UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA CURSO DE ENGENHARIA CIVIL TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Rafael Santos da Silva ANÁLISE DE RISCOS DE ACIDENTE NUM AMBIENTE DE TRABALHO : UM ESTUDO DE CASO Feira de Santana 2008

2 Rafael Santos da Silva ANÁLISE DE RISCOS DE ACIDENTE NUM AMBIENTE DE TRABALHO : UM ESTUDO DE CASO Trabalho de Conclusão de Curso da Universidade Estadual de Feira de Santana, apresentado à disciplina Projeto Final II como requisito parcial à obtenção de título de Bacharel em Engenharia Civil. Orientadora: Prof(a). Sarah Patrícia de Oliveira Rios Feira de Santana 2008

3 Rafael Santos da Silva ANÁLISE DE RISCOS DE ACIDENTE NUM AMBIENTE DE TRABALHO : UM ESTUDO DE CASO Trabalho de Conclusão de Curso para obtenção de Título de Bacharel em Engenharia Civil. Feria de Santana, setembro de Banca Examinadora: Sarah Patrícia de Oliveira Rios -UEFS Eduardo Antonio Lima Costa - UEFS Sergio Tranzillo França - UEFS

4 DEDICATÓRIA Aos meus pais, Antonio Bomfim Anes da Silva e Telma de Brito Santos da Silva e a minha irmã, Márcia Regina Santos da Silva, essência de meu aprendizado e pelo apoio imensurável ao longo de minha vida.

5 AGRADECIMENTOS À Universidade Estadual de Feira de Santana, pela estrutura e qualidade do Curso de Engenharia Civil que me foram proporcionadas, principalmente pelos ensinamentos ministrados por seus docentes e pela dedicação de todos os funcionários. A Prof.(a) Sarah Patrícia de Oliveira Rios, pela competência e paciência demonstrada no período de minha orientação deste trabalho, conquistando minha admiração e estima. À EMBASA por ter autorizado e cedido material e local para a conclusão deste trabalho. A todos os amigos feitos na EMBASA, que direta e indiretamente contribuíram ao longo deste trabalho. A todos os colegas, amigos e irmãos feitos ao longo do curso de Engenharia Civil, que mesmo com seus nomes omitidos, direta ou indiretamente contribuíram para a minha formação como pessoa e profissional.

6 CONSTRUÇÃO (Chico Buarque) Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenho mágico Seus olhos embotados de cimento e lágrima Sentou pra descansar como se fosse sábado Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão atrapalhando o tráfego...

7 RESUMO O Brasil apresenta um grande índice de acidentes de trabalho. Acidentes que, quando não interrompem a vida do trabalhador, podem deixar seqüelas permanentes, causar danos à saúde do trabalhador comprometendo sua força produtiva. Assim, considerando que esses acidentes geram custos à nação e principalmente afetam a saúde do trabalhador, como mencionado anteriormente, foi feito um estudo de caso num galpão industrial (destinado à manutenção de peças e equipamentos) apontando as fontes de riscos de acidentes geradas pela falta de adoção de medidas preventivas e corretivas e de investimentos em segurança no ambiente de trabalho. Na elaboração desse estudo de caso, primeiramente foi feita uma fundamentação teórica a respeito da Segurança do Trabalho e sobre os Acidentes de Trabalho, mostrando suas causas, conseqüências e medidas que podem minimizar e eliminar os riscos de acidentes, evitando danos à saúde do trabalhador e custos para a empresa. Em seguida foi feita uma análise dos dados sobre a evolução dos acidentes de trabalho no Brasil, mostrando os custos para a nação, a partir de informações da Previdência Social. Fez-se então a análise do ambiente de trabalho propriamente dito (no setor de manutenção da EMBASA Feira de Santana). De posse desta análise, foram feitos 2 mapas de riscos: o primeiro mostrando riscos gerados pelas condições atuais do ambiente de trabalho; e o segundo, mostrando uma situação hipotética dos riscos de acidentes se houvesse a adoção de algumas medidas, a curto prazo, de melhorias do ambiente de trabalho. Foram feitas outras propostas de melhorias no ambiente de trabalho que podem ser empregadas a médio e longo prazo, que vão desde a adequação do atual prédio do setor à construção de um novo prédio. Este estudo de caso permitiu mostrar que: o setor de manutenção da EMBASA apresenta um ambiente de trabalho impróprio para as atividades que ali são desenvolvidas; a falta de controle administrativo no setor intensifica o grau de risco de acidentes; e comparando os dados da Previdência Social com relação aos custos com acidentes, pode-se fazer uma projeção através das condições do ambiente de trabalho do galpão industrial, que os custos com acidentes poderiam ser bem menores se houvesse investimentos em melhoria das condições de trabalho, e trariam também retorno tanto para a empresa, através do aumento da produtividade, quanto para o empregado, por ter a sua saúde e capacidade física protegidas no seu ambiente de trabalho. Palavras-Chave: Segurança do Trabalho, Acidentes do trabalho, Investimento, Prevenção.

8 ABSTRACT Work accident index in Brazil is high. When work accident does not interrupt the worker life, it can cause health problems and may compromise the number of active workers. Thus, considering that these accidents cause costs to the nation and mainly affect the health of the worker, as mentioned previously, was a case study in an industrial shed (for the maintenance of parts and equipment) pointing the sources of risk of accidents caused by lack the adoption of preventive measures and corrective and investment in safety in the workplace. In compiling such a study case, initially, it was made a theoretical study about the work security and accidents in the work place, indicating causes, consequences and measures that can be take to minimize or eliminate accident risk, avoiding harms to the workers or economy and expenses to the company. Data on the evolution of work-accident in Brazil was assembled showing the nation expenditure with this issue based on INSS data. There was then an analysis of the working environment itself (in sector of maintaining EMBASA - Feira de Santana). With this analysis, were made 2 maps of risk: the first showing risks created by the current conditions of the working environment, and second, showing a hypothetical situation of the risk of accidents if there was the adoption of some measures in the short term, improvements the work environment. Have been other proposals for improvements in the work environment that can be employed in the medium and long term, ranging from the adequacy of the current building sector to construct a new building. This case study has shown that: the industry of maintaining EMBASA presents a working environment unfit for the activities that are developed there, the lack of administrative control in the industry intensifies the degree of risk of accidents, and comparing data from the Social Welfare with respect to costs related accidents, you can make a projection by the conditions of working environment for industrial shed, that the costs of accidents could be much smaller if there were investments in improving working conditions, and would also return both the company, through increased productivity, as to the employee, to have their health and physical capacity protected in their workplaces. Key word: Work security, work accident, investment, prevention.

9 SUMÁRIO LISTA DE TABELAS 11 LISTA DE GRÁFICOS 12 LISTA DE FIGURAS 13 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS 16 1 INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS Geral Específico METODOLOGIA 19 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA HISTÓRICO SOBRE A SEGURANÇA DO TRABALHO MARCOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL CONCEITO DE SEGURANÇA DO TRABALHO CONTRIBUIÇÕES DE HEINRICH E DE BIRD ASPECTOS CONCEITUAIS DE ACIDENTE DO TRABALHO RISCOS OU AGENTES AMBIENTAIS 33 a) Agentes Físicos 33 b) Agentes Químicos 33 c) Agentes Biológicos 34 d) Agentes Ergonômicos 34 e) Agentes Mecânicos MAPA DE RISCO 35

10 2.8 ACIDENTES DE TRABALHO E SUAS CAUSAS O CUSTO DOS ACIDENTES Cálculo do custo do acidente (FUNDACENTRO) PREVENÇÃO DE ACIDENTES 39 3 ACIDENTES DO TRABALHO NO BRASIL ESTATÍSTICA DOS ACIDENTES DE TRABALHO NO BRASIL GASTOS DOS ACIDENTES PARA O BRASIL 48 4 ANÁLISE DE RISCO DO AMBIENTE DE TRABALHO ESCOLHA DA EMPRESA E DO SETOR Apresentação da Empresa Setor analisado ANÁLISE DO AMBIENTE DE TRABALHO 55 a) Instalação elétrica 55 b) Circulação, iluminação e cobertura 60 c) Materiais 62 d) Equipamentos e mobiliário 63 e) Equipamentos de segurança e placas de sinalização 66 5 PROPOSTAS DE INVESTIMENTOS NO AMBIENTE DE TRABALHO CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 75 ANEXOS 77 ANEXO 1 RELAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTDORAS DE 78 SEGURANÇA ANEXO 2 RELAÇÃO DE EXAMES OCUPACIONAIS DE ACORDO COM 79 OS RISCOS E A FUNÇÃO DO EMPREGADO ANEXO 3 ORÇAMENTO DE REFORMA DA OFICINA (1) 81 ANEXO 4 ORÇAMENTO DE CONSTRUÇÃO DA OFICINA (2) 83 ANEXO 5 PROJETO DA OFICINA (2) 85 ANEXO 6 ORÇAMENTO DE CONSTRUÇÃO DO PRÉDIO 86 ADMINISTRATIVO ANEXO 7 PROJETO DO PRÉDIO ADMINISTRATIVO 88 ANEXO 8 AUTORIZAÇÃO DA EMBASA 89

11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Relação entre as representações das gravidades de risco. 35 Tabela 2 Relação entre os tipos de riscos e as cores representadas no MAPA DE RISCO. Tabela 3: Fatores responsáveis pelos atos e condições inseguras na construção. 37 Tabela 4 Acidentes e doenças de trabalho ocorrido no Brasil da década de Tabela 5 Acidentes ocorridos no Brasil na década de Tabela 6 Acidentes e doenças de trabalho ocorrido no Brasil na década de Tabela 7 Média dos acidentes e doenças de trabalho ocorrido no Brasil,entre os anos de 1970 a Tabela 8 Número de acidentes de trabalho no Brasil, entre os anos 2000 a

12 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Números de acidentes ao longo da década de Gráfico 2 - Números de acidentes ao longo da década de Gráfico 3 - Números de acidentes ao longo da década de Gráfico 4 Representação das médias dos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil, nas décadas de 70,80 e 90. Gráfico 5 Representação da evolução dos acidentes de trabalho entre as décadas de 70 e 90. Gráfico 6 Representação da evolução dos óbitos ocorridos em decorrência dos acidentes de trabalho entre as décadas de 70 e

13 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Seqüência de eventos que originam o acidente, segundo Heinrich. 25 Figura 2 Triângulo de Heinrich (1931). 26 Figura 3 Triângulo de Bird (1966). 26 Figura 4 Comparação dos estudos realizados por Heinrich e Bird 27 Figura 5 Seqüência de eventos que originam o acidente, segundo Heinrich e Frank Bird (1931/1966) (FRANÇA, 2002). Figura 6 Desencadeamento das quedas das peças originadas pela falta controle administrativo. Figura 7 Retirada da terceira peça da seqüência. 30 Figura 8 Vista externa do setor de manutenção 51 Figura 9 Croqui da planta baixa do setor de manutenção 52 Figura 10 Ponte rolante utilizada para carga e descarga 53 Figura 11 Tomada (1), danificada, sem identificação de voltagem e a fiação elétrica exposta. Figura 12 Tomada (2), danificada e sem a fiação elétrica 56 Figura 13 Tomada (3), instalação exposta sem a presença de eletrodutos 56 Figura 14 Detalhe da tomada (3), fiação da tomada colocada de maneira improvisada e sem a identificação de voltagem Figura 15 Mesa (4), chegada da rede elétrica na mesa, fiação sem dutos de passagem, exposta. Figura 16 Mesa (5), dutos inadequados para rede elétrica. 57 Figura 17 Mesa (6), fixação improvisada da rede elétrica na mesa e sem a presença de eletrodutos Figura 18 Quadro de energia (7), dutos danificados. 58 Figura 19 Quadro de energia (7), ligação improvisada com a fiação exposta 58 Figura 20 Quadro de comando (7), matérias e moveis armazenados próximos ao quadro

14 Figura 21 Caixa de tomada (8), rede elétrica danificada com a fiação exposta 59 Figura 22 Caixa de tomada (9), instalação danificada 59 Figura 23 Circulação (10), piso com buracos 60 Figura 24 Circulação (11), equipamentos obstruindo local destinado a circulação Figura 25 Circulação (12), passagem de nível com pintura desgastada e próxima a uma caixa de inspeção com a tampa quebrada Figura 26 Detalhe da cobertura, telha quebrada (13). 62 Figura 27 Lâmpadas armazenadas de forma improvisada próxima a área de carga e descarga, dentro de um recipiente de vidro quebrado (14) 62 Figura 28 Lâmpadas armazenadas no chão de forma inadequada (15) 62 Figura 29 Armazenagem de material no setor de soldagem (16). 63 Figura 30 Máquina de solda elétrica sem o conector para ser ligado na tomada (17). Figura 31 Tela de proteção adaptada a prensa pneumática (18). 64 Figura 32 Banco quebrado, sem regulagem de altura e encosto lombar (19). 65 Figura 33 Detalhe da mesa, com a extremidade irregular em metal pontiaguda (20). 65 Figura 34 Extintores de incêndio, faltando a sinalização adequada (21) 65 Figura 35 Extintor de incêndio (22) 66 Figura 36 Placa com restrição de acesso ao local (23) 66 Figura 37 Placa alertando sobre as atividades realizadas no local (24) 66 Figura 38 Adaptação ao efeito dominó proposto por Heinrch e Bird, ilustrando a queda das duas primeiras peças Figura 39 Representação esquemática dos pontos onde há estoque inadequado de material. Figura 40 (a) Mapa de risco levando em conta as condições atuais do ambiente de trabalho

15 Figura 40 (b) Mapa de risco mostrando uma situação hipotética dos riscos de acidentes se houvesse a adoção de medidas a curto prazo de melhorias do ambiente de trabalho. 72

16 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS APES Associação Paranaense dos Engenheiros de Segurança CECA Comunidade Européia do Carvão e do Aço CERB Companhia de Engenharia Rural da Bahia CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT Consolidação das Leis do Trabalho DRT Delegacia Regional do Trabalho EMBASA Empresa Baiana de Águas e Saneamento EMBASA - ER Empresa Baiana de Águas e Saneamento - Escritório Regional EPI Equipamento de Proteção Individual MTE Ministério do Trabalho e Emprego NRs Normas Regulamentadoras NR Normas Regulamentadora Ntep Nexo Técnico Epidemiológico OIT Organização Internacional do Trabalho OMS Organização Mundial da Saúde PIB Produto Interno Bruto PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais SESMET - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho

17 1 INTRODUÇÃO Os acidentes de trabalho, em sua grande maioria, acontecem por falta de cumprimento das normas de segurança e da falta de medidas prevencionistas por parte dos empresários dos diversos setores produtivos, como por exemplo, o da construção civil que, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), é responsável por 22,8% dos casos de óbito por acidentes de trabalho, que não tem uma cultura de computar investimentos em ações de prevenção de acidentes e de doenças laborais. Não raro, e infelizmente, encontram-se ambientes de trabalho completamente inadequados que contribuem diretamente com estes índices. Por isso faz-se necessário a constante identificação e análise dos riscos de um ambiente de trabalho de modo que se possa interferir neste quadro alarmante de acidentes e óbitos registrados decorrentes de atividades laborais. Qualquer acidente de trabalho, além dos danos físicos, psicológicos e financeiros que causam ao trabalhador e à sua família, acarreta também prejuízos para a empresa e para a União. Além dos custos diretos com o acidentado, como o atendimento médico e a indenização paga pela Previdência, há também os custos indiretos que a empresa deve cobrir como salário pago ao acidentado no dia do acidente, os salários pagos aos colegas do acidentado, os quais deixaram de produzir para socorrer a vítima, as despesas decorrentes da manutenção de máquinas e equipamentos envolvidos no acidente e os prejuízos decorrentes de danos causados ao produto em processo. O preço a pagar é alto quer para o trabalhador, quer para a empresa, que é obrigada a pagar indenizações à família do trabalhador e vê a sua reputação manchada por acidentes desnecessários e, algumas vezes até por mortes, que em sua maioria são causados por falta de investimento em segurança, custo que poderia ser evitado por uma iniciativa simples que, os empresários insistem em não adotar: o investimento em segurança do trabalho e prevenção de acidentes.

18 1.1 JUSTIFICATIVA A escolha pelo tema Análise de Risco num Ambiente de Trabalho foi motivada pelo fato de que o Brasil gasta cerca de 4 % do PIB com os auxílios (doença, aposentadoria por invalidez etc.), ocasionados por acidentes no trabalho, sendo que 30% dos acidentes atingem mãos, dedos e punhos, gerados por condições precárias de trabalho (www.previdenciasocial. gov.br). Estes acidentes poderiam ser evitados com investimentos em melhorias do ambiente de trabalho. Sendo assim, optou-se por um estudo de caso em um setor que apresenta condições de trabalho consideradas precárias, buscando mostrar propostas de melhorias e investimentos que poderiam contribuir com a redução destes gastos e principalmente com a redução dos índices de acidentes e óbitos decorrentes de atividades laborais. 1.2 OBJETIVOS Geral Realizar um estudo de caso em um ambiente de trabalho considerado precário, analisando os riscos de acidentes e destacando a importância da adoção de medidas preventivas e corretivas que venham a melhorar o ambiente de trabalho, através da eliminação/diminuição dos riscos de acidentes, pois os gastos provenientes de um acidente podem causar custos muito altos para o país, para empresa e principalmente para o trabalhador Específicos Obter os conceitos relacionados à segurança do trabalho, custos (diretos e indiretos) dos acidentes de trabalho, prevenção e as medidas de segurança do trabalho. Verificar ou propor meios de prevenção de acidentes, num ambiente de trabalho, de modo a diminuir o grau de risco de acidentes.

19 1.3 METODOLOGIA O desenvolvimento da proposta de monografia seguirá as seguintes etapas: 1. A obtenção da fundamentação teórica em segurança do trabalho, custos diretos e indiretos em acidentes do trabalho e sobre o significado de prevenção; 2. Através de estudos de dados estatísticos da previdência social, obter informações a respeito de gastos com acidentes de trabalho; 3. Selecionar uma empresa para fazer um levantamento de riscos e ocorrência de acidentes e, com autorização da mesma, realizar um estudo de caso. 4. Elaborar uma análise dos riscos de acidentes identificados. 5. Elaborar, em conjunto com a empresa, uma proposta de investimento em prevenção de acidentes, justificando-a de forma econômica e, acima de tudo, da valorização da saúde e segurança do trabalhador.

20 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 HISTÓRICO SOBRE A SEGURANÇA DO TRABALHO 1 A preocupação com a segurança do trabalhador teve marcos importantes em todo mundo ao longo dos anos, destacando-se: 1. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, é assinada a Carta das Nações Unidas, em São Francisco, em 26 de junho de 1945, que estabelece nova ordem na busca da preservação, progresso social e melhores condições de vida das futuras gerações; 2. Em 1948, com a criação da OMS - Organização Mundial da Saúde estabelece-se o conceito de que a saúde é o completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de afecções ou enfermidades e que o gozo do grau máximo de saúde que se pode alcançar é um dos direitos fundamentais de todo ser humano ; 3. Em 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas, aprova a Declaração Universal dos Direitos Humanos do Homem, que se constitui uma fonte de princípios na aplicação das normas jurídicas, que assegura ao trabalhador o direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, as condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra ao desemprego; o direito ao repouso e ao lazer, limitação de horas de trabalho, férias periódicas remuneradas, além de padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar. Contudo, a reconstrução pós-guerra induz a sérios problemas de acidentes e doenças que repercutem nas atividades empresariais, tanto no que se refere às indenizações acidentárias, quanto ao custo pelo afastamento de empregados doentes. Impunha-se a criação de novos métodos de intervenção das causas de doenças e dos acidentes, recorrendo-se à participação inter-profissional; 4. Em 1949, a Inglaterra pesquisa a ergonomia, que objetiva a organização do trabalho em vista da realidade do meio ambiente laboral adequar-se ao homem; 1 Cronologia Histórica da Segurança do Trabalho (segundo a Associação Paranaense dos Engenheiros de Segurança APES).

21 5. Em 1952, com a fundação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço - CECA, a questão voltou-se para a segurança e medicina do trabalho nos setores de carvão e aço, que até hoje estimula e financia projetos no setor; 6. Na década de 60 inicia-se um movimento social renovado, revigorado e redimensionado marcado pelo questionamento do sentido da vida, o valor da liberdade, o significado do trabalho na vida, o uso do corpo, notadamente nos países industrializados como a Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e Itália. 2.2 MARCOS DA SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL 2. No início da década de 70 o Brasil foi detentor do título de campeão mundial de acidentes, devido principalmente às condições de trabalho precárias, com isso foram surgindo varias medidas adotadas pelo governo com o intuito de mudar o atual cenário em que se encontrava, destacando-se: 1. No Brasil em 1919, por meio do Decreto Legislativo nº 3.724, de 15 de janeiro de 1919, implantaram-se serviços de medicina ocupacional, com a fiscalização das condições de trabalho nas fábricas. Com o advento da Segunda Guerra Mundial despertou-se uma nova mentalidade humanitária, na busca de paz e estabilidade social; 2. Em 1977, o legislador dedica no texto da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, por sua reconhecida importância Social, capítulo específico à Segurança e Medicina do Trabalho. Trata-se do Capítulo V, Título II, artigos 154 a 201, com redação da Lei nº 6.514/ O Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, hoje denominado Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, regulamenta os artigos contidos na CLT por meio da Portaria nº 3.214/78, Normas Regulamentadoras - NRs. Com a publicação da Portaria nº 3214/78 se estabelece a concepção de saúde ocupacional. 4. Em 1979, a Comissão Intersindical de Saúde do Trabalhador, promove a Semana de Saúde do Trabalhador com enorme sucesso e em 1980 essa 2 manual prático, 2003

22 comissão se transforma no Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes do Trabalho. Os eventos dos anos seguintes enfatizaram a eliminação do risco de acidentes, da insalubridade ao lado do movimento das campanhas salariais. Os diversos Sindicatos dos Trabalhadores, como o das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, tiveram fundamental importância denunciando as condições inseguras e indignas observadas no trabalho. Com a Constituição de 1988 nasce o marco principal da etapa de saúde do trabalhador no nosso ordenamento jurídico. Está garantida a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. E, ratificadas as Convenções 155 e 161 da OIT, que também regulamentam ações para a preservação da Saúde e dos Serviços de Saúde do Trabalhador. As conquistas, pouco a pouco, vêm introduzindo novas mentalidades, sedimentando bases sólidas para o pleno exercício do direito que todos devem ter à saúde e ao trabalho protegido de riscos ou das condições perigosas e insalubres que põem em risco a vida, a saúde física e mental do trabalhador. A proteção à saúde do trabalhador fundamenta-se, constitucionalmente, na tutela da vida com dignidade, e tem como objetivo primordial a redução do risco de doença, como exemplifica o art. 7º, inciso XXII, e também o art. 200, inciso VIII, que protege o meio ambiente do trabalho, além do art. 193, que determina que a ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais. Posteriormente, o Ministério do Trabalho, por meio da Portaria nº 3.067, de , aprovou as cinco Normas Regulamentadoras Rurais (revogadas pela Portaria GM n.º 262, 29/05/2008). A Portaria SSST nº 53, de , aprovou a NR 29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário. Atuando de forma tripartite o Ministério do Trabalho e Emprego, divulga para consulta pública a Portaria SIT/SST nº 19 de , publicada no DOU de , para a criação da NR nº 30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário. Em foi publicada no DOU a Portaria nº 30, de , da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, divulgando para consulta

23 pública proposta de texto de criação da Norma Regulamentadora Nº 31 - Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados. No ano de 2003 há o advento da PNSST (Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador). A PNSST assenta-se em diretrizes que definem responsabilidades institucionais, mecanismos de financiamento, gestão, acompanhamento e controle social, alinhados com a realidade política, social e econômica. Busca superar a fragmentação e a desarticulação tradicionalmente presentes nas ações governamentais voltadas para a área. Além de estar relacionada com as políticas dos ministérios do Trabalho, Saúde, Previdência e Meio Ambiente, apresenta interfaces com as políticas econômicas dos ministérios da Indústria e Comércio, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Educação e Justiça, em perspectivas intersetorial e transversal, o que é fundamental para sua efetiva implementação como uma política global de governo. Em 2005 é aprovada a Norma Regulamentadora n.º 32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde). No ano de 2008 são revogadas as Normas Regulamentadoras Rurais através da portaria GM n.º 191, 15/04/2008 e a Norma Regulamentadora n.º 27, através da Portaria GM n.º 262, 29/05/ CONCEITO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Segurança do trabalho pode ser definida como uma ciência que busca a proteção da integridade e da capacidade do trabalhador em seu local de trabalho, com o objetivo da prevenção de riscos e de acidentes nas atividades de trabalho. Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como a Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, entre outras (AREASEG). A Segurança do Trabalho é regida por normas e leis. No Brasil, a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras (ANEXO 1), outras leis complementares, como portarias e decretos e também as Convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil (Manuais de Legislação, 2003).

24 2.4 CONTRIBUIÇÕES DE HEINRICH E DE BIRD Heinrich desenvolveu uma teoria que mostra que o acidente e conseqüentemente a lesão são causados por alguma causa anterior, alguma coisa onde se encontra o homem, e todo acidente é causado, ele nunca acontece (AQUINO, 1996). É causado porque o homem não se encontra devidamente preparado e comete atos inseguros, ou então existem condições inseguras que comprometem a segurança do trabalhador, portanto, os atos inseguros e as condições inseguras constituem o fator principal na causa dos acidentes (FRANÇA, 2002). Heinrich imaginou, partindo da personalidade, demonstrar a ocorrência de acidentes e lesões com o auxilio de cinco pedras de dominós como pode ser visto na figura 1; a primeira representando a personalidade; a segunda as falhas humanas, no exercício do trabalho; a terceira as causas de acidentes (atos e condições inseguras); a quarta, o acidente e a quinta, as lesões (http://www.geocities.com/athens/troy/8084/idx_acid.htm). 1. Personalidade ao iniciar o trabalho em uma empresa, o trabalhador traz consigo um conjunto de características positivas e negativas, de qualidades e defeitos, que constituem a sua personalidade. Esta se formou através dos anos, por influência de fatores hereditários e do meio social e familiar em que o indivíduo se desenvolveu. Algumas dessas características (irresponsabilidade, temeridade, teimosia, etc.) podem se constituir em razões próximas para a prática de atos inseguros ou para a criação de condições inseguras. 2. Falhas humanas devido aos traços negativos de sua personalidade, o homem seja qual for a sua posição hierárquica, pode cometer falhas no exercício do trabalho, do que resultarão as causas de acidentes. 3. Causas de acidentes estas englobam as condições inseguras e os atos inseguros. 4. Acidente sempre que existirem condições inseguras ou forem praticados atos inseguros, pode-se esperar as suas conseqüências, ou seja, a ocorrência de um acidente.

25 5. Lesões toda vez que ocorre um acidente, corre-se o risco de que o trabalhador venha a sofrer lesões, embora nem sempre o acidente provoque lesões. Figura 1 Seqüência de eventos que originam o acidente, segundo Heinrich. Desde que não se consegue eliminar os traços negativos da personalidade, surgirão em conseqüência, falhas no comportamento do homem no trabalho, de que podem resultar atos inseguros e condições inseguras, as quais poderão levar ao acidente e às lesões, quando isso ocorrer, tombando a pedra "personalidade" ela ocasionará a queda, em sucessão de todas as demais. Deve-se procurar eliminar as causas de acidentes, sem que haja preocupação em modificar a personalidade de quem quer que seja, para tanto, deve-se buscar a eliminação tanto das condições inseguras, como também, deve-se procurar que os operários não pratiquem atos inseguros, o que se pode conseguir através da criação nos mesmos, da consciência de segurança, de tal sorte que a prática da segurança, em suas vidas, se transforme em um verdadeiro hábito. A filosofia de que os acidentes também poderiam gerar danos à propriedade (acidentes sem lesões) foi introduzida por Heinrich, a partir de Nos estudos que realizou, em 1500 empresas dos Estados Unidos, Heinrich conseguiu demonstrar que, para cada acidente com lesão incapacitante, havia 29 acidentes que produziam lesões não incapacitantes (leves) e 300 acidentes sem lesões (De Cicco & Fantazzini, 1985).Os dados levaram aos resultados mostrados na Figura 2.

26 Figura 2 Triângulo de Heinrich (1931). Durante o período de 1959 a 1966, o engenheiro Frank Bird Jr. empreendeu uma pesquisa na qual analisou mais de 90 mil acidentes ocorridos em uma empresa siderúrgica americana, e atualizou a relação estabelecida por Heinrich, desenvolvendo a proporção 1:100:500 (Figura 3). Ou seja, para cada uma lesão incapacitante, existiam 100 lesões não incapacitantes e 500 acidentes com danos à propriedade (De Cicco & Fantazzini, 1985). Figura 3 Triângulo de Bird (1966). Os dados obtidos permitiram que Bird desenvolvesse a sua teoria intitulada de Controle de Danos. Um programa de Controle de Danos é aquele que requer a identificação, registro e investigação de todos os acidentes com danos à propriedade, e a

27 determinação do seu custo para a empresa. Além disso, todas essas medidas deverão ser seguidas de ações preventivas (De Cicco & Fantazzini, 1985). Segundo Tavares (1996) e De Cicco & Fantazzini (1985), Bird ainda ampliou o seu referencial de estudo analisando acidentes ocorridos em 297 empresas, as quais representavam 21 grupos de indústria diferentes, com um total de operários que trabalharam mais de 3 bilhões de horas durante o período de exposição. Assim sendo, obteve a seguinte proporção: 1:10:30:600. Para cada acidente com lesão incapacitante, havia 10 acidentes com lesões leves, 30 acidentes com danos à propriedade e 600 acidentes sem lesão ou danos visíveis (quase-acidentes). Estes dados podem ser observando-se a Figura 4. Figura 4: Comparação dos estudos realizados por Heinrich e Bird FONTE: Tavares, 1996.

28 A seqüência de dominós de Heinrich pode ser associada aos estudos de Bird como pode ser vista na figura 5. Figura 5 Seqüência de eventos que originam o acidente, segundo Heinrich e Frank Bird (1931/1966) (FRANÇA, 2002). A primeira peça é o CONTROLE ADMINISTRATIVO a qual relaciona as funções que a administração deve conhecer e praticar: Planejamento. Organização. Direção. Controle. A falta de controle administrativo gera a queda da primeira peça e desencadeia a queda da próxima (CAUSA BÁSICA), ou seja, o surgimento das outras causas (Figura 6).

29 Figura 6 Desencadeamento das quedas das peças originadas pela falta de controle administrativo. As CAUSAS BÁSICAS estão relacionadas diretamente a dois fatores; 1. Fatores Pessoais: Falta de conhecimento ou capacidade. Erros operacionais. Movimentação incorreta. Problemas físicos ou mentais. 2. Fatores do Trabalho: Normas inadequadas de trabalho. Projetos inadequados. Manutenção inadequada. Normas inadequadas de compras. Desgastes anormais para uso de ferramentas, materiais e equipamentos. Uso anormal de ferramentas, materiais e equipamentos.

30 Existindo a CAUSA BÁSICA pode originar a CAUSA IMEDIATA, ainda assim existe a possibilidade de evitar o acidente, retirando a terceira peça (CAUSA IMEDIATA). Desse modo evita o contato em seqüência entre as peças seguintes, com isso evita-se o acidente e em posterior a lesão (Figura 7). Figura 7 Retirada da terceira peça da seqüência. As CAUSA IMEDIATAS estão relacionadas a atos e condições sub-padrões de trabalho, definidos por Atos inseguros e Condições inseguras. Existindo atos e condições inseguras há um potencial de ocorrência de um acidente, ou seja, o incidente. Os incidentes que dão resultados a danos humanos ou materiais, em sua grande parte envolvem o contato com uma fonte de energia. A proporção de 1 : 10 : 30 : 600 indica que a maioria dos incidentes que se produzem não dão origem a perdas. Desencadeada a seqüência completa, tem-se como resultado a perda, que está relacionada com as pessoas ou a propriedade.

31 2.5 ASPECTOS CONCEITUAIS DE ACIDENTE DO TRABALHO Definição satisfatória para acidente de trabalho não se encontra em dicionários e enciclopédias. Acontecimento imprevisto, infortúnio e aquilo que sobrevém repentinamente são algumas das definições vocabulares, que apenas se relacionam com certos aspectos do acidente do trabalho (ZOCCHIO, 2002). De acordo com o artigo 19 da lei (Previdência Social), publicada em 24 de julho de 1991, a definição de acidente de trabalho é:"o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou pelo exercício do trabalho do segurado especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou permanente". Essa lesão pode provocar a morte, perda ou redução da capacidade para o trabalho. A lesão pode ser caracterizada apenas pela redução da função de determinado órgão ou segmento do organismo, como os membros. Incidente de Trabalho: é o termo utilizado para designar um quase acidente, é uma situação em que houve um risco e uma exposição simultânea a ele, mas não houve lesões e perdas materiais. Ainda segundo a lei consideram-se e equiparam-se aos acidentes de trabalho através de seus artigos 20 e 21, temos : Artigo 20 - I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério da Previdência Social; II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério da Previdência Social. Não são consideradas como doença do trabalho: a) doença degenerativa b) a inerente a grupo etário; c) a que não produza incapacidade laborativa; d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.

32 Artigo 21: Equiparam-se ao acidente do trabalho: I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação; II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em conseqüência de: a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho; c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho; d) ato de pessoa privada do uso da razão; e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior; III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade; IV - o acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa; b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito; c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhorar capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado; V - nos períodos destinados à refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho. Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resultante de acidente de outra origem, se associe ou se superponha às conseqüências do anterior.

33 A maior parte dos acidentes do trabalho é o somatório de diversos fatores ligados ao setor de produção, como material, equipamentos, trabalhadores e ambiente de trabalho. 2.6 RISCOS OU AGENTES AMBIENTAIS Risco pode ser definido como a combinação da probabilidade e conseqüência da ocorrência de um evento perigoso e da severidade da lesão ou dano à saúde das pessoas causada por esse evento (ILO, 2001). São considerados agentes ambientais os riscos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador, e são definidos pela NR-9 como : a) Agentes Físicos são as diversas formas de energia que possam estar exposto os trabalhadores. São considerados riscos físicos: Ruídos; Calor; Vibrações; Pressões Anormais; Radiações; Umidade. b) Agentes Químicos são as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. Classificam-se em: Poeiras; Fumos; Névoas; Gases; Vapores; Neblinas e substâncias;

34 Compostos e produtos químicos em geral. c) Agentes Biológicos são as bactérias, fungos, bacilos, vírus, entre outros. Os riscos biológicos ocorrem por meio de microorganismos que, em contato com o homem, podem provocar inúmeras doenças. Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. d) Agentes Ergonômicos são um conjunto de parâmetros que devem ser estudados e implementados de forma a permitir a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. São considerados riscos ergonômicos: Esforço físico; Levantamento de peso; Postura inadequada; Controle rígido de produtividade; Situação de estresse; Trabalhos em período noturno; Jornada de trabalho prolongada; Monotonia e repetitividade; Imposição de rotina intensa. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define a ergonomia como a aplicação das ciências biológicas humanas em conjunto com os recursos e técnicas da engenharia para alcançar o ajustamento mútuo, ideal entre o homem e o seu trabalho, e cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem-estar no trabalho" (OIT 2004). e) Agentes Mecânicos de acordo com a NR 9 São os que se originam das atividades mecânicas, que envolve máquinas e equipamentos. São considerados como riscos geradores de acidentes: Arranjo físico inadequado;

35 Máquinas e equipamentos sem proteção; Ferramentas inadequadas, ou defeituosas; Eletricidade; Incêndio ou explosão; Armazenamento inadequado. 2.7 MAPA DE RISCO Os riscos ambientais, descritos anteriormente, podem ser representados graficamente sobre a planta baixa da empresa através de um levantamento dos pontos de risco de acidente, identificando situações e locais potencialmente perigosos, com o intuito de alertar os trabalhadores que venham a trabalhar no local. Essa representação é denominada de MAPA DE RISCO. O Diário Oficial da União de 20 de agosto de 1992 publicou uma portaria do Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (DNSST) implantando a obrigatoriedade da elaboração de mapas de riscos pelas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAS) nas empresas (http://www.btu.unesp.br/cipa/mapaderisco.htm). O mapa deve ser colocado em um local visível para alertar a os trabalhadores sobre os perigos existentes naquela área. Os riscos serão simbolizados por círculos de três tamanhos distintos: pequeno, médio e grande, com diâmetros na proporção de 1: 2: 4, respectivamente (Tabela 1). Estes tipos são agrupados em cinco grupos classificados pelas cores vermelho, verde, marrom, amarelo e azul. Cada grupo corresponde a um tipo de agente: químico, físico, biológico, ergonômico e mecânico (Tabela 2). Tabela 1 Relação entre as representações das gravidades de risco. GRAVIDADE PROPORÇÃO PEQUENA 1 MÉDIA 2 GRANDE 4

36 Tabela 2 Relação entre os tipos de riscos e as cores representadas no MAPA DE RISCO. TIPO DE RISCO FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO ERGONÔMICO MECÂNICO VERDE VERMELHO MARROM AMARELO AZUL COR Na elaboração de um MAPA DE RISCO a idéia é que os membros da CIPA façam um levantamento dos riscos de acidentes do ambiente de trabalho. Na planta da seção, exatamente no local onde se encontra o risco.quando num mesmo local houver incidência de mais de um risco de igual gravidade, utiliza-se o mesmo circulo, dividindo-o em partes, pintando-as com cor correspondente ao risco. Dentro dos círculos deverão ser anotados o numero de trabalhadores expostos ao risco e o nome do risco (http://www.uff.br/ enfermagem dotrabalho/mapaderisco). A empresa receberá o levantamento e terá 30 dias para analisar e negociar com os membros da CIPA ou do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), se houver, prazos para providenciar as alterações propostas. Caso estes prazos sejam descumpridos, a CIPA deverá comunicar a Delegacia Regional do Trabalho - DRT. 2.8 ACIDENTES DO TRABALHO E SUAS CAUSAS Segundo a FUNDACENTRO (1980), as principais causas de acidentes de trabalho podem ser agrupadas em dois blocos, a saber: a) causas objetivas englobam as causas que se vinculam aos métodos e utensílios de trabalho. São as condições inseguras de trabalho que colocam em risco as máquinas, os equipamentos e a integridade física e mental do trabalhador. b) causas subjetivas englobam as causas que dependem da pessoa do trabalhador. São os atos inseguros que, conscientes ou não, podem provocar algum dano a ele ou mesmo às máquinas e aos materiais e equipamentos. Podem-se relacionar alguns dos principais fatores que, segundo a FUNDACENTRO (1980), levam a atos inseguros ou a condições inseguras na construção civil (Tabela 3).

37 Tabela 3: Fatores responsáveis pelos atos e condições inseguras na construção. Fonte: FUNDACENTRO (1980) 2.9 O CUSTO DOS ACIDENTES O custo com acidente de trabalho é muito alto: para o empregado que passa por dor física, readaptação ao trabalho, problemas psicológicos: para a família que tem aumento das despesas com cuidados especiais, para a empresa que gasta com perda de produção, despesas com o acidentado, com recrutamento, seleção, com a readaptação do acidentado, etc.: para a nação gera redução na força de trabalho. Os custos diretos envolvem diretamente gastos com o acidentando, como o pagamento de salário ao acidentado durante o período de afastamento incide também nos custos diretos as contribuições mensais pagas pelo empregador à Previdência Social. O empregador, pessoa física ou jurídica, além de descontar e recolher à seguridade as contribuições do empregado é obrigado a contribuir sobre a folha de salários, da seguinte forma (Ministério da Previdência Social): 1%, 2% ou 3% sobre o salário de seus empregados, de acordo com o grau de risco da atividade da empresa;

38 12%, 9% ou 6% exclusivamente sobre o salário do empregado, cuja atividade exercida ensejar a concessão de aposentadoria aos 15, 20 ou 25 anos de contribuição Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP). Os custos indiretos são custos imensuráveis (MICHEL, 2001) variam muito de acidente a acidente. As principais despesas relacionadas a esses custos são: Tempo perdido pelo acidentado e pelos colegas; Tempo perdido na investigação do acidente; Tempo perdido na seleção e formação de um substituto mesmo temporário; Tempo perdido na impressão causada aos colegas; Diminuição do rendimento no momento em que regressar ao trabalho; Quebra natural da produção; Perdas com reparação do equipamento e danos materiais; Não cumprir prazos de entrega; Deterioração da imagem da empresa no mercado Cálculo do custo do acidente. (FUNDACENTRO) Pesquisa feita pela FUNDACENTRO revelou a necessidade de modificar os conceitos tradicionais de custos de acidentes e propôs uma nova sistemática para a sua elaboração, com enfoque prático, denominada Custo Efetivo dos Acidentes, como descrito a seguir: Ce = C i o Ce=Custo efetivo do acidente. o C=Custo do acidente. o i= Indenizações e ressarcimento recebidos por meio de seguro ou de terceiros (valor líquido).

39 C = C1 + C2 + C3 o C1= Custo correspondente ao tempo de afastamento (até os 15 primeiros dias) em conseqüência de acidente com lesão; o C2= Custo referente aos reparos e reposições de máquinas, equipamentos e materiais danificados (acidentes com danos a propriedade); o C3= Custo complementares relativos as lesões (assistência médica e primeiro socorros) e os danos a propriedade (outros custos operacionais, como os resultantes de paralisações, manutenções e lucros interrompidos) PREVENÇÃO DE ACIDENTES Como visto anteriormente os acidentes de trabalho geram custos muitos altos, que podem ser eliminados através da adoção de medidas (Prevenção) que venham a combater os riscos de acidentes e com isso a ocorrência de acidentes. A prevenção de acidentes visa o combate aos riscos existentes no ambiente de trabalho de modo a evitar que ele possa gerar um futuro acidente. Um dos principais procedimentos formais de controle para acompanhar a alcançar os objetivos de um programa de segurança é a Inspeção de Segurança, que permite identificar os riscos antes que eles venham a provocar lesões ou acidentes. A Inspeção de Segurança demonstra o interesse da administração da empresa na preservação da integridade física dos empregados. Sendo que a mesma não deve ser feita para apurar falhas ou culpas de modo a se concluir com uma punição, e sim antes de tudo ser construtiva com a finalidade precípua de evitar acidentes. 2002): Os riscos mais comuns encontrados em uma Inspeção de Segurança são (Zocchio,

40 Falta de proteção nas máquinas; Falta de ordem e limpeza; Má conservação das ferramentas; Iluminação e instalações elétricas deficientes; Obstrução de portas e outros meios de saída; Equipamentos de proteção a incêndio em mau estado ou insuficiente. Os atos inseguros e condições de insegurança são as CAUSAS BÁSICAS, isto é, os sintomas dos acidentes, onde as condições inseguras surgem principalmente devido as seguintes causas: O desgaste normal ou anormal dos equipamentos, ferramentas e instalações; O fator pessoal de insegurança praticado pelo pessoal provocando condições que poderão acarretar acidente. As Condições Inseguras que devem ser observadas nas inspeções são: Falta de avisos ou avisos inadequados, falta de proteção nos equipamentos e máquinas; Falta de sistemas de alarmes, ou alarmes inadequados; Condições de inflamabilidade ou explosão; Condições de instabilidade de materiais ou equipamentos Ausência de organização e limpeza; Objetos que ficam sobressaindo em áreas de circulação; Congestionamento da área de trabalho; Condições ambientais insalubres devido a riscos químicos; Condições ambientais insalubres devido a riscos físicos; Ferramentas, equipamentos e materiais defeituosos; Estocagem imprópria; Vestuário inadequado ao serviço.

41 3 ACIDENTES DO TRABALHO NO BRASIL 3.1 ESTATÍSTICA DOS ACIDENTES DE TRABALHO NO BRASIL O Brasil foi o primeiro país a ter um serviço obrigatório de segurança e medicina do trabalho em empresas com mais de 100 funcionários (www.sesipr.org.br/saude/ FreeComponent81content55394.shtml). No dia 27 de julho de 1972 o governo militar baixou portaria obrigando a instalação de serviço de segurança e medicina do trabalho nas empresas com mais de 100 trabalhadores. Esta data foi escolhida para ser o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho ou, como também é conhecida, o Dia do Cipeiro. Era um período de fragilidade no tocante à segurança dos trabalhadores no Brasil. O número de acidentes de trabalho era tamanho que começaram a surgir pressões exigindo políticas de prevenção, inclusive com ameaças do Banco Mundial de retirar empréstimos do país caso o quadro continuasse. Mesmo assim o Brasil chegou a ocupar na década de 70, o primeiro lugar, no ranking mundial, em acidentes de trabalho, com uma média de acidentes (Tabela 4 e Gráfico 1), na década de 80 houve uma pequena redução, onde esse número passou para (Tabela 5 e Gráfico 2). Esses números alarmantes só tiveram uma redução considerável a partir da década de 90 com uma média de acidentes (Tabela 6 e Gráfico 3), uma redução comparada com as décadas de 70 e 80 de 70% e 57,94 %, respectivamente. O índice de acidentes de trabalho no Brasil pode ser bem maior do que os mostrados pelas estatísticas uma vez que dos cerca de 70 milhões de trabalhadores assalariados, somente 33% (que corresponde a 25 milhões de trabalhadores), têm carteira de trabalho assinada e emprego registrado e esses que podem entrar nas estatísticas da previdência e do SUS.. Entre estes não estão os funcionários públicos, os trabalhadores ditos informais e uma expressiva parcela de trabalhadores rurais (http://www.pco.org.br/conoticias/mov_operario).

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