Sistemas de osmose reversa para tratamento de água

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Sistemas de osmose reversa para tratamento de água"

Transcrição

1 16 Hydro Junho 2010 Especial Sistemas de osmose reversa para tratamento de água Roseli Bisterso, da Redação da Hydro Seja para dessalinização de água do mar ou para aplicações tradicionais como desmineralização de água salobra para make-up de caldeiras, torres de resfriamento e reúso em processos industriais, o mercado de osmose reversa está em franca expansão. Conheça algumas soluções hoje disponíveis no país e as novas tecnologias capazes de reduzir o custo do sistema, melhorar o desempenho e diminuir o consumo de energia. A exemplo de países como Estados Unidos, Japão e Arábia Saudita, que concentram as maiores receitas em termos de componentes e sistemas de osmose reversa, é certo que as empresas atuantes neste setor têm pela frente um celeiro de oportunidades no mercado interno. Alguns números dão a dimensão da importância desse mercado. Estudos realizados pela consultoria Mcllvaine, por exemplo, apontam um crescimento global de 50% no período entre 2008 e Em 2005, o mercado internacional de componentes e membranas de osmose reversa movimentou um total de US$ 1,9 bilhão. Já em 2009, houve um avanço de cerca de 37%, o que totalizou negócios da ordem de US$ 2,6 bilhões. Até 2014, as projeções são ainda mais otimistas, indicando a geração de receitas próximas a US$ 3,7 bilhões. E o Brasil, como se comporta neste cenário? Mercado em expansão e dessalinização Apesar da ausência de números consolidados do mercado interno, são os fornecedores de componentes e sistemas de osmose reversa o melhor termômetro do segmento. Para as empresas ouvidas nesta reportagem, trata-se de um setor em franca expansão, mas que avança em ritmo mais ou menos acelerado dependendo da necessidade e da disponibilidade de recursos hídricos local. Isso explica, por exemplo, o posicionamento estratégico da Degrémont para projetos de dessalinização de água do mar em nível global. Um deles foi implantado na região norte do Chile, na mineradora Minera Escondida, que recebeu um sistema de osmose reversa com vazão de 1800 m 3 /h de permeado. Outras duas plantas de grande porte foram instaladas nos Emirados Árabes, e em breve a cidade de Melbourne, na Austrália, deve ganhar um sistema de 450 mil m 3 /dia, ainda em fase de projeto pela Degrémont. Esse tema começa a deixar de ser um tabu no Brasil. Percebemos que existe um movimento de empresas dispostas a avaliar a possibilidade de abastecer suas instalações a partir de água do mar dessalinizada por sistemas de osmose reversa, avalia Antonio Sergio Hilsdorf, gerente técnico da Degrémont, empresa de origem francesa com escritó-

2 Hydro Junho US$ milhões Planta de 1800 m³/h implantada na Minera Escondida, no Chile, pela Degrémont Fonte: BCC Research Valor global de componentes de sistema de osmose reversa para tratamento de água ( , em milhões de dólares) rio em São Paulo e cerca de 15 plantas de osmose reversa instaladas no país. Na Centroprojekt, fornecedora de sistemas de tratamento e reúso de água e efluentes, de São Paulo, também cresce o interesse pelo tratamento de água do mar através de membranas de osmose reversa. Temos várias propostas em andamento, diz Luiz Moacir Alencar de Godoy, engenheiro de processo. Mais enfático, Fernando Ilha, diretor da Water Warehouse, empresa do Rio de Janeiro voltada à comercialização de componentes de sistemas de osmose reversa, avalia a adoção da tecnologia para dessalinização de água do mar como inevitável no Brasil. O abastecimento público nas cidades litorâneas vai entrar em colapso devido à contaminação dos mananciais, tornando o custo do tratamento convencional muito elevado em razão da grande necessidade de produtos químicos, afirma. Para Rubens Francisco, superintendente de tecnologias da Haztec- Aquamec, de São Paulo, a dessalinização pode ser atraente a longo prazo para as indústrias cujas instalações estejam localizadas ao longo do litoral brasileiro. Por enquanto, acredito que o reúso de água a partir de sistemas de osmose reversa seja economicamente mais viável para as indústrias, pondera. As maiores plantas de dessalinização estão instaladas na Ásia e Oriente Médio, além de Espanha e Austrália. Até mesmo na Arábia Saudita, onde as usinas térmicas de dessalinização por evaporação prevalecem, os sistemas de osmose reversa estão ganhando terreno por apresentarem melhor desempenho energético, observa José Carlos Mierzwa, professor associado do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Poli-USP e coordenador de projetos do Cirra Centro Internacional de Referência em Reúso de Água. No Brasil, um dos exemplos mais notórios de aplicação das membranas de osmose para dessalinização da água do mar está no arquipélago de Fernando de Noronha, que já conta com um sistema com capacidade de 36 m³/h, mas insuficiente para atender à demanda de água na ilha. Por esse motivo, o equipamento terá sua capacidade acrescida em 14 m³/h, o que inclui a instalação de mais quatro vasos de pressão de 6 metros. A responsável pela ampliação do sistema é a Acquapura, empresa especializada na área de projetos e sistemas de dessalinização com sede em Recife, PE. Em breve, caberá à Petrobras a realização de sua maior planta de dessalinização já implantada no país, que terá lugar na nova refinaria Premium 2, a ser instalada em Caucaia, CE. A demanda estimada de água bruta da refinaria é da ordem de 3500 m 3 /h e que deve ter como fonte de abastecimento um açude com salinidade em torno de 400 mg/l. A companhia estuda a possibilidade do uso combinado de membranas de ultrafiltração e de osmose reversa para a dessalinização da água bruta em níveis de água industrial, em torno de 60 mg/l. Ainda não está definido se a posterior desmineralização de parte da água dessalinizada para geração de vapor será também via osmose reversa ou por resinas de troca iônica. Na percepção da norte-americana Dow, o mercado interno de osmose reversa se mostra aquecido, sem dúvida, mas ainda em aplicações tradicionais, como na desmineralização de água para caldeiras, torres de resfriamento e reúso em processos industriais. Em linhas gerais, o segmento cresceu de 15% a 20% ao ano entre 2003 e 2008, um desempenho bem acima daquele registrado pelas resinas de troca iônica, que avançou de 7% a 10% no mesmo período, diz Marcus Simionato, gerente de contas da divisão Dow Water & Process Solutions, com escritório em São Paulo. Segundo ele, a opção pela osmose reversa foi maior nos setores dotados de cogeração de energia, caso das siderúrgicas, petroquímicas, usinas de açúcar e álcool, e das indústrias têxteis e de papel e celulose. Para algumas empresas, a divisão do mercado de desmineralização entre troca iônica e osmose reversa tende a acabar com o tempo, com predominância das membranas. A Perenne, de São Paulo, por exemplo, fez um estudo comparativo entre os custos de implantação e operação de ambas as tecnologias, demonstrando que o

3 18 Hydro Junho 2010 Especial sistema de troca iônica tem um custo total cerca de 50% maior do que o de osmose reversa em cinco anos de operação. Por outro lado, o investimento inicial para o sistema de osmose reversa pode ser 50% superior. Mesmo assim, o custo total do sistema de osmose reversa é ultrapassado pelo do sistema de troca iônica em um intervalo de 10 meses, basicamente em função do preço dos produtos químicos utilizados durante a regeneração, afirma Daniel Brooke Peig, engenheiro da área de P&D da Perenne. Quem faz coro a essa mudança é a Siemens Water Technologies. As vendas de sistemas de osmose reversa cresceram 30% em todo o mundo porque a tendência é reduzir o impacto no meio ambiente causado pelo alto consumo de produtos químicos em sistemas de troca iônica, observa Marcelo Batista, gerente de vendas da Siemens Water Technologies. Para a Fluid Brasil, de Jundiaí, SP, a preferência pela osmose reversa é nítida. As resinas de troca iônica estão perdendo participação para as membranas, garante Francisco Faus, gerente comercial. Dessalinizador da Perenne Vantage M280, da Siemens: sistema duplo passo pode remover até 98% de sólidos inorgânicos Mais cauteloso, o diretor da Enfil, Juan Carlos Natali, defende o uso da osmose reversa apenas onde é necessário, o que significa, na opinião dele, o uso de membranas no tratamento de água com salinidade elevada (a Resolução Conama 357/2005 define como água salina aquela com salinidade igual ou superior a 30%). Do mesmo modo, o presidente da GE Water & Process Technologies (GE & PT), Tadeu Justi, propõe um equilíbrio com base nas concentrações de sais dissolvidos em ppm de CaCO 3 da água de alimentação ao optar por uma tecnologia de tratamento. Sugerimos que acima de 70 ppm as membranas são mais viáveis para o tratamento, diz. Sistemas de osmose reversa não podem ser vistos de forma isolada, eles têm seu nicho de mercado e também podem ser complementados com outras tecnologias, afirma. Importante destacar que a faixa limítrofe em termos de sais dissolvidos em ppm de CaCO 3 na verdade varia

4 Hydro Junho Tab. I Maiores plantas de dessalinização de água do mar através de sistemas de osmose reversa Local/Planta Capacidade Características (m 3 /d) Israel Ashkelon Desalination Plant Sidney, Austrália Kurnell Desalination Plant San Diego, Califórnia, EUA Carlsbad Desalination Project Cingapura Tuas Seawater Desalination Plant Chipre Larnaca Sewater Desalination Plant Gujarat, Índia UMPP Seawater Reverse Osmosis Plant Fonte: 330 mil - Considerada a maior planta do mundo em operação atualmente. Funciona desde Custo do tratamento é de US$ 0,52/m 3 e a planta conta com sistema de recuperação de energia. - Produção equivalente de 5% a 6% do total de água consumido em Israel. - São 40 mil elementos de membrana divididos em 32 módulos. 250 mil - Volume de água é suficiente para suprir 15% do consumo diário de Sidney. Início da operação em Sistema pode ser ampliado para produzir 500 mil m 3 /dia. - Mais de 36 mil membranas compõem o sistema. - A água tratada vai percorrer uma tubulação de 18 km até chegar ao sistema de abastecimento de água de Sidney. O bombeamento será feito por duas bombas de altíssima vazão, com capacidades de 4 mil e 8 mil m 3 /h. 189 mil - Em fase de construção, entra em operação em Produção equivale a 50 milhões de galões de água/dia, suficiente para abastecer 10% da população local (são 300 mil pessoas beneficiadas) Tem capacidade de suprir a demanda de água potável de 10% da população local. - Em funcionamento desde 2005, conta com turbinas Pelton acopladas à saída do sistema. O custo inicial do tratamento era de US$ 0,78/m 3, mas agora sai em média pela metade desse valor. - Tem sistema de osmose reversa de duplo passo para remoção de sais e boro. 64 mil - Em operação desde 2001, a planta ocupa 160 x 100 m. - Pré-tratamento consiste de dois tanques de floculação e 12 filtros multimídia (quartzo e antracito). - Custo do tratamento é de US$ 0,79/m 3 e o consumo de energia é de 3,4 kwh/m Em fase de construção, entra em operação no final de Água tratada vai abastecer o sistema de resfriamento da usina de energia UMPP. - Água do mar vai percorrer um canal de 6,5 km até chegar à planta de osmose reversa. bastante entre as empresas. Na Dow, por exemplo, concentrações entre 200 e 300 ppm são consideradas intermediárias e acima de 300 ppm já sinalizam claramente a opção pelas membranas, embora a empresa avalie mesmo assim os custos de aquisição e operação de ambas as tecnologias. Já na ProMinent, águas de alimentação com concentrações a partir de 120 mg/l de TDS sólidos dissolvidos totais indicam a opção pela osmose reversa. A empresa, de origem alemã, é especializada em sistemas de tratamento de água e dosagem de produtos químicos e sua planta fabril fica em São Bernardo do Campo, SP.

5 20 Hydro Junho 2010 Especial Entre os fatores impeditivos do crescimento do mercado de osmose reversa no país, o gerente da Siemens Water, Marcelo Batista, avalia que ainda existe uma certa resistência por conta dos inúmeros problemas de projeto e de dimensionamento no início da implementação da tecnologia. Opinião dividida por Mierzwa, da Poli. Segundo ele, a osmose reversa caiu em descrédito nos anos 70 devido a problemas de má operação. 2,5 Por se tratar de um equipamento sensível, é preciso que tenha manutenção cuidadosa 8 ou todo o investimento será perdido, diz. De acordo com 16 o professor, um dos erros mais comuns era permitir a passagem de sólidos não dissolvidos pelas membranas de osmose, que na verdade só podem lidar com sólidos Tab. II Membranas de osmose reversa e aplicações Diâmetro em Aplicações polegadas Sistemas de pequeno porte, como em laboratórios e hemodiálise (200 L/h em média) 4 Sistemas de potabilização de até 5 m 3 /h Fonte: Perenne Sistemas em escala industrial para vazões superiores a 5 m 3 /h (caldeiras, abastecimento público, água do mar e processos industriais) Novo diâmetro padronizado, tem uso promissor em plantas de grande porte de dessalinização de água do mar dissolvidos. Por causa das elevadas pressões, se tiver sólidos suspensos, Tab. III Fornecedores de componentes e sistemas de osmose reversa Aplicação Capacidade em m³/h Tipo de pré-tratamento fornecido Empresa Site Telefone de atendimento ao cliente Residencial Comercial Industrial Obras públicas Até 50 de 51 a 300 acima de 300 Filtro a carvão e areia Ultrafiltração Abrandador Dosagem química de ajuste de ph Outros (*) Fornece sistema completo Fornecedor de membrana 3M Dow Ambiental MS (11) Dow Bishén Ambiental (11) Ion Exchange Centroprojekt do Brasil (11) Dow, Hydranautics e Koch Degrémont (11) Dow, GE, Hydranautics e Toray Dow Brasil (11) (A) Ecosan (11) Dow e Hydranautics EP Engenharia (11) Koch Ergon (11) Koch Fluid Brasil (11) Dow GE Betz do Brasil (11) GE Gehaka (11) Dow e Hydranautics Haztec-Aquamec (11) Dow e Hydranautics Hidroquimica (27) Dow Hydranautics (11) (B) Ideal San (71) não forneceu Ipabras (21) Hydranautics Koch (11) (C) MFSFlux (11) Dow Osmotec (16) Dow Pentair (11) não forneceu Perenne (11) CSM e Toray Permution (41) CSM, Dow e Vontron ProMinent (11) Dow, GE e Hydranautics Siemens não forneceu Vexer (41) Dow e Vontron Water Warehouse (21) Dow White Martins (11) Koch Yete (11) Dow (*) Filtro multimídia, microfiltração, filtro cartucho, sanitização térmica, MBR (A) Empresa fabricante de membranas, também fornece resinas de troca iônica e módulos de ultrafiltração e eletrodeionização (B) Empresa fabricante de membranas, também fornece pré-tratamento com MBR (C) Empresa fabricante de membranas, também fornece vasos de pressão somente para elementos de 18

6

7 22 Hydro Junho 2010 Especial após duas ou três horas de uso, o sistema entra em colapso. Uma alternativa é o uso de membranas de micro e ultrafiltração no pré-tratamento, observa Mierzwa. Tendências e soluções Na avaliação de Justi, da GE & PT, é fato que as primeiras iniciativas de implantação de sistemas de osmose reversa no Brasil não funcionaram bem e deixaram o mercado apreensivo na época. Hoje a percepção é outra, de que se trata de uma tecnologia eficaz para o tratamento de água, avalia. A empresa de origem norte-americana é a única desse segmento a fabricar membranas e fornecer todos os componentes dos sistemas montados em skids com bombas de alta pressão, válvulas, instrumentos de ajuste e pai- remoção segura de matéria orgânica de caldeiras somente é possível atranel de controle. Além de serem usadas na desmineralização de água de processos, as membranas de osmose reversa vêm sendo usadas na indústria de bebidas para a concentração de sucos, garante Justi. Em sua unidade fabril localizada em Sorocaba, SP, são produzidos os sistemas da linha PRO, com vazões de 10 a 100 m 3 /h. As usinas de açúcar e álcool e as termoelétricas estão entre os setores com maior demanda, na avaliação da Siemens, mais especificamente em processos de alimentação de caldeiras de alta pressão (média de 20 kg/cm 2 ), que necessitam de água desmineralizada de altíssima qualidade para a geração de vapor, associados a tecnologias de eletrodeionização (EDI), os quais requerem controle de sílica, boro e condutividade em níveis baixíssimos. Segundo Batista, da Siemens Water, a O sistema de eletrodeionização da Gehaka produz até 2 mil L/h

8 Hydro Junho vés da osmose reversa. Em altas temperaturas, os orgânicos podem se transformar em ácidos orgânicos e automaticamente provocar a corrosão da caldeira, alerta. Apesar de existir uma preocupação crescente por parte da área Membranas espirais da GE Water Módulos de membranas de ultrafiltração Aquaflex, da Norit de utilidades das empresas, que é responsável pela operação de caldeiras e torres de resfriamento, ainda não tem sido dada toda a atenção devida à qualidade da água e nem do vapor produzido, uma vez que as indústrias estão mais focadas nas áreas de processos e produção, observa Simionato, da Dow. Segundo ele, sem o devido cuidado, o risco de formação de biofilme e de incrustação de cálcio e sílica (fouling e scaling) nas paredes da caldeira é grande o bastante para vitrificar e fragilizar sua estrutura. Uma das soluções da Dow para evitar esse problema são as membranas da linha FR (fouling resistance). A mais nova integrante da família é a BW30XFR-400/34i, feita de poliamida com 40 m 2 de área e dotada de espaçadores de 34 mil com geometria diferenciada (antes eram 28 mil), incrementando a resistência ao fouling orgânico e biológico. Simionato explica que as membranas com espaçadores de alimentação mais espessos operam com menos queda de pressão, o que resulta em menor pressão de alimentação e de consumo de energia. As membranas com espaçadores de alimentação mais espessos são menos propensas à incrustação especialmente em água de superfície ou fontes de alimentação mais desafiadoras, diz Simionato. A Perenne, que trabalha com a

9 24 Hydro Junho 2010 Especial Equipamento de osmose reversa instalado na Klabin, em Monte Alegre, PR, pela Enfil modalidade BOT built, operate and transfer, faz previsão de crescimento de 20% a 30% desta opção de serviço ao cliente nos próximos dois anos. O Brasil ainda será líder de mercado em sistemas de osmose reversa e novos fornecedores devem chegar em breve, afirma o engenheiro da Perenne. Quem já atua nesse mercado também não quer perder a oportunidade de incrementar seu portfólio, tanto que em razão do aumento da procura por sistemas de osmose reversa, a Water Warehouse, que até o início deste ano apenas comercializava componentes como vasos de pressão, membranas e periféricos, está introduzindo no mercado skids completos da PureGen, com capacidades de 200 L/h a 5 m 3 /h. Sistemas maiores poderão ser orçados mediante consulta, diz Ilha. Segundo ele, antes do fornecimento do equipamento, a empresa faz o perfil de partículas da água de alimentação através de testes próprios de SDI silt density index, um indicador de densidade de partículas coloidais bastante útil para mostrar a qualidade da água. Valores de SDI abaixo de 3 são os mais requeridos pelos fornecedores. Na ProMinent, o carro-chefe em sistemas de osmose reversa é a linha Dulcosmose. Os equipamentos têm capacidades de 100 L/h a 100 m 3 /h e são empregados principalmente no tratamento de água de processos das indústrias de bebidas e alimentícia, e da água de alimentação de caldeiras de alta pressão e de torres de resfriamento. Um dos destaques dos sistemas fornecidos pela ProMinent são os microprocessadores dedicados para o controle da operação. Integrados ou não a um PLC controlador lógico programável, os equipamentos permitem o monitoramento de parâmetros causadores de incrustação, formação de biofilme e necessidade de realização de limpeza química das membranas. Também trabalhamos com taxas de filtração diferentes para cada tipo de água de alimentação, diminuindo o estresse na superfície da membrana, garante Marcelo Ferreira, gerente de produto. Já na Ipabras, empresa do Rio de Janeiro fornecedora de sistemas de tratamento de água, especialmente por osmose reversa, filtração e ozônio, quem ganha terreno são os sistemas de osmose de duplo passo. Nesta configuração, a água do primeiro alimenta o segundo, fazendo com que a água sofra uma dupla dessalinização. Segundo Carlos Eduardo Lomazzi, engenheiro da Ipabras, a tecnologia vem se firmando como uma tendência principalmente entre as empresas que possuem sistemas simples. Muitas delas estão migrando para a osmose de duplo passo, com a vantagem de assegurar dupla barreira bacteriológica e viral no tratamento da água, garante. Os sistemas fornecidos têm produção a partir de 250 L/h, mas podem ser configurados em versões maiores conforme a necessidade. Prova do dinamismo do setor, na Gehaka, de São Paulo, a aposta é pela

10 Hydro Junho Sistema HighPure, da Pentair: vazão de 1800 a GPD substituição do modelo de osmose de duplo passo pela configuração de um passo seguido de eletrodeionização (EDI) em aplicações em que a remoção de sais deve ser absoluta, como na fabricação de medicamentos. Como a osmose reversa não pode concentrar até 100% e tem nível de rejeição médio de 95%, essa diferença pode ser removida com a EDI, com a vantagem de ser uma tecnologia limpa, observa Eduardo Per Horn, gerente de produtos. A empresa fornece sistemas de desmineralização de pequeno e médio porte para laboratórios e processos industriais, com ênfase no setor farmacêutico. Segundo Horn, em 2009 foram comercializados mais de 700 equipamentos de pequeno porte. Todas as vendas ficam atreladas a um programa de garantia que inclui instalação, manutenção corretiva e preventiva dos equipamentos. Pré-tratamento: etapa crítica Para garantir a qualidade da água que vai abastecer processos delicados como na indústria eletrônica, ou atender pacientes que necessitam de hemodiálise, por exemplo, os fornecedores de

11 26 Hydro Junho 2010 Especial sistemas e componente de osmose reversa se esforçam em aprimorar cada etapa do tratamento. É consenso entre as empresas do setor de que o pré-tratamento representa a fase mais crítica, ou seja, aquela que pode por tudo a perder se for mal executada. A vantagem de investir em um bom sistema de pré-tratamento está diretamente relacionada ao aumento da vida útil das membranas, que deixam de apresentar entupimentos prematuros e, consequentemente, de passar por limpezas químicas frequentes, sem perda de capacidade de absorção. A obstrução dos poros não vai afetar a qualidade da água, mas vai forçar o funcionamento das bombas e, com o aumento da pressurização, a membrana acaba rompendo, diz Peig, da Perenne. A recuperação fixada nos sistemas de osmose reversa fica em torno de 75% em média, justamente para evitar a saturação e incrustação de sais na superfície da membrana. Vale ressaltar que a cada ano de operação as membranas têm um declínio esperado de desempenho, que pode variar conforme o tipo de água de alimentação do sistema. Naqueles com circulação de água de reúso, por exemplo, a perda da capacidade de absorção chega a 10% ao ano. Em geral, as empresas garantem tempo médio de vida útil de dois anos para os sistemas e membranas de osmose reversa. Como alternativa de elevar a vida útil das membranas e também o desempenho do sistema, a opção é partir para o uso de módulos de micro e Centroprojekt: água desmineralizada alimenta caldeiras da Rhodia, em Paulínia, SP ultrafiltração no pré-tratamento. O sistema integrado de módulos de ultrafiltração no pré-tratamento permite dobrar a vida útil das membranas de osmose reversa, observa Simionato, da Dow. A empresa possui oito plantas em operação nesse padrão de fornecimento no Estado de São Paulo,

12 Hydro Junho instaladas em indústrias de bebidas, produtos químicos e de açúcar e álcool. Assim, antes de entrar no sistema de osmose reversa, o afluente sai da ultrafiltração com índice de turbidez inferior a 0,2 NTU e SDI < 2. Além de aumentar a vida útil do equipamento de osmose reversa, o sistema de prétratamento com ultrafiltração é mais compacto e chega a ocupar menos de ¼ do espaço usado pelos sistemas convencionais de pré-tratamento, segundo Roberto Freire, diretor geral da Norit no Brasil, empresa de origem holandesa fabricante de membranas de ultrafiltração. Por se tratar de uma barreira física, as membranas de ultrafiltração sempre vão bloquear a passagem de sólidos suspensos e garantir a mesma qualidade da água, diz Freire. No começo deste ano, a empresa lançou um modelo mais robusto de membrana de ultrafiltração, indicado para lidar com águas com alto teor de sólidos e que reduz pela metade a quantidade de produtos químicos no sistema, de acordo com a Norit. Trata-se da AquaFlex, disponível com espessuras de 0,8 mm para concentrações de sólidos de até 100 mg/l, e de 1,5 mm para concentrações de até 200 mg/l. A taxa de recuperação é elevada, ficando entre 90% e 98%, afirma Freire. A redução de custos dos sistemas de ultrafiltração é outro fator que tem tornado a tecnologia mais atraente. Comparado com cinco anos atrás, o preço de um equipamento está hoje até 20 vezes menor, observa o gerente da Gehaka. Precedidos dos tradicionais filtros de areia e carvão, que têm a importante função de reter cloro e matéria orgânica, e também do abrandador, responsável pela redução de dureza, os sistemas de osmose reversa podem ser turbinados com tecnologias mais eficientes. Como opção à substituição do filtro de areia ou do tipo multicamadas, por exemplo, a Water Warehouse oferece o Nextsand (zeólito). Trata-se de um mineral à base de clinoliptolita com potencial de adsorver partículas de 5 a 3 µ, um desempenho bem superior aos filtros de areia (50 e 40 µ) e aos multicamadas (até 20 µ). O produto não remove metais pesados e tem vida útil de três anos em média. No combate à deposição química de partículas (scaling) nas membranas, a Indeco, empresa de consultoria e projetos de conservação de água e energia de Sorocaba, SP, dispõe da tecnologia Zeta Rod, que se baseia no uso de eletrodos cerâmicos

13 28 Hydro Junho 2010 Especial Osmose reversa na Petrobras Nenhum elemento se faz mais presente em uma refinaria de petróleo do que a água. Ela responde pelo funcionamento de turbinas para o acionamento de máquinas e pelo aquecimento/resfriamento do processo produtivo. Além disso, o processamento de cada metro cúbico de petróleo consome cerca de igual volume de água. E justamente por assumir inúmeras funções, a água também deve ter características distintas para suprir as mais variadas aplicações. Na Petrobras, a reposição de água de alimentação de caldeiras para geração de vapor a partir do uso de água desmineralizada e polida vem se tornando tão importante quanto a água tratada (clarificada ou filtrada) empregada tradicionalmente na reposição das torres de resfriamento. Recentemente, algumas refinarias localizadas no Estado de São Paulo ampliaram sua capacidade de produção de água desmineralizada através de equipamentos de osmose reversa. Por exemplo, na Revap, em São José dos Campos, são dois trens em operação, cada um dimensionado para produzir até 75 m 3 /h. Em breve, mais quatro trens serão incorporados ao existente, cada um com capacidade de 100 m 3 /h, dando à refinaria autonomia de produção de quase 600 m 3 /h de água desmineralizada. A finalidade principal do sistema é tratar água bruta e parte do efluente tratado para produzir água de alimentação de caldeiras, explica Carlos Kayano, engenheiro químico e consultor da Revap. Também estão sendo implantados novos sistemas de desmineralização por osmose reversa na produção de água para geração de vapor de alta pressão na Recap (100 m 3 /h), em Mauá, e na Replan (220 m 3 /h), em Paulínia. Esta última já possui um equipamento de 170 m 3 /h. De acordo com João Pattaro, técnico de operação da Petrobras, outras duas unidades de osmose reversa estão sendo incorporadas na Replan, aumentando a capacidade total do sistema para 390 m 3 /h. Embora a produção de água desmineralizada a partir de membranas seja uma opção na Petrobras, há ressalvas quanto ao emprego da tecnologia. Em condições normais, a osmose reversa só é em princípio considerada a opção mais recomendada tecnicamente para salinidades a partir de 300 mg/l. Em faixas inferiores, consideramos como melhor opção técnica as resinas de troca iônica, observa Pedro Maciel, engenheiro químico e consultor na área de projetos de tratamento de águas em unidades operacionais on-shore. Segundo ele, as águas captadas frequentemente têm salinidade da ordem de 60 mg/l. Nesse caso, a desmineralização por resinas parece a melhor escolha, inclusive em razão da menor recuperação (maior perda global de água) no caso de se usar a osmose reversa em níveis baixos de salinidade, complementa José Scofield, também engenheiro químico e consultor da mesma equipe de Maciel. Atualmente, o grande nicho potencial de aplicação das membranas de osmose reversa encontra espaço na dessalinização em correntes de maior salinidade, como no reúso de efluentes finais salinos e purgas de torres de Refinaria Replan terá autonomia de 600 m³/h de água desmineralizada resfriamento. No entanto, a opção de dessalinização de purgas com baixa carga orgânica parece ser mais viável para a osmose reversa do que a do efluente final salino, que sempre tem carga orgânica residual, pondera Eduardo Torres, engenheiro químico e consultor de projetos de tratamento de efluentes de unidades on-shore. De acordo com Torres, sistemas de osmose reversa não são ainda considerados seguros pela Petrobras do ponto de vista operacional para a dessalinização de efluentes finais salinos devido à grande sensibilidade da osmose reversa a contaminações, sempre possíveis em efluentes. Atualmente, nas refinarias as salinidades costumam ser da ordem de 1000 mg/l, e com os novos sistemas de segregação e a maior proporção de petróleos nacionais no refino, a salinidade dos efluentes finais deve subir para faixas de 2 mil a 5 mil mg/l, diz Torres. Nesse caso, os engenheiros da Petrobras estimam que com o uso de equipamentos de osmose reversa, mesmo se superados os problemas de possíveis contaminações, a recuperação do sistema seria baixa (60% a 65%), tornando a opção menos atrativa. Uma outra alternativa para a dessalinização de efluente final salino, segundo os profissionais da Petrobras, seria o uso do EDR eletrodiálise reversa, que na opinião deles mostra-se mais robusto, menos exigente em termos de pré-tratamento e que nas mesmas condições têm taxa de recuperação maior, em torno de 85%. Nos principais projetos de reúso de efluentes finais salinos de refinarias, como os que estão sendo implantados na Repar (300 m 3 /h), no Paraná, e na Rnest (600 m 3 /h), em Pernambuco, a Petrobras adotou o EDR como equipamento de dessalinização, conclui Scofield. aplicados no pré-tratamento da osmose reversa e que podem ser aliados a um sistema de ultrafiltração. O uso dos eletrodos reduz a frequência de limpeza das membranas do pré-tratamento e da osmose reversa, aumentando a sua vida útil, diz Romeu Rovai Filho, consultor da área de conservação de água e energia. O motivo está no fato de os eletrodos atacarem um dos maiores vilões da eficiência de um sis- tema de osmose reversa, a colmatação, seja ela provocada pelos sais inerentes ao processo ou pela combinação de sais e o desenvolvimento de biofilme. Recuperadores de energia: redução de custos torna sistemas mais atraentes São inúmeros os argumentos a favor dos sistemas de osmose reversa, mas vale lembrar que apenas um pode colocar o fornecimento das membranas em xeque-mate: o alto consumo de energia necessário para vencer os elevados gradientes de pressão. Em sistemas de dessalinização de água do mar, por exemplo, as faixas típicas de pressão de operação variam de 55 a 70 bar. O preço do tratamento por metro cúbico, somados o capital e a operação do sistema, é

14

15 30 Hydro Junho 2010 Especial da ordem de US$ 1,00, segundo levantamento da Dow. A boa notícia é que já existem sistemas complementares de reaproveitamento da energia residual dos equipamentos de osmose reversa, reduzindo em cerca de 20% o custo do equipamento. Um exemplo é a utilização das turbinas Pelton, que uma vez acopladas à saída do sistema, recuperam em cerca de 80% a pressão de saída do rejeito (repleto de sais com valência elétrica), realimentando a entrada do equipamento. Na Califórnia, EUA, as turbinas fizeram o preço do metro cúbico de água tratada por osmose reversa cair para US$ 0,50, diz Ilha, da Water Warehouse. O consumo de energia foi reduzido de 6 para 4 kwh/m 3 em média, observa Hilsdorf, da Degrémont. Cerca de 1% das plantas de osmose reversa no Brasil abastecidas com água de poço ou de rio têm turbinas instaladas, e elas representam em média apenas 5% do custo de aquisição de um sistema, observa Peig, da Perenne. Uma das empresas que comercializam as turbinas no país é a Fluid Brasil. Fabricadas pela norte-americana Flowserve, elas são conhecidas por ERT energy recovery turbine e transformam a energia de pressão do rejeito da osmose reversa em energia cinética. As turbinas são parte integrante do sistema de alta pressão da osmose, explica Faus, gerente comercial. Especificamente para plantas de dessalinização, a empresa norte-americana ERI desenvolveu um sistema de recuperação de energia baseado em trocadores de pressão. Como o seu nome indica, o funcionamento do trocador de pressão é baseado em uma transferência hidráulica da energia residual da corrente do rejeito para uma corrente de by-pass da alimentação, de modo que apenas uma parcela do afluente tenha de ser pressurizada pela bomba de alta pressão. De acordo com Hilsdorf, da Degrémont, esse dispositivo permitiu uma redução significativa do consumo de energia em uma planta de dessalinização projetada pela empresa francesa em Barcelona, Espanha, cuja capacidade é de 200 mil m 3 /dia. O consumo de energia do sistema chega a 2,9 kwh/m 3 (inclui pré-tratamento e operação do equipamento do primeiro passo de osmose reversa). Se fossem usadas turbinas Pelton, o consumo seria de 3,4 kwh/m 3, afirma. Osmose reversa em aterro É muito simples imaginar um sistema de osmose reversa instalado em uma indústria para fins de reúso, mas as possibilidades de aplicação estão avançando. No aterro de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, por exemplo, a Haztec-Aquamec, empresa de soluções ambientais para água e efluentes, de São Paulo, propôs um modelo de tratamento do chorume combinando um sistema biológico de MBR biorreator com membrana e polimento com osmose reversa. O interessante neste projeto em particular é o fato de ter sido o rejeito do sistema, e não o permeado, o merecedor das atenções das equipes de engenharia. Isso porque estava previsto o reciclo do rejeito da osmose reversa ao início do sistema, sem tratamento, o que ocasionaria o aumento da salinidade, bem como um incremento na DQO não biodegradável. Consequentemente, seriam prejudicados tanto o sistema biológico quanto a

16 Hydro Junho vida útil das membranas. Em razão da elevada taxa de contaminantes do rejeito, incluindo a alta concentração de sais dissolvidos e DQO recalcitrante, haveria limitações quanto ao uso das membranas de osmose reversa se nada fosse feito, observa Rubens Francisco, superintendente de tecnologias da Haztec-Aquamec. Tanto que a empresa investiu R$ 2 milhões em pesquisas que levaram ao desenvolvimento de uma tecnologia própria de tratamento do rejeito, com base em método físico-químico através de precipitação com cal, seguido de um reator Fenton para controle da salinidade do sistema. Dessa forma, parte do rejeito é reintroduzida no sistema e parte é lançada em corpos hídricos próximos ao aterro. Em setembro de 2009, a empresa entrou com pedido de patente do processo junto ao Inpi Instituto Nacional de Propriedade Industrial. A configuração da estação de tratamento de efluentes desenvolvida pela Haztec-Aquamec para o aterro de Nova Iguaçu, que tem capacidade instalada de processar 600 m 3 /dia de chorume, envolve tratamento inicial em um reator anóxico para desnitrificação, seguindo por tanques aeróbios para remoção de carga orgânica e nitrificação. O sistema de MBR, formado por oito módulos de membranas de ultrafiltração (70 L/m 2.h), responde pela remoção do lodo biológico. Logo após, o efluente segue para os módulos em série (2 + 2 unidades) de membranas de osmose reversa, que fazem a remoção da DQO não biodegradável (taxa de filtração = 14 L/m 2.h). São gerados diariamente cerca de 600 m 3 /d de per- meado. Parte desse volume alimenta os sistemas de irrigação do aterro e parte é utilizada no abatimento de particulados. No mercado brasileiro, a grande maioria dos sistemas de osmose reversa é usada como processo de desmineralização para reposição de água de alimentação de caldeiras (geração de vapor), que necessita estar isenta de sólidos dissolvidos. Empresas como a Petrobras e as usinas de açúcar e álcool, por exemplo, são casos emblemáticos, uma vez que a água é imprescindível para a continuidade de suas operações. Mas também aumenta o leque de possibilidades de utilização das membranas de osmose reversa, e nesse caso fica mais fácil imaginar o consumo despreocupado de água dessalinizada saindo das torneiras de residências e edifícios comerciais.

Novas Tecnologias no Tratamento Terciário de Água Industrial

Novas Tecnologias no Tratamento Terciário de Água Industrial Novas Tecnologias no Tratamento Terciário de Água Industrial F. H. Harada a, F. P. Capeloza b, L. M. Scarpelini c a. Eng. Químico e MSc pela EPUSP, Coordenador de Engenharia e Propostas da Siemens Water

Leia mais

Aplicação de Reúso na Indústria Têxtil

Aplicação de Reúso na Indústria Têxtil Aplicação de Reúso na Indústria Têxtil 1. Indústria Têxtil Uma Abordagem Geral: Indústria têxtil tem como objetivo a transformação de fibras em fios, de fios em tecidos e de tecidos em peças de vestuário,

Leia mais

Reuso macroexterno: reuso de efluentes provenientes de estações de tratamento administradas por concessionárias ou de outra indústria;

Reuso macroexterno: reuso de efluentes provenientes de estações de tratamento administradas por concessionárias ou de outra indústria; Um local de grande potencialidade de reutilização de efluentes de ETE s é o setor industrial, afirma Giordani (2002), visto que várias fases dos processos produtivos podem aceitar águas de menor qualidade,

Leia mais

TRATAMENTO DE ÁGUA PARA CALDEIRAS DE ALTA PRESSÃO. Palavras chaves: geração de vapor, cogeração, tratamento químico, arraste volátil.

TRATAMENTO DE ÁGUA PARA CALDEIRAS DE ALTA PRESSÃO. Palavras chaves: geração de vapor, cogeração, tratamento químico, arraste volátil. TRATAMENTO DE ÁGUA PARA CALDEIRAS DE ALTA PRESSÃO Palavras chaves: geração de vapor, cogeração, tratamento químico, arraste volátil. Eng ARNO ROTHBARTH INTRODUÇÃO Nos dias atuais, onde o meio ambiente,

Leia mais

TRATAMENTO DA ÁGUA PARA GERADORES DE VAPOR

TRATAMENTO DA ÁGUA PARA GERADORES DE VAPOR Universidade Federal do Paraná Curso de Engenharia Industrial Madeireira MÁQUINAS TÉRMICAS AT-101 Dr. Alan Sulato de Andrade alansulato@ufpr.br 1 INTRODUÇÃO: A água nunca está em estado puro, livre de

Leia mais

REÚSO DE ÁGUA NO SISTEMA DE PRÉ-TRATAMENTO E CATAFORESE NO PROCESSO DE PINTURA AUTOMOTIVA

REÚSO DE ÁGUA NO SISTEMA DE PRÉ-TRATAMENTO E CATAFORESE NO PROCESSO DE PINTURA AUTOMOTIVA REÚSO DE ÁGUA NO SISTEMA DE PRÉ-TRATAMENTO E CATAFORESE NO PROCESSO DE PINTURA AUTOMOTIVA Ricardo Lamounier, Marcelo Pereira, Fábio Belasco, Mariana Lanza, Edson Freitas e Cassimiro Marques CNH Industrial

Leia mais

MERCADO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS NO BRASIL

MERCADO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS NO BRASIL MERCADO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS NO BRASIL Palavras-chave: Efluentes industriais, tecnologia ambiental, controle de poluição. 1 Introdução O mercado de tecnologias ambientais no Brasil, principalmente

Leia mais

Novas Tecnologias no Tratamento. Franco Hamilton Harada Larissa Matos Scarpelini

Novas Tecnologias no Tratamento. Franco Hamilton Harada Larissa Matos Scarpelini Novas Tecnologias no Tratamento Terciário i de Água Industrial Franco Hamilton Harada Fernando Palomares Capeloza Larissa Matos Scarpelini Tópicos a serem abordados d Tratamento terciário de águas: Troca

Leia mais

REUSO DE ÁGUA NA COGERAÇÃO DE ENERGIA

REUSO DE ÁGUA NA COGERAÇÃO DE ENERGIA REUSO DE ÁGUA NA COGERAÇÃO DE ENERGIA Por : ARNO ROTHBARTH INTRODUÇÃO Há muito tempo a preocupação com o consumo de água é uma constante nos assuntos pertinentes ao meio ambiente. A água é um bem comum,

Leia mais

Tratamento Descentralizado de Efluentes HUBER BioMem

Tratamento Descentralizado de Efluentes HUBER BioMem WASTE WATER Solutions Tratamento Descentralizado de Efluentes HUBER BioMem Solução HUBER para Tratamento Decentralizado de Efluentes Unidades móveis e fixas Uma variedade de opções de reutilização de efluentes

Leia mais

Crescimento constante

Crescimento constante Reportagem Ultrafiltração Crescimento constante Usada inicialmente no tratamento de efluentes, a ultrafiltração vem ganhando espaço no mercado e agora faz parte do pacote de soluções para o tratamento

Leia mais

Melhorias na Estação de Tratamento de Água e Esgoto para combate ao stress hídrico

Melhorias na Estação de Tratamento de Água e Esgoto para combate ao stress hídrico Melhorias na Estação de Tratamento de Água e Esgoto para combate ao stress hídrico Sr. Sylvio Andraus Vice- Presidente SINDESAM Agosto/2015 Índice ABIMAQ / SINDESAM Exemplos de Melhoria em Plantas de Água

Leia mais

11º Congresso Mundial de Esterilização 7º Simpósio Internacional de Esterilização e Controle de Infecção Hospitalar

11º Congresso Mundial de Esterilização 7º Simpósio Internacional de Esterilização e Controle de Infecção Hospitalar 11º Congresso Mundial de Esterilização 7º Simpósio Internacional de Esterilização e Controle de Infecção Hospitalar Qualidade da Água: Como definir a escolha do tratamento de água? Consultoria - Acquasoft

Leia mais

AUTON solução economia saúde proteção ambiental

AUTON solução economia saúde proteção ambiental Índice. APRESENTAÇÃO... 2 DESSALINIZAÇÃO POR OSMOSE REVERSA... 3 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO EM SKID... 4 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO EM CONTAINER... 5 ABRANDADORES... 6 FILTRO REMOVEDOR DE FERRO E MANGANÊS... 9 FILTROS

Leia mais

Tratamento de Água para Abastecimento

Tratamento de Água para Abastecimento Tratamento de Água para Abastecimento Prof. Dr. Jean Carlo Alanis Usos da água As águas são usadas ou consumidas pelo homem de várias maneiras. As águas são classificadas em dois grupos: - consuntivo;

Leia mais

ESTAÇÃO DE PRODUÇÃO DE ÁGUA DE REÚSO EPAR CAPIVARI II SANASA - CAMPINAS 5º ENCONTRO NACIONAL DE ÁGUAS ABIMAQ SÃO PAULO - SP 14 DE AGOSTO DE 2014

ESTAÇÃO DE PRODUÇÃO DE ÁGUA DE REÚSO EPAR CAPIVARI II SANASA - CAMPINAS 5º ENCONTRO NACIONAL DE ÁGUAS ABIMAQ SÃO PAULO - SP 14 DE AGOSTO DE 2014 ESTAÇÃO DE PRODUÇÃO DE ÁGUA DE REÚSO EPAR CAPIVARI II SANASA - CAMPINAS 5º ENCONTRO NACIONAL DE ÁGUAS ABIMAQ SÃO PAULO - SP 14 DE AGOSTO DE 2014 Objetivos principais do tratamento de esgoto Necessidade...A

Leia mais

MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA EM CALDEIRAS

MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA EM CALDEIRAS 1/5 MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA EM CALDEIRAS Uma parcela considerálvel do custo de operação de caldeiras envolve o gasto com combustível. Independente do tipo utilizado (óleo combustível, gás natural,

Leia mais

A WATER SOLUTION UMA SOLUÇÃO EM ÁGUAS

A WATER SOLUTION UMA SOLUÇÃO EM ÁGUAS A WATER SOLUTION UMA SOLUÇÃO EM ÁGUAS Escritório Rua Vicente Leporace, 1352 Campo Belo São Paulo-SP Tel.: (55 11) 2925-4297 Cel.: (55 11) 98787-5300 edison@1ws.com.br www.1ws.com.br NOSSO COMPROMISSO A

Leia mais

Depuração das aguas residuais provenientes da plantas de tratamento das superficies. Gianfranco Verona

Depuração das aguas residuais provenientes da plantas de tratamento das superficies. Gianfranco Verona Depuração das aguas residuais provenientes da plantas de tratamento das superficies Gianfranco Verona DESCARTE ZERO NUMA CABINE DE PINTURA SKIMMERFLOT Para o tratamento e a reutilização de águas provenientes

Leia mais

REÚSO DE ÁGUA REFINARIA S DA PETROBR A S MANTÊM PL ANOS PAR A REAPROVEITAR EFL UENTES EM CALDEIR A S E TORRES DE RESFRIAMENTO.

REÚSO DE ÁGUA REFINARIA S DA PETROBR A S MANTÊM PL ANOS PAR A REAPROVEITAR EFL UENTES EM CALDEIR A S E TORRES DE RESFRIAMENTO. REÚSO DE ÁGUA Agência Petrobras REFINARIA S DA PETROBR A S MANTÊM PL ANOS PAR A REAPROVEITAR EFL UENTES EM CALDEIR A S E TORRES DE RESFRIAMENTO Marcelo Furtado A Regap, em Betim-MG, reúsa efluentes como

Leia mais

SISTEMAS DE FILTRAÇÃO

SISTEMAS DE FILTRAÇÃO SISTEMAS DE FILTRAÇÃO CONCEITO DE FILTRAÇÃO Filtração é o processo de remoção de partículas sólidas de um meio líquido que passa através de um meio poroso. Desta forma, os materiais sólidos presentes no

Leia mais

PARECER TÉCNICO PROPOSTA DE REUSO DE ESGOTOS TRATADOS PELA USINA DE GERAÇÃO DE ENERGIA CARIOBA II

PARECER TÉCNICO PROPOSTA DE REUSO DE ESGOTOS TRATADOS PELA USINA DE GERAÇÃO DE ENERGIA CARIOBA II PARECER TÉCNICO PROPOSTA DE REUSO DE ESGOTOS TRATADOS PELA USINA DE GERAÇÃO DE ENERGIA CARIOBA II Autores: Ivanildo Hespanhol José Carlos Mierzwa São Paulo, 24 de maio de 2.001 Lienne Carla Pires 2 Índice

Leia mais

REUSO DE ÁGUA A PARTIR DE EFLUENTE TRATADO TÉCNICAS E INOVAÇÕES

REUSO DE ÁGUA A PARTIR DE EFLUENTE TRATADO TÉCNICAS E INOVAÇÕES REUSO DE ÁGUA A PARTIR DE EFLUENTE TRATADO TÉCNICAS E INOVAÇÕES OBTER ÁGUA DE REUSO DE BOA QUALIDADE COMEÇA POR UM SISTEMA TRATAMENTO DE ESGOTOS DE ALTA PERFORMANCE TRATAMENTO PRIMÁRIO: CONSISTE NA SEPARAÇÃO

Leia mais

SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE FULIGEM

SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE FULIGEM SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE FULIGEM Para atender às regulamentações ambientais de hoje, os gases emitidos por caldeiras que utilizam bagaço de cana e outros tipos de biomassa similares devem, obrigatoriamente,

Leia mais

BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15

BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15 BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15 Este boletim de engenharia busca apresentar informações importantes para conhecimento de SISTEMAS de RECUPERAÇÃO de ENERGIA TÉRMICA - ENERGY RECOVERY aplicados a CENTRAIS

Leia mais

O Mercado de Energia Eólica E e no Mundo. Brasil: vento, energia e investimento. São Paulo/SP 23 de novembro de 2007

O Mercado de Energia Eólica E e no Mundo. Brasil: vento, energia e investimento. São Paulo/SP 23 de novembro de 2007 O Mercado de Energia Eólica E no Brasil e no Mundo Brasil: vento, energia e investimento São Paulo/SP 23 de novembro de 2007 Energia: importância e impactos A energia é um dos principais insumos da indústria

Leia mais

Conceitos e definições do setor de gás natural

Conceitos e definições do setor de gás natural Conceitos e definições do setor de gás natural O que é o gás natural O gás natural é um combustível fóssil que se encontra na natureza, associado ou não ao petróleo, formado por hidrocarbonetos com predominância

Leia mais

Redução do Consumo de Água em Sistemas de Água de Resfriamento em Refinarias do Brasil. Nilson de Moura Gondim Petrobras/Abastecimento

Redução do Consumo de Água em Sistemas de Água de Resfriamento em Refinarias do Brasil. Nilson de Moura Gondim Petrobras/Abastecimento Redução do Consumo de Água em Sistemas de Água de Resfriamento em Refinarias do Brasil Nilson de Moura Gondim Petrobras/Abastecimento 28/11/2014 1. INTRODUÇÃO Motivação: A bacia do alto Tietê, abriga uma

Leia mais

OSMOSE INVERSA: o que você talvez gostaria de saber

OSMOSE INVERSA: o que você talvez gostaria de saber Jorge Gomes do Cravo Barros Assessor em geologia da 4ª CCR OSMOSE INVERSA: o que você talvez gostaria de saber Introdução: entendendo a dessalinização natural das águas A água é a substância mais abundante

Leia mais

SIDE STREAM AIRLIFT MBR DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO BEM SUCEDIDA DA NOVA GERAÇÃO DE MBR

SIDE STREAM AIRLIFT MBR DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO BEM SUCEDIDA DA NOVA GERAÇÃO DE MBR SIDE STREAM AIRLIFT MBR DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO BEM SUCEDIDA DA NOVA GERAÇÃO DE MBR Marcelo Bueno 1, Ronald van t Oever 2 and Stephan van Hoof 3 Atribuição: 1 Pentair Water do Brasil, Rua Mário Borin,

Leia mais

d e á g u a desmineraliza

d e á g u a desmineraliza desmineraliza d e á g u a Divulgação/Dow A pesar de ser um segmento amadurecido, cujas principais tecnologias resinas de troca iônica e membranas de osmose reversa já desenvolveram seus nichos de aplicação,

Leia mais

Banco de Boas Práticas Ambientais: Cases de. Antônio Malard FEAM 09/06/2015

Banco de Boas Práticas Ambientais: Cases de. Antônio Malard FEAM 09/06/2015 Banco de Boas Práticas Ambientais: Cases de Reuso de Água Antônio Malard FEAM 09/06/2015 Sumário Legislações de Reuso; Consumo de Água na Indústria; Experiências de Sucesso: Banco de Boas Práticas Ambientais;

Leia mais

Condensação. Ciclo de refrigeração

Condensação. Ciclo de refrigeração Condensação Ciclo de refrigeração Condensação Três fases: Fase 1 Dessuperaquecimento Redução da temperatura até a temp. de condensação Fase 2 Condensação Mudança de fase Fase 3 - Subresfriamento Redução

Leia mais

CATÁLOGO DOS PRODUTOS QUIMICOS

CATÁLOGO DOS PRODUTOS QUIMICOS CATÁLOGO DOS PRODUTOS QUIMICOS COMERCIALIZADOS PELA: Polímeros Catiônicos (Polieletrólitos) Funções e Benefícios Os Polímeros catiônicos comercializados pela AUTON têm alto poder de floculação, sendo utilizados

Leia mais

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE LAVAGEM DE GASES - ETALG

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE LAVAGEM DE GASES - ETALG ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE LAVAGEM DE GASES - ETALG Para atender às regulamentações ambientais atuais, os gases emitidos por caldeiras que utilizam bagaço de cana ou outros tipos de biomassa devem,

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE CALOR. em processos industriais. Uso do calor residual Economia em energia primária Proteção do meio ambiente Redução de custos

RECUPERAÇÃO DE CALOR. em processos industriais. Uso do calor residual Economia em energia primária Proteção do meio ambiente Redução de custos RECUPERAÇÃO DE CALOR em processos industriais Uso do calor residual Economia em energia primária Proteção do meio ambiente Redução de custos A RECUPERAÇÃO DO CALOR ECONOMIZA ENERGIA PRIMÁRIA Em várias

Leia mais

Introdução. Sistemas. Tecnologia. Produtos e Serviços

Introdução. Sistemas. Tecnologia. Produtos e Serviços Introdução Apresentamos nosso catálogo técnico geral. Nele inserimos nossa linha de produtos que podem ser padronizados ou de projetos desenvolvidos para casos específicos. Pedimos a gentileza de nos contatar

Leia mais

Funcionamento de uma Torre de Resfriamento de Água

Funcionamento de uma Torre de Resfriamento de Água Funcionamento de uma Torre de Resfriamento de Água Giorgia Francine Cortinovis (EPUSP) Tah Wun Song (EPUSP) 1) Introdução Em muitos processos, há necessidade de remover carga térmica de um dado sistema

Leia mais

Pesquisas e Implantação de Tecnologias de Ponta no Tratamento e Reuso de Efluentes Hídricos em Refinarias. Vânia M. J. Santiago PETROBRAS/CENPES

Pesquisas e Implantação de Tecnologias de Ponta no Tratamento e Reuso de Efluentes Hídricos em Refinarias. Vânia M. J. Santiago PETROBRAS/CENPES Pesquisas e Implantação de Tecnologias de Ponta no Tratamento e Reuso de Efluentes Hídricos em Refinarias Vânia M. J. Santiago PETROBRAS/CENPES ESCOPO PETROBRAS / CENPES Tratamento e reuso de efluentes

Leia mais

ULTRAVIOLETA DESINFECÇÃO DE ÁGUA E EFLUENTES COM RAIOS. Sistema de decantação. Fenasan 2013. tratamento de água e efluentes

ULTRAVIOLETA DESINFECÇÃO DE ÁGUA E EFLUENTES COM RAIOS. Sistema de decantação. Fenasan 2013. tratamento de água e efluentes revista especializada em tratamento de DESINFECÇÃO DE ÁGUA E EFLUENTES COM RAIOS ULTRAVIOLETA Sistema de decantação Ação dos decantadores em tratamento de água Fenasan 2013 9 772236 261064 junho/julho-2013

Leia mais

AMBIENTAL MS PROJETOS EQUIPAMENTOS E SISTEMAS

AMBIENTAL MS PROJETOS EQUIPAMENTOS E SISTEMAS AMBIENTAL MS PROJETOS EQUIPAMENTOS E SISTEMAS MANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO SISTEMA DE APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL MS TAC 4000 REV.02 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO AO SISTEMA DE TRATAMENTO PARA REUSO....

Leia mais

COMPONENTES PRINCIPAIS DO DESSALINIZADOR

COMPONENTES PRINCIPAIS DO DESSALINIZADOR COMPONENTES PRINCIPAIS DO DESSALINIZADOR 03 TUBOS DE ALTA PRESSÃO Nestes tubos estão instaladas as membranas, onde os espelhos de travamento, tubulações e mangueiras devem estar bem encaixados e sem vazamento.

Leia mais

Confira abaixo alguns dos equipamentos e soluções que a Xylem irá apresentar durante a Fenasan:

Confira abaixo alguns dos equipamentos e soluções que a Xylem irá apresentar durante a Fenasan: Xylem confirma presença na 24ª FENASAN Empresa levará para o evento suas principais soluções para o mercado de tratamento e transporte de água e efluentes A Xylem detentora das marcas Flygt, Godwin, Sanitaire,

Leia mais

ENSAIOS FÍSICO-QUÍMICOS PARA O TRATAMENTO DOS EFLUENTES DO TRANSPORTE HIDRÁULICO DAS CINZAS PESADAS DA USINA TERMELÉTRICA CHARQUEADAS

ENSAIOS FÍSICO-QUÍMICOS PARA O TRATAMENTO DOS EFLUENTES DO TRANSPORTE HIDRÁULICO DAS CINZAS PESADAS DA USINA TERMELÉTRICA CHARQUEADAS GIA / 10 17 a 22 de Outubro de 1999 Foz do Iguaçu Paraná - Brasil GRUPO XI GRUPO DE ESTUDOS DE IMPACTOS AMBIENTAIS (GIA) ENSAIOS FÍSICO-QUÍMICOS PARA O TRATAMENTO DOS EFLUENTES DO TRANSPORTE HIDRÁULICO

Leia mais

Trabalha nos diversos setores da indústria no Brasil, dentre os quais se destaca:

Trabalha nos diversos setores da indústria no Brasil, dentre os quais se destaca: HSO Hidráulica e Pneumática Ltda, e uma empresa constituída de engenheiros, técnicos e projetistas especializados nos setores de hidráulica e pneumática. Atuam fortemente na engenharia e desenvolvimento,

Leia mais

Engenharia Gerencial. A cogeração como alternativa aos desafios energéticos

Engenharia Gerencial. A cogeração como alternativa aos desafios energéticos A cogeração como alternativa aos desafios energéticos A visão corrente de que o Brasil possui um dos maiores parques de energia hidrelétrica do mundo, nos afasta de uma realidade um pouco distante disto.

Leia mais

Seja um Profissional em Energia Solar

Seja um Profissional em Energia Solar Seja um Profissional em Energia Solar Nós, da Blue Sol, acreditamos no empoderamento de todos os consumidores de energia elétrica no Brasil através da possibilidade de geração própria da energia consumida.

Leia mais

Amboretto Skids. Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel e água

Amboretto Skids. Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel e água Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, celulose e água 1 Disponível para Locação, Leasing e Cartão Amboretto Skids Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel

Leia mais

A Pall é líder mundial em tecnologias de purificação de fluidos para o setor de geração de energia.

A Pall é líder mundial em tecnologias de purificação de fluidos para o setor de geração de energia. A Pall é líder mundial em tecnologias de purificação de fluidos para o setor de geração de energia. A avançada ciência de filtração e separação e a alta qualidade de fabricação da Pall são aplicadas em

Leia mais

O Mercado de Energia Eólica E e no Mundo

O Mercado de Energia Eólica E e no Mundo O Mercado de Energia Eólica E no Brasil e no Mundo Audiência Pública P - Senado Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle Brasília/DF 19 de junho de 2008 Energia: importância

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA - IV REGIÃO (SP)

CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA - IV REGIÃO (SP) CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA - IV REGIÃO (SP) Princípios de reúso de água na indústria Ministrante: Química Industrial Ana Elisa S. Caravetti Gerente de projetos especiais da Kurita do Brasil Contatos:

Leia mais

Todos Vivemos a Jusante. We All Live Downstream...

Todos Vivemos a Jusante. We All Live Downstream... Todos Vivemos a Jusante. We All Live Downstream... Tratamento terciário para produção de água de reuso. Sistema modular de ultra-filtração, em containers, com membranas cerâmicas de carbeto de silício.

Leia mais

Alimentação de Caldeiras

Alimentação de Caldeiras Tratamento Sustentável para a água de Alimentação de Caldeiras Siemens Ltda Water Technologies 27 outubro 2011 Nossas raízes nasceram na USFilter Page 2 11/2011 Marcelo Batista Nossas raízes nasceram na

Leia mais

REFERÊNCIAS DE PROJETOS DE RECICLAGEM...8

REFERÊNCIAS DE PROJETOS DE RECICLAGEM...8 Índice EP ENGENHARIA DO PROCESSO...4 NOSSA ESTRUTURA DE PROJETOS E ADMINISTRATIVA...5 ESTRUTURA LABORATORIAL - EP ANALÍTICA...6 LABORATÓRIOS DE ANÁLISES AMBIENTAIS...7 REFERÊNCIAS DE PROJETOS DE RECICLAGEM...8

Leia mais

Pré-tratamento de água de purga de torre para o processo de osmose inversa

Pré-tratamento de água de purga de torre para o processo de osmose inversa X Workshop sobre Gestão e Reúso de Água na Indústria Prétratamento de água de Fabiana Valéria da Fonseca (Escola de QuímicaUFRJ) R.Suhett; V.M.J. Santiago; Bispo, D.; C.P. Borges 1 Características da Purga

Leia mais

Tratamento de Água. Numa estação de tratamento de água, o processo ocorre em etapas:

Tratamento de Água. Numa estação de tratamento de água, o processo ocorre em etapas: Tratamento de Água Definição Tratamento de Água é um conjunto de procedimentos físicos e químicos que são aplicados na água para que esta fique em condições adequadas para o consumo, ou seja, para que

Leia mais

Desafios e perspectivas do reuso de esgotos sanitários em áreas urbanas: O projeto da ETE Penha - CEDAE. Edição 26/03/08

Desafios e perspectivas do reuso de esgotos sanitários em áreas urbanas: O projeto da ETE Penha - CEDAE. Edição 26/03/08 Desafios e perspectivas do reuso de esgotos sanitários em áreas urbanas: O projeto da ETE Penha - CEDAE Edição 26/03/08 1 Desafios e perspectivas do reuso de esgotos sanitários em áreas urbanas: O projeto

Leia mais

AEROTEC SANEAMENTO BÁSICO LTDA.

AEROTEC SANEAMENTO BÁSICO LTDA. INTRODUÇÃO Todo e qualquer sistema de captação e tratamento de efluente doméstico tem como destino final de descarte desse material, direta ou indiretamente, corpos d água como seus receptores. A qualidade

Leia mais

feam FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE PARECER TÉCNICO

feam FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE PARECER TÉCNICO FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE PARECER TÉCNICO Parecer Técnico GEDIN 97/2008 Processo COPAM: 17/1988/011/2006 Empreendedor: AVG SIDERURGIA LTDA. Empreendimento: DN Código Classe Porte Atividade: Produção

Leia mais

Principais equipamentos de uma estação de tratamento Físico-químico de efluentes industriais

Principais equipamentos de uma estação de tratamento Físico-químico de efluentes industriais MATÉRIAS TÉCNICAS Principais equipamentos de uma estação de tratamento Físico-químico de efluentes industriais Nesta matéria é descrito o estado atual tecnológico dos principais equipamentos utilizados

Leia mais

Geração de Energia a partir do lixo urbano. Uma iniciativa iluminada da Plastivida.

Geração de Energia a partir do lixo urbano. Uma iniciativa iluminada da Plastivida. Geração de Energia a partir do lixo urbano. Uma iniciativa iluminada da Plastivida. Plástico é Energia Esta cidade que você está vendo aí de cima tem uma população aproximada de 70.000 mil habitantes e

Leia mais

MARETE INDUSTRIAL APLICAÇÕES

MARETE INDUSTRIAL APLICAÇÕES A estação da série é um sistema de tratamento de efluentes industriais de fluxo contínuo com finalidade de lançamento em corpos receptores ou reuso interno, servindo a diversos segmentos industriais. O

Leia mais

Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer

Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer A demanda crescente nos mercados interno e externo por combustíveis renováveis, especialmente o álcool, atrai novos investimentos para a formação

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE OSMOSE REVERSA PARA TRATAMENTO DE ÁGUAS

UTILIZAÇÃO DE OSMOSE REVERSA PARA TRATAMENTO DE ÁGUAS UTILIZAÇÃO DE OSMOSE REVERSA PARA TRATAMENTO DE ÁGUAS Débora Ariana Corrêa da Silva¹ Érika Barbosa dos Santos¹ Prof. Dr. José Arnaldo Duarte² deiaariana@hotmail.com erikamecatronica@hotmail.com josearnaldoduarte@hotmail.com

Leia mais

O que é filtragem? Técnicas de filtragem para irrigação. Porque utilizar a filtragem? Distribuição das partículas sólidas

O que é filtragem? Técnicas de filtragem para irrigação. Porque utilizar a filtragem? Distribuição das partículas sólidas Técnicas de filtragem para irrigação Prof. Roberto Testezlaf Faculdade de Engenharia Agrícola UNICAMP IV SIMPÓSIO DE CITRICULTURA IRRIGADA Bebedouro, 06 de julho de 2006 O que é filtragem? Processo de

Leia mais

Disciplina: Fontes Alternativas de Energia

Disciplina: Fontes Alternativas de Energia Disciplina: Fontes Alternativas de Parte 1 Fontes Renováveis de 1 Cronograma 1. Fontes renováveis 2. Fontes limpas 3. Fontes alternativas de energia 4. Exemplos de fontes renováveis 1. hidrelétrica 2.

Leia mais

Fusões e Aquisições no Setor Sucroalcooleiro e a Promoção da Bioeletricidade

Fusões e Aquisições no Setor Sucroalcooleiro e a Promoção da Bioeletricidade Fusões e Aquisições no Setor Sucroalcooleiro e a Promoção da Bioeletricidade Nivalde J. de Castro 1 Guilherme de A. Dantas 2 A indústria sucroalcooleira brasileira passa por um intenso processo de fusões

Leia mais

VI-004 MONITORAMENTO EM TEMPO REAL DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS MANANCIAIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO - RMSP

VI-004 MONITORAMENTO EM TEMPO REAL DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS MANANCIAIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO - RMSP VI-004 MONITORAMENTO EM TEMPO REAL DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS MANANCIAIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO - RMSP Armando Perez Flores (1) Bacharel em Química pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras

Leia mais

DC Modular Otimizado para consumo mínimo de água

DC Modular Otimizado para consumo mínimo de água DC Modular Otimizado para consumo mínimo de água A água aquecida que retorna do processo ingressa no DryCooler e ao sair é recolhida em um reservatório, sendo bombeada de volta ao processo já na temperatura

Leia mais

Gestão total da água. Sistemas de tratamento de água e de águas residuais para navios e plataformas marítimas

Gestão total da água. Sistemas de tratamento de água e de águas residuais para navios e plataformas marítimas Gestão total da água Sistemas de tratamento de água e de águas residuais para navios e plataformas marítimas Tecnologias da água Fabricado na Alemanha Longa Experiência A RWO Marine Water Technology é

Leia mais

Quem fabrica o CALMAT? CALMAT é um produto fabricado na Alemanha pela CWT Christiani Wassertechnik GmbH, empresa fundada em 1948, com sede em Berlim.

Quem fabrica o CALMAT? CALMAT é um produto fabricado na Alemanha pela CWT Christiani Wassertechnik GmbH, empresa fundada em 1948, com sede em Berlim. O que é CALMAT? CALMAT é um aparelho para tratamento físico das águas calcárias, que elimina os inconvenientes das incrustações causadas pelos sais de cálcio e magnésio. Além disso, remove as incrustações

Leia mais

Parâmetros de qualidade da água. Variáveis Físicas Variáveis Químicas Variáveis Microbiológicas Variáveis Hidrobiológicas Variáveis Ecotoxicológicas

Parâmetros de qualidade da água. Variáveis Físicas Variáveis Químicas Variáveis Microbiológicas Variáveis Hidrobiológicas Variáveis Ecotoxicológicas Parâmetros de qualidade da água Variáveis Físicas Variáveis Químicas Variáveis Microbiológicas Variáveis Hidrobiológicas Variáveis Ecotoxicológicas Coloração - COR Variáveis Físicas associada à presença

Leia mais

GE Power & Water Water & Process Technologies. Soluções para água municipal e águas residuais

GE Power & Water Water & Process Technologies. Soluções para água municipal e águas residuais GE Power & Water Water & Process Technologies Soluções para água municipal e águas residuais Há mais de um século, a GE vem oferecendo soluções sustentáveis para ajudar seus clientes em todo o mundo a

Leia mais

PRESSEINFORMATION COMUNICADO DE IMPRENSA

PRESSEINFORMATION COMUNICADO DE IMPRENSA PRESSEINFORMATION COMUNICADO DE EcoCWave da Dürr Ecoclean: Qualidade superior, eficiência de custos e confiabilidade de processo na lavagem à base de água Filderstadt/Germany, junho 2014 com sua EcoCWave,

Leia mais

Revista EXAME: As 10 armadilhas da Previdência Complementar

Revista EXAME: As 10 armadilhas da Previdência Complementar Revista EXAME: As 10 armadilhas da Previdência Complementar Os fundos de previdência privada, sejam fechados ou abertos, têm características próprias e vantagens tributárias em relação aos investimentos

Leia mais

Capítulo I Água potável, mineral e de mesa

Capítulo I Água potável, mineral e de mesa Ciência Alimentar e Saúde Composição de Alimentos II Capítulo I Água potável, mineral e de mesa Água Potável deve ser transparente, sem cor, sem odor, livre de microorganismos patogénicos (baixo em microorganismos

Leia mais

Índice de 11,6% é maior do que 11,4% registrado no último dia de fevereiro. Outros 5 sistemas também subiram,mas São Paulo ainda vive crise hídrica.

Índice de 11,6% é maior do que 11,4% registrado no último dia de fevereiro. Outros 5 sistemas também subiram,mas São Paulo ainda vive crise hídrica. PROJETO ATUALIZAR 2015 TEMA SISTEMA CANTAREIRA DATA DE APLICAÇÃO 09 a 13/03/2015 PROFESSORES RESPONSÁVEIS Cristiane e Felipe 1. SUGESTÕES DE PONTOS QUE PODEM SER ABORDADOS 1.1. A importância da água 1.2.

Leia mais

Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Sistemas de Tratamento de Efluentes Líquidos Industriais

Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Sistemas de Tratamento de Efluentes Líquidos Industriais Governo do Estado do Rio Grande do Norte Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Sistemas Avenida Nascimento de Castro, 2127 Lagoa

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD)

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL RAQUEL ALVES DA SILVA CRUZ Rio de Janeiro, 15 de abril de 2008. TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL TERMOELÉTRICAS

Leia mais

Pulsapak. Planta Compacta de Tratamento de Água Potável

Pulsapak. Planta Compacta de Tratamento de Água Potável Pulsapak Planta Compacta de Tratamento de Água Potável Pulsapak Planta Compacta de Tratamento de Água Potável Cidade de Plantagenet, Ontário. Vazão: 70 m3/h (308 US GPM). O Pulsapak, uma planta compacta

Leia mais

Infinity Tower características de projeto e tecnologia de sistemas prediais para a sustentabilidade.

Infinity Tower características de projeto e tecnologia de sistemas prediais para a sustentabilidade. Realização: Parceiro: Infinity Tower características de projeto e tecnologia de sistemas prediais para a sustentabilidade. Cesar Ramos - Gerente de projetos da Yuny Incorporadora Daniel Gallo - Gerente

Leia mais

Um pouco da nossa história

Um pouco da nossa história Um pouco da nossa história Possui 250 empresas Presente 57 países 119 mil empregados Produtos presente 175 países US$ 63,4 bilhões faturamento Instalada em SP em 1933 Em 1954 mudou-se para SJC 1 milhão

Leia mais

ETAPAS DE UM TRATAMENTO DE EFLUENTE

ETAPAS DE UM TRATAMENTO DE EFLUENTE ETAPAS DE UM TRATAMENTO DE EFLUENTE Estação de Tratamento de Efluente (ETE) compreende basicamente as seguintes etapas: Pré-tratamento (gradeamento e desarenação), Tratamento primário (floculação e sedimentação),

Leia mais

Tecnologia de sistemas.

Tecnologia de sistemas. Tecnologia de sistemas. HYDAC Dinamarca HYDAC Polônia HYDAC Brasil HYDAC Índia HYDAC China HYDAC França HYDAC Alemanha Seu parceiro profissional para a tecnologia de sistemas. Com mais de 7.500 colaboradores

Leia mais

Reuso de Efluentes em Atividades Industriais

Reuso de Efluentes em Atividades Industriais Artigo Técnico Reuso de Efluentes em Atividades Industriais 1 2 3 Santos, M. F. ; Santos, R. S. ; Beretta, M. 1 CETREL LUMINA; 2- Faculdade Área 1; 3 Escola Politécnica-UFBA Resumo Água é indubitavelmente

Leia mais

Área de Distribuição e Comercialização Identificação do Trabalho: BR-34 Maceió, Brasil, Agosto de 2005

Área de Distribuição e Comercialização Identificação do Trabalho: BR-34 Maceió, Brasil, Agosto de 2005 COMISSÃO DE INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA REGIONAL COMITÊ NACIONAL BRASILEIRO V CIERTEC - SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO DE PERDAS, EFICIENTIZAÇÃO ENERGÉTICA E PROTEÇÃO DA RECEITA NO SETOR ELÉTRICO Área

Leia mais

Inversores de Freqüência na Refrigeração Industrial

Inversores de Freqüência na Refrigeração Industrial ersores de Freqüência na Refrigeração Industrial Os inversores de freqüência possuem um vasto campo de aplicações dentro da área de refrigeração industrial. São utilizados nas bombas de pressurização,

Leia mais

TRATAMENTO PARA DESINCRUSTAÇÃO DE AGENTES FERRUGINOSOS, E REAVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS HIDRÁULICOS DE POÇOS A EXPERIÊNCIA DO SAAE DE GUARULHOS-SP

TRATAMENTO PARA DESINCRUSTAÇÃO DE AGENTES FERRUGINOSOS, E REAVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS HIDRÁULICOS DE POÇOS A EXPERIÊNCIA DO SAAE DE GUARULHOS-SP TRATAMENTO PARA DESINCRUSTAÇÃO DE AGENTES FERRUGINOSOS, E REAVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS HIDRÁULICOS DE POÇOS A EXPERIÊNCIA DO SAAE DE GUARULHOS-SP Flavio Geraidine Naressi Serviço Autônomo de Água e Esgoto

Leia mais

ESTUDO TÉCNICO E ECONÔMICO PARA IMPLANTAÇÃO DE REÚSO DE ÁGUA EM UMA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES SANITÁRIOS DE UMA INDÚSTRIA ELETRÔNICA.

ESTUDO TÉCNICO E ECONÔMICO PARA IMPLANTAÇÃO DE REÚSO DE ÁGUA EM UMA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES SANITÁRIOS DE UMA INDÚSTRIA ELETRÔNICA. ESTUDO TÉCNICO E ECONÔMICO PARA IMPLANTAÇÃO DE REÚSO DE ÁGUA EM UMA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES SANITÁRIOS DE UMA INDÚSTRIA ELETRÔNICA. Nilton de Paula da Silva 1 Ederaldo Godoy Junior 2 José Rui

Leia mais

Reuso de Água na ArcelorMittal Tubarão. Maio /2015

Reuso de Água na ArcelorMittal Tubarão. Maio /2015 Reuso de Água na ArcelorMittal Tubarão Maio /2015 A empresa produtora de aço Número um no mundo PERFIL Líder nos principais mercados, entre eles o de automóveis, construção, eletrodomésticos e embalagens.

Leia mais

JUSTIFICATIVAS PROPOSTA de LIMITES DE EMISSÕES FONTES EXISTENTES REFINARIAS

JUSTIFICATIVAS PROPOSTA de LIMITES DE EMISSÕES FONTES EXISTENTES REFINARIAS JUSTIFICATIVAS PROPOSTA de LIMITES DE EMISSÕES FONTES EXISTENTES REFINARIAS 1. Objetivo: Considerando os limites estabelecidos pela CONAMA 382 como referências para as fontes existentes, este documento

Leia mais

VISÃO: Ser reconhecida pela participação e trabalhos realizados nos processos que possibilitam economia de óleos e preservação ambiental.

VISÃO: Ser reconhecida pela participação e trabalhos realizados nos processos que possibilitam economia de óleos e preservação ambiental. APRESENTAÇÃO 1. QUEM SOMOS A CTF do Brasil é uma empresa com sólidos conhecimentos em tecnologia de microfiltragem de óleos industriais, cujo portfólio de serviços tem respaldo na experiência de sua diretoria,

Leia mais

Soluções sustentáveis para a vida.

Soluções sustentáveis para a vida. Soluções sustentáveis para a vida. A Ecoservice Uma empresa brasileira que está constantemente em busca de recursos e tecnologias sustentáveis para oferecer aos seus clientes, pessoas que têm como conceito

Leia mais

INSTALAÇÃO DE UNIDADES DE DESFLUORETAÇÃO PARA AS ÁGUAS DE CAPTAÇÃO SUBTERRÂNEA NAS LOCALIDADES SANTA MARIA E TIBAGÍ DAE SÃO CAETANO DO SUL

INSTALAÇÃO DE UNIDADES DE DESFLUORETAÇÃO PARA AS ÁGUAS DE CAPTAÇÃO SUBTERRÂNEA NAS LOCALIDADES SANTA MARIA E TIBAGÍ DAE SÃO CAETANO DO SUL INSTALAÇÃO DE UNIDADES DE DESFLUORETAÇÃO PARA AS ÁGUAS DE CAPTAÇÃO SUBTERRÂNEA NAS LOCALIDADES SANTA MARIA E TIBAGÍ DAE SÃO CAETANO DO SUL 1 SÍNTESE DO TRABALHO A SER APRESENTADO A existência de dois poços

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL DE QUALIDADE DAS ÁGUAS DE ABASTECIMENTO - 2009

RELATÓRIO ANUAL DE QUALIDADE DAS ÁGUAS DE ABASTECIMENTO - 2009 RELATÓRIO ANUAL DE QUALIDADE DAS ÁGUAS DE ABASTECIMENTO - 2009 INTRODUÇÃO O objetivo deste relatório é apresentar os resultados, relativos ao ano de 2009, de qualidade das águas de abastecimento de Jurerê

Leia mais

O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais: O sistema conta com dois mananciais, ambos com captações superficiais:

O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais: O sistema conta com dois mananciais, ambos com captações superficiais: 3.8 SÃO JOÃO NEPOMUCENO Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul A Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA, é o órgão responsável pela operação e manutenção

Leia mais

Membranas de UF para produção de água potável Estudo de Caso ETA ABV. Isadora Nagaoka 05 de Agosto de 2015

Membranas de UF para produção de água potável Estudo de Caso ETA ABV. Isadora Nagaoka 05 de Agosto de 2015 Membranas de UF para produção de água potável Estudo de Caso ETA ABV Isadora Nagaoka 05 de Agosto de 2015 Koch Membrane Systems - KMS Koch Industries, Inc. ( KII ) Koch Chemical Technology Group Koch-Glitsch,

Leia mais

3.5 SANTOS DUMONT. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, sua operação e manutenção cabe a Prefeitura local, através da Secretaria de Obras.

3.5 SANTOS DUMONT. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, sua operação e manutenção cabe a Prefeitura local, através da Secretaria de Obras. Esta unidade compõe-se de três conjuntos moto-bombas idênticos, dos quais dois operam em paralelo, ficando o terceiro como unidade de reserva e/ou rodízio. Estão associados, cada um, a um motor elétrico

Leia mais

Células de combustível

Células de combustível Células de combustível A procura de energia no Mundo está a aumentar a um ritmo alarmante. A organização WETO (World Energy Technology and Climate Policy Outlook) prevê um crescimento anual de 1,8 % do

Leia mais