CONSULTA Nº /2012

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CONSULTA Nº 91.404/2012"

Transcrição

1 1 CONSULTA Nº /2012 Assunto: Dificuldades com internações de pacientes dependentes químicos, encaminhados por ordem judicial Relator: Conselheiro Mauro Gomes Aranha de Lima. Ementa: Hospital psiquiátrico. Dependentes químicos. Internações por ordem judicial. Condutas éticas adequadas. Tratam-se de questões bastante complexas e exigem amplo debate para que sejam adequadamente respondidas, buscando sempre o melhor atendimento do paciente, não importando sua origem, sem quaisquer discriminações e sempre preservando o sigilo médico. Os consulentes Drs. J.M.B. e P.R.F.N., Mdico Spervisor e Diretor Clínico de determinado hospital psiquiátrico, solicitam parecer do CREMESP quanto a inúmeras dificuldades com internações de pacientes dependentes químicos, encaminhados por ordem judicial. Neste sentido, a fim de uniformizar e legalizar a conduta destas internações, apresentam os seguintes questionamentos: 1. Qual o procedimento adequado a ser tomado pelo hospital quando recebermos uma internação por ordem judicial? devida guia de AIH, como proceder? 2. Se tal paciente vier desacompanhado e sem a 3. No caso de o paciente ser internado, estar melhorando e com alta médica, é de praxe que os Juizes mandam que não o liberemos de alta sem a devida ordem judicial; como proceder? 4. Qual a responsabilidade do hospital em abrigar réus presos, com alta periculosidade, sendo nosso hospital um serviço aberto, com possibilidade de fuga do paciente? 5. Se caso um desses internos vier a cometer danos materiais ou danos físicos a outros pacientes e/ou funcionários do hospital, como proceder?

2 2 6. Se um destes pacientes fugir, qual o procedimento correto a adotar desde o momento da fuga? É necessário registrar boletim de ocorrência na Delegacia local e qual o tempo necessário devemos aguardar? 7. Se no caso o paciente que fugiu, retornar ao hospital por sua vontade, ou trazido por terceiros, antes de terem sido tomadas quaisquer providências, como proceder? 8. Se no mesmo caso, o paciente que fugiu retorna, mas já foi dada alta administrativa, como proceder? 9. Se um destes pacientes for pego com drogas no hospital, quais as providências imediatas e tardias a serem tomadas? 10. Podemos permitir que a Polícia Militar adentre o hospital e reviste pacientes e familiares? PARECER Após análise dos presentes autos, e nos termos da manifestação proferida pelo Departamento Jurídico deste Regional, temos a esclarecer que: Quanto à pergunta 1. Qual o procedimento adequado a ser tomado pelo Hospital quando recebermos uma internação por ordem judicial? Resposta: Acatar a ordem judicial. Caso a equipe terapêutica multiprofissional entenda não haver critérios clínicos que justifiquem a internação, mesmo assim, acatar a ordem judicial e pedir ao Departamento Jurídico do hospital mediar contato entre os Diretores Técnico e Clínico junto ao Juiz, no sentido de apontar e esclarecer-lhe a não pertinência da internação, com visitas a convencê-lo. Quanto à pergunta 2. Se tal paciente vier desacompanhado e sem a devida guia de AIH, como proceder? Resposta: Acatar a ordem judicial. Providenciar a AIH e contato com familiar responsável.

3 3 Quanto à pergunta 3. No caso de o paciente ser internado, estar melhorando e com alta médica, é de praxe que os Juizes mandem que não o liberemos de alta sem a devida ordem judicial; como proceder? Resposta: O Departamento Jurídico do hospital deve oficiar o Juiz para que o mesmo defira a desinternação do paciente. O ofício deve conter a evolução clínica do mesmo, o plano de tratamento individualizado e empreendido, a fundamentação técnica para a alta e o prognóstico e plano de seguimento terapêutico ou profilático após a mesma. Quanto à pergunta 4. Qual a responsabilidade do hospital em abrigar réus presos, com alta periculosidade, sendo nosso hospital um serviço aberto, com possibilidade de fuga do paciente? Resposta: A responsabilidade do hospital quanto a fuga de pacientes é sempre passível de ser investigada, seja pela Justiça quanto pelo CREMESP. Já o agravante de se tratar de réus presos, este deve ser ponderado junto ao Juiz, quando do início da internação (conforme resposta 1), se o hospital não tiver estrutura física e operacional que garanta a permanência desses internos. Quanto à pergunta 5. Se caso um desses internos vier a cometer danos materiais ou danos físicos a outros pacientes e/ou funcionários do hospital, como proceder? Resposta: Primeiramente, cumpre atentar que este questionamento possui relação com o anterior (Pergunta 4), referindo-se a réus presos de alta periculosidade (SIC) que são internados por ordem judicial. O artigo 927 do Código Civil, ao tratar da responsabilidade civil, estabelece de modo expresso que aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Do mesmo modo, a normativa indicada estabelece o conceito de ato ilícito no seu artigo 186, definindo-o: Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito ou causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Concluiu-se, portanto, que a responsabilidade civil possui como elementos: a conduta (comissiva ou omissiva), o dano, o nexo de causalidade e a culpa (na hipótese de responsabilidade subjetiva). Assim, a responsabilidade pelos danos compete àquele que os causar, sendo, na hipótese relatada, o paciente que causar dano a outro paciente ou funcionário do hospital.

4 4 Ressalte-se, no entanto, que a instituição consulente pode ser também responsabilizada, se restar caracterizada sua conduta culposa, ou seja, imprudente ou negligente. Considerando que cumpre à instituição zelar pela integridade física de seus pacientes e empregados, esta deve acautelar-se por todos os meios para evitar a ocorrência do dano. Desta feita, caracterizada culpa da instituição na ocorrência do dano, esta também pode vir a ser acionada pelos prejudicados, sejam funcionários sejam outros pacientes. De qualquer sorte, é importante destacar que se a instituição não possui condições de receber réus presos, deve informar ao Juízo determinante da internação, objetivando preservar a integridade física dos pacientes, dos empregados e do próprio réu preso que deve fruir de atendimento de saúde adequado. Quanto à pergunta 6. Se um destes pacientes fugir, qual o procedimento correto a adotar desde o momento da fuga? É necessário registrar boletim de ocorrência na Delegacia local e qual o tempo necessário devemos aguardar? Resposta: Deve-se imediatamente fazer o boletim de ocorrência e comunicar a fuga ao Juiz. Quanto à pergunta 7. Se no caso o paciente que fugiu, retornar ao hospital por sua vontade, ou trazido por terceiros, antes de terem sido tomadas quaisquer providências, como proceder? Resposta: A mesma resposta que a anterior, acrescentando-se o relato de sua readmissão. Quanto à pergunta 8. Se no mesmo caso, o paciente que fugiu retorna, mas já foi dada alta administrativa, como proceder? Resposta: O mesmo que na resposta nº 6, acrescentando-se o relato de sua reinternação. Quanto à pergunta 9. Se um destes pacientes for pego com drogas no hospital, quais as providências imediatas e tardias a serem tomadas? Resposta: A nova Lei de Drogas (Lei /2006) alterou o anterior paradigma punitivo, adotando o paradigma terapêutico, objetivando afastar o usuário de drogas de conduta passível de punição restritiva de liberdade.

5 5 Nos termos do artigo 28 da Lei /2006, o usuário de drogas está unicamente sujeito a penas alternativas. É expresso o referido artigo: Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I - advertência sobre os efeitos das drogas; II - prestação de serviços à comunidade; III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. De qualquer sorte, impõe-se a consideração de que, ainda que as penalidades não sejam restritivas de liberdade, encontram-se submetidas a necessário procedimento criminal. Tal fato impõe ao médico o dever de sigilo, vez que não pode revelar informação que possa expor seu paciente a eventual processo. O sigilo médico é valor de suma importância para a relação médico-paciente, sendo possível seu rompimento apenas nas hipóteses expressamente consignadas no artigo 73 do Código de Ética Médica: CAPÍTULO IX SIGILO PROFISSIONAL É vedado ao médico: Art. 73. Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente. Assim, encontrada droga com o paciente esta deve ser recolhida e encaminhada à autoridade policial competente, preservando-se, no entanto, o sigilo médico do paciente, não sendo este identificado como o portador da substância ilícita. Quanto à pergunta 10. Podemos permitir que a Polícia Militar adentre o hospital e reviste pacientes e familiares?

6 6 Resposta: O hospital é instituição de saúde e deve preservar seus pacientes, não sendo responsável pela segurança pública. Desta forma, o ingresso da Polícia Militar para revista dos pacientes e familiares não deve ser permitido, salvo quando for expressamente determinado por autoridade judicial, em decisão motivada e regularmente fundamentada. Por fim, deve-se consignar que as questões apresentadas pela instituição consulente são bastante complexas e exigem amplo debate para que sejam adequadamente respondidas, buscando sempre o melhor atendimento do paciente, não importando sua origem, sem quaisquer discriminações e sempre preservando o sigilo médico. Este é o nosso parecer, s.m.j. Conselheiro Mauro Gomes Aranha de Lima APROVADO NA REUNIÃO DA CÂMARA DE CONSULTAS, REALIZADA EM HOMOLOGADO NA 4.499ª REUNIÃO PLENÁRIA, REALIZADA EM

A p s e p c e t c os o s Ju J r u ídi d co c s o s n a n V n e t n ilaç a ã ç o ã o M ec e â c n â i n ca

A p s e p c e t c os o s Ju J r u ídi d co c s o s n a n V n e t n ilaç a ã ç o ã o M ec e â c n â i n ca Aspectos Jurídicos na Ventilação Mecânica Prof. Dr. Edson Andrade Relação médico-paciente Ventilação mecânica O que é a relação médico-paciente sob a ótica jurídica? Um contrato 1 A ventilação mecânica

Leia mais

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Autarquia Federal Lei nº 3.268/57

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Autarquia Federal Lei nº 3.268/57 Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Autarquia Federal Lei nº 3.268/57 CONSULTA nº 157.177/11 Assunto: Sistema sem registro no Brasil, com servidor hospedado em outro país, para conter

Leia mais

CONSULTA Nº 3.188/2011

CONSULTA Nº 3.188/2011 1 CONSULTA Nº 3.188/2011 Assunto: Sobre internações compulsórias. Relator: Conselheiro Mauro Gomes Aranha de Lima. Ementa: Não se pretende esgotar todos os procedimentos previstos em lei para a internação

Leia mais

Responsabilidade em saúde

Responsabilidade em saúde Responsabilidade em saúde Cível:obrigação de indenização indene de prejuízo Constituição Federal/Código civil/cdc Elementos de responsabilidade Autor Ato Culpa Dano Nexo causal CÓDIGO CIVIL Art. 186 Aquele

Leia mais

CONSULTA Nº 164.517/2013

CONSULTA Nº 164.517/2013 1 CONSULTA Nº 164.517/2013 Assunto: Sobre como SAMU deve proceder em certas situações na sala de Regulação Médica do 192, procedimentos em diversas situações, na sala de Regulação Médica do 192, devido

Leia mais

CONSULTA Nº 37.748/2015

CONSULTA Nº 37.748/2015 1 CONSULTA Nº 37.748/2015 Assunto: Sobre atestados que ultrapassam mais de um dia de licença efetuados por médicos do Programa Mais Médicos, sem a assinatura do médico tutor ou supervisor. Relatores: Conselheiro

Leia mais

PARECER CREMEC Nº 10/2014

PARECER CREMEC Nº 10/2014 1 PARECER CREMEC Nº 10/2014 14/04/2014 Processo Consulta Protocolo CREMEC 2860/2014 ASSUNTO: Segredo Médico e remessa de laudos de exames para Operadora de planos de saúde. RELATOR: Dr. Ivan de Araújo

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - CREMESC -

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - CREMESC - 1 Consulta Nº: 2148/12 Consulente: G. G. G. Conselheiro: Rodrigo Bertoncini Ementa: A responsabilidade pelas atividades médicas em um hospital, qualquer que seja seu porte, é do Diretor Técnico e a responsabilidade

Leia mais

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01 REGIMENTO INTERNO O presente Regimento Interno, dirigido aos associados da ONG Brigada 1, inscrita no CNPJ 05.840.482/0001-01 e previsto no Art. 4º do Capítulo II do Estatuto da Instituição, visa estabelecer

Leia mais

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP PRÁTICA MÉDICA A prática médica se baseia na relação médicopaciente,

Leia mais

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Autarquia Federal Lei nº 3.268/57

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Autarquia Federal Lei nº 3.268/57 Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Autarquia Federal Lei nº 3.268/57 CONSULTA nº 110.469/11 Assunto: paciente menor, genitores separados, fornecimento prontuário Relator: Laide Helena

Leia mais

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO por Jackson Domenico e Ana Ribeiro - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E SUBJETIVA A responsabilidade civil tem como objetivo a reparação do dano causado ao paciente que

Leia mais

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos.

Abaixo, você encontra perguntas e respostas frequentes sobre o exercício profissional dos médicos. Consultas à Defesa Anualmente, o Departamento de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina (APM) realiza cerca de mil atendimentos, esclarecendo dúvidas sobre uma série de assuntos e garantindo

Leia mais

PARECER CREMEC N.º 06/2014 14/03/2014

PARECER CREMEC N.º 06/2014 14/03/2014 PARECER CREMEC N.º 06/2014 14/03/2014 PROCESSO-CONSULTA PROTOCOLO CREMEC Nº 6566/08 ASSUNTO: RESPONSABILIDADE MÉDICA PARECERISTA: CÂMARA TÉCNICA DE AUDITORIA DO CREMEC EMENTA O ato médico é responsabilidade

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO .1. CONSULTA Nº 156.454/11 Assunto: Entrega de Prontuários ou Relatórios Médicos Relator: Osvaldo Pires Simonelli - Departamento Jurídico CREMESP NETTO. PARECER SUBSCRITO PELO CONSELHEIRO ADAMO LUI Ementa:

Leia mais

CONSULTA Nº 99.871/03

CONSULTA Nº 99.871/03 CONSULTA Nº 99.871/03 Assunto: Agente sanitário médico solicitar além do PCMSO e PPRA o prontuário médico, com fim de fiscalizar se os exames médicos obrigatórios estão sendo cumpridos e se os exames que

Leia mais

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado Conceito Responsabilidade Civil do Estado é a obrigação que ele tem de reparar os danos causados a terceiros em face de comportamento imputável aos seus agentes. chama-se também de responsabilidade extracontratual

Leia mais

CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES

CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES Conselho Tutelar Órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente,

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO PARANÁ

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO PARANÁ PARECER Nº 2488/2015 ASSUNTO: CONVÊNIO DETERMINA FIM DE INTERNAÇÃO DE PACIENTE PSIQUIÁTRICO SEM CONDIÇÕES DE ALTA PARECERISTA: CONS. DR. MARCO ANTONIO S. M. RIBEIRO BESSA EMENTA: Prazo de Internação de

Leia mais

ASSUNTO: Peculiaridades do transporte de pacientes pelo SAMU 192. RELATOR: Cons. Luiz Augusto Rogério Vasconcellos

ASSUNTO: Peculiaridades do transporte de pacientes pelo SAMU 192. RELATOR: Cons. Luiz Augusto Rogério Vasconcellos EXPEDIENTE CONSULTA N.º 209.644/11 PARECER CREMEB Nº 21/13 (Aprovado em Sessão Plenária de 21/05/2013) ASSUNTO: Peculiaridades do transporte de pacientes pelo SAMU 192. RELATOR: Cons. Luiz Augusto Rogério

Leia mais

CONSULTA Nº 13.488/2012

CONSULTA Nº 13.488/2012 1 CONSULTA Nº 13.488/2012 Assunto: Sobre a execução da NR-32 da ANVISA. Relator: Conselheiro Renato Françoso Filho. Ementa: Ao implantar as medidas previstas nesta NR 32, o SESMT deve avaliar as condições

Leia mais

www.cebid.com.br iara.ufop@gmail.com

www.cebid.com.br iara.ufop@gmail.com II CONJUVIR 24 de março de 2012 IARA ANTUNES DE SOUZA Doutoranda e Mestre em Direito Privado pela PUC Minas. Especialista em Direito Processual e Direito Civil. Pesquisadora do CEBID - Centro de Estudos

Leia mais

I Seminário sobre Segurança da Informação e Comunicações

I Seminário sobre Segurança da Informação e Comunicações I Seminário sobre Segurança da Informação e Comunicações OBJETIVO Identificar os aspectos jurídicos e éticos relacionados à Segurança da Informação e Comunicações que impliquem em responsabilidades civil,

Leia mais

Parecer 006/2015 CREFITO-4

Parecer 006/2015 CREFITO-4 Parecer 006/2015 CREFITO-4 ASSUNTO: Parecer do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região acerca do prontuário fisioterapêutico e/ou multidisciplinar do paciente e do direito

Leia mais

Deontologia Médica. Deontologia Médica. Conceito

Deontologia Médica. Deontologia Médica. Conceito Medicina Legal Professor Sergio Simonsen Conceito A deontologia médica é a ciência que cuida dos deveres e dos direitos dos operadores do direito, bem como de seus fundamentos éticos e legais. Etimologicamente,

Leia mais

PARECER CRM/MS N 16/2012 PROCESSO CONSULTA Nº 33/2011 INTERESSADO:

PARECER CRM/MS N 16/2012 PROCESSO CONSULTA Nº 33/2011 INTERESSADO: PARECER CRM/MS N 16/2012 PROCESSO CONSULTA Nº 33/2011 INTERESSADO: Dra. B. F. D./SECRETARIA DE ESTADO DA SAUDE/MS ASSUNTO/PALAVRA CHAVE: Sigilo medico. Prontuário Médico. Registro de Câncer de Base Populacional.

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS Atividade de intermediação de negócios imobiliários relativos à compra e venda e locação Moira de Toledo Alkessuani Mercado Imobiliário Importância

Leia mais

O Dano Moral no Direito do Trabalho

O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 - O Dano moral no Direito do Trabalho 1.1 Introdução 1.2 Objetivo 1.3 - O Dano moral nas relações de trabalho 1.4 - A competência para julgamento 1.5 - Fundamentação

Leia mais

PARECER CREMEB Nº 32/12 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/10/2012)

PARECER CREMEB Nº 32/12 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/10/2012) PARECER CREMEB Nº 32/12 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/10/2012) EXPEDIENTE CONSULTA Nº 188.383/10 ASSUNTOS: 1. A quem pertence o paciente, à clínica ou ao médico, desde quando ao se afastar da clínica

Leia mais

PROCESSO CONSULTA Nº 10/2014 PARECER CONSULTA Nº 04/2015

PROCESSO CONSULTA Nº 10/2014 PARECER CONSULTA Nº 04/2015 PROCESSO CONSULTA Nº 10/2014 PARECER CONSULTA Nº 04/2015 Solicitantes: DR. M. L. B. CRM/GO XXXX Conselheiro Parecerista: DR. PAULO ROBERTO CUNHA VENCIO Assunto: RESPONSABILIDADE ÉTICA E LEGAL DE PROFESSOR

Leia mais

Relação Médico Paciente: Segurança e risco

Relação Médico Paciente: Segurança e risco Relação Médico Paciente: Segurança e risco Tão importante quanto conhecer a doença que o homem tem, é conhecer o homem que tem a doença. (Osler) Conselheiro Fábio Augusto de Castro Guerra Vice-Presidente

Leia mais

Responsabilidade Civil dos Administradores das Sociedades. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil dos Administradores das Sociedades. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil dos Administradores das Sociedades Administrador Administrador é a pessoa a quem se comete a direção ou gerência de qualquer negócio ou serviço, seja de caráter público ou privado,

Leia mais

Conselho da Justiça Federal

Conselho da Justiça Federal RESOLUÇÃO Nº 058, DE 25 DE MAIO DE 2009 Estabelece diretrizes para membros do Poder Judiciário e integrantes da Polícia Federal no que concerne ao tratamento de processos e procedimentos de investigação

Leia mais

PARECER TÉCNICO I ANÁLISE E FUNDAMENTAÇÃO:

PARECER TÉCNICO I ANÁLISE E FUNDAMENTAÇÃO: PARECER TÉCNICO ASSUNTO: Solicitação de parecer acerca de Técnico de Enfermagem lotado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de transtorno mental acompanhar paciente internado em outra instituição,

Leia mais

PRÓTESES PIP E RÓFIL DIREITO MÉDICO

PRÓTESES PIP E RÓFIL DIREITO MÉDICO O caso das PRÓTESES PIP E RÓFIL O Ingracio Advogados Associados vem por meio desta apresentar breves considerações acerca do tema esperando contribuir com o esclarecimento da classe médica. 1. A ANVISA,

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1 Suponha se que Maria estivesse conduzindo o seu veículo quando sofreu um acidente de trânsito causado por um ônibus da concessionária do serviço público

Leia mais

Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet

Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet Proteção do Sigilo de Informações e Marco Civil da Internet 2 Não há lei brasileira que regule a atividade de navegação na internet ou traga disposições específicas e exclusivas sobre os dados que circulam

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA PARA O EXERCÍCIO DA QUIROPRAXIA NO BRASIL

CÓDIGO DE ÉTICA PARA O EXERCÍCIO DA QUIROPRAXIA NO BRASIL CÓDIGO DE ÉTICA PARA O EXERCÍCIO DA QUIROPRAXIA NO BRASIL Associação Brasileira de Quiropraxia Aprovado em Assembléia Geral Extraordinária da Associação Brasileira de Quiropraxia, Novo Hamburgo, 01 de

Leia mais

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais Para Reflexão Ao indivíduo é dado agir, em sentido amplo, da forma como melhor lhe indicar o próprio discernimento, em juízo de vontade que extrapola

Leia mais

PARECER CRM/MS N 06/2012 PROCESSO CONSULTA CRM-MS N 28/2011. ASSUNTO: Guarda de Prontuário Médico

PARECER CRM/MS N 06/2012 PROCESSO CONSULTA CRM-MS N 28/2011. ASSUNTO: Guarda de Prontuário Médico PARECER CRM/MS N 06/2012 PROCESSO CONSULTA CRM-MS N 28/2011 ASSUNTO: Guarda de Prontuário Médico PARECERISTA: Conselheiro Faisal Augusto Alderete Esgaib EMENTA: A guarda do prontuário médico compete à

Leia mais

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil 7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil Tópicos Especiais em Direito Civil Introdução A Responsabilidade Civil surge em face de um descumprimento obrigacional pela desobediência de uma regra estabelecida

Leia mais

Internação Compulsória para Dependentes Químicos. Quais Vantagens e Desvantagens? Hewdy Lobo Ribeiro

Internação Compulsória para Dependentes Químicos. Quais Vantagens e Desvantagens? Hewdy Lobo Ribeiro Internação Compulsória para Dependentes Químicos. Quais Vantagens e Desvantagens? Hewdy Lobo Ribeiro Coordenador Pós Saúde Mental UNIP Psiquiatra Forense ABP ProMulher IPq HCFMUSP Dependência Química Uso

Leia mais

CONSULTA FUNDAMENTAÇÃO. Quanto às obrigações do médico plantonista ou médico de guarda, o nosso Código de Ética Médica orienta que é vedado ao médico:

CONSULTA FUNDAMENTAÇÃO. Quanto às obrigações do médico plantonista ou médico de guarda, o nosso Código de Ética Médica orienta que é vedado ao médico: PARECER CREMEB Nº 33/12 (Aprovado em Sessão Plenária de 23/10/2012) EXPEDIENTE CONSULTA Nº. 214.608/11 ASSUNTO: Implicações éticas da conduta profissional de médico, único plantonista da unidade, quanto

Leia mais

CORRETOR DE IMÓVEIS REGULAMENTAÇÃO, CONTRATO E RESPONSABILIDADE.

CORRETOR DE IMÓVEIS REGULAMENTAÇÃO, CONTRATO E RESPONSABILIDADE. CORRETOR DE IMÓVEIS REGULAMENTAÇÃO, CONTRATO E RESPONSABILIDADE. Curso de Técnico em Transações Imobiliárias Curso Total CONTRATOS REGULAMENTAÇÃO DOS CORRETORES E DO CONTRATO DE CORRETAGEM DO CORRETOR

Leia mais

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo;

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo; RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 05/2012 CONSIDERANDO que, nos termos do art. 201, inciso VIII, da Lei nº 8.069/90, compete ao Ministério Público zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais

Leia mais

Internação Involuntária Dilema entre respeito à vida e à liberdade?

Internação Involuntária Dilema entre respeito à vida e à liberdade? Internação Involuntária Dilema entre respeito à vida e à liberdade? Carlos Salgado Psiquiatra Potenciais conflitos de interesses 2 Não sou acionista e não recebo honorários de nenhuma indústria de bebidas,

Leia mais

RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE FACULDADE nº 002/04

RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE FACULDADE nº 002/04 RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE FACULDADE nº 002/04 O Prof. Sérgio Clementi, Diretor da Faculdade de Engenharia, do Centro Universitário Fundação Santo André, no uso de suas atribuições estatutárias e resolve:

Leia mais

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões Teoria Geral do Delito 05 questões 1 - ( Prova: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente Federal da Polícia Federal / Direito Penal / Tipicidade; Teoria Geral do Delito; Conceito de crime; Crime impossível;

Leia mais

Regulamento de Funcionamento da Clínica Odontológica, Pré-Clínica e Radiologia da FAPAC/ITPAC PORTO

Regulamento de Funcionamento da Clínica Odontológica, Pré-Clínica e Radiologia da FAPAC/ITPAC PORTO Regulamento de Funcionamento da Clínica Odontológica, Pré-Clínica e Radiologia da FAPAC/ITPAC PORTO Porto Nacional TO 2015 Sumário: Introdução:... 3 Dos Objetivos:... 3 Do Horário de Funcionamento:...

Leia mais

Folha de Informação rubricada sob nº do processo nº (a)

Folha de Informação rubricada sob nº do processo nº (a) Folha de Informação rubricada sob nº do processo nº (a) Parecer CoBi 008/2011 Consulta sobre a solicitação de exames de rotina para detectar vírus HIV e uso de drogas ilícitas. Termo de responsabilidade

Leia mais

A MUDANÇA DA CULTURA JURÍDICA SOBRE DROGAS

A MUDANÇA DA CULTURA JURÍDICA SOBRE DROGAS A MUDANÇA DA CULTURA JURÍDICA SOBRE DROGAS Mirela Aparecida Xavier da Silva 1 Wagner Edemilson Mendonça Silva Melo 2 Resumo O presente artigo abordará assuntos relativos à nova lei de drogas, a Lei 11.343/2006,

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ AULA IX DIREITO PENAL II TEMA: MEDIDA DE SEGURANÇA E REABILITAÇÃO PROFª: PAOLA JULIEN O. SANTOS MEDIDA DE SEGURANÇA 1. Conceito: sanção penal imposta pelo Estado, na execução de uma sentença, cuja finalidade

Leia mais

Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social

Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social Novo Código de Ética Médico e Saúde do Trabalhador Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social Realização: DIESAT Apoio: Fundacentro São Paulo, 22 jun 2010 Os dilemas, os sensos, os consensos,

Leia mais

Profilaxia das alegações de erro médico. Paulo Afonso - BA

Profilaxia das alegações de erro médico. Paulo Afonso - BA Profilaxia das alegações de erro médico Paulo Afonso - BA Princípios Fundamentais do CEM I - A Medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação

Leia mais

RESOLUÇÃO CRCMG Nº 357, DE 18 DE JULHO DE 2014.

RESOLUÇÃO CRCMG Nº 357, DE 18 DE JULHO DE 2014. RESOLUÇÃO CRCMG Nº 357, DE 18 DE JULHO DE 2014. Alterada pela Resolução CRCMG nº 363/2014. Altera o Regulamento Geral das Delegacias Seccionais do CRCMG. O CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE MINAS GERAIS,

Leia mais

CONSULTA Nº 139.217/2012

CONSULTA Nº 139.217/2012 1 CONSULTA Nº 139.217/2012 Assunto: Sobre Plano de Parto, médico pergunta se a paciente teria o direito de sobrepujar protocolos do hospital. Relator: Conselheiro Krikor Boyaciyan. Ementa: As pacientes

Leia mais

REGULAMENTO DA ASSISTÊNCIA JURÍDICA

REGULAMENTO DA ASSISTÊNCIA JURÍDICA REGULAMENTO DA ASSISTÊNCIA JURÍDICA A Diretoria da Associação Paulista de Medicina APM, no uso de suas atribuições legais, resolve aprovar este regulamento, mediante os termos e condições a seguir, com

Leia mais

CONSULTA Nº 169.520/2013

CONSULTA Nº 169.520/2013 1 CONSULTA Nº 169.520/2013 Assunto: Manifestação sobre a Consulta nº 65.206/13, que versa sobre a realização de perícia médica de Pedido de Reconsideração - PR pelo mesmo perito que realizou a avaliação

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO GROSSO

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO GROSSO 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 PARECER CRM-MT Nº 05.2011 INTERESSADO: Sr. A.C. CONSELHEIRO CONSULTOR: Dr. Juliano Blanco Canavarros

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 016/2012 CT PRCI n 102.430/2012 e Ticket n 292.881 e 293.555

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 016/2012 CT PRCI n 102.430/2012 e Ticket n 292.881 e 293.555 PARECER COREN-SP 016/2012 CT PRCI n 102.430/2012 e Ticket n 292.881 e 293.555 Ementa: Anotação de código da Classificação Internacional de Doenças (CID) em fichas de atendimento. 1. Do fato Feito questionamento

Leia mais

CONSULTA Nº 6.452/2012

CONSULTA Nº 6.452/2012 CONSULTA Nº 6.452/2012 Assunto: Se o médico (profissional autônomo) também precisa seguir a normatização da NR-32, já que é uma determinação apenas do Ministério do Trabalho. Relator: Conselheiro Renato

Leia mais

Liberty International Underwriters Specialty Casualty

Liberty International Underwriters Specialty Casualty Liberty International Underwriters Specialty Casualty RESPONSABILIDADE DE ADMINISTRADORES D&O Liberty Mutual Insurance Company (LMIC) Proprietary and Confidential Fundada no ano de 1912 em Boston, EUA

Leia mais

Imprimir. Em 29 de março do mesmo ano, o dr. R.S.S. respondeu ao interessado nos seguintes termos:

Imprimir. Em 29 de março do mesmo ano, o dr. R.S.S. respondeu ao interessado nos seguintes termos: Imprimir PROCESSO-CONSULTA CFM Nº 1.955/01 PC/CFM/Nº 10/2002 INTERESSADO: Sociedade Santamarense de Beneficência de Guarujá ASSUNTO: Reformulação da Resolução nº 1.076/81 RELATOR: Cons. Luiz Salvador de

Leia mais

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009)

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) Consulta nº 159.756/08 Assuntos: - Filmagem em interior de UTI. - Legalidade de contratação de médicos plantonistas como pessoa jurídica.

Leia mais

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO Art. 1º - Corpo Clínico é o conjunto de médicos que se propõe a assumir solidariamente a responsabilidade de prestar atendimento aos usuários que

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO Atualizado até 13/10/2015 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NOÇÕES INTRODUTÓRIAS Quando se fala em responsabilidade, quer-se dizer que alguém deverá

Leia mais

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa).

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Pressupostos da responsabilidade civil subjetiva: 1) Ato ilícito; 2) Culpa; 3) Nexo causal; 4) Dano. Como já analisado, ato ilícito é a conduta voluntária

Leia mais

do Idoso Portaria 104/2011

do Idoso Portaria 104/2011 DEVER DE NOTIFICAR- do Idoso Portaria 104/2011 Lei 6.259/75l Lei 10.778/03, ECA, Estatuto n Médicos n Enfermeiros n Odontólogos n Biólogos n Biomédicos n Farmacêuticos n Responsáveis por organizações e

Leia mais

A SEGURADORA GLOBAL DE CONFIANÇA

A SEGURADORA GLOBAL DE CONFIANÇA A SEGURADORA GLOBAL DE CONFIANÇA RESPONSABILIDADE CIVIL Principais Características ÍNDICE O que é RC Riscos Excluídos Forma de Contratação e Prescrição O que é a Responsabilidade Civil Responsabilidade

Leia mais

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Procedimento administrativo nº 201400036940 RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Objeto: Dispõe sobre o dever de atuação de diversas autoridades públicas, durante a Romaria Nossa Senhora d'abadia do Muquém

Leia mais

II SEMINÁRIO DE SEGURANÇA DO TRABALHO NA SME

II SEMINÁRIO DE SEGURANÇA DO TRABALHO NA SME Prefeitura Municipal de Curitiba Instituto Municipal de Administração Pública - IMAP Plano de Desenvolvimento de Competências II SEMINÁRIO DE SEGURANÇA DO TRABALHO NA SME Curitiba 2009 Beto Richa Prefeito

Leia mais

PARECER COREN-SP 028 /2013 CT. PRCI n 100.957 e Ticket: 280.866

PARECER COREN-SP 028 /2013 CT. PRCI n 100.957 e Ticket: 280.866 PARECER COREN-SP 028 /2013 CT PRCI n 100.957 e Ticket: 280.866 Ementa: Assistência de enfermagem sem supervisão de Enfermeiro Impossibilidade. 1. Do fato Enfermeira questiona a possibilidade de realização

Leia mais

PARECER CREMEC Nº 07/2011 26/02/2011

PARECER CREMEC Nº 07/2011 26/02/2011 PARECER CREMEC Nº 07/2011 26/02/2011 PROCESSO-CONSULTA - Protocolo CREMEC nº 9287/10 INTERESSADO Dr. Franklin Veríssimo Oliveira CREMEC 10920 ASSUNTO Responsabilidade de médico plantonista e do chefe de

Leia mais

Folha de informação rubricada sob nº. do processo nº. (a) P. CoBi nº.: 010/2004 Termo de Responsabilidade Internação Involuntária.

Folha de informação rubricada sob nº. do processo nº. (a) P. CoBi nº.: 010/2004 Termo de Responsabilidade Internação Involuntária. P. CoBi nº.: 010/2004 Título: Termo de Responsabilidade Internação Involuntária. Solicitante: Subcomissão de Análise de Informações sobre Paciente SAIP - IPq Ementa: Internação Involuntária em Psiquiatria.

Leia mais

PODER J II DlCIARIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Corregedoria Gerai da Justiça Processo n 2573/2000 - pág. no 1

PODER J II DlCIARIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Corregedoria Gerai da Justiça Processo n 2573/2000 - pág. no 1 PODER J II DlCIARIO Corregedoria Gerai da Justiça Processo n 2573/2000 - pág. no 1 PROVIMENTO N CG 32/2000 o Desembargador Luís de Macedo, Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, no uso de

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL DECORRENTE DE ACIDENTES DE TRABALHO Constituição Federal/88 Art.1º,III A dignidade da pessoa humana. art.5º,ii

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES PROJETO DE LEI Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta Lei estabelece princípios,

Leia mais

CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET

CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET ESTUDO CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET Ribamar Soares Consultor Legislativo da Área II Direito Civil e Processual Civil, Direito Penal e Processual Penal, de Família, do Autor, de Sucessões, Internacional

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. (Alterada pelas Resoluções nº 65/2011 e 98/2013) RESOLUÇÃO Nº 20, DE 28 DE MAIO DE 2007.

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. (Alterada pelas Resoluções nº 65/2011 e 98/2013) RESOLUÇÃO Nº 20, DE 28 DE MAIO DE 2007. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO (Alterada pelas Resoluções nº 65/2011 e 98/2013) RESOLUÇÃO Nº 20, DE 28 DE MAIO DE 2007. Regulamenta o art. 9º da Lei Complementar nº 75, de 20 de maio de 1993 e

Leia mais

XIº FEMESC Fraiburgo JUDICIAL ÉTICOS ASPECTOS. Cons. JOSÉ FRANCISCO BERNARDES. Maio 2008

XIº FEMESC Fraiburgo JUDICIAL ÉTICOS ASPECTOS. Cons. JOSÉ FRANCISCO BERNARDES. Maio 2008 XIº FEMESC Fraiburgo PERÍCIA MÉDICA M ASPECTOS ÉTICOS Cons. JOSÉ FRANCISCO BERNARDES Maio 2008 OU COMO EVITAR PROBLEMAS COM O CRM NA REALIZAÇÃO DE UMA PERICIA MÉDICA PERÍCIA MÉDICAM PERÍCIA MÉDICA M Do

Leia mais

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PEÇA D E S P A C H O 1. Autue-se o Auto de Prisão em Flagrante; 2. Dê-se o recibo de preso ao condutor; 3. Autue-se o Auto de Apresentação

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DE SHOPPING CENTER EM CASO DE SUICÍDIO

RESPONSABILIDADE CIVIL DE SHOPPING CENTER EM CASO DE SUICÍDIO RESPONSABILIDADE CIVIL DE SHOPPING CENTER EM CASO DE SUICÍDIO ROBERVAL CASEMIRO BELINATI Desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Membro da 2ª Turma Criminal Professor

Leia mais

A.B.P. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA

A.B.P. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA A.B.P. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA Talvane M. de Moraes Médico especialista em psiquiatria forense Livre Docente e Doutor em Psiquiatria Professor de psiquiatria forense da Escola da Magistratura

Leia mais

RESOLUÇÃO CFO-20/2001

RESOLUÇÃO CFO-20/2001 16 de agosto de 2001 RESOLUÇÃO CFO-20/2001 Normatiza Perícias e Auditorias Odontológicas em Sede Administrativa. O Conselho Federal de Odontologia, no uso de suas atribuições que lhe confere a Lei nº 4.324,

Leia mais

RESOLUÇÃO CFO-20 /2001

RESOLUÇÃO CFO-20 /2001 RESOLUÇÃO CFO-20 /2001 Normatiza Perícias e Auditorias Odontológicas em Sede Administrativa. O Conselho Federal de Odontologia, no uso de suas atribuições que lhe confere a Lei nº 4.324, de 14 de abril

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - CREMESC -

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - CREMESC - 1 CONSULTA Nº: 2166/2012 CONSULENTE: L. A. P. CONSELHEIRA: Marta Rinaldi Muller ASSUNTO: Solicitação de exame de HIV para trabalhadores na area de saude em hospitais CONSULTA: O consulente, medico do trabalho

Leia mais

DIREITO PENAL DO TRABALHO

DIREITO PENAL DO TRABALHO DIREITO PENAL DO TRABALHO ÍNDICE Prefácio à 1º Edição Nota à 4º Edição Nota à 3º Edição Nota à 2º Edição 1. CONCEITOS PENAIS APLICÁVEIS AO DIREITO DO TRABALHO 1.1. DoIo 1.1.1. Conceito de dolo 1.1.2. Teorias

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal - Lei nº 5.905/73

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal - Lei nº 5.905/73 CÂMARA TÉCNICA DE LEIS E NORMAS CÂMARA TÉCNICA DE PESQUISA E EDUCAÇÃO PARECER TÉCNICO Nº 01/2015 Porto Alegre, 06 de novembro de 2015. Atividade do Técnico de Enfermagem como auxiliar de operador de máquina,

Leia mais

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL.

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. A PROVA FOI MUITO BEM ELABORADA EXIGINDO DO CANDIDATO UM CONHECIMENTO APURADO

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos C W M C O M U N I C A Ç Ã O WALTEMIR DE MELO ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ASPECTOS CRÍTICOS

Leia mais

Áreas de atuação do Perito Criminal

Áreas de atuação do Perito Criminal Áreas de atuação do Perito Criminal Art. 19. São deveres do funcionário policial civil: I - assiduidade; II - pontualidade; III - discreção; IV - urbanidade; V - lealdade às instituições constitucionais

Leia mais

29 a 30 de maio de 2008 RESPONSABILIDADE CIVIL E RELAÇÕES TRABALHISTAS. Fraiburgo Santa Catarina

29 a 30 de maio de 2008 RESPONSABILIDADE CIVIL E RELAÇÕES TRABALHISTAS. Fraiburgo Santa Catarina 29 a 30 de maio de 2008 RESPONSABILIDADE CIVIL E RELAÇÕES TRABALHISTAS Fraiburgo Santa Catarina A responsabilidade civil é a aplicação de medidas que obriguem uma pessoa a reparar o dano moral ou patrimonial

Leia mais

ABF ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FRANCHISING REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA CAPÍTULO I DA COMISSÃO DE ÉTICA

ABF ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FRANCHISING REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA CAPÍTULO I DA COMISSÃO DE ÉTICA ABF ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FRANCHISING REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA CAPÍTULO I DA COMISSÃO DE ÉTICA Art. 1º. A Comissão de Ética, órgão nomeado pelo Conselho Diretor da ABF, é responsável pela

Leia mais

1268-(1728) Diário da República, 1.ª série N.º 27 7 de fevereiro de 2014

1268-(1728) Diário da República, 1.ª série N.º 27 7 de fevereiro de 2014 1268-(1728) Diário da República, 1.ª série N.º 27 7 de fevereiro de 2014 Artigo 14.º Norma revogatória É revogada a Portaria n.º 571/2008, de 3 de julho. Artigo 15.º Produção de efeitos 1 A presente portaria

Leia mais

Imposição, por parte das cooperativas de trabalho médico e planos de saúde, do local onde o médico assistente deverá tratar seu paciente RELATOR:

Imposição, por parte das cooperativas de trabalho médico e planos de saúde, do local onde o médico assistente deverá tratar seu paciente RELATOR: PROCESSO-CONSULTA CFM nº 15/14 PARECER CFM nº 8/14 INTERESSADO: Cooperativa dos Médicos Retinólogos de Minas Gerais Retcoop e Associação Zona da Mata de Oftalmologia Azmo ASSUNTO: Imposição, por parte

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE HOSPITAL REGIONAL DA LAPA SÃO SEBASTIÃO

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE HOSPITAL REGIONAL DA LAPA SÃO SEBASTIÃO GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ A clínica de Tisiologia é constituída com pacientes que, para tratamento de sua patologia, necessitam de longa permanência no hospital. Assim, a fim de facilitar a convivência

Leia mais