Regras claras podem garantir direitos ao empregado e segurança à empresa

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1 Boletim 858/2015 Ano VII 22/10/2015 Terceirizar sem medo Regras claras podem garantir direitos ao empregado e segurança à empresa - Há quem acredite que a terceirização tem muitas vantagens, tanto para empregados quanto para empregadores e deve ser estimulada. Mas, outros entendem que terceirização é sinônimo de precarização das relações do trabalho e, por isso, deve ser combatida. Quem tem razão? A terceirização não é o mal em si, não representando nem a encarnação de demônio nem a solução benta. O que deve ser observado é a forma com que as empresas desejam terceirizar suas atividades. Eis o caminho da segurança jurídica. A terceirização é um instrumento eficaz para as empresas, desde que implementada de forma correta. Significa implementar um bom processo de terceirização? Isso acontece quando a empresa que terceiriza uma ou várias atividades faz isso não somente porque deseja economizar dinheiro, mas porque deseja ganhar competitividade. A boa terceirização ocorre quando uma empresa quer entregar a terceiros alguma atividade que ela não realiza, ou não a faz bem. E este terceiro, sendo especializado no assunto, pode fazer tal trabalho melhor e com mais eficiência do que a contratante. Quem compra serviço não compra mão de obra. Assim, se compro determinado serviço, pouco importa quem o presta. Agora, se a questão é a aquisição de mão de obra, então desejo na verdade comprar a força de trabalho do ser humano. E só existe um modelo, no Brasil, que permite a compra personalizada do trabalho humano, isto é, desde que isso seja feito nos moldes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Parte do passivo trabalhista das empresas decorre não de problemas jurídicos, mas da gestão de pessoas. Um bom processo de terceirização demanda uma boa gestão de contratos terceirizados feitos pelo RH das empresas. A regulamentação da terceirização contempla estes aspectos, garantindo direitos aos trabalhadores terceirizados e segurança jurídica às empresas. - Especialista em Direito Trabalhista Eduardo Pastore 1

2 No ano, 17 indústrias já fecharam as portas De acordo com dados do Sindipeças, em 2014, 13 autopeças decretaram falência. O fim das atividades de número maior de empresas, entre janeiro e julho de 2015, elevou as demissões São Paulo - Empresas da cadeia de autopeças já estão fechando as portas devido a crise e as demissões continuam. Apesar disso, representantes do setor projeta uma ligeira melhora do cenário para o ano que vem, apoiada no segmento de reposição e nas exportações. De acordo com o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori, 13 empresas fecharam em 2014 e, até julho deste ano, pelo menos 17 fabricantes decretaram falência. "Este foi um ano muito ruim, que precisa acabar logo", avaliou o dirigente durante o congresso da agência de notícias Autodata. Desde 2013, último ano em que o setor de autopeças registrou crescimento, as indústrias demitiram 56 mil funcionários. Na visão de Butori, o volume maior de demitidos está entre as empresas de maior porte, que são mais capitalizadas. Ele admite que há problemas na base da cadeia, nos níveis 2 e 3. Na última terça-feira (20), o presidente da sistemista Bosch, Besaliel Botelho, afirmou que a situação está cada vez mais difícil entre as 2

3 empresas do setor. "Diversos fabricantes ficaram no caminho. Tivemos que trocar alguns fornecedores, que não conseguiam mais nos atender", reclamou o executivo. Ele acrescenta que, diante do cenário atual, a Bosch projeta uma queda em torno de 10% para "Também não esperamos uma retomada para o ano que vem", ponderou. Butori observa que o programa Inovar-Auto não trouxe, de fato, benefícios para a cadeia de autopeças. "Os projetos novos devem ter mais nacionalização. Mas os que já estão em curso não trouxeram aumento de conteúdo local", diz. Câmbio Segundo o presidente do Sindipeças, a apreciação do dólar frente ao real tem favorecido uma nacionalização maior de componentes. "Importar peças com o câmbio atual tira a competitividade das empresas", avalia. A alta da moeda norte-americana também será o responsável pela redução do déficit da balança comercial, informa o Sindipeças. Neste ano, a diferença negativa deve ficar em US$ 5 bilhões. Para 2016, a projeção é de US$ 3 bilhões de déficit do setor. Paulo Butori salientou ainda que os acordos comerciais fechados recentemente pelo setor automotivo, com Colômbia e México, por exemplo, "parecem mais do mesmo". O dirigente estima que, para o ano que vem, o faturamento da indústria de autopeças deva registrar um crescimento de 2% na comparação com o desempenho de 2015, para cerca de R$ 62,9 bilhões. "Esta projeção leva em conta a base fraca deste ano", concluiu. Juliana Estigarríbia Emprego em Campinas cai pelo sexto mês consecutivo Em setembro, o saldo de demissões na região foi de 650 e, segundo especialistas, a tendência para os próximos meses é de mais cortes nos postos de trabalho Campinas - A crise está afetando cada vez mais o emprego na indústria regional de Campinas. Pelo sexto mês consecutivo, houve queda no número de postos de trabalho: Em setembro, o saldo foi de 650 demissões. No acumulado de janeiro a setembro de 2015, foram 3,6 mil demissões. Já nos últimos doze meses, 6,5 mil postos de trabalho foram perdidos. 3

4 Os números são da pesquisa de Sondagem Industrial e Balança Comercial Regional e do o Nível de Emprego da Indústria Regional. Os estudos foram apresentados pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional de Campinas e pela Faculdades de Campinas (Facamp). Para o vice-diretor do Ciesp regional Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, a tendência é de queda para os próximos meses nas indústrias. Pelo ambiente de queda na produção industrial e de diminuição nas vendas, somados à crise política que o País atravessa, os números de emprego de outubro a dezembro devem ser negativos, ressalta Corrêa. "Não chegamos ao fundo do poço e, infelizmente, pelas dificuldades que as empresas estão enfrentando, as demissões continuarão nos próximos meses", diz. Exportações A situação também é delicada no comércio exterior. Segundo o diretor de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, houve uma queda de 13,4% nas exportações no mês de setembro, em comparação com igual período do ano passado - em 2014, foram US$ 300 milhões, contra US$ 260 milhões em Já as importações nesse mesmo período caíram 27% - US$ 1 bilhão em 2014 e US$ 730 milhões no ano de A corrente de comércio exterior, que inclui a soma das exportações e importações, apresentou queda de 31%. Em 2014, a corrente foi de US$ 1,3 bilhão e, em 2015, US$ 990 milhões. Para Riso, esse quadro não tem perspectiva de mudança para os próximos meses, e mesmo com a taxa de dólar favorável às exportações, ainda não se sentiu esse reflexo em na região. "Apesar dessa taxa de dólar ser bem atraente para os negócios internacionais, principalmente para tornar os nossos produtos mais significativos para a nossa região, que tem produtos manufaturados de alta tecnologia, esse reflexo não foi bastante positivo. Entendemos que a variação cambial com o dólar nesse patamar favorece muito mais as exportações de commodities e produtos agrícolas", avalia. O economista da Facamp, José Augusto Ruas, afirma que os resultados da pesquisa de Sondagem Industrial em setembro de 2015 mostram, em sua maioria, uma deterioração nos resultados, considerando-se os dois meses anteriores, e uma mais profunda ainda, quando se compara com o mesmo mês em Os indicadores de nível de emprego, de decisões de investimentos e de produção industrial tiveram destaques negativos na pesquisa de sondagem. Milton Paes (Fonte: DCI dia ). 4

5 Governo irá propor idade mínima para aposentadoria Reforma da Previdência que será enviada ao Congresso prevê que mulheres se aposentem a partir de 60 anos e homens, aos 65 MURILO RODRIGUES ALVES E ADRIANA FERNANDES - O ESTADO DE S. PAULO BRASÍLIA - O governo indicou que vai propor a idade mínima para aposentadoria em 60 anos e 65 anos, respectivamente, para mulheres e homens, segundo apurou o Estado com fontes que participam dos estudos da reforma da Previdência. O Brasil é um dos poucos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que não estipula uma idade mínima. Numa lista de 35 nações, o País tem o piso da idade em que as pessoas se aposentam: 57,5 anos. A média é considerada muito baixa para honrar os pagamentos dos benefícios no futuro. Os outros países da OCDE tem média de 64,2 anos. O governo defende que a experiência internacional aponta idade mínima próxima de 65 anos. Preocupado em mostrar que não está de braços cruzados com o aumento do rombo das contas públicas, a equipe econômica resolveu acelerar as mudanças com o objetivo de conter os gastos e resolveu que não vai esperar o debate das centrais sindicais e dos movimentos sociais no fórum criado com esse objetivo. Apenas apresentará a proposta formalmente ao Congresso. A estratégia do governo é mostrar que não está preocupado apenas com o ajuste fiscal deste e do próximo ano, mas também com medidas estruturais de longo prazo. Por isso, membros da equipe econômica consideram que não é possível esperar o consenso do fórum, composto por representantes dos empregadores, dos trabalhadores e dos aposentados e pensionistas. A meta é apresentar as mudanças em novembro, embora haja resistência da ala do 5

6 governo ligada aos movimentos sociais. Em reunião ontem, os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rossetto, estabeleceram um plano de trabalho para fechar a proposta da reforma. Qualquer mudança deve ter impacto somente no futuro, ou seja, não deve atingir as pessoas que já trabalham e contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os efeitos devem ser graduais, mas crescentes, sobre o resultado da Previdência e o resto da economia. De acordo com os dados do governo, a concessão das aposentadorias para os trabalhadores da iniciativa privada começa, em média, aos 59,5 anos para os homens e aos 57,8 anos para as mulheres, quando somados a idade e o tempo de contribuição. A média é ainda mais baixa para os benefícios concedidos apenas com base no tempo de contribuição. Sob esse critério, os homens se aposentam aos 55 anos e as mulheres, aos 52 anos. Salto. Pelas projeções do governo, as despesas da Previdência vão saltar de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 para 8,3% em Já as receitas, vão recuar de 6,1% do total de riquezas produzidas no País para 5,8%. O governo deve desembolsar neste ano R$ 88,9 bilhões apenas com o pagamento das aposentadorias da iniciativa privada, sem contar os benefícios assistenciais. Para 2016, a estimativa é que esse valor suba para R$ 124,9 bilhões. O documento que faz o diagnóstico da situação do agravamento dos custos com a aposentadoria e outros benefícios previdenciários aponta quais serão os pontos que o governo deve mexer para conter o aumento desenfreado dessas despesas. Além de propor uma idade mínima, a equipe econômica deve restringir o acesso aos chamados benefícios assistenciais. Previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), o benefício garante o pagamento de um salário mínimo mensal às pessoas com 65 anos ou mais que não possam manter seus sustento e que, ao longo da vida, não tenham contribuído para o INSS. De acordo com o governo, de 2002 para 2014, os desembolsos desse benefício saltaram de R$ 6,8 bilhões para R$ 35,1 bilhões. A quantidade de benefícios emitidos nesse período subiu de 2 milhões para 4,3 milhões. 6

7 São Paulo já acumula inflação acima de 10% Curitiba, Goiânia, Porto Alegre e Rio de Janeiro também acumulam inflação de dois dígitos em 12 meses IDIANA TOMAZELLI - O ESTADO DE S. PAULO RIO - Cinco das 11 regiões investigadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - incluindo São Paulo - já exibem inflação acima de 10% em 12 meses até outubro no âmbito do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15). A maior taxa pertence a Curitiba, onde o avanço chega a 11,12% no período. Os preços também sobem a dois dígitos em Goiânia (10,84%), Porto Alegre (10,48%), São Paulo (10,18%) e Rio de Janeiro (10,12%). Na média do País, a alta do IPCA-15 em 12 meses está em 9,77%, a maior desde dezembro de Fortaleza está alinhada com a média e teve alta de 9,77% nos preços nos últimos 12 meses. Em Recife, por sua vez, o avanço é de 9,01% no período. Outras quatro regiões sustentam IPCA-15 abaixo de 9% em 12 meses: Belém (8,79%), Brasília (8,65%), Belo Horizonte (8,38%) e Salvador (8,36%). Taxa mensal. Considerando apenas a taxa mensal, Brasília exibiu o maior resultado para o IPCA-15 em outubro. A inflação por lá avançou 1,28%, resultado da alta de 26,67% no item ônibus urbano (as tarifas foram reajustadas em 33,34% a partir de 20 de setembro) e da elevação de 4,55% na energia elétrica (as contas ficaram 18,26% mais caras desde 26 de agosto). Em São Paulo, o aumento de 0,85% foi o segundo maior e ficou acima da média geral (0,66%). Já o menor índice foi o da região metropolitana de Recife, onde os preços subiram 0,24% neste mês. (Fonte: Estado de SP dia ). 7

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