GRUAS CENTRO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE ÉVORA. UFCD 5811 Sistemas de transporte e elevação de carga Formador: David Inverno.

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1 CENTRO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE ÉVORA UFCD 5811 Sistemas de transporte e elevação de carga Formador: David Inverno GRUAS 16 Valores (Formador David Inverno)

2 Introdução Gruas No âmbito da UFCD 5811 Sistemas de transporte e elevação de cargas foi-nos proposto pelo formador a realização de um trabalho de grupo discutindo os diversos sistemas de cargas, podendo estes serem: - Gruas; - Porta paletes; - Pórticos; - Empilhadores; - Acessórios de Equipamentos. O trabalho aqui apresentado tem como tema Gruas, e contém a informação dos tipos de gruas existentes, assim como a sua definição, vantagens e desvantagens, equipamentos de segurança, e ainda informação sobre inspeção e manutenção destes equipamentos. Estas informações foram retiradas de alguns folhetos empresariais e internet.

3 História Gruas Grua, também conhecida por guindaste universal de torre, foi inventada na Idade Antiga pelos gregos e era movida por homens e/ou animais de carga. Geralmente era usada para a construção de carros e prédios. Mais tarde, foram desenvolvidas gruas movidas por tração humana, permitindo a elevação de cargas mais pesadas. Na idade média as primeiras gruas eram feitas de madeira, mais tarde com a revolução industrial passaram a ser produzidas com ferro fundido e aço. Hoje em dia, são constituídas por uma torre equipada com cabos e roldanas que é usada para levantar e baixar cargas. Em 1997 foi adicionado ao sistema de comando motores elétricos convencionais um sistema eletrónico de variador de frequência.

4 O que são? Gruas As gruas são equipamentos para elevação de cargas, por meio de um gancho suspenso por um cabo, onde o seu transporte é possível á distância de um raio de vários metros em todas as direções. As gruas são utilizadas em diversas indústrias; Indústrias de transportes (para a carga e descarga de mercadorias); Indústrias da construção (para a circulação de materiais); Indústria de transformação (para a montagem de equipamentos pesados).

5 Como são constituídas São constituídas por uma torre metálica, lança horizontal e motores que podem ser de elevação, rotação, distribuição e translação.

6 TIPOS DE GRUAS Gruas

7 Constituição de uma grua torre: Gruas

8 I ) Ascensional: Gruas Normalmente é instalada no interior do prédio, passando por janelas abertas ou pelo poço do elevador. No primeiro caso, pode ser necessário adicionar elementos que transfiram essa carga extra para os pilares. Esta grua tem uma torre de 6 a 12 m e fica presa em cerca de dois pavimentos abaixo do último. Para desmontar, é aconselhável que se retire a lança sobre uma laje sem obstáculos após a retirada da torre. Vantagens: - Baixo custo; - Uso prático; - Utiliza edifícios para própria fixação; - Permite elevação de cargas a uma elevada altura; Desvantagens: - Exige cuidado de impermeabilização; - Cuidado de compatibilização, evitando vazamentos.

9 II) Torre fixa com lança fixa; Fixada na parte exterior do edifício e deve ser presa ao mesmo. Para desmontar, deve existir espaço suficiente para que a lança fique no chão apos serem retiradas as peças da estrutura. Vantagens: - Possibilidade de ser colocada entre dois edifícios para atender as ambas edificações; - Elevada capacidade de carga e de tamanho da lança. Desvantagens: - Devido ao peso e altura elevados precisa de fundação própria; - Custo médio-alto, pois necessita de uma grande variedade de peças.

10 III) Grua com torre fixa e lança móvel; Gruas Semelhante á grua de lança fixa mas com maior versatilidade. Permite movimentos verticais pois conta com uma lança móvel. Vantagens - Elevada capacidade de altura. - Subida da lança é utilizada como manobra para evitar choques com edifícios próximos. - Vantagem estrutural devido á distribuição de esforços com a lança levantada. Desvantagens - Devido ao peso e altura elevados precisa de fundação própria. - Custo médio-alto, pois necessita de uma grande variedade de peças. - Baixa resistência ao vento.

11 IV) Torre Móvel Na grua com torre móvel a torre desloca-se sobre rodas apoiadas em trilhos. Designada como pequena ferrovia esta deve ser convenientemente fixada ao solo. Vantagens: - Possibilidade de adesão a vários edifícios com varias torres, como por exemplo conjuntos habitacionais Desvantagens: - Altura limitada.

12 Constituição de uma Autogrua: Gruas

13 V) Autogrua As autogruas são equipamentos móveis instalados em camiões destinados para este efeito, são montados em chassis que foram reforçados para o trabalho de levantamento e de movimentação de cargas. Existem dois tipos de autogruas; Lança fixa (extensão manual) e lança telescópica. Na autogrua com lança telescópica as secções da lança são encaixadas hidraulicamente, enquanto que na autogrua com lança fixa a extensão é recolhida manualmente. Vantagens: - Possibilidade de deslocamento fácil (móvel); - Elevada capacidade de realizar operações complexas; - Adapta-se a terrenos difíceis. Desvantagens: - Alto custo de aquisição; - Operação lenta; - Grande porte.

14 CUIDADOS A TER NO MANUSEIO DE GRUAS Gruas

15 Antes do início de trabalho o operador deverá fazer uma inspeção visual no equipamento; Todas as anomalias verificadas na inspeção visual ou na operação devem ser comunicadas à chefia; As áreas de cargas e descargas devem ser delimitadas, permitindo assim o acesso às mesmas somente ao pessoal envolvido na operação; A grua deve ter alarme sonoro que será acionado pelo operador sempre que houver movimentação de carga; É proibido ultrapassar o limite de carga máxima estabelecida no equipamento; É obrigatório o uso de equipamento de proteção (luvas, capacete de segurança, óculos, protetores auriculares e calçado de segurança).

16 INSPECÇÃO E MANUTENÇÃO Gruas

17 Relativamente ao plano de inspeção e manutenção, existe a norma técnica EN (2010) que aponta diretrizes na norma internacional ISO (1997) e ISO 9927 (2009), e existem também a norma técnica EN (2009). As normas variam de acordo com o tipo de grua. Nas normas acima mencionadas, estão previstos cinco níveis de inspeção: Diárias (a cargo do operador da grua); Frequentes (a cargo de um engenheiro especialista ou de um técnico especializado); Periódicas (a cargo de um engenheiro especialista ou de um técnico especializado); Profundas (a cargo de engenheiros especialistas Excepcionais (a cargo de engenheiros especialistas);

18 CHECKLIST Gruas

19 Cabos e correntes: - Sinais de corrosão; - Fios ou elos partidos, quebrados ou trincados; - Amassamentos; - Sinais de desgastes anormais Parte Elétrica: - Estado das botoeiras de comando; - Sinalização das botoeiras de comando; - Fios sem isolação; Roldanas: - Canais desgastados e /ou desgastados desigualmente Freios: - Atuação firme e absolutamente segura; Aspetos Gerais: - Sinais de Corrosão no equipamento e/ou acessório; - Capacidade de Carga não definida; - Trava de Segurança do gancho em más condições; Gruas

20 Exemplo de checklist Gruas

21 SINALIZAÇÃO CONVENCIONAL DE GRUAS

22 Sinalização Convencional: Parada: Com o braço estendido e a palma da mão voltada para baixo, manter a postura rigidamente.

23 Descer: Mover a mão com o indicador estendido para baixo, e manter o braço caído.

24 Subir: Ter o antebraço na vertical e o dedo; ter o dedo indicador apontado para cima e mover; e a mão deve fazer um movimento em pequeno círculo horizontal.

25 Parar de Emergência: O braço deve estar estendido com a palma da mão voltada para baixo, mover a mão rapidamente para a direita e para a esquerda.

26 Parar Totalmente: Estender os braços na vertical com os dedos voltados para cima, e manter-se imóvel.

27 Deslocamento da Ponte: Com o braço estendido e a mão aberta e um pouco levantada, fazer um movimento de empurrar, na direção do deslocamento.

28 Movimentos Curtos: Com o braço estendido na vertical, os dedos unidos com a mão fechada, abri-los e fechá-los simultaneamente.

29 Mover Lentamente: Dar sinal de movimento com uma das mãos e colocar outra parada à frente.

30 Encerrar: Cruzar e descruzar os braços rapidamente, mantendo o braço na vertical, o antebraço na horizontal e as palmas das mãos para baixo.

31 Conclusão Gruas Para nós a elaboração deste trabalho foi uma mais-valia, pois podemos ter conhecimento dos equipamentos que podem ser utilizados na Indústria Aeronáutica, área para o qual nos estamos a formar. Neste trabalho, cujo tema foram as Gruas conseguimos abordar todas as ideias de uma forma simples e clara para ser percetível a quem veja e leia este trabalho, e assim consigam compreender tudo o que abordámos de forma clara. Podemos assim concluir que este trabalho cumpriu os objectivos propostos pelo formador e que todos os temas foram abordados com nitidez.

32 Sitografia: https://fenix.tecnico.ulisboa.pt/downloadfile/ /ficheiro_disserta%c3%a7%c3%a3o _2013.pdf

33 Trabalho realizado pelas formandas: Ana Bento Ana Pernas Produção e transformação de compósitos (Acção 5)

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