Síndrome de Insuficiência Respiratória Aguda Grave (SARS)

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1 Síndrome de Insuficiência Respiratória Aguda Grave (SARS) Dra. Patrizia Allegro Abril 2003

2 Definição Enfermidade recentemente descrita ( 1 caso confirmado em 2003) como doença respiratória aguda, com quadro clínico variável desde sintomas leves à um quadro de pneumonia grave que pode evoluir para insuficiência respiratória e morte. Provável etiologia viral, contagiosa, de elevada morbidade e taxa de letalidade de cerca de 4%. Originária do sul da China, expandindo-se rapidamente para vários países da Ásia, Europa, nos Estados Unidos, Canadá e no Brasil (2 casos).

3 Aguda Grave (SARS) Segundo OMS, definição de casos suspeitos quando: febre 38 C por mais de 24 horas um ou mais achados de doença respiratória (tosse, dor torácica, hipoxemia, dispnéia, alterações radiológicas) viagem para áreas afetadas nos últimos 10 dias ou contato com pessoas com a doença ou suspeita que estiveram em áreas afetadas nos últimos 10 dias.

4 Área afetada área principal de transmissão de SARS, determinada pelas autoridades de saúde pública nacional. No momento são Canadá ( Toronto), China (Guangdong, Hong Kong, Shanxi, Taiwan, Beijing), Singapura e Viet Nam (Hanói). Viagem inclui passagem por aeroportos de áreas afetadas. Contato pessoas que moram, cuidam ou tem contato direto com secreções respiratórias ou outros fluidos corporais de pacientes com SARS.

5 Quadro clínico Período de incubação de 2-7 dias (máximo11 dias) Febre > 38 C, calafrios e tremores, cefaléia, mal estar, mialgia, dor torácica, dor de garganta e, às vezes, diarréia. Após 3-7 dias, tosse seca, dispnéia, 10 a 20% podem apresentar hipoxemia e evoluir para insuficiência respiratória requerendo ventilação mecânica. Ao exame físico: taquicardia, taquipnéia e no exame do tórax presença de estertores crepitantes, geralmente em bases pulmonares, bilaterais. Exame neurológico, cardiovascular e de abdômen são normais. Rash cutâneo não foi observado.

6 Diagnóstico e Avaliação Linfopenia, leucopenia e plaquetopenia Aumento discreto das animotransferases, CPK e LDH Provas de função renal normais Radiologia: Tomografia computadorizada de tórax de alta resolução: opacificação sub-pleural com aerobroncograma, aspecto de vidro-fosco (achado precoce). Condensação.

7 Radiografia de tórax: Infiltrado intersticial focal (vidro fosco) que pode evoluir para forma generalizada, com áreas de consolidação, geralmente bilateral e em bases pulmonares.

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11 Tratamento: Medidas de suporte Uso de antibióticos : ß lactâmicos, macrolídeos Anti-virais: ribavirina (IV ou oral), oseltamivir Corticóides Ventilação mecânica

12 Etiologia: Coronavírus Urbani, um novo coronavírus isolado de secreções respiratórias, ainda de procedência desconhecida Metapneumovírus foi encontrado em 50% dos casos, porém ainda sem papel etiológico definido.

13 Transmissão Ainda não totalmente esclarecida. Contato direto é o mais provável, com partículas de aerossóis. Através de secreções Medidas de proteção Máscaras respiratórias, luvas, capas, gorros e proteção ocular. Isolamento dos contatos de casos suspeitos.

14 Identificação de novo vírus Interação de co-patógenos Discussão Variação da severidade da doença Cuidados com transmissão Necessidade de sistema global de cooperação Cooperação internacional sem precedentes na divulgação e investigação desta nova doença epidêmica

15 SARS - dados atuais (12/04/03): 2960 casos com 119 mortes em 18 países. China na província de Guangdong dos 400 leitos, 150 estão com internações de SARS. Hong Kong 1108 casos com 35 óbitos. Contínuo aparecimento de casos novos. Singapura - caso de super- disseminador (52 pessoas) Canadá casos com 10 óbitos. (maior taxa de letalidade devido pacientes mais idosos)

16 Aguda Grave (SARS)

17 Referências Bibliográficas Tsang KW.e col. N Eng J Med 2003;348 Poutanen S. e col. N Eng J Med 2003;348 Knight J. Nature 2003; 422: Schlagenhauf P. e col. Lancet 2003;361:1017 WHO - World Health Organization - CDC- Centers for Disease Control -

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