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1 janeiro de 2014 informa Infraestrutura Extra Em 24 de junho de 2011, foi promulgada a Lei nº ( Lei ), que criou as chamadas Debêntures de Infraestrutura, estabelecendo os requisitos mínimos para a sua emissão e o seu tratamento fiscal favorável. Esta lei foi regulamentada pelo Decreto nº 7.603/11, o qual determina que cada Ministério deveria editar norma especificando as condições para aprovação e acompanhamento dos projetos. No caso do Saneamento Básico, o Ministério das Cidades editou a Portaria nº 481 em A Lei /11 foi posteriormente alterada e passou a permitir, além das Debêntures de Infraestrutura, a utilização de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios e Certificados de Recebíveis Imobiliários como instrumentos de financiamento para projetos de investimento nos setores de infraestrutura. Em 21 de janeiro de 2014, compatibilizando o seu regulamento à legislação alterada, o Ministério das Cidades editou a Portaria nº 18, revogando a Portaria nº 481, ficando assim permitida a utilização de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios e Certificados de Recebíveis Imobiliários com os incentivos fiscais previstos na Lei , além de trazer outras mudanças. Este avanço busca atender aos anseios das companhias do setor e expandir as possibilidades de financiamento disponíveis, uma vez que é estimado um investimento de pelo menos R$ 300 bilhões para atingir a universalização dos serviços no setor de Saneamento nos próximos 10 anos. Para verificação das principais alterações trazidas pela Portaria nº 18 segue tabela comparativa entre as Portarias do Ministério das Cidades: O Boletim Informa Infraestrutura apresenta periodicamente um resumo das principais alterações legislativas e das decisões judiciais e administrativas aplicáveis a projetos de infraestrutura no Brasil. Destinase aos clientes e integrantes do Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados. Este Boletimnão tem por objetivo prover aconselhamento legal sobre as matérias aqui tratadas e não deve ser interpretado como tal. São Paulo: Luis Antonio Semeghini de Souza [email protected] Ronald Herscovici [email protected] Joaquim José Aceturi Oliveira [email protected] Alexandre Barreto [email protected] Roberto Mario Amaral Lima Neto [email protected] Karin Yamauti Hatanaka [email protected] Tiago Bonatti Peres [email protected] Fernando de Melo Gomes [email protected] Rio de Janeiro: Maurício Teixeira dos Santos [email protected] Rafael Baptista Baleroni [email protected] 1

2 Quem pode enquadrar projetos? Pessoas jurídicas de Direito Privado, sob a forma de SPE. Concessionárias, titulares de serviços de saneamento básico, sob forma de Sociedade por Ações. Quais instrumentos de financiamento podem ser utilizados? Debêntures de Infraestrutura (Lei nº ). Debêntures de Infraestrutura, Fundo de Investimento em Direitos Creditórios FIDC e Certificado de Recebíveis Imobiliários CRI. Os Projetos devem obedecer quais regulamentações do setor? Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico e a Política Federal de Saneamento Básico. Sem alteração. Conceito de manejo de resíduos sólidos Abrange a coleta, o transporte, transbordo, tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas. Passa a incluir sua disposição final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos, dos serviços de limpeza pública, de estabelecimentos de saúde, de resíduos da construção civil e de rejeitos, assim como a reutilização, reciclagem e seu reaproveitamento energético. Requisitos adicionais para Projetos na área de esgotamento Sanitário Sistema proposto deverá prever a coleta e o tratamento dos esgotos antes do seu lançamento no corpo hídrico receptor. Requisitos adicionais para projetos de manejo de resíduos sólidos envolvendo recuperação energética Deverão ter sua viabilidade econômica comprovada pela concessionária. 2

3 Requisitos adicionais para Projetos na área de manejo de águas pluviais Passa a incluir o transporte a detenção ou a retenção de águas pluviais para amortecimento de vazões de cheias em áreas urbana, além do tratamento e disposição final das águas pluviais. Projetos de manejo de águas pluviais e reassentamento de famílias Devem contemplar a implantação e os serviços de engenharia poderão prever ações para o reassentamento de famílias, cuja remoção das moradias seja indispensável para a implantação do respectivo projeto. Projetos de investimento na área de Saneamento Integrado Passase a admitir projetos de investimento na área de Saneamento Integrado, que contém ações integradas e simultâneas nas diferentes áreas do Saneamento Básico, de pelo menos duas modalidades, sendo uma delas necessariamente o abastecimento de água ou de esgotamento sanitário, que deverão compor no mínimo 65% do valor do investimento. Destinação dos recursos captados Podem ser alocados no pagamento futuro ou reembolso de gastos que tenham ocorrido em prazo igual ou inferior a 24 (vinte e quatro) meses e relacionados aos respectivos projetos não sendo aceitas as despesas relacionadas ao pagamento de outorga. 3

4 Cadastramento dos Projetos de Investimento O cadastramento das propostas de projetos de investimento deve ser realizado via preenchimento dos modelos constantes nos anexos II a VI da Portaria. O cadastramento das propostas de projetos de investimento deve ser realizado via preenchimento de formulário eletrônico no endereço gov.br/saneamento/ incentivosfiscais. Documentos técnicos a serem encaminhados à Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental SNSA O interessado deve preencher a Carta Consulta, disponível no site do Ministério das Cidades e encaminhar a SNSA os documentos necessários à comprovação das informações ali declaradas, bem como a seguinte documentação: (i) inscrição, no registro do comércio, do ato constitutivo da SPE; (ii) indicação do número de inscrição da SPE no CNPJ; (iii) relação das pessoas jurídicas que integram a SPE com seus respectivos CNPJs; (iv) certidão conjunta negativa de débitos relativos a tributos federais e à Dívida Ativa da União; (v) comprovação de regularidade fiscal relativa a créditos tributários e não tributários para o setor de saneamento; (vi) instrumento que rege a relação contratual entre a SPE e os titulares dos serviços de saneamento. O interessado deve preencher a Carta Consulta (disponível em www. cidades.gov.br/saneamento/ incentivosfiscais), e encaminhar a SNSA os documentos necessários à comprovação das informações ali declaradas, bem como a seguinte documentação: (i) inscrição, no registro do comércio, do ato constitutivo da concessionária; (ii) indicação do número de inscrição da concessionária no CNPJ; (iii) relação das pessoas jurídicas que integram a concessionária com seus respectivos CNPJs; (iv) certidão conjunta negativa de débitos relativos a tributos federais e à Dívida Ativa da União; (v) comprovação de regularidade fiscal relativa a créditos tributários e não tributários para o setor de saneamento; (vi) instrumento legal que rege a relação contratual entre a concessionária e os titulares dos serviços de saneamento. 4

5 Projetos de investimento que beneficiem mais de um Município Concessionária deverá detalhar, na Carta Consulta e na documentação técnica, a lista dos Municípios beneficiados e as intervenções previstas para cada um deles. Enquadramento dos Projetos de Investimento Realizado pela SNSA, que poderá solicitar à SPE um resumo executivo da proposta do projeto de investimento. Realizado pela SNSA, que poderá solicitar à concessionária, titular do projeto, um resumo executivo da proposta do projeto de investimento. Projetos de Investimento aprovados pela SNSA Projetos aprovados e não aprovados pela SNSA são encaminhados à Secretaria Executiva do Ministério das Cidades. Somente Projetos aprovados pela SNSA são encaminhados à Secretaria Executiva do Ministério das Cidades. Apreciação da SPOA Após apreciação da SPOA, esta submete o pleito à Consultoria Jurídica para sua análise e manifestação. Obrigações posteriores à captação dos recursos Encaminhar anualmente ao Ministério das Cidades e ao Ministério da Fazenda, quadro de acompanhamento do projeto, conforme Anexo VII da Portaria. Encaminhar anualmente ao Ministério das Cidades e ao Ministério da Fazenda, quadro de acompanhamento do projeto, mediante preenchimento de formulário específico no endereço: www. cidades.gov.br/saneamento. 5

6 Prazo de prioridade para a emissão Um ano, devendo a Concessionária que não realizar a emissão das debêntures ou do CRI, ou a instituição do FIDC, neste prazo, informar à SNSA, via comunicação formal. SÃO PAULO RIO DE JANEIRO BELO HORIZONTE BRASÍLIA SALVADOR 6

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