitiram melhorias na atividade sucroalcooleira de Alagoas. A expansão das usinas a partir do início do século XX levou ao aumento de produção e de sua qualidade, bem como, aumento dos investimentos no processo de transporte da cana e na modernização das instalações das estruturas das usinas. No entanto, tal processo de modernização contribuiu para concentração industrial, fazendo com que as usinas maiores se apropriassem de outras unidades menores, além da organização deste setor em grupos econômicos visando o controle das usinas, através de cooperativas (Silva e Leite, 2009). Também no início do século XX, houve a introdução na Região do Sertão Alagoano da palma forrageira, que veio a se constituir, após inúmeros melhoramentos genéticos e com apoio tecnológico, numa das bases da alimentação do gado na Região e possibilitar o desenvolvimento da pecuária leiteira em Alagoas e da Bacia Leiteira do Estado. A partir de 1950 a cana-de-açúcar passa a ser cultivada nas áreas dos tabuleiros costeiros (SILVA, 2009) e foram observadas transformações mais intensas nos municípios litorâneos. Nesta ocasião a expansão da lavoura canavieira foi impulsionada pelos incentivos governamentais de modernização da agroindústria açucareira beneficiando o setor sucroalcooleiro para ampliação da capacidade de produção, visando atender à demanda do produto no mercado norte-americano, o que exigiu maior área cultivada durante os anos sessenta (ANDRADE, 1997). A partir daí incentivos públicos foram conferidos através de vários programas governamentais, tais como o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-Açúcar (PLANALSUCAR) e o Programa Nacional do Álcool (PROÁLCOOL), este último na década de 1970, que criaram as condições técnicas para a expansão do cultivo da cana-de-açúcar em áreas de fertilidade baixa e declividade acentuada, até então tidas como impróprias a esta lavoura (Santos et al., 2007). A posterior reestruturação do setor sucroalcooleiro, condicionado por novas conjunturas internacionais, permitiu a consolidação do plantio e aumento da produtividade nestas áreas. Os ciclos de expansão da monocultura da cana foram responsáveis pelo desmatamento de grande parte da cobertura vegetal original do território alagoano. Além deste impacto principal, seguiramse outros ligados ao processamento da cana para a produção de açúcar e álcool anidro. Por fim, se constatou que a expansão do setor sucroalcooleiro e, as consequentes diminuições dos recursos naturais também repercutiam na identidade cultural. O uso de mão-de-obra braçal em larga escala, com remuneração muito baixa, o baixo nível de investimento em infraestrutura urbana e quase ausência de investimentos para o atendimento das demandas sociais da população também podem ser considerados como impactos socioeconômicos negativos e significantes do setor sucroalcooleiro no Estado de Alagoas. A citricultura apesar de não ter alcançado expressão estadual semelhante à cana, pecuária, algodão e mesmo o fumo, desde a década de 50, teve papel importante na ocupação e desenvolvimento da Região Vale do Mundaú denominação que foi consagrada a Região por estar inserida na bacia hidrográfica do Rio Mundaú, Zona da Mata do Estado de Alagoas. O parque citrícola atualmente Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 32

33 compreende os municípios de Branquinha, Ibateguara, São José da Laje, União dos Palmares e Santana do Mundaú. Esse último segundo a Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico de Alagoas SEPLANDE (2011) destaca-se como o maior centro de produção cítrica responsável por cerca de 90% da produção estadual (ALMEIDA et al., 2011; SEBRAE/AL, 2011). No Brasil, após meados da década de 1970, a crise do petróleo tornou intensa a produção do etanol a partir da cana-de-açúcar para utilização direta em motores a explosão (hidratados) ou em mistura com a gasolina (anidro). Desde então, o álcool combustível passou a absorver parte ponderável da matéria-prima, antes destinada, sobretudo, à extração do açúcar. Nessa mesma década, o parque industrial alagoano passa por mudanças importantes, com a implantação da SALGEMA Indústria Química S.A., que introduz o no ramo da química, provocando maior desenvolvimento do setor industrial de Alagoas, mas concentrado num só projeto (LIMA, 1982). Este complexo industrial, além das alterações causadas pela localização de sua instalação, levou ao estabelecimento de uma infraestrutura viária. Para interligar a SALGEMA ao Pólo Cloro-Álcool-Químico e este à BR-101, foi então construída a AL-101. Essa rodovia, em 1990, foi ampliada em direção ao litoral-sul. Andrade (1997) aponta que o crescimento da indústria açucareira nos anos setenta e a redistribuição geográfica do parque açucareiro alagoano, que se configurou a partir dos anos 80, provocaram, principalmente na parte sul de Maceió, o crescimento de núcleos urbanos e até a formação de povoados onde se concentrou a força de trabalho não permanente, os chamados clandestinos ou safristas (assalariado temporário). O crescimento da indústria canavieira (pelo aumento e implantação de usinas e destilarias) e a interligação da área com o centro-norte e norte do litoral alagoano (Rodovia AL-101) permitiu que essa área se integrasse à economia regional. Consequentemente, novos processos de ordem social, econômica e também políticos instalam-se na área, tais como: especulação imobiliária, expansão desordenada dos núcleos urbanos, novos loteamentos e condomínios residenciais e a expansão da atividade turística. Por outro lado, a abertura econômica e o novo caráter de inserção do Brasil nos circuitos globais de produção e consumo registrado nas últimas décadas, veem produzindo impactos profundos na dinâmica territorial brasileira e alterando de forma substancial da divisão regional do trabalho no país. O Estado de Alagoas não está fora deste contexto, prevendo-se que o crescimento dos plantios de cana e da produção de açúcar continuará aumentando, principalmente pelos cenários positivos de aumento de demanda internacional do açúcar (CUENCA; MANDARINO, 2007). Outras culturas agrícolas foram importantes na ocupação do espaço alagoano em diferentes regiões e isto vem ocorrendo ao longo das décadas, associados a surtos de crescimento rápido de uma cultura e seu declínio em curto período de tempo, sendo substituída pela expansão de outra atividade de produção agrícola. Isto se deve à falta de planejamento integrado de ocupação do solo e aproveitamento das potencialidades no setor primário. O que se percebe é que a agricultura vai diversificando-se com o tempo, fato que vem proporcionando à Região melhores condições de acessibilidade para a comercialização de sua produção. No entanto, em grande parte, até os dias de hoje, mantem-se uma estrutura social e fundiária semelhante ao que se tinha inicialmente no Estado. Outra atividade importante na ocupação do espaço alagoano foram os incentivos de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 33

34 desenvolvimento de áreas de produção agrícola sob irrigação no Vale do Rio São Francisco, especialmente com a participação da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba). Nestas áreas, conhecidas como perímetros irrigados, predomina a policultura com cultivos de arroz, feijão, mandioca, milho, banana, abacaxi, coco-da-baía, laranja, algodão e fumo, além da piscicultura, entre outros. Novos investimentos em curso para ampliação e melhoria da infraestrutura de adução e fornecimento de água na Região do Sertão Alagoano terão impactos significativos na ocupação do espaço territorial nesta Região nas próximas décadas. Até 1990, a Rodovia BR-101 era o principal acesso ao litoral sul do Estado, onde vias perpendiculares interligavam os núcleos urbanos à rodovia. A construção do segmento sul da Rodovia AL-101 (litorânea) facilitou o acesso para o litoral sul, bem como para o sertão, o agreste e baixo São Francisco, devido ao prolongamento das vias perpendiculares já existentes. Além disto, a AL-101 Sul se interliga à BR-101 (principal eixo de ligação entre Alagoas e Sergipe) pela AL-255, tornando-se uma alternativa de acesso à Sergipe via litoral sul alagoano. Esta estrutura viária tem favorecido o fluxo migratório das regiões sertaneja e agreste, como também do vizinho Estado de Sergipe, favorecendo o turismo e a expansão de aglomerados urbanos. Alterações no panorama ambiental, físico, biótico e socioeconômico têm sido detectadas em função da presença desse fluxo: loteamentos, surgimento de novos núcleos urbanos ao longo da rodovia, retirada da vegetação litorânea (mangue, restinga, terraços fluviais) e estabelecimento de áreas de lazer. Como mencionado anteriormente, a prática do turismo vem reordenando o espaço no território alagoano, principalmente na Região litorânea. Atualmente, 40 municípios de Alagoas têm como potencial turístico, incluindo praias, rios, cidades históricas e a Região do Rio São Francisco, mais conhecido como Velho Chico. Recentemente, a implantada rodovia AL-101, cruzando a área de norte a sul, impulsionou a ocupação e uso do solo ligado ao lazer e turismo, embora ainda em caráter embrionário sobre os terraços marinhos e cordões arenosos do litoral sul de Alagoas. O turismo de mar e sol não só se verifica pelo contingente populacional que aporta para lazer em finais de semana, como também pelo surgimento de residências de veraneio, instalação de loteamentos e urbanização desordenada em áreas antes ocupadas por cultivos (cana e coco). Dessa forma é que tem início a expressão territorial da atividade turística no litoral alagoano caracterizada por uma população flutuante, indutora do aumento da área urbana, pelo estabelecimento de residências de veraneio, com possibilidades de expansão pela execução de grandes projetos e empreendimentos turísticos. Trata-se da penetração de uma atividade não agrícola em um espaço até então com características agrárias. 2.2 Organização territorial atual de Alagoas Divisão Político-Administrativa Alagoas é o segundo menor território da federação, com uma área aproximada de ,343 km² correspondendo a 1,78% da área total da Região Nordeste e 0,32% do território nacional (Figura 2.1). Diante dos aspectos históricos da ocupação do espaço alagoano e do uso do solo, que unem ao mesmo tempo em que diferenciam características físicas, econômicas e sociais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estabeleceu uma Divisão Político-Administrativa do Estado de Alagoas em 03 mesorregiões e 13 microrregiões (Quadro 2-1 e Figura 2.2), a saber: Mesorregião Leste Alagoano com 6 Microrregiões, Mesorregião Agreste com 03 Microrregiões e Mesorregião Sertão Alagoano, com 4 microrregiões. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 34

35 Figura 2.1- Território alagoano. Adaptado por FLORAM. Fonte: IBGE (2012). Essas mesorregiões possuem diversas particularidades, mas em alguns aspectos se assemelham e interligam em termos de clima, população ou vegetação. Foram definidas com a finalidade de dividir o espaço alagoano em áreas econômicas, visando facilitar a administração dessas áreas pelos órgãos públicos Mesorregiões do Estado de Alagoas a) Mesorregião do Sertão Alagoano A Mesorregião do Sertão Alagoano envolve quatro microrregiões: Alagoana do Sertão do São Francisco, Batalha, Santana do Ipanema e Serrana do Sertão Alagoano. O sertão encontra-se na porção ocidental de Alagoas, trata-se da Mesorregião menos populosa do Estado e é composta por 26 municípios, tendo como destaques os municípios de Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia (Quadro 2-1 e Figura 2.2) No Sertão Alagoano as chuvas são escassas e mal distribuídas, características de um clima semiárido. A atividade econômica mais importante é a pecuária, principalmente a criação de gado Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 35

36 para a produção de leite, no município de Batalha, sendo encontrado também a policultura. Há poucos municípios com indústrias e o comércio tem uma grande dependência dos programas sociais de transferência de renda realizados pelo Governo Federal. Além disto, existem muitos investimentos públicos para construção de obras de armazenamento de água para consumo humano e para o fortalecimento do sistema produtivo regional. Na infraestrutura hídrica, destaca-se a construção do Canal do Sertão, de adução de água do Rio São Francisco para consumo humano, atividades industriais e agrícolas. b) Mesorregião do Agreste Alagoano O Agreste Alagoano está localizado na parte central do Estado, na zona de transição entre Litoral e Sertão alagoano, e é caracterizado pelo predomínio da pequena e média propriedade e da policultura, principalmente da produção de milho e fumo. É composta pelas microrregiões: Arapiraca, Palmeira dos Índios e Traipu, sendo a segunda mais populosa do Estado. Possui 24 municípios, sendo Arapiraca o de maior destaque econômico (Quadro 2-1 e Figura 2.2). As atividades econômicas na Microrregião de Arapiraca abrangem uma agricultura diversificada, a pecuária bovina, caprina e ovina e crescimento do setor de comércio e serviços. Alguns municípios dessa Mesorregião estão próximos do Rio São Francisco, o que permite o desenvolvimento da pecuária extensiva e agricultura. Apesar do cultivo de fumo ter sido o grande destaque da Região durante anos, a monocultura da cana-de-açúcar já se faz presente no cenário econômico da Região. Entretanto, o predomínio nesta Região é do sistema gado/policultura, sendo que a pecuária leiteira se desenvolve na Região marcando a presença da Bacia Leiteira Alagoana. O município de Arapiraca destaca-se pela característica de centro de comércio regional. c) Mesorregião do Leste Alagoano A Mesorregião Leste Alagoano é a maior e a mais populosa, com um total de 52 municípios e se dividi nas microrregiões: Litoral Norte Alagoano, Maceió, Mata Alagoana, Penedo, São Miguel dos Campos e Serrana dos Quilombos. Nessa Mesorregião encontra-se a cidade de Maceió, capital do Estado (Quadro 2-1 e Figura 2.2). O clima é quente e chuvoso, os solos são férteis e a agricultura é bem desenvolvida, sendo os principais produtos a cana-de-açúcar, o feijão, o milho, a mandioca e as frutas variadas. Em alguns municípios, devido às belezas naturais, o turismo é uma importante atividade econômica. O crescimento da indústria, do setor de comércio e serviços é verificado nessa Mesorregião, principalmente na Microrregião de Maceió. Nela se encontra as terras alagadas do Rio São Francisco, onde se desenvolve a cultura do arroz. A pesca é praticada na região das lagoas. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 36

37 Quadro 2-1- Mesorregiões e Microrregiões do Estado de Alagoas. Mesorregiões Microrregiões Municípios Sertão Alagoano Agreste Alagoano Leste Alagoano Fonte: IBGE (2010). Alagoana do Sertão do São Francisco Batalha Santana Ipanema Serrana Sertão Alagoano Arapiraca Palmeiras Índios do do dos Delmiro Gouveia, Olho d Agua do Casado, Piranhas, Inhapi. Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Jaramantaia, Major Isidoro, Monteirópolis, Olho d Água das Flores e Olivença Carneiros, Dois Riachos, Maravilha, Ouro Branco, Palestina, Pão de Açúcar, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira. Centralidade Urbana Delmiro Gouveia População total Batalha Santana do Ipanema Água Branca, Canapi, Inhapi, Mata Grande e Pariconha. Mata grande Arapiraca, Campo Grande, Coité do Nóia, Craíbas, Feira Grande, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, São Sebastião, Taquarana. Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Maribondo, Mar Vermelho, Minador do Negrão, Palmeira dos Índios, Paulo Jacinto, Quebrangulo, Tanque d Arca. Arapiraca Palmeiras dos Índios Traipu Traipu, Olho d Agua Grande e São Bras Traipu Litoral Norte Japaratinga, Maragogi, Passo de Camaragibe, Porto das Alagoano Pedras e São Miguel dos Milagres. Maragogi Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Maceió Seco, Maceió, Marechal Deodoro, Paripuera, Pilar, Rio Maceió Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba. Atalaia, Branquinha, Cajueiro, Campestres, Capela, Colônia Mata Alagoana Leopoldina, Flexeiras, Jacuípe, Joaquim Gomes, Jundiá, Matriz do Camaragibe, Messias, Murici, Novo Lino, Porto Atalaia Calvo e São Luís do Quitunde. Penedo Feliz Deserto, Igreja Nova, Penedo, Piaçabuçu, Porto Real do Colégio. Penedo Anadia, Boca da Mata, Campo Alegre, Coruripe, Jequiá da São Miguel dos São Miguel Praia, Junqueiro, Roteiro, São Miguel do Campos, Teotônio Campos dos Campos Vilela Serrana dos Chã Preta, Pindoba, Ibateguara, Santana do Mundaú, São União do Quilombos José da Laje, União do Palmares, Viçosa. Palmares As Figuras 2.3 até a 2.15 mostram as diferentes microrregiões do Estado de Alagoas. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 37

38 Figura 2.2- Mapa de Alagoas por Mesorregiões. Fonte: SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 38 ERSÃO PARA CONSULTA

39 a) Microrregião de Maceió VE RS ÃO PA RA CO NS UL TA Formada por nove municípios: Barra de Santo Antônio, Coqueiro Seco, Maceió, Marechal Deodoro, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba (Figura 2.3). Sua cidade polo é Maceió, destacando-se também as cidades de Barra de São Miguel, Satuba e Marechal Deodoro, por suas influências econômicas nos três setores, primário, secundário e terciário, que marcam o espaço e modificam o território nessa Região do Estado. Figura 2.3 Microrregião de Maceió. Adaptado Fonte: IBGE,2012. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 39

40 b) Microrregião do Litoral Norte Alagoano Composta por cinco municípios: Japaratinga, Maragogi, Passo de Camaragibe, Porto das Pedras e São Miguel dos Milagres. Destaque para o grande potencial turístico da cidade de Maragogi (Figura 2.4). Figura 2.4- Microrregião do Litoral Norte Alagoano. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 40

41 c) Microrregião da Mata Alagoana VE RS ÃO PA RA CO NS UL TA Composta por dezesseis municípios: Atalaia, Branquinha, Cajueiro, Campestres, Capela, Colônia Leopoldina, Flexeiras, Jacuípe, Joaquim Gomes, Jundiá, Matriz do Camaragibe, Messias, Murici, Novo Lino, Porto Calvo e São Luís do Quitunde (Figura 2.5). Destaque para a maior cidade, Atalaia. Figura 2.5- Microrregião da Zona da Mata Alagoana. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 41

42 d) Microrregião de Penedo Composta por cinco municípios: Feliz Deserto, Igreja Nova, Penedo, Piaçabuçu, Porto Real do Colégio. Destaque para o município de Penedo (Figura 2.6). Figura 2.6- Microrregião de Penedo. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 42

43 e) Microrregião de São Miguel dos Campos Formada por nove municípios: Anadia, Boca da Mata, Campo Alegre, Coruripe, Jequiá da Praia, Junqueiro, Roteiro, São Miguel do Campos, Teotônio Vilela (Figura 2.7). Destacam-se os Municípios de São Miguel dos Campos e Coruripe, pela forte presença de usinas de beneficiamento da cana-de-açúcar. Figura 2.7- Microrregião de São Miguel dos Campos. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 43

44 f) Microrregião Serrana dos Quilombos Composta por sete municípios: Chã Preta, Pindoba, Ibateguara, Santana do Mundaú, São José da Laje, União do Palmares, Viçosa. Sendo o mais populoso deles União do Palmares (Figura 2.8). Figura 2.8- Microrregião dos Quilombos. Adaptado. Fonte: IBGE, 2012 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 44

45 g) Microrregião de Arapiraca Essa Microrregião é composta por dez municípios: Arapiraca, Campo Grande, Coité do Nóia, Craíbas, Feira Grande, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, São Sebastião, Taquarana (Figura 2.9). É a segunda maior Microrregião do Estado, destacando-se a maior cidade do interior alagoano, Arapiraca, muito conhecida pela produção de fumo, e pela influência do seu comércio nas cidades vizinhas. Passa atualmente por uma grande mudança no setor imobiliário. Figura 2.9- Microrregião de Arapiraca. Adaptado. Fonte: IBGE, 2012 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 45

46 h) Microrregião de Palmeiras dos Índios VE RS ÃO PA RA CO NS UL TA É formada por onze municípios: Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Maribondo, Mar Vermelho, Minador do Negrão, Palmeira dos Índios, Paulo Jacinto, Quebrangulo, Tanque d Arca. Destaca-se a cidade Palmeiras dos Índios (Figura 2.10). Figura Microrregião de Palmeira dos Índios. Adaptado. Fonte: IBGE, 2012 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 46

47 i) Microrregião de Traipu VE RS ÃO PA RA CO NS UL TA Formada por três municípios: Traipu, Olho d Agua grande e São Bras. Sua cidade principal é Traipu (Figura 2.11). Figura Microrregião de Traipu. Adaptado. Fonte: IBGE, 2012 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 47

48 j) Microrregião Alagoana do Sertão do São Francisco VE RS ÃO PA RA CO NS UL TA Composta de quatro municípios: Delmiro Gouveia, Olho d Agua do Casado, Piranhas, Inhapi (Figura 2.12). Destaque para Hidrelétrica de Xingó, na divisa do Estado de Sergipe e da atividade turística. Figura Microrregião do Sertão do São Francisco. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 48

49 k) Microrregião de Batalha VE RS ÃO PA RA CO NS UL TA É composta por oito municípios: Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Major Isidoro, Monteirópolis, Olho d Água das Flores e Olivença (Figura 2.13). Essa Região destaca-se muito pela produção de leite (bacia leiteira alagoana), sua cidade polo é Batalha. Figura Microrregião de Batalha. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 49

50 l) Microrregião de Santana do Ipanema É constituída por dez Municípios: Carneiros, Dois Riachos, Maravilha, Ouro Branco, Palestina, Pão de Açúcar, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira (Figura 2.14). Santana do Ipanema é a cidade destaque. Figura Microrregião de Santana do Ipanema. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 50

51 m) Microrregião Serrana do Sertão Alagoano É composta por cinco municípios: Água Branca, Canapi, Inhapi, Mata Grande e Pariconha ( Figura 2.15). Figura Microrregião Serrana do Sertão Alagoano. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 51

52 2.3 Clima De acordo com BARBOSA (2006), o Estado de Alagoas está sujeito a interferência de pelo menos, quatro sistemas atmosféricos (Figura 2.16), a saber: a Zona de convergência Intertropical (ZCIT), os Sistemas Frontais (SF), Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), além da ação dos Ventos Alísios (VA) sejam eles de Nordeste ou de Sudeste. Figura Sistemas meteorológicos influentes no nordeste, Alagoas destacado de verde. Fonte: EMBRAPA, A interação dessa configuração de circulação atmosférica, com fatores geográficos locais, a exemplo da maritimidade, continentalidade, posição geográfica, relevo, entre outros, permite a existência de um tipo climático com três variações principais, o úmido, o subúmido (seco e úmido) e o árido (Figura 2.17). No mapa há quatro variações: úmido, semiárido, subúmido, árido e semiárido. A proximidade com a linha do equador, não permite uma significativa variação sazonal quanto à radiação solar e temperatura do ar. As médias térmicas anuais variam entre 23 e 28 no litoral e de 17 a 33 no sertão, EMBRAPA (2012). De acordo com as séries históricas de coleta de dados meteorológicos, o trimestre maio/junho/julho, apresenta-se como o mais chuvoso na maioria dos municípios alagoanos. Historicamente, de acordo com NASCIMENTO et al (2010) as médias pluviométricas são maiores na Mesorregião da Zona da Mata, com tendência a diminuição dos índices de precipitação à medida que se avança para o interior, onde o regime de chuvas é irregular e o nível de precipitação é baixo. Assim, com médias anuais acima de 1200 mm, na Zona da Mata é possível encontrar municípios de clima subúmido seco, a exemplo de Piaçabuçu/AL, localizado na porção sul do Estado com precipitação média de 1200 mm a 1300 mm. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 52

53 Figura Mapa de Classificação Climatológica, adaptado. Fonte: SEMARH, 2014 Ainda na porção oriental de Alagoas, encontram-se porções territoriais de clima subúmido úmido, a exemplo de municípios como Barra de São Miguel, São Miguel dos Campos (Região central da Mesorregião da Zona da Mata) e Porto Calvo, com médias que variam de 1400 mm a 1900 mm. Além de municípios de clima úmido, como Maceió, Maragogi e Marechal Deodoro, cujas médias variam de 1901 mm a 2400 mm. Na Mesorregião do Agreste, os níveis variam de 700 mm a 1200 mm. Predominam na região, cidades de clima semiárido como Traipu, Girau do Ponciano e Arapiraca, cujo índice de aridez transita na faixa de 0,21 e 0,50, de acordo com a classificação de THORNTWAITE (1941). Ainda registram-se municípios de clima subúmido como Quebrangulo, Paulo Jacinto e Mar Vermelho. Embora haja uma heterogeneidade na distribuição espacial das variações climáticas no Estado, na Mesorregião do Sertão Alagoano, cuja pluviosidade apresenta valores médios anuais abaixo de 600 mm, com seis a oito meses de seca, prevalecem aqui, os municípios de clima semiárido e árido, como Piranhas, Olho D água do Casado, Delmiro Gouveia, Pão de Açúcar e Canapi. Estes Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 53

54 municípios, de acordo com o Núcleo de Pesquisa de Hidrologia e Geomorfologia, da Universidade Estadual de Alagoas (2012), são os municípios com o maior número de meses secos. Não obstante, nessa faixa do território estadual, por conta da interação dos sistemas climáticos e fatores climáticos locais, notam-se áreas de clima subúmido nos municípios de Mata Grande, Inhapi, Água Branca e Pariconha, localizados na porção mais ocidental do Estado. 2.4 Geologia e Geomorfologia Segundo o Plano Estadual de Recursos Hídricos do Estado de Alagoas PERH/AL (2010), o Estado pode ser dividido em duas zonas geologicamente diferenciadas, uma localizada no litoral, classificada como zona costeira sedimentar, e outra, existente na região interior da referida unidade da federação, em direção fronteiriça entre Alagoas, Bahia e Pernambuco. Ainda de acordo com o referido plano, a zona costeira sedimentar (Figura 2.18), apesar de margear o litoral, por vezes estende-se ao interior, principalmente na região centro-sul do Estado. É importante ressaltar que as deposições sobre o embasamento, que originariam a bacia alagoas, remontam ao período do Paleozoico Superior. Contudo, as atuais feições geológicas, datam do final do período Terciário e início do Quaternário. Nesse interstício é que há a deposição da Formação Barreiras, onde há predominância de sedimentos quaternários fluviomarinhos que formam as dunas, aluviões e as restingas. BARBOSA (1985) reforça esse entendimento quando afirma que a evolução geológica da planície costeira do litoral alagoano está ligada as alterações no nível do mar, bem como, da variação de deposição de sedimentos fluviais. Figura 2.18 Processo erosivo, material friável da formação Barreiras, Barra de São Miguel/AL. Fonte: FLORAM, A porção interior do Estado distingue-se geologicamente do litoral, por apresentar formações que datam do Pré-cambriano em todas as suas fases. É comum a presença de afloramentos rochosos ígneos ou metamórficos oriundos do embasamento cristalino, ou do resultado das modificações intempéricas destes afloramentos (Figura 2.19). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 54

55 Figura Afloramento do embasamento cristalino, Girau do Itiúba/AL. Fonte: FLORAM, Geomorfologicamente, quatro unidades predominam no território estadual (PERH,2010), são elas: Pediplano Sertanejo: Onde a superfície encontra-se bastante dissecada pelos processos erosivos, com a presença de morros residuais com altitudes que margeiam os 500m, a exemplo da Serra da Mara Grande e Água Branca na área ocidental do Estado; Encosta meridional do Planalto da Borborema: Corresponde apenas a 1% do território, sendo possível encontrar altitudes que não raro, extrapolam os 600 (Figura 2.20); Planícies Aluviais: Áreas sujeitas a inundações devido a sua proximidade com os cursos d água. Estão localizadas ao longo dos rios no Estado, estendendo-se na planície litorânea e delta do São Francisco; Baixada litorânea: Compreende uma faixa de aproximadamente 25 km de largura, desde a fronteira com o Estado de Pernambuco até a foz do São Francisco, onde predominam tabuleiros areníticos cujas maiores elevações alcançam os 100m. Figura Elevações no relevo alagoano, Região do planalto da Borborema. Fonte: FLORAM, Cabe ressaltar que na unidade da baixada litorânea, encontram-se as planícies marinhas, fluviomarinhas e fluviolagunares. Estas áreas são de intensa dinâmica, por conta da interação de fatores continentais, atmosféricos, oceânicos, astronômicos e antrópicos, a exemplo das marés, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 55

56 ventos, correntes marinhas e ocupação humana no litoral, atores intervenientes no processo de formação morfológica desses ambientes (Figura 2.21). Figura Geologia do Estado de Alagoas. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 56

57 O mapa de relevo do Estado permite avaliar, que não há grandes altitudes, com raríssimas exceções, a exemplo da Serra de Santa Cruz com 844 m, localizada no município de Mata Grande, oeste do Estado (Figura 2.22). O PERH (2010), afirma ainda que aproximadamente 86% do território alagoano localiza-se em áreas abaixo de 300 m de altitude, 61% abaixo dos 200m e apenas 1% com elevações acima de 600m. Figura Mapa do relevo de Alagoas. Adaptado Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 57

58 2.5 Hidrografia De acordo com o Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH), o Estado de Alagoas possui 16 regiões hidrográficas definidas de acordo com resolução do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Essa regionalização é resultado do processo de pesquisas na área da cartografia digital e zoneamento do Estado, que identificou cerca de 50 áreas com drenagem independentes Classificação Hidrográfica de Alagoas As regiões hidrográficas apresentam diferenciações quando comparadas, principalmente com as zonas climáticas, nas áreas de delimitação de cada bacia. Assim, pode-se observar um sistema hídrico bastante diversificado, com presença de rios perenes, intermitentes, efêmeros ou ainda, lagoas e lagunas na porção litorânea do Estado (Figura 2.23). Figura Mapa da hidrografia do Estado de Alagoas. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 58

59 Na vertente de desembocadura atlântica, por conta da proximidade com o oceano e consequente influência do sistema climático dos ventos de leste, os rios são em sua grande maioria perenes, com variação em seu nível intrinsecamente ligada ao regime de chuvas na Região. Destaca-se aqui, o Rio Mundaú, Camaragibe, Coruripe, cujos nomes também são dados a regiões hidrográficas (Figura 2.24). Figura Mapa das Bacias Hidrográficas de Alagoas. Adaptado. Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 59

60 CARNEIRO (2004) aponta ainda, outra classificação para a hidrografia do Estado, a primeira seria o grupamento de Bacias do Atlântico Sul, trechos norte e nordeste, que tem o seu sistema de drenagem com desembocadura no oceano Atlântico. O outro grande grupamento seria o da Bacia do São Francisco, cujos rios deságuam no rio São Francisco, em seus mais de 200 km de extensão na Região fronteiriça com Sergipe Relevância das Regiões Hidrográficas para o Estado Por conta das condições climáticas e hídricas, as regiões de Mundaú, Coruripe e Camaragibe exercem uma enorme importância para a economia estadual, uma vez que o uso do solo está voltado para a monocultura da cana-de-açúcar que alimenta a indústria sucroalcooleira, além do cultivo de milho, feijão, mandioca entre outros produtos provenientes de agricultura de subsistência. Esse uso intenso do solo, ao longo das décadas tem acarretado sérias consequências no sistema hídrico do Estado, pois, a incessante irrigação aliada à ausência de manejo adequado do solo, tem permitido a instalação de processos erosivos, de forma a carrear sedimentos para o leito dos rios, promovendo o assoreamento destes. Outro aspecto é o uso contínuo de defensivos agrícolas que acumulados no solo e levado pelas águas das chuvas têm provocado mudanças na qualidade das águas nas bacias. Na vertente de desembocadura franciscana, há predominância de rios efêmeros e intermitentes, alimentados pelas chuvas sazonais. Esses exercem também, uma enorme influência socioambiental em escala local, inclusive, alguns deles contribuem com a rede de abastecimento para as cidades da Mesorregião do sertão alagoano. O uso de suas águas para a dessedentação animal e na agricultura familiar praticada sazonalmente é bastante comum e o manejo inadequado do solo, exploração mineral (extração de areia) e retirada das matas ciliares representam os maiores problemas existentes nessas regiões, pois, as chuvas torrenciais provocam aumento abrupto do nível das águas possibilitando assim a instalação de processos erosivos em suas margens Gestão das Águas Do ponto de vista de gestão, a Lei nº 5.965/97, estruturou o Sistema Estadual de Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos, que mediante a integração do órgão deliberativo e normativo central, órgão coordenador do sistema, órgão gestor vinculado à secretaria de planejamento, unidade executora do sistema estadual dos recursos hídricos e órgãos setoriais deliberativos e normativos, buscam implantar e gerenciar as políticas e diretrizes presentes do Plano Estadual de Recursos Hídricos Comitês de Bacias Estaduais Os Comitês de Bacias Hidrográficas foram previstos a partir da publicação da Resolução nº 5/2000, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) visando implementar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, tendo a bacia hidrográfica como unidade básica de planejamento territorial e de uso e ocupação do solo, bem como estabelecer instrumentos de gestão das águas como outorga e enquadramento dos rios. Dos órgãos setoriais destacam-se os comitês de bacias, segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas SEMARH/AL, no Estado existem cinco comitês, são eles: Comitê de Bacia da Região Hidrográfica do Piauí, Comitê de Bacia da Região Hidrográfica São Miguel, Comitê de Bacia da Região Hidrográfica Pratagy, Comitê de Bacia da Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 60

61 Região Hidrográfica Coruripe e Comitê de Bacia da Região Hidrográfica CELMM (Quadro 2.1). Quadro Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado de Alagoas. Comitê Comitê de Bacia da Região Hidrográfica Coruripe Comitê de Bacia da Região Hidrográfica Pratagy Comitê de Bacia da Região Hidrográfica Piauí Comitê de Bacia da Região Hidrográfica CELMM Comitê de Bacia da Região Hidrográfica São Miguel Data Criação Área Aproximada (km²) 04/08/ /03/ ,3 09/08/ ,2 28/12/ /05/ ,8 Municípios Integrantes da Bacia Hidrográfica Arapiraca, Belém, Campo Alegre, Coité do Noia, Coruripe, Craíbas, Estrela de Alagoas, Feliz Deserto, Igaçi,, Junqueiro, Limoeiro de Anadia, Mar Vermelho, Palmeira dos Índios, Paulo Jacinto, Piaçabuçu, Quebrangulho, Tanque D Arca, Taquarama e Teotônio Vilela; Barra de Santo Antonio, Flexeiras, Maceió, Messias, Murici, Paripueira e Rio Largo; Arapiraca, Campo Grande, Coruripe, Feira grande, Feliz Deserto, Giral do Pociano, Igreja Nova, Junqueiro, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, Olho D água Grande, Penedo, Piaçabuçu, Porto Real do Colégio, São Brás, São Sebastião, Teotônio Vilela, Traipú. Anadia, Barra de São Miguel, Belém, Boca da Mata, Campo Alegre, Coruripe, Junqueiro, Limoeiro de Anadia, Mar Vermelho, Marechal Deodoro, Maribondo, Roteiro, São Miguel dos Campos, Tanque D'arca, Taquarana e Teotônio Vilela; Outorga como Instrumento de Gestão Rios Integrantes da Bacia Hidrográfica rio Conduípe, riacho da Barra, rio Coruripe, rio Adriana. rio Reginaldo, rio Jacarecica, rio Pratagy, rio Meirim, rio Sapucaí. rio Tibiri, rio Itiúba, rio Boacica, rio Perucaba, rio Piauí, rio Batinga; rio Poxim, rio Jequiá, riacho Tabuada, rio São Miguel, rio Niquim. A Política Nacional dos Recursos Hídricos (PNRH) (Lei nº 9.433/1997) estabelece que a água é um bem público, recurso natural limitado, dotado de valor econômico, devendo ser cobrado o uso de recursos hídricos sujeitos à outorga. Assim, a outorga é um ato administrativo no qual o poder público (União ou Estado) faculta ao usuário o direito de uso da água sendo diferente da cobrança pelo uso, entretanto, estes dois instrumentos juntos possibilitam a gestão mais eficiente dos recursos hídricos. Em 11 de novembro de 1997, o Estado assumiu um importante compromisso no que se refere ao Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 61

62 setor de recursos hídricos, promulgando a Lei Estadual nº 5.965/97, a qual dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e institui o Sistema Estadual de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos. Embora o instrumento da outorga esteja previsto na Política Estadual de Recursos Hídricos (PERH), instituída no ano de 1997, apenas em 2001, iniciou-se a sua implementação nos mananciais de competência do Estado de Alagoas, através de sua regulamentação pelo Decreto nº 06, de 23 de janeiro de Após mudança de nome, o órgão gestor do sistema estadual de recursos hídricos é a Secretaria Executiva de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais (SEMARHN). O Estado de Alagoas vem encontrando dificuldades na implantação de um dos Instrumentos de Gestão da sua Política de Recursos Hídricos, que é a outorga de direito de uso da água, destacandose: a) a falta de informações necessárias sobre as águas superficiais e, principalmente, subterrâneas no que se refere à disponibilidade hídrica e demanda pelo seu uso nas suas diversas bacias hidrográficas; b) as limitações de infraestrutura física (p.e. a inexistência de viaturas) impedindo maiores avanços nos estudos e busca das informações necessárias, bem como dificultando enormemente a fiscalização e controle dos usuários; c) a falta de divulgação, educação e disciplina, buscando conscientizar os usuários da importância desse instrumento como medida de gestão pelo uso racional da água. Essas dificuldades impõem tomadas de atitudes pelo órgão gestor do Estado na busca por sua estruturação e capacitação técnica, obtendo, assim, condições de aplicação da legislação e do poder de fiscalização de sua competência (BUARQUE et al, 2002) Enquadramento dos Corpos D água em Alagoas A PNRH estabelece como um de seus objetivos assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos. Assim, a PNRH estabelece o enquadramento dos corpos d água como um dos instrumentos para a gestão dos recursos hídricos visando o estabelecimento de nível de qualidade (classes) a ser alcançado e/ou mantido em um segmente de corpo d água ao longo do tempo. A classe do enquadramento de um corpo d água deve ser definida em um pacto acordado pela sociedade, levando em conta as prioridades de uso da água. Ressalta-se ainda que o enquadramento é referência para os outros instrumentos de gestão de recursos hídricos (outorga e cobrança) e instrumentos de gestão ambiental (licenciamento e monitoramento). De acordo com o PERH (2010), quanto ao enquadramento o órgão central do Sistema Estadual de Meio Ambiente a SEMARH/AL realizou o enquadramento da bacia hidrográfica do rio Coruripe, a partir de metodologia validada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos e na resolução CONAMA nº 375/05. No âmbito de ações federais em território estadual, a Agência Nacional das Águas (ANA) realizou o enquadramento da Lagoa Mundaú e a proposta para classificação de enquadramento de corpos hídricos contribuintes de afluentes para o rio Mundaú, que é de classificação federal. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 62

63 2.6 Cobertura Vegetal Segundo o PERH, a vegetação do Estado de Alagoas é formada por Formações Florestais (Floresta Ombrófila Aberta e Densa, Floresta Estacional), Vegetação de tensão (Estepe/Floresta Estacional/Savana), Floresta Caducifólia (Caatinga Aberta e Densa) e Áreas de formações pioneiras com atividades agrícolas e/ou influência marinha (Quadro 2-2 e Figura 2.26). Tais fitofisionomias são características dos biomas Caatinga e Mata Atlântica. Quadro Percentual do tipo de vegetação no Estado de Alagoas. Tipo Área (%) Floresta Ombrófila Aberta - Vegetação Secundaria e Atividades Agrícolas 25,84 Áreas de Tensão Ecológica - Estepe / Floresta Estacional 18,93 Estepe - Atividades Agrícolas 16,80 Floresta Estacional Semidecidual - Vegetação Secundaria e Atividades Agrícolas 13,77 Floresta Ombrófila Densa - Vegetação Secundária e Atividades Agrícolas 7,91 Estepe - Caatinga Arbórea Densa 6,28 Estepe - Caatinga Arbórea Aberta 5,69 Áreas das Formações Pioneiras - Atividades Agrícolas 3,04 Áreas de Tensão Ecológica - Savana / Floresta Estacional 0,32 Áreas das Formações Pioneiras - Influência Fluviomarinha 0,12 O bioma da Caatinga (Savana Estépica) caracteriza se por uma vegetação de porte médio a baixo, tipicamente tropófila (decídua) rica de espinhos, na qual se interpõem Cactáceas e Bromeliáceas. Este bioma compreende duas subzonas: o agreste e o sertão (ANDRADE LIMA, 2007). A vegetação desta subzona atende aos requisitos que caracterizam a Caatinga, como por exemplo, presença de espécies decíduas com espinhos e abundância de Cactáceas e Bromeliáceas. No agreste ocorrem as Florestas Ombrófilas ou Estacionais, os brejos de altitude (RODAL et al. 1998) e diferentes fitofisionomias da vegetação caducifólia espinhosa variando de arbustiva, nas áreas mais secas, à arbórea, nas áreas com maior disponibilidade hídrica (ALCOFORADO-FILHO et al. 2002). Tais coberturas são diversificadas por razões climáticas, edáficas, topográficas e antrópicas. A Figura 2.25 evidência as características da vegetação do bioma Caatinga. Figura Caatinga alagoana durante período chuvoso, Porto Real do Colégio/AL. Fonte: FLORAM, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 63

64 Em relação ao bioma Mata Atlântica, estima-se que apenas 6,04 % do território alagoano possui vegetação com características deste bioma. A flora da Mata Atlântica, assim como nos demais Estados brasileiros, destaca-se pelo elevado número de espécies, com o predomínio das angiospermas. As árvores e arbustos são responsáveis pela exuberância fisionômica da Mata Atlântica, mas nesse ambiente destacam-se também as plantas epífitas, como bromélias e orquídeas, além de trepadeiras e lianas. A Figura 2.27 evidência as características da vegetação do bioma Mata Atlântica. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 64

65 UL TA NS CO PA RA O SÃ ER Figura 2.26 Mapa de vegetação do Estado de Alagoas. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 65

66 Figura Fragmento de Mata Atlântica, Flexeiras/AL. Fonte: FLORAM (2014). Ainda de acordo com o PERH, o Estado de Alagoas é dividido em seis regiões ambientais: Agreste, Baixo São Francisco, Litoral, Sertão, Sertão do São Francisco e Zona da Mata (Quadro 2-3). As regiões do Sertão e Bacia Leiteira estão inseridas nas regiões ambientais do Sertão e Sertão do São Francisco. Já a Região do Agreste abrange a Região ambiental de mesmo nome. A Região Sul e Zona da Mata estão inseridas nas regiões ambientais do Baixo São Francisco e Zona da Mata, respectivamente. Enquanto as regiões Metropolitana e Litoral abrangem a Região ambiental do Litoral conforme é mostrado no Quadro 2-3. Quadro Regiões ambientais de acordo com as regiões definidas no Plano Estadual de Resíduos Sólidos - PERS. Regiões Segundo o PERS Municípios Regiões Ambientais Região Metropolitana Alagoana Região da Zona da Mata Alagoana Barra de Santo Antônio Coqueiro Seco Maceió Marechal Deodoro Messias Paripueira Pilar Rio Largo Santa Luzia do Norte Satuba Atalaia Branquinha Cajueiro Capela Chã Preta Ibateguara Mar Vermelho Murici Paulo Jacinto Pindoba Litoral Litoral Litoral Litoral Zona da Mata Litoral Litoral Zona da Mata Litoral Litoral Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 66

67 Quadro Regiões ambientais de acordo com as regiões definidas no Plano Estadual de Resíduos Sólidos - PERS. Regiões Segundo o PERS Municípios Regiões Ambientais Região do Litoral Norte de Alagoas Região Sul do Estado de Lagoas Região do Agreste alagoano Santana do Mundaú São José da Laje União dos Palmares Viçosa Campestre Colônia Leopoldina Flexeiras Jacuípe Japaratinga Joaquim Gomes Jundiá Maragogi Matriz de Camaragibe Novo Lino Passo de Camaragibe Porto Calvo Porto de Pedras São Luís do Quitunde São Miguel dos Milagres Anadia Barra de São Miguel Boca da Mata Campo Alegre Coruripe Feliz Deserto Igreja Nova Jequiá da Praia Penedo Piaçabuçu Porto Real do Colégio Roteiro São Miguel dos Campos Teotônio Vilela Arapiraca Belém Campo Grande Coité do Nóia Craíbas Estrela de Alagoas Feira Grande Girau do Ponciano Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Litoral Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Zona da Mata Litoral Zona da Mata Litoral Agreste Litoral Zona da Mata Agreste Litoral Baixo São Francisco Baixo São Francisco Litoral Baixo São Francisco Baixo São Francisco Baixo São Francisco Litoral Litoral Zona da Mata Agreste Agreste Zona da Mata Agreste Agreste Agreste Agreste Agreste Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 67

68 Quadro Regiões ambientais de acordo com as regiões definidas no Plano Estadual de Resíduos Sólidos - PERS. Regiões Segundo o PERS Municípios Regiões Ambientais Bacia Leiteira Região do Sertão Alagoano Igaci Junqueiro Lagoa da Canoa Limoeiro de Anadia Maribondo Minador do Negrão Olho dágua Grande Palmeira dos Índios Quebrangulo São Brás São Sebastião Tanque darca Taquarana Traipu Batalha Belo Monte Cacimbinhas Carneiros Dois Riachos Jacaré dos Homens Jaramataia Major Isidoro Maravilha Monteirópolis Olho dágua das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Pão de Açúcar Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera Senador Rui Palmeira Água Branca Canapi Delmiro Gouveia Inhapi Mata Grande Olho dágua do Casado Pariconha Piranhas Agreste Zona da Mata Agreste Agreste Zona da Mata Sertão Sertão do São Francisco Agreste Agreste Sertão do São Francisco Zona da Mata Agreste Agreste Sertão do São Francisco Sertão Sertão do São Francisco Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão do São Francisco Sertão do São Francisco Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão Sertão do São Francisco Sertão Sertão Sertão do São Francisco Sertão Sertão do São Francisco Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 68

69 Devido à ocupação urbana e agrícola ao longo dos anos, as áreas da vegetação dos biomas Caatinga e Mata Atlântica encontram-se degradadas e fragmentadas. Em todo o Estado, é comum a intensa antropização, com poucos remanescentes significativos da vegetação original. A antropização da vegetação nativa está associada à extração de madeira para obtenção de energia, formação de pastagens e queimadas, ações comuns para sustentação das atividades econômicas predominantes em todo o Estado de Alagoas. O cultivo de cana-de-açúcar, juntamente com todas as implicações que lhe é peculiar, como uso do fogo para a colheita, desmatamento, uso intenso de defensivos agrícolas e fertilizantes, representa a principal ameaça para as poucas manchas de Mata Atlântica existentes no Estado de Alagoas. Além disso, o turismo, a ocupação urbana, extração mineral também contribuem na acentuação dos problemas ambientais existentes. 2.7 Unidades de Conservação Unidade de Conservação (UC) é um espaço territorial com características naturais relevantes e limites definidos, instituído pelo poder público para garantir a proteção e conservação dessas características naturais. A criação de UC pelo poder público, enquanto espaço especialmente protegido, tem respaldo na Constituição Federal (Artigo 225, parágrafo 1º, inciso III), na Lei nº de 31/08/1981 (inciso IV) e ainda é objeto de uma lei específica: a Lei nº de 18/07/2000 que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) que foi regulamentado pelo Decreto nº de 22/08/2002. O SNUC é composto pelo conjunto de unidades de conservação federais, estaduais, municipais e particulares, distribuídas em dois grupos de acordo com as suas características específicas: Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável. Assim, os grupos propostos pelo SNUC diferenciam quanto à forma de proteção e uso permitidos. As Unidades de Proteção Integral apresentam usos restritos por sua fragilidade e particularidades ambientais, ao passo que os recursos naturais das Unidades de Uso Sustentável podem ser utilizados de forma direta e sustentável e, ao mesmo tempo serem conservados. De acordo com o Projeto de Redução da Pobreza e Inclusão Produtiva do Estado de Alagoas (PREPI) elaborado pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (SEPLANDE), no Estado existem 53 Unidades de Conservação (Quadro 2.2) sendo, 41 de Uso Sustentável e 10 de Proteção Integral, 02 Unidades de Conservação ainda estão em período de análise. Entre as Unidades de Proteção Integral estão 1 Estação Ecológica (ESEC), 4 Parques Municipais, 01 Refúgio da Vida Silvestre (RVS), 02 Reservas Ecológicas (RESEC), 01 Reserva Biológica (REBIO) e 1 Monumento Natural (MONA). Já entre as Unidades de Uso sustentável figuram 08 Áreas de Proteção Ambiental (APAs), 01 Área de Preservação e Permanente, 01 Reserva Extrativista (RESEX) e 31 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPNNs). Quadro 2.2 Unidades de Conservação no Estado de Alagoas. Nome RPPN Tocaia Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 69 Classificação / status Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Grupo Jurisdição Município Uso Sustentá vel Estadual Santana do Ipanema Data de Criação 09/10/20 08 Órgão Gestor Área (km²) Perím etro (km) RPPN Santa Fé Uso Sustentá Estadual Tanque D'arca 21/11/20 08 IMA 0,023 0,614 IMA 0,180 2,767 Bioma Caating a Mata Atlânti

70 Quadro 2.2 Unidades de Conservação no Estado de Alagoas. Nome RPPN Planalto RPPN Madeiras RPPN Jader Ferreira Ramos RPPN Estância São Luiz RPPN Canada RPPN Cachoeira RPPN Verde RPPN Placas RPPN Cruz Aldeia Vera RPPN Fazenda Rosa do Sol RPPN Reserva de Gulandin RPPN Fazenda São Pedro RPPN Fazenda Santa Tereza MONA Rio São Francisco Classificação / status Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Monumento Natural Grupo Jurisdição Município vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Proteção Integral Estadual Estadual Estadual Estadual Estadual Estadual Estadual Estadual Federal Federal Federal Federal Federal Federal Penedo Junqueiro Santana do Ipanema Santana do Ipanema Mar Vermelho Tanque Darca Maceió Paripueira Chã Preta Barra de São Miguel Teotonio Vilela Pilar Atalaia Delmiro Gouveia, OlhoD'água do Casado e Piranhas Data de Criação 10/11/ /04/ /11/ /03/ /06/ /11/ /06/ /06/ /07/ /11/ /09/ /02/ /09/20 01 Órgão Gestor Área (km²) Perím etro (km) IMA 1,503 7,541 IMA 1,215 8,443 IMA 0,449 3,500 IMA 0,014 0,759 IMA 0,085 1,645 IMA 0,350 4,014 IMA 0,198 3,195 IMA 2,076 17,270 ICMbio 1,901 5,982 ICMbio 0,429 3,495 ICMbio 0,408 3,954 ICMbio 0,777 4,464 ICMbio 1,469 8,634 REBIO Talhada Pedra Reserva Biológica Proteção Integral Federal Quebrangulo 05/06/ /12/19 89 ICMbio 274, ,32 2 ICMbio 38,402 30,708 Bioma ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Caating a Caating a Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Caating a Mata Atlânti ca Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 70

71 Quadro 2.2 Unidades de Conservação no Estado de Alagoas. Nome APP IBAMA RESEX da Praia Jequiá APA Costa dos Corais Parque Municipal Marinho Paripueira Parque Municipal Maceió APA Poxim de de APA Catolé e Fernão Velho APA Murici APA Pratagy Classificação / status Área de Preservação Permanente Reserva Extrativista Área de Proteção Ambiental Parque Parque Área de Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental Grupo Jurisdição Município Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Proteção Integral Proteção Integral Uso Sustent ável Uso Sustent ável Uso Sustent ável Uso Sustent ável Federal Federal Federal Maceió Jequiá da Praia Barra de Santo Antonio,Japaratin ga, Maceió,Maragogi, Passo decamaragibe. Data de Criação 20/11/ /09/ /10/19 97 Municipal Paripueira 06/1993 Municipal Municipal Estadual Estadual Estadual Taborda Em Análise -- Estadual RVS Craúna Parque Municipal Bananeiras Refugio de Vida Silvestre Parque Proteçã o Integral Proteçã o Integral Estadual Municipal Maceió Coruripe Coqueiro Seco, Maceió, Santa Luzia do Norte e Satuba Branquinha, Colônia L, Flecheiras, Ibateguara, Joaquim G, Messias, Murici Maceió, Messias, Murici e Rio Largo São Jose da Tapera Água Branca Arapiraca 27/06/ /12/ /05/ /03/ /06/ /01/2 012 Órgão Gestor Área (km²) Perím etro (km) ICMbio 1,005 7,781 ICMbio 105,193 ICMbio Secretaria Municipa l de Meio Ambiente Secretaria Municipa l de Meio Ambiente Secretari a Municip al de Meio Ambient e 4.148,62 2 IMA 38,173 IMA 114, , ,402 23,729 1,288 8,394 0,231 1, ,3 28 IMA 214,175 IMA 17,727 IMA 11,168 Secretari a Municip al de Meio Ambient e Secretari a Municip al de 35, , , , ,17 9 0,111 1,659 Parque do Sino Pedra Parque Proteçã o Municipal Integral Piranhas 0,223 1,930 Bioma Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Caatin ga Caatin ga Caatin ga Caatin ga Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 71

72 Quadro 2.2 Unidades de Conservação no Estado de Alagoas. Nome RESEC Manguezais da Lagoa do Roteiro APA Rita Santa APA Marituba do Peixe APA Piacabucu RPPN Lobo RPPN Pereira ESEC Murici RPPN D água Lula Vila RPPN Boa Sorte RPPN Maria Santa RPPN Osvaldo Timóteo RPPN Toboga RPPN Triunfo RPPN Cachoeira Classificação / status Reserva Ecológica Área de Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Estação Ecológica Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Grupo Jurisdição Município Proteçã o Integral Uso Sustent ável Uso Sustent ável Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Proteção Integral Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Estadual Estadual Estadual Federal Federal Federal Federal Estadual Estadual Estadual Estadual Estadual Estadual Barra de São Miguel e Roteiro Coqueiro Seco, Maceió e Marechal Deodoro Piacabuçu, Penedo e Feliz Deserto Feliz Deserto e Piacabucu Feliz Deserto Feliz Deserto Flexeiras, Messias e Murici Murici Murici Murici São Jose da Lage Maceió Japaratinga Data de Criação 03/06/ /12/ /03/ /06/ /09/ /09/ /05/ /11/ /11/ /11/ /11/ /11/ /11/20 09 Órgão Gestor Meio Ambient e IMA Área (km²) 7.873,0 00 IMA 98,439 IMA 191,471 Perím etro (km) 23, , ,3 57 ICMbio 93,574 50,361 ICMbio 2,191 29,962 ICMbio 0,769 3,564 ICMbio 62,923 64,633 IMA 0,355 2,565 IMA 0,417 3,133 IMA 0,094 1,651 IMA 0,229 1,893 IMA 0,010 0,464 IMA 1,489 8,370 RPPN Bosque Uso Sustentá vel Estadual Estadual Maragogi Maragogi 10/11/ /11/20 09 IMA 2,254 16,233 IMA 3,423 24,739 Bioma Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 72

73 Quadro 2.2 Unidades de Conservação no Estado de Alagoas. RPPN Seguro Nome Porto RESEC Saco da Pedra Classificação / status Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Ecológica Grupo Jurisdição Município Uso Sustentá vel Proteção Integral Estadual Estadual Caiçara Em Análise - Estadual RPPN Abdon Marques RPPN Alegre Jose Malta Porto RPPN Papa Mel RPPN Estrela do Sul RPPN Jaqueira Fonte: SEPLANDE, Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Reserva Particular do Patrimônio Nacional Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Uso Sustentá vel Estadual Estadual Estadual Estadual Porto de Pedras e Matriz do Camaragibe Marechal Deodoro e Maceió Maravilha, Poço das Trincheiras e Ouro Branco Ouro Branco Colônia Leopoldina e Novo Lino Colônia Leopoldina e Novo Lino Colônia Leopoldina Data de Criação 10/11/ /06/ /03/20 09 Órgão Gestor Área (km²) Perím etro (km) IMA 0,295 5,087 IMA 90,171 10,267 IMA 798, ,99 9 IMA 0,275 2,244 IMA 0,528 7,536 IMA 0,275 4,766 IMA 0,525 7,190 Estadual Novo Lino IMA 3,396 22,331 Bioma Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Caating a Caating a Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Mata Atlânti ca Com base na análise do levantamento dos aspectos fisográficos do Estado é possível inferir que houve uma maior urbanização das regiões. O uso e ocupação dos solos desordenados exercem fortes pressões sobre os recursos naturais, aumentando as áreas ocupadas. A urbanização também aumenta o consumo e consequentemente a quantidade de resíduos gerados. Devido à falta de serviços de limpeza e coleta, estes resíduos sólidos são dispostos em lugares inadequados, causando a contaminação do solo, ar e recursos hídricos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 73

74 3 CARACATERIZAÇÂO SOCIOECONÔMICA De acordo com o último censo demográfico realizado em 2010 pelo (IBGE), Alagoas possuía habitantes, o que corresponde a aproximadamente 5,9% da população da Região Nordeste e 1,6% em relação à população do Brasil. Quadro 3-1 População do País, Região Nordeste e Estado de Alagoas. Fonte: IBGE (2010). País/Região/Estado População (habitantes) Total Urbana Rural Brasil Nordeste Alagoas Nota-se que a população do estado é predominantemente urbana com habitantes residindo nas cidades alagoanas e habitantes residindo na área rural. O predomínio da população residente em áreas urbanas acompanha a tendência do país e da região Nordeste em função do acelerado processo de êxodo rural intensificado nas últimas três décadas em Alagoas. A Figura 3.1e Quadro 3-2 apresentam a distribuição dos municípios do estado de Alagoas em função do número de habitantes. Quadro 3-2- Quantidade de municípios de acordo com a faixa populacional Numero de municícios para população total Numero de municícios para população urbana Numero de municícios para população rural 0 a 20 (mil habitantes) > 20 a 50 (mil habitantes) > 50 a 200 (mil habitantes) > 200 (mil habitantes) No âmbito econômico buscando fomentar o desenvolvimento regional foram criadas 08 regiões metropolitanas (Quadro 3-3). Essas regiões foram criadas com o intuito de facilitar a integração regional, bem como promover a melhoria da gestão do desenvolvimento urbano através de políticas públicas definidas em conjunto. Em relação ao PIB Produto Interno Bruto, em 2010 o Estado de Alagoas apresentou um PIB de R$ 24,5 bilhões e teve o 5º maior crescimento do PIB em relação aos demais Estados nordestinos. Desse total, R$ 21,9 bilhões foram provenientes do VA (Valor Acumulado) e R$ 2,6 bilhões referentes à arrecadação de impostos. Entre os três setores que agregam as atividades econômicas destacam-se o setor de serviços com 72,1% do VA do PIB seguido pela indústria com 21,2%. Por último aparece a agropecuária com 6,7% do PIB estadual (IBGE, 2010). No ano de 2009, o Estado de Alagoas obteve o terceiro menor PIB per capita em comparação com a média nordestina (R$ 9.561,00) e nacional (R$ ,00), superior apenas aos Estados do Piauí (R$ 7.072,80) e Maranhão (R$ 6.888,60) (IBGE, 2010). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 74

75 Figura 3.1- Mapa da População, Alagoas. Adaptado Fonte: IBGE, Quadro 3-3 Regiões Metropolitanas do Estado de Alagoas. Região Metropolitana Região Metropolitana do Agreste Lei de Criação Ano Lei Complementar Municípios Mesorregião Microrregião Arapiraca Agreste Alagoano Arapiraca Belém Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Campo Grande Agreste Alagoano Arapiraca Coité do Nóia Agreste Alagoano Arapiraca Craíbas Agreste Alagoano Arapiraca Estrela de Alagoas Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Feira Grande Agreste Alagoano Arapiraca Girau do Ponciano Agreste Alagoano Arapiraca Igaci Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Jaramataia Sertão Alagoano Batalha Junqueiro Leste Alagoano São Miguel dos Campos Lagoa da Canoa Agreste Alagoano Arapiraca Limoeiro de Agreste Alagoano Arapiraca Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 75

76 Quadro 3-3 Regiões Metropolitanas do Estado de Alagoas. Região Metropolitana Região Metropolitana do Vale do Paraíba Região Metropolitana da Zona da Mata Região Metropolitana de Palmeira dos Índios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 76 Lei de Criação Ano Lei Complementar Lei Complementar Lei Complentar Municípios Mesorregião Microrregião Anadia Olho d Água Agreste Alagoano Grande Palmeira dos Índios Agreste Alagoano Traipu São Brás Agreste Alagoano Traipu São Sebastião Agreste Alagoano Arapiraca Palmeira dos Índios Tanque D Arca Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Taquarana Agreste Alagoano Arapiraca Traipu Agreste Alagoano Traipu Mar Vermelho Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Quebrangulo Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Paulo Jacinto Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Anadia Leste Alagoano São Miguel dos Campos Boca da Mata Leste Alagoano São Miguel dos Campos Chã Preta Leste Alagoano Serrana dos Quilombos Pindoba Leste Alagoano Serrana dos Quilombos Viçosa Leste Alagoano Serrana dos Quilombos Cajueiro Leste Alagoano Mata Alagoana Capela Leste Alagoano Mata Alagoana Branquinha Leste Alagoano Mata Alagoana Campestre Leste Alagoano Mata Alagoana Colônia Leopoldina Leste Alagoano Mata Alagoana Flexeiras Leste Alagoano Mata Alagoana Jacuípe Leste Alagoano Mata Alagoana Joaquim Gomes Leste Alagoano Mata Alagoana Jundiá Leste Alagoano Mata Alagoana Matriz de Camaragibe Leste Alagoano Mata Alagoana Murici Leste Alagoano Mata Alagoana Novo Lino Leste Alagoano Mata Alagoana Porto Calvo Leste Alagoano Mata Alagoana São José da Lage Leste Alagoano Serrana dos Quilombos Ibateguara Leste Alagoano Serrana dos Quilombos União dos Palmares Leste Alagoano São Luís do Agreste Alagoano Quitunde Santana do Mundaú Leste Alagoano Serrana dos Quilombos Mata Alagoana Serrana dos Quilombos Estrela de Alagoas Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Igaci Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Cacimbinhas Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Minador do Negrão Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Belém Agreste Alagoano Palmeira dos Índios Major Isidoro Sertão Alagoano Batalha Palmeira dos Índios Sertão Alagoano Santana do Ipanema

77 Quadro 3-3 Regiões Metropolitanas do Estado de Alagoas. Região Metropolitana Região Metropolitana de Caetés Região Metropolitana do Sertão Região Metropolitana do Médio Sertão Região Metropolitana de Maceió Lei de Criação Ano Lei Complementar Lei Complementar Lei Complementar Lei Complementar Municípios Mesorregião Microrregião São Miguel dos Campos Leste Alagoano Maceió Campo Alegre Leste Alagoano São Miguel dos Campos Coruripe Leste Alagoano São Miguel dos Campos Roteiro Leste Alagoano São Miguel dos Campos Teotônio Vilela Leste Alagoano São Miguel dos Campos Delmiro Gouveia Olho d'água do Casado Sertão Alagoano Sertão Alagoano Alagoana do Sertão do São Francisco Alagoana do Sertão do São Francisco Piranhas Sertão Alagoano Alagoana do Sertão do São Francisco Inhapi Sertão Alagoano Serrana do Sertão Alagoano Mata Grande Sertão Alagoano Serrana do Sertão Alagoano Pariconha Sertão Alagoano Serrana do Sertão Alagoano Água Branca Sertão Alagoano Serrana do Sertão Alagoano Carneiros Sertão Alagoano Santana do Ipanema Dois Riachos Sertão Alagoano Santana do Ipanema Maravilha Sertão Alagoano Santana do Ipanema Ouro Branco Sertão Alagoano Santana do Ipanema Poço Trincheiras Senador Palmeira das Rui Olho D'Água das Flores Sertão Alagoano Sertão Alagoano Sertão Alagoano Santana do Ipanema Santana do Ipanema Batalha Olivença Sertão Alagoano Batalha Santana do Ipanema Leste Alagoano Serrana dos Quilombos Barra de Santo Antônio Leste Alagoano Maceió Barra de São Miguel Leste Alagoano Maceió Coqueiro Seco Leste Alagoano Maceió Maceió Leste Alagoano Maceió Marechal Deodoro Leste Alagoano Maceió Paripueiro Leste Alagoano Maceió Pilar Leste Alagoano Maceió Rio Largo Leste Alagoano Maceió Satuba Leste Alagoano Maceió Atalaia Leste Alagoano Mata Alagoana Messias Leste Alagoano Mata Alagoana Santa Luzia do Norte Agreste Alagoano Maceió Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 77

78 O IDH Índice de Desenvolvimento Humano do Estado em 2010, foi de 0,631 apresentando um crescimento em relação ao valor de 2000 que era 0,471. No entanto, apesar dos avanços, o desenvolvimento do Estado ainda é mais baixo que o do País, que, em 2010, apresentou IDH de 0,727. Em 2013 Alagoas ocupa a 27ª posição entre as 27 unidades federativas brasileiras segundo o IDH (Atlas de Desenvolvimento Humano, 2013). A renda per capita do Estado foi de R$ 432,56 em A taxa média anual de crescimento entre 2000 e 2010 é de 51,62%, mas apesar de Alagoas ter apresentado crescimento econômico nas últimas décadas, a distribuição de renda dentro do Estado ainda é insatisfatória. A proporção de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00 (a preços de agosto de 2010), era de 34,29%, em 2010 (Atlas de Desenvolvimento Humano, 2013). A seguir será a apresentada a caracterização socioeconômica das sete regiões que integram o PERS. 3.1 Região do Agreste Alagoano A região Agreste do estado de Alagoas, têm como municípios mais populosos, segundo o Censo do IBGE, 2010, Arapiraca, que chega a ser considerada a capital da região e até mesmo a segunda capital do estado, seguida de Palmeira dos Índios, Girau do Ponciano e São Sebastião, respectivamente. As atividades econômicas predominantes na região são: o comércio, a agricultura, a pecuária e também a prestação de serviços e o artesanato, que são atividades muito comuns na região. Contudo, a atividade de maior peso na região é o comercio, que é uma tendência advinda do principal município do agreste alagoano, Arapiraca, que é também o principal polo comercial da região Produto Interno Bruto A Região do Agreste Alagoano é composta por 20 municípios, cuja a soma do PIB destes, referente ao ano de 2011 correspondeu a 13,55% do PIB do Estado de Alagoas (Quadro 3-4). O município que mais se destaca nesta Região é Arapiraca, que ocupa o 2º lugar no ranking estadual e 1º lugar no ranking regional em relação ao PIB obtido para o ano de 2011, seguido pelo município de Palmeira dos Índios que o ocupa o 2º lugar no ranking do PIB da Região do Agreste Alagoano e o 8º lugar no ranking do PIB Estadual. Quadro 3-4 PIB dos municípios da Região do Agreste Alagoano em relação ao Estado de Alagoas ano de Nome do Município Produto Interno Bruto a preços correntes (R$ 1.000) Ranking do PIB - Estado de Alagoas Percentual do PIB municipal em relação ao PIB total da Região do Agreste Alagoano Percentual do PIB municipal em relação ao PIB total do Estado de Alagoas Arapiraca R$ ,00 2º 56,20% 7,62% Belém R$ ,00 98º 0,54% 0,07% Campo Grande R$ ,00 85º 0,88% 0,12% Coité do Nóia R$ ,00 79º 0,98% 0,13% Craíbas R$ ,00 42º 2,15% 0,29% Estrela de Alagoas R$ ,00 59º 1,67% 0,23% Feira Grande R$ ,00 48º 2,08% 0,28% Girau do Ponciano R$ ,00 28º 3,29% 0,45% Igaci R$ ,00 36º 2,45% 0,33% Lagoa da Canoa R$ ,00 54º 1,75% 0,24% Limoeiro de Anadia R$ ,00 33º 2,57% 0,35% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 78

79 Quadro 3-4 PIB dos municípios da Região do Agreste Alagoano em relação ao Estado de Alagoas ano de Nome do Município Produto Interno Bruto a preços correntes (R$ 1.000) Ranking do PIB - Estado de Alagoas Percentual do PIB municipal em relação ao PIB total da Região do Agreste Alagoano Percentual do PIB municipal em relação ao PIB total do Estado de Alagoas Maribondo R$ ,00 56º 1,72% 0,23% Minador do Negrão R$ ,00 95º 0,65% 0,09% Olho d'água Grande R$ ,00 99º 0,50% 0,07% Palmeira dos Índios R$ ,00 8º 12,03% 1,63% Quebrangulo R$ ,00 65º 1,51% 0,20% São Sebastião R$ ,00 21º 4,29% 0,58% Tanque d'arca R$ ,00 97º 0,65% 0,09% Taquarana R$ ,00 49º 2,05% 0,28% Traipu R$ ,00 50º 2,04% 0,28% Total do PIB da Região do Agreste Alagoano R$ ,00-13,55% Alagoas R$ , De modo geral, observa-se comportamento ascendente do PIB no período entre os anos de 2000 a 2011, nos municípios da Região do Agreste Alagoano, conforme apresentado na Figura 3.2 e no Quadro 3-5. O comportamento do PIB da Região do Agreste Alagoano, ao longo do período em análise, sofreu pequenas oscilações quando se compara sua participação em relação ao PIB do Estado de Alagoas, tendo apresentado o maior percentual em relação ao PIB do Estado no ano de 2009 (14,28%) e o menor percentual no ano de 2004 (12,22%), conforme apresentado no Quadro 3-5. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 79

80 Figura 3.2 Gráfico com dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes dos municípios da Região do Agreste Alagoano no período dos anos de 2000 a Fonte: IBGE,2013 / SEPLANDE, Ao se analisar isoladamente os resultados do PIB da Região do Agreste Alagoano, observa-se a evolução dos valores anuais apresentados no período entre os anos de 2000 a 2011, conforme demonstrado na Figura 3.3 e no Quadro 3-5, sendo observado um maior incremento do PIB em relação aos anos 2006 e 2007, quando o incremento do PIB desta região de um ano para o outro correspondeu a 18,31 %. O incremento anual no PIB entre os anos de 2000 a 2011 foi em média de 13 % ao ano, o que correspondeu a um valor médio de R$ ,73 por ano. O incremento total do PIB da Região do Agreste Alagoano, observado no período entre os anos 2000 a 2011 correspondeu a R$ R$ ,00. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 80

81 Figura 3.3 Evolução média anual do Produto Interno Bruto (PIB) da Região do Agreste Alagoano entre os anos de 2000 e Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 81

82 Quadro 3-5 Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. Ano Municípios Em mil R$ Arapiraca Belém Campo Grande Coité do Nóia Craíbas Estrela de Alagoas Feira Grande Girau do Ponciano Igaci Lagoa da Canoa Limoeiro de Anadia Marimbondo Minador do Negrão Olho d Água Grande Palmeira dos Índios Quebrangulo São Sebastião Tanque D Arca Taquarana Traipu Total da Região Total do Estado de Alagoas , , , , , , , , , , , ,89 Percentual do PIB da Região do Agreste Alagoano em relação ao PIB do Estado de Alagoas Incremento do PIB em relação ao ano anterior (Valor médio de incremento do PIB de 13 a.a.) Incremento do PIB em R$ Milhões Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ,68% 13,47% 13,21% 12,33% 12,22% 12,67% 12,96% 13,57% 13,72% 14,28% 14,05% 13,55% 0,00% 7,58% 13,37% 6,59% 13,94% 13,80% 13,91% 18,31% 10,62% 13,51% 13,83% 12,06% R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ , , , , , , , ,00 R$ ,00 ERSÃO PARA CONSULTA R$ ,00 R$ ,00

83 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor Em relação ao Produto Interno Bruto a preços correntes por setor, observa-se que o setor de serviços se destaca com maior participação na composição do PIB em todos os municípios analisados na Região do Agreste Alagoano, com destaque para o município de Coité do Noia, cujo o setor de serviços correspondeu a 80,90% de todo seu PIB no ano de A menor participação do setor de serviços na composição do PIB é observada no município de Quebrangulo, cujo PIB deste setor correspondeu a 63,36 % de todo seu PIB no ano de 2011, sendo que o setor de indústria, de modo geral, se destaca em 2 º lugar na composição dos PIBs municipais. No âmbito Estadual e da Região do Agreste Alagoano como um todo, também destaca-se o PIB do setor de serviços, que correspondeu respectivamente a 61,77% e 72,12% da composição total do PIB observado para o ano de 2011, sendo o grande responsável pelo desenvolvimento das economias locais e regionais, seguido pelo PIB do setor da Indústria, conforme apresentado na Figura 3.4 e no Quadro 3-6. Municípios Figura 3.4 Produto Interno Bruto por setor a preços correntes dos Municípios da Região do Agreste Alagoano para o ano de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 83 Produto interno Bruto a preços correntes por setor e PIB Total - ano de 2011 Municípios da Região do Agreste Alagoano Traipu Taquarana Tanque d'arca São Sebastião Quebrangulo Palmeira dos Índios Olho d'água Grande Minador do Negrão Maribondo Limoeiro de Anadia Lagoa da Canoa Igaci Girau do Ponciano Feira Grande Estrela de Alagoas Craíbas Coité do Nóia Campo Grande Belém Arapiraca Produto Interno Bruto a preços correntes (R$ ) 0, , , ,00 Impostos (R$ ) Valor do PIB x R$ 1000 Serviços (R$ ) Indústria (R$ ) Agropecuária (R$ )

84 Quadro 3-6 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor observados para o ano de 2011 para a Região do Agreste Alagoano. PIB por setor Percentual de Participação na composição do PIB Nome do Município Produto Interno Bruto a Agropecuária A Indústria - B Serviços C Impostos D preços correntes (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) PIB = A + B + C + D Agropecuária Indústria Serviços Impostos (R$ 1.000) Arapiraca , , , , ,58 1,69% 15,01% 71,08% 12,22% Belém 2.929, , ,18 455, ,83 14,03% 8,18% 75,61% 2,18% Campo Grande 2.344, , , , ,31 6,91% 13,90% 75,13% 4,06% Coité do Nóia 2.733, , ,62 777, ,45 7,22% 9,83% 80,90% 2,05% Craíbas 9.673, , , , ,61 11,61% 9,74% 75,93% 2,72% Estrela de Alagoas 6.410, , , , ,98 9,95% 9,73% 78,38% 1,94% Feira Grande 7.700, , , , ,88 9,59% 9,10% 79,25% 2,06% Girau do Ponciano , , , , ,28 10,08% 9,40% 77,90% 2,61% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 84 Igaci , , , , ,99 13,00% 9,98% 74,74% 2,28% Lagoa da Canoa 6.677, , , , ,13 9,85% 9,38% 78,32% 2,46% Limoeiro de Anadia , , , , ,93 13,73% 8,49% 76,21% 1,57% Maribondo 3.520, , , , ,43 5,31% 9,08% 80,19% 5,43% Minador do Negrão 3.914, , ,62 553, ,50 15,52% 10,97% 71,32% 2,19% Olho d'água Grande 1.813, , ,96 429, ,70 9,47% 9,35% 78,94% 2,24% Palmeira dos Índios , , , , ,82 3,74% 22,09% 66,86% 7,31% Quebrangulo 5.205, , , , ,35 8,91% 24,20% 63,36% 3,53% São Sebastião , , , , ,33 15,19% 7,62% 71,53% 5,65% Tanque d'arca 3.515, , ,62 522, ,45 14,09% 8,54% 75,28% 2,10% Taquarana 9.254, , , , ,36 11,70% 8,65% 77,09% 2,56% Traipu 6.674, , , , ,41 8,44% 10,08% 79,45% 2,03% Região do Agreste Alagoano , , , , ,31 4,93% 14,26% 72,12% 8,70% Alagoas , , , , ,89 5,49% 22,65% 61,77% 10,09% Fonte: IBGE 2013 SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

85 3.1.2 PIB per capita Da análise dos dados do PIB per capita dos municípios da Região do Agreste Alagoano, de modo geral, verifica-se uma evolução destes valores em todos os municípios analisados com pequenos decréscimos do PIB per capita ao longo deste período, entre os anos de 2000 a 2011, com destaque para os municípios de Arapiraca e Palmeiras dos Índios, que apresentaram ao longo de todo este período os maiores PIBs per capita desta Região, conforme apresentado na Figura 3.5 e no Quadro 3-7. No contexto histórico dos resultados dos PIBs per capita analisados no período entre os anos de 2000 a 2011, destaca-se o município Arapiraca, que se mantem como 1º colocado no ranking do PIB per capita entre os municípios desta Região em todos os anos da série histórica analisada. Produdo Interno Bruto per capita (R$) Produto Interno Bruto (PIB) per capita - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região do Agreste Alagoano Arapiraca Belém Campo Grande Coité do Nóia Craíbas Estrela de Alagoas Feira Grande Girau do Ponciano Igaci Lagoa da Canoa Limoeiro de Anadia Marimbondo Minador do Negrão Olho d Água Grande Palmeira dos Índios Quebrangulo São Sebastião Tanque D Arca Taquarana Traipu Figura Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. Anos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 85

86 Quadro 3-7 Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. Municípios Ano Média do PIB per capita no Em R$ Período (R$) Arapiraca Belém Campo Grande Coité do Nóia Craíbas Estrela de Alagoas Feira Grande Girau do Ponciano Igaci Lagoa da Canoa Limoeiro de Anadia Marimbondo Minador do Negrão Olho d Água Grande Palmeira dos Índios Quebrangulo São Sebastião Tanque D Arca Taquarana Traipu Valor Médio Anual do PIB per capita da Região do Agreste Alagoano Fonte: IBGE, No ano 2000, dos 20 municípios que compõe a Região do Agreste Alagoano, apenas 6 municípios apresentaram PIB per capita acima da média desta região, que foi de R$ 1.538,00, com destaque para os municípios de Arapiraca e Palmeira dos Índios que atingiram PIB per capita R$ 2.521,00 e R$ 2.348,00, respectivamente. Os piores resultados do PIB per capta observados ao longo do período analisado foram obtidos pelo município de Limoeiro de Anadia, que possui a pior média histórica no período analisado, obtendo o resultado de R$ 2.058,00. Os melhores resultados foram obtidos pelo município de Arapiraca, que no período de 2000 a 2011 apresentou a melhor média histórica do PIB per capita, que foi de R$ 5.432,00. Da análise comparativa dos resultados apresentados para o PIB (Quadro 3-6) e o PIB per capita (Quadro 3-7) entre os municípios da Região do Agreste Alagoano, observa-se que Arapiraca apresentou os maiores PIBs e PIBs per capita desta Região, em todos os anos do período entre 2000 a Conforme pode ser observado no comparativo entre os gráficos apresentados nas Figura 3.5 e Figura 3.6, a evolução anual do PIB per capita da Região da Região do Agreste Alagoano apresentou o mesmo comportamento ascendente em relação a evolução anual do PIB. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 86

87 PIB per capita (R$) Figura Evolução média anual do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos de 2000 e 2011 da Região do Agreste Alagoano. Fonte: IBGE, Renda per capita Evolução do PIB per capita da Região do Agreste Alagoano entre os anos de 2000 a No que diz respeito à análise da renda per capita dos 20 municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano, verifica-se que o município de Arapiraca apresentou a maior renda per capita do ano de 1991, que foi de R$ 220,00. Já a menor renda per capita foi obtida pelo município de Traipu, que apresentou o valor R$ 57,00. Em 1991, dos 20 municípios desta Região, 15 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 109,00 (Quadro 3-8). No ano 2000 o melhor resultado de renda per capita foi obtido pelo município de Arapiraca, que obteve o valor de R$ 258,00, e o pior resultado foi obtido pelo município de Traipu, que obteve o valor de R$ 83,00. Neste ano observa-se que, dos 20 municípios da Região do Agreste Alagoano, 14 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 137,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 1991 e 2000, destaca-se o município de Traipu, que obteve um incremento de 45,61% ao longo do período, e que equivaleu a um aumento de R$ 26,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi apresentado pelo município de Igaci, que apresentou no ano 2000 um incremento apenas de 3,30 % da renda per capita em relação ao ano de 1991, correspondendo a um aumento de R$ 3,00 neste período. Em 2010 observa-se que 14 municípios apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 239,00. O melhor resultado em 2010 foi obtido pelo município de Arapiraca, que obteve o valor de R$ 423,00, e o menor resultado foi apresentado pelo município de Olho D Água Grande, que obteve o valor de R$ 152,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 2000 e 2010, destaca-se o município de Igaci, que obteve um incremento de 156,38% no período, e que equivaleu a um aumento de R$ 147,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o menor resultado foi obtido pelo município de Feira Grande, que apresentou um incremento de 42,96% na renda per capita, o que resultou num aumento de R$ 58,00 para este período Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 87

88 Quadro Renda per capita dos anos de 1991, 2000 e 2010 dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. Municípios Ano Incremento anual por período (R$) Incremento anual por período (%) / / / /2010 Em R$ Em R$ Percentual Arapiraca ,27% 63,95% Belém ,17% 113,79% Campo Grande ,05% 59,65% Coité do Nóia ,89% 65,04% Craíbas ,37% 72,41% Estrela de Alagoas ,53% 97,00% Feira Grande ,76% 42,96% Girau do Ponciano ,12% 60,36% Igaci ,30% 156,38% Lagoa da Canoa ,00% 93,33% Limoeiro de Anadia ,41% 128,80% Marimbondo ,07% 44,17% Minador do Negrão ,70% 79,07% Olho d Água Grande ,78% 53,54% Palmeira dos Índios ,42% 66,38% Quebrangulo ,17% 49,01% São Sebastião ,30% 62,59% Tanque D Arca ,89% 66,41% Taquarana ,26% 72,00% Traipu ,61% 115,66% Média ,05% 74,48% Fonte: IBGE, Evolução da População A população total dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano correspondia no ano de 1991 a habitantes, o que representava 20,13% de toda população do Estado de Alagoas, e em 2010 a população alcançou um total de habitantes, o que representou 19,08% da população do Estado (Quadro 3-9). O crescimento populacional total nesta Região no período entre os anos de 1991 a 2010 foi de habitantes, o que representou uma Taxa de Crescimento populacional total de 17,64% neste período, com taxa média de crescimento anual de 0,93 % ao ano. Nesta Região o município de Arapiraca destaca-se como sendo o mais populoso, e o município de Belém como o menos populoso. Quanto as taxas de crescimento populacional total, destaca-se no período de 1991 a 2010 o município de Limoeiro de Anadia que apresentou taxa de 39,80% e taxa média anual de crescimento de 2,04% ao ano, conforme apresentado na Figura 3.7 e no Quadro 3-9. O município de Minador do Negrão obteve o pior desempenho observado no período entre os anos de 1991 a 2000, quando atingiu uma taxa de decréscimo populacional da ordem de -42,29%, sendo que a sua taxa média anual de crescimento populacional ao longo da série histórica analisada foi de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 88

89 2,30% ao ano. A população total do município de Minador do Negrão no ano de 1991 era de habitantes, caindo para habitantes no ano de 2010, representando um decréscimo populacional total de -43,61% ao longo da série histórica analisada. População (Habitantes) Evolução Populacional - Municípios da Região do Agreste Alagoano Ano Arapiraca Belém Campo Grande Coité do Nóia Craíbas Estrela de Alagoas Feira Grande Girau do Ponciano Igaci Lagoa da Canoa Limoeiro de Anadia Maribondo Minador do Negrão Olho d'água Grande Palmeira dos Índios Quebrangulo São Sebastião Tanque d'arca Taquarana Traipu Figura Evolução Populacional dos municípios da Região do Agreste Alagoano (período entre os anos de 1991 a 2010). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 89

90 Da análise da série histórica apresentada ( ), verifica-se que apesar dos decréscimos populacionais ocorridos em 7 municípios da Região do Agreste Alagoano, nota-se evolução do crescimento populacional neste período, conforme apresentado na Figura 3.8. População (habitantes) Evolução populacional da Região do Agreste Alagoana ( ) Figura Evolução Populacional da Região do Agreste Alagoano (período entre os anos de 1991 a 2010) Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 90

91 Quadro 3-9- Evolução Populacional dos munícipios da Região do Agreste Alagoano. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 91 População Total Taxa de crescimento por Período (%) Crescimento Populacional total no Período -nº de habitantes Taxa de Crescimento Populacional total no Período - % Taxa média anual de crescimento populacional (%) Arapiraca ,06% 14,77% ,76% 1,57% Belém ,00% -23,11% ,11% -1,22% Campo Grande ,03% -1,12% ,05% -0,53% Coité do Nóia ,39% -8,90% ,50% 0,61% Craíbas ,69% 8,91% ,08% 1,43% Estrela de Alagoas ,57% ,05% 0,93% Feira Grande ,64% 0,24% ,91% 0,63% Girau do Ponciano ,38% 23,76% ,65% 1,67% Igaci ,08% -1,55% ,59% -0,19% Lagoa da Canoa ,71% -8,70% ,78% 0,78% Limoeiro de Anadia ,76% 11,25% ,80% 2,04% Maribondo ,20% -10,08% ,00% -0,47% Minador do Negrão ,29% -2,30% ,61% -2,30% Olho d'água Grande ,83% 2,27% ,33% 0,65% Palmeira dos Índios ,84% 3,39% ,85% -0,47% Quebrangulo ,39% -3,55% 78 0,68% 0,04% São Sebastião ,93% 9,91% ,62% 1,56% Tanque d'arca ,53% -7,16% ,65% -1,09% Taquarana ,41% 11,58% ,15% 0,69% Traipu ,35% 9,65% ,32% 0,70% Total da Região ,25% 7,68% ,64% 0,93% Estado de Alagoas ,27% 10,55% ,12% 1,27% Percentual da População da Região em relação a População do Estado de Alagoas Fonte: IBGE 2013 SEPLANDE, ,13% 19,74% 19,59% 19,00% 19,08% ERSÃO PARA CONSULTA

92 3.1.5 Projeção Populacional A população total da região do Agreste Alagoano para um horizonte de 20 anos é de habitantes. A projeção da população para cada município da região consta no Quadro Quadro 3-10 Projeção populacional para um horizonte de 20 anos. Município Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 92 População Total Arapiraca Belém Campo Grande Coité do Nóia Craíbas Estrela de Alagoas Feira Grande Girau do Ponciano Igaci Lagoa da Canoa Limoeiro de Anadia Maribondo Minador do Negrão Olho d'água Grande Palmeira dos Índios Quebrangulo São Sebastião Tanque d'arca Taquarana Traipu Região do Agreste Alagoano Cálculos elaborados pela FLORAM. Fonte: IBGE, Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Na Região Agreste Alagoano observa-se que a maior da parte da população encontra-se na Zona Urbana (Figura 3.9), porém, historicamente verifica-se que em 1991 a população Rural era superior a Urbana, tendo sido superada pela evolução desta nos períodos seguintes. A Taxa de Urbanização desta Região em 1991 era de 49,23%, tendo evoluído para 56,48% em 2010 (Figura 3.9 e Quadro 3-11), que correspondia respectivamente a e habitantes em zonas urbanas. Ao longo da série histórica analisada, observa-se que a Taxa de Crescimento da População Urbana desta Região evoluiu em 17,73% no período entre os anos de 1991 a 2000 e em 15,63% no período entre os anos de 2000 a 2010.

93 Nesta Região o município de Arapiraca apresentou as maiores taxas de urbanização em todos os anos analisados, obtendo consequentemente as menores taxas de ruralização. Em relação as Taxas de Ruralizarão destaca-se o município de Limoeiro de Anadia, que apresentou as maiores taxas observadas na série histórica analisada, e consequentemente as menores as menores Taxas de Urbanização. Os municípios que mais apresentaram evolução das taxas crescimento da população urbana foram Lagoa da Canoa e Taquarana nos períodos de entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010 respectivamente. Quanto as taxas crescimento da população rural, os municípios de Limoeiro de Anadia e Girau do Ponciano apresentaram as maiores taxas nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010 respectivamente (Quadro 3-11). Já os municípios de Minador do Negrão e Belém apresentaram as menores taxas de crescimento da população rural, resultando em decréscimo populacional da ordem de -54,74% para o período entre os anos de 1991 a 2000 e de -34,59% no período de 2000 a 2010, respectivamente. População (habitantes) Dinâmica populacional da Região do Agreste Alagoano (Urbana X Rural) Figura 3.9 Dinâmica populacional Urbana e Rural da Região do Agreste Alagoano População Urbana Ano População Rural Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 93

94 Quadro Dinâmica Populacional das Zonas Urbanas e Rurais dos municípios da Região do Agreste Alagoano. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 94 População Total População Urbana População Rural Taxa de Urbanização Taxa de Ruralização Taxa de crescimento da população Urbana por período Taxa de crescimento da população Rural por período Arapiraca ,41% 81,71% 84,80% 20,59% 18,29% 15,20% 16,33% 19,12% 0,45% -4,65% Belém ,87% 30,80% 41,13% 69,13% 69,20% 58,87% -0,22% 2,69% 0,10% -34,59% Campo Grande ,88% 40,54% 46,34% 60,12% 59,46% 53,66% -7,52% 13,02% -10,04% -10,75% Coité do Nóia ,24% 21,00% 34,20% 78,76% 79,00% 65,80% 21,05% 48,35% 22,75% -24,12% Craíbas ,45% 31,79% 32,37% 71,55% 68,21% 67,63% 30,39% 10,90% 11,24% 7,98% Estrela de Alagoas ,95% 23,36% 80,05% 76,64% 23,59% 1,08% Feira Grande ,76% 16,72% 16,05% 85,24% 83,28% 83,95% 26,45% -3,82% 9,08% 1,06% Girau do Ponciano ,17% 29,95% 30,87% 72,83% 70,05% 69,13% 17,28% 27,55% 2,31% 22,14% Igaci ,36% 23,01% 24,55% 80,64% 76,99% 75,45% 16,37% 5,06% -6,51% -3,52% Lagoa da Canoa ,87% 44,46% 50,22% 69,13% 55,54% 49,78% 81,01% 3,14% 1,01% -18,17% Limoeiro de Anadia ,86% 8,68% 8,32% 92,14% 91,32% 91,68% 37,76% 6,70% 23,66% 11,68% Maribondo ,30% 66,70% 73,27% 35,70% 33,30% 26,73% 4,97% -1,22% -5,60% -27,82% Minador do Negrão ,32% 35,15% 42,69% 82,68% 64,85% 57,31% 17,16% 18,65% -54,74% -13,65% Olho d'água Grande ,85% 22,22% 24,27% 79,15% 77,78% 75,73% 17,07% 11,70% 7,93% -0,42% Palmeira dos Índios ,13% 71,93% 73,34% 39,87% 28,07% 26,66% 5,47% 5,42% -37,95% -1,80% Quebrangulo ,12% 51,66% 56,39% 51,88% 48,34% 43,61% 12,06% 5,29% -2,74% -12,98% São Sebastião ,76% 32,30% 38,45% 70,24% 67,70% 61,55% 28,00% 30,84% 13,66% -0,08% Tanque d'arca ,49% 32,47% 34,96% 73,51% 67,53% 65,04% 4,75% -0,05% -21,48% -10,58% Taquarana ,77% 25,64% 38,45% 79,23% 74,36% 61,55% 25,21% 67,33% -4,83% -7,64% Traipu ,04% 30,42% 31,23% 71,96% 69,58% 68,77% 12,12% 12,56% -0,07% 8,38% Total da Região ,23% 52,60% 56,48% 50,77% 47,40% 43,52% 16,73% 15,63% 2,00% -1,15% Estado de Alagoas ,95% 68,01% 73,64% 41,05% 31,99% 26,36% 29,53% 19,70% -12,52% -8,89% Fonte: SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

95 3.1.7 Densidade Demográfica A Densidade Demográfica observada para a Região do Agreste Alagoano nos anos de 1991, 2000 e 2010, correspondiam respectivamente a 57,83, 58,74 e 61,59 hab/km², valores bem abaixo dos obtidos para o Estado de Alagoas nos mesmos períodos. Quanto a evolução da densidade demográfica regional, verifica-se que no período entre os anos de 1991 a 2000, a evolução foi de apenas 1,57% e no período de 2000 a 2010 esta evolução foi de 4,85%, seguindo a mesma tendência de evolução da densidade demográfica observada no Estado (Quadro 3-12). Nesta Região o município de Arapiraca destaca-se por apresentar a segunda maior densidade demográfica entre todos os municípios das Regiões analisadas, ficando atrás apenas de Maceió, enquanto os municípios de Traipu e Minador do Negrão apresentaram as menores densidades demográficas observadas para esta Região nos períodos em análise. Quanto a evolução da Densidade Demográfica, destaca-se no período de 1991 a 2000 o município de Lagoa da Canoa, que teve aumento de 25,71% na densidade demográfica, e o município de Girau do Ponciano que no período de 2000 a 2010 teve aumento de 23,76%, tendo estes resultados relação direta com aumento populacional ocorrido nestes períodos. Os piores resultados foram observados para os municípios de Minador do Negrão e Belém, que apresentaram decréscimos da densidade demográfica nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente, tendo relação direta com a redução populacional ocorrida nestes municípios nos mesmos períodos (Quadro 3-12). Quadro Densidade demográfica dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. Densidade Evolução da Evolução da População (habitantes) Demográfica Densidade Densidade Área (Hab/Km²) Demográfic Demográfic Municípios (Km²) a no Período a no Período de 1991 a de 2000 a ,0 523,4 600,8 Arapiraca 356, ,06% 14,77% ,7 121,7 Belém 48, ,64 0,00% -23,11% 9 9 Campo Grande 167, ,02 54,60 53,99-9,03% -1,12% Coité do Nóia 88, ,39% -8,90% Craíbas 271, ,67 76,63 83,45 16,69% 8,91% Estrela de Alagoas 259, ,90 66,40-5,57% Feira Grande 172, ,64% 0,24% Girau do Ponciano 500, ,54 59,08 73,11 6,38% 23,76% Igaci 334, ,11 76,48 75,30-2,08% -1,55% Lagoa da Canoa 88, ,71% -8,70% Limoeiro de Anadia 315, ,58 76,83 85,47 24,76% 11,25% Maribondo 174, ,86 86,89 78,14 1,20% -10,08% Minador do Negrão 167, ,82 32,21 31,47-42,29% -2,30% Olho d'água Grande 118, ,24 40,90 41,83 9,83% 2,27% Palmeira dos Índios 452, ,84% 3,39% Quebrangulo 319, ,65 37,22 35,90 4,39% -3,55% 101,5 São Sebastião 315, ,38 92,43 17,93% 9,91% 9 Tanque d'arca 129, ,58 50,92 47,27-14,53% -7,16% Taquarana 166, ,41% 11,58% 110,7 110,3 179,6 170,5 101,2 135,5 123,1 225,8 150,3 102,6 123,4 123,4 206,2 155,4 114, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 95

96 Quadro Densidade demográfica dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. Municípios Área (Km²) População (habitantes) Densidade Demográfica (Hab/Km²) Evolução da Densidade Demográfic a no Período de 1991 a 2000 Evolução da Densidade Demográfic a no Período de 2000 a 2010 Traipu 698, ,49 33,58 36,82 3,35% 9,65% Região do Agreste , , , ,30 57,83 58,74 61,59 1,57% 4,85% Alagoano ,6 112,3 Estado de Alagoas , ,50 12,27% 10,55% 1 3 Fonte: SEPLANDE, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal IDHM Os Índices de Desenvolvimento Humano Municipal são calculados com base em outros 3 índices de Desenvolvimento Humano, que avaliam a renda, educação e longevidade da população. O Estado de Alagoas ocupa o último lugar no ranking brasileiro do IDH dos anos de 2000 e 2010, devido aos baixos índices de IDH-M observados na maioria dos municípios do Estado. A Região do Agreste Alagoano, assim como os seus municípios vem apresentando evolução no IDH-M ao longo do tempo, não sendo observado nenhum caso em que tenha ocorrido o decréscimo deste índice. O IDH-M médio desta região evoluiu em 43,88 % no período entre os anos de 1991 e 2000, e em 47,15% no período entre os anos de 2000 a 2010, tendo superado os IDH-M s observados nos anos de 1991 e 2000, e que eram considerados muito baixo, e em 2010 passou a ser considerado como baixo (0,558), de acordo com a escala de IDH-M estabelecida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD (Quadro 3-13). No ano de 2010, o município de Arapiraca alcançou o maior IDH-M observado entre os municípios desta Região, e Olho d Água Grande apresentou o menor IDH-M. Quanto a evolução do IDH-M, os municípios de Limoeiro de Anadia e Traipu destacam-se por terem apresentado as maiores evoluções observadas nos períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. Os municípios de Palmeira dos Índios e Marimbondo foram os que apresentaram as menores evoluções observadas para os períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. De modo geral, verifica-se que os municípios desta região evoluíram de IDH-Ms que eram considerados como muito baixo nos anos de 1991 e 2000, para níveis considerados como baixo e médio no ano de Quadro Evolução dos Índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. IDHM Evolução do Evolução do IDMH no IDMH no período Municípios período entre os anos entre os anos de de 1991 a a 2010 Arapiraca 0,359 0,476 0,649 32,59% 36,34% Belém 0,298 0,416 0,593 39,60% 42,55% Campo Grande 0,214 0,337 0,524 57,48% 55,49% Coité do Nóia 0,235 0,354 0,533 50,64% 50,56% Craíbas 0,204 0,344 0,525 68,63% 52,62% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 96

97 Quadro Evolução dos Índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. IDHM Evolução do Evolução do IDMH no IDMH no período Municípios período entre os anos entre os anos de de 1991 a a 2010 Estrela de Alagoas 0,221 0,322 0,534 45,70% 65,84% Feira Grande 0,250 0,371 0,533 48,40% 43,67% Girau do Ponciano 0,241 0,335 0,536 39,00% 60,00% Igaci 0,241 0,366 0,564 51,87% 54,10% Lagoa da Canoa 0,248 0,383 0,552 54,44% 44,13% Limoeiro de Anadia 0,214 0,369 0,580 72,43% 57,18% Maribondo 0,327 0,452 0,597 38,23% 32,08% Minador do Negrão 0,263 0,384 0,563 46,01% 46,61% Olho d'água Grande 0,238 0,368 0,503 54,62% 36,68% Palmeira dos Índios 0,385 0,482 0,638 25,19% 32,37% Quebrangulo 0,300 0,384 0,559 28,00% 45,57% São Sebastião 0,246 0,351 0,549 42,68% 56,41% Tanque d'arca 0,260 0,395 0,555 51,92% 40,51% Taquarana 0,279 0,375 0,541 34,41% 44,27% Traipu 0,248 0,320 0,532 29,03% 66,25% IDH-M médio da Região do Agreste Alagoano 0,264 0,379 0,558 43,88% 47,15% Estado de Alagoas 0,370 0,471 0,631 27,30% 33,97% Escala do IDH-M - Muito Baixo = 0 a 0,499 / Baixo= 0,500 a 0,599 / Médio= 0,600 a 0,699 / Alto= 0,700 a 0,799 / Muito Alto = 0,800 a 1,000 (Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil PNUD/IPEA) Gênero A Região Agreste Alagoano apresenta ao longo de todos os anos analisados uma maior população de mulheres em relação a população de homens, e em 2010 a população total de homens correspondia a e a população total de mulheres a , resultando numa de razão de 0,94 homem para cada mulher, representando de modo geral, o panorama observado na maioria dos municípios desta Região, onde se verifica um maior número de mulheres (Quadro 3-14). Nesta Região, destaca-se historicamente o município de Traipu, por ser o único a apresentar uma maior população de homens do que de mulheres em todos os anos analisados, tendo atingido uma razão de homem para mulher com valor igual ou maior que 1. Quadro População por gênero (Homens / Mulheres) dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. Município Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 97 Sexo X Ano População Total Homens Mulheres Razão por sexo (Homens / mulheres) Arapiraca ,91 0,92 0,91 Belém ,96 0,91 0,95 Campo Grande ,99 0,99 0,97 Coité do Nóia ,97 1,02 0,99 Craíbas ,97 0,98 0,97 Estrela de Alagoas ,94 0,95

98 Quadro População por gênero (Homens / Mulheres) dos municípios que compõem a Região do Agreste Alagoano. Município Sexo X Ano População Total Homens Mulheres Razão por sexo (Homens / mulheres) Feira Grande ,97 0,99 0,98 Girau do Ponciano ,97 1,02 0,99 Igaci ,95 0,96 0,95 Lagoa da Canoa ,95 0,96 0,97 Limoeiro de Anadia ,01 0,98 0,99 Maribondo ,96 0,94 0,92 Minador do Negrão ,94 0,99 0,98 Olho d'água Grande ,01 1,01 0,99 Palmeira dos Índios ,91 0,93 0,91 Quebrangulo ,99 0,99 0,98 São Sebastião ,99 1,00 0,98 Tanque d'arca ,99 0,99 0,97 Taquarana ,96 0,96 0,94 Traipu ,00 1,00 1,02 Região do Agreste Alagoano Fonte: IBGE, ,94 0,95 0, Estrutura Etária da População Quanto a faixa etária da população, os dados da Figura 3.10 e do Quadro 3-15 mostram que nas últimas três décadas houve uma mudança na estrutura da população, com redução do número de pessoas nas faixas etárias menores e aumento da população nas faixas etárias mais avançadas, embora nesta última a evolução não tenha sido tão significativa. Esta mudança está em consonância com o que se observa a nível estadual e nacional, devido a redução da taxa de natalidade e aumento da expectativa de vida da população. Quadro 3-15 População residente por faixa etária e sexo. Faixa Etária Masculino Feminino Total Razão por sexo (anos) a ,02 1,02 5 a ,01 1,02 1,03 10 a ,97 1 1,02 15 a , a ,91 0,96 0,94 25 a ,91 0,94 0,92 30 a ,9 0,92 0,93 35 a ,87 0,92 0,91 40 a ,96 0,89 0,91 45 a ,94 0,89 0,91 50 a ,91 0,93 0,86 55 a ,79 0,88 0,84 60 a ,83 0,85 0,89 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 98

99 Quadro 3-15 População residente por faixa etária e sexo. Faixa Etária Masculino Feminino Total Razão por sexo (anos) a ,9 0,8 0,87 70 a ,92 0,86 0,82 75 a ,99 0,89 0,8 80 e mais ,9 0,85 0,79 Total Dist (%) na população total 48,61 48,87 48,56 51,39 51,13 51,44 Fonte: IBGE, censos demográficos 1991, 2000 e Cálculos elaborados pela FLORAM. Verifica-se que nas três décadas houve um certo equilíbrio entre população de homens e mulheres na região, com razão de sexo sempre igual ou bem próximo de 1,00. Foram elaboradas as pirâmides da Região Agreste, com dados censitários do IBGE, para facilitar a avaliação da população nas décadas de 1991, 2000 e 2010, fazendo-se comparações entre estes períodos (Figura 3.10). Entre 1991 e 2010, a região, segundo dados do IBGE, apresentou mudança significativa na estrutura etária. A cada década houve uma redução da proporção de jovens, efeito este relacionado a redução das taxas de fecundidade ao longo dos anos. Já os dados do Censo de 2000 e 2010 evidenciam também uma redução expressiva na proporção de crianças entre 0 e 4 anos em relação a 1991 sendo produto de taxas de fecundidade menores. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 99

100 Figura 3.10: Estrutura Etária da População da Região do Agreste Alagoano, para os anos de 1991, 2000 e Mobilidade Social O termo mobilidade, vem do Latim mobilis, que significa o que pode ser movido, deslocado ou que é passível de movimento. Assim mobilidade social vem a ser o fenômeno em que o indivíduo ou um grupo de pessoas pertencentes a uma determinada posição social movimenta para outra, tendo para isso influências tanto das mudanças demográficas e econômicas quanto da construção e consolidação dos canais de mobilidade existentes na sociedade. Uma das influências que se destacam para que ocorra essa mobilidade é a distribuição de renda e um dos principais indicadores dessa distribuição é a renda per capita. A avaliação da renda per capita através do PIB municipal mostra que para a Região do Agreste Alagoano ocorreu uma elevação do rendimento médio ao longo dos anos estudados, entre o ano de 1991 a 2010, como podemos observar no Quadro Fazendo a avaliação da média do PIB per capita (PIB pc) da região, observamos que em termos de valor absoluto, a Região do Agreste apresentou PIB pc inferior ao Estado de Alagoas, inferior ao nacional e menor que o encontrado na cidade de Arapiraca, Belém, Junqueiro e Maribondo, para todo o período de 1991 a O maior PIB da região no ano de 1991 a 2010, foi da cidade de Arapiraca. Vale ressaltar que todos os municípios ficaram abaixo dos valores de referência nacional. O aumento dessas taxas, vem estabelecer que aquela região está passando por um crescimento econômico, o que pode estar diretamente relacionado às influências da mobilidade social ocorrente na região. Os municípios que se destacam acabam sendo referências de locais que apresentam Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 100

101 maiores oportunidades de vínculo empregatício, o que nos leva a inferir que estes atraem maior contingente de indivíduos, em busca de uma estabilidade financeira e novas oportunidades de emprego. Esse aumento populacional, muitas vezes desenfreado, gera um maior consumo o que ocasiona uma maior geração de resíduos. O crescimento econômico pode ser melhor avaliado ao observarmos o aumento da renda per capita para os anos analisados (Quadro 3-16). Foi verificado que a renda média domiciliar na Região do Agreste em 1991, que foi de R$ 107,78, estava abaixo da renda média estadual (R$ 211,98) e muito abaixo quando comparada à média nacional, que foi de R$ 447,56. Porém, se avaliarmos cada município separadamente, vemos que Arapiraca se destaca por apresentar, para todos os anos, uma média sempre maior a apresentada pela média de toda a região. Se observarmos a variação nessa taxa de crescimento de 2010 a 1991, vemos que os municípios cresceram de forma considerável ao longo dos anos. Quadro Renda per capita anual e concentração da renda na Região do Agreste Alagoano. Renda Per Capita anual (R$) Índice de Gini Índice de Theil - L Municípios Variação Variação Variação / / /1991 Arapiraca 219,56 258,45 423,28 1,18 1,64 1,93 0,55 0,57 0,55 0,53 0,57 0,56 Belém 126,56 144,86 309,5 1,14 2,14 2,45 0,54 0,58 0,56 0,52 0,49 0,6 Campo Grande 73,75 114,38 181,54 1,55 1,59 2,46 0,54 0,68 0,58 0,47 0,56 0,65 Coité do Nóia 107,71 123,33 203,15 1,15 1,65 1,89 0,51 0,57 0,52 0,45 0,55 0,52 Craíbas 97, ,54 1,19 1,72 2,04 0,4 0,49 0,53 0,24 0,4 0,5 Estrela de Alagoas 92,68 99,88 196,92 1,08 1,97 2,12 0,45 0,61 0,51 0,35 0,57 0,5 Feira Grande 98,17 135,19 193,07 1,38 1,43 1,97 0,4 0,59 0,53 0,27 0,55 0,52 Girau do Ponciano 99,28 110,69 177,55 1,11 1,60 1,79 0,54 0,6 0,58 0,46 0,53 0,62 Igaci 90,71 93,96 241,17 1,04 2,57 2,66 0,47 0,62 0,57 0,37 0,47 0,62 Junqueiro 115,22 160,89 306,96 1,40 1,91 2,66 0,43 0,63 0,57 0,33 0,61 0,61 Lagoa da Canoa 100,05 119,75 231,56 1,20 1,93 2,31 0,44 0,5 0,51 0,33 0,43 0,47 Limoeiro de Anadia 92,83 125,03 285,98 1,35 2,29 3,08 0,43 0,57 0,64 0,3 0,48 0,79 Maribondo 144,68 206,13 297,05 1,42 1,44 2,05 0,59 0,63 0,49 0,6 0,7 0,44 Minador do Negrão 105,59 128,64 231,37 1,22 1,80 2,19 0,57 0,48 0,54 0,55 0,4 0,54 Olho dágua Grande 73,67 98,98 151,62 1,34 1,53 2,06 0,52 0,66 0,59 0,44 0,53 0,66 Palmeira dos Índios 182,95 234,81 391,37 1,28 1,67 2,14 0,54 0,58 0,56 0,51 0,62 0,6 Quebrangulo 116,1 151,14 224,78 1,30 1,49 1,94 0,56 0,63 0,53 0,54 0,64 0,55 São Brás 86,85 134,8 220,92 1,55 1,64 2,54 0,53 0,6 0,61 0,48 0,62 0,73 São Sebastião 96,55 139,48 225,84 1,44 1,62 2,34 0,44 0,63 0,54 0,33 0,62 0,54 Tanque darca 94,61 130,62 217,85 1,38 1,67 2,30 0,45 0,63 0,5 0,34 0,54 0,47 Taquarana 99,05 125,15 215,16 1,26 1,72 2,17 0,47 0,6 0,51 0,37 0,53 0,47 Traipu 56,87 83,2 178,79 1,46 2,15 3,14 0,54 0,75 0,64 0,43 0,72 0,78 PIB da Região 107,78 137,97 241,14 1,29 1,78 2,28 0,50 0,60 0,55 0,42 0,55 0,58 Alagoas 211,98 285,29 432,56 1,35 1,52 2,04 0,63 0,68 0,63 0,7 0,82 0,75 Brasil 447,56 592,46 793,87 1,32 1,34 1,77 0,63 0,64 0,6 0,78 0,76 0,68 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. Existem duas medidas convencionais, para avaliação da desigualdade de distribuição de renda, estas podem ser o ponto certo para a correta avaliação da concentração de renda para determinadas camadas sociais, que são o índice de Gini e o de Theil. O índice de Gini mede o grau de desigualdade existente entre indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0 (zero) quando não há desigualdade (todos os indivíduos possuem a mesma renda) a 1 (um), quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo possui toda a renda da sociedade). O índice de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 101

102 Theil, por sua vez, é o logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas das rendas individuais, sendo nulo quando não existir desigualdade de renda entre os indivíduos e tendente ao infinito quando a desigualdade tende ao máximo. Assim, diz-se que se estes índices crescerem de um período ao outro, a distribuição de renda piorou naquele período e vice-versa. Como se pode observar ainda no Quadro 3-16, a Região do Agreste Alagoano possui índices de concentração de renda inferiores à média estadual. Percebe-se que o Índice de Gini da região em estudo gira em torno de 0,55 e o índice de Theil está em torno de 0,51, aproximadamente. Isto demonstra a existência de um alto grau de concentração da riqueza gerada na região e caracteriza os municípios como tendo uma desigualdade social que ainda precisa melhorar para atingir os níveis de regiões mais desenvolvidas. Observa-se também que ambos os índices são inferiores ao do Estado de Alagoas, indicando ser uma situação de concentração e desigualdade de renda entre os indivíduos, menos críticos que a estadual. A análise dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento (Quadro 3-17), serve também para avaliar as desigualdades de distribuição de renda e em que extrato da sociedade a população de determinado local se encontra. As desigualdades de renda ainda estão presentes nesta região, apesar dos acréscimos de renda per capita observados. Ao calcular a razão entre a renda média dos extratos 10% mais ricos e 40% mais pobres da população, no período 1991 a 2010, a razão passa de 13,11 para 20,47, enquanto a razão da renda dos 20% mais ricos e 40% mais pobres da população passou de 9,00 para 14,46. Podemos perceber que as taxas sofreram acréscimo, porém não podemos descartar que a população da região também sofreu aumento durante as décadas analisadas, o que impede de avaliar com maior precisam até que ponto essas taxas influenciaram naquela população. Ao observar a razão dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres, vemos que de 1991 a 2010 essas taxas tiveram variações, tendo um aumentado e a outro diminuído, respectivamente, sendo esse efeito observado também para o estado de Alagoas. Uma das principais razões apontadas para explicar os componentes da desigualdade de rendimentos no trabalho para a economia brasileira é o grau de instrução da mão-de-obra empregada, que é muito mais baixo nas classes mais pobres. Porém se analisarmos apenas entre 2000 e 2010, vemos que a razão de ricos diminuiu e a de pobres aumentou, tendo esse efeito ocorrido na Região do Agreste Alagoano e no âmbito estadual e nacional também, o que pode estar diretamente relacionado a abrangência dos programas governamentais (Quadro 3-17). Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Arapiraca 16,79 19,47 17,14 60,06 61,17 58,82 3,59 2,73 2,89 11,09 12,91 11,73 Belém 15,58 24,15 18,98 59,43 59,75 58,21 4,38 0,89 2,27 9,87 17,08 12,3 Campo Grande 15,63 72,46 25,99 58,78 69,09 59,84 3,6 0 1,82 10,02 46,77 18,98 Coité do Nóia 13,19 19,69 16,42 55,52 60,1 53,18 3,81 2,51 2,02 9,2 13,57 12,9 Craíbas 7, ,86 45,49 52,13 54,44 5,59 2,54 1,85 5,57 10,24 12,41 Estrela de Alagoas 9,84 37,56 15,38 50,68 61,88 53,24 4,62 0,21 2,23 7,15 26,85 11,79 Feira Grande 7,34 22,53 16,47 46,98 61,93 55,15 6,48 1,92 2 5,43 15,02 12,23 Girau do Ponciano 15,69 25,71 28,08 58,05 63,46 59,31 3,38 1,04 1,44 10,38 17,65 20,51 Igaci 10,84 44,2 24,32 52,42 62,53 58,85 4,7 0 1,52 7,78 31,78 16,09 Junqueiro 8,88 29,27 19,61 48,35 65,29 59,88 5,06 1,04 2,17 6,59 18,48 13,13 Lagoa da Canoa 8,89 13,04 13,96 49,51 53,57 53,83 5,52 3,43 2,11 6,46 9,46 11,06 Limoeiro de Anadia 8,54 19,62 29,35 48,23 60,46 66,3 5,21 1,75 1,41 6,23 13,11 17,78 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 102

103 Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Maribondo 20, ,31 63,93 66,65 52,64 3,02 2,08 3,68 13,21 16,32 8,82 Minador do Negrão 18,56 11,94 17,44 62,77 52,65 55,34 3,67 3,31 1,59 11,98 8,76 12,11 Olho dágua Grande 14,3 52,68 27,78 56,37 66,26 61,15 3,64 0 2,12 9,94 36,61 19,62 Palmeira dos Índios 16,02 21,67 19,44 59,46 61,51 60,02 3,62 2,13 2, ,85 12,65 Quebrangulo 17,45 27,16 16,14 61,32 65,49 56,28 3,81 1,55 2,21 11,44 17,13 11,93 São Brás 16,46 24,39 28,21 55,77 63,04 63,43 2,44 1,34 1,91 11,41 16,81 19,55 São Sebastião 9,28 30,71 18,26 50,77 65,02 56,93 5,43 0,79 1,84 6,78 19,97 12,9 Tanque darca 9,89 40,17 13,65 51,34 65,01 53,39 5,3 0,1 2,47 7,12 27,54 10,31 Taquarana 10,6 25,07 14,9 51,44 61,79 54,15 4,76 1,04 2,36 7,71 17,54 11,05 Traipu 16,65 207,91 39,73 57,27 76,3 65,39 2,13 0 1,49 11,69 132,54 28,22 Média da Região 13,11 36,75 20,47 54,72 62,50 57,72 4,26 1,38 2,07 9,00 24,59 14,46 Alagoas 13,27 32,92 18,18 54,64 61,32 56,72 4,32 1,94 2,54 9,11 22,13 12,84 Brasil 30,46 30,31 22,78 67,21 67,56 63,4 1,92 1,84 2,41 20,01 19,71 14,83 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. O aumento de renda da classe mais pobre foi alcançando a partir do acúmulo das políticas sociais desenvolvidas em 2003, onde o governo começou a construção do Brasil sem Miséria, dando continuidade às experiências dos programas de governo, bem sucedidas e buscando aperfeiçoá-las (Brasil, 2014). Com a construção dessas políticas, voltadas a alcançar os brasileiros mais vulneráveis, o governo delineou medidas para que a situação de extrema pobreza fosse alterada na vida dessas famílias, dessa forma essas pessoas conseguiam uma ascensão social, saindo do nível de indigência para o sustentável. Para a população ter acesso aos programas, o indivíduo tem que estar cadastrado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) este caracteriza-se por ser um instrumento de coleta de dados e informações que objetiva identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país. Para a Região do Agreste Alagoano há famílias cadastradas no CadÚnico, famílias são beneficiadas pelo Programa Bolsa Família; pela Prestação Continuada para idosos e pela Prestação Continuada para pessoas com deficiência (Quadro 3-18). Quadro Famílias dos municípios da Região Agreste de Alagoas, cadastradas em algum programa do Governo Federal. Municípios Prestação Prestação Cadastro Único para Programas Sociais Programa Continuada Continuada (CadÚnico) - renda familiar per capita de Bolsa Família (BPC) para (BPC) para até 1/2 salário mínimo (PBF) Pessoas com Idosos Deficiência Arapiraca Belém Campo Grande Coité do Nóia Craíbas Estrela de Alagoas Feira Grande Girau do Ponciano Igaci Junqueiro Lagoa da Canoa Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 103

104 Quadro Famílias dos municípios da Região Agreste de Alagoas, cadastradas em algum programa do Governo Federal. Municípios Prestação Prestação Cadastro Único para Programas Sociais Programa Continuada Continuada (CadÚnico) - renda familiar per capita de Bolsa Família (BPC) para (BPC) para até 1/2 salário mínimo (PBF) Pessoas com Idosos Deficiência Limoeiro de Anadia Maribondo Minador do Negrão Olho dágua Grande Palmeira dos Índios Quebrangulo São Brás São Sebastião Tanque darca Taquarana Traipu Total Fonte: MDS. Disponível em: Fazendo um apanhado do levantamento realizado, vemos que a mobilidade social atrelada ao aumento do poder aquisitivo, alimenta o consumo na sociedade, o que por sua vez ocasiona a rotatividade na compra e descarte de produtos. Para a região percebemos, através da dinâmica populacional, principalmente dos municípios polos, que a tendência dos mesmos é receber um maior contingente de pessoas em idade ativa que vão à busca de novas oportunidades e muitas vezes para fazer cursos superiores, o que gera ao município um maior consumo e maior descarte de resíduos, daí a importância da implementação de programas que visem a gestão desses resíduos gerados. Segundo o IBGE, para a definição dos centros da rede urbana brasileira, buscam-se informações de subordinação administrativa no setor público federal, para definir a gestão federal, e de localização das sedes e filiais de empresas, para estabelecer a gestão empresarial. A oferta de distintos equipamentos e serviços capazes de dotar uma cidade de centralidade informações de deslocamentos para internações hospitalares, áreas de cobertura das emissoras de televisão, da oferta de ensino superior, da diversidade de atividades comerciais e de serviços, da oferta de serviços bancários e da presença de domínios de Internet complementa a identificação dos centros de gestão do território. O Quadro 3-19 mostra a distribuição dos centros, segundo seus papéis na rede urbana, podendo-se constatar que nem todos os níveis de centralidade possíveis estão representados para a Região do Agreste Alagoano. Os municípios da Região Agreste têm a capital Maceió como o principal destino para realização de atividades, sendo caracterizada como Capital Regional A (Quadro 3-19). Com exceção dos municípios de Belém, Estrela de Alagoas, Maribondo, Minador do Negrão e Quebrangulo, os demais municípios também têm a cidade de Arapiraca como centro principal (Quadro 3-19). Palmeira dos Índios se caracteriza como Centro de Zona de B, ou seja, é município de pequeno porte, mas que atende às necessidades de alguns municípios da Região Agreste. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 104

105 Quadro Níveis de Centralidade das Cidades - Região Agreste de Alagoas Metrópole Capital Regional A Capital Regional B - Maceió - Capital Regional C - Arapiraca Arapiraca Arapiraca Centro Sub- Regional A Centro Sub- Regional B - - Centro de Zona A - Palmeira dos Índios - Centro de Zona B - Arapiraca Belém Centro Local Campo Grande Coité do Nóia Craíbas - Palmeira dos Índios Estrela de Alagoas Arapiraca Arapiraca Arapiraca Arapiraca Arapiraca - Arapiraca - Arapiraca Arapiraca Arapiraca Arapiraca Fonte: Regiões de Influência das Cidades, IBGE (2007). 3.2 Região da Bacia Leiteira - Palmeira dos Índios - Palmeira dos Índios - Feira Grande Girau do Ponciano Igaci Lagoa da Canoa Limoeiro de Anadia Maribondo Minador do Negrão Olho d'água Grande Palmeira dos Índios Quebrangulo São Sebastião Tanque d'arca Taquarana A região da Bacia Leiteira Alagoana tem como municípios mais populosos, segundo o Censo do IBGE, 2010, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Pão de Açúcar e Olho d'água das Flores respectivamente. As atividades econômicas de maior predominância na região são: a pecuária, a agricultura, o comércio. Também são muito fortes na Bacia Leiteira as atividades de prestação de serviços, o extrativismo vegetal e a silvicultura. Todas as atividades econômicas já citadas são bastante intensas em toda a região, tendo um peso bem homogêneo e impossibilitando destacar apenas uma delas como principal na região Produto Interno Bruto (PIB) A Região da Bacia Leiteria é composta por 19 municípios, cuja a soma do PIB destes, referente ao ano de 2011, correspondeu a 4,24% do PIB do Estado de Alagoas (Quadro 3-20). O município que mais se destaca nesta Região é Santana do Ipanema, que ocupa o 15 º lugar no ranking estadual e 1º lugar no ranking regional em relação ao PIB obtido para o ano de 2011, seguido pelo município de Pão de Açúcar que ocupa o 2º lugar no ranking do PIB regional, e o 27º lugar no ranking do PIB estadual. Traipu Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 105

106 Quadro 3-20 Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios da Região da Bacia Leiteira em relação ao Estado de Alagoas ano de 2011 Nome do Município Percentual do PIB Percentual do PIB Ranking do Produto Interno municipal em municipal em PIB - Estado Bruto a preços relação ao PIB total relação ao PIB de Alagoas - correntes (R$ 1.000) da Região da Bacia total do Estado de 2011 Leiteira Alagoas Santana do Ipanema R$ ,00 15º 19,69% 0,83% Pão de Açúcar R$ ,00 27º 10,59% 0,45% São José da Tapera R$ ,00 31º 9,50% 0,40% Olho d'água das Flores R$ ,00 35º 7,93% 0,34% Major Isidoro R$ ,00 44º 6,86% 0,29% Batalha R$ ,00 47º 6,65% 0,28% Poço das Trincheiras R$ ,00 71º 3,97% 0,17% Cacimbinhas R$ ,00 72º 3,72% 0,16% Olivença R$ ,00 73º 3,68% 0,16% Senador Rui Palmeira R$ ,00 74º 3,63% 0,15% Maravilha R$ ,00 75º 3,43% 0,15% Ouro Branco R$ ,00 77º 3,21% 0,14% Dois Riachos R$ ,00 78º 3,15% 0,13% Belo Monte R$ ,00 84º 2,89% 0,12% Jacaré dos Homens R$ ,00 87º 2,76% 0,12% Carneiros R$ ,00 90º 2,44% 0,10% Monteirópolis R$ ,00 91º 2,37% 0,10% Jaramataia R$ ,00 94º 2,09% 0,09% Palestina R$ ,00 100º 1,43% 0,06% Total do PIB da Região da Bacia Leiteira R$ ,00-100% 4,24% Alagoas R$ , % De modo geral, observa-se um comportamento ascendente do PIB no período entre os anos de 2000 a 2011, nos municípios da Região da Bacia Leiteria, com exceção do município Olho D água das Flores que até o ano de 2007 era o segundo colocado em relação ao PIB desta Região e que no ano de 2008 apresentou uma queda significativa do PIB, recuperando-se nos anos seguintes, tendo apresentado valores semelhantes aos obtidos no período 2003 a 2005, conforme apresentado na Figura 3.11 e no Quadro O comportamento do PIB da Região da Bacia Leiteira, ao longo do período em análise, sofreu pequenas oscilações quando se compara sua participação em relação ao PIB do Estado de Alagoas, tendo apresentado o maior percentual em relação ao PIB do Estado no ano de 2001 (5,95%) e o menor percentual no ano de 2011 (4.24%), conforme apresentado no Quadro Ao se analisar isoladamente os resultados do PIB da Região da Bacia Leiteira, observa-se a evolução dos valores anuais apresentados no período entre os anos de 2000 a 2011, conforme demonstrado na Figura 3.12 e no Quadro 3-21, sendo observado um maior incremento do PIB em relação aos anos 2004 e 2005, quando o incremento do PIB desta Região de um ano para o outro correspondeu a 18,08 %. O incremento médio anual no PIB entre os anos de 2000 a 2011 foi de 10,52 % ao ano, o que correspondeu a um valor médio de R$ ,00 por ano. O incremento total do PIB da Região da Bacia Leiteria, observado entre os anos de 2000 e 2011 correspondeu a R$ ,00 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 106

107 PIB X R$ Produto Interno Bruto (PIB) - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região da Bacia Leiteria Figura 3.11 Gráfico com dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes dos municípios da Região da Bacia Leiteria no período dos anos de 2000 a Fonte: IBGE, 2013 / SEPLANDE, PIB (MIL R$) Figura 3.12 Evolução anual do Produto Interno Bruto (PIB) da Região da Bacia Leiteria entre os anos de 2000 e Fonte: IBGE, ANOS Batalha Belo Monte Cacimbinhas Carneiros Dois Riachos Jacaré dos Homens Jaramataia Major Isidoro Maravilha Monteirópolis Olho d Água das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Pão de Açúcar Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera Senador Rui Palmeira Evolução do PIB da Região da Bacia Leiteira entre os anos de 2000 a ANO Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 107

108 Quadro 3-21 Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira. Ano Municípios Em Milhões R$ Batalha Belo Monte Cacimbinhas Carneiros Dois Riachos Jacaré dos Homens Jaramataia Major Isidoro Maravilha Monteirópolis Olho d Água das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Pão de Açúcar Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera Senador Rui Palmeira Total da Reg. da Bacia Leiteira Total do Estado de Alagoas , , , , , , , , , , , , Percentual do PIB da Região da Bacia Leiteira em relação ao PIB do Estado de Alagoas 5,94 % 5,95 % 5,38 % 5,57 % 5,29 % 5,34 % 5,53 % 5,20 % 4,98 % 5,16 % 4,92 % 4,24 % Incremento do PIB em relação ao ano anterior (Valor médio de incremento do PIB de 10,52 a.a.) 0,00% 13,86% 9,38% 4,63% 18,08% 9,28% 10,82% 15,35% 6,15% 4,75% 13,07% 10,39% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Incremento do PIB em R$ Milhões Fonte: IBGE, 2013 / SEPLANDE, R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 ERSÃO PARA CONSULTA R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00

109 Municípios Produto Interno Bruto a preços correntes por setor Em relação ao Produto Interno Bruto a preços correntes por setor, observa-se que o setor de serviços se destaca com maior participação na composição do PIB em todos os municípios analisados na Região da Bacia Leiteira, com destaque para o município de São José da Tapera, cujo o setor de serviços correspondeu a 82,60% de todo seu PIB no ano de A menor participação do setor de serviços na composição do PIB é observada no município de Jacaré dos Homens, cujo PIB deste setor correspondeu a 52,68 % de todo seu PIB no ano de No âmbito Estadual e da Região da Bacia Leiteria como um todo, também destaca-se o PIB do setor de serviços, que correspondeu respectivamente a 61,77% e 74,36% da composição total do PIB observado para o ano de 2011, sendo o grande responsável pelo desenvolvimento das economias locais e regionais, seguido pelo PIB do setor da Indústria, conforme apresentado na Figura 3.13 no Quadro Senador Rui Palmeira São José da Tapera Santana do Ipanema Poço das Trincheiras Olho d'água das Flores Jacaré dos Homens Figura 3.13 Produto Interno Bruto por setor a preços correntes dos Municípios da Região da Bacia Leiteria para o ano de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Produto interno Bruto a preços correntes por setor e PIB Total - ano de 2011 Municípios da Região da Bacia Leiteira Pão de Açúcar Palestina Ouro Branco Olivença Monteirópolis Maravilha Major Isidoro Jaramataia Dois Riachos Carneiros Cacimbinhas Belo Monte Batalha Produto Interno Bruto a preços correntes (R$ ) 0, , , , , ,00 Valor do PIB x R$ 1000 Impostos (R$ ) Serviços (R$ ) Indústria (R$ ) Agropecuária (R$ )

110 Quadro 3-22 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor observados para o ano de 2011 para a Região da Bacia Leiteria. PIB por setor Percentual de Participação na composição do PIB Nome do Município Produto Interno Bruto a Agropecuária A Indústria - B Serviços C Impostos D preços correntes (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) PIB = A + B + C + D Agropecuária Indústria Serviços Impostos (R$ 1.000) Batalha , , , , ,25 13,17% 13,93% 68,80% 4,10% Belo Monte 3.603, , ,54 506, ,20 10,31% 21,92% 66,32% 1,45% Cacimbinhas 6.884, , , , ,55 15,28% 10,32% 71,66% 2,74% Carneiros 1.391, , ,56 852, ,89 4,72% 9,81% 82,58% 2,89% Dois Riachos 3.710, , ,77 918, ,35 9,73% 9,38% 78,48% 2,41% Jacaré dos Homens 6.364, , , , ,61 19,07% 24,21% 52,65% 4,07% Jaramataia 4.590, , ,69 860, ,69 18,12% 8,54% 69,94% 3,40% Major Isidoro , , , , ,27 15,85% 10,16% 70,29% 3,70% Maravilha 3.652, , , , ,30 8,79% 8,78% 79,01% 3,41% Monteirópolis 3.202, , ,43 797, ,90 11,18% 9,03% 77,02% 2,78% Olho d'água das Flores 3.338, , , , ,27 3,48% 11,05% 78,21% 7,26% Olivença 3.088, , , , ,31 6,94% 8,93% 80,25% 3,87% Ouro Branco 2.901, , , , ,30 7,48% 9,63% 80,14% 2,75% Palestina 1.130, , ,24 263, ,82 6,53% 10,54% 81,41% 1,52% Pão de Açúcar 9.060, , , , ,26 7,07% 33,52% 56,65% 2,76% Poço das Trincheiras 3.887, , , , ,22 8,11% 9,21% 80,50% 2,18% Santana do Ipanema 8.562, , , , ,65 3,59% 9,45% 78,81% 8,14% São José da Tapera 6.664, , , , ,28 5,80% 9,33% 82,60% 2,27% Senador Rui Palmeira 3.011, , ,97 742, ,37 6,87% 9,36% 82,08% 1,69% Região da Bacia Leiteira , , , , ,49 8,17% 13,21% 74,36% 4,27% Alagoas , , , , ,89 5,49% 22,65% 61,77% 10,09% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ERSÃO PARA CONSULTA

111 3.2.2 PIB per capita TA Da análise dos dados do PIB per capita dos municípios da Região da Bacia Leiteira, de modo geral, verifica-se uma evolução destes valores, com destaque para os municípios de Jacaré dos Homens e Pão de Açúcar, que apresentaram em 2011 os maiores PIBs per capita desta Região, conforme apresentado na Figura 3.14 e no Quadro NS UL No contexto histórico dos resultados dos PIBs per capita analisados no período entre os anos de 2004 a 2007, destaca-se o município Olho D água das Flores que se manteve como 1º colocado no ranking do PIB per capita entre os municípios desta Região, tendo atingido no ano de 2007 um PIB per capita de R$ 6.311,00, que representou o maior resultado de todo período entre os anos de 2000 a 2011, porém, apresentou no ano seguinte o maior decréscimo observado na série histórica analisada, caindo da 1ª colocação no ano de 2007 para a 5ª colocação no ano de 2008, quando apresentou PIB per capita de R$ 3.724,00. Nos anos seguintes o PIB per capita do município Olho D Água das Flores não apresentou desempenho semelhante ao observado até o ano de 2007, se mantendo em 2011 como 5º colocado no ranking do PIB per capita dos municípios desta Região. CO Produto Interno Bruto (PIB) per capita - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região da Bacia Leiteria PA RA Produdo Interno Bruto per capita (R$) ÃO RS Anos Belo Monte Cacimbinhas Carneiros Dois Riachos Jacaré dos Homens Jaramataia Major Isidoro Maravilha Monteirópolis Olho d Água das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Pão de Açúcar Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera Senador Rui Palmeira Média VE Batalha Figura Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 111

112 Quadro 3-23 Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira. Ano Média do PIB per Municípios capita no Em R$ Período (R$) Batalha Belo Monte Cacimbinhas Carneiros Dois Riachos Jacaré dos Homens Jaramataia Major Isidoro Maravilha Monteirópolis Olho d Água das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Pão de Açúcar Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera Senador Rui Palmeira Valor Médio Anual do PIB per capita da Região da Bacia Leiteira Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto No ano 2000, dos 19 municípios que compõe a Região da Bacia Leiteria, apenas 7 municípios apresentaram PIB per capita acima da média desta Região, que foi de R$ 1.570,00, com destaque para os municípios de Jacaré dos Homens e Batalha que atingiram PIB per capita R$ 2.922,00 e R$ 2.895,00, respectivamente. Os piores resultados do PIB per capta observados ao longo do período analisado foram obtidos pelo município de Senador Rui Palmeira, que possui a pior média histórica no período analisado, que foi R$ 1.873,00. Os melhores resultados foram obtidos pelo município de Jacaré dos Homens no período de 2008 a 2011, apresentando a melhor média histórica do PIB per capita, que foi de R$ 4.042,00. Da análise comparativa dos resultados apresentados para o PIB (Quadro 3-21) e o PIB per capita (Quadro 3-23) entre os municípios da Região da Bacia Leiteria, observa-se que Santana do Ipanema, apesar de ter apresentado o maior PIB no ano de 2011, foi o terceiro colocado no ranking do PIB per capita neste mesmo ano, com valor de R$ 5.270,00, ficando atrás dos municípios de Pão de Açúcar e Jacaré dos Homens, que apresentaram os melhores resultados per capita em Conforme pode ser observado no comparativo entre os gráficos apresentados nas Figura 3.12 e Figura 3.15, a evolução anual do PIB per capita da Região da Bacia Leiteira apresentou o mesmo

113 comportamento ascendente da evolução anual do PIB (Figura 3.12). PIB per capita (R$) Figura Evolução média anual do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos de 2000 e 2011 da Região da Bacia Leiteira Renda per capita Evolução do PIB per capita da Região da Bacia Leiteira entre os anos de 2000 a No que diz respeito à análise da renda per capita, dos 19 municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira, verifica-se que o município Olho D água das Flores apresentou a maior renda per capita do ano de 1991, que foi de R$ 149,00. Já a menor renda per capita foi obtida pelo município de São José da Tapera, que apresentou o valor R$ 63,00. Em 1991, dos 19 municípios da Região da Bacia Leiteira, 11 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 100,00 (Quadro 3-24). No ano 2000 o melhor resultado de renda per capita foi obtido pelo município de Batalha, que obteve o valor de R$ 246,00, e o pior resultado foi obtido pelo município de Poço das Trincheiras, que obteve o valor de R$ 69,00. Neste ano observa-se que, dos 19 municípios da Região da Bacia Leiteria, 11 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 138,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 1991 e 2000, destaca-se o município de Monteirópolis que obteve um incremento de 150,63% ao longo do período, o que equivale a aumento de R$ 119,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi apresentado pelo município de Poço das Trincheiras, que apresentou um incremento de apenas 1,47%, equivalente a R$ 1,00. Em 2010 observa-se que 8 municípios apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 218,00. O melhor resultado em 2010 foi obtido pelo município de Santana do Ipanema, que obteve o valor de R$ 294,00, e o pior resultado foi apresentado pelo município de Senador Rui Palmeira, que obteve o valor de R$ 160,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 2000 e 2010, destaca-se o município de Maravilha, que obteve um incremento de 166,28% no período, o que equivale a um aumento de R$ 143,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi exibido pelo município de Monteirópolis, que apresentou um resultado negativo de menos 10,61% no incremento da renda per capita, o que resultou numa redução de R$ 21,00 para este período Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 113

114 Quadro Renda per capita dos anos de 1991, 2000 e 2010 dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira. Anos Incremento por período (R$) Incremento por período (%) Municípios / / / /2010 Em R$ Em R$ Percentual Batalha ,35% 8,13% Belo Monte ,71% 74,07% Cacimbinhas ,33% 81,82% Carneiros ,59% 70,94% Dois Riachos ,04% 30,87% Jacaré dos Homens ,30% 5,38% Jaramataia ,88% 76,61% Major Isidoro ,64% 117,74% Maravilha ,26% 166,28% Monteirópolis ,63% -10,61% Olho d Água das Flores ,86% 42,71% Olivença ,89% 137,80% Ouro Branco ,75% 79,53% Palestina ,53% 68,18% Pão de Açúcar ,18% 28,74% Poço das Trincheiras ,47% 134,78% Santana do Ipanema ,00% 55,56% São José da Tapera ,10% 117,24% Senador Rui Palmeira ,27% 102,53% Média ,00% 57,97% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, Evolução da População A população total dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira correspondia no ano de 1991 a habitantes, o que representava 9,47% de toda população do Estado de Alagoas, e em 2010 a população alcançou um total de habitantes, o que representou 8,77% da população do Estado (Quadro 1.1.6). O crescimento populacional total nesta Região no período entre os anos de 1991 a 2010 foi de habitantes, o que representou uma Taxa de Crescimento populacional total de 14,98% neste período, com taxa média de crescimento anual de 0,79 % ao ano. Nesta Região o município de Santana do Ipanema destaca-se como sendo o mais populoso e o município de Palestina como o menos populoso. Quanto as taxas de crescimento populacional total, destaca-se no período de 1991 a 2010 o município de Carneiros, que apresentou a maior Taxa de crescimento populacional total, que foi de 45,77% ao longo deste período, com taxa média anual de crescimento populacional de 2,41% ao ano, conforme apresentado no Quadro 3-25 e na Figura O município de Cacimbinhas obteve o pior desempenho observado no período de 1991 a 2000, quando atingiu uma taxa de decréscimo populacional da ordem de -30,38%, sendo que a sua taxa média anual de crescimento populacional ao longo da série histórica analisada foi de -1,35% ao ano. A população total do município de Cacimbinhas no ano de 1991 era de habitantes, caindo para habitantes no ano de 2010, representando um decréscimo populacional total de 25,70% neste período. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 114

115 População (Habitantes) Evolução Populacional - Municípios da Região da Bacia Leiteira Ano Batalha Belo Monte Cacimbinhas Carneiros Dois Riachos Jacaré dos Homens Jaramataia Major Isidoro Maravilha Monteirópolis Olho d'água das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Pão de Açúcar Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera Senador Rui Palmeira Figura Evolução Populacional dos municípios da Região da Bacia Leiteira (período entre os anos de 1991 a 2010) Da análise da série histórica apresentada ( ), verifica-se que apesar dos decréscimos populacionais ocorridos em alguns municípios da Região da Bacia Leiteira, houve evolução no crescimento populacional neste período, conforme apresentado no gráfico da Figura Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 115

116 População (habitantes) Evolução populacional da Região da Bacia Leiteria ( ) Figura Evolução Populacional da Região da Bacia Leiteira (período entre os anos de 1991 a 2010) Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 116

117 Quadro Evolução Populacional dos municípios da Região da Bacia Leiteira Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total Taxa de crescimento por Período (%) Crescimento Populacional total no Período -nº de habitantes Taxa de Crescimento Populacional total no Período - % Taxa média anual de crescimento populacional (%) Batalha ,55% 15,39% ,02% 1,63% Belo Monte ,47% 3,05% -37-0,52% -0,03% Cacimbinhas ,38% 6,73% ,70% -1,35% Carneiros ,79% 25,89% ,77% 2,41% Dois Riachos ,54% -1,68% 869 8,68% 0,46% Jacaré dos Homens ,52% -5,37% ,05% 0,74% Jaramataia ,39% -3,97% ,13% 1,43% Major Isidoro ,21% 7,13% ,50% 0,50% Maravilha ,27% -24,86% ,63% -0,51% Monteirópolis ,92% -4,21% ,95% 0,68% Olho d'água das Flores ,05% 4,88% ,10% 1,58% Olivença ,36% 6,54% 917 9,05% 0,48% Ouro Branco ,82% 8,29% ,76% 0,88% Palestina ,67% 13,02% ,90% 2,15% Pão de Açúcar ,23% -2,22% ,72% 0,56% Poço das Trincheiras ,08% 4,92% ,74% 1,09% Santana do Ipanema ,96% 8,31% ,51% 1,29% São José da Tapera ,54% 9,16% ,76% 0,51% Senador Rui Palmeira ,26% 8,92% ,61% 2,03% Total da Região ,00% 4,53% ,98% 0,79% Estado de Alagoas ,27% 10,55% ,12% 1,27% Percentual da População da Região em relação a População do Estado de Alagoas 9,47% 9,22% 9,28% 8,81% 8,77% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

118 3.2.5 Projeção Populacional A população total da região da Bacia Leiteira para um horizonte de 20 anos é de habitantes. A projeção de população para cada município da região consta no Quadro Quadro 3-26 Projeção populacional para um horizonte de 20 anos. Município População Total Batalha Belo Monte Cacimbinhas Carneiros Dois Riachos Jacaré dos Homens Jaramataia Major Isidoro Maravilha Monteirópolis Olho d'água das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Pão de Açúcar Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera Senador Rui Palmeira Região da Bacia Leiteira Fonte: IBGE, Cálculos elaborados pela FLORAM Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Na Região da Bacia Leiteria observa-se que maior da parte da população encontra-se na Zona Rural (Figura 3.18), porém, verifica-se a evolução das Taxas de Urbanização ao longo da série histórica analisada, que apresentou uma Taxa de Crescimento da População Urbana da ordem 23,17% para o período entre os anos de 1991 a 2000 e de 13,16% para o período entre os anos de 2000 a 2010, comportamento este semelhante ao observado no âmbito Estadual, que apresentou maior crescimento da população urbana no período entre 1991 e 2000, e posteriormente um menor crescimento no período entre 2000 e 2010 (Quadro 3-27). No ano de 1991, a Taxa de Urbanização desta Região era da ordem de 39,46%, tendo atingindo em 2010 uma taxa de Urbanização de 49%, o que correspondia respectivamente a e 124,136 habitantes em zonas urbanas. Nesta Região o município de Batalha destaca-se por apresentar as maiores Taxas de Urbanização e consequentemente as menores Taxas de Ruralização ao longo da série histórica em análise, e o município de Carneiros apresentou as menores Taxas de Urbanização e consequentemente as maiores taxas de Ruralização, que vem diminuído ao longo do tempo. Entre os municípios desta Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 118

119 Região o que mais apresentou evolução no crescimento da população urbana foi Carneiros, que atingiu as maiores taxas observadas nos dois períodos em análise (1991/2000 e 2000/2010), e os municípios de Senador Rui Palmeira e Palestina apresentaram as maiores taxas de crescimento da população Rural, nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010 respectivamente (Quadro 3-27). População (habitantes) Dinâmica populacional da Região da Bacia Leiteira (Urbana x Rural) Figura 3.18 Dinâmica populacional Urbana e Rural da Região da Bacia Leiteira Ano População Urbana População Rural Apesar da maioria da população da Região da Bacia Leiteria viver na Zona Rural (51% em 2010), observa-se que as populações das Zonas Urbanas (49% em 2010) vêm obtendo maiores Taxas de Crescimento (Quadro 3-27), com forte tendência de superar esta diferença. Essa tendência pode ser observada no Gráfico da Figura 3.18, onde percebe-se o decrescimento das populações das Zonas Rurais que pode ser justificado, de modo geral, pela migração destas populações para as Zonas Urbanas em busca de melhores empregos e melhores condições de vida. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 119

120 Quadro Dinâmica Populacional das Zonas Urbanas e Rurais dos municípios da Região da Bacia Leiteira Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total População Urbana População Rural Taxa de Urbanização Taxa de Ruralização Taxa de crescimento da população Urbana por período Taxa de crescimento da população Rural por período Batalha ,52% 69,75% 70,52% 36,48% 30,25% 29,48% 24,69% 16,66% -5,85% 12,44% Belo Monte ,08% 17,97% 16,66% 84,92% 82,03% 83,34% 15,01% -4,49% -6,75% 4,70% Cacimbinhas ,59% 44,35% 52,99% 70,41% 55,65% 47,01% 4,33% 27,53% -44,97% -9,84% Carneiros ,80% 51,40% 56,72% 64,20% 48,60% 43,28% 66,26% 38,91% -12,35% 12,13% Dois Riachos ,09% 39,95% 46,74% 65,91% 60,05% 53,26% 29,53% 15,02% 0,71% -12,79% Jacaré dos Homens ,24% 49,41% 56,01% 52,76% 50,59% 43,99% 26,05% 7,29% 15,58% -17,73% Jaramataia ,67% 49,88% 52,41% 51,33% 50,12% 47,59% 35,67% 0,90% 29,28% -8,82% Major Isidoro ,27% 48,39% 49,25% 54,73% 51,61% 50,75% 9,24% 9,03% -3,60% 5,35% Maravilha ,65% 38,39% 49,95% 68,35% 61,61% 50,05% 45,86% -2,23% 8,42% -38,97% Monteirópolis ,64% 37,17% 36,27% 70,36% 62,83% 63,73% 47,86% -6,54% 5,30% -2,84% Olho d'água das Flores ,24% 66,93% 68,69% 39,76% 33,07% 31,31% 37,82% 7,64% 3,18% -0,72% Olivença ,84% 22,87% 28,40% 84,16% 77,13% 71,60% 47,73% 32,31% -6,18% -1,10% Ouro Branco ,33% 52,60% 63,05% 52,67% 47,40% 36,95% 19,83% 29,81% -2,97% -15,60% Palestina ,00% 66,64% 63,32% 39,00% 33,36% 36,68% 36,20% 7,40% 6,64% 24,25% Pão de Açúcar ,97% 44,38% 45,23% 58,03% 55,62% 54,77% 19,73% -0,34% 8,52% -3,71% Poço das Trincheiras ,58% 11,78% 14,73% 89,42% 88,22% 85,27% 28,15% 31,21% 13,54% 1,41% Santana do Ipanema ,82% 57,84% 60,50% 44,18% 42,16% 39,50% 19,10% 13,30% 9,72% 1,46% São José da Tapera ,21% 33,60% 38,68% 76,79% 66,40% 61,32% 45,54% 25,66% -13,06% 0,82% Senador Rui Palmeira ,53% 28,74% 30,23% 67,47% 71,26% 69,77% 12,44% 14,55% 34,40% 6,64% Total da Região ,46% 45,26% 49,00% 60,54% 54,74% 51,00% 26,17% 13,16% -0,54% -2,61% Estado de Alagoas ,95% 68,01% 73,64% 41,05% 31,99% 26,36% 29,53% 19,70% -12,52% -8,89% Fonte: SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

121 3.2.7 Densidade Demográfica A Densidade Demográfica observada para a Região da Bacia da Leiteira nos anos de 1991, 2000 e 2010, correspondiam respectivamente a 46,41, 51,05 e 53,36 hab/km², valores bem abaixo dos obtidos para o Estado de Alagoas nos mesmos períodos. Quanto a evolução da densidade demográfica regional, verifica-se que no período entre os anos de 1991 a 2000, a evolução foi de 10,00% e no período de 2000 a 2010 esta evolução foi de 4,53%, seguindo a mesma tendência de evolução da densidade demográfica observada para no Estado de Alagoas (Quadro 3-28). Nesta Região o município de Olho D Água das Flores destaca-se por apresentar as maiores densidades demográficas, e o de Belo Monte por apresentar as menores densidades demográficas observadas nos períodos em análise. Quanto a evolução da Densidade Demográfica, destaca-se no período de 1991 a 2000 o município de Jaramataia, que teve aumento de 32,39% na densidade demográfica, e o município de Carneiros que no período de 2000 a 2010 teve aumento de 25,89%, tendo estes resultados relação direta com aumento populacional ocorrido nestes períodos. Os piores resultados foram observados para os municípios de Cacimbinhas e Maravilha, que apresentaram decréscimos da densidade demográfica nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente, tendo relação direta com a redução populacional ocorrida nestes municípios nos mesmos períodos (Figura 3.24). Quadro Densidade demográfica dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira Densidade Demográfica (Hab/Km²) Evolução da Densidade Evolução da Densidade Municípios Demográfica no Demográfica no Período de 1991 a Período de 2000 a Batalha 40,61 46,12 53,21 13,55% 15,39% Belo Monte 21,15 20,42 21,04-3,47% 3,05% Cacimbinhas 50,26 34,99 37,34-30,38% 6,73% Carneiros 50,28 58,22 73,3 15,79% 25,89% Dois Riachos 71,25 78,76 77,44 10,54% -1,68% Jacaré dos Homens 33,35 40,2 38,04 20,52% -5,37% Jaramataia 42,16 55,81 53,6 32,39% -3,97% Major Isidoro 38,02 38,86 41,63 2,21% 7,13% Maravilha 37,67 45,31 34,04 20,27% -24,86% Monteirópolis 71,31 84,09 80,55 17,92% -4,21% Olho d'água das Flores 85,35 105,87 111,04 24,05% 4,88% Olivença 58,55 59,94 63,86 2,36% 6,54% Ouro Branco 45,63 49,2 53,28 7,82% 8,29% Palestina 74,19 92,49 104,54 24,67% 13,02% Pão de Açúcar 31,49 35,65 34,86 13,23% -2,22% Poço das Trincheiras 39,36 45,3 47,52 15,08% 4,92% Santana do Ipanema 82,41 94,74 102,61 14,96% 8,31% São José da Tapera 55,37 55,67 60,77 0,54% 9,16% Senador Rui Palmeira 27,47 34,95 38,07 27,26% 8,92% Região da Bacia Leiteria 46,41 51,05 53,36 10,00% 4,53% Fonte: SEPLANDE, Estado de Alagoas 90,5 101,61 112,33 12,27% 10,55% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 121

122 3.2.8 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Os Índices de Desenvolvimento Humano Municipal são calculados com base em outros 3 índices de Desenvolvimento Humano, que avaliam a renda, educação e longevidade da população. O Estado de Alagoas ocupa o último lugar no ranking brasileiro do IDH dos anos de 2000 e 2010, devido aos baixos índices de IDH-M observados na maioria dos municípios do Estado. A Região da Bacia Leiteira, assim como os seus municípios vem apresentando evolução no IDH-M ao longo do tempo, não sendo observado nenhum caso em que tenha ocorrido o decréscimo deste índice. O IDH-M médio desta Região evoluiu em 34,92 % no período entre os anos de 1991 e 2000, e em 49,28% no período entre os anos de 2000 a 2010, tendo superado os IDH-M s observados nos anos de 1991 e 2000, e que eram considerados muito baixo, e em 2010 passou a ser considerado como baixo (0,549), de acordo com a escala de IDH-M estabelecida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD (Quadro 3-29). No ano de 2010, o município de Pão de Açúcar alcançou o maior IDH-M observado entre os municípios desta Região, e Olivença apresentou o menor IDH-M, sendo o único que manteve este índice num nível considerado como muito baixo. Quanto a evolução do IDH-M, os municípios de Jaramataia e Senador Rui Palmeira destacam-se por terem apresentado as maiores evoluções observadas nos períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. Os municípios de Maravilha e Pão de Açúcar foram os que apresentaram as menores evoluções observadas para os períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. Com exceção do município de Olivença, os demais desta Região passaram de um IDH-M que era considerado como muito baixo nos anos de 1991 e 2000, para um nível considerado como baixo no ano de Quadro Evolução dos índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira. IDHM Evolução do Evolução do IDMH IDMH no Municípios no período entre os período entre os anos de 1991 a 2000 anos de 2000 a 2010 Batalha 0,291 0,401 0,594 37,80% 48,13% Belo Monte 0,227 0,331 0,517 45,81% 56,19% Cacimbinhas 0,282 0,359 0,531 27,30% 47,91% Carneiros 0,271 0,356 0,526 31,37% 47,75% Dois Riachos 0,261 0,370 0,532 41,76% 43,78% Jacaré dos Homens 0,296 0,400 0,583 35,14% 45,75% Jaramataia 0,221 0,386 0,552 74,66% 43,01% Major Isidoro 0,281 0,365 0,566 29,89% 55,07% Maravilha 0,300 0,343 0,569 14,33% 65,89% Monteirópolis 0,251 0,380 0,539 51,39% 41,84% Olho d'água das Flores 0,322 0,405 0,565 25,78% 39,51% Olivença 0,217 0,301 0,493 38,71% 63,79% Ouro Branco 0,291 0,396 0,547 36,08% 38,13% Palestina 0,317 0,402 0,558 26,81% 38,81% Pão de Açúcar 0,345 0,434 0,593 25,80% 36,64% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 122

123 Quadro Evolução dos índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira. IDHM Evolução do Evolução do IDMH IDMH no Municípios no período entre os período entre os anos de 1991 a 2000 anos de 2000 a 2010 Poço das Trincheiras 0,240 0,313 0,526 30,42% 68,05% Santana do Ipanema 0,349 0,425 0,591 21,78% 39,06% São José da Tapera 0,204 0,319 0,527 56,37% 65,20% Senador Rui Palmeira 0,211 0,299 0,518 41,71% 73,24% IDMH médio da Região da Bacia Leiteira 0,272 0,368 0,549 34,92% 49,28% * Escala do IDH-M - Muito Baixo = 0 a 0,499 / Baixo= 0,500 a 0,599 / Médio= 0,600 a 0,699 / Alto= 0,700 a 0,799 / Muito Alto = 0,800 a 1,000 (Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil PNUD/IPEA) Fonte: SEPLANDE, Gênero A Região da Bacia Leiteira apresenta ao longo de todos os anos analisados uma maior população de mulheres em relação a população de homens, e em 2010 a população total de homens correspondia a e a população total de mulheres a , resultando numa de razão de 0,97 homem para cada mulher, representando de modo geral, o panorama observado na maioria dos municípios desta Região, onde se verifica um maior número de mulheres (Quadro 3-30). Nesta Região, destacam-se historicamente os municípios de Belo Monte, Jaramataia, Olivença e Poço das Trincheiras, por apresentarem uma maior população de homens do que de mulheres em todos os anos analisados tendo atingido uma razão de homem para mulher com valores iguais ou maiores que 1. Quadro População por gênero (Homens / Mulheres) dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira. Município Sexo X Ano População Total Homens Mulheres Razão por sexo (Homens / mulheres) Batalha ,95 0,97 0,97 Belo Monte ,00 1,01 1,02 Cacimbinhas ,95 0,96 0,98 Carneiros ,00 0,97 0,96 Dois Riachos ,90 0,95 1,01 Jacaré dos Homens ,97 0,98 0,97 Jaramataia ,01 1,00 1,02 Major Isidoro ,97 0,98 0,96 Maravilha ,01 0,99 1,02 Monteirópolis ,92 0,96 0,94 Olho d'água das Flores ,90 0,92 0,91 Olivença ,00 1,04 1,01 Ouro Branco ,98 1,03 0,99 Palestina ,97 0,95 0,94 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 123

124 Quadro População por gênero (Homens / Mulheres) dos municípios que compõem a Região da Bacia Leiteira. Município Sexo X Ano População Total Homens Mulheres Razão por sexo (Homens / mulheres) Pão de Açúcar ,95 0,97 0,98 Poço das Trincheiras ,01 1,02 1,02 Santana do Ipanema ,92 0,95 0,94 São José da Tapera ,95 0,94 0,97 Senador Rui Palmeira ,99 0,98 0,96 Região da Bacia Leiteira ,96 0,97 0,97 Fonte: IBGE, Estrutura Etária da População A estrutura etária da população da Região da Bacia Leiteira pode ser observada na Figura 3.19 e Quadro Ao se analisar os dados é possível observar a diminuição da população de 0 a 9 anos e aumento da população acima dos 60 anos. Quadro População residente, por faixa etária e sexo Faixa Etária Masculino Feminino Total Razão por sexo (anos) a ,99 1 1,03 5 a ,99 1 1,01 10 a ,97 0,99 1,03 15 a ,99 1,03 1,02 20 a ,97 1,02 0,96 25 a ,94 0,97 0,98 30 a ,93 0,98 0,95 35 a ,89 0,94 0,94 40 a ,92 0,92 0,98 45 a ,93 0,9 0,94 50 a ,94 1,14 0,89 55 a ,82 0,88 0,86 60 a ,8 0,89 0,92 65 a ,95 0,83 0,9 70 a ,99 0,87 0,86 75 a ,99 0,88 0,82 80 e mais ,84 0,87 0,78 Total Dist (%) na Popul Total 48,89 49,49 49,25 51,11 50,51 50,75 Fonte: IBGE, censos demográficos 1991, 2000 e Cálculos elaborados pela FLORAM. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 124

125 Foram elaboradas as pirâmides da Região da Bacia Leiteira, com dados censitários do IBGE, para facilitar a avaliação da população nas décadas de 1991, 2000 e 2010, fazendo-se comparações entre estes períodos (Figura 3.19). Entre 1991 e 2010, a região, segundo dados do IBGE, apresentou mudança significativa na estrutura etária. A cada década houve uma redução da proporção de crianças, efeito este relacionado a redução das taxas de fecundidade ao longo dos anos. Figura 3.19: Estrutura Etária da População da Região da Bacia Leiteira de Alagoas, para os anos de 1991, 2000 e Mobilidade Social O termo mobilidade, vem do Latim mobilis, que significa o que pode ser movido, deslocado ou que é passível de movimento. Assim mobilidade social vem a ser o fenômeno em que o indivíduo ou um grupo de pessoas pertencentes a uma determinada posição social movimenta para outra, tendo para isso influências tanto das mudanças demográficas e econômicas quanto da construção e consolidação dos canais de mobilidade existentes na sociedade. Uma das influências que se destacam para que ocorra essa mobilidade é a distribuição de renda e um dos principais indicadores dessa distribuição é a renda per capita. A avaliação da renda per capita através do PIB municipal mostra que para a Região da Bacia Leiteira ocorreu uma elevação do rendimento médio ao longo dos anos estudados, entre o ano de 1991 a 2010, como podemos observar no Quadro Fazendo a avaliação da média do PIB per capita (PIB pc) da região, observamos que em termos de valor absoluto, a Região da Bacia Leiteira apresentou PIB pc inferior ao Estado de Alagoas e à média nacional, não tendo nenhum município que se destacasse chegando próximo à média do estado. Santana do Ipanema foi o município que apresentou maior renda per capita no ano de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 125

126 O aumento dessas taxas, vem estabelecer que aquela região está passando por um crescimento econômico, o que pode estar diretamente relacionado às influências da mobilidade social ocorrentes na região. Os municípios que se destacam acabam sendo referências de locais que apresentam maiores oportunidades de vínculo empregatício, o que nos leva a inferir que estes atraem maior contingente de indivíduos, em busca de uma estabilidade financeira e novas oportunidades de emprego. Esse aumento populacional, muitas vezes desenfreado, gera um maior consumo o que ocasiona uma maior geração de resíduos. O crescimento econômico pode ser melhor avaliado ao observarmos o aumento da renda per capita para os anos analisados (Quadro 3-32). Foi verificado que a renda média domiciliar na Região da Bacia Leiteira em 1991, que foi de R$ 100,43, estava abaixo da renda média estadual (R$ 211,98) e muito abaixo quando comparada à média nacional, que foi de R$ 447,56. Para os demais anos analisados, apesar da média ter subido, ela ainda ficou muito abaixo do apresentado para o estado de Alagoas. Se observarmos a variação nessa taxa de crescimento de 2010 a 1991, vemos que todos os municípios cresceram. Com base nas análises feitas com relação ao crescimento populacional para a região, apesar dos decréscimos populacionais ocorridos em alguns municípios, nota-se evolução do crescimento populacional e econômico neste período, destacando-se os municípios de Santana do Ipanema, Olho d Água das Flores, Major Isidoro e Batalha. Quadro Renda per capita anual e concentração da renda na Região da Bacia Leiteira. Renda Per Capita anual (R$) Índice de Gini Índice de Theil - L Municípios Variação Variação Variação / 2000/ 2010/ Batalha 147,26 246,02 265,62 1,67 1,08 1,80 0,55 0,67 0,49 0,52 0,79 0,45 Belo Monte 81,56 108,35 187,77 1,33 1,73 2,30 0,42 0,56 0,65 0,29 0,41 0,73 Cacimbinhas 131,92 142,84 259,72 1,08 1,82 1,97 0,55 0,69 0,6 0,53 0,7 0,66 Carneiros 102,67 117,4 199,58 1,14 1,70 1,94 0,53 0,52 0,54 0,49 0,53 0,59 Dois Riachos 98,28 148,66 194,81 1,51 1,31 1,98 0,41 0,54 0,55 0,28 0,52 0,54 Jacaré dos Homens 122,99 222,72 235,11 1,81 1,06 1,91 0,55 0,67 0,49 0,52 0,84 0,44 Jaramataia 85,43 124,11 219,1 1,45 1,77 2,56 0,44 0,43 0,48 0,33 0,32 0,41 Major Isidoro 121,5 124,09 270,04 1,02 2,18 2,22 0,51 0,55 0,54 0,42 0,44 0,53 Maravilha 78,36 85,8 229,39 1,09 2,67 2,93 0,63 0,59 0,58 0,63 0,35 0,65 Monteirópolis 79,12 197,95 176,62 2,50 0,89 2,23 0,45 0,82 0,49 0,33 1,24 0,46 Olho dágua das Flores 149,47 192,01 274,46 1,28 1,43 1,84 0,56 0,64 0,55 0,56 0,72 0,57 Olivença 72,42 82,3 195,19 1,14 2,37 2,70 0,42 0,67 0,56 0,29 0,62 0,61 Ouro Branco 80,04 126,89 227,56 1,59 1,79 2,84 0,53 0,57 0,55 0,5 0,49 0,61 Palestina 83,36 109,76 185,39 1,32 1,69 2,22 0,52 0,54 0,59 0,45 0,45 0,67 Pão de Açúcar 145,98 174,43 224,33 1,19 1,29 1,54 0,53 0,71 0,57 0,5 0,86 0,63 Poço das Trincheiras 67,71 69,2 162,21 1,02 2,34 2,40 0,47 0,67 0,64 0,37 0,63 0,74 Santana do Ipanema 125,53 188,57 293,85 1,50 1,56 2,34 0,57 0,68 0,61 0,58 0,83 0,75 São José da Tapera 63,2 87,03 188,84 1,38 2,17 2,99 0,53 0,72 0,58 0,49 0,8 0,64 Senador Rui Palmeira 71,45 79,05 159,61 1,11 2,02 2,23 0,47 0,68 0,55 0,41 0,48 0,59 PIB da Região 100,43 138,27 218,38 1,38 1,73 2,26 0,51 0,63 0,56 0,45 0,63 0,59 Alagoas 211,98 285,29 432,56 1,35 1,52 2,04 0,63 0,68 0,63 0,7 0,82 0,75 Brasil 447,56 592,46 793,87 1,32 1,34 1,77 0,63 0,64 0,6 0,78 0,76 0,68 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 126

127 Existem duas medidas convencionais, para avaliação da desigualdade de distribuição de renda, estas podem ser o ponto certo para a correta avaliação da concentração de renda para determinadas camadas sociais, que são o índice de Gini e o de Theil. O índice de Gini mede o grau de desigualdade existente entre indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0 (zero) quando não há desigualdade (todos os indivíduos possuem a mesma renda) a 1 (um), quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo possui toda a renda da sociedade). O índice de Theil, por sua vez, é o logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas das rendas individuais, sendo nulo quando não existir desigualdade de renda entre os indivíduos e tendente ao infinito quando a desigualdade tende ao máximo. Assim, diz-se que se estes índices crescerem de um período ao outro, a distribuição de renda piorou naquele período e vice-versa. Como se pode observar no Quadro 3-32, a Região da Bacia Leiteira possui índices de concentração de renda inferiores a média estadual. Percebe-se que o Índice de Gini da região em estudo gira em torno de 0.56 e o índice de Theil está em torno de 0,53, aproximadamente. Isto demonstra a existência de um baixo grau de concentração da riqueza gerada na região e caracteriza os municípios como tendo uma desigualdade social que ainda precisa melhorar para atingir os níveis de regiões mais desenvolvidas. Observa-se também que ambos os índices são inferiores ao do Estado de Alagoas, indicando ser uma situação de concentração e desigualdade de renda entre os indivíduos, menos críticos que a estadual. A análise dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento (Quadro 3-33), serve também para avaliar as desigualdades de distribuição de renda e em que extrato da sociedade a população de determinado local se encontra. As desigualdades de renda ainda estão presentes nesta região, apesar dos acréscimos de renda per capita observados. Ao calcular a razão entre a renda média dos extratos 10% mais ricos e 40% mais pobres da população, no período 1991 a 2010, a razão passa de 14,22 para 21,87, enquanto a razão da renda dos 20% mais ricos e 40% mais pobres da população passou de 9,67 para 15,74. Podemos perceber que as taxas sofreram acréscimo, porém não podemos descartar que a população da região também sofreu aumento durante as décadas analisadas, o que impede de avaliar com maior precisão até que ponto essas taxas influenciaram naquela população. Ao observar a razão dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres, vemos que de 1991 a 2010 essas taxas tiveram variações, tendo uma aumentado e a outra diminuído, respectivamente. Uma das principais razões apontada para explicar os componentes da desigualdade de rendimentos no trabalho para a economia brasileira é o grau de instrução da mão-de-obra empregada, que é muito mais baixo nas classes mais pobres. Porém se analisarmos apenas entre 2000 e 2010, vemos que a razão de ricos diminuiu e a de pobres aumentou, tendo esse efeito ocorrido na Região da Bacia Leiteira, em âmbito estadual e nacional também, o que pode estar diretamente relacionado a abrangência dos programas governamentais e ao desequilíbrio populacional (Quadro 3-33). Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Batalha 16,3 30,37 11,45 60,88 71,14 53,72 4,01 2,5 3,63 10,5 18,12 8,85 Belo Monte 8,33 20,82 47,75 49,3 57,65 65,67 5,94 0,86 0,67 6,04 14,8 33,14 Cacimbinhas 16,54 53,06 22,37 60, ,88 4,57 0,06 1,64 10,31 33,34 16,76 Carneiros 15,56 14,46 18,39 57,69 54,28 56,12 3,7 2,65 2,04 10,66 11,48 13,52 Dois Riachos 7,75 16,44 19,97 47,7 57,94 57,72 6,25 3,01 1,5 5,69 11,42 14,98 Jacaré dos Homens 17,24 29,89 12,16 59,96 71,37 54,42 3,38 2,86 4,03 11,45 17,39 8,66 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 127

128 Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Jaramataia 9,21 8,66 10,84 50,91 49,9 53,3 6,2 5,37 3,98 6,47 6,37 8,19 Major Isidoro 13,49 18,4 18,17 55,96 58,23 57,76 3,95 1,73 2,54 9,04 13,12 12,14 Maravilha 27,6 36,08 24,19 66,63 57,86 60,26 1,87 0 1,75 17,25 26,59 16,43 Monteirópolis 9,29 123,03 12,9 50,97 82,88 52,86 5,1 0,11 2,51 7,04 68,59 9,9 Olho dágua das Flores 18,51 31,86 17,16 61,51 67,42 58,01 3,15 1,46 2,53 11,99 20,69 11,77 Olivença 7,99 56,95 20,9 47,26 67,45 57,36 5, ,39 39,28 15,52 Ouro Branco 15,55 21,21 20,33 57,29 58,91 57,26 3,19 0,93 1,84 10,77 15,54 15,28 Palestina 14,38 17,94 24,26 57,42 55,39 60,64 4 1,94 1,97 9,51 13,13 17,5 Pão de Açúcar 16,02 51,14 20,24 58,56 73,84 58,94 3,88 0,74 1,71 10,86 31,43 15,59 Poço das Trincheiras 11,08 67,41 37,56 52,4 68,26 65,45 4,4 0 1,57 8,16 46,93 25,66 Santana do Ipanema 19,47 41,79 30,01 61,69 70,76 63,84 2,98 1,16 1,4 13,3 26,74 20,32 São José da Tapera 15,05 183,96 24,73 57,39 73,05 60,4 3,64 0 1,82 10,43 121,91 17,95 Senador Rui Palmeira 10,87 344,4 22,2 51,77 68,28 56,03 3,81 0 1,95 7,87 242,83 16,96 Média da Região 14,22 61,47 21,87 56,11 65,03 58,51 4,16 1,34 2,16 9,67 41,04 15,74 Alagoas 13,27 32,92 18,18 54,64 61,32 56,72 4,32 1,94 2,54 9,11 22,13 12,84 Brasil 30,46 30,31 22,78 67,21 67,56 63,4 1,92 1,84 2,41 20,01 19,71 14,83 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. O aumento de renda da classe mais pobre foi alcançando a partir do acúmulo das políticas sociais desenvolvidas em 2003, onde o governo começou a construção do Brasil sem Miséria, dando continuidade às experiências dos programas de governo, bem sucedidas e buscando aperfeiçoá-las (Brasil, 2014). Com a construção dessas políticas, voltadas a alcançar os brasileiros mais vulneráveis, o governo delineou medidas para que a situação de extrema pobreza fosse alterada na vida dessas famílias, dessa forma essas pessoas conseguiam uma ascensão social, saindo do nível de indigência para o sustentável. Para a população ter acesso aos programas, o indivíduo tem que estar cadastrado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) este caracteriza-se por ser um instrumento de coleta de dados e informações que objetiva identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país. Para a Região da Bacia Leiteira há famílias cadastradas no CadÚnico, famílias são beneficiadas pelo Programa Bolsa Família; pela Prestação Continuada, para idosos e pela Prestação Continuada, para pessoas com deficiência (Quadro 3-34). Quadro Famílias dos municípios da Região da Bacia Leiteira cadastradas em algum programa do Governo Federal Municípios Prestação Prestação Cadastro Único para Programas Sociais Programa Continuada Continuada (CadÚnico) - renda familiar per capita de Bolsa Família (BPC) para (BPC) para até 1/2 salário mínimo (PBF) Pessoas com Idosos Deficiência Batalha Belo Monte Cacimbinhas Carneiros Dois Riachos Jacaré dos Homens Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 128

129 Quadro Famílias dos municípios da Região da Bacia Leiteira cadastradas em algum programa do Governo Federal Municípios Prestação Prestação Cadastro Único para Programas Sociais Programa Continuada Continuada (CadÚnico) - renda familiar per capita de Bolsa Família (BPC) para (BPC) para até 1/2 salário mínimo (PBF) Pessoas com Idosos Deficiência Jaramataia Major Isidoro Maravilha Monteirópolis Olho dágua das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Pão de Açúcar Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera Senador Rui Palmeira Total Fonte: MDS. Fazendo um apanhado do levantamento realizado, vemos que a mobilidade social atrelada ao aumento do poder aquisitivo, alimenta o consumo na sociedade, o que por sua vez ocasiona a rotatividade na compra e descarte de produtos. Para a região percebemos, através da dinâmica populacional, principalmente dos municípios polos, que a tendência dos mesmos é receber um maior contingente de pessoas em idade ativa que vão à busca de novas oportunidades e muitas vezes para fazer cursos superiores, o que gera ao município um maior consumo e maior descarte de resíduos, daí a importância da implementação de programas que visem a gestão desses resíduos gerados. Segundo o IBGE, para a definição dos centros da rede urbana brasileira, buscam-se informações de subordinação administrativa no setor público federal, para definir a gestão federal, e de localização das sedes e filiais de empresas, para estabelecer a gestão empresarial. A oferta de distintos equipamentos e serviços capazes de dotar uma cidade de centralidade informações de deslocamentos para internações hospitalares, áreas de cobertura das emissoras de televisão, da oferta de ensino superior, da diversidade de atividades comerciais e de serviços, da oferta de serviços bancários e da presença de domínios de Internet complementa a identificação dos centros de gestão do território. O Quadro 3-35 mostra a distribuição dos centros, segundo seus papéis na rede urbana, podendo-se constatar que nem todos os níveis de centralidade possíveis estão representados para a Região da Bacia Leiteira. Segundo o IBGE, na Região da Bacia Leiteira, a cidade de Arapiraca é classificada Capital Regional C e no menor nível de influência da classificação vem Santana do Ipanema, sendo classificada como Centro Sub-regional B e os municípios de Batalha, Olho d Água das Flores e Pão de Açúcar, que são classificados como Centro de Zona B. A Região da Bacia Leiteira possui a capital Maceió como principal centro, além dos municípios de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 129

130 Arapiraca e Santana do Ipanema (Quadro 3-35). Além destas cidades que detêm mais opções de bens e serviços, os municípios de Batalha, Olhos D Água das Flores e Pão de Açúcar são caracterizados como Centro de Zona B, ou seja, os municípios de pequeno porte, mas que possuem estruturas que possam atender os demais municípios que integram a Região da Bacia Leiteira. Quadro Níveis de Centralidade das Cidades - Região Bacia Leiteira de Alagoas Metrópole Capital Regional A Capital Regional B - Maceió - Capital Regional C - - Centro Sub- Regional A Centro Sub- Regional B Centro de Zona A Centro de Zona B Arapiraca - Batalha Belo Monte - Santana do Ipanema Santana do Ipanema - - Batalha Centro Local Cacimbinhas Carneiros Dois Riachos Arapiraca - - Jacaré dos Homens Arapiraca - Jaramataia Arapiraca - Major Isidoro - Santana do Ipanema Maravilha Arapiraca Arapiraca Fonte: Regiões de Influência das Cidades, IBGE (2007). 3.3 Região do Litoral Norte de Alagoas - Santana do Ipanema Santana do Ipanema - Santana do Ipanema - Olho D Água das Flores Monteirópolis - Pão de Açúcar - Olho D Água das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Pão de Açúcar Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera - Olho D Água das Flores Senador Rui Palmeira A região Litoral Norte do estado de Alagoas, têm como municípios mais populosos, segundo o Censo do IBGE, 2010, São Luís do Quitunde, Maragogi, Porto Calvo e Matriz do Camaragibe, respectivamente. As atividades econômicas de maior predominância na região são: o comércio e a agropecuária. No que se refere às atividades econômicas, a fisionomia dos municípios que compõem esta região se assemelham bastante, dando um peso bem homogêneo às atividades dentro da região e impossibilitando destacar apenas uma delas como principal Produto Interno Bruto A Região do Litoral Norte de Alagoas é composta por 15 municípios, cuja a soma do PIB destes, referente ao ano de 2011 correspondeu a 4,42% do PIB do Estado de Alagoas (Quadro 3-36). O município que mais se destaca nesta Região é São Luis do Quitunde, que ocupa o 11º lugar no ranking estadual e 1º lugar no ranking regional em relação ao PIB obtido para o ano de 2011, seguido pelo município de Porto Calvo que o ocupa o 2º lugar no ranking do PIB da Região do Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 130

131 Litoral Norte de Alagoas e o 20º lugar no ranking do PIB Estadual. Quadro 3-36 PIB dos municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas em relação ao Estado de Alagoas ano de 2011 Nome do Município Produto Interno Bruto a preços correntes (R$ 1.000) Ranking do PIB - Estado de Alagoas Percentual do PIB municipal em relação ao PIB total da Região do Litoral Norte de Alagoas Percentual do PIB municipal em relação ao PIB total do Estado de Alagoas Campestre R$ ,00 89º 2,24% 0,11% Colônia Leopoldina R$ ,00 26º 9,76% 0,47% Flexeiras R$ ,00 66º 4,01% 0,19% Jacuípe R$ ,00 86º 2,46% 0,12% Japaratinga R$ ,00 82º 2,61% 0,13% Joaquim Gomes R$ ,00 45º 5,90% 0,28% Jundiá R$ ,00 93º 1,99% 0,10% Maragogi R$ ,00 23º 10,69% 0,52% Matriz de Camaragibe R$ ,00 24º 10,30% 0,50% Novo Lino R$ ,00 60º 4,58% 0,22% Passo de Camaragibe R$ ,00 53º 5,42% 0,26% Porto Calvo R$ ,00 20º 12,65% 0,61% Porto de Pedras R$ ,00 76º 2,95% 0,14% São Luís do Quitunde R$ ,00 11º 21,79% 1,05% São Miguel dos Milagres R$ ,00 81º 2,64% 0,13% Total do PIB da Região do Litoral Norte de R$ ,00-4,82% Alagoas Alagoas R$ , De modo geral, observa-se comportamento ascendente do PIB no período entre os anos de 2000 a 2011, nos municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas, com municípios apresentando decréscimo do PIB em alguns anos ao longo da série histórica em análise, conforme apresentado na Figura 3.20 e no Quadro O comportamento do PIB da Região do Litoral Norte de Alagoas, ao longo do período em análise, sofreu pequenas oscilações quando se compara sua participação em relação ao PIB do Estado de Alagoas, tendo apresentado o maior percentual em relação ao PIB do Estado no ano de 2000 (6,55%) e o menor percentual no ano de 2007 (4,58%), conforme apresentado no Quadro Ao se analisar isoladamente os resultados do PIB da Região do Litoral Norte de Alagoas, observase a evolução dos valores anuais apresentados no período entre os anos de 2000 a 2011, conforme demonstrado na Figura 3.21 e no Quadro 3-37, sendo observado um maior incremento do PIB em relação aos anos 2002 e 2003, quando o incremento do PIB desta Região de um ano para o outro correspondeu a 23,49 %. O incremento anual no PIB entre os anos de 2000 a 2011 foi em média de 9,73 % ao ano, o que correspondeu a um valor médio de R$ R$ ,73 por ano. O incremento total do PIB da Região do Litoral Norte de Alagoas, observado no período entre os anos 2000 a 2011 correspondeu a R$ ,00. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 131

132 PIB X R$ 1000 Figura 3.20 Gráfico com dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes dos municípios da Região do Litoral Norte Alagoas no período dos anos de 2000 a Fonte: IBGE, 2013 / SEPLANDE, PIB (MIL R$) Figura 3.21 Evolução anual do Produto Interno Bruto (PIB) da Região do Litoral Norte de Alagoas entre os anos de 2000 e 2011 Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Produto Interno Bruto (PIB) - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas ANOS Campestre Colônia Leopoldina Flexeiras Jacuípe Japaratinga Joaquim Gomes Jundiá Maragogi Matriz do Camaragibe Novo Lino Passo de Camaragibe Porto Calvo Porto de Pedra São Luiz do Quitunde São Miguel dos Milagres Evolução do PIB da Região do Litoral Norte de Alagoas entre os anos de 2000 a TÍTULO DO EIXO

133 Quadro 3-37 Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Litoral Norte de Alagoas. Ano Municípios Em mil R$ Campestre Colônia Leopoldina Flexeiras Jacuípe Japaratinga Joaquim Gomes Jundiá Maragogi Matriz do Camaragibe Novo Lino Passo de Camaragibe Porto Calvo Porto de Pedra São Luis do Quitunde São Miguel dos Milagres Total da Região Total do Estado de Alagoas , , , , , , , , , , , ,89 Percentual do PIB da Região do Litoral Norte de Alagoas em relação ao PIB do Estado de 6,55% 6,43% 5,26% 5,68% 5,39% 5,18% 4,76% 4,58% 4,84% 4,84% 4,76% 4,82% Alagoas Incremento do PIB em relação ao ano anterior (Valor médio de incremento do PIB de 9,73 0,00% 7,31% -5,44% 23,49% 9,16% 5,35% 2,23% 8,80% 15,63% 9,14% 13,63% 17,79% a.a.) Incremento do PIB em R$ R$ -R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Milhões , , , , , , , , , , ,00 Fonte: IBGE (2013). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ERSÃO PARA CONSULTA

134 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor Em relação ao Produto Interno Bruto a preços correntes por setor, observa-se que o setor de serviços se destaca com maior participação na composição do PIB em todos os municípios analisados na Região do Litoral Norte de Alagoas, com destaque para o município de Joaquim Gomes, cujo o setor de serviços correspondeu a 75,10% de todo seu PIB no ano de A menor participação do setor de serviços na composição do PIB é observada no município de São Luis do Quitunde, cujo PIB deste setor correspondeu a 38,61 % de todo seu PIB no ano de 2011, sendo que o setor de indústria, de modo geral, se destaca em 2 º lugar na composição dos PIBs municipais. No âmbito Estadual e da Região do Litoral Norte de Alagoas como um todo, também destaca-se o PIB do setor de serviços, que correspondeu respectivamente a 61,77% e 67,78% da composição total do PIB observado para o ano de 2011, sendo o grande responsável pelo desenvolvimento das economias locais e regionais, seguido pelo PIB do setor da Indústria, conforme apresentado na Figura 3.22 e no Quadro Municípios São Miguel dos Milagres Produto interno Bruto a preços correntes por setor e PIB Total - ano de 2011 Municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas São Luís do Quitunde Porto de Pedras Porto Calvo Passo de Camaragibe Novo Lino Matriz de Camaragibe Maragogi Jundiá Joaquim Gomes Japaratinga Jacuípe Flexeiras Colônia Leopoldina Campestre Produto Interno Bruto a preços correntes (R$ ) 0, , , , ,00 Valor do PIB x R$ 1000 Impostos (R$ ) Serviços (R$ ) Indústria (R$ ) Agropecuária (R$ ) Figura 3.22 Produto Interno Bruto por setor a preços correntes dos Municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas para o ano de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 134

135 Quadro 3-38 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor observados para o ano de 2011 para a Região do Litoral Norte de Alagoas. PIB por setor Percentual de Participação na composição do PIB Nome do Município Produto Interno Bruto a Agropecuária A Indústria - B Serviços C Impostos D preços correntes (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) PIB = A + B + C + D Agropecuária Indústria Serviços Impostos (R$ 1.000) Campestre 7.146, , ,01 661, ,83 23,17% 7,35% 67,33% 2,15% Colônia Leopoldina , , , , ,47 15,79% 29,51% 49,69% 5,01% Flexeiras , , , , ,17 24,84% 7,66% 64,92% 2,59% Jacuípe 7.441, , ,70 900, ,29 21,99% 13,53% 61,81% 2,66% Japaratinga 5.926, , ,94 820, ,47 16,49% 10,58% 70,65% 2,28% Joaquim Gomes , , , , ,25 12,88% 10,11% 75,10% 1,91% Jundiá 8.093, , ,31 478, ,63 29,58% 6,29% 62,39% 1,75% Maragogi , , , , ,66 13,75% 10,59% 69,12% 6,53% Matriz de Camaragibe , , , , ,26 15,03% 25,16% 55,05% 4,76% Novo Lino , , , , ,87 19,70% 13,32% 63,80% 3,18% Passo de Camaragibe , , , , ,13 29,06% 7,81% 61,26% 1,88% Porto Calvo , , , , ,60 14,69% 24,30% 55,72% 5,28% Porto de Pedras 8.662, , , , ,64 21,34% 7,80% 67,91% 2,95% São Luís do Quitunde , , , , ,46 14,27% 40,58% 38,61% 6,54% São Miguel dos Milagres 7.395, , ,89 776, ,75 20,37% 9,71% 67,78% 2,14% Alagoas , , , , ,89 5,49% 22,65% 61,77% 10,09% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ERSÃO PARA CONSULTA

136 a PIB per capita Da análise dos dados do PIB per capita dos municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas, de modo geral, verifica-se uma evolução destes valores em todos os municípios analisados com pequenos decréscimos do PIB per capita ao longo deste período, entre os anos de 2000 a 2011, com destaque para os municípios de São Luis do Quitunde, que apresentou ao longo de todo este período o maior PIB per capita desta região, conforme apresentado na Figura 3.23 no Quadro 3.39 No contexto histórico dos resultados dos PIBs per capita analisados no período entre os anos de 2000 a 2011, destaca-se o município São Luis do Quitunde que se mantem como 1º colocado no ranking do PIB per capita entre os municípios desta Região em todos os anos da série histórica analisada. Produdo Interno Bruto per capita (R$) Produto Interno Bruto (PIB) per capita - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas Campestre Colônia Leopoldina Flexeiras Jacuípe Japaratinga Joaquim Gomes Jundiá Maragogi Matriz do Camaragibe Novo Lino Passo de Camaragibe Porto Calvo Porto de Pedra São Luiz do Quitunde São Miguel dos Milagres Figura Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Litoral Norte de Alagoas. Anos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 136

137 a Quadro 3-39 Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Litoral Norte de Alagoas. Ano Média do PIB per Municípios capita Em R$ no Período (R$) Campestre Colônia Leopoldina Flexeiras Jacuípe Japaratinga Joaquim Gomes Jundiá Maragogi Matriz do Camaragibe Novo Lino Passo de Camaragibe Porto Calvo Porto de Pedra São Luis do Quitunde São Miguel dos Milagres Valor Médio Anual do PIB per capita da Região do Litoral Norte de Alagoas Fonte: IBGE, No ano 2000, dos 15 municípios que compõe a Região do Litoral Norte de Alagoas, apenas 6 apresentaram PIB per capita acima da média desta Região, que foi de R$ 2.236,00, com destaque para os municípios de São Luis do Quitunde e Colônia Leopoldina que atingiram PIB per capita de R$ 4.083,00 e R$ 2.396,00, respectivamente. Os piores resultados do PIB per capta observados ao longo do período analisado foram obtidos pelo município de Porto da Pedra, que possui a pior média histórica no período analisado, obtendo o resultado de R$ 2.754,00. Os melhores resultados foram obtidos pelo município de São Luis do Quitunde, que no período de 2000 a 2011 apresentou a melhor média histórica do PIB per capita, que foi de R$ 5.541,00 Da análise comparativa dos resultados apresentados para o PIB (Quadro 3-38) e o PIB per capita (Quadro 3.39) entre os municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas, observa-se que São Luis do Quitunde apresentou os maiores PIBs e PIBs per capita desta Região, em todos os anos do período entre 2000 a Conforme pode ser observado no comparativo entre as Figura 3.23 e Figura 3.24, a evolução anual do PIB per capita da Região do Litoral Norte de Alagoas apresentou o mesmo comportamento ascendente em relação a evolução anual do PIB. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 137

138 a PIB per capita (R$) Figura Evolução anual do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos de 2000 e 2011 da Região do Litoral Norte de Alagoas. Fonte: IBGE, Renda per capita Evolução do PIB per capita da Região do Litoral Norte de Alagoas entre os anos de 2000 a No que diz respeito à análise da renda per capita dos 15 municípios que compõem a Região do Litoral Norte de Alagoas, verifica-se que o município de Novo Lino apresentou a maior renda per capita do ano de 1991, que foi de R$ 220,00. Já a menor renda per capita foi obtida pelo município de Porto de Pedra, que apresentou o valor R$ 89,00. Em 1991, dos 15 municípios desta Região, 9 apresentaram renda per capita abaixo da média desta região, que foi de R$ 116,00 (Quadro 3-40). No ano 2000 o melhor resultado de renda per capita foi novamente obtido pelo município de Novo Lino, que obteve o valor de R$ 237,00, assim como o pior resultado foi novamente obtido pelo município de Porto de Pedra, que obteve o valor de R$ 100,00. Neste ano observa-se que, dos 15 municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas, 8 apresentaram renda per capita abaixo da média desta região, que foi de R$ 142,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 1991 e 2000, destaca-se o município de Colônia Leopoldina, que obteve um incremento de 60,20% ao longo do período, e que equivaleu a um aumento de R$ 59,00 na renda per capita neste período. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi apresentado pelo município de Porto Calvo, que apresentou no ano 2000 apresentou um decréscimo de 8.61 % na renda per capita em relação ao ano de 1991, correspondendo a uma redução de R$ 13,00, fazendo com que a renda per capita do ano de 1991 que era R$ 151,00, caísse para 138,00 em Em 2010 observa-se que apenas 6 municípios apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 239,00. O melhor resultado em 2010 foi obtido pelo município de Jundiá, que obteve o valor de R$ 283,00, e o menor resultado foi apresentado pelo município de Passo de Camaragibe, que obteve o valor de R$ 195,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 2000 e 2010, destaca-se o município de Porto de Pedra, que obteve um incremento de 134,00% no período, e que equivaleu a um aumento de R$ 134,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o menor resultado foi obtido pelo município de Novo Lino, que apresentou um incremento de 20% na renda per capita, e que resultou num aumento de R$ 40,00 para este período Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 138

139 a Quadro Renda per capita dos anos de 1991, 2000 e 2010 dos municípios que compõem a Região do Litoral Norte de Alagoas. Municípios Ano Incremento anual por período (R$) Incremento anual por período (%) / / / /2010 Em R$ Em R$ Percentual Campestre ,90% 55,06% Colônia Leopoldina ,20% 54,14% Flexeiras ,33% 61,36% Jacuípe ,65% 84,87% Japaratinga ,67% 54,44% Joaquim Gomes ,17% 53,23% Jundiá ,97% 124,60% Maragogi ,91% 76,39% Matriz do Camaragibe ,16% 75,76% Novo Lino ,65% 20,00% Passo de Camaragibe ,67% 45,52% Porto Calvo ,61% 86,96% Porto de Pedra ,36% 134,00% São Luis do Quitunde ,39% 72,54% São Miguel dos Milagres ,34% 48,75% Média ,98% 66,28% Fonte: IBGE, Evolução da População A população total dos municípios que compõem a Região do Litoral Norte de Alagoas correspondia no ano de 1991 a habitantes, o que representava 8,64% de toda população do Estado de Alagoas, e em 2010 a população alcançou um total de habitantes, o que representou 7,48% da população do Estado (Quadro 3-41). O crescimento populacional total nesta região no período entre os anos de 1991 a 2010 foi de habitantes, o que representou uma Taxa de Crescimento populacional total de 7,42% neste período, com taxa média de crescimento anual de 0,39 % ao ano, correspondendo a segunda menor taxa regional observada entre todas regiões analisadas. Nesta Região o município São Luis do Quitunde destaca-se como sendo o mais populoso, e o município de Jundiá como o menos populoso. Quanto as taxas de crescimento populacional total, destaca-se no período de 1991 a 2010 o município de Maragogi, que apresentou taxa de 75,27% e taxa média anual de crescimento de 3,96% ao ano, a segunda melhor taxa observada entre todos os municípios das Regiões analisadas, conforme apresentado na Figura 3.25 no Quadro O município de Jundiá obteve o menor desempenho observado no período entre os anos de 1991 a 2000, quando atingiu uma taxa de decréscimo populacional da ordem de -68,95%, sendo que a sua taxa média anual de crescimento populacional ao longo da série histórica analisada foi de -3,80% ao ano, correspondendo ao pior resultado entre todos os municípios das regiões analisadas. A população total do município de Jundiá no ano de 1991 era de habitantes, caindo para habitantes no ano de 2010, representando um decréscimo populacional total de -72,12% ao longo da série histórica analisada. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 139

140 a População (Habitantes) Figura Evolução Populacional dos municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas (período entre os anos de 1991 a 2010). Da análise da série histórica apresentada ( ), verifica-se que esta região apresenta um grande número de municípios com baixas taxas de crescimento, com exceção dos municípios de Maragogi, São Miguel dos Milagres e Maragogi. Dos 15 municípios compõem a Região do Litoral Norte de Alagoas, 5 apresentaram decréscimo populacional ao longa da série histórica analisada. Conforme apresentado na Figura 3.26, observa-se a baixa evolução populacional desta região, com destaque para o decréscimo populacional ocorrido no período entre os anos de 1991 e 2006, sendo o decréscimo populacional ocorrido no município de Jundiá no mesmo período o principal responsável por este decréscimo populacional no âmbito regional. Figura Evolução Populacional da Região do Litoral Norte de Alagoas (período entre os anos de 1991 a 2010). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Evolução Populacional - Municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas Ano Campestre Colônia Leopoldina Flexeiras Jacuípe Japaratinga Joaquim Gomes Jundiá Maragogi Matriz de Camaragibe Novo Lino Passo de Camaragibe Porto Calvo Porto de Pedras São Luís do Quitunde São Miguel dos Milagres População (habitantes) Evolução populacional da Região do Litoral Norte de Alagoas ( ) Ano

141 Quadro Evolução Populacional dos municípios da Região do Litoral Norte Alagoano. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total Taxa de crescimento por Período (%) Crescimento Populacional total no Período -nº de habitantes Taxa de Crescimento Populacional total no Período - % Taxa média anual de crescimento populacional (%) Campestre ,03% 375 6,03% 0,60% Colônia Leopoldina ,50% 14,44% ,59% 1,03% Flexeiras ,98% 2,89% 228 1,88% 0,10% Jacuípe ,25% -4,32% ,47% -0,34% Japaratinga ,17% 12,90% 661 9,32% 0,49% Joaquim Gomes ,21% 5,06% ,72% -0,35% Jundiá ,95% -10,21% ,12% -3,80% Maragogi ,10% 31,68% ,27% 3,96% Matriz de Camaragibe ,58% -0,97% ,48% 0,66% Novo Lino ,71% 16,24% ,13% -0,90% Passo de Camaragibe ,38% 7,33% 672 4,77% 0,25% Porto Calvo ,71% 7,34% ,46% 0,71% Porto de Pedras ,48% -17,67% ,33% -0,65% São Luís do Quitunde ,43% 9,71% ,76% 0,20% São Miguel dos Milagres ,67% 22,24% ,27% 2,44% Total da Região ,77% 8,31% ,48% 0,39% Estado de Alagoas ,27% 10,55% ,12% 1,27% Percentual da População da Região em relação a População do Estado de Alagoas Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, ,64% 8,04% 7,64% 7,52% 7,48% ERSÃO PARA CONSULTA

142 3.3.5 Projeção Populacional A população total da região do Litoral Norte para um horizonte de 20 anos é de habitantes. A projeção de população para cada município da região consta no Quadro Quadro 3-42 Projeção populacional para um horizonte de 20 anos. Município População Total Campestre Colônia Leopoldina Flexeiras Jacuípe Japaratinga Joaquim Gomes Jundiá Maragogi Matriz de Camaragibe Novo Lino Passo de Camaragibe Porto Calvo Porto de Pedras São Luís do Quitunde São Miguel dos Milagres Região do Litoral Norte de Alagoas Fonte: IBGE, Cálculos elaborados pela FLORAM Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Na Região do Litoral Norte de Alagoas observa-se que a maior da parte da população encontra-se na Zona Urbana (Figura 3.27), porém, historicamente verifica-se que em 1991 a população Rural era superior a Urbana, tendo sido superada pela evolução desta nos períodos seguintes. A Taxa de Urbanização desta Região em 1991 era de 42,40%, tendo evoluído para 67,21% em 2010 (Figura 3.27 e Quadro 3-43), o que correspondia respectivamente a e habitantes em zonas urbanas. Ao longo da série histórica analisada, observa-se que a Taxa de Crescimento da População Urbana desta Região evoluiu em 35,83% no período entre os anos de 1991 a 2000 e em 25,43% no período entre os anos de 2000 a Nesta Região o município de Matriz de Camaragibe apresentou as maiores taxas de urbanização em todos os anos analisados, obtendo consequentemente as menores taxas de ruralização. Em relação as Taxas de Ruralizarão destacam-se os municípios de Jundiá e São Miguel do Milagres, que apresentaram as maiores taxas nos anos de 1991, e 2000 e 2010 respectivamente, e como consequência as menores as menores Taxas de Urbanização. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 142

143 Os municípios que mais apresentaram evolução das taxas crescimento da população urbana foram São Miguel dos Milagres e Maragogi nos períodos de entre os anos de 1991 a 2000, e 2000 a 2010, respectivamente. Quanto as taxas crescimento da população rural, destacam-se novamente os municípios de Maragogi e São Miguel dos Milagres nos períodos de entre os anos de 1991 a 2000, e 2000 a 2010, respectivamente (Quadro 3-43). Já os municípios de Jundiá e Matriz de Camaragibe apresentaram as menores taxas de crescimento da população rural, resultando em decréscimo populacional da ordem de -81,48% para o período entre os anos de 1991 a 2000 e de -70,65% no período de 2000 a 2010, respectivamente. Figura 3.27 Dinâmica populacional Urbana e Rural da Região do Litoral Norte de Alagoas. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 143

144 Quadro Dinâmica Populacional das Zonas Urbanas e Rurais dos municípios da Região do Litoral Norte de Alagoas. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total População Urbana População Rural Taxa de Urbanização Taxa de Ruralização Taxa de crescimento da população Urbana por período Taxa de crescimento da população Rural por período Campestre ,93% 83,96% - 24,07% 16,04% - 17,25% - -29,37% Colônia Leopoldina ,99% 65,25% 76,52% 43,01% 34,75% 23,48% 19,64% 34,21% -15,56% -22,68% Flexeiras ,49% 55,85% 65,05% 62,51% 44,15% 34,95% 47,52% 19,84% -30,06% -18,55% Jacuípe ,77% 45,73% 62,24% 69,23% 54,27% 37,76% 45,26% 30,23% -23,36% -33,43% Japaratinga ,35% 36,56% 42,66% 68,65% 63,44% 57,34% 12,90% 31,74% -10,52% 2,04% Joaquim Gomes ,30% 58,67% 64,13% 64,70% 41,33% 35,87% 47,54% 14,84% -43,27% -8,83% Jundiá ,30% 45,90% 67,28% 90,70% 54,10% 32,72% 53,21% 31,61% -81,48% -45,70% Maragogi ,38% 59,10% 64,78% 45,62% 40,90% 35,22% 44,64% 44,36% 19,34% 13,37% Matriz de Camaragibe ,81% 76,04% 92,90% 32,19% 23,96% 7,10% 27,35% 20,99% -15,44% -70,65% Novo Lino ,39% 51,48% 60,76% 64,61% 48,52% 39,24% 3,71% 37,20% -46,46% -6,00% Passo de Camaragibe ,00% 41,81% 48,96% 62,00% 58,19% 51,04% 7,42% 25,68% -8,39% -5,86% Porto Calvo ,35% 62,56% 78,56% 50,65% 37,44% 21,44% 33,99% 34,80% -21,85% -38,55% Porto de Pedras ,97% 50,77% 56,92% 58,03% 49,23% 43,08% 28,82% -7,70% -9,68% -27,96% São Luís do Quitunde ,10% 59,32% 63,52% 56,90% 40,68% 36,48% 30,15% 17,48% -32,38% -1,61% São Miguel dos Milagres ,24% 29,76% 31,56% 76,76% 70,24% 68,44% 53,25% 29,64% 9,50% 19,10% Total da Região ,40% 58,04% 67,21% 57,60% 41,96% 32,79% 35,83% 25,43% -27,71% -15,36% Estado de Alagoas ,95% 68,01% 73,64% 41,05% 31,99% 26,36% 29,53% 19,70% -12,52% -8,89% Fonte: SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

145 3.3.1 Densidade Demográfica A Densidade Demográfica observada para a Região do Litoral Norte de Alagoas nos anos de 1991, 2000 e 2010, correspondiam respectivamente a 64,56, 64,06 e 63,39 hab/km², valores bem abaixo dos obtidos para o Estado de Alagoas nos mesmos períodos. Quanto a evolução da densidade demográfica regional, verifica-se que no período entre os anos de 1991 a 2000, houve decréscimo da densidade demográfica da ordem -0,77%, único resultado negativo observado entre todas as regiões analisadas, tendo relação direta com a redução populacional ocorrida na maioria dos municípios desta Região no mesmo período. No período entre os anos de 2000 a 2010, o resultado foi positivo e representado um aumenta o de 8,31% na densidade demográfica regional. Nesta Região o município de Jundiá destaca-se por ter apresentado a maior densidade demográfica no ano de 1991, porém, nos períodos seguintes apresentou decréscimos populacionais significativos, e que consequentemente promoveram decréscimo na densidade demográfica, o que fez com que o município obtivesse o pior decréscimo da densidade demográfica entre todos os municípios das regiões analisadas, para o período entre os anos de 1991 a O município de Matriz de Camaragibe obteve as melhores densidades demográficas para os anos de 2000 e 2010, tendo superado Jundiá em função dos decréscimos populacionais significativos ocorridos neste município. Quanto a evolução da Densidade Demográfica, destaca-se nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010 o município de Maragogi, que teve aumento na densidade demográfica de 33,10% e 31,68%, respectivamente para os períodos citados. O município de Porto de Pedras obteve pior resultado observado para evolução da densidade demográfica no período entre os anos de 2000 a 2010, com um decréscimo da densidade populacional de -17,67%, tendo relação direta com a redução populacional ocorrida neste município no mesmo período (Quadro 3-44). Quadro Densidade demográfica dos municípios que compõem a Região do Litoral Norte de Alagoas. Densidade Demográfica (Hab/Km²) Evolução da Densidade Evolução da Densidade Municípios Demográfica no Demográfica no Período de 1991 a Período de 2000 a Campestre - 93,72 99,37 6,03% Colônia Leopoldina 80,51 84,14 96,29 4,50% 14,44% Flexeiras 36,31 35,95 36,99-0,98% 2,89% Jacuípe 35,56 34,76 33,26-2,25% -4,32% Japaratinga 82,57 79,95 90,27-3,17% 12,90% Joaquim Gomes 81,13 72,03 75,68-11,21% 5,06% Jundiá 163,49 50,76 45,57-68,95% -10,21% Maragogi 49,11 65,37 86,07 33,10% 31,68% Matriz de Camaragibe 96,12 109,17 108,11 13,58% -0,97% Novo Lino 62,35 44,45 51,67-28,71% 16,24% Passo de Camaragibe 57,63 56,26 60,38-2,38% 7,33% Porto Calvo 73,59 77,79 83,49 5,71% 7,34% Porto de Pedras 37,31 39,73 32,71 6,48% -17,67% São Luís do Quitunde 78,65 74,38 81,6-5,43% 9,71% São Miguel dos Milagres 63,85 76,4 93,39 19,67% 22,24% Região do Litoral Norte de Alagoas 64,56 64,06 69,39-0,77% 8,31% Estado de Alagoas 90,5 101,61 112,33 12,27% 10,55% Fonte: SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 145

146 3.3.2 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Os Índices de Desenvolvimento Humano Municipal são calculados com base em outros 3 índices de Desenvolvimento Humano, que avaliam a renda, educação e longevidade da população. O Estado de Alagoas ocupa o último lugar no ranking brasileiro do IDH dos anos de 2000 e 2010, devido aos baixos índices de IDH-M observados na maioria dos municípios do Estado. A Região Norte do Litoral de Alagoas, assim como os seus municípios vem apresentando evolução no IDH-M ao longo do tempo, não sendo observado nenhum caso em que tenha ocorrido o decréscimo deste índice. O IDH-M médio desta Região evoluiu em 39,20% no período entre os anos de 1991 e 2000, e em 42,27% no período entre os anos de 2000 a 2010, tendo superado os IDH-M s observados nos anos de 1991 e 2000, e que eram considerados muito baixo, e em 2010 passou a ser considerado como baixo (0,552), de acordo com a escala de IDH-M estabelecida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD (Quadro 3-45). No ano de 2010, o município de São Miguel dos Milagres alcançou o maior IDH-M observado entre os municípios desta Região, e Colônia Leopoldina apresentou o menor IDH-M. Quanto a evolução do IDH-M, os municípios de Flexeiras e Porto de Pedras destacam-se por terem apresentado as maiores evoluções observadas nos períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. Os municípios de Matriz de Camaragibe e São Miguel dos Milagres foram os que apresentaram as menores evoluções observadas para os períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. De modo geral, verifica-se que os municípios desta Região evoluíram de IDH-M s que eram considerados como muito baixo nos anos de 1991 e 2000, para um nível considerado como baixo no ano de Quadro Evolução dos Índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região do Litoral Norte Alagoano. IDHM Evolução do Evolução do IDMH no IDMH no período Municípios período entre os anos entre os anos de de 1991 a a 2010 Campestre 0,312 0,412 0,559 32,05% 35,68% Colônia Leopoldina 0,255 0,377 0,517 47,84% 37,14% Flexeiras 0,232 0,373 0,527 60,78% 41,29% Jacuípe 0,229 0,358 0,548 56,33% 53,07% Japaratinga 0,331 0,414 0,570 25,08% 37,68% Joaquim Gomes 0,223 0,349 0,531 56,50% 52,15% Jundiá 0,278 0,380 0,562 36,69% 47,89% Maragogi 0,278 0,419 0,574 50,72% 36,99% Matriz de Camaragibe 0,332 0,394 0,584 18,67% 48,22% Novo Lino 0,281 0,355 0,521 26,33% 46,76% Passo de Camaragibe 0,249 0,382 0,533 53,41% 39,53% Porto Calvo 0,322 0,423 0,586 31,37% 38,53% Porto de Pedras 0,255 0,344 0,541 34,90% 57,27% São Luís do Quitunde 0,267 0,396 0,536 48,31% 35,35% São Miguel dos Milagres 0,337 0,444 0,591 31,75% 33,11% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 146

147 Quadro Evolução dos Índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região do Litoral Norte Alagoano. Municípios IDH-M médio da Região do Litoral Norte Alagoano IDHM Evolução do IDMH no período entre os anos de 1991 a 2000 Evolução do IDMH no período entre os anos de 2000 a ,279 0,388 0,552 39,20% 42,27% Estado de Alagoas 0,370 0,471 0,631 27,30% 33,97% * Escala do IDH-M - Muito Baixo = 0 a 0,499 / Baixo= 0,500 a 0,599 / Médio= 0,600 a 0,699 / Alto= 0,700 a 0,799 / Muito Alto = 0,800 a 1,000 ( Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil PNUD/IPEA). Fonte: SEPLANDE, Gênero A Região do Litoral Norte de Alagoas destaca-se das demais regiões analisadas, por ser a única onde se observa ao longo de todos os anos analisados uma maior população de homens em relação a população de mulheres, e em 2010 a população total de homens correspondia a e a população total de mulheres a , resultando numa de razão de 1,04 homem para cada mulher, representando de modo geral, o panorama observado na maioria dos municípios desta Região, onde se verifica um maior número de homens (Quadro 3-46). Nesta Região, destacam-se no ano de 2010 os municípios de Campestre, Maragogi, Porto Calvo e São Miguel dos Milagres, por serem os únicos a apresentarem uma maior população de mulheres do que de homens, tendo atingido a razão de homem para mulher com valores menores que 1. Quadro População por gênero (Homens / Mulheres) dos municípios que compõem a Região do Litoral Norte de Alagoas. Município Sexo X Ano Razão por sexo População Total Homens Mulheres (Homens / mulheres) Campestre ,01 0,99 Colônia Leopoldina ,02 1,03 1,01 Flexeiras ,07 1,07 1,02 Jacuípe ,17 1,11 1,05 Japaratinga ,04 1,03 1,00 Joaquim Gomes ,06 1,06 1,04 Jundiá ,06 1,15 1,02 Maragogi ,04 1,04 1,02 Matriz de Camaragibe ,04 0,99 0,95 Novo Lino ,05 1,07 1,03 Passo de Camaragibe ,08 1,06 1,04 Porto Calvo ,04 1,03 0,98 Porto de Pedras ,07 1,07 1,03 São Luís do Quitunde ,06 1,04 1,02 São Miguel dos Milagres ,04 1,01 0,99 Região do Litoral Norte de Alagoas ,05 1,04 1,01 Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 147

148 3.3.4 Estrutura Etária da População Quanto a faixa etária da população, os dados da Figura 3.28 e Quadro 3-47 mostram que nas últimas três décadas, na Região do Litoral Norte de Alagoas, houve uma mudança na estrutura da população, com redução do número de pessoas nas faixas etárias menores e aumento da população nas faixas etárias mais avançadas. Esta mudança está em consonância com o que se observa a nível estadual e nacional, devido a redução da taxa de natalidade e aumento da expectativa de vida da população. Quadro População residente por faixa etária e sexo. Faixa Etária Homens Mulheres Total Razão por sexo (anos) a ,01 1,02 1,03 5 a ,04 1 1,03 10 a ,04 1,02 1,03 15 a ,08 1,12 1,04 20 a ,06 1,09 1,01 25 a ,02 1, a ,02 0,99 0,99 35 a ,01 1,02 0,97 40 a ,05 1,02 0,97 45 a ,07 1, a ,11 1,09 0,96 55 a ,07 1,07 0,99 60 a ,14 1 1,06 65 a ,29 1,1 1,03 70 a ,29 1, a ,41 1,13 1,03 80 e mais ,24 1,06 0,97 Total Dist (%) na população total 51,33 51,06 50,25 48,67 48,94 49,75 Fonte: IBGE, censos demográficos 1991, 2000 e Cálculos elaborados pela FLORAM. Foram elaboradas as pirâmides da Região do Litoral Norte, com dados censitários do IBGE, para facilitar a avaliação da população nas décadas de 1991, 2000 e 2010, fazendo-se comparações entre estes períodos (Figura 3.28). Os dados do Censo de 2010 evidenciam uma redução expressiva na proporção de crianças entre 0 e 4 anos em relação a 1991 e 2000 sendo produto de taxas de fecundidade menores. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 148

149 Figura 3.28 Estrutura Etária da População da Região do Litoral Norte de Alagoas, para os anos de 1991, 2000 e Mobilidade Social O termo mobilidade, vem do Latim mobilis, que significa o que pode ser movido, deslocado ou que é passível de movimento. Assim mobilidade social vem a ser o fenômeno em que o indivíduo ou um grupo de pessoas pertencentes a uma determinada posição social movimenta para outra, tendo para isso influências tanto das mudanças demográficas e econômicas quanto da construção e consolidação dos canais de mobilidade existentes na sociedade. Uma das influências que se destacam para que ocorra essa mobilidade é a distribuição de renda e um dos principais indicadores dessa distribuição é a renda per capita. A avaliação da renda per capita através do PIB municipal mostra que para a Região do Litoral Norte de Alagoas ocorreu uma elevação do rendimento médio ao longo dos anos estudados, entre o ano de 1991 a 2010, como podemos observar no Quadro Fazendo a avaliação da média do PIB per capita (PIB pc) da região, observamos que em termos de valor absoluto, a Região do Litoral Norte apresentou PIB pc inferior ao Estado de Alagoas, inferior ao nacional e menor que o encontrado na cidade de Japaratinga, para todo o período de 1991 a O maior PIB da região no ano de 1991 foi da cidade de Jundiá; no ano de 2000, Japaratinga ficou em primeiro lugar se comparado com outros municípios; e em 2010, Jundiá novamente alcançou a primeira colocação. Vale ressaltar que todos os municípios ficaram abaixo dos valores de referência nacional. O aumento dessas taxas, vem estabelecer que aquela região está passando por um crescimento econômico, o que pode estar diretamente relacionado às influências da mobilidade social ocorrente Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 149

150 na região. Os municípios que se destacam acabam sendo referências de locais que apresentam maiores oportunidades de vínculo empregatício, o que nos leva a inferir que estes atraem maior contingente de indivíduos, em busca de uma estabilidade financeira e novas oportunidades de emprego. Esse aumento populacional, muitas vezes desenfreado, gera um maior consumo o que ocasiona uma maior geração de resíduos. O crescimento econômico pode ser melhor avaliado ao observarmos o aumento da renda per capita para os anos analisados (Quadro 3-48). Foi verificado que a renda média domiciliar na Região Litoral Norte em 1991, que foi de R$ 115,74, estava muito abaixo da renda média estadual (R$ 211,98) e pior ainda quando comparada à média nacional, que foi de R$ 447,56. Porém, se avaliarmos cada município separadamente, vemos que Japaratinga se destaca por apresentar, para todos os anos, uma média sempre maior a apresentada pela média de toda a região. Se observarmos a variação nessa taxa de crescimento de 2010 a 1991, vemos que os municípios cresceram de forma considerável ao longo dos anos, exceto os municípios de Jacuípe, Jundiá e Porto Calvo em que houve um pequeno decréscimo do PIB no ano de 2000, mas retornando seu crescimento nos posteriores anos. Quadro Renda per capita anual e concentração da renda na Região do Litoral Norte de Alagoas. Renda Per Capita anual (R$) Índice de Gini Índice de Theil - L Municípios Variação Variação Variação / / / Campestre 117,67 158,19 245,43 1,34 1,55 2,09 0,51 0,49 0,47 0,44 0,37 0,41 Colônia Leopoldina 98,44 156,88 242,28 1,59 1,54 2,46 0,44 0,53 0,53 0,33 0,46 0,53 Flexeiras 99,04 131,99 213,44 1,33 1,62 2,16 0,37 0,5 0,47 0,23 0,39 0,42 Jacuípe 121,11 118,77 219,52 0,98 1,85 1,81 0,4 0,56 0,46 0,29 0,41 0,4 Japaratinga 121,44 168,79 260,92 1,39 1,55 2,15 0,5 0,59 0,52 0,43 0,56 0,48 Joaquim Gomes 95,55 123,78 190,23 1,30 1,54 1,99 0,4 0,55 0,5 0,26 0,47 0,47 Jundiá 133,86 126,24 282,87 0,94 2,24 2,11 0,46 0,49 0,54 0,38 0,38 0,52 Maragogi 109,95 144,21 253,86 1,31 1,76 2,31 0,45 0,56 0,54 0,34 0,45 0,53 Matriz de Camaragibe 102,61 131,88 231,82 1,29 1,76 2,26 0,45 0,48 0,46 0,33 0,37 0,4 Novo Lino 170,1 200,13 239,75 1,18 1,20 1,41 0,66 0,54 0,55 0,79 0,43 0,54 Passo de Camaragibe 100,7 133,65 194,73 1,33 1,46 1,93 0,41 0,6 0,48 0,28 0,56 0,43 Porto Calvo 150,9 138,44 257,64 0,92 1,86 1,71 0,52 0,54 0,47 0,47 0,46 0,41 Porto de Pedras 89,28 99,56 233,72 1,12 2,35 2,62 0,47 0,61 0,53 0,36 0,52 0,5 São Luís do Quitunde 122,22 141,55 244,85 1,16 1,73 2,00 0,47 0,5 0,5 0,37 0,4 0,46 São Miguel dos Milagres 103,23 160,08 237,78 1,55 1,49 2,30 0,44 0,58 0,48 0,34 0,55 0,42 PIB da Região 115,74 142,28 236,59 1,25 1,70 2,09 0,46 0,54 0,50 0,38 0,45 0,46 Alagoas 211,98 285,29 432,56 1,35 1,52 2,04 0,63 0,68 0,63 0,7 0,82 0,75 Brasil 447,56 592,46 793,87 1,32 1,34 1,77 0,63 0,64 0,6 0,78 0,76 0,68 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, Cálculos elaborados pela FLORAM. Existem duas medidas convencionais, para avaliação da desigualdade de distribuição de renda, estas podem ser o ponto certo para a correta avaliação da concentração de renda para determinadas camadas sociais, que são o índice de Gini e o de Theil. O índice de Gini mede o grau de desigualdade existente entre indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0 (zero) quando não há desigualdade (todos os indivíduos possuem a mesma renda) a 1 (um), quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo possui toda a renda da sociedade). O índice de Theil, por sua vez, é o logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas das rendas individuais, sendo nulo quando não existir desigualdade de renda entre os indivíduos e tendente ao infinito quando a desigualdade tende ao máximo. Assim, diz-se que se estes índices crescerem de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 150

151 um período ao outro, a distribuição de renda piorou naquele período e vice-versa. Como se pode observar ainda no Quadro 3-48, a Região do Litoral Norte de Alagoas possui índices de concentração de renda inferiores à média estadual. Percebe-se que o Índice de Gini da região em estudo gira em torno de 0.46 e o índice de Theil está em torno de 0,43, aproximadamente. Isto demonstra a existência de um alto grau de concentração da riqueza gerada na região e caracteriza os municípios como tendo uma desigualdade social que ainda precisa melhorar para atingir os níveis de regiões mais desenvolvidas. Observa-se também que ambos os índices são inferiores ao do Estado de Alagoas, indicando ser uma situação de concentração e desigualdade de renda entre os indivíduos, menos críticos que a estadual. A análise dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento (Quadro 3-49), serve também para avaliar as desigualdades de distribuição de renda e em que extrato da sociedade a população de determinado local se encontra. As desigualdades de renda ainda estão presentes nesta região, apesar dos acréscimos de renda per capita observados. Ao calcular a razão entre a renda média dos extratos 10% mais ricos e 40% mais pobres da população, no período 1991 a 2010, a razão passa de 11,08 para 13,14, enquanto a razão da renda dos 20% mais ricos e 40% mais pobres da população passou de 7,67 para 9,47. Podemos perceber que as taxas sofreram acréscimo, porém não podemos descartar que a população da região também sofreu aumento durante as décadas analisadas, o que impede de avaliar com maior precisam até que ponto essas taxas influenciaram naquela população. Ao observar a razão dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres, vemos que de 1991 a 2010 essas taxas tiveram variações, tendo um aumentado e a outro diminuído, respectivamente, sendo esse efeito observado também para o estado de Alagoas. Uma das principais razões apontadas para explicar os componentes da desigualdade de rendimentos no trabalho para a economia brasileira é o grau de instrução da mão-de-obra empregada, que é muito mais baixo nas classes mais pobres. Porém se analisarmos apenas entre 2000 e 2010, vemos que a razão de ricos diminuiu e a de pobres aumentou, tendo esse efeito ocorrido na Região do Litoral Norte de Alagoas e no âmbito estadual e nacional também, o que pode estar diretamente relacionado a abrangência dos programas governamentais (Quadro 3-49). Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Campestre 12,55 12,18 10,86 57,27 53,65 51,29 4,97 3,33 3,38 8,42 9,15 8,46 Colônia Leopoldina 8,78 16,02 14,85 48,22 57,16 56,6 4,46 2,73 2,49 6,87 11,58 11,01 Flexeiras 6,53 12,63 11,03 44,18 54,81 50,74 6,65 4,05 2,79 5,04 8,75 8,34 Jacuípe 7,27 19,96 10,46 45,84 58,8 51,37 5,17 1,04 3,78 5,76 14,37 7,79 Japaratinga 12,07 21,6 14,07 55,42 62,92 55,45 5,09 2,34 2,86 7,94 13,83 10,02 Joaquim Gomes 7,18 17,42 13,66 46,64 59,07 52,67 5,69 2,41 2,09 5,43 11,84 10,33 Jundiá 10,46 12,44 14,71 50,66 52,84 58,07 4,74 2,68 2,88 7,18 8,96 10,46 Maragogi 9,69 18,92 17,03 51,12 58,72 57,04 5,24 1,81 2,26 7,18 13,21 11,44 Matriz de Camaragibe 9,53 11,59 10,01 50,71 51,56 50,07 5,08 3,54 3,56 7,01 8,38 7,73 Novo Lino 29, ,09 71,28 56,41 58,62 2,93 2,12 2,47 16,97 11,82 11,46 Passo de Camaragibe 7,9 22,28 12,07 46,94 62,24 52,35 5,73 2,03 2,83 5,7 14,2 8,99 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 151

152 Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Porto Calvo 14,11 17,07 11,36 57,53 57,56 51,87 4,67 2,28 3,86 9,19 11,93 7,89 Porto de Pedras 10,61 26,37 15,19 51,51 63,09 58,28 4,6 1,12 3,08 7,55 17,08 10,39 São Luís do Quitunde 11,17 13,23 12,47 52,57 54,69 54,35 4,43 3,45 3,27 7,72 9,31 9,1 São Miguel dos Milagres 8,94 22,57 12,23 47,87 60,92 52,56 3,82 1,49 3,59 7,14 15,25 8,57 Média da Região 11,08 17,42 13,14 51,85 57,63 54,09 4,88 2,43 3,01 7,67 11,98 9,47 Alagoas 13,27 32,92 18,18 54,64 61,32 56,72 4,32 1,94 2,54 9,11 22,13 12,84 Brasil 30,46 30,31 22,78 67,21 67,56 63,4 1,92 1,84 2,41 20,01 19,71 14,83 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM O aumento de renda da classe mais pobre foi alcançando a partir do acúmulo das políticas sociais desenvolvidas em 2003, onde o governo começou a construção do Brasil sem Miséria, dando continuidade às experiências dos programas de governo, bem sucedidas e buscando aperfeiçoá-las (Brasil, 2014). Com a construção dessas políticas, voltadas a alcançar os brasileiros mais vulneráveis, o governo delineou medidas para que a situação de extrema pobreza fosse alterada na vida dessas famílias, dessa forma essas pessoas conseguiam uma ascensão social, saindo do nível de indigência para o sustentável. Para a população ter acesso aos programas, o indivíduo tem que estar cadastrado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) este caracteriza-se por ser um instrumento de coleta de dados e informações que objetiva identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país. Para a Região do Litoral Norte de Alagoas há famílias cadastradas no CadÚnico, famílias são beneficiadas pelo Programa Bolsa Família; pela Prestação Continuada para idosos e pela Prestação Continuada para pessoas com deficiência (Quadro 3-50). Quadro Famílias dos municípios da Região do Litoral Norte cadastradas em algum programa do Governo Federal Municípios Prestação Prestação Cadastro Único para Programas Sociais Programa Continuada Continuada (CadÚnico) - renda familiar per capita de Bolsa Família (BPC) para (BPC) para até 1/2 salário mínimo (PBF) Pessoas com Idosos Deficiência Campestre Colônia Leopoldina Flexeiras Jacuípe Japaratinga Joaquim Gomes Jundiá Maragogi Matriz de Camaragibe Novo Lino Passo de Camaragibe Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 152

153 Quadro Famílias dos municípios da Região do Litoral Norte cadastradas em algum programa do Governo Federal Municípios Prestação Prestação Cadastro Único para Programas Sociais Programa Continuada Continuada (CadÚnico) - renda familiar per capita de Bolsa Família (BPC) para (BPC) para até 1/2 salário mínimo (PBF) Pessoas com Idosos Deficiência Porto Calvo Porto de Pedras São Luís do Quitunde São Miguel dos Milagres Total Fazendo um apanhado do levantamento realizado, vemos que a mobilidade social atrelada ao aumento do poder aquisitivo, alimenta o consumo na sociedade, o que por sua vez ocasiona a rotatividade na compra e descarte de produtos. Para a região percebemos, através da dinâmica populacional, principalmente dos municípios polos, que a tendência dos mesmos é receber um maior contingente de pessoas em idade ativa que vão à busca de novas oportunidades e muitas vezes para fazer cursos superiores, o que gera ao município um maior consumo e maior descarte de resíduos, daí a importância da implementação de programas que visem a gestão desses resíduos gerados. Segundo o IBGE, para a definição dos centros da rede urbana brasileira, buscam-se informações de subordinação administrativa no setor público federal, para definir a gestão federal, e de localização das sedes e filiais de empresas, para estabelecer a gestão empresarial. A oferta de distintos equipamentos e serviços capazes de dotar uma cidade de centralidade informações de deslocamentos para internações hospitalares, áreas de cobertura das emissoras de televisão, da oferta de ensino superior, da diversidade de atividades comerciais e de serviços, da oferta de serviços bancários e da presença de domínios de Internet complementa a identificação dos centros de gestão do território. O Quadro 3-51 mostra a distribuição dos centros, segundo seus papéis na rede urbana, podendo-se constatar que nem todos os níveis de centralidade possíveis estão representados para a Região Litoral Norte de Alagoas. Os municípios da Região do Litoral Norte, especialmente devido a sua localização geográfica, possuem como principal o centro, a metrópole Recife no estado de Pernambuco (Quadro 3-51). A capital Maceió também é dos centros principais para estes municípios sendo caracterizada como Capital Regional A. O município de Porto Calvo, também se destaca como cidade referência para o município de Japaratinga. Quadro Níveis de Centralidade das Cidades - Região Litoral Norte de Alagoas Metrópole Capital Regional A Capital Regional B Capital Regional C Centro Sub- Regional A Centro Sub- Regional B Centro de Zona A Centro de Zona B Centro Local Recife Campestre - Recife Colônia Leopoldina Recife Maceió Flexeiras Recife - Jacuípe Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 153

154 Quadro Níveis de Centralidade das Cidades - Região Litoral Norte de Alagoas Metrópole - Capital Regional A Maceió Capital Regional B Capital Regional C Centro Sub- Regional A Centro Sub- Regional B Centro de Zona A Centro de Zona B Porto Calvo Centro Local Japaratinga Recife - Jundiá Joaquim Gomes - Maceió Maragogi Recife Maceió Matriz de Camaragibe Recife - Novo Lino - Passo de Camaragibe - Maceió Porto Calvo Recife Maceió Porto de Pedras Recife Maceió São Luís do Quitunde Recife Maceió São Miguel dos Milagres Fonte: Regiões de Influência das Cidades, IBGE (2007). 3.4 Região Metropolitana Alagoana A região Metropolitana do estado de Alagoas tem como municípios mais populosos, segundo o Censo do IBGE, 2010, Maceió, a capital do estado e principal município da região, seguida de Rio Largo, Marechal Deodoro e Pilar, respectivamente. As atividades econômicas predominantes nesta região são: o comércio, a agropecuária, a atividade industrial e também o turismo, esta última, ocorre principalmente em Maceió. Ainda que não seja tão comum na maior cidade da região e do estado, a atividade de maior peso regional é a agropecuária, comum entre boa parte dos municípios da região metropolitana de Alagoas Produto Interno Bruto A Região Metropolitana Alagoana é composta por 10 municípios, cuja soma do PIB destes, referente ao ano de 2011, correspondeu a 55,37% do PIB do Estado de Alagoas (Quadro 3-52). O município que mais se destaca nesta Região é Maceió, que ocupa o 1º lugar no ranking estadual e regional em relação ao PIB obtido para o ano de 2011, seguido pelo município de Marechal Deodoro que o ocupa o 2º lugar no ranking do PIB da Região Metropolitana Alagoana e o 3º lugar no ranking do PIB estadual. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 154

155 Quadro 3-52 PIB dos municípios da Região Metropolitana Alagoana em relação ao Estado de Alagoas ano de Percentual do PIB Percentual do PIB Nome do Município Ranking do PIB - municipal em relação municipal em Produto Interno Bruto a Estado de ao PIB total da Região relação ao PIB total preços correntes (R$ 1.000) Alagoas Metropolitana do Estado de Alagoana Alagoas Barra de Santo Antônio R$ ,00 55º 0,43% 0,24% Coqueiro Seco R$ ,00 96º 0,16% 0,09% Maceió R$ ,00 1º 86,97% 48,15% Marechal Deodoro R$ ,00 3º 5,77% 3,20% Messias R$ ,00 46º 0,51% 0,28% Paripueira R$ ,00 61º 0,40% 0,22% Pilar R$ ,00 17º 1,39% 0,77% Rio Largo R$ ,00 6º 3,34% 1,85% Santa Luzia do Norte R$ ,00 51º 0,49% 0,27% Satuba R$ ,00 38º 0,55% 0,30% Total do PIB da Região Metropolitana Alagoana Fonte: IBGE, R$ ,00-55,37% Alagoas R$ , De modo geral, observa-se comportamento ascendente do PIB no período entre os anos de 2000 a 2011, nos municípios da Região Metropolitana Alagoana, conforme apresentado na Figura 3.29 e no Quadro Figura 3.29 Gráfico com dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes dos municípios da Região Metropolitana Alagoana no período dos anos de 2000 a Fonte: IBGE, 2013 / SEPLANDE, 2013 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 155

156 O comportamento do PIB da Região Metropolitana Alagoana ao longo do período em análise, se manteve ascendente tendo apresentado o maior percentual em relação a participação na composição ao PIB do Estado de Alagoas no ano de 2010 (56,36%) e o menor percentual no ano de 2010 (49,68%), conforme apresentado no Quadro Ao se analisar isoladamente os resultados do PIB da Região Metropolitana Alagoana, observa-se a evolução dos valores anuais apresentados no período entre os anos de 2000 a 2011, conforme demonstrado na Figura 3.30 e no Quadro 3-53, sendo observado um maior incremento do PIB em relação aos anos 2010 e 2011, quando o incremento do PIB desta Região de um ano para o outro correspondeu a 20,18 %. O incremento anual no PIB entre os anos de 2000 a 2011 foi em média de 13,66 % ao ano, o que correspondeu a um valor médio de R$ ,55 por ano. O incremento total do PIB da Região da Zona da Mata Alagoana, observado no período entre os anos 2000 a 2011 correspondeu a R$ R$ ,00. PIB (MIL R$) Evolução do PIB da Região da Região Metropolitana Alagoana entre os anos de 2000 a Figura 3.30 Evolução anual do Produto Interno Bruto (PIB) da Região Metropolitana Alagoana entre os anos de 2000 e 2011 IBGE, ANO Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 156

157 Quadro 3-53 Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana. Municípios Barra de Santo Antônio Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Ano Em mil R$ Coqueiro Seco Maceió Marechal Deodoro Messias Paripueira Pilar Rio Largo Santa Luzia do Norte Satuba Total da Região Total do Estado de Alagoas Percentual do PIB da Região Metropolitana Alagoana em relação ao PIB do Estado de Alagoas Incremento do PIB em relação ao ano anterior (Valor médio de incremento do PIB de 13,61 a.a.) Incremento do PIB em R$ Milhões Fonte: IBGE, , , , , , , , , , , , ,89 50,46% 49,68% 52,04% 51,79% 54,04% 53,52% 54,59% 56,21% 55,00% 55,15% 56,36% 55,37% 0,00% 7,56% 21,10% 13,68% 20,00% 8,63% 13,59% 16,35% 7,11% 9,34% 18,26% 14,10% R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ , , , , , , , , , , ,00 ERSÃO PARA CONSULTA

158 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor Em relação ao Produto Interno Bruto a preços correntes por setor, observa-se que o setor de serviços se destaca com maior participação na composição do PIB em todos os municípios analisados na Região Metropolitana Alagoana, com destaque para o município de Coqueiro Seco, cujo o setor de serviços correspondeu a 76,48% de todo seu PIB no ano de A menor participação do setor de serviços na composição do PIB é observada no município de Marechal Deodoro, cujo PIB deste setor correspondeu a 28,43 % de todo seu PIB no ano de 2011, sendo que o setor de indústria, de modo geral, se destaca em 2 º lugar na composição dos PIBs municipais. No âmbito Estadual e da Região Metropolitana Alagoana como um todo, também destaca-se o PIB do setor de serviços, que correspondeu respectivamente a 61,77% e 62,65% da composição total do PIB observado para o ano de 2011, sendo o grande responsável pelo desenvolvimento das economias locais e regionais, seguido pelo PIB do setor da Indústria, conforme apresentado na Figura 3.31 no Quadro Municípios Satuba Santa Luzia do Norte Rio Largo Pilar Paripueira Messias Marechal Deodoro Maceió Coqueiro Seco Barra de Santo Antônio Produto interno Bruto a preços correntes por setor e PIB Total - ano de 2011 Muncípios da Região Metropoltana Alagoana 0, , , , ,00 Valor do PIB x R$ 1000 Produto Interno Bruto a preços correntes Impostos Serviços Indústria Agropecuária Figura 3.31 Produto Interno Bruto por setor a preços correntes dos Municípios da Região Metropolitana Alagoana para o ano de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 158

159 Quadro 3-54 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor observados para o ano de 2011 para a Região Metropolitana Alagoana. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto PIB por setor Percentual de Participação na composição do PIB Nome do Município Produto Interno Bruto a Agropecuária A Indústria - B Serviços C Impostos D preços correntes (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) PIB = A + B + C + D Agropecuária Indústria Serviços Impostos (R$ 1.000) Barra de Santo Antônio , , , , ,08 17,35% 8,23% 72,12% 2,31% Coqueiro Seco 2.820, , ,00 526, ,48 11,30% 10,11% 76,48% 2,11% Maceió , , , , ,95 0,25% 20,64% 65,42% 13,69% Marechal Deodoro , , , , ,77 5,25% 55,33% 28,43% 10,99% Messias , , , , ,34 21,66% 8,47% 66,83% 3,03% Paripueira 5.829, , , , ,50 9,30% 18,87% 67,06% 4,77% Pilar , , , , ,75 9,57% 41,60% 44,03% 4,79% Rio Largo , , , , ,40 7,40% 28,44% 55,18% 8,97% Santa Luzia do Norte 5.323, , , , ,02 6,86% 35,13% 48,55% 9,45% Satuba 3.969, , , , ,00 4,57% 19,36% 69,52% 6,55% Região Metropolitana Alagoana , , , , ,28 1,20% 23,12% 62,65% 13,04% Alagoas , , , , ,89 5,49% 22,65% 61,77% 10,09% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

160 3.4.2 PIB per capita TA Da análise dos dados do PIB per capita dos municípios da Região Metropolitana Alagoana, de modo geral, verifica-se uma evolução destes valores em todos os municípios analisados com pequenos decréscimos do PIB per capita ao longo deste período, entre os anos de 2000 a 2011, com destaque para os municípios de Marechal Deodoro e Maceió, que apresentaram em 2011 os maiores PIBs per capita desta Região, conforme apresentado na Figura 3.32 e no Quadro NS UL No contexto histórico dos resultados dos PIBs per capita analisados no período entre os anos de 2000 a 2011, destaca-se o município Marechal Deodoro que se mantem como 1º colocado no ranking do PIB per capita entre os municípios desta Região desde o ano de 2002, tendo sido superado por Santa Luzia do Norte apenas no ano de Produto Interno Bruto (PIB) per capita - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região Metropolitana Alagoana CO PA RA Produdo Interno Bruto per capita (R$) Anos Coqueiro Seco Messias Rio Largo ÃO Barra de Santo Antônio Marechal Deodoro Pilar Satuba Maceió Paripueira Santa Luzia do Norte RS Figura Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana. Quadro 3-55 Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana. VE Municípios Barra de Santo Antônio Coqueiro Seco Maceió Marechal Deodoro Messias 2000 Ano Em R$ Média do PIB 2011 per capita no Período (R$) Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto

161 Quadro 3-55 Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana. Ano Média do PIB per Municípios capita no Em R$ Período (R$) Paripueira Pilar Rio Largo Santa Luzia do Norte Satuba Valor Médio Anual do PIB per capita da Região da Zona da Mata Alagoana Fonte: IBGE, No ano 2000, dos 10 municípios que compõe a Região Metropolitana Alagoana, apenas 3 municípios apresentaram PIB per capita acima da média desta Região, que foi de R$ 3.030,00, com destaque para os municípios de Marechal Deodoro e Santa Luzia do Norte que atingiram PIB per capita R$ 7.560,00 e R$ 5.531,00, respectivamente. Os piores resultados do PIB per capta observados ao longo do período analisado foram obtidos pelo município de Coqueiro Seco, que possui a pior média histórica no período analisado, que foi R$ 2.688,00. Os melhores resultados foram obtidos pelo município de Marechal Deodoro, que no período de 2001 a 2011 apresentou a melhor média histórica do PIB per capita, que foi de R$ ,00. Da análise comparativa dos resultados apresentados para o PIB (Quadro 3-54) e o PIB per capita (Quadro 3-55) entre os municípios da Região Metropolitana Alagoana, observa-se que apesar de Maceió apresentar o maior PIB do Estado, em todos os anos do período entre 2000 a 2011, apresenta o 2º maior PIB per capta regional, ficando atrás de Marechal Deodoro que ocupa o 2º lugar em relação ao PIB em todo período analisado. Conforme pode ser observado no comparativo entre as Figura 3.32 e Figura 3.33, a evolução anual do PIB per capita da Região da Região Metropolitana Alagoana apresentou o mesmo comportamento ascendente em relação à evolução anual do PIB, com exceção do ano de 2009, quando houve pequeno decréscimo no PIB per capita regional. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 161

162 PIB PER CAPITA (EM R$) Figura Evolução anual do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos de 2000 e 2011 da Região Metropolitana Alagoana. Fonte: IBGE, Renda per capita Evolução do PIB per capita da Região Metropolitana Alagoana entre os anos de 2000 a No que diz respeito à análise da renda per capita dos 10 municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana, verifica-se que o município de Maceió apresentou a maior renda per capita no ano de 1991, que foi de R$ 455,00. Já a menor renda per capita foi obtida pelo município de Paripueira, que apresentou o valor R$ 140,00. Em 1991, dos 10 municípios desta Região, 8 apresentaram renda per capita abaixo da média, que foi de R$ 179,00 (Quadro 3-56). No ano 2000 o melhor resultado de renda per capita também foi obtido pelo município de Maceió, que obteve o valor de R$ 583,00, e o pior resultado foi obtido pelo município de Barra de Santo Antônio, que obteve o valor de R$ 140,00. Neste ano observa-se que, dos 10 municípios da Região Metropolitana Alagoana, 7 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 231,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 1991 e 2000, destaca-se o município de Paripueira que obteve um incremento de 87,78% no período, o que equivaleu a um aumento de R$ 79,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi apresentado pelo município de Messias, que apresentou no ano 2000 um decréscimo de 2,55 % da renda per capita em relação ao ano de 1991, correspondendo a uma redução de R$ 4,00 na Renda per capita deste período. Em 2010 observa-se que 6 municípios apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 369,00. O melhor resultado em 2010 foi obtido novamente pelo município de Maceió, que obteve o valor de R$ 793,00, e o menor resultado foi apresentado novamente pelo município de Barra de Santo Antônio, que obteve o valor de R$ 248,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 2000 e 2010, destaca-se o município de Marechal Deodoro que obteve um incremento de 92,41% no período, o que equivaleu a um aumento de R$ 207,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o menor resultado foi obtido pelo município de Maceió, que apresentou um incremento de 36,02% na renda per capita, o que resultou num aumento de R$ 210,00 para este período, representando o maior aumento em valores reais no período ANO Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 162

163 Quadro Renda per capita dos anos de 1991, 2000 e 2010 dos municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana. Municípios Ano Incremento por período (R$) Incremento por período (%) / / / /2010 Em R$ Em R$ Percentual Barra de Santo Antônio ,37% 77,14% Coqueiro Seco ,68% 54,92% Maceió ,13% 36,02% Marechal Deodoro ,87% 92,41% Messias ,55% 67,32% Paripueira ,78% 92,31% Pilar ,57% 56,99% Rio Largo ,14% 58,37% Santa Luzia do Norte ,70% 69,14% Satuba ,43% 49,01% Fonte: IBGE, Média ,14% 59,64% Evolução da População A população total dos municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana correspondia no ano de 1991 a habitantes, o que representava 30,70% de toda população do Estado de Alagoas, e em 2010 a população alcançou um total de habitantes, o que representou 35,78% da população do Estado (Quadro 3-57), a maior participação observada na composição da População do Estado entre todas as regiões analisadas. O crescimento populacional total nesta região no período entre os anos de 1991 a 2010 foi de habitantes, o que representou uma Taxa de Crescimento populacional total de 44,64% neste período, com taxa média de crescimento anual de 2,35 % ao ano, o que corresponde a melhor taxa regional entre todas as regiões analisadas. Nesta região destaca-se o município de Maceió por se tratar da Capital do Estado de Alagoas, além de ser o mais populoso de todo o Estado, e o município de Coqueiro Seco como o menos populoso. Maceió além de ser o município mais populoso do Estado é também o maior Centro Polarizador das Economias Regional e Estadual. Quanto as taxas de crescimento populacional total, destaca-se no período de 1991 a 2010 o município de Marechal Deodoro, que apresentou taxa de crescimento total de 85,32% e taxa média anual de crescimento de 4,49% ao ano, correspondendo a maior taxa observada entre todos os municípios das Regiões analisadas, conforme apresentado na Figura 3.34 no Quadro O município de Barra de Santo Antônio obteve o pior desempenho observado no período entre os anos de 1991 a 2000, quando atingiu uma taxa de decréscimo populacional da ordem de - 20,81%, sendo que a sua taxa média anual de crescimento populacional ao longo da série histórica analisada foi de -0,04% ao ano. A população total do município de Maribondo no ano de 1991 era de habitantes, caindo para habitantes no ano de 2010, representando um decréscimo populacional total de -0,73% ao longo da série histórica analisada. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 163

164 População (Habitantes) Evolução Populacional - Municípios da Região Metropolitana Alagoana, exceto Maceió Ano Barra de Santo Antônio Coqueiro Seco Marechal Deodoro Messias Paripueira Pilar Rio Largo Santa Luzia do Norte Satuba Figura Evolução Populacional dos municípios da Região Metropolitana Alagoana, exceto Maceió. (Período entre os anos de 1991 a 2010). Da análise da série histórica apresentada ( ), verifica-se a grande importância de Maceió como o Centro Polarizador Regional da economia e principal responsável pelo desenvolvimento populacional da Região Metropolitana Alagoana e do Estado como um todo, sendo que do crescimento populacional total observado para esta Região no período de 1991 a 2010, que foi de habitantes (Figura 3.35), somente Maceió apresentou neste mesmo período um crescimento populacional total de habitantes, o que representa 85,32% deste crescimento total. População (Habitantes) Evolução Populacional - Municípios da Região Metropolitana Alagoana X Maceió Ano Barra de Santo Antônio Coqueiro Seco Maceió Marechal Deodoro Messias Paripueira Pilar Rio Largo Santa Luzia do Norte Satuba Figura Evolução Populacional de Maceió em Relação ao demais municípios da Região Metropolitana Alagoana, (Período entre os anos de 1991 a 2010). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 164

165 A Região Metropolitana Alagoana apresentou a maior evolução populacional entre todas as regiões analisadas ao longo do período entre os anos de 1991 a 2010 (Figura 3.36), sendo que dos 10 municípios que a compõem, apenas Satuba apresentou um pequeno decréscimo populacional. População (habitantes) Evolução populacional da Região Metropolitana Alagoana ( ) Figura Evolução Populacional da Região Metropolitana Alagoana (período entre os anos de 1991 a 2010) Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 165

166 Quadro Evolução Populacional dos municípios da Região Metropolitana Alagoana. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total Taxa de crescimento por Período (%) Crescimento Populacional total no Período - nº de habitantes Taxa de Crescimento Relativo (Município X Região) Taxa de Crescimento Populacional total no Período - % Taxa média anual de crescimento populacional (%) Barra de Santo Antônio ,81% 25,36% ,03% -0,73% -0,04% Coqueiro Seco ,32% 7,64% 742 0,20% 15,51% 0,82% Maceió ,82% 16,92% ,73% 48,28% 2,54% Marechal Deodoro ,56% 28,19% ,77% 85,32% 4,49% Messias ,50% 30,79% ,39% 48,45% 2,55% Paripueira ,97% ,15% 59,35% 4,24% Pilar ,66% 6,74% ,10% 13,85% 0,73% Rio Largo ,92% 9,55% ,97% 27,00% 1,42% Santa Luzia do Norte ,21% 7,87% ,30% 18,89% 0,99% Satuba ,68% 16,31% ,48% 58,97% 3,10% Total da Região ,73% 16,89% ,00% 46,96% 2,47% Estado de Alagoas ,27% 10,55% ,12% 1,27% Percentual da População da Região em relação a População do Estado de Alagoas Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, ,09% 33,76% 34,82% 36,36% 36,81% ERSÃO PARA CONSULTA

167 3.4.5 Projeção Populacional A população total da região Metropolitana para um horizonte de 20 anos é de habitantes. A projeção de população para cada município da região consta no Quadro Quadro 3-58 Projeção populacional para um horizonte de 20 anos Município População Total Barra de Santo Antônio Coqueiro Seco Maceió Marechal Deodoro Messias Paripueira Pilar Rio Largo Santa Luzia do Norte Satuba Região Metropolitana Fonte: IBGE, Cálculos elaborados pela FLORAM Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Na Região Metropolitana Alagoana observa-se no período em análise (1991, 2000 e 2010), que a maior da parte da população sempre ocupou as Zonas Urbanas (Figura 3.37), seguindo a mesma tendência de evolução observada no âmbito Estadual, com a consequente redução das populações das zonas rurais. As Taxas de Urbanização desta Região correspondem as maiores observadas entre todas as regiões analisadas, sendo que no ano de 1991 esta taxa equivalia a 80,73%, tendo evoluído para 97,91% no ano de 2010, o que correspondia respectivamente a e habitantes em zonas urbanas (Figura 3.37 e Quadro 3-59). Ao longo da série histórica analisada, observa-se que a Taxa de Crescimento da População Urbana desta Região evoluiu em 38,51% para o período entre os anos de 1991 a 2000 e em 18,40% para o período entre os anos de 2000 a Nesta Região o município Maceió apresentou as maiores taxas de Urbanização em todos os anos analisados, obtendo consequentemente as menores taxas de ruralização. Em relação às Taxas de ruralizarão, destacam-se os municípios de Barra de Santo Antônio, Satuba e Rio Largo que apresentaram a maiores taxas observadas nos anos de 1991, 2000 e 2010 respectivamente, e consequentemente as menores as menores Taxas de Urbanização para os mesmos anos citados. Apesar destes municípios, terem apresentado as maiores taxas de ruralização desta Região, observase que estas vem diminuindo constantemente, e consequentemente promovendo a elevação das taxas de urbanização destes ao longo do tempo (Quadro 3-59). Os municípios que mais apresentaram evolução das taxas crescimento da população urbana foram Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 167

168 os de Marechal Deodoro e Messias, que atingiram as maiores taxas observadas nos períodos entre os anos de 1991 a 2010, e de 2000 a 2010 respectivamente. Quanto às taxas de crescimento da população rural, destacam-se apenas os municípios de Santa Luzia do Norte e de Paripueira, que foram os únicos a apresentarem evolução da população rural nos períodos entre os anos de 1991 a 2000, e de 2000 a 2010 respectivamente. População (habitantes) Dinâmica populacional da Região Metroplitana Alagoana (Urbana X Rural) Figura 3.37 Dinâmica populacional Urbana e Rural da Região da Zona Metropolitana Alagoana Ano População Urbana População Rural Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 168

169 Quadro Dinâmica Populacional das Zonas Urbanas e Rurais dos municípios da Região Metropolitana Alagoana. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total População Urbana População Rural Taxa de Urbanização Taxa de Ruralização Taxa de crescimento da população Urbana por período Taxa de crescimento da população Rural por período Barra de Santo Antônio ,37% 84,34% 93,06% 60,63% 15,66% 6,94% 69,66% 38,31% -79,55% -44,40% Coqueiro Seco ,86% 89,09% 89,99% 12,14% 10,91% 10,01% 8,83% 8,72% -3,61% -1,25% Maceió ,74% 99,75% 99,93% 7,26% 0,25% 0,07% 36,42% 17,13% -95,72% -68,34% Marechal Deodoro ,08% 83,19% 94,38% 40,92% 16,81% 5,62% 103,55% 45,43% -40,61% -57,12% Messias ,71% 79,67% 90,95% 40,29% 20,33% 9,05% 51,43% 49,32% -42,72% -41,80% Paripueira ,02% 88,56% - 11,98% 11,44% - 41,83% - 34,65% Pilar ,05% 90,27% 95,48% 23,95% 9,73% 4,52% 26,60% 12,91% -56,68% -50,44% Rio Largo ,44% 79,86% 81,70% 28,56% 20,14% 18,30% 29,58% 12,08% -18,23% -0,45% Santa Luzia do Norte ,70% 85,25% 89,57% 12,30% 14,75% 10,43% 7,14% 13,33% 32,12% -23,67% Satuba ,03% 79,45% 87,60% 36,97% 20,55% 12,40% 72,28% 28,24% -24,03% -29,81% Total da Região ,73% 96,66% 97,91% 12,27% 3,34% 2,09% 38,51% 18,40% -65,72% -26,90% Estado de Alagoas ,95% 68,01% 73,64% 41,05% 31,99% 26,36% 29,53% 19,70% -12,52% -8,89% Fonte: SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

170 3.4.1 Densidade Demográfica A Densidade Demográfica observada para a Região Metropolitana Alagoana nos anos de 1991, 2000 e 2010, correspondiam respectivamente a 423,02, 531,85 e 621,67 hab/km², valores extremamente acima dos obtidos para o Estado de Alagoas nos mesmos períodos. Quanto a evolução da densidade demográfica regional, verifica-se que no período entre os anos de 1991 a 2000, a evolução foi de 25,73% e no período de 2000 a 2010 esta evolução foi de 16,89%, correspondendo aos melhores resultados obtidos entre todas as regiões analisadas (Quadro 3-60). Nesta Região o município de Maceió que é Capital do Estado de Alagoas, destaca-se por apresentar as maiores densidades demográficas de todo o Estado, e os de Marechal Deodoro e Barra de Santo Antônio por apresentarem as menores densidades demográficas observadas nos períodos em análise. Quanto a evolução da Densidade Demográfica, destaca-se no período de 1991 a 2000 o município de Marechal Deodoro, que teve aumento de 44,78% na densidade demográfica, e o município de Paripueira que no período de 2000 a 2010 teve aumento de 40,97%, tendo estes resultados relação direta com aumento populacional ocorrido nestes períodos. Os piores resultados foram observados para o município de Barra de Santo Antônio, que foi o único a apresentar decréscimo da densidade demográfica no período de 1991 a 2000, tendo relação direta com a redução populacional ocorrida neste município no mesmo período, e o município de Pilar que apresentou a menor evolução no período entre os anos de 2000 a 2010 (Quadro 3-60). Quadro Densidade demográfica dos municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana. População (habitantes) Densidade Demográfica Evolução Evolução (Hab/Km²) da da Densidade Densidade Demográfi Demográfi Municípios Área (Km²) ca no ca no Período de Período de 1991 a a 2010 Barra de Santo Antônio 138, ,57 82,02 102,82-20,81% 25,36% Coqueiro Seco 39, ,50 129,32 139,19 7,32% 7,64% Maceió 503, , , ,00 26,82% 16,92% Marechal Deodoro 331, ,80 108,13 138,61 44,56% 28,19% Messias 113, ,83 105,36 137,80 13,50% 30,79% Paripueira 93, ,55 122,01-40,97% Pilar 249, ,16 124,95 133,38 6,66% 6,74% Rio Largo 306, ,05 204,08 223,57 15,92% 9,55% Santa Luzia do Norte 29, ,81 215,81 232,80 10,21% 7,87% Satuba 42, ,63 294,72 342,79 36,68% 16,31% Região Metropolitana 1.847, ,02 531,85 621,67 25,73% 16,89% Alagoana Estado de Alagoas , ,50 101,61 112,33 12,27% 10,55% Fonte: SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 170

171 3.4.2 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Os Índices de Desenvolvimento Humano Municipal são calculados com base em outros 3 índices de Desenvolvimento Humano, que avaliam a renda, educação e longevidade da população. O Estado de Alagoas ocupa o último lugar no ranking brasileiro do IDH dos anos de 2000 e 2010, devido aos baixos índices de IDH-M observados na maioria dos municípios do Estado. A Região Metropolitana Alagoana, assim como os seus municípios vem apresentando evolução no IDH-M ao longo do tempo, não sendo observado nenhum caso em que tenha ocorrido o decréscimo deste índice. O IDH-M médio desta região evoluiu em 27,30 % no período entre os anos de 1991 e 2000, e em 33,97% no período entre os anos de 2000 a 2010, tendo superado os IDH-M s observados nos anos de 1991 e 2000, e que eram considerados muito baixo, e em 2010 passou a ser considerado como médio (0,619), de acordo com a escala de IDH-M estabelecida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD (Quadro 3-61). No ano de 2010, o município de Maceió alcançou o maior IDH-M observado entre todos os municípios do Estado, além de ser o único a atingir um IDH-M considerado alto, e Barra de Santo Antônio apresentou o menor IDH-M desta Região. Quanto a evolução do IDH-M, os municípios de Barra de Santo Antônio e Messias destacam-se por terem apresentado as maiores evoluções observadas nos períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. Os municípios de Maceió e Satuba foram os que apresentaram as menores evoluções observadas para os períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. De modo geral, verifica-se que os municípios desta Região evoluíram de IDH-M s que eram considerados como muito baixo e baixo nos anos de 1991 e 2000, para níveis considerados como baixo e médio no ano de 2010, com exceção de Maceió que obteve um IDH-M considerado alto, sendo o melhor resultado observado em todo Estado de Alagoas. Quadro Evolução dos Índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana Municípios IDHM Evolução do Evolução do IDMH no IDMH no período período entre os anos entre os anos de de 1991 a a 2010 Barra de Santo Antônio 0,265 0,378 0,557 42,64% 47,35% Coqueiro Seco 0,344 0,466 0,586 35,47% 25,75% Maceió 0,507 0,584 0,721 15,19% 23,46% Marechal Deodoro 0,349 0,463 0,642 32,66% 38,66% Messias 0,306 0,379 0,568 23,86% 49,87% Paripueira 0,312 0,423 0,605 35,58% 43,03% Pilar 0,325 0,418 0,610 28,62% 45,93% Rio Largo 0,389 0,505 0,643 29,82% 27,33% Santa Luzia do Norte 0,375 0,434 0,597 15,73% 37,56% Satuba 0,416 0,543 0,660 30,53% 21,55% IDH-M médio da Região Metropolitana Alagoana 0,359 0,459 0,619 28,01% 34,75% Estado de Alagoas 0,370 0,471 0,631 27,30% 33,97% Escala do IDH-M - Muito Baixo = 0 a 0,499 / Baixo= 0,500 a 0,599 / Médio= 0,600 a 0,699 / Alto= 0,700 a 0,799 / Muito Alto = 0,800 a 1,000 (Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil PNUD/IPEA). Fonte: SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 171

172 3.4.3 Gênero A Região Metropolitana Alagoana apresenta ao longo de todos os anos analisados uma maior população de mulheres em relação a população de homens, e em 2010 a população total de homens correspondia a e a população total de mulheres a , resultando numa de razão de 0,89 homem para cada mulher, representando de modo geral, o panorama observado na maioria dos municípios desta Região, onde se verifica um maior número de mulheres (Quadro 3-62). Nesta Região, destacam-se nos de 1991 e 2000 os municípios de Barra de Santo Antônio, Coqueiro Seco e Messias, por apresentarem uma maior população de homens do que de mulheres, tendo atingido nestes anos uma razão de homens para mulheres com valor igual ou maior que 1, porém, em 2010 essa razão caiu para valores abaixo de 1, o que representou um aumento da população total de mulheres, superando a população total de homens. A menor razão de homens para mulheres observada nesta Região ocorreu no município de Maceió no ano de 2010, quando se obteve uma razão de 0,88 homem para cada mulher. Quadro População por gênero (Homens / Mulheres) dos municípios que compõem a Região Metropolitana Alagoana. Município Barra de Santo Antônio Sexo X Ano População Total Homens Mulheres Razão por sexo (Homens / mulheres) ,02 1,02 0,99 Coqueiro Seco ,01 1,03 0,99 Maceió ,89 0,89 0,88 Marechal Deodoro ,97 0,99 0,98 Messias ,02 1,00 0,97 Paripueira ,96 0,97 Pilar ,98 0,97 0,94 Rio Largo ,96 0,96 0,95 Santa Luzia do Norte ,00 0,98 0,96 Satuba ,00 0,96 0,95 Região Metropolitana ,91 0,91 0,89 Fonte: IBGE, Estrutura Etária da População A estrutura etária da população da Região Metropolitana pode ser observada na Figura 3.38 e no Quadro Ao se analisar os dados é possível observar a diminuição da população de 0 a 9 anos e aumento da população acima dos 60 anos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 172

173 Quadro População residente por faixa etária e sexo Faixa Etária Homens Mulheres Total Razão por sexo (anos) a ,03 1,03 1,03 5 a ,00 1,04 1,05 10 a ,97 0,99 1,02 15 a ,89 0,95 0,98 20 a ,87 0,90 0,91 25 a ,88 0,87 0,88 30 a ,88 0,86 0,86 35 a ,87 0,86 0,85 40 a ,91 0,86 0,83 45 a ,89 0,87 0,84 50 a ,85 0,86 0,83 55 a ,77 0,81 0,80 60 a ,73 0,75 0,77 65 a ,76 0,70 0,74 70 a ,75 0,67 0,69 75 a ,71 0,66 0,61 80 e mais ,62 0,58 0,50 Total ,91 0,91 0,89 Dist (%) na população total 47,59 47,60 47,20 52,41 52,40 52,80 Fonte: IBGE, censos demográficos 1991, 2000 e Cálculos elaborados pela FLORAM. Foram elaboradas as pirâmides da Região Metropolitana, com dados censitários do IBGE, para facilitar a avaliação da população nas décadas de 1991, 2000 e 2010, fazendo-se comparações entre estes períodos (Figura 3.38). Entre 1991 e 2010, a região, segundo dados do IBGE, apresentou mudança significativa na estrutura etária. A cada década houve uma redução da proporção de jovens, efeito este relacionado a redução das taxas de fecundidade ao longo dos anos. Já os dados do Censo de 2010 evidenciam uma redução expressiva na proporção de crianças entre 0 e 4 anos em relação a 1991 e 2000 sendo produto de taxas de fecundidade menores. É possível observar também o aumento expressivo da população de 25 a 44 anos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 173

174 Figura Estrutura Etária da População da Região Metropolitana de Alagoas, para os anos de 1991, 2000 e Mobilidade Social O termo mobilidade, vem do Latim mobilis, que significa o que pode ser movido, deslocado ou que é passível de movimento. Assim mobilidade social vem a ser o fenômeno em que o indivíduo ou um grupo de pessoas pertencentes a uma determinada posição social movimenta para outra, tendo para isso influências tanto das mudanças demográficas e econômicas quanto da construção e consolidação dos canais de mobilidade existentes na sociedade. Uma das influências que se destacam para que ocorra essa mobilidade é a distribuição de renda e um dos principais indicadores dessa distribuição é a renda per capita. A avaliação da renda per capita através do PIB municipal mostra que para a Região Metropolitana ocorreu uma elevação do rendimento médio ao longo dos anos estudados, entre o ano de 1991 a 2010, como podemos observar no Quadro Fazendo a avaliação da média do PIB per capita (PIB pc) da região, observamos que em termos de valor absoluto, a Região Metropolitana Alagoana apresentou PIB pc inferior ao Estado de Alagoas, inferior ao nacional e menor que o encontrado na capital, Maceió para todo o período. Maceió, por se tratar da capital do estado, se destacou com o maior PIB pc da região em todo o período de estudo, ficando abaixo apenas dos valores de referência nacional. O aumento dessas taxas, vem estabelecer que aquela região está passando por um crescimento Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 174

175 econômico, o que pode estar diretamente relacionado às influências da mobilidade social ocorrente na região. Os municípios que se destacam acabam sendo referências de locais que apresentam maiores oportunidades de vínculo empregatício, o que nos leva a inferir que estes atraem maior contingente de indivíduos, em busca de uma estabilidade financeira e novas oportunidades de emprego. Esse aumento populacional, muitas vezes desenfreado, gera um maior consumo o que ocasiona uma maior geração de resíduos. O crescimento econômico pode ser melhor avaliado ao observarmos o aumento da renda per capita para os anos analisados (Quadro 3-64). Foi verificado que a renda média domiciliar na Região Metropolitana em 1991, que foi de R$ 178,90, estava abaixo da renda média estadual (R$ 211,98) e muito abaixo quando comparada à média nacional, que foi de R$ 447,56. Porém, se avaliarmos cada município separadamente, vemos que Maceió se destaca por apresentar, para todos os anos, uma média sempre próxima a apresentada pela média nacional. Os municípios de Marechal Deodoro, Rio Largo e Satuba se destacaram por apresentar média aproximada à estadual. Se observarmos a variação nessa taxa de crescimento de 2010 a 1991, vemos que os municípios cresceram de forma considerável, tendo os municípios de Paripueira, Marechal Deodoro, Barra de Santo Antônio e Rio Largo, alcançado variação maior que a capital do estado e também maior que a apresentada pelo estado e a média nacional. Quadro Renda per capita anual e concentração da renda na Região Metropolitana Alagoana. Renda Per Capita anual (R$) Índice de Gini Índice de Theil - L Municípios Variação Variação Variação / 1991/ / Barra de Santo Antônio 95,27 140,20 247,81 1,47 1,77 2,60 0,41 0,48 0,52 0,28 0,36 0,5 Coqueiro Seco 163,51 192,90 299,47 1,18 1,55 1,83 0,53 0,58 0,49 0,51 0,53 0,46 Maceió 455,26 583,12 792,54 1,28 1,36 1,74 0,62 0,66 0,63 0,7 0,83 0,74 Marechal Deodoro 140,73 224,09 431,43 1,59 1,93 3,07 0,54 0,59 0,6 0,47 0,59 0,68 Messias 157,08 152,81 256,45 0,97 1,68 1,63 0,57 0,52 0,49 0,56 0,42 0,44 Paripueira 90,29 168,82 324,93 1,87 1,92 3,60 0,49 0,55 0,53 0,31 0,48 0,53 Pilar 153,23 185,83 292,06 1,21 1,57 1,91 0,5 0,53 0,51 0,43 0,46 0,52 Rio Largo 175,33 232,77 369,11 1,33 1,59 2,11 0,48 0,51 0,48 0,4 0,44 0,43 Santa Luzia do Norte 161,37 174,56 295,95 1,08 1,70 1,83 0,44 0,53 0,48 0,33 0,46 0,44 Satuba 196,95 253,41 377,42 1,29 1,49 1,92 0,49 0,54 0,52 0,42 0,5 0,5 PIB da Região 178,90 230,85 368,72 1,29 1,60 2,06 0,51 0,55 0,53 0,44 0,51 0,52 Alagoas 211,98 285,29 432,56 1,35 1,52 2,04 0,63 0,68 0,63 0,7 0,82 0,75 Brasil 447,56 592,46 793,87 1,32 1,34 1,77 0,63 0,64 0,6 0,78 0,76 0,68 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. Existem duas medidas convencionais, para avaliação da desigualdade de distribuição de renda, estas podem ser o ponto certo para a correta avaliação da concentração de renda para determinadas camadas sociais, que são o índice de Gini e o de Theil. O índice de Gini mede o grau de desigualdade existente entre indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0 (zero) quando não há desigualdade (todos os indivíduos possuem a mesma renda) a 1 (um), quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo possui toda a renda da sociedade). O índice de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 175

176 Theil, por sua vez, é o logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas das rendas individuais, sendo nulo quando não existir desigualdade de renda entre os indivíduos e tendente ao infinito quando a desigualdade tende ao máximo. Assim, diz-se que se estes índices crescerem de um período ao outro, a distribuição de renda piorou naquele período e vice-versa. Como se pode observar no Quadro 3-64, a Região Metropolitana Alagoana possui índices de concentração de renda inferiores a média estadual. Percebe-se que o Índice de Gini da região em estudo gira em torno de 0.53 e o índice de Theil está em torno de 0,48, aproximadamente. Isto demonstra a existência de um alto grau de concentração da riqueza gerada na região e caracteriza os municípios como tendo uma desigualdade social que ainda precisa melhorar para atingir os níveis de regiões mais desenvolvidas. Observa-se também que ambos os índices são inferiores ao do Estado de Alagoas, indicando ser uma situação de concentração e desigualdade de renda entre os indivíduos, menos críticos que a estadual. A análise dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento (Quadro 3-65), serve também para avaliar as desigualdades de distribuição de renda e em que extrato da sociedade a população de determinado local se encontra. As desigualdades de renda ainda estão presentes nesta região, apesar dos acréscimos de renda per capita observados. Ao calcular a razão entre a renda média dos extratos 10% mais ricos e 40% mais pobres da população, no período 1991 a 2010, a razão passa de 14,11 para 15,38, enquanto a razão da renda dos 20% mais ricos e 40% mais pobres da população passou de 9,90 para 10,51. Podemos perceber que as taxas sofreram acréscimo, porém não podemos descartar que a população da região também sofreu aumento durante as décadas analisadas, o que impede de avaliar com maior precisão até que ponto essas taxas influenciaram naquela população. Ao observar a razão dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres, vemos que de 1991 a 2010 essas taxas tiveram variações, tendo um aumentado e a outro diminuído, respectivamente, sendo esse efeito observado também para o estado de Alagoas. Uma das principais razões apontada para explicar os componentes da desigualdade de rendimentos no trabalho para a economia brasileira é o grau de instrução da mão-de-obra empregada, que é muito mais baixo nas classes mais pobres. Porém se analisarmos apenas entre 2000 e 2010, vemos que a razão de ricos diminuiu e a de pobres aumentou, tendo esse efeito ocorrido na Região Metropolitana de Alagoas e no âmbito estadual e nacional também, o que pode estar diretamente relacionado a abrangência dos programas governamentais e ao desequilíbrio populacional (Quadro 3-65). Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Barra de Santo Antônio 7,74 11,42 14,12 46,74 53,54 55,94 5,54 3,7 2,9 5,96 8,63 10,12 Coqueiro Seco 15,7 22, ,67 61,05 53,72 3,24 1,54 3,32 10,53 14,81 8,7 Maceió 26,11 34,34 26,28 66,74 71,15 67,44 2,48 2,02 2,54 17,11 21,84 17 Marechal Deodoro 15,74 20,79 23,09 57,67 63,49 64,22 3,09 2,88 2,39 11,17 13,22 14,72 Messias 18,01 14,55 12,27 61,94 56,19 53,09 3,62 3,22 3,54 11,82 10,11 8,69 Paripueira 13,51 16,87 15,09 50,86 58,82 57,81 2,13 2,87 3,59 9,86 10,98 10,01 Pilar 12,53 15,52 13,88 55,55 57,91 55,07 4,37 3,26 2,95 8,41 10,68 9,58 Rio Largo 11,62 14,06 11,62 53,08 55,86 52,93 4,25 3,46 4,14 8,38 9,99 8,24 Santa Luzia do Norte 9,23 14,26 11,55 49,01 57,55 52,81 4,41 3,87 3,43 7,07 9,67 8,46 Satuba 12,01 16,36 13,92 54,88 58,09 56,87 4,36 3,12 3,72 8,65 11,77 9,58 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 176

177 Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Média da Região 14,22 18,03 15,38 55,31 59,37 56,99 3,75 2,99 3,25 9,90 12,17 10,51 Alagoas 13,27 32,92 18,18 54,64 61,32 56,72 4,32 1,94 2,54 9,11 22,13 12,84 Brasil 30,46 30,31 22,78 67,21 67,56 63,4 1,92 1,84 2,41 20,01 19,71 14,83 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. O aumento de renda da classe mais pobre foi alcançando a partir do acúmulo das políticas sociais desenvolvidas em 2003, onde o governo começou a construção do Brasil sem Miséria, dando continuidade às experiências dos programas de governo, bem sucedidas e buscando aperfeiçoá-las (Brasil, 2014). Com a construção dessas políticas, voltadas a alcançar os brasileiros mais vulneráveis, o governo delineou medidas para que a situação de extrema pobreza fosse alterada na vida dessas famílias, dessa forma essas pessoas conseguiam uma ascensão social, saindo do nível de indigência para o sustentável. Para a população ter acesso aos programas, o indivíduo tem que estar cadastrado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) este caracteriza-se por ser um instrumento de coleta de dados e informações que objetiva identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país. Para a Região Metropolitana de Alagoas há famílias cadastradas no CadÚnico, famílias são beneficiadas pelo Programa Bolsa Família; pela Prestação Continuada, para idosos e pela Prestação Continuada, para pessoas com deficiência (Quadro 3-66). Quadro 3-66 Famílias dos municípios da Região Metropolitana Alagoana cadastradas em algum programa do Governo Federal. Municípios Prestação Quantidade de famílias inscritas no Prestação Programa Continuada Cadastro Único para Programas Continuada Bolsa Família (BPC) para Sociais (CadÚnico) com renda familiar (BPC) para (PBF) Pessoas com per capita de até 1/2 salário mínimo Idosos Deficiência Barra de Santo Antônio Coqueiro Seco Maceió Marechal Deodoro Messias Paripueira Pilar Rio Largo Santa Luzia do Norte Satuba Total Fonte: MDS. Disponível em: Fazendo um apanhado do levantamento realizado, vemos que a mobilidade social atrelada ao aumento do poder aquisitivo, alimenta o consumo na sociedade, o que por sua vez ocasiona a rotatividade na compra e descarte de produtos. Para a região percebemos, através da dinâmica populacional, principalmente dos municípios polos, que a tendência dos mesmos é receber um maior contingente de pessoas em idade ativa que vão à busca de novas oportunidades e muitas Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 177

178 vezes para fazer cursos superiores, o que gera ao município um maior consumo e maior descarte de resíduos, daí a importância da implementação de programas que visem a gestão desses resíduos gerados. Segundo o IBGE, para a definição dos centros da rede urbana brasileira, buscam-se informações de subordinação administrativa no setor público federal, para definir a gestão federal, e de localização das sedes e filiais de empresas, para estabelecer a gestão empresarial. A oferta de distintos equipamentos e serviços capazes de dotar uma cidade de centralidade informações de deslocamentos para internações hospitalares, áreas de cobertura das emissoras de televisão, da oferta de ensino superior, da diversidade de atividades comerciais e de serviços, da oferta de serviços bancários e da presença de domínios de Internet complementa a identificação dos centros de gestão do território. A Região Metropolitana de Alagoas possui a capital Maceió como principal centro. Além disso, os municípios de Messias, Paripueira e Pilar possui a metrópole Recife como referência para a procura de bens e serviços especializados. Quadro Níveis de Centralidade das Cidades - Região Metropolitana de Alagoas. Metrópole - Recife Recife Recife - Capital Regional A Capital Regional B Capital Regional C Centro Sub- Regional A Centro Sub- Regional B Centro de Zona A Centro de Zona B Maceió Fonte: Regiões de Influência das Cidades, IBGE (2007). 3.5 Região do Sertão Alagoano Centro Local Barra de Santo Antônio Coqueiro Seco Maceió Marechal Deodoro Messias Paripueira Pilar Rio Largo Santa Luzia do Norte Satuba A região Sertão do estado de Alagoas tem como municípios mais populosos, segundo o Censo do IBGE, 2010, Delmiro Gouveia, Mata Grande, Piranhas e Água Branca, respectivamente. As atividades econômicas predominantes na região são: o comércio, a prestação de serviços a agropecuária, o extrativismo vegetal, a silvicultura e também a indústria de transformação, esta última com menor frequência. No que se refere às atividades econômicas, a fisionomia dos municípios que compõem esta região se assemelham bastante, no entanto pode-se destacar o comércio, a prestação de serviços a pecuária, o extrativismo vegetal e a silvicultura como as que mais têm peso na economia regional. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 178

179 3.5.1 Produto Interno Bruto A Região do Sertão Alagoano é composta por 8 municípios, cuja a soma do PIB destes, referente ao ano de 2011 correspondeu a 2,85% do PIB do Estado de Alagoas (Quadro 3-68). O município que mais se destaca nesta Região é Delmiro Gouveia, que ocupa o 10º lugar no ranking Estadual e 1º no ranking regional em relação ao PIB obtido para o ano de 2011, seguido pelo município de Delmiro Gouveia que o ocupa o 2º lugar no ranking do PIB da Região do Sertão Alagoano e o 37º lugar no ranking do PIB Estadual. Quadro PIB dos municípios da Região do Sertão Alagoano em relação ao Estado de Alagoas ano de 2011 Percentual do PIB Percentual do PIB Ranking do PIB - municipal em Produto Interno Bruto a municipal em relação Nome do Município Estado de Alagoas relação ao PIB total preços correntes (R$ 1.000) ao PIB total da Região do Estado de do Sertão Alagoano Alagoas Água Branca R$ ,00 40º 10,36% 0,30% Canapi R$ ,00 57º 8,03% 0,23% Delmiro Gouveia R$ ,00 10º 44,16% 1,26% Inhapi R$ ,00 63º 7,35% 0,21% Mata Grande R$ ,00 39º 10,38% 0,30% Olho d'água do Casado R$ ,00 83º 4,34% 0,12% Pariconha R$ ,00 80º 4,54% 0,13% Piranhas R$ ,00 37º 10,84% 0,31% Total do PIB da Região do Sertão Alagoano R$ ,00-2,85% Alagoas R$ , De modo geral, observa-se comportamento ascendente do PIB no período entre os anos de 2000 a 2011, nos municípios da Região do Sertão Alagoano, conforme apresentado na Figura 3.39 e no Quadro Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 179

180 Figura 3.39 Gráfico com dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes dos municípios da Região do Sertão Alagoano no período dos anos de 2000 a Fonte: IBGE, 2013 / SEPLANDE, 2013 O comportamento do PIB da Região do Sertão Alagoano, ao longo do período em análise, sofreu pequenas oscilações quando se compara sua participação em relação ao PIB do Estado de Alagoas, tendo apresentado o maior percentual em relação ao PIB do Estado no ano de 2000 (3,30%) e o menor percentual no ano de 2011 (2,85%), conforme apresentado no Quadro Ao se analisar isoladamente os resultados do PIB da Região do Sertão Alagoano, observa-se a evolução dos valores anuais apresentados no período entre os anos de 2000 a 2011, conforme demonstrado na Figura 3.40 e no Quadro 3-69, sendo observado um maior incremento do PIB em relação aos anos 2006 e 2007, quando o incremento do PIB desta Região de um ano para o outro correspondeu a 16,03 %. O incremento anual no PIB entre os anos de 2000 a 2011 foi em média de 11,66 % ao ano, o que correspondeu a um valor médio de R$ ,09 por ano. O incremento total do PIB da Região do Sertão Alagoano, observado no período entre os anos 2000 a 2011 correspondeu a R$ R$ ,00. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 180

181 PIB (MIL R$) Evolução do PIB da Região do Sertão Alagoano entre os anos de 2000 a Figura 3.40 Evolução média anual do Produto Interno Bruto (PIB) da Região do Sertão Alagoano entre os anos de 2000 e 2011 IBGE, ANO Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 181

182 n Quadro 3-69 Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Municípios Ano Em mil R$ Água Branca Canapi Delmiro Gouveia Inhapi Mata Grande Olho d Água do Casado Pariconha Piranhas Total da Região Total do Estado de Alagoas , , , , , , , , , , ,8 3, Percentual do PIB da Região do Sertão Alagoano em relação ao PIB do Estado de Alagoas 3,30% 3,05% 3,02% 2,91% 2,90% 3,02% 3,02% 3,10% 3,10% 3,03% 2,96% 2,85% Incremento do PIB em relação ao ano anterior (Valor médio de incremento do PIB de 11,16 a.a.) 0,00% 0,86% 14,76% 9,89% 14,71% 14,14% 11,47% 16,03% 9,46% 6,35% 13,08% 12,03% R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Incremento do PIB em R$ Milhões , , , , , , , , , , , Fonte: IBGE, ERSÃO PARA CONSULTA

183 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor Em relação ao Produto Interno Bruto a preços correntes por setor, observa-se que o setor de serviços se destaca com maior participação na composição do PIB em todos os municípios analisados na Região do Sertão Alagoano, com destaque para o município de Pariconha, cujo setor de serviços correspondeu a 82,47% de todo seu PIB no ano de A menor participação do setor de serviços na composição do PIB é observada no município de Delmiro Gouveia, cujo PIB deste setor correspondeu a 60,99 % de todo seu PIB no ano de 2011, sendo que o setor de indústria, de modo geral, se destaca em 2 º lugar na composição dos PIBs municipais. No âmbito Estadual e da Região do Sertão Alagoano como um todo, também se destaca o PIB do setor de serviços, que correspondeu respectivamente a 61,77% e 71,03% da composição total do PIB observado para o ano de 2011, sendo o grande responsável pelo desenvolvimento das economias locais e regionais, seguido pelo PIB do setor da Indústria, conforme apresentado na Figura 3.41.e no Quadro Olho d'água do Casado Municípi os Figura 3.41 Produto Interno Bruto por setor a preços correntes dos Municípios da Região do Sertão Alagoano para o ano de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Piranhas Pariconha Mata Grande Inhapi Delmiro Gouveia Produto interno Bruto a preços correntes por setor e PIB Total - ano de 2011 Municípios da Região do Sertão Alagoano Canapi Água Branca Produto Interno Bruto a preços correntes (R$ ) 0, , , , ,00 Valor do PIB x R$ 1000 Impostos (R$ ) Serviços (R$ ) Indústria (R$ ) Agropecuária (R$ )

184 Quadro 3-70 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor observados para o ano de 2011 para a Região do Sertão Alagoano. PIB por setor Percentual de Participação na composição do PIB Nome do Município Produto Interno Bruto a Agropecuária A Indústria - B Serviços C Impostos D preços correntes (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) PIB = A + B + C + D Agropecuária Indústria Serviços Impostos (R$ 1.000) Água Branca 3.313, , , , ,48 3,93% 16,35% 73,50% 6,22% Canapi 5.849, , , , ,60 8,95% 8,83% 79,51% 2,70% Delmiro Gouveia 3.687, , , , ,50 1,03% 30,61% 60,99% 7,37% Inhapi 4.729, , , , ,49 7,91% 9,58% 79,57% 2,94% Mata Grande 7.427, , , , ,19 8,79% 9,55% 78,69% 2,97% Olho d'água do Casado 3.125, , ,73 795, ,74 8,84% 9,16% 79,74% 2,25% Pariconha 1.775, , , , ,20 4,80% 9,88% 82,47% 2,85% Piranhas 3.438, , , , ,97 3,90% 10,60% 81,87% 3,63% Região do Sertão Alagoano , , , , ,17 4,10% 19,61% 71,03% 5,26% Alagoas , , , , ,89 5,49% 22,65% 61,77% 10,09% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ERSÃO PARA CONSULTA

185 3.5.2 PIB per capita Da análise dos dados do PIB per capita dos municípios da Região do Sertão Alagoano, de modo geral, verifica-se uma evolução destes valores em todos os municípios analisados com pequenos decréscimos do PIB per capita ao longo deste período, entre os anos de 2000 a 2011, com destaque para os municípios de Delmiro Gouveia e Olho D água do Casado, que apresentaram em 2011 os maiores PIBs per capita desta Região, conforme apresentado na Figura 3.42 e no Quadro No contexto histórico dos resultados dos PIBs per capita analisados no período entre os anos de 2000 a 2011, destaca-se o município Delmiro Gouveia, que se mantem como 1º colocado no ranking do PIB per capita entre os municípios desta Região em todos os anos da série histórica analisada. Figura Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano. Quadro 3-71 Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano. Ano Média do PIB per Municípios capita Em R$ no Período (R$) Água Branca Canapi Delmiro Gouveia Inhapi Mata Grande Olho d Água do Casado Pariconha Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 185

186 Quadro 3-71 Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano. Ano Média do PIB per Municípios capita Em R$ no Período (R$) Piranhas Valor Médio Anual do PIB per capita da Região do Sertão Fonte: IBGE (2013) No ano 2000, dos 8 municípios que compõe a Região do Sertão Alagoano, apenas 3 municípios apresentaram PIB per capita acima da média desta Região, que foi de R$ 1.477,00, com destaque para os municípios de Delmiro Gouveia e Olho D água do Casado que atingiram PIB per capita R$ 2.428,00 e R$ 1.611,00, respectivamente. Os piores resultados do PIB per capta observados ao longo do período analisado foram obtidos pelo município de Canapi, que possui a pior média histórica no período analisado, obtendo o resultado de R$ 2.100,00. Os melhores resultados foram obtidos pelo município de Delmiro Gouveia, que no período de 2000 a 2011 apresentou a melhor média histórica do PIB per capita, que foi de R$ 4.683,00. Da análise comparativa dos resultados apresentados para o PIB (Quadro 3-70) e o PIB per capita (Quadro 3-71) entre os municípios da Região do Sertão Alagoano, observa-se que Delmiro Gouveia apresentou os maiores PIBs e PIBs per capita desta Região, em todos os anos do período entre 2000 a Conforme pode ser observado no comparativo entre os Gráficos apresentados nas Figura 3.42 e Figura 3.43, a evolução anual do PIB per capita da Região da Região do Sertão Alagoano apresentou o mesmo comportamento ascendente em relação a evolução anual do PIB. PIB PER CAPITA (R$) Figura Evolução anual do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos de 2000 e 2011 da Região do Sertão Alagoano. Fonte: Fonte: IBGE (2013). Evolução do PIB per capita da Região do Sertão Alagoano entre os anos de 2000 a Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 186

187 3.5.3 Renda per capita No que diz respeito à análise da renda per capita dos 8 municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano, verifica-se que o município de Delmiro Gouveia apresentou a maior renda per capita do ano de 1991, que foi de R$ 143,00. Já a menor renda per capita foi obtida pelo município de Pariconha, que apresentou o valor R$ 73,00. Em 1991, dos 8 municípios desta Região, 5 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 117,00 (Quadro 3-72). No ano 2000 o melhor resultado de renda per capita foi obtido pelo município de Delmiro Gouveia, que obteve o valor de R$ 227,00, e o pior resultado foi obtido pelo município de Canapi, que obteve o valor de R$ 84,00, sendo menor que o obtido no ano de Neste ano observa-se que, dos 8 municípios da Região do Sertão Alagoano, 5 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 151,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 1991 e 2000, destaca-se o município de Água Branca que obteve um incremento de 75,95% ao longo do período, e que equivaleu a um aumento de R$ 60,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi apresentado pelo município de Canapi, que apresentou no ano 2000 um decréscimo de 7,69 % da renda per capita em relação ao ano de 1991, correspondendo a uma redução de R$ 7,00. Em 2010 observa-se que 6 municípios apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 223,00. O melhor resultado em 2010 foi obtido pelo município de Delmiro Gouveia, que obteve o valor de R$ 332,00, e o menor resultado foi apresentado pelo município de Canapi, que obteve o valor de R$ 184,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 2000 e 2010, destaca-se o município de Canapi, que obteve um incremento de 119,05% no período, e que equivaleu a um aumento de R$ 100,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o menor resultado foi obtido pelo município de Piranhas, que apresentou um incremento de apenas 3,10% na renda per capita, o que resultou num aumento de R$ 8,00 para este período, valor igual ao obtido para o período anterior. Quadro Renda per capita dos anos de 1991, 2000 e 2010 dos municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano. Municípios Ano Incremento anual por período (R$) Incremento anual por período (%) / / / /2010 Em R$ Em R$ Percentual Água Branca ,95% 53,24% Canapi ,69% 119,05% Delmiro Gouveia ,74% 46,26% Inhapi ,47% 77,45% Mata Grande ,53% 53,28% Olho d Água do Casado ,28% 23,98% Pariconha ,73% 106,86% Piranhas ,20% 3,10% Média ,33% 48,22% Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 187

188 3.5.4 Evolução da População A população total dos municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano correspondia no ano de 1991 a habitantes, o que representava 5,91% de toda população do Estado de Alagoas, e em 2010 a população alcançou um total de habitantes, o que representou 5,42% da população do Estado (Quadro 3-73). O crescimento populacional total nesta Região no período entre os anos de 1991 a 2010 foi de habitantes, o que representou uma taxa de crescimento populacional total de 13,85% neste período, com taxa média de crescimento anual de 0,73 % ao ano. Nesta Região o município de Delmiro Gouveia destaca-se como sendo o mais populoso, e o município de Olho d Água do Casado como o menos populoso. Quanto as taxas de crescimento populacional total, destaca-se no período entre os anos de 1991 a 2010 o município de Piranhas que apresentou taxa de 59,39% e taxa média anual de crescimento de 3,13% ao ano, a maior observado entre os municípios desta Região, conforme apresentado na Figura 3.44 e no Quadro O município de Água Branca obteve o pior desempenho observado no período entre os anos de 1991 a 2000, quando atingiu uma taxa de decréscimo populacional da ordem de 29,74%, sendo que a sua taxa média anual de crescimento populacional ao longo da série histórica analisada foi de -1,42% ao ano. A população total do município de Água Branca no ano de 1991 era de habitantes, caindo para habitantes no ano de 2010, representando um decréscimo populacional total de -27,04% ao longo da série histórica analisada. População (Habitantes) Evolução Populacional - Municípios da Região do Sertão Alagoano Água Branca Canapi Delmiro Gouveia Inhapi Mata Grande Olho d'água do Casado Pariconha Piranhas Figura Evolução Populacional dos municípios da Região do Sertão Alagoano (período entre os anos de 1991 a 2010). Da análise da série histórica apresentada ( ), verifica-se que apesar dos decréscimos Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 188

189 populacionais ocorridos em alguns municípios da Região do Sertão Alagoano, nota-se evolução do crescimento populacional neste período, conforme apresentado na Figura População (habitantes) Evolução populacional da Região do Sertão Alagoana ( ) Figura Evolução Populacional da Região do Sertão Alagoano (período entre os anos de 1991 a 2010) Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 189

190 Quadro Evolução Populacional dos municípios da Região do Sertão Alagoano. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total Taxa de crescimento por Período (%) Crescimento Populacional total no Período -nº de habitantes Taxa de Crescimento Populacional total no Período - % Taxa média anual de crescimento populacional (%) Água Branca ,74% 3,84% ,04% -1,42% Canapi ,96% -0,48% ,41% -0,39% Delmiro Gouveia ,32% 11,86% ,70% 0,88% Inhapi ,13% 0,73% ,01% 1,11% Mata Grande ,45% -1,33% ,71% -0,35% Olho d'água do Casado ,06% 20,29% ,38% 1,70% Pariconha ,76% ,34% 1,81% Piranhas ,38% 15,18% ,39% 3,13% Total da Região ,00% 6,40% ,85% 0,73% Estado de Alagoas ,27% 10,55% ,12% 1,27% Percentual da População da Região em relação a População do Estado de Alagoas 5,91% 5,65% 5,63% 5,54% 5,42% 57,05% Fonte: IBGE SEPLANDE ERSÃO PARA CONSULTA

191 A população total da região do Sertão Alagoano para um horizonte de 20 anos é de habitantes. A projeção de população para cada município da região consta no Quadro Quadro Projeção populacional para um horizonte de 20 anos Município População Total Água Branca Canapi Delmiro Gouveia Inhapi Mata Grande Olho d'água do Casado Pariconha Piranhas Região do Sertão Alagoano Fonte: IBGE, Cálculos elaborados pela FLORAM Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Na Região do Sertão Alagoano observa-se que maior da parte da população encontra-se na Zona Rural (Figura 3.46), porém, verifica-se a evolução das Taxas de Urbanização ao longo da série histórica analisada, que apresentou uma Taxa de Crescimento da População Urbana da ordem 10,38% para o período entre os anos de 1991 a 2000 e de 28,39% para o período entre os anos de 2000 a 2010, convergindo com os resultados de crescente urbanização que vem ocorrendo no âmbito Estadual. No ano de 1991, a Taxa de Urbanização desta região era da ordem de 36,88%, tendo atingindo em 2010 uma taxa de Urbanização de 46,05%, o que correspondia respectivamente a 54,783 e habitantes em zonas urbanas (Quadro 3-75). Nesta região o município de Delmiro Gouveia destaca-se por apresentar as maiores Taxas de Urbanização e consequentemente as menores Taxas de Ruralização ao longo da série histórica em análise, e os municípios de Piranha e Mata Grande apresentaram as menores taxas de urbanização nos anos de 1991 e 2000, e 2010 respectivamente. Quanto às taxas de crescimento da população urbana, destacam-se os municípios de Inhapi e Piranhas nos períodos de 1991 a 2000 e de 2000 a 2010 respectivamente. Os municípios de Piranhas e Olho D Água do Casado apresentaram as maiores taxas de crescimento da população Rural, nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010 respectivamente (Quadro 3-75). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 191

192 População (habitantes) Dinâmica populacional da Região do Sertão Alagoano (Urbana X Rural) Figura 3.46 Dinâmica populacional Urbana e Rural da Região do Sertão de Alagoano Ano População Urbana População Rural Apesar da maioria da população da Região do Sertão Alagoano viver na Zona Rural (53,95% em 2010), observa-se que as populações das Zonas Urbanas (46,05% em 2010) vêm obtendo maiores Taxas de Crescimento (Quadro 3-75), com forte tendência de superar esta diferença. Essa tendência pode ser observada na Figura 3.46, onde percebe-se o decrescimento das populações das Zonas Rurais que pode ser justificado, de modo geral, pela migração destas populações para as Zonas Urbanas em busca de melhores empregos e melhores condições de vida. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 192

193 Quadro Dinâmica Populacional das Zonas Urbanas e Rurais dos municípios da Região do Sertão Alagoano. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total População Urbana População Rural Taxa de Urbanização Taxa de Ruralização Taxa de crescimento da população Urbana por período Taxa de crescimento da população Rural por período Água Branca ,87% 24,09% 26,33% 79,13% 75,91% 73,67% -18,90% 13,46% -32,60% 0,79% Canapi ,79% 23,72% 32,10% 82,21% 76,28% 67,90% 24,04% 34,68% -13,67% -11,42% Delmiro Gouveia ,54% 78,06% 72,47% 22,46% 21,94% 27,53% 5,03% 3,85% 1,89% 40,39% Inhapi ,35% 33,41% 37,43% 72,65% 66,59% 62,57% 46,74% 12,83% 10,11% -5,34% Mata Grande ,73% 18,90% 22,97% 83,27% 81,10% 77,03% 6,79% 19,93% -7,91% -6,29% Olho d'água do Casado ,82% 55,06% 47,43% 41,18% 44,94% 52,57% 3,02% 3,60% 20,11% 40,73% Pariconha ,84% 27,24% 76,16% 72,76% 16,31% -2,79% Piranhas ,88% 6,70% 57,23% 88,12% 93,30% 42,77% -22,00% 884,25% 46,52% -47,20% Total da Região ,88% 38,05% 46,05% 63,12% 61,95% 53,95% 10,38% 28,79% 5,03% -7,34% Estado de Alagoas ,95% 68,01% 73,64% 41,05% 31,99% 26,36% 29,53% 19,70% -12,52% -8,89% Fonte: SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

194 3.5.6 Densidade Demográfica A Densidade Demográfica observada para a Região do Sertão Alagoano nos anos de 1991, 2000 e 2010, correspondiam respectivamente a 37,98, 40,64 e 43,24 hab/km², valores bem abaixo dos obtidos para o Estado de Alagoas nos mesmos períodos. Quanto a evolução da densidade demográfica regional, verifica-se que no período entre os anos de 1991 a 2000, a evolução foi de 7,00% e no período de 2000 a 2010 esta evolução foi de 6,40%, seguindo a mesma tendência de evolução da densidade demográfica observada no Estado (Quadro 3-76). Nesta região, o município de Delmiro Gouveia destaca-se por apresentar as maiores densidades demográficas, e o de olho D Água do Casado por apresentar as menores densidades demográficas observadas nos períodos em análise. Quanto a evolução da Densidade Demográfica, destaca-se no período de 1991 a 2000 o município de Piranhas, que teve aumento de 38,38% na densidade demográfica, e o município de Olho D Água do Casado que no período de 2000 a 2010 teve aumento de 20,29%, tendo estes resultados relação direta com aumento populacional ocorrido nestes períodos. Os piores resultados foram observados para os municípios de Água Branca e Mata Grande, que apresentaram decréscimos da densidade demográfica nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente, tendo relação direta com a redução populacional ocorrida nestes municípios nos mesmos períodos (Quadro 3-76). Quadro Densidade demográfica dos municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano. População (habitantes) Densidade Demográfica Evolução da Densidade Evolução da Densidade Municípios Área (Km²) (Hab/Km²) Demográfica Demográfica no Período no Período de 1991 a de 2000 a Água Branca 454, ,42 41,05 42,62-29,74% 3,84% Canapi 574, ,42 30,17 30,02-6,96% -0,48% Delmiro Gouveia 607, ,81 70,74 79,13 4,32% 11,86% Inhapi 376, ,24 47,14 47,49 20,13% 0,73% Mata Grande 908, ,16 27,57 27,20-5,45% -1,33% Olho d'água do Casado 322, ,86 21,86 26,30 10,06% 20,29% Pariconha 258, ,02 39,71-1,76% Piranhas 408, ,43 49,02 56,47 38,38% 15,18% Região do Sertão Alagoano 3.911, ,98 40,64 43,24 7,00% 6,40% Estado de Alagoas , ,50 101,61 112,33 12,27% 10,55% Fonte: SEPLANDE, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Os Índices de Desenvolvimento Humano Municipal são calculados com base em outros 3 índices de Desenvolvimento Humano, que avaliam a renda, educação e longevidade da população. O Estado de Alagoas ocupa o último lugar no ranking brasileiro do IDH dos anos de 2000 e 2010, devido aos baixos índices de IDH-M observados na maioria dos municípios do Estado. A Região do Sertão Alagoano, assim como os seus municípios vem apresentando evolução no IDH- M ao longo do tempo, não sendo observado nenhum caso em que tenha ocorrido o decréscimo deste índice. O IDH-M médio desta Região evoluiu em 35,77 % no período entre os anos de 1991 e 2000, e em 48,10% no período entre os anos de 2000 a 2010, tendo superado os IDH-M s observados nos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 194

195 anos de 1991 e 2000, e que eram considerados muito baixo, e em 2010 passou a ser considerado como baixo (0,540), de acordo com a escala de IDH-M estabelecida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD (Quadro 3-77). No ano de 2010, o município de Piranhas alcançou o maior IDH-M observado entre os municípios desta Região, e Inhapi apresentou o menor IDH-M. Quanto a evolução do IDH-M, os municípios de Pariconha e Inhapi destacam-se por terem apresentado as maiores evoluções observadas nos períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. O município de Piranhas apesar de ter obtido o melhor IDH-M desta Região em 2010, apresentou as menores evoluções observadas para os períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a De modo geral, verifica-se que os municípios desta Região evoluíram de IDH-M s que eram considerados como muito baixo nos anos de 1991 e 2000, para níveis considerados como baixo e médio no ano de 2010, com exceção de Inhapi que foi o único a manter o IDH-M num nível considerado muito baixo. Quadro Evolução dos Índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano IDHM Evolução do Evolução do IDMH no IDMH no período Municípios período entre os anos entre os anos de de 1991 a a 2010 Água Branca 0,282 0,392 0,549 39,01% 40,05% Canapi 0,205 0,306 0,506 49,27% 65,36% Delmiro Gouveia 0,334 0,436 0,612 30,54% 40,37% Inhapi 0,189 0,281 0,484 48,68% 72,24% Mata Grande 0,253 0,356 0,504 40,71% 41,57% Olho d'água do Casado 0,259 0,362 0,525 39,77% 45,03% Pariconha 0,227 0,350 0,548 54,19% 56,57% Piranhas 0,398 0,432 0,589 8,54% 36,34% IDH-M médio da Região do Sertão Alagoano 0,268 0,364 0,540 35,77% 48,10% Estado de Alagoas 0,370 0,471 0,631 27,30% 33,97% Escala do IDH-M - Muito Baixo = 0 a 0,499 / Baixo= 0,500 a 0,599 / Médio= 0,600 a 0,699 / Alto= 0,700 a 0,799 / Muito Alto = 0,800 a 1,000 (Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil PNUD/IPEA). Fonte: SEPLANDE, Gênero A Região do Sertão Alagoano apresenta ao longo de todos os anos analisados uma maior população de mulheres em relação a população de homens, e em 2010 a população total de homens correspondia a e a população total de mulheres a , resultando numa de razão de 0,97 homem para cada mulher, representando de modo geral, o panorama observado na maioria dos municípios desta Região, onde se verifica um maior número de mulheres (Quadro 3-78). Nesta Região, destaca-se historicamente o município de Olho d Água do Casado, por ser o único a apresentar uma maior população de homens do que de mulheres em todos os anos analisados, tendo atingido uma razão de homem para mulher com valor igual ou maior que 1. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 195

196 Quadro População por gênero (Homens / Mulheres) dos municípios que compõem a Região do Sertão Alagoano. Município Sexo X Ano Razão por sexo População Total Homens Mulheres (Homens / mulheres) Água Branca ,98 1,02 0,99 Canapi ,97 0,99 1,01 Delmiro Gouveia ,92 0,93 0,92 Inhapi ,95 0,93 0,97 Mata Grande ,98 1,00 1,00 Olho d'água do Casado ,00 1,01 1,02 Pariconha ,99 0,99 Piranhas ,99 0,97 0,96 Região do Sertão Alagoano ,96 0,97 0,97 Fonte: IBGE, Estrutura Etária da População Quanto a faixa etária da população, os dados da Figura 3.47 e do Quadro 3-79 mostram que nas últimas três décadas houve uma mudança na estrutura da população, com redução do número de pessoas nas faixas etárias menores e aumento da população nas faixas etárias mais avançadas, embora nesta última a evolução não tenha sido tão significativa. Esta mudança está em consonância com o que se observa a nível estadual e nacional, devido a redução da taxa de natalidade e aumento da expectativa de vida da população. Quadro População residente por faixa etária e sexo Faixa Etária Homens Mulheres Total Razão por sexo (anos) a ,01 1,02 1,03 5 a ,04 1 1,03 10 a ,04 1,02 1,03 15 a ,08 1,12 1,04 20 a ,06 1,09 1,01 25 a ,02 1, a ,02 0,99 0,99 35 a ,01 1,02 0,97 40 a ,05 1,02 0,97 45 a ,07 1, a ,11 1,09 0,96 55 a ,07 1,07 0,99 60 a ,14 1 1,06 65 a ,29 1,1 1,03 70 a ,29 1,22 1 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 196

197 Quadro População residente por faixa etária e sexo Faixa Etária Homens Mulheres Total Razão por sexo (anos) a ,41 1,13 1,03 80 e mais ,24 1,06 0,97 Total ,96 0,97 0,97 Dist. (%) na população total Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ,95 49,21 49,19 51,05 50,79 50,81 Fonte: IBGE, censos demográficos 1991, 2000 e Cálculos elaborados pela FLORAM Foram elaboradas as pirâmides da Região do Sertão, com dados censitários do IBGE, para facilitar a avaliação da população nas décadas de 1991, 2000 e 2010, fazendo-se comparações entre estes períodos (Figura 3.47). Verifica-se que de 1991 a 2010 a população cresceu mais na faixa etária de 5 a 24 anos e reduziu na faixa de 0 a 4 anos, indicando redução do crescimento vegetativo da população, apesar de ainda ter prevalecido a população jovem. Figura Estrutura Etária da População da Região do Sertão Alagoano, para os anos de 1991, 2000 e Mobilidade Social O termo mobilidade, vem do Latim mobilis, que significa o que pode ser movido, deslocado ou que é passível de movimento. Assim mobilidade social vem a ser o fenômeno em que o indivíduo

198 ou um grupo de pessoas pertencentes a uma determinada posição social movimenta para outra, tendo para isso influências tanto das mudanças demográficas e econômicas quanto da construção e consolidação dos canais de mobilidade existentes na sociedade. Uma das influências que se destacam para que ocorra essa mobilidade é a distribuição de renda e um dos principais indicadores dessa distribuição é a renda per capita. A avaliação da renda per capita através do PIB municipal mostra que para a Região do Sertão Alagoano ocorreu uma elevação do rendimento médio ao longo dos anos estudados, entre o ano de 1991 a 2010, como podemos observar no Quadro Fazendo a avaliação da média do PIB per capita (PIB pc) da região, observamos que em termos de valor absoluto, a Região do Sertão Alagoano apresentou PIB pc inferior ao Estado de Alagoas e à média nacional, não tendo nenhum município que se destacasse chegando próximo à média estadual. Delmiro Gouveia foi o município que apresentou maior renda per capita no ano de O aumento dessas taxas, vem estabelecer que aquela região está passando por um crescimento econômico, o que pode estar diretamente relacionado às influências da mobilidade social ocorrentes na região. Os municípios que se destacam acabam sendo referências de locais que apresentam maiores oportunidades de vínculo empregatício, o que nos leva a inferir que estes atraem maior contingente de indivíduos, em busca de uma estabilidade financeira e novas oportunidades de emprego. Esse aumento populacional, muitas vezes desenfreado, gera um maior consumo o que ocasiona uma maior geração de resíduos. O crescimento econômico pode ser melhor avaliado ao observarmos o aumento da renda per capita para os anos analisados (Quadro 3-80). Foi verificado que a renda média domiciliar na Região do Sertão Alagoano em 1991, que foi de R$ 117,30, estava abaixo da renda média estadual (R$ 211,98) e muito abaixo quando comparada à média nacional, que foi de R$ 447,56. Para os demais anos analisados, apesar da média ter subido, ela ainda ficou muito abaixo do apresentado para o estado de Alagoas. Quadro Renda per capita anual e concentração da renda na Região do Sertão Alagoano. Renda Per Capita anual (R$) Índice de Gini Índice de Theil - L Municípios Variação Variação Variação / 2000/ 2010/ Água Branca 78,7 138, ,76 1,53 2,71 0,52 0,66 0,56 0,42 0,72 0,63 Canapi 90,55 83,83 183,83 0,93 2,19 2,03 0,57 0,67 0,6 0,53 0,54 0,68 Delmiro Gouveia 143,2 226,71 332,13 1,58 1,46 2,32 0,52 0,58 0,52 0,45 0,59 0,53 Inhapi 76,86 102,21 180,64 1,33 1,77 2,35 0,47 0,67 0,67 0,37 0,63 0,78 Mata Grande 85,42 122,38 186,87 1,43 1,53 2,19 0,52 0,66 0,57 0,45 0,68 0,63 Olho dágua do Casado 140,74 170,87 211,97 1,21 1,24 1,51 0,63 0,6 0,54 0,7 0,41 0,54 Pariconha 72,56 101,98 211,13 1,41 2,07 2,91 0,52 0,64 0,5 0,42 0,58 0,51 Piranhas 250,37 257,64 265,96 1,03 1,03 1,06 0,65 0,71 0,6 0,81 0,75 0,68 PIB da Região 117,30 150,56 223,19 1,34 1,60 2,13 0,55 0,65 0,57 0,52 0,61 0,62 Alagoas 211,98 285,29 432,56 1,35 1,52 2,04 0,63 0,68 0,63 0,7 0,82 0,75 Brasil 447,56 592,46 793,87 1,32 1,34 1,77 0,63 0,64 0,6 0,78 0,76 0,68 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. Se observarmos a variação nessa taxa de crescimento de 2010 a 1991, vemos que todos os Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 198

199 municípios cresceram. Com base nas análises feitas com relação ao crescimento populacional para a região, apesar dos decréscimos populacionais ocorridos em alguns municípios, nota-se evolução do crescimento populacional e econômico neste período, destacando-se os municípios de Delmiro Gouveia, Piranhas e Água Branca. Existem duas medidas convencionais, para avaliação da desigualdade de distribuição de renda, estas podem ser o ponto certo para a correta avaliação da concentração de renda para determinadas camadas sociais, que são o índice de Gini e o de Theil. O índice de Gini mede o grau de desigualdade existente entre indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0 (zero) quando não há desigualdade (todos os indivíduos possuem a mesma renda) a 1 (um), quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo possui toda a renda da sociedade). O índice de Theil, por sua vez, é o logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas das rendas individuais, sendo nulo quando não existir desigualdade de renda entre os indivíduos e tendente ao infinito quando a desigualdade tende ao máximo. Assim, diz-se que se estes índices crescerem de um período ao outro, a distribuição de renda piorou naquele período e vice-versa. Como se pode observar no Quadro 3-80, a Região do Sertão Alagoano possui índices de concentração de renda inferiores a média estadual. Percebe-se que o Índice de Gini da região em estudo gira em torno de 0.60 e o índice de Theil está em torno de 0,57, aproximadamente. Isto demonstra a existência de um baixo grau de concentração da riqueza gerada na região e caracteriza os municípios como tendo uma desigualdade social que ainda precisa melhorar para atingir os níveis de regiões mais desenvolvidas. Observa-se também que ambos os índices são inferiores ao do Estado de Alagoas, indicando ser uma situação de concentração e desigualdade de renda entre os indivíduos, menos críticos que a estadual. A análise dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento (Quadro 3-81), serve também para avaliar as desigualdades de distribuição de renda e em que extrato da sociedade a população de determinado local se encontra. As desigualdades de renda ainda estão presentes nesta região, apesar dos acréscimos de renda per capita observados. Ao calcular a razão entre a renda média dos extratos 10% mais ricos e 40% mais pobres da população, no período 1991 a 2010, a razão passa de 20,07 para 24,97, enquanto a razão da renda dos 20% mais ricos e 40% mais pobres da população passou de 13,61 para 17,40. Podemos perceber que as taxas sofreram acréscimo, porém não podemos descartar que a população da região também sofreu aumento durante as décadas analisadas, o que impede de avaliar com maior precisão até que ponto essas taxas influenciaram naquela população. Ao observar a razão dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres, vemos que de 1991 a 2010 essas taxas tiveram variações, tendo uma um acréscimo pouco significativo e outra uma diminuição acentuada, respectivamente. Uma das principais razões apontada para explicar os componentes da desigualdade de rendimentos no trabalho para a economia brasileira é o grau de instrução da mãode-obra empregada, que é muito mais baixo nas classes mais pobres. Porém se analisarmos apenas entre 2000 e 2010, vemos que a razão de ricos diminuiu e a de pobres aumentou, tendo esse efeito ocorrido na Região do Sertão Alagoano, em âmbito estadual e nacional também, o que pode estar diretamente relacionado a abrangência dos programas governamentais e ao desequilíbrio populacional (Quadro 3-81). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 199

200 Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Água Branca 14,71 45,82 22,91 55,68 67,8 58,27 2,86 0,4 1,55 11,05 31,02 17,02 Canapi 20,78 74,74 27,37 59,68 67,43 62,34 1,91 0 1,92 14,16 51,12 19,26 Delmiro Gouveia 14,15 20,7 15,41 55,51 60,93 55,24 2,98 2,31 2,29 10,1 13,7 10,93 Inhapi 11,11 61,55 52,86 51,07 68,04 67,78 4,27 0 0,62 8,07 40,69 34,26 Mata Grande 13,72 41,69 24,84 57,11 68,77 58,83 4,12 0,43 1,91 9,25 27,35 18,26 Olho dágua do Casado 26,38 46,54 17,18 66,77 60,28 55,88 2,4 0 2,16 16,51 34,64 12,34 Pariconha 14,55 42,36 14,61 55,12 65,06 51,88 3,1 0,03 2,04 10,39 30,03 11,18 Piranhas 34,78 61,7 26,79 68,91 72,94 62,28 1,94 0,01 1,6 22,99 38,63 18,55 Média da Região 20,07 47,27 24,97 59,67 66,53 59,54 2,83 0,56 1,83 13,61 31,88 17,40 Alagoas 13,27 32,92 18,18 54,64 61,32 56,72 4,32 1,94 2,54 9,11 22,13 12,84 Brasil 30,46 30,31 22,78 67,21 67,56 63,4 1,92 1,84 2,41 20,01 19,71 14,83 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. O aumento de renda da classe mais pobre foi alcançando a partir do acúmulo das políticas sociais desenvolvidas em 2003, onde o governo começou a construção do Brasil sem Miséria, dando continuidade às experiências dos programas de governo, bem sucedidas e buscando aperfeiçoá-las (Brasil, 2014). Com a construção dessas políticas, voltadas a alcançar os brasileiros mais vulneráveis, o governo delineou medidas para que a situação de extrema pobreza fosse alterada na vida dessas famílias, dessa forma essas pessoas conseguiam uma ascensão social, saindo do nível de indigência para o sustentável. Para a população ter acesso aos programas, o indivíduo tem que estar cadastrado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) este caracteriza-se por ser um instrumento de coleta de dados e informações que objetiva identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país. Para a Região do Sertão Alagoano há famílias cadastradas no CadÚnico, famílias são beneficiadas pelo Programa Bolsa Família; pela Prestação Continuada, para idosos e pela Prestação Continuada, para pessoas com deficiência (Quadro 3-82). Quadro Famílias dos municípios da Região do Sertão Alagoano cadastradas em programa do Governo Federal Município Quantidade de Quantidade de Quantidade de beneficiários beneficiários do Quantidade de famílias inscritas no famílias do Benefício Benefício de Cadastro Único para Programas beneficiárias de Prestação Prestação Sociais (CadÚnico) com renda familiar do Programa Continuada Continuada (BPC) per capita de até 1/2 salário mínimo Bolsa Família (BPC) para para Pessoas com (PBF) Idosos Deficiência Água Branca Canapi Delmiro Gouveia Inhapi Mata Grande Olho dágua do Casado Pariconha Piranhas Total Fonte: MDS. Disponível em: Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 200

201 Fazendo um apanhado do levantamento realizado, vemos que a mobilidade social atrelada ao aumento do poder aquisitivo, alimenta o consumo na sociedade, o que por sua vez ocasiona a rotatividade na compra e descarte de produtos. Para a região percebemos, através da dinâmica populacional, principalmente dos municípios polos, que a tendência dos mesmos é receber um maior contingente de pessoas em idade ativa que vão à busca de novas oportunidades e muitas vezes para fazer cursos superiores, o que gera ao município um maior consumo e maior descarte de resíduos, daí a importância da implementação de programas que visem a gestão desses resíduos gerados. Segundo o IBGE, para a definição dos centros da rede urbana brasileira, buscam-se informações de subordinação administrativa no setor público federal, para definir a gestão federal, e de localização das sedes e filiais de empresas, para estabelecer a gestão empresarial. A oferta de distintos equipamentos e serviços capazes de dotar uma cidade de centralidade informações de deslocamentos para internações hospitalares, áreas de cobertura das emissoras de televisão, da oferta de ensino superior, da diversidade de atividades comerciais e de serviços, da oferta de serviços bancários e da presença de domínios de Internet complementa a identificação dos centros de gestão do território. Os municípios da Região do Sertão possuem como principal referência para procura de bens e serviços especializados a capital Maceió (Quadro 3-83). Além da capital Maceió, o município de Olho D Água do Casado tem o município de Arapiraca como principal centro de Santa de Ipanema destaca-se como referência para os municípios de Canapi, Inhapi e Mata Grande. Já Delmiro Gouveia é referência para os municípios de Pariconha e Piranhas. Quadro Níveis de Centralidade das Cidades - Região Sertão de Alagoas. Metrópole Capital Regional A Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Capital Regional B - Maceió - Capital Regional C - Arapiraca Fonte: Regiões de Influência das Cidades, IBGE (2007). 3.6 Região Sul do Estado de Alagoas - - Centro Sub- Regional A Centro Sub- Regional B - Santana do Ipanema Centro de Zona A - Centro de Zona B - Centro Local Água Branca Canapi - Delmiro Gouveia Santana do Ipanema Santana do Ipanema - Delmiro Gouveia Delmiro Gouveia Inhapi Mata Grande Olho d'água do Casado Pariconha Piranhas A região Sul do estado de Alagoas tem como municípios mais populosos, segundo o Censo do IBGE, 2010, Penedo, São Miguel dos Campos, Coruripe e Campo Alegre, respectivamente. As

202 atividades econômicas predominantes na região são: o cultivo da cana-de-açúcar, a pesca, o turismo, a agroindústria, a pecuária e a extração de petróleo e gás natural, além do cultivo do coco, muito comum na parte litorânea. O cultivo da cana-de-açúcar é ainda atividade de maior peso na região e em boa parte do estado Produto Interno Bruto (PIB) A Região Sul do Estado de Alagoas é composta por 16 municípios, cuja a soma do PIB destes, referente ao ano de 2011, correspondeu a 13,21% do PIB do Estado de Alagoas (Quadro 3-84). O município que mais se destaca nesta Região é São Miguel dos Campos, que ocupa o 4º lugar no ranking estadual e 1º lugar no ranking regional em relação ao PIB obtido para o ano de 2011, seguido pelo município de Coruripe que ocupa o 2º lugar no ranking do PIB regional, e o 5º lugar no ranking do PIB Estadual. Quadro 3-84 PIB dos municípios da Região Sul do Estado de Alagoas em relação ao Estado de Alagoas ano de Percentual do Percentual do PIB PIB municipal Ranking do PIB - municipal em Produto Interno Bruto a em relação ao Nome do Município Estado de Alagoas - relação ao PIB total preços correntes (R$ 1.000) PIB total do 2011 da Região Sul do Estado de Estado de Alagoas Alagoas Anadia R$ ,00 43º 2,21% 0,29% Barra de São Miguel R$ ,00 64º 1,58% 0,21% Boca da Mata R$ ,00 18º 5,65% 0,75% Campo Alegre R$ ,00 13º 6,99% 0,92% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Coruripe R$ ,00 5º 21,94% 2,90% Feliz Deserto R$ ,00 70º 1,30% 0,17% Igreja Nova R$ ,00 16º 5,84% 0,77% Jequiá da Praia R$ ,00 22º 4,26% 0,56% Junqueiro R$ ,00 29º 3,24% 0,43% Penedo R$ ,00 9º 10,51% 1,39% Piaçabuçu R$ ,00 41º 2,23% 0,29% Porto Real do Colégio R$ ,00 52º 2,03% 0,27% Roteiro R$ ,00 69º 1,32% 0,17% São Brás R$ ,00 67º 1,46% 0,19% São Miguel dos Campos R$ ,00 4º 22,91% 3,03% Teotônio Vilela R$ ,00 14º 6,55% 0,86% Total do PIB da Região Sul do Estado de Alagoas R$ ,00-100% 13,21% Alagoas R$ , De modo geral, observa-se comportamento ascendente do PIB no período entre os anos de 2000 a 2011, nos municípios da Região Sul do Estado de Alagoas, conforme apresentado na Figura 3.48 e no Quadro O comportamento do PIB da Região Sul do Estado de Alagoas, ao longo do período em análise, sofreu pequenas oscilações quando se compara sua participação em relação ao PIB do Estado de Alagoas, tendo apresentado o maior percentual em relação ao PIB do Estado no ano de 2003 (15,98%) e o menor percentual no ano de 2011 (11.67%), conforme apresentado no Quadro 3-85.

203 PIB X R$ Produto Interno Bruto (PIB) - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região Sul do Estado de Alagoas ANOS Anadia Barra de São Miguel Boca da Mata Campo Alegre Coruripe Feliz Deserto Igreja Nova Jequiá da Praia Junqueiro Penedo Piaçabuçu Porto Real do Colégio Roteiro São Brás São Miguel dos Campos Teotônio Vilela Figura 3.48 Gráfico com dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes dos municípios da Região da Sul do Estado de Alagoas no período dos anos de 2000 a 2011 Fonte: IBGE, 2013 / SEPLANDE, 2013 Ao se analisar isoladamente os resultados do PIB da Região Sul do Estado de Alagoas, observa-se a evolução dos valores anuais apresentados no período entre os anos de 2000 a 2011, conforme demonstrado na Figura 3.49 e no Quadro 3-85, sendo observado um maior incremento do PIB em relação aos anos 2010 e 2011, quando o incremento do PIB desta Região de um ano para o outro correspondeu a 31,47 %. O incremento médio anual no PIB entre os anos de 2000 a 2011 foi de 12,64 % ao ano, o que correspondeu a um valor médio de R$ ,82 por ano. O incremento total do PIB da Região Sul Estado de Alagoas, observado entre os anos de 2000 e 2011 correspondeu a R$ ,00. No ano de 2007 observa-se um decréscimo 3,17 % no PIB da Região Sul, em relação ao PIB obtido para o ano de 2006, representando o único resultado negativo da série histórica analisada para esta Região, e que resultou num valor de R$ ,00 a menos no PIB de 2007 em relação ao PIB de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 203

204 PIB (MIL R$) Evolução do PIB da Região da Sul de Alagoas entre os anos de 2000 a Figura 3.49 Evolução média anual do Produto Interno Bruto (PIB) da Região Sul do Estado de Alagoas entre os anos de 2000 e Fonte: IBGE, ANO Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 204

205 Quadro 3-85 Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região Sul. Ano Municípios Em Milhões R$ Anadia Barra de São Miguel Boca da Mata Campo Alegre Coruripe Feliz Deserto Igreja Nova Jequiá da Praia Junqueiro Penedo Piaçabuçu Porto Real do Colégio Roteiro São Brás São Miguel dos Campos Teotônio Vilela Total da Região Sul Total do Estado de Alagoas , , , , , , , , , , , ,89 Percentual do PIB da Região da Sul em relação ao 13,64% 14,56% 14,50% 15,98% 14,49% 14,55% 13,86% 11,88% 12,50% 11,80% 11,67% 13,21% PIB do Estado de Alagoas Incremento do PIB em relação ao ano anterior (Valor médio de incremento 0,00% 16,65% 15,15% 25,85% 4,27% 10,19% 6,08% -3,18% 15,23% 2,89% 14,49% 31,47% do PIB de 12,64 a.a.) Incremento do PIB em R$ Milhões 0 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 -R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 Fonte: IBGE, 2013 / SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ERSÃO PARA CONSULTA

206 Municípios Produto Interno Bruto a preços correntes por setor Em relação ao Produto Interno Bruto a preços correntes por setor, observa-se que o setor de serviços se destaca com maior participação na composição do PIB em todos os municípios analisados na Região Sul do Estado de Alagoas, seguido pelos setores de Indústria e Agropecuária, com destaque para o município de Porto Real do Colégio, cujo o setor de serviços correspondeu a 75,06% de todo seu PIB no ano de A menor participação do setor de serviços na composição do PIB é observada no município de Coruripe, cujo PIB deste setor correspondeu a 30,37 % de todo seu PIB no ano de No âmbito Estadual e da Região Sul como um todo, também destaca-se o PIB do setor de serviços, que correspondeu respectivamente a 61,77% e 44,46% da composição total do PIB observado para o ano de 2011, tendo grande importância no desenvolvimento das economias locais e regionais, seguido pelo PIB do setor da Indústria e da agropecuária, conforme apresentado na Figura 3.50 e no Quadro Teotônio Vilela São Miguel dos Campos São Brás Roteiro Porto Real do Colégio Piaçabuçu Penedo Junqueiro Jequiá da Praia Igreja Nova Feliz Deserto Coruripe Campo Alegre Boca da Mata Barra de São Miguel Anadia Produto Interno Bruto a preços correntes (R$ ) Produto interno Bruto a preços correntes por setor e PIB Total - ano de 2011 Municípios da Região Sul do Estado de Alagoas 0, , , , , , ,00 Impostos (R$ ) Valor do PIB x R$ 1000 Serviços (R$ ) Indústria (R$ ) Agropecuária (R$ ) Figura 3.50 Produto Interno Bruto por setor a preços correntes dos Municípios da Região Sul para o ano de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 206

207 Quadro 3-86 Produto Interno Bruto a preços correntes por setor observados para o ano de 2011 na Região Sul do Estado de Alagoas PIB por setor Percentual de Participação na composição do PIB Produto Interno Bruto a Nome do Município Agropecuária A Indústria - B Serviços C Impostos D preços correntes (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) PIB = A + B + C + D Agropecuária Indústria Serviços Impostos (R$ 1.000) Anadia , , , , ,27 26,53% 9,55% 61,63% 2,29% Barra de São Miguel 4.759, , , , ,23 7,97% 13,42% 68,38% 10,22% Boca da Mata , , , , ,19 15,38% 33,46% 45,00% 6,16% Campo Alegre , , , , ,71 15,58% 26,89% 53,26% 4,27% Coruripe , , , , ,51 18,27% 44,29% 30,37% 7,08% Feliz Deserto 8.914, , ,16 367, ,59 18,17% 43,85% 37,23% 0,75% Igreja Nova , , , , ,34 12,63% 42,10% 39,03% 6,24% Jequiá da Praia , , , , ,96 25,93% 36,85% 30,87% 6,35% Junqueiro , , , , ,88 26,61% 8,26% 61,92% 3,20% Penedo , , , , ,26 12,51% 15,14% 66,22% 6,12% Piaçabuçu , , , , ,56 19,83% 8,36% 69,27% 2,55% Porto Real do Colégio 6.398, , , , ,45 8,36% 13,39% 75,06% 3,19% Roteiro , , ,58 461, ,08 47,19% 6,12% 45,76% 0,93% São Brás 1.610, , , , ,87 2,92% 52,27% 42,25% 2,55% São Miguel dos Campos , , , , ,65 8,51% 48,47% 35,34% 7,69% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ERSÃO PARA CONSULTA

208 Produdo Interno Bruto per capita (R$) PIB per capita Da análise dos dados do PIB per capita dos municípios da Região Sul do Estado de Alagoas, de modo geral, verifica-se uma evolução destes valores em todos os municípios analisados com pequenos decréscimos do PIB per capita ao longo deste período, entre os anos de 2000 a 2011, com destaque para os municípios de São Miguel dos Campos e Coruripe, que apresentaram em 2011 os maiores PIBs per capita desta Região, conforme apresentado na Figura 3.51 e no Quadro No contexto histórico dos resultados dos PIBs per capita analisados no período entre os anos de 2000 a 2011, destaca-se o município São Miguel dos Campos que se manteve como 1º colocado no ranking do PIB per capita entre os municípios desta Região na maior parte deste tempo, tendo perdido liderança para o município de Coruripe apenas nos anos de 2003 e 2004, recuperando-se nos anos seguintes, sendo novamente ultrapassado por este no ano de Atualmente o município de Coruripe se destaca como o município mais importante desta Região em relação ao PIB per capita, ocupando a primeira posição neste ranking entre os municípios da Região Sul, seguido pelo município de São Miguel dos Campos Produto Interno Bruto (PIB) per capita - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região Sul do Estado de Alagoas Anadia Barra de São Miguel Boca da Mata Campo Alegre Coruripe Feliz Deserto Igreja Nova Jequiá da Praia Figura Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região Sul do Estado de Alagoas. Anos Junqueiro Penedo Piaçabuçu Porto Real do Colégio Roteiro São Brás São Miguel dos Campos Teotônio Vilela Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 208

209 Quadro 3-87 Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região Sul. Ano Média do PIB per Municípios capita Em R$ no Período (R$) Anadia Barra de São Miguel Boca da Mata Campo Alegre Coruripe Feliz Deserto Igreja Nova Jequiá da Praia * Junqueiro Penedo Piaçabuçu Porto Real do Colégio Roteiro São Brás São Miguel dos Campos Teotônio Vilela PIB per capita Médio da Região Sul * = Município criado ano de 2001, não apresentado valores de PIB per capita para o ano Fonte: IBGE, 2013 No ano 2000, dos 16 municípios que compõe a Região Sul, apenas 5 municípios apresentaram PIB per capita acima da média desta Região, que foi de R$ 2.342,00, com destaque para os municípios de São Miguel dos Campos e Coruripe que atingiram PIB per capita R$ 5.178,00 e R$ 4.782,00, respectivamente. Os piores resultados do PIB per capta observados ao longo do período analisado foram obtidos pelo município de Teotônio Vilela, que possui a pior média histórica no período analisado, que foi R$ 1.469,00 no ano O melhor resultado do PIB per capita foi obtido pelo município de Coruripe no ano de 2011, apresentando a melhor média histórica do PIB per capita, que foi de R$ ,00, seguido pelo município de São Miguel dos Campos que obteve o valor de R$ ,00. O pior resultado de 2011 foi obtido pelo município de Porto Real do Colégio, que apresentou PIB per capita no valor R$ 3.942,00. Da análise comparativa dos resultados apresentados para o PIB (Quadro 3-86) e o PIB per capita (Quadro 3-87) entre os municípios da Região Sul, observa-se que São Miguel dos Campos, apesar de ter apresentado o maior PIB no ano de 2011, foi o segundo colocado no ranking per capita neste mesmo ano, com valor de R$ ,00, ficando atrás apenas do município Coruripe, que apresentou o melhor resultado per capita em Conforme pode ser observado no comparativo entre as Figura 3.49 e Figura 3.52, a evolução anual Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 209

210 do PIB per capita da Região Sul do Estado de Alagoas (Figura 3.52) apresentou o mesmo comportamento ascendente da evolução anual do PIB (Figura 3.49), com exceção do ano de 2007, quando houve pequeno decréscimo no PIB per capita regional. PIB per capita (R$) Figura Evolução média anual do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos de 2000 e 2011 da Região Sul do Estado de Lagoas. Fonte: IBGE, Renda per capita Evolução do PIB per capita da Região Sul do Estado de Alagoas entre os anos de 2000 a No que diz respeito à análise da renda per capita dos 16 municípios que compõem a Região Sul do Estado de Alagoas, verifica-se que o município de Penedo apresentou a maior renda per capita do ano de 1991, que foi de R$ 199,00. Já a menor renda per capita foi obtida pelo município de São Brás, que apresentou o valor R$ 87,00. Em 1991, dos 16 municípios da Região Sul, 10 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 135,00 (Quadro 3-88). No ano 2000 o melhor resultado de renda per capita foi obtido pelo município de São Miguel dos Campos, que obteve o valor de R$ 266,00, e o pior resultado foi obtido pelo município de Igreja Nova, que obteve o valor de R$ 115,00. Neste ano observa-se que, dos 16 municípios da Região Sul, 10 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 169,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 1991 e 2000, destaca-se o município de São Brás que obteve um incremento de 55,17% ao longo do período, e que equivaleu a um aumento de R$ 48,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi apresentado pelo município de Feliz Deserto, que apresentou um incremento de apenas 4,37%, equivalente a R$ 5,00. Em 2010 observa-se que 11 municípios apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 267,00. O melhor resultado em 2010 foi obtido pelo município de Barra de São Miguel, que obteve o valor de R$ 423,00, e o pior resultado foi apresentado pelo município de Porto Real do Colégio, que obteve o valor de R$ 195,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 2000 e 2010, destaca-se o município de Igreja Nova, que obteve um incremento de 120,87% no período, e que equivaleu a um aumento de R$ 139,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi obtido pelo município de Penedo, que apresentou um incremento de apenas 32,94% na renda per capita, o que resultou num aumento de R$ 84,00 para este período ANO Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 210

211 Quadro Renda per capita dos anos de 1991, 2000 e 2010 dos municípios que compõem a Região Sul do Estado de Alagoas. Municípios Anos Incremento por período (R$) Incremento por período (%) / / / /2010 Em R$ Em R$ Percentual Anadia ,07% 41,18% Barra de São Miguel ,65% 94,04% Boca da Mata ,53% 52,05% Campo Alegre ,00% 48,30% Coruripe ,28% 60,41% Feliz Deserto ,31% 102,48% Igreja Nova ,37% 120,87% Jequiá da Praia ,40% 55,47% Junqueiro ,00% 90,68% Penedo ,14% 32,94% Piaçabuçu ,49% 39,02% Porto Real do Colégio ,45% 62,50% Roteiro ,12% 60,77% São Brás ,17% 63,70% São Miguel dos Campos ,96% 35,71% Teotônio Vilela ,54% 46,11% Média ,19% 57,99% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, Evolução da População A população total dos municípios que compõem a Região Sul do Estado de Alagoas correspondia no ano de 1991 a habitantes, o que representava 14,15% de toda população do Estado de Alagoas, e em 2010 a população alcançou um total de habitantes, o que representou 13,56% da população do Estado (Quadro 3-89). O crescimento populacional total nesta Região no período entre os anos de 1991 a 2010 foi de habitantes, o que representou uma Taxa de Crescimento populacional total de 18,95% neste período, com taxa média de crescimento anual de 1,00 % ao ano. Nesta Região o município de Penedo destaca-se como sendo o mais populoso e o município de Feliz Deserto como o menos populoso. Quanto as taxas de crescimento populacional total, destacase no período de 1991 a 2010 o município de Barra de São Miguel que apresentou taxa de 53,01% e taxa média anual de crescimento de 2,79% ao ano, conforme apresentado na Figura 3.53.e no Quadro O município de Roteiro obteve o pior desempenho observado no período entre os anos de 1991 a 2000, quando atingiu uma taxa de decréscimo populacional da ordem de 6,18%, sendo que a sua taxa média anual de crescimento populacional ao longo da série histórica analisada foi de -0,56% ao ano. A população total do município de Roteiro no ano de 1991 era de habitantes, caindo para habitantes no ano de 2010, representando um decréscimo populacional total de -10,60% ao longo da série histórica analisada. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 211

212 População (Habitantes) Evolução Populacional - Municípios da Região Sul do Estado Alagoas Ano Anadia Barra de São Miguel Boca da Mata Campo Alegre Coruripe Feliz Deserto Igreja Nova Jequiá da Praia Junqueiro Penedo Piaçabuçu Porto Real do Colégio Roteiro São Brás São Miguel dos Campos Teotônio Vilela Figura Evolução populacional dos municípios da Região Sul do Estado de Alagoas (período entre os anos de 1991 a 2010). Da análise da série histórica apresentada ( ), verifica-se que apesar dos decréscimos populacionais ocorridos em alguns municípios da Região Sul do Estado de Alagoas, nota-se evolução do crescimento populacional neste período, conforme apresentado na Figura A população total da região Sul do Estado de Alagoas para um horizonte de 20 anos é de habitantes. A projeção de população para cada município da região consta no Quadro 3-90 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 212

213 População (habitantes) Evolução populacional da Região Sul do Estado de Alagoas ( ) Figura Evolução Populacional da Região Sul do Estado de Alagoas (período entre os anos de 1991 a 2010). Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 213

214 Quadro Evolução Populacional dos municípios da Região Sul do Estado de Alagoas Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total Taxa de crescimento por Período (%) Crescimento Populacional total no Período - nº de habitantes Taxa de Crescimento Populacional total no Período - % Taxa média anual de crescimento populacional (%) Anadia ,26% -2,38% ,65% 0,35% Barra de São Miguel ,87% 18,73% ,01% 2,79% Boca da Mata ,19% 6,39% ,17% 0,85% Campo Alegre ,58% 23,86% ,20% 2,01% Coruripe ,80% 6,72% ,87% 0,31% Feliz Deserto ,58% 13,27% ,38% 1,39% Igreja Nova ,07% 8,58% ,35% 0,91% Jequiá da Praia ,24% 1,75% Junqueiro ,25% 0,02% ,27% 0,38% Penedo ,09% 5,94% ,57% 0,82% Piaçabuçu ,82% 2,55% 289 1,71% 0,09% Porto Real do Colégio ,55% 5,33% ,12% 0,53% Roteiro ,18% -4,71% ,60% -0,56% São Brás ,77% 2,55% 405 6,42% 0,34% São Miguel dos Campos ,51% 6,07% ,67% 0,40% Teotônio Vilela ,33% 11,58% ,73% 2,04% Total da Região ,20% 10,96% ,95% 1,00% Estado de Alagoas ,74% 10,55% ,12% 1,27% Percentual da População da Região em relação a População do Estado de Alagoas Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, ,15% 13,68% 13,51% 13,46% 13,56% ERSÃO PARA CONSULTA

215 Quadro Projeção populacional para um horizonte de 20 anos Município Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total Anadia Barra de São Miguel Boca da Mata Campo Alegre Coruripe Feliz Deserto Igreja Nova Jequiá da Praia Junqueiro Penedo Piaçabuçu Porto Real do Colégio Roteiro São Brás São Miguel dos Campos Teotônio Vilela Região Sul do Estado de Alagoas Fonte: IBGE, Cálculos elaborados pela FLORAM Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Na Região Sul do Estado de Alagoas observa-se que a maior da parte da população encontra-se na Zona Urbana (Figura 3.55), porém, historicamente verifica-se que em 1991 a população Rural era superior a Urbana, tendo sido superada pela evolução desta nos períodos seguintes. A Taxa de Urbanização desta Região em 1991 era de 48,20%, tendo evoluído para 65,80% em 2010 (Quadro 3-91 e Figura 3.55), o que correspondia respectivamente a e habitantes em zonas urbanas. Ao longo da série histórica analisada, observa-se que a Taxa de Crescimento da População Urbana desta Região evoluiu em 24,60% no período entre os anos de 1991 a 2000 e em 30,32% no período entre os anos de 2000 a Nesta Região os municípios de Feliz Deserto, Barra de São Miguel e São Miguel dos Campos apresentaram as maiores taxas de Urbanização nos anos de 1991,2000 e 2010 respectivamente, obtendo consequentemente as menores taxas de Ruralização para os anos citados. Em relação a Taxa de Ruralizarão, destaca-se o município de Igreja Nova, que apresentou as maiores taxas observadas na série histórica analisada, e consequentemente as menores as menores Taxas de Urbanização. O município que mais apresentou evolução da taxa crescimento da população urbana foi Coruripe, que atingiu as maiores taxas observadas nos dois períodos em análise (1991/2000 e 2000/2010), e

216 os municípios de Feliz Deserto e Campo Alegre apresentaram as maiores taxas de crescimento da população Rural, nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010 respectivamente (Quadro 3-91). Os municípios de Roteiro e São Miguel dos Campos apresentaram as menores taxas de crescimento da população rural, resultando em decréscimo populacional da ordem de -55,98% para o período entre os anos de 1991 a 2000 e de -87,49% no período de 2000 a 2010, respectivamente. População (habitantes) Dinâmica populacional da Região Sul do Estado de Alagoas (Urbana X Rural) Figura 3.55 Dinâmica populacional Urbana e Rural da Região Sul do Estado de Alagoas Ano População Urbana População Rural Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 216

217 Quadro Dinâmica Populacional das Zonas Urbanas e Rurais dos municípios da Região Sul do Estado de Alagoas Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total População Urbana População Rural Taxa de Urbanização Taxa de Ruralização Taxa de crescimento da população Urbana por período Taxa de crescimento da população Rural por período Anadia ,37% 51,03% 51,36% 51,63% 48,97% 48,64% 15,25% -1,75% 3,64% -3,04% Barra de São Miguel ,73% 82,16% 86,10% 29,27% 17,84% 13,90% 49,70% 24,42% -21,46% -7,47% Boca da Mata ,86% 63,63% 67,70% 48,14% 36,37% 32,30% 33,97% 13,20% -17,51% -5,52% Campo Alegre ,36% 39,28% 43,61% 68,64% 60,72% 56,39% 39,76% 37,50% -1,30% 15,03% Coruripe ,38% 45,45% 88,32% 71,62% 54,55% 11,68% 58,85% 107,41% -24,44% -77,16% Feliz Deserto ,82% 74,24% 80,12% 23,18% 25,76% 19,88% 7,84% 22,23% 23,96% -12,55% Igreja Nova ,20% 20,67% 20,50% 79,80% 79,33% 79,50% 10,55% 7,71% 7,44% 8,81% Jequiá da Praia ,93% ,07% Junqueiro ,10% 29,19% 32,74% 76,90% 70,81% 67,26% 35,53% 12,16% -1,25% -4,99% Penedo ,83% 72,89% 74,56% 26,17% 27,11% 25,44% 7,70% 8,36% 13,00% -0,58% Piaçabuçu ,88% 60,53% 60,66% 39,12% 39,47% 39,34% -1,39% 2,78% 0,06% 2,21% Porto Real do Colégio ,64% 32,47% 34,17% 67,36% 67,53% 65,83% 4,00% 10,84% 4,81% 2,69% Roteiro ,98% 78,41% 87,59% 46,02% 21,59% 12,41% 36,28% 6,45% -55,98% -45,23% São Brás ,29% 46,12% 47,38% 56,71% 53,88% 52,62% 10,54% 5,36% -1,40% 0,14% São Miguel dos Campos ,48% 68,75% 96,32% 44,52% 31,25% 3,68% 25,80% 48,60% -28,74% -87,49% Teotônio Vilela ,59% 80,90% 84,53% 26,41% 19,10% 15,47% 36,68% 16,58% -10,10% -9,60% Total da Região ,20% 56,02% 65,80% 51,80% 43,98% 34,20% 24,60% 30,32% -8,98% -13,71% Estado de Alagoas ,95% 68,01% 73,64% 41,05% 31,99% 26,36% 29,53% 19,70% -12,52% -8,89% Fonte: SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

218 3.6.1 Densidade Demográfica A Densidade Demográfica observada para a Região Sul do Estado de Alagoas nos anos de 1991, 2000 e 2010, correspondiam respectivamente a 72,96, 78,21 e 86,78 hab/km², valores próximos dos obtidos para o Estado de Alagoas nos mesmos períodos. Quanto a evolução da densidade demográfica regional, verifica-se que no período entre os anos de 1991 a 2000, a evolução foi de 7,20% e no período de 2000 a 2010 esta evolução foi de 10,96%, seguindo a mesma tendência de evolução da densidade demográfica observada para no Estado de Alagoas (Quadro 3-92). Nesta Região os municípios de São Miguel dos Campos e Campo Alegre destacam-se por apresentarem as maiores densidades demográficas, e os de Feliz Deserto e Jequiá da Praia por apresentarem as menores densidades demográficas observadas nos períodos em análise. Quanto a evolução da Densidade Demográfica, destaca-se no período de 1991 a 2000 o município de Barra de São Miguel, que teve aumento de 28,87% na densidade demográfica, e o município de Campo Alegre que no período de 2000 a 2010 teve aumento de 23,86%, tendo estes resultados relação direta com aumento populacional ocorrido nestes períodos. Os piores resultados foram observados para o município de Carneiros, que apresentou decréscimos da densidade demográfica nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, tendo relação direta com a redução populacional ocorrida nestes municípios nos mesmos períodos (Quadro 3-92). Quadro Densidade demográfica dos municípios que cmpõem a Região Sul do Estado de Alagoas População (habitantes) Densidade Demográfica Evolução da Densidade Evolução da Densidade Municípios Área (Km²) (Hab/Km²) Demográfica Demográfica no Período no Período de 1991 a de 2000 a Anadia 189, ,21 94,19 91,95 9,26% -2,38% Barra de São Miguel 76, ,62 83,28 98,88 28,87% 18,73% Boca da Mata 186, ,97 129,90 138,21 9,19% 6,39% Campo Alegre 295, ,60 139,03 172,20 11,58% 23,86% Coruripe 918, ,63 53,20 56,77-0,80% 6,72% Feliz Deserto 91, ,45 41,79 47,33 11,58% 13,27% Igreja Nova 427, ,48 50,24 54,55 8,07% 8,58% Jequiá da Praia 351, , Junqueiro 241, ,97 98,64 98,66 7,25% 0,02% Penedo 689, ,81 82,69 87,61 9,09% 5,94% Piaçabuçu 240, ,48 69,90 71,68-0,82% 2,55% Porto Real do Colégio 241, ,58 75,88 79,93 4,55% 5,33% Roteiro 129, ,58 54,02 51,48-6,18% -4,71% São Brás 139, ,13 46,83 48,02 3,77% 2,55% São Miguel dos Campos 360, ,49 142,62 151,27 1,51% 6,07% Teotônio Vilela 297, ,58 123,80 138,14 24,33% 11,58% Região Sul do Estado 4.876, ,96 78,21 86,78 7,20% 10,96% Estado de Alagoas , ,50 101,61 112,33 12,27% 10,55% Fonte: SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 218

219 3.6.2 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Os Índices de Desenvolvimento Humano Municipal são calculados com base em outros 3 índices de Desenvolvimento Humano, que avaliam a renda, educação e longevidade da população. O Estado de Alagoas ocupa o último lugar no ranking brasileiro do IDH dos anos de 2000 e 2010, devido aos baixos índices de IDH-M observados na maioria dos municípios do Estado. A Região Sul do Estado de Alagoas, assim como os seus municípios vem apresentando evolução no IDH-M ao longo do tempo, não sendo observado nenhum caso em que tenha ocorrido o decréscimo deste índice. O IDH-M médio desta Região evoluiu em 40,22 % no período entre os anos de 1991 e 2000, e em 39,06% no período entre os anos de 2000 a 2010, tendo superado os IDH-M s observados nos anos de 1991 e 2000, e que eram considerados muito baixo, e em 2010 passou a ser considerado como baixo (0,579), de acordo com a escala de IDH-M estabelecida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD (Quadro 3-93). Quadro Evolução dos Índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região Sul do Estado de Alagoas. IDHM Evolução do Evolução do IDMH no IDMH no período Municípios período entre os anos entre os anos de de 1991 a a 2010 Anadia 0,302 0,428 0,568 41,72% 32,71% Barra de São Miguel 0,275 0,440 0,615 60,00% 39,77% Boca da Mata 0,333 0,420 0,604 26,13% 43,81% Campo Alegre 0,292 0,393 0,570 34,59% 45,04% Coruripe 0,317 0,419 0,626 32,18% 49,40% Feliz Deserto 0,329 0,411 0,565 24,92% 37,47% Igreja Nova 0,220 0,374 0,568 70,00% 51,87% Jequiá da Praia 0,260 0,382 0,556 46,92% 45,55% Junqueiro 0,281 0,426 0,575 51,60% 34,98% Penedo 0,411 0,495 0,630 20,44% 27,27% Piaçabuçu 0,316 0,417 0,572 31,96% 37,17% Porto Real do Colégio 0,274 0,378 0,551 37,96% 45,77% Roteiro 0,219 0,339 0,505 54,79% 48,97% São Brás 0,304 0,436 0,572 43,42% 31,19% São Miguel dos Campos 0,365 0,506 0,623 38,63% 23,12% Teotônio Vilela 0,253 0,398 0,564 57,31% 41,71% IDH-M médio da Região Sul do Estado de Alagoas 0,297 0,416 0,579 40,22% 39,06% Estado de Alagoas 0,370 0,471 0,631 27,30% 33,97% Escala do IDH-M - Muito Baixo = 0 a 0,499 / Baixo= 0,500 a 0,599 / Médio= 0,600 a 0,699 / Alto= 0,700 a 0,799 / Muito Alto = 0,800 a 1,000 (Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil PNUD/IPEA). Fonte: SEPLANDE, 2014 No ano de 2010, o município de Penedo alcançou o maior IDH-M observado entre os municípios desta Região, e Roteiro apresentou o menor IDH-M. Quanto a evolução do IDH-M, o município de Igreja Nova destaca-se por ter apresentado a maior evolução observada nos períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a Os municípios de Penedo e São Miguel dos Campos foram os que Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 219

220 apresentaram as menores evoluções observadas para os períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. De modo geral, verifica-se que os municípios desta Região evoluíram de IDH-Ms que eram considerados como muito baixo e baixo nos anos de 1991 e 2000, para níveis considerados como baixo e médio no ano de Gênero A Região Sul do Estado de Alagoas apresenta ao longo de todos os anos analisados uma maior população de mulheres em relação a população de homens, e em 2010 a população total de homens correspondia a e a população total de mulheres a , resultando numa de razão de 0,97 homem para cada mulher, representando de modo geral, o panorama observado na maioria dos municípios desta Região, onde se verifica um maior número de mulheres (Quadro 3-94). Nesta Região, destacam-se historicamente os municípios de Igreja Nova e Roteiro, por apresentarem uma maior população de homens do que de mulheres em todos os anos analisados, tendo atingido uma razão de homem para mulher com valores iguais ou maiores que 1. Quadro População por gênero (Homens / Mulheres) dos municípios que compõem a Região Sul do Estado de Alagoas. Município Sexo X Ano Razão por sexo População Total Homens Mulheres (Homens / mulheres) Anadia ,98 1,01 0,97 Barra de São Miguel ,99 0,99 0,99 Boca da Mata ,04 1,02 0,98 Campo Alegre ,00 0,95 0,97 Coruripe ,02 1,01 0,98 Feliz Deserto ,99 1,01 0,96 Igreja Nova ,01 1,03 1,02 Jequiá da Praia ,04 Junqueiro ,00 1,00 0,97 Penedo ,94 0,96 0,94 Piaçabuçu ,96 0,99 1,00 Porto Real do Colégio ,96 0,99 0,99 Roteiro ,06 1,02 1,02 São Brás ,04 1,04 0,99 São Miguel dos Campos ,00 0,98 0,95 Teotônio Vilela ,02 1,00 0,96 Região Sul do Estado de Alagoas ,99 0,99 0,97 Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 220

221 3.6.4 Estrutura Etária da População Quanto a faixa etária da população, os dados da Figura 3.56 e do Quadro 3-95 mostram que nas últimas três décadas houve uma mudança na estrutura da população, com redução do número de pessoas nas faixas etárias menores e aumento da população nas faixas etárias mais avançadas. Quadro 3-95 População residente por faixa etária e sexo. Faixa Etária Homens Mulheres Total Razão por sexo (anos) a ,01 1,01 1,03 5 a ,01 0,99 1,03 10 a ,99 1,01 1,02 15 a ,01 1,02 0,99 20 a ,99 1,03 0,98 25 a ,97 0,96 0,97 30 a ,00 0,96 0,95 35 a ,99 0,96 0,94 40 a ,05 0,98 0,95 45 a ,99 0,99 0,94 50 a ,99 1,01 0,93 55 a ,85 0,91 0,91 60 a ,92 0,89 0,95 65 a ,98 0,89 0,90 70 a ,94 0,89 0,86 75 a ,00 0,97 0,77 80 e mais ,82 0,85 0,78 Total ,99 0,99 0,97 Dist (%) na população total 49,82 49,68 49,28 50,18 50,32 50,72 Foram elaboradas as pirâmides da Região Sul, com dados censitários do IBGE, para facilitar a avaliação da população nas décadas de 1991, 2000 e 2010, fazendo-se comparações entre estes períodos (Figura 3.56). Entre 1991 e 2010, a região, segundo dados do IBGE, apresentou mudança significativa na estrutura etária. A cada década houve uma redução da proporção de jovens, efeito este relacionado a redução das taxas de fecundidade ao longo dos anos. Já os dados do Censo de 2000 e 2010 evidenciam também uma redução expressiva na proporção de crianças entre 0 e 4 anos em relação a 1991 sendo produto de taxas de fecundidade menores. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 221

222 Figura Estrutura Etária da População da Região Sul de Alagoas, para os anos de 1991, 2000 e Mobilidade Social O termo mobilidade, vem do Latim mobilis, que significa o que pode ser movido, deslocado ou que é passível de movimento. Assim mobilidade social vem a ser o fenômeno em que o indivíduo ou um grupo de pessoas pertencentes a uma determinada posição social movimenta para outra, tendo para isso influências tanto das mudanças demográficas e econômicas quanto da construção e consolidação dos canais de mobilidade existentes na sociedade. Uma das influências que se destacam para que ocorra essa mobilidade é a distribuição de renda e um dos principais indicadores dessa distribuição é a renda per capita. A avaliação da renda per capita através do PIB municipal mostra que para a Região Sul Alagoana ocorreu uma elevação do rendimento médio ao longo dos anos estudados, entre o ano de 1991 a 2010, como podemos observar no Quadro Fazendo a avaliação da média do PIB per capita (PIB pc) da região, observamos que em termos de valor absoluto, a Região Sul Alagoana apresentou PIB pc inferior ao Estado de Alagoas e à média nacional, não tendo nenhum município que se destacasse chegando próximo à média estadual. São Miguel dos Campos, Penedo e Coruripe foram os municípios que apresentaram maior renda per capita no ano de O aumento dessas taxas, vem estabelecer que aquela região está passando por um crescimento econômico, o que pode estar diretamente relacionado às influências da mobilidade social ocorrentes na região. Os municípios que se destacam acabam sendo referências de locais que apresentam maiores oportunidades de vínculo empregatício, o que nos leva a inferir que estes atraem maior contingente de indivíduos, em busca de uma estabilidade financeira e novas oportunidades de emprego. Esse aumento populacional, muitas vezes desenfreado, gera um maior consumo o que ocasiona uma maior geração de resíduos. O crescimento econômico pode ser melhor avaliado ao observarmos o aumento da renda per capita para os anos analisados (Quadro 3-96). Foi verificado que a renda média domiciliar na Região Sul Alagoana em 1991, que foi de R$ 135,23, estava abaixo da renda média estadual (R$ 211,98) e Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 222

223 muito abaixo quando comparada à média nacional, que foi de R$ 447,56. Para os demais anos analisados, apesar da média ter subido, ela ainda ficou muito abaixo do apresentado para o estado de Alagoas. Se observarmos a variação nessa taxa de crescimento de 2010 a 1991, vemos que os municípios cresceram, porém esse crescimento não foi tão significativo. Com base nas análises feitas com relação ao crescimento populacional para a região, apesar dos decréscimos populacionais ocorridos em alguns municípios, nota-se evolução do crescimento populacional e econômico neste período, destacando-se os municípios de Barra de São Miguel, Penedo e São Miguel dos Campos. Quadro Renda per capita anual e concentração da renda na Região Sul Alagoana. Renda Per Capita anual (R$) Índice de Gini Índice de Theil - L Municípios Variaçã Variaçã Variaçã o 1991/ o 2000/ o 2010/ Anadia 118,12 170,3 239,53 1,44 1,41 2,03 0,51 0,58 0,53 0,43 0,55 0,52 Barra de São Miguel 154, ,78 1,41 1,94 2,73 0,54 0,51 0,55 0,49 0,46 0,56 Boca da Mata 131,36 170,78 260,2 1,30 1,52 1,98 0,4 0,56 0,51 0,27 0,49 0,5 Campo Alegre 140,4 147,16 217,72 1,05 1,48 1,55 0,45 0,53 0,47 0,33 0,44 0,41 Coruripe 155,81 197,45 315,85 1,27 1,60 2,03 0,49 0,56 0,52 0,41 0,53 0,52 Feliz Deserto 115,58 120,65 245,49 1,04 2,03 2,12 0,43 0,43 0,49 0,32 0,33 0,44 Igreja Nova 90,97 114,65 254,34 1,26 2,22 2,80 0,5 0,59 0,65 0,42 0,44 0,83 Jequiá da Praia 117,17 127,56 199,39 1,09 1,56 1,70 0,41 0,41 0,47 0,28 0,25 0,41 Penedo 198,63 255,31 339,15 1,29 1,33 1,71 0,59 0,64 0,55 0,61 0,74 0,57 Piaçabuçu 153,88 164,28 227,65 1,07 1,39 1,48 0,52 0,55 0,52 0,45 0,54 0,5 Porto Real do Colégio 98,2 120,15 195,26 1,22 1,63 1,99 0,46 0,65 0,61 0,35 0,52 0,71 Roteiro 110,91 130,36 208,84 1,18 1,60 1,88 0,36 0,53 0,47 0,22 0,45 0,4 São Miguel dos Campos ,49 360,82 1,47 1,35 1,99 0,57 0,58 0,51 0,55 0,59 0,47 Teotônio Vilela 126,33 166,55 244,39 1,32 1,47 1,93 0,42 0,62 0,51 0,29 0,64 0,48 PIB da Região 135,23 169,26 266,53 1,24 1,61 1,99 0,48 0,55 0,53 0,39 0,50 0,52 Alagoas 211,98 285,29 432,56 1,35 1,52 2,04 0,63 0,68 0,63 0,7 0,82 0,75 Brasil 447,56 592,46 793,87 1,32 1,34 1,77 0,63 0,64 0,6 0,78 0,76 0,68 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. Existem duas medidas convencionais, para avaliação da desigualdade de distribuição de renda, estas podem ser o ponto certo para a correta avaliação da concentração de renda para determinadas camadas sociais, que são o índice de Gini e o de Theil. O índice de Gini mede o grau de desigualdade existente entre indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0 (zero) quando não há desigualdade (todos os indivíduos possuem a mesma renda) a 1 (um), quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo possui toda a renda da sociedade). O índice de Theil, por sua vez, é o logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas das rendas individuais, sendo nulo quando não existir desigualdade de renda entre os indivíduos e tendente ao infinito quando a desigualdade tende ao máximo. Assim, diz-se que se estes índices crescerem de um período ao outro, a distribuição de renda piorou naquele período e vice-versa. Como se pode observar no Quadro 3-96, a Região Sul Alagoana possui índices de concentração de renda inferiores a média estadual. Percebe-se que o Índice de Gini da região em estudo gira em torno de 0.51 e o índice de Theil está em torno de 0,45, aproximadamente. Isto demonstra a Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 223

224 existência de um baixo grau de concentração da riqueza gerada na região e caracteriza os municípios como tendo uma desigualdade social que ainda precisa melhorar para atingir os níveis de regiões mais desenvolvidas. Observa-se também que ambos os índices são inferiores ao do Estado de Alagoas, indicando ser uma situação de concentração e desigualdade de renda entre os indivíduos, menos críticos que a estadual. A análise dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento (Quadro 3-97), serve também para avaliar as desigualdades de distribuição de renda e em que extrato da sociedade a população de determinado local se encontra. As desigualdades de renda ainda estão presentes nesta região, apesar dos acréscimos de renda per capita observados. Ao calcular a razão entre a renda média dos extratos 10% mais ricos e 40% mais pobres da população, no período 1991 a 2010, a razão passa de 11,80 para 16,57, enquanto a razão da renda dos 20% mais ricos e 40% mais pobres da população passou de 8,09 para 11,43. Podemos perceber que as taxas sofreram acréscimo, porém não podemos descartar que a população da região também sofreu aumento durante as décadas analisadas, o que impede de avaliar com maior precisão até que ponto essas taxas influenciaram naquela população. Ao observar a razão dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres, vemos que de 1991 a 2010 essas taxas tiveram variações, tendo um aumentado e a outra diminuído, respectivamente. Uma das principais razões apontada para explicar os componentes da desigualdade de rendimentos no trabalho para a economia brasileira é o grau de instrução da mão-de-obra empregada, que é muito mais baixo nas classes mais pobres. Porém se analisarmos apenas entre 2000 e 2010, vemos que a razão de ricos diminuiu e a de pobres aumentou, tendo esse efeito ocorrido na Região Sul Alagoana, em âmbito estadual e nacional também, o que pode estar diretamente relacionado a abrangência dos programas governamentais e ao desequilíbrio populacional (Quadro 3-97). Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Razão 10% mais ricos / Razão 20% mais ricos / 20% mais ricos 20% mais pobres Municípios 40% mais pobres 40% mais pobres Anadia 12,97 20,59 17,26 56,09 62,04 56,71 4,39 2,24 2,29 8,56 13,62 11,22 Barra de São Miguel 16,01 13,47 16,83 59,21 56,06 59,83 3,92 3,86 3,42 10,37 9,06 10,88 Boca da Mata 7,76 17,07 13,92 46,68 60,09 55,56 5,98 2,88 2,89 5,74 11,33 10,07 Campo Alegre 9,59 14,44 10,9 50,38 57,53 51,3 5,39 3,78 3,19 6,78 9,55 8,09 Coruripe 11,97 18,21 14,7 55,34 59,56 56,38 4,69 2,68 2,94 8,3 11,95 10,26 Feliz Deserto 9,16 8,42 11,88 49,65 49,3 53,26 5,31 4,83 3,4 6,39 6,62 8,62 Igreja Nova 12,31 26,18 35,41 56,2 61,27 66,44 4,99 0,21 1,38 8,23 18,05 22,46 Jequiá da Praia 7,81 7,4 10,81 47,76 47,24 51,54 5,98 5,64 3,54 6,08 5,86 7,95 Penedo 19,64 28,13 17,82 63,35 67,76 59,47 3,46 2,44 2,65 12,61 17,56 12,2 Piaçabuçu 14,43 17,81 14,71 56,43 59,06 56,28 3,31 2,66 3,03 9,59 12,3 10,66 Porto Real do Colégio 10,65 53,17 30,44 51,15 64,51 62,7 4,35 0 1,62 7,64 36,95 20,85 Roteiro 5,87 16,77 10,74 42,89 55,18 51,18 6,8 1,93 3,47 4,66 11,53 7,73 São Miguel dos Campos 18,72 19,17 13,04 62,3 63,58 55,3 3,3 3,34 3,72 12,17 12,46 9,35 Teotônio Vilela 8,26 25,24 13,47 47,43 64,21 54,77 5,76 1,72 2,92 6, ,65 Média da Região 11,80 20,43 16,57 53,20 59,10 56,48 4,83 2,73 2,89 8,09 13,77 11,43 Alagoas 13,27 32,92 18,18 54,64 61,32 56,72 4,32 1,94 2,54 9,11 22,13 12,84 Brasil 30,46 30,31 22,78 67,21 67,56 63,4 1,92 1,84 2,41 20,01 19,71 14,83 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 224

225 O aumento de renda da classe mais pobre foi alcançando a partir do acúmulo das políticas sociais desenvolvidas em 2003, onde o governo começou a construção do Brasil sem Miséria, dando continuidade às experiências dos programas de governo, bem sucedidas e buscando aperfeiçoá-las (Brasil, 2014). Com a construção dessas políticas, voltadas a alcançar os brasileiros mais vulneráveis, o governo delineou medidas para que a situação de extrema pobreza fosse alterada na vida dessas famílias, dessa forma essas pessoas conseguiam uma ascensão social, saindo do nível de indigência para o sustentável. Para a população ter acesso aos programas, o indivíduo tem que estar cadastrado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Este caracteriza-se por ser um instrumento de coleta de dados e informações que objetiva identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país. Para a Região Sul de Alagoas há famílias cadastradas no CadÚnico, famílias são beneficiadas pelo Programa Bolsa Família; pela Prestação Continuada, para idosos e pela Prestação Continuada, para pessoas com deficiência (Quadro 3-98). Quadro Famílias dos municípios da Região Sul Alagoana cadastradas em algum programa do Governo Federal Municípios Prestação Prestação Cadastro Único para Programas Sociais Programa Continuada Continuada (CadÚnico) - renda familiar per capita de Bolsa Família (BPC) para (BPC) para até 1/2 salário mínimo (PBF) Pessoas com Idosos Deficiência Anadia Barra de São Miguel Boca da Mata Campo Alegre Coruripe Feliz Deserto Igreja Nova Jequiá da Praia Penedo Piaçabuçu Porto Real do Colégio Roteiro São Miguel dos Campos Teotônio Vilela Total Fonte: Fonte 1: MDS. Disponível em: Fazendo um apanhado do levantamento realizado, vemos que a mobilidade social atrelada ao aumento do poder aquisitivo, alimenta o consumo na sociedade, o que por sua vez ocasiona a rotatividade na compra e descarte de produtos. Para a região percebemos, através da dinâmica populacional, principalmente dos municípios polos, que a tendência dos mesmos é receber um maior contingente de pessoas em idade ativa que vão à busca de novas oportunidades e muitas vezes para fazer cursos superiores, o que gera ao município um maior consumo e maior descarte de resíduos, daí a importância da implementação de programas que visem a gestão desses resíduos gerados. Segundo o IBGE, para a definição dos centros da rede urbana brasileira, buscam-se informações de subordinação administrativa no setor público federal, para definir a gestão federal, e de localização das sedes e filiais de empresas, para estabelecer a gestão empresarial. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 225

226 A oferta de distintos equipamentos e serviços capazes de dotar uma cidade de centralidade informações de deslocamentos para internações hospitalares, áreas de cobertura das emissoras de televisão, da oferta de ensino superior, da diversidade de atividades comerciais e de serviços, da oferta de serviços bancários e da presença de domínios de Internet complementa a identificação dos centros de gestão do território. Todos os municípios da Região Sul de Alagoas possuem a capital Maceió como centro principal para procura de bens e serviços especializados (Quadro 3-99). Embora Arapiraca não faça a parte da Região Sul de Alagoas, o município é referência para os municípios de Junqueiro, Porto Real do Colégio e Teotônio Vilela (Quadro 3-99). Os municípios de Feliz Deserto, Igreja Nova e São Brás têm o município de Penedo como centro de referência (Quadro 3-99). Já o município de Roteiro tem o município de São Miguel dos Campos com referência (Quadro 3-99). Quadro Níveis de Centralidade das Cidades - Região Sul de Alagoas. Metrópole Capital Regional A Capital Regional B - Maceió - Capital Regional C - Arapiraca - Arapiraca - Arapiraca Centro Sub- Regional A Centro Sub- Regional B - - Fonte: Regiões de Influência das Cidades, IBGE (2007). 3.7 Região da Zona da Mata Alagoana Centro de Zona A - Penedo Penedo - São Miguel dos Campos Penedo - Centro de Zona B - Centro Local Anadia Barra de São Miguel Boca da Mata Campo Alegre Coruripe Feliz Deserto Igreja Nova Jequiá da Praia Junqueiro Penedo Piaçabuçu Porto Real do Colégio Roteiro São Brás São Miguel dos Campos Teotônio Vilela A região da Zona da Mata Alagoana tem como municípios mais populosos, segundo o Censo do IBGE, 2010, União dos Palmares, Atalaia, Murici e Viçosa, respectivamente. As atividades econômicas de maior predominância na região são: o comércio e a agropecuária. Também são muito fortes na Zona da Mata as atividades de prestação de serviços. Contudo, as atividades de maiores pesos na região são o comércio e a agropecuária por serem bastante intensas em toda a região Produto Interno Bruto (PIB) A Região da Zona da Mata Alagoana é composta por 14 municípios, cuja soma do PIB destes, referente ao ano de 2011, correspondeu a 5,95% do PIB do Estado de Alagoas (Quadro 3-100). O município que mais se destaca nesta Região é União dos Palmares, que ocupa o 7º lugar no ranking estadual e o 1º lugar no ranking regional em relação ao PIB obtido para o ano de 2011, seguido pelo município de Atalaia, que ocupa 2º lugar no ranking do PIB da Região da Zona da Mata Alagoana e o 12º lugar no ranking do PIB estadual. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 226

227 Quadro PIB dos municípios da Região da Zona da Mata Alagoana em relação ao Estado de Alagoas ano de 2011 Nome do Município Percentual do PIB Percentual do PIB Produto Interno Ranking do PIB - municipal em municipal em relação ao Bruto a preços Estado de Alagoas relação ao PIB total PIB total da Região da correntes (R$ 1.000) do Estado de Zona da Mata Alagoana Alagoas Atalaia R$ ,00 12º 17,24% 1,03% Branquinha R$ ,00 68º 2,95% 0,18% Cajueiro R$ ,00 32º 6,14% 0,37% Capela R$ ,00 34º 5,86% 0,35% Chã Preta R$ ,00 88º 1,95% 0,12% Ibateguara R$ ,00 58º 3,82% 0,23% Mar Vermelho R$ ,00 102º 0,94% 0,06% Murici R$ ,00 25º 8,07% 0,48% Paulo Jacinto R$ ,00 92º 1,68% 0,10% Pindoba R$ ,00 101º 0,99% 0,06% Santana do Mundaú R$ ,00 62º 3,56% 0,21% São José da Laje R$ ,00 19º 11,22% 0,67% União dos Palmares R$ ,00 7º 28,55% 1,70% Viçosa R$ ,00 30º 7,03% 0,42% Total do PIB da Região da Zona da Mata Alagoana R$ , ,95% De modo geral, observa-se comportamento ascendente do PIB no período entre os anos de 2000 a 2011, nos municípios da Região da Zona da Mata Alagoana, conforme apresentado na Figura e no Quadro O comportamento do PIB da Região da Zona da Mata Alagoana, ao longo do período em análise, sofreu pequenas oscilações quando se compara sua participação em relação ao PIB do Estado de Alagoas, tendo apresentado o maior percentual em relação ao PIB do Estado no ano de 2001 (7,38%) e o menor percentual no ano de 2010 (5,75%), conforme apresentado no Quadro Ao se analisar isoladamente os resultados do PIB da Região da Zona da Mata Alagoana, observa-se a evolução ascendente dos valores médios anuais apresentados no período entre os anos de 2000 a 2011, conforme demonstrado na Figura 3.58 e no Quadro 3.100, sendo observado um maior incremento do PIB em relação aos anos 2010 e 2011, quando o incremento do PIB desta Região de um ano para o outro correspondeu a 20,18 %. O incremento médio anual no PIB entre os anos de 2000 a 2011 foi de 10,77 % ao ano, o que correspondeu a um valor médio de R$ ,55 por ano. O incremento total do PIB da Região da Zona da Mata Alagoana, observado entre os anos de 2000 e 2011 correspondeu a R$ R$ ,00. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 227

228 PIB X R$ Figura 3.57 Gráfico com dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes dos municípios da Região da Zona da Mata Alagoana no período dos anos de 2000 a Fonte: IBGE, 2013 / SEPLANDE, PIB (MIL R$) Figura 3.58 Evolução anual do Produto Interno Bruto (PIB) da Região Zona da Mata Alagoana entre os anos de 2000 e 2011.Fonte: IBGE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Produto Interno Bruto (PIB) - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região da Zona da Mata Alagoana ANOS Atalaia Branquinha Cajueiro Capela Chã-Preta Ibateguara Mar Vermelho Murici Paulo Jacinto Pindoba Santana do Mundaú São José da Laje União dos Palmares Viçosa Evolução do PIB da Região da Zona da Mata Alagoana entre os anos de 2000 a ANO

229 Quadro Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região da Zona da Mata Alagoana. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Ano Em mil R$ Atalaia Branquinha Cajueiro Capela Chã-Preta Ibateguara Mar Vermelho Murici Paulo Jacinto Pindoba Santana do Mundaú São José da Laje União dos Palmares Viçosa Total da Região Total do Estado de Alagoas , , , ,90 Percentual do PIB da Região da Zona da Mata Alagoana em relação ao PIB do Estado de Alagoas Incremento do PIB em relação ao ano anterior (Valor médio de incremento do PIB de 10,77 a.a.) Incremento do PIB em R$ Milhões 0 Fonte: IBGE, , , , , , , , , 89 7,15% 7,38% 6,81% 6,60% 6,12% 6,23% 6,02% 5,76% 6,09% 6,33% 5,75% 5,95% 0,00% 12,65% 6,78% 10,63% 6,66% 11,71% 7,54% 8,19% 15,72% 13,37% 5,07% 20,18% R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 ERSÃO PARA CONSULTA R$ ,00 R$ ,00

230 Municípios Produto Interno Bruto a preços correntes por setor Em relação ao Produto Interno Bruto a preços correntes por setor, observa-se que o setor de serviços se destaca com maior participação na composição do PIB em todos os municípios analisados na Região da Zona da Mata Alagoana, com destaque para o município de Viçosa, cujo setor de serviços correspondeu a 78,23% de todo seu PIB no ano de A menor participação do setor de serviços na composição do PIB é observada no município de São José da Laje, cujo PIB deste setor correspondeu a 40,70 % de todo seu PIB no ano de No âmbito Estadual e da Região da Zona da Mata Alagoana como um todo, também se destaca o PIB do setor de serviços, que correspondeu respectivamente a 61,77% e 59,32% da composição total do PIB observado para o ano de 2011, sendo o grande responsável pelo desenvolvimento das economias locais e regionais, seguido pelo PIB do setor da Indústria, conforme apresentado na Figura 3.59 e no Quadro Figura 3.59 Produto Interno Bruto por setor a preços correntes dos Municípios da Região da Zona da Mata Alagoana para o ano de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Viçosa União dos Palmares São José da Laje Santana do Mundaú Pindoba Paulo Jacinto Murici Mar Vermelho Ibateguara Chã Preta Capela Cajueiro Branquinha Atalaia Produto Interno Bruto a preços correntes (R$ ) Produto interno Bruto a preços correntes por setor e PIB Total - ano de 2011 Municípios da Região da Zona da Mata Alagoana 0, , , , , , ,00 Impostos (R$ ) Valor do PIB x R$ 1000 Serviços (R$ ) Indústria (R$ ) Agropecuária (R$ )

231 Quadro Produto Interno Bruto a preços correntes por setor observados para o ano de 2011 para a Região da Zona da Mata Alagoana Percentual de Participação na composição do PIB por setor PIB Produto Interno Bruto a Nome do Município Agropecuária A Indústria - B Serviços C Impostos D preços correntes Agropecuária Indústria Serviços Impostos (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) (R$ 1.000) PIB = A + B + C + D (R$ 1.000) Atalaia , , , , ,30 16,94% 25,42% 52,75% 4,88% Branquinha , , , , ,56 24,32% 8,86% 64,40% 2,41% Cajueiro 9.926, , , , ,68 9,52% 24,55% 61,41% 4,52% Capela , , , , ,13 20,85% 9,59% 66,18% 3,38% Chã Preta 6.206, , ,52 553, ,54 18,77% 10,61% 68,94% 1,67% Ibateguara , , , , ,95 15,82% 8,91% 73,41% 1,86% Mar Vermelho 1.909, , ,63 368, ,44 11,94% 8,94% 76,81% 2,30% Murici , , , , ,72 19,82% 14,64% 60,88% 4,66% Paulo Jacinto 3.234, , ,36 966, ,39 11,35% 10,10% 75,15% 3,39% Pindoba 3.136, , ,87 236, ,87 18,63% 7,14% 72,82% 1,40% Santana do Mundaú , , ,34 985, ,94 30,49% 12,46% 55,43% 1,63% São José da Laje , , , , ,95 14,86% 33,15% 40,70% 11,28% União dos Palmares , , , , ,65 9,73% 23,83% 59,09% 7,35% Viçosa 9.943, , , , ,96 8,33% 9,55% 78,23% 3,90% Região da Zona da Mata Alagoana Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto , , , , ,05 14,62% 20,40% 59,32% 5,66% Alagoas , , , , ,89 5,49% 22,65% 61,77% 10,09% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

232 Produdo Interno Bruto per capita (R$) PIB per capita Da análise dos dados do PIB per capita dos municípios da Região da Zona da Mata Alagoana, de modo geral, verifica-se uma evolução destes valores em todos os municípios analisados com pequenos decréscimos do PIB per capita ao longo deste período, entre os anos de 2000 a 2011, com destaque para os municípios de São José da Laje e União dos Palmares, que apresentaram em 2011 os maiores PIBs per capita desta Região, conforme apresentado na Figura 3.60 e no Quadro No contexto histórico dos resultados dos PIBs per capita analisados no período entre os anos de 2000 a 2011, destaca-se o município São José da Laje que se mantem como 1º colocado no ranking do PIB per capita entre os municípios desta Região desde o ano de O município de Santana do Mundaú se manteve na liderança do PIB per capita desta Região no período entre os anos 2000 até 2002, quando em 2003 sofreu uma redução drástica, caindo do 1º para o 6º lugar no ranking do PIB per capita regional Produto Interno Bruto (PIB) per capita - Período de 2000 a 2011 Municípios da Região da Zona da Mata Alagoana Atalaia Branquinha Cajueiro Capela Chã-Preta Ibateguara Mar Vermelho Murici Anos Paulo Jacinto Pindoba Santana do Mundaú São José da Laje União dos Palmares Viçosa Figura Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região da Zona da Mata Alagoana. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 232

233 Quadro Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos 2000 e 2011 dos municípios que compõem a Região da Zona da Mata Alagoana. Ano Média do PIB per Municípios capita Em R$ no Período (R$) Atalaia Branquinha Cajueiro Capela Chã-Preta Ibateguara Mar Vermelho Murici Paulo Jacinto Pindoba Santana do Mundaú São José da Laje União dos Palmares Viçosa Valor Médio Anual do PIB per capita da Região da Zona da Mata Alagoana Fonte: IBGE, No ano 2000, dos 14 municípios que compõe a Região da Zona da Mata Alagoana, apenas 4 municípios apresentaram PIB per capita acima da média desta Região, que foi de R$ 2.051,00, com destaque para os municípios de Santana do Mundaú e São José da Laje que atingiram PIB per capita R$ 5.832,00 e R$ 2.633,00, respectivamente. Os piores resultados do PIB per capita observados ao longo do período analisado foram obtidos pelo município de Paulo Jacinto, que possui a pior média histórica no período analisado, que foi R$ 2.474,00. Os melhores resultados foram obtidos pelo município de São José da Laje no período de 2003 a 2011, apresentando a melhor média histórica do PIB per capita, que foi de R$ 5.117,00. Da análise comparativa dos resultados apresentados para o PIB (Quadro 3-101) e o PIB per capita (Quadro 3-102) entre os municípios da Região da Zona da Mata Alagoana, observa-se que Santana do Mundaú, apesar de ter apresentado a segunda melhor média histórica do PIB per capita, obteve os melhores resultados de PIB no período de 2000 a 2003, quando se manteve em 3º lugar no ranking do PIB desta Região, tendo posteriormente caído para o 7º lugar deste ranking. Conforme pode ser observado no comparativo entre as Figura 3.60 e Figura 3.61, a evolução da média anual do PIB per capita da Região da Zona da Mata Alagoana apresentou o mesmo comportamento ascendente da evolução da média anual do PIB. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 233

234 PIB PER CAPITA (EM R$) Figura Evolução média anual do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre os anos de 2000 e 2011 da Região da Zona da Mata Alagoana. Fonte: IBGE, Renda per capita Evolução do PIB per capita da Região Zona da Mata Alagoana entre os anos de 2000 a No que diz respeito à análise da renda per capita dos 14 municípios que compõem a Região da Zona da Mata Alagoana, verifica-se que o município de União dos Palmares apresentou a maior renda per capita do ano de 1991, que foi de R$ 142,00. Já a menor renda per capita foi obtida pelo município de Paulo Jacinto, que apresentou o valor R$ 87,00. Em 1991, dos 14 municípios desta Região, 7 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 111,00 (Quadro 3-103). No ano 2000 o melhor resultado de renda per capita foi obtido pelo município de Viçosa, que obteve o valor de R$ 266,00, e o pior resultado foi obtido pelo município de Branquinha, que obteve o valor de R$ 121,00. Neste ano observa-se que, dos 14 municípios da Região da Zona da Mata Alagoana, 9 apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 145,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 1991 e 2000, destaca-se o município de Paulo Jacinto que obteve um incremento de 66,82% ao longo do período, e que equivaleu a um aumento de R$ 49,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi apresentado pelo município de Pindoba, que apresentou no ano 2000 um decréscimo de 6,06 % da renda per capita em relação ao ano de 1991, correspondendo a uma redução de R$ 8,00. Em 2010 observa-se que 8 municípios apresentaram renda per capita abaixo da média desta Região, que foi de R$ 244,00. O melhor resultado em 2010 foi obtido pelo município de União dos Palmares, que obteve o valor de R$ 314,00, e o pior resultado foi apresentado pelo município de Branquinha, que obteve o valor de R$ 222,00. Ao analisarmos o incremento da renda per capita entre os anos 2000 e 2010, destaca-se o município de Pindoba, que obteve um incremento de 136,29% no período, e que equivaleu a um aumento de R$ 169,00 na renda per capita. Ainda neste período (1991/2000), o pior resultado foi obtido pelo município de Viçosa, que apresentou um incremento de 35,68% na renda per capita, o que resultou num aumento de R$ 66,00 para este período ANO Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 234

235 Quadro Renda per capita dos anos de 1991, 2000 e 2010 dos municípios que compõem a Região da Zona da Mata Alagoana. Ano Incremento por período (R$) Incremento por período (%) Municípios / / / /2010 Em R$ Em R$ Percentual Atalaia ,57% 54,90% Branquinha ,16% 83,47% Cajueiro ,48% 83,46% Capela ,41% 75,52% Chã-Preta ,00% 87,60% Ibateguara ,06% 40,85% Mar Vermelho ,65% 76,92% Murici ,65% 49,36% Paulo Jacinto ,82% 94,49% Pindoba ,06% 136,29% Santana do Mundaú ,64% 36,36% São José da Laje ,81% 67,06% União dos Palmares ,58% 70,65% Viçosa ,10% 35,68% Média ,63% 68,28% Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, Evolução da População A população total dos municípios que compõem a Região da Zona da Mata Alagoana correspondia no ano de 1991 a habitantes, o que representava 10,60% de toda população do Estado de Alagoas, e em 2010 a população alcançou um total de habitantes, o que representou 8,87% da população do Estado (Quadro 3-104). O crescimento populacional total nesta Região no período entre os anos de 1991 a 2010 foi de habitantes, o que representou uma Taxa de Crescimento populacional total de 3,80% neste período, com taxa média de crescimento anual de 0,20 % ao ano, correspondendo a menor taxa observada entre todas as regiões analisadas. Nesta Região o município de União do Palmares destaca-se como sendo o mais populoso e o município de Pindoba como o menos populoso. Quanto as taxas de crescimento populacional total, destaca-se no período de 1991 a 2010 o município de Maragogi que apresentou taxa de 75,21% e taxa média anual de crescimento de 3,96% ao ano, conforme apresentado na Figura 3.62 eno Quadro O município de Pindoba obteve o pior desempenho observado no período entre os anos de 1991 a 2000, quando atingiu uma taxa de decréscimo populacional da ordem de - 21,93%, sendo que a sua taxa média anual de crescimento populacional ao longo da série histórica analisada foi de -1,24% ao ano. A população total do município de Pindoba no ano de 1991 era de habitantes, caindo para habitantes no ano de 2010, representando um decréscimo populacional total de -23,53% ao longo da série histórica analisada. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 235

236 População (Habitantes) Evolução Populacional - Municípios da Região da Zona da Mata Alagoana Atalaia Branquinha Cajueiro Capela Chã Preta Ibateguara Maragogi Murici Ano Paulo Jacinto Pindoba Santana do Mundaú São José da Laje União dos Palmares Viçosa Figura Evolução Populacional dos municípios da Região da Zona da Mata Alagoana (período entre os anos de 1991 a 2010). Da análise da série histórica apresentada ( ), verifica-se que do total de 14 municípios da Região da Zona da Mata Alagoana, 7 apresentaram decréscimo populacional, o que contribuiu para o baixo crescimento da população desta Região, ocorrendo decréscimos populacionais entre os períodos dos entre os anos 1991 a 1996 e de 2007 a 2010, conforme apresentado na Figura A população total da região da Zona da Mata Alagoana para um horizonte de 20 anos é de habitantes. A projeção depopulação para cada município da região consta no Quadro Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 236

237 População (habitantes) Evolução populacional da Região da Zona da Mata Alagoana ( ) Figura Evolução Populacional da Região da Zona da Mata Alagoana (período entre os anos de 1991 a 2010). Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 237

238 Quadro Evolução Populacional dos municípios da Região da Zona da Mata Alagoana Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total Taxa de crescimento por Período (%) Crescimento Populacional total no Período -nº de habitantes Taxa de Crescimento Populacional total no Período - % Taxa média anual de crescimento populacional (%) Atalaia ,16% 9,30% ,93% 0,79% Branquinha ,36% -6,55% ,43% 1,44% Cajueiro ,03% 7,56% ,74% 0,51% Capela ,45% -8,64% ,05% -0,48% Chã Preta ,32% -7,91% ,81% -0,67% Ibateguara ,30% 0,29% ,02% -0,16% Maragogi ,85% -10,45% ,89% -0,42% Murici ,11% 8,26% ,01% -0,37% Paulo Jacinto ,17% -0,79% 309 4,34% 0,23% Pindoba ,93% -2,05% ,53% -1,24% Santana do Mundaú ,98% -4,97% ,75% -0,46% São José da Laje ,21% 7,66% 690 3,14% 0,17% União dos Palmares ,08% 6,38% ,59% 0,45% Viçosa ,42% -3,26% ,79% 0,41% Total da Região ,92% 2,86% ,80% 0,20% Estado de Alagoas ,27% 10,55% ,12% 1,27% Percentual da População da Região em relação a População do Estado de Alagoas Fonte: IBGE, 2013 SEPLANDE, ,60% 9,90% 9,53% 9,31% 8,87% ERSÃO PARA CONSULTA

239 Quadro Projeção populacional para um horizonte de 20 anos. Município População Total Atalaia Branquinha Cajueiro Capela Chã Preta Ibateguara Mar Vermelho Murici Paulo Jacinto Pindoba Santana do Mundaú São José da Laje União dos Palmares Viçosa Região da Zona da Mata Alagoana Fonte: IBGE, Cálculos elaborados pela FLORAM Dinâmica Demográfica Urbana e Rural Na Região da Zona Mata Alagoana observa-se no período em análise (1991, 2000 e 2010), que a maior da parte da população sempre ocupou as Zonas Urbanas (Figura 3.64), seguindo a mesma tendência de evolução observada no âmbito Estadual, com a consequente redução das populações das zonas rurais. A Taxa de Urbanização desta Região em 1991 era de 50,54%, tendo evoluído para 68,43% em 2010, o que correspondia respectivamente a e habitantes em zonas urbanas (Figura 3.64 e Quadro 3-106). Ao longo da série histórica analisada, observa-se que a Taxa de Crescimento da População Urbana desta Região evoluiu em 19,62% no o período entre os anos de 1991 a 2000 e em 17,52% no período entre os anos de 2000 a Nesta Região os municípios de Cajueiro e Murici apresentaram as maiores taxas de urbanização nos anos de 1991 e 2000, e 2010 respectivamente, obtendo consequentemente as menores taxas de Ruralização para os anos citados. Em relação a Taxa de Ruralizarão, destaca-se o município de Mar Vermelho, que apresentou as maiores taxas observadas na série histórica analisada, e consequentemente as menores as menores Taxas de Urbanização. Os municípios que mais apresentaram evolução das taxas crescimento da população urbana foram os de Branquinha e Murici, que atingiram as maiores taxas observadas nos períodos entre os anos de 1991 a 2000, e 2000 a 2010 respectivamente. Entre os municípios desta Região, o único que apresentou crescimento da população rural foi o de Paulo Jacinto, no período entre os anos de 1991 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 239

240 a Os maiores decréscimos da população rural foram observados no município de Murici em ambos os períodos analisados (Quadro 3-106). Desde o ano de 1991 observa-se uma fonte tendência de urbanização desta Região (Figura 3.64), que converge com comportamento de urbanização verificado no âmbito Estadual. População (habitantes) Dinâmica populacional da Região da Zona da Mata Alagoana (Urbana X Rural) Figura 3.64 Dinâmica populacional Urbana e Rural da Região da Zona da Mata Alagoana Ano População Urbana População Rural Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 240

241 Quadro Dinâmica Populacional das Zonas Urbanas e Rurais dos municípios da Região Zona da Mata Alagoana. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Total População Urbana População Rural Taxa de Urbanização Taxa de Ruralização Taxa de crescimento da população Urbana por período Taxa de crescimento da população Rural por período Atalaia ,99% 44,26% 50,67% 63,01% 55,74% 49,33% 25,83% 25,12% -6,98% -3,27% Branquinha ,45% 51,99% 63,05% 67,55% 48,01% 36,95% 118,48% 13,33% -3,08% -28,09% Cajueiro ,64% 74,03% 80,77% 33,36% 25,97% 19,23% 13,35% 17,34% -20,58% -20,34% Capela ,84% 65,41% 74,08% 48,16% 34,59% 25,92% 25,61% 3,46% -28,50% -31,53% Chã Preta ,84% 47,32% 62,80% 63,16% 52,68% 37,20% 21,63% 22,22% -21,04% -34,98% Ibateguara ,08% 54,80% 61,62% 52,92% 45,20% 38,38% 12,55% 12,78% -17,40% -14,85% Mar Vermelho ,69% 36,02% 44,85% 75,31% 63,98% 55,15% 50,05% 11,50% -12,63% -22,81% Murici ,36% 70,87% 82,77% 51,64% 29,13% 17,23% 25,87% 26,44% -51,55% -35,96% Paulo Jacinto ,99% 62,27% 66,09% 37,01% 37,73% 33,91% 3,97% 5,30% 7,21% -10,84% Pindoba ,87% 45,45% 57,12% 67,13% 54,55% 42,88% 7,95% 23,08% -36,57% -22,99% Santana do Mundaú ,17% 53,60% 51,62% 52,83% 46,40% 48,38% 9,11% -8,48% -15,66% -0,92% São José da Laje ,78% 59,42% 67,84% 50,22% 40,58% 32,16% 14,34% 22,93% -22,59% -14,69% União dos Palmares ,28% 64,60% 76,42% 40,72% 35,40% 23,58% 11,25% 25,83% -11,26% -29,13% Viçosa ,61% 67,06% 72,08% 40,39% 32,94% 27,92% 25,34% 3,99% -9,12% -18,01% Total da Região ,54% 59,91% 68,43% 49,46% 40,09% 31,57% 19,62% 17,50% -18,20% -19,01% Estado de Alagoas ,95% 68,01% 73,64% 41,05% 31,99% 26,36% 29,53% 19,70% -12,52% -8,89% Fonte: SEPLANDE, ERSÃO PARA CONSULTA

242 3.7.1 Densidade Demográfica A Densidade Demográfica observada para a Região da Zona da Mata Alagoana nos anos de 1991, 2000 e 2010, correspondiam respectivamente a 76,14, 76,94 e 79,04 hab/km², valores pouco abaixo aos obtidos para o Estado de Alagoas nos mesmos períodos. Quanto a evolução da densidade demográfica regional, verifica-se que no período entre os anos de 1991 a 2000, a evolução foi de apenas 0,92% e no período de 2000 a 2010 esta evolução foi de 2,86%, correspondendo aos menores resultados observados entre todas as regiões analisadas (Quadro 3-107). Nesta Região o município de Cajueiro destaca-se por apresentar as maiores densidades demográficas, e o de Pindoba por apresentar as menores densidades demográficas observadas nos períodos em análise. Quanto a evolução da Densidade Demográfica, destaca-se no período de 1991 a 2000 o município de Branquinha, que teve aumento de 36,36% na densidade demográfica, e o município de Atalaia que no período de 2000 a 2010 teve aumento de 9,30%, tendo estes resultados relação direta com aumento populacional ocorrido nestes períodos. Os piores resultados foram observados para os municípios de Pindoba e Mar Vermelho, que apresentaram decréscimos da densidade demográfica nos períodos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente, tendo relação direta com a redução populacional ocorrida nestes municípios nos mesmos períodos (Quadro 3-107). Quadro Densidade demográfica dos municípios que compõem a Região da Zona da Mata Alagoana. População (habitantes) Densidade Demográfica Evolução da Densidade Evolução da Densidade Municípios Área (Km²) (Hab/Km²) Demográfica Demográfica no Período no Período de 1991 a de 2000 a Atalaia 528, ,93 76,69 83,82 5,16% 9,30% Branquinha 166, ,94 68,10 63,64 36,36% -6,55% Cajueiro 124, ,61 152,65 164,19 2,03% 7,56% Capela 242, ,40 77,05 70,39-0,45% -8,64% Chã Preta 172, ,43 44,91 41,35-5,32% -7,91% Ibateguara 265, ,88 56,94 57,10-3,30% 0,29% Mar Vermelho 93, ,59 43,80 39,23 2,85% -10,45% Murici 426, ,30 57,80 62,58-14,11% 8,26% Paulo Jacinto 118, ,06 63,16 62,67 5,17% -0,79% Pindoba 117, ,87 24,88 24,37-21,93% -2,05% Santana do Mundaú 224, ,43 51,31 48,76-3,98% -4,97% São José da Laje 256, ,72 82,12 88,41-4,21% 7,66% União dos Palmares 420, ,50 139,34 148,22 2,08% 6,38% Viçosa 343, ,64 76,48 73,99 11,42% -3,26% Região da Zona da Mata 3.501, ,14 76,84 79,04 0,92% 2,86% Estado de Alagoas , ,50 101,61 112,33 12,27% 10,55% Fonte: SEPLANDE, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 242

243 3.7.2 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) Os Índices de Desenvolvimento Humano Municipal são calculados com base em outros 3 índices de Desenvolvimento Humano, que avaliam a renda, educação e longevidade da população. O Estado de Alagoas ocupa o último lugar no ranking brasileiro do IDH dos anos de 2000 e 2010, devido aos baixos índices de IDH-M observados na maioria dos municípios do Estado. A Região da Zona da Mata Alagoana, assim como os seus municípios vem apresentando evolução no IDH-M ao longo do tempo, não sendo observado nenhum caso em que tenha ocorrido o decréscimo deste índice. O IDH-M médio desta região evoluiu em 38,12 % no período entre os anos de 1991 e 2000, e em 48,30% no período entre os anos de 2000 a 2010, tendo superado os IDH-M s observados nos anos de 1991 e 2000, e que eram considerados muito baixo, e em 2010 passou a ser considerado como baixo (0,560), de acordo com a escala de IDH-M estabelecida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD (Quadro 3-108). No ano de 2010, o município de Paulo Jacinto alcançou o maior IDH-M observado entre os municípios desta Região, e Branquinha apresentou o menor IDH-M. Quanto a evolução do IDH-M, o município de Branquinha apesar de ter apresentado o menor IDH-M em 2010, destaca-se por ter apresentado a maior evolução observada nos períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a Os municípios de Ibateguara e Murici foram os que apresentaram as menores evoluções observadas para os períodos entre os anos de 1991 a 2000 e 2000 a 2010, respectivamente. De modo geral, verifica-se que os municípios desta região evoluíram de IDH-Ms que eram considerados como muito baixo e baixo nos anos de 1991 e 2000, para níveis considerados como baixo e médio no ano de Quadro Evolução dos Índices de Desenvolvimento Humano Municipal dos municípios que compõem a Região da Zona da Mata Alagoana Municípios IDHM Evolução do Evolução do IDMH no IDMH no período período entre os anos entre os anos de de 1991 a a 2010 Atalaia 0,285 0,407 0,561 42,81% 37,84% Branquinha 0,197 0,311 0,513 57,87% 64,95% Cajueiro 0,288 0,385 0,562 33,68% 45,97% Capela 0,288 0,379 0,573 31,60% 51,19% Chã Preta 0,287 0,383 0,575 33,45% 50,13% Ibateguara 0,266 0,337 0,518 26,69% 53,71% Mar Vermelho 0,274 0,412 0,577 50,36% 40,05% Murici 0,273 0,391 0,527 43,22% 34,78% Paulo Jacinto 0,282 0,420 0,589 48,94% 40,24% Pindoba 0,252 0,355 0,574 40,87% 61,69% Santana do Mundaú 0,266 0,356 0,519 33,83% 45,79% São José da Laje 0,304 0,402 0,573 32,24% 42,54% União dos Palmares 0,312 0,406 0,593 30,13% 46,06% Viçosa 0,306 0,415 0,586 35,62% 41,20% IDH-M médio da Região da Zona da Mata Alagoana 0,277 0,383 0,560 38,12% 46,30% Estado de Alagoas 0,370 0,471 0,631 27,30% 33,97% Escala do IDH-M - Muito Baixo = 0 a 0,499 / Baixo= 0,500 a 0,599 / Médio= 0,600 a 0,699 / Alto= 0,700 a 0,799 / Muito Alto = 0,800 a 1,000 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil PNUD/IPEA) Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 243

244 3.7.3 Gênero A Região da Zona da Mata Alagoana apresenta ao longo de todos os anos analisados uma maior população de mulheres em relação a população de homens, e em 2010 a população total de homens correspondia a e a população total de mulheres a , resultando numa de razão de 0,98 homem para cada mulher, representando de modo geral, o panorama observado na maioria dos municípios desta Região, onde se verifica um maior número de mulheres (Quadro 3-109). Nesta Região, destacam-se historicamente os municípios de Atalaia, Branquinha, Chã Preta e Ibateguara, por apresentarem uma maior população de homens do que de mulheres em todos os anos analisados, tendo atingido uma razão de homem para mulher com valores iguais ou maiores que 1. Quadro População por gênero (Homens / Mulheres) dos municípios que compõem a Região da Zona da Mata Alagoana. Município Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Sexo X Ano Razão por sexo População Total Homens Mulheres (Homens / mulheres) Atalaia ,03 1,03 1,00 Branquinha ,07 1,06 1,03 Cajueiro ,98 0,97 0,98 Capela ,01 1,00 0,97 Chã Preta ,03 1,04 1,04 Ibateguara ,01 1,01 1,00 Mar Vermelho ,97 1,01 0,99 Murici ,02 1,00 0,99 Paulo Jacinto ,90 0,96 0,96 Pindoba ,00 1,04 0,98 Santana do Mundaú ,98 1,01 1,00 São José da Laje ,00 0,98 0,97 União dos Palmares ,97 0,96 0,94 Viçosa ,97 0,97 0,95 Região da Zona da Mata Alagoana Fonte IBGE, Estrutura Etária da População ,00 0,99 0,98 Quanto a faixa etária da população, os dados da Figura 3.65 e do Quadro mostram que nas últimas três décadas houve uma mudança na estrutura da população, com redução do número de pessoas nas faixas etárias menores e aumento da população nas faixas etárias mais avançadas, embora nesta última a evolução não tenha sido tão significativa. Esta mudança está em consonância com o que se observa a nível estadual e nacional, devido a redução da taxa de natalidade e aumento da expectativa de vida da população.

245 Quadro População residente por faixa etária e sexo. Faixa Etária Homens Mulheres Total Razão por sexo (anos) a ,00 1,00 1,02 5 a ,01 1,02 1,03 10 a ,02 1,00 1,03 15 a ,04 1,07 1,02 20 a ,98 1,06 0,99 25 a ,98 0,97 0,98 30 a ,98 0,96 0,97 35 a ,90 0,95 0,92 40 a ,01 0,95 0,93 45 a ,94 0,94 0,92 50 a ,95 0,97 0,91 55 a ,87 0,90 0,89 60 a ,94 0,84 0,94 65 a ,05 0,91 0,90 70 a ,12 1,02 0,86 75 a ,13 1,03 0,85 80 e mais ,93 0,93 0,89 Total ,00 0,99 0,98 Dist (%) na população total Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ,89 49,82 49,40 50,11 50,18 50,60 Foram elaboradas as pirâmides da Região da Zona da Mata, com dados censitários do IBGE, para facilitar a avaliação da população nas décadas de 1991, 2000 e 2010, fazendo-se comparações entre estes períodos (Figura 3.65). Entre 1991 e 2010, a região, segundo dados do IBGE, apresentou mudança significativa na estrutura etária. A cada década houve uma redução da proporção de jovens, efeito este relacionado a redução das taxas de fecundidade ao longo dos anos. Já os dados do Censo de 2010 evidenciam também uma redução expressiva na proporção de crianças entre 0 e 4 anos em relação a 1991 e 2000 sendo produto de taxas de fecundidade menores. Verifica-se que de 1991 a 2010 a população cresceu mais na faixa etária a partir de 25 anos e reduziu na faixa de 0 a 4 anos, indicando redução do crescimento vegetativo da população, apesar de ainda ter prevalecido a população jovem.

246 80 anos e mais 75 a 79 anos Homens 70 a 74 anos 65 a 69 anos 60 a 64 anos 55 a 59 anos 50 a 54 anos 45 a 49 anos 40 a 44 anos 35 a 39 anos 30 a 34 anos 25 a 29 anos 20 a 24 anos 15 a 19 anos 10 a 14 anos 5 a 9 anos 0 a 4 anos Figura Estrutura Etária da População da Região da Zona da Mata Alagoana, para os anos de 1991, 2000 e O processo de transformação e mudança da estrutura etária tende se tornar mais intenso já que a taxa de fecundidade total no Brasil alcançou, neste século XXI, o nível de reposição populacional (2,1 filhos por mulher) (CAETANO, 2008). A redução da fecundidade e o aumento da longevidade do brasileiro são elementos que trazem grandes desafios não só para o governo como também para os estudiosos na tentativa de elucidá-los e relacioná-los com as implicâncias na vida da população Mobilidade Social Mulheres O termo mobilidade, vem do Latim mobilis, que significa o que pode ser movido, deslocado ou que é passível de movimento. Assim mobilidade social vem a ser o fenômeno em que o indivíduo ou um grupo de pessoas pertencentes a uma determinada posição social movimenta para outra, tendo para isso influências tanto das mudanças demográficas e econômicas quanto da construção e consolidação dos canais de mobilidade existentes na sociedade. Uma das influências que se destacam para que ocorra essa mobilidade é a distribuição de renda e um dos principais indicadores dessa distribuição é a renda per capita. A avaliação da renda per capita através do PIB municipal mostra que para a Região da Zona da Mata ocorreu uma elevação do rendimento médio ao longo dos anos estudados, entre o ano de 1991 a 2010, como podemos observar no Quadro Fazendo a avaliação da média do PIB per capita (PIB pc) da região, observamos que em termos de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 246

247 valor absoluto, a Região da Zona da Mata Alagoana apresentou PIB pc inferior ao Estado de Alagoas e à média nacional, não tendo nenhum município que se destacasse chegando próximo à média estadual. União dos Palmares foi o município com maior renda per capita no ano de 2010, seguido de Pindoba e São José da Laje. O aumento dessas taxas, vem estabelecer que aquela região está passando por um crescimento econômico, o que pode estar diretamente relacionado às influências da mobilidade social ocorrentes na região. Os municípios que se destacam acabam sendo referências de locais que apresentam maiores oportunidades de vínculo empregatício, o que nos leva a inferir que estes atraem maior contingente de indivíduos, em busca de uma estabilidade financeira e novas oportunidades de emprego. Esse aumento populacional, muitas vezes desenfreado, gera um maior consumo o que ocasiona uma maior geração de resíduos. O crescimento econômico pode ser melhor avaliado ao observarmos o aumento da renda per capita para os anos analisados (Quadro 3-111). Foi verificado que a renda média domiciliar na Região da Zona da Mata em 1991, que foi de R$ 110,71, estava abaixo da renda média estadual (R$ 211,98) e muito abaixo quando comparada à média nacional, que foi de R$ 447,56. Para os demais anos analisados, apesar da média ter subido, ela ainda ficou muito abaixo do apresentado para o estado de Alagoas. Se observarmos a variação nessa taxa de crescimento de 2010 a 1991, vemos que os municípios cresceram, porém esse crescimento não foi tão significativo. Com base nas análises feitas com relação ao crescimento populacional para a região, destaca-se que a região apresentou um decréscimo populacional, o que contribuiu para o baixo crescimento da região. Quadro Renda per capita anual e concentração da renda na Região da Zona da Mata Alagoana. Renda Per Capita anual (R$) Índice de Gini Índice de Theil - L Variaçã Variaçã Municípios Variação o o / / / Atalaia 118,92 152,85 237,33 1,29 1,55 2,00 0,48 0,54 0,5 0,37 0,46 0,45 Branquinha 79,46 121,11 221,93 1,52 1,83 2,79 0,39 0,54 0,42 0,24 0,51 0,32 Cajueiro 115,66 127,46 232,85 1,10 1,83 2,01 0,44 0,46 0,49 0,33 0,33 0,45 Capela 108,3 143,42 251,36 1,32 1,75 2,32 0,48 0,57 0,49 0,39 0,55 0,44 Chã Preta 99,58 121,46 226,6 1,22 1,87 2,28 0,55 0,57 0,5 0,51 0,53 0,48 Ibateguara 94,49 142,25 199,68 1,51 1,40 2,11 0,38 0,55 0,53 0,25 0,47 0,51 Mar Vermelho 98,35 130,31 229,81 1,32 1,76 2,34 0,45 0,57 0,47 0,33 0,44 0,43 Murici 115,1 155,8 233,16 1,35 1,50 2,03 0,47 0,53 0,48 0,36 0,47 0,42 Paulo Jacinto 77,56 126,8 247,2 1,63 1,95 3,19 0,48 0,56 0,52 0,37 0,49 0,52 Pindoba 132,07 124,19 292,88 0,94 2,36 2,22 0,63 0,51 0,58 0,72 0,38 0,63 Santana do Mundaú 107,16 142,69 194,87 1,33 1,37 1,82 0,46 0,57 0,49 0,36 0,55 0,45 São José da Laje 127,56 170,31 284,02 1,34 1,67 2,23 0,47 0,6 0,48 0,38 0,58 0,42 União dos Palmares 142,26 183,75 313,92 1,29 1,71 2,21 0,54 0,56 0,53 0,5 0,52 0,53 Viçosa 133,49 185,4 251,25 1,39 1,36 1,88 0,56 0,63 0,59 0,55 0,63 0,66 PIB da Região 110,71 144,84 244,06 1,33 1,71 2,24 0,48 0,55 0,51 0,40 0,49 0,48 Alagoas 211,98 285,29 432,56 1,35 1,52 2,04 0,63 0,68 0,63 0,7 0,82 0,75 Brasil 447,56 592,46 793,87 1,32 1,34 1,77 0,63 0,64 0,6 0,78 0,76 0,68 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 247

248 Quadro Renda per capita anual e concentração da renda na Região da Zona da Mata Alagoana. Municípios Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Renda Per Capita anual (R$) Índice de Gini Índice de Theil - L Variaçã Variaçã Variação o o / / / Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. Existem duas medidas convencionais, para avaliação da desigualdade de distribuição de renda, estas podem ser o ponto certo para a correta avaliação da concentração de renda para determinadas camadas sociais, que são o índice de Gini e o de Theil. O índice de Gini mede o grau de desigualdade existente entre indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0 (zero) quando não há desigualdade (todos os indivíduos possuem a mesma renda) a 1 (um), quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo possui toda a renda da sociedade). O índice de Theil, por sua vez, é o logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas das rendas individuais, sendo nulo quando não existir desigualdade de renda entre os indivíduos e tendente ao infinito quando a desigualdade tende ao máximo. Assim, diz-se que se estes índices crescerem de um período ao outro, a distribuição de renda piorou naquele período e vice-versa. Como se pode observar no Quadro X, a Região da Zona da Mata possui índices de concentração de renda inferiores a média estadual. Percebe-se que o Índice de Gini da região em estudo gira em torno de 0.52 e o índice de Theil está em torno de 0,45, aproximadamente. Isto demonstra a existência de um baixo grau de concentração da riqueza gerada na região e caracteriza os municípios como tendo uma desigualdade social que ainda precisa melhorar para atingir os níveis de regiões mais desenvolvidas. Observa-se também que ambos os índices são inferiores ao do Estado de Alagoas, indicando ser uma situação de concentração e desigualdade de renda entre os indivíduos, menos críticos que a estadual. A análise dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento (Quadro 3-112), serve também para avaliar as desigualdades de distribuição de renda e em que extrato da sociedade a população de determinado local se encontra. As desigualdades de renda ainda estão presentes nesta região, apesar dos acréscimos de renda per capita observados. Ao calcular a razão entre a renda média dos extratos 10% mais ricos e 40% mais pobres da população, no período 1991 a 2010, a razão passa de 12,22 para 14,55, enquanto a razão da renda dos 20% mais ricos e 40% mais pobres da população passou de 8,37 para 10,28. Podemos perceber que as taxas sofreram acréscimo, porém não podemos descartar que a população da região também sofreu aumento durante as décadas analisadas, o que impede de avaliar com maior precisão até que ponto essas taxas influenciaram naquela população. Ao observar a razão dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres, vemos que de 1991 a 2010 essas taxas tiveram variações, tendo um aumento pouco significativo e o outro diminuído respectivamente. Uma das principais razões apontada para explicar os componentes da desigualdade de rendimentos no trabalho para a economia brasileira é o grau de instrução da mão-de-obra empregada, que é muito mais baixo nas classes mais pobres. Porém se analisarmos apenas entre 2000 e 2010, vemos que a razão de ricos diminuiu e a de pobres aumentou, tendo esse efeito

249 ocorrido na Região da Zona da Mata e em âmbito estadual e nacional também, o que pode estar diretamente relacionado a abrangência dos programas governamentais e ao desequilíbrio populacional (Quadro 3-112). Quadro Distribuição dos extratos inferiores e superiores da população, em termos de rendimento. Municípios Razão 10% mais ricos / 40% mais pobres 20% mais ricos 20% mais pobres Razão 20% mais ricos / 40% mais pobres Atalaia 11,04 16,13 12,92 53,61 57,88 54,67 5 2,81 3,15 7,5 11,05 9,03 Branquinha 6,88 16,59 7,97 45,89 56,31 47,73 6,09 2,25 4,42 5,34 11,21 6,44 Cajueiro 9,28 10,44 12,1 50,35 50,89 53,13 5,56 3,8 3,18 6,44 7,96 8,65 Capela 11,63 18,17 11,52 53,78 62,69 53,41 4,57 3,28 3,64 8,21 12,34 8,77 Chã Preta 16,35 19,14 13,52 59,19 60,88 53,4 3,78 2,39 2,69 10,94 12,81 10,03 Ibateguara 6,7 17,38 15,29 44,94 58, ,25 2,44 2,33 5,24 12,06 10,92 Mar Vermelho 9,52 23,19 11,56 49,81 58,39 50,15 4,59 0,68 2,82 7,14 16,13 8,84 Murici 10,59 15,12 11,44 52,21 57,62 51,99 4,95 3,18 2,81 7,52 10,06 8,68 Paulo Jacinto 11,24 20,42 16,53 53,62 59,08 56,28 4,85 1,65 2,66 7,81 14,22 10,77 Pindoba 23,42 13,61 24,84 68,48 54,17 60,82 3,3 2,69 2,16 13,97 9,45 14,85 Santana do Mundaú 10,3 19,4 13,07 53,35 61,36 50,64 5,39 2,85 1,96 7,34 12,88 10,11 São José da Laje 10,86 22,73 11,83 52,45 62,99 53,27 4,26 2,43 4,35 7,82 14,59 8,14 União dos Palmares 15,61 18,36 15,61 58,89 60,26 56,88 3,95 2,78 2,68 10,35 12,38 10,99 Viçosa 17,62 28,12 25,47 61,08 65,75 61,43 3,58 1,48 1,32 11,49 17,99 17,73 Média da Região 12,22 18,49 14,55 54,12 59,06 54,27 4,72 2,48 2,87 8,37 12,51 10,28 Alagoas 13,27 32,92 18,18 54,64 61,32 56,72 4,32 1,94 2,54 9,11 22,13 12,84 Brasil 30,46 30,31 22,78 67,21 67,56 63,4 1,92 1,84 2,41 20,01 19,71 14,83 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Cálculos elaborados pela FLORAM. O aumento de renda da classe mais pobre foi alcançando a partir do acúmulo das políticas sociais desenvolvidas em 2003, onde o governo começou a construção do Brasil sem Miséria, dando continuidade às experiências dos programas de governo, bem sucedidas e buscando aperfeiçoá-las (Brasil, 2014). Com a construção dessas políticas, voltadas a alcançar os brasileiros mais vulneráveis, o governo delineou medidas para que a situação de extrema pobreza fosse alterada na vida dessas famílias, dessa forma essas pessoas conseguiam uma ascensão social, saindo do nível de indigência para o sustentável. Para a população ter acesso aos programas, o indivíduo tem que estar cadastrado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) este caracteriza-se por ser um instrumento de coleta de dados e informações que objetiva identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país. Para a Região da Zona da Mata há famílias cadastradas no CadÚnico, famílias são beneficiadas pelo Programa Bolsa Família; pela Prestação Continuada, para idosos e pela Prestação Continuada, para pessoas com deficiência (Quadro 3-113). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 249

250 Quadro Famílias dos municípios da Região da Zona da Mata Alagoana cadastradas em algum programa do Governo Federal. Municípios Prestação Prestação Cadastro Único para Programas Sociais Programa Continuada Continuada (BPC) (CadÚnico) - renda familiar per capita de Bolsa Família (BPC) para para Pessoas com até 1/2 salário mínimo (PBF) Idosos Deficiência Atalaia Branquinha Cajueiro Capela Chã Preta Ibateguara Mar Vermelho Murici Paulo Jacinto Pindoba Santana do Mundaú São José da Laje União dos Palmares Viçosa Total Fonte 1: MDS. Disponível em: Fazendo um apanhado do levantamento realizado, vemos que a mobilidade social atrelada ao aumento do poder aquisitivo, alimenta o consumo na sociedade, o que por sua vez ocasiona a rotatividade na compra e descarte de produtos. Para a região percebemos, através da dinâmica populacional, principalmente dos municípios polos, que a tendência dos mesmos é receber um maior contingente de pessoas em idade ativa que vão à busca de novas oportunidades e muitas vezes para fazer cursos superiores, o que gera ao município um maior consumo e maior descarte de resíduos, daí a importância da implementação de programas que visem a gestão desses resíduos gerados. Segundo o IBGE, para a definição dos centros da rede urbana brasileira, buscam-se informações de subordinação administrativa no setor público federal, para definir a gestão federal, e de localização das sedes e filiais de empresas, para estabelecer a gestão empresarial. A oferta de distintos equipamentos e serviços capazes de dotar uma cidade de centralidade informações de deslocamentos para internações hospitalares, áreas de cobertura das emissoras de televisão, da oferta de ensino superior, da diversidade de atividades comerciais e de serviços, da oferta de serviços bancários e da presença de domínios de Internet complementa a identificação dos centros de gestão do território. Todos os municípios da Zona da Mata possui a capital Maceió como centro principal (Quadro 3-114). Além da capital Maceió, os municípios de Branquinha e Santana do Mundaú possuem o município de União de Palmares como referência para a procura de bens e serviços especializados. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 250

251 Quadro Níveis de Centralidade das Cidades - Região Zona da Mata de Alagoas. Metrópole Capital Regional A Capital Regional B Capital Regional C Centro Sub- Regional A Centro Sub- Regional B - Maceió Centro de Zona A Centro de Zona B Centro Local Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto União de Palmares - União de Palmares - - Atalaia Branquinha Cajueiro Capela Chã Preta Ibateguara Mar Vermelho Murici Paulo Jacinto Pindoba Santana do Mundaú São José da Laje União dos Palmares Viçosa

252 4 CARACTERIZAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO ESTADO DE ALAGOAS 4.1 Contexto socioeconômico sobre resíduos no Estado O aumento na geração dos resíduos sólidos acompanhou a evolução da civilização ao longo do tempo, sendo que, a partir da época em que o homem mudou sua forma de vida nômade para, predominantemente sedentário, a quantidade dos resíduos sólidos gerados pelas comunidades começou a aumentar, bem como sua composição, variando conforme os aspectos sociais e culturais de uma população. Portanto, a geração e característica dos resíduos sólidos variam em função do desenvolvimento socioeconômico e ambiental de uma cidade, evidenciados principalmente pelo crescimento populacional aliado a forma de vida e hábitos de consumo da população. Com o crescimento do segmento industrial e o êxodo rural ocorrido no Brasil, a partir da segunda metade do século XX, a geração de resíduos nas cidades cresceu significativamente, especialmente nas grandes metrópoles e nas cidades cuja economia gira em torno do comércio e turismo. Este quadro não se reflete apenas no aumento da geração de resíduos sólidos urbanos, mas também no crescimento da geração de resíduos industriais, de serviços de saúde, de construção civil, de serviços de saneamento, de transportes e de mineração. Apesar do referido processo de êxodo rural que ocorre até os dias atuais, em menor proporção, refletir no quadro recente de concentração da população do Brasil e do Estado de Alagoas em áreas urbanas, respectivamente de 84% e 73,64% (IBGE, 2010), nota-se também, ao longo das últimas décadas, um aumento da geração de resíduos agrossilvopastoris uma vez que os principais alimentos dos habitantes das cidades provem da agricultura e pecuária, que se desenvolveram na zona rural concomitantemente ao crescimento da população urbana nas cidades. Considerando o quadro de evolução do País no último século e o contexto socioeconômico atual, com economia baseada no consumo e fabricação de bens e produtos com vida útil cada vez menor, a gestão eficiente das crescentes quantidades de resíduos sólidos gerados nas cidades do país, tem sido um dos principais desafios para os gestores públicos nos municípios. Este desafio aumentou após a sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, Lei nº /2010), que previu prazo para encerramentos dos lixões e diversos instrumentos a serem implementados, inclusive os Planos de Resíduos Sólidos e a Coleta Seletiva. Ocorre que, ao contrário do desenvolvimento econômico do País no último século, apesar que de forma desigual entre as regiões e população, as ações de saneamento ambiental foram negligenciadas neste período, especialmente em municípios de pequeno e médio porte, evidenciadas pela situação atual de déficit nos índices de coleta e tratamento de esgoto, sistemas de drenagem pluvial obsoletos e insuficientes, além do gerenciamento inadequado dos resíduos sólidos, com significativos impactos socioeconômico e ambientais, cenário que se encontra hoje na grande maioria dos municípios do Estado de Alagoas. Há que se destacar também a negligência ou insuficiência nas ações de educação sanitária e ambiental neste mesmo período, uma vez que a população é parte integrante e importante do processo de saneamento de uma cidade. Entretanto, percebe-se muitas vezes os desconhecimentos do cidadão de questões ambientais básicas e até mesmo do seu papel na manutenção e desenvolvimento sanitário e ambiental da cidade. Evidencia-se, ainda, na esfera municipal, despreparo técnico e gerencial para devida prestação dos serviços, fazendo-se necessário, não só o fornecimento de equipamentos e implantação de estruturas Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 252

253 e unidades para gerenciamento dos resíduos sólidos nos municípios, mas também capacitação dos técnicos para operar estas unidades de segregação, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos. Como alternativa para alterar este quadro geral dos municípios do País, a lei máxima sobre resíduos sólidos (Lei nº /2010) prevê, como um dos seus instrumentos, o incentivo à adoção de consórcios públicos ou de outras formas de cooperação entre os entes federados, visando à obtenção de maiores escalas de aproveitamento e redução dos custos envolvidos na gestão dos resíduos, sendo que, entes que se constituam desta forma têm prioridade na obtenção dos recursos fornecidos pelo Governo Federal para tal fim. A constituição destes consórcios é prevista e disposta na chamada Lei dos Consórcios Públicos (Lei nº /2005) que objetiva viabilizar a descentralização e a prestação de serviços públicos. A fim de melhorar o cenário crítico de gestão de resíduos no Estado de Alagoas, foram articulados, mobilizados e constituídos 07 (sete) Consórcios Públicos no Estado de Alagoas, que atualmente encontram-se em fase de estruturação, apresentados no Quadro 4-1 e Figura 4.1. Quadro Consórcios Regionais de Resíduos em Alagoas. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Nome do Consórcio Público Consórcio Regional de Resíduos Sólidos do Agreste Alagoano (CONAGRESTE) Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos (CIGRES) Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte do Estado de Alagoas (CONORTE) Consórcio Regional Metropolitano de Resíduos Sólidos de Alagoas Consórcio Regional de Resíduos Sólidos do Sertão de Alagoas (CRERSSAL) Consórcio Intermunicipal do Sul do Estado de Alagoas (CONISUL) Consórcio Regional de Resíduos Sólidos da Zona da Mata Alagoana Data de Criação (Assinatura Protocolo de Intenções) Número de municípios* 29 de abril de Dezembro de de outubro de de outubro de de março de de junho de de fevereiro de Número total de municípios no Estado de Alagoas que fazem parte dos consórcios regionais de resíduos 90 Número total de municípios no Estado de Alagoas 102 * número de municípios que até o presente momento (novembro/2014) fazem parte dos consórcios regionais de resíduos em Alagoas. Fonte: AMA (2014). Assim, o contexto atual no Estado de Alagoas é marcado pelo quadro deficitário em relação à organização, estrutura e prestação de serviços de manejo dos resíduos sólidos, conforme detalhado na etapa anterior de Diagnóstico dos Resíduos, porém com perspectiva de mudanças, uma vez que houve a formação dos consórcios regionais de resíduos envolvendo até o momento atual (novembro de 2014) 90 dos 102 municípios do Estado, além das iniciativas para a elaboração deste Plano de Estadual de Resíduos Sólidos e dos Planos Intermunicipais de Resíduos Sólidos, com objetivo de melhorar o cenário atual do saneamento ambiental no Estado.

254 TA UL NS CO PA RA Figura 4.1 Regiões do Estado de Alagoas quanto à gestão de resíduos sólidos. Fonte: SEMARH (2010). Adaptado pela FLORAM. 4.2 Caracterização dos Resíduos Sólidos em Alagoas ÃO Este item abordará a caracterização dos resíduos sólidos para todas as tipologias previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, Lei nº /2010). A caracterização dos resíduos sólidos é fundamental para o planejamento da gestão integrada dos resíduos, sendo que, a partir desta é possível obter um perfil que defina a origem, a composição e a periculosidade, além da quantificação destes resíduos, permitindo assim, que sejam traçadas estratégias para a realização de ações de manejo adequado incluindo redução, reciclagem, reaproveitamento, coleta, transporte, tratamento e destinação adequada dos resíduos sólidos. VE RS Com base no levantamento de dados secundários na etapa anterior deste Plano, Diagnóstico dos Resíduos, percebe-se, em quase todos os municípios do Estado, que o responsável pelo serviço de limpeza pública municipal não realiza caracterização dos resíduos sólidos. Existem alguns trabalhos acadêmicos sobre quantificação e caracterização dos resíduos sólidos urbanos em alguns municípios do Estado, porém, estes foram realizados durante um período curto, sendo que, o ideal é que estas caracterizações sejam periódicas e permanentes para maior entendimento da evolução das características dos resíduos de acordo com o contexto socioeconômico do município, da região e até mesmo do Estado, facilitando o dimensionamento e projeto das unidades de manejo bem como as ações de planejamento e gestão inclusive com foco na educação ambiental, visando reduzir a geração e maximizar o reaproveitamento dos resíduos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 254

255 Para outras tipologias de resíduos sólidos, tais como resíduos de construção civil e de serviços de saúde, de uma maneira geral, o cenário é similar ou pior que dos resíduos sólidos urbanos, com caracterização mínima dos resíduos, quando ocorre, e gestão ineficiente e/ou insuficiente. Em relação aos resíduos industriais e mineração há melhor caracterização e quantificação destes em indústrias de médio e grande porte, sendo possível, extrapolar a caracterização de um processo semelhante para indústrias de porte menor de mesma tipologia industrial. A caracterização dos resíduos sólidos apresentadas aqui não abordará em detalhes a geração de resíduos, bem como os impactos ambientais associados à disposição inadequada dos mesmos, uma vez que estes temas serão detalhados no Item 6 deste relatório, referente a atividades geradoras de resíduos sólidos para os principais geradores do Estado de Alagoas. Em relação à periculosidade dos resíduos sólidos para cada tipologia no final deste item haverá uma caracterização geral do tema com complementação e detalhamento para cada tipo de resíduos no Item 6 deste relatório Caracterização dos Resíduos Sólidos Urbanos Geração de resíduos Os resíduos sólidos urbanos são compostos pelos resíduos domiciliares, sendo aqueles gerados nas residências, a partir das atividades domésticas, e pelos resíduos de limpeza urbana, originados pelos serviços de varrição, limpeza de logradouros e vias públicas, poda, capina, limpeza de praias e parques. De acordo com a nova visão estabelecida na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), (BRASIL, Lei nº /2010), os resíduos sólidos são os materiais passíveis de aproveitamento enquanto os rejeitos são materiais que devem ser enviados para a destinação final ambientalmente adequada depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento, recuperação ou reaproveitamento. A Figura 4.2 apresenta a seguinte ordem de prioridade na gestão de resíduos apontada na PNRS. Figura 4.2 Gestão ideal de resíduos sólidos preconizada pela PNRS. Fonte: MMA (2014). Modificado por FLORAM. No modelo de gestão proposto, busca-se aproveitar ao máximo os resíduos e, aqueles que não têm possibilidade ou viabilidade de aproveitamento, como papéis higiênicos e fraldas descartáveis usadas, papéis misturados com alimentos, dentre outros, são considerados rejeitos, devendo ser dispostos em aterros sanitários projetados e operados em conformidade com as normas da ABNT visando reduzir os impactos ambientais da destinação. Analisando a figura, nota-se a necessidade de grandes esforços e investimentos no Estado de Alagoas para alcançar o modelo de gestão ideal previsto em Lei, uma vez que a gestão atual dos resíduos sólidos urbanos no Estado se caracteriza Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 255

256 pelo pouco desenvolvimento da cadeia de reciclagem e disposição final inadequada dos resíduos em lixões em quase todos os Municípios, exceto em Maceió onde há aterro sanitário, porém funcionando como aterro de resíduos ao invés de aterro de rejeitos. A não geração de resíduos depende do nível de educação sanitária de uma população que influencia nos hábitos e padrão de consumo. De uma forma geral, não gerar resíduos significa não consumir, ou consumir em menor quantidade, ou ainda, consumir produtos que gerem menos resíduos após o consumo, portanto, a não geração se relaciona com consumo consciente. Entretanto, como o País encontra-se em franca expansão do mercado capitalista, seguindo modelo de produção e consumo acelerado, com produtos com vida útil cada vez menor e com pouco estímulo a consciência dos cidadãos em relação ao consumo, geração e descarte de resíduos. Assim, o que se percebe nas cidades do País e de Alagoas é a geração de resíduos crescente ao longo dos anos, pois mesmo não havendo estudos sistemáticos e permanentes para acompanhamento da evolução da geração per capita de resíduos sólidos urbanos no tempo, o aumento do consumo e descarte é facilmente perceptível. O Quadro 4-2 apresenta a geração de resíduos nas sete (07) regiões definidas para a gestão de resíduos em Alagoas com base na população do censo realizado pelo IBGE, em Quadro Estimativa da geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) nas regiões de Alagoas. Região Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Urbana (habitantes) Geração diária RSU (t/dia) Percentual de geração por Região (%) Agreste Alagoano ,78 3,89% Bacia Leiteira ,63 8,82% Litoral Norte ,22 5,90% Metropolitana ,64 62,49% Sertão ,18 2,33% Sul do Estado ,28 11,76% Zona da Mata ,35 4,81% Estado de Alagoas ,08 100,00% Fonte: IBGE (2010). Cálculos elaborados pela FLORAM. Observa-se a geração total de 2.022,08 toneladas de resíduos sólidos urbanos diariamente no Estado de Alagoas, sendo que 62,49% dos resíduos são gerados na Região Metropolitana. É importante frisar que a geração de resíduos sólidos urbanos será mais detalhada no item 6 deste relatório referente as atividades geradoras de resíduos sólidos. Segundo TAVARES (2013), um importante fator que interfere na geração de resíduos sólidos é o Produto Interno Bruto (PIB) uma vez que este é a soma em termos monetários de todos os bens e

257 serviços produzidos em uma determinada região. Entretanto, nem sempre a relação entre geração de resíduos e PIB é direta, ou seja, ao contrário do senso comum de que quanto mais rica uma determinada Região mais resíduos são gerados, existem países como a Alemanha que se destacam no cenário econômico mundial, porém, com redução da geração de resíduos ao longo dos anos. Nos países europeus houve uma associação direta entre o PIB e a geração de resíduos sólidos urbanos até o ano 2000 quando o PIB passou a crescer em proporções maiores que a geração de resíduos sólidos, resultado da minimização na geração de resíduos que já é uma realidade em alguns países europeus. O Quadro 4-3 apresenta a variação do PIB e da geração de resíduos no Brasil entre os anos de 2002 e Quadro Evolução da geração per capita de resíduos sólidos urbanos (RSU) e do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil ( ). Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Número de Municípios (amostra) Geração per capita (kg/hab./dia) População (habitantes) Geração de RSU (1.000 t/dia) PIB (R$) PIB/ Geração (R$/t) , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,84 Fonte: IBGE ( ) apud TAVARES (2013). Ao estabelecer uma relação entre o PIB e a geração de resíduos no Brasil, percebe-se três momentos entre os referidos anos: 1 - aumento da relação, de 2002 a 2004, atingindo o máximo neste último ano, de R$/t 21,12 de resíduos. 2 - redução da relação, de 2004 a 2006, atingindo o mínimo neste último ano, de R$/t 18,09 de resíduos. 3 - aumento da relação, de 2006 a 2009, atingindo o máximo neste último ano, de R$/t 18,84 de resíduos. Portanto, apesar da variação da relação entre PIB e geração de resíduos não ser tão expressiva como ocorreu na Europa, percebe-se uma tendência de aumento da relação, o que é positivo do ponto de vista de geração de resíduos, significando que esta não está ocorrendo na mesma proporção do crescimento econômico do País.

258 Caracterização gravimétrica dos resíduos Além da geração dos resíduos sólidos urbanos, o conhecimento sobre a composição física dos mesmos constitui um indicador muito importante para o gerenciamento, otimizando as ações de educação ambiental visando o reuso, reaproveitamento e segregação dos materiais, bem como possibilitando dimensionamento mais assertivo de sistemas de coleta, armazenamento, triagem e destinação final dos rejeitos (SANTOS, 2012). A composição dos resíduos varia entre comunidades, hábitos, costumes, poder aquisitivo, tamanho da população, nível educacional e variações climáticas. Assim, a realização de caracterizações sistemáticas durante e ao longo dos anos, proporciona informações mais detalhadas sobre os resíduos possibilitando gerenciamento mais eficiente destes. Assim, haverá estímulo ao reaproveitamento e mercado da reciclagem, circulação de resíduos e recursos, geração de emprego e redução da disposição final em aterros sanitários, com consequente aumento da vida útil destes nos municípios alagoanos. Para conhecimento da composição dos resíduos sólidos urbanos é necessária realização da caracterização gravimétrica, que é o levantamento do quantitativo das diversas frações de resíduos na massa de resíduos sólidos urbanos (RSU). No Estado de Alagoas há pouco registro de ações visando a caracterização gravimétrica periódica dos resíduos, excetuando-se Maceió onde há um monitoramento mais frequente, tendo sido realizados alguns trabalhos acadêmicos que são apresentados no Quadro 4-4. Quadro Estudos realizados em Maceió (AL) para a caracterização gravimétrica dos resíduos sólidos gerados (RSU). Componentes Percentual dos componentes no RSU (%) GALVÃO JUCÁ CUNHA TAVARES Papel/papelão 11,20 16,00 10,50 8,9 Madeira 0,60 2,30 0,5 Trapos 2,80 Inertes 10,00 3,20 2,6 Couros/borracha 0,50 0,00 1,0 Plástico duro 2,20 5,10 10,2 13,00 Plástico mole 6,80 16,30 3,3 Latas/Metais 2,20 3,00 2,70 1,7 Vidro 1,50 2,00 3,10 1,3 Terra/similares 18,80 0,00 5,10 13,8 Matéria Orgânica 52,60 50,00 51,00 56,6 Outros 0,80 6,00 0,70 0,00 TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 Fonte: TAVARES (2008). Observa-se que, de uma forma geral, há pequenas variações entre os diferentes componentes dos resíduos de Maceió. Nota-se, ainda, que os resultados apresentados para os resíduos da capital do Estado são similares aos valores médios para o país, com aproximadamente 50% do resíduo composto por matéria orgânica e baixos percentuais de metais e vidros. É interessante citar que, geralmente, os resíduos sólidos urbanos dos municípios localizados na Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 258

259 Região metropolitana das capitais estaduais costumam apresentar composição similar aos das capitais, uma vez que, muitas vezes as características do comércio, consumo e do modo de vida dos habitantes destas cidades são bastante similares aos das capitais. Desta forma, para fins de planejamento, a caracterização gravimétrica da cidade de Maceió será utilizada nos demais municípios da Região Metropolitana. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) elaborou em parceria com a V2 Ambiental a caracterização gravimétrica dos resíduos sólidos urbanos da cidade de Maceió. A amostragem dos resíduos ocorreu entre os meses de novembro e dezembro de 2011, contemplando àqueles coletados em 17 bairros e regiões da cidade buscando maior representatividade e conhecimento da influência do fator socioeconômico na característica dos resíduos, a saber: Cruz das Almas, Centro, Serraria, Feirinha da Jatiúca, Piabas, Samambaia, Vergel, Clima Bom, Dique Estrada, Praias, José Tenório, Stella Maris, Jatiúca, Pajuçara/Ponta da Terra, Ponta Verde/ Sandoval, Ponta Verde e Farol. Após a coleta nos referidos bairros os resíduos foram encaminhados para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Maceió onde o caminhão coletor com auxílio de uma restroescavadeira descarregou os resíduos sobre uma manta plástica seguido pelo processo de quarteamento e homogeneização dos resíduos para, por fim, pesar cada tipo de resíduo (Figura 4.3). Figura 4.3 Despejo dos resíduos na manta, homogeneização e pesagem dos resíduos sólidos urbanos. Fonte: UFBA; V2AMBIENTAL, Os constituintes dos resíduos foram separados em 10 categorias (classes) apresentadas no Quadro 4-5 juntamente com o resultado da caracterização gravimétrica dos resíduos sólidos urbanos da cidade de Maceió com base seca e úmida. Quadro Caracterização gravimétrica dos resíduos sólidos urbanos de Maceió, em Base seca Base úmida Componentes (%) (%) Madeira 4,85 4,64 Pedra/Cerâmica 10,69 6,25 Têxtil 3,31 2,80 Borracha 1,55 0,99 Plástico 18,84 16,06 Vidro 4,33 2,14 Metal 3,42 2,03 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 259

260 Quadro Caracterização gravimétrica dos resíduos sólidos urbanos de Maceió, em Base seca Base úmida Componentes (%) (%) Papel/papelão 20,79 22,17 Fração pastosa 32,21 42,91 Isopor 0,00 0,00 Fonte: UFBA; V2AMBIENTAL, De acordo com UFBA e V2AMBIENTAL os componentes que apresentaram maior coeficiente de variação entre as amostragens das 19 regiões foram o vidro, a borracha, têxtil, pedra/cerâmica e madeira. Considerando as análises em base seca os componentes têxteis, vidro e metal apresentaram composição gravimétrica média bastante próxima, respectivamente de 3,31%, 4,33% e 3,42%, acima dos valores encontrados nas caracterizações anteriores. Em relação ao componente pedra/cerâmica, este apresentou composição média de 10,69% com alta variação indicando contaminação por resíduos da construção civil oriundos de reformas domiciliares em algumas regiões. O componente papel/papelão teve composição média igual a 20,79%, valor significativamente maior que os das outras caracterizações realizadas, sendo que, na caracterização realizada por TAVARES em 2008, foi obtido 8,9% de papel e papelão na massa de resíduos. Outro componente que merece destaque é o plástico que apresentou composição média igual a 18,84%, sendo que, este valor ficou próximo dos valores realizados nas caracterizações anteriores. A UFBA E V2AMBIENTAL apontam a contaminação desse componente por solo, resíduo orgânico e até mesmo papéis adesivos, que acaba mascarando o seu verdadeiro peso, tendendo sempre a aumentá-lo. A fração pastosa teve composição variando entre 20,58 e 45,54%, com média de 32,21%. A variação nessa composição corresponde às diferenças encontradas nesse componente para os diferentes roteiros, sendo que nas regiões das Praias e no bairro de Clima Bom percebeu-se concentração significativa de bagaço de cana, material que tende a aumentar o volume desse componente, enquanto que em outros roteiros houve predomínio de folhas, restos de frutas, verduras e outros restos de alimentos que tendem a absorver maior quantidade de água e a diminuir o peso seco desse resíduo. Ainda encontrou-se nas amostragens desse resíduo, animais mortos, penas de aves e restos de carne vermelha. O Quadro 4-6 apresenta caracterização gravimétrica dos resíduos sólidos urbanos, realizada em 2011, no lixão de 12 municípios situados na bacia do Rio São Francisco. É importante frisar que só foi realizada uma caracterização gravimétrica, que é pouco representativa para possibilitar um conhecimento adequado dos resíduos dos municípios, entretanto, apesar disso, é importante considerar estes dados para fins de planejamento, pois são os únicos disponíveis para os municípios em questão. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 260

261 Quadro Caracterização gravimétrica dos resíduos sólidos urbanos (RSU) de alguns municípios inseridos na bacia do rio São Francisco. Agreste Região Bacia Leiteira Sertão Sul Fonte: SEMARH, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Município Metal (%) Papel e papelão (%) Plástico (%) Vidro (%) Matéria Orgânica (%) Outros (%) Arapiraca 5,57 10,82 18,36 5,9 42,62 16,72 Craíbas 1,53 8,18 7,67 3,07 50,9 28,64 Palmeira dos Índios 3,27 6,54 12,75 1,63 52,29 25,53 Traipu 5,79 13,6 17,63 2,27 39,29 21,41 Jaramataia 3,33 26,67 23,33 16, Olho D'água das Flores 0,94 19,81 18,87 8,49 48,11 3,77 Santana do Ipanema 0,57 8,52 17,05 1,14 71,02 1,7 Delmiro Gouveia 2,86 5,14 20,57 5,71 52,57 13,14 Mata Grande 2,34 19,63 13,08 3,74 60,75 0,47 Piranhas 01 5,69 6,35 4,01 81,94 01 Penedo 2,39 7,17 19,92 1,2 56,57 12,75 Porto Real do Colégio 2,6 5,19 13,51 0,78 59,48 18,44 Alguns dados apresentados merecem atenção especial em relação a variações expressivas em relação à média nacional, como por exemplo, o teor de matéria orgânica nos resíduos das cidades de Piranhas e Santana do Ipanema, com mais de 20% acima da média nacional (51,4%) e Jaramataia com apenas 15% de teor orgânico no resíduo. Em relação ao vidro, destacam-se os altos percentuais nos municípios de Jaramataia (16,67%) e Olho D Água das Flores (8,49%) enquanto a média nacional é de aproximadamente 2,0%. Para o papel e papelão, destacam-se positivamente os baixos percentuais nos municípios de Delmiro Gouveia, Piranhas e Porto Leal do Colégio. Os altos percentuais dos resíduos plásticos nos lixões e os baixos percentuais de papel e papelão podem indicar que a indústria da reciclagem do plástico no Estado não é desenvolvida e que está havendo uma ação de coleta seletiva de papéis por parte dos catadores. Alguns resultados obtidos, especialmente aqueles que desviaram muito dos valores médios nacionais, merecem uma análise pormenorizada no próprio Município, para verificação da consistência e composição de um cenário mais representativo para a caracterização dos resíduos. Silva (2009) apresentou a caracterização gravimétrica (Quadro 4-7) dos resíduos sólidos urbanos dos Municípios de São Jose da laje, Ibateguara, Santana do Ipanema e União dos Palmares, da Zona da Mata, como elementos para subsidiar a formação de um aterro consorciado entre estes municípios.

262 Quadro Caracterização gravimétrica dos RSU de 04 Municípios da Zona da Mata Alagoana. Município Metal (%) Papel e papelão (%) Plástico (%) Vidro (%) Matéria Orgânica (%) Madeira (%) Couro (%) Borracha (%) Ossos (%) Outros (%) Ibateguara 5,70 7,23 5,88 2,32 58,85-1,32 2,32-16,30 Santana Mundaú do 5,68 6,20 6,03 1,58 59, ,29 2,15 17,20 São José da Laje 4,29 6,96 4,90 2,32 60,54-1,07 1,61 2,50 16,43 União Palmares dos Fonte: SILVA, ,60 10,5 5,10 2,70 55,5 2,40 1,20 2,00 3,20 12,8 Nota-se também, nesta Região, altos teores de matéria orgânica nos resíduos sólidos urbanos, entretanto, em contraposição a caracterização realizada nos municípios da Bacia do Rio São Francisco, os percentuais de plástico estão significativamente menores. Percebe-se também uma uniformidade nos resultados apresentados para todas as tipologias de resíduos entre os quatro municípios Coleta de resíduos e serviços de limpeza urbana A coleta de resíduos sólidos urbanos é definida por CHENNA (1999) como o recolhimento de resíduos gerados em residências, estabelecimentos comerciais, públicos e de prestação de serviços, ou seja, esta consiste na atividade de recolher e transportar resíduos sólidos gerados nas residências ou por um estabelecimento comercial, de saúde ou industrial. A responsabilidade pelo gerenciamento dos resíduos gerados em estabelecimentos privados, tais como, comércios, hospitais particulares e indústrias, não é do poder público, porém muitas vezes, indevidamente, a coleta e destinação final acabam ficando a cargo do poder público municipal. O Quadro 4-8 apresenta a informação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010) referente ao percentual de domicílios urbanos e rurais com acesso a coleta de resíduos sólidos no Estado de Alagoas, usados para estimativa da quantidade de resíduos coletados em todos os municípios bem como os percentuais de coleta em zona rural informados pelos técnicos dos municípios no questionário aplicado neste Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas. Quadro Cobertura de coleta de resíduos sólidos em domicílios urbanos e rurais nos municípios alagoanos. Percentual de cobertura de coleta (%) Municípios Cobertura Urbana IBGE (2010) 1 Cobertura Rural IBGE (2010) 2 Cobertura Rural (PERS, 2014) 3 Água Branca 98,68 11,14 2,00 Anadia 99,60 60,74 N.I. Arapiraca 97,75 53,83 85,00 Atalaia 95,07 56,50 N.I. Barra de Santo Antônio 93,97 0,00 50,00 Barra de São Miguel 99,89 57,79 100,00 Batalha 88,32 0,98 N.I. Belém 93,41 35,10 42,00 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 262

263 Quadro Cobertura de coleta de resíduos sólidos em domicílios urbanos e rurais nos municípios alagoanos. Percentual de cobertura de coleta (%) Municípios Cobertura Urbana IBGE (2010) 1 Cobertura Rural IBGE (2010) 2 Cobertura Rural (PERS, 2014) 3 Belo Monte 98,76 14,79 N.I. Boca da Mata 97,03 60,83 80,00 Branquinha 97,47 1,82 N.I. Cacimbinhas 89,24 15,60 40,00 Cajueiro 90,57 29,11 0,00 Campestre 88,10 0,42 0,00 Campo Alegre 98,93 94,81 80,00 Campo Grande 98,02 7,14 N.I. Canapi 95,17 0,93 60,00 Capela 98,61 15,53 N.I. Carneiros 95,83 0,59 N.I. Chã Preta 94,49 2,93 N.I. Coité do Nóia 90,44 3,74 0,00 Colônia Leopoldina 98,81 15,20 N.I. Coqueiro Seco 95,27 13,99 N.I. Coruripe 92,29 51,65 10,00 Craíbas 99,31 23,62 0,00 Delmiro Gouveia 97,17 62,63 80,00 Dois Riachos 96,90 6,49 N.I. Estrela de Alagoas 94,87 1,14 11,63 Feira Grande 98,37 18,82 50,00 Feliz Deserto 93,57 70,17 N.I. Flexeiras 99,01 0,86 N.I. Girau do Ponciano 97,82 15,94 30,00 Ibateguara 99,24 56,81 30,00 Igaci 97,73 23,43 N.I. Igreja Nova 99,85 22,66 66,70 Inhapi 98,70 6,78 20,00 Jacaré dos Homens 98,13 45,28 N.I. Jacuípe 98,62 0,00 N.I. Japaratinga 84,92 35,70 N.I. Jaramataia 97,13 26,72 60,00 Jequiá da Praia 95,19 69,95 80,00 Joaquim Gomes 94,23 0,10 N.I. Jundiá 96,60 0,00 0,00 Junqueiro 98,49 40,38 60,00 Lagoa da Canoa 96,31 28,13 70,00 Limoeiro de Anadia 99,37 40,60 N.I. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 263

264 Quadro Cobertura de coleta de resíduos sólidos em domicílios urbanos e rurais nos municípios alagoanos. Percentual de cobertura de coleta (%) Municípios Cobertura Urbana IBGE (2010) 1 Cobertura Rural IBGE (2010) 2 Cobertura Rural (PERS, 2014) 3 Maceió 97,67 17,90 0,00 Major Isidoro 98,23 7,66 30,00 Mar Vermelho 90,92 15,21 20,00 Maragogi 97,21 0,65 0,00 Maravilha 94,81 47,34 40,00 Marechal Deodoro 99,75 35,90 N.I. Maribondo 95,31 16,17 50,00 Mata Grande 97,68 9,22 N.I. Matriz de Camaragibe 93,75 0,25 N.I. Messias 94,15 39,07 N.I. Minador do Negrão 96,14 0,24 N.I. Monteirópolis 99,12 31,83 40,00 Murici 89,92 1,74 10,00 Novo Lino 69,59 0,25 0,00 Olho d'água das Flores 99,59 18,78 40,00 Olho d'água do Casado 94,65 15,80 N.I. Olho d'água Grande 91,09 1,47 N.I. Olivença 98,46 21,51 80,00 Ouro Branco 90,16 0,21 0,00 Palestina 97,28 51,41 30,00 Palmeira dos Índios 91,62 3,86 20,00 Pão de Açúcar 98,66 36,16 98,70 Pariconha 94,91 44,70 70,00 Paripueira 90,21 18,55 N.I. Passo de Camaragibe 96,73 43,25 N.I. Paulo Jacinto 99,51 42,31 1,81 Penedo 99,25 46,77 100,00 Piaçabuçu 99,43 81,36 80,00 Pilar 98,85 11,79 95,00 Pindoba 98,19 0,96 N.I. Piranhas 97,83 51,07 100,00 Poço das Trincheiras 97,25 23,28 N.I. Porto Calvo 97,38 12,00 0,00 Porto de Pedras 66,17 18,63 N.I. Porto Real do Colégio 99,67 11,94 N.I. Quebrangulo 99,13 17,93 N.I. Rio Largo 87,85 82,51 0,00 Roteiro 73,83 49,49 N.I. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 264

265 Quadro Cobertura de coleta de resíduos sólidos em domicílios urbanos e rurais nos municípios alagoanos. Percentual de cobertura de coleta (%) Municípios Cobertura Urbana IBGE (2010) 1 Cobertura Rural IBGE (2010) 2 Cobertura Rural (PERS, 2014) 3 Santa Luzia do Norte 95,29 71,59 100,00 Santana do Ipanema 96,22 15,39 60,00 Santana do Mundaú 92,81 0,93 10,00 São Brás 94,12 70,17 90,00 São José da Laje 86,70 17,05 40,00 São José da Tapera 97,18 12,97 40,00 São Luís do Quitunde 89,12 18,06 N.I. São Miguel dos Campos 99,15 25,90 30,00 São Miguel dos Milagres 67,59 67,54 N.I. São Sebastião 95,37 12,40 89,00 Satuba 98,27 92,46 80,00 Senador Rui Palmeira 98,86 9,82 Candunda Tanque d'arca 99,55 29,01 N.I. Taquarana 96,10 8,45 N.I. Teotônio Vilela 98,96 50,15 95,00 Traipu 80,52 1,84 80,00 União dos Palmares 97,26 14,56 40,00 Viçosa 97,27 28,43 N.I. Cobertura Média Estado de Alagoas 94,80 26,25-1- Domicílios particulares permanentes urbanos com acesso a coleta de resíduos (%) segundo o IBGE. 2- Domicílios particulares permanentes rurais com acesso a coleta de resíduos (%) segundo o IBGE. 3 Cobertura de coleta na área rural (%) segundo o questionário do PERS. N.I. Não Informado Fonte: IBGE (2010) apud SINIR (2011); PERS (2014). Percebe-se que a cobertura média de coleta de resíduos na área urbana, 94,80%, é muito acima da média para a área rural do Estado, de 26,25%, de acordo com os dados oficiais. Esse fato justificase pela falta de recursos financeiros das Prefeituras Municipais na promoção desse serviço; distâncias e dispersão das localidades e povoados rurais dos locais de disposição final de resíduos, ocasionando elevado custo técnico e operacional pra a coleta e; dificuldades de acesso e condições das estradas que, em muitos casos, dificultam ou impedem o acesso do veículo de coleta. Nota-se ainda diferença significativa entre a informação do IBGE e a informada pelos técnicos dos municípios no questionário do PERS, sendo que, esta discrepância pode ter ocorrido em função da forma como os técnicos interpretam o critério de atendimento de área rural, ou seja, se é em função do número de domicílios ou tamanho da população das comunidades atendidas. Foram buscados outros indicadores como o Sistema Nacional de Informação Sobre Saneamento (SNIS) para aferição da informação, entretanto o referido indicador é expresso para apenas 17 municípios do Estado, ademais o SNIS considera a coleta total no município, não havendo diferenciação entre coleta urbana e rural, portanto, para fins de planejamento da gestão de resíduos sólidos em Alagoas serão Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 265

266 adotados os dados oficiais do IBGE. O Quadro 4-9 elaborado a partir de informações do Censo Demográfico do IBGE (2010) apresenta a quantidade de resíduos sólidos gerados e coletados nas áreas urbanas bem como os déficits de coleta para as sete regiões de planejamento da gestão dos resíduos do Estado. Quadro Quantidade de resíduos sólidos gerados e coletados nas áreas urbanas por Região em Alagoas. Região Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto População Urbana (habitantes) Geração diária RSU (t/dia) Coleta diária RSU (t/dia) Déficit coleta diário RSU (t/dia) Déficit percentual de coleta de RSU por Região (%) Agreste Alagoano ,78 228,86 8,92 3,75 Bacia Leiteira ,63 75,46 3,17 4,03 Litoral Norte ,22 90,05 7,17 7,38 Metropolitana , ,14 33,50 2,68 Sertão ,18 45,86 1,32 2,80 Sul do Estado ,28 173,39 4,89 2,74 Zona da Mata ,35 112,94 6,41 5,37 Alagoas , ,70 65,38 - Fonte: IBGE (2010). Adaptado e calculado pela FLORAM. A partir da análise dos dados apresentados observa-se que déficit de coleta diária no Estado de Alagoas de 65,38 t/dia. Considerando o déficit percentual de coleta por Região, isto é, o percentual não coletado do total de resíduo gerado por Região percebe-se maior déficit de coleta no Litoral Norte, com carência de 7,38%. Nota-se ainda que, apesar do menor déficit percentual corresponder a Região Metropolitana, 2,68%, em valores absolutos tem-se déficit de 33,50 t/dia uma vez que esta Região corresponde a 48,93% da população do Estado. Em relação aos serviços de varrição e limpeza de ruas, a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (IBGE, 2008) identificou que, dos 102 municípios do Estado de Alagoas, 101 municípios realizavam o serviço de forma manual (Figura 4.4 e e Figura 4.5), enquanto apenas um município, operava com variação mecanizada, além da manual. O Ministério das Cidades publica anualmente o documento nominado Diagnóstico do Manejo dos Resíduos Sólidos Urbanos, como parte do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), sendo que, para 2011, a pesquisa contemplou 17 Municípios do Estado de Alagoas, com informações no Quadro 4-10 referentes ao serviço de varrição nestes municípios.

267 Quadro Varrição de sarjeta no Estado de Alagoas. Extensão de sarjeta varrida (km) Quantidade de varredores Serviço terceirizado Ocorrência de Município varrição Público Privado Total Público Privado Valor contratual (R$/Km) mecanizada Arapiraca , , Não Boca da Mata 45 0 Não Campo Alegre 36 0 Não Capela 11 0 Delmiro Gouveia 40 0 Igaci 1.488, , Não Jacuípe 2.190, , Não Maceió ,09 Sim Major Isidoro 0 Messias 0 Olho D Água das Flores 9.500, , Não Ouro Branco 13 0 Não Rio Largo 0 38 Sim Santana do Ipanema 20 0 São Miguel dos Campos , , Não Taquarana 18 0 Não Viçosa 77 0 Fonte: SNIS (2011). Observa-se que apenas as cidades de Maceió e Rio Largo trabalhavam com terceirização do serviço e com varrição mecanizada. Maceió foi ainda o único município que operava com prestação pública e privada concomitantemente, apresentando o valor contratual do serviço terceirizado de R$ 93,00/km varrido. Figura 4.4 e Figura Forma e equipamentos utilizados na varrição em São Miguel dos Campos. Fonte: FLORAM (2014). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 267

268 Paralelamente ao serviço de varrição, outros serviços comumente empregados pelas prefeituras municipais são os de poda e capina. Vale ressaltar que estes serviços estão diretamente ligados às condições climáticas do Município, uma vez que em períodos chuvosos há um maior crescimento da vegetação e, consequentemente, esses serviços são demandados com maior frequência, ao contrário de locais onde há períodos de estiagem prolongados e baixos valores de precipitação pluviométrica (chuva) anual, estes são executados esporadicamente. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (IBGE, 2008) identificou que, dos 102 municípios do Estado de Alagoas, todos trabalharam com capina manual, sete (07) municípios com capina e poda mecânica e treze (13), com capina química. Pelo Diagnóstico do Manejo dos Resíduos Sólidos Urbanos (SNIS, 2011) que contemplou 17 Municípios do Estado de Alagoas apenas Major Isidoro, Messias e Viçosa não apresentaram informações sobre prestação destes serviços (Quadro 4-11). Quadro Serviços de poda e capina no Estado de Alagoas. Município Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Existência Serviço de capina e roçada Tipos Quantidade de trabalhadores Manual Mecanizada Química Público Privado Arapiraca sim sim não não 20 0 Boca da Mata sim sim não não 10 0 Campo Alegre sim sim não não 18 0 Capela sim sim não não 3 0 Delmiro Gouveia 20 0 Igaci sim sim não sim 8 0 Jacuípe sim sim sim não 4 0 Maceió sim sim sim sim Major Isidoro 0 Messias 0 Olho D Água das Flores sim sim não não 5 0 Ouro Branco sim sim não não 7 0 Rio Largo sim sim sim não 0 7 Santana do Ipanema 20 0 São Miguel dos Campos sim sim sim não 12 0 Taquarana sim sim não não 4 0 Viçosa 0 0 Fonte: SNIS (2011). Nota-se que em todos os municípios alagoanos ocorrem prestação de serviços de limpeza urbana, sendo que, em sua maioria, ocorre destinação dos resíduos de varrição, poda e capina juntamente com os resíduos sólidos domiciliares, prática que gera um aumento no volume final destinado e onera os orçamentos municipais, sendo que, um sistema adequado de coleta e tratamento, através de métodos como compostagem resultaria em uma significativa redução do volume final destinado

269 com possibilidade de uso do composto maturado como adubo na urbanização das cidades. A estrutura operacional para acondicionamento e transporte dos resíduos nas sete regiões varia bastante entre lixeiras, contêineres, caminhões, caçambas, carros de mão e tratores. A Figura 4.6 apresenta o caminhão basculante transportando resíduos sólidos urbanos misturados com resíduos arbóreos para o lixão municipal. Figura Transporte utilizado até a destinação final em Teotônio Vilela. Fonte: FLORAM (2014) Catadores e mercado de reciclagem no Estado Em relação à atuação dos catadores de resíduos recicláveis, apesar do reconhecimento em 2002 da categoria de Catador de Material Reciclável no Código Brasileiro de Ocupações (CBO) e da previsão da inclusão social e emancipação econômica dos catadores pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos (BRASIL, Lei /2010) percebe-se ainda que não há incentivos e proteção suficientes para esta categoria de profissionais que possuem rendimento médio mensal abaixo do salário mínimo vigente no País. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) publicou estudo intitulado Situação Social das Catadoras e dos Catadores de Material Reciclável e Reutilizável apresentando indicadores socioeconômicos, extraídos do Censo Demográfico de 2010 do IBGE, para o Brasil, Região Nordeste e Estado de Alagoas apresentados no Quadro Quadro Indicadores sobre catadores de materiais recicláveis no Brasil, Região Nordeste e em Alagoas. Categorias Demografia Trabalho e renda Previdência Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Indicadores País/Região/Estado Brasil Nordeste Alagoas Total de catadore(as) Média de idade dos catadores(as) 39,4 38,3 - Porcentagem de mulheres 31,1 29,3 33,6 Porcentagem de homens 68,9 70,7 66,4 Rendimento médio mensal dos catadores(as) (R$) 571,56 459,34 455,36 Desigualdade de renda entre os catadores(as) - Índice de Gini 0,42 0,43 0,39 % de residentes em domicílios com pelo menos 1 catador(a) extremamente pobres (menos de R$ 70,00 per capita) 4,5 8,4 9,3 Porcentagem de catadores(as) com contribuição previdenciária 57,9 53,8 60,5 Cobertura da população idosa em domicílios com pelo menos 1 57,8 61,5 57,3

270 Quadro Indicadores sobre catadores de materiais recicláveis no Brasil, Região Nordeste e em Alagoas. Categorias Educação Fonte: IPEA (2013). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Indicadores País/Região/Estado Brasil Nordeste Alagoas catador(a) Taxa de analfabetismo entre os catadores(as) 20, ,3 Porcentagem de catadores(as) com 25 anos ou mais com pelo menos ensino fundamental completo 24,6 20,4 18,3 Porcentagem de catadores(as) com 25 anos ou mais com pelo menos ensino médio completo 11,4 9,7 8,4 O total de catadores no Brasil, Nordeste e Alagoas, é de, respectivamente, , e Entretanto sabe-se que o número real de catadores de materiais recicláveis é acima deste uma vez que o Censo é uma pesquisa domiciliar e declaratória, sendo que não foram contabilizadas muitas informações a respeito de catadores que não possuem um domicílio fixo definido. Aliada a isso não foram inseridos nesta pesquisa os Varredores e afins, por se tratar, em sua maioria, dos profissionais conhecidos como garis assim como não foram consideradas as pessoas que exercem a atividade de catação paralela a outra atividade remunerada, mas que não informaram realizar os serviços de catação (IPEA, 2013). Considerando estes dados verifica-se que o número de catadores em Alagoas corresponde a 7,12% do total de catadores da Região Nordeste, percebendo-se ainda o predomínio do exercício da catação por homens (66,4%),uma vez que muitas mulheres (33,6%) exercem outras atividades paralelas como o cuidado do lar e da família, assim não identificando a coleta de resíduos como trabalho principal no Censo (IPEA, 2013).Os dados da pesquisa realizada por MELO (2011), ao diagnosticar a cadeia produtiva da reciclagem na cidade de Maceió, estão em consonância com os resultados apresentado pelo estudo do IPEA para o Estado, já que MELO verificou que os homens representam a maioria dos catadores da Capital especialmente na coleta domiciliar, sendo que apenas dentro das cooperativas que as mulheres estão em vantagem, realizando, principalmente as atividades de triagem, separação e comercialização dos resíduos. (MELO, 2011). Sobre a escolaridade dos catadores nota-se que a taxa de analfabetismo dos catadores em Alagoas é praticamente o dobro da taxa nacional e a porcentagem de catadores com 25 anos ou mais com ensino fundamental e médio completo no Estado é inferior ao percentual Nordestino e do Brasil o que evidencia os baixos índices de escolaridade dos catadores de materiais recicláveis em todo o País e especialmente em Alagoas (Quadro 4-12). Segundo a pesquisa realizada por MELO (2011) em Maceió, 60% dos entrevistados da cadeia produtiva de reciclagem possuem nível de formação até o ensino fundamental menor (5º ano), sendo que o catador foi o que apresentou menor nível de escolaridade, quando comparado aos sucateiros e atravessadores (MELO, 2011). A pesquisa realizada por MELO (2011) referente à faixa etária dos atores da cadeia produtiva de Maceió mostra que mais de 50% dos pesquisados possuem idade acima de 41 anos, com idades mais avançadas para os catadores de materiais recicláveis quando comparado a sucateiros e atravessadores. A pesquisa registrou ainda que poucos catadores de materiais recicláveis possuem qualificação profissional, assim, de acordo com a informação dos pesquisados a idade avançada e a baixa qualificação dificulta a sua inserção no mercado de trabalho (MELO, 2011). Em relação ao rendimento médio mensal per capita dos catadores percebe-se que Alagoas (R$ 455,36) está abaixo da média do Nordeste (R$ 459,34) que por sua vez está abaixo da média

271 nacional (571,56), abaixo do salário mínimo vigente no ano da pesquisa (2013) estabelecido no valor de R$ 678,00 (Quadro 4-12). Apesar dos menores salários em Alagoas quando comparado a média nacional e do Nordeste, nota-se, no Estado, maior percentual de contribuição previdenciária quando comparado a Região e ao País. Este cenário de baixo rendimento médio mensal per capita dos catadores de materiais recicláveis no Estado reflete a instabilidade dos serviços dos catadores, sendo visível que estes são o elo fraco da corrente econômica de reciclagem uma vez que quem detém o poder de compra e venda de resíduos em Alagoas são os atravessadores que transportam os resíduos, tendo como principais destinos dentro do Estado as cidades de Maceió e Arapiraca e, fora de Alagoas, para os Estados de Pernambuco e Bahia e para a Região Sudeste. Os atravessadores são quase que exclusivamente os únicos a realizar vendas diretas para as indústrias de reciclagem, de acordo com as informações apontadas pelos técnicos dos municípios no questionário deste Plano. Assim, uma vez que não há o contato e relações comerciais diretas entre as associações de catadores e indústrias de reciclagem, os atravessadores são quem realmente conhecem o preço de compra das fábricas determinando assim os preços de venda dos materiais catados e segregados pelas associações, muitas vezes maximizando seus lucros e reduzindo o rendimento médio mensal dos catadores, que ficam à mercê desta situação. Esta maximização dos lucros dos atravessadores ocorre não apenas pela definição do preço de mercado dos materiais recicláveis, mas também pelo registro e emissão de nota fiscal do material movimentado ou carga transportada como sucata o que reduz a incidência de impostos quando comparado a movimentação de resíduos recicláveis. O Quadro 4-13 apresenta os Municípios alagoanos que possuem alguma forma de segregação dos resíduos, bem como informações sobre a atuação de catadores informais ou em associações. É importante frisar que os catadores são os principais atores envolvidos no processo de triagem dos resíduos, mesmo quando trabalham no local de destino final. Essas informações foram fornecidas pelos próprios Municípios através da resposta ao questionário disponibilizado em meio digital no site bem como do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios alagoanos inseridos na bacia do rio São Francisco (PGIRSU-BSF, 2011). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 271

272 Quadro Dados sobre coleta seletiva e catadores de resíduos recicláveis em Alagoas. Município Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Quantidade de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis (PERS) Quantidade de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis (PGIRSU-BSF) Existência de cooperativas / associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis Existência de serviço público de coleta seletiva no Município Modalidade de coleta seletiva pública realizada Água Branca 8 0 Não Não N.A Anadia Arapiraca Sim Em implantação Coleta porta a porta, Ponto de Entrega Voluntária, Catadores / Associação, Lojas Atalaia - X Barra De Santo Antônio 24 X Não Não N.A Barra De São Miguel 23 0 Não Não N.A Batalha Belém 10 0 Não Não N.A Belo Monte Boca Da Mata 11 2 Não Não N.A Branquinha - X Cacimbinhas N.I. N.I. Não Não N.A Cajueiro 12 X Não Não N.A Campestre 0 X Não Não N.A Campo Alegre 26 8 Em implantação Não N.A Campo Grande - N.I Canapi 4 6 Não Não N.A Capela - X Carneiros Chã-Petra - X Coité Do Noia 2 N.I. Não Não N.A Colônia Leopoldina - X Coqueiro Seco - X Coruripe Em implantação Em implantação N.I. Craíbas 7 8 Não Não N.A Delmiro Gouveia Em implantação Em implantação Catadores / Associação Dois Riachos N.I. N.I. Não Não N.A Estrela De Alagoas 0 2 Não Não N.A Feira Grande 30 3 Não Sim Ponto de Entrega Voluntária Feliz Deserto - N.I ERSÃO PARA CONSULTA

273 Quadro Dados sobre coleta seletiva e catadores de resíduos recicláveis em Alagoas. Município Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Quantidade de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis (PERS) Quantidade de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis (PGIRSU-BSF) Existência de cooperativas / associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis Existência de serviço público de coleta seletiva no Município Modalidade de coleta seletiva pública realizada Flexeiras - X Girau Do Ponciano Sim Não N.A Ibateguara 32 X Sim Sim Ponto de entrega voluntária Igaci Igreja Nova 4 3 Não Não N.A Inhapi 10 0 Não Não N.A Jacaré Dos Homens Jacuípe - X Japaratinga - X Jaramataia N.I. 10 Não Não N.A Jequiá Da Praia 2 2 Não Não N.A Joaquim Gomes - X Jundiá 7 X Não Não N.A Junqueiro Não Não N.A Lagoa Da Canoa Não Não N.A Limoeiro De Anadia Maceió N.I. X Sim Sim Coleta porta a porta, Ponto de Entrega Voluntária, Catadores / Associação Major Isidoro Não Não N.A Mar Vermelho 6 X Não Não N.A Maragogi 25 X Não Não N.A Maravilha Não Não N.A Marechal Deodoro - X Maribondo 14 N.I. Não Não N.A Mata Grande Matriz Do Camaragibe - X Messias N.I. X Não Não N.A Minador Do Negrão Monteirópolis N.I. 3 Não Não N.A Murici 27 X Não Não N.A Novo Lino 16 X Não Não N.A ERSÃO PARA CONSULTA

274 Quadro Dados sobre coleta seletiva e catadores de resíduos recicláveis em Alagoas. Município Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Quantidade de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis (PERS) Quantidade de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis (PGIRSU-BSF) Existência de cooperativas / associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis Existência de serviço público de coleta seletiva no Município Modalidade de coleta seletiva pública realizada Olho D'Água das Flores N.I. 0 Não Não N.A Olho D'Água Do Casado - N.I Olho D'água Grande - N.I Olivença N.I. N.I. Não Não N.A Ouro Branco 2 5 Não Não N.A Palestina N.I. 0 Não Não N.A Palmeira Dos Índios 60 N.I. Sim Sim Catadores/associação Pão de Açúcar 4 3 Não Não N.A Pariconha 8 8 Não Não N.A Paripueira - X Passo De Camaragibe - X Paulo Jacinto 10 X Não Não N.A Penedo N.I. 29 Não Não N.A Piaçabuçu 13 5 Não Não N.A Pilar 38 X Cooperativa sendo reativada. Não N.A Pindoba - X Piranhas Em implantação Não N.A Poço Das Trincheiras Porto Calvo 3 X Em implantação Não N.A Porto Da Pedra - X Porto Real Do Colégio - N.I Quebrângulo Rio Largo 100 X Não Não N.A Roteiro Santa Luzia Do Norte N.I. X Não Não N.A Santana Do Ipanema Não Não N.A Santana Do Mundaú 21 X Não Não N.A São Brás 10 2 Não Não N.A São José da Laje 14 X Não Não N.A São José Da Tapera Não Não N.A São Luis do Quitunde - X São Miguel Dos Campos 18 4 Não Não N.A ERSÃO PARA CONSULTA

275 Quadro Dados sobre coleta seletiva e catadores de resíduos recicláveis em Alagoas. Município Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Quantidade de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis (PERS) Quantidade de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis (PGIRSU-BSF) Existência de cooperativas / associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis Existência de serviço público de coleta seletiva no Município Modalidade de coleta seletiva pública realizada São Miguel Dos Milagres - X São Sebastião 25 N.I. Não Não N.A Satuba 10 X Em implantação Não N.A Senador Rui Palmeira 0 2 Não Não N.A Tanque D'arca Taquarana Teotônio Vilela Em implantação Não N.A Traipu 15 N.I. Não Não N.A União dos Palmares 65 X Não Não N.A Viçosa - X Estado de Alagoas N.A N.A N.A N.A Não se aplica N.I - Não Informado - Municípios que não responderam o questionário do PERS. X Municípios que não foram considerados no PIGIRS Células em branco sem informações. PERS Plano Estadual de Resíduos Sólidos PGIRSU-BSF - Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios alagoanos inseridos na bacia do rio São Francisco. Fonte: Questionário respondido pelos Municípios (2014). SEMARH (2011). ERSÃO PARA CONSULTA

276 Observa-se que a prestação do serviço público de coleta seletiva ocorre apenas nos municípios de Feira Grande, Ibateguara, Maceió e Palmeira dos Índios. Nestas cidades destacam-se os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) como unidade de segregação dos resíduos recicláveis. Não foram incluídas no Quadro 4-13 as respostas sobre a existência de serviço privado de coleta seletiva, pois, apesar da informação que em sete municípios há prestação de serviço privado, foi informado para estes municípios que a prestação é realizada pelos catadores, porém, apenas em Palmeira dos Índios há associação de catadores formalizada, portanto, não se pode considerar como prestação privada a ação de um catador de resíduos que trabalha de forma informal. Assim, percebe-se, de uma forma geral, uma carência de prestação de serviço de coleta seletiva no Estado, tanto na prestação pública quanto privada, o que evidencia, falta de políticas, incentivo e estrutura organizacional para o setor de coleta seletiva de resíduos recicláveis. Em relação à existência de cooperativas ou associações de catadores, apenas nos municípios de Arapiraca, Girau do Ponciano, Ibateguara, Maceió e Palmeira dos Índios já existem associações devidamente instituídas e em operação. Já para os municípios de Campo Alegre, Coruripe, Delmiro Gouveia, Piranhas, Porto Calvo, Satuba e Teotônio Vilela foi informado pelos técnicos da prefeitura que as associações de catadores estão em processo de formação. Aponta-se ainda, pelas respostas do questionário aplicado neste PERS, a atuação de catadores em Alagoas (Quadro 4-13), quantidade mais de 6,5 vezes inferior a quantidade expressa no estudo do IPEA, de catadores no Estado. Esta diferença justifica-se pela diferença entre o número de municípios considerados nas duas bases de dados. Enquanto o IPEA trabalhou com todos os municípios do Estado as informações sobre gestão de resíduos no PERS foram disponibilizadas apenas para 64 municípios não havendo informações sobre cidades de médio e grande porte como Maceió, que possui a maior quantidade de catadores de materiais recicláveis nas ruas. Em relação ao número de catadores dos Municípios alagoanos situados na Bacia do Rio São Francisco, o PGIRSU-BSF (2011) apresenta a distribuição dos catadores nos municípios sendo: 84 catadores no Sertão, 137 na Bacia Leiteira, 168 na Região Agreste e 117 na Região Sul, totalizando 506 catadores de materiais recicláveis. De acordo com o questionário aplicado neste PERS, respondido por 64 municípios, há ainda atividade de catação informal de resíduos nos locais de disposição inadequada de resíduos sólidos, lixões municipais, inclusive com atividade infantil contrariando as normas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Constituição Federal (CF/88), uma vez que trabalho infantil é considerado crime no Brasil (Quadro 4-14). Quadro Indicadores sobre locais de atuação e moradia dos catadores de materiais recicláveis no Estado de Alagoas. Região Nº de catadores morando próximo ao lixão Nº de catadores trabalhando no lixão Nº de catadores trabalhando na rua Nº total de catadores Nº de crianças trabalhando no lixão Nº de crianças morando próximo ao lixão Agreste Alagoano Bacia Leiteira Litoral Norte Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 276

277 Quadro Indicadores sobre locais de atuação e moradia dos catadores de materiais recicláveis no Estado de Alagoas. Região Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Nº de catadores morando próximo ao lixão Nº de catadores trabalhando no lixão Nº de catadores trabalhando na rua Nº total de catadores Nº de crianças trabalhando no lixão Nº de crianças morando próximo ao lixão Metropolitana Sertão Sul do Estado Zona da Mata Estado de Alagoas Fonte FLORAM (2014). A maioria dos catadores de materiais recicláveis em Alagoas trabalha informalmente no próprio local de disposição final dos resíduos e nas ruas o que caracteriza um problema, uma vez que, nestes locais estão submetidos a condições insalubres e a diversos riscos, tais como: contaminação com resíduos infecciosos e perigosos, contato com vetores de doenças e riscos de danos a integridade física, nas ruas por atropelamentos e nos lixões por quedas e torções pela dificuldade de andar sobre os resíduos. Assim, de acordo com o questionário, apenas nos 64 municípios que responderam ao questionário há um total de catadores, sendo que 759 (60%) estão nos lixões e 500 (40%) na rua. Muitos catadores preferem trabalhar nos lixões, pois naqueles locais há abundância de resíduos acreditando assim que conseguem aumentar suas produtividades e rendimentos mensais. Entretanto, é imprescindível prever a inserção de catadores de materiais recicláveis no gerenciamento dos resíduos sólidos visando à emancipação econômica destes e melhores condições de trabalho, com menor exposição aos referidos riscos, utilização de equipamentos de proteção individual, maior controle das jornadas de trabalho aliado a alternância de atividades dentro das cooperativas e associações. Há ainda 194 catadores morando próximos aos lixões, sendo 184 em Arapiraca, 3 em Girau do Ponciano e 1 em Coité do Nóia na Região Agreste; 2 catadores em Novo Lino no Litoral Norte; 5 catadores no Sertão, sendo 4 em Água Branca e 1 em Piranhas; e 3 catadores em Murici, na Zona da Mata. Em relação a crianças morando próximas aos lixões há registro total de 71 na Região do Agreste, sendo 70 em Arapiraca e 1 em Girau do Ponciano. Nota-se predomínio de catadores nos lixões na Região do Agreste, uma vez que Arapiraca é a segunda maior cidade do Estado o encerramento do lixão de Maceió em 2010 fez com que os catadores passassem a trabalhar nas ruas ou em outras atividades, como construção civil. Percebe-se ainda registro de 31 crianças trabalhando na catação de resíduos nos lixões municipais, sendo 20 em Arapiraca, 6 em Barra de Santo Antônio, 2 em Novo Lino 2 em Major Isidoro e 1 em Inhapi. É importante reiterar novamente que exploração de trabalho infantil é caracterizada como crime no País devendo ser meta prioritária do Plano não apenas o encerramento dos lixões, mas também a erradicação do trabalho infantil relacionado a qualquer atividade do manejo e gerenciamento dos resíduos sólidos. Há ainda previsão para construção de um galpão de triagem de resíduos em Coruripe e que em alguns municípios há utilização de prensa para enfardamento dos resíduos recicláveis.

278 Em relação à reciclagem propriamente dita, considera-se que esta contempla o processo industrial de transformação de matéria prima, ocorrendo após o processo de catação, segregação, prensagem e enfardamento dos resíduos. Ressalta-se que, pela análise do questionário deste PERS não foram apresentadas indústrias de reciclagem no Estado de Alagoas. Entretanto, de acordo com levantamento realizado junto ao Conselho Estadual de Proteção Ambiental (CEPRAM) vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH) referente às empresas que obtiveram Licença de Operação (LO) desde 2007 foram apontadas duas empresas, ambas no setor de plásticos, que serão caracterizadas no Produto 05 deste Plano Estadual de Resíduos Sólidos. Quadro Empresas de reciclagem no Estado de Alagoas com Licença de Operação. Nome da Empresa Atividade Localização Clodax Reciclagem LTDA Recuperação de garrafas PET moídas Rio Largo RECIAL Recicladora Alagoana de Fabricação de embalagens de plásticos Plásticos Maceió Fonte: CEPRAM (2014). MELO (2011) realizou caracterização detalhada do mercado de recicláveis de Maceió visitando e entrevistando 03 indústrias de reciclagem, dentre outros atores da cadeia produtiva de reciclagem de Maceió, sendo as empresas Beira Rio Indústria de Plásticos Ltda. (Dunas Plásticos) e a Araújo Silva Indústria e Comércio de Plástico Ltda (Arasil Plástico) localizadas no Distrito Industrial e a indústria Almeida Indústria de Plástico e Comércio (Maceió Plástico) localizada no bairro do Canaã. (MELO, 2011). Os produtos fabricados pelas três empresas não são produzidos a partir de materiais 100% reciclados, já que um percentual destes são misturados com a matéria-prima virgem, uma vez que as indústrias trabalham com polímeros (plásticos) e os materiais virgens conferem ao produto maior qualidade (MELO, 2011). A Indústria Dunas Plásticos fabrica cadeiras, banquetas e mesa utilizando o polipropileno (PP), sendo que das 200 toneladas de polímeros utilizados apenas 40 toneladas é proveniente do mercado de reciclagem de Maceió, já que, de acordo com a empresa o mercado local não tem produtos suficientes para abastecer a demanda industrial (MELO, 2011). A indústria Arasil Plástico produz sacolas plásticas tipo 2, ou seja, que não podem ser utilizadas para manipulação de alimentos utilizando o polietileno (PE). Das 100 toneladas de materiais utilizados apenas 25 toneladas são provenientes do mercado de reciclagem de Maceió, pois o material local vem muito sujo (misturado com outros resíduos) sendo assim os gerentes da indústria preferem buscar em outros mercados, sendo que as 75 toneladas vêm de Sergipe e de Pernambuco (MELO, 2011). A indústria Maceió Plástico também produz sacolas plásticas tipo 2 utilizando o polietileno (PE) e polipropileno (PP) sendo que as 60 toneladas de material utilizado no processo produtivo são provenientes do Estado (MELO, 2011). Nota-se que no Estado há poucas indústrias de reciclagem, estando, as existentes, restritas a Região Metropolitana de Maceió e ao segmento de polímeros (plásticos). Assim, verifica-se ausência de indústrias de reciclagem de vidro, papel e metais no Estado de Alagoas, sendo que o destino destes Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 278

279 materiais segregados pelos catadores, em geral, é para a Região Sudeste, conforme será abordado no Item 6 referente ao Fluxo de Resíduos. Nota-se no Estado que, apenas, em Maceió há uma estruturação e organização de cooperativas de catadores de materiais recicláveis com ações conjuntas e divisão de trabalho no espaço territorial da cidade, sendo apresentadas a seguir: a) Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis em Maceió A cidade de Maceió possui três Cooperativas de catadores de materiais recicláveis: Cooperativa dos Catadores da Vila Emater (COOPVILA), Cooperativa de Recicladores de Lixo Urbano de Maceió (COOPLUM) localizada no bairro da Jacarecica e da Cooperativa dos Recicladores de Alagoas (COOPREL), sendo que esta última possui duas administrações, uma localizada no Bairro Benedito Bentes e outra localizada no Tabuleiro dos Martins. O Quadro 4-16 apresenta a caracterização da estrutura e dos serviços das cooperativas da cidade de Maceió. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 279

280 Quadro Caracterização das cooperativas de materiais recicláveis de Maceió. Indicador Cooperativa de Catadores COOPREL Tabuleiro COOPREL Benedito Bentes COOPLUM COOPVILA Nº de catadores Nº de homens Nº de mulheres Ganho médio mensal (R$) (recolhem INSS) Bairros atendidos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Zé Tenório ao Vilage Todo o Benedito Bentes exceto área nobre dos condomínios da Caixa que vendem direto Jacarecica, Cruz das Almas, Jatiuca, Ponta Verde, Farol, Centro, Trapiche e Mangabeira Ponta Verde, Pajuçara, Farol e pequena área da Jatiuca Frequência da coleta (dias) Segunda a sexta-feira Segunda a sábado Segunda a sábado Segunda a sábado Tipos de resíduos Plásticos, vidros, papel, papelão e metais Plásticos, vidros, papel, papelão, metais e eletroeletrônicos Plásticos, vidros, papel, papelão e metais e eletroeletrônicos Plásticos, vidros, papel, papelão e metais, eletroeletrônicos Coleta em órgãos públicos Sim Não Sim Sim Coleta em estabelecimento comercial Não Não Sim Sim Locais de coleta Coleta residencial porta a porta. Coleta residencial porta a porta. Coleta residencial porta a porta e em Órgãos públicos, Hotéis, Restaurantes, Hospitais, Farmácias, Colégios e outros locais. Coleta em Edifícios residenciais e em Órgãos públicos, Hotéis, Restaurantes, Hospitais, Presídios, Construtoras, Faculdades, Concessionárias, Shopping e outros locais. Quantidade média coletada mensal (t/mês) Quantidade média coletada no comércio (t/mês) 0 0 N.I. N.I. Tipos de resíduos prensados Pontos de Entrega Voluntária de resíduos (PEVs) espalhados na cidade N.I. Não Informado. Fonte: COOPREL (2014); COOPLUM (2014) ; COOPVILA (2014). Papelão, Papelão, alumínio e plástico N.I. Papelão, alumínio e plástico Papelão e alumínio Papelão, PET, Copo e Isopor Casal, Supermercado G Barbosa, G Barbosa da Serraria e escola estadual 0 0 ERSÃO PARA CONSULTA

281 Há um total de 106 catadores cooperados em Maceió, sendo aproximadamente 80% mulheres e 20% homens. Após o encerramento do lixão na capital em 2010, muitos homens foram catar resíduos informalmente nas ruas, ou seja, trabalhando sem vínculo com cooperativas e outros foram absorvidos pelo mercado de construção civil e até mesmo para a gestão de resíduos vinculados a empresas. Ainda assim, nas cooperativas, a maioria dos homens realiza a coleta na rua e manuseio da prensa, considerados serviços de maior exigência física e riscos, enquanto as maiorias das mulheres se dedicam ao trabalho de triagem ou segregação dos resíduos dentro do galpão de triagem. Em relação ao rendimento médio mensal per capita dos cooperados das quatro cooperativas é de R$ 492,00 por catador, acima da média geral para a Região Nordeste (R$ 459,34) e para o Estado de Alagoas (R$ 455,36) apresentadas no estudo do IPEA com destaque para a COOPVILA com R$ 603,00 por catador sendo a única que apontou realização de recolhimento de INSS dos catadores (Quadro 4-16). Entretanto, percebe-se que em todas das cooperativas de Maceió os catadores possuem rendimento médio mensal abaixo do salário mínimo estabelecido e vigente em 2014, de R$ 724,00, demonstrando a desvalorização desta atividade e reflexo da imposição de baixos preços de mercado pelos atravessadores que são poucos no Estado e que influem no preço de compra e venda dos resíduos. MELO (2011) ao diagnosticar a cadeia produtiva de reciclagem na cidade de Maceió no ano de 2010, constatou que os catadores, cooperados e associados possuíam um rendimento médio mensal de R$ 300,00 per capita, necessitando assim de um complemento de renda, seja pelo exercício de outras atividades, ou pelo recebimento de benefícios governamentais como o Bolsa Família. Quando se compara os dados da renda média per capita dos cooperados em 2014 com a renda média per capita dos catadores em 2010, nota-se um aumento de R$ 192,00 per capita. No entanto, quando se compara o salário mínimo em 2010 (R$ 510,00) com o salário mínimo em 2014 (R$ 724,00) observa-se um aumento de R$ 214,00, o que comprova a estagnação salarial dos catadores que foi de apenas 192,00 entre os anos de 2010 e MELO aponta ainda que alguns catadores não apresentam interesse em se vincular a cooperativas e associações uma vez que acham que conseguem maior rendimento salarial quando são autônomos ou informais, sendo que alguns alcançavam renda de R$ 600,00 mensais em Sobre a frequência de coleta nota-se que os catadores das cooperativas realizam a coleta de segunda a sábado com descanso apenas no domingo, coletando principalmente plástico, metais, vidros, aparas de papel e papelão e, em menor quantidade alguns eletroeletrônicos como discos rígidos e placas de computadores e televisão (Quadro 4-16). Apenas a COOPREL do Tabuleiro que não realiza coleta aos sábados nem a coleta e venda de resíduos eletroeletrônicos. Segundo MELO, em 2010, mais de 70% dos catadores de materiais recicláveis da cidade de Maceió trabalhavam entre 06 a 10 horas/diárias, inclusive com busca pelos materiais na madrugada por uma parcela dos catadores, enquanto outros saíam muito cedo retornavam no fim da tarde, e alguns acompanhavam os horários dos caminhões de lixo. Em alguns bairros como a Ponta Verde, Pajuçara, Jatiúca e o Farol, os catadores informaram que também acompanham os horários dos caminhões de limpeza pública, pois muitos moradores de residências e prédios colocam o material em lixeiras fechadas e essa abertura é dada no horário do recolhimento do lixo, a mesma situação foi constatada também nos bairros periféricos (MELO, 2011). Quanto à atuação das cooperativas e locais de coleta, há uma divisão territorial na capital Maceió. A COOPREL é a única que não realiza coleta de resíduos comerciais com serviço exclusivo de coleta Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 281

282 porta-a-porta dos resíduos domiciliares e atua na parte alta da cidade. Já a COOPVILA e COOPLUM atuam na parte baixa da cidade, coletando além dos resíduos residenciais os de estabelecimento comerciais como hotéis, farmácias, bares e restaurantes, colégios e instituições de ensino superior, hospitais e clínicas (Quadro 4-16). Em relação aos locais de coleta dos resíduos comerciais e de órgãos públicos há uma alternação a cada seis meses entre as cooperativas, especialmente a COOPLUM e COOPVILA que atuam em áreas próximas da cidade e realizam a coleta de resíduos comerciais. Apesar de não coletar resíduos comerciais a COOPREL do Benedito Bentes é a única cooperativa que possui Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) de resíduos recicláveis espalhados em cinco locais do bairro: Casal, 02 Supermercados G Barbosa e uma escola estadual. As quatro cooperativas coletam aproximadamente 122 toneladas de resíduos por mês (Quadro 4-16). Dentre estas cooperativas, destacam-se a COOPLUM e COOPVILA, que são responsáveis pela coleta de quase 70 % do total de resíduos coletados por mês (122 ton/mês), uma vez que realizam a coleta na maioria dos bairros, além de coletar os resíduos gerados em estabelecimentos comerciais. Do total de resíduos coletados por mês entre as cooperativas (122 ton/mês), a COOPREL Tabuleiro e Benedito Bentes coletam aproximadamente 30 % dos resíduos. O Quadro 4-17 apresenta a quantidade vendida aos atravessadores dos principais materiais coletados pelas cooperativas de Maceió. Nota-se inicialmente que a quantidade total mensal de resíduos coletados apresentados ficou significativamente abaixo da quantidade total mensal obtida através da soma dos principais resíduos coletados, exceto para a COOPVILA em que houve coerência das informações. Quadro 4-17 Quantidades comercializadas dos principais resíduos comercializáveis coletados pelas cooperativas de materiais recicláveis de Maceió. Quantidade média mensal comercializada (kg/mês) Tipo de resíduo COOPREL COOPREL Total por Percentual Benedito COOPLUM COOPVILA Tabuleiro resíduos por resíduo Bentes Alumínio ,53% Cobre ,09% Ferro e Aço ,33% Papel ,73% Papelão ,89% PET ,58% Plástico (PE e PP) ,54% PVC ,62% Vidro ,70% Total % Fonte: COOPREL (2014); COOPLUM (2014); COOPVILA (2014). São coletadas e comercializadas mensalmente aproximadamente 159 toneladas de resíduos recicláveis pelas cooperativas de catadores de Maceió, distribuídos da seguinte maneira: maior venda de papelão (35,89%); seguido pelos plásticos (24,54%); vidro (15,70%); aparas de papel (11,73%) e metais (8,95%), sendo distribuídos em alumínio, cobre, ferro e aço. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 282

283 Dentre os plásticos percebe-se que há predominância na venda de Polietileno (PE) e Polipropileno (PP) representando 88,48% dos termoplásticos, ao passo que o Politereftalato de etileno (PET) e Policloreto de Vinila (PVC) conjuntamente representam apenas 11,52% das vendas de resíduos plásticos recicláveis no Estado. A baixa quantidade vendida de PVC se justifica pelos baixos preços de venda e por se tratar de um resíduo geralmente associado a obras (canos ou tubos de PVC) não sendo prioridade da coleta seletiva a visita a canteiros de obras ou áreas de bota-fora de resíduos de construção civil. Para os metais percebe-se o predomínio da venda ferro apesar do baixo preço deste material, provavelmente porque a cadeia de reciclagem do alumínio já é mais desenvolvida devendo haver maior catação de latas pelos catadores informais nas ruas, assim como deve acontecer com o PET para os plásticos. Analisando a distribuição de materiais vendidos por cooperativa nota-se que a COOPREL coleta maiores quantidades de plásticos seguidos por papelão (Quadro 4-17). Já a COOPLUM e a COOPVILA coletam maiores quantidades de papelão seguido por plásticos e, como estas representam maior quantidade de resíduos coletados da cidade e realizam coleta em áreas comerciais além de residenciais, fazem com que o principal resíduo coletado no Estado de Alagoas seja o papelão. O Quadro 4-18 apresenta os preços médios de vendas em agosto e setembro de 2014 dos principais materiais coletados pelas cooperativas de Maceió e comercializados com os atravessadores. Quadro 4-18 Preço dos principais resíduos comercializáveis coletados pelas cooperativas de materiais recicláveis de Maceió. Tipo de resíduo Preço médio mensal de venda (R$/kg) COOPREL Tabuleiro COOPREL Benedito Bentes COOPLUM COOPVILA Alumínio 2, ,68 Média Cobre 8, ,70 Ferro e Aço 0,23 0,14 0,14 0,22 0,18 Papel 0,25 0,25 0,21 0,25 0,24 Papelão 0,95 0,27 0,15 0,25 0,41 PET 1,5 1, ,25 Plástico (PE e PP) 0,7 a 1,0 (0,85) 0,6 a 1,10 (0,9) 1 0,9 0,91 PVC 0,9 0,6 0,25 0,25 0,50 Vidro 0,15 0,15 0,6 N.A. 0,30 Fonte: COOPREL (2014); COOPLUM (2014); COOPVILA (2014). Percebe-se que há variação significativa do preço de venda dos materiais entre as cooperativas para a maioria dos resíduos, exceto para o papel e plástico (PP e PE) que não apresentaram grande variações de preços de venda entre as cooperativas da capital. Para o papelão, principal resíduo comercializado no Estado, verifica-se grande variação de preço de venda entre as cooperativas. A COOPLUM vende o papelão a 0,15 R$/kg enquanto a COOPREL, localizada em Tabuleiro, vende a 0,95 R$/kg. Este mesmo comportamento é observado para o PVC que é vendido a 0,90 R$/kg pela COOPREL, localizada em Tabuleiro, e 0,25 R$/kg pela COOPLUM e COOPVILA Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 283

284 Entre os resíduos de metais, o cobre é o mais caro e também apresenta uma variação significativa no preço entre as cooperativas (Quadro 4-18). No entanto, como ocorre com a cadeia do alumínio, já existe uma cadeia de reciclagem e reuso mais desenvolvida para o cobre e, por ser considerado metal com alto valor comercial, não há tanta doação deste metal para as cooperativas. Em relação ao vidro nota-se que a COOPLUM vende por preço quatro vezes mais alto que a COOPREL. A COOPVILA vende o saco de 50 litros cheio de garrafas, mas não informou quantas garrafas cabem em um saco e nem fazem pesagem do saco, ou seja, o preço comercializado é pela quantidade de sacos vendidos. Outros produtos apontados pelas cooperativas como de difícil comercialização são as embalagens Tetrapack, provavelmente pela coexistência de papel, papelão e alumínio de difícil separação. O isopor também apresenta uma baixa comercialização, com menor desenvolvimento da indústria de reciclagem que os outros materiais, o que faz com que os atravessadores não se interessem por estes resíduos. b) Programa Alagoas Catador Em alguns Estados do País a cadeia de reciclagem possui significativa representatividade econômica, possibilitando a geração de empregos e renda com consequente desenvolvimento social. Ainda assim, de acordo com o IPEA, o mercado dos materiais recicláveis e reutilizáveis tem grande potencial de desenvolvimento no País, não explorado, sendo que, em 2010, o Brasil deixou de movimentar R$ 8 bilhões neste segmento (SEPLANDE, 2014). A Secretaria Estadual de Planejamento e de Desenvolvimento Econômico (SEPLANDE) ao identificar o fraco desenvolvimento interno do setor de reciclagem em Alagoas aliado a alta dependência de outros Estados no fornecimento de matérias primas tem buscado possíveis soluções de forma alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, Lei /2010) e ao Programa Pró-catador (Decreto nº 7.405/2010). Assim, a SEPLANDE elaborou a minuta de decreto que institui o Programa Alagoas Catador, que tem por objetivo Integrar e articular as ações do Governo Estadual voltadas ao apoio e ao fomento à organização produtiva dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, à melhoria das condições de trabalho, à ampliação das oportunidades de inclusão social e econômica e à expansão da coleta seletiva de resíduos sólidos, da reutilização e da reciclagem por meio da atuação desse segmento. O Alagoas Catador instituiu um Comitê Estadual para coordenar o programa, contando com a participação de várias secretarias estaduais e institutos ligados ao meio ambiente, além da participação social dos representantes dos catadores. O programa será regulamentado via decreto e está aguardando a publicação da Política Estadual de Resíduos Sólidos para que possa ser implantada como a parte de inclusão social da mesma (SEPLANDE, 2014). Embora esta política estadual ainda não esteja regulamentada por lei, já foi elaborada a Minuta do Projeto de Lei da Política Estadual de Resíduos Sólidos e Inclusão Produtiva, para Alagoas, que inclusive já passou pelo processo de consulta pública no período entre 8 de maio e 8 de junho de Assim, apesar do programa ainda não estar oficialmente em vigor, a SEPLANDE tem coordenado um grupo de trabalho para tratar da temática do catador e da Cadeia Produtiva da Reciclagem, contando com a participação de representantes dos seguintes órgãos e instituições: Fundação Banco do Brasil (FBB), Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Qualificação Profissional (SETEQ), Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), Secretaria Municipal do Trabalho, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 284

285 Abastecimento e Economia Solidária (SEMTABES), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas (SINPLAST), Superintendência de Limpeza Urbana Municipal de Maceió (SLUM), Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL) e Universidade Federal de Alagoas (UFAL), além de representantes do setor privado como a BRASKEM, dentre outros. O grupo realizou o mapeamento dos programas, projetos e ações direcionados aos catadores e está monitorando essa carteira de projetos, com a coordenação da SEPLANDE, sendo identificados nove projetos (Quadro 4-19) que estão sendo acompanhados atualmente, representando mais de R$ 9 milhões de investimento no Estado. Quadro 4-19 Projetos monitorados no Programa Alagoas Catador. Projeto/Convênio Projeto CataMais Cataforte I Cataforte II Insólidun Projeto Catador Cidadão Elaboração de plano de concepção coleta seletiva Maceió Fonte: SEPLANDE (2014). CoopCatal Convênio BRASKEM/SEBRAE Projeto CataMais Órgão/Empresa Responsável SETEQ FBB/UNITRABALHO FBB/UNITRABALHO UNITRABALHO/UNCISAL SLUM/SEMTABES/SEMAS SLUM em convênio com Ministério das Cidades UFAL BRASKEM/SEBRAE SETEQ Essa iniciativa possibilita uma maior efetividade no desenvolvimento dos projetos, uma vez que é possível integrá-los e potencializar seus resultados, para que não haja ações duplicadas e alcance máximo do público-alvo. Assim, pela integração torna-se possível que os projetos se complementem, ou seja, é permitido usar os recursos com maior eficiência e alcançando melhores resultados (SEPLANDE, 2014). O Quadro 4-20 apresenta o detalhamento dos nove projetos monitorados pelo Alagoas Catador indicando os prazos, os recursos utilizados, o responsável pela execução e o gerenciamento, bem como as ações visando a estruturação do mercado de reciclagem em Alagoas. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 285

286 Quadro Detalhamento dos projetos monitorados no Programa Alagoas Catador. Projeto / Órgão Executor Objetivos Metas Ação Executor Cataforte 1 Cataforte 2 Juntos CataMais Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Estimular a organização de grupos de catadores com base nos princípios da economia solidária. Fortalecer a estrutura logística das cooperativas e associações de catadores, já articulados em rede. Realização de formações com 250 catadores Elaboração de plano de logística solidária 1. Planejamento e Sistematização das ações Articulação, Mobilização, Sensibilização; Levantamento de informações locais. Formalização de empreendimentos associação e ou cooperativas organizados por catadores Entrega de EPIs e cestas básicas para os catadores que obtiverem o 75% de frequência Elaboração de projetos Realização de 80 horas de curso de logística solidária Aquisição de 3 caminhões Construção coletiva com os catadores do plano de logística solidária 1.1- Elaboração de Diagnóstico da Situação dos municípios 1.2- Identificação e cadastramento de catadores 1.3- material de consumo para eventos nos municípios. Recursos Financeiros Inicio Prazo Término UNITRABALHO R$ , UNITRABALHO R$ , SETEQ R$ , ERSÃO PARA CONSULTA

287 Quadro Detalhamento dos projetos monitorados no Programa Alagoas Catador. Projeto / Órgão Executor Objetivos Metas Ação Executor Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Realização de assessoramento incubação e capacitação Aquisição de três carros para dar suporte às atividades nos municípios contemplados. no projeto e equipe de monitoramento; 1.5- Visitas técnicas a 1.5- Contratação de três motoristas para deslocamento da equipe Compra de equipamentos de processamento de dados Criação de Logomarca Projeto; 2.2- Informar e divulgar a política nacional de resíduos sólidos 2.3. Panfleto - Campanha Educativa para 36 meses; 2.4. Contratação de 1 coordenador geral Recursos Financeiros ERSÃO PARA CONSULTA Inicio Prazo Término

288 Quadro Detalhamento dos projetos monitorados no Programa Alagoas Catador. Projeto / Órgão Executor Objetivos Metas Ação Executor Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Contratação de 40 Agentes Comunitários (24 meses) 2.6. Contratação de equipe de monitoramento 2.7. Organização dos empreendimentos em rede, com auxílio de profissionais 2.8. Oficina de Capacitação dos 40 Agentes Comunitários 2.9. Capacitação 100h para 900 Catadores - autogestão e gestão de empreendimentos solidários; Recursos Financeiros ERSÃO PARA CONSULTA Inicio Prazo Término

289 Quadro Detalhamento dos projetos monitorados no Programa Alagoas Catador. Projeto / Órgão Executor Objetivos Metas Ação Executor Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Adequar os espaços físicos para aplicação de Redes de Comercialização para os catadores e apresentação dos resultados Organização de dois seminários a 400 catadores Capacitação de 100h para 700 Catadores em habilitações diversas Adequação da Estrutura Física; (dois) Kits fardamento para catadores; 3.3- Kit EPIs (equipamento de proteção individual) e de coleta. Capacete, sacos, luvas, óculos, botas, etc; 3.4. Realização de obras de infraestrutura (galpões e unidade de triagem); 3.5. Aquisição de caminhão; Recursos Financeiros ERSÃO PARA CONSULTA Inicio Prazo Término

290 Quadro Detalhamento dos projetos monitorados no Programa Alagoas Catador. Projeto / Órgão Executor Objetivos Metas Ação Executor Projeto: PAC 1 - Construção e equipagem de dois galpões de triagem de resíduos sólidos recicláveis Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Organização do cadastro de pontos de coleta. Construção e equipagem de dois galpões de porte médio para triagem de resíduos sólidos recicláveis 3.6. Aquisição de equipamento para execução do projeto - Elevadores de carga; 3.7. Kit de Maquinários Galpão Aquisição de lixeiras adesivadas para coleta seletiva com distribuição nos diversos bairros de Maceió e demais municípios (3 lixeiras x 55,00 x 750); 4.2. Consultoria para desenvolvimento de software para cadastro de catadores e pontos de coleta, com manutenção e treinamento de usuários por 24 meses; 4.3. Organizar cadastro de condomínios e instituições públicas para coleta seletiva de resíduos. Execução de obra e aquisição de equipamentos Execução de trabalho técnico social de capacitação dos catadores beneficiários SLUM Recursos Financeiros R$ ,98 R$ ,00 ERSÃO PARA CONSULTA Inicio Prazo Término

291 Quadro Detalhamento dos projetos monitorados no Programa Alagoas Catador. Projeto / Órgão Executor Objetivos Metas Ação Executor Projeto: PAC 2 - Elaboração do estudo de concepção da coleta seletiva em Maceió Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Elaboração de estudo de concepção para a universalização da coleta seletiva em Maceió Realizar diagnóstico da situação da coleta seletiva em Maceió; propor soluções para implantação da coleta seletiva em toda cidade; realizar a gravimetria do lixo e o cadastro de catadores; identificar áreas para a implantação de galpões e outras estruturas necessárias e desenvolver os projetos básicos e executivos das construções necessárias identificadas no estudo. Recursos Financeiros Inicio Prazo Término SLUM R$ , Fonte: SEPLANDE (2014). RECURSO TOTAL R$ ,98 ERSÃO PARA CONSULTA

292 Compostagem A compostagem é uma forma de reciclagem e tratamento dos resíduos orgânicos biodegradáveis, definida como um processo biológico, necessariamente aeróbio, desenvolvido por uma população mista de microrganismos, efetuada em duas fases distintas: degradação ativa e humificação ou maturação, sendo que após maturados o composto pode ser usado no solo como adubo ou fonte de nutrientes para as plantas (PEREIRA NETO, 1997, apud TAVARES, 2008). Portanto, os resíduos orgânicos biodegradáveis tais como restos de alimentos, materiais de poda e capina são passíveis de compostagem uma vez que podem ser metabolizados por microrganismos decompositores, como bactérias e fungos, devendo ser estimulada sua segregação e a coleta diferenciada ou separada da fração não biodegradável dos resíduos sólidos urbanos. Apesar dos resíduos sólidos domiciliares no Brasil apresentarem alto percentual de resíduos orgânicos, em média 50%, as experiências de compostagem da fração orgânica são ainda incipientes, em função ausência ou inadequação da segregação dos resíduos. Assim, os resíduos orgânicos biodegradáveis, por não serem coletados separadamente dos demais, acabam se misturando com os resíduos inorgânicos, rejeitos e resíduos perigosos, ficando contaminados e inviabilizando a produção de composto de qualidade. Para MASSUKADO (2008), as despesas nos municípios poderiam ser evitadas caso a matéria orgânica fosse separada na origem e encaminhada para um tratamento de compostagem, considerando os baixos custos deste processo. Em relação às iniciativas de compostagem de resíduos sólidos urbanos em Alagoas, o único lugar onde ocorre este processo é na Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Maceió, localizada no bairro Benedito Bentes, onde há um pátio de compostagem em operação desde Segundo dados da ESTRE AMBIENTAL, em 2013, foram trituradas e compostadas 3.195,66 toneladas de resíduos orgânicos provenientes de podação e supressão vegetal da capital (Figura 4.7 e e Figura 4.8). Figura 4.7 e Figura 4.8 Trituração dos resíduos orgânicos e leiras de compostagem na Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Maceió. Fonte: ESTRE AMBIENTAL (2014) Disposição final Em relação à disposição final dos resíduos sólidos urbanos,segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), 58% dos resíduos coletadosem 2012 no Estado dealagoas foram destinados em lixões sem nenhum tipo de tratamento (Quadro Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 292

293 4-21). A falta de um local adequado para a destinação final dos resíduos sólidos é o fator mais preocupante na gestão de resíduos sólidos, uma vez que, dos 102 municípios, apenas a capital Maceió possui aterro sanitário em operação e a maioria dos municípios possuem destinação em locais irregulares (lixões). Quadro Destinação de resíduos sólidos urbanos coletados em Alagoas. Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Quantidade coletada por tipo de disposição final (t/dia) Lixão Aterro Controlado Aterro Sanitário TOTAL Fonte: ABRELPE (2012). O Quadro 4-22 apresenta a forma de destinação dos resíduos sólidos urbanos nos municípios do Estado de Alagoas e as coordenadas geográficas da localização destes locais segundo informações do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos municípios alagoanos inseridos na bacia do rio São Francisco (PIGIRS) e dos questionários aplicados para este Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS). Ressalta-se que as coordenadas levantadas no PIGIRS foram realizadas por levantamento técnico de empresa especializada com uso de GPS, portanto, para os municípios que houver divergência das coordenadas geográficas entre a informação do PIGIRS e a do questionário deste Plano, para fins de planejamento, será considerada a informação do PIGIRS. Quadro Forma de disposição dos resíduos sólidos nos municípios de Alagoas e coordenadas geográficas. Água Branca Anadia Arapiraca Municípios Forma de Destinação Lixão Lixão Lixão Coordenadas Geográficas PGIRS-BSF 09 18'18''S 37 56'46"W 09 38'42''S 36 20'57"W 09 43'15''S 36 38'32"W Atalaia Lixão - Barra de Santo Antônio Lixão - Barra de São Miguel Batalha Belém Belo Monte Boca da Mata Lixão Lixão Lixão Lixão Lixão 09 48'46''S 36 10'42"W 09 42'21''S 37 04'26"W 09 34'12''S 36 29'38"W 09 48'40''S 37 16'21"W 09 40'55''S 36 10'42"W Branquinha Lixão - Cacimbinhas Lixão 09 23'32''S 36 57'22"W Cajueiro Lixão - Coordenadas Geográficas (PERS) '11"S 36 00'52"W 09 23'26''S 35 32'16"W '57"S 35 56'57"W Campestre Lixão '53"S 36 10'09"W 08º51 03 S 35º33 25 W

294 Quadro Forma de disposição dos resíduos sólidos nos municípios de Alagoas e coordenadas geográficas. Municípios Forma de Destinação Coordenadas Coordenadas Geográficas Geográficas PGIRS-BSF (PERS) Campo Alegre Lixão 09 47'22''S 09 27'28''S 36 04'12"W 36 28'27"W Campo Grande Lixão 09 56'52''S 36 47'44"W - Canapi Lixão 9 06'39''S 37 36'56"W - Capela Lixão '10"S 36 5'59"W Carneiros Lixão 09 28'34''S 37 23'10"W - Chã Preta Lixão '13''S 36 17'03"W Coite do Nóia Lixão 09 38'23''S 36 34'33"W - Colônia Leopoldina Lixão - 08º55 28 S 35º44 21 W Coqueiro Seco Lixão '25"S 35 48'34"W Coruripe Lixão 10 10'47''S 36 12'37"W - Craíbas Lixão 09 37'43''S 36 46'31"W - Delmiro Gouveia Lixão 09 22'4''S 38 0' 29"W - Dois Riachos Lixão 09 22'42''S 37 06'18"W - Estrela de Alagoas Lixão 09 22'42''S 36 45'24"W - Feira Grande Lixão 09 54'24''S 36 40'59"W - Feliz Deserto Não Possui Lixão (deposição em Coruripe) - - Flexeiras Lixão - 09º S 35º W Girau do Ponciano Lixão - - Ibateguara Lixão '45"S 35 56'35"W Igaci Lixão 09 32'34''S 36 38'45"W - Igreja Nova Lixão 10 07'17''S 36 41'44"W - Inhapi Lixão 09 14'32''S 37 45'01"W - Jacaré dos Homens Lixão 09 38'38''S 37 12'32"W - Jacuípe Lixão - 08º50 38 S 35º25 12 W Japaratinga Lixão - 09º04 41 S 35º16 55 W Jaramataia Lixão 09 39'50''S 37 00'10"W - Jequiá da Praia Lixão 09 58'36''S 36 04'12"W - Joaquim Gomes Lixão - 09º S 35º44 35 W Jundiá Lixão - 8º57 12 S 35º33 01 W Junqueiro 02 Lixões 09 56'18''S 09 54'29''S 09 57'51''S Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 294

295 Quadro Forma de disposição dos resíduos sólidos nos municípios de Alagoas e coordenadas geográficas. Lagoa da Canoa Limoeiro de Anadia Municípios Forma de Destinação (Povoado Olho D'Agua e Povoado Porteiras) Lixão Lixão Coordenadas Geográficas PGIRS-BSF Coordenadas Geográficas (PERS) 36 27'47"W 36 25'43"W 36 29'31"W 09 48'59''S 36 43'39"W 09 42'13''S 36 32'03"W Maceió Aterro Sanitário - Major Isidoro Lixão 09 31'23''S 36 59'48"W Mar Vermelho Lixão - Maragogi Lixão - Maravilha Lixão 09 12'52''S 37 21'14"W Marechal Deodoro Lixão - Maribondo Mata Grande Lixão Lixão 09 34'12''S 36 20'53"W 09 05'32''S 37 45'08"W Matriz de Camaragibe Lixão - Messias Lixão - Minador do Negrão Monteirópolis Lixão Lixão 09 18'24''S 36 50'23"W 09 35'59''S 37 15'53"W Murici Lixão - Novo Lino Lixão - Olho D Água das Flores Olho d'água do Casado Olho d'água Grande Olivença Ouro Branco Palestina Palmeira dos Índios Pão de Açúcar Pariconha Aterro Controlado Lixão Lixão Lixão Lixão Lixão Lixão Lixão Lixão 09 31'19''S 37 13'27"W 09 28'38''S 37 50'08"W 10 03'03''S 36 48'00"W 09 29'26''S 37 13'34"W 09 09'52''S 37 22'05"W 09 39'51''S 37 20'17"W 09 26'01''S 36 41'20"W 09 41'44''S 37 24'23"W 09 15'47''S 37 59'50"W Paripueira Lixão - Passo de Camaragibe Lixão '41''S 41 42'24"W '33"S 36 25'41"W 08º59 26 S 35º13 33 W '25"S 35 55'43"W º08 00 S 35º30 57 W 09 22'35''S 35 51'05"W '57"S 35 56'57"W 08 58'03"S 35 40'10"W '02''S 35 33'08"W 09 16'56''S 35 25'38"W 09 25'29"S 36 25'48"W Paulo Jacinto Lixão - Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 295

296 Quadro Forma de disposição dos resíduos sólidos nos municípios de Alagoas e coordenadas geográficas. Penedo Piaçabuçu Municípios Forma de Destinação Lixão Lixão Coordenadas Geográficas PGIRS-BSF 10 19'02''S 36 29'16"W 10 22'28''S 36 24'32"W Pilar Lixão - Pindoba Lixão - Piranhas Poço das Trincheiras Lixão Lixão 09 35'18''S 37 45'18"W 09 18'11''S 37 17'12"W Porto Calvo Lixão - Porto de Pedras Lixão - Porto Real do Colégio Quebrangulo Lixão Lixão 10 09'40''S 36 49'00"W 09 18'01''S 36 29'53"W Rio Largo Lixão - Roteiro Lixão 09 49'54''S 35 59'11"W Santa Luzia do Norte Lixão - Santana do Ipanema Lixão 09 23'26''S 37 09'14"W Santana do Mundaú Lixão - São Brás Lixão 10 07'36''S 36 53'84"W São José da Laje Lixão - São José da Tapera Lixão 09 34'14''S 37 23'45"W São Luís do Quitunde Lixão - São Miguel dos Campos Lixão 09 47'27''S 36 07'10"W São Miguel dos Milagres Lixão - São Sebastião Lixão 09 57'46''S 36 29'31"W Satuba Lixão - Senador Rui Palmeira Tanque d'arca Taquarana Teotônio Vilela Lixão Lixão Lixão Lixão 09 27'46''S 37 27'44"W 09 32'36''S 36 24'16"W 09 38'50''S 36 30'30"W 09 56'15''S 36 21'47"W 09 57'27''S 36 59'53"W Coordenadas Geográficas (PERS) '41"S 35 58'45"W 09 25'07"S 36 15'53"W '45''S 35 21'79"W S W S W '25"S 35 48'34"W '34''S 36 13'8''W '5"S 35 59'48"W '26''S 35 33'54"W '18''S 35 21'43"W '48''S 35 53'16"W Traipu Lixão União dos Palmares Lixão '17"S 36 1'49"W Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 296

297 Quadro Forma de disposição dos resíduos sólidos nos municípios de Alagoas e coordenadas geográficas. Municípios Forma de Destinação Coordenadas Geográficas PGIRS-BSF Viçosa Lixão - Fonte: SEMARH (2011); PERS (2014). Coordenadas Geográficas (PERS) 09 25'07"S 36 15'53"W Alguns municípios informaram no questionário aplicado para o PERS, possuir aterros controlados e, até mesmo, aterro sanitário. No entanto, a informação foi verificada com os dados do PIGIRS dos municípios alagoanos inseridos na bacia hidrográfica do rio São Francisco, de forma a possuir a caracterização mais precisa do local de disposição final. Nos próximos itens serão descritas as unidades de tratamento e disposição final de resíduos sólidos urbanos existentes e previstas no Estado de Alagoas. Será apresentada, não apenas a disposição final, mas toda a estrutura, inclusive compostagem, triagem de resíduos de construção civil, tratamento e disposição final de resíduos perigosos Central de Tratamento de Resíduos Benedito Bentes (CTR Maceió) A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Maceió, localizada no bairro Benedito Bentes, é operada pela empresa Viva Ambiental do Grupo Estre Ambiental, através de concessão para recebimento dos resíduos da cidade de Maceió por 20 anos prorrogáveis por mais 20 anos, caso exista áreas para recebimento. A CTR conta com a seguinte estrutura e serviços para tratamento e disposição final de resíduos sólidos: Aterro sanitário para disposição dos resíduos sólidos urbanos (Classe II) Recepção e Processamento de resíduos de construção civil Classe A (CONAMA nº 307/2002); Trituração e compostagem de resíduos orgânicos de podas; Disposição final resíduos de serviços de saúde após tratamento; Unidade de disposição de animais mortos; Sistema de drenagem e tratamento de lixiviados (chorume). A base do aterro sanitário, bem como das células de disposição de animais mortos e de resíduos dos serviços de saúde, após tratamento, é devidamente impermeabilizada. As Figura 4.9 e Figura 4.10 apresentam, respectivamente, a célula de resíduos e a frente de serviço do aterro em 2013, possibilitando visualizar a forma de operação dos resíduos no aterro sanitário. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 297

298 Figura 4.9 Célula de Resíduos Classe II na CTR de Maceió. Fonte: ESTRE AMBIENTAL (2014). Figura 4.10 Frente de serviço da Central de Tratamento de Resíduos de Maceió. Fonte: ESTRE AMBIENTAL (2014). Nota-se os equipamentos utilizados na operação do aterro: caminhão coletor descarregando os resíduos; trator de esteiras promovendo a compactação dos mesmos e conformação dos taludes (rampas inclinadas); em cima do maciço, caminhão basculante descarregando solo para recobrimento dos resíduos e escavadeira hidráulica promovendo o recobrimento nos taludes. Os resíduos provenientes de podação e supressão vegetal realizados em Maceió são triturados e compostados em leiras na CTR, sendo que o composto orgânico maturado é doado para a prefeitura quando solicitado, sendo utilizados nos parques e jardins da cidade e, a parcela que fica armazenada na central de tratamento é utilizada no plantio das próprias áreas verdes da CTR. O Quadro 4-23 apresenta a quantidade de resíduos sólidos urbanos dispostos na CTR, bem como a quantidade de RCC e resíduos orgânicos processados na CTR de Maceió, em Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 298

299 Quadro 4-23 Quantidade de resíduos dispostos e processados na CTR de Maceió em Tipo de resíduo Disposição e Processamento Disposição/Processamento Disposição/Processamento Anual em 2013 (t/ano) diário (t/dia) 1 per capita (Kg/hab/dia) Resíduos Sólidos Urbanos , ,24 1,23 Resíduos de Construção Civil ,81 966,92 1,03 Resíduos Orgânicos 3.195,66 8,75 0,009 1 O processamento médio dos resíduos de construção civil e compostagem foi feito só para se ter noção de ordem de grandeza, uma vez que nem sempre a coleta destes resíduos é diária. Fonte: ESTRE AMBIENTAL (2014) Central de Tratamento de Resíduos Pilar A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Pilar está em fase de construção no município de Pilar, distante a 33 km de Maceió e possuirá destinação de resíduos sólidos urbanos, além de tratamento e destinação de resíduos perigosos a fim de atender a Região Metropolitana, que é mais desenvolvida industrialmente e atualmente conta com apenas um sistema de tratamento e disposição final de resíduos industriais. O Quadro 4-24 apresenta as unidades de disposição de resíduos da CTR indicando capacidade e vida útil prevista. Quadro 4-24 Capacidade e vida útil das unidades de disposição de resíduos da CTR de Pilar Unidade Capacidade de resíduos (t) Disposição diária (t/dia) Vida Útil prevista (anos) Aterro Sanitário (RSU) Aterro de Resíduos Industriais não perigosos (Classe II) Aterro de Resíduos Industriais Perigosos (Classe I) Fonte: LIMPEL (2014). Além das unidades de disposição, a CTR contará com a operação dos seguintes sistemas de tratamento dos resíduos sólidos: Unidade de Processamento de Resíduos Classe I (perigosos) composta por Sistema de Blendagem Sólida; Unidade de Solidificação de Resíduos Classe I (perigosos) composta por Sistema de Solidificação; Unidade de Incineração de Resíduos Classe I (perigosos); Unidade de Autoclavagem de Resíduos de Serviços de Saúde; Unidade de Tratamento de Chorume mediante o emprego de Tecnologia de Geotubes. O Quadro 4-25 apresenta as distâncias rodoviárias da futura CTR de Pilar para alguns pontos importantes de geração e gerenciamento de resíduos, localizados na Região de influência da CTR. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 299

300 Quadro 4-25 Distâncias da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Pilar a pontos importantes da Região de influência. Localidade Município Distância (km) Polo Industrial de Marechal Deodoro Marechal Deodoro 29 Unidade da BRASKEM Maceió 30 Praça do Centenário Maceió 33 CTR de Maceió Maceió 36 Ponta Verde Maceió 39 Fonte: LIMPEL (2014) Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos (CIGRES) Há ainda no município de Olho D Água das Flores o aterro sanitário que receberá os resíduos gerados nos municípios integrantes do CIGRES. Com vida útil estimada em 25 anos, o aterro já possui licença ambiental de instalação ainda, mas não possui licença de operação. A previsão para início das atividades no aterro sanitário é para janeiro de A estrutura ainda contará com um pátio de compostagem e galpão de triagem que não está em uso por associação ou cooperativa de catadores (Figura 4.11 e e Figura 4.12). Figura 4.11 e Figura Camada de proteção da geomembrana e galpão de triagem do Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos (CIGRES). Fonte: CIGRES (2014) Caracterização dos Resíduos de Construção Civil (RCC) A expansão do mercado da construção civil no Estado de Alagoas, especialmente na Região Metropolitana de Maceió e em Arapiraca, ocorre em níveis mais acelerados desde o início do século XXI. Este processo é de fácil percepção pelo crescimento das cidades com aumento expressivo do número de habitações. CARVALHO (2007) afirma que o comércio varejista em Maceió vem apresentando índices crescentes desde 2004, destacando, entre outros segmentos, o de materiais de construção. De acordo com o relatório intitulado Conjuntura Econômica do Estado de Alagoas, referente ao período entre janeiro e junho de 2012, a indústria alagoana registrou um aumento de 12,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que os setores que se destacaram foram: construção civil (12,9%) e indústria de transformação (16,3%). A alta no setor da construção civil é Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 300

301 TA influenciada pelos programas do Governo Federal, PAC 1, PAC 2 e o Minha Casa, Minha Vida, sendo indicadores para o crescimento do consumo de cimento, que teve aumento de 16,5%. (SEPLANDE, 2012). UL As atividades decorrentes da construção civil, como edificações, reformas e demolição de empreendimentos imobiliários, são responsáveis pela geração de resíduos que vão desde materiais tipicamente associados a obras como argamassa, concreto, restos de cerâmicas, gesso e solo, a resíduos comuns como papelão, papel, plástico e resíduos orgânicos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, Lei /2010), definiu os resíduos da construção civil, em seu Art. 13, inciso I, alínea h, sendo considerados como aqueles: NS Art. 13 h) (...)gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis (BRASIL, Lei /2010) CO Esses resíduos muitas vezes são dispostos irregularmente em áreas urbanas, impactando a paisagem e a dinâmica das cidades, uma vez que, quando depositados em ruas ou calçadas alteram e atrapalham o fluxo de veículos e pedestres, prejudicam o sistema de drenagem urbana, além de atrair vetores de doenças. RS ÃO PA RA Em Alagoas, destaca-se a frequente disposição irregular dos resíduos de construção civil nos chamados bota-fora, ou seja, em terrenos baldios, com maiores volumes de resíduos depositados nos grandes centros geradores, como Maceió e Arapiraca, mas ocorrendo também em outras cidades. A Resolução CONAMA nº 307/2002 estabelece que os resíduos da construção civil não podem ser destinados em aterros de resíduos domiciliares, áreas de bota fora, encostas, corpos d águas, lotes vazios ou em áreas protegidas por legislação específica. As Figura 4.13 e e Figura 4.14 apresenta dois bota-fora nas cidades Teotônio Vilela e Maceió, respectivamente. Figura 4.13 e Figura Disposição dos Resíduos de Construção Civil (RCC) em Teotônio Vilela e área de botafora de RCC em Maceió. VE Fonte: FLORAM (2014); GLOBO (2014). Observa-se pelas a diferença entre os volumes de resíduos depositados nas áreas de bota fora entre as duas cidades, onde Teotônio Vilela apresenta uma quantidade inferior à da capital Maceió. Nota-se ainda a diversificação dos tipos de resíduos encontrados na disposição ilegal, tais como concreto, metais, madeiras, plásticos, papéis e papelão. Comparando as Figura 4.13 e e Figura 4.14, observa-se inicialmente a diferença entre o volume de resíduos depositados nos bota-fora das Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 301

302 duas cidades. Percebe-se também a diversificação dos tipos de resíduos encontrados na disposição ilegal, tais como concreto, metais, madeiras, plásticos, papéis e papelão. A cidade de Maceió apresenta diversos locais de bota-fora de resíduos da construção civil, com atuação da Superintendência de Limpeza Urbana Municipal de Maceió (SLUM) na tentativa de reduzir e acabar com estas áreas. O bota-fora de Maceió apresentado na localiza-se no bairro de Jacintinho em Maceió e possui, de acordo com a estimativa feita pela SLUM, mais de toneladas de resíduos depositados no local. Nota-se ainda, neste bota-fora, a presença de um catador submetido aos riscos ocasionados pela disposição de resíduos sem segregação e controle, tais como: corte ou perfuração da pele em superfícies pontiagudas como pregos e arames farpados e picada de animais venenosos como aranhas e escorpião. Embora a maior parcela dos resíduos de construção ser composto por materiais semelhantes aos agregados naturais e solos, há nestes também resíduos perfuro-cortantes, além de tintas, solventes e óleos, que se caracterizam como substâncias químicas que podem ser tóxicas ao ambiente ou a saúde humana (BRASIL, 2005). Em Arapiraca, a Prefeitura também tem tentando combater a disposição inadequada de resíduos de construção civil com o sancionamento do Código Municipal de Meio Ambiente de Arapiraca (Lei nº 2.221/2001). O código prevê infrações penais para quem depositar resíduo em local inapropriado. Ainda assim, são necessárias ações de recolhimento, sendo que, em 2013, a Prefeitura realizou recolhimento de 598 toneladas de podas de árvores e entulhos de resíduos de construção depositados em locais inapropriados na área central e na periferia da cidade (ARAPIRACA, 2013). Visando disciplinar a gestão dos resíduos de construção civil, desde a geração até a segregação, tratamento e disposição adequada, a Resolução CONAMA nº 307/2002 estabeleceu que o gerador dos resíduos destes resíduos é o responsável pela segregação destes em 4 classes diferentes. O Quadro 4-26 apresenta a classificação dos resíduos da construção civil, de acordo com a referida Resolução. Quadro 4-26 Classificação dos resíduos de construção civil. Classe A B C D Integrantes Agregados cerâmicos, argamassa, concreto, solos e quaisquer outros agregados. Resíduos sólidos recicláveis, tais como plásticos, papel, papelão, metais, madeira, vidros e outros. Resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis para reciclagem e recuperação. Resíduos perigosos, tais como tintas, óleos, solventes, amianto. Fonte: CONAMA (2002). A composição gravimétrica dos resíduos de construção civil é a representação da distribuição de cada classe de resíduos apresentadas no Quadro 4-26, em termos de peso (toneladas). Pela gravimetria média dos resíduos do País, cerca de 80% dos resíduos de construção civil são considerados Classe A, o que demonstra o alto potencial reciclável. Entretanto, nos resíduos de construção civil também pode haver matéria orgânica, resíduos perigosos, produtos químicos, tóxicos e de embalagens diversas que podem acumular água e favorecer a proliferação de insetos e de outros vetores de doenças, especialmente quando não ocorre uma segregação dos resíduos (MMA, 2012). No Estado de Alagoas há pouca iniciativa para caracterização gravimétrica dos resíduos de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 302

303 construção civil. Os trabalhos acadêmicos que abordam o assunto são incipientes e restritos a cidade de Maceió, além de serem limitados a determinados segmentos da construção civil ou padrões de construção. CARNAÚBA (2010) elaborou a gravimetria de resíduos da construção de 10 obras de edificação verticais Classe A+ e A na cidade de Maceió e o observou a seguinte composição: 96,44 % dos materiais que compõem os RCC pertencem a Classe A, 1,31 % a Classe B, 1,79 % a Classe C e 0,46 % a Classe D. Apesar alto percentual de resíduos Classe A mensurado no trabalho, esta caracterização não pode ser extrapolada para todos os resíduos de construção civil gerados na cidade, uma vez que considerou obras com alta qualidade em padrão construtivo, não condizente com a realidade da maioria das obras e, consequentemente, dos resíduos das demais construções da cidade. Não foram encontrados para nenhum município do Estado estudos apontando caracterização gravimétrica representativa dos resíduos de construção civil. Em relação à coleta de resíduos de construção civil, o Ministério das Cidades publica anualmente o documento nominado Diagnóstico do Manejo dos Resíduos Sólidos Urbanos, como parte do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) sendo que, em 2011, a pesquisa contemplou 17 Municípios para o Estado de Alagoas. O Quadro 4-27 sintetiza a coleta de resíduos de construção civil para esses municípios. Quadro Informações sobre coleta de Resíduos de Construção Civil (RCC) em 17 Municípios do Estado de Alagoas. Município Serviço executado pela prefeitura Existência Cobrança Existência de empresa especializada Existência de serviço de coleta de RCC feita por autônomos Com caminhões tipo basculantes ou carroceria Com carroças ou outro tipo de veículo de pequena capacidade Arapiraca Não - Sim Sim Sim Boca da Mata Não - Sim - Não Campo Alegre Sim Não Não Sim Não Capela Sim Não Não Não Não Delmiro Gouveia Sim Não Não Sim Sim Igaci Não - Não Sim Sim Jacuípe Não - Não Não Não Maceió Não - Sim Sim Sim Major Isidoro Não - Não Não Não Messias N.I. N.I. N.I. N.I. N.I. Olho D'Água das Flores Sim Não Não Sim Não Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 303

304 Quadro Informações sobre coleta de Resíduos de Construção Civil (RCC) em 17 Municípios do Estado de Alagoas. Município Serviço executado pela prefeitura Existência Cobrança Existência de empresa especializada Existência de serviço de coleta de RCC feita por autônomos Com caminhões tipo basculantes ou carroceria Com carroças ou outro tipo de veículo de pequena capacidade Ouro Branco Sim Não Não Não Sim Rio Largo Não - Não Não Não Santana do Ipanema São Miguel dos Campos Sim Não Sim Sim Não Sim Não Não Não Não Taquarana Sim Não Não Sim Sim Viçosa Sim Não Não Sim Sim N.I. Não Informado. Fonte: SNIS (2011). Como principal resultado, verifica-se que os serviços de coleta de resíduos da construção civil dos dois maiores municípios do Estado de Alagoas, Maceió e Arapiraca, são prestados por empresas especializadas, assim como nos municípios de Boca da Mata e Santana do Ipanema. Nota-se também que, na maioria dos municípios há alguma de prestação de serviços autônomos, seja por caminhão basculante ou por carroças. Excetuam-se os municípios de Capela e São Miguel dos Campos que não há prestação de serviços por empresas especializadas nem por autônomos. O diagnóstico realizado pelo Ministério das Cidades apresentou ainda a quantidade coletada em Delmiro Gouveia, Major Isidoro, Olho D Água das Flores, Ouro Branco Santana do Ipanema, São Miguel dos Campos. O Quadro 4-28 mostra os resultados do SNIS e a quantidade de resíduos de construção civil coletada informada nos questionários preenchido pelas prefeituras dos referidos municípios. Quadro 4-28 Informações sobre coleta de RCC em 06 Municípios alagoanos. Quantidade coletada (t/dia) Município Quantidade Prefeitura ou Caçambeiros e autônomos Próprio gerador informada no contratado por ela contratados pelo gerador questionário PERS Delmiro Gouveia 16,67 3,33 1,67 15 Major Isidoro ,67 6,7 Olho D'Água das Flores 150,00 33,33-30 Ouro Branco 83,33 16,67-4,8 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 304

305 Quadro 4-28 Informações sobre coleta de RCC em 06 Municípios alagoanos. Quantidade coletada (t/dia) Município Quantidade Prefeitura ou Caçambeiros e autônomos Próprio gerador informada no contratado por ela contratados pelo gerador questionário PERS Santana do Ipanema 1,00 0,33-86,4 São Miguel dos Campos 295, Fonte: SNIS (2011); Questionários PERS (2014). Percebe-se diferenças significativas entre a informação da quantidade de resíduos de construção civil coletados nos municípios entre os questionários aplicados pelo SNIS e os questionários aplicados neste Plano, exceto para o município de Delmiro Gouveia. A Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (SLUM) disponibilizou informações referentes a coleta de resíduos de construção civil (Classe II-B) no ano de 2013, totalizando ,97 toneladas, equivalentes a 899,53 t/dia. Considerando a população urbana de Maceió de habitantes (IBGE, 2010), tem-se uma taxa de coleta per capita de resíduos de construção civil de 0,96 Kg/hab/dia. Percebe-se que, quando comparado a geração estimada em Maceió de 1.455,09 t/dia com a informação de coleta disponibilizada pelo SLUM, de 899,83t/dia, tem-se um déficit de 555,55t/dia. Este diferencial está na coleta realizada pelas empresas privadas. Um estudo realizado por SILVA (2009) nos municípios de São José da Lage, Ibateguara, Santana do Mundaú e União dos Palmares, pertencentes à Região da Zona da Mata, verificou a coleta de resíduos da construção civil e quantificou por meio de amostragem os resíduos que chegam aos locais de disposição por um período de três meses (Quadro 4-29). O estudo observou que a coleta de resíduos da construção civil nos quatro municípios é feita por retroescavadeiras. Quadro Geração e frequência de coleta de Resíduos da Construção Civil (RCC) em quatro municípios da Zona da Mata. Município Quantidade por coleta (kg/coleta) Frequência de coleta semanal Coleta mensal (t/mês) Coleta diária aparente (t/dia) Coleta informada no questionário PERS (t/dia) Ibateguara ,00 0,30 N.I. Santana do Mundaú ,42 0,81 2,4 São José da Laje ,14 0,57 1 União dos Palmares ,44 1,71 17 N.I. Não Informado Fonte: SILVA (2009). Modificado por FLORAM. Os dados coletados por SILVA (2009) identificaram uma quantidade de 1,71 t/dia de resíduos da construção civil que chegam ao lixão do município de União de Palmares, valor que está abaixo ao informado pela prefeitura no questionário aplicado (17 t/dia). As prefeituras dos municípios de Santana do Mundaú e São José das Lajes informaram nos questionários que coletam diariamente 2,4 ton/dia e 1 ton/dia, respectivamente, de resíduos de construção civil. O Produto 05 abordará a coleta de resíduos de construção civil nas cidades pólo de cada região de planejamento dos resíduos, a partir das entrevistas com os agentes públicos e/ou privados que Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 305

306 realizam o gerenciamento destes resíduos. O gerenciamento adequado dos RCC consiste basicamente em classificar (segregar na origem) e reciclar/reaproveitar ou destinar adequadamente. A segregação é importante para aumentar a eficiência dos processos de reciclagem e evitar que resíduos classe A (agregados) não sejam contaminados por resíduos orgânicos e perigosos. Já a disposição adequada em aterros de resíduos de construção civil, diferentes dos aterros de resíduos sólidos urbanos, evita que estes resíduos sejam dispostos em bota fora se acumulando nas vias públicas, atrapalhando o fluxo de veículos e pedestres, prejudicando a drenagem urbana das cidades e comprometendo a qualidades dos cursos d água. A Resolução CONAMA nº 307/2002 determina em seu artigo X, parágrafo I, a seguinte forma de reciclagem/disposição para os resíduos Classe A: (...)deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados ou encaminhados a aterro de resíduos classe A de reservação de material para usos futuros; (nova redação dada pela Resolução nº 448/12) A reciclagem e reuso dos resíduos da construção civil tem se tornado objeto de pesquisa nos meios técnico-científico, pela utilização do resíduo Classe A como agregado para reuso na construção civil e também na pavimentação rodoviária, entrando como substituto às matérias-primas hoje utilizadas nestes setores (CARNEIRO, 2001). Assim, tem-se feito emprego usual do RCC beneficiado na base, sub-base ou revestimento primário da pavimentação, na forma de brita corrida ou ainda em misturas do resíduo com solo, sendo que, a eficiência desta prática, vem sendo confirmada pela utilização da mesma por diversas administrações municipais e pesquisas acadêmicas (ZORDAN, 1997). Segundo OLIVEIRA et al. (2005), a utilização do entulho reciclado em sub-base e base pavimentos já é uma realidade no Brasil, ressaltando-se ainda, a utilização destes resíduos para composição dos acessos dos aterros sanitários, especialmente em períodos chuvosos, quando pode haver dificuldade do caminhão coletor em acessar as trincheiras de resíduos. Segundo informações da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (SLUM), atualmente existem três locais licenciados em Maceió para recepção de resíduos da construção civil (Quadro 4-30). Quadro 4-30 Locais licenciados para recebimento de resíduos de construção civil em Maceió. Unidade Localização Observação CTR Central de Tratamento de Resíduos de Resíduos são britados para posterior Benedito Bentes Maceió reaproveitamento Utilizada apenas pelas empresas particulares de coleta de entulho de Central de Triagem de RCC Clima Bom Maceió (Líder e Limpel) EcopontoPajuçara Rua Campos Teixeira Recebimento de até 1m³/dia Fonte: SLUM (2014). Modificado por FLORAM. Os resíduos de construção civil processados na CTR de Maceió são aqueles gerados na cidade de Maceió, tanto de obras públicas quanto privadas. O processamento é realizado apenas para os resíduos Classe A, conforme Resolução CONAMA nº 307/2002, pelo emprego de equipamento britador com separação por classificação granulométrica e posterior doação do material britado para Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 306

307 a Prefeitura Municipal de Maceió. As Figura 4.15 e e Figura 4.16 apresentam o britador e os resíduos de construção civil após britamento, em 2013, na CTR de Maceió. Figura 4.15 e Figura Resíduos de Construção Civil Classe após trituração na CTR de Maceió. Fonte: ESTRE AMBIENTAL (2014). O Quadro 4-31 apresenta as formas de manejo de resíduos de construção civil para o Estado de Alagoas, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, realizada pelo IBGE em Para o Estado de Alagoas, dos 102 Municípios, 87 (cerca de 85% dos Municípios) possuem alguma forma de manejo dos RCC e 22 (cerca de 21%) fazem algum tipo de processamento dos mesmos. Quadro Tipos de manejo de resíduos de construção civil no Estado de Alagoas. País, Região e UF Total Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Total Total Triagem simples dos RCC reaproveit áveis (classes A e B) Municípios Com serviço de manejo dos RCC Existência e tipo de processamento de resíduos Triagem e trituração simples dos resíduos classe A Triagem e trituração dos resíduos classe A com classificação granulométrica dos agregados reciclados Reaproveitamento dos agregados produzidos na fabricação de componentes construtivos Alagoas Fonte: IBGE (2010). A metodologia aplicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi através de questionários, mas não há uma disponibilização da informação que possibilite saber quais municípios realizam estas formas de manejo indicadas no Quadro Embora haja uma legislação federal, o mercado de reciclagem destes materiais é incipiente no Estado de Alagoas, havendo poucas iniciativas neste sentido e também não há áreas licenciadas Outro

308 para destinação temporária e/ou final no Estado. Há algumas iniciativas de reuso dentro dos próprios municípios como a utilização de RCC Classe A nas estradas vicinais e utilização na subbase de construções civis (sapatas) Caracterização dos Resíduos de Serviços de Saúde Os resíduos de serviços de saúde resultam de todas as atividades exercidas no âmbito de atendimento à saúde, que por suas características, necessitam de processos diferenciados em seu manejo, exigindo ou não tratamento prévio antes da sua disposição final, conforme estabelecido na Resolução CONAMA nº 358/2005. A referida Resolução define como geradores de resíduos de serviços de saúde todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação); serviços de medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura; serviços de tatuagem, dentre outros similares. Portanto, para caracterizar os resíduos de serviços de saúde, é necessário identificar os geradores no Estado, que são os estabelecimentos públicos e privados de atendimento à saúde, classificando sua atividade e porte, bem como a forma de gestão e manejo dos resíduos incluindo as contratações de empresas especializadas em transporte e tratamento dos mesmos, fazendo-se necessário então, uma análise do quadro de saúde do Estado. A SEPLANDE publicou em 2012, o Projeto de Redução da Pobreza e Inclusão Produtiva do Estado de Alagoas (PREPI) que apresentou a nova estrutura de saúde vigente no Estado, a partir de janeiro de A alteração na estrutura de saúde visou a descentralizando o poder de decisão regional, bem como o planejamento das ações de saúde de forma regionalizada, atendendo as especificidades locais e regionais. Assim, o Estado de Alagoas foi dividido em duas macrorregiões, Maceió e Arapiraca. A macrorregião de Maceió concentra 52,9% dos municípios alagoanos e 66,6% da população residente em Alagoas, além da divisão estadual em dez regiões de Saúde conforme Figura Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 308

309 Figura 4.17 Divisões geográficas do Estado de Alagoas em Regiões de Saúde. Fonte: SEPLANDE (2012). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ERSÃO PARA CONSULTA

310 A descentralização da estrutura de saúde do Estado visa a ampliação da oferta de serviços mais próxima dos usuários no interior, pois os serviços hospitalares de média e alta complexidade estão mais desenvolvidos e concentrados na capital e seu entorno, o que resulta em índices elevados de algumas enfermidades no interior de Alagoas, tais como a mortalidade materna e infantil (SEPLANDE, 2012). Em relação às taxas de mortalidade infantil, apesar do declínio percebido, no final de 2011, Alagoas atingiu um percentual de 17,1 por mil nascidos vivos, sendo o terceiro maior índice registrado entre os Estados do Nordeste, enquanto para a mortalidade materna nos últimos 10 anos, observa-se a manutenção da taxa em patamares elevados, não apresentando, por enquanto, tendência de declínio. (SEPLANDE, 2012). Dentre as outras enfermidades ocorrentes no Estado, destacam-se as doenças relacionadas com as condições de saneamento ambiental e outros fatores nos municípios alagoanos. O Quadro 4-32 apresenta a evolução dos casos destas doenças entre o período de 2007 e Quadro 4-32 Registro de ocorrência de enfermidades relacionadas ao saneamento ambiental em Alagoas entre 2007 e Enfermidade/Doença Cólera Coqueluche Dengue Febre Tifóide Hepatite viral Leishmaníase visceral (calazar) Malária (todas as formas) Fonte: SEPLANDE (2013). Notam-se os alarmantes números de casos de dengue no Estado com o ápice de incidência em 2010, sendo, juntamente com a esquistossomose, as doenças com maiores ocorrências em Alagoas. A esquistossomose, conhecida como barriga d água, infectou mais de 63 mil brasileiros em 2011, sendo que o Estado de Alagoas foi onde registrou maior ocorrência no País, com casos. A esquistossomose está diretamente relacionada às condições de vida das famílias e afeta principalmente populações socialmente vulneráveis, com baixo nível de escolaridade e renda, além de contribuir para a manutenção do quadro de desigualdade, já que acomete indivíduos em idade produtiva (BARRACHO, 2013). BARRACHO (2013) aponta a importância do desenvolvimento das medidas e ações de saneamento básico no controle da esquistossomose: Por refletir a situação de vida da população, o enfrentamento à esquistossomose deve ser realizado não apenas no tratamento da doença, mas também compreender a importância da criação de novas circunstâncias sociais e estratégias preventivas. Historicamente as medidas de controle só têm investido no tratamento da população e no controle do molusco vetor nas coleções hídricas, sem se preocupar em investimentos no saneamento básico para melhorar as condições ambientais que levam ao contagio humano, acredita a pesquisadora da Fiocruz Pernambuco e coordenadora do Serviço de Referência para Esquistossomose no Ministério da Saúde, Constança Barbosa. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 310

311 Em 2012 foram registrados casos de diarreia em Alagoas, com alastramento da epidemia em 2013 ocorrendo em 25 municípios com quase o dobro do registro do ano anterior, mais de casos e 56 mortes no Estado. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (SESAU) as causas da epidemia estão relacionadas às bactérias, vírus e parasitas detectados na água proveniente de fontes alternativas a exemplo de caminhões pipas, cisternas e cacimbas dos Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs) (GLOBO, 2013). Conforme dados da SESAU, analisando o número de casos de diarréia entre 2012 e 2013 houve um acréscimo de 74,78% apresentando uma situação atípica no estado, somente visto no ano da maior incidência da cólera em Um plano de ação foi montado pela SESAU em conjunto com a Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) para tentar impedir o alastramento da epidemia, especialmente no Agreste e Sertão, regiões com maiores incidências. O conjunto de ações e medidas adotadas foram: aumento da dosagem de cloro nas estações de tratamento de água (ETAs), aquisição de medidores digitais para leitura em campo de cloro residual, coletas periódicas de água para análises e limpeza e desinfecção dos reservatórios de distribuição de água de Palmeira dos Índios, no Agreste, onde registrou-se mais de casos (GLOBO, 2013). O Quadro 4-33 apresenta o número de internações hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), por regime em Alagoas, entre os anos de 2008 e Percebe-se redução de internações entre os referidos anos tanto nos hospitais públicos quanto privados, com maior expressividade nestes últimos. Quadro 4-33 Internações hospitalares ocorrentes entre 2008 e 2012 em Alagoas. Ano Públicos Privado Total Fonte: SEPLANDE (2013). De acordo com a SEPLANDE a qualidade de vida da população de um município reflete na estrutura de saúde, ou seja, influencia no número de médicos, de leitos de internação e de estabelecimentos de saúde em um município. Os Quadro 4-34 e Quadro 4-35 apresentam, respectivamente, o número de estabelecimentos de saúde, o número de médicos e o número total de leitos para internação em Alagoas entre os anos de 2008 e 2012, sendo que em 2010, ano do censo Alagoas possuía um total de estabelecimentos de saúde, médicos e leitos de internações (SEPLANDE, 2012). Quadro Número de estabelecimentos de saúde e de médicos atuantes em Alagoas entre 2008 e Ano Federal Estadual Municipal Privado Total Número de médicos N.I Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 311

312 Quadro Número de estabelecimentos de saúde e de médicos atuantes em Alagoas entre 2008 e Ano Federal Estadual Municipal Privado Total Número de médicos N.I N.I. N.I. Não Informado Fonte: SEPLANDE (2013); DATASUS (2010). Em 2012, o Estado contava com estabelecimentos de atendimento à saúde, 525 a mais que em 2008, com uma média de crescimento anual de 105 estabelecimentos. Nota-se, ainda, crescimento do número de estabelecimentos na esfera pública e privada, destacando-se a ampliação da rede na esfera estadual e no setor privado. Quadro Número de leitos para internação em estabelecimentos de saúde de Alagoas entre 2008 e Ano Federal Estadual Municipal Privado Total Fonte: SEPLANDE (2013). O número de leitos de internação reduziu entre 2008 e 2012, respectivamente, de para leitos, com ampliação apenas na esfera municipal enquanto houve redução de leitos nas esferas privada, federal e estadual, entre os referidos anos. De acordo com a Portaria GM nº 1.101/2002, o Mistério da Saúde estima a necessidade de 2,5 a 3 leitos de saúde para cada habitantes. O Quadro 4-36 apresenta a relação entre número de leitos hospitalares e a população do Estado de Alagoas para os anos de 2008 e Quadro 4-36 Relação entre leitos e habitantes em Alagoas entre 2008 e Ano População (habitantes) Nº de Leitos Leitos por habitantes , , , , ,97 Fonte: SEPLANDE (2013). Cálculos elaborados por FLORAM. Percebe-se que a população teve um crescimento de 0,99% entre os referidos anos e, em contrapartida, o número de leitos reduziu 7,5%, ficando em 2012, com 1,97 leitos para cada habitantes, sendo a sétima pior relação entre os Estados da federação e abaixo da média nacional Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 312

313 que é de 2,35 leitos por habitantes (DATASUS, 2012). Percebe-se ainda que, mesmo em 2008, quando havia a melhor oferta de leitos por habitantes, a proporção ainda encontrava-se abaixo do mínimo estipulado pela Portaria GM do Ministério da Saúde. A Figura 4.18 apresenta a distribuição dos leitos no Estado em Nota-se que 94 municípios tinham menos de 100 leitos, ao passo que apenas 8 municípios possuíam mais que 100 leitos de internações. Figura Distribuição de leitos de internação em Alagoas Fonte: SEPLANDE (2012). O Quadro 4-37 apresenta a relação entre o número de leitos hospitalares e a população do Estado de Alagoas no ano de 2009, para as regiões de planejamento de resíduos sólidos. Observa-se que apenas a Região Metropolitana de Maceió possui mais que 2,5 leitos por habitantes, conforme preconizado pela Portaria do Ministério da Saúde GM nº 1.101/2002 diferentemente do restante do Estado, em que o número de leitos por habitantes encontra-se abaixo de 2,0 e com o mínimo de 0,92 leitos, observado na Região do Litoral Norte. Isso demonstra a centralização da estrutura do sistema de saúde no Estado nas proximidades da capital. Quadro 4-37 Relação entre leitos e habitantes nas regiões de planejamento de resíduos em Alagoas em Região Número de Leitos Hospitalares População (habitantes) Leitos por habitantes Agreste Alagoano ,80 Bacia Leiteira ,01 Litoral Norte ,92 Metropolitana ,78 Sertão ,06 Sul do Estado ,34 Zona da Mata ,52 Fonte: IBGE (2009;2010). De acordo com os dados da FUNASA, em 2011, a taxa de geração de resíduos diária por leito no Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 313

314 Estado de Alagoas foi de 2,63 kg/leito/dia, sendo que, os responsáveis pelos estabelecimentos de saúde e leitos são responsáveis pelo gerenciamento dos resíduos gerados nestes. A Resolução CONAMA nº 358/2005 impõe aos geradores de resíduos a elaboração e implantação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), devendo ser considerado no Plano a geração, coleta, acondicionamento, armazenamento, tratamento e a disposição final dos resíduos de serviços de saúde. Portanto, visando assegurar o manejo adequado dos resíduos de serviços de saúde, a Resolução CONAMA nº 358/2005 prevê a classificação de cinco grupos que são apresentados no Quadro Quadro 4-38 Classificação dos resíduos de serviços de saúde. Grupo A B C D E Fonte: CONAMA (2005). Característica Infectantes: resíduos com a possível presença de agentes biológicos que podem apresentar risco de infecção. Alguns exemplos são: resíduos de laboratórios de engenharia genética, bolsas de sangue, peças anatômicas e carcaças de animais provenientes de centros de experimentação. Químicos: resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente, independente de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. São exemplos: medicamentos vencidos, contaminados, apreendidos para descarte, reagentes químicos. Rejeitos Radioativos: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificada na norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear, CNEN NE 6.02, e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. Resíduos Comuns: todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos pela RDC 306/2004 que não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento, identificação e tratamento, devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos. São exemplos: resíduos gerados na recepção, escritório, administração, copa e cozinha. Perfurocortantes: objetos e instrumentos contendo cantos, bordas, pontos ou protuberâncias rígidas e agudas, capazes de cortar ou perfurar. São exemplos: bisturis, agulhas, lâminas, bolsas de coleta incompleta quando descartadas acompanhadas de agulhas, entre outros. Segundo a Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (FEAM, 2011) nos estabelecimentos de atendimento à saúde são geradas quantidades significativas de resíduos, porém, apenas uma pequena parcela pode ser considerada de risco biológico, químico, físico, o que exige cuidados especiais para a proteção dos trabalhadores, da população em geral e do meio ambiente. A maior parcela é constituída por resíduos que podem ser equiparados aos domiciliares. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2014), do volume gerado de resíduos de serviços de saúde, 85% podem ser equiparados aos resíduos domiciliares, 10% patológicos e potencialmente infectantes e 5% químicos e radioativos. Ainda, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA, 2012), a observação nos estabelecimentos de saúde tem demonstrado que, tipicamente, os resíduos de classe A, classe B, classe C e classe E representam conjuntamente cerca de 25% do volume total dos RSS, enquanto os da classe D correspondem a cerca de 75% dos resíduos de serviços de saúde. A Resolução CONAMA nº 358/2005 determina que os resíduos potencialmente infectantes (Classe A) não poderão ser dispostos sem tratamento prévio que assegure a eliminação de suas características de patogenicidade. Salienta-se que os resíduos Classe A não devem ser misturados com os demais resíduos, pois caso haja mistura, todo o resíduo passa a ser considerado perigoso, pela contaminação dos demais resíduos pelo infectante, elevando os custos no tratamento e disposição do maior volume de resíduos conforme Figura 4.19 (MINAS GERAIS, 2011). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 314

315 Figura 4.19 Contaminação de resíduos não perigosos por perigosos. Fonte: MG (2011). Ao contrário do que se pode imaginar, os resíduos de serviços de saúde também podem ser reciclados ou reutilizados, uma vez que, nos estabelecimentos de atendimento à saúde são gerados resíduos como papel de escritório, caixas de papelão, jornais, revistas, plásticos diversos, embalagens PET, copos descartáveis, vidros, metais, latas de alumínio, dentre outros. De acordo com um estudo realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), 91% do volume dos resíduos de serviços de saúde produzidos foram enquadrados como passíveis de reciclagem (INTRANET SAÚDE, 2012). Ressalta-se que não foi identificada no Estado de Alagoas, a partir dos levantamentos de dados secundários, qualquer iniciativa para reciclagem dos resíduos de serviços de saúde classe D. Segundo a Resolução nº 306/2004 da ANVISA, os resíduos de serviços de saúde infectantes (Classe A) devem ser submetidos a um tratamento antes de sua disposição final, pela aplicação de uma tecnologia que modifique as características inerentes aos mesmos, reduzindo ou eliminando os riscos de contaminação associados à presença de agentes causadores de doenças, chamados de agentes patogênicos. Ainda de acordo com a Resolução CONAMA nº 358/2005, os sistemas para tratamento e disposição final dos resíduos de serviços de saúde devem estar licenciados pelo órgão ambiental, que, no processo de licenciamento ambiental definirá os parâmetros e periodicidade do monitoramento da qualidade do ar e dos efluentes gerados no sistema de tratamento térmico, caso haja efluentes. Dentre os diversos métodos para tratamento dos resíduos de serviços de saúde, as mais comuns no Brasil são a incineração e autoclavagem que são adotadas pelas grandes empresas especializadas em tratamento de resíduos de serviços de saúde presentes em alguns Estados por unidades com alta capacidade instalada, podendo atender a diversos municípios. Ainda existe a técnica de tratamento por micro-ondas, adotada em menor escala que as referidas técnicas, mas com crescente aplicação nos últimos anos. A incineração é um processo de queima de resíduos em altas temperaturas, normalmente acima de 800ºC, na presença de oxigênio em excesso, decompondo assim os materiais à base de carbono, desprendendo calor e gerando um resíduo de cinzas. Esse método é o mais adotado no País para tratamento de resíduos infecciosos e perfurocortantes, tornando-os estéreis, isto é, inativando os Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 315

316 agentes infecciosos, e requerendo constante tratamento e monitoramento das emissões gasosas, a fim de minimizar os impactos ambientais (RECESA, 2008). A autoclavagem é um processo aplicado para redução de carga microbiana de culturas e estoques de microrganismos combinando alta temperatura e pressão para provocar a inativação dos microrganismos patogênicos (causadores de doenças). Apesar de existirem autoclaves de grande porte no País, este método é muito utilizado em laboratórios, nos hospitais e clínicas. De acordo com a Resolução nº 306/204 da ANVISA, o processo de licenciamento ambiental é dispensado para a autoclavagem em laboratórios, ficando, sob a responsabilidade do prestador de serviço de atendimento à saúde, a garantia da eficácia dos equipamentos mediante controles químicos e biológicos periódicos devidamente registrados. O tratamento dos resíduos de serviços de saúde por micro-ondas exige trituração prévia dos resíduos visando à máxima exposição dos mesmos à emissão de ondas de alta ou de baixa frequência, a uma temperatura variando de 95 a 105 C. Esse método de tratamento é bastante eficiente para o tratamento de materiais com alto teor de umidade (FEAM, 2008). Para facilitar o gerenciamento dos RSS, alguns especialistas recomendam que as administrações públicas optem pela terceirização do serviço contratando empresas especializadas em manejo e tratamento de resíduos especiais, de modo que se exija a apresentação de documento que comprove a regularização ambiental da empresa e que a empresa responsável pelo tratamento e disposição dos resíduos apresente fontes de comprovação sobre a atividade contratada. A Figura 4.20 apresenta os tipos de tratamento dos resíduos de serviços de saúde gerados nos municípios do Estado de Alagoas no ano de Ressalta-se que este gráfico representa apenas 100% dos resíduos que são tratados, o que não significa que são 100% dos resíduos gerados, já que boa parte dos RSS são depositados nos lixões do Estado sem qualquer tipo de tratamento. Figura Tipos de tratamento dos resíduos de serviços de saúde em Alagoas. Fonte: IBGE (2008;2010). 1% 12% 9% 20% Observa-se que 58 % dos resíduos gerados no Estado são incinerados. Conforme abordado anteriormente, esta técnica é adequada para tratamento de resíduos infectantes, tornando-os aceitos para serem encaminhados à destinação final. Chama-se atenção que 12% dos resíduos são queimados em locais a céu aberto, 9 % são queimados em fornos simples com baixo ou nenhum nível de controle calorífico do forno e de tratamento dos gases e 20% dos resíduos são enquadrados 58% Incineração Queima em fornos simples Queima a céu aberto Tratamento em autoclave Outro Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 316

317 como outras formas de manejo, incluindo provavelmente, disposição conjunta com resíduos sólidos urbanos nos lixões. O Panorama da ABRELPE, para o ano de 2012, apresenta a capacidade instalada de tratamento de resíduos de serviços de saúde em Alagoas (Quadro 4-39). Nota-se a exclusividade da tecnologia de incineração no Estado referente ao incinerador localizado em Maceió da empresa SERQUIP Tratamento de Resíduos. Quadro Capacidade Instalada de Tratamento em Alagoas. Estado Capacidade Instalada (t/ano) x Tecnologia Autoclave Incineração Microondas Total Alagoas Fonte: ABRELPE (2012). Em 2013, a SERQUIP incinerou os resíduos de 60 municípios alagoanos e aumentou sua capacidade instalada em 2014 após a aquisição de uma unidade de autoclavagem, hoje já faz a incineração em 73 municípios. Destaca-se também a atuação da empresa AMSCO Ambiental Serviços na cidade de Maceió que trabalha com tratamento e trituração dos resíduos, enviando-os a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Maceió para disposição final. As escórias/cinzas após a incineração são coletadas e armazenadas em um contêiner da SOLUPEL, tendo como destino final o aterro sanitário CTR Igarassu. Outros tipos de resíduos sólidos gerados pela empresa são coletados pela SOLUPEL. As empresas especializadas em coleta e tratamento de resíduos de serviços de saúde são contratadas por prefeituras, hospitais e clínicas particulares, no caso de geradores privados, operando da seguinte forma: As empresas especializadas na coleta e tratamento dos RSS fornecem, em regime de comodato, bombonas de polietileno de alta densidade (PEAD) com capacidade variável, porém mais usual de 200L, normalmente revestidas internamente com sacos plásticos compatíveis com seu volume, onde serão acondicionados, no máximo 25 kg de resíduos para acondicionamento de RSS dos grupos A, B e E de acordo com a Resolução CONAMA nº 358/2005. Após o enchimento das bombonas a empresa passa no estabelecimento de saúde do município ou privado coletando-as e deixando outras bombonas em substituição. A coleta é realizada por veículos devidamente identificados e equipados de acordo com o Decreto nº /1988, Resolução ANTT nº 420/2004 do Ministério dos Transportes e ABNT NBR nº /1993, com superfícies internas lisas, cantos arredondados, não permitindo vazamento de fluidos e facilitando a higienização, encaminhando os resíduos para submissão ao tratamento térmico e higienização das bombonas para poder serem enviadas novamente aos estabelecimentos de saúde. A Figura 4.21 apresenta recipientes para armazenamento de resíduos de serviços de saúde. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 317

318 Figura 4.21 Recipientes para armazenamento dos resíduos de serviços de saúde. Fonte: CONE SUL SOLUÇÕES AMBIENTAIS (2014). Observa-se nas bombonas azuis, sacos brancos e caixas amarelas, a simbologia de substâncias infectantes. As caixas amarelas estanques são para acondicionamento seguro de materiais perfurocortantes como agulhas, seringas e lâminas visando à proteção das pessoas que manejam os resíduos. O item deste documento apresentará maiores informações sobre a geração e tratamento de resíduos de serviços de saúde no Estado de Alagoas por meio de informações disponibilizadas pela empresa SERQUIP Tratamento de Resíduos. Ressalta-se que foram solicitadas informações a empresa AMSCO Ambiental Serviços referentes às unidades de saúde atendidas, quantidades de resíduos tratadas e caracterização do sistema de tratamento, entretanto, estas ainda não foram disponibilizadas. Após tratamento térmico os resíduos de serviços de saúde estão em condições de serem encaminhados para a disposição final em solo previamente preparado para recebê-los, obedecendo assim a critérios técnicos de construção e operação, de modo a proteger as águas superficiais, subterrâneas e o subsolo (RDC 306/2004 da ANVISA). A principal forma de destinação de resíduos sólidos são os aterros sanitários, também chamados de aterros Classe II, que é classificação dos resíduos em não perigosos, estabelecida na norma da ABNT, NBR 10004/2004. O aterro sanitário (Classe II) é definido na norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), NBR 8419/1992 Apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos, estas unidades são definidas da seguinte forma: "aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos, consiste na técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza os princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou à intervalos menores se for necessário." Nos últimos 22 anos, a partir da publicação da norma da ABNT sobre aterros sanitários, muitos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 318

319 conhecimentos e experiências foram adquiridos pelos técnicos em saneamento no Brasil, no tocante ao desenvolvimento da construção e operação de aterros sanitários. Desta forma, atualmente, existem no Brasil aterros com tecnologias diferenciadas de impermeabilização da base, drenagem, captação e aproveitamento do gás gerado na decomposição da matéria orgânica, bem como tratamento do lixiviado (chorume). É fato que os aterros, cujo projeto e operação se destacam no país, são poucos e, em sua maioria, são operados por empresas privadas. Destaca-se ainda que o conhecimento mais avançado sobre aterros sanitários ainda não está difundido no país, sendo deficiente o conhecimento detalhado destas unidades, especialmente no quadro técnico dos municípios. Ressalta-se ainda que a concepção de projetos de aterros sanitários com diferentes níveis de qualidade do sistema de proteção ambiental é definida pelo local do aterro, tipo de resíduos a serem dispostos, condições do solo, nível do lençol freático, dentre outros aspectos ambientais. Em relação à disposição final dos resíduos de serviços de saúde nas regiões do País, observou-se na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico de 2008, que em 72,5% dos municípios da Região Nordeste houve disposição dos resíduos em vazadouros ou aterros em conjunto com os demais resíduos, enquanto em 14,3% houve disposição adequada em aterros específicos para resíduos especiais (Figura 4.22) (IBGE, 2010). Figura Destinação final de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) no Brasil e regiões. Fonte: IBGE (2010). Em relação ao manejo dos resíduos de serviços de saúde, destaca-se, que na ausência ou ineficiência de segregação dois principais problemas podem ocorrer: 1 Destinação indevida dos RSS juntamente com os resíduos sólidos urbanos em lixões, situação preocupantes que ocorre em Alagoas, onde predominam os lixões, muitos com presença de catadores. Este tipo de gestão é ilegal, de custo reduzido e envolve risco de saúde pública para quem maneja ou está exposto ao contato com os resíduos. 2 - Um percentual de resíduos sólidos urbanos pode ser coletado, transportado, tratado termicamente e disposto juntamente com os resíduos de serviços de saúde, onerando o gerador. Este tipo de gestão é ineficaz e conforme citado anteriormente eleva os custos do gerenciamento dos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 319

320 resíduos. Ainda em relação ao manejo dos RSS, conforme a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, somente 22 municípios do Estado de Alagoas exercem controle sobre o manejo dos resíduos serviços de saúde (Quadro 4-40). Quadro Municípios, total e que exercem controle sobre o manejo de resíduos especiais realizado por terceiros, por tipo de resíduo, no Estado de Alagoas Estado Total Municípios Exercem controle sobre o manejo de resíduos especiais realizados por terceiros Total Controle sobre o manejo dos Resíduos de Serviços de Saúde Alagoas Fonte: IBGE (2010). Ressalta-se que a metodologia aplicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi através de questionários, mas não há uma disponibilização da informação que possibilita saber quais Municípios realizam controle de manejo indicadas no quadro acima. Os hospitais no Estado de Alagoas ainda adotam soluções paliativas no gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde a fim de reduzir os custos. Muitos hospitais utilizam os fornos simples e placentários que não possuem sistema de controle de chama e de tratamento de gases e o placentário é uma estrutura composta por várias células com tampas de concreto para disposição de resíduos como placentas, fetos natimortos, dentre outros (Figura 4.23 e Figura 4.24). Sabe-se que estas soluções não estão previstas na legislação referente a gestão de resíduos de serviços de saúde. Figura 4.23 e Figura 4.24 Forno para queima de Resíduo Serviço de Saúde (RSS) e forno placentário utilizados por hospitais em Alagoas. Fonte: SESAU (2014). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 320

321 Caracterização dos Resíduos Sólidos Industriais Caracterização da Infraestrutura Industrial Alagoana Os setores industriais que destacam-se e influenciam o desenvolvimento do Estado de Alagoas são o químico, a produção de cimento, o processamento de alimentos e a indústria sucroalcooleira, esta última representa 45,0 % da economia do Estado e se desenvolve nas zonas rurais das regiões Sul, Metropolitana de Maceió, Zona da Mata e Norte do Estado. Os demais setores estão centralizados no polo metropolitano de Maceió e com menor intensidade nas cidades de Coruripe e São Miguel dos Campos, além do polo de Arapiraca. Apresenta a distribuição do Valor Adicionado (VA) industrial entre os Municípios do Estado com maior concentração do VA em Maceió, com R$ seguida por Marechal Deodoro com R$ , Arapiraca com R$ , São Miguel dos Campos com R$ e Coruripe com R$ (SEPLANDE, 2012). De acordo com a Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico de Alagoas(SEPLANDE) o setor industrial alagoano é composto por mais de empresas, gerando mais de 80 mil empregos diretos, sendo que, as atividades que mais contribuíram para este desempenho foram: a construção civil (28,1%) e a indústria de transformação (8,1%). Há no Estado de Alagoas seis principais polos industriais, sendo que a maioria está próximo à Região Metropolitana de Maceió, sendo eles: Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante, Arapiraca, Murici, Pilar e Rio Largo. Ainda há concentração de atividades industriais nas cidades de Atalaia, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios e União dos Palmares. O Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, localizado na cidade de Marechal Deodoro, a 18 Km de Maceió, é destinado, especialmente, à cadeia produtiva da química e do plástico, abrigando uma unidade da empresa BRASKEM PVC. O polo conta com 17 empresas gerando empregos diretos e empregos indiretos de acordo com a Associação das Empresas do Polo Industrial de Marechal Deodoro (ASSEDI MD). De acordo com a SEPLANDE, o Polo conta com uma Central Integrada de Efluentes Líquidos e Resíduos, contemplando os serviços de caracterização de resíduos, coleta, transporte e disposição de resíduos sólidos, tratamento de efluentes líquidos com descarte oceânico e incineração de resíduos perigosos. O Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante fica em Maceió, no Tabuleiro dos Martins, próximo ao aeroporto de Maceió. De acordo com a SEPLANDE, apesar de existir 120 empresas de médio porte,há bastante diversificação do porte e atuação das empresas do polo nos ramos industriais, de comercio e serviços, nos seguintes segmentos: centrais de distribuições, setor químico, plástico, alimentício, moveleiro e uma cimenteira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2009) o polo contava com geração direta de empregos e indireta de mais de empregos, entretanto, após a reconfiguração do pólo ao final de 2009, o pólo passou a gerar empregos diretos. O Polo industrial de Arapiraca abriga indústrias produtoras de refrigerantes, cereais, resina e plásticos. Ainda há na cidade o Polo de Madeira e Móveis Nascimento Leão criado com o intuito de atrair empresas de pequeno, médio e grande porte do segmento mobiliário. O Distrito Industrial de Murici fica localizado a 45Km de Maceió, sendo voltado para a indústria alimentícia e de bebidas, contando com uma cervejaria de grande porte, enquanto o Polo de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 321

322 Delmiro Gouveia abriga indústrias têxteis e o Polo de Rio Largo é voltado para as indústrias alimentícias, do plástico e de extração de água mineral Principais Mercados da Indústria Alagoana A indústria nordestina cresceu no primeiro semestre de 2012, 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que, o principal segmento industrial que proporcionou este aumento foi o químico, com aumento de sua produção em 13,6% influenciado pela produção Alagoana de policloreto de vinila (PVC), etileno não-saturado. É importante destacar também os resultados positivos assinalados por minerais não metálicos (6,2%) e alimentos e bebidas (1,3%), em função da maior fabricação de cimentos Portland, e de cervejas, chope e açúcar cristal (SEPLANDE, 2012). De acordo com o relatório intitulado de Conjuntura Econômica do Estado de Alagoas (SEPLANDE, 2012), a indústria alagoana registrou, no primeiro semestre de 2012, um aumento 12,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, com maior destaque para a indústria de transformação (16,3%) seguida pelo setor da construção civil (12,9%). Em relação às exportações realizadas em 2012, destacou-se novamente na pauta alagoana o açúcar e derivados tendo como maiores mercados consumidores a Rússia, Canadá, Egito, Portugal e Holanda. A exportação é bastante concentrada no setor sucroenergético representando 89% da pauta de exportação enquanto outros produtos como bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres representam cerca de 10%, demonstrando os reflexos da importância da cana-de-açúcar para a economia do Estado (Quadro 4-41). Quadro 4-41 Principais produtos da pauta de exportação em Alagoas em Principais Produtos Exportados (US$ FOB) Primeiro Semestre/2012 Participação (%) Outros Açúcares de Cana ,14 Outros Açúcares de Cana, Beterraba, Sacarose Química ,67 Outros Álcool Etílico não desnaturado ,58 Açúcar de cana, em bruto ,32 Álcool Etílico não desnaturado c/vol. teor alcoólico ,34 Álcool Etílico não desnaturado c/vol. teor água <= ,04 Fumo não manufaturado ,4 Consumo de Bordo Combustíveis e lubrificantes para aeronaves ,14 Outras Turbinas a vapor, de Potência <=400MW ,09 Monofilamento, etc, de polim. Cloret ,06 Fonte: SEPLANDE (2012) Indústria Sucrooalcooleira O cultivo da cana-de-açúcar e a produção do açúcar através dos antigos engenhos é uma atividade antiga nos Estados de Alagoas e Pernambuco, e foi responsável pela formação da economia brasileira, sendo que, em 1718, Alagoas contava com apenas 23 engenhos chegando, em meados do século XIX, a mais de 400 engenhos (SANTOS, 2011). O Estado de Alagoas representa 5,26 % da produção nacional de cana-de-açúcar tornando-se o sexto maior produtor do país e o primeiro da Região Nordeste (CONAB, 2012). Atualmente, mais de 40 % da área do Estado de Alagoas é ocupada pela cultura da cana-de-açúcar, o que corresponde a uma área plantada de hectares (SEPLANDE, 2012). A Região canavieira de Alagoas está Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 322

323 concentrada na Zona da Mata alagoana e no Agreste que é a zona de transição para o sertão (Figura 4.25). Figura 4.25 Área canavieira no Estado de Alagoas. Fonte: Em 2012 foram colhidas toneladas de cana-de-açúcar que equivale a um valor de produção aproximado de um bilhão e seiscentos e trinta milhões de reais (R$ ,00), sendo que, as usinas que mais produzem açúcar e álcool no Estado de Alagoas, respectivamente, são a de Coruripe, São Luís do Quitunde e São Miguel dos Campos (SEPLANDE, 2013). De acordo com o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (SINDAÇÚCAR AL), em 2014, o Estado de Alagoas possui 24 usinas de açúcar e álcool, (Quadro 4-42). Na safra de 2013/2014 foram produzidas ,87 toneladas de cana moída, 1.576,00 toneladas de açúcar e 446,74 metros cúbicos de etanol. Quadro Usinas e produção de cana-de-açúcar, açúcar e etanol no Estado de Alagoas. Unidades Produtoras Município Cana total Moída (t) Açúcar total produzido (t) Etanol total produzido (m³) Cachoeira Maceió 1.159,47 92,347 25,844 Caeté São Miguel dos Campos 1.663,33 149,567 31,915 Camaragibe Matriz de Camaragibe 711,871 66,474 - Capricho Cajueiro 410,377 37,2 - Coruripe Coruripe 2.696,67 239,123 61,385 Leão Rio Largo 759,876 45,429 19,319 Marituba Igreja Nova 993,874 77,067 31,862 Paisa Penedo 577,136 42,327 18,421 Pindorama - 748,293 41,022 32,526 Porto Alegre Colônia Leopoldina 407,961-30,072 Porto Rico Campo Alegre 1.261,71 109,89 26,568 Roçadinho São Miguel dos Campos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 323

324 Quadro Usinas e produção de cana-de-açúcar, açúcar e etanol no Estado de Alagoas. Unidades Produtoras Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Município Cana total Moída (t) Açúcar total produzido (t) Etanol total produzido (m³) Santa Clotilde Rio Largo 740,39 61,249 12,924 Santa Maria Porto Calvo 360,225 21,362 7,001 Santo Antônio São Luiz di Quitunde 1.652,28 149,423 44,659 Seresta Teotônio Vilela 1.028,55 78,891 23,496 Serra Grande São José da Laje 976,284 87,1 14,804 Sinimbu Jequiá da Praia 963,097 90,182 18,837 Sumauma Marechal Deodoro 711,627 65,368 14,825 Triunfo Boca da Mata 1.206,17 87,425 29,96 Guaxuma Coruripe 83,565 3,211 2,32 Laginha União dos Palmares Taquara Colônia Leopoldina 314,674 20,962 - Uruba Atalaia 146,46 10,386 - Estado de Alagoas , ,01 446,74 Fonte: SINDAÇÚCAR (2014) Resíduos gerados na produção de açúcar e álcool Os resíduos gerados na indústria sucroalcooleira são: bagaço de cana-de-açúcar, sucata ferrosa, água residuária, torta de filtro, vinhaça, levedura seca EPIs contaminados e não contaminados, cinzas do bagaço, fuligem, embalagem de produtos químicos, tambor de óleo, óleo fusel, graxas e big bags (ALCARDE,2007; LOPEZ 2009). MEZAROBA et al., (2010) ressaltam que os principais resíduos resultantes da produção do álcool são: bagaço de cana, vinhaça, torta de filtro e cinzas do bagaço enquanto na produção de açúcar, além do bagaço e da torta de filtro, o melaço também constitui um resíduo do processo, sendo o bagaço, a torta de filtro e a vinhaça os três resíduos gerados em maiores quantidades, sendo assim os mais impactantes ao meio ambiente se mal geridos. A seguir é realizada descrição dos principais resíduos gerados na agroindústria sucroalcooleira: Bagaço: O bagaço da cana é resíduo do processo de moagem da cana podendo ser considerado como um subproduto pela utilização na cogeração de energia elétrica através da queima na caldeira. Em geral, as usinas que operam com cogeração de energia, são as usinas mais recentes que operam com tecnologias mais modernas. As usinas que não possuem cogeração costumam vender o bagaço para outras usinas ou empresas especializadas no processamento do bagaço. A quantidade gerada de bagaço dentro processo produtivo é em média 292,43 kg/tonelada de cana, considerando o grau de umidade de 50%. De acordo com a SEPLANDE, a geração média de bagaço da cana em Alagoas é de 260 kg por tonelada de cana moída, sendo, atualmente utilizado na produção de vapor (energia térmica) e eletricidade em processo de cogeração. Vinhaça: também conhecida como vinhoto ou restilo, é o líquido derivado da destilação do vinho, que é resultante da fermentação do caldo da cana-de-açúcar ou melaço. O volume varia basicamente entre 10 a 15 litro/litro de álcool, dependendo do teor alcoólico do vinho e o vapor direto utilizado. A geração relativa a cana processada é de 800 a litros de vinhaça por tonelada de cana moída. A vinhaça é um resíduo com alto potencial poluidor, pois tem as seguintes características: alto teor de matéria orgânica; altas concentrações de sais que podem ser lixiviados e contaminar as águas

325 subterrâneas e odor desagradável. Atualmente é utilizado na fertirrigação da lavoura de cana, em substituição de parte da adubação química. Torta de filtro: É o resíduo do processo do filtro a vácuo ou do filtro prensa do lodo recebido do decantador de caldo, ou seja, é a mistura do lodo de decantação, produzida no processo de clarificação do açúcar e do bagaço moído. A quantidade gerada deste resíduo é em média 40 kg/tonelada de cana moída e sua disposição final costuma ser a lavoura e/ou compostagem. Cinzas: A cinza é o resíduo gerado no processo de queima do bagaço nas caldeiras. As cinzas podem ser dispostas em aterros ou aplicadas no solo. Em média são geradas 2,06 kg/tonelada de cana. Fuligem: A fuligem é proveniente do sistema de lavagem de gases instalado na chaminé. Esses resíduos são enviados para lagoas de decantação e sua produção média é de 11,76 kg/tonelada de cana. O destino final do resíduo é a aplicação no solo. A indústria sucroalcooleira tem um dos mais altos potenciais de reciclagem dos resíduos gerados em seu processo quando comparadas a outras tipologias industriais, sendo que, praticamente todos os resíduos derivados dos processos de transformação da cana-de-açúcar são reaproveitáveis conforme apresentado no Quadro 4-43 enfatizando os principais resíduos gerados. Quadro 4-43 Resíduos industriais relacionados à indústria sucroalcooleira Resíduo Bagaço Torta de filtro Vinhaça ou vinhoto Melaço Fonte: HOJO (2012); MENEGUETTI (2010). Reuso/Reciclagem Alto potencial energético e pode ser utilizado na cogeração de energia das próprias usinas sucroalcooleiras. Além deste uso, o bagaço pode ser reciclado de outras maneiras, como por exemplo, na obtenção de composto como adubo, na produção de ração animal, de aglomerados e de celulose A torta de filtro é um resíduo rico em fosfato e pode ser reciclado como um condicionador de solo ou na produção de ração animal. Pode ser utilizado como fertilizante, no entanto, deve-se atentar as taxas de aplicação de acordo com a composição e tipo do solo. Pode ser reciclado para a produção de álcool ou na fabricação de levedura. Segundo informações da Cooperativa dos Produtores de Açúcar e Álcoolde Alagoas, o bagaço gerado no processo é utilizado, em sua totalidade, para a produção de energia que alimenta as caldeiras, bem como para a fertirrigação, que é prática bastante comum nas culturas do Estado (comunicação pessoal). A produção de energia através do bagaço é destinada ao parque industrial, irrigação no campo e ainda é gerado um excedente, que é distribuído na rede da CEAL (Companhia Energética de Alagoas) (CARDOSO et al., 2009). Um exemplo é o da maior usina do Nordeste que é a de Coruripe, onde o bagaço da cana é utilizado para a cogeração de energia elétrica. A usina produz 124 MW/h de energia, onde 60 MW/h destinam-se ao consumo próprio e os demais 64 MW/h são Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 325

326 comercializados com terceiros. Além da utilização do bagaço para geração de energia, Alagoas também irá inaugurar (previsão para 2014) em São Miguel dos Campos, a primeira usina de etanol de segunda geração do hemisfério Sul (etanol produzido a partir de bagaço e da palha da cana) e, segundo a pesquisadora Cristina Machado, da Embrapa Agroenergia, o etanol de segunda geração não é visto como produto concorrente do etanol produzido a partir do caldo de cana, já que haveria espaço para os dois produtos no Brasil e no exterior. A vinhaça e a torta e filtro são resíduos gerados em grandes quantidades. Por ser rica em alguns nutrientes (nitrogênio, potássio e fósforo) e ter elevado teor de matéria orgânica, a vinhaça é utilizada principalmente na lavoura, para irrigação da cana (fertirrigação). Em um estudo realizado na usina Sinambu, constatou-se que a prática de deposição da vinhaça nas lavouras de cana é realizada nas propriedades em rodízio, a fim de evitar a aplicação constante na mesma área, dado que é um material rico em substâncias que em excesso podem provocar danos ambientais (CARDOSO et al., 2009). A torta de filtro, que é a mistura do lodo de decantação, produzida no processo de clarificação do açúcar e do bagaço moído, também é um resíduo rico em nutrientes e geralmente é utilizada na adubação no preparo do solo ou é aplicado diretamente no sulco de plantio. Na usina Sinambu, a aplicação da torta também é feita por rodízio, para que não haja o comprometimento da área. Quanto à levedura seca, não foram encontrados dados disponíveis sobre a quantidade produzida, utilização ou disposição desse material. Em conversa informal com um produtor da Região, foi mencionado que já houve destinação desse resíduo para alimentação animal, porém, não se sabe o montante que é destinado e se essa prática ainda ocorre Indústria Química A indústria química desempenha um importante papel para a economia do Estado, uma vez que a maior jazida de sal-gema do Brasil encontra-se em Alagoas onde se desenvolve a maior planta de processamento de cloro-soda da América Latina. Existem mais de 50 empresas no Estado integrando as 3 gerações da indústria química do plástico: A primeira corresponde às petroquímicas que transformam a matéria prima num produto primário, como, por exemplo, a resina polimérica, fabricada pela Braskem. A segunda geração é a de empresas que utilizam a resina para produzir compostos de PVC e a terceira geração é composta por indústrias que produzem os produtos finais, como é o exemplo da indústria Krona, que produz tubos e conexões. Muitas dessas indústrias da cadeia produtiva química e do plástico estão localizadas no Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro como, por exemplo: Jaraguá Equipamentos, Fiabesa Alagoas, Corr Plastik Industrial do Nordeste, BBA Nordeste Indústria e Nordaplast. Para descrever os resíduos gerados pela cadeia produtiva da indústria química do plástico, é importante dividi-la entre as gerações de produção. Na primeira geração, a indústria petroquímica no Estado de Alagoas é representada principalmente pela empresa Braskem, que possui a maior unidade industrial de cloro soda da América latina. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 326

327 Caracterização das Indústrias da Braskem A Braskem possui duas unidades industriais no Estado, a de Maceió referida como Braskem Cloro- Soda (CS) e a de Marechal Deodoro, referida como Braskem PVC. A Braskem PVC também atua no segmento de coleta, transporte e disposição final de resíduos sólidos perigosos e não perigosos e incineração de compostos orgânicos líquidos, principalmente organoclorados (OC), através da aquisição do aterro industrial da extinta Companhia Alagoas Industrial (CINAL). Para se ter um horizonte do volume de resíduos industriais recebidos no aterro industrial da Braskem PVC, podese considerar os resultados apresentados por LIMA (2011), o qual encontrou, para um período de 10 anos (1989 a 2009), m³ em volume de resíduos Classe I, m³ em volume de resíduos Classe II A e m³ em volume de Resíduos de Serviço de Saúde. A Unidade de Resíduos Sólidos da Braskem opera aterro em valos específicos de origem industrial Classes I (perigosos) e IIA (não perigosos não inertes). Também existe uma área de aterro controlado para resíduos classe II B. Os valos para resíduos Classe I (Figura 4.26) são revestidos no fundo e nos taludes com argila compactada e uma camada dupla de geomembrana de polietileno de alta densidade (PEAD) enquanto os valos para resíduos Classes IIA ( e Figura 4.27) são revestidos no fundo e nos taludes com argila compactada e uma única camada de geomembrana de PEAD. Após encerramento dos valos, estes cobertos com argila compactada e uma camada de geomembrana (Figura 4.28). O líquido percolado é recolhido de todos os valos e enviado a dois tanques no interior do dique de contenção em concreto e transferido por bombeamento controlado automaticamente por sensores de nível à estação de tratamento de efluentes ETE da Braskem unidade de PVC. Figura 4.26 e Figura 4.27 Valo de resíduo sólido Classe I (perigosos) e Classe II (não perigosos) da Braskem. Fonte: BRASKEM (2014). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 327

328 Figura 4.28 Vala encerrado com geomembrana de PEAD. Fonte: BRASKEM (2014). Além do aterro industrial, a Braskem PVC possui também em Marechal Deodoro um incinerador (Figura 4.29 e e Figura 4.30) com capacidade de kg/h. A concepção atual permite a incineração apenas de resíduos líquidos perigosos e as cinzas geradas após o processo são encaminhadas para o valo do aterro destinado aos resíduos Classe I. A unidade incinera Hidrocarbonetos Clorados Secos (HCS) e Hidrocarbonetos Clorados Úmidos (HCU), proveniente do processo produtivo de Monocloreto de Vinila (MVC) das unidades de MVC 1 e MVC2. Figura 4.29 e Figura 4.30 Vista inferior e superior do incinerador da Braskem. Fonte: BRASKEM (2014) Inventário de Resíduos Industriais de Alagoas A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Alagoas (SEBRAE/AL) publicaram, em 2005, o Inventário de Resíduos Sólidos Industriais do Estado de Alagoas contemplando a quantidade de resíduos gerados em 50 indústrias do Estado, com extrapolação de geração para indústrias em Alagoas. O inventário de resíduos é um instrumento que, através de levantamentos de dados cadastrais e de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 328

329 pesquisa de campo das fontes geradoras de resíduos sólidos industriais, sistematiza informações sobre geração, acondicionamento, armazenamento e disposição final dos resíduos (CNI, 2005). Segundo a CNI apesar do crescente ritmo de industrialização em Alagoas nas últimas décadas, a partir da instalação do polo cloro-petroquímico aliado ao crescimento da atividade agroindustrial e ao boom turístico, o Estado apresentava, em 2005, uma predominância de micro e pequenas indústrias. O Quadro 4-44 apresenta o número de indústrias por tipologia industrial ou ramo de negócio no Estado de Alagoas (CNI, 2005). Quadro 4-44 Quantidades de indústrias por tipologia industrial em Alagoas em Tipologia Industrial Quantidades de Indústrias Percentual por tipologia industrial (%) Produtos de Padaria e Confeitaria ,94% Fabricação de móveis, esquadrias e artefatos de madeira ,10% Metalurgia e metal mecânica 241 9,53% Confecção de roupas íntimas e vestuário 133 5,26% Construção civil 132 5,22% Serviços gráficos em geral 116 4,59% Preparação de sucos e sorvetes 102 4,03% Artefatos de concreto 82 3,24% Produtos de laticínio 66 2,61% Tintas e massas para construção 58 2,29% Cerâmicas 47 1,86% Plásticos 30 1,19% Beneficiamento e moagem de cereais (arroz, trigo e milho) 29 1,15% Usinas de álcool e açúcar 27 1,07% Fabricação de produtos do fumo 18 0,71% Artefatos de couro e calçados 13 0,51% Britamento 12 0,47% Produtos de minerais não metálicos 12 0,47% Preparação de especiarias e condimentos 11 0,44% Fabricação de refrigerantes e refrescos 9 0,36% Produtos de origem animal 6 0,24% Engarrafamento de águas minerais 5 0,20% Fabricação de massas alimentícias 4 0,16% Produtos químicos gerais 4 0,16% Embarcações 4 0,16% Cimento 1 0,04% Estado de Alagoas ,00% Fonte: CNI (2005). Em 2005 as padarias e as indústrias relacionadas aos móveis representavam juntas aproximadamente 54,0 % das indústrias listadas em Alagoas (Quadro 4-44). No inventário observou-se que, em geral, as micro e pequenas empresas não apresentam condições e conhecimento adequados para implementar programas de gestão eficiente dos resíduos sólidos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 329

330 Entretanto, dependendo da tipologia industrial, normalmente realiza-se alguma forma de reaproveitamento dos resíduos no processo, como ocorre nas indústrias dos móveis. UL TA Em relação à geração de resíduos, destacam-se no Estado de Alagoas as indústrias de álcool e açúcar com a produção voltada para o mercado exterior, além da indústria química. Destacam-se também, como indústrias geradoras de resíduos, as indústrias alimentícias, de extração de areia, cascalho e brita para abastecer o mercado da construção civil. A Figura 4.31 apresenta a geração média anual de resíduos sólidos por tipologia industrial. Salienta-se que a discussão sobre a geração de resíduos de construção civil e mineração será abordada em itens específicos deste documento NS CO t/ano PA RA 0 Figura 4.31 Geração média de resíduos sólidos por atividade da indústria no Estado de Alagoas em Fonte: CNI (2005). RS ÃO As indústrias de construção civil, química e de britamento são as que geram as maiores quantidades de resíduos diferentemente das padarias e confeitarias que geram pequenas quantidades (Figura 4.31). Quanto aos menores geradores, ou seja, àquelas empresas que geram quantidades de resíduos sólidos inferiores a toneladas por ano, destacam-se os segmentos de mobiliário, refrigerante e cimento (Figura 4.31). VE Observa-se que as usinas de álcool e açúcar só aparecem como quinto maior gerador, uma vez que, no inventário, o bagaço, a vinhaça e as tortas não foram considerados como resíduos (Figura 4.31). Partiu-se do pressuposto que o bagaço é insumo energético que irá alimentar a caldeira da usina e que a vinhaça possui caráter fertilizante, com potencial uso na fertirrigação das lavouras. Entretanto, se considerarmos estes como resíduos da cana-de-açúcar, as usinas se caracterizarão como os maiores geradores de resíduos do Estado, conforme estimativas apresentadas no subitem Para estimar a quantidade de resíduos por tipologia industrial no Estado, é necessário multiplicar a geração média por cada tipologia (segmento ou ramo de atuação) pelo número de indústrias na respectiva tipologia. Assim, a Figura 4.32 apresenta as tipologias industriais que se caracterizam Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 330

331 como maiores geradores de resíduos sólidos no Estado TA t/ano UL NS CO 0 Fonte: CNI (2005). PA RA Figura 4.32 Geração total de resíduos sólidos por atividade da indústria alagoana em ÃO Percebe-se que, apesar das indústrias de móveis e padarias gerarem, em média, poucos resíduos pela análise anterior, considerando a geração total anual por segmento, se enquadram como grandes geradores face ao elevado números de empresas destes ramos, a saber, 407 empresas de móveis e 959 padarias. Destacam-se ainda, com geração significativa de resíduos as indústrias de sucos e sorvetes, cerâmicas, tintas e massas, britamento e metalurgia. O contrário acontece com a indústria do cimento, apesar de gerar quantidades significativas de resíduos, na época, havia apenas uma cimenteira no Estado, logo a geração total anual dos resíduos da indústria do cimento em Alagoas é pequena Caracterização dos Resíduos com Logística Reversa (baterias e pilhas, componentes eletroeletrônicos embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes e pneus) VE RS A logística reversa é um instrumento de desenvolvimento socioeconômico contemplando um conjunto de procedimentos ações e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo produtivo ou em outros ciclos, ou até mesmo em uma destinação final ambientalmente adequada (BRASIL, Lei /2010). De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, torna-se obrigatório a estruturação e implementação de sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 331

332 após o uso constituam resíduos perigosos, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA, do SNVS e do SUASA, ou em normas técnicas; Pilhas e baterias; Pneus; Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; Produtos eletroeletrônicos e seus componentes. O SNIS apresenta informações sobre os serviços de coleta de resíduos de logística reversa nos anos de 2010 e 2011 em oito municípios alagoanos que informaram realizar coleta de acordo com o tipo de responsável pelo serviço, prefeitura ou terceiros (Quadro 4-45). Ressalta-se que o diagnóstico do SNIS foi realizado com 17 municípios do Estado, entretanto, nove municípios não indicaram existência de coleta dos resíduos de logística reversa. Quadro Municípios de Alagoas que executam coleta dos resíduos de logística reversa. Município Coleta de pneus velhos Coleta de pilhas e baterias Coleta de Lâmpadas fluorescentes Coleta de eletroeletrônicos Terceiros Prefeitura Terceiros Prefeitura Terceiros Prefeitura Terceiros Prefeitura Arapiraca X X Igagi X Jacuípe X X X X Maceió X Maravilha X - X Rio Largo X X (P)¹ X (P)¹ X X (P)¹ Santana do Ipanema X Viçosa X 1 coleta realizada por empresa privada contratada. Fonte: SNIS (2010; 2011). Adaptado pela FLORAM. Pode-se observar que entre os resíduos de logística reversa, há predomínio da coleta de pneus velhos no Estado seguido por coleta de pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes (Quadro 4-45). Em 2011, dos municípios observados, foi realizada a coleta de resíduos eletroeletrônicos apenas nos municípios de Jacuípe e Rio Largo. Segundo os dados do SNIS, apenas no município do Rio Largo houve contratação de empresa privada para a coleta de resíduos eletroeletrônicos, pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, sendo que, nos outros municípios a coleta realizada dos resíduos de logística reversa realizadas por terceiros não ocorreu mediante contrato, sendo indicado no diagnóstico do SNIS por coleta por outros agentes. Apesar de algumas iniciativas recentes para a logística reversa no Estado de Alagoas, de uma forma geral, há carência de informações nas bases municipais e estadual a respeito do gerenciamento e manejo, desde a geração, quantidade gerada, quantidade coletada, fluxos, tratamento e destinação adequada para todos os tipos de resíduos de logística reversa previstos na PNRS. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 332

333 Embalagens de Agrotóxicos e Fertilizantes Através das Leis n 7.802/1989 e n 9.974/2000, a responsabilidade sobre a destinação adequada dessas embalagens foi dividida entre fabricantes, revendedores, agricultores (usuários) e poder público (fiscalizador). Devido a essa regulamentação, em 2002 foi criado o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV), entidade que representa as indústrias fabricantes de produtos fitossanitários. Não existe legislação vigente que contemple a destinação adequada das embalagens de fertilizantes e de medicamentos veterinários, assim, as informações sobre a destinação destas embalagens praticamente inexistem. Para a logística reversa das embalagens de agrotóxicos e fertilizantes do Estado de Alagoas existem poucas informações, sendo que há uma unidade de recebimento, situada na cidade de Marechal Deodoro. Em 2008 o presidente da Associação dos Distribuidores e Revendedores de Agrotóxicos de Alagoas (ADRAAL), Luiz Carlos Almeida de França, informou que 95% das embalagens de agrotóxicos recolhidas são provenientes das usinas fornecedoras de cana-de-açúcar e o restante é oriundo dos grandes agricultores. A Associação dos Distribuidores e Revendedores de Agrotóxicos de Alagoas (ADRAAL) juntamente com Associação de Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN) tem feito campanhas educativas com os agricultores, no sentido de informar sobre como deve ser feito o processamento da tríplice lavagem das embalagens vazias. Porém, o gerente da Central de Recolhimento, Elianderson Miranda de França, afirmou que a maior parte das embalagens entregues é proveniente das 24 usinas de cana-de-açúcar do Estado e que, praticamente, não recebe material das indústrias de inseticidas, por exemplo, que também deveriam adotar a mesma prática das usinas sucroalcooleiras. Em 2010, segundo dados do INPEV, Alagoas ocupou o 16 lugar no ranking de todos os Estados brasileiros quanto à destinação final acumulada de embalagens de agrotóxicos, com um montante de kg. Em 2012, foi divulgado no site envolverde: jornalismo e sustentabilidade que apesar do Estado de Alagoas ainda estar longe do topo da lista dos Estados que mais reciclam esses materiais, em 2012, os agricultores, fabricantes e comerciantes de Alagoas recolheram 395% mais embalagens do que no ano anterior, passando de 34 para 170 volumes. Dados mais atuais são bastante escassos. O INPEV divulgou a destinação final de embalagens de agrotóxico, mensal, do ano de 2013, e os dados mais recentes foram do mês de abril, em que kg de embalagens chegaram à Unidade de Recebimento. Nota-se, portanto, que há ações para conscientização da população quanto à importância da logística reversa e da não utilização desses materiais pelos próprios agricultores, porém, a maior parte do material que chega ao posto de recolhimento é proveniente dos grandes agricultores, com nível de escolaridade superior e com maior acesso à informação Pilhas e Baterias Conforme Resolução CONAMA nº 401/2008, os importadores e fabricantes nacionais das pilhas e baterias dos seguintes tipos: chumbo-ácido; níquel-cádmio; óxido de mercúrio; dióxido de manganês (alcalina) ou de zinco-carbono (ou também chamada zinco-manganês), devem se registrar no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF - APP) do IBAMA. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 333

334 No Brasil as pilhas encontradas sob a forma de resíduos são em grande parte do tipo seca zincocarbono (67,1%) e o restante alcalinas (32,9%) predominando as cilíndricas do tipo AA com dimensão em de 50 mm x 14 mm e pesa em torno de 15 gramas. Em Alagoas, foi criado em 2006 o programa Papa Pilhas, a partir da iniciativa do Banco Real (atual Santander) para recebimento de pilhas alcalinas e baterias de telefones celulares (lítio), sendo que, em 2007, foram recolhidas 42 toneladas de material (SILCON, 2009). Há ainda iniciativas pontuais de Programas Papa Pilhas com disposição de pontos para destinação voluntária de pilhas e baterias na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e programas Papa Pilhas realizados eventualmente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH) em municípios do Estado para recolhimento de pilhas e baterias Pneus A Resolução CONAMA nº416/2009, dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada determinando aos fabricantes e importadores de pneus novos, com peso unitário superior a dois quilos, a coleta e destinação adequadas dos pneus inservíveis existentes no território nacional e estabelecendo a implementação de pontos de coleta de pneus inservíveis em todos os municípios com população superior a cem mil habitantes. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), por meio da Coordenação de Controle de Resíduos e Emissões, é o órgão responsável pelo controle e fiscalização da implementação da referida Resolução. Assim o IBAMA publicou em 18 de março de 2010, a Instrução Normativa nº. 01, que institui o Relatório de Pneumáticos: Resolução CONAMA nº. 416/2009, inserido no Cadastro Técnico Federal/CTF, a ser preenchido pelos fabricantes e importadores de pneus novos, bem como pelas empresas destinadoras de pneumáticos inservíveis. Ressalta-se que, de acordo com o IBAMA, entende-se como destinação ambientalmente adequada de pneus inservíveis os procedimentos técnicos em que os pneus são descaracterizados de sua forma inicial, e que seus elementos constituintes são reaproveitados, reciclados ou processados por outra(s) técnica(s) admitida(s) pelos órgãos ambientais competentes, observando a legislação vigente e normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, e a minimizar os impactos ambientais adversos (IBAMA, 2013). Segundo o IBAMA a meta de destinação calculada, considerando o período de outubro de 2009 a dezembro de 2010, representou o total de ,63 toneladas de pneus. Desse total, estima-se que 5.230,01 toneladas não tiveram destinação adequada no período, ou seja, não cumprimento da meta estabelecida pelas empresas importadoras, enquanto os fabricantes superaram a meta estabelecida para o setor. De acordo com o Relatório de Pneumáticos de 2013, ano base 2012, foram analisadas as informações consolidadas de 17 empresas fabricantes e 604 importadoras, sendo que, a meta e o saldo para a destinação de pneus no Brasil foram, respectivamente, ,60 e ,18 toneladas, o que significa em um déficit de ,42 toneladas de pneus na destinação adequada atribuído aos importadores (IBAMA, 2013). As tecnologias para destinação ambientalmente adequada praticadas pelas empresas destinadoras que declararam no Relatório de Pneumáticos em 2012 são apresentadas a seguir: Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 334

335 Co-processamento: Utilização dos pneus inservíveis em fornos de clínquer como substituto parcial de combustíveis e como fonte de elementos metálicos; Laminação: Processo de fabricação de artefatos de borracha; Granulação: Processo industrial de fabricação de borracha moída, em diferente granulometria, com separação e aproveitamento do aço; Industrialização do Xisto: Processo industrial de co-processamento do pneumático inservível juntamente com o xisto betuminoso, como substituto parcial de combustíveis. Pirólise: Processo de decomposição térmica da borracha conduzido na ausência de oxigênio ou em condições em que a concentração de oxigênio é suficientemente baixa para não causar combustão, com geração de óleos, aço e negro de fumo. O Quadro 4-46 apresenta a quantidade e distribuição percentual do total de pneumáticos inservíveis destinados por tipo de tecnologia para o cumprimento da meta no Brasil, em Quadro Meta nacional de para destinação de pneumáticos em Fonte: IBAMA (2013). Tecnologia Destinação (t) Capacidade (un) Co-processamento ,09 47,77% Granulação ,14 36,71% Laminação ,93 13,31% Industrialização do Xisto 9.810,00 2,14% Pirólise 336,03 0,07% TOTAL ,19 100% Segundo dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), o Brasil reciclou cerca de 320 mil toneladas em 2011, ou unidades e, em 2013, o índice de reciclagem de pneus no País foi de 85% dos pneus inservíveis gerados, sendo que o processamento foi realizado por cerca de 30 empresas e a coleta ocorreu em 1127 pontos de coleta, sendo que destes 647 estão localizados nos Municípios com população acima de cem mil habitantes. No mesmo período a capacidade anual instalada de reciclagem de pneus no Brasil ultrapassou 460 mil toneladas. Desde o início do Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis (RECICLANIP), em 1999, quando começou a coleta dos pneus inservíveis pelos fabricantes, mais de 1,5 milhão de toneladas de pneus inservíveis, o equivalente a mais de 390 milhões de pneus de passeio, foram coletados e destinados adequadamente. Para atingir esses resultados, a indústria de pneus investiu US$ 160 milhões até o final de 2013, porém ainda há problemas de logística e de fiscalização que contribuem para a redução do número de pneus que são dispostos inadequadamente. Em 2007, uma parceria envolvendo as multinacionais Bridgestone, Goodyear, Michelin e Pirelli criou a RECICLANIP, empresa cujo objetivo é o recolhimento e destinação correta de pneus inservíveis. Em 2010, a Continental filiou-se à entidade e, em 2014, foi a vez da Dunlop. Eles estimam que, desde 1999, 536 milhões de pneus de veículos de passeio foram recolhidos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 335

336 O Quadro 4-47 apresenta sete pontos de coleta de pneus inservíveis em Alagoas, sendo três localizados em Arapiraca e quatro em Maceió. De acordo com o CTF/IBAMA, além destes pontos de coleta o Estado de Alagoas conta com apenas uma empresa de destinação de pneus inservíveis localizada no Município de São Miguel dos Campos, a CCB Cimpor Cimentos do Brasil Ltda. Quadro Locais de coleta de pneus inservíveis no Estado de Alagoas. Município Empresa ou Local Endereço Capacidade (un) Arapiraca Vulcap Rua Expedicionários Brasileiros, Arapiraca China Pneus Rua Rita Leão de MELO, 92, Canafistula 5 Maceió Maceió Van Borracharia N.I. Av. Djalma Fragoso de Alencar, 19, Jardim Petrópolis II, quadra F-2, Chã da Jaqueira Avenida Comendador Gustavo Paiva, 4142, Mangabeiras Maceió N.I. Avenida Juca Sampaio, 97, Bairro Duro 5 Maceió MC Pneus Rua Pedro Oliveira, 43, Pinheiro N.I. Maceió Maceió Fonte: IBAMA (2013). N.I. N.I. Rua Menino Marcelo, 2000, Tabuleiro de Marfins Rua Professor Joaquim Coelho Bezerra, Antares, Quadra 717, Lote 01 E 20 É importante frisar que em Alagoas há poucos locais para descarte de pneus inservíveis, ou seja, poucos fabricantes e comerciantes dispõem de estrutura para que o cidadão devolva os pneus usados, prejudicando a logística reversa dos pneus no estado. Ainda assim algumas das médias e pequenas empresas das maiores cidades optam ainda por destinar os resíduos ou para os fabricantes ou diretamente para a fábrica da de cimento CIMPOR. Quando a logística reversa não acontece, de modo geral, os pneus são vendidos a caminhoneiros, que realizam a queima de forma irregular e retiram o aço interno, ou ainda, os pneus são descartados no meio-ambiente, nos lixões, em locais como vias públicas ou terrenos baldios, causando comprometimento da qualidade sanitária, ambiental e estética dos municípios. Na cadeia correta, os pneus inservíveis devem ser entregues nos locais indicados para serem corretamente destinados e reciclados para diversos usos, como combustível alternativo para as indústrias de cimento, fabricação de solados de sapatos, borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, além de tapetes para automóveis. Além disso, há modos criativos de reutilização, como a transformação em vasos, brinquedos e peças ornamentais, entre outros. De acordo com a Reciclanip mais recentemente, surgiram estudos para utilização dos pneus inservíveis como componentes para a fabricação de manta asfáltica e asfalto-borracha, processo que tem sido acompanhado e aprovado pela indústria de pneumáticos Coleta de pneus em Araparica Em Arapiraca há apenas dois pontos de recebimento de pneus usados e inservíveis (Quadro 4-48), nas empresas Vulcap e China Pneus. Na cidade que possuía em 2012 uma frota de veículos motorizados (IBGE, 2012) a existência de apenas dois pontos de coleta com recebimento médio mensal conjunto de cerca de 230 pneus evidencia a desestrutura da logística reversa de pneus N.I Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 336

337 formalizada em Arapiraca. Quadro 4-48 Caracterização da coleta de pneus inservíveis em Arapiraca. Item Vulcap China Pneus Endereço e telefone do ponto de coleta Rua Expedicionários Brasileiros, 2079 Fone: (82) Rua Rita Leão de MELO, 92, Canafistula Ano de início do recebimento dos pneus Quantidade média mensal de pneus recebidos 130 pneus 100 pneus Capacidade de recebimento: 12 toneladas por trimestre Não há medida de capacidade, recolhe-se o que for recebido Processamento (trituração ou outro) no local de recebimento Não há Não há Empresa ou pessoa responsável pelo Deda (pessoa física). Não há endereço. RECICLANIP recolhimento de pneus do ponto de coleta Telefone: (82) Local de destinação e processamento RECICLANIP CIMPOR Há envio para Co processamento em fornos de cimenteiras? Se sim, qual cimenteira e a quantidade (toneladas) Sim, mas não há dados Sim, mas não há dados enviadas e a freqüência de envio? Custos da venda dos pneus por kg e unitário Pneus são doados N.I. Mecanismos e freqüência de divulgação do Ponto de recebimento Não há Não há Fonte: FLORAM (2015) Coleta de pneus em Maceió Dos quatro pontos de coleta de pneus inservíveis apontados no Quadro 4-47 em Maceió, apenas dois foram localizados durante os serviços de campo deste Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas, não tendo sido encontrados os pontos situados nos bairros de Antares, Bairro Duro, Chã da Jaqueira e Mangabeiras. O ponto localizado no bairro do Tabuleiro do Martins foi encontrado inativo, com os galpões para alugar, conforme a Figura O ponto localizado no bairro do Pinheiro referente a empresa MC Pneus (Figura 4.34) está funcionando, porém não foi possível entrevistar o proprietário pois este não estava presente e o funcionário não soube explicar sobre a coleta de pneus inservíveis da RECICLANIP. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 337

338 Figura 4.33 Antigo ponto de coleta de pneus inservíveis da RECICLANIP na Avenida Menino Marcelo, Tabuleiro do Martins, Maceió-AL. Fonte: FLORAM (2015). Figura 4.34 Ponto ativo de coleta de pneus inservíveis da RECICLANIP no bairro do Pinheiro, Maceió-AL. Fonte: FLORAM (2015). Em pequenas oficinas da cidade estes resíduos são coletados, sendo posteriormente encaminhados para a fábrica CIMPOR no município alagoano de São Miguel dos Campos, onde são incinerados em fornos de cimento Óleos lubrificantes Os óleos lubrificantes e as embalagens pós-consumo representam um risco de contaminação Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 338

339 ambiental, sendo gerados em vários segmentos ou atividades dentro de uma cidade destacando-se nos postos de combustíveis, oficinas mecânicas, portos, aeroportos e indústrias. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 2010, foram comercializados no Brasil ,41 m³ de óleos lubrificantes, sendo coletados ,80 m³, o que representa um índice de coleta de 30,2% do material comercializado. a) O programa Jogue Limpo (embalagens de óleos lubrificantes) O Estado de Alagoas assinou um termo de compromisso com o Instituto Jogue Limpo que será responsável por realizar a logística reversa de embalagens de óleos lubrificantes em todo o Estado, tendo iniciado o Programa Jogue Limpo a partir de abril de O programa tem um site ( e o contato com os estabelecimentos geradores é feito por visitas de representantes do Instituto Jogue Limpo nas capitais e interior dos estados. Assim, a fim de divulgar e aumentar a adesão ao programa os representantes do instituto visitam os principais estabelecimentos onde são armazenadas as embalagens de óleos lubrificantes, que são os postos de combustíveis, oficinas mecânicas e concessionárias de automóveis e, caso haja interesse pela adesão ao programa, o responsável pelo estabelecimento assina um termo de adesão ao programa. Ao aderirem ao programa, serão deixados nos estabelecimentos um latão identificado (tambor de 200 litros equivalentes a capacidade de 9 kg de embalagens) onde deverão depositar as embalagens de óleos, que serão coletadas semanalmente por caminhão equipado com uma balança digital (Figura 4.35 e Figura 4.35), que emitirá um comprovante do peso coletado. O motorista do caminhão faz a leitura do código de barra utilizando smartphones, sendo que os dados estão integrados a um sistema inteiramente automatizado em tempo real, estando disponíveis inclusive para o Governo de Alagoas, que irá realizar a fiscalização. Figura 4.35 e Figura 4.36 Caminhão de coleta de resíduos de embalagens do Programa Jogue Limpo com balança digital. Fonte: I NSTITUTO JOGUE LIMPO (2015). As embalagens seguem para centrais de recebimento onde o material é prensado, armazenado. A central do Programa Jogue Limpo em Alagoas (Figura 4.37) localiza-se no bairro Cidade Universitária, em Maceió, ocupando uma sala na sede da empresa Terra Ambiental, que também trabalha com a reciclagem de outros resíduos sólidos contaminados com óleo automotivo, tais como flanela, estopa e filtros veiculares. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 339

340 TA UL NS CO Figura 4.37 Central de resíduos do Programa Jogue Limpo em Maceió. Fonte: I NSTITUTO JOGUE LIMPO (2015). RS ÃO PA RA Na central as embalagens são postas em bandejas para o escorrimento do óleo (Figura 4.38), com destinação do óleo coletado é destinado à empresa Lubrasil Lubrificantes LTDA situada no município de Rio Largo. As embalagens, após lavadas, são prensadas em fardos (Figura 4.49) que são destinados à central de processamento das embalagens, em Simões Filho, Bahia, onde serão descontaminadas, recicladas e transformadas em produtos plásticos para uso em construção civil. VE Figura 4.38 e Figura 4.39 Bandejas para recolhimento de óleos de embalagens e Embalagens prensadas e enfardas na Central do Programa Jogue Limpo de Alagoas. Fonte: I NSTITUTO JOGUE LIMPO (2015). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 340

341 Abaixo são apresentadas as ações realizadas no Programa Jogue Limpo durante o ano de 2014 pelo Instituto Jogue Limpo com o apoio dos demais atores envolvidos na logística reversa de embalagens de óleos lubrificantes em Alagoas: - Criação de um Sistema de Informações sobre as embalagens Disponibilização de todas as informações do Jogue Limpo, com pleno acesso a SEMARH por senha específica garantindo a transparência e rastreabilidade do programa; Reformulação do Portal do Jogue Limpo para ser usado em qualquer plataforma (computadores, laptops, tablets, e smartphones), em fase de conclusão; Lançamento do programa na rede social Facebook ; Criação de site com acessibilidade a 05 diferentes usuários-segmentos (Gestor do Programa, Associadas ao Programa, Operadoras, Órgão Ambiental e o Ponto Gerador); Disponibilização do newsletter bimestral; - Conscientização dos Revendedores de Óleos Lubrificantes Os Sindicatos de classe de atividades signatárias do Acordo tem se empenhado na realização de divulgação do Acordo Setorial e emissão de matérias sobre a logística reversa de embalagens de óleos lubrificantes em suas revistas de comunicação aos associados, embora não estejam tão atuantes na logística reversa das vendas de lubrificantes realizadas. O Sindicato de postos de combustíveis do Estado de Alagoas tem apoiado o Instituto Jogue Limpo na divulgação do programa, inclusive através de publicação na sua revista e mala direta aos associados. - Ações de Educação Ambiental e divulgação do Programa Joguem Limpo Publicações informativas para clientes e consumidores através da distribuição de folders. - Demais Ações: Aquisição de 01 (um) caminhão para Alagoas e Sergipe (Figuras 5.33 e 5.34); Inauguração de 01 (uma) central de armazenamento em Alagoas (Figura 5.35); Reunião com Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), representantes ou Secretário de Meio Ambiente da Região Metropolitana para apresentação do Programa; Esforço concentrado de revisita aos pontos geradores (postos de combustíveis e concessionárias) da capital que continuam a destinar as embalagens plásticas a outras empresas; Ampliação do contato com o Sindicato dos Revendedores de Alagoas visando aprimoramento das iniciativas da logística reversa de embalagens de óleos lubrificantes em Alagoas. Identificação dos recicladores visando a reciclagem de vasilhames em Alagoas. O Quadro 4-49 apresenta a comparação entre a meta e a quantidade de municípios que aderiram ao Programa Jogue Limpo em 2014, com adesão acima da esperada. Observa-se ainda como resultados Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 341

342 positivos do Programa no referido ano o levantamento e cadastramento de 227 pontos geradores de resíduos contribuindo com o Programa com a coleta de a embalagens de óleos lubrificantes. Quadro 4-49 Resultados obtidos em 2014 nas ações do Programa Jogue Limpo. Metas 2014 Acordado Atingidos pela Jogue Limpo Fonte: I NSTITUTO JOGUE LIMPO (2015). Número de Municípios 42 Municípios 52 Municípios Embora seja uma iniciativa importante para a gestão de resíduos de embalagens no estado de Alagoas, com alcance acima de 50% dos municípios no primeiro ano de implantação, o Programa Jogue Limpo ainda é insuficiente no contexto estadual, tanto por ser recente quanto pela adesão voluntária pelos empreendimentos geradores de embalagens contaminadas com óleos lubrificantes. Percebe-se, assim, a importância da ampliação do programa bem como a obrigatoriedade da adesão resultando em maiores benefícios econômicos e ambientais para Alagoas. b) Demais informações Excetuando-se o Programa Jogue Limpo, implementado em 2014, ainda há carência de informações detalhadas sobre os resíduos de embalagens de óleos contaminados nas bases de dados do Governo do estado de Alagoas, tais como: quantidade gerada, formas de destinação e tratamento, disposição final, dentre outras. De acordo com levantamento realizado junto ao Conselho Estadual de Proteção Ambiental (CEPRAM) vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH) referente às empresas que obtiveram Licença de Operação (LO), desde 2007, foi apontada uma empresa atuante no segmento de coleta de óleos lubrificantes usados que será caracterizada no Produto 05 deste Plano Estadual de Resíduos Sólidos (Quadro 4-50). Quadro 4-50 Empresa de coleta de óleo lubrificante em Alagoas com licença de operação. Nome da Empresa Atividade Localização Lubrasil Lubrificantes LTDA Coleta e Rerrefino de óleo lubrificante usado Rio Largo Fonte: CEPRAM (2014) Lâmpadas fluorescentes Os resíduos das lâmpadas podem contaminar o solo e as águas, atingindo a cadeia alimentar. Segundo NAIME & GARCIA (2004) "o impacto gerado sobre o meio ambiente decorrente de uma única lâmpada poderia ser considerado desprezível. No entanto, o descarte anual de cerca de 50 milhões de lâmpadas, apenas no Brasil, representa um sério problema. Segundo a Associação Brasileira de Indústria da Iluminação (ABILUX), vários tipos de lâmpadas contêm mercúrio, sendo essas: fluorescentes tubulares, fluorescentes compactas, indução magnética, luz mista, vapor de mercúrio, vapor de sódio, vapores metálicos. Em 2007 foram comercializadas aproximadamente 169 milhões de lâmpadas contendo mercúrio, em sua maioria importadas (Quadro 4-51). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 342

343 Quadro 4-51 Dados estimados do mercado de lâmpadas que contêm mercúrio em Tipo Número de lâmpadas comercializadas Interna Origem Importada Fluorescentes tubulares 70 milhões/ano 80% 20% Fluorescentes compactas 90 milhões/ano 0% 100% HID (vapor de mercúrio, vapor de sódio, vapores metálicos) (descarga de alta pressão) Fonte: ABILUX (2008). 9 milhões/ano 30% 70% Ressalta-se que a única empresa apontada no levantamento de dados que realiza a gestão das lâmpadas que contem mercúrio em Alagoas é a Qualitec Soluções Ambientais, sediada em Maceió. A empresa recebe lâmpadas do tipo fluorescentes tubulares de alguns hospitais e clínicas da capital e promove, através de tecnologia importada, a descaracterização das lâmpadas pela quebra do vidro, separação do soquete metálico de alumínio e separação em filtros do pó fosfórico e do vapor de mercúrio Resíduos eletroeletrônicos Os resíduos eletroeletrônicos (REE) têm recebido atenção por apresentarem substâncias potencialmente perigosas e pelo aumento em sua geração no país ao longo das últimas décadas, consequência dos avanços tecnológicos, aumento do mercado de consumo, redução da vida útil dos produtos elétricos e eletrônicos que resultam na elevação na taxa de descarte destes produtos (GUNTHER, 2008). O Brasil produz cerca de 2,6 kg por ano de resíduos eletrônicos por habitante. Estes produtos podem conter chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio, bifenilaspolicloradas (PCBs), éter difenilpolibromados, entre outras substâncias perigosas, sendo que este montante de resíduos gerados no país é um problema ambiental, requerendo logística e gestão visando o desmonte e descaracterização dos produtos, máximo aproveitamento e reciclagem de compostos e tratamento de substâncias potencialmente perigosas (FEAM, 2009). Ressalta-se que a única empresa apontada no levantamento de dados que realiza a gestão dos resíduos eletroeletrônicos em Alagoas é a Bio Digital, sediada em Maceió. A empresa recebe por doação ou realiza a compra dos resíduos eletroeletrônicos, promovendo em seu galpão a descaracterização destes seguidas pela venda dos mesmos Caracterização dos Resíduos de Transportes Os resíduos de transporte são aqueles gerados em terminais de transportes, sejam rodoviários, aeroportuários, ferroviários, marítimos, entre outros. Esses resíduos são de diversas tipologias em função da complexidade de movimentação de passageiros, animais e cargas nestes locais gerando embalagens, restos de alimentos das cozinhas e refeitórios, papel, plástico, resíduos infectante, resíduos oleosos e dos combustíveis do abastecimento dos equipamentos de transportes, dentre outros. Assim, há uma relação direta entre a quantidade e complexidade dos resíduos de transportes ao desenvolvimento do setor turístico do Estado seja, por via aérea, marítima e terrestre, por meio do transporte rodoviário e ferroviário. O setor turístico em Alagoas vem se desenvolvendo a partir de parcerias estabelecidas entre a Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas (SETUR), as secretarias de turismo municipais e trade Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 343

344 turístico, visando fortalecer o setor e se consolidar como um dos destinos mais procurados no Nordeste. Como consequência destas parcerias aliada aos maiores investimentos em divulgação e fortalecimento da infraestrutura, o fluxo turístico no Estado de Alagoas vem crescendo nos últimos anos, tanto na movimentação aérea, quanto na movimentação dos cruzeiros marítimos (SEPLANDE, 2012). O Estado de Alagoas é reconhecido nacionalmente e internacionalmente como um importante centro turístico do Nordeste com exploração crescente nos últimos anos e alto potencial a ser explorado economicamente, visando gerar desenvolvimento para o Estado como um todo, uma vez que possui 230 quilômetros de costa litorânea. As características naturais tornam Alagoas um dos principais Estados na rota do turismo internacional, sendo verificado, nos últimos anos, o crescimento de cruzeiros marítimos atracando no Porto de Maceió, bem como o aumento de passageiros desembarcando no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Outro indicativo do desenvolvimento do turismo no Estado é o número de empreendimentos para hospedar os turistas. Entre 2008 e 2012, o número de leitos de hospedagem passou de a , respectivamente, com maior concentração em Maceió, seguida por Maragogi, e Marechal Deodoro (SEPLANDE, 2012). Atualmente, os principais geradores de resíduos de transporte em Alagoas são o Aeroporto Zumbi dos Palmares que produz aproximadamente 246m³/mês de resíduos sólidos (INFRAERO, 2011) e o Porto de Maceió que gerou m³ de resíduos oleosos, 705m³ de resíduos domiciliares e comerciais e 5.070kg de misturo oleosa (CODERN, 2011) Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares No primeiro semestre de 2012, os desembarques nacionais no aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares totalizaram mil passageiros, que equivale a um aumento de 5,34% em relação ao mesmo período em 2011, resultado das ações de divulgação nos mercados emissores e a regularização de novos voos diários. Entretanto, para os voos internacionais, notou-se uma redução de 41,63% no número de passageiros que desembarcaram entre o primeiro semestre de 2012 e 2011, devido à inexistência de uma malha aérea regular internacional. Ainda sim, registra-se aumento de 4,88% do número de passageiros que desembarcaram no aeroporto entre 2011 e 2012 (Quadro 4-52). Quadro 4-52 Quantidade de passageiros que desembarcam no Aeroporto Zumbi dos Palmares. Quantidade de passageiros que desembarcaram no Aeroporto Zumbi dos Palmares Tipo de Voo Ano Variação (%) /2011 Nacional ,34 Internacional ,63 Total ,88 Fonte: SEPLANDE (2012; 2013). A população média fixa do aeroporto, composta por prestadores de serviço e funcionários, é de pessoas por mês, alcançando no período de alta estação (dezembro a fevereiro) pessoas por mês (SICOA, 2011/2012). Já a população média flutuante, de acordo com as normas internacionais e o Relatório de Movimento de Passageiros da rede INFRAERO de 2011, composta por passageiros, acompanhantes, visitantes e prestadores de serviços eventuais é de pessoas/mês, podendo alcançar pessoas/mês na alta estação, o que representa um aumento da geração de resíduos especialmente em dezembro e janeiro, conforme será abordado no item 6.6. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 344

345 O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares possui um Plano de Gerenciamento dos Resíduos (PGRS) elaborado em 2003 com última revisão em setembro de 2012, apontando que, em relação ao gerenciamento dos resíduos gerados no aeroporto, há contratos com empresas para manejo interno, bem como para tratamento e destinação final adequada em áreas externas ao aeroporto (Quadro 4-53). Assim, para os resíduos Classe I (perigosos) a empresa SERQUIP realiza a coleta, transporte, incineração e destinação dos resíduos, enquanto os resíduos Classe II (não perigosos) são coletados pela CONSERG e destinados na Central de Tratamento de Resíduos de Maceió. Quadro 4-53 PrEstadores de serviços referentes a resíduos sólidos no Aeroporto de Maceió. Contratada CONSERG Cooperativa de Recicláveis de Alagoas (COOPREL) EMPREG O.S. Engenharia Ltda SERQUIP Tratamento de Resíduos Ltda Fonte: INFRAERO (2014). Objeto do Contrato Coleta e destinação de resíduos não perigosos Termo de compromisso para doação de matéria reciclável descartado (papel e papelão) às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis Serviços de limpeza e conservação Serviços de assistência técnica, manutenção preventiva, manutenção corretiva e extramanutenção do sistema civil Coleta, transporte, tratamento e destinação dos resíduos sólidos infectantes e químicos Atualmente os resíduos não perigosos originados nas instalações do aeroporto são acondicionados em sacos plásticos, conforme normatização da ABNT, e direcionados para uma área de transbordo descoberta, com piso de cimento alisado e situada próximo à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do aeroporto, sendo recolhidos em dias alternados (segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira), pela CONSERG e destinados na CTR de Maceió. Contudo, os resíduos de papel papelão gerados nas dependências do aeroporto são segregados e destinados para a Cooperativa de Recicláveis de Alagoas (COOPREL), em média, duas vezes por semana. Os resíduos químicos e infectantes (perigosos) gerados em todas as áreas do aeroporto, inclusive a bordo de aeronaves, são armazenados temporariamente na Estação de Transbordo e Armazenamento Intermediário com estrutura em alvenaria coberta, piso e revestimento nas paredes, dotada de rede de água e esgoto e capacidade de armazenamento aproximada de 15m³ que são coletados periodicamente pela SERQUIP (Figura 4.40 e Figura 4.41). Figura 4.40 e Figura Estação de transbordo e local de armazenamento temporário de resíduo de serviço de saúde (RSS) (Classe A e E em bombonas lacradas) do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Fonte: INFRAERO (2012). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 345

346 De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO, 2014) está em andamento o processo de implantação da coleta seletiva no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares que deverá iniciar após a obtenção da Licença de Operação da Central de Resíduos Sólidos (CRS) que ficará dentro da área do aeroporto. O licenciamento ambiental da CRS já se encontra em tramitação, tendo sido protocolado no Instituto de Meio Ambiente (IMA) juntamente com o pedido de renovação da Licença Ambiental de Operação (LAO) do aeroporto, em 1º de setembro de A CRS possuirá uma área reservada para o armazenamento temporário dos resíduos sólidos gerados no aeroporto, dispondo de estrutura física que minimize os riscos inerentes ao armazenamento de resíduos e ainda estará equipada com um equipamento do tipo autoclave para o tratamento térmico dos resíduos potencialmente infectantes, em substituição ao processo atual de incineração em área secundária, realizada por empresa contratada pela INFRAERO. A CRS deverá ser submetida a procedimentos de limpeza e desinfecção após cada operação de coleta ou transferência de resíduos ou a critério da autoridade sanitária competente com vistas à manutenção das condições higiênicosanitárias Porto de Maceió O número de desembarques de navios turísticos no Porto de Maceió reduziu 2,86% entre o primeiro semestre de 2012 e o mesmo período o ano anterior, entretanto, o número de passageiros a bordo aumentou de 4,51% (Quadro 4-54). Este aumento justifica-se pelo grande porte dos navios atracados no Porto de Maceió comportando uma quantidade maior de passageiros, influenciando na geração de resíduos de embarcações. Quadro 4-54 Quantidades navios e passageiros que desembarcam no Porto de Maceió. Movimento Ano Variação (%) /2011 Navios que chegam ao Porto ,86 Passageiro ,51 Fonte: SEPLANDE (2013). A Administração do Porto de Maceió (APMC, 2014) informou que a temporada de navios de passageiros no Porto se restringe ao período entre dezembro a março, sendo que, no restante do ano só atracam no Porto de Maceió navios de cargas. Os resíduos sólidos do Porto de Maceió são gerados na área administrativa, pelas embarcações de turismo e nas áreas dos arrendatários, conforme descrito a seguir pelas informações disponibilizadas pela APMC. a) Resíduos gerados na área administrativa Os resíduos gerados na área administrativa do Porto de Maceió, em sua maioria, são classificados como resíduos comuns (Classe D) conforme Resolução CONAMA nº 05/1993 referente ao gerenciamento de resíduos sólidos gerados em portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários. Estes são armazenados em contêineres e são coletados pela Conserg Serviços e Engenharia LTDA através de caminhões, sempre que 75% da capacidade de cada contêiner fornecido pela referida empresa é preenchida e são destinados ao aterro sanitário da CTR de Maceió. Os resíduos perigosos (Classe B) são gerados eventualmente e em pequenas quantidades, ficando Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 346

347 armazenados temporariamente na oficina do Porto de Maceió com posterior coleta por empresa contratada, selecionada após levantamento de preços entre empresas especializadas na prestação do serviço de manejo de resíduos perigosos. O manuseio, acondicionamento e transporte de todos os resíduos gerados na área administrativa do porto é realizado por empresas terceirizadas sob supervisão pelo setor administrativo e pela coordenação de gestão ambiental da unidade portuária de Maceió. A geração de resíduos do Porto de Maceió será abordada no item 6.6 deste relatório. b) Resíduos gerados pelas embarcações de turismo Uma vez que a temporada de navios de turismo no Porto se restringe ao período entre dezembro e março e que, muitas vezes os navios apenas fazem o embarque, desembarque de passageiros, raramente ocorre a remoção de resíduos gerados pelas embarcações de turismo tendo sido registrado apenas uma remoção de 5m³ de apenas uma embarcação na unidade portuária de Maceió em março de A Conserg empresa responsável pela retirada dos resíduos, enviou-os para a autoclave da AMSCO com posterior envio do resíduo tratado para o Aterro Industrial de Igarassu no Estado de Pernambuco. A forma e a frequência da retirada de resíduos das embarcações ocorrem de acordo com a solicitação e necessidade da embarcação, sendo uma operação dependente da empresa contratada para prestar os serviços. c) Resíduos coletados pelos arrendatários O Porto de Maceió apresentou, nos últimos 12 meses, um total de 05 arrendatários, sendo que todos possuem Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos aprovados. As informações sobre a geração e o gerenciamento dos resíduos coletados pelos arrendatários serão apresentadas na etapa seguinte de Situação dos Resíduos Rodoviárias No contexto da elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas foram estabelecidas visitas em um município de cada região de planejamento e gestão de resíduos para caracterização dos resíduos gerados nas rodoviárias (Quadro 4-55). Nota-se pelo quadro que não foram encontradas rodoviárias nos municípios de Maragogi, Roteiro e São Luiz do Quitunde, sendo que, neste Produto 04 será apresentada a caracterização dos resíduos da rodoviária de Maceió, com a caracterização das demais rodoviárias no Produto 05. Quadro 4-55 Municípios visitados nos serviços de campo para caracterização dos resíduos das rodoviárias. Agreste Alagoano Bacia Leiteira Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Região Município visitado Existência de rodoviária Arapiraca Santana do Ipanema Litoral Norte Maragogi e São Luiz do Quitunde Não existente Metropolitana Sertão Maceió Delmiro Gouveia Sul do estado Roteiro Não existente Zona da Mata Fonte: FLORAM (2015). União dos Palmares

348 Rodoviária de Maceió A rodoviária de Maceió é gerida pela empresa SINART (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda), entretanto, a gestão dos resíduos fica a cargo da Solupel Soluções Ambientais Ltda através de dois contratos, um referente à coleta do resíduo comum e outro relativo a coleta do entulho. O Quadro 4-56 apresenta informações relativas aos passageiros da rodoviária e ao gerenciamento de resíduos dentro da mesma. Quadro 4-56 Informações sobre o gerenciamento de resíduos da rodoviária de Maceió. Informações Quantidade média de passageiros por dia, mês e ano na rodoviária Freqüência da coleta de resíduos Quantidade de resíduos por coleta e por mês expressa em quilos Resultados (dia) (mês) (ano) Duas vezes por semana (terça e sábado). 10m³ (visita) - 80m³ (mês) Custo mensal da coleta de resíduos na rodoviária R$ Local de destinação final dos resíduos Fonte: FLORAM (2015). Questionário aplicado com a empresa SINART. N.I. (verificar com Solupel) A Solupel mantém dois contêineres na rodoviária, sendo 01 para o lixo comum e 01 para o entulho (Figura 4.42 e Figura 4.43). Não há coletores específicos para coleta seletiva, assim, não há segregação entre os resíduos produzidos pelos usuários, nas lojas de alimentação e nos escritórios. Os resíduos são recolhidos pelos funcionários da limpeza das lixeiras espalhadas na rodoviária sendo levados ao contêiner de resíduos comuns. De acordo com a SINART está programada a aquisição e implantação de coletores para coleta seletiva até janeiro de 2015 com contrato já assinado. Ainda s será adquirido um equipamento para compactação dos resíduos, com potencial para reduzir o volume destes em até 27%. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 348

349 Figura 4.42 e Figura Container para resíduos comum vazio (esquerda) e para entulho (direita) na rodoviária de Maceió. Fonte: FLORAM (2015). Observa-se que na área externa da rodoviária há um ponto de recolhimento de resíduos oficializado pela SLUM numa ilha que representa uma rotatória que divide o tráfego de saída e entrada dos ônibus na rodoviária, bem como dos ônibus urbanos municipais. De acordo com a SINART, foi solicitada a retirada deste ponto, pois além de estar em um local perigoso para o recolhimento, ocorrem grande acúmulos de resíduos uma vez que a comunidade da região dispõe os resíduos domiciliares neste local, inadequadamente Ferroviárias O Sistema de Trens Urbanos de Alagoas (Figura 4.44) é operado por composições diesel em apenas uma linha ferroviária com extensão de 32 km atendendo a 03 municípios, Maceió, Satuba e Rio Largo, constituído pelo trecho Maceió/Lourenço Albuquerque, com 15 estações em operação, transportando cerca de 11 mil passageiros/dia (CBTU, 2015). A caracterização dos resíduos gerados nas estações ferroviárias em operação do estado de Alagoas será apresentada no Produto 05. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 349

350 Figura 4.44 Malha ferroviária de Alagoas. Fonte: CBTU (2015) Estaleiro do Nordeste (ENOR) O principal empreendimento futuro vinculado ao setor de transportes no Estado é o Estaleiro do Nordeste (ENOR) que será construído na comunidade Miaí de Cima, no município de Coruripe, localizado na Região Sul de Alagoas. O empreendimento irá gerar aproximadamente 10 mil empregos diretos sendo que a licença de instalação foi emitida pelo IBAMA no dia 01 de agosto de 2014 possibilitando o início das obras, que tem previsão para conclusão no final de (GLOBO, 2014). O estaleiro é um local onde se realiza a construção e manutenção de embarcações navais, sendo que no ENOR serão construídos navios off shore (de apoio), portuários e militares, com produção média de seis embarcações petroleiras do tipo Suezmax por ano. A Figura 4.45 apresenta o protótipo da indústria naval que será construída em Coruripe. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 350

351 Figura 4.45 Protótipo do Estaleiro do Nordeste. Fonte: GLOBO (2014). De acordo com o Projeto elaborado pela empresa Acciona Engenharia, o empreendimento terá três principais áreas: Área Industrial e Marítima onde ocorrerá a fabricação dos navios, ocupando m², Área Administrativa onde ficarão os escritórios com m² e Área Social de m², sendo que haverá geração de resíduos nas três áreas. A geração de resíduos no Estaleiro Nordeste ocorrerá tanto na etapa de operação quanto na construção do empreendimento, sendo gerados resíduos em quatro atividades: Supressão de vegetação: é a retirada da vegetação da área onde será instalado o estaleiro. Nesta atividade são gerados resíduos arbóreos constituídos basicamente por madeira e folhas; Dragagem: é a retirada dos sedimentos do fundo do mar visando aumentar a profundidade do calado, possibilitando a movimentação de embarcações. Os resíduos gerados durante a dragagem são os sedimentos marítimos succionados pela draga; Construções: a obra se desenvolverá em m² de área, dividida em industrial, administrativa e social e o canteiro de obras terá m². Nesta etapa são gerados os resíduos de construção civil classificados de acordo com a Resolução CONAMA nº 307/2002, incluindo os resíduos similares aos domésticos gerados pelos operários e demais envolvidos na construção do estaleiro; Operação do estaleiro: no funcionamento do estaleiro são gerados resíduos similares aos domiciliares nas áreas administrativas e social, além dos resíduos originados na área industrial pelo processo de construção de embarcações. O Plano Básico Ambiental (PBA) do Estaleiro Nordeste elaborado pela empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental LTDA apresenta dois Subprogramas de Gerenciamento de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 351

352 Resíduos Sólidos, um dentro do Programa Ambiental da Construção e outro inserido no Programa de Controle Ambiental da Construção, detalhados abaixo: a) Subprograma de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos na Construção do ENOR Para gerenciamento adequado dos resíduos de construção civil gerados na construção do Estaleiro do Nordeste (ENOR), o subprograma é dividido em 5 etapas, listadas abaixo (AQUAPLAN, 2013): 1. Acondicionamento inicial dos resíduos 2. Transporte dos resíduos 3. Acondicionamento final 4. Reutilização e reciclagem 5. Destino final O acondicionamento inicial dos resíduos é previsto de que estes fiquem o mais próximo possível do local de geração, porém, em alguns casos, os resíduos deverão ser coletados e levados diretamente para os locais de acondicionamento final. O transporte interno de resíduos como blocos de concreto e madeiras poderão utilizar equipamentos de transporte horizontal como carrinhos e giricas, de transporte vertical como elevador de carga, grua e condutor de entulho (Figura 4.46 e Figura 4.47). O acondicionamento final dos resíduos indicado no Plano Básico Ambiental é apresentado Quadro Figura Equipamentos de coleta de Resíduo da Construção Civil (RCC) A: Bombona plástica identificada; B: caçamba; C: big bag: D: saco de ráfia. Figura 4.47 (à direita): Equipamentos de coleta de RCC A: girica; B: bobcat: C: elevador de carga; D: grua. Fonte: ACQUAPLAN (2013). Quadro Acondicionamento final dos resíduos gerados na construção do ENOR. Tipos de Resíduos Bloco de concreto, blocos cerâmicos, argamassas, concreto e tijolos Solos Madeira Plásticos Papelão Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Acondicionamento final Preferencialmente em caçambas estacionárias Em caçambas estacionárias, preferencialmente separado dos resíduos de alvenaria e concreto Preferencialmente em baias sinalizadas, podendo ser utilizadas caçambas estacionárias Em bags sinalizados Em bags sinalizados ou em fardos mantidos ambos em local coberto

353 Quadro Acondicionamento final dos resíduos gerados na construção do ENOR. Metal Serragem Tipos de Resíduos Gesso de revestimento, placas acartonadas e artefatos Poliestireno expandido (EPS ou isopor) Resíduos perigosos Fonte: ACQUAPLAN (2013). Adaptado por FLORAM. Acondicionamento final Em baias sinalizadas Baia para acumulo dos sacos contendo os resíduos Em caçambas estacionarias, respeitando a segregação dos resíduos de alvenaria e concreto Baias para acúmulo dos sacos contendo o resíduo ou fardos Em baias devidamente sinalizadas e para uso restrito das pessoas que, durantes suas tarefas, manuseiem estes resíduos A reutilização dos resíduos de construção do estaleiro é indicada especialmente para os blocos de concreto, solos e madeiras, enfatizando-se a necessidade da prévia segregação e acondicionamento adequado dos resíduos, promovendo inclusive a segregação entre solos e resíduos de alvenaria e concreto. A Figura 4.48 apresenta as baias para acondicionamento dos resíduos e as baias cobertas com devida identificação para as diversas tipologias de resíduos gerados, inclusive os perigosos. Figura 4.48 Estruturas e formas de acondicionamento de Resíduos da Construção Civil (RCC) na construção do Estaleiro Nordeste (ENOR). Fonte: ACQUAPLAN (2013). O destino final dos resíduos da construção do estaleiro indicado no Plano Básico Ambiental (PBA) deve estar de acordo com a Resolução CONAMA nº 307/2002, entretanto, para isso deverão ser realizados contratos e parcerias com as empresas existentes no Estado para que haja tratamento e disposição adequada de todas as classes de resíduos. Em relação aos resíduos gerados na operação de dragagem, de acordo com o Plano Básico Ambiental (PBA), haverá um Programa de Gerenciamento dos Resíduos da Draga, sendo que, a operação de dragagem será supervisionada por um observador de bordo que será responsável pelo controle da geração e gestão dos resíduos a bordo da draga, bem como pelo local de despejo do material dragado. Assim, este observador será o fiscalque acompanhará o gerenciamento dos resíduos na embarcação, assessorando a empresa proprietária da draga, em relação às ações ambientais necessárias para o atendimento às condições e exigências do licenciamento ambiental, além de normas e dispositivos legais visando à adequada coleta/transporte e destinação final dos resíduos. Desta forma, o programa contemplará procedimentos de gerenciamento interno com a classificação dos resíduos, separação por tipo, quantificação, procedimentos de descarga/transbordo, transporte terrestre e destinação final. Ressalta-se a importância da efetiva eficiência do Programa e destinação correta dos resíduos dragados a fim de evitar que os mesmos acabem aportando em praias da Região, posteriormente Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 353

354 Em relação aos resíduos gerados na supressão vegetal, o projeto do empreendimento, aponta que o material procedente da derrubada da árvore de palma e outros tipos de vegetações lenhosas, terão como destino a venda. Apesar de não constar no PBA do empreendimento, de acordo com o Projeto do Estaleiro do Nordeste, é prevista na etapa de construção de uma Área de Separação e Armazenamento de Resíduos ou Ponto Limpo, onde serão dispostos pontos de coleta seletiva para os seguintes resíduos gerados na obra: Depósito de Material Oleoso (Classe I); Depósito de Materiais Contaminados (Classe I); Depósito de Resíduos Comuns; Depósitos de Sucatas Metálicas e Madeiras; Área de Estocagem de Óleo Diesel e Abastecimento de Máquinas. b) Subprograma de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos na Operação do ENOR Na operação do estaleiro os resíduos gerados serão direcionados para uma Área de Armazenamento de Resíduos Sólidos denominada de Central de Resíduos Sólidos, que compreenderá uma edificação com área coberta e ventilada, provida de piso impermeável com bacia de contenção. Nesta CRS ocorrerá a segregação e armazenamento temporário dos resíduos gerados nos processos produtivos do estaleiro em contêineres identificados com cores, conforme padrão definido na Resolução CONAMA n 275/2001 (Figura 4.49). Porém, antes do envio à CRS, o gerador do resíduo será responsável pela separação do mesmo em coletores de 50 e 200 litros disponibilizados, devidamente identificados, excetuando-se as seguintes tipologias de resíduos: Resíduos perigosos como lâmpadas fluorescentes que serão separadas pelo funcionário responsável da manutenção, no ato de sua reposição; Resíduos industriais, como cartuchos de impressoras e de máquinas reprográficas, que serão entregues no almoxarifado no momento da troca por um novo; A coleta dos resíduos nas unidades geradoras será de responsabilidade dos funcionários responsáveis pela limpeza geral das unidades, sendo que, estes devem, periodicamente, retirar os resíduos dos coletores em cada unidade e transportá-los até a CRS sempre que a capacidade de armazenamento dos coletores estiver esgotada. Os resíduos líquidos, oleosos e pastosos deverão ser coletados nos locais de geração utilizando-se uma bombona devidamente identificada exemplificada na e Figura 4.50 em cor preta, entretanto o Plano Básico Ambiental do empreendimento prevê que esta deve ser de cor laranja. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 354

355 Figura 4.49 e Figura Coletores de 50 L para resíduos comuns conforme Resolução CONAMA n 275/01 (esquerda) e coletor de resíduos perigosos (direita) (este coletor deveria ser da cor laranja). Fonte: ACQUAPLAN (2013). Os resíduos serão transportados do local de geração até a CRS com a utilização de empilhadeira ou carrinho manual, dependendo do seu volume e peso. Após armazenamento temporário na CRS, estes serão encaminhados ao tratamento ou à destinação, observando-se a capacidade de armazenamento da CRS. As atividades de remoção, transporte e destino final dos resíduos gerados no Estaleiro Nordeste serão realizadas por empresas contratadas e devidamente licenciadas para tal. Ressalta-se que, de acordo com o PBA, a destinação final e tratamento adequado dos resíduos pastosos/efluentes gerados no processo de decapagem Estaleiro Nordeste (ENOR) serão realizados pela CTR de Pilar da empresa Alagoas Ambiental S/A. Os Quadro 4-58 e Quadro 4-59 apresentam, respectivamente, o resumo das etapas produtivas do Estaleiro Nordeste, procedimentos, atividades e seus respectivos responsáveis na execução do Plano de Gerenciamento dos Resíduos (PGRS), bem como os resíduos gerados no estaleiro. Quadro 4-58 Procedimentos e responsáveis pelo monitoramento do PGRS na operação do ENOR. Etapa Procedimentos Responsável Segregação Verificar se os resíduos gerados estão sendo separados de forma seletiva Técnico do Meio Ambiente Coleta Verificar periodicamente se os resíduos de cada unidade geradora estão sendo encaminhados para a Central de Resíduos Técnico do Meio Ambiente Manipulação Verificar a utilização dos EPI s para manuseio dos resíduos Técnico do Meio Ambiente Transporte Interno Registro de movimentação dos Resíduos Técnico do Meio Ambiente Central de Resíduos Controle e registro de estocagem Técnico do Meio Ambiente Central de Resíduos Verificar periodicamente a manutenção/limpeza da Central de Resíduos Técnico do Meio Ambiente Coleta/Transporte Supervisionar empresa contratada para transporte de resíduos quanto a Externo adequação às normas e exigências ambientais Técnico do Meio Ambiente Disposição Final Supervisionar empresas contratadas para disposição final quanto a (Tratamento e/ou adequação às normas e exigências ambientais Reciclagem) Técnico do Meio Ambiente Fonte: ACQUAPLAN (2013). Quadro 4-59 Resíduos gerados nas etapas produtivas do Estaleiro Nordeste. Etapa Descrição Resíduos Gerados Corte Matérias de aço: chapas, tubos, barras e cantoneiras Sucata ferrosa e limalha Solda Serviços de montagem de peças e blocos das Eletrodos, arame tubular, cerâmica e carretéis de embarcações plástico Pintura Serviços de pintura de blocos Latas de tintas, solventes e verniz Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 355

356 Quadro 4-59 Resíduos gerados nas etapas produtivas do Estaleiro Nordeste. Etapa Descrição Resíduos Gerados Jateamento Tratamento de chapas Granalha de aço Lubrificação Motores Óleo usado e graxa Decapagem Ácido clorídrico e ácido fosfórico Solução ácida Escritórios Materiais diversos Papéis, papelão e plásticos Carpintaria Serviços de acomodações do estaleiro Madeiras Almoxarifado Recebimentos de materiais de inox, bronze, cobre e alumínio Sucata não ferrosa Limpeza Serviços de limpeza de fossas Lodo de fossa séptica Serviços de limpeza de peças mecânicas Água oleosa, óleo usado e óleo contaminado Fonte: ACQUAPLAN (2013). Percebe-se que o Plano Básico Ambiental do estaleiro prevê um técnico exclusivo responsável pelo acompanhamento de todos os procedimentos relativos ao gerenciamento dos resíduos no estaleiro, desde o momento em que são gerados até a orientação das empresas contratadas para a coleta, transporte externo e disposição final dos resíduos. Em relação aos tipos de resíduos gerados na operação do estaleiro haverá resíduos comuns como papéis, papelões e plásticos na área administrativa e social enquanto na área industrial de construção de embarcações predominam os resíduos metálicos, oleosos, ácidos e das tintas. O manejo de alguns destes resíduos considerados perigosos deve estar de acordo com a legislação federal a fim de reduzir impactos à saúde pública e ao meio ambiente Caracterização dos Resíduos Sólidos da Mineração Segundo BOSCOV GIMENEZ (2008), a mineração é um segmento da economia que contribui muito para o desenvolvimento do Brasil, entretanto, tanto a lavra como o beneficiamento geram grandes quantidades de resíduos, os quais devem ser tratados e dispostos adequadamente para minimizar o impacto ambiental decorrente. Em termos de volume e associados ao beneficiamento dos minérios, os principais tipos de resíduos produzidos pelas atividades mineradoras são os estéreis e os rejeitos. No entanto, também ocorre a geração de resíduos comuns derivados de óleos e combustíveis nas áreas administrativas, sociais e de veículos nas mineradoras. Os estéreis são gerados nas atividades de extração ou lavra no decapeamento da mina, ou seja, são os materiais escavados e retirados para atingir os veios do minério. São materiais sem valor econômico, que geralmente são dispostos em pilhas conhecidas como pilhas de estéreis enquanto os rejeitos são resíduos originados nos processos de beneficiamento dos minérios, que têm por finalidade: regularizar o tamanho dos fragmentos, remover minerais associados sem valor econômico e aumentar a qualidade, pureza ou teor do produto final (BOSCOV GIMENEZ, 2008). BOSCOV GIMENEZ (2008) destaca ainda que existem diversos procedimentos realizados, variando em função do tipo e da qualidade do minério, tais como: britagem (fragmentação), moagem (pulverização), peneiramento (classificação) e concentração (por densidade, separação magnética, separação eletrostática, ciclonagem, aglomeração, flotação, lavagem, secagem, pirólise, calcinação). Os rejeitos são normalmente compostos de partículas provenientes da rocha, de água e de outras substâncias adicionadas no processo de beneficiamento. Os rejeitos são geralmente depositados na superfície do terreno, em barragens ou diques, devidamente impermeabilizados, para evitar que os percolados atinjam e poluam o subsolo e lençol Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 356

357 freático e que os materiais particulados causem assoreamento de cursos de água. Estas barragens são conhecidas na mineração como de barragem de rejeitos (BOSCOV GIMENEZ, 2008). As Figura 4.51 e Figura 4.52 apresentam exemplos de disposição final de resíduos de mineração: uma pilha de estéreis e uma barragem de rejeitos, respectivamente. Figura 4.51 e Figura 4.52 Exemplo de pilha de estéreis (esquerda) e barragem de rejeitos (direita). Fontes: MINERIOS & MINERALES (2013); CIPA (2012). A mineração no Estado de Alagoas encontra-se atualmente pouco desenvolvida, apesar que, recentemente, grandes companhias mineradoras começaram a investir em pesquisas de produção mineral no Estado, visando o aproveitamento de minerais metálicos. Destaca-se neste cenário, a Aura Minerals Inc com a mineração Vale Verde, que irá explorar Cobre entre os municípios de Craíbas e Arapiraca e tem pesquisado minérios de ferro, ouro e níquel no Estado. Há ainda um potencial Polo Cerâmico na Região de Penedo e Igreja Nova em razão da ocorrência de jazidas de sedimentos que são matéria-prima da cerâmica de revestimento, base da indústria da construção civil (SEPLANDE, 2014) Mineração de Cobre e Mineração Vale Verde De acordo com RIBEIRO (2001), o depósito situado no município de Arapiraca possui reservas totais de minério de toneladas, sendo toneladas medidas, com teor médio de 0,79% de Cobre, correspondentes a toneladas de cobre contido. Segundo RIBEIRO (2001), o Cobre em Estado puro raramente é encontrado na natureza, estando geralmente associado a outros elementos químicos, sendo que, existem dois grupos de minerais de cobre: os primários (sulfetados) com maior teor de cobre e ocorrendo em regiões mais profundas da crosta terrestre e os secundários (oxidados) mais superficiais e com menor teor em cobre. No caso da Vale Verde a exploração ocorrerá tanto dos minerais oxidados quanto dos sulfetados. A mineração Vale Verde é o principal empreendimento de mineração no Estado de Alagoas, onde ocorrerá exploração de cobre entre os municípios de Craíbas e Arapiraca. O projeto localizado a 15km de distância da zona urbana de Arapiraca abrange área total de hectares com previsão para início da exploração em 2015 tendo sido realizadas entre 2007 e 2014 diversas ações visando assegurar o sucesso do projeto (AURA MINERALS INC, 2014), destacando-se: Intensa Pesquisa mineral entre 2007 e 2010 com 603 sondagens, 700 amostras de sedimentos, 748 amostras de rochas, amostras de solo e pontos geológicos; Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 357

358 Implantação de Subestação Transformadora de 230kV em Arapiraca no ano de 2013 com linha de transmissão de energia elétrica de 21km entre a Subestação e a Mineração; Estabelecimento de Parceria Público Privada (PPP) para melhorar o fornecimento de água ao projeto, através de construção e inauguração, em 2014, de 7 km de adutoras entre o Projeto e o Sistema Regional de abastecimento de água da CASAL; Reassentamento das comunidades na área do empreendimento; Ações locais de educação ambiental; Licenciamento ambiental, com Licença de Instalação para a mina, planta e barragem, desde agosto 2009; Preparação do sítio para construção com cercamento de 17 dos 71km previstos e limpeza da área administrativa (Figura 4.53). Figura 4.53 Cercamento da área do projeto e limpeza da área administrativa da mineração Vale Verde (esquerda) e área do projeto (direita). Fonte: AURA MINERALS INC (2014). A atividade de exploração mineral de Cobre da Mineração Vele Verde será dividida em duas fases, apresentadas a seguir: Fase I: Beneficiamento de minério de cobre oxidado acessível na superfície da jazida através dos processos de britagem, lixiviação, extração por solventes e eletrólise, produzindo catodos de cobre (Figura 4.54). O processo indicado para a extração de Cobre de minérios oxidados que não são susceptíveis de concentração física consiste em lixiviar o minério moído com ácidos adequados, que reagem com os óxidos do minério para dissolver o cobre contido, sendo que, uma vez obtido o produto lixiviado, seguem-se então os processos de concentração e de recuperação do cobre (RIBEIRO, 2001). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 358

359 Figura 4.54 Processo de beneficiamento de cobre por oxidação empregado na mineração Vale Verde. Fonte: AURA MINERALS INC (2014). Fase II: Beneficiamento de minério de cobre sulfetado pelos processos de britagem, moagem, flotação e filtragem, produzindo concentrado de cobre (Figura 4.55). A concentração de cobre corresponde ao processo de enriquecimento por meios físicos e químicos do metal no minério, envolvendo etapas de britagem (primária e secundária), peneiramento, moagem e flotação, sendo que, o produto resultante é um concentrado com teor de25 a 35% de cobre contido (RIBEIRO, 2001). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 359

360 Figura 4.55 Processo de beneficiamento de cobre por oxidação empregado na mineração Vale Verde. Fonte: AURA MINERALS INC (2014). O Programa de Gestão de Resíduos Industriais (PGRI) elaborado em 2007 para a mineração Vale Verde tem apresentado como instrumento fundamental no gerenciamento dos resíduos, o Inventário de Resíduos. O Quadro 4-60 apresenta todos os resíduos nas diversas atividades e etapas da mineração com respectiva classificação quanto a periculosidade conforme Norma NBR ANBT 10004/2004 Quadro 4-60 Tipo e Classificação dos resíduos gerados na mineração Vale Verde. Etapa Descrição do Resíduo Classe ABNT Supressão Vegetal Madeira comercial IIB Troncos e galhos não comerciais IIB Bateria de celular I Pilhas diversas I Baterias diversas I Entulho misto IIB Implantação e operação do canteiro de Madeira (resíduos de embalagens) IIB obras Sucata de ferro IIB Sucatas metálicas com resíduos de tintas, solventes, fluido de freio, graxas, óleos, etc IIA Papel branco de escritório IIB Sucata de papelão IIB Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 360

361 Quadro 4-60 Tipo e Classificação dos resíduos gerados na mineração Vale Verde. Etapa Descrição do Resíduo Classe ABNT Papel com mistura de cores IIB Revistas e jornais IIB Sacos vazios de cimento e bentonita IIB Sucata de PVC IIB Bombonas plásticas não contaminadas IIB Plástico em geral não contendo resíduo perigoso IIB Lâmpadas fluorescentes I Lâmpadas com vapor metálico de sódio, mercúrio e iodo I Borra de tinta I Vernizes I Componentes eletroeletrônicos IIB Fios e cabos elétricos IIB EPIs diversos IIB Rebolo/lixa/disco de corte IIB Cartucho de tinta para impressora I Tonner de impressora/copiadora I Placas e pedaços de vidros transparentes IIB Madeira (resíduos de embalagens) IIB Lâmpadas fluorescentes I Embalagens diversas de alimentos IIB Resíduos de cozinhas, refeitórios e Óleos e gorduras vegetais IIA sanitários Resíduos de alimentação IIA Resíduos sanitários IIA Lâmpadas incandescentes IIA Resíduos de caixa de gordura IIA Estéril de mina IIB Resíduos de mineração e Rejeito do beneficiamento IIB beneficiamento de minério Lama bentonítica (sondagem) IIA Lodo de Estação de Tratamento de Água (ETA) IIA Vasilhames/bombonas contendo produtos químicos I e IIB Frascos e vidros de laboratórios (lavados previamente) IIB ou IIA Bateria de celular I Papel branco de escritório IIB Sucata de papelão IIB Papel com mistura de cores IIB Revistas e jornais IIB Resíduos de processos industriais e Misturas de diferentes tipos de papel e papelão IIB administrativos Polietileno IIB Filmes plásticos (PPBD) IIB Lâmpadas fluorescentes I Resíduo de limpeza/manutenção de áreas verdes IIA Resíduos sanitários IIA Lâmpadas incandescentes IIA Cartuchos de tinta para impressora I Tonner de impressora/copiadora I Resíduos de serviços de saúde (ambulatório médico, clínica Resíduos de ambulatórios médicos e odontológica, hospital, laboratório de análises clínicas) I equipamentos de segurança do trabalho EPIs diversos IIB EPIs contaminados com óleos e graxas IIA Fonte: AURA MINERALS INC (2014). A Norma NBR ANBT 10004/2004 define resíduos de Classe I como perigosos e os de Classe II como não perigosos. Os Classe II podem ser divididos em Classe IIA (não inerentes), quando em contato com água podem apresentar propriedades como solubilidade, combustibilidade e biodegradabilidade; e em Classe IIB (inertes) que em contato com água não reagem. Percebe-se que os resíduos perigosos são compostos por pilhas e baterias, lâmpadas com vapores metálicos, borras de tintas, vernizes, cartuchos para impressora e toner para copiadoras, além dos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 361

362 resíduos de serviços de saúde. Observa-se que, de acordo com o Quadro 4-60, os rejeitos da mineração são considerados como resíduos não perigosos inertes, porém, na verdade, estes são resíduos perigosos, devendo ser dispostos em bacias de rejeitos devidamente impermeabilizadas com materiais resistentes ao ataque ácido. O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do empreendimento prevê a disposição temporária de resíduos em área dentro do projeto denominada Centro de Materiais Recicláveis (CMR) que terá espaços distintos para estocagem temporária de resíduos perigosos (Classe I) e dos resíduos Classe IIA e Classe IIB. Em relação à estrutura da CMR, a estanqueidade será mantida a partir da impermeabilização do pátio pela utilização de geomembranas ou materiais que impeçam qualquer contato dos resíduos com o solo e águas pluviais em galpões fechados, além da adoção de procedimentos necessários à segurança operacional, à adequada comunicação dos riscos, ao isolamento da área e à sinalização de segurança. O Quadro 4-61 apresenta a forma de disposição temporária e destinação final indicada para os principais resíduos gerados na mineração. Quadro 4-61 Disposição final dos resíduos gerados na mineração Vale Verde. Classificação do resíduo Classe I (perigosos) Classe IIA e Classe IIB Fonte: ACQUAPLAN (2013). Descrição do Resíduo Disposição temporária Destinação final Pilhas e baterias alcalinas ou similares CMR Reprocessamento dos metais Baterias veiculares (chumbo) CMR Reprocessamento de chumbo Resíduos de serviços de saúde CMR Autoclave ou incineração Lâmpadas (mercúrio) CMR Reprocessamento de mercúrio Borra oleosa CMR Co-processamento Óleo lubrificante usado CMR Re-refino Borra de tinta CMR Co-processamento Vernizes CMR Co-processamento Filtro de óleo CMR Reciclagem ou Coprocessamento Trapos e estopas contaminados com óleos e graxas CMR Co-processamento EPIs contaminados com óleos e graxas CMR Co-processamento Resíduo de alimentação - Compostagem ou aterro Classe IIA e IIB Papel/papelão CMR Reprocessamento Plástico CMR Reprocessamento Madeira (embalagens, formas e painéis) CMR Reprocessamento Entulho misto CMR Área de disposição de entulho Sucatas metálicas CMR Reprocessamento Fios e cabos CMR Reprocessamento Borrachas e pneus CMR Reprocessamento Filtros de ar usados CMR Aterro Classe IIA e IIB Lama bentonítica - Reprocesamento EPIs usados Segurança do Aterro Classe IIA e IIB ou trabalho reciclagem A criação do CMR decorre da necessidade da formação de lotes econômicos para viabilizar a destinação final adequada dos resíduos, em função da distância entre a área do projeto e os respectivos agentes reprocessadores, especialmente para os seguintes resíduos: óleo lubrificante usado, lâmpadas fluorescentes e de vapor, baterias e pilhas e borras oleosas, sendo que, a partir da efetiva quantificação destes resíduos será possível determinar o período médio de estocagem de cada um deles. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 362

363 Caracterização dos Resíduos Sólidos Agrossilvopastoris A produção agrícola brasileira tem como consequência a geração de grandes quantidades de resíduos e esta geração está associada a alguns fatores como as perdas entre a produção e o consumo, ao preparo do produto para a comercialização e também e às perdas relacionadas ao processamento dos materiais nas agroindústrias. O reaproveitamento de resíduos advindos da agricultura e da agroindústria, além de evitar a acumulação em locais inadequados, contribuindo para o controle da poluição, pode ser também uma forma de reduzir a dependência de fertilizantes químicos. A utilização desses resíduos para adubação permite a recuperação de elementos essenciais ao desenvolvimento das culturas que estão presentes nesses materiais, além disso, eles também contribuem para a estrutura física do solo, aumentando a retenção de água, por exemplo. Além da utilização como fertilizantes, os resíduos da agroindústria também podem ser utilizados para alimentação animal, para a geração de energia, contribuindo com a sustentabilidade da matriz energética brasileira ou mesmo para diversas outras finalidades como artesanatos, fabricação de móveis, etc. Os resíduos da cana-de açúcar não serão tratados neste tópico visto que já foram abordados no item referente a resíduos industriais, uma vez que a cana-de-açúcar possui papel de destaque no cenário industrial do Estado Resíduos sólidos agrossilvopastoris orgânicos Em grandes áreas cultivadas, onde a colheita é mecanizada, há um pré-processamento realizado pelas máquinas no campo. Esse pré-processamento, dependendo da cultura (por exemplo, a canade-açúcar), é responsável pelo abandono de uma parcela dos resíduos no local, com o objetivo desses restos da cultura promoverem melhorias na qualidade do solo. Onde a colheita é feita manualmente, pouco resíduo é deixado no local de plantio e a cultura colhida é levada do campo até barracões, onde são realizados os preparos para que o produto seja comercializado ou encaminhado às agroindústrias. Quando a produção é destinada ao consumo in natura, a maior parte do resíduo gerado é doméstico, porém, quando é destinada ao processamento, há um montante de subprodutos que podem ter alto valor agregado, quer na sua forma natural ou na potencialidade de seus componentes. Os resíduos gerados representam perdas econômicas do processo produtivo e, se não receberem destinação adequada, podem representar grandes problemas ambientais, devido a sua carga poluidora. Devido à escassez de dados sobre a geração de resíduos na agricultura, somado à dificuldade de encontrar informações referentes à parcela da produção que é destinada ao consumo in natura (que faria parte da geração de resíduos sólidos urbanos) e a que vai para processamento (resíduos da agroindústria), a estimativa realizada foi feita com base na área plantada, área colhida e produtividade das principais culturas do Estado de Alagoas. De acordo com MATOS (2005), a produção de resíduos agrícolas é extremamente variável e dependente da espécie cultivada e também das condições ambientais. Foram utilizados para a estimativa, dados da produção referente ao ano de 2012, obtidos no IBGE, sendo esses os dados mais atuais disponíveis para pesquisa. Foram selecionadas as culturas mais representativas no Estado, como as culturas permanentes: banana, coco-da-baía e laranja e as temporárias: abacaxi, arroz. A fração de resíduo gerado pela cultura foi estimada a partir de dados da literatura e foi denominada como fator residual nesse Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 363

364 estudo. Aplicando-se o fator residual no total produzido de cada cultura, foi possível estimar o montante de resíduos gerados. As estimativas dos resíduos sólidos orgânicos gerados a partir das culturas mais representativas do Estado são apresentadas no Quadro Verifica-se que a cultura da banana é que mais produz resíduos entre as culturas permanentes. Entre as culturas temporárias mais representativas do Estado de Alagoas, destaca-se a cultura do abacaxi que gera a maior quantidade de resíduos (Quadro 4-62). Quadro 4-62 Dados da cultura e montantes estimados de resíduos sólidos agrossilvopastoris. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Ano (2011) Cultura Área colhida (ha) Produção (t/ano) Resíduos gerados (t/ano) (Permanente) Banana ,50 Coco-da-baía ,80 Laranja ,50 (Temporária) Abacaxi ,20 Arroz ,20 Fonte: SEPLANDE (2012). A fruticultura é uma prática bastante representativa no Estado de Alagoas e o cultivo dos frutos concentram-se, principalmente, na Região dos Tabuleiros Costeiros, no Agreste e no Vale do Mundaú Resíduos da cultura da Banana A produção de banana está distribuída por todo o território nacional e tem a Região Nordeste como a principal produtora. Os Estados que se destacam na produção de banana são: Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O Estado de Alagoas contribui com aproximadamente 1% da produção nacional e essa produção é destinada ao mercado interno. Há de se considerar, que grande parcela da produção é para o consumo in natura, portanto, apenas uma parte do montante estimado de resíduo gerado é caracterizado como resíduo agrossilvopastoril. Considerando que cerca de 50% do fruto colhido se converte em resíduo (incluindo casca e engaço), estimou-se que ,50 toneladas de resíduos são gerados a partir do cultivo da banana em Alagoas, tendo como base os dados de produção do ano de 2011 (Quadro 4-62) Resíduos da cultura do Coco-da-baía A cocoicultura vem sendo introduzida em várias regiões do país, incluindo a Região Centro-Oeste e Sul, porém, as maiores plantações ainda encontram-se na faixa litorânea do Nordeste e parte da Região Norte do Brasil que são favorecidas pelas condições climáticas. Embora o Nordeste seja a

365 Região mais representativa com relação ao cultivo de coco no país, o rendimento da cultura nessa Região ainda é baixo, quando comparado a outras regiões e isso deve-se, principalmente, ao baixo nível tecnológico empregado, variedades de coco exploradas e de sua utilização (MARTINS & JESUS JUNIOR, 2011) Atualmente, Alagoas está entre os dez Estados que mais produzem coco no Brasil. Boa parte da produção de coco da Região Norte e Nordeste é destinada ao consumo in natura e devido a isso, nas cidades litorâneas, encontram-se grandes quantidades de coco descartadas por comerciantes informais. Segundo ROSA et al. (2001), a casca e as fibras correspondem a aproximadamente 80 a 85% do peso bruto do fruto e a umidade próxima a 85% prejudica algumas aplicações comuns ao fruto seco, fazendo com que esse material seja descartado como um resíduo. O fruto descartado, normalmente, é depositado nos aterros e nos denominados lixões (ANDRADE et al., 2004). Embora orgânico, o resíduo do coco é de difícil degradação e demora mais de oito anos para se decompor completamente (CARRIJO et al., 2002). De acordo com os dados de produção de coco do ano de 2012, e considerando que 80% do peso total do fruto é considerado resíduo, a estimativa da geração de resíduo da cocoicultura foi igual a ,80 tonelada (Quadro 4-62). O aproveitamento industrial do fruto do coqueiro se dá mediante o processamento do endosperma sólido ou albúmen submetido à secagem ou fresco, sendo destinado à fabricação de alguns produtos como o leite de coco e coco ralado. Uma das principais indústrias de coco do país, a Sococo S/A, encontra-se no Estado de Alagoas e é responsável por grande parte da cocoicultura do Estado. Não foram encontrados dados disponíveis da geração de resíduos da Sococo como também de outras agroindústrias de processamento de coco do Estado, porém, de forma geral, tem-se verificado grande preocupação com relação à utilização desses resíduos de diversas formas. A fibra de coco madura já vem sendo utilizada na indústria e na agricultura (ROSA & ABREU, 2002), mas a fibra da casca do coco verde ainda não é amplamente aproveitada (RIPARDO, 2002) sendo o setor agrícola o principal consumidor dessa matéria-prima para a produção de substratos e como substituição do xaxim. De maneira geral, pequenos produtores constituem a maior fatia da produção de coco (85%) alagoana, comercializando suas produções por meio de atravessadores (intermediários e terceirizados da indústria), enquanto que, os grandes produtores de coco são as próprias agroindústrias, ou então, comercializam suas produções diretamente com as indústrias processadoras (CUENCA et al., 2002) Resíduos da cultura da laranja O Estado do Alagoas é o terceiro maior produtor de citros da Região nordeste do país, com uma produção que atingiu toneladas no ano de 2011 (Quadro 4-62). O Estado de Alagoas é referência na produção de laranja-lima (Citrussinensis (L.) Osbeck), considerado o maior produtor de laranja-lima do país. O parque citrícola alagoano está concentrado na Região do Vale do Mundaú, composto por cinco municípios: Branquinha, Ibateguara, São José da Laje, União dos Palmares e Santana do Mundaú, este último é responsável por cerca de 90% da produção estadual (FERREIRA et al., 2012) A safra de laranja-lima em Santana do Mundaú ocorre duas vezes ao ano, sendo a primeira entre os meses de abril a julho com a maior produção e a segunda entre os meses de agosto a novembro. Os frutos são colhidos manualmente, por mão de obra familiar e por trabalhadores agropecuários. Levando em consideração que 50% do fruto é descartado no processo industrial (CETESB, 2005), Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 365

366 foi estimado o montante de ,50 toneladas de resíduos gerados a partir da citricultura de laranja-lima em 2011 (Quadro 4-62). Porém, como no caso da banana, deve-se considerar que a maior parte da laranja produzida no Estado é destinada ao mercado interno de fruta fresca, assim, o resíduo da laranja fica disperso, sendo mais difícil seu reaproveitamento e, neste caso, é caracterizado como resíduo sólido urbano. Em 2013, foi inaugurada a 1ª Fábrica de Suco de Laranja Lima de Alagoas, porém, não foram encontrados dados para a estimativa da produção de resíduos gerados pela fábrica. As perdas da laranja-lima durante as safras são estimadas entre 20 % e 30 % devido à dificuldade de estocagem, uma vez que há um alto custo para aquisição de operação de câmeras frias (COOPLAL, 2012). A fim de aumentar a renda dos citricultores, agregando valor ao produto, há interesse da Região em produzir polpa de fruta. Portanto, deve-se considerar que com o aumento da produção de processados, consequentemente haverá um aumento dos resíduos gerados pela agroindústria Resíduos da cultura do Abacaxi A cultura do abacaxi começou a ganhar força nos últimos anos na Região do Agreste alagoano, principalmente em Arapiraca envolvendo também os municípios de Limoeiro de Anadia e Coité do Nóia a partir da queda do valor do fumo, o cultivo do abacaxi. Tradicionalmente a Região do Poção, zona rural de Arapiraca, tem a maior produção de abacaxi do Agreste. De acordo com dados da SEPLANDE de 2011, a área de plantio atingiu 398 hectares (Quadro 4-62). A produção de abacaxi oferece dois tipos de subprodutos: os restos de cultura resultantes após a colheita dos frutos e os resíduos do processo de industrialização da fruta. Os resíduos da industrialização do abacaxi, constituídos pelos talos, coroas e cascas, correspondem de 30% a 40% do peso total da matéria-prima (fruto). Esses resíduos podem ser aproveitados para a produção de álcool etílico, ácidos cítrico, málico e ascórbico, bromelina e ração para animais. Considerando que 40% do peso total da matéria-prima é convertido em resíduos, estimou-se pelos dados de produção de 2011 que 3.275,20 toneladas de resíduos foram geradas da produção de abacaxi (Quadro 4-62). Assim como as demais frutas aqui consideradas, a maior a maior parte do abacaxi produzido no Estado é para o consumo interno, in natura, não caracterizando resíduo sólido agrossilvopastoril Resíduos da cultura de Arroz A rizicultura é atividade tradicional no Baixo São Francisco e nos últimos anos, esforços tem sido feito nessa cadeia produtiva com o objetivo de contribuir para a melhoria do desempenho econômico da produção de arroz em Alagoas e melhorar a renda dos agricultores familiares. Estima-se que para cada mil toneladas de grãos colhidos, sejam produzidas 200 toneladas de resíduos, portanto, 20% do total colhido é considerado resíduo (ABIB, 2011). De acordo com essa estimativa, por ano seriam geradas 3.568,20 toneladas de resíduos de arroz no Estado de Alagoas (Quadro 4-62). A casca de arroz tem grande potencial energético e pode ser utilizada para abastecimento de energia da própria indústria de processamento. Além dessa utilização, estudos têm sido realizados para utilização de casca de arroz para aumentar a resistência da estrutura e reduzir a espessura do concreto (MORAES, 2012). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 366

367 Resíduos oriundos da criação de Gado Leiteiro Os Estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe possuem o maior volume de leite produzido por área do Brasil (VILELA, 2011). A produção de leite no Estado de Alagoas é oriunda principalmente da agricultura familiar. Contudo, existem poucas publicações científicas sobre a importância do leite no Estado de Alagoas. A produção de leite em Alagoas é a segunda atividade econômica mais importante do Estado, perdendo apenas para a cana-de-açúcar, e se concentra na bacia leiteira do Estado, no Sertão e Agreste Alagoano (DANTAS, 2011). De acordo com a SEPLANDE, em 2011, o rebanho de vacas leiteiras do Estado totalizava cabeças. O Estado de Alagoas é o sexto produtor da Região Nordeste ficando abaixo da Bahia, de Pernambuco, do Ceará, do Maranhão e de Sergipe. O rebanho leiteiro de Alagoas tem formação genética basicamente constituída pela raça Girolando, que apesar de deter o menor rebanho de vacas da Região Nordeste, é o Estado da Região Norte/Nordeste que apresenta o melhor desempenho em termos de produtividade de leite por animal (ALMEIDA, 2012). A bacia leiteira do Estado de Alagoas é composta pelos municípios de Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Dois Riachos, Igaci, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Major Isidoro, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho D'Água das Flores, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema e São José da Tapera. Além das pequenas indústrias, existem quatro de grande porte que compra a produção leiteira: Parmalat, que tem posto de resfriamento e envia o produto para Garanhuns; Vale Dourado, Batalha e a São Domingos, que comercializam o produto na Região Nordeste. Devido à criação do gado de leite em Alagoas ser, em sua maioria, em sistema de produção a pasto, não foram obtidos dados de literatura com a quantidade gerada de resíduo para esse sistema de produção, dado que os resíduos geralmente são recolhidos quando o animal está na ordenha ou na sala de espera. Com relação ao resíduo gerado no processamento do leite, também não foram encontradas informações específicas sobre os resíduos gerados em todo o processo. Em conversa informal com um dos cooperados da CPLA Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas, foi informado que o principal resíduo das indústrias de processamento de leite é o soro, que antigamente era destinado aos leitos de rios e hoje é utilizado no processamento de produtos lácteos Resíduos oriundos dos matadouros e frigoríficos O Quadro 4-63 apresenta as informações sobre a quantidade dos principais rebanhos e aviários existentes em Alagoas no ano de Nota-se que dentre os rebanhos o maior é o de bovinos com cabeças, sendo que ainda há registro de vacas ordenhadas no Estado. Observa-se ainda a elevada quantidade de aviários de galos, galinhas, frangos e pintos. Quadro 4-63 Informações sobre os rebanhos e aviários existentes em Alagoas em Especificação Quantidade de animais Bovinos Caprinos Codornas Equinos Galinhas Galos, frangos e pintos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 367

368 Quadro 4-63 Informações sobre os rebanhos e aviários existentes em Alagoas em Fonte: SEPLANDE (2012). Especificação Quantidade de animais Ovinos Suínos Na etapa seguinte deste PERS será realizada a caracterização dos resíduos nos frigoríficos e abatedouros licenciados, bem como levantada a questão da gestão dos seus resíduos associados no Estado de Alagoas Resíduos sólidos agrossilvopastoris inorgânicos Nesta etapa foi realizado um diagnóstico preliminar dos resíduos sólidos inorgânicos gerados pelo setor agrossilvopastoril, que engloba as embalagens de agrotóxicos, fertilizantes e insumos farmacêuticos utilizados no campo. Entretanto, como estes resíduos são passíveis de logística reversa, foram abordados no item referente a logística reversa de embalagens de agrotóxicos e fertilizantes Caracterização dos Resíduos de Serviços de Saneamento Os resíduos de serviços de saneamento aqueles gerados nas atividades de tratamento de água e de esgoto constituídos de lodo de Estação de Tratamento de Água (ETA) e de Esgotos (ETE). Esses resíduos são gerados diariamente nos processos e operações das estações, devendo ser tratados adequadamente após a geração até a destinação final, visando minimizar impactos ambientais do contato deste com o meio ambiente. Os chamados lodos de ETAs e ETEs, apesar de apresentarem altos teores de umidade, são considerados resíduos sólidos, de acordo com a definição abaixo da Associação Brasileira de Normas Técnica (ABNT) presente na norma NBR /2004. Resíduos sólidos: Resíduos nos Estados sólido e semissólido, que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível. (ABNT NBR , item ) Caracterização do Lodo de Estação de Tratamento de Água Para entender o tratamento da água bem como os resíduos gerados associados é necessário o conhecimento do fluxo do abastecimento de água de um município, desde que esta é captada nos rios até sair nas torneiras das casas. Na captação de água bruta, destaca-se que quanto mais preservado o manancial de abastecimento e seu entorno, menos custos serão despendidos no tratamento e, possivelmente, melhor a qualidade da água de abastecimento. A qualidade da água fornecida a população também depende fundamentalmente da tecnologia utilizada no tratamento, bem como no controle operacional da estação de tratamento de água. Após passar pela ETA, a água é armazenada em reservatórios e Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 368

369 distribuída para a população pela rede de abastecimento, consistindo, de forma simplificada, de sistemas de tubulações, desde a saída dos reservatórios até a chegada nos encanamentos nas residências e domicílios, onde estará disponível para utilização através das torneiras das pias, chuveiros e vasos sanitários. O tratamento da água ocorre pelo emprego de processos físicos e adição de produtos químicos na ETA, visando retirar impurezas da água bruta (não tratada) e adicionar certas substâncias necessárias a saúde humana para tornar a água potável, isto é, própria para consumo humano considerando os padrões estabelecidos pela Portaria do Ministério da Saúde nº de 12 de novembro de O Quadro 4-64 descreve as etapas de tratamento na sequência do fluxo da água na estação, bem como os produtos químicos utilizados em cada etapa. Quadro 4-64 Etapas do tratamento de Água. Etapa Descrição do Processo Físico Função Produto Químico utilizado Promover intensa agitação na água para Auxiliar de floculação e agente Mistura Criar hidraulicamente uma condição de misturar rapidamente os produtos floculante (produtos a base de Rápida agitação da água químicos em toda amassa líquida da ferro e alumínio) água Reduzir gradativamente a velocidade Criar flocos de impurezas que se ligam Floculação da água em unidades chamadas de aos produtos químicos floculantes. floculadores, evitando agitação e Aumentar estes flocos durante o fluxo - turbulência da água pelo floculador No repouso os flocos pesados tendem a Decantação Criar condição de repouso da água em um grande tanque chamado de sedimentar, ou seja, vão para o fundo dos tanques pelo próprio peso e a água - decantador ou sedimentador decantada, sem flocos de impurezas, sai pela parte de cima do tanque Filtração Passar a água, após decantação, por Retirada das impurezas adicionais não camadas de materiais granulares (areia, separadas na decantação brita, antracito, carvão) - Desinfecção Inativar ou eliminar os microorganismos Aplicar produtos químicos ou patogênicos (causadores de doenças) radiações para desinfetar a água presentes na água Cloro 1,2 Fluoretação Aplicação de flúor na água. Esta etapa Adição de flúor visando prevenção as nem sempre é realizada nas ETAs, cáries dentárias apesar de determinada por Lei Federal. Fluor Nomenclatura utilizada para facilitar o entendimento. 2 - Na desinfecção podem ser usados outros métodos e substâncias além do cloro, como aplicação de ozônio e radiação ultravioleta, entretanto o cloro é utilizado maciçamente no país, ao ponto de que muitas literaturas não se referenciam ao processo de desinfecção, mas de cloração. Fonte: VIANNA (1996). Modificado por FLORAM. Em toda ETA são gerados resíduos sólidos cuja responsabilidade pelo gerenciamento é do órgão operador do sistema, devendo promover o controle e tratamento dos resíduos até a destinação ambientalmente adequada conforme legislação vigente. Em uma estação de tratamento de água do tipo convencional, que utiliza os processos de coagulação, floculação, decantação e filtração, em série, os resíduos têm origem na descarga dos decantadores, na lavagem dos filtros e na lavagem dos tanques de preparação de soluções e suspensões de produtos químicos, estes em menor quantidade (CORDEIRO, 1999), conforme Figura Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 369

370 Coagulação Floculação Decantação Filtração Figura Principais locais de geração de resíduos em estações convencionais de tratamento de água. Fonte: PROSAB (1999). Modificado por FLORAM. Lodo dos decantadores A grande maior parte dos sistemas de tratamento de água em operação no país é do tipo convencional possuindo, após a floculação, grandes tanques de decantação seguidos por filtros. Neste tipo de sistema, a maior parte dos resíduos sólidos presentes na água são removidos nos decantadores e acumulado no fundo dos mesmos, na forma de lodo, que se encontra bastante diluído, necessitando de operação para remoção de parcela de água antes da disposição final (REALI, 1999). Os decantadores ou sedimentadores são grandes tanques onde a água com os flocos é deixada em repouso ou com o mínimo de agitação e turbulência possível para que os flocos se depositem no fundo do tanque pela ação da gravidade, ou seja, em função do seu peso. Os filtros das estações, por serem constituídos de materiais granulares com espaços vazios entre as partículas da camada filtrante, tendem a colmatar (entupir) à medida que o tratamento avança, ou seja, mais impurezas vão ficando retidas no filtro até chegar a um ponto que prejudica a passagem da água e o processo de tratamento. Essa colmatação exige limpeza dos filtros, que é feita lançando corrente de água em contra fluxo, isto é, no sentido contrário do fluxo normal de filtragem, gerando assim a chamada água de lavagem dos filtros, normalmente com baixos teores de sólidos, que juntamente com os sólidos dos decantadores, se caracterizam como os lodos da ETA. Em relação às possibilidades de disposição dos lodos das ETAs, REALI (1999) apresenta o sistema de lagoas de lodo com a possível conversão deste em leitos de secagem. Os sistemas de lagoas de lodo geralmente possuem duas ou mais unidades operando em paralelo, sendo o lodo enviado continuamente para uma das lagoas até seu enchimento completo. Após isso, interrompe-se a operação da lagoa cheia, possibilitando a desidratação do lodo acumulado. Durante o esvaziamento e retirada de lodo de uma lagoa, o fluxo de lodo da estação é enviado para a outra lagoa. Há ainda a possibilidade de transformar as lagoas de lodo em leitos de secagem pela implantação de sistema de drenagem no fundo da lagoa com retirada da água e reenvio à estação de tratamento. Após o período de secagem do lodo nas lagoas ou nos leitos de secagem, deve-se realizar a remoção do lodo concentrado por dragagem no fundo das unidades, para posterior destinação final adequada. Em municípios de pequeno e médio porte, comumente os resíduos das ETAs são lançados diretamente nos cursos d água sem qualquer tipo de tratamento causando impactos ambientais nos corpos hídricos. a) Caracterização do abastecimento e tratamento de água em Alagoas Água de lavagem dos filtros O levantamento publicado no SNIS apresentou os dados referentes ao abastecimento de água no Estado de Alagoas para o ano de 2012, com índices de população e número de municípios atendidos, bem como extensão da rede de abastecimento (Quadro 4-65). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 370

371 Quadro 4-65 Indicadores de atendimento de abastecimento de água em Alagoas referentes ao ano de População total do Estado 2012 (habitantes)¹ População Atendida Total (habitantes) População Atendida Urbana (habitantes) Municípios com abastecimento de água Extensão da rede de abastecimento (Km) ,12 Fonte: SNIS (2012); IBGE (2012). Para o ano de 2012, o IBGE estimou uma população de para o Estado de Alagoas. No entanto, observa-se que habitantes são atendidas com abastecimento de água, o que podese inferir que habitantes estão desprovidos do abastecimento de água tratada em estações. É importante frisar que mais de habitantes do Estado residem em áreas rurais, locais desprovidos de estações de tratamento, onde outras soluções são adotadas. Contrariamente, a Pesquisa Nacional do Saneamento Básico informou que em 2008 todos os municípios do Estado de Alagoas possuem rede de distribuição de água e abastecimento e que apenas cinco municípios não há tratamento de água para a população (Quadro 4-66). Quadro 4-66 Municípios com tratamento de água em Alagoas. Fonte: IBGE (2010). Indicador Número de Municípios Municípios com rede de distribuição de água 102 Municípios com tratamento de água 97 Município sem tratamento de água 5 Tratamento convencional 47 Tratamento não convencional 19 Tratamento simplificado (desinfecção e cloração) 45 Adição de flúor na água 15 Apesar de haver tratamento de água em 97 municípios, percebe-se que 45 municípios contam com tratamento simplificado visando apenas a desinfecção da água, o que é insuficiente em muitas ocasiões para assegurar padrão de potabilidade. Registra-se ainda que em muitas localidades do Estado há abastecimento de água por poços tubulares profundos com tratamento simplificado por desinfecção ou sem nenhum tratamento.entretanto, ressalta-se que estes poços devem estar em localização e condições livres da interferência de ações humanas visando a manutenção da qualidade da água a ser distribuída para a população. Conforme citado anteriormente a adição de flúor na água visa à prevenção de cáries dentárias, sendo que, no Estado de Alagoas este processo é utilizado apenas em 15 Municípios (Quadro 4-66). No sentido de ampliar o índice de tratamento de água no Estado, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), no contexto do Programa Água para Todos, concluiu duas obras de estações de tratamento de água em povoados localizados nos municípios de Belo Monte e Penedo. O Quadro 4-67 apresenta, para estes dois sistemas que captam águas do rio São Francisco, o processo de tratamento, população atendida e vazões de projeto, considerando um horizonte de 20 anos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 371

372 Quadro 4-67 Obras da CODEVASF de Estações de Tratamento de Água no Estado de Alagoas. Povoado - Município Povoado, Barra do Ipanema, município de Belo Monte Povoado, Olho Linha-d'água, município de Penedo Fonte: CODEVASF (2014). Manancial de abastecimento Rio São Francisco Rio São Francisco Processo de Tratamento Estação compacta de tratamento pré fabricada c/capacidade de vazão 20m³/h Estação compacta de tratamento pré fabricada c/capacidade de vazão 10,75m³/h População atendida (habitantes) Vazões de Projeto (l/s) , , , ,24 Data de entrega da obra Obra encerrada processo de transferência para prefeitura em tramitação Obra encerrada processo de Transferência para prefeitura em tramitação Em relação ao responsável pelo tratamento da água nos municípios do Estado existem dois operadores: a Companhia de Saneamento de Alagoas e os Sistemas Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs) que serão mais detalhados na etapa posterior de Situação de Resíduos deste PERS, e (CASAL). O Quadro 4-68 apresenta as ETAs do Estado de Alagoas operadas pela CASAL destacando o processo de tratamento adotado e a vazão de tratamento. Quadro Estações de Tratamento de Água operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas. Unidade de Negócio CASAL Capital, Jaraguá, Benedito Bentes e Farol Agreste Município Maceió Arapiraca Identificação do SAA Sistema Pratagy Sistema Cardoso Sistema Aviação Processos de Tratamento ETA Benedito Bentes-convencional: coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção ETA Cardoso-convencional: coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção ETA Aviação-compacta: coagulação, filtração rápida e desinfecção Vazão (m³/dia) Campo Grande Craíbas Feira Grande 741 Girau do ETA (Sistema coletivo do Agreste) 19,87 Ponciano Sistema Coletivo localizadas em Morro do Gaia em São Brás. do Agreste Tipo Convencional: coagulação, floculação, Igaci 24,24 decantação, filtração e desinfecção Lagoa da Canoa 17,32 Olho grande D água São Brás 6,53 Taquarana 6,53 Campo Alegre - 2 Poços 633 Coité do Nóia ,47 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 372

373 Quadro Estações de Tratamento de Água operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas. Unidade de Negócio CASAL Sertão Leste Município Identificação do SAA Processos de Tratamento Vazão (m³/dia) Coruripe - 2 poços profundos com 50m cada Junqueiro - Floculação, decantação e filtro de areia 70,0 l/s Igreja nova - Poços profundos 331 Piaçabuçu - 2 clarificadores ascendentes São Sebastião Traipu Água Branca Canapi Pariconha Sistema Coletivo ETA do Sertão localizada em Delmiro Inhapi do Sertão Gouveia. ETA-compacta com m³/dia Mata Grande Olho D água do Casado Delmiro Gouveia Delmiro Gouveia ETA Barragem Leste -Compacta 1500 Olho D água do Casado - Compacta Piranhas - ETA Xingó-pressurizada Barra de São Miguel - Dupla filtração Coqueiro Seco Colônia Leopoldina - Compacta Flexeiras - Compacta 950 Ibateguara - Compacta 806 Jacuípe - Compacta 540 Japaratinga - Captação por poços profundos, 90m 362 Joaquim Gomes - Convencional Jundiá - Compacta 123 Maragogi - Captação por poços profundos, 205m Matriz Camaragibe de - Captação por poços profundos, 150m Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 373

374 Quadro Estações de Tratamento de Água operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas. Unidade de Negócio CASAL Bacia Leiteira Município Identificação do SAA Processos de Tratamento Vazão (m³/dia) Messias - Desinfecção simples 864 Murici - Compacta Novo Limo - Compacta 495 Paripueira - Captação por poços profundos, 180m Passo Camaragibe do - Floto-filtração Pilar - Convencional com formato caracol Porto das Pedras - Clarificador de contato ascendente 367 Rio Largo Santa Luzia do Norte Mata do Rolo e Tabuleiro do Pinto Mata do Rolo: convencional (70 L/s) e Tabuleiro do Pinto> compacta (20L/s) Captação por poço profundo, 80m 576 Satuba - Compacta com clarificadores ascendentes Batalha Belo Monte Cacimbinhas Carneiro Dois Riachos Jacaré Homens Jaramataia Major Isidoro Maravilha Monteirópolis dos Olho D água das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Poço das Trincheiras Santana do Ipanema São José da Tapera A água que abastece a cidade de Batalha é captada no Rio São Francisco em Pão de Açúcar (Sistema Coletivo da Bacia Leiteira) é tratada na Estação Elevatória Nº 01 também em Pão de Açúcar com vazão de m³/dia O processo de tratamento é o de simples desinfecção Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 374

375 Quadro Estações de Tratamento de Água operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas. Unidade de Negócio CASAL Serrana 1.374,34 m3/h Fonte: CASAL (2015). Município Identificação do SAA Processos de Tratamento Vazão (m³/dia) Senador Rui Palmeira Pão de Açúcar - Anadia Sistema coletivo ETA Anadia compacta: pré-cloração, 190,00 Marimbondo Anadia/Maribondo coagulação, filtração rápida e desinfecção - Capela - Palmeira Índios Estrela Alagoas Minador Negrão dos de do Sistema coletivo de Palmeira dos Índios/Estrela de Alagoas/Minador do Negrão Mar Vermelho - Paulo Jacinto - Pindoba - Quebrângulo - ETA Capela compacta: coagulação/floculação, filtração rápida e desinfecção ETA Palmeira dos Índios convencional: coagulação, flotação, decantação, filtração e desinfecção ETA Caçamba- compacta: coagulação/floculação, dupla filtração e cloração. ETA Estrela de Alagoas compacta: précloração, coagulação, filtração rápida e desinfecção. ETA Mar Vermelho - compacta: coagulação, filtração rápida e desinfecção. ETA P. Jacinto - convencional: coagulação, flotação, decantação, filtração e desinfecção ETA Pindoba - compacta: pré-cloração, floculação/decantação, filtração e desinfecção + recirculação e leito de secagem ETA Quebrângulo - convencional: coagulação/floculação, flotação, decantação, filtração e desinfecção 97,67 582,12 297,00 Verifica-se, na maioria dos municípios, estações de tratamento do tipo convencionais ou compactas, sendo que, não foi informado qual a geração e o tratamento e destinação dos lodos das estações de tratamento de água no Estado. Um levantamento realizado por CORDEIRO (1981) mostrou que a gestão dos lodos das ETAs é bastante parecida em todo o Brasil, com lançamento dos mesmos normalmente nos cursos d águas próximos as estações (CORDEIRO, 1981 apud PROSAB, 1999). A CASAL apontou realizar o processo de decantação da água de lavagem dos filtros, nas ETAs, com retorno de parte da água para estação e encaminhamento dos sólidos para os rios. Os dados dos volumes de resíduos gerados não foram apresentados e deverá ser alvo de levantamento para planejamento de medidas de destinação adequada. A Pesquisa Nacional do Saneamento Básico, referente ao ano de 2008, apresenta a destinação dos lodos gerados nas estações de tratamento de água em Alagoas (Quadro 4-69). Percebe-se que, em relação à gestão dos lodos no Estado, não há indicação de tratamento dos lodos gerados nas ETAs e que seis municípios destinam o lodo em rios e quatro municípios destinam em solo. 46,46 16,35 53,50 16,62 74,62 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 375

376 Quadro 4-69 Tratamento e destinação dos lodos de ETAs em Alagoas. Municípios Destino do lodo nos Municípios Municípios sem com geração Aterro geração de Lodo Rio Mar Terreno Incineração Reaproveitamento Outro de Lodo Sanitário Fonte: IBGE (2010) Caracterização do Lodo de Estação de Tratamento de Esgoto Após a distribuição das águas de abastecimento aos domicílios, estas são utilizadas pela população gerando o esgoto doméstico. A título de exemplificação da geração do esgoto, alguns técnicos do setor de saneamento mencionam, de forma simplificada, que o esgoto é gerado no momento que a água, com os resíduos transportados por esta após o uso, entra nos ralos das pias e banheiros, assim como quando a descarga sanitária é ativada, ou seja, imediatamente após o uso pela população. Entretanto, depois de gerados, os esgotos não podem ser lançados diretamente no meio ambiente, devendo passar por um processo de tratamento a fim de reduzir o nível de contaminação do mesmo a padrões aceitáveis para lançamentos em cursos d água ou até mesmo no solo. O tratamento do esgoto é realizado nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) que são unidades para separação dos sólidos e líquidos que são lançados na rede coletora de esgoto. Os sólidos separados são os resíduos das estações, enquanto o líquido é o esgoto tratado que é lançado normalmente em um corpo receptor que são os rios, riachos ou lagos. A responsabilidade pelo manejo e disposição adequada dos resíduos gerados na ETE é do operador do sistema, sendo que, os resíduos são gerados por meio de dois principais tipos de processos: físicos e biológico, caracterizados a seguir: Processos Físicos: são aqueles destinados a remoção física daquelas substâncias que não se encontram dissolvidas no esgoto e dos resíduos sólidos lançados indevidamente na rede de coleta e transporte de esgotos; tais como sólidos grosseiros, sedimentáveis e flutuantes, retidos no gradeamento inicial, no desarenador e nos decantadores ou sedimentadores. As Figura 4.57 e Figura 4.58 apresentam o gradeamento de uma estação de tratamento de esgoto e os resíduos retidos na grade, evidenciando que ficam retidos, basicamente, os resíduos sólidos que entram indevidamente na rede de esgoto. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 376

377 Figura 4.57 e Figura Gradeamento do esgoto sanitário e os resíduos sólidos retidos nas grades. Fonte: FLORAM (2014). Os materiais que normalmente são retidos nas grades das estações de tratamento de esgotos são: plásticos diversos, garrafas, tampas de garrafas, preservativos, pedaços de tecidos, metais, canetas, brinquedos pequenos e, em menores frequências, fetos e resíduos sólidos maiores. A quantidade de resíduos retidos varia de acordo com o nível de educação sanitária dos habitantes do município e com o porte do mesmo, sendo que, nas capitais e cidades de grande porte, a quantidade dos resíduos retidos é alta, exigindo, preferencialmente, sistemas de grades com remoção mecanizada destes, despejando-os em caçambas estacionárias. O gradeamento faz parte da etapa preliminar do tratamento do esgoto, necessária em qualquer estação de tratamento de esgoto sanitário, sendo que, os resíduos sólidos separados nesta etapa não são os chamados lodos das estações. Os resíduos oriundos do gradeamento e desarenadores são caracterizados como rejeitos, ou seja, materiais sem possibilidade de reaproveitamento e reuso, uma vez que podem conter microrganismos patogênicos (causadores de doenças). Portanto os resíduos do gradeamento são aterrados, em menores casos, em células sanitárias no próprio local da estação de tratamento e, mais comumente, no aterro sanitário municipal ou local de disposição inadequada de resíduos (lixões) em municípios que não possuem aterros sanitários. A desarenação é o segundo processo físico que ocorre na etapa de tratamento preliminar nas ETEs quando é feita a retirada do sistema das partículas sólidas de material inorgânico composto predominantemente por frações de solo que entram na rede de esgoto juntamente com as chamadas águas de infiltração, que são águas proveniente do subsolo que adentram o sistema pelas juntas das tubulações, paredes da tubulação ao longo do comprimento da rede, especialmente em materiais permeáveis como concreto, pelos poços de visitas, tubos de inspeção e limpeza e demais órgãos acessórios da rede. Há ainda uma parcela de água pluvial encaminhada a rede de esgoto acidentalmente ou intencionalmente pelas ligações clandestinas, que também carrega uma carga de sólidos. Estes sólidos devem ser removidos já que são materiais inertes, isto é, não é possível submetê-los a processos biológicos de tratamento. A unidade utilizada para remoção dos sólidos inertes são os desarenadores, sendo apresentados dois modelos nas Figura 4.59 e Figura Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 377

378 Figura 4.59 e Figura 4.60 Desarenador do tipo caixa de areia (esquerda) e do tipo ciclone (direita). Fonte: JORCY AGUIAR (2014). O desarenador do tipo caixa de areia é um canal projetado para controlar a velocidade do fluxo do esgoto visando a sedimentação das partículas inertes no esgoto, assim, as partículas inorgânicas carreadas juntos com o esgoto em baixa velocidade vão para o fundo do tanque pelo próprio peso. Normalmente são construídos dois canais paralelos para possibilitar o esvaziamento de um com limpeza manual com uso de pás. O desarenador do tipo ciclone trabalha com separação das partículas sólidas do esgoto do líquido através de força centrífuga e a remoção das partículas é feita por bombas de sucção. As Figura 4.61 e Figura 4.62 apresentam as caixas de areia vazias para a limpeza ou retirada dos sólidos no fundo da caixa. Figura 4.61 e Figura 4.62 Resíduos em desarenador após interrupção do fluxo do esgoto sanitário. Fonte: UFRJ (2014). Após o tratamento preliminar o esgoto segue para outro processo físico empregado em algumas estações de tratamento, sedimentação primária, vulgarmente chamada de decantação primária, que gera quantidades elevadas de resíduos chamados de lodo não biológico ou lodo primário, visto que este processo faz parte da etapa de tratamento primário do esgoto. A sedimentação primária consiste basicamente em deixar o esgoto em repouso ou com o mínimo de agitação e turbulência possível em um tanque chamado de decantador, para que a fração orgânica mais pesada do esgoto, predominantemente fezes não sejam dissolvidas na água, e se deposite no fundo do tanque pela ação Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 378

379 NS UL TA da gravidade. As Figura 4.63 e Figura 4.64 apresentam o modelo mais usual de decantador primário adotados no tratamento de esgoto. CO Figura 4.63 e Figura Decantador primário circular (esquerda) e decantador vazio com raspadores de lodo (direita). Fonte: PANORAMIO (2014). VE RS ÃO PA RA Percebe-se pela Figura 4.65, que o decantador possui um fundo inclinado e raspadores semelhantes a rodos domésticos para encaminhar o lodo sedimentado ao poço de sucção, como pode ser observado no centro da figura. Os raspadores retiram o lodo do decantador através de bombeamento. A Figura 4.65 apresenta dois decantadores, um com esgoto e outro vazio, com lodo concentrado no poço de sucção. Figura 4.65 Decantador primário com esgoto (esquerda) e decantador primário sem esgoto (direita). Fonte: SIGMA (2014). Após o tratamento preliminar e primário, nos quais há separação dos sólidos da parte líquida do esgoto por processos físicos, ocorre o tratamento secundário do esgoto, onde predominam os processos biológicos, sendo alguns destes, favorecidos por temperaturas maiores nos locais de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 379

380 clima quente. Processos biológicos: promovem a redução e transformação dos contaminantes presentes nos esgotos, por microrganismos, especialmente as bactérias, que transformam substâncias complexas em compostos mais simples. Os processos biológicos são divididos basicamente em aeróbios e anaeróbios, sendo que, nos aeróbios, as bactérias necessitam de oxigênio para conseguir respirar e remover as substâncias, enquanto nos anaeróbios, não pode haver injeção de oxigênio no esgoto, ou seja, as bactérias anaeróbias transformam os contaminantes na ausência de oxigênio. No processo de transformação dos contaminantes, as bactérias se multiplicam gerando os resíduos chamados de lodos biológicos de esgoto e alguns tipos de tratamento são chamados de lodos secundários, uma vez que o processo de transformação biológica da matéria orgânica faz parte da etapa de tratamento secundário do esgoto. O lodo biológico é separado e removido da fase líquida do esgoto pelo processo de sedimentação em decantadores secundários, que são unidades semelhantes aos decantadores primários, com diferenças na dimensão dos tanques, uma vez que, enquanto o lodo primário é predominantemente fezes, o lodo secundário é basicamente microrganismo, possuindo taxas de sedimentação diferentes. O principal sistema de tratamento aeróbio de esgoto chama-se lodos ativados (Figura 4.66), configurando-se por empregar decantador primário seguido por reator biológico (tanques onde ocorrem os processos biológicos e crescimento dos microorganismos) e decantador secundário. Apesar da alta eficiência no tratamento, este sistema gera custos operacionais elevados quando comparados a outras tecnologias mais indicadas para municípios de pequeno e médio porte, mesmo que não tão eficientes. Outra desvantagem do sistema de lodos ativados é o grande volume de geração de lodo nos decantadores primários e secundários exigindo remoção e tratamento diário do mesmo. Figura 4.66 Sistema de tratamento de esgotos por lodos ativados. Fonte: VON SPERLING (1996). Entre os sistemas anaeróbios de tratamento de esgoto, destaca-se o Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente (RAFA) também conhecido no meio técnico como reator UASB, iniciais da nomenclatura em língua inglesa. Porém há outros reatores anaeróbios de grande aplicação, como os tanques sépticos vulgarmente conhecidos como fossas sépticas e lagoas anaeróbias, apesar de não tão eficientes no tratamento de esgoto quanto os reatores UASB. Em contrapartida, ao contrário das Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 380

381 fossas e lagoas anaeróbias, nos reatores UASB, há geração e descarte diário de lodo mesmo que quantidades significativamente menores que um reator aeróbio, exigindo tratamento adequado destes resíduos. Nos sistemas com RAFA o esgoto entra pela parte de baixo do reator e saí pela parte de cima. (Figura 4.67) onde também há dispositivos para saída dos gases gerados na decomposição anaeróbia da matéria orgânica presente nas fezes. Normalmente os reatores anaeróbios são fechados ou com o mínimo de abertura para favorecer as condições de ausência de oxigênio e de controle da liberação dos odores. Ao atravessar o reator em fluxo ascendente o esgoto entra em contato íntimo com os microorganismos anaeróbios que promovem a redução da carga orgânica, isto é o tratamento do esgoto em si. Figura 4.67 Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente (RAFA) conhecido como reator UASB. Fonte: UFCG (2014). Assim como os reatores de sistemas aeróbios de lodo ativado, os reatores anaeróbios do tipo RAFA também geram lodos diariamente, apesar que em menor quantidade, assim o gerenciamento destes lodos devem ser contemplado no projeto e durante a operação da estação de tratamento de esgoto. Os principais processos biológicos indicados para tratamento do esgoto gerado em municípios de pequeno e médio porte são os chamados sistemas de lagoas de estabilização, sendo vantajosos em regiões com alta incidência de radiação solar e pouca precipitação (chuva) ao longo do ano, além de, requerer menor utilização de equipamentos e possuir menores custos operacionais, sendo assim, indicado para muitos municípios da região Nordeste do País. Os principais tipos de lagoas de estabilização são: lagoas anaeróbias, facultativas e de maturação. Nas lagoas anaeróbias e facultativas ocorre a ação biológica das bactérias, formando material estabilizado quimicamente que se deposita no fundo da lagoa, constituindo uma camada de lodo. A necessidade de remoção e descarte desse lodo é identificada pelo monitoramento da altura da camada do mesmo, definindo a quantidade de lodo a ser tratado e/ou destinado conforme solução prevista no projeto da ETE. A vantagem destas lagoas é o seu grande volume, que faz com que as operações de descarte de lodo, ocorram, no mínimo, a cada cinco anos, não havendo a preocupação com tratamento e disposição diária do lodo, que ocorre em outros tipos de reatores biológicos. Entretanto, no momento da retirada do lodo, deve ser prevista a forma de retirada e gestão do lodo no projeto da ETE, uma vez que são retiradas quantidades elevadas de lodo, com alto potencial de impacto ambiental negativo, se gerido inadequadamente. As lagoas de maturação são utilizadas para promover a inativação ou eliminação dos microrganismos não sendo gerados nesta quantidade representativa de resíduos sólidos ou lodos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 381

382 A Figura 4.68 apresenta o esquema de uma ETE de sistemas de lagoas de estabilização apontando os principais locais de geração de resíduos sólidos. Figura 4.68 Principais resíduos gerados em uma estação de tratamento de esgoto de sistemas de lagoas. Fonte: FLORAM (2014). O lodo gerado, após ser estabilizado por meio de digestão aeróbia ou anaeróbia e desidratado, constitui o biossólido cujas características se assemelham às dos estercos bovinos, amplamente empregados na agricultura. Entretanto, para ser aplicado diretamente no solo, é necessário que o processo de tratamento do lodo seja eficiente e com adequado controle de análise, uma vez que este pode vir acompanhado de organismos patogênicos (causadores de doenças) e metais pesados. A prática da utilização desse lodo (biossólido) na agricultura já foi objeto de vários estudos e experiências bem sucedidas de aplicação, sendo uma realidade em diversas localidades brasileiras. Entretanto, a Resolução CONAMA nº 375/2006, que define os critérios e procedimentos para o uso agrícola de lodos de esgotos gerados em ETEs, visando à proteção à saúde e ao meio ambiente, estabeleceu critérios que exigem processos de alta eficiência para higienização e estabilização do lodo, encarecendo muito o tratamento do mesmo, desta forma, inviabilizando a aplicação agrícola do lodo em muitos municípios do país. Em regiões com solos pobres, como nos cerrados do Planalto Central e no Semiárido nordestino é latente o potencial de emprego do biossólido na agricultura, na silvicultura e até na recuperação de áreas degradadas, uma vez que os lodos tratados, além de ser fonte de nitrogênio e fósforo, principais nutrientes requeridos pelos vegetais, melhoram a textura dos solos, aumentando a capacidade de retenção de umidade e as condições de enraizamento das plantas. a) Caracterização do Esgotamento Sanitário em Alagoas De acordo com a Pesquisa Nacional do Saneamento Básico, em 2008, apenas 9,6% dos domicílios do Estado foram atendidos pela rede de coleta e transporte de esgotos, distribuída em 42 municípios, conforme Quadro Quadro 4-70 Índices de cobertura de esgotamento sanitário em Alagoas. Percentual de Municípios com Municípios com Municípios com Municípios com Municípios com domicílios solução alternativa rede coletora de tratamento fossas sépticas e fossas atendidos por rede esgoto sanitário adequado de esgoto sumidouros rudimentares para esgotamento coletora (%) sanitário 42 9, Fonte: IBGE (2010). Modificado por FLORAM. O Quadro evidencia o cenário crítico no Estado em relação a coleta e tratamento de esgoto, uma vez que, em apenas 41,18% dos municípios de Alagoas ocorre coleta de esgoto e, somente em 17, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 382

383 equivalentes a 16,67% dos municípios, ocorre tratamento adequado de esgoto sanitário. Ressalta-se ainda que, apesar da importância da rede coletora no afastamento e transporte do esgoto em 42 municípios, em 25 destes não há o tratamento, sendo que, o lançamento destes efluentes sem tratamento nos corpos hídricos receptores, causa um impacto significativo na redução do índice de qualidade de água nos rios do Estado, bem como influencia nas ocorrências de doenças de veiculação hídrica (Quadro 4-72). Quadro 4-71 Lançamento final dos efluentes dos 42 Municípios atendidos com rede coletora de esgoto em Alagoas. Municípios com tratamento de esgoto sanitário Municípios sem tratamento de esgoto sanitário Tipo de corpo receptor Tipo de corpo receptor Total Lago ou Total Lago ou Rio Mar Baía Outro Rio Mar Lagoa Lagoa Baía Outro Fonte: IBGE (2010). Modificado por FLORAM. Nota-se que os efluentes brutos (sem tratamento) gerados em 24 municípios são lançados diretamente em rios. Infere-se, ainda pelo Quadro 4-72, que há município que lança esgoto bruto em mais de um tipo de corpo receptor, uma vez que a soma dos pontos de lançamento em corpos receptores é de 31 lançamentos enquanto só há 25 municípios que lançam esgotos sem tratamento. Percebe-se ainda pelo Quadro 4-72, o alto número de municípios com soluções alternativas para esgotamento sanitário, bem como com uso fossas sépticas e rudimentares, totalizando 55,88% dos municípios com utilização de algum tipo de fossa. Nos domicílios das cidades de médio e grande porte com muitas fossas há uma grande geração de lodo proveniente destas unidades, sendo que, a gestão destes lodos, incluindo retirada e disposição, normalmente pelos chamados caminhões fossa deve ser fiscalizada, uma vez que, em muitas cidades do país, registram-se práticas ilegais dos motoristas dos caminhões, pelo despejo do lodo em córregos, poços de visita da rede de esgoto, poços de visita da rede de água pluvial e, até mesmo em terrenos em áreas afastadas dos centros urbanos. Como solução, alguns municípios e concessionárias de esgoto cadastram estes motoristas na estação de tratamento de esgoto, possibilitando a disposição do lodo na estação, desde que não prejudique o tratamento, respeitando as vazões e cargas de projeto da estação. Ressalta-se ainda que a ABNT publicou duas normas referentes a dimensionamento de tanques sépticos (vulgarmente chamados de fossas sépticas ) NBR 7229/1993 e 13969/1997, devendo ser observados os critérios de Engenharia para projeto dos mesmos. As normas indicam uma unidade de tratamento complementar após o tanque séptico denominado filtro anaeróbio e, após este, o sumidouro. Entretanto, estes sistemas são indicados para locais desprovidos de rede de coletora de esgoto, como zonas rurais. Assim, como 73,64% da população de Alagoas reside em áreas urbanas (IBGE, 2010), percebe-se a necessidade urgente de construção e ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário no Estado. O Quadro 4-72 apresenta alguns municípios que possuem atendimento por esgotamento sanitário no Estado de Alagoas, indicando o índice de coleta e tratamento conforme dados do SNIS referente a 2012, da CASAL e da SEPLANDE. Percebe-se que a coleta do esgoto é informada em 16 municípios, porém o tratamento ocorre em apenas oito. Observa-se ainda os baixos percentuais de coleta de uma maneira geral, sendo que, apenas em São Miguel dos Campos a cobertura de atendimento é superior a 75%. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 383

384 Quadro 4-72 Esgotamento sanitário em Alagoas. Município PrEstador de serviços Índice de coleta de esgoto (%) Índice de tratamento de esgoto coletado (%) Arapiraca Prefeitura N.I 0,00 Barra de São Miguel Prefeitura N.I N.I. Cajueiro SAAE 5,65 0,00 Campo Alegre Prefeitura 29,24 0,00 Coruripe Prefeitura 10,65 100,00 Delmiro Gouveia Prefeitura N.I. 94,44 Feliz Deserto Prefeitura 56,96 50,00 Maceió CASAL 35,4 8,20¹ Maragogi CASAL 51,8 100,00 Marechal Deodoro SAAE 16,69 100,00 Messias Prefeitura N.I. 0,00 Murici N.I. N.I. N.I. Piranhas CASAL 39 N.I. Roteiro Prefeitura 1,72 0,00 São José da Laje Prefeitura 54,81 0,00 São Miguel dos Campos SAAE 77,33 20,67 1 Cálculo elaborado pela FLORAM. N.I. Não Informado Fonte: CASAL (2014); SEPLANDE (2012); SNIS (2012). O SNIS apresentou indicadores referentes ao esgotamento sanitário no Estado de Alagoas para o ano de 2012, com índices de população atendida, bem como extensão da rede de coleta e indicadores econômicos do serviço prestado, apresentados no Quadro 4-73 juntamente com dados da SEPLANDE para os anos de 2009 e Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 384

385 Quadro 4-73 Indicadores de esgotamento sanitário em Alagoas entre 2009 e Ano População Atendida Total (habitantes) População Atendida Urbana (habitantes) Extensão da rede coletora de esgoto (Km) Percentual de tratamento do esgoto coletado (%) Investimentos contratados pela Prefeitura Municipal (R$) Receitas operacionais (R$) ,73 71, ,08 Fonte: SNIS (2012); SEPLANDE (2012). Considerando a população total do Estado de estimada pelo IBGE no ano de 2012, percebe-se que apenas 16,32% da população de Alagoas foi atendida por esgotamento sanitário, porém 71,65% do esgoto coletado é tratado, assim, apenas cerca de 11,71% da população teve acesso ao tratamento de esgoto (Quadro 4-73). Nota-se a diferença expressiva entre a cobertura de atendimento dos serviços abastecimento de água e esgotamento sanitário, não somente na população atendida, mas na extensão da rede, já que, a rede de água é mais de oito vezes extensa do que a rede de esgoto, apesar de haver aumento significativo da rede entre os anos de 2009 e 2012, reiterando-se a urgente demanda pela ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto sanitário em Alagoas. Neste sentido, a CODEVASF iniciou três obras de estações de tratamento de esgoto, nos municípios de Batalha, Igreja Nova e Santana do Ipanema, sendo que esta última já foi concluída em abril de O Quadro 4-74 apresenta, para estas três estações, o corpo receptor, ou seja, rio ou riacho que receberá o esgoto tratado, após passar pela estação de tratamento, bem como o processo de tratamento, população atendida e vazões de projeto, considerando um horizonte de 20 anos. Quadro 4-74 Obras da CODEVASF de Estações de Tratamento de Esgoto no Estado de Alagoas. Município Batalha Igreja Nova Corpo receptor Rio Ipanema Riacho taquara Santana do Ipanema Riacho João Gomes Fonte: CODEVASF (2014). Processo de Tratamento Lagoa de Estabilização e RAFA S Sistema Australiano associado a lagoas de estabilização Lagoa de Estabilização e RAFA'S População atendida (habitantes) Vazões de Projeto (l/s) , , , , , ,30 Data de entrega da obra - - Abril/2012 A Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) ampliou recentemente sua capacidade operacional com operação de novas estações de tratamento no Estado nas suas Unidades de Negócios (UNs) apresentadas no Quadro Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 385

386 Quadro Estações de Tratamento de Esgoto operadas pela Companhia Alagoana de Saneamento. Unidade de Negócio Benedito Bentes - Maceió Farol - Maceió Jaraguá - Maceió Município Maceió Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Nome ou Localização da ETE ETE Benedito Bendes População Atendida ou Nº de ligações lig. da bacia alta de Maceió Processos de Tratamento (reatores biológicos) Lagoas Aeradas Tratamento do Lodo Frequência de Remoção Leito de Secagem a cada 20 anos Maceió C.J. Cidade Sorriso II lig. Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio A cada 6 meses Maceió Maceió Maceió Maceió Maceió Maceió Loteamento Jardim Royal Residencial Recanto das Artes Residencial Recanto das Estrelas Residencial Recanto das Flores Residencial Recanto das Orquídeas Residencial Recanto dos Pássaros Maceió C.J. Ouro Preto 240 casas lig. Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio Em observação 488 lig. Sistema de Lodos Ativados 488 lig. Sistema de Lodos Ativados 488 lig. Sistema de Lodos Ativados 488 lig. Sistema de Lodos Ativados 488 lig. Sistema de Lodos Ativados Decantador Primário seguido por Reator Anaeróbio Aeróbio seguido por Decantador secundário Remoção a cada 40 dias por tanques de acumulo Remoção a cada 40 dias por tanques de acumulo Remoção a cada 40 dias por tanques de acumulo Remoção a cada 40 dias por tanques de acumulo Remoção a cada 40 dias por tanques de acumulo Em observação Destinação do Lodo Aterro Sanitário de Maceió ETE Benedito Bentes ETE Benedito Bentes ETE Benedito Bentes ETE Benedito Bentes ETE Benedito Bentes ETE Benedito Bentes ETE Benedito Bentes Aterro Sanitário de Maceió Corpo receptor de esgoto sanitário Riacho Doce N.I. N.I. Riacho Caveira Riacho Caveira Riacho Caveira Riacho Caveira Riacho Caveira Maceió Parque Petrópolis 38 lig. Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio N.I. N.I. N.I. Maceió C.J Vila dos Pescadores 327 lig. Emissário Submarino N.I. N.I. Oceano ERSÃO PARA CONSULTA N.I.

387 Quadro Estações de Tratamento de Esgoto operadas pela Companhia Alagoana de Saneamento. Unidade de Negócio Agreste Serrana Leste Município Maceió Maceió Arapiraca Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Nome ou Localização da ETE Jaraguá Residencial Alto das Alamedas Loteamento Brisa do Lago Residencial Aroeiras e Nossa Senhora Aparecida Loteamento Residencial Dona Carmélia População Atendida ou Nº de ligações 27% da população urbana de Maceió Processos de Tratamento (reatores biológicos) Emissário Submarino com gradeamento grosso e fino, desarenação seguido por disposição oceânica Tratamento do Lodo Frequência de Remoção A cada 2 meses Destinação do Lodo Aterro Sanitário de Maceió Corpo receptor de esgoto sanitário Oceano 240 casas Emissário Submarino N.I. N.I. Oceano lig Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio lig. Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio Ainda não realizada Ainda não realizada 73 lig. Sistema fossa séptica seguida por sumidouro N.I. N.I. N.I. Rio Perucaba N.I. - Igreja nova - N.I. Lagoas de Estabilização N.I. N.I. N.I. Taquarana hab* 01 Reator UASB N.I. Palmeira dos Índios Paulo Jacinto Jacuípe ETE Edval Gaia 451 casas Sistema de Lodos Ativados Quinzenal ETE J. Duarte 406 casas Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio Em observação* ETE Santa Inês 442 casas Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio Em observação* Lixão Municipal Lixão Municipal Lixão Municipal Lixão Municipal Efluente infiltrado no subsolo por sumidouro N.I. Riacho Salgado Riacho Salgado Riacho Taquara Amaro Félix da Silva 288 lig. Reator UASB seguido por filtro biológico N.I. N.I. Rio Jacuípe - N.I. Reator UASB Maragogi lig. Lagoa Anaeróbia seguida por Lagoa Facultativa Messias ETE Messias lig. Lagoa Anaeróbia seguida por Lagoa Facultativa Remoção a cada 6 meses em do leito de secagem Remoção a cada 10 anos Remoção a cada 10 anos ERSÃO PARA CONSULTA ETE Messias Lixão Municipal Lixão Municipal Rio Jacuípe Rio Maragogi Riacho dos Paus

388 Quadro Estações de Tratamento de Esgoto operadas pela Companhia Alagoana de Saneamento. Unidade de Negócio Bacia Leiteira Município Rio Largo Santa Luzia do Norte Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Nome ou Localização da ETE População Atendida ou Nº de ligações Processos de Tratamento (reatores biológicos) Bosque dos Palmares 307 lig. Reator UASB seguido por filtro biológico Residencial José Carlos Pieruciti Residencial DemorisvaldoTargino Wanderlei Residencial Maestro Jalmeris Residencial Maria de Lourdes Rufino da Silva 215 lig. Reator anaeróbio seguido por filtro biológico 400 lig. Reator UASB seguido por filtro biológico 143 lig. Reator UASB 150 lig. Reator UASB Batalha lig 04 reatores UASB seguidos por 02 lagoas facultativas Santana do Ipanema Fonte: CASAL (2014). N.I. Não Informado lig 08 reatores UASB seguidos por 03 lagoas facultativas Tratamento do Lodo Frequência de Remoção Remoção a cada 6 meses em do leito de secagem Remoção a cada 6 meses Remoção a cada 1 mês epor tanque de acumulo Leito de Secagem Leito de Secagem 04 leitos de secagem 08 leitos de secagem ERSÃO PARA CONSULTA Destinação do Lodo ETE Messias ETE Messias ETE Messias Lixão Municipal Lixão Municipal Lixão Municipal Lixão Municipal Corpo receptor de esgoto sanitário Riacho Utinga N.I. Grota no Rio Mundaú N.I. N.I. Rio Ipanema Riacho João Gomes

389 Na capital Maceió, o sistema de coletor de esgotos sanitários atende aproximadamente habitantes, um índice baixo, o que acaba contaminando algumas praias da cidade que recebem esgoto sem tratamento. A CASAL descreve que toda a área alta de Maceió (Farol / Tabuleiro), representando parte considerável da zona urbana, tem solo silto-arenoso de boa absorção, com nível freático além de 50 m de profundidade, tornando a solução individual fossa/sumidouro uma opção recomendável para baixos níveis de densidade demográfica. Já as zonas baixas que possuem o lençol próximo a superfície, bem como altas taxas de população urbana, a rede de coleta e transporte de esgoto sanitário apresenta-se como a solução mais adequada. A Figura 4.69 apresenta vista aérea da ETE do bairro Benedito Bentes, com a seguinte concepção: 03 lagoas em série, com aeração mecânica e disposição final do efluente no vale da Bacia Remanescente do Riacho Doce. Figura 4.69 ETE Bendito Bentes com sistema de lagoas de estabilização - Maceió. Fonte: CASAL (2014). A CASAL administra ainda, em Maceió, um emissário submarino situado na Praia de Ponta Verde para lançamento de efluentes no oceano após retirada de sólidos por gradeamento e desarenação. O emissário (Figura 4.70 e Figura 4.71) tem uma extensão de 3.100m e uma vazão de 1,16m³/s, sendo que, os resíduos sólidos retirados no tratamento preliminar têm sido encaminhados para o aterro sanitário da CTR de Maceió a cada dois meses. Salienta-se que o monitoramento ambiental periódico das áreas sob influência dos emissários submarinos é uma ferramenta fundamental para a avaliação da eficiência e do grau de impacto do tratamento via disposição oceânica sobre o meio ambiente. Alguns autores ressaltam que o grande volume de água do oceano faz com que este tenha alta capacidade de diluição do esgoto sanitário, dispensando tratamento biológico. Entretanto, a observação em muitas cidades litorâneas brasileiras, especialmente nas capitais estaduais é que apesar deste potencial, elementos como a corrente marítima e a associação com esgotos clandestinos lançados nas redes de água pluvial contaminam as águas das praias tornando estas impróprias para o banho devido a proliferação exagerada de alga conforme a Resolução CONAMA nº 274/2000, que define critérios de balneabilidade em águas brasileiras. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 389

390 Figura 4.70 e Figura Emissário da na praia da Ponta Verde e emissário submarino em Maceió. Fonte: FLORAM (2014); CASAL (2014). Já a cidade de Maragogi, importante centro turístico no Litoral Norte, possui um projeto global de Esgotamento Sanitário, concebido através de 04 bacias com ligações, cujos esgotos, administrados pela CASAL, são servidos e tratados em lagoas de estabilização (aeróbia, facultativa e maturação) e são lançados no Rio Maragogi (Figura 4.72). Figura 4.72 Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Maragogi com detalhe da impermeabilização do solo com geomembrana de polietileno de alta densidade. Fonte: CASAL (2014). A Pesquisa Nacional do Saneamento Básico (PNSB, 2008) apresenta a destinação dos lodos gerados nas estações de tratamento de esgoto em Alagoas (Quadro 4-76). Percebe-se que, em relação à gestão dos lodos no Estado, não há indicação de tratamento dos lodos gerados nas ETEs e que dois municípios destinam o lodo em rios e dois destinam em solo. Ressalta-se que, mesmo tratado, o lodo de esgoto não pode ser destinado em rio, devendo ser previsto no projeto e na operação da estação a destinação adequada conforme legislação vigente. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 390

391 Quadro 4-76 Tratamento e destinação dos lodos de Estação de Tratamento de Esgoto (ETEs) em Alagoas. Municípios com Municípios Destino do lodo nos Municípios tratamento de que destinam Aterro Rio Mar Terreno Incineração Reaproveitamento Outro esgoto lodo Sanitário Fonte: IBGE (2010). Modificado por FLORAM Classificação dos resíduos sólidos quanto à periculosidade A Política Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, Lei nº /2010) prevê, em seu artigo 13º, a classificação dos resíduos sólidos quanto à periculosidade, em perigosos e não perigosos. De acordo com a Lei, os resíduos perigosos são aqueles que apresentam pelo menos uma das características listadas a seguir, que conferem significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental: Inflamabilidade: capacidade de uma substância ou material de queimar ou entrar em ignição causando fogo ou combustão. Corrosividade: capacidade da substância de desgastar outras substâncias ou superfícies após o contato. Este desgaste é uma reação química chamada de corrosão, sendo que, os principais agentes corrosivos são os ácidos e bases fortes. Reatividade: é a capacidade de um material ou substância de reagir quimicamente com outras substâncias, inclusive com água e o ar. Toxicidade: indica quão nociva é uma substância quando penetra no organismo, por ingestão,inalação ou absorção cutânea (da pele), ou seja,consiste na capacidade de uma substância química produzir um efeito nocivo quando interage com um organismo vivo. Patogenicidade: é a capacidade do agente invasor em causar doença nos seres humanos e animais. Os principais agentes invasores causadores de patologias (doenças) são as bactérias e vírus. Carcinogenicidade: é a propriedade que uma substância tem de provocar alterações responsáveis pela indução do câncer. A carcinogenicidade normalmente está associada a produtos químicos não naturais e a alguns tipos de radiação. Teratogenicidade: capacidade de uma substância produzir malformações congênitas (deformações) no feto. Normalmente a teratogenicidade está associada a medicamentos administrados às mulheres durante o período de gestação ou gravidez. Mutagenicidade: propriedade que tem um agente, substância ou fenômeno, em ser capaz de induzir ou aumentar a frequência de mutação num organismo. A mutação corresponde à modificação genética de um organismo que resulta no surgimento de uma nova característica ou traço, não encontrada no tipo paterno. Observa-se que os conceitos apresentados das características de periculosidade supracitadas são genéricos utilizados para fins de esclarecer os conceitos, uma vez que a PNRS não apresenta as definições dos termos listados. Outra referência existente no País quanto a periculosidade dos resíduos é a norma NBR nº de 2004, da ABNT que dispõe sobre a Classificação de Resíduos Sólidos, classificando-os em Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 391

392 perigosos e não perigosos (Quadro 4-77). A norma apresenta ainda as condições das análises e métodos laboratoriais para definição da classificação dos resíduos. Quadro Classificação dos resíduos sólidos quanto à periculosidade. Classe do Resíduo Resíduos de Classe I - Perigosos Resíduos de Classe II Não Perigosos Resíduos de Classe II A Não Inertes Resíduos de Classe II B - Inertes Fonte: ABNT NBR /2004. Características Resíduos que, em função de suas propriedades físico-químicas e infectocontagiosas, podem apresentar risco à saúde pública e ao meio ambiente. Devem apresentar ao menos uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Subdividido em resíduos Inertes e Não Inertes conforme apresentado abaixo. Aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos classe I ou classe II-B, podendo apresentar propriedades tais como: combustibilidade, biodegrabilidade ou solubilidade em água. Quaisquer resíduos que submetidos a um contato estático ou dinâmico com água, não tenham nenhum de seus componentes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, que é o padrão da água para consumo humano. Nota-se que as características que definem à periculosidade dos resíduos previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, Lei /2010) basearam-se nas características previstas na NBR nº /2004. Entretanto, como a Lei é mais recente foi incluída a carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade como características dos resíduos perigosos. Ressalta-se ainda que a referida norma da ABNT apresenta os conceitos das características de periculosidade, entretanto, estes não serão apresentados neste PERS, pois são estritamente técnicos, sendo mais importantes para aplicações laboratoriais utilizadas na caracterização dos resíduos sólidos. Ainda segundo a norma ABNT NBR /2004, nota-se no Quadro 4-77 a classificação dos resíduos não perigosos em inertes e não inertes. O conceito químico de substância inerte significa substância que não reage. Desta forma a norma prevê ensaios que coloquem os resíduos ou substâncias em contato com a água para verificar se estas reagem entre si. Uma vez definida as oito características que caracterizam os resíduos perigosos e com os parâmetros e ensaios previstos em norma da ABNT é possível caracterizar qualquer resíduo sólido quanto à periculosidade, independente da origem ou tipologia. Assim, o Quadro 4-78 relaciona, de uma forma geral, a classificação predominante dos resíduos quanto à periculosidade para cada atividade (origem) ou tipologia dos os resíduos sólidos. Quadro Classificação da periculosidade dos resíduos sólidos quanto à origem/tipologia. Sólidos Urbanos Construção Civil Unidades de Saúde Industriais Origem/Tipologia dos Resíduos Sólidos Logística Reversa Obrigatória Serviços de Transporte Mineração Classe de Periculosidade Classe II A e Classe II B Classe II B Classe I e Classe II Classe I e Classe II Classe I (exceto os pneus) Classe I e Classe II Classe I e Classe II B Agrosilvopastoris Serviços de Saneamento Fonte: FLORAM (2014). Periculosidade conforme ABNT NBR /2004. Classe II A e Classe I Classe I Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 392

393 Com exceção dos resíduos sólidos urbanos, as demais atividades apresentadas no Quadro 4-78 geram resíduos perigosos e não perigosos, mesmo que em pequenas quantidades, sendo que os geradores das seguintes tipologias de resíduos, enquadrados no Art. 20 da PNRS, deverão executar Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para o desenvolvimento das suas atividades inclusive sendo exigência dentro do processo de licenciamento ambiental dos empreendimentos: Resíduos da construção civil: as empresas de construção civil deverão executar os PGRS; Resíduos de serviços de saúde: o responsável pelo estabelecimento de saúde deverá elaborar o PGRSS; Resíduos industriais: as indústrias deverão possuir os PGRS; Resíduos de serviços de transportes: os responsáveis pelos terminais, portos, aeroportos, deverão executar os PGRS; Resíduos de mineração; Resíduos agrossilvopastoris: os responsáveis por atividades agrossilvopastoris, se exigido pelo órgão competente do SISNAMA, do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (SNVS) ou do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA), deverão executar os Planos de gerenciamento dos resíduos; Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico; Resíduos comerciais: os PGRS deverão ser executados para os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que gerem resíduos perigosos e naqueles que, mesmo quando caracterizados como não geradores de resíduos perigosos, ocorra geração de resíduos sólidos que não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder público municipal, por sua natureza, composição ou volume. Um maior detalhamento sobre a periculosidade dos resíduos listados acima, serão apresentados no Item 6 a respeito das Atividades Geradoras de Resíduos Sólidos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 393

394 5. ATIVIDADES GERADORAS DE RESÍDUOS SÓLIDOS Este item abordará os principais empreendimentos e atividades geradoras de resíduos sólidos com impactos socioeconômicos e ambientais significativos no Estado de Alagoas para todas as tipologias de resíduos previstas na previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, Lei /2010), caracterizando também a periculosidade dos mesmos Resíduos Sólidos Urbanos RSU Principais Geradores Os resíduos sólidos urbanos são compostos pelos resíduos domiciliares e de limpeza urbana, sendo aqueles originados a partir das atividades domésticas, de varrição, limpeza de logradouros e vias públicas, poda, capina, limpeza de praias e parques. Aqui cabe apontar que os resíduos comerciais geralmente acabam sendo coletados juntamente com o RSU pelos serviços de limpeza pública, em especial dos pequenos comerciantes e nos municípios de menor porte. No entanto, mesmo para os grandes geradores (shopping centers, mercados, entre outros) as informações sobre a gestão destes resíduos são escassas. Contudo, no Produto 5 serão apresentadas informações que foram levantadas junto a Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), além de informações que puderam ser levantadas durante os serviços de campo. A geração dos resíduos sólidos urbanos é consequência inevitável da atividade humana e da dinâmica diária das cidades, resultando em quantidades e composições de resíduos que dependem do tamanho da população e do desenvolvimento econômico de cada localidade (OLIVEIRA, 1998). Assim, há uma relação direta entre o tamanho da população urbana do município e a geração de resíduos sólidos urbanos, expressa no Quadro 5-1. Quadro 5-1 Taxa de geração per capita de resíduos por faixas de população. Faixa de população (habitantes) Taxa média per capita de resíduos sólidos urbanos (kg/hab./dia) Domiciliar / comercial Público Total Menor que 15 mil 0,41 0,16 0,57 Entre 15 e 50 mil 0,48 0,17 0,65 Entre 50 e 100 mil 0,55 0,14 0,69 Entre 100 e 200 mil 0,65 0,14 0,79 Entre 200 e 500 mil 0,75 0,15 0,9 Entre 500 e mil 0,91 0,21 1,12 Maior mil 1,04 0,35 1,39 Fonte: PNSB (2000) apud SEMARH (2010). Percebe-se que, em municípios com populações inferiores a habitantes, a geração per capita de resíduos sólidos, isto é, a contribuição diária de resíduos por habitante, é de 0,57kg. Já os municípios com mais de um milhão de habitantes, a geração per capita é mais que o dobro, sendo de 1,39kg/hab./dia. Desta forma, os municípios e as regiões com maiores populações se caracterizam como os principais geradores de resíduos sólidos urbanos no Estado de Alagoas. O Quadro 5-2 apresenta a geração de resíduos sólidos urbanos nas sete regiões definidas para a gestão de resíduos em Alagoas. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 394

395 Quadro Estimativa da geração de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) nas regiões de Alagoas. Região População Urbana (habitantes) Geração diária RSU (t/dia) Percentual de Geração por Região (%) Agreste Alagoano ,78 11,76% Bacia Leiteira ,63 3,89% Litoral Norte ,22 4,81% Metropolitana ,64 62,49% Sertão ,18 2,33% Sul do Estado ,28 8,82% Zona da Mata ,35 5,90% Estado de Alagoas ,08 100,00% Fonte: IBGE (2010). Cálculos elaborados por FLORAM. Observa-se a geração total de 2.022,08 toneladas de resíduos sólidos urbanos diariamente no Estado de Alagoas, sendo que 62,49% dos resíduos são gerados na Região Metropolitana tornando-se a principal geradora destes resíduos, em função do porte da cidade de Maceió. A Região do Agreste é a segunda maior geradora (11,76%) de resíduos do Estado, principalmente pela influência da cidade de Arapiraca. O Quadro 5-3 apresenta a geração de resíduos sólidos urbanos nos municípios com maiores populações urbana das sete regiões definidas para a gestão de resíduos em Alagoas, bem como a representatividade da geração nestes municípios dentro de suas regiões. Quadro 5-3 Principais geradores de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) em Alagoas. Região Agreste Alagoano Principal município gerador de Geração diária RSU resíduos sólidos (t/dia) Arapiraca 143,37 Palmeira dos Índios 35,61 Percentual de Geração na Região (%) 75,27% Bacia Leiteira Santana do Ipanema 17,67 22,47% Litoral Norte Metropolitana Sertão Sul do Estado Zona da Mata Matriz do Camaragibe 14,36 São Luís do Quitunde 13,38 Porto Calvo 13,13 Maragogi 12,11 Maceió 1.141,11 Rio Largo 38,60 Marechal Deodoro 28,20 Pilar 20,67 Delmiro Gouveia 22,66 Piranhas 7,52 São Miguel dos Campos 36,27 Coruripe 29,93 Penedo 29,26 Teotônio Vilela 22,61 União dos Palmares 30,97 54,49% 97,23 63,97% 66,23% Fonte: IBGE (2010). Cálculos elaborados por FLORAM. Atalaia 14,60 Murici 14,37 50,22% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 395

396 Nota-se que Maceió é o único município do Estado com geração de resíduos sólidos urbanos acima de toneladas diárias, caracterizando-o como o principal gerador destes resíduos em Alagoas, seguido por Arapiraca, com geração diária de 143,37 toneladas. Maceió e Arapiraca possuem uma geração de RSU superior à 50 t/dia, que juntos são responsáveis pela geração de 63,52 % dos RSUs do Estado de Alagoas. Na Região do Agreste destaca-se, além de Arapiraca, o município de Palmeira dos Índios, com 35,61 t/dia, sendo que, a geração conjunta dos dois municípios representa 75,27% da geração do Agreste Alagoano (Quadro 5-3). Na Bacia Leiteira apenas o município de Santana do Ipanema possui geração diária de RSUs acima de 10t/dia com uma geração de 17,67t/dia, o que corresponde a apenas 22,47% dos resíduos gerados na Região, uma vez que a Região possui 20 municípios (Quadro 5-3). A baixa geração de RSUs na Região da Bacia Leiteira pode ser explicada pelo predomínio da população rural em relação à urbana em nove municípios da Região. No Litoral Norte, destacam-se como maiores geradores, respectivamente, os municípios de Matriz do Camaragibe, São Luis do Quitunde, Porto Calvo e Maragogi, todos com geração acima de 10t/dia, o que conjuntamente a 54,49% da geração na Região (Quadro 5-3) Na Região Metropolitana destaca-se a cidade de Maceíó como maior geradora, com 1.141,11 t/dia, que conjuntamente com Rio Largo, Marechal Deodoro e Pilar correspondem a 97,23% da geração de RSUs da Região (Quadro 5-3). Ressalta-se que apesar dos municípios de Rio Largo, Marechal Deodoro e Pilar não se caracterizarem como principais geradores na Região Metropolitana, uma vez que possuem populações expressivamente menores que Maceió, estes, se caracterizam como principais geradores no Estado, visto que ambos possuem geração diária acima de 20t/dia. No Sertão, os municípios de Delmiro Gouveia e Piranhas destacam-se como os maiores geradores de RSUs, com uma geração diária de 22,66 toneladas e 7,52 toneladas, respectivamente, o que juntos correspondem a 63,97 % da geração de RSUs na Região do Sertão (Quadro 5-3). No entanto, o município de Delmiro Gouveia pode ser definido como o maior gerador de RSUs, visto que cada um dos outros seis municípios do Sertão possui geração inferior a 4 ton/dia. Além disso, a maioria dos municípios da Região Sertão possui uma população predominantemente rural. No Sul do Estado, as maiores gerações de RSUs ocorrem, respectivamente, nos municípios de São Miguel dos Campos, Coruripe, Penedo e Teotônio Vilela, todos com geração acima de 20t/dia,o que corresponde conjuntamente a 66,23% da Região Sul (Quadro 5-3). Na Região da Zona da Mata destaca-se a geração de resíduos em União dos Palmares com 30,97 t/dia, mais que o dobro da geração nos municípios de Atalaia e Murici, com 14,60 t/dia e 14,37 t/dia, respectivamente (Quadro 5-3). A geração de RSUs nos três municípios corresponde a 50,22% da geração total na Região da Zona da Mata que possui 15 municípios (Quadro 5-3) Contexto Atual O cenário da gestão dos resíduos sólidos urbanos no Estado de Alagoas é crítico, uma vez que, a disposição final dos resíduos é inadequada, tanto nos principais municípios geradores, exceto Maceió, quanto nos menores geradores, já que, apenas Maceió possui aterro sanitário licenciado em operação,onde são dispostos apenas os resíduos gerados e coletados no limite urbano da capital. Assim, nos demais municípios há a disposição de RSUs em lixões, com impactos ambientais no Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 396

397 âmbito do município, exceto nos municípios de Santa Luzia do Norte e Satuba que compartilham um lixão. Há ainda no município de Olho D Água das Flores o aterro sanitário que receberá os resíduos gerados nos municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos (CIGRES). Com vida útil estimada em 25 anos, o aterro já possui licença ambiental de instalação, mas não possui licença de operação, com previsão para início de operação em janeiro de A estrutura ainda contará com um pátio de compostagem e galpão de triagem que não está em uso por associação ou cooperativa de catadores (Figura 5.1 e Figura 5.2) Figura 5.1 e Figura 5.2 Camada de proteção da geomembrana (esquerda) e galpão de triagem do CIGRES (direita). Fonte: CIGRES (2014). A disposição de resíduos sólidos urbanos em locais inadequados (lixões) está em desacordo com a PNRS que estabeleceu data limite para encerramento de todos os lixões do País e início da disposição final ambientalmente adequada dos resíduos em agosto de Portanto, a situação da disposição inadequada e ilegal dos RSUs em praticamente todos os municípios alagoanos representa um grande passivo ambiental para o Estado, em função dos impactos ambientais decorrentes da pratica, listados abaixo e apresentados na Figura 5.3: Poluição do solo: alteração de suas características através da contaminação pelo lixiviado ou chorume, que é o líquido escuro com odor desagradável gerado pela decomposição da matéria orgânica presente nos resíduos; Poluição visual pela exposição dos resíduos a céu aberto, que acabam sendo carreados pelo vento, aumentando o impacto visual da disposição; Poluição da água: alteração da qualidade da água dos rios e lençol freático decorrente da infiltração e percolação no solo do lixiviado; Poluição do ar: liberação de gases causadores do efeito estufa decorrentes dos processos aeróbios e, predominantemente, anaeróbios da decomposição da fração orgânica dos resíduos e emissão de fumaças pela queima intencional ou natural dos resíduos; Proliferação de vetores de doenças resultando em provável aumento do número de transmissão de doenças e outras enfermidades; Possível presença de catadores submetidos às condições expostas acima trabalhando sem os devidos cuidados com a saúde e segurança. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 397

398 Figura 5.3 Impactos ambientais da disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos no solo. Fonte: FEAM (2010). É perceptível os problemas oriundos da disposição inadequada dos RSUs após a análise dos questionários aplicados aos técnicos dos municípios que apontaram os diversos impactos negativos decorrentes dessa prática ilegal, como exemplo: contaminação do solo, contaminação da água e do ar, falta de inclusão social dos catadores e problemas à saúde pública Periculosidade dos Resíduos Sólidos Urbanos Os RSUs são classificados, de acordo com a norma NBR /2004 da ABNT, como Classe II, ou seja, resíduos não perigosos, sendo composto por matéria orgânica biodegradável, metal ferroso e não ferroso, alumínio, borracha, papel, papelão, couro, pano/trapo, plásticos, vidro e madeira, dentre outros. Entretanto, devido a esta heterogeneidade e ao descarte conjunto com outros resíduos como pilhas, baterias e resíduos de serviços de saúde, situação bastante comum em Alagoas, estes podem ser contaminados e se comportar como resíduos perigosos. Depreende-se então, que uma gestão adequada dos resíduos sólidos urbanos interfere na periculosidade e no risco potencial de contaminação dos resíduos sólidos urbanos. Ainda assim, considerando que cerca de 50% da composição dos resíduos sólidos urbanos são de matéria orgânica biodegradável como cascas de frutas, legumes e restos de alimentos, há, na decomposição destes resíduos orgânicos, geração de chorume, que é um líquido com alto poder contaminante das águas, devendo ser disciplinado e tratado. Apesar do menor potencial de causar danos à saúde pública e ao meio ambiente quando comparado a outras tipologias de resíduos, é fundamental que se faça um gerenciamento adequado dos RSUs, desde a coleta segregada dos mesmos, até reaproveitamento e destinação final adequada dos rejeitos, ou seja, apenas daquele material que não puder ser reutilizado ou reciclado. Assim, visando minimizar o impacto ambiental da disposição destes resíduos, os municípios devem implantar aterros sanitários, previstos pela norma ABNT NBR 8419/1992 referente a apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos, que define estas unidades da seguinte forma: "aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos, consiste na técnica de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 398

399 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza os princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou à intervalos menores se for necessário." Cita-se ainda a outra norma da ABNT, NBR 13896/1997 Aterro de resíduos não perigosos Critérios para Projeto e Implantação, que detalha alguns parâmetros técnicos no projeto e construção destas unidades, sendo que é fundamental a impermeabilização da base do aterro bem como o sistema de drenagem e tratamento do lixiviado (chorume), que é o principal agente poluidor resultante da disposição dos resíduos sólidos urbanos Resíduos de Construção Civil RCC Principais Geradores A Política Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, Lei /2010), definiu os resíduos da construção civil, em seu Art. 13, inciso I, literal h, sendo considerados como aqueles: Art. 13 h)...gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis (BRASIL, Lei /2010) Da mesma forma que ocorre a geração dos RSUs, a geração dos RCCs também é consequência do desenvolvimento socioeconômico e da dinâmica das cidades, existindo uma relação direta entre a população urbana da cidade, o grau de desenvolvimento urbano da mesma e a geração de RCCs. Entretanto, esta relação entre porte da população e geração destes resíduos não é tão bem estudada e conhecida como nos RSUs. Atualmente, estima-se que a média da geração de RCC por habitante de algumas cidades brasileiras seja aproximadamente 1,4 Kg/hab/dia, maior que a geração per capita média de RSU do Nordeste para o ano de 2011, de 1,09 Kg/hab/dia apresentada no Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, publicado pelo Ministério das Cidades, ou seja, em muitas cidades, gera-se diariamente maiores quantidades de resíduos da construção civil que de resíduos sólidos urbanos. As caracterizações são necessárias para se adotar valores representativos para os municípios, pois pode haver diferenças significativas da média nacional em relação à geração de um município pouco desenvolvido, como ocorre em muitos municípios de pequeno porte, uma vez que a quantidade de resíduos gerados é diretamente proporcional ao grau de desenvolvimento de uma cidade, resultado das maiores atividades econômicas e dos hábitos de consumo decorrentes (PUCRS, 2009). O Quadro 5-4 apresenta a geração de resíduos da construção civil nas sete regiões definidas para a gestão de resíduos em Alagoas. Quadro 5-4 Estimativa da geração de resíduos da construção civil para o Estado de Alagoas. Região População Urbana (habitantes) Geração diária (t/dia) Percentual de Geração por Região (%) Agreste Alagoano ,25 11,92% Bacia Leiteira ,13 4,76% Litoral Norte ,96 5,57%

400 Quadro 5-4 Estimativa da geração de resíduos da construção civil para o Estado de Alagoas. Região População Urbana (habitantes) Geração diária (t/dia) Percentual de Geração por Região (%) Metropolitana ,75 58,40% Sertão ,88 2,76% Sul do Estado ,49 9,88% Zona da Mata ,39 6,72% Estado de Alagoas ,85 100,00% Fonte: IBGE (2010). Cálculos elaborado por FLORAM. Pela análise do quadro verifica-se que a Região Metropolitana é responsável por 58,40% da geração de todo o RCC do Estado, em função da maior concentração populacional e maior taxa de urbanização (97,91%), especialmente a cidade de Maceió. Destacam-se ainda as gerações de RCC nas regiões Agreste e Sul do Estado, em função das cidades com mais de habitantes, como Arapiraca e Palmeira dos Índios no Agreste Alagoano e, no Sul do Estado, as cidades de Penedo, São Miguel dos Campos, Coruripe e Campo Alegre. Observa-se que as regiões da Bacia Leiteira e do Sertão possuem menores gerações de RCC, uma vez que são as únicas regiões com população rural maior que urbana. Para o Estado de Alagoas, destacam-se como maiores centros geradores de resíduos da construção civil as cidades de Maceió e Arapiraca, uma vez que são os municípios mais desenvolvidos economicamente do Estado e que juntos correspondem a 37% da população do Estado. Além disso, são as cidades que tiveram maior expansão do setor de construção civil nas últimas duas décadas aliado ao grande crescimento populacional. Atualmente os principais geradores de resíduos de RCC são empreiteiras responsáveis por obras de habitação, em especial na região metropolitana. Pequenos geradores também podem estar contribuindo de forma significativa, contudo trata-se de um dado de difícil mensuração uma vez que não existe um controle efetivo sobre as atividades destes geradores. Partindo-se para uma abordagem regional, no Quadro 5-5 apresenta-se a geração de resíduos de construção civil nos municípios com maiores populações urbana das sete regiões definidas para a gestão de resíduos em Alagoas, bem como a representatividade da geração nestes municípios dentro de suas regiões. Quadro 5-5 Principais geradores de Resíduos da Construção Civil (RCC) no Estado de Alagoas. Região Agreste Alagoano Principal município gerador de resíduos sólidos Geração diária RCC (t/dia) Arapiraca 181,48 Palmeira dos Índios 51,61 Percentual de Geração na Região (%) 69,32% Bacia Leiteira Santana do Ipanema 27,19 20,27% Litoral Norte Matriz do Camaragibe 22,10 São Luis do Quitunde 20,59 Porto Calvo 20,20 70,92% Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 400

401 Quadro 5-5 Principais geradores de Resíduos da Construção Civil (RCC) no Estado de Alagoas. Metropolitana Sertão Sul do Estado Zona da Mata Região Principal município gerador de resíduos sólidos Fonte: IBGE (2010). Cálculos elaborados por FLORAM. Geração diária RCC (t/dia) Maragogi 18,63 Colônia Leopoldina 15,32 Joaquim Gomes 14,48 Maceió 1455,09 Rio Largo 55,95 Marechal Deodoro 43,39 Pilar 31,80 Delmiro Gouveia 34,85 Piranhas 13,19 São Miguel dos Campos 52,57 Coruripe 46,04 Penedo 45,02 Teotônio Vilela 34,79 Boca da Mata 17,45 União dos Palmares 47,65 Atalaia 22,46 Murici 22,11 Viçosa 18,31 Cajueiro 16,48 São José da Laje 15,39 Percentual de Geração na Região (%) 96,27% 61,69% 70,33% 75,19% Em relação à geração de RCC, a capital Maceió também é o principal gerador desse resíduo no Estado de Alagoas com uma geração diária superior à tonelada (Quadro 5-5). Em seguida, aparece o município de Arapiraca com uma geração de 181,48 t/dia de RCC (Quadro 5-5). Apenas estes dois municípios possuem uma geração acima de 60 t/dia de RCC, que juntos, são responsáveis por 58,02 % da geração de RCC no Estado de Alagoas. Quando se analisa da geração de RCCs por Região do PERS, observa-se que na Região Agreste os municípios que mais produz resíduos são Arapiraca (181,48 t/dia) e Palmeira dos Índios (51,61 t/dia) (Quadro 5-5). Juntos, estes municípios representam 69,32 % da geração de RCCs na Região do Agreste. Na Região da Bacia Leiteira, o município de Santana do Ipanema é o município que possui maior geração, de 27,19 t/dia, o que corresponde a 20,27 % dos resíduos gerados na Região (Quadro 5-5). Os municípios de Matriz do Camaragibe, São Luís do Quitunde, Porto Calvo, Maragogi, Colônia Leopoldina e Joaquim Gomes destacam-se como os maiores geradores de RCCs da Região do Litoral Norte e juntos representam 70,92 % da geração de resíduos da Região (Quadro 5-5). Como mencionado anteriormente, a cidade de Maceió é maior geradora de RCCs da Região Metropolitana (Quadro 5-5). Além da capital, as cidades de Rio Largo, Marechal Deodoro e Pilar também destacam-se como as maiores geradoras de RCCs da Região Metropolitana (Quadro 5-5). Esses municípios, juntos, correspondem a 96,27 % da geração de RCCs da Região. Embora os Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 401

402 municípios de Rio Largo, Marechal Deodoro e Pilar não se caracterizarem como principais geradores na Região Metropolitana, uma vez que possuem populações expressivamente menores que Maceió, estes, caracterizam-se como principais geradores no Estado, visto que ambos possuem geração diária acima de 30t/dia. Na Região do Sertão, os municípios de Delmiro Gouveia e Piranhas apresentam uma geração de RCCs de 34,85 t/dia e 13,9 t/dia, respectivamente (Quadro 5-5) e destacam-se como os maiores gerados do resíduo na Região, apresentando, juntos, 61,69 % de geração de RCCs. Ressalta-se que, apesar da geração em Delmiro Gouveia ser mais de duas vezes e meia maior que em Piranhas, esta pode ser definida como gerador de resíduos de construção civil em destaque na Região, visto que cada um dos outros seis municípios do Sertão possuem geração abaixo de 7t/dia, uma vez que possuem população predominantemente rural ao contrário dos dois municípios em destaque no Sertão. No Sul do Estado, as maiores gerações de RCCs ocorrem, respectivamente, nos municípios de São Miguel dos Campos, Coruripe, Penedo, Tetônio Vilela e Boca da Mata, todos com geração superior a 15t/dia,o que corresponde conjuntamente a 70,33% da Região Sul (Quadro 5-5) Os municípios de União dos Palmares (47,65 t/dia), Atalaia (22,46 t/dia) e Murici (22,11 t/dia) destacam-se como os maiores geradores de RCC da Região da Zona da Mata (Quadro 5-5). Os municípios de Viçosa, Cajueiro e São José da Laje também apresentam números significantes de geração de RCC, com valores superiores a 15 t/dia, sendo que a geração de resíduos de RCCs nos seis municípios referidos corresponde a 75,19% da geração total na Região da Zona da Mata (Quadro 5-5) Contexto Atual O desenvolvimento da construção civil no Brasil é tido como um dos indicativos do crescimento econômico e social. Contudo, a construção constitui-se como uma atividade geradora de resíduos e impactos ambientais, sendo que, a gestão adequada dos RCCs tem representado um desafio para os empresários e gestores públicos, uma vez que até pouco mais de uma década não havia legislação sobre o tema e praticamente não havia iniciativa de segregação e reaproveitamento destes materiais aliados. A Resolução CONAMA 307/2002 alterada pela Resolução CONAMA 348/2004 determinou que o gerador deve ser o responsável pelo gerenciamento desses resíduos. Essa determinação representou um avanço legal e técnico, estabelecendo responsabilidades aos geradores, tais como a segregação dos resíduos em diferentes classes e o seu encaminhamento para reciclagem e disposição final adequada. Além disso, a Resolução estabeleceu que as áreas destinadas para essas finalidades devem passar pelo processo de licenciamento ambiental e serem fiscalizadas pelos órgãos ambientais competentes. Em relação à coleta de resíduos no Estado, o Quadro 5-6 sintetiza todas as informações de coleta de RCCs, considerando a geração estimada, a quantidade coletada informado pelos técnicos das prefeituras no questionário deste PERS, o estudo realizado por SILVA (2009) em quatro municípios da Zona da Mata Alagoana, o diagnóstico do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento em 17 municípios do Estado (SNIS, 2011) e os dados fornecidos pela Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (SLUM, 2014) referente à coleta em 2013 na Capital. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 402

403 Observa-se que, dos 102 Municípios do Estado, 54 responderam ao questionário deste PERS informando sobre o manejo dos resíduos de construção civil (Quadro 5-6). Ainda assim, foram suprimidos valores muito discrepantes, provavelmente ocasionados, por equívoco no momento do preenchimento do questionário. Quadro Síntese de geração e coleta de Resíduos da Construção Civil (RCC) em Alagoas. Municípios do Estado Geração RCC estimada (t/dia) RCC Coletado questionário (t/dia) SILVA, 2009 (t/dia) SNIS, 2011 (t/dia) SLUM, 2013 (t/dia) Água Branca 5,10 1, Anadia 17, Arapiraca 214,01 150, Atalaia 44, Barra de Santo Antônio 14,23 10, Barra de São Miguel 7,57 10, Batalha 17, Belém 4,55 1, Belo Monte 7, Boca da Mata 25, Branquinha 10, Cacimbinhas 10, Cajueiro 20,41 8, Campestre 6,60 3, Campo Alegre 50, Campo Grande 9, Canapi 17, Capela 17, Carneiros 8, Chã Preta 7, Coité do Nóia 10, Colônia Leopoldina 20, Coqueiro Seco 5, Coruripe 52,13 4, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 403

404 Quadro Síntese de geração e coleta de Resíduos da Construção Civil (RCC) em Alagoas. Municípios do Estado Geração RCC estimada (t/dia) RCC Coletado questionário (t/dia) SILVA, 2009 (t/dia) SNIS, 2011 (t/dia) SLUM, 2013 (t/dia) Craíbas 22,64 5, Delmiro Gouveia 48,10 15,00-16,67 - Dois Riachos 10, Estrela de Alagoas 17,25 9, Feira Grande 21,32 5, Feliz Deserto 4, Flexeiras 12, Girau do Ponciano 36,60 8, Ibateguara 15,15-0, Igaci 25, Igreja Nova 23,29 4, Inhapi 17,90 4, Jacaré dos Homens 5, Jacuípe 7, Japaratinga 7, Jaramataia 5,56 1, Jequiá da Praia 12,03 7, Joaquim Gomes 22, Jundiá 4, Junqueiro 23, Lagoa da Canoa 18,25 20, Limoeiro de Anadia 26, Maceió 1.455, Major Isidoro 18,90 6, Mar Vermelho 3,65 0, Maragogi 28,75 15, Maravilha 10,28 1, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 404

405 Quadro Síntese de geração e coleta de Resíduos da Construção Civil (RCC) em Alagoas. Municípios do Estado Geração RCC estimada (t/dia) RCC Coletado questionário (t/dia) SILVA, 2009 (t/dia) SNIS, 2011 (t/dia) SLUM, 2013 (t/dia) Marechal Deodoro 45, Maribondo 13,62 20, Mata Grande 24, Matriz de Camaragibe 23, Messias 15, Minador do Negrão 5, Monteirópolis 6, Murici 26,71 30, Novo Lino 12,06 10, Olho d'água das Flores 20,36 30,00-150,00 Olho d'água do Casado 8, Olho d'água Grande 4, Olivença 11,05 0, Ouro Branco 10,91 4,80-83,33 - Palestina 5, Palmeira dos Índios 70, Pão de Açúcar 23,81 10, Pariconha 10,26 1, Paripueira 11, Passo de Camaragibe 14, Paulo Jacinto 7,43 3, Penedo 60,38 2, Piaçabuçu 17,20 10, Pilar 33,31 5, Pindoba 2, Piranhas 23,05 36, Poço das Trincheiras 13, Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 405

406 Quadro Síntese de geração e coleta de Resíduos da Construção Civil (RCC) em Alagoas. Municípios do Estado Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Geração RCC estimada (t/dia) RCC Coletado questionário (t/dia) SILVA, 2009 (t/dia) SNIS, 2011 (t/dia) SLUM, 2013 (t/dia) Porto Calvo 25, Porto de Pedras 8, Porto Real do Colégio 19, Quebrangulo 11, Rio Largo 68, Roteiro 6, Santa Luzia do Norte 6,89 5, Santana do Ipanema 44,93 86,40-1,00 - Santana do Mundaú 10,96 2,40 0, São Brás 6, São José da Laje 22,69-0, São José da Tapera 30, São Luís do Quitunde 32, São Miguel dos Campos São Miguel dos Milagres 54,58 45,00-295,67-7, São Sebastião 32,01 5, Satuba 14, Senador Rui Palmeira 13, Tanque d'arca 6, Taquarana 19, Teotônio Vilela 41,15 3, Traipu 25,70 1, União dos Palmares 62,36 17,00 1, Viçosa 25, Alagoas 3.628,56 617, Fonte: SILVA (2009); SNIS (2011). A informação da coleta de resíduos de construção civil foi apresentada em toneladas diárias para possibilitar comparação com a geração diária estimada, sabendo-se que, em muitos municípios, a

407 frequência de coleta não é diária, sendo de 2 vezes por semana e, nas cidades onde a geração é mínima, a coleta é semanal. Nota-se grande variação entre a geração estimada e as quatro fontes de informação de coleta de RCCs nos municípios, em função das seguintes explanações: Adoção de uma taxa para estimativa da geração que nem sempre representa a realidade de cada município; Desconsideração da quantidade gerada que não é coletada, indo para áreas de bota-fora ou para outras formas manejo e/ou disposição; Desconhecimento, por parte da prefeitura, da quantidade coletada nos municípios onde há prestação de serviços por terceiros; Possíveis equívocos no preenchimento do questionário em alguns municípios, como confusão em relação às unidades; Apesar da existência de legislação federal que aborda o processamento dos RCCs, o mercado de reciclagem destes materiais é incipiente no Estado de Alagoas, com poucas iniciativas de britamento dos materiais seguido de reaproveitamento, como ocorre na capital Maceió. Dentre as poucas iniciativas de reciclagem desses resíduos, destaca-se, o reuso dos RCC Classe A (CONAMA nº 307/2002) dentro dos próprios municípios com a utilização nas estradas vicinais e utilização na sub-base de construções civis (sapatas). Os resíduos de construção Classe A coletados em obras públicas e privadas em Maceió são enviados para processamento na CTR de Maceió pelo emprego de equipamento britador com separação por classificação granulométrica e posterior doação do material britado para a Prefeitura Municipal de Maceió. A Figura 5.4 apresenta o britador em funcionamento em 2013, na CTR de Maceió. Observa-se que, a inexistência de áreas licenciadas para destinação temporária e/ou final de resíduos de construção civil no Estado aliada as poucas iniciativas para reciclagem e reuso destes resíduos, favorecem a disposição irregular, comum em Alagoas, nos terrenos baldios chamados de bota-fora e, em menores quantidades, nos lixões municipais conjuntamente com os resíduos sólidos urbanos. Figura 5.4 Britador da Central de Tratamento de Resíduos de Maceió. Fonte: ESTRE AMBIENTAL (2014). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 407

408 Periculosidade dos Resíduos da Construção Civil Na sua maior parte, os RCCs são materiais semelhantes aos agregados naturais e solos, porém, também podem conter tintas, solventes e óleos, que se caracterizam como resíduos perigosos, podendo ser tóxicos a saúde humana e comprometer a qualidade ambiental (BRASIL, 2005). Assim, a Resolução CONAMA nº 307/2002, prevê a classificação apresentada no Quadro 5-7 para os RCCs. Quadro 5-7 Classificação dos Resíduos de Construção Civil (RCCs). Classe Integrantes Periculosidade 1 (Conforme ABNT NBR /2004) A Agregados cerâmicos, argamassa, concreto, solos e quaisquer outros agregados. Classe II: Não Perigosos B Resíduos sólidos recicláveis, tais como plásticos, papel, papelão, metais, madeira, vidros e outros. Classe II: Não Perigosos Resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou C aplicações economicamenteviáveis para reciclagem e - recuperação. D Resíduos perigosos, tais como tintas, óleos, solventes, amianto. Classe I: Perigosos 1: De acordo com a ABNT NBR /2004 os resíduos perigosos devem apresentar ao menos uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Fonte: CONAMA (/2002). Os RCCs são vistos, de uma forma geral, como resíduos de baixa periculosidade e alto potencial de reutilização e reciclagem, uma vez que, em média, cerca de 80% dos RCCs são resíduos Classe A. Contudo, nesses resíduos também são encontrados materiais orgânicos, produtos perigosos e embalagens diversas que podem acumular água e favorecer a proliferação de insetos e de outros vetores de doenças (PUCRS, 2009). Em média apenas 3% dos RCCs são Classe C e D, entretanto, é necessário o gerenciamento adequado incluindo segregação e armazenamento de forma a evitar a contaminação de resíduos não perigosos Resíduos dos Serviços de Saúde RSS Principais Geradores Os RSSs são aqueles gerados na atividade de prestação de serviços de saúde desde grandes hospitais até clinicas de atendimento local e unidades básicas de saúdes presentes em cada município. Esses resíduos estão constituídos de materiais de diversas naturezas, incluindo uma parcela com características semelhantes aos resíduos sólidos urbanos, outra parcela de resíduos químicos, como reagentes usados em procedimentos laboratoriais e medicamentos vencidos e uma parcela de resíduos infectantes perigosos e perfuro-cortantes. Segundo a OMS, os RSSs equivalem, em média, a 1% da geração de resíduos urbanos, podendo chegar a 3% dependendo da complexidade do atendimento à saúde. De acordo com os dados da FUNASA, a taxa de geração diária por leito no Estado de Alagoas, em 2011, foi de 2,63 kg/leito/dia. Com a finalidade de comparar a geração de RSSs por leito, considerando a taxa da FUNASA, com a geração pela população dos municípios, a partir da geração média destes resíduos de 5 kg diários para cada habitantes (SNIS), obtêm-se as seguintes quantidades de RSS por Região do PERS (Quadro 5-8). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 408

409 Quadro 5-8 Geração de resíduos de serviços de saúde (RSSs) por leito hospitalar e pela população por Região do Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas. Região Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Nº Leitos Geração de Resíduos de Serviços de Saúde (t/dia) Geração RSS por leitos População (habitantes) Geração RSS por população Agreste Alagoano , ,05 Bacia Leiteira 277 0, ,37 Litoral Norte 216 0, ,17 Metropolitana , ,74 Sertão 180 0, ,85 Sul do Estado 569 1, ,12 Zona da Mata 399 1, ,31 Estado de Alagoas , ,60 Fonte: IBGE (2009;2010). Cálculos elaborados por FLORAM. Percebe-se que, pelos dois critérios utilizados para estimativa, a geração total de resíduos de serviços de saúde no Estado praticamente se igualou, com 15,60 t/dia, porém, pelo critério de estimativa pela população, os resultados por região foram maiores, exceto na Região Metropolitana, uma vez que, como a estrutura de saúde é desigual no Estado, há maior disponibilidade de leitos por habitante nesta Região, representando 53,82% da geração de resíduos de serviços de saúde em Alagoas, porém para estimativa por população, a Região Metropolitana representa 36,79% da geração no Estado. Nas regiões do Sertão e da Bacia Leiteira a geração de RSS por população praticamente foi o dobro da geração pelo critério de estimativa por número de leitos. Observa-se que a geração de resíduos de serviços de saúde não se restringe a leitos hospitalares, ocorrendo também em todos os serviços relacionados ao atendimento à saúde humana ou animal como em clínicas, laboratórios, centros de zoonoses, institutos médicos legais, postos de saúde, unidades móveis de atendimento a saúde, drogarias e farmácias, dentre outros. Assim, a estimativa de geração de resíduos por número de leitos sempre é subdimensionada. A geração por população associada a índices de geração per capita, como índice do SNIS, também não refletem a geração real de RSS, pois como não existe ainda no País uma caracterização detalhada de todos os RSS gerados nas cidades, acaba que os valores destes índices estão aquém dos valores reais per capita de RSS. Entretanto tanto a estimativa de geração por número de leitos de saúde quanto a por população associada a índices de geração per capita de RSS servem como referência para o planejamento da gestão dos resíduos. O Quadro 5-9 apresenta coleta de RSSs realizada pela empresa SERQUIP em 2013 em 62 municípios do Estado de Alagoas, atendendo as sete regiões de planejamento da gestão de resíduos. O observa-se que foram coletadas 356,90 toneladas de RSS, o que corresponde a uma coleta diária

410 de 0,98 toneladas. Verifica-se o predomínio da coleta nas regiões Metropolitana e do Agreste com, respectivamente,73,23% e 13,79% da coleta no Estado seguindo a tendência dos resíduos sólidos urbanos, uma vez que a maior população e as maiores concentrações de hospitais do Estado se encontram nas cidades de Maceió e Arapiraca, respectivamente. Quadro 5-9 Coleta de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) realizada pela SERQUIP em 2013 em Alagoas. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Região Coleta 2013 (ton/ano) Coleta por Região (%) Agreste Alagoano 49,20 13,79% Bacia Leiteira 4,71 1,32% Litoral Norte 9,86 2,76% Metropolitana 261,34 73,23% Sertão 5,20 1,46% Sul do Estado 19,81 5,55% Zona da Mata 6,78 1,90% Estado de Alagoas 356,90 100,00% Fonte: SERQUIP (2014). O Quadro 5-10 apresenta as quantidades de resíduos de serviços de saúde coletadas em ordem decrescente em 62 municípios por Região em 2013 pela empresa SERQUIP no Estado de Alagoas. Quadro 5-10 Coleta de resíduos de serviços de saúde em 2013 nos municípios atendidos pela SERQUIP. Região Agreste alagoano Bacia Leiteira Município Resíduos coletados anualmente (t/ano) Percentual de coleta na Região (%) Arapiraca 34,43 69,98% Igaci 2,78 5,65% União dos Palmares 2,44 4,96% Palmeira dos Índios 2,16 4,39% Quebrangulo 2,09 4,25% Girau do Ponciano 1,39 2,83% Feira Grande 0,99 2,01% Lagoa da Canoa 0,94 1,91% Limoeiro de Anadia 0,75 1,52% Taquarana 0,62 1,26% Tanque d'arca 0,44 0,89% Estrela de Alagoas 0,16 0,33% Total coletado no Agreste 49,20 - Pão de Açúcar 1,69 35,88% Santana do Ipanema 0,81 17,20% Olho d'água das Flores 0,54 11,46% Senador Rui Palmeira 0,44 9,34% Jacaré dos Homens 0,35 7,43% Cacimbinhas 0,32 6,79% Carneiros 0,28 5,94%

411 Quadro 5-10 Coleta de resíduos de serviços de saúde em 2013 nos municípios atendidos pela SERQUIP. Resíduos coletados anualmente Região Município (t/ano) Litoral Norte Região Metropolitana Sertão Sul do Estado Percentual de coleta na Região (%) Monteirópolis 0,17 3,61% Poço das Trincheiras 0,11 2,34% Total coletado na Bacia Leiteira 4,71 - Porto Calvo 1,96 19,88% São Luís do Quitunde 1,36 13,79% Flexeiras 1,24 12,58% Passo de Camaragibe 1,20 12,17% Maragogi 1,05 10,65% Colônia Leopoldina 0,89 9,03% Matriz de Camaragibe 0,82 8,32% Porto de Pedras 0,59 5,98% Novo Lino 0,48 4,87% Japaratinga 0,26 2,64% Total coletado no Litoral Norte 9,86 - Maceió 240,59 92,06% Rio Largo 9,34 3,57% Marechal Deodoro 4,71 1,80% Pilar 2,70 1,03% Paripueira 1,61 0,62% Messias 0,96 0,37% Santa Luzia do Norte 0,81 0,31% Coqueiro Seco 0,36 0,14% Barra de Santo Antônio 0,26 0,10% Total coletado na Região Metropolitana 261,34 - Delmiro Gouveia 2,40 46,15% Piranhas 1,34 25,77% Água Branca 1,25 24,04% Inhapi 0,21 4,04% Total coletado no Sertão Alagoano 5,20 - Penedo 7,31 36,90% Junqueiro 3,11 15,70% Teotônio Vilela 1,96 9,89% São Miguel dos Campos 1,73 8,73% Campo Alegre 1,69 8,53% Barra de São Miguel 1,13 5,70% Boca da Mata 1,08 5,45% Piaçabuçu 0,87 4,39% Jequiá da Praia 0,83 4,19% Roteiro 0,10 0,50% Total coletado no Sul de Alagoas 19,81 - Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 411

412 Quadro 5-10 Coleta de resíduos de serviços de saúde em 2013 nos municípios atendidos pela SERQUIP. Região Zona da Mata Fonte: SERQUIP (2014). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Município Resíduos coletados anualmente (t/ano) Percentual de coleta na Região (%) Viçosa 1,46 21,53% São José da Laje 1,45 21,39% Atalaia 1,44 21,24% Murici 1,28 18,88% Branquinha 0,52 7,67% Santana do Mundaú 0,35 5,16% Pindoba 0,16 2,36% Chã Preta 0,12 1,77% Total coletado na Zoa da Mata Alagoana 6,78 - Na Região Agreste de Alagoas foram coletadas, em 2013, 49,20 toneladas de resíduos de serviços de saúde equivalentes a 13,79% da coleta realizada pela empresa no Estado (Quadro 5-10). Já em Arapiraca foram coletadas 34,43 toneladas, o que corresponde a 69,98 % do total coletado na Região (Quadro 133). Destaca-se também a coleta nos municípios de Igaci, União dos Palmares, Palmeira dos Índios e Quebrângulo com massa acima de 2 toneladas no referido ano (Quadro 5-10). Na Bacia Leiteira foram coletadas 4,71 toneladas de RSSs equivalentes a 1,32% da coleta realizada pela empresa no Estado. O município de Pão de Açúcar apresentou a maior quantidade de resíduos coletados, o que corresponde a 35,88 % do total coletado na Região (Quadro 5-10). Este quantitativo é o mais que o dobro da quantidade coletada em Santana do Ipanema, cuja coleta foi de 0,81 toneladas (Quadro 5-10). Em 2013 foram coletadas 9,86 toneladas de RSSs na Região do Litoral Norte, o que corresponde a 2,76 % da coleta realizada no Estado (Quadro 5-10). No município de Porto Calvo foram coletadas 1,96 toneladas de resíduos de RSSs, que equivale a 19,88 % do total coletado na Região (Quadro 5-10). Já nos municípios de São Luis do Quitunde, Flexeiras, Passo do Camaragibe e Maragogi foram coletadas quantidades de resíduo superior a 1 t/ano (Quadro 5-10). A Região Metropolitana apresenta a maior quantidade de RSSs coletados no Estado, com um total de 261,34 toneladas, que equivale a 73,23% (Quadro 5-10). Na capital Maceió foram coletadas 240,59 toneladas, o que corresponde à 92,06 % do total coletado na Região. Em seguida, aparecem os municípios de Rio Largo, Marechal Deodoro e Pilar, com uma coleta anual superior a 2,50 toneladas (Quadro 5-10). Em 2013 foram recolhidas 5,20 toneladas de RSSs na Região do Sertão Alagoano, o que corresponde a 1,46 % (Quadro 5-10). No município de Delmiro Gouveia houve uma coleta de 2,40 toneladas de resíduos, que é equivalente a 46,15% do total coletado na Região, seguido dos municípios de Piranhas e Água Branca, ambos com uma coleta de 1,34 e 1,25 toneladas, respectivamente (Quadro 5-10). Na Região Sul da Alagoas foram coletadas 19,81 toneladas de RRSs, que equivale a 5,55 % da coleta realizada pela empresa no Estado (Quadro 5-10). Em Penedo foram coletadas 7,31 toneladas, o que corresponde a 36,90% do total coletado na Região, seguido por Junqueiro, Teotônio Vilela e São Miguel dos Campo, cujas coletas foram superiores à 1 tonelada (Quadro 5-10).

413 Na Região da Zona da Mata Alagoana foram coletadas 6,78 toneladas de resíduos de serviços de saúde, o que equivalente a 1,90% da coleta realizada pela empresa no Estado. Os municípios de Viçosa, São José da Laje e Atalaia apresentam quantidades similares de coleta de RSSs, juntos, perfazem um total de 4,35 toneladas, o que corresponde a 64,16 % do total coletado na Região (Quadro 5-10). O Quadro 5-11 apresenta as principais unidades geradoras de RSSs em ordem decrescente, de acordo com a coleta realizada em 2013 pela empresa SERQUIP em 62 municípios do Estado de Alagoas, considerando aquelas unidades com geração anual acima de kg. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 413

414 Quadro 5-11 Principais unidades de saúde em geração de resíduos de serviços de saúde em Região Município Unidade Geradora de Resíduo de Serviço de Saúde Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Resíduos gerados anualmente (kg/ano) Metropolitana Maceió Hospital Geral do Estado ProfessorOsvaldo b. Vilela ,55 Agreste Arapiraca U.E. Daniel Houly ,03 Metropolitana Maceió Maternidade Santa Monica ,92 Metropolitana Maceió Diretoria de Assistência Farmacêutica DAF ,08 Metropolitana Maceió Centro de Zoonoses ,64 Metropolitana Maceió Hospital Escola HelvioAuto 9.479,65 Metropolitana Maceió Hemocentro de Alagoas- HEMOAL 8.202,62 Metropolitana Rio Largo Hospital Doutor IbGattoFalcão 7.546,83 Sul Penedo Unidade de Emergência de Penedo 5.068,80 Metropolitana Marechal Deodoro Hospital Municipal de Marechal Deodoro 4.714,21 Metropolitana Maceió PAMSalgadinhu 4.582,91 Agreste Arapiraca Hemocentro de Arapiraca - HEMOAR 4.252,74 Metropolitana Maceió Ambulatório de Urgência 24h - DoutorJoão Fereman 3.894,00 Metropolitana Maceió SAMU de Maceió 3.283,67 Metropolitana Maceió Laboratório Central de Alagoas- LACEM 3.238,39 Sul Junqueiro Prefeitura Municipal de Junqueiro 3.108,27 Metropolitana Maceió USFDoutor IbGatto 2.399,35 Agreste Igaci Unidade Mista e Maternidade Santina Toledo de Alb ,72 Metropolitana Maceió Centro de Cirurgias Experimental - CCEB 2.136,36 Metropolitana Maceió Centro de Patologia e Medicina - CPML 2.114,75 Agreste Quebrangulo Fundo Municipal de Saúde de Quebrangulo 2.090,90 Litoral Norte Porto Calvo Prefeitura Municipal de Porto Calvo 1.961,85 Sul Teotônio Vilela Fundo Municipal de Saúde de Teotônio Vilela 1.960,66 Metropolitana Maceió Ambulatório de Urgência 24h AssisChateaubriand 1.905,35 Metropolitana Pilar Mini Pronto Socorro de Pilar 1.843,50 ERSÃO PARA CONSULTA

415 Quadro 5-11 Principais unidades de saúde em geração de resíduos de serviços de saúde em Região Município Unidade Geradora de Resíduo de Serviço de Saúde Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Resíduos gerados anualmente (kg/ano) Metropolitana Maceió Ambulatório de Urgência 24h Denilma Bulhões 1.732,71 Bacia Leiteira Pão de Açúcar Fundo Municipal de Saúde de Pão de Açúcar 1.687,68 Metropolitana Maceió Central de Abastecimento Farmacêutico CAF 1.604,84 Agreste Delmiro Gouveia Fundo Municipal de Saúde de Delmiro Gouveia 1.548,08 Agreste Arapiraca SAMU de Arapiraca 1.522,45 Agreste Palmeira dos Índios Secretaria Municipal de Palmeira dos Índios 1.490,84 Zona da Mata São José da Laje Prefeitura Municipal de São José da laje 1.450,86 Litoral Norte São Luís do Quitunde Hospital JoséAugusto 1.360,68 Sertão Água Branca U.M. DoutoraQuiteriaBezerra de MELO 1.248,24 Litoral Norte Flexeiras Prefeitura Municipal de Flexeiras 1.243,64 Metropolitana Maceió PNI sede da SMS 1.229,58 Litoral Norte Passo de Camaragibe U.M. DoutorCarlos Gomes de Barros 1.200,71 Metropolitana Maceió Ambulatório de Urgência 24h NoeliaLessa 1.181,35 Sul Barra de São Miguel Fundo Municipal de Saúde de Barra de São Miguel 1.128,55 Agreste Arapiraca Prefeitura Municipal de Arapiraca 1.126,68 Metropolitana Maceió USF Pitanguinha 1.125,81 Metropolitana Maceió PAM Bebedouro 1.123,00 Sul Boca da Mata Prefeitura Municipal de Boca da Mata 1.075,28 Metropolitana Maceió Ambulatório de Urgência 24h Dom Miguel FenelonCamera 1.074,32 Litoral Norte Maragogi Fundo Municipal de Saúde de Maragogi 1.050,78 Fonte: SERQUIP (2014). ERSÃO PARA CONSULTA

416 As unidades que apresentaram a maior geração de RSSs, ou seja, acima de kg/ano estão localizadas nas cidades de Maceió, Rio Largo e Penedo (Quadro 5-11). É notório o predomínio da localização das unidades com geração de RSSs nas regiões Metropolitana e Agreste. Já as unidades das regiões Sul e do Litoral Norte apresentaram uma geração de RSSs entre e 5.000kg/ano (Quadro 5-11). A unidade de maior contribuição da Bacia Leiteira encontra-se no município de Pão de Açúcar, enquanto no Sertão, localiza-se no município de Água Branca (Quadro 5-11). O Quadro 5-12 apresenta as informações da quantidade de resíduos coletados nos municípios atendidos pela SERQUIP em comparação com as quantidades de geração estimadas por número de leitos hospitalares e pela população. De uma forma geral, observa-se que a quantidade de RSSs coletada é maior que as gerações estimadas, o que logicamente não deveria ocorrer, uma vez que o SNIS considera a geração de RSSs em todo o município enquanto a coleta realizada pela empresa não ocorre em todos os estabelecimentos públicos e privados de atendimento à saúde de cada município. Esta diferença pode ser indicativa que a segregação dos RSS não está ocorrendo de forma adequada dentro dos hospitais do Estado, com disposição conjunta entre os RSS e RSU, o que acaba mascarando e aumentando o volume de RSS coletado e tratado. Além disso, conforme citado anteriormente vale a reflexão se um parâmetro nacional condiz ou reflete a realidade do Estado ou de uma região, sendo que, o estabelecimento de parâmetros tem maior aceitação quando há uma caracterização detalhada e permanente dos resíduos gerados nos estabelecimentos de saúde do município, condição que não ocorre no Estado no presente momento. Quadro 5-12 Geração de resíduos de serviços de saúde em 64 municípios do Estado de Alagoas informada pelos Gestores Municipais Município Quantidade de resíduos de serviços de saúde coletados no município (Kg/dia) PERS Geração por Leito (kg/dia) Geração pela População (kg/dia) Água Branca ,16 96,89 Arapiraca , ,03 Barra de Santo Antônio ,15 Barra de São Miguel 5,1-37,87 Belém N.I. - 22,76 Boca da Mata ,23 128,88 Cacimbinhas N.I. 7,89 50,98 Cajueiro 80 81,53 102,05 Campestre ,99 Campo Alegre ,20 254,08 Canapi 5 44,71 86,25 Coité do Noia N.I. - 54,63 Coruripe N.I. 373,46 260,65 Craíbas N.I. 18,41 113,21 Delmiro Gouveia ,50 240,48 Dois Riachos N.I. - 54,40 Estrela de Alagoas ,26 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 416

417 Quadro 5-12 Geração de resíduos de serviços de saúde em 64 municípios do Estado de Alagoas informada pelos Gestores Municipais Município Quantidade de resíduos de serviços de saúde coletados no município (Kg/dia) PERS Geração por Leito (kg/dia) Geração pela População (kg/dia) Feira Grande ,19 106,61 Girau do Ponciano N.I. 123,61 183,00 Ibateguara ,75 Igreja Nova N.I ,46 Inhapi ,04 89,49 Jaramataia N.I. - 27,79 Jequiá da Praia 30-60,15 Jundiá 60-21,01 Junqueiro ,57 119,18 Lagoa da Canoa ,25 Maceió N.I , ,74 Major Isidoro ,68 94,49 Mar Vermelho 75-18,26 Maragogi ,93 143,75 Maravilha ,42 Maribondo N.I. - 68,10 Messias ,41 Monteirópolis N.I. - 34,68 Murici N.I. 134,13 133,55 Novo Lino 15-60,30 Olho D'Água das Flores ,61 101,82 Olivença ,24 Ouro Branco 4,5 15,78 54,56 Palestina 10-25,56 Palmeira dos Índios N.I. 391,87 351,84 Pão de Açúcar N.I. 136,76 119,06 Pariconha ,32 Paulo Jacinto ,49 37,13 Penedo ,79 301,89 Piaçabuçu ,15 86,02 Pilar ,56 166,53 Piranhas ,42 115,23 Porto Calvo N.I. 107,83 128,54 Rio Largo N.I. 241,96 342,41 Santa Luzia do Norte 30-34,46 Santana do Ipanema ,69 224,66 Santana do Mundaú 20-54,81 São Brás N.I. 71,01 33,59 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 417

418 Quadro 5-12 Geração de resíduos de serviços de saúde em 64 municípios do Estado de Alagoas informada pelos Gestores Municipais Município Quantidade de resíduos de serviços de saúde coletados no município (Kg/dia) PERS Geração por Leito (kg/dia) Geração pela População (kg/dia) São José da Laje ,20 113,43 São José da Tapera N.I. 73,64 150,44 São Miguel dos Campos ,85 272,89 São Sebastião ,78 160,05 Satuba 33-73,02 Senador Rui Palmeira N.I. - 65,24 Teotônio Vilela 33 97,31 205,76 Traipu N.I. 23,67 128,51 União dos Palmares ,79 311,79 N.I. Não Informado Fonte: Questionário PERS (2014); IBGE (2010) Contexto Atual As altas taxas de mortalidade materna e infantil aliadas às doenças relacionadas às condições inadequadas de saneamento básico evidenciam que o setor de saúde no Estado de Alagoas carece de melhoras, especialmente no interior do Estado, conforme foi abordado no Item Contudo, quando se analisa a estrutura de atendimento à saúde, observou-se que houve um aumento do número de estabelecimentos de atendimento à saúde entre 2008 e 2012, embora tenha havido redução do número de leitos de internação no mesmo período. Ainda assim, o setor de saúde de Alagoas foi reestruturado a partir de janeiro de 2012, a fim de descentralizar a gestão dos serviços no Estado para ampliar os atendimentos e serviços de maior complexidade, bem como o número de estabelecimentos e de leitos no interior do Estado. A ampliação das estruturas do setor é acompanhada pelo aumento da geração de RSSs, portanto, a gestão destes deve estar em harmonia com a política e metas de evolução do sistema de saúde vigente no Estado. Por outro lado, já existem diversos estudos inclusive da Organização das Nações Unidas (ONU) apontando que investimentos em saúde preventiva e saneamento básico resultam em menores custos do sistema de saúde, assim como a redução do número de ocorrências de enfermidades. Assim, a médio e longo prazo há uma tendência de redução da geração per capita de RSSs. Conforme abordado no Item 5.2.3, em 2013, 62 municípios foram atendidos pelas empresas especializadas em coleta, transporte e tratamento de RSSs atuantes no Estado. Isto significa que 39 municípios não são atendidos por empresas especializadas e mesmo que haja algum tipo de tratamento térmico dos resíduos dentro das unidades de atendimento à saúde, em boa parte dos locais o tratamento é precário. Em muitos hospitais são adotadas soluções paliativas que não promovem a descontaminação eficiente dos resíduos, além de gerar impactos ambientais pela emissão gasosa sem equipamentos de controle de poluição, como ocorre nos fornos simples e queima a céu aberto. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 418

419 Outro problema frequente no Estado, em função do gerenciamento inadequado dos resíduos de serviços de saúde, é a disposição dos RSSs conjuntamente com RSUs nos lixões municipais. Tratase de um cenário previsto principalmente para os municípios e estabelecimentos de pequeno porte não atendidos por empresas especializadas em tratamento de RSSs, que pode estar causando um passivo ambiental significativo e risco ao comprometimento da saúde dos catadores que, mesmo que indevidamente, trabalham nos lixões. De acordo com a ANVISA (2006), considerando a postura da comunidade científica e dos órgãos federais que gerem as questões relativas aos RSS, o potencial de risco e, consequentemente de impacto reside em riscos à saúde ocupacional de quem manipula estes resíduos e alterações do meio ambiente em decorrência da destinação final inadequada. Nestes casos destacam-se os impactos de contaminação do solo e dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos e, ainda, a alteração da qualidade do ar em decorrência da emissão de poluentes provenientes do processo de queima ou incineração dos RSS, a exemplo, dos furanos e dioxinas, substância com alto potencial cancerígeno Periculosidade dos Resíduos de Serviços de Saúde Nos estabelecimentos de serviços de saúde, tais como hospitais, postos de saúde e clínicas médicas, são gerados diariamente diversos resíduos, sendo que, uma parcela destes são perigosos, devendo, portanto serem manejados de forma a evitar riscos à saúde humana e animal além de minimizar impactos ambientais. Assim, o Quadro 5-13 apresenta a classificação dos RSSs conforme a Resolução CONAMA nº 358/2005 que estabelece o critério de periculosidade para cada classe de RSS. Quadro 5-13 Classificação dos resíduos de serviços de saúde. Classe A B C D Característica Infectantes: resíduos com a possível presença de agentes biológicos que podem apresentar risco de infecção. Alguns exemplos são: resíduos de laboratórios de engenharia genética, bolsas de sangue, peças anatômicas e carcaças de animais provenientes de centros de experimentação. Químicos: resíduos contendo substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente, independente de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. São exemplos: medicamentos vencidos, contaminados, apreendidos para descarte, reagentes químicos. Rejeitos Radioativos: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificada na norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear, CNEN NE 6.02, e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. Resíduos Comuns: todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos pela RDC 306/2004 que não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento, identificação e tratamento, devendo ser considerados resíduos sólidos urbanos. São exemplos: resíduos gerados na recepção, escritório, administração, copa e cozinha. Periculosidade 1 (Conforme ABNT NBR /2004) Classe I: Perigoso Classe I: Perigoso Não se enquadram na ABNT, entretanto são rejeitos perigosos regidos por legislação específica Classe II: não perigosos E Perfurocortantes: objetos e instrumentos contendo cantos, bordas, pontos ou protuberâncias rígidas e agudas, capazes de cortar ou perfurar. São exemplos: bisturis, agulhas, lâminas, bolsas de coleta incompleta quando descartadas Classe 1: perigosos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 419

420 Quadro 5-13 Classificação dos resíduos de serviços de saúde. Classe acompanhadas de agulhas, entre outros. Característica Periculosidade 1 (Conforme ABNT NBR /2004) 1: De acordo com a ABNT NBR /2004 os resíduos perigosos devem apresentar ao menos uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Fonte: CONAMA (2005). Apenas os resíduos de serviços de saúde Classe D, são classificados como não perigosos, assim, a disposição de resíduos das demais classes juntamente com RSUs contamina estes, tornando os resíduos perigosos, expondo assim, as pessoas que manejem estes a riscos de contaminação. No Brasil há registro de casos de contaminação de catadores de materiais recicláveis nos locais de disposição final após contato acidental com resíduos Classe E, perfurcortantes, como seringas, agulhas e lâminas contaminadas com agentes infecciosos Resíduos Sólidos Industriais Principais Geradores Os principais segmentos industriais geradores de resíduos sólidos no Estado de Alagoas são o sucroalcooleiro contemplando 24 usinas distribuídas na Região Agreste, Zona da Mata e Norte do Estado (Figura 5.5) e a indústria química, especialmente pela atuação da Braskem e demais indústrias associadas à transformação do PVC, tais como: Jaraguá Equipamentos, Fiabesa Alagoas, Corr Plastik Industrial do Nordeste, BBA Nordeste Indústria e Nordaplast, dentre outras. Figura 5.5 Área canavieira do Estado de Alagoas Fonte: SEMARH (2011). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 420

421 a) Geração de Resíduos no Setor Sucroalcooleiro De acordo com as estimativas da produção de cana para 2014, serão produzidas ,89 toneladas de cana, que dará origem a toneladas de bagaço, L de vinhaça (média) e kg de torta de filtro (Quadro 5-14) Quadro 5-14 Dados da cultura e montantes estimados de resíduos gerados pelo processamento da cana-de-açúcar. Produção de Cana Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Resíduos Vinhaça (l) Torta de filtro (kg) Bagaço (kg) 1,0 t a ,89 t ,112 a , ,00 a , ,40 a ,55 Fonte: SINDAÇÚCAR AL (2014). Cálculos elaborados pela FlORAM. Apesar da alta geração de resíduos sólidos e efluentes líquidos gerados na fabricação de álcool e açúcar no Estado, a gestão destes resíduos é feita, em sua maioria, através da reutilização dos mesmos em função do potencial calorífico e da disponibilidade de nutrientes. Assim, o bagaço gerado no processo é utilizado, em sua totalidade, para a produção de energia que alimenta as caldeiras, a vinhaça é utilizada em fertirrigação das lavouras, e a torta de filtrogeralmente é utilizada na adubação no preparo do solo ou é aplicado diretamente no sulco de plantio b) Geração de Resíduos na Indústria Química A Braskem possui duas unidades industriais no Estado, a de Maceió referida como Braskem Cloro- Soda (CS) e a de Marechal Deodoro, referida como Braskem PVC. O Quadro 5-15 apresenta a geração de resíduos sólidos comuns nas duas unidades fabris da empresa referentes ao ano de 2013, bem como as formas e unidades de tratamento dos resíduos gerados. Quadro 5-15 Resíduos sólidos comuns gerados nas unidades industriais da Braskem em Alagoas. Unidade Quantidade (t) Responsável pela Local da disposição Custo da coleta e coleta e disposição final disposição (R$/t) Braskem CS 55,80 VM serviços Aterro Controlado 67,20 Braskem PVC 141,42 VM serviços Aterro Controlado 67,20 Total 197,22 VM serviços Aterro Controlado 67,20 Fonte: BRASKEM (2014). Em 2013 foram geradas 197,22 toneladas de resíduos sólidos comuns, ou seja, daqueles resíduos similares aos sólidos urbanos, com custo de coleta e disposição de R$ 67,20/t realizado pela empresa VM Serviços. Conforme apresentado no Quadro 5-15 foram geradas, em 2013, 197,22 toneladas de resíduos sólidos comuns, ou seja, daqueles resíduos similares aos sólidos urbanos, com custo de coleta disposição de R$ 67,20/t realizado pela empresa VM Serviços. Nota-se que esta quantidade de resíduo é baixa, uma vez que se restringe aos resíduos de varrição das vias internas e administrativos, correspondendo à geração diária equivalente de 540 kg e totalizando um custo

422 anual de disposição de R$ ,13. O Quadro 5-16 apresenta a geração de resíduos de serviços de saúde dentro das unidades industriais Braskem Cloro-Soda e Braskem PVC em 2013.Observa-se que foram geradas 68,50 toneladas de RSS com custo de coleta e incineração de R$ 80,00/kg realizado pela empresa SERQUIP Quadro 5-16 Resíduos de serviços de saúde gerados nas unidades industriais da Braskem em Alagoas. Unidade Quantidade (kg) Responsável pela Local do tratamento e Custo de transporte e coleta e tratamento disposição final disposição (R$/kg) Braskem CS 37,10 Serquip Incineração 80,00 Braskem PVC 31,50 Serquip Incineração 80,00 Total 68,60 Serquip Incineração 80,00 Fonte: BRASKEM (2014). A empresa também apresentou baixa geração de RSS durante o período observado, com uma geração inferior a 70,0 quilos em duas unidades fabris de grande porte. Este dado pode ser interpretado como um indicador de um sistema eficiente de prevenção de riscos de acidentes de trabalho, resultando em custo de tratamento em 2013 de R$ 5.488,00. Em relação à geração de resíduos da ETA e ETE das unidades da Braskem em Alagoas, foram geradas em 2013, 1.051,36 toneladas de resíduos, dispostas nos aterros da empresa com custo unitário e total da disposição de R$ 67,20 por tonelada e R$ ,39, respectivamente (Quadro 5-17). Origem /Processo Quadro 5-17 Geração de resíduos da ETA e ETE nas unidas industriais da Braskem Alagoas em Resíduo Tratamento Resina de troca de água iônica (aniônica) Lama separador de Tratamento areia e óleo da ETE de efluentes Lama do leito de secagem da ETE Total - Fonte: BRASKEM (2014). Classificação (ABNT NBR /2004) Geração (t/ano) A099 6,41 Destinação final Custos Tipo (R$/ano) Vala classe II A 430,75 K ,37 Vala classe I ,66 K ,58 Vala classe I , , ,39 Local Aterro Industrial Aterro Industrial Aterro Industrial Aterro Industrial Os Quadro 5-18 e Quadro 5-19 apresentam a geração de resíduos de processos industriais nas unidades fabris da Braskem Cloro-Soda e Braskem PVC, respectivamente, em 2013, indicando o tipo de tratamento ou disposição final e o custo do mesmo para cada classe de resíduos. Nota-se que foi gerado um total de resíduos de 3.838,85 toneladas, sendo distribuídos em 1.677,29 (43,69%) para Braskem CS e 2.161,56 para Braskem PVC (56,31%). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 422

423 Quadro 5-18 Geração de resíduos de processos da unidade Braskem Cloro-Soda (CS) em Maceió em Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Tipo de resíduos Classificação (ABNT NBR /2004) Quantidade (m³) Quantidade (t) Tipo de tratamento e/ou disposição final Custo de tratamento (R$/t) Custo de disposição final (R$/t) Amianto F041 N.A. 135,09 Vala classe I N.A. 67,20 Resíduos contaminados com óleos e graxas F038 N.A. 460,75 Vala classe I N.A. 67,20 Metralha contaminada com organoclorados K073 N.A. 47,20 Vala classe I N.A. 67,20 Embalagem de produtos químicos K150 N.A. 20,29 Vala classe I N.A. 67,20 Resíduo de pintura F017 N.A. 6,14 Vala classe I N.A. 67,20 Fibra contaminada com ácido clorídrico K150 N.A. 2,56 Vala classe I N.A. 67,20 Madeira contaminada com óleos e graxas F038 N.A. 20,20 Vala classe I N.A. 67,20 Isolamento térmico contaminada com óleos e graxas F038 N.A. 53,08 Vala classe I N.A. 67,20 Areia contaminada com licor de soda cáustica K073 N.A. 104,10 Vala classe I N.A. 67,20 Tambores vazios contaminados com clorofórmio K073 N.A. 17,58 Vala classe I N.A. 67,20 Manufaturados contaminados por óleos e graxas F038 N.A. 5,40 Vala classe I N.A. 67,20 Lama de salmoura A099 N.A. 8,24 Vala classe II A N.A. 67,20 Embalagens e EPI s contaminados com cloreto de A099 N.A. 2,66 Vala classe II A sódio N.A. 67,20 Areia contaminada com salmoura A099 N.A. 298,50 Vala classe II A N.A. 67,20 Resíduos industriais não contaminados A099 N.A. 19,31 Vala classe II A N.A. 67,20 Tubos de fibra de vidro A099 N.A. 11,96 Vala classe II A N.A. 67,20 Areia do filtro de salmoura A099 N.A. 6,90 Vala classe II A N.A. 67,20 Cálcio contaminado com salmoura A099 N.A. 8,37 Vala classe II A N.A. 67,20 Outros resíduos (copos e plásticos não recicláveis) A007 N.A. 55,80 Classe II B Aterro Controlado N.A. 67,20 Lama de Dicloroetano (DCE) K073 N.A. 186,09 Incineração Cetrel 2.330,00 N.A. Lama de Dicloroetano (DCE) K073 N.A. 86,08 Incineração Haztec 2.330,00 N.A. Resíduos de Clorofórmio K073 N.A. 120,99 Incineração Cetrel 2.330,00 N.A. Total 1.677,29 Fonte: BRASKEM (2014). ERSÃO PARA CONSULTA

424 Quadro 5-19 Geração de resíduos de processos da unidade Braskem PVC em Marechal Deodoro em Tipo de resíduos Classificação Tipo de tratamento Custo de Custo de (ABNT NBR Quantidade (m³) Quantidade (t) e/ou disposição final disposição final tratamento (R$/t) /2004) (R$/t) Lama separador de areia e óleo da ETE K174 N.A. 834,37 Vala classe I N.A. 67,20 Lama do leito de secagem da ETE K174 N.A. 210,58 Vala classe I N.A. 67,20 Areia de canaleta, brita e PVC contaminada com F038 N.A. 15,43 Vala classe I óleos e graxas N.A. 67,20 Big bags, papelão e bombonas contaminados com F038 N.A. 10,78 Vala classe I óleos e graxas N.A. 67,20 Bombonas vazias contaminadas com U226 N.A. 0,33 Vala classe I Etilcloroformiado N.A. 67,20 Epi s, isolantes, latas de tintas vazias e resíduos de F038 N.A. 134,46 Vala classe I manutenção contaminados com óleos e graxas N.A. 67,20 Papel, papelão, plásticos contaminados com sangue D004 N.A. 3,36 Vala classe I (de carnes) do refeitório. N.A. 67,20 Isolamento térmico N.A. 23,14 Vala classe I N.A. 67,20 PVC contaminado com areia e organoclorados K073 N.A. 42,99 Vala classe I N.A. 67,20 Lama proveniente de canaleta, com traços de K073 N.A. 13,53 Vala classe I organoclorados N.A. 67,20 Tambores contaminados com óxido de ferro e traços K073 N.A. 2,07 Vala classe I de organoclorados N.A. 67,20 Refratário contaminado com produtos químicos K150 N.A. 6,2 Vala classe I N.A. 67,20 Totbin contaminado com organoclorados K073 N.A. 7,01 Vala classe I N.A. 67,20 Tambores vazios contaminados com óleos e graxas F038 N.A. 1,84 Vala classe I N.A. 67,20 Tambores contaminados com solvente (Noxol) K099 N.A. 7,71 Vala classe I N.A. 67,20 Resina de troca iônica (resina aniônica) A099 N.A. 6,41 Vala classe II A N.A. 67,20 Vidro A099 N.A. 0,38 Vala classe II A N.A. 67,20 Papelão, pedaços de madeira, sacos, trapos não 19,75 Vala classe II A A099 N.A. contaminados N.A. 67,20 PVC e areia de canaletas não contaminados A099 N.A. 12,30 Vala classe II A N.A. 67,20 Epi s não contaminados, embalagens, plásticos A099 Não aplicado 83,96 Vala classe II A diversos e borracha Não aplicado 67,20 Folhas, galhos, madeira, papel, papelão, madeira, big A099 Não aplicado 51,28 Classe II B bag s de plásticos rasgados Aterro Controlado Não aplicado 67,20 Resto de obra não contaminado A099 Não aplicado 90,14 Classe II B Não aplicado 67,20 Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ERSÃO PARA CONSULTA

425 Quadro 5-19 Geração de resíduos de processos da unidade Braskem PVC em Marechal Deodoro em Tipo de resíduos Classificação Tipo de tratamento Custo de Custo de (ABNT NBR Quantidade (m³) Quantidade (t) e/ou disposição final disposição final tratamento (R$/t) /2004) (R$/t) Aterro Controlado Coque contaminado com organoclorados K073 Não aplicado 15,02 Incineração Haztec 2.020,00 Não aplicado Coque contaminado com organoclorados K073 Não aplicado 197,18 Incineração Cetrel 2.020,00 Não aplicado Hidrocarboneto Clorados Seco (HCS) K073 Não aplicado 350,28 Incineração Cetrel 2.330,00 Não aplicado Óleo contaminado com organoclorados K073 Não aplicado 21,06 Incineração Cetrel 2.060,00 Não aplicado Total 2.161,56 Fonte: BRASKEM (2014). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto ERSÃO PARA CONSULTA

426 . O Quadro 5-20 apresenta a quantidade total de resíduos aterrados em 2013 no aterro da Braskem expressa em massa e em volume, bem como o custo por tonelada para disposição dos resíduos. Nota-se que quase 95% do volume de resíduos dispostos foi de resíduos perigosos e que o custo para disposição por tonelada é o mesmo tanto para a vala de resíduos Classe II A quanto para a vala de resíduos perigosos. Quadro 5-20 Quantidades e custos de disposição de resíduos gerados nas unidades industriais da Braskem em Alagoas. Tipo de resíduos Volume aterrado Massa aterrada Custos (m³/ano) (t/ano) (R$/t) Classe I 4.375,64 (94,43%) 2.186,19 67,20 Classe IIA 263,24 (5,68%) 478,74 67,20 Total 4.633, , ,30 Fonte: BRASKEM (2014). O Quadro 5-21 apresenta as indústrias que destinaram resíduos na unidade de disposição de resíduos sólidos industriais da Braskem, em Nota-se que a soma dos custos de disposição dos resíduos das unidades das Braskem em Alagoas (R$ ,30) com das outras indústrias (R$ ,26) totalizam um custo total de R$ ,56 para a disposição dos resíduos aterrados em Quadro 5-21 Quantidade de resíduos sólidos provenientes de outras indústrias dispostos no aterro da Braskem em 2013 Empresa Classe do Resíduo Quantidade (t) Custos (R$/t) Reluznor I 1,99 67,20 Braskem Cloro Soda- Bahia I 647,28 67,20 Reluznor II A 560,60 67,20 - Quantidade total (t) 1.209, ,26 Fonte: BRASKEM (2014) Contexto Atual O Estado de Alagoas conta com seis principais polos industriais: Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante, Arapiraca, Murici, Pilar e Rio Largo, além de haver concentração de atividades industriais nas cidades de Atalaia, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios e União dos Palmares. Portanto, apesar do maior desenvolvimento da indústria alagoana na Região Metropolitana, também há indústrias em outras regiões do Estado sendo que, nestes locais, há também geração de resíduos sólidos industriais decorrente do funcionamento das mesmas. Entretanto, atualmente, a estrutura para tratamento e disposição final de resíduos sólidos no Estado está aquém da geração de resíduos e o Estado de Alagoas conta com apenas 01 aterro de resíduos industriais e 01 incinerador de resíduos, localizados no Polo José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, pertencentes à Braskem que incorporou a extinta Companhia Alagoas Industrial (CINAL) que operava estas unidades. De acordo com LIMA (2011) na área do aterro (Figura 5.6) ocorre disposição de resíduos Classe I (perigosos) e Classe II (não perigosos) com diferentes graus de proteção ambiental do solo. No aterro de resíduos sólidos perigosos os valos são revestidos com dupla camada de geomembrana de polietileno de alta densidade (PEAD) acima de uma camada de 50cm de solo argiloso de baixa permeabilidade compactado. Já no aterro de resíduos não perigosos o revestimento do valo é realizado com apenas uma camada de geomembrana de PEAD sobre camada de 50 cm de solo Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 426

427 argiloso compactado. O incinerador da Braskem opera com capacidade de kg/h. e concepção que permite a incineração apenas de resíduos líquidos, sendo que, as cinzas geradas após o processo são encaminhadas para a vala do aterro destinado aos resíduos Classe I (LIMA, 2011). Figura 5.6 Vista aérea em 1998 do aterro de resíduos industrial da extinta Companhia Alagoas industrial (CINAL) incorporada a Braskem, em 2010 localizado no Polo Multifabril José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro. Fonte: LIMA (2011). Para ampliação da capacidade de tratamento e disposição de RSU e industriais no Estado está em construção uma a CTR localizada no município de Pilar, distante a 33 Km de Maceió. O Quadro 5-22 apresenta capacidade e vida útil prevista para as unidades de disposição de resíduos sólidos industriais da CTR de Pilar. Quadro 5-22 Capacidade e vida útil das unidades de disposição de resíduos industriais da CTR de Pilar. Unidade Capacidade de resíduos (t) Disposição diária (t/dia) Vida Útil prevista (anos) Aterro de Resíduos Industriais não perigosos (Classe II) Aterro de Resíduos Industriais Perigosos (Classe I) Fonte: LIMPEL (2014). Além das unidades de disposição, a CTR contará com a operação dos seguintes sistemas de tratamento dos resíduos sólidos industriais: Unidade de Processamento de Resíduos Classe I (perigosos) composta por Sistema de Blendagem Sólida; Unidade de Solidificação de Resíduos Classe I (perigosos) composta por Sistema de Solidificação; Unidade de Incineração de Resíduos Classe I (perigosos). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 427

428 Ainda sim, percebe-se que a CTR funcionará na Região Metropolitana do Estado, sendo que as demais regiões estão desprovidas de sistemas de tratamento e disposição final de resíduos sólidos industriais Periculosidade dos Resíduos As atividades industriais geram diferentes tipos de resíduos, com diversas características, podendo ser representados por resíduos de processo, resíduos de operações de controle de poluição ou descontaminação, materiais adulterados, materiais e substâncias resultantes de atividades de remedição de solo contaminado, resíduos da purificação de matérias-primas e produtos, cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros e cerâmicas. Entre os resíduos industriais, inclui-se grande quantidade de material perigoso que necessita de tratamento especial devido ao seu alto potencial de impacto ambiental e à saúde (TOCCHETTO, 2009). No caso de Alagoas, além dos resíduos industriais das indústrias sucroalcooleiras e químicas devese considerar os resíduos provenientes das atividades têxteis que apresentam potencial expressivo de geração de lodo têxtil. A composição química do lodo têxtil poderá variar em função de aspectos com sua composição química que irá variar conforme produtos utilizados no processo produtivo (cola, látex, óleo lubrificante, solventes entre outros). Devido a estas características, trata-se de um resíduo que deve ser destinado a aterros industriais (BORTOLUZZI et al., 2011). Contudo não existem informações sobre a quantidade de resíduos gerados, tão pouco, do destino final dos mesmos. Todavia, cabe salientar que estes empreendimentos são passíveis de licenciamento ambiental e certamente, para obtenção das respectivas licenças, tiveram que apresentar em alguma etapa do processo um Plano de Gerenciamento de Resíduos Industriais informando qual a estimativa de geração e destinação de seus resíduos. a) Periculosidade dos resíduos da indústria sucroalcooleira Os principais resíduos gerados na indústria sucroalcooleira em termos de volume são o bagaço, vinhaça e torta de filtro, sendo apresentada no Quadro 5-23 a classificação destes três resíduos quanto à periculosidade baseada na norma NBR nº de 2004, da ABNT. Quadro 5-23 Caracterização quanto à periculosidade dos principais resíduos da indústria sucroalcooleira. Resíduo Classificação quanto a periculosidade Caracterização e descrição do resíduo Bagaço Torta de filtro Classse II A (não perigoso não inerte) Classse I (perigoso) Resíduo do processo de moagem da cana Resíduo do processo do filtro a vácuo ou do filtro prensa do lodo recebido do decantador de caldo, ou seja, é a mistura Possível utilização do resíduo Pode ser considerado como um subproduto pela utilização na cogeração de energia elétrica através da queima na caldeira. Em geral, as usinas que operam com cogeração de energia, são as usinas mais recentes que operam com tecnologias mais modernas. As usinas que não possuem cogeração costumam vender o bagaço para outras usinas ou empresas especializadas no processamento do bagaço. A sua disposição final costuma ser a lavoura e/ou compostagem. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 428

429 Quadro 5-23 Caracterização quanto à periculosidade dos principais resíduos da indústria sucroalcooleira. Resíduo Classificação quanto a periculosidade Caracterização e descrição do resíduo do lodo de decantação, produzida no processo de clarificação do açúcar e do bagaço moído. Vinhaça Fonte: FLORAM (2014). Classse I (perigoso) b) Periculosidade dos resíduos da indústria química Resíduo líquido com alto potencial poluidor, com alto teor de matéria orgânica; altas concentrações de sais e dor desagradável. Possível utilização do resíduo Pode ser utilizado na fertirrigação da lavoura de cana, em substituição de parte da adubação química, com devidos cuidados para não poluir o subsolo e lençol freático. O Item deste relatório apresentou a características dos resíduos sólidos da indústria química bem como a classificação quanto a periculosidade e o tratamento e destinação adequada para cada resíduo Resíduos com Logística Reversa (baterias e pilhas, componentes eletroeletrônicos embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes e pneus) Principais Geradores Para DEKKER (2000), logística reversa pode ser definida como o gerenciamento de todas as atividades logísticas relacionadas com a reutilização de produtos e materiais. As atividades da logística reversa incluem coleta, desmontagem e processamento de produtos e materiais que atingiram sua vida útil, nesta ordem, a fim de assegurar um novo uso ou uma recuperação ambientalmente amigável. A PNRS estabeleceu que os seguintes resíduos devem ser submetidos obrigatoriamente ao sistema de logística reversa: baterias e pilhas, componentes de produtos eletroeletrônicos, embalagens de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, óleos lubrificantes com seus resíduos e embalagens e pneus. O Quadro 5-24 apresenta os principais geradores destes resíduos no Estado de Alagoas. Quadro 5-24 Principais geradores dos resíduos da logística reversa em Alagoas. Baterias e Pilhas Componentes eletrônicos Embalagens de agrotóxicos Lâmpadas fluorescentes Resíduos Óleos lubrificantes com seus resíduos e embalagens Pneus Principais Geradores em Alagoas População (munícipes) População (munícipes) Agroindústria sucroalcooleira População (munícipes) População (munícipe)¹ População (munícipes) Fonte: FLORAM (2014). 1 - Os resíduos oleosos resultantes de processos industriais e nos portos e aeroportos são contemplados em itens específicos neste Plano Estadual de Resíduos Sólidos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 429

430 Percebe-se que estes resíduos, em sua maioria, são gerados a partir do consumo destes produtos pela população nos municípios, portanto, os munícipes são considerados os principais geradores. Sob a ótica da maior concentração populacional e desenvolvimento comercial e econômico no Estado que acarreta na maior geração destes resíduos, a Região Metropolitana de Maceió e a cidade de Arapiraca são consideradas as principais geradoras dos resíduos da logística reversa, excetuandose as embalagens de agrotóxicos cujo maior gerador é a agroindústria sucroalcooleira do Estado Contexto Atual Segundo LACERDA (2002) apesar dos dispositivos legais, a logística reversa é um segmento com baixa prioridade no gerenciamento dos resíduos sólidos nos municípios. Isto se reflete no pequeno número de empresas que atuam especificamente no gerenciamento destes resíduos e na dificuldade de caracterizar e quantificar o fluxo de resíduos no sistema de logística reversa. Após a sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos ((BRASIL, Lei /2010) em 2010, a logística reversa se desenvolveu em Alagoas em ritmo mais lento que o esperado com a publicação da Lei. Ainda assim esta realidade está mudando em resposta a pressões externas como um maior rigor da legislação ambiental e a necessidade de oferecer mais serviços através de políticas de devoluções mais liberais. Portanto, uma parcela de setores como a indústria de eletrônicos, automobilística e varejo já lidam com o fluxo de retorno de embalagens devolvidas pelos clientes. Ressalta-se ainda a existência de legislação específica para alguns desses resíduos antes da publicação da PNRS possibilitando maior tempo para o desenvolvimento da logística reversa, porém, quase sempre a população, municípios e empresas não têm realizado a este instrumento legal a contento. Cabe ressaltar o papel das empresas e do Estado nas ações de educação e capacitação da população, visando facilitar entendimento do papel do cidadão ou consumidor no gerenciamento compartilhado destes resíduos, além da criação de estruturas que possibilite o desenvolvimento da logística. Do ponto de vista estrutural destaca-se a criação dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) em estabelecimentos preferencialmente e frequentemente visitados pelo consumidor, em parceria com as empresas fabricantes dos produtos, sendo locais onde o consumidor descarta os resíduos pós consumo, como os pontos de recebimento de pilhas, baterias e lâmpadas existentes em mercados, lojas e instituições de ensino, os pontos de entrega de pneus, e, nas áreas rurais de embalagens de agrotóxicos. É notório no Estado de Alagoas, assim como em todo o País, que ainda ocorre disposição de grande parcela dos resíduos da logística reversa conjuntamente com os resíduos sólidos urbanos com impactos listados no item Entretanto, existem em Alagoas algumas iniciativas no sentido de desenvolvimento da logística reversa, apresentadas abaixo para cada tipo de resíduo: Baterias e Pilhas: Criação em 2006 do programa Papa Pilhas, desenvolvido pelo Banco Real (atual Santander) recebendo as pilhas alcalinas e baterias de telefones celulares (lítio). De acordo com a Silcon, em 2007, foram recolhidas 42 toneladas de pilhas e baterias; Componentes Eletroeletrônicos: Inexistência de iniciativas de logística reversa pela pesquisa nas bases de dados estadual; Embalagens de Agrotóxicos: A Associação dos Distribuidores e Revendedores de Agrotóxicos de Alagoas (Adraal) juntamente com Associação de Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (Arpan) tem feito campanhas educativas com os agricultores, no sentido de informar sobre como deve ser feito o processamento da tríplice lavagem das embalagens vazias; Lâmpadas Fluorescentes: Inexistência de iniciativas de logística reversa pela pesquisa nas Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 430

431 bases de dados estadual; Óleos lubrificantes: Foi inaugurado em abril de 2014 do programa Jogue Limpo para destinação adequada das embalagens de óleos lubrificantes; Pneus: Existem no Estado sete locais de coleta de pneumáticos, sendo cinco localizados na capital Maceió e dois no município de Arapiraca. Alagoas conta com apenas uma empresa de aproveitamento de pneus inservíveis localizada no Município de são Miguel dos Campos, a CCB Cimpor Cimentos do Brasil Ltda que utiliza estes resíduos no co-processamento em fornos de clínquer Periculosidade dos Resíduos A exceção dos pneumáticos, os demais resíduos da logística reversa são classificados como perigosos, de acordo com a NBR /2004 da ABNT, ou seja, são resíduos que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente em decorrência da presença de pelo menos uma das seguintes características químicas, físicas e biológicas: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. O Quadro 5-25 apresenta a classificação dos resíduos da logística reversa quanto à periculosidade (ABNT NBR /2004), bem como os principais contaminantes e impactos associados à saúde pública e ao meio ambiente. Quadro 5-25 Classificação quanto à periculosidade dos resíduos da logística reversa. Resíduos Classificação (ABNT NBR /2004) Características/Contaminantes Baterias e Pilhas Classe I (perigoso) Presença de metais pesados Componentes eletrônicos Classe I (perigoso) Presença de contaminantes como arsênio, mercúrio, chumbo, cádmio Embalagens de agrotóxicos Classe I (perigoso) Presença de pesticidas Lâmpadas fluorescentes Classe I (perigoso) Presença de mercúrio Óleos lubrificantes com seus resíduos e embalagens Classe I (perigoso) Presença de metais Pneus Classe II (não perigoso) Inerte Impactos a saúde e/ou ao meio ambiente Contaminação do solo, água e biota. Contaminação do solo, água e biota. Contaminação do solo, água e biota. Contaminação do solo, ar, água e biota. Contaminação do solo, água e biota. Maior impacto associado ao descarte sem controle de pneus é o acúmulo de água na parte interna facilitando proliferação de vetores de doença como dengue. Percebe-se que estes resíduos devem receber manejo especial em função da presença de metais pesados, pesticidas e solventes orgânicos, sendo que, muitas vezes estes são equivocadamente gerenciados juntamente com os resíduos sólidos urbanos acarretando nos impactos listados no Quadro Nas últimas décadas têm se fabricado pilhas, baterias, lâmpadas e tintas com substâncias ou materiais que reduzem o potencial contaminante, que propicie o menor consumo ou maior eficiência energética e prolongue a vida útil, a fim de reduzir a frequência de descarte. Neste sentido, citam-se as lâmpadas de LED, com maior vida útil e com tendência ao longo dos anos de aumento da luminosidade e redução dos preços; as pilhas e baterias recarregáveis possibilitam a redução significativa de descarte destes componentes e as tintas mais limpas com menor concentração de metais perigosos como chumbo e a base de materiais menos tóxicos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 431

432 Os óleos lubrificantes, apesar de não serem resíduos sólidos, pois são substâncias no Estado líquido, devem ser manejados como resíduos sólidos e não podem ser lançados nas redes de coleta e transporte de águas pluviais e esgotamento sanitário. Ressalta-se que, por serem imiscíveis e com menor densidade que água, os óleos quando em contato com esta, tendem a subir (flotar ou flutuar) e prejudicar a fotossíntese das algas, plantas aquáticas e fitoplânctons e trocas gasosas em corpos hídricos, prejudicando toda a cadeia trófica de ecossistemas aquáticos, dentre outros impactos. Em relação aos pneus, observa-se que, apesar do resíduo pneumático em si não apresentar característica de patogenicidade, ou seja, não possui microorganismos causadores de doenças, quando depositados sem controle a céu aberto, os pneus tornam-se um reservatório de água acumulada estagnada, facilitando a proliferação de vetores de doenças como a dengue Resíduos do Transporte Principais Geradores Os resíduos sólidos gerados em terminais de transportes, constituem-se de embalagens em geral, restos de cozinhas e refeitórios, papel, plástico, resíduos infectantes, resíduos de óleos e combustíveis dos equipamentos de transportes. Atualmente, os principais geradores de resíduos de transporte em Alagoas são o Aeroporto Zumbi dos Palmares que produz aproximadamente 246m³/mês de resíduos sólidos (INFRAERO, 2011) e o Porto de Maceió que gerou m³ de resíduos oleosos, 705m³ de resíduos domiciliares e comerciais e 5.070kg de misturo oleosa (CODERN, 2011). Destaca-se também o Estaleiro do Nordeste (ENOR) que apesar de não estar construído, se caracterizará com um dos principais geradores de resíduos no segmento de transporte com previsão para início das atividades em Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares O Quadro 5-26 apresenta a quantidade de resíduos Classe I (perigosos) e Classe II-A (não perigosos e não inertes) gerados no aeroporto internacional Zumbi dos Palmares referentes aos anos de 2013 e Percebe-se que a geração de resíduos Classe II-A é bem mais expressiva que a de resíduos Classe I com geração anual, respectiva, de 2.800m³ (96,77%) e 93,6m³ (3,23%) (Quadro x). Em relação à geração mensal de resíduos percebe-se a influência das altas estações para as duas classificações, com geração máxima em dezembro e julho para os resíduos perigosos e, em janeiro para os resíduos não perigosos (Quadro 5-26). Quadro 5-26 Quantidade de resíduos gerados no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares entre 2013 e Ano Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Mês Quantidade de Quantidade de Resíduos Classe Ano Mês Resíduos Classe I (m³) II-A (m³) Agosto 8,0 Setembro 180 Setembro 8,0 Outubro Outubro 7,2 Novembro 190 Novembro 8,0 Dezembro 265 Dezembro 10,0 Janeiro 425 Janeiro 8,0 Fevereiro 240 Fevereiro 6,8 Março 260 Março 7,6 Abril Abril 6,2 Maio 175 Maio 6,2 Junho 215 Junho 8,6 Julho 250 Julho 9,0 Agosto 195

433 Quadro 5-26 Quantidade de resíduos gerados no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares entre 2013 e Ano Mês Geração anual de resíduos Classe I (m³) Geração média mensal de resíduos Classe I (m³) Fonte: INFRAERO (2014) Porto de Jaraguá Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Quantidade de Resíduos Classe I (m³) 93,6 7,8 Ano Mês Geração anual de resíduos Classe II (m³) Geração média mensal de resíduos Classe II (m³) Quantidade de Resíduos Classe II-A (m³) ,33 O Quadro 5-27 apresenta a quantidade de resíduos gerados e coletados na área administrativa do Porto de Maceió referente ao período entre junho de 2013 e maio de Quadro 5-27 Quantidade de resíduos gerados no Porto de Maceió entre 2013 e Fonte: APMC (2014). Ano Mês Quantidade de Resíduos Classe II (m³) Junho 100 Julho 155 Agosto Setembro 60 Outubro 90 Novembro 80 Dezembro 35 Janeiro 65 Fevereiro Março 90 Abril 100 Maio 145 Geração anual de resíduos no Porto (m³) 1.145,00 Geração média mensal de resíduos no Porto (m³) 95,42 Foram gerados no referido período 1.145m³ de resíduos classe II no Porto de Maceió, com média mensal de 95,42m³. Percebe-se ainda dois períodos com comportamento distintos em relação a quantidade de resíduos gerados, com maior geração de fevereiro a agosto e menor geração de setembro a janeiro. Entretanto, não se pode afirmar que este comportamento observado entre 2013 e 2014 é uma tendência, uma vez que, pelos dados disponibilizados pela Administração do Porto de Maceió (APMC) referentes a quantidade de resíduos gerada em junho e julho de 2014, de 20 e 65m³, respectivamente, percebe-se que as quantidades estão muito aquém daquelas geradas para os mesmos meses do ano anterior, com 80 e 90m³ de diferença, respectivamente Estaleiro do Nordeste (ENOR) A geração de resíduos no Estaleiro Nordeste ocorrerá nas etapas de supressão vegetal, dragagem de sedimentos, construções das estruturas (obra) e na operação do estaleiro, caracterizadas a seguir: Na supressão de vegetação, que é a retirada da vegetação da área onde será instalado o estaleiro, serão gerados resíduos arbóreos constituídos basicamente por madeira e folhas. De acordo com o projeto do empreendimento são estimados 3.500m³ de material procedente da derrubada da árvore, de palma e de vegetações lenhosas que terão como destino a venda. A dragagem é a retirados sedimentos do fundo do mar visando aumentar a profundidade do calado, possibilitando a movimentação de embarcações e gerando como resíduos os próprios sedimentos succionados. O volume de resíduos dragados estimado para a construção do Estaleiro do Nordeste é

434 de ,98m³ e a gestão destes resíduos foi descrita no Item Os resíduos de construção civil gerados durante a obra do Estaleiro do Nordeste (Quadro 5-28) serão originários das áreas industrial, administrativa e social que ocuparão m². Nota-se que o quadro não apresenta a geração de material procedente da escavação uma vez que este solo será integralmente aproveitado dentro da própria obra como material de preenchimento e de aterro. Quadro 5-28 Geração estimada de Resíduos de Construção Civil (RCC) na obra do Estaleiro Nordeste. Tipo de resíduos Quantidade Gerada Madeira 2.700m³ Metais 450 t Papel e papelão 500m³ Plástico 3.100m³ Gesso e similares 20 m³ Concreto 1.450m³ Tijolos e azulejos cerâmicos 4.600m³ Óleos, pilhas, embalagens metálicas, baterias e outros 50 t Outros resíduos que contenham substâncias perigosas t Fonte: ACCIONA ENGENHARIA (2013). Na operação do estaleiro serão gerados resíduos similares aos domiciliares nas áreas administrativas e social, além dos resíduos originados na área industrial pelo processo de construção de embarcações. O Quadro 5-29 apresenta as quantidades previstas de resíduos e efluentes geradas anualmente na operação do estaleiro de acordo com o Plano Básico Ambiental (PBA) do empreendimento elaborado em Percebe-se a grande geração de sucata ferrosa decorrente do processo construtivo de embarcações, bem como dos diversos efluentes decorrentes da operação do estaleiro. Quadro 5-29 Quantidade de resíduos e efluentes gerados nas etapas produtivas do Estaleiro Nordeste. Descrição do Resíduo/Efluente Quantidade (t/ano) Tipo Resíduo de restaurante (restos de alimentos) 675,00 Resíduo Resíduo de escritórios 67,53 Resíduo Resíduo de varrição 1.260,00 Resíduo Sucata ferrosa 2.130,00 Resíduo Sucata não ferrosa (latão, entre outros) 156,00 Resíduo Resíduo de papel/papelão 216,00 Resíduo Resíduo de plástico 76,50 Resíduo Resíduo de madeira 180,00 Resíduo Resíduo de limalha (saem junto com sucata) 255,00 Resíduo Ponta de eletrodo (saem junto com sucata) 1,56 Resíduo Resíduo de lata de tinta vazia 66,00 Resíduo Resíduo de vidro 97,50 Resíduo Capacete usado 2,58 Resíduo Carretel plástico 15,00 Resíduo Pilha alcalina 0,84 Resíduo Resíduo de fossa séptica ,00 Efluente Água oleosa ,00 Efluente Resíduo de enfermaria 8.400,00 Efluente Solução ácida ,00 Efluente Fonte: ACQUAPLAN (2013) Contexto Atual Conforme apresentado no Item 5.2.6, o contexto atual do setor de turismo em Alagoas é de Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 434

435 expansão do setor nos últimos anos, sendo que, entre 2008 e 2012, o número de leitos de hospedagem no Estado passou de a , bem como o aumento de turistas desembarcando no aeroporto internacional Zumbi dos Palmares e no Porto de Jaraguá (SEPLANDE, 2012). O principal empreendimento futuro vinculado ao setor de transportes no Estado é o Estaleiro do Nordeste (ENOR) que será construído no município de Coruripe, com previsão de geração de cerca de 10 mil empregos diretos sendo que a licença de instalação foi emitida pelo IBAMA no dia 01 de agosto de 2014 possibilitando o início das obras, que tem previsão para conclusão no final de (GLOBO, 2014) Periculosidade dos Resíduos de Transportes As atividades de setor de transporte geram resíduos de diferenciadas fontes em função da complexidade da movimentação de passageiros, animais e cargas nestes locais gerando embalagens, restos de alimentos das cozinhas e refeitórios, papel, plástico, resíduos infectante, resíduos oleosos e dos combustíveis do abastecimento dos equipamentos de transportes. Os Quadro 5-30 equadro 5-31 apresentam a classificação quanto à periculosidade (ABNT NBR /2004) dos resíduos gerados, respectivamente, no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares e no Estaleiro do Nordeste (ENOR). Quadro 5-30 Classificação quanto à periculosidade e local de geração dos resíduos gerados no Aeroporto de Maceió. Setor/Área Local de Geração Resíduos Classificação Baterias rádio comunicação, baterias de veículos, lâmpadas fluorescentes, latas de resíduos de Perigosos Manutenção - óleos, graxa, tinta, solvente e pneus Metais, orgânicos, papéis servidos (WC), plásticos e vidro Não perigosos Aeronáutica Departamento de Proteção de Metais, orgânicos, papéis servidos Voo (WC), plásticos e vidro Não perigosos Baterias rádio comunicação, baterias de veículos, lâmpadas fluorescentes, latas de resíduos de Perigosos Mecânica e empresas óleos, graxa, tinta, solvente e pneus Metais, orgânicos, papéis servidos (WC), plásticos e vidro Não perigosos Baterias rádio comunicação, baterias de veículos, lâmpadas fluorescentes, mantas Perigosos Seção Contra Incêndios absorvedoras de óleos e pó químico Área Industrial Metais, orgânicos, papéis servidos Não perigosos (WC), plásticos e vidro Patogênicos Perigosos Baterias rádio comunicação, baterias de veículos, lâmpadas fluorescentes e materiais Perigosos perigosos (explosivos, corrosivos, Terminal de Cargas Aéreas inflamáveis e tóxicos) Radioativos Não se enquadra na ABNT Animais mortos Perigosos Fito-sanitários Perigosos Metais, orgânicos, papéis servidos (WC), plásticos e vidro Não perigosos Pátios e Pistas Empresas Baterias rádio comunicação, baterias de veículos, lâmpadas Perigosos Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 435

436 Quadro 5-30 Classificação quanto à periculosidade e local de geração dos resíduos gerados no Aeroporto de Maceió. Setor/Área Local de Geração Resíduos Classificação fluorescentes, latas de resíduos de óleos, graxa, tinta, solvente e pneus Metais, orgânicos, papéis servidos (WC), plásticos e vidro Não perigosos Empresas diversas inclusive Lâmpadas Fluorescentes Perigosos alimentícias, companhias aéreas, de aluguel de veículos, Metais, orgânicos, papéis servidos (WC), plásticos e vidro Não perigosos fraldário, cooperatias de taxis) Baterias rádio-comunicação, lâmpada fluorescentes, Perigosos Terminal de Passageiros medicamentos vencidos Postos de Primeiros Socorros Algodão e gaze com resíduos de (PPS) Perinatal Serviços Perigosos sangue Médicos Resíduos perfuro-cortantes Perigosos Metais, orgânicos, papéis servidos (WC), plásticos e vidro Não perigosos Polícia Federal, Polícia Lâmpadas Fluorescentes Perigosos Órgãos Públicos Militar, Vigilância Sanitária, Metais, orgânicos, papéis servidos Juizado de Menores e MAPA (WC), plásticos e vidro Não perigosos Fonte: ACQUAPLAN (2013). Quadro 5-31 Classificação quanto à periculosidade dos resíduos gerados na operação do ENOR. Resíduos Classe I (perigosos) Resíduos Classe IIA (não perigoso e Resíduos Classe IIB (não perigoso não inerte) inerte) Latas de tintas Craca Sucata ferrosa Tambores de solventes Lama da baia Sucata não ferrosa Água com desengraxante Lodo de fossa séptica Granalha usada Água oleosa Resíduos de restaurante Bombona plástica de suco Borra oleosa Varrição do piso Plásticos inclusive PET Óleo contaminado ou usado Óleo vegetal usado Capacete Água ácida (ácido fosfórico e ácido Papel e papelão clorídrico) Contaminados com óleo Vidro Bateria veicular Carretel de plástico Lâmpada fluorescente Madeira Cimento de amianto Pneu Telha de amianto LIMAlha Fibra de vidro Cavaco Resíduo de enfermaria Borra de solda Borracha Resíduos de escritório Fonte: ACQUAPLAN (2013). Os resíduos perigosos tanto no aeroporto quanto no estaleiro se restringem a pilhas e baterias, lâmpadas com vapores metálicos, borras de tintas, vernizes, cartuchos para impressora e toner para copiadoras, resíduos de serviços de saúde Classe A (infectantes) e Classe E (perfuro-cortantes). Ressalta-se a necessidade do fortalecimento da cadeia da logística reversa de resíduos perigosos no Estado, uma vez que estes são gerados em grandes quantidades não apenas nos domicílios, mas também nos grandes projetos e equipamentos públicos e privados no Estado. É importante fortalecer também a cadeia de reciclagem, visto que nestes empreendimentos são gerados grandes quantidades de resíduos comuns de áreas e processos administrativos que podem ser melhor geridos no Estado. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 436

437 5.8. Resíduos Sólidos da Mineração Principais Geradores A atividade de mineração gera resíduos sólidos, necessitando assim de sua identificação e quantificação, a fim de minimizar o impacto ambiental e contaminação da área de exploração e seu entorno. Esses resíduos compreendem restos de materiais de cobertura das jazidas e os próprios rejeitos do beneficiamento dos minerais, sendo gerados em volumes que variam de acordo com o mineral a ser explorado e com o processo de beneficiamento e purificação do mesmo. Atualmente os principais minerais produzidos em Alagoas são: o sal-gema, produzido, principalmente pela BRASKEM, o petróleo, o gás e a água mineral, que representa maior participação no mercado mineral Alagoano. O Quadro 5-32 sintetiza as principais empresas mineradoras no Estado Alagoas, destacando a substância produzida e o município onde ocorre a extração, para o ano de 2009 (DNPM, 2010). Quadro Principais empresas exploradoras de recursos minerais no Estado de Alagoas. Empresas Principais Substâncias Produzidas Participação (%) Municípios Companhia Alagoana de Refrigerantes Água Mineral 37,69 Arapiraca e Maceió Britex Minerações Ltda Rochas (Britadas) e Cascalho 11,82 Rio Largo Antônio Monteiro da Silva e Cia Ltda Rochas (Britadas) e Cascalho 8,01 Atalaia Oiticica Industrial e Comercial Ltda Água Mineral 6,61 Jaraguá, Maceió e Rio Largo BRASKEM S.A. Salgema 6,28 Maceió CCB Cimpor Cimentos do Brasil Ltda Argilas Comuns, Calcário (Rochas) 5,60 São Miguel dos Campos Imcrel Irmãos Moreira Extração Mineral Rochas (Britadas) e Cascalho 5,29 Messias Mineração Barreto SA Água Mineral, Calcário (Rochas) 4,45 Belo Monte Indaiá Brasil Águas Minerais Ltda Água Mineral 3,58 Maceió Empresa de Águas ItayLtda Água Mineral 3,11 Triunfo Pedras LTDA 2,89 Arapiraca Águas Minerais do NordesdeLtda Água Mineral 1,61 - Mainá Águas Minerais Ltda Água Mineral 0,68 Maceió Mineradora AldebaranLtda Água Mineral 0,64 Maceió Indústria e Comércio de Água Mineral Anadiense Ltda Água Mineral 0,50 Anadia Flávio Rodrigues Teixeira Areia 0,44 Marechal Deodoro Saulo Quintella Cavalcante ME Areia 0,33 Pilar Mineração Costa Dourada Ltda Água Mineral 0,25 Maragogi Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 437

438 Quadro Principais empresas exploradoras de recursos minerais no Estado de Alagoas. Empresas Principais Substâncias Produzidas Participação (%) Municípios Cerâmica Bandeira Ltda Argilas Refratárias 0,08 Capela Sergio Accioly Chueke Areia 0,05 Maceió Fonte: DNPM (2010). Adaptado pela FLORAM. O Anuário Mineral Brasileiro referente ao ano de 2009 apresenta dados relativos à produção dos minerais não metálicos no Estado de Alagoas (Quadro 5-33). Quadro Produção de minerais não metálicos no Estado de Alagoas. Classe / Substância Produção Bruta de Minério Quantidade (t) Areia Argilas comuns Argilas refratárias Calcário (Rochas) Rochas (britadas) e Cascalhos Fonte: DNPM (2010). Adaptado pela FLORAM. Sal-gema Os minerais não metálicos produzidos em maiores quantidades no Estado de Alagoas são areia, argilas, calcário, britas e sal-gema (Quadro 5-33). Os resíduos gerados no beneficiamento destes minerais nas principais empresas do mercado de mineração serão caracterizados na etapa seguinte deste Plano referente à Situação de Resíduos do Estado de Alagoas Contexto Atual A mineração no Estado de Alagoas encontra-se pouco desenvolvida, apesar que, recentemente, grandes companhias mineradoras começaram a investir em pesquisas de produção mineral no Estado, visando o aproveitamento de minerais metálicos. A principal produção mineral no Estado de Alagoas se restringe a areias, argila, britas e cascalhos e o beneficiamento destas substâncias não utiliza processos químicos, utilizando apenas os processos físicos de peneiramento, britagem, moagem, lavagem e secagem. Com isso, a caracterização gravimétrica dos rejeitos é similar a das substâncias em seu estado bruto, não gerando resíduos perigosos, como será visto no item X. Destaca-se neste cenário, a Aura Mineral sinc com a mineração Vale Verde, que irá explorar cobre entre os municípios de Craíbas e Arapiraca, sendo o principal empreendimento de mineração no Estado de Alagoas. O projeto, localizado a 15km de distância da zona urbana de Arapiraca, abrange área total de hectares com previsão inicial para exploração em Mineração Vale Verde A mineração Vale Verde é o principal empreendimento de mineração no Estado de Alagoas, onde ocorrerá exploração de cobre entre os municípios de Craíbas e Arapiraca. O Programa de Gestão de Resíduos Industriais (PGRI) elaborado em 2007 para o empreendimento em questão apresenta Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 438

439 como instrumento fundamental no gerenciamento dos resíduos o Inventário de Resíduos, sendo apresentados, no Quadro 5-34, todos os resíduos gerados nas diversas atividades e etapas da Mineração Vale Verde com respectiva classificação quanto a periculosidade conforme Norma NBR ANBT 10004/2004. Quadro 5-34 Tipo e Classificação dos resíduos gerados na mineração Vale Verde. Etapa Descrição do Resíduo Unidade de medida Classe ABNT Supressão Vegetal Madeira comercial m³ IIB Troncos e galhos não comerciais m³ IIB Bateria de celular kg I Pilhas diversas kg I Baterias diversas kg I Entulho misto kg IIB Madeira (resíduos de embalagens) kg IIB Sucata de ferro kg IIB Sucatas metálicas com resíduos de tintas, solventes, kg IIA fluido de freio, graxas, óleos, etc Papel branco de escritório kg IIB Sucata de papelão kg IIB Papel com mistura de cores kg IIB Revistas e jornais kg IIB Sacos vazios de cimento e bentonita kg IIB Implantação e operação do Sucata de PVC kg IIB canteiro de obras Bombonas plásticas não contaminadas kg IIB Plástico em geral não contendo resíduo perigoso kg IIB Lâmpadas fluorescentes Unidade I Lâmpadas com vapor metálico de sódio, mercúrio e iodo Unidade I Borra de tinta kg I Vernizes kg I Componentes eletroeletrônicos kg IIB Fios e cabos elétricos kg IIB EPIs diversos kg IIB Rebolo/lixa/disco de corte kg IIB Cartucho de tinta para impressora Unidade I Tonner de impressora/copiadora Unidade I Placas e pedaços de vidros transparentes kg IIB Madeira (resíduos de embalagens) kg IIB Lâmpadas fluorescentes Unidade I Embalagens diversas de alimentos kg IIB Resíduos de cozinhas, Óleos e gorduras vegetais kg IIA refeitórios e sanitários Resíduos de alimentação kg IIA Resíduos sanitários kg IIA Lâmpadas incandescentes kg IIA Resíduos de caixa de gordura kg IIA Estéril de mina t IIB Resíduos de mineração e Rejeito do beneficiamento t IIB beneficiamento de minério Lama bentonítica (sondagem) kg IIA Lodo de Estação de Tratamento de Água (ETA) kg IIA Vasilhames/bombonas contendo produtos químicos kg I e IIB Frascos e vidros de laboratórios (lavados previamente) kg IIB ou IIA Bateria de celular kg I Papel branco de escritório kg IIB Sucata de papelão kg IIB Resíduos de processos Papel com mistura de cores kg IIB industriais e administrativos Revistas e jornais kg IIB Misturas de diferentes tipos de papel e papelão kg IIB Polietileno kg IIB Filmes plásticos (PPBD) kg IIB Lâmpadas fluorescentes Unidade I Resíduo de limpeza/manutenção de áreas verdes m³ IIA Resíduos sanitários kg IIA Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 439

440 Quadro 5-34 Tipo e Classificação dos resíduos gerados na mineração Vale Verde. Etapa Descrição do Resíduo Unidade de medida Classe ABNT Lâmpadas incandescentes kg IIA Cartuchos de tinta para impressora Unidade I Tonner de impressora/copiadora Unidade I Resíduos de ambulatórios Resíduos de serviços de saúde (ambulatório médico, clínica odontológica, hospital, laboratório de análises kg I médicos e equipamentos de segurança do trabalho clínicas) EPIs diversos kg IIB EPIs contaminados com óleos e graxas kg IIA Fonte: AURA MINERALS INC (2014). Os resíduos perigosos se restringem a pilhas e baterias, lâmpadas com vapores metálicos, borras de tintas, vernizes, cartuchos para impressora e toner para copiadoras, além dos resíduos de serviços de saúde (Quadro 5-34). Observa-se que os rejeitos da mineração são considerados como resíduos não perigosos inertes, porém, na verdade, estes são resíduos perigosos, devendo ser dispostos em bacias de rejeitos devidamente impermeabilizadas (Quadro 5-34). A disposição temporária de resíduos deverá ocorrer em área dentro do projeto denominada Centro de Materiais Recicláveis (CMR) que terá espaços distintos para estocagem temporária de resíduos perigosos (Classe I) e dos resíduos Classe IIA e Classe IIB. Em relação à estrutura da CMR a estanqueidade será mantida a partir do acondicionamento adequado dos resíduos e a impermeabilização do pátio será resultante de sua estocagem em galpões fechados ou da utilização de geomembranas que impeçam qualquer contato dos resíduos com o solo e águas pluviais, além da adoção de procedimentos necessários à segurança operacional, à adequada comunicação dos riscos, ao isolamento da área e à sinalização de segurança. O Quadro 5-35 apresenta a forma de disposição temporária e destinação final indicada para os principais resíduos gerados na mineração. Quadro 5-35 Disposição final dos resíduos gerados na mineração Vale Verde. Classificação do resíduo Classe I (perigosos) Classe IIA e Classe IIB Descrição do Resíduo Disposição temporária Destinação final Pilhas e baterias alcalinas ou similares CMR Reprocessamento dos metais Baterias veiculares (chumbo) CMR Reprocessamento de chumbo Resíduos de serviços de saúde CMR Autoclave ou incineração Lâmpadas (mercúrio) CMR Reprocessamento de mercúrio Borra oleosa CMR Co-processamento Óleo lubrificante usado CMR Re-refino Borra de tinta CMR Co-processamento Vernizes CMR Co-processamento Filtro de óleo CMR Reciclagem ou Co-processamento Trapos e estopas contaminados com óleos e graxas CMR Co-processamento EPIs contaminados com óleos e graxas CMR Co-processamento Resíduo de alimentação - Compostagem ou aterro Classe IIA e IIB Papel/papelão CMR Reprocessamento Plástico CMR Reprocessamento Madeira (embalagens, formas e painéis) CMR Reprocessamento Entulho misto CMR Área de disposição de entulho Sucatas metálicas CMR Reprocessamento Fios e cabos CMR Reprocessamento Borrachas e pneus CMR Reprocessamento Filtros de ar usados CMR Aterro Classe IIA e IIB Lama bentonítica - Reprocesamento EPIs usados Segurança do Aterro Classe IIA e IIB ou Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 440

441 Quadro 5-35 Disposição final dos resíduos gerados na mineração Vale Verde. Classificação do resíduo Fonte: ACQUAPLAN (2013). Descrição do Resíduo Disposição temporária trabalho Destinação final reciclagem A criação do pátio temporário (CMR) decorre da necessidade da formação de lotes econômicos para viabilizar a destinação final adequada dos resíduos, em função da distância entre a área do projeto e os respectivos agentes reprocessadores, especialmente para os seguintes resíduos: óleo lubrificante usado, lâmpadas fluorescentes e de vapor, baterias e pilhas e borras oleosas, sendo que, a partir da efetiva quantificação destes resíduos será possível determinar o período médio de estocagem de cada um deles. Em função da complexidade dos resíduos gerados no empreendimento há que se estabelecer parcerias e contratos com os principais atores e empresas envolvidas na coleta e tratamento de todos os resíduos inclusive os especiais e perigosos de forma a garantir que a destinação efetiva dos resíduos esteja em acordo com a indicada no Quadro Assim, visando garantir a efetiva disposição final adequada dos resíduos, o PGRI prevê procedimentos para transporte externos conforme Figura 5.7. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 441

442 Figura 5.7 Procedimento para transporte de resíduos na mineração Vale Verde visando a destinação adequada dos resíduos. Fonte: AURA MINERALS INC (2014) Periculosidade dos Resíduos de mineração Conforme apresentado no Item os principais tipos de resíduos produzidos pelas atividades mineradoras, são os estéreis e os rejeitos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 442

443 Os estéreis são gerados nas atividades de extração ou lavra no decapeamento da mina, ou seja, são os materiais escavados e retirados para atingir os veios do minério. Portanto, uma vez que se constituem do solo com seus minerais associados, preexistente no local a ser explorado, estes não se caracterizam como resíduos perigosos dispensando qualquer tipo de tratamento. Assim, os estéreis são dispostos em pilhas conhecidas como pilhas de estéreis, construídas apenas de forma que garanta a sua estabilidade. (BOSCOV GIMENEZ, 2008). Os rejeitos são originados no beneficiamento dos minérios, através de adoção de processos físicos e químicos visando regularizar o tamanho dos fragmentos e aumentar a qualidade e pureza do mineral de interesse. O que definirá se um rejeito da mineração é considerado como resíduo perigoso é o processo de beneficiamento, especialmente quando utilizados substâncias químicas, como no caso dos minerais metálicos (BOSCOV GIMENEZ, 2008). Assim, é imprescindível caracterizar o rejeito de acordo com a NBR de 2004, da ABNT, ressaltando-se que os resíduos perigosos são aqueles que apresentam ao menos uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade, ou seja, são aqueles que em função de suas propriedades físico-químicas podem apresentar risco à saúde pública e ao meio ambiente. Quando caracterizados como perigosos, normalmente, os rejeitos são geralmente depositados na superfície do terreno, em barragens ou diques, devidamente impermeabilizados, para evitar que os percolados atinjam poluam o subsolo e lençol freático e que os materiais particulados causem assoreamento de cursos de água. Estas barragens são conhecidas na mineração como de barragem de rejeitos (BOSCOV GIMENEZ, 2008) Resíduos Sólidos Agrossilvopastoris Principais Geradores Os resíduos sólidos agrossilvopastoris são gerados nas atividades agrícolas, florestais e pecuária, sendo divididos neste PERS a partir da característica ou natureza orgânica e inorgânica, a seguir: Orgânicos: compreendem os resíduos de culturas perenes e temporárias; os originários de criações de animais e de abatedouros; os de atividades florestais; os decorrentes da exploração de mariscos, dentre outros. Inorgânicos: correspondem os vasilhames de agrotóxicos; as sacarias de fertilizantes e os produtos farmacêuticos com as suas embalagens, sendo que, o setor sucroalcooleiro é a maior fonte geradora deste resíduo no Estado. Como estes são passíveis de logística reversa, foram abordados no item referente a logística reversa de embalagens de agrotóxicos e fertilizantes. De acordo com MATOS (2005), a produção de resíduos orgânicos agrícola é extremamente variável e dependente da espécie cultivada, assim como das condições ambientais do sítio de cultivo. Ressalta-se ainda a quase inexistência de informações sobre a geração de resíduos na agricultura, sendo disponíveis, normalmente, a produção total anual dificultando ainda, no que tange a geração de resíduos, segregar a parcela da produção que é destinada ao consumo in natura (que pós consumo fará parte dos resíduos sólidos urbanos) e a que vai para processamento (resíduos da agroindústria). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 443

444 Contexto Atual Há ainda na Região Agreste, produção de abacaxi, sendo que, de acordo com o IBGE, são produzidos anualmente aproximadamente 500 hectares de abacaxi em Alagoas, com concentração da atividade na Microrregião de Arapiraca, nos municípios de Arapiraca, Limoeiro de Anadia e Coité do Nóia. Com a queda do valor do fumo, o cultivo do abacaxi e a olericultura passaram a ganhar força nos últimos anos na Região do Agreste alagoano, principalmente em Arapiraca, sendo importante destacar essa mudança no âmbito de uma atividade econômica que está em consonância com transformações na esfera das mudanças de comportamento da população. Com relação aos rebanhos destaca-se os bovinos com , seguidos pelos ovinos com , suínos com , caprinos com e eqüinos com Os produtos derivados do efetivo de ovinos, caprinos e bovinos (leite, derivados do leite e etc.) assim como a apicultura são provenientes, em sua maioria, da Região do Sertão Alagoano. Destaca-se ainda o alto número de aves, totalizando criação de 3.947,516 galos, frangos e pintinhos, galinhas e codornas Periculosidade dos Resíduos Conforme abordado uma parcela dos produtos de origem agrossilvopastoril é destinada ao consumo in natura, sendo caracterizada como resíduos sólidos urbanos após consumo. Há uma parcela de resíduos de folhas e palhas que fica no campo após a colheita, não se caracterizando como resíduo perigoso podendo ser utilizado muitas vezes como elemento de proteção e incorporação ao solo para um futuro ciclo de plantio. Em relação aos resíduos gerados pós processamento em agroindústrias normalmente alimentícias e em frigoríficos e abatedouros, estes muitas vezes se caracterizam como resíduos perigosos, devendo a caracterização ser realizada para cada tipologia da indústria Resíduos de Serviços de Saneamento Conforme definido no item 5.2.9, os resíduos de serviços de saneamento são os lodos de Estação de Tratamento de Água (ETA) e de Esgotos (ETE), sendo caracterizados a seguir Resíduos do Tratamento de Água Principais Geradores O lodo é gerado nas estações de tratamento de água a partir da descarga sólida dos decantadores e água de lavagem dos filtros, sendo que, o volume gerado de lodo em uma estação depende fundamentalmente de três fatores: População atendida: quanto maior a população, maior será a necessidade de água para consumo, portanto a vazão tratada será maior gerando, consequentemente, maior volume de lodo. Tecnologia de tratamento adotada: as diversas tecnologias possuem capacidades diferentes de remoção de sólidos. O tipo de agente floculante e o controle operacional da estação também influenciam na eficiência do tratamento da água e no volume de lodo gerado. Qualidade da água do manancial de abastecimento: quanto maior a carga de sólidos e impurezas presentes no corpo hídrico no qual será captada a água, maior quantidade de impurezas a removidas da água, gerando assim, maior volume de lodo. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 444

445 Portanto, destaca-se que quanto mais preservado o manancial de abastecimento e seu entorno, menos produtos químicos serão requeridos na estação e menos sólidos serão retirados da água, assim o tratamento da água será mais barato e o volume de lodo gerado será menor, resultando em posterior redução do custo de disposição e/ou tratamento do lodo. O lodo é gerado na estação de tratamento de água, possibilitando considerar, a estação ou o operador responsável pelo sistema, como o gerador de resíduos. No Estado de Alagoas existem dois principais operadores dos sistemas municipais de abastecimento de água: a Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) e os Sistemas Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs). De acordo com informações levantadas junto ao SNIS para o ano de 2013, 19 municípios possuem Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Quadro 5-36). A Companhia de Saneamento de Alagoas opera estações de tratamento de água sanitário em todas as regiões do Estado. O Quadro 5-37 apresenta as ETAs operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas com maiores vazões de tratamento em cada Unidade de Negócios, destacando-se a localização e o processo de tratamento adotado. Quadro 5-36 Principais Estações de Tratamento de Água operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas Município Nome do Prestador de Serviço Sigla Natureza Jurídica Tipo de Serviço Administração pública Arapiraca Prefeitura Municipal de Arapiraca PMA Esgoto direta Barra de Santo Antônio Boca da Mata Cajueiro Campo Alegre Prefeitura Municipal de Barra de Santo Antonio Serviço Autônomo de Água e Esgoto Serviço Autônomo de Água e Esgoto Prefeitura Municipal de Campo Alegre PMBSA Administração direta pública Água SAAE Autarquia Água SAAE Autarquia Água e Esgoto PMCA Coruripe Prefeitura Municipal de Coruripe PMC Delmiro Gouveia Jequiá da Praia Marechal Deodoro Prefeitura Municipal de Delmiro Gouveia Serviço Autônomo de Água e Esgoto Serviço Autônomo de Água e Esgoto PMDG Messias Prefeitura Municipal de Messias PMM Pão de Açúcar Penedo Pilar Santana do Mundaú São José da Laje Serviço Autônomo de Água e Esgoto Serviço Autônomo de Água e Esgoto Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto Sanitário de Pilar Prefeitura Municipal de Santana do Mundau Prefeitura Municipal de São José da Laje Administração direta Administração direta Administração direta pública pública pública Água e Esgoto Água e Esgoto Esgoto SAAE Autarquia Água SAAE Autarquia Água e Esgoto Administração direta pública Esgoto SAAE Autarquia Água SAAE Autarquia Água PMP Autarquia Água PMSM PMSJL Administração direta Administração direta pública pública São Miguel dos Campos Serviço Autônomo de Água e Esgoto Água Água e Esgoto SAAE Autarquia Água e Esgoto Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 445

446 Quadro 5-36 Principais Estações de Tratamento de Água operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas Município Nome do Prestador de Serviço Sigla Natureza Jurídica Tipo de Serviço Serviço Autônomo de Água e Teotônio Vilela Esgoto do Município de Teotônio SAAE Autarquia Água Vilela União dos Palmares Serviço Autônomo de Água e SAAE Esgoto Autarquia Água Viçosa Serviço Autônomo de Água e SAAE Esgoto Autarquia Água Quadro 5-37 Principais Estações de Tratamento de Água operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas. Unidade de Negócio CASAL Capital Agreste Serrana Sertão Município Nome da Estação Processos de Tratamento Maceió Maceió Pratagy Cardoso Convencional: coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção Convencional: coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção Vazão (m³/dia) Maceió Aviação Coagulação, filtração rápida e desinfecção Morro do Gaia em São Brás Anadia 2 ETAs (Sistema coletivo do Agreste) 1 ETA (Sistema coletivo de Anadia/Maribondo) Capela - Palmeira dos Índios e Estrela de Alagoas Delmiro Gouveia 2 ETAs (Sistema coletivo de Palmeira dos Índios/Estrela de Alagoas/Minador do Negrão) 1 ETA (Sistema Coletivo do Sertão) Convencional: floculação, desinfecção e filtração Compacta: pré-cloração, coagulação, filtração rápida e desinfecção Compacta: coagulação, filtração rápida e desinfecção Compactas: pré-cloração, coagulação, filtração rápida e desinfecção m³/h Leste Piranhas ETA Xingó ETA pressurizada Barra de São Miguel - Dupla filtração Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 446

447 Quadro 5-37 Principais Estações de Tratamento de Água operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas. Unidade de Negócio CASAL Bacia Leiteira Fonte: CASAL (2014). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Município Nome da Estação Processos de Tratamento Colônia Leopoldina Vazão (m³/dia) - Compacta Pilar - Convencional com formato caracol Rio Largo Mata do Rolo e Tabuleiro do Pinto Mata do Rolo: convencional (70 L/s) e Tabuleiro do Pinto> compacta (20L/s) Satuba - Compacta com clarificadores ascendentes Pão de Açúcar 1 ETA (Sistema Coletivo da Bacia Leiteira) Desinfecção simples Pode-se constatar que os maiores geradores de lodo no Estado, são as estações da capital e as dos sistemas coletivos do Agreste, do Sertão e da Bacia Leiteira. Considerando ainda toda as estações operadas pela CASAL tem-se a seguinte distribuição de vazões nas Unidades de Negócios da Companhia (Quadro 5-38). Quadro 5-38 Distribuição da vazão de tratamento diária nas Unidades de Negócios da CASAL. Unidade de Negócio CASAL Vazão diária de tratamento de água (m³/dia) Percentual por Região (%) Capital ,82 Fonte: CASAL (2014). Agreste ,34 Sertão ,89 Leste ,95 Serrana - - Bacia Leiteira ,00 Total De acordo com o Quadro 5-38, a Unidade de Negócio da Capital representa o percentual mais elevado da vazão diária tratada no Estado e consequentemente é gerada a maior quantidade de lodo nas estações de tratamento localizadas em Maceió. Salienta-se que como não há informações das vazões da Unidade de Negócios Serrana e que os percentuais calculados por unidades de negócio não são exatos. No entanto, pela análise do valor absoluto de vazão diária para cada unidade de negócio, nota-se que a Capital se destaca, não havendo variação expressiva entre as demais regiões Contexto Atual Conforme citado anteriormente no item 5.2.9, habitantes são atendidos com abastecimento de água, o que possibilita que habitantes estão desprovidos do abastecimento de água tratada em estações. É importante frisar que mais de habitantes do Estado residem em áreas rurais, locais desprovidos de estações de tratamento, onde outras soluções são adotadas. A maioria estações de Alagoas são do tipo convencionais ou compactas, sendo que a CASAL apontou realizar decantação da água de lavagem dos filtros, com retorno de parte da água para estação e encaminhamento dos sólidos para os rios. Registra-se ainda que em muitas localidades do Estado há abastecimento de água por poços tubulares profundos com tratamento simplificado por

448 desinfecção ou sem nenhum tratamento Periculosidade dos Resíduos O lodo gerado nas estações de tratamento de água, a partir da descarga sólida dos decantadores e água de lavagem dos filtros, basicamente é constituído por alto teor de água, sólidos orgânicos e inorgânicos, ou seja, partículas de solos, microrganismos e demais impurezas, misturados com agentes químicos floculantes, normalmente a base de ferro e alumínio. Parte da preocupação do comum lançamento de lodos de estações em rios justifica-se pela alteração da qualidade da água dos rios, bem como pelo acúmulo de lodo no sedimento dos rios, especialmente, a influência do ferro e alumínio nas comunidades aquáticas. Apesar destes metais não se enquadrarem como metais pesados, que são os mais tóxicos, há poucos estudos demonstrando a interação destes metais nos ecossistemas aquáticos, sendo que, alguns apontam que estes causaram alterações nas comunidades de macro invertebrados que se desenvolvem nos sedimentos dos rios, assim como dos peixes que se alimentam destes invertebrados.(cordeiro, 1981 apud PROSAB, 1999). O lodo de ETA é caracterizado como resíduo perigoso (Classe I), sendo que o manejo mais simples indicado para evitar o lançamento direto nos rios é a máxima retirada de água deste para envio da fração sólida restante aos sistemas de disposição no solo, preferencialmente com estrutura de drenagem e impermeabilização. Em relação as possibilidades de disposição dos lodos das ETAs, REALI (1999) apresenta o sistema de lagoas de lodos,possuindo geralmente possuem duas ou mais unidades operando em paralelo, sendo o lodo enviado continuamente para uma das lagoas até seu enchimento completo. Após isso, interrompe-se a operação da lagoa cheia e, durante o esvaziamento e retirada de lodo de uma lagoa, o fluxo de lodo da estação é encaminhado para a outra lagoa. Após o período de secagem do lodo nas lagoas deve-se realizar a remoção do lodo concentrado no fundo das unidades, para posterior destinação final adequada Resíduos do Tratamento de Esgoto Principais Geradores Os esgotos sanitários são gerados pelos munícipes após os diversos usos da água nos domicílios como: lavagem de roupas, louças, acionamento de descargas hidráulicas e chuveiros, dentre outros usos. Assim, quem gera o esgoto é a população do município, entretanto, a responsabilidade pelo tratamento dos efluentes é do operador do sistema de esgotamento sanitário, sendo que os lodos são gerados nos processos de tratamento de esgoto. Desta forma, o gerador de resíduos pode ser considerado o prestador de serviço ou ainda a estação de tratamento de esgoto que recebe a contribuição de esgoto de uma determinada população. No Estado de Alagoas, existem dois principais operadores dos sistemas municipais de esgotamento sanitário: a Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) e os Sistemas Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs). Alguns municípios contam ainda com operação dos sistemas de esgoto diretamente pelaprefeitura Municipal. Os Sistemas Autônomos de Água e Esgoto serão melhores caracterizados em relação ao esgotamento sanitário na etapa de Situação dos Resíduos, entretanto, de acordo com o Sistema Nacional de Informação em Saneamento Básico (SNIS), em 2008, as cidades de Cajueiro e São Miguel de Campos contavam com sistemas de esgotamento sanitário operados pelos Serviços Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 448

449 Autônomos, com índices de cobertura de 6,8% e 73,5%, respectivamente, sendo que, as demais sedes municipais do território estadual não contavam com sistemas de esgotamento sanitário em operação por sistemas autônomos. A Companhia de Saneamento de Alagoas opera estações de tratamento de esgoto sanitário nos municípios de Arapiraca, Batalha, Igreja Nova, Jacuípe, Maceió, Maragogi, Messias, Palmeira dos Indios, Paulo Jacinto, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, Santana do Ipanema e Taquarana, desde estações tratando efluentes de pequenos condomínios residenciais com algumas dezenas de ligações até a ETE Benedito Bentes, a maior do Estado, localizada em Maceió, com mais de ligações. O Quadro 5-39 apresenta as estações de tratamento de esgoto sanitário operadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas com os maiores números de ligações e consequentemente maiores vazões de tratamento. Sabe-se que o volume de lodo de esgoto gerado se relaciona diretamente com a vazão da estação e o tipo de tecnologia adotada para tratamento do esgoto, entre outros fatores. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 449

450 Quadro 5-39 Estações de Tratamento de Esgoto operadas pela CASAL com maiores vazões de esgoto sanitário em Alagoas. Unidade de Negócio Benedito Bentes - Maceió Jaraguá - Maceió Agreste Serrana Leste Bacia Leiteira N.I. Não Informado. Fonte: CASAL (2014). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Município Maceió Maceió Maceió Maceió Arapiraca Nome ou Localização da ETE ETE Benedito Bendes C.J. Cidade Sorriso II Loteamento Jardim Royal Jaraguá Loteamento Brisa do Lago Residencial Aroeiras e Nossa Senhora Aparecida População Atendida ou Nº de ligações lig. da bacia alta de Maceió Vazão média (L/s) Processos de Tratamento (reatores biológicos) 93,02 Lagoas Aeradas Tratamento do Lodo Frequência de Remoção Leito de Secagem a cada 20 anos lig. N.I. Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio A cada 6 meses lig. 3,66 Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio Em observação 27% da população urbana de Maceió 1.166,67 Emissário Submarino com gradeamento grosso e fino, desarenação seguido por disposição oceânica A cada 2 meses Destinação do Lodo Aterro Sanitário de Maceió ETE Benedito Bentes ETE Benedito Bentes Aterro Sanitário de Maceió lig N.I. Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio Ainda não realizada N.I lig. N.I. Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio Ainda não realizada N.I. Taquarana hab* 4,44 01 Reator UASB N.I. Lixão Municipal Palmeira dos Índios ETE Edval Gaia 451 casas 3,94 Sistema de Lodos Ativados Quinzenal Lixão Municipal ETE J. Duarte 406 casas 4,23 Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio Em observação* Lixão Municipal Paulo Jacinto ETE Santa Inês 442 casas 2,45 Sistema fossa séptica seguida por filtro anaeróbio Em observação* Lixão Municipal Maragogi lig. 41,67 Lagoa Anaeróbia seguida por Lagoa Facultativa Remoção a cada 10 anos Lixão Municipal Messias ETE Messias lig. 36,75 Lagoa Anaeróbia seguida por Lagoa Facultativa Remoção a cada 10 anos Lixão Municipal Batalha lig N.I. 04 reatores UASB seguidos por 02 lagoas facultativas 04 leitos de secagem Lixão Municipal ERSÃO PARA CONSULTA

451 Pelo Quadro 5-39, percebe-se três estações de tratamento contribuindo com maiores vazões de esgoto sanitário e maiores números de ligações: 1. ETE Benedito Bentes, com vazão de 93,02 l/s e ligações. 2. ETE Maragogi, com vazão de 41,67 l/s e ligações. 3. ETE Messias, com 36,75 l/s e ligações. Ressalta-se que as três estações operam com a tecnologia de lagoas de estabilização, sistema que apresenta alta capacidade de armazenamento de lodo possibilitando descartes entre longos períodos, o que dispensa tratamento diário do lodo. Entretanto, ressalta-se que o grande sistema coletor de esgoto do Estado é o da Unidade de Negócio da CASAL, Jaraguá-Maceió, com emissário submarino atendendo a 27% da população urbana de Maceió, com vazão de 1.167,67 l/s, cerca de 12,5 vezes a vazão da maior estação de tratamento do Estado, ETE Benedito Bentes. A unidade conta com gradeamento grosso e fino, seguida por desarenação e disposição oceânica, portanto, apesar da vazão elevada bem como a carga de sólidos orgânicos, o esgoto é lançado no oceano sem tratamento, fazendo com que o emissário não seja considerado um contribuinte de lodo de esgoto neste PERS. Desta forma, os três maiores contribuintes na geração de lodo de esgoto no Estado são, respectivamente, as ETEs Benedito Bentes, Maragogi e Messias, destacando-se a necessidade de remoção dos lodos de cada uma, conforme Quadro Quadro 5-40 Estações de Tratamento de Esgoto com maior geração de lodo e previsão de remoção destes. Estação Início da Operação (ano) Tempo de Remoção do Lodo (anos) Ano previsto para remoção Benedito Bentes Maragogi Messias Fonte: CASAL, Percebe-se, pelo tempo de remoção do lodo, a vantagem dos sistemas de lagoas de estabilização de esgoto sanitário, sendo mínimo de 10 anos para as ETEs Maragogi e Messias e, de 20 anos para a ETE Benedito Bentes. Ressalta-se a importância da retirada a fim de assegurar a eficiência do processo de tratamento. No Brasil há registros de muitas lagoas de estabilização com mais de 20 anos de operação sem ocorrência de nenhuma retirada de lodo prejudicando a eficiência do tratamento de esgoto e enviando carga de sólidos diretamente para os corpos hídricos receptores de esgoto Contexto Atual Conforme abordado no item 5.2.9, o quadro atual do esgotamento sanitário em Alagoas é crítico uma vez que apenas 9,6% dos domicílios do Estado são atendidos pela rede de coleta e transporte de esgotos atendendo a 42 municípios. O tratamento adequado do esgoto ocorre apenas em 17 dos 102 municípios do Estado, sendo que, em 31 municípios há existência de fossas sépticas e, em 26, ainda existem as fossas rudimentares, demonstrando assim, a necessidade urgente de construção e ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário no Estado (IBGE, 2010). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 451

452 Em relação ao lodo de esgoto, conforme mencionado, as três maiores estações de tratamento do Estado, ETEs Benedito Bentes, Maragogi e Messias já possuem grandes quantidades de lodos acumulado necessitando a remoção destes, entretanto, algumas estações de menor porte operadas pela CASAL, iniciaram o recebimento de esgoto de conjuntos residenciais, após 2012, portanto ainda não possuem quantidade de lodos suficiente que necessite remoção destes. Outro problema ocorrente no Estado é o lançamento do esgoto com sua carga de resíduos sólidos (lodos) em algumas cidades litorâneas diretamente no litoral e oceano, seja por emissário submarino, seja por lançamento de esgoto clandestino na rede de águas pluviais. Há que se considerar também que como a maioria dos domicílios de Alagoas não estão ligados na rede de esgoto, lançam os dejetos diretamente em fossas sépticas, sendo que, o lodo está armazenado nestas unidades e após remoção por caminhão fossa, necessita ser tratado e disposto adequadamente, portanto, há que se verificar a gestão dos lodos de fossas sépticas Periculosidade dos Resíduos O lodo gerado nas estações de tratamento de esgoto basicamente é constituído por alto teor de água e sólidos, constituídos por microrganismos e matéria orgânica composta, predominantemente por elementos como carbono, nitrogênio e fósforo. De acordo com GONÇALVES (1999), o lodo de esgoto ainda pode conter metais pesados como cobre, zinco, mercúrio, cádmio, cromo, níquel e chumbo, dependendo da ocorrência de lançamento de efluente industrial na rede coletora de esgoto sanitário. Estes elementos representam um grupo de poluentes que requer uma atenção especial, pois não são biologicamente degradados, sendo que, em baixas concentrações os metais são fontes de nutrientes para as plantas, porém, quando em altas concentrações podem ser nocivos não só às plantas, como também ao homem e aos animais. Entretanto, independente da concentração de metais pesados, o que caracteriza o lodo de esgoto como resíduo perigoso (Classe I) são os microrganismos patogênicos (causadores de doenças), além da presença de coliformes termotolerantes vulgarmente referidos como coliformes fecais. Frequentemente são encontrados nestes, bactérias do gênero Sallmonella e ovos de helmintos. Portanto, o lodo de esgoto não pode ser lançado diretamente no meio ambiente sem tratamento prévio que elimine ou reduza as características de patogenicidade do mesmo (Quadro 5-41). Quadro Etapas de tratamento do lodo de esgoto. Processo Função Equipamentos - Produtos Utilizados Desidratação Retirada de água do lodo Centrífugas, prensas, lagoas de lodo e leitos de secagem Higienização Fonte: GONÇALVES (1999). Eliminar ou reduzir os microrganismos patogênicos Calagem, pasteurização e compostagem Em relação à desidratação do lodo de esgoto, destaca-se como solução caracterizada por simplicidade e baixo custo operacional, os leitos de secagem, normalmente construídos em estações que atendem a população de municípios pequenos, presentes em algumas ETEs operadas pela CASAL em Alagoas. De forma simplificada, o leito de secagem é utilizado para separar a água dos sólidos presentes no lodo já que este possui elevados teores de umidade. O projeto destas unidades é regulamentado pela Norma NB 570/1990 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), constituídos por um tanque com dispositivos e estruturas drenantes no fundo, possibilitando a passagem da água e retenção dos sólidos presentes no lodo (GONÇALVES, 1999). Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 452

453 Na higienização do lodo destaca-se a calagem, que é a aplicação de cal no lodo, sendo que, quando aplicado cal virgem, a eliminação dos patógenos ocorre, tanto pelo aumento do PH do lodo, quanto pelo aumento da temperatura do mesmo. Destaca-se ainda que este processo ainda ajuda na estabilização do lodo de esgoto, importante para o aproveitamento agrícola do mesmo (GONÇALVES, 1999). A estabilização do lodo também ajuda na redução de patógenos, no entanto, sua principal função é a redução da fração orgânica do lodo, tornando-o menos suscetível a putrefação e reduzindo a liberação de gases e, consequentemente, odores ofensivos. (CASSINI, 2003) Os processos mais comuns de estabilização do lodo são a digestão aeróbia e anaeróbia, sendo que, depois de estabilizado, o lodo constitui o biossólido, cujas características se assemelham às dos estercos bovinos, amplamente empregados na agricultura. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 453

454 6. FLUXO DE RESÍDUOS O fluxo de resíduos ocorre quando há transporte de resíduos sólidos para a indústria de reaproveitamento e reciclagem em outro município ou Estado. Estes fluxos geralmente são aplicados àqueles resíduos regulamentados por legislação específica de logística reversa (pilhas, baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes, outros) e os resíduos recicláveis que, depois de coletados, são transportados para reprocessamento em empresas de reciclagem. Na maioria dos municípios alagoanos há atuação de catadores trabalhando informalmente na separação e venda de materiais para os sucateiros e atravessadores, que normalmente levam estes materiais para Maceió e para outros Estados. O Quadro 6-1 apresenta o fluxo de resíduos recicláveis gerados nos municípios alagoanos, de acordo com o questionário preenchido pelos gestores municipais de 64 municípios de Alagoas. Quadro 6-1 Rota comercial de resíduos recicláveis para a cidade de Maceió. Município: Água Branca Arapiraca Barra de Santo Antônio Barra de São Miguel Belém Boca da Mata Cacimbinhas Cajueiro Campestre Campo Alegre Canapi Coité do Noia Coruripe Craíbas Delmiro Gouveia Dois Riachos Estrela de Alagoas Feira Grande Girau do Ponciano Ibateguara Igreja Nova Inhapi Jaramataia Jequiá da Praia Jundiá Junqueiro Destino dos resíduos recicláveis coletados Delmiro Gouveia (AL) e Paulo Afonso (BA) Aracajú (SE), Maceió (AL) Recife (PE) e Salvador (BA) Maceió (AL) N.I. Lixão municipal N.A. Lixão municipal Lixão municipal Lixão municipal Arapiraca (AL) N.I. N.I. Coruripe (empresário) Arapiraca (AL) Paulo Afonso (BA) Lixão municipal Palmeira dos Índios (AL) Lixão municipal Arapiraca (AL) Lixão municipal Arapiraca (AL) Paulo Afonso (BA) Lixão municipal Maceió (Al) Lixão municipal Metais: Gerdau em Recife (PE) Plástico: Mercomplás em Arapiraca (AL) Lagoa da Canoa Maceió Arapiraca e Maceió (AL) N.I. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 454

455 Quadro 6-1 Rota comercial de resíduos recicláveis para a cidade de Maceió. N.I. Não Informado. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto Município: Major Isidoro Mar Vermelho Maragogi Maravilha Maribondo Messias Monteirópolis Murici Novo Lino Olho D'Água das Flores Olivença Ouro Branco Palestina Palmeira dos Índios Pão de Açúcar Pariconha Paulo Jacinto Penedo Piaçabuçu Pilar Piranhas Porto Calvo Rio Largo Santa Luzia do Norte Santana do Ipanema Santana do Mundaú São Brás São José da Laje São José da Tapera São Miguel dos Campos São Sebastião Satuba Senador Rui Palmeira Teotônio Vilela Traipu União dos Palmares Fonte: Questionário PERS (2014). Destino dos resíduos recicláveis coletados Arapiraca (AL) Arapiraca (AL) Maceió (AL) e Recife (PE) Arapiraca e Santana do Ipanema (AL) N.I. Pernambuco (PE) Lixão municipal N.I. N.I. Lixão municipal Santana do Ipanema (AL) Santana do Ipanema (AL) Arapiraca e Santana do Ipanema (AL) N.I. N.I. Paulo Afonso (BA) Arapiraca e Maceió (AL) Aracajú (SE), Maceió (AL) Recife (PE) e Salvador (BA) Arapiraca (AL) Maceió (AL) Canindé do São Francisco (SE) Lixão municipal N.I. Lixão municipal N.I. Maceió (AL) N.I. N.I. N.I. Maceió (AL) N.I. Maceió (AL) Lixão municipal Empresa de Reciclagem no Município N.I. Maceió (AL) Percebe-se que, em sua maioria, os resíduos têm como principais destinos, dentro do Estado, as cidades de Arapiraca e Maceió e, em outros Estados, as cidades de Paulo Afonso e Recife. A cidade de Paulo Afonso localizada na Bahia, recebe os resíduos provenientes dos municípios do Sertão

456 Alagoano, enquanto a cidade Recife, capita pernambucana, recebe os resíduos oriundos de Arapiraca, Junqueiro, Maragogi e Penedo. Uma parcela dos resíduos recicláveis gerados nos municípios de Arapiraca e Penedo, também são enviados a Aracaju e Salvador, além de Maceió e Recife. Dentro da Região Agreste há uma tendência do fluxo dos resíduos recicláveis serem enviados para Arapiraca uma vez que esta é a principal cidade da Região, com maior estrutura para receber estas demandas. Dentre os resíduos gerados nos municípios da Região, apenas os originados em Estrela de Alagoas não são destinados para Arapiraca, indo para Palmeira dos Índios, também localizada no Agreste. Ressalta-se que, além de receber o aporte de resíduos do Agreste, Arapiraca é um ponto de envio de resíduos para Maceió e outros Estados. Na Região da Bacia Leiteira há uma tendência dos municípios enviarem os resíduos para Santana do Ipanema e Arapiraca. Os resíduos sólidos gerados em Maragogi, único município do Litoral Norte em que o fluxo dos resíduos foi informado no questionário, são destinados para Maceió e Recife, ressaltando-se a localização geográfica estratégica de Maragogi entre ascapitais Alagoana e Pernambucana, facilitando a distribuição do fluxo nos dois Estados. Na Região Metropolitana há uma tendência dos resíduos irem para Maceió, capital do Estado e cidade com maior estrutura para recebimento de resíduos e ponto de partida de envio de resíduos para outros Estados. Os resíduos recicláveis gerados no município de Messias são encaminhados para o Estado de Pernambuco. Os resíduos dos municípios do Sertão Alagoano tendem a ir para Paulo Afonso, na Bahia, conforme já descrito. Entretanto, os resíduos recicláveis gerados no município de Piranhas são destinados para Canindé do São Francisco, em Sergipe. Em relação aos resíduos sólidos gerados nos municípios da Região Sul e da Zona da Mata, há uma tendência de serem enviados para as maiores cidades alagoanas, Arapiraca e Maceió. Percebe-se ainda que a cidade de Maceió recebe os resíduos de diversos municípios do Estado, inclusive uma parcela dos resíduos recicláveis de Arapiraca. Entretanto, pelo Quadro 6-1, não foi informado o fluxo de resíduos da capital Alagoana, sendo fundamental conhecer, não apenas este fluxo, mas também a capacidade industrial e estrutura logística-organizacional do mercado de reciclagem da cidade para recebimento e envio deste aporte de resíduos para outros Estados, além do reprocessamento destes resíduos para abastecer o mercado interno de Alagoas. Portanto, com objetivo de avaliar a cadeia produtiva da reciclagem no município de Maceió, MELO (2011) realizoucaracterização detalhada do mercado de recicláveis da capital visando conhecer, dentre outros aspectos, as rotas de comercialização destes resíduos em Maceió, utilizando metodologia de visitas e entrevistas junto a 33 catadores, 06 cooperativas e associações, 18 sucateiros, 12 atravessadores e 03 indústrias abrangendo 30 (trinta) bairros da capital alagoana. O Quadro 6-2 apresenta as rotas identificadas para comercialização dos materiais recicláveis de Maceió. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 456

457 Quadro 6-2 Rota comercial de resíduos recicláveis para o Município de Maceió Tipo de Reciclável Origem Destino Alumínio Maceió Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) Ferro Maceió Recife (PE) e Vitória (ES) Aço Maceió São Paulo (SP) Aparas Maceió Aracajú (SE) e Vitória (ES) Bronze Maceió São Paulo (SP) Baterias Maceió Juiz de Fora (MG) e São Paulo (SP) Papel Jornal Maceió Recife (PE) Plástico Fino Maceió São Paulo (SP), Recife (PE) e João Pessoa (PB) PET Maceió Recife (PE) e João Pessoa (PB) PVC Maceió Teresina (PI) e Fortaleza (CE) Papelão Maceió Recife (PE), Salvador (BA) e Goiana (GO) Plástico Grosso Maceió e Arapiraca São Paulo (SP), Recife (PE) e Campina Grande (PB) Vidro Maceió Caruaru e Recife Litro Maceió Vitória de Santo Antão (PE) e Recife (PE) Cobre Maceió São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Fonte: MELO (2011). Pode-se observar, a partir da avaliação destes dados que a maior parte dos recicláveis são encaminhados para o Estado de São Paulo, predominando o envio para as regiões Sudeste e Nordeste do País, excetuando-se o papelão que também vai para o Goiás. MELO (2011) ainda apresenta alguns aspectos comerciais e da indústria da reciclagem para alguns destes materiais que facilitam entender a estrutura da cidade, bem como estes fluxos de resíduos na capital e no Estado: Alumínio: um grande atravessador de São Paulo instalou uma filial em Maceió, para facilitar a negociação e comercialização do material. Ferro: o material comercializado na cidade é encaminhado basicamente para Recife (PE), para empresa Gerdau. Baterias: parte do material comercializado na cidade é encaminhado para o depósito em Maceió, da Bateria Ajax, que encaminha para fábrica em São Paulo (SP). Litro: o material comercializado na cidade é encaminhado para Vitória de Santo Antão (PE), para fábrica da Pitú em Recife (PE) e, para fábrica da Caninha 51 (PE). Plástico fino e groso grosso: parte do material comercializado na cidade é utilizado uma parte nas indústrias de produtos plásticos em Maceió (AL) Portanto o plástico é o único material utilizado pela indústria local, com aproveitamento apenas dos plásticos finos e grossos (também conhecidos como cacarecos finos e grossos). Ressalta-se ainda que as indústrias informam que utilizam poucos materiais provenientes da cadeia produtiva de reciclagem local, pela quantidade disponível no mercado, pela qualidade dos produtos fornecidos pelos membros da cadeia e pelo preço acima do preço de mercado de outras localidades. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 457

458 Assim, pelo estudo da rota de comercialização dos resíduos da cadeia produtiva de reciclagem em Maceió, 90% destes são encaminhados para outros Estados, sendo utilizadas no mercado local apenas algumas composições de plásticos. Estas indústrias recebem os polímeros em forma de grão (pellets), sendo o processo de granulação realizado em Maceió, apenas por atravessadores, quando os mesmos possuem equipamentos para pelletização (MELO, 2011). Logo, pode-se extrapolar as informações da rota dos recicláveis existente para Maceió como principal representante para todo Estado, uma vez que apesar de receber maior parte do aporte de resíduos, não tem capacidade para processar todos, exportando para outros Estados boa parte dos resíduos recicláveis. Além dos recicláveis e os resíduos de logística reversa, há também os resíduos perigosos que, conforme determinado em legislação específica, necessitam de tratamento e destinação adequados, sendo que, o fluxo de resíduos de serviços de saúde é abordado no item 6.3, sendo que, em 2013, a planta de tratamento por incineração da SERQUIP, localizada em Maceió, recebeu resíduos de 62 municípios do Estado. Encontra-se em tramitação no Congresso Nacional um Projeto de Lei 4.337/2012 que visa proibir a transferência de resíduos sólidos de um Estado para outro embasada na justificativa que o despache de grande quantidade de resíduos para outros Estados gera desconforto e risco para a população residente no local de destino ou recepção destes. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 458

459 7. CONCLUSÃO A variação do desenvolvimento socioeconômico entre os municípios alagoanos é ampla, mas segue uma realidade da Região Nordeste do Brasil com maior concentração de empregos e renda na Região metropolitana e de influência da capital, Maceió e em cidades de médio porte como Arapiraca. É justamente nestas regiões onde ocorreu maior crescimento populacional nas últimas décadas, caracterizando o êxodo rural no Estado da população em busca de melhores condições de vida e emprego na capital. Há maior desenvolvimento da indústria no Estado no segmento químico polimérico na Região Metropolitana, em função da fabricação de PVC e da indústria sucroalcooleira, se desenvolvendo predominantemente na faixa compreendida entre o Litoral Sul e o Litoral Norte compreendendo também Região Metropolitana e Zona da Mata. Nota-se ainda desenvolvimento de segmentos específicos de indústrias nos municípios de Atalaia, Coruripe, Delmiro Gouveia, Murici, Palmeira dos Índios, Pilar, Rio Largo, São Miguel dos Campos e União dos Palmares. O desenvolvimento do setor de turismo no Estado tem apresentado impacto positivo na economia de Alagoas nos últimos dez anos, Entretanto, apesar das condições climáticas mais severas na Região de clima semiárido de Alagoas, registra-se também a contribuição para o desenvolvimento turístico do Estado, especialmente turismo voltado a visitação no Rio São Francisco. A respeito do de desenvolvimento ambiental, apesar de existir alguma estrutura com presença de Unidades de Conservação (UCs) e Comitês de Bacias Hidrográficas, há que se verificar a efetiva atuação destes comitês uma vez que exercem papel fundamental visando assegurar a qualidade ambiental do Estado. Sobre o quadro ambiental relacionado às condições de saneamento básico nota-se baixo desenvolvimento no Estado, uma vez que poucos municípios possuem esgotamento sanitário e que apenas em Maceió há destinação adequada de resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário, com destinação inadequada nos demais municípios de Alagoas em lixões causando diversos impactos ambientais. Sobre os resíduos sólidos urbanos destaca-se a gestão com foco na realização da coleta e afastamento dos resíduos das áreas urbanas, porém com disposição inadequada em praticamente todo o Estado, exceto em Maceió. Percebe-se também o baixo desenvolvimento da cadeia de reciclagem em Alagoas, com baixo registro da coleta seletiva instituída e funcionando efetivamente. A atuação dos catadores de matérias recicláveis ainda é predominantemente informal, com a maioria trabalhando nas ruas e nos lixões sem vínculos com associações e cooperativas de reciclagem. Assim, há poucas associações e cooperativas devidamente instituídas e trabalhando no Estado. Há desconhecimento na maioria dos municípios da composição gravimétrica dos resíduos, informação básica para uma gestão adequada dos mesmos. Esta ausência de caracterização ocorre não apenas para resíduos sólidos urbanos, também para resíduos de construção civil e de serviços de saúde. Para os resíduos de construção civil que são gerados em grandes quantidades, especialmente nas cidades polo de cada Região em função da expansão do setor imobiliário, apesar de ocorrer aproveitamento parcial destes, ainda são encontradas áreas de bota-fora, principalmente nos municípios com maior desenvolvimento do mercado imobiliário. Em municípios menores há aproveitamento destes resíduos em composição de estradas vicinais nos municípios. Ressalta-se que não há nenhum aterro de reservação temporária deste material no Estado e que apenas em Maceió Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 459

460 ocorre trituração destes resíduos para um aproveitamento mais racional. Em relação aos resíduos de serviços de saúde há apenas duas empresas no Estado especializadas em coleta e tratamento por incineração e autoclavagem dos resíduos, entretanto, em 2013, 60 municípios não foram atendidos por estas empresas, ficando subentendido que estes resíduos foram destinados sem o tratamento previsto por lei. Sobre o tratamento dos resíduos industriais perigosos há apenas um incinerador e aterro para destinação, localizados em Marechal Deodoro, de propriedade da Braskem. Está em construção uma Central de Tratamento de Resíduos, no município de Pilar que contará com um incinerador para tratamento de resíduos perigosos e um aterro de resíduos perigosos. Ressalta-se a importância da verificação da gestão dos resíduos perigosos gerados nos diversos polos industriais no Estado, uma vez que há empresas especializadas em transporte de resíduos em Alagoas. A estrutura existente para a gestão dos resíduos de logística reversa é mínima, com poucas iniciativas bastantes recentes principalmente em Maceió e Região Metropolitana. Assim há na capital o surgimento recente do Programa Jogue Limpo, para recolhimento das embalagens de óleos lubrificantes, uma empresa realizando a coleta e descaracterização de resíduos eletroeletrônicos e uma empresa realizando a coleta e gerenciamento de lâmpadas fluorescentes. Há ainda no Estado um ponto para recolhimento de vasilhames de embalagens de agrotóxicos, em Marechal Deodoro, alguns pontos para recolhimento de pneus inservíveis, basicamente em Maceió e Arapiraca e de poucos locais para recolhimento de pilhas e baterias, como na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Neste sentido, ressalta-se a importância do Plano Estadual de Resíduos Sólidos e dos Planos Intermunicipais como instrumentos que não apenas realizam um panorama da situação dos resíduos no Estado de Alagoas, mas também apontam as diretrizes para o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Alagoas Caracterização Socioeconômica e Ambiental do Estado Produto 4 460

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