ROGÉRIO SANCHES CUNHA RONALDO BATISTA PINTO TRÁFICO DE PESSOAS LEI

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1 ROGÉRIO SANCHES CUNHA RONALDO BATISTA PINTO TRÁFICO DE PESSOAS LEI /2016 comentada por artigos 2017

2 LEI , DE 6 DE OUTUBRO DE 2016 O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tráfico de pessoas cometido no território nacional contra vítima brasileira ou estrangeira e no exterior contra vítima brasileira. Parágrafo único. O enfrentamento ao tráfico de pessoas compreende a prevenção e a repressão desse delito, bem como a atenção às suas vítimas. Introdução De acordo com informações do Ministério da Justiça 1, o tráfico de pessoas é um fenômeno complexo e multidimensional. Atualmente, esse crime se confunde com outras práticas criminosas e de violações aos direitos humanos e não serve mais apenas à exploração de mão de obra escrava. Alimenta também redes nacionais e transnacionais de exploração sexual comercial, muitas vezes ligadas a roteiros de turismo sexual, e organizações especializadas em retirada de órgãos. A definição aceita internacionalmente para tráfico de pessoas encontra-se no Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em especial de Mulheres e Crianças (2000), instrumento já 1. Tráfico de Pessoas. O que é o tráfico de pessoas. <http://www.mj.gov.br/data/pages/ Segurança Pública. 9

3 Art. 1º TRÁFICO DE PESSOAS Rogério Sanches Cunha Ronaldo Batista Pinto ratificado pelo governo brasileiro. Segundo o referido Protocolo, a expressão tráfico de pessoas significa: O recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração.. O mesmo Protocolo define a exploração como sendo no mínimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a remoção de órgãos. O tráfico de pessoas é uma das atividades criminosas mais lucrativas. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o lucro anual produzido com o tráfico de pessoas chega a 31,6 bilhões de dólares. Levantamento do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes mostra também que, para cada ser humano transportado de um país para o outro, o lucro das redes criminosas pode chegar a US$ 30 mil por ano. Estimativas da OIT assinalam que durante o ano de 2005 o tráfico de pessoas fez aproximadamente 2,4 milhões de vítimas. A OIT estima que 43% dessas vítimas sejam subjugadas para exploração sexual e 32% para exploração econômica. Ainda há poucos dados disponíveis que permitam uma aproximação real da dimensão do problema no Brasil. Um dos estudos mais importantes para a compreensão desse fenômeno no Brasil foi a Pesquisa sobre o Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para fins de Exploração Sexual (Pestraf), reali- 10

4 LEI , DE 6 DE OUTUBRO DE 2016 Art. 1º zada em A Pestraf mapeou 241 rotas de tráfico interno e internacional de crianças, adolescentes e mulheres brasileiras, indicando a gravidade do problema no país. A Pestraf permanece ainda como a única pesquisa de abrangência nacional sobre o tema. Muitas das informações contidas na Pestraf foram incluídas no material que serviu de ponto de partida para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional, instituída em 2003, com o propósito de investigar as situações de violência e redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. Em pouco mais de um ano, a CPMI percorreu todas as regiões do país, realizou diversas reuniões e audiências, ouvindo representantes de entidades da sociedade civil, do Poder Público, bem como acusados e vítimas de exploração sexual. Em seu relatório final, a CPMI sugeriu alterações à legislação brasileira, algumas das quais já foram contempladas na alteração do Código Penal feita em março de A CPMI também avaliou políticas públicas e recomendou ações ao governo federal, muitas das quais já se encontram em execução. É importante apontar que, embora muitos casos referentes ao tráfico de pessoas envolvam vítimas brasileiras, o Brasil também tem sido o destino de muitas mulheres e meninas de países da América do Sul que são traficadas para fins de exploração sexual comercial. Tráfico de pessoas e a legislação brasileira. O tráfico de pessoas já estava localizado nos arts. 231 e 231-A, ambos do CP, restrito à finalidade de exploração sexual. Lendo e relendo os documentos internacionais assinados pelo Brasil, percebe-se que a proteção era insuficiente, pois o comércio de pessoas tem um espectro bem maior, abrangendo outros tipos de exploração, que não a sexual. 11

5 Art. 1º TRÁFICO DE PESSOAS Rogério Sanches Cunha Ronaldo Batista Pinto A Lei /2016, adaptando nossa legislação à internacional, em especial à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, revogou formalmente os arts. 231 e 231-A. Criou novo tipo, retirando-o do Título VI dos crimes contra a dignidade sexual, migrando-o para o Título I dos crimes contra a pessoa, Capítulo IV dos crimes contra a liberdade individual, abrangendo a exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, práticas similares à escravatura, a servidão, adoção e a remoção de órgãos. Outra alteração concretizada pela nova Lei foi reunir, no mesmo dispositivo, o tráfico nacional e transnacional de pessoas, ficando este (tráfico transnacional) com status de majorante de pena. Vejamos, num quadro comparativo, o tratamento penal, antes e depois da novel lei, do tráfico nacional e transnacional (internacional): Tráfico (interno) nacional Antes da Lei /2016 Depois da Lei /2016 Art. 231-A do CP (crime contra a dignidade sexual) Art. 231-A. Promover ou facilitar o deslocamento de alguém dentro do território nacional para o exercício da prostituição ou outra forma de exploração sexual: Pena reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 1º Incorre na mesma pena aquele que agenciar, aliciar, vender ou comprar a pessoa traficada, assim como, tendo conhecimento dessa condição, transportá-la, transferi-la ou alojá-la. Art. 149-A do CP (crimes contra a liberdade do indivíduo) Art. 149-A CP. Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, com a finalidade de: I remover-lhe órgãos, tecidos ou partes do corpo; II submetê-la a trabalho em condições análogas à de escravo; III submetê-la a qualquer tipo de servidão; IV adoção ilegal; ou V exploração sexual Pena reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 12

6 LEI , DE 6 DE OUTUBRO DE 2016 Art. 1º Antes da Lei /2016 Depois da Lei /2016 2º A pena é aumentada da metade se: I a vítima é menor de 18 (dezoito) anos; II a vítima, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato; III se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; ou IV há emprego de violência, grave ameaça ou fraude. 3º Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa. *** Não tem minorante correspondente, considerando o juiz as condições pessoais do agente na fixação da pena-base (art. 59 do CP). 1º A pena é aumentada de um terço até a metade se: I o crime for cometido por funcionário público no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las; II o crime for cometido contra crianças, adolescentes ou pessoa idosa ou com deficiência; III o agente se prevalecer de relações de parentesco, domésticas, de coabitação, de hospitalidade, de dependência econômica, de autoridade ou de superioridade hierárquica inerente ao exercício de emprego, cargo ou função; *** A pena de multa foi cumulada com a pena privativa no preceito secundário, independentemente do fim almejado pelo agente. Essa finalidade, no entanto, pode ser considerada pelo juiz na fixação da pena-base. 2º A pena é reduzida de um a dois terços se o agente for primário e não integrar organização criminosa. Tráfico (internacional) transnacional Antes da Lei /2016 Depois da Lei /2016 Art. 231 do CP (crime contra a dignidade sexual) Art. 149-A, 1º, IV, do CP (crimes contra a liberdade do indivíduo) 13

7 Art. 1º TRÁFICO DE PESSOAS Rogério Sanches Cunha Ronaldo Batista Pinto Antes da Lei /2016 Depois da Lei /2016 Art Promover ou facilitar a entrada, no território nacional, de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual, ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro. Pena reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos. 1º Incorre na mesma pena aquele que agenciar, aliciar ou comprar a pessoa traficada, assim como, tendo conhecimento dessa condição, transportá-la, transferi-la ou alojá- -la. 2º A pena é aumentada da metade se: I a vítima é menor de 18 (dezoito) anos; II a vítima, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato; III se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; ou IV há emprego de violência, grave ameaça ou fraude. 3º Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa. Art. 149-A CP. Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, com a finalidade de: I remover-lhe órgãos, tecidos ou partes do corpo; II submetê-la a trabalho em condições análogas à de escravo; III submetê-la a qualquer tipo de servidão; IV adoção ilegal; ou V exploração sexual Pena reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 1º A pena é aumentada de um terço até a metade se: (...) IV a vítima do tráfico de pessoas for retirada do território nacional. *** A pena de multa foi cumulada com a pena privativa no preceito secundário, independentemente do fim almejado pelo agente. Essa finalidade, no entanto, pode ser considerada pelo juiz na fixação da pena-base. 14

8 LEI , DE 6 DE OUTUBRO DE 2016 Art. 1º Antes da Lei /2016 Depois da Lei /2016 *** Não tem minorante correspondente, considerando o juiz as condições pessoais do agente na fixação da pena-base (art. 59 do CP). 2º A pena é reduzida de um a dois terços se o agente for primário e não integrar organização criminosa. Aprofundaremos o estudo do tipo penal mais adiante. Desde já, no entanto, destacamos que, no tráfico transnacional, o legislador incorreu num erro grosseiro. Antes a Lei punia como tal a conduta que promovesse ou facilitasse a entrada ou a saída da vítima traficada. Agora, pune apenas como tráfico a conduta que visa retirar a vítima do nosso território ( exportação ). Diante desse quadro, pergunta-se: e como trabalhar o comportamento daquele que promove a entrada da vítima no nosso país na condição de objeto traficado ( importação )? Em respeito ao princípio da legalidade, certamente não configura o crime majorado (art. 149-A, 1º, IV, CP), mas não deve ser tratado, obviamente, como um indiferente penal. Responde o traficante, a depender da conduta praticada, pela figura fundamental (art. 149-A do CP), mantendo, no entanto, o rótulo de tráfico transnacional (pois extrapola as fronteiras do nosso país), inclusive para fins de competência para o processo e julgamento (que, no caso de transnacionalidade, é da Justiça Federal). Tráfico de pessoas cometido no Brasil e no exterior. A Lei /2016, no seu art. 1º, alertar cuidar do tráfico de pessoas cometido no território nacional contra vítima brasileira ou estrangeira (princípio da territorialidade, art. 5º CP) e no exterior contra vítima brasileira (extraterritorialidade, art. 7º). Esse dispositivo era dispensável (e parece prejudicial). A uma, porque ao proteger no tráfico de seres humanos cometidos no nosso território brasileiros e estrangeiros, exclui da proteção o apátrida. 15

9 Art. 1º TRÁFICO DE PESSOAS Rogério Sanches Cunha Ronaldo Batista Pinto A duas, o art. 1º condiciona a extraterritorialidade da lei nacional apenas quando a vítima for brasileira. Essas duas falhas, porém, são facilmente corrigidas pelo operador do Direito, bastando lembrar que o Brasil, na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, se obrigou a reprimir o tráfico de seres humanos, não importando onde e contra quem foi praticado, desde que o agente seja capturado no nosso país (princípio da justiça penal universal ou cosmopolita). Logo, nos crimes cometidos contra apátrida no nosso país ou no estrangeiro, ainda que praticado contra não brasileiro, a nossa lei será aplicada, desde que o traficante seja capturado no nosso território. Tráfico de pessoas: medidas de prevenção e repressão. O parágrafo único do artigo inaugural anuncia que o enfrentamento ao tráfico de pessoas compreende a organização e a manutenção de políticas públicas de prevenção, repressão e atenção às vítimas do tráfico de seres humanos. Um conjunto articulado de ações entre União, Estados, Distrito Federal, Municípios e entes não governamentais, sem ignorar a cooperação internacional para o intercâmbio de ideias e experiências e a execução de programas destinados a proteger a pessoa humana objeto desta espécie de violência, efetivará as obrigações assumidas pelo Brasil quando da ratificação da Convenção. Uma das causas que se identifica como maior responsável pela falência do combate à criminalidade em nosso País é, exatamente, a falta de integração entre os diversos órgãos componentes do aparelho estatal. A divisão das polícias em federal e estadual e, pior, destas últimas em civil e militar, com os corporativismos e descon- 16

10 LEI , DE 6 DE OUTUBRO DE 2016 Art. 1º fianças mútuas que daí resultam, impede que se estabeleça uma eficaz comunicação entre elas. O isolamento do Poder Judiciário e do Ministério Público, impostos, não raras vezes, pelos próprios membros dessas instituições, é outro fator a conspirar contra a eficiência do serviço público prestado. É necessário instigar uma maior integração entre os operadores do sistema de Justiça. Os meios de prevenção estão elencados no art. 4º da Lei /2016, e os de repressão no artigo seguinte. Tráfico de pessoas: medidas de assistência e proteção à vítima. Temos, ainda, os mecanismos de assistência e proteção à vítima do tráfico de pessoas, anunciados no parágrafo único do art. 1º, mas detalhados no Capítulo IV da Lei. Como bem nos ensina Guglielmo Gulotta, a vítima é uma pessoa que suporta as consequências de um fato considerado delituoso de qualquer modo, sofre dano, ainda que isso se relacione com a sua própria conduta. O crime, para ser corretamente estudado e adequadamente prevenido, deve ser encarado através de uma abordagem sistemática e é, nesse sentido, que a relação delinquente vítima deve ser pesquisada 2. Dentre as medidas de assistência e proteção destaca-se a concessão de visto e residência permanente para o estrangeiro ofendido no nosso território, visto a ser estendido para familiares próximos e ou que dele dependam economicamente. 2. GULOTTA, Guglielmo, in La Vittima, Editora Giuffrè, Itália, 1976, p. 6, apud, Heitor Piedade Júnior, ob. cit. p

11 Art. 2º TRÁFICO DE PESSOAS Rogério Sanches Cunha Ronaldo Batista Pinto CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS E DAS DIRETRIZES Art. 2º O enfrentamento ao tráfico de pessoas atenderá aos seguintes princípios: I respeito à dignidade da pessoa humana; Introdução O respeito à dignada humana, fruto de longo processo de amadurecimento histórico dos povos, constitui-se, atualmente, no ponto central das legislações de praticamente todo o mundo, ainda que incutido de valores políticos, filosóficos, religiosos, etc., conforme cada nação que o adota. Deita suas raízes no pensamento grego, quando Aristóteles considerava que o homem, pelo simples fatos de pertencer à sociedade (polis), merecia ser digno. O pensamento cristão reforçou essa ideia, afinal, criado à imagem e semelhança de Deus, teria direito a uma vida digna. Apartando-se do ideal cristão, o Renascimento vê na dignidade a prerrogativa do homem em viver em liberdade, segundo suas razões, opção e convicções pessoais. Do Iluminismo se extraem as lições de Immanuel Kant ( ), cujas ideias sobre a dignidade e moralidade humanas, baseados em sua autonomia, irradiaram ensinamentos considerados até hoje, a despeito das críticas que se sucederam. Mais de um século depois, o término da 2ª. Guerra Mundial, abalada pela morte de milhões de pessoas (civis e militares), e preocupada com a instauração de uma nova ordem mundial, capaz de garantir a paz, deu novo impulso à doutrina sobre os direitos humanos, sendo decisiva quando privilegiou a dignidade da pessoa humana. Trata-se, assim, de um direito inerente à própria existência humana, indissociável do homem, estendido a todos e irrenunciável qualquer que seja a condição que ele ostente (social, cultural, étnica, etc.). Ainda que, de início, possa ter sido conceituada com um valor apenas moral, a dignidade da 18

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