ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA T PARA TRABALHOS NOTURNOS COM REDES ENERGIZADAS. GUILHERME RACHELLE HERNASKI

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1 ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA T PARA TRABALHOS NOTURNOS COM REDES ENERGIZADAS GUILHERME RACHELLE HERNASKI VICTOR SALVINO BORGES EDEMIR LUIZ KOWALSKI RAFAEL PIRES MACHADO MARCELO ANTONIO RAVAGLIO DAILTON PEDREIRA CERQUEIRA

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3 Agenda 1. Introdução 2. Desenvolvimento 3. Resultados e Discussões 4. Conclusões 5. Agradecimentos

4 Introdução Para se atender os índices de continuidade e qualidade estabelecidos pela ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) e garantir a continuidade da venda de energia ao consumidor o serviço de manutenção com a rede energizada é uma ferramenta fundamental para as concessionarias distribuidoras de energia elétrica. O serviço em linha viva pode ser realizado em qualquer parte da rede de distribuição e transmissão, desde que as tarefas a serem executas tenham metodologia e procedimentos seguros, bem como o ferramental necessário para tal. Porém, nas grandes cidades, o movimento de pedestres e veículos dificulta ou até mesmo impede a realização destes serviços no período diurno. Parte desses serviços de manutenção poderia ser realizada durante a noite, nos momentos de menor circulação de pedestres e veículos, sem interferir na mobilidade urbana.

5 Introdução Salvador (BA) possui o Decreto n de 29 de julho de 2010 onde o trabalho que necessita intervenção em vias públicas érestrito a manutenção apenas no período noturno. Atualmente, contudo, não existe uma padronização e procedimentos para a realização do serviço noturno em redes energizadas. Buscando atender o Decreto n de 29 de julho de 2010 e colaborar com a mobilidade urbana, a COELBA e LACTEC realizaram o projeto de P&D ANEEL intitulado Desenvolvimento de metodologia e ferramental para realização de serviço em linha viva noturno, PD /2010, cujo objetivo é avaliar a viabilidade da realização da atividade de linha viva no período noturno.

6 Introdução As principais dificuldades técnicas a serem superadas: Sistema de iluminação que garanta a luminosidade necessária para a realização da atividade em linha viva noturna; Determinação das condições ambientais; Equipamentos e ferramentas que tenham ruídos gerados dentro dos níveis estabelecidos pelos órgãos municipais.

7 Desenvolvimento Sistema de iluminação Para atender as exigências referentes à iluminação, foi projetada e desenvolvida uma carreta de não motorizada rebocada pelo caminhão de linha viva com as seguintes características: Sistema escamoteável automaticamente; Mastro telescópico acionado por motor elétrico que eleva a cruzeta de luminárias a uma altura máxima de 15 metros; Estabilidade estrutural com o auxilio de sapatas que suportam ventos de até 8 m/s; Mastro telescópico com giro na base que possibilita manualmente a rotação em 100 da torre de iluminação; Alimentação da carreta de iluminação é realizada através da rede secundaria, em tensão de 220 V.

8 Desenvolvimento Sistema de iluminação Carreta de iluminação desenvolvida para realização da atividade em linha viva noturno.

9 Dimensionamento do sistema de iluminação O dimensionamento das luminárias foi baseado de acordo coma norma técnica NBR 5413, onde diz que, o índice de iluminância necessário para atividades normais, sem detalhe apurado, éna faixa de 200 lux a 500 lux. Com base neste índice, realizou se o calculo do fluxo luminoso total que as lâmpadas utilizadas deveriam proporcionar. Fluxo luminoso necessário de lumes ; Quatro lâmpadas de vapor metálico de 150 W; Quanto ao projetor, utilizou se modelo simétrico. Com o auxilio do software de simulação DIALux foram realizadas varias simulações visando verificar se as condições mínimas de iluminância eram atendidas.

10 Dimensionamento do sistema de iluminação Simulação da região de trabalho com a torre de iluminação em (A) localizada a três metros de distância e dois metros de altura da estrutura e em (B) localizada a três metros de distância e quatro metros de altura da estrutura.

11 Dimensionamento do sistema de iluminação Simulação da região de trabalho com a torre de iluminação em (A) localizada a sete metros de distância e dois metros de altura da estrutura e em (B) localizada a sete metros de distância e quatro metros de altura da estrutura.

12 Sistemas de iluminação, equipamentos e ferramentas auxiliares. Para complementar o sistema de iluminação, os eletricistas possuem adaptados aos capacetes lanternas especiais que atingem 270 lux a 1,00 m com foco aberto; Sistema de iluminação das estruturas adjacentes; Óculos especiais de cor amarela ou alaranjado afim de evitar o ofuscamento pelo sistema de iluminação. Foram desenvolvidas coberturas de condutor e coberturas circulares rígidas fotoluminescentes para se ter uma melhor visualização das regiões isoladas.

13 Sistemas de iluminação, equipamentos e ferramentas auxiliares. Para diminuir o nível de ruído gerado pelo motor a combustão do caminhão durante o acionamento da lança hidráulica foi instalado no caminhão de linha viva um motor elétrico para acionamento da mesma e a sua alimentação também érealizada através da rede secundaria. Adaptou se à cruzeta de iluminação sistema de monitoramento online que pode ser utilizada para auxiliar na verificação da iluminação na região de trabalho, como visualização das situações críticas encontradas durante a tarefa.

14 Resultados e discussão Análise de risco De acordo com a análise de risco realizada, a atividade de linha viva no período noturno é diferenciada da atividade de linha viva diurna até o momento da iluminação artificial ser estabelecida, após esse período os ricos são os mesmos que apresentados no trabalho diurno, inclusive referente aos fatores climáticos. Sendo assim, os procedimentos realizados pelos eletricistas na atividade de substituição do isolador são os mesmos aplicados no período diurno.

15 Teste em rede didática do sistema de iluminação Durante o desenvolvimento do sistema de iluminação foram realizadas quatro atividades em redes didáticas no período noturno. Iluminância Antes : 0,61 lux Iluminância Depois : 230 lux

16 Teste em rede didática do sistema de iluminação Vista do sistema de iluminação posicionado atrás do caminhão de linha viva para realização da atividade de substituição de isolador tipo pino. Nível de ruído Local : 87 db Nível de ruído residência : 42 db

17 Teste em rede didática do sistema de iluminação Atividade em linha viva noturna de substituição de isolador tipo pino sendo realizada.

18 Atividades em campo do sistema de iluminação Estas atividades foram realizadas com a participação somente das equipes próprias de manutenção em linha viva da COELBA e devidamente acompanhada pelos Engenheiros de Segurança envolvidos no projeto. As atividades foram realizadas em redes compactas e em redes convencionais com cabos nus e protegidos. Nas redes compactas foram realizadas as atividades de substituição de isolador de pino e poda e na rede convencional somente substituição de isoladores de pino. Embora as atividades realizadas sejam distintas, os procedimentos para utilização da carreta de iluminação são os mesmos.

19 Atividades em campo do sistema de iluminação Mastro telescópico elevado, pronto para realização da atividade de linha viva, à esquerda rede convencional e àdireitarede compacta.

20 Atividades em campo do sistema de iluminação Substituição de isolador em rede convencional sendo realizada em linha viva no período noturno.

21 Atividades em campo do sistema de iluminação Substituição de isolador em rede compacta sendo realizada em linha viva no período noturno.

22 Atividades em campo do sistema de iluminação Atividade de poda sendo realizada no período noturno.

23 Atividades em campo do sistema de iluminação Durante as atividades de linha viva noturna foram monitorados os índices de luminosidade na região de trabalho, antes da ligação do sistema de iluminação e após a sua ligação. Com relação aos níveis de ruídos gerados na realização das atividades, verificou se que os mais significativos são obtidos na execução de algumas tarefas, tais como, o levantamento do mastro telescópico e a aceleração do caminhão de linha viva, quando este ainda opera com o motor a explosão. Iluminância (lux) antes Iluminância (lux) depois Nível de ruído (db) Mínimo 0,25 270,00 Local 42 Máximo 12, ,00 Residência 87

24 Atividades em campo do sistema de iluminação O sistema de monitoramento instalado junto à cruzeta de iluminação auxilia na verificação da luminosidade na região de trabalho do eletricista e possibilita que os técnicos de segurança verifiquem se a atividade esta sendo realizada de maneira correta.

25 Atividades em campo do sistema de iluminação Imagens obtidas do sistema de monitoramento, onde estão sendo avaliadas as luminosidades na região de trabalho.

26 Atividades em campo do sistema de iluminação Imagens obtidas do sistema de monitoramento da atividade em linha viva noturna de substituição de isolador em rede compacta.

27 Conclusões Com a realização das atividades na rede experimental e em campo pode se constatar que o sistema de iluminação artificial projetado e desenvolvido se apresentou eficiente, atendendo em todos os testes realizados as condições mínimas de iluminância necessárias para realização da atividade de linha viva no período noturno. Verificou se também que os níveis de ruídos gerados pelas atividades estão de acordo com as normas vigentes da cidade de Salvador. O sistema de monitoramento instalado junto à cruzeta de iluminação é uma ferramenta importante para verificar a condição de luminosidade além de realizar o monitoramento das atividades de linha viva no período noturno.

28 Conclusões A avaliação dos técnicos que executaram as atividades foram de que o sistema de iluminação possibilita a realização das atividades normalmente sem ofuscamentos, sombras ou pontos cegos. Outro fator observado, éque das seis atividades realizadas três delas ocorreram em ruas que mesmo no período noturno apresentavam relativo movimento de veículos, e pôde se constatar que não houve interferências no trânsito local. Sendo assim, acredita se que a atividade de linha viva pode ser realizada no período noturno desde que sejam seguidos os procedimentos estabelecidos.

29 Agradecimentos A COELBA e ANEEL pelo financiamento do projeto, ao LACTEC pela infraestrutura dada aos pesquisadores. Os autores agradecem ao CNPq pelo benefício da lei 8010/90.

30 CONTATO GUILHERME HERNASKI

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