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1 Guia do Visitante 1

2 MOSTRA DE TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS 2009 Local: Hotel Transamerica Av. das Nações Unidas, Santo Amaro - São Paulo (SP) Estacionamento no local, pago pelo visitante. Dias e horários abertos para visitação à Mostra de Tecnologias Sustentáveis: 16 de junho das 9h00 às 20h00 17 de junho das 9h00 às 20h00 18 de junho das 9h00 às 17h00 Os participantes inscritos na Conferência Internacional Ethos 2009 têm livre acesso à Mostra de Tecnologias Sustentáveis. O público interessado em visitá-la tem entrada gratuita, que deve ser solicitada pelo site 2

3 O EVENTO A segunda edição da Mostra de Tecnologias Sustentáveis é uma exposição que acontece simultaneamente à Conferência Internacional Ethos 2009 e se destina a trazer ao público tecnologias que privilegiem a sustentabilidade. Tais tecnologias compreendem metodologias, técnicas, sistemas, equipamentos ou processos economicamente viáveis e passíveis de serem reproduzidos e aplicados, de forma a minimizar os impactos negativos e a promover impactos positivos no meio ambiente, na qualidade de vida das pessoas envolvidas e na sustentabilidade da sociedade. Promovida pelo Instituto Ethos, a Mostra 2009 é um evento realizado pelo UniEthos, em parceria com o Movimento Nossa São Paulo, o Instituto Akatu e a São Paulo Turismo (SPTuris). Esta realização também conta com a parceria das organizações internacionais AccountAbility, Business for Social Responsibility (BSR), Forum Empresa, Global Reporting Initiave (GRI), SustainAbility e Pacto Global das Nações Unidas. Sem a pretensão de ser uma feira de produtos, de empresas ou de ciências, esta exposição visa proporcionar ao visitante um ambiente inspirador, onde ele poderá ver, interagir e conhecer o funcionamento de tecnologias que privilegiam a sustentabilidade, assim como suas limitações e os requisitos para o seu adequado desempenho. Estas tecnologias estão sendo apresentadas com o intuito de: Tornar possível a identificação das situações em que podem ser aplicadas; Apresentar suas vantagens e desvantagens econômicas, sociais e ambientais; Demonstrar como podem ser adequadamente utilizadas; Evidenciar as implicações para o usuário e para o ambiente no qual são utilizadas. Isso permite a compreensão de seus impactos ambientais, sociais e econômicos e as mudanças culturais decorrentes de sua implementação. 3

4 PROCESSO DE SELEÇÃO DAS TECNOLOGIAS As tecnologias expostas devem oferecer soluções relacionadas a variáveis críticas para a sustentabilidade, tais como Energia, Gases de Efeito Estufa, Consumo de Materiais, Resíduos, Água, Biodiversidade, Equidade, Diversidade, Integridade e Combate à Corrupção, Trabalho Decente e Inclusão Social. Essas iniciativas estão aplicadas na gestão sustentável dos seguintes contextos: Cidades Negócios rurais Conservação e manejo sustentável de ecossistemas As tecnologias apresentadas foram desenvolvidas por organizações não-governamentais, centros de tecnologia, institutos de pesquisa, universidades, empreendedores sociais e empresas. No período de 24 de novembro de 2008 a 8 de março de 2009, diversas organizações e pessoas físicas inscreveram gratuitamente suas iniciativas para concorrer a um processo de seleção, composto por etapas e critérios de avaliação descritos em regulamento publicado no site do evento. O processo de seleção das tecnologias expostas foi conduzido por um Comitê Curador, composto por especialistas representantes das seguintes organizações: Ana Carolina Evangelista e Raquel Diniz Instituto Akatu pelo Consumo Consciente Ana Luisa M. da Riva International Finance Corporation (IFC) Beatriz Bulhões e Sueli Mendes Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) Clayton Campanhola Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) João Gilberto Azevedo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social larissa Barros Rede de Tecnologia Social (RTS) Luiz Bouabci Ashoka Marco Augusto Salles Teles Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia Marcus Fuchs Avina Sérgio Mauro de Souza Santos Filho Instituto Socioambiental (ISA) Vanderley John Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) 4 Saiba mais em

5 CONHEÇA AS TECNOLOGIAS EXPOSTAS NA MOSTRA 2009 A energia do sol direcionada à geração de conforto e renda para a família brasileira...8 Aparelhos auditivos recarregáveis, recarregador solar de baterias e baterias recarregáveis...9 Aquecedor solar com reutilizáveis Associação Saúde Criança Renascer - Uma perspectiva integral de saúde Bioplásticos biodegradáveis: compostáveis obtidos por meio de fontes renováveis agrícolas Biossistemas integrados (BSI) Bottle-to-Bottle Do campo à cidade: uma história de sustentabilidade Ecocesto para coleta seletiva de materiais recicláveis Ecoelce/Ecoampla troca de resíduos por bônus na conta de energia elétrica Ecomag: redutor de gases poluentes Eletro Floculação e Flotação Forçada E3F Encauchados de Vegetais da Amazônia Equipamento E Estação Resgate: Mineração Sustentável Fogo da Água GásLimpo CleanGas Geração de créditos de carbono através da compostagem de resíduos orgânicos Gravata incorporada: solução de formas para estruturas de concreto armado Inclusão social do agricultor familiar através do cooperativismo

6 Índios On Line Kits DIY para divisória-armário, voltados à habitação de interesse social Lavagem de superfície sem o uso de água Manufatura Reversa de Aparelhos de Refrigeração Master LED Meliponicultura: desmatamento evitado Metodologia e processo de adaptação das edificações da CEF para promoção da acessibilidade Polietileno produzido a partir do álcool de cana-de-açúcar Processo de reciclagem de baterias recarregáveis Val Eas Projeto MelhorAr de mobilidade sustentável Recuperador de Calor para Chuveiros Elétricos Rewatt Sensor ActiLume Silagem de colostro Sistema para Monitoramento Remoto do Consumo de Água utilizando padrão de comunicação sem fio, através de redes ZigBee Sítio Sustentável Somos de papel Tramando justiça social e sustentabilidade Tratamento e valorização de dejetos de suínos como tecnologia social para a gestão da água Usinas Sociais Inteligentes

7 TECNOLOGIAS EXPOSTAS 7

8 A energia do sol direcionada à geração de conforto e renda para a família brasileira Água quente para toda a sociedade O Aquecedor Solar de Baixo Custo (ASBC) foi desenvolvido para substituir a energia elétrica usada para o aquecimento de água em casas e apartamentos. Utilizando materiais termoplásticos da construção civil, como tubos de PVC, boia e caixa d água, a tecnologia custa 10% do preço de um aquecedor solar comum. A ideia de desenvolver um produto como esse nasceu em 1992, com o apoio do Sebrae, para ser apresentado durante a Eco 92, no Rio de Janeiro. A partir daí, a equipe continuou estudando formas para baratear o custo dos aquecedores solares. Em 2001, foi fundada a ONG Sociedade do Sol, sediada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Universidade de São Paulo (USP), com o objetivo de democratizar o uso da água quente. A tecnologia atinge uma parcela da população que dificilmente teria acesso a aquecedores a gás ou solares. Seu uso resulta numa economia de 25% a 50% do custo da energia. A Sociedade do Sol disponibiliza manuais de manufatura do ASBC em quatro línguas e assistência técnica gratuita oferecida por 60 monitores voluntários, que atendem por meio de carta, ou pessoalmente. A tecnologia é hoje utilizada em países da América Latina e na África. O ASBC pode aquecer de 200 a litros de água diariamente. Essa capacidade permite que o sistema seja aplicado também em hospitais e creches, e não apenas em residências. Organização: Sociedade do Sol Telefone: (11) Site: sociedadedosol.org.br 8

9 Aparelhos auditivos recarregáveis, recarregador solar de baterias e baterias recarregáveis Aparelhos auditivos de baixo custo, com baterias solares Aparelho auditivo digital com bateria recarregável a preço popular será em breve uma realidade para toda a America Latina. A tecnologia foi desenvolvida pelo canadense Howard Weinstein, que chefiou um projeto similar em Botswana, na África. Anos depois, Weinstein propôs a produção do aparelho ao Instituto Cefac, cuja missão é oferecer serviços e produtos que proporcionem às pessoas com distúrbios de comunicação oral e escrita, voz e audição, condições para assumir seu papel de cidadão. A tecnologia permite regular o aparelho de acordo com a necessidade do usuário. Quanto mais profunda é a perda auditiva, maior potência é exigida do aparelho e mais bateria é usada. Um aparelho regulável, com bateria recarregável a partir da luz solar, permite maior economia para o usuário e reduz o total de baterias descartadas no meio ambiente. Em dias de chuva, a bateria pode ser recarregada com a energia de lâmpadas comuns. Mantendo o foco na preocupação ambiental, as embalagens serão confeccionadas com papel reciclado e terão indicações em cinco idiomas (português, espanhol, inglês, francês e braille). Além de ser uma tecnologia inovadora, o programa inclui no mercado de trabalho pessoas com deficiência auditiva. A montagem dos aparelhos auditivos e do carregador solar de baterias será realizada por jovens surdos brasileiros, que receberão treinamento de deficientes auditivos africanos, funcionários da Godisa, ONG que desenvolveu o projeto africano. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto Cefac, a Fundação Lemelson e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo. Organização: Cefac Associação Assistencial em Saúde e Educação Telefone: (11) Site: novo.cefac.br/publicar/index2.php 9

10 Aquecedor solar com reutilizáveis Garrafas PET, caixas tetrapack e outros materiais reutilizáveis viram peças de aquecedor solar Trata-se de um aquecedor que funciona pelo princípio do termossifão, ou seja, aquece por meio de circulação de água quente. Esse sistema economiza em até 30% o consumo de energia elétrica e em 50% o consumo de gás de cozinha. Durante o projeto-piloto, foram instalados 123 coletores solares com reutilizáveis em 39 municípios de Santa Catarina. A ação beneficiou cerca de pessoas e diversas entidades beneficentes, e retirou do meio ambiente 70 mil garrafas PET. Agora, o projeto vai atender aproximadamente 500 unidades consumidoras do Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, complexo que abriga 45 comunidades empobrecidas, em área de preservação ambiental. Além dos benefícios sociais, ao longo de cinco anos o projeto vai contribuir para impedir o lançamento de quase 120 mil garrafas PET e 120 mil caixas tetrapack no meio ambiente. A tecnologia pode ser implantada em qualquer situação, principalmente em locais com incidência de sol expressiva durante as quatro estações do ano. O aquecedor solar com reutilizáveis é patenteado, mas sua multiplicação é permitida para cooperativas e instituições sem fins lucrativos. Organização: Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) Telefone: (48) Site: portal.celesc.com.br/portal/home/index.php 10

11 Associação Saúde Criança Renascer - Uma perspectiva integral de saúde Tratamento holístico que gera resultado eficaz Cansados de ver crianças e seus familiares sendo internados inúmeras vezes pelos mesmos motivos, um grupo da sociedade civil e profissionais do Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro (RJ), sob coordenação da médica Vera Cordeiro, criaram a Associação Saúde Criança Renascer, com a proposta de um tratamento holístico e integral, que leva em conta não apenas os sintomas físicos do paciente, mas suas condições sociais e psicológicas. Durante anos de atendimento, esses profissionais observaram que, após receber alta, o paciente voltava para a mesma condição de miséria que, na maioria das vezes, era a causa de sua doença. Para que os resultados do tratamento se tornassem mais eficientes, era preciso desenvolver um atendimento multidisciplinar. Por isso, a associação criou uma tecnologia de atendimento que leva em conta cinco áreas consideradas essenciais para a reestruturação familiar: saúde, renda familiar, moradia, educação e cidadania. Por meio de triagens, as necessidades do paciente e de sua família são levantadas. Com as informações, a equipe elabora um plano de ação familiar e oferece serviços como atendimento psicológico, orientação para regularização de documentos e benefícios, encaminhamento a cursos profissionalizantes, palestras socioeducativas, reforma de moradia, fornecimento de medicamentos de acordo com a prescrição médica, cesta básica e vale-transporte. Essa tecnologia social já é utilizada pela Rede Saúde Criança, que conta com 24 instituições ligadas a outros hospitais públicos, e pela Secretaria de Saúde de Belo Horizonte (MG). O método pode ser aplicado em qualquer hospital público, no Brasil ou no exterior. A Associação Saúde Criança Renascer dispõe de uma cartilha que explica o método e sua implantação. Já existem estudos para que a tecnologia se transforme em política pública. Organização: Associação Saúde Criança Renascer Telefone: (21) Site: 11

12 Bioplásticos biodegradáveis: compostáveis obtidos por meio de fontes renováveis agrícolas Embalagens plásticas biodegradáveis já são uma realidade A Biomater Eco-Materiais, empresa de base tecnológica, produz matéria-prima para plásticos à base de produtos agrícolas como mandioca, batata, milho, girassol, canade-açúcar, tabaco, celulose etc. Conhecido como bioplástico, esse material chega ao mercado para oferecer uma alternativa ao uso do petróleo. Com ele já é possível fabricar sacos de lixo e sacolinhas de plástico num ciclo fechado em relação à emissão de gás carbônico. Estima-se que, para cada quilo de plástico produzido com petróleo, são emitidos de 2 a 4 quilos de gás carbônico na atmosfera. O bioplástico pode ser processado nas mesmas máquinas usadas para plástico comum. A tecnologia terá um grande impacto para toda a indústria de transformação de embalagens termoplásticas, papel, papelão, descartáveis em geral e produtos para agricultura e para a indústria de reflorestamento. O bioplástico já é utilizado por empresas como Mamaplast, Ecoplast e Taiff. A Biomater Eco-Materiais trabalha em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Rodenburg Biopolymers. Organização: Biomater Eco-Materiais Telefone: (16) Site: 12

13 Biossistemas integrados (BSI) Biomassa é aproveitada para a geração de energia, ração animal e adubo natural Os biossistemas integrados (BSI) são um conjunto de equipamentos implantados que imitam os ciclos da natureza, para que os resíduos descartados pelos humanos percam seu potencial poluidor. A tecnologia foi desenvolvida pela ONG O Instituto Ambiental (OIA), sediada em Petrópolis (RJ), que tem como finalidade o reaproveitamento da biomassa disponível para geração de energia ração animal e adubo natural que podem ser aproveitados na recuperação de áreas degradadas. O processo inicia-se na remoção do lodo, que segue direto para os biodigestores, transformando-se em energia ou em compostagem, como minhocário, para a produção de adubo natural. Em seguida, a água segue por tanques de algas, que auxiliam na oxigenação do efluente, e passam por zonas de raízes, que removem parte dos nutrientes, como nitrogênio e fósforo. No final, utilizam-se plantas macrófitas, que fazem uma excelente absorção adicional de nutrientes e remoção de patógenos. Agora, já recuperado, o efluente poderá retornar ao ambiente, na forma de irrigação, infiltração ou mesmo enviado para um rio. Os BSI podem ser adaptados a projetos em pequena escala, como residências, sítios de lazer ou comunidades com até 500 moradores, bem como a projetos em larga escala, como em pequenos municípios, comunidades organizadas, condomínios e produtores agrícolas em geral. Em áreas onde existe espaço disponível, incluem-se tanques para a criação de peixes e aves aquáticas, contribuindo para o aumento da produção de proteína animal. As indústrias com grandes quantidades de resíduos orgânicos, como as agroindústrias, podem fazer uso de biossistemas para sanear e gerar mais trabalho para os que vivem no entorno de suas unidades de produção. Entre as vantagens de implantação dos BSI, podemos citar: o fato de ser um tratamento local, minimizando custos; a reciclagem de nutrientes, que possibilita seu reúso na propriedade ou em seu entorno; o aproveitamento energético na forma de calor, para cozinhar e aquecer água; e, principalmente, o aspecto social, que é dar uma solução sustentável e cidadã para o problema do esgoto. Organização: O Instituto Ambiental (OIA) Telefone: (11) Site: 13

14 Bottle-to-Bottle Reciclagem sem desperdício de água aumenta a renda dos catadores No sistema de reciclagem Bottle-to-Bottle, as garrafas PET usadas são selecionadas, moídas e limpas por um processo de intensa lavagem, o qual permite retirar todos os resíduos que possam ser contaminantes. Nessa tecnologia, a reciclagem compreende vários sistemas de operações, envolvendo trituração, lavagem, filtragem e secagem, e culmina na renovação das características e propriedades dos polímeros usados, o que dá ao produto obtido as características de material novo. Esse processo permite a utilização de volumes menores de água e de energia que outros sistemas de produção de PET para uso alimentício. A tecnologia também possibilita reciclar embalagens PET empregadas no armazenamento de óleos vegetais comestíveis. Com a tecnologia Bottle-to-Bottle, o PET reciclado passa a ter um destino mais nobre que a reciclagem usual, pois retorna à indústria de alimentos. Por isso, é mais valorizado, aumentando a renda do catador e beneficiando as cooperativas que trabalham com o recolhimento de lixo. Esse método também estimula o consumidor a separar as embalagens que podem ser recicladas. A expectativa é de que, nos próximos dez anos, até 25% da resina PET utilizada no Brasil seja material reciclado de grau alimentício. Considerando-se o consumo atual, isso significa 100 mil toneladas de resina. Atualmente, não há uso dessa resina, uma vez que as empresas estão em processo de obtenção de autorização para suas fábricas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa tecnologia foi criada pela empresa americana United Resource Recovery Corporation (URRC), dos Estados Unidos, que em 1994 desenvolveu e patenteou o processo híbrido UnPet para, quimicamente, purificar o flake de PET pós-consumo. Em 1996, a companhia se juntou à The Coca-Cola Company para comercializar o processo, produzindo resina de PET reciclado grau alimentício. Organização: Coca-Cola Brasil Telefone: (21) Site: 14

15 Do campo à cidade: uma história de sustentabilidade Tecnologia beneficia toda a cadeia produtiva do algodão A Cooperativa de Produção Têxtil e Afins do Algodão do Estado da Paraíba (Coopnatural) nasceu da necessidade de fortalecer as empresas têxteis e confecções da cidade de Campina Grande. Para enfrentar a concorrência do mercado externo, microempresas apostaram na utilização de produtos socialmente e ecologicamente sustentáveis como diferencial. O Coopnatural envolve 67 agricultores e 30 grupos de artesãos. A pluma de algodão é comprada diretamente do produtor, sem nenhum intermediário. Essa prática garante um preço acima do mercado e valoriza o trabalhador do campo. Os artesãos dão aos produtos finais, vendidos pela marca Natural Fashion, uma característica da cultura local. Além de trabalhar a questão social, a cooperativa ajuda na certificação orgânica, garantindo que o algodão utilizado nas peças seja livre de produtos químicos, como agrotóxicos e adubos sintéticos, que agridem o meio ambiente. A Coopnatural é uma tecnologia social que fortalece toda a cadeia produtiva, valoriza o trabalhador do campo, inclui os artesãos no mercado de trabalho e aproveita todo o resíduo de corte, sem haver desperdício. Organização: Cooperativa de Produção Têxtil e Afins do Algodão do Estado da Paraíba (Coopnatural) Telefone: (83) Site: 15

16 Ecocesto para coleta seletiva de materiais recicláveis Tampinhas de garrafas PET usadas viram objetos utilitários e de decoração Pensando em aproveitar melhor as tampinhas plásticas de garrafa PET usadas, a Associação Meio Ambiente Preservar e Educar (Amape), que tem como missão promover a gestão sustentável de resíduos e a inclusão dos catadores, desenvolveu o ecocesto, que pode ser utilizado na coleta seletiva de materiais recicláveis. Depois de lavadas e furadas, as tampinhas são unidas por fios de nylon, formando uma malha que vai se articulando até ser fechada. Por ser flexível e versátil, essa malha também pode ser utilizada para compor peças decorativas como luminárias, biombos, caixas etc. Os ecocestos são produzidos com matéria-prima comprada de catadores de materiais recicláveis e são montados artesanalmente por pessoas que estão fora do mercado de trabalho, têm baixa escolaridade e vivem em comunidades carentes. É uma tecnologia capaz de gerar renda e retirar do meio ambiente um potencial poluidor. A ideia surgiu em 2001, diante da necessidade de chamar a atenção da sociedade para o problema da produção excessiva de lixo. Organização: Associação Meio Ambiente Preservar e Educar (Amape) Telefone: (81) Site: 16

17 Ecoelce/Ecoampla troca de resíduos por bônus na conta de energia elétrica Materiais reciclados valem desconto na conta de luz O Programa Ecoelce/Ecoampla foi realizado por meio de iniciativas das empresas distribuidoras de energia elétrica da holding Endesa Brasil a Ampla, localizada no Estado do Rio de Janeiro, e a Coelce, no Ceará. Trata-se de um incentivo para que a população adote a coleta seletiva de lixo em suas residências, proporcionando, em contrapartida, uma alternativa para contribuir no pagamento da conta de energia com o uso dos resíduos coletados. A ideia é simples: o consumidor que entrega lixo reciclável nos pontos de coleta do programa ganha descontos na conta de energia elétrica. Uma pesquisa realizada em 184 comunidades de baixa renda da Grande Fortaleza (CE) revelou que grande parte do lixo gerado pelos moradores é descartado de forma inadequada no meio ambiente. Também foi constatado que essas mesmas comunidades apresentavam os maiores índices de inadimplência e furto de energia elétrica. Essa realidade inspirou a criação do Ecoelce/Ecoampla, um programa que propicia melhoria na qualidade de vida nas comunidades beneficiadas. O programa beneficia atualmente mais de 145 mil clientes e possui 71 postos de coleta em 38 municípios, nos Estados do Ceará e do Rio de Janeiro. Em breve, outras distribuidoras do grupo Endesa na América Latina replicarão o programa. Desde seu início foram arrecadados 2 milhões de quilos de resíduos para reciclagem, entre os quais 575 mil quilos de papel, 520 mil de metal, 234 mil de vidro e 217 mil de plástico. Também já foram contabilizados mais de R$ 720 mil em créditos aos clientes. Organização: Endesa Brasil Telefone: (21) Site: 17

18 Ecomag: redutor de gases poluentes Tecnologia simples e inovadora para diminuir a poluição do ar O Ecomag é um magneto que reduz os gases poluentes dos veículos em até 40%, economiza combustível e aumenta a vida útil de peças do motor como vela, carburador, injeção eletrônica etc. O magneto atua no combustível, quebrando suas moléculas. Esse processo facilita a combustão e diminui a emissão de gases poluentes que saem pelo escapamento. A tecnologia pode ser utilizada em qualquer veículo e nos quatro tipos de combustíveis empregados no Brasil: álcool, gasolina, GNV e diesel. O Ecomag pode ser reciclado, não gera resíduos e tem vida útil de dez anos. Criado em 2001, pela empresa P.S.G. Indústria e Comércio, o produto ganhou o selo verde do Conselho Nacional de Defesa Ambiental (CNDA) e já é usado pela frota de veículos da cidade de Campo Limpo Paulista e por transportadoras como a JSA, a TBN e a PTS. Organização: P.S.G. Indústria e Comércio Telefone: (11) Site: 18

19 Eletro Floculação e Flotação Forçada E3F A tecnologia E3F permite sistemas distribuídos de tratamento de esgotos com estações compactas e inodoras, que permitem a recuperação de energia do lodo produzido A Eletro Floculação e Flotação Forçada E3F é uma completa mudança de paradigma no saneamento baseado no tratamento eletrolítico de esgotos e efluentes industriais. A tecnologia foi desenvolvida no Brasil numa estação (E3F) compacta, que faz a eletrocoagulação dos sólidos e emulsões do efluente enquanto realiza a flotação forçada das partículas agregadas. Ela se diferencia dos sistemas convencionais por não utilizar agentes químicos para efetuar a coagulação, evitando assim sistemas dosadores, misturadores e o tempo de detenção necessário para a coagulação. O saneamento e o uso da água são uma preocupação mundial. Um relatório da ONU prevê que 4 bilhões de pessoas não terão acesso a água potável em Países em desenvolvimento, como o Brasil, enfrentam graves deficiências, como a falta de tratamento de esgotos. A introdução da cultura do reúso da água, por meio de uma alternativa factível e econômica, contribui para diminuir os custos e melhorar o acesso a esse recurso natural Empreendedor: João Batista Gerais de Camargo Rangel Telefone: (11) Site: 19

20 Encauchados de Vegetais da Amazônia Conhecimento indígena e tecnologias modernas são usados na extração da borracha Os Encauchados de Vegetais da Amazônia são uma tecnologia social que recupera a atividade extrativa da borracha amazônica, combinando o conhecimento indígena tradicional da manipulação do látex nativo com as tecnologias usadas atualmente pelas indústrias de artefatos de borracha. O processo foi desenvolvido por Francisco Samonek e organizado pelo Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio). Atualmente, a tecnologia é aplicada em 28 unidades produtivas, coletivas ou familiares, como aldeias indígenas e comunidades extrativistas do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. O projeto promove a inclusão social das populações indígenas e das comunidades de seringueiros, possibilitando uma atividade de acordo com os costumes da região e em harmonia com a natureza. Esta tecnologia foi premiada pela Fundação Banco do Brasil em 2007 e ganhou o Prêmio Professor Samuel Benchimol, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2006, o Prêmio Finep de Inovação, em 2007 e em 2008, e o Prêmio Equatorial 2008, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Organização: Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio) Telefone: (68)

21 Equipamento E1 Sistema ziguezague promove melhor fluxo de energia, proteção e economia no consumo O Enerkeeper, conhecido no Brasil como E1, é um equipamento elétrico que oferece solução para problemas na qualidade da energia elétrica. Sua peça central é uma bobina com sistema ziguezague que reduz a impedância, o desbalanceamento e a defasagem entre corrente e tensão. Essa bobina é capaz de igualar a densidade do fluxo magnético de forma uniforme, evitando a direção da corrente elétrica em sentido contrário. O resultado é um melhor fluxo de energia, com o aumento da eficiência energética, gerando economia no consumo, maior proteção para os equipamentos, menor número de paradas não programadas na atividade da empresa, otimização do custo operacional etc. Na Coreia do Sul, onde está sendo utilizado, o E1 apresentou excelentes resultados. O Bank of Korea, por exemplo, reduziu o consumo de energia em 11% e prédios comerciais o diminuíram em 13%, enquanto escolas economizaram mais de 12% na conta de luz. O equipamento é indicado para qualquer estabelecimento que apresente gastos expressivos com energia elétrica ou problemas com a qualidade de energia e pode ser utilizado em todos os tipos de cargas, como iluminação, motores, resistências e cargas mistas. O E1 foi desenvolvido pelo sul-coreano Hoon Yang Park, da empresa Enertech. Por meio de uma parceria comercial, a Eficien Energia obteve exclusividade de vendas no Brasil. Organização: Eficien Energia Telefone: (15)

22 Estação Resgate: Mineração Sustentável Projeto minimiza a extração de recursos naturais para a construção civil, proporciona destino correto aos resíduos e diminui distância entre matéria-prima e consumidor O desenvolvimento das cidades aumenta o consumo de materiais de construção civil e gera grandes volumes de resíduos de construção e demolição (RCD). A Estação Resgate propõe a reciclagem desses resíduos, transformando-os em novas matérias-primas, como areia e brita. A ideia é colocar estações de reciclagem próximas aos aterros de resíduos, destino dos caminhões de entulho. Assim, o material que não puder ser reutilizado é despejado no aterro e o material reciclado volta para a construção civil. Normalmente, os caminhões de entulho voltam vazios dos aterros e a matéria-prima para construção civil costuma vir de portos de areia e pedreiras muito distantes dos centros urbanos. A tecnologia proposta consiste em reduzir a emissão de CO2, por meio da logística reversa e da diminuição das distâncias entre a matéria-prima e o consumidor. A grande inovação do projeto está em minimizar a extração de recursos naturais, agregar valor ao produto, proporcionar destino correto aos resíduos da construção civil e ainda reduzir a emissão de CO2. Com a reciclagem dos RCDs haverá também aumento da vida útil dos aterros. Numa experiência em São Paulo (SP), o aterro já foi licenciado e a operação de reciclagem está em fase de análise pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). A recicladora terá uma capacidade aproximada de absorver 800 toneladas de RCD por dia. Estudos da Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino, Tecnologia e Cultura (Fapetec), parceira do projeto, apontam que o município de São Paulo comporta oito recicladoras. É um projeto que envolve órgãos públicos, governo, prefeituras, construtoras, demolidoras, consumidores de madeira, empresas; escritórios de arquitetura, administradoras de imóveis e condomínios e fabricantes de materiais de construção civil. O projeto Estação Resgate: Mineração Sustentável é desenvolvido por Gilberto Meirelles Neto, José Rubens Paiva Gomes e Patrícia Simas. Além da Fapetec, é parceiro do projeto o Instituto Peabiru. Organização: Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino, Tecnologia e Cultura (Fapetec) Telefone: (11) Site: 22

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