PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO ENTRE A COMISSÃO PARA A CIDADANIA E IGUALDADE DE GÉNERO (CIG) E A COOPERATIVA ANTÓNIO SÉRGIO PARA A ECONOMIA SOCIAL

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1 Homologo. Homologo. Secretária de Estado da Igualdade /alter Lemos Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO ENTRE A COMISSÃO PARA A CIDADANIA E IGUALDADE DE GÉNERO (CIG) E A COOPERATIVA ANTÓNIO SÉRGIO PARA A ECONOMIA SOCIAL O Programa do XVIII Governo Constitucional estabelece, designadamente, o relançamento da economia e a promoção do emprego. Tendo em vista a prossecução desses objectivos importa reforçar a parceria entre o Estado e o sector social. O Governo comprometeu-se ainda a dar continuidade à promoção da empregabilidade e do empreendedorismo feminino, designadamente através do aprofundamento dos mecanismos de apoio ao empreendedorismo feminino e na promoção de medidas para a eliminação da segregação segundo o sexo, no mercado de trabalho e no combate às desigualdades salariais entre homens e mulheres. A Resolução do Conselho de Ministros n. 16/2010, aprovou o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Social (PADES), que estabelece um conjunto articulado de medidas de estímulo ao desenvolvimento da economia social. No âmbito desta Resolução foi estabelecido como objectivo criar um programa nacional de microcrédito, no montante global de (euro) , gerido pelas entidades que integram o sector social, em parceria com as instituições de crédito e com as sociedades financeiras de microcrédito. Este novo programa pretende ser uma medida de estímulo à criação de emprego e ao empreendedorismo entre as populações com maiores dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, facilitando-se não só o acesso ao crédito bem como a prestação de apoio técnico à criação e consolidação dos projectos empresariais. Comissão para a Cidadania e Igualdade d* Centro Presidência do Conselho de Ministros -^S3 S

2 Tendo em conta as desigualdades existentes entre homens e mulheres no acesso ao mercado de trabalho, importa criar mecanismos e estruturas que promovam uma igualdade efectiva. Em matéria de desenvolvimento de um clima favorável às mulheres empreendedoras, há ainda um longo caminho a percorrer, desde a educação empresarial, passando pelas condições de acesso ao crédito, até à promoção de redes associativas ou ao apoio personalizado às mulheres empreendedoras. Como elemento central impulsionador de novas dinâmicas económicas e sociais, considera-se o empreendedorismo como uma estratégia de dinamização empresarial e da economia de mercado face à realidade actual de crise económica. Daí a relevância do apoio ao empreendedorismo feminino, como um forte impulsionador de inovação social, visando restaurar o equilíbrio entre homens e mulheres na criação do próprio emprego e promover a inclusão social, capacitar as mulheres, quer individualmente, quer enquanto grupo, valorizando o capital social que representam. Ao potenciar este capital social, o apoio ao empreendedorismo feminino pretende, ainda e simultaneamente, alicerçar a sustentabilidade dos negócios geridos por mulheres na capacidade de criar e manter redes de empreendedoras, garantir o empoderamento das mulheres na esfera pública e a participação de homens e mulheres na criação de empresas de forma igualitária. Estão assim, criados os mecanismos necessários à efectiva acção de promoção do empreendedorismo feminino. Acresce que o III Plano Nacional para a Igualdade - Cidadania e Género ( ), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n. 82/2007, de 22 de Junho, na área da independência económica, tem vindo a desenvolver as seguintes medidas: necessidade de Incrementar o empreendedorismo feminino como elemento de mobilização das mulheres para a vida económica activa, promovendo o auto-emprego; estimular o estabelecimento de soluções inovadoras nos incentivos e no incremento do acesso aos instrumentos de apoio financeiro às actividades de empreededorismo feminino que prossigam os objectivos económicos e sociais consistentes com a Igualdade de Género; desenvolvimento do empreendedorismo feminino qualificado como instrumento inovador e regenerador de tecidos económicos sectoriais, regionais ou urbanos; reforço da informação e sensibilização sobre as vantagens e potencialidades do microcrédito associado à criação de emprego e ao financiamento das PME, majorando as intervenções empresariais das mulheres; promoção do associativismo empresarial de mulheres. De referir que cumpre à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) a dinamização, o acompanhamento e a execução das medidas constantes deste Plano, bem como aquelas que advierem com a adopção do IV Plano Nacional para a Igualdade, devendo a CIG garantir a estreita colaboração com os demais serviços e organismos directamente envolvidos na sua execução. ^ B P ww Comissáo para a Cidadania e Igualdadede Género Presidência rjn Conselho de Ministros.,, CRS<ES C»XPJiKuV^dí^* Mfajf:afOTuS««ri

3 Para que seja fomentado o empreendedorismo feminino e para permitir o acesso das mulheres ao microcrédito, é celebrado o presente protocolo de colaboração entre: - A COMISSÃO PARA A CIDADANIA E IGUALDADE DE GÉNERO (CIG), representada neste acto pela Professora Doutora Sara Falcão Casaca, na qualidade de Presidente, no uso dos poderes de que lhe são reconhecidos nos termos da alínea s), do n. 2, do artigo 2. da Lei Orgânica da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, aprovada pelo Decreto-Lei n. 164/2007, de 3 de Maio, que daqui em diante será designada por Primeira Outorgante; e - A COOPERATIVA ANTÓNIO SÉRGIO PARA A ECONOMIA SOCIAL, A COOPERATIVA ANTÓNIO SÉRGIO PARA A ECONOMIA SOCIAL, pessoa colectiva n com sede na Rua do Viriato, n. 7, Lisboa, representada pelo seu Presidente da Direcção Eduardo Manuel Fernandes Graça, e pela sua Vice-Presidente da Direcção Patrícia Ramos Boura, que daqui em diante será designada por Segunda Outorgante; Que se regerá pelas cláusulas seguintes: CLÁUSULA PRIMEIRA (Objectivos) Através deste Protocolo as partes pretendem estabelecer formas de colaboração tendo como objectivo: a) Melhoria dos sistemas de informação sobre o microcrédito, empréstimos bancários e políticas públicas de incentivo ao empreendedorismo, de modo a que estes cheguem ao público feminino; b) Criar medidas activas para o reforço de capacidades empreendedoras e o espírito de iniciativa das mulheres; c) Criar condições para o desenvolvimento de melhores condições de empregabilidade; d) Fomentar a aprendizagem ao longo da vida através da formação das empreendedoras e dos tutores e das tutoras de negócio; e) Estimular a capacidade de autonomia laborai e o aprofundamento da cidadania; f) Reforçar as acções anti-discriminatórias junto das entidades bancárias e de financiamento em geral, designadamente, na criação de cooperação entre os diversos parceiros, que facilitem os processos de concessão de microcrédito; g) Reforçar os mecanismos de monitorização de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, no domínio do empreendedorismo e no acesso a apoios direccionados para a promoção deste. do Combate.. Cfl5 S Comlisio pari a Gldadanti e igualdade de Género Presidência do Conselho de Ministros

4 CLÁUSULA SEGUNDA (Âmbito de aplicação) 1. Este Protocolo é dirigido a todas as mulheres que estejam desempregadas e que procurem criar o auto-emprego, bem como a todas as mulheres que tenham já a sua microempresa ou micronegócio e que pretendam apresentar projectos viáveis para criar e consolidar postos de trabalho sustentáveis. 2. O presente protocolo aplica-se a todo o território nacional. CLÁUSULA TERCEIRA (Compromissos) Para a prossecução do objecto referido na cláusula Primeira as outorgantes comprometem-se a: a) Criar as condições necessárias para a execução do Programa Nacional de Microcrédito, em conformidade com a Resolução n. 16/2010, de 4 de Março de b) Após a aprovação do Programa Nacional de Microcrédito e na fase da sua implementação, noticiar o presente Protocolo e promover o microcrédito, designadamente através dos sites oficiais, nos jornais ou revistas, nos boletins, entre outros; c) Na fase de operacionalização deste Programa Nacional, dar conhecimento entre as partes das acções de divulgação/formação alargada que cada outorgante promova sobre a temática do microcrédito; d) Contribuir de forma integrada para um processo de formação das empreendedoras, bem como dos tutores e das tutoras do negócio, em introdução das temáticas da igualdade de género, da economia social, na concretização do plano de negócio e ainda na capacitação das mesmas para a obtenção de financiamento; e) Envidar esforços de coordenação e cooperação e troca de boas práticas a fim de prosseguir os fins do protocolo; f) As partes comprometem-se a elaborar um relatório anual conjunto referente ao desenvolvimento do Protocolo, devendo o mesmo incluir dados desagregados por sexo relativos à situação profissional e social das empreendedoras. CLÁUSULA QUARTA (Compromissos específicos) 1. Para a prossecução do objecto referido na cláusula Primeira, a CIG compromete-se a: a) Reencaminhar os projectos que lhe forem apresentados pelas potenciais mulheres empreendedoras para os/as tutores/as de negócio do local onde se pretende implementar esse projecto de negócio; CiG Comissão p«r«a tldadanii e Igualdade de Género Presidíncia do Conselho de Ministros

5 b) Fomentar junto das Autarquias, das Organizações Não Governamentais e de outras entidades, a apresentação de projectos que visem o empreendedorismo das mulheres; c) Acompanhar a implementação dos projectos financiados e respectivo desenvolvimento; d) Avaliar o impacto da integração da dimensão de género nos projectos aprovados, bem como a promoção do empreendedorismo feminismo na sociedade; e) Designar um/a representante efectivo/a e um/a represente suplente para o grupo de missão, criado em sede do Programa Nacional de Microcrédito. 2. A Segunda Outorgante compromete-se a: a) Celebrar protocolos com as instituições de crédito e com as sociedades financeiras de microcrédito, tendo em vista o estabelecimento das condições que facilitem o acesso ao crédito das potenciais microempreendedoras; b) Após a aprovação do Programa Nacional de Microcrédito, colocar em prática todas as competências que lhe forem incumbidas neste Programa Nacional. c) Avaliar ideias e analisar os projectos apresentados pelas empreendedoras, através do/a tutor/a de negócio ou do/a mediador/a, e quando reunam as condições necessárias para financiamento, proceder à respectiva preparação do dossier e apresentar o pedido de financiamento ao banco. CLÁUSULA QUINTA (Vigência) 1. O presente Protocolo inicia a sua vigência na data da respectiva assinatura e tem a duração de dois anos, renovável automaticamente por iguais e sucessivos períodos. 2. A caducidade ou justificada rescisão unilateral, por qualquer dos/das outorgantes, deverá sempre salvaguardar eventuais processos em curso. O Presente Protocolo de cooperação é constituído por 6 folhas, ficando um exemplar na posse de cada uma das partes. Lisboa, 20 de Setembro de 2010 C i B ^ ^ _. ^^ Comissão para a Cidadã n ii e Igual da de d e Género Presidência do Conselho de Ministros ív»yefifaífcfiflfl-avtço pjta d s tc«>ru i

6 A Presidente da CIG, (ProP. Doutora Sara Falcão Casaca) O Presidente da Direcção da CASES, (Eduardo M. Fernandes Graça) A Vice-Presidente da Direcção da CASES, (Patrícia Ramos Boura) Ci<5 Comíssáo para a Cidadania t Igualdade de Géne Presidência do Conselho de Ministrai

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