O quadro abaixo mostra que a disposição dos resíduos em aterros é aquela que traz menos benefícios ambientais

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1 VANTAGES PROJETO PEGASUS E RECICLAGEM ENERGÉTICA O problema do lixo é extremamente grave em nosso país. Estimativas baseadas nos dados do IBGE mostram que no País são geradas diariamente cerca de 140 mil toneladas de resíduos domiciliares e mais da metade é destinada de forma inadequada indo para lixões, enquanto o restante é destinado a aterros classificados como sanitários, uma prática que apesar de poder ser adequada em termos de saúde pública não traz vantagens em termos ambientais, nem tampouco promove o aproveitamento de materiais ou energia. Além do desperdício de materiais valiosos, a disposição inadequada, acarreta uma série de problemas como: poluição do solo, poluição das águas superficiais e subterrâneas, geração de odor, desvalorização de áreas e proliferação de vetores de doenças como ratos, moscas e baratas. Muitas vezes os resíduos de serviços de saúde são enviados para lixões ou aterros podendo trazer doenças graves especialmente para àqueles que sobrevivem da atividade de exploração do lixo. O quadro abaixo mostra que a disposição dos resíduos em aterros é aquela que traz menos benefícios ambientais Figura 1: Conceitos para o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos

2 Buscando reverter esse quadro, a DDMA desenvolveu o PEGASUS Plano Estratégico de Gerenciamento Ambiental Sustentável, uma alternativa que traz a solução definitiva para o problema dos Resíduos Sólidos Urbanos em nosso país. O Projeto inicia-se com um diagnóstico da situação atual da gestão de lixo no município, seguido de um projeto conceitual que irá reunir as melhores práticas para a gestão dos resíduos sólidos urbanos. Esse projeto sustentável incluirá aplicação dos 3 R, reduzir, reciclar, reutilizar seguido de um quarto R que consistirá na reciclagem energética do lixo (Waste-to-Energy). A última fase do PEGASUS será a implantação de um Parque Industrial do Lixo, especificamente desenvolvido para o município estudado. Essa instalação consistirá de uma estrutura estrategicamente instalada no município onde serão reunidas as melhores práticas de triagem, aproveitamento dos materiais, reciclagem mecânica e energética dos resíduos sólidos urbanos, agregando valor a materiais que seriam desperdiçados quando destinados a aterros. Cerca de 20% de todo o resíduo gerado em nosso planeta é destinado ao tratamento térmico para geração de energia, enquanto no Brasil essa tecnologia ainda não é empregada de forma significativa. O PEGASUS irá mudar este quadro, trazendo vantagens ambientais geração de empregos e desenvolvimento de tecnologias eficientes, trazendo processos sustentáveis e riqueza ao nosso país. O processo de reciclagem energética inclui o uso de tecnologias avançadas de tratamento térmico dos resíduos que permitirão a geração eficiente de energia com emissões mínimas e uma série de vantagens sobre as práticas atuais de disposição de resíduos sólidos urbanos no Brasil. Para ter acesso ao estado da arte de tecnologias de reciclagem energética do lixo, a DDMA firmou acordo com a Envi-Con, empresa alemã que possui uma das melhores tecnologias mundiais para esta finalidade, atendendo aos mais rígidos padrões internacionais. Para trazer o Projeto PEGASUS ao Brasil, a DDMA está fechando acordos de produção com grandes grupos nacionais de bens de capital. Essas parcerias, somadas ao conhecimento e experiência dos Doutores do Meio Ambiente será fundamental para projetos eficientes e competitivos. O que é o PEGASUS? O Plano de Gerenciamento Estratégico Ambiental Sustentável (PEGASUS) é um projeto estratégico completo que visa à implantação de soluções sustentáveis, através de uma abordagem sistêmica, focada no Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos,

3 considerando variáveis ambientais, sociais, culturais, econômicas, tecnológicas e de saúde pública. Os principais pontos do Plano Estratégico de Gerenciamento Ambiental Sustentável são: Gestão integrada e compartilhada de resíduos sólidos pela articulação entre poder público, iniciativa privada e demais segmentos da sociedade civil; Sustentabilidade econômica, social e ambiental; Utilização dos recursos materiais e energéticos; Minimização dos custos de coleta, tratamento e disposição; Remediação de passivos ambientais pré-existentes; Acesso da sociedade à Educação Ambiental. O PEGASUS criará estratégias que irão nortear as ações do Município no tocante ao gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos e se constituir em instrumento de referência para políticas municipais de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos para outros Municípios. O compromisso com o desenvolvimento sustentável, que é uma questão de gestão, ou seja, está acima do gerenciamento, será buscado de uma forma integrada dentro do plano PEGASUS. Além disso, a valorização dos resíduos sólidos significa também a valorização do cidadão na medida em que permite a inclusão social através da geração de empregos formais e da educação ambiental. Escopo PEGASUS No escopo do PEGASUS, são definidos como resíduos sólidos urbanos: Lixo domiciliar (residencial); Lixo comercial; Lixo público: repartições públicas, resíduos de varrição e podas de árvores; Resíduos da construção civil, denominados entulhos; Resíduos de unidades de saúde (municipais); Lodos de estações de tratamento de águas e esgotos.

4 Nesse escopo serão incluídos, ainda, resíduos especiais que apresentarem geração significativa no Município, como óleos residuais de cozinha, vidros, lâmpadas, pilhas e baterias, embalagens longa-vida e pneumáticos inservíveis. Vantagens PEGASUS e Reciclagem Energética O PEGASUS apresenta uma série de vantagens e benefícios sobre a abordagem convencional, incluindo: Melhora imagem do município, que passará a ser referência nesse tema; Educação ambiental da população; Geração de empregos formais e ampliação de renda dos catadores; Geração e aproveitamento eficiente da energia do lixo; Possibilidade de comercializar créditos de carbono (MDL); Redução das emissões de metano, dos aterros para a atmosfera; Redução de gastos e emissões atmosféricas decorrentes do transporte; Maximização da reciclagem, reduzindo pressão sobre o meio ambiente; Redução dos custos operacionais das Estações de Tratamento de Águas e Esgotos; Aumento da vida útil dos aterros sanitários. A RECICLAGEM ENERGÉTICA apresenta uma série de vantagens como: Tecnologia testada e aprovada ENERGIA LIMPA; Reduz geração de gases estufa; Reduz dependência de combustíveis fósseis (Termoelétricas) aprox. 50% do lixo é material biogênico! Complementa reciclagem e reduz disposição em aterros; Reduz tráfego de veículos e emissões associadas (Proximidade a áreas urbanas); Permite recuperação e reciclagem de metais, reduzindo operações de mineração. Especificamente quando comparamos a aterros sanitários podemos relacionar os benefícios de: Eliminação de odores e outros problemas ambientais associados aos aterros sanitários; Necessidade de menor área para implantação, bem como áreas com menos restrições ambientais, e proximidade aos centros de produção de lixo;

5 Redução nos custos de transporte dos resíduos sólidos; Aterros existentes no mundo emitem entre 20 e 40Mt de CH4/ano (10% emissões por fonte antrópica) (FONTE: IPCC, 1996); Em aterros, o aproveitamento energético não é imediato e é função do tempo de tratamento, enquanto o tratamento térmico, com a manutenção adequada, é uma tecnologia que pode atuar indefinidamente!!! Além disso, o pleno aproveitamento energético de aterros ocorre somente nos quais foram pré-concebidos para isso. Quando tenta-se extrair o metano de lixões, somente uma pequena fração é capturada. Como o mundo todo está convencido desses benefícios, temos as seguintes referências internacionais: EUA: EPA considera a energia a partir do lixo uma fonte alternativa e renovável; Convenção de Estocolmo de 2001/sobre POPs: tecnologias de tratamento térmico como uma das melhores práticas para gestão de RSU; Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (ONU), no Relatório Executivo para Formuladores de Políticas, recomenda incineração de RSU. No contexto brasileiro, temos a Resolução ANEEL no. 272/2007: isenção de TUST e TUSD os empreendimentos que utilizem como fonte, no mínimo, 50% de biomassa composta de resíduos sólidos urbanos e/ou de biogás de aterro sanitário ou biodigestores de resíduos vegetais ou animais, assim como lodos de estações de tratamento de esgoto. No estado de São Paulo, o tratamento térmico está incentivado na Política Estadual de Resíduos Sólidos Lei Estadual (2006), com o texto: O programa estratégico lixo mínimo, alinhado aos princípios estabelecidos da Política Estadual de Resíduos Sólidos, tem como, prioridade promover a minimização dos Resíduos Sólidos Urbanos por meio de apoio técnico e financeiro aos municípios... A adoção de sistemas modernos, como a utilização de incineradores, contribuirá para reduzir o volume de rejeitos e permitir o reaproveitamento de energia... Fases do Projeto A implantação do Plano Estratégico de Gerenciamento Ambiental Sustentável (PEGASUS) no município irá consistir de três fases: 1. Levantamento e Diagnóstico da Situação Atual da Situação dos Resíduos Urbanos (RSU) no município;

6 2. Avaliação das alternativas, Desenvolvimento e Apresentação de Projeto Conceitual PEGASUS para aprovação; 3. Desenvolvimento de Projeto Detalhado, Implantação e Acompanhamento do Plano Estratégico de Gerenciamento Ambiental Sustentável (PEGASUS) no município. Parque Industrial do Lixo O produto final do PEGASUS será a implantação e operação de um Parque Industrial do Lixo, que consistirá em um uma estrutura centralizada das melhores práticas de gestão, tratamento e disposição dos resíduos sólidos urbanos, visando agregar valor e sua reintrodução na cadeia produtiva, ou seu aproveitamento energético. A Figura 2 é ilustrativa, sem escala, do conceito PEGASUS, representando o Parque Industrial do Lixo. Figura 2: Esquema do Parque Industrial do Lixo (sem escala)

7 Na figura 3 são mostrados os fluxos e entre as atividades dentro do Parque Industrial do Lixo. Figura 3: Fluxograma das atividades no Parque Industrial do Lixo.

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