Solda, soldagem, conceitos, definição, AWS, coalescência, solubilização, diluição, descontinuidade.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Solda, soldagem, conceitos, definição, AWS, coalescência, solubilização, diluição, descontinuidade."

Transcrição

1 Solda, soldagem, conceitos, definição, AWS, coalescência, solubilização, diluição, descontinuidade. DEFINIÇÃO DE SOLDAGEM Prof. Dr. Almir Quites 15/02/2011 Você pode unir peças, transformando-as em uma única, sem superfícies de contato, colas ou dispositivos de fixação; em outras palavras, sem descontinuidades. Basta realizar uma soldagem. O que é isto? Antigamente, conceituava-se soldagem como a junção de metais por fusão. Todavia nem sempre foi preciso recorrer à fusão e não só os metais são soldáveis. Além disso, há condições nas quais a soldagem pode se realizar mesmo sem aquecimento. Foi adotado, então, o seguinte conceito, ainda muito usado: soldagem é a união de peças por métodos que não se baseiam no emprego de dispositivos de fixação. Contudo, este conceito não distinguia bem a soldagem da colagem. A definição da Associação Americana de Soldagem (AWS) é a seguinte: welding is a materials joining process which produces coalescence of materials by heating them to suitable temperatures with or without the application of pressure or by the application of pressure alone and with or without the use of filler material". Tradução: "soldagem é o processo de junção de materiais que produz a coalescência dos materiais mediante o aquecimento deles a temperatura apropriada com ou sem a aplicação de pressão ou com aplicação apenas de pressão e com ou sem o uso de material de enchimento". Sou professor universitário desde 1965 e, em meus cursos, sempre me recusei a adotar a definição corrente de soldagem, estabelecida pela AWS (American Welding Society). Uma definição como esta, usada internacionalmente, deveria ser bem formulada, mas não é. Destoa a expressão "com ou sem",

2 usada duas vezes, a qual não exclui nada nem acrescenta nada. Portanto é inútil na definição. Depois, percebe-se que a expressão "mediante o aquecimento deles (dos materiais) à temperatura apropriada" exclui a soldagem em temperatura ambiente (sem aquecimento). Finalmente, implico com a palavra coalescência, o que requer considerações mais detalhadas em mais parágrafos. Coalescence, em inglês, é uma palavra de origem latina, de coalescere, junção do prefixo co (junto = "together") com o verbo alescere (crescer = "to grow up"). Foi introduzida na língua inglesa no início do século XVI, significando o crescimento de duas partes em uma única por mútua assimilação. O termo coalescência tem acepções diferentes na Linguística, na Psicologia, na Botânica, na Genética, na Medicina, na Astronomia, na Meteorologia, na Ciência da Computação etc. No entanto, numa definição de soldagem, é imperioso que se atenha aos significados da Engenharia, que são os significados da Química e da Física. A soldagem, que se pretende definida pelo conceito de coalescência, não pode redefinir esta palavra. Na área da Química, há várias definições. Por exemplo: coalecência é the process by which separate masses of miscible substances seem to "pull" each other together should they make the slightest contact [1]. Tradução: processo pelo qual massas separadas de substâncias miscíveis parecem se atrair ao mais leve contato. Outro exemplo: coalescência é a junção de gotículas, levando à formação de glóbulos maiores que, finalmente, pode levar a fase dispersa a tornar-se uma fase contínua, separada da dispersão por uma única interface [2]. Evidentemente, estas definições não condizem com o que acontece na soldagem e só são aplicáveis a fases miscíveis, ou seja a líquidos, gases ou partículas (fumos, por exemplo). Na área da Física, encontram-se definições tais como esta: coalescence is the process by which two or more droplets, bubbles or particles merge during contact to form a single daughter droplet, bubble or particle [3]. Tradução: coalescência é o processo pelo qual duas ou mais gotas, bolhas ou partículas se fundem durante o contato para dar forma a uma única filha, seja gota, bolha ou partícula. Outra definição da área da Física é a seguinte: "the fusion of drops or bubbles upon contact with each other in a mobile medium (liquid or gas) or on the surface of a body. It is

3 accompanied by enlargement of drops (bubbles) and is brought about by the effect of forces of inter-molecular attraction. It is a spontaneous process accompanied by a decrease in the free energy of the system. As a result of coalescence, emulsions and foams may cease to exist as disperse systems and undergo complete separation into two macrophases, liquid-liquid or liquid-gas [4]. Tradução: a união de gotas ou de bolhas ao contato, uma com a outra, em um meio fluído (líquido ou gás) ou na superfície de um corpo. É acompanhada da ampliação das gotas (bolhas) e é causada pelo efeito das forças da atração intermolecular. É um processo espontâneo, acompanhado de uma diminuição na energia livre do sistema. Em conseqüência da coalescência, as emulsões e espumas podem deixar de existir como sistemas de dispersão e se separarem completamente em duas macrofases, líquido-líquido ou líquido-gás. Este conceito assenta-se na Termodinâmica e enfatiza que a coalescência é um processo espontâneo, portanto acompanhado de redução da energia livre do sistema. Ora, a soldagem não é normalmente um processo espontâneo e, mesmo que fosse (em casos muito especiais), não seria isto que a caracterizaria. Além disso, a soldagem pode acontecer no estado sólido, sem fusão. Em metalurgia usa-se tanto a definição da física como a da química, principalmente na metalurgia do pó, onde o conceito se estende a estruturas cristalinas desordenadas [5]. Parece-me muito óbvio que o conceito de coalescência não se presta para base da definição de soldagem. Estávamos ainda no ano de 1979 quando editei meu primeiro livro de soldagem. Chamava-se TECNOLOGIA DA SOLDAGEM A ARCO VOLTAICO [6]. Um ano antes, aproximadamente, já na redação do primeiro capítulo, foi preciso tomar uma decisão sobre como conceituar soldagem. Logo percebi que não poderia me basear na idéia de coalescência e que deveria descartar conceitos meramente operacionais. Precisaria ir ao cerne da questão, visando alcançar uma definição. Então, adotei a seguinte formulação: Soldagem é a operação que objetiva a união de duas ou mais peças assegurando a continuidade das propriedades químicas e físicas na junta. A definição de continuidade é bem estabelecida na metalurgia e tem origem na matemática. Além disso, trata-se de

4 um conceito que faz parte do cotidiano dos ensaios não destrutivos. Claro que este conceito não é aplicável ao nível submicroscópico ou de camadas atômicas. Nestes níveis não existe continuidade. Logo, é a capacidade de produzir uma junta sem descontinuidades que define um processo de união como sendo uma soldagem. Esta é a definição que adoto em todos os cursos da SOLDASOFT. A palavra continuidade tem aqui o mesmo significado usado na matemática quando se descreve a continuidade de funções. Assim por exemplo, se a dureza medida transversalmente a uma junta variar, esta variação deve ser contínua para que a operação de união possa ser considerada uma soldagem. Outras operações de união não são capazes de obter essa continuidade - caso da rebitagem, parafusagem, colagem e brasagem. Na prática industrial, nem sempre um processo de soldagem transcorre sem produzir descontinuidades, embora seja capaz disso. Se isto ocorrer, algumas descontinuidades poderão ser toleradas, outras não. Se forem inaceitáveis, serão consideradas defeitos. Então, definem-se critérios de aceitação para decidir se uma descontinuidade pode ser tolerada ou se a união deve ser reparada. Os critérios de aceitação dependem do uso posterior da peça soldada. Em alguns, casos estes critérios devem ser muito rigorosos, como no caso de soldagens em reatores nucleares. Como se faz para unir duas peças conforme a definição de soldagem? Primeiro é preciso posicionar as peças de modo a definir o local e a forma da junta a ser feita. Na prática corrente, sempre existirá uma folga entre as partes a unir, por menor que seja. Logo, para assegurar a continuidade, são necessárias: a) interposição de material adicional (material de enchimento), capaz de preencher o espaço entre os materiais de base; b) solubilização do material de base e do material de adição (diluição do material de base na solda). Chama-se de material de base o material que constitui as partes a unir. A fig.1 mostra, como exemplo, o caso em que os elementos 1 e 2 estão colocados frente a frente (de topo) e separados por uma folga. No espaço entre eles queremos realizar uma união por soldagem. As setas indicam que utilizando energia e

5 material adicional podemos preencher a junta e realizar uma soldagem. No final do processo, os dois elementos a unir se transformam em um único, isto é, transformam-se numa peça soldada. Fig 1 - Caracterização de um processo de soldagem: 1) antes: materiais de base; 2) durante: processo de soldagem; 3) depois: peça soldada. A solubilização requer energia. Por exemplo, no caso da soldagem a arco voltaico, esta energia provém quase que exclusivamente do próprio arco voltaico. Entretanto, no caso da soldagem por resistência elétrica, têm-se dois tipos de energia: (a) o calor gerado pelo efeito Joule, quando da passagem de corrente elétrica pelas peças, e (b) a energia mecânica da pressão exercida entre as duas peças ou chapas. Quando a energia é aplicada com a intenção de fundir o material de base, a solubilização se processa na fase líquida. No entanto, a energia pode ser aplicada com outro objetivo: provocar uma tensão no material, capaz de produzir a solubilização na fase sólida (portanto, sem fusão). No primeiro caso, tem-se uma soldagem por fusão. No segundo, uma soldagem por pressão. Assim, a soldagem por fusão é obtida pela solubilização, na fase líquida, das partes a unir e subseqüente solidificação da junção. Por sua vez, a soldagem por pressão é obtida pela solubilização, na fase sólida, das partes a unir. Pode-se ainda classificar a soldagem por fusão, segundo o processo de obtenção do calor, em soldagem a chama, soldagem elétrica a arco voltaico, elétrica por indução, etc. Há casos em que não é nítida a diferença entre soldagem por pressão e por fusão.

6 Referências: [1] [2] R. Rinaldi; C. Garcia; L. L. Marciniuk; A. V. Rossi; U.Schuchardt. Synthesis of biodiesel: a contextualized experiment proposal for the general chemistry laboratory. Quím. Nova vol.30 no.5 São Paulo Sept./Oct [3] [4] [5] J. M. Rojo.; Superfícies cristalinas desordenadas: una frontera entre la fisica y la quimica? TEMAS ACTUALES EN CIENCIA DOS MATERIALES; Universidad de Sevilla, Pag [6] Quites, A. M. ; Dutra J. C. ; Tecnologia da Soldagem a Arco Voltaico(CDD / CDU ).

Trabalho Prático N o :. Técnica Operatória da Soldagem GMAW

Trabalho Prático N o :. Técnica Operatória da Soldagem GMAW Trabalho Prático N o :. Técnica Operatória da Soldagem GMAW 1. Objetivos: Familiarizar-se com o arranjo e a operação do equipamento utilizado na soldagem semi-automática GMAW. Familiarizar-se com os consumíveis

Leia mais

PROCESSOS DE SOLDAGEM

PROCESSOS DE SOLDAGEM PROCESSOS DE SOLDAGEM ARCO ELÉTRICO COM ELETRODO REVESTIDO Prof. Marcio Gomes 1 Soldagem a arco elétrico É um processo de soldagem por fusão em que a fonte de calor é gerada por um arco elétrico formado

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Processos de Fabricação

Curso de Engenharia de Produção. Processos de Fabricação Curso de Engenharia de Produção Processos de Fabricação Soldagem MIG/MAG MIG e MAG indicam processos de soldagem por fusão que utilizam o calor de um arco elétrico formado entre um eletrodo metálico consumível

Leia mais

- Bibliografia Recomendada

- Bibliografia Recomendada 1 7 a aula - ELETRODOS REVESTIDOS - Bibliografia Recomendada 1) Soldagem Processos e Metalurgia Capítulo 2b 2) Normas da AWS A5.1-81, A5.5-81 e demais normas 3) Catálogo de fabricantes de eletrodos revestidos

Leia mais

Terminologia das imperfeições da soldagem

Terminologia das imperfeições da soldagem Terminologia da soldagem: imperfeições dimensionais, de propriedades e descontinuidades www.soldasoft.com.br Terminologia das imperfeições da soldagem Prof. Dr. Almir Quites 12/01/2011 1. Introdução Sorria,

Leia mais

GRSS. Resistance WELDING SOLDAGEM POR RESISTÊNCIA ELÉTRICA

GRSS. Resistance WELDING SOLDAGEM POR RESISTÊNCIA ELÉTRICA SOLDAGEM POR RESISTÊNCIA ELÉTRICA Princípios A soldagem por resistência elétrica representa mais uma modalidade da soldagem por pressão na qual as peças a serem soldadas são ligadas entre si em estado

Leia mais

BOLETIM TÉCNICO PROCESSO MIG BRAZING

BOLETIM TÉCNICO PROCESSO MIG BRAZING O PROCESSO Consiste na união de aços comuns, galvanizados e aluminizados, utilizando um processo de aquecimento à arco elétrico (MIG), adicionando um metal de adição a base de cobre, não ocorrendo a fusão

Leia mais

1.OBJETIVO. Os principais objetivos da prática de soldagem com eletrodo revestido são:

1.OBJETIVO. Os principais objetivos da prática de soldagem com eletrodo revestido são: 1 Objetivo/Justificativa 2 Introdução 2.1 Soldagem por Arco Submerso 2.1.1 Princípio de Funcionamento 2.2 Soldagem por Arame Tubular 2.2.1 Princípio de Funcionamento 3 Descrição da Prática 3.1 Materiais

Leia mais

Soldagem de Aço Inox Utilizando Arco Gasoso com Tungstênio (GTAW ou TIG)

Soldagem de Aço Inox Utilizando Arco Gasoso com Tungstênio (GTAW ou TIG) Soldagem de Aço Inox Utilizando Arco Gasoso com Tungstênio (GTAW ou TIG) Este é o processo mais amplamente usado devido a sua versatilidade e alta qualidade bem como a aparência estética do acabamento

Leia mais

Qualificação de Procedimentos

Qualificação de Procedimentos Qualificação de Procedimentos Os equipamentos em geral são fabricados por meio de uniões de partes metálicas entre si empregando-se soldas. Há, portanto a necessidade de se garantir, nestas uniões soldadas,

Leia mais

INFORMATIVO TÉCNICO BRASAGEM DOS PASSADORES DE COMPRESSORES 1 - INTRODUÇÃO 2 - BRASAGEM OXIACETILÊNICA

INFORMATIVO TÉCNICO BRASAGEM DOS PASSADORES DE COMPRESSORES 1 - INTRODUÇÃO 2 - BRASAGEM OXIACETILÊNICA 1 - INTRODUÇÃO A brasagem de tubos é uma etapa que faz parte do procedimento de instalação de compressores em novos produtos ou do procedimento de troca de compressores quando da manutenção de um sistema

Leia mais

Introdução. Observando o ambiente

Introdução. Observando o ambiente Introdução A curiosidade natural do homem, o leva a explorar o ambiente que o cerca, observando, analisando, realizando experiências, procurando saber o porquê das coisas. Nesta atividade, exploradora

Leia mais

Soldagem de manutenção

Soldagem de manutenção Soldagem de manutenção Prof. Dr. Almir Quites www.soldasoft.com.br 11/11/2001 1) Introdução Aqueles que fazem parte de equipe de manutenção industrial, em uma refinaria, por exemplo, vivem numa rotina

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais Terminologia Usual de Soldagem e Símbolos de Soldagem Prof. Paulo J. Modenesi Belo Horizonte, julho de 2001 Terminologia

Leia mais

ANÁLISE PRÁTICA DE PENETRAÇÃO DE SOLDA EM AÇO 1045

ANÁLISE PRÁTICA DE PENETRAÇÃO DE SOLDA EM AÇO 1045 ANÁLISE PRÁTICA DE PENETRAÇÃO DE SOLDA EM AÇO 1045 Fabiana Camila Simon (FAHOR) fs000792@fahor.com.br Marcelo Ioris (FAHOR) mi001024@fahor.com.br Tiago Perin (FAHOR) tp000722@fahor.com.br Valtair de Jesus

Leia mais

BOLETIM TÉCNICO SOLDAGEM DE COBRE E SUAS LIGAS

BOLETIM TÉCNICO SOLDAGEM DE COBRE E SUAS LIGAS INTRODUÇÃO A união de cobre e suas ligas podem ser efetuadas por processos de soldagem e brasagem O processo de brasagem é adequado para componentes de dimensões relativamente pequenas, devido a grande

Leia mais

1 - Etapas do método científico.

1 - Etapas do método científico. 1 - Etapas do método científico. Realizar experimentos apropriados para responder a questões; A partir da observação, estabelecer relações. Princípios: Proposições ou generalizações de regularidades, semelhanças

Leia mais

Soldabilidade de Metais. Soldagem II

Soldabilidade de Metais. Soldagem II Soldabilidade de Metais Soldagem II Soldagem de Ligas Metálicas A American Welding Society (AWS) define soldabilidade como a capacidade de um material ser soldado nas condições de fabricação impostas por

Leia mais

Juntas sobrepostas: sobreposição de 3 a 5 vezes a espessura das chapas

Juntas sobrepostas: sobreposição de 3 a 5 vezes a espessura das chapas SOLDAGEM 1. Introdução Junção de peças metálicas por contato e aquecimento. Processos por fusão: fusão local das partes, necessidade de metal de adição (geralmente). Processos por pressão: aquecimento

Leia mais

SOLDAGEM DOS METAIS CAPÍTULO 8 SOLDAGEM MIG/MAG

SOLDAGEM DOS METAIS CAPÍTULO 8 SOLDAGEM MIG/MAG 53 CAPÍTULO 8 SOLDAGEM MIG/MAG 54 PROCESSO MIG/MAG (METAL INERT GAS/METAL ACTIVE GAS) MIG é um processo por fusão a arco elétrico que utiliza um arame eletrodo consumível continuamente alimentado à poça

Leia mais

REVESTIMENTOS DUROS RESISTENTES AO DESGASTES DEPOSITADOS POR SOLDAGEM

REVESTIMENTOS DUROS RESISTENTES AO DESGASTES DEPOSITADOS POR SOLDAGEM REVESTIMENTOS DUROS RESISTENTES AO DESGASTES DEPOSITADOS POR SOLDAGEM Para maior facilidade de análise e prevenção, procura-se geralmente identificar o(s) mecanismo(s) predominante(s) de remoção de material.

Leia mais

Desenho e Projeto de Tubulação Industrial

Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Desenho e Projeto de Tubulação Industrial Módulo IV Aula 07 Solda A soldagem é um tema muito extenso. Basicamente a soldagem é a união de materiais, mas existem inúmeros processos totalmente diferentes

Leia mais

Vantagens e Desvantagens do Ensino a Distância

Vantagens e Desvantagens do Ensino a Distância Solda soldagem EaD 10/10/2010 Vantagens e Desvantagens do Ensino a Distância Prof. Dr. Almir M. Quites www.soldasoft.com.br O mercado exige cada vez mais qualificação profissional, mas todos nós temos

Leia mais

MÓDULO 3 3.1 - QUALIFICAÇÃO DE INSTALADOR, INSPETOR, SOLDADOR E SOLDA DE TOPO POR TERMOFUSÃO E DE ELETROFUSÃO

MÓDULO 3 3.1 - QUALIFICAÇÃO DE INSTALADOR, INSPETOR, SOLDADOR E SOLDA DE TOPO POR TERMOFUSÃO E DE ELETROFUSÃO MÓDULO 3 3.1 - QUALIFICAÇÃO DE INSTALADOR, INSPETOR, SOLDADOR E SOLDA DE TOPO POR TERMOFUSÃO E DE ELETROFUSÃO O INSTALADOR, ou empresa instaladora, para ser qualificada como instaladora de tubos poliolefínicos

Leia mais

TRATAMENTO DE ÁGUAS OLEOSAS NAS INDÚSTRIAS

TRATAMENTO DE ÁGUAS OLEOSAS NAS INDÚSTRIAS TRATAMENTO DE ÁGUAS OLEOSAS NAS INDÚSTRIAS Frente às exigências cada vez mais rigorosas dos órgãos reguladores ambientais, o enquadramento da água oleosa gerada em diversas atividades industriais constitui-se

Leia mais

ESTADOS FÍSICOS DA MATÉRIA

ESTADOS FÍSICOS DA MATÉRIA ESTADOS FÍSICOS DA MATÉRIA A matéria pode se apresentar em diferentes estados físicos, como sólido, líquido e gasoso. Algumas propriedades da matéria dependem de seu estado físico. O estado sólido Em determinada

Leia mais

Reações a altas temperaturas. Diagrama de Equilíbrio

Reações a altas temperaturas. Diagrama de Equilíbrio Reações a altas temperaturas Diagrama de Equilíbrio Propriedades de um corpo cerâmico Determinadas pelas propriedades de cada fase presente e pelo modo com que essas fases (incluindo a porosidade) estão

Leia mais

Comparação entre Tratamentos Térmicos e Método Vibracional em Alívio de Tensões após Soldagem

Comparação entre Tratamentos Térmicos e Método Vibracional em Alívio de Tensões após Soldagem Universidade Presbiteriana Mackenzie Comparação entre Tratamentos Térmicos e Método Vibracional em Alívio de Tensões após Soldagem Danila Pedrogan Mendonça Orientador: Profº Giovanni S. Crisi Objetivo

Leia mais

MANUAL DE INSTRUÇÕES. LARRY FLEX Fonte de soldagem para TIG, eletrodo revestido e MIG/MAG

MANUAL DE INSTRUÇÕES. LARRY FLEX Fonte de soldagem para TIG, eletrodo revestido e MIG/MAG MANUAL DE INSTRUÇÕES LARRY FLEX Fonte de soldagem para TIG, eletrodo revestido e MIG/MAG II Sumário 1. Introdução 1 2. Descrição do Equipamento 2.1 Ligando a fonte na Rede 2.2 Descrição do Painel Frontal

Leia mais

3.2 Equilíbrio de Fases Vapor - Líquida - Sólida numa Substância Pura Consideremos como sistema a água contida no conjunto êmbolo - cilindro abaixo:

3.2 Equilíbrio de Fases Vapor - Líquida - Sólida numa Substância Pura Consideremos como sistema a água contida no conjunto êmbolo - cilindro abaixo: - Resumo do Capítulo 0 de Termodinâmica: Capítulo - PROPRIEDADES DE UMA SUBSTÂNCIA PURA Nós consideramos, no capítulo anterior, três propriedades familiares de uma substância: volume específico, pressão

Leia mais

PMR-2202 Introdução a Manufatura Mecânica

PMR-2202 Introdução a Manufatura Mecânica PMR-2202 Introdução a Manufatura Mecânica Processos de Junção e Corte Prof. Dr. Gilberto F. M. de Souza Agosto de 2004 1. Introdução Processos de junção são empregados para unir dois ou mais componentes,

Leia mais

COBRE: TUBOS E OBRAS ARTESANAIS

COBRE: TUBOS E OBRAS ARTESANAIS COBRE: TUBOS E OBRAS ARTESANAIS EMPRESA PARANAPANEMA JULHO - 2013 COBRE INTRODUÇÃO - Fundamental no desenvolvimento das primeiras civilizações, o cobre mantém-se como o melhor e mais indicado material

Leia mais

Aperfeiçoe o desempenho do injetor no refino de petróleo

Aperfeiçoe o desempenho do injetor no refino de petróleo Bicos de Controle de Análise de Fabricação de pulverizadores Aperfeiçoe o desempenho do injetor no refino de petróleo Tecnologia de injetores: Crítica para dúzias de operações de refino Injetores, às vezes

Leia mais

Separação de Misturas

Separação de Misturas 1. Introdução Separação de Misturas As misturas são comuns em nosso dia a dia. Como exemplo temos: as bebidas, os combustíveis, e a própria terra em que pisamos. Poucos materiais são encontrados puros.

Leia mais

Marcação máxima. Observar as informações na placa de características. II 1/2 G. Ex d + e/d IIC Ga/Gb I M 1. Ex d + e I Ma. Certificado Conformidade

Marcação máxima. Observar as informações na placa de características. II 1/2 G. Ex d + e/d IIC Ga/Gb I M 1. Ex d + e I Ma. Certificado Conformidade s relativas às instruções Ao trabalhar em zonas com risco de explosão, a segurança de pessoas e equipamentos depende do cumprimento dos regulamentos de segurança relevantes. As pessoas que são responsáveis

Leia mais

SOLDAGEM EM CARGA NO GASODUTO BOLÍVIA BRASIL

SOLDAGEM EM CARGA NO GASODUTO BOLÍVIA BRASIL EXPOSOL 0007_08 SOLDAGEM EM CARGA NO GASODUTO BOLÍVIA BRASIL Jesualdo P.Lobão Filho1, Wilton Servulo2,, José Alfredo B.Barbosa3 1 Engenheiro Mecânico - Engenheiro Sênior de Integridade - TBG 2 Técnico

Leia mais

3 Dimensionamento Clássico de Cordões de Solda

3 Dimensionamento Clássico de Cordões de Solda 3 Dimensionamento Clássico de Cordões de Solda A união de placas em uma estrutura é conhecida como junta. Uma junta pode ser obtida utilizando-se os mais variados elementos de fixação: parafusos, rebites,

Leia mais

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA SOLDAGEM II

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA SOLDAGEM II 1 DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA SOLDAGEM II METALURGIA DA SOLDAGEM 1- Introdução A soldagem é geralmente realizada com a aplicação de calor e/ou deformação plástica. como resultado, alterações das

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Processos de Fabricação

Curso de Engenharia de Produção. Processos de Fabricação Curso de Engenharia de Produção Processos de Fabricação Soldagem: - Grande aplicação nas atividades industriais que existem no mundo moderno: construção naval, ferroviária, aeronáutica e automobilística,

Leia mais

COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS AÇO INOXIDÁVEL SOLDAGEM DE AÇOS INOXIDÁVEIS. Introdução

COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS AÇO INOXIDÁVEL SOLDAGEM DE AÇOS INOXIDÁVEIS. Introdução COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS AÇO INOXIDÁVEL SOLDAGEM DE AÇOS INOXIDÁVEIS Introdução Os aços inoxidáveis austeníticos são facilmente soldados com ou sem arame de enchimento. Ë considerável a utilização

Leia mais

Soldagem I. Descontinuidades e Inspeção em Juntas Soldas

Soldagem I. Descontinuidades e Inspeção em Juntas Soldas UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais Soldagem I Descontinuidades e Inspeção em Juntas Soldas Prof. Paulo J. Modenesi Belo Horizonte, novembro de 2001

Leia mais

METALURGIA DO PÓ METALURGIA DO PÓ

METALURGIA DO PÓ METALURGIA DO PÓ METALURGIA DO PÓ Prof. M.Sc.: Anael Krelling 1 O MERCADO DA METALURGIA DO PÓ Ligas de Ferro com grande precisão e elevada qualidade estrutural Materiais de difícil processamento, com alta densidade e microestrutura

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ENGENHARIA DE SOLDAGEM

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ENGENHARIA DE SOLDAGEM PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ENGENHARIA DE SOLDAGEM 1. APRESENTAÇÃO A Pós-graduação em Engenharia de Soldagem propicia a oportunidade de especialização na tecnologia e controle da qualidade da soldagem, além

Leia mais

PROPRIEDADES DA MATÉRIA

PROPRIEDADES DA MATÉRIA Profª Msc.Anna Carolina A. Ribeiro PROPRIEDADES DA MATÉRIA RELEMBRANDO Matéria é tudo que tem massa e ocupa lugar no espaço. Não existe vida nem manutenção da vida sem matéria. Corpo- Trata-se de uma porção

Leia mais

SOLDAGEM POR ARCO SUBMERSO

SOLDAGEM POR ARCO SUBMERSO SOLDAGEM POR ARCO SUBMERSO Juntas com excelentes propriedades mecânicometalúrgicas Altas taxas de deposição Esquema básico do processo 1 Vantagens do processo Pode-se usar chanfros com menor área de metal

Leia mais

EME733 INTRODUÇÃO À SOLDAGEM

EME733 INTRODUÇÃO À SOLDAGEM EME733 INTRODUÇÃO À SOLDAGEM Ramón S. Cortés Paredes, Dr. Engº. Coordenador do Laboratório de Aspersão Térmica e Soldagem Especiais - LABATS Departamento de Engenharia Mecânica - DEMEC Universidade Federal

Leia mais

COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO Certificação de Competências

COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO Certificação de Competências COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO Certificação de Competências CARGO AGENTE DE MANUTENÇÃO DE VEÍCULOS Área de Concentração: Funilaria de Autos 1. Os processos de soldagem podem ser classificados em três

Leia mais

ESTUDO DA OPERACIONALIDADE DO ARAME TUBULAR AWS E71T-1

ESTUDO DA OPERACIONALIDADE DO ARAME TUBULAR AWS E71T-1 CONAMET/SAM-SIMPOSIO MATERIA ESTUDO DA OPERACIONALIDADE DO ARAME TUBULAR AWS ET- Farias, J. P.; Luz, T. S.; Rodrigues; C. E. A. L.. Universidade Federal do Ceará Laboratório de Soldagem ENGESOLDA/UFC;

Leia mais

AULA PRÁTICA DE QUÍMICA GERAL Estudando a água parte 32

AULA PRÁTICA DE QUÍMICA GERAL Estudando a água parte 32 AULA PRÁTICA DE QUÍMICA GERAL Estudando a água parte 32 9º NO DO ENSINO FUNDAMENTAL - 1º ANO DO ENSINO MÉDIO OBJETIVO Diversos experimentos, usando principalmente água e materiais de fácil obtenção, são

Leia mais

SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO

SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLOGIA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIENCIA E TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS REITORIA - Diretoria de Gestão de Pessoas Av. Mário Werneck,

Leia mais

Avaliação das Principais Descontinuidades Encontradas nas Juntas Soldadas, Causas e Possíveis Soluções.

Avaliação das Principais Descontinuidades Encontradas nas Juntas Soldadas, Causas e Possíveis Soluções. São Paulo Brasil 31 de agosto a 2 de setembro, 2010 Avaliação das Principais Descontinuidades Encontradas nas Juntas Soldadas, Causas e Possíveis Soluções. Paulo Rogerio Santos de Novais * * Tecnólogo

Leia mais

CAPITULO 1 INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS TÉRMICAS 1.1 CIÊNCIAS TÉRMICAS

CAPITULO 1 INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS TÉRMICAS 1.1 CIÊNCIAS TÉRMICAS CAPITULO 1 INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS TÉRMICAS 1.1 CIÊNCIAS TÉRMICAS Este curso se restringirá às discussões dos princípios básicos das ciências térmicas, que são normalmente constituídas pela termodinâmica,

Leia mais

TEEE: Colheita de Energia Termogeração

TEEE: Colheita de Energia Termogeração TEEE: Colheita de Energia Termogeração Prof. Protásio Laboratório de Microengenharia/DEE/CEAR/UFPB Conversão de Energia Termoelétrica Energia termoelétrica é aquela gerada a partir da conversão de calor

Leia mais

Trabalho Prático N o :. Técnica Operatória da Soldagem SMAW

Trabalho Prático N o :. Técnica Operatória da Soldagem SMAW Trabalho Prático N o :. Técnica Operatória da Soldagem SMAW 1. Objetivos: Familiarizar-se com o arranjo e a operação do equipamento utilizado na soldagem manual com eletrodos revestidos. Familiarizar-se

Leia mais

AULA 1: MATÉRIAS E SUAS PROPRIEDADES

AULA 1: MATÉRIAS E SUAS PROPRIEDADES AULA 1: MATÉRIAS E SUAS PROPRIEDADES Prof.Me Elayne Química-Aula 1 MATÉRIA Tudo que ocupa lugar no espaço e tem massa é matéria. Energia tudo aquilo que pode modificar a estrutura da matéria, provocar

Leia mais

TECNOLOGIA DA SOLDAGEM

TECNOLOGIA DA SOLDAGEM CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO DEPARTAMENTO DE MECÂNICA E MATERIAIS TECNOLOGIA DA SOLDAGEM Prof. Dr. Kléber Mendes de Figueiredo São Luís 2005 O presente trabalho é uma compilação de

Leia mais

Cálculo Diferencial e Integral 80hrs Funções de uma variável e seus gráficos; Limites e continuidade; Derivada; Diferencial; Integral.

Cálculo Diferencial e Integral 80hrs Funções de uma variável e seus gráficos; Limites e continuidade; Derivada; Diferencial; Integral. Ementas: Cálculo Diferencial e Integral 80hrs Funções de uma variável e seus gráficos; Limites e continuidade; Derivada; Diferencial; Integral. Desenho Mecânico 80hrs Normalização; Projeções; Perspectivas;

Leia mais

SOLDAGEM DOS METAIS CAPÍTULO 9 SOLDAGEM COM ELETRODO REVESTIDO

SOLDAGEM DOS METAIS CAPÍTULO 9 SOLDAGEM COM ELETRODO REVESTIDO 62 CAPÍTULO 9 SOLDAGEM COM ELETRODO REVESTIDO 63 SOLDAGEM A ARCO ELÉTRICO COM ELETRODO REVESTIDO É um processo de soldagem por fusão a arco elétrico que utiliza um eletrodo consumível, no qual o calor

Leia mais

Vasos de Pressão. Ruy Alexandre Generoso

Vasos de Pressão. Ruy Alexandre Generoso Vasos de Pressão Ruy Alexandre Generoso VASOS DE PRESSÃO DEFINIÇÃO: São equipamentos que contêm fluidos sob pressão, cujo produto P x V seja superior a 8. Em que: Pressão (Kpa) Volume (m 3 ) VASOS DE PRESSÃO

Leia mais

Departamento de Física - ICE/UFJF Laboratório de Física II

Departamento de Física - ICE/UFJF Laboratório de Física II CALORIMETRIA 1 Objetivos Gerais: Determinação da capacidade térmica C c de um calorímetro; Determinação do calor específico de um corpo de prova; *Anote a incerteza dos instrumentos de medida utilizados:

Leia mais

INFLUÊNCIA DO PROCESSO E DOS PARAMETROS DE SOLDAGEM SOBRE O CICLO TERMICO EM JUNTAS SOLDADAS DE AÇOS ARBL.

INFLUÊNCIA DO PROCESSO E DOS PARAMETROS DE SOLDAGEM SOBRE O CICLO TERMICO EM JUNTAS SOLDADAS DE AÇOS ARBL. 334 INFLUÊNCIA DO PROCESSO E DOS PARAMETROS DE SOLDAGEM SOBRE O CICLO TERMICO EM JUNTAS SOLDADAS DE AÇOS ARBL. Cássia Maria Farias Lopes * Raimundo Carlos Silverio Freire Júnior ** Theophilo Moura Maciel

Leia mais

Mudanças de Fase. Estado de agregação da matéria

Mudanças de Fase. Estado de agregação da matéria Mudanças de Fase Estado de agregação da matéria Investigando melhor... Para produzirmos gelo é preciso levar água até o congelador. Para produzirmos vapor é preciso levar água à chama de um fogão. Por

Leia mais

Introdução 5. Noções básicas 6. Processo de fabricação 7. Exemplo de fabricação de um FET 12

Introdução 5. Noções básicas 6. Processo de fabricação 7. Exemplo de fabricação de um FET 12 Sumário Introdução 5 Noções básicas 6 Processo de fabricação 7 Exemplo de fabricação de um FET 12 Encapsulamento 15 Confiabilidade de circuitos integrados 17 Cuidados de montagem 17 Apêndice 18 Questionário

Leia mais

Ensaios não destrutivos Terminologia Parte 1: Descontinuidades em juntas soldadas

Ensaios não destrutivos Terminologia Parte 1: Descontinuidades em juntas soldadas Ensaios não destrutivos Terminologia Parte 1: Descontinuidades em juntas soldadas APRESENTAÇÃO 1) Este 1º Projeto de Norma foi elaborado pela Comissão de Estudo de Terminologia (CE- 58:000.13) do ABNT/ONS-58

Leia mais

Processo de Soldagem por Arame Tubular

Processo de Soldagem por Arame Tubular Processo de Soldagem por Arame Tubular Engº Roberto Joaquim INTRODUÇÃO Data da década de 30 o início da utilização de proteção gasosa nas operações de soldagem, para resolver problemas da contaminação

Leia mais

materiais ou produtos,sem prejudicar a posterior utilização destes, contribuindo para o incremento da

materiais ou produtos,sem prejudicar a posterior utilização destes, contribuindo para o incremento da Definição De acordo com a Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos, ABENDE, os Ensaios Não Destrutivos (END) são definidos como: Técnicas utilizadas no controle da qualidade, d de materiais ou

Leia mais

SISTEMA GÁLATAS EDUCACIONAL DISCIPLINA: CIÊNCIAS - 5ºANO DATA: / /2014 AV2-1ºBIMESTRE. NOME: Vale 10,0

SISTEMA GÁLATAS EDUCACIONAL DISCIPLINA: CIÊNCIAS - 5ºANO DATA: / /2014 AV2-1ºBIMESTRE. NOME: Vale 10,0 SISTEMA GÁLATAS EDUCACIONAL DISCIPLINA: CIÊNCIAS - 5ºANO DATA: / /2014 AV2-1ºBIMESTRE NOME: Vale 10,0 1ª QUESTÃO VALE 0,2 Leia a charge de Maurício de Souza abaixo com atenção: Marque com um x a resposta

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA CENTRO UNIVERSITÁRIO DO INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS DE QUALIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM, PARA O PROCESSO DE ELETRODO REVESTIDO, CONFORME AS NORMAS: ASME IX, API 1104 E

Leia mais

08-05-2015. Sumário. Do Sol ao aquecimento. A energia no aquecimento/arrefecimento de sistemas 04/05/2015

08-05-2015. Sumário. Do Sol ao aquecimento. A energia no aquecimento/arrefecimento de sistemas 04/05/2015 Sumário Do Sol ao Aquecimento Unidade temática 1 Mudanças de estado físico. Variação de entalpia. Atividade Prático-Laboratorial APL 1.4 Balanço energético num sistema termodinâmico. Resolução de exercícios:

Leia mais

Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul Curso: Licenciatura em Física Disciplina: Laboratório de Física Moderna Prof. Dr. Sandro Marcio Lima Prática: O experimento de Millikan 2007 1-Introdução ao

Leia mais

SUSPENSÕES E SOLUÇÕES

SUSPENSÕES E SOLUÇÕES SUSPENSÕES E SOLUÇÕES Definições SUSPENSÃO Mistura heterogênea de substâncias Ex.: sangue (suspensão de plasma e células) água e óleo; água e areia, água e açúcar SOLUÇÃO Mistura homogênea de substâncias

Leia mais

Suportes de Tubulações

Suportes de Tubulações Suportes de Tubulações Classificação dos Suportes Destinados a sustentar os pesos Fixos Semimóveis Móveis (Suportes de mola e suportes de contrapeso) Destinados a limitar os movimentos dos tubos Dispositivo

Leia mais

Do ponto de vista da Termodinâmica, gás ideal é aquele para o qual vale, para quaisquer valores de P e T, a equação de estado de Clapeyron:

Do ponto de vista da Termodinâmica, gás ideal é aquele para o qual vale, para quaisquer valores de P e T, a equação de estado de Clapeyron: Equação de Estado de Van der Waals Do ponto de vista da Termodinâmica, gás ideal é aquele para o qual vale, para quaisquer valores de P e T, a equação de estado de Clapeyron: P i V i = nrt em que colocamos

Leia mais

Apostila de Química Geral

Apostila de Química Geral Cursinho Vitoriano UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Câmpus de São José do Rio Preto Apostila de Química Geral Período noturno Ligações químicas interatômicas Vanessa R.

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ INSTITUTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GESTÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ INSTITUTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GESTÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ INSTITUTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GESTÃO UTILIZAÇÃO DO DOE APLICADO AO PROCESSO DE SOLDAGEM POR RESISTÊNCIA ELÉTRICA: UM ESTUDO DE CASO NA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

Leia mais

As forças atrativas entre duas moléculas são significativas até uma distância de separação d, que chamamos de alcance molecular.

As forças atrativas entre duas moléculas são significativas até uma distância de separação d, que chamamos de alcance molecular. Tensão Superficial Nos líquidos, as forças intermoleculares atrativas são responsáveis pelos fenômenos de capilaridade. Por exemplo, a subida de água em tubos capilares e a completa umidificação de uma

Leia mais

MUDANÇA DE ESTADO FÍSICO, PRESSÃO DE VAPOR... *

MUDANÇA DE ESTADO FÍSICO, PRESSÃO DE VAPOR... * MUDANÇA DE ESTADO FÍSICO, PRESSÃO DE VAPOR... * MUDANÇA DE ESTADO FÍSICO Antes de verificarmos como ocorrem as mudanças de estado físico de uma substância, vamos caracterizar cada um dos estados aqui estudados.

Leia mais

Radiografia industrial

Radiografia industrial A U A UL LA Radiografia industrial Introdução Se você já teve algum tipo de fratura óssea ou pegou uma gripe mais forte, certamente o médico deve ter solicitado uma radiografia da área afetada, para fazer

Leia mais

SISTEMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA PARA SOLDA 3M SPEEDGLAS 9100 COM LINHA DE AR CA: 32.225

SISTEMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA PARA SOLDA 3M SPEEDGLAS 9100 COM LINHA DE AR CA: 32.225 SISTEMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA PARA SOLDA 3M SPEEDGLAS 9100 COM LINHA DE AR CA: 32.225 DESCRIÇÃO DO PRODUTO O sistema de proteção respiratória 3M com Linha de Ar Comprimido para a máscara de solda Speedglas

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais. Terminologia Usual de Soldagem e Símbolos de Soldagem

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais. Terminologia Usual de Soldagem e Símbolos de Soldagem UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais Terminologia Usual de Soldagem e Símbolos de Soldagem Prof. Paulo J. Modenesi Belo Horizonte, julho de 2008 Terminologia

Leia mais

PROCESSOS DE SOLDAGEM

PROCESSOS DE SOLDAGEM UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO FACULDADE DE TECNOLOGIA CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MECÂNICA PROCESSOS DE SOLDAGEM PROF. JAQUES JONAS SANTOS SILVA RESENDE, NOVEMBRO DE 2008. ÍNDICE 1. SOLDAGEM...

Leia mais

Discussão sobre os processos de goivagem e a utilização de suporte de solda

Discussão sobre os processos de goivagem e a utilização de suporte de solda Discussão sobre os processos de goivagem e a utilização de suporte de solda Liz F Castro Neto lfcastroneto@gmail.com Dênis de Almeida Costa denis.costa@fatec.sp.gov.br 1. Resumo Na soldagem de união, a

Leia mais

CAPACIDADE TÉRMICA E CALOR ESPECÍFICO 612EE T E O R I A 1 O QUE É TEMPERATURA?

CAPACIDADE TÉRMICA E CALOR ESPECÍFICO 612EE T E O R I A 1 O QUE É TEMPERATURA? 1 T E O R I A 1 O QUE É TEMPERATURA? A temperatura é a grandeza física que mede o estado de agitação das partículas de um corpo. Ela caracteriza, portanto, o estado térmico de um corpo.. Podemos medi la

Leia mais

Como especificar Máscaras de Solda de Escurecimento Automático

Como especificar Máscaras de Solda de Escurecimento Automático Como especificar Máscaras de Solda de Escurecimento Automático As atividades de soldagem são um desafio constante aos profissionais de saúde e segurança do trabalho. Calor excessivo, movimentos repetitivos,

Leia mais

DIAGRAMA DE FASES BINÁRIO. META Estudar o Diagrama de Fases de uma solução binária formada por líquidos parcialmente miscíveis.

DIAGRAMA DE FASES BINÁRIO. META Estudar o Diagrama de Fases de uma solução binária formada por líquidos parcialmente miscíveis. DIAGRAMA DE FASES BINÁRIO Aula 8 META Estudar o Diagrama de Fases de uma solução binária formada por líquidos parcialmente miscíveis. OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá: neste experimento, nos

Leia mais

ESTADOS DA MATÉRIA. O átomo é composto por outras partículas ainda menores.

ESTADOS DA MATÉRIA. O átomo é composto por outras partículas ainda menores. ESTADOS DA MATÉRIA A matéria que temos a nossa volta é formada de moléculas que são constituídas por átomos. Uma combinação destes átomos forma as substâncias que conhecemos, porém, devemos salientar que

Leia mais

Processos de fabricação

Processos de fabricação Processos de fabricação SOLDAGEM 1 Soldagem: introdução A soldagem está intimamente ligada às mais importantes atividades industriais que existem no mundo moderno: construção naval, ferroviária, aeronáutica

Leia mais

QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014.

QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014. QUESTÕES DE QUÍMICA DA UNICAMP PROVA DE 2014. 1- Prazeres, benefícios, malefícios, lucros cercam o mundo dos refrigerantes. Recentemente, um grande fabricante nacional anunciou que havia reduzido em 13

Leia mais

A matéria possuem 7 estados físicos...

A matéria possuem 7 estados físicos... A matéria possuem 7 estados físicos... 1 Estado: SÓLIDO. 2 Estado: LIQUIDO. 3 Estado: GASOSO. 4 Estado: PLASMA. 5 Estado: O Condensado de Bose-Einstein. 6 Estado: Gás Fermiônico. 7 Estado: Superfluido

Leia mais

Propriedades físicas e químicas das substâncias

Propriedades físicas e químicas das substâncias Ciências Físico-Químicas - 7º ano Propriedades físicas e M. Neli G. C. Cavaleiro M. Domingas Beleza Há substâncias que, mesmo misturadas com outras, facilmente identificamos através de características

Leia mais

INSPECTORES DE SOLDADURA SISTEMA AWS / CWI PROGRAMA DO CURSO AWS / CWI

INSPECTORES DE SOLDADURA SISTEMA AWS / CWI PROGRAMA DO CURSO AWS / CWI INSPECTORES DE SOLDADURA SISTEMA AWS / CWI PROGRAMA DO CURSO AWS / CWI Programa de Formação AWS / CWI, Documentos a distribuir aos Formandos, exames AWS conteúdo e respectiva classificação para aprovação

Leia mais

Aula: 16.2 Assíncrona Tema: Calor e temperatura

Aula: 16.2 Assíncrona Tema: Calor e temperatura Aula: 16.2 Assíncrona Tema: Calor e temperatura Conteúdo: - Mudanças de estado físico Habilidades: - Entender as mudanças de estado físico de diversas substâncias Mudança de estado físico O que caracteriza

Leia mais

OTIMIZAÇÃO DE PARÂMETROS DE SOLDA POR DEPOSIÇÃO SUPERFICIALPOR FRICÇÃO EM LIGA DE ALUMÍNIO AL 7075

OTIMIZAÇÃO DE PARÂMETROS DE SOLDA POR DEPOSIÇÃO SUPERFICIALPOR FRICÇÃO EM LIGA DE ALUMÍNIO AL 7075 OTIMIZAÇÃO DE PARÂMETROS DE SOLDA POR DEPOSIÇÃO SUPERFICIALPOR FRICÇÃO EM LIGA DE ALUMÍNIO AL 7075 Autores: Gabriel Alvisio Wolfart; Ghisana Fedrigo;.Mario Wolfart Junior Apresentador por trabalho: Gabriel

Leia mais

Dynatig 350 HF. Ignitor de alta frequência CÓDIGO : 0704123 MANUAL DO USUÁRIO / LISTA DE PARTES E PEÇAS

Dynatig 350 HF. Ignitor de alta frequência CÓDIGO : 0704123 MANUAL DO USUÁRIO / LISTA DE PARTES E PEÇAS Dynatig 350 HF CÓDIGO : 0704123 Ignitor de alta frequência MANUAL DO USUÁRIO / LISTA DE PARTES E PEÇAS 2 Dynatig 350 HF Página em branco Dynatig 350 HF Ignitor de alta frequência para tocha TIG MANUAL

Leia mais

METALURGIA DO PÓ (SINTERIZAÇÃO) 1. Introdução Transformação de pó de metais em peças pela aplicação de pressão e calor (sem fusão do metal base).

METALURGIA DO PÓ (SINTERIZAÇÃO) 1. Introdução Transformação de pó de metais em peças pela aplicação de pressão e calor (sem fusão do metal base). METALURGIA DO PÓ (SINTERIZAÇÃO) 1. Introdução Transformação de pó de metais em peças pela aplicação de pressão e calor (sem fusão do metal base). Etapas do processo: - obtenção dos pós metálicos - mistura

Leia mais

CEPEL CENTRO DE PESQUISAS DE ENERGIA ELÉTRICA SISTEMA ELETROBRAS

CEPEL CENTRO DE PESQUISAS DE ENERGIA ELÉTRICA SISTEMA ELETROBRAS Documento: Cliente: ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA CEPEL CENTRO DE PESQUISAS DE ENERGIA ELÉTRICA SISTEMA ELETROBRAS Pag: 1 of 9 Título: Estrutura Metálica para o Galpão e para os Pórticos TECHNIP ENGENHARIA S/A

Leia mais

Aço é uma liga metálica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (em torno de 0,002% até 2%).

Aço é uma liga metálica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (em torno de 0,002% até 2%). ESTRUTURAS DE CONCRETO CAPÍTULO 3 Libânio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo, Sandro P. Santos. 31 de março, 2003. AÇOS PARA ARMADURAS 3.1 DEFINIÇÃO E IMPORTÂNCIA Aço é uma liga metálica composta principalmente

Leia mais

CONTEÚDOS DE QUÍMICA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CONTEÚDOS DE QUÍMICA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO DE QUÍMICA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO Paulo Henrique Saraiva Câmara SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES Frederico

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Departamento de Engenharia Metalúrgica Soldagem I Introdução aos Processos de Soldagem Prof. Paulo J. Modenesi Prof. Paulo Villani Marques Belo Horizonte, janeiro de

Leia mais

A figura abaixo mostra o esquema básico de uma máquina de solda a ponto por resistência

A figura abaixo mostra o esquema básico de uma máquina de solda a ponto por resistência 132 7. Processo de soldagem por resistência elétrica 7.1 Introdução As soldas a ponto, por costura, por projeção e topo a topo formam um grupo de soldas nas quais o calor necessário para a soldagem é gerado

Leia mais