INDICADORES INDUSTRIAIS RIO GRANDE DO SUL

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1 INDICADORES INDUSTRIAIS RIO GRANDE DO SUL AGOSTO DE 2011

2 Novo crescimento não altera o quadro desfavorável Agosto de Os resultados dos Indicadores Industriais do RS referentes ao mês de agosto pouco alteraram a trajetória e o ritmo decepcionante da atividade industrial no ano. O Índice de Desempenho Industrial (IDI/RS) registrou um crescimento de 0,5% na comparação com mês de julho na série livre dos efeitos sazonais, resultado que não recompõe as perdas anteriores e mantém o nível de atividade próximo do vigente em março de De fato, o fim dos incentivos fiscais no início do ano passado, que interrompeu o período de recuperação da atividade pós-mergulho de 2008, marca o início do ciclo de estagnação da indústria gaúcha. No mês de agosto, os Indicadores Industriais pesquisados apresentaram resultados contraditórios, evidenciando o baixo dinamismo atual. Na comparação com julho, o faturamento voltou a cair pela quarta vez nos últimos cinco meses, as compras industriais e as horas trabalhadas na produção cresceram e o nível de utilização de capacidade instalada ficou praticamente estável. A desaceleração no ritmo das contratações e da massa salarial é outro ponto que evidencia a piora da situação da indústria no mês. Quando se compara o desempenho da indústria no acumulado do ano janeiro a agosto de 2011 ante janeiro a agosto de o crescimento do IDI/RS é zero. Os componentes do índice, principalmente os mais diretamente associados à produção, corroboram o cenário desfavorável, uma vez que o faturamento e as compras industriais registraram quedas no período. Apesar do mercado de trabalho ainda estar mostrando dinamismo, o emprego e a massa salarial dão sinais claros de desaceleração. No mesmo sentido, a queda da atividade atinge a maioria dos setores, pois nove dos dezesseis analisados apresentaram retração. Os resultados indicam que o momento e as perspectivas para a atividade industrial gaúcha ainda estão longe de ser favoráveis. A apreciação do real frente ao dólar, num cenário de crise internacional, inibe as exportações industriais e intensifica a concorrência no mercado interno com produtos importados. A política monetária, ainda restritiva, desacelera a demanda interna. Além disso, a nova fase da crise mundial e seus desdobramentos sobre a economia brasileira mantém elevado o grau de incerteza, abalando a confiança dos empresários.

3 Indicadores Industriais do Rio Grande do Sul Variações percentuais em 12 Meses Índice de Desempenho Industrial 0,5 (0,1) (0,0) 2,0 Faturamento (0,6) (5,4) (2,8) (0,5) Compras Totais 3,9 2,4 (3,9) 0,2 Emprego (0,1) 0,1 2,0 3,2 Massa salarial (1,8) 1,5 3,8 5,9 Horas Trab. na Produção 1,0 1,8 1,1 1,8 Utilização da Capacidade Instalada (0,1) (2,1) (0,1) 0,8 * Dessazonalizado ** Comparação com mesmo mês do ano anterior. Mensal* Mês/ Mês** Índice de Desempenho Industrial (IDI/RS) Apesar dos dois meses seguidos de expansão, o crescimento anual é zero A atividade industrial do Estado cresceu 2,5%, na comparação com o mês anterior. Retirados os efeitos sazonais, o índice aumentou 0,5%, segundo resultado positivo seguido; Todavia, ainda não recuperou a queda do trimestre abril-junho (-3,8%). O índice de agosto está próximo ao nível de março de Ou seja, a atividade industrial segue acomodada; Num ritmo bem inferior, o índice (-0,13%) recuou, pelo terceiro mês seguido, frente ao mesmo mês do ano anterior; No acumulado anual (janeiro a agosto de 2011 relativamente ao mesmo período de 2010), a atividade industrial aponta estabilidade (0,0%). Em relação aos componentes do IDI/RS, as variáveis mais diretamente associadas à produção registram os piores resultados anuais, sobretudo, as compras de insumos e matérias-primas e o faturamento. Por outro lado, o emprego e a massa salarial apresentam as variações positivas mais expressivas, mas a desaceleração é evidente. Crescimento é minoritário do ponto de vista setorial Setorialmente, apenas sete dos dezesseis setores analisados apresentaram crescimento no acumulado do ano. Destaque pela contribuição fornecida ao resultado global para os setores de Veículos automotores (+13,1%), Couros e calçados (+1,7%) e Químicos, refino de petróleo e álcool (+2,2%). Por outro lado, as indústrias de Tabaco (-11,9%), Máquinas e equipamentos (-3,9%) e Metalurgia básica (-2,4%) exerceram as maiores pressões negativas no índice total.

4 Índice de Desempenho Industrial Índice de Desempenho Industrial Setores Mensal Mês * Alimentos e bebidas 1,9 (0,6) 0,9 Alimentos 0,6 (1,1) 0,2 Bebidas 6,6 1,5 5,5 Tabaco (26,8) 9,8 (11,9) Produtos têxteis (0,5) (9,3) (5,3) Vestuário e acessórios 9,6 10,4 (0,6) Couros e fab. artef. couro e calçados 10,6 1,8 1,7 Couros 1,2 (1,2) (2,7) Calçados 11,7 2,0 2,8 Produtos de madeira 9,0 4,7 (0,0) Edição, impres e reprod de gravações 7,7 (5,6) (6,2) Químicos, Refino de petróleo e álcool (2,4) 0,4 2,2 Borracha e plástico 3,1 0,1 0,8 Borracha 1,9 (1,1) (1,6) Metalurgia básica 3,7 6,3 (2,4) Produtos de metal 7,4 0,2 (0,3) Máquinas e equipamentos 4,9 (6,4) (3,9) Máquinas Agrícolas 2,6 (11,2) (6,2) Máquinas, aparelhos e mat. elétricos 3,8 (7,6) (7,7) Material eletrônico e de comunicação 9,0 27,1 20,4 Veículos automotores 4,5 14,4 13,1 Móveis e indústrias diversas 4,0 5,7 2,1 Móveis 0,9 6,9 0,6 Indústria total 2,5 (0,1) (0,0) Faturamento real Mesmo mês ano anterior Após reação em julho, faturamento volta cair O faturamento real (deflacionado pela IPA industrial) cresceu 5,6% comparativamente a julho, porém, quando retirados os efeitos sazonais e de calendário, o mesmo demonstrou uma redução de 0,6%; O indicador evidencia o difícil momento do setor: uma queda real de 8,6% em relação a março de 2010, pico do pós-crise de 2008; Em relação ao mesmo mês do ano passado, o faturamento observou a sexta retração no ano (-5,4%); O resultado negativo do mês intensificou a taxa negativa no acumulado de 2011, que alcançou -2,8%; A queda anual é maioria entre os setores A redução do faturamento real, em termos setoriais, alcançou nove dos dezesseis setores analisados e tem sido mais expressiva nas empresas produtoras de Tabaco (-11,9%), Químico, refino de petróleo e álcool (-10,4%) e Máquinas e equipamentos (-8,7%). Couros e calçados (+10,2%) e Veículos automotores (+9,3%) foram os setores que se destacaram pela influência positiva no total.

5 Faturamento real Faturamento real Setores Mensal Mês * Alimentos e bebidas 7,4 (7,0) (4,2) Alimentos 1,9 (9,8) (6,6) Bebidas 30,2 (0,2) 3,0 Tabaco (23,9) (41,9) (27,6) Produtos têxteis 2,2 (12,8) (22,0) Vestuário e acessórios 13,4 43,6 (16,6) Couros e fab. artef. couro e calçados 25,4 8,2 10,2 Couros (9,0) (10,2) (10,3) Calçados 28,6 9,7 13,0 Produtos de madeira 28,0 17,6 4,1 Edição, impres e reprod de gravações 7,3 (14,0) (9,4) Químicos, Refino de petróleo e álcool (10,5) (29,5) (10,4) Borracha e plástico 13,8 4,5 1,4 Borracha 13,7 8,7 2,9 Metalurgia básica 1,2 (7,9) (10,5) Produtos de metal 4,6 8,4 2,7 Máquinas e equipamentos 4,7 (6,8) (8,7) Máquinas Agrícolas 3,0 (20,4) (17,8) Máquinas, aparelhos e mat. elétricos 7,8 0,5 (20,0) Material eletrônico e de comunicação 20,5 38,3 28,4 Veículos automotores 6,7 15,4 9,3 Móveis e indústrias diversas 12,0 12,6 2,8 Móveis 14,6 16,2 (0,0) Indústria total 5,6 (5,4) (2,8) Horas trabalhadas na produção Indicador cresce pelo segundo mês seguido As horas trabalhadas na indústria cresceram 4,6% em relação a julho. O indicador dessazonalizado, da mesma forma, aponta uma expansão segunda seguida - de 1%; Mesmo com o forte aumento nos últimos dois meses, apenas recuperou parte das perdas de maio e junho; Comparativamente ao mesmo mês de 2010, as horas trabalhadas na produção voltaram a crescer, após dois meses de redução, 1,8%; No acumulado janeiro a agosto em relação ao mesmo período de 2010, o indicador registra expansão 1,1%; Crescimento é registrado na maioria dos setores As horas trabalhadas na produção expandiram, nos primeiros oito meses do ano, ante o período equivalente de 2010, em nove dos dezesseis setores pesquisados. As atividades que apresentaram os desempenhos mais importantes para o resultado global - dados os diferentes pesos de cada segmento na indústria - foram Veículos automotores (+11,0%), Produtos metálicos (+6,4%) e Alimentos e bebidas (+2,1%). Entre as indústrias onde as Horas trabalhadas recuaram destaque para Couros e calçados (-1,6%) e Máquinas e aparelhos elétricos (-6,9%) e Químicos, refino de petróleo e álcool (-5,0%).

6 Horas Trabalhadas na Produção Horas Trabalhadas na Produção Setores Mensal Mês * Alimentos e bebidas 0,9 4,0 2,1 Alimentos 0,8 3,7 2,1 Bebidas 2,7 10,4 4,8 Tabaco (35,7) 4,5 (6,7) Produtos têxteis (0,8) (11,9) (4,1) Vestuário e acessórios (0,4) 4,1 11,7 Couros e fab. artef. couro e calçados 7,1 0,5 (1,6) Couros 4,3 (3,8) (2,6) Calçados 7,3 0,9 (1,5) Produtos de madeira 4,0 (7,3) (18,4) Edição, impres e reprod de gravações 4,5 (13,4) (5,9) Químicos, Refino de petróleo e álcool 3,7 0,7 (5,0) Borracha e plástico 1,6 2,7 4,6 Borracha 0,7 (1,1) (2,7) Metalurgia básica 6,0 4,2 1,6 Produtos de metal 7,4 5,8 6,4 Máquinas e equipamentos 6,6 0,7 1,6 Máquinas Agrícolas 5,1 0,0 4,8 Máquinas, aparelhos e mat. elétricos 6,0 (13,8) (6,9) Material eletrônico e de comunicação 0,8 11,5 15,0 Veículos automotores 7,0 12,3 11,0 Móveis e indústrias diversas 8,4 9,0 2,1 Móveis 7,1 2,5 (2,9) Indústria total 4,6 1,8 1,1 Emprego industrial Crescimento desacelera O emprego industrial caiu 0,3% em agosto, comparativamente a julho. Retirado os efeitos sazonais, o número de postos de trabalho caiu 0,1% na mesma base de comparação; Comparativamente ao mesmo mês de agosto 2010, o emprego aumenta pelo décimo oitavo mês seguido, mas ritmo desacelerou (0,1%), menor taxa desse período; No acúmulo de janeiro a agosto ante o período análogo de 2010, a expansão foi de 2,0%, taxa anual mais baixa de 2011; O aumento do emprego é disseminado. No acumulado do ano, o geração de novas oportunidades de trabalho na indústria gaúcha refletiu o comportamento positivo em doze dos dezesseis setores pesquisados. As atividades produtivas que mais influenciaram o crescimento do emprego industrial foram Veículos automotores (+10,9%), Produtos de metais (+6,5%) e Máquinas e equipamentos (+2,8%). Por outro lado, os setores de Madeira (-14,0%) e Borracha e plásticos (-5,9%) exerceram as maiores influências negativas no total.

7 Emprego Emprego Setores Mensal Mês * Alimentos e bebidas 0,4 2,3 0,1 Alimentos 0,4 2,3 (0,6) Bebidas 0,4 2,0 6,2 Tabaco (31,1) 9,3 (4,9) Produtos têxteis (2,2) (10,0) (2,7) Vestuário e acessórios (6,3) (5,9) 4,5 Couros e fab. artef. couro e calçados (1,6) (1,8) 1,1 Couros (1,4) (5,1) (3,2) Calçados (1,6) (1,5) 1,5 Produtos de madeira 0,9 (3,4) (14,0) Edição, impres e reprod de gravações 1,7 4,4 2,9 Químicos, Refino de petróleo e álcool (0,1) 1,2 1,3 Borracha e plástico 2,4 (12,3) (5,9) Borracha 4,1 (20,0) (11,9) Metalurgia básica 4,6 3,7 4,6 Produtos de metal 0,9 2,0 6,5 Máquinas e equipamentos 1,2 0,6 2,8 Máquinas Agrícolas 0,5 2,5 5,9 Máquinas, aparelhos e mat. elétricos 1,1 (0,7) 3,2 Material eletrônico e de comunicação 3,5 13,6 14,3 Veículos automotores 0,8 6,9 10,9 Móveis e indústrias diversas 1,1 5,0 5,6 Móveis 0,3 2,9 3,5 Indústria total (0,3) 0,1 2,0 Massa salarial Em linha com emprego, salários seguem crescendo e desacelerando Após o forte crescimento em julho, a massa salarial caiu 3,3% em agosto. Na série dessazonalizada, os salários pagos pela indústria caíram 1,8%; A queda interrompeu uma sequencia de três meses de crescimento; Quando comparado ao mesmo mês de 2010, a massa salarial aumentou 1,5%, uma desaceleração relativamente aos resultados anteriores; Na média dos oito meses de 2011, a expansão foi de 3,8% comparativamente ao período análogo de 2010, diminuindo a velocidade da taxa positiva de julho (+4,2%); O aumento dos salários é verificado na maioria dos setores No acumulado do ano, comparativamente ao mesmo período de 2010, a massa salarial elevou-se em dez das dezesseis atividades consideradas. As indústrias que mais contribuíram positivamente foram Veículos automotores (+11,4%), Alimentos e bebidas (+6,9%) e Químicos, refino de petróleo e álcool (+13,0%). Por outro lado, seis setores registraram queda na massa salarial, com destaque para as empresas produtoras Tabaco (-8,9%), Vestuário e acessórios (- 16,2%) e Borracha e plásticos (-4,3%).

8 , Massa Salarial Massa Salarial Setores Mês * Alimentos e bebidas (2,3) 4,0 6,9 Alimentos (1,9) 5,3 5,4 Bebidas (4,0) (0,3) 20,4 Tabaco 4,5 11,1 (8,9) Produtos têxteis 0,7 (8,6) (1,6) Vestuário e acessórios 4,2 (17,6) (16,2) Couros e fab. artef. couro e calçados 1,4 3,1 1,5 Couros 2,9 3,2 6,9 Calçados 1,2 2,9 0,7 Produtos de madeira (3,8) 5,0 22,8 Edição, impres e reprod de gravações 0,7 (1,7) (1,6) Químicos, Refino de petróleo e álcool (1,9) 7,1 13,0 Borracha e plástico (0,8) (7,1) (4,3) Borracha 0,2 (9,6) (10,1) Metalurgia básica 0,9 9,0 1,4 Produtos de metal 3,0 3,2 6,9 Máquinas e equipamentos (9,8) (5,0) 1,6 Máquinas Agrícolas (19,8) (7,8) 5,1 Máquinas, aparelhos e mat. elétricos (6,3) (12,7) (1,9) Material eletrônico e de comunicação 21,0 25,7 9,4 Veículos automotores (11,6) 4,6 11,4 Móveis e indústrias diversas (9,1) 5,6 7,2 Móveis (12,1) 14,0 9,9 Indústria total (3,3) 1,5 3,8 Utilização da capacidade instalada (UCI) Evolução do indicador corrobora a desaceleração da atividade Em agosto, a indústria gaúcha aumentou a utilização do parque produtivo em 0,6% em relação a julho e operou, em média, com 83,9% da capacidade total; No indicador dessazonalizado, os resultados foram -0,1% e 83,0%, respectivamente; Quando comparado ao mesmo mês de 2010, a UCI caiu 2,1%, terceira queda seguida; Na média dos oito meses de 2011, a utilização da capacidade alcançou 83,4%, pouco abaixo do nível (-0,1%) registrado no mesmo período de 2010; Metade dos setores opera com a capacidade produtiva abaixo de 2010 Os setores industriais que operam nos primeiros oito meses de 2011 com o maior nível médio de utilização do parque fabril foram Couros e calçados (grau médio de 88,4%), Máquinas e equipamentos (86,6%) e Veículos automotores (86,2%). Em sentido contrário, os níveis mais elevados de ociosidade, no período, foram observados nos setores de Material eletrônico e de comunicação (72,6%), Têxteis (74,9%) e Vestuário e acessórios (74,9%).

9 Utilização da Capacidade Instalada Série Dessazonalizada Grau Médio UCI Grau Médio Setores Mês Mês ano Grau médio anterior Alimentos e bebidas 76,0 85,4 82,3 Alimentos 77,7 87,5 84,3 Bebidas 59,7 54,4 52,3 Tabaco Produtos têxteis 73,7 75,6 74,9 Vestuário e acessórios 69,1 74,2 74,9 Couros e fab. artef. couro e calçados 90,0 92,9 88,4 Couros 87,3 90,1 89,0 Calçados 90,3 93,2 88,4 Produtos de madeira 88,5 80,1 84,1 Edição, impres e reprod de gravações 79,0 77,3 77,1 Químicos, Refino de petróleo e álcool 81,3 78,8 76,9 Borracha e plástico 80,9 79,3 75,8 Borracha 75,0 80,1 73,3 Metalurgia básica 93,3 61,6 84,3 Produtos de metal 86,9 86,5 83,8 Máquinas e equipamentos 86,1 88,0 86,6 Máquinas Agrícolas 87,3 86,4 83,9 Máquinas, aparelhos e mat. elétricos 88,4 86,9 82,5 Material eletrônico e de comunicação 71,8 80,2 72,6 Veículos automotores 86,4 89,0 86,2 Móveis e indústrias diversas 79,2 80,2 77,4 Móveis 86,3 83,2 82,8 Indústria total 83,9 85,7 83,4 Compras totais Indicador cresce novamente, mas segue em nível baixo As compras industriais cresceram 7,4% em agosto na comparação com o mês anterior. Quando os dados são ajustados sazonalmente, o indicador apontou alta de 3,9%; Em relação ao mesmo mês de 2010, as compras industriais aumentaram 2,4%, após duas fortes quedas sucessivas em junho (-12,0%) e julho (-9,3%); No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as compras de insumo e matériasprimas registram queda de 3,9%. A queda do indicador é compartilhada pela maioria dos setores As indústrias de Máquinas e equipamentos (-15,4%), Químicos, refino de petróleo e álcool (-9,8%) e Tabaco (-22,1%) foram os destaques negativos entre os onze setores pesquisados que contribuíram para a redução das compras da indústria de transformação em Destaca-se o crescimento do indicador no setor de Montagem e veículos (+20,8%) e Material eletrônico (+28,2%).

10 . Compras Totais Compras Totais Setores Mensal Mês * Alimentos e bebidas 10,2 (1,4) 0,2 Alimentos 8,2 (2,3) 0,5 Bebidas 12,9 (8,6) (5,0) Tabaco (51,4) 515,0 (22,1) Produtos têxteis 7,6 (18,4) (24,8) Vestuário e acessórios 43,7 58,9 12,6 Couros e fab. artef. couro e calçados 15,4 (0,2) (1,8) Couros 10,2 12,0 (11,4) Calçados 15,9 (1,3) 0,6 Produtos de madeira 12,7 (7,9) (18,0) Edição, impres e reprod de gravações 30,9 (4,5) (21,5) Químicos, Refino de petróleo e álcool 16,0 (8,9) (9,8) Borracha e plástico (1,6) 16,2 8,9 Borracha (8,2) 33,0 17,4 Metalurgia básica 11,3 (3,5) (24,9) Produtos de metal 22,6 (14,1) (15,5) Máquinas e equipamentos 18,5 (17,5) (15,4) Máquinas Agrícolas 23,1 (23,7) (22,8) Máquinas, aparelhos e mat. elétricos 11,9 (13,6) (19,4) Material eletrônico e de comunicação 5,1 47,3 28,2 Veículos automotores 14,0 26,9 20,8 Móveis e indústrias diversas 11,7 1,8 (2,3) Móveis (1,5) (3,9) (4,1) Indústria total 7,4 2,4 (3,9) NOTA O objetivo dos Indicadores industriais do RS é medir o nível da atividade da indústria de transformação. As variáveis Faturamento, Horas Trabalhadas na Produção, Utilização da Capacidade Instalada, Compras Totais, Emprego e Massa salarial - foram escolhidas devido a grande confiabilidade das informações obtidas através das indústrias informantes, e pela grande importância e influência que tais variáveis têm no nível de atividade do RS. O índice de Desempenho Industrial (IDI/RS) é calculado a partir dessas variáveis que são coletadas mensalmente de uma amostra das indústrias gaúchas. Desta maneira, a preocupação básica está associada à geração de taxas de crescimento para um conjunto de variáveis, que permitem a construção de séries de base fixa (não é objetivo estimar valores absolutos). Os indicadores Industriais são produzidos a partir de pesquisa conduzida pela FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO RIO GRANDE DO SUL e integram o sistema coordenado pela CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA (CNI).

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