Parecer Consultoria Tributária Segmentos Emissão do Recibo Pagamento de Autônomo (RPA)

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1 30/06/2014

2 Sumário Título do documento 1. Questão Normas apresentadas pelo cliente Análise da Legislação Lei Complementar nº 87 de 13 de setembro de Convênio ICMS nº 25/90 de 18 de setembro de Regulamento do ICMS do Estado do Espírito Santo Decreto nº R de 25 de outubro de Instrução Normativa RFB nº 971 de 13 de novembro de Conclusão Informações Complementares Referências Histórico de alterações

3 1. Questão Este parecer trata sobre a emissão do Recibo Pagamento de Autônomo (RPA). Cliente realiza o pagamento de Autônomos (motoristas) através de RPA. O sistema está configurado corretamente para o cálculo dos impostos conforme a categoria motoristas, porém no recibo, a informação de SEST/SENAT não sai descrita no recibo. Também o RPA emitido pelo sistema não tem campo próprio para efetuar o desconto do ICMS. A Lei Complementar nº 87/1996 e o Convênio ICMS nº 25/1990, determina ao remetente da mercadoria a responsabilidade pelo recolhimento quando contratar transportador autônomo. Dessa forma o ICMS sendo de responsabilidade da empresa contratante remetente da mercadoria, na contratação de prestador autônomo o ICMS será descontado no pagamento pela prestação do serviço do motorista autônomo, afim da empresa contratante não arque com esse custo de ICMS pertencente ao transportador autônomo. 2. Normas apresentadas pelo cliente Indaga ao realizar a integração do frete autônomo pelo GFE produto Datasul, vimos que tem os impostos de ISS, IRRF, INSS e SEST/SENAT, porém não tem o campo do ICMS para adcionar a retenção. Segue abaixo lei sobre o ICMS: 1-Lei Complementar nº 87/1996: Artigo 2º, II; Artigo 4º. Artigo 6º. 2-Convênio ICMS nº 25/1990: Clausula 2ª, I Apresenta como embasamento legal a justificativa da emissão do RPA as legislações abaixo: A empresa é obrigada a elaborar mensalmente a folha de pagamento da remuneração paga devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamento (art. 225 do Decreto nº 3.048/1999). Salário e remuneração Salário é a contraprestação devida ao empregado pela prestação de serviços, em decorrência do contrato de trabalho. Fundamentação: arts. 457 e 458 da CLT. - Discriminação das verbas Ao efetuar o pagamento da remuneração ao empregado, o empregador deverá discriminar todas as verbas que a compõem, tais como: 3

4 Título do documento a) salário, b) horas extras, c) adicional noturno, d) adicional de periculosidade, e) insalubridade, dentre outras. Assim, ao elaborar a folha de pagamento, o empregador deve destacar as verbas pagas, discriminando-as uma a uma. Fundamentação: Súmula nº 91 do TST. II - Descontos na folha de pagamento A legislação trabalhista permite que o empregador efetue descontos no salário do empregado quando se tratar de adiantamentos (ex: vales pagos na metade do mês), de dispositivos de lei (retenções na fonte) ou de contrato coletivo. Fundamentação: "caput" e 1º do art. 462 da CLT; Súmula nº 342 do TST". 3. Análise da Legislação 3.1 Lei Complementar nº 87 de 13 de setembro de Conforme fundamentos da Lei Complementar do ICMS, temos: Art. 2 O imposto incide sobre: I - operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares; II - prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores; [...] Art. 4º Contribuinte é qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize, com habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial, operações de circulação de mercadoria ou prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. [...] Art. 6o Lei estadual poderá atribuir a contribuinte do imposto ou a depositário a qualquer título a responsabilidade pelo seu pagamento, hipótese em que assumirá a condição de substituto tributário. (Redação dada pela Lcp 114, de ) 3.2 Convênio ICMS nº 25/90 de 18 de setembro de Dispõe sobre a cobrança do ICMS nas prestações de serviços de transporte. A Ministra da Economia, Fazenda e Planejamento e os Secretários de Fazenda ou Finanças dos Estados e do Distrito Federal, na 60ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária, realizada em Brasília, DF, no dia 13 de setembro de 1990, tendo em vista o disposto na Lei Complementar nº 24, de 07 de janeiro de 1975, resolvem celebrar o seguinte C O N V Ê N I O Cláusula primeira Na hipótese de subcontratação de prestação de serviço de transporte de carga, fica atribuída a responsabilidade pelo pagamento do imposto devido à empresa transportadora contratante, desde que inscrita no cadastro de contribuintes do Estado de início da prestação. Parágrafo único. O disposto nesta Cláusula não se aplica na hipótese de transporte intermodal. 4

5 Cláusula segunda Na Prestação de serviço de transporte de carga por transportador autônomo ou por empresa transportadora de outra unidade da Federação não inscrita no cadastro de contribuintes do Estado de início da prestação, a responsabilidade pelo pagamento do imposto devido poderá ser atribuída: Nova redação dada ao inciso I da cláusula segunda pelo Conv. ICMS 132/10, efeitos a partir de I - ao alienante ou remetente da mercadoria, exceto se microempreendedor individual ou produtor rural. 3.3 Regulamento do ICMS do Estado do Espírito Santo Decreto nº R de 25 de outubro de Art. 220-A. O remetente da mercadoria ou bem, inscrito no cadastro de contribuintes do imposto, é responsável pelo pagamento do imposto devido sobre a prestação de serviço de transporte por transportador autônomo ou empresa inscrita em outra unidade da Federação, devendo: I - informar a base de cálculo e o valor do imposto devido no campo Informações Complementares da nota fiscal que acompanhar o trânsito da mercadoria ou bem; II - registrar o valor devido, totalizado por período de apuração, no livro Registro de Apuração do ICMS, na coluna Outros Débitos ; e III - recolher o imposto devido no mesmo prazo estabelecido para as operações próprias, utilizando documento de arrecadação em separado, com o código de receita Parágrafo único incluído pelo Decreto n.º R, de , efeitos a partir de : Parágrafo único. Na hipótese de o remetente ser optante pelo Simples Nacional, não se aplica o procedimento previsto no inciso II. Nesta hipótese a empresa contratante é a responsável pelo recolhimento do ICMS como contribuinte por Substituição Tributária do IMPOSTO ao Estado do Espírito Santo, quando contratar um transportador autônomo, pondendo neste caso ser dispensada a emissão do conhecimento de transporte rodoviário, caso em que a nota fiscal no transporte da mercadoria conterá: Art Na prestação de serviço de transporte de carga por transportador autônomo ou por empresa transportadora de outra unidade da Federação, a responsabilidade pelo recolhimento do imposto devido fica atribuída: 1.º Na hipótese deste artigo, fica dispensada a emissão de conhecimento de transporte, devendo a nota fiscal que acobertar a mercadoria em trânsito conter, além dos demais requisitos, os seguintes dados relativos à prestação do serviço: I - identificação do prestador do serviço: nome, endereço e inscrições, estadual e no CNPJ ou CPF; II - preço; III - base de cálculo; IV - alíquota aplicada; e V - valor do imposto. 5

6 3.4 Instrução Normativa RFB Título nº 971 do de documento 13 de novembro de De Acordo com a Instrução Normativa RFB nº 971/2009, artigo 47, V, temos; Art. 47. A empresa e o equiparado, sem prejuízo do cumprimento de outras obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária, estão obrigados a: V - fornecer ao contribuinte individual que lhes presta serviços, comprovante do pagamento de remuneração, consignando a identificação completa da empresa, inclusive com o seu número no CNPJ, o número de inscrição do segurado no RGPS, o valor da remuneração paga, o desconto da contribuição efetuado e o compromisso de que a remuneração paga será informada na GFIP e a contribuição correspondente será recolhida; Observe-se que a empresa deverá fornecer ao contribuinte individual (autônomo) que lhe presta serviços, comprovante do pagamento de remuneração (RPA), consignando a identificação completa da empresa, inclusive com o seu número no CNPJ, o número de inscrição do segurado no RGPS, o valor da remuneração paga, o desconto da contribuição efetuado e o compromisso de que a remuneração paga será informada na GFIP e a contribuição correspondente será recolhida. Conceito de Contribuinte Individual. São pessoas que trabalham por conta própria (autônomos), os empresários e os trabalhadores que prestam serviços de natureza eventual a empresas, sem vínculo empregatício. São considerados contribuintes individuais, entre outros, os sacerdotes, o sócio gerente e o sócio cotista que recebem remuneração decorrente de atividade em empresa urbana ou rural, os síndicos remunerados, os motoristas de táxi, os vendedores ambulantes, as diaristas, os pintores, os eletricistas, aos associados de cooperativas de trabalho e outros. O RPA é mencionado na Instrução Normativa INSS/DC nº 87, em seu artigo 14. Art. 14. A empresa que remunerar contribuinte individual deverá fornecer a este, comprovante de pagamento pelo serviço prestado consignando, além dos valores da remuneração e do desconto feito a título de contribuição previdenciária, a sua identificação completa, inclusive com o número no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e o número de inscrição do contribuinte individual no Instituto Nacional do Seguro Social - INSS. Sigla: RGPS - Regime Geral de Previdência Social é o nome comumente atribuído no Brasil às disposições elencadas na lei de 24 de julho de Conclusão Diante as considerações acima, é inexistente na legislação um modelo padrão de RPA, apenas menciona que a empresa que remunerar contribuinte individual deverá fornecer a este, comprovante de pagamento pelo serviço prestado consignando, além dos valores da remuneração e do desconto feito a título de contribuição previdenciária, a sua identificação completa, inclusive com o número no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e o número de inscrição do contribuinte individual no Instituto Nacional do Seguro Social - INSS. Como sugestão preventiva, nada impede de incluir os campos para discriminar valores retidos dos autônomos em relação a contribuição previdenciária e em relação ao valor do ICMS a ser retido do prestador autônomo. 6

7 Concluímos que cabe efetuar a retenção do ICMS no RPA, sendo o ICMS de responsabilidade da empresa contratante pela prestação de serviço realizada por contribuinte autônomo. 5. Informações Complementares Na visão dos processos junto ao ERP, terá impacto a impressão do recibo de pagamento de autônomo (RPA). 6. Referências https://www1.fazenda.gov.br/confaz/ 7. Histórico de alterações ID Data Versão Descrição Chamado FL 11/06/ TPIDG9 AM 30/06/ TPUPVM 7

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